teia de ideia [mídia e tecnologia]

Francisco Rolfsen Belda

Texto: “Os dilemas do vegetarianismo”, jornal FSP

com 29 comentários

Leia o texto a seguir, de Marcelo Leite, publicado no caderno Ilustríssima, da Folha de S. Paulo, em 17 de outubro de 2010. Reflita sobre o modo como o autor combina técnicas de resenha (ao apreciar obras) e de reportagem (ao retratar o tema) na construção da matéria. Considere, também, a interface entre a abordagem científica do assunto e os aspectos comportamentais influentes nos hábitos de alimentação. Redija, a seguir, um comentário de 10 linhas sobre o assunto e sua abordagem e poste nesta página até a próxima aula.

Os dilemas do vegetarianismo: Peter Singer e Michael Pollan

MARCELO LEITE
DE SÃO PAULO

COMER É MUITO complicado. É provável que as características do cérebro humano e a cultura tenham evoluído com o empilhamento, ao longo de milhões de anos, de habilidades talhadas para a caça: altruísmo, sociabilidade, linguagem, planejamento, uso de ferramentas e estratégia. Só depois veio a agricultura, mas com a mesma função: escapar de fome, sofrimento e morte.

Uma dezena de milhar de anos depois, comer deixou de ser complicado -ao menos para aquela fração da humanidade com renda para comprar comida regularmente e ler jornais. O alimento não brota mais da terra, com muito suor, nem foge em pânico sobre o campo. Repousa, plácido, nas prateleiras e balcões do supermercado.

O complicado, agora, é comprar. São muitas as opções: carnes, verduras, frutas, cereais; carne vermelha, aves, pescado, ovos, laticínios; proteínas, lipídios, calorias, fibras, vitaminas; ômega-3, licopeno, isoflavonas, polifenóis; importados, regionais, locais; orgânicos, kosher, halal…

Dois livros estão na praça para tornar as escolhas ainda mais complexas. O primeiro, a pretexto de simplificar, compila um menu de normas para comer que, digeridas, excretarão sabedoria. O segundo, mais exigente, incorpora dimensão moral à deglutição e transforma hábitos alimentares dominantes em práticas comparáveis às do racismo.
Para dificultar mais um pouco, os dois autores -Michael Pollan e Peter Singer- não se entendem à mesa.

A obra de Pollan é *”Regras da Comida – Um Manual da Sabedoria Alimentar” (trad. Adalgisa Campos da Silva, Intrínseca, 160 págs., R$ 19,90)*. Depois da fama adquirida com os best-sellers “Em Defesa da Comida”“O Dilema do Onívoro”, o jornalista americano e professor na Universidade da Califórnia em Berkeley encapsulou seus mandamentos num livrinho de autoajuda. Serve, nele, um suculento “puchero”de conselhos:

  • Não coma nada que sua avó não reconhecesse como comida;
  • Evite alimentos anunciados na TV;
  • Não coma cereais matinais que mudem a cor do leite;
  • Evite produtos com mais de cinco ingredientes;
  • Só coma à mesa;
  • Não é comida se entrou pela janela de seu carro.

Por aí vai. Pollan reduz seus ditames ao caldo concentrado de seis palavras: “Coma comida; não muita; principalmente vegetais”. Quem precisar de algo mais substancial deve sopesar as 64 regras do manual (veja aqui). A melhor delas, por evidenciar que o autor não é um puritano na cozinha, vem na sobremesa (a 64ª exortação): quebre as regras de vez em quando.

Oscar Wilde recomendava moderação inclusive com a própria moderação. Pollan lhe presta tributo: “A obsessão por regras alimentares faz mal à sua felicidade e, provavelmente, à sua saúde também. Nossa experiência ao longo das últimas décadas sugere que fazer dieta e se preocupar demais com nutrição não nos deixou mais saudáveis nem mais magros: cultivar uma atitude relaxada em relação à comida é importante”.

Se o seu negócio for relaxar, não leia “Libertação Animal”, de Peter Singer. A nova edição brasileira (trad. Marly Winckler e Marcelo B. Cipolla, WMF Martins Fontes, 496 págs., R$ 75) traz alguns acréscimos em relação à de 2004 (ed. Lugano), como um novo prefácio e 36 páginas de “Peter Singer por ele mesmo”, mas repete o desfile de horrores sobre métodos industriais de criação de animais, com destaque para galinhas e porcos.

