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Francisco Rolfsen Belda

Bom senso no comércio

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Para a cidade é bom, muito bom mesmo, ter o comércio aberto aos sábados até as 17 horas. Acho que todos deveriam concordar com isso. É bom para quem vende, bom para quem compra, bom para quem passeia, bom para quem pesquisa, bom para quem presta uma infinidade de serviços que dependem do movimento nas ruas e calçadas para fazer o dinheiro circular. É isso o que faz da cidade o principal polo comercial da região. É o algo mais que ajuda a atrair gente de Matão, Taquaritinga, Ibitinga, Américo, Santa Lúcia, Ibaté e até da comercialmente acanhada São Carlos, para comprar, pesquisar, pechinchar, bater perna, tomar sorvete, cafezinho e, quem sabe, emendar um cinema e um restaurante na nossa cidade. É bom, enfim, porque dá impulso à nossa economia. Isso é bom. Ponto. 
Por que, então, tanta polêmica e tanto apoio para a proposta, já aprovada pela Câmara Municipal e que poderá ser contestada na Justiça, de fazer o comércio fechar suas portas mais cedo nesse que é o melhor dia da semana? O legítimo e indiscutível direito de os comerciários poderem descansar e aproveitar esse dia com suas famílias e amigos, em vez de ver o sábado passar detrás do balcão, não me parece motivo suficiente para tamanha celeuma, muito menos requisito para uma lei municipal. Bastaria um regime de escala ou rodízio, como aliás é feito nesta Tribuna Impressa e em tantas outras empresas que mantêm atividades contínuas em finais de semana, de modo que cada funcionário pudesse trabalhar em um sábado e folgar no outro. Ou algo próximo disso.

Haveria necessidade de mais contratações? Ora, isso é bom também! Não creio que chegue a sangrar os comerciantes. Assunto a ser negociado diretamente entre patrões e empregados, por meio de seus sindicatos, talvez sob mediação da Justiça do Trabalho. Nada além disso. Para quem vê de fora, fica a sensação de que falta bom senso e sobra oportunismo entre os que se batem atrás de leis e outras pirotecnias que talvez sirvam como reserva de votos, mas não ajudam ao tentar impor uma solução que deveria surgir pela livre iniciativa das partes. E isso não é bom.

Escrito por Francisco Rolfsen Belda

30/09/2011 às 13:12

Publicado em Coluna

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