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Francisco Rolfsen Belda

Análise de reportagem

com um comentário

Análise de uma reportagem de sua escolha sobre tema de agroeconomia, considerando vocabulário (análise lexical), estruturas narrativas (enredo, cenários, personagens etc.), argumentos e teses sustentadas, uso de recursos gráficos (fotos, infográficos, quadros, tabelas) e fontes citadas na reportagem. Anexar imagem escaneada da página ou lincar a reportagem analisada.

Escrito por Francisco Rolfsen Belda

11/09/2010 às 19:50

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  1. Rafaela Taísa Menin – Análise de reportagem
    Veículo: Época Negócios
    Edição: Setembro de 2010, n. 43
    Reportagem analisada: “Fazenda-modelo”, página 150.
    Repórter: Raquel Salgado
    Fotos: Beto Riginik
    Link: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EIT0-16294,00.html

    A reportagem “Fazenda-modelo” tem como subtítulo “Como Walter Horita, um engenheiro mecânico nascido no Paraná, levou uma gestão moderna ao cerrado baiano e se tornou um dos três maiores produtores de algodão do Brasil”. A partir daí já é possível os assuntos-chave da reportagem.
    Ao olhar para o título da matéria já é possível ter uma noção do que vem adiante. A maneira como as palavras “Fazenda-modelo” foram escritas, com letras grandes e brancas e com hífen, já começa ligando o próprio título ao tema principal da reportagem, algodão.
    Uma foto de uma plantação de algodão encobre as duas primeiras páginas da reportagem. A foto também mostra um horizonte que parece inacabável ao fundo, que ao meu ver, já começa explicando o porquê do título da matéria. Como se uma “fazenda-modelo” precisasse ser grande e bem cuidada como aquela. Ao longo do texto é possível perceber que a propriedade do produtor de algodão em questão, o Sr. Horita, é realmente enorme e “modelo” para o Brasil e exterior.
    Ao virar a página, o leitor se depara com duas situações: texto na página 152, e na 153 há uma foto de página inteira do rosto do produtor de algodão. Não tem como não olhar para a foto primeiramente, só de olhar já é criada um tipo de simpatia com o Sr. Horita.
    Ao voltar para a página 152, começo a ler o texto e me impressiono: a repórter começa descrevendo uma cena, que parece ter presenciado: “O empresário Walter Horita, 48 anos, protege-se do sol escaldante do cerrado baiano no interior de uma usina que separa os caroços das plumas de algodão. Contempla em silêncio a montanha de chumaços brancos recém-colhidos dos que chegam em caminhões para ser beneficiados…” Depois de ler este trecho, com certeza a vontade é de continuar lendo a matéria.
    Ao longo dela, a repórter utiliza algumas expressões econômicas, como “commodity”, “traders”, “arrobas” e “hedge”, mas é notável a simplicidade com que a grande maioria da reportagem foi construída. Há muita simplicidade de vocabulário, com exceção de alguns termos, que deixa a reportagem leve ao ser lida.
    Ao longo das sete páginas, a repórter ainda opta por usar mais uma foto das mãos de Horita segurando algodão, e outra de um funcionário colhendo algodão em cima de uma máquina. Também utiliza um gráfico que mostra a evolução do algodão no Brasil, de 1999 a 2010. Também há um olho e um box, logo após o gráfico brasileiro, chamando a atenção para os números da “fazenda-modelo” de Horita.
    Apesar da matéria elencar um personagem e querer mostrar a fazenda-modelo dele, a repórter utiliza somente duas fontes: o próprio personagem e o ex-ministro da agricultura, Roberto Rodrigues. Além dessas fontes, ainda pode-se citar o gráfico com dados brasileiros e um relatório sobre agricultura da FAO, que trazem mais dados ao texto.
    Ao longo da reportagem, fica claro que a valorização dos funcionários e da tecnologia fez a diferença na fazenda de Horita, para ele se tornar “modelo”. Além disso, a página seguinte da matéria vem com uma espécie de “extra”, em que enfatiza a tecnologia e as exportações do Brasil por setor.

    Rafaela Menin

    01/10/2010 em 1:10

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