O mais salivante apreciador de filés terá ganas de tornar-se vegetariano. Nos prefácios, contudo, o australiano Singer -um filósofo utilitarista de rigor e honestidade marcantes, professor de bioética da Universidade de Princeton (EUA)- admite que o movimento por direitos dos animais, do qual se tornou o maior ideólogo, abocanhou muitas vitórias desde 1975, quando seu manifesto foi lançado.

A humanização dos animais comestíveis não se resume a filmes como “Babe, o Porquinho Atrapalhado” ou “A Fuga das Galinhas”. Países da União Europeia concordaram em acabar com as caixas-padrão de arame para criar galináceos com os bicos cortados, para evitar automutilação. “Em 2012, os produtores europeus terão de destinar ao menos 7,5 metros quadrados a cada ave, provendo-a de poleiro e de ninho”, festeja Singer.

Não sorria. Há 20 anos, um brasileiro que morasse na Alemanha podia rir das caixas com ovos de “frei laufende Hühner” (galinhas que andam livres). Hoje, desdobra-se atrás de ovos de galinhas caipiras, pois se convenceu de que o sabor é melhor. De quebra, deixa de remunerar, quando pode, uma indústria de criação que sabe insustentável, moral e ecologicamente.

Esse é o ponto em que Pollan e Singer se encontram: não faltam razões gastronômicas, médicas, éticas e ambientais para atentar ao que se come. O autor de “Libertação Animal” hoje comemora o fato de que a crescente consciência ambiental favorece o vegetarianismo, pois o rebanho bovino emite quantidades não desprezíveis de um dos mais potentes gases do efeito estufa, o metano.

Singer chega a recomendar que o Brasil não siga a trilha dos países desenvolvidos e renuncie ao confinamento do gado. A pecuária extensiva, no entanto, é o grande motor do desmatamento da Amazônia. Questionado sobre o conflito entre os interesses dos animais e os do ambiente, admitiu a dificuldade de tomar uma decisão: “Certamente eu não encorajaria a destruição da Amazônia de maneira a permitir mais pastagem, mas o uso de áreas que não sirvam para cultivar plantas que produzam valor comparável”, afirmou em entrevista à Folha (leia aqui).

Para Singer, o desastre se origina da demanda e da prosperidade crescentes da classe afluente na China, que quer comer mais carne. Não está certo, contudo, do que pode ser feito para conter isso: “Idealmente iríamos até a raiz e tentaríamos persuadir os chineses de que é um desastre para o planeta e para os animais, e que não seria tampouco bom para sua saúde. Mas não sei, de fato, como alcançar essas pessoas”.

O australiano vai ainda mais longe. Elege um princípio moral -não se deve contribuir para aumentar o sofrimento no mundo- e segue com ele até o fim: quem come carne é culpado de “especismo”, que Singer equipara a racismo, só que praticado por humanos não contra humanos, mas contra animais, dos quais só diferimos em grau, não em essência.

A discussão é apetitosa. Tem lugar para conclusões de pesquisadores célebres como Jane Goodall e Dian Fossey, segundo as quais outros primatas possuem seu quinhão de consciência, linguagem, cultura -tudo aquilo que já se considerou privilégio da espécie humana. Também abriga raciocínios menos palatáveis, como a superioridade cognitiva de cavalos e cães adultos sobre humanos recém-nascidos.

O divisor de águas, para o filósofo, é a capacidade de sentir e antecipar a dor. Simples. Quer dizer, mais ou menos: Singer reconhece que não é trivial traçar uma linha divisória no variado contínuo de sistemas nervosos distribuído entre as espécies pela evolução darwiniana por seleção natural.

Para ele, há evidências convincentes de que todos os vertebrados podem sentir dor, mas sobre invertebrados alimenta dúvidas: não diria que nenhum deles possa sentir dor, porque acha difícil acreditar que um polvo não seja um ser consciente. Já ostras, obviamente inconscientes, entram sem crise no seu cardápio, como ovos e, vez por outra, leite. Peixes, não (são vertebrados).

Embora pregue a preferência por vegetais, Pollan sai em defesa dos bifes. Num artigo de 2003 para o jornal “The New York Times” intitulado “O Lugar de um Animal”, depois no livro “O Dilema do Onívoro”, o jornalista ataca o puritanismo dos ativistas dos direitos dos animais. Uma ideologia paroquial e urbana, que se nutre de uma adesão sentimental e abstrata à “vida”.

Pollan acusa Singer e seu rebanho de privilegiar indivíduos (a famigerada capacidade de sentir dor) em detrimento de espécies e do ambiente. A predação equilibra ecossistemas, animais ajudam a reciclar nutrientes do solo em fazendas orgânicas e, afinal, o hábito de comer carne faz parte da evolução biológica e cultural da espécie humana.

Sob a pressão da caça, defende o artigo, o cérebro humano cresceu em tamanho e complexidade. Em torno do fogo no qual se assava a carne floresceu a cultura: “Conferir direitos aos animais pode nos elevar acima do mundo brutal da predação, mas trará o sacrifício de parte de nossa identidade -nossa própria animalidade”.

Singer conta que leu todos os livros de Pollan. Elogia o autor por encorajar as pessoas a evitar produtos de fazendas industriais e também por dizer que devem comer menos carne. Admite até, como utilitarista honesto, que as raças de animais domesticadas têm interesse em seguir como comensais do homem, mas descarta como “estranho” o argumento de Pollan em favor da licitude de matá-los para comer.

No capítulo de “O Dilema do Onívoro” sobre Joe Salatin, da fazenda Polyface (EUA), Pollan pergunta por que o fazendeiro acha que há justificativa para matar animais. Salatin diz algo na linha de “Deus nos deu licença para matar”. “Pelo que sei, não é o que Pollan realmente acredita”, ressalva Singer. “Mas não diz qual é o seu próprio argumento. Ele meio que deixa essa questão no ar.”

Comer é mesmo muito complicado. Pense nisso.

 

Link para página original da Folha.com:

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/815179-os-dilemas-do-vegetarianismo-peter-singer-e-michael-pollan.shtml

Escrito por Francisco Rolfsen Belda

09/04/2012 às 0:29

Publicado em Jornalismo Científico

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29 Respostas para 'Texto: “Os dilemas do vegetarianismo”, jornal FSP'

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  1. No texto, Marcelo Leite, utiliza uma técnica jornalística composta, ele transforma a resenha de dois livros que originalmente se contrapõe em um texto de fácil entendimento, com linguagem acessível e despojada, sem a utilização de termos técnicos que exigiria um pouco mais do leitor.
    Leite, usa a contradição entre argumentos para confirmar a ideia inicial do texto, ele começa explicitando a complexidade no hábito de se alimentar, faz uso do senso de dois vegetarianos que divergem claramente sua opinião no hábito alimentar, e uma entrevista.
    No texto virtual, o repórter, utiliza hiperlinks, redirecionando o leitor para íntegra da reportagem feita com um dos autores do livro, e a íntegra de dicas alimentares, assim ele enriquece o conteúdo não tornando o texto cansativo, permitindo-se aguçar o leitor, dando-lhe a opção de buscar mais informações para enriquecer o conteúdo de sua matéria.

    Naira Paschoal

    09/04/2012 em 20:35

  2. Curioso como um ato tão cotidiano do ser humano – no caso, o comer – se torna tão instigante. O que aparentava ser algo simples mostra muita coisa nos bastidores. O autor faz uma mistura bem equilibrada o estilo de resenha e de reportagem. torna a leitura instigante e interessante, algo que, a princípio, parecia “apenas mais um texto vegan”. Junto a isso, o modo como ilustra seu ponto de vista é divertido, por englobar não só seu pensamento, mas contextualizá-lo, de forma bastante rica, no cotidiano das pessoas, usando dados científicos como base de sua criação. Não é só interessante como leitura, mas também como incentivo a ela, de modo geral.

  3. A interpretação da construção jornalística deste texto do Marcelo Leite aborda como é dificíl ter uma opinião sobre o que comer,como saber o que realmente é certo ou errado,Ele se baseia em dois livros diferentes o de Peter Singer e Michael Pollan e debate no texto sobre estas diferenças plausíveis entre os dois na questão sobre Comida ,assim mostrando que cada vez é mais complexo saber o que comer hoje em dia .Eu não sou vegetariana, mas tento não comer todo dia carne e fazer uma dieta balanceada com todas as proteinas e carboidratos necessários para ser saúdavel

    Camila Fernanda Servo

    09/04/2012 em 20:36

  4. O autor propôs no início do texto desmistificar as dificuldades para com a alimentação, mas ao final do texto, as culpas permanecem presentes. Ousou ao utilizar vocabulário, às vezes técnico, às vezes irônico. Utiliza o conteúdo dos autores abordados para, em cima deles, fazer a discussão das divergências. O comportamento humano referente aos hábitos de alimentação vem desde os primeiros tempos, chegando aos dias atuais. Jornalisticamente constrói o texto de forma a ser bem claro abordagem. Utiliza de hipertextos para permitir que o leitor aprofunde sua análise. Deixa bem claro quais são os principais argumentos de cada um dos autores abordados. A propósito: eu não como carne, e daí?

    Francisco de Assis Bergamim

    09/04/2012 em 20:37

  5. O texto “Os dilemas do vegetarianismo” de Marcelo Leite se utiliza de uma breve resenha de obras dos autores Peter Singer e Michael Pollan, além de uma entrevista com um deles, no caso Singer. Leite distrincha bem os temas abordados por ambos de forma clara e informativa, deixando certo grau de reflexão ao leitor. Outro fator interessante é que o texto possui diversos formatos. A já citada resenha (breve, mas muito bem elaborada), a narrativa jornalística e um formato com cara de artigo. Este último nem tão explorado pelo fato de Leite não ser tão opinativo em suas palavras e sim mais explicativo e transpassando a opinião dos autores e o conflito entre elas. O mais importante é que o texto não parece tendencioso, apesar de pender mais para o lado de Singer (obviamente pelo fato do jornalista o ter entrevistado), consequentemente não atingindo negativamente os leitores, que, obviamente, possui variadas ideologias.

  6. O autor traça a reportagem de uma forma um tanto quanto descontraída, utiliza de uma linguagem formal e também explora artifícios como gírias e termos relacionados ao meio do assunto para transmitir o conteúdo. A forma de análise sobre as obras abordadas é bem eficaz, exemplifica com objetividade os conceitos e ideais traçados pelos personagens. O autor também consegue expor de forma clara o ‘duelo’ travado pelos personagens, através de trechos da entrevista feita com um dos personagens, no caso Peter Singer, e utiliza muito bem pontos cruciais das obras que expõem claramente essa batalha intelectual. Lembrando também que o autor complementa de forma excelente a reportagem com a inclusão de ‘opiniões’ de outros personagens no caso Jane Goodall e Dian Fossey.

    Murilo Henrique J.

    09/04/2012 em 20:41

  7. A abordagem feita pelo autor trata de dois pontos de vista bastante distintos quanto à questão da alimentação humana.
    No texto, o autor trata do primeiro autor, Michel Pollan, tradicionalista quando o assunto é alimentação, entretanto ele é mais aberto quanto ao consumo de carnes e produtos de origem animal. Em suas observações, ele afirma ainda que o consumo de carne faz parte não somente da história da alimentação, costumes e tradições, como também da evolução da própria raça humana .
    Já o autor australiano, Peter Singer, é mais radical e em seu livro “ Libertação animal ”, ele é claramente a favor do vegetarianismo, sobretudo pela questão do “especicismo”, que ele explica ser um “racismo” entre espécies.
    O que comemos define o que somos, pois isso leva em conta fatores, culturais, éticos e tradições. Para alguns povos da Ásia, o queijo é considerado “sujo”, enquanto que insetos não fazem parte da dieta dos ocidentais.

  8. O autor Marcelo Leite usa através de seu texto “Os dilemas do vegetarianismo: Peter Singer e Michael Pollan”diversos dados sobre as escolhas sobre a sua alimentação como:Informações que foram pesquisadas, contextos históricos,dados sobre a os males e os bens de cada alimento,informações sobre o meio ambiente,entre outros artíficios para manter o leitor atento “dentro” de seu texto.Apesar de todo o conteúdo utilizado em sua obra.Marcelo deixa claro que a alimentação é de escolha de cada um atrávés de seu livre arbítrio.

    Lucas Pandolfelli Zampieri

    09/04/2012 em 20:48

  9. Sem dúvidas a questão alimentar é algo que sempre gera discussão, pois esse ponto engloba as nuances de ter uma visa saudável, mas até aonde podemos considerar qual o tipo de alimento que ingerimos como.
    O texto o “Os dilemas do vegetarianismo”, jornal FSP, destaca bem essa questão, pois até sabemos que sim temos que ter uma vida saudável. Mas sinceramente isso não impõe que o estilo de vida dos vegetarianos é o qual todos devem seguir. Se bem me lembro, uma vida saudável é quando o indivíduo faz sua alimentação balanceada com carboidratos, verduras legumes e carne e afins.
    Mas o problema para muitos principalmente os ativistas ligados a questão da preservação de animais, quando ao tratamento para “engorda” de animais com aplicações de suprimentos para a rapidez desse processo, uma luta válida e necessária.
    Claro que também devemos ter cuidado com as inúmeras porcarias alimentares que consumimos “fast food”,para finalizar o tipo de vida que você leva seja no vegetariano ou no estilo “como de tudo”, tem que sempre ser acompanhada de cuidados que vão desde a procedência desses alimentos até o preparo dos mesmos.

    Evandro Goulart

    09/04/2012 em 20:49

  10. A abertura e o fechamento da matéria ilustram a verdadeira intenção do autor: fazer com que o público reflita sobre a questão da alimentação. A narrativa, que pincela desde os primórdios até a chegada dos fast-foods, serve para dar ao texto características mais consistentes, que demandaram pesquisa (e não só por meio desses dois livros que Marcelo Leite cita). O jornalismo inserido nesse contexto – do uso de técnicas e conhecimentos científicos e teóricos – acaba se tornando para os leitores um meio mais confiável e passível de ser seguido. Basta apenas que cada um, ao final, faça a escolha que lhe pareça a mais verdadeira. E é essa liberdade que o autor proporciona ao expor idéias e argumentos diferentes, mas que têm um único objetivo: tentar fazer com que sejamos menos manipuláveis pelo que hoje lidera – o consumo.

    Laís Françoso

    09/04/2012 em 20:49

  11. Incrivel como o autor consegue pegar um tema que esta ligado diretamente ao nosso cotidiano e fazer com que os leitores reflitam sobre o ato trivial de comer. Uma matéria que poderia ser explorada apenas pelo lado comportamental, ganha peso e força quando são acrescentados dados cientificas de visões antagonicas. O resultado do choque das informações que não necessáriamnete se contradizem, apenas se opõem no que se referem a opinião proporcionam aos leitores a possibilidade de enxergar os dois lados de uma questão que envolvem assuntos muitos mais complexos, aonde nós somos invariavelmente parte do problema e de uma possivel solução. A linguagem leve, quase literária ajuda o texto a fluir e dificulta a dispersão da leitura. Um dos méritos do autor foi conseguir ouvir apenas um dos especialistas em entrevista e ainda sim conseguir não tendenciar a matéria a favor do ponto de vista do mesmo. Os demais especialistas ouvidos na matéria, ampliam e ajudam a entender a visão de cada autor, dando material para que os leitores possam tirar suas próprias conclusões. Ao fim da matéria, o leitor mais desavisado que esperava apenas um comportamental, encontrará aspectos históricos, filofoficos, cientificos de um assunto que esta na boca de todo mundo, mas nem todos estão dispostos a engolir.

    Luan Emilio Faustino

    09/04/2012 em 20:50

  12. No texto “Os dilemas do vegetarianismo”, publicado originalmente na seção Ilustíssima, do jornal Folha de S.Paulo, Marcelo Leite faz uma resenha de livros sobre o vegetarianismo, escritos por Michael Pollan e Peter Singer e analisa como hábitos alimentares podem ser problemáticos na sociedade atual.
    Jornalisticamente, Marcelo Leite, descreve as opiniões expressas pelos dois escritores em seus livros e dá detalhes de cada uma deles. Leite contextualiza as obras com discussões sobre o tema, citando até outros exemplos culturais que fizeram o mesmo, como o caso de filmes que se propuseram a “humanizar” os animais, ou dados científicos que exemplifiquem os danos causados ao Meio Ambiente ou sobre a existência de consciência em animais.
    No texto, Leite abre espaço para comentar as opiniões dos dois autores, deixadas inclusive em outros textos, e dá argumentos para deixar a discussão mais interessante. Fazendo uma resenha positiva, dá exemplos que podem fazer o leitor interessar-se pela obra. Por exemplo, quando enumera alguns conselhos expressos em um dos livros, chamando atenção de quem lê.

    Felipe Turioni

    09/04/2012 em 20:51

  13. Comer é uma maneira fácil de disse a comida para os dois autores nesse texto os dois autores Michael Pollan e Peter Singer são diferenciado em vários pontos de vista. Cada um publica e escreve e comprendesse de maneira diferenciada em relação à comida.Mas comer é complicado mesmo, por que cada um tem a sua relação com a comida e ao que quer comer. A comida na minha opinão é uma questão de prazer sendo ou não vegetariana. Comer sempre é um fato sempre importante é a qualidade não a quantidade.

    Francisléia Regina de Favere

    09/04/2012 em 20:53

  14. Os autores discutem sobre o que devemos saber sobre o que comemos, e destacam a importância da origem dos alimentos.
    Se antes a comida era de dificil acesso, tendo que se plantar ou caçar para comer, hoje em dia podemos encontrar de tudo logo ali, no supermercado, com as prateleiras lotadas de alimentos industrializados, que se tornaram indispensáveis no dia-a-dia das pessoas.
    O hábito de se comer carne, por exemplo, faz parte da cultura dos países e das pessoa. Quando o autor aconselha: “•Evite alimentos anunciados na TV”, reconhece que a televisão manipula o que as pessoas devem comer, violando portanto o direito dos animais.

    Karine de Almeida Teixeira

    09/04/2012 em 20:54

  15. O texto de Marcelo Leite, “Os dilemas do vegetarianismo”, não é apenas um artigo ou uma resenha. Tampouco uma ampla reportagem. Aborda com auxílio dos formatos literários e técnicos, a discusão dos dilemas não só sócio-culturais em questão ao ser vegetariano ou não, mas também retrata brevemente o aspecto econômico, como sendo hoje, o principal fator na hora de consumir/ou escolher alimentos. A forma que escolhe para retratar este tema (bem empregada e que penso ser tendenciosa ao seu entrevistado), faz com que o leitor tome conhecimento das obras a serem resenhadas, dos autores Peter Singer e Michael Pollan, como também faz com que o mesmo, tome partido durante a leitura. Ao meu ver, é uma forma perfeita do jornalista conduzir a matéria, fazendo com que o leitor se prenda ao decorrer da leitura e reflita ao final dela, obtendo conhecimento e por vezes sendo levado a construir uma nova identidade.

    Elaise da Costa Silva

    09/04/2012 em 20:55

  16. O tema abordado é extremamente importante e comentado nos dias de hoje: alimentação. O que comer?
    Verduras? Frutas? Legumes? Carnes? Na verdade é o que todos se perguntam e tem inúmeras dúvidas. Ás vezes até sabem o que faz bem e o que não faz, mas, com tantas variedades de comidas fica difícil o ser humano seguir uma alimentação correta e saudável para o próprio bem estar. Como o próprio texto já diz COMER É MUITO COMPLICADO.
    O autor cita várias realidades do próprio brasileiro como: a cultura, cada um segue a sua conforme foi criado ou até mesmo de acordo com a sociedade, o país em que vive a região, as pessoas, a cidade certamente dependendo onde ele está localizado onde cresceu a compra dos alimentos hoje muitas pessoas vivem com uma baixa renda e aí pode ser uma complicação para a alimentação, pois, faz a compra de acordo com o dinheiro que recebeu do serviço.
    Faz também citações de livros, Singer e Pollan encontra-se em que não faltam razões alimentares e até éticas para atentar o que ingerimos. Hoje algumas pessoas têm a consciência de favorecer o meio ambiente, os animais. Na verdade elas estão fazendo cada um a sua parte para uma tentativa de preservação e até mesmo para a conscientização de outras pessoas.
    Admiro muito com quem tem essa capacidade de ser vegetariano além de fazer bem a saúde também está favorecendo a natureza, pois nos dias de hoje tudo está indo embora com muita facilidade.

    Tamiris Marchi Bunhola

    09/04/2012 em 21:02

  17. A forma como Marcelo Leite constrói o texto é realmente interessante não apenas pela disposição da informação, mas por a ousadia de suas palavras e estratégias linguísticas que contribuem para a introdução e conexão dos conteúdos.
    O peso de sua narração está proporcional à abordagem, uma vez que, embora dados como ponto de partida duas obras as quais cita e sintetiza, Leite não se prende, abre espaços coerentes amplia a “notícia”.
    No quesito científico vemos que, embora haja dois personagens, autores dos livros citados – apenas um deles entrevistado – outras fontes são citadas. O recurso a distancia de uma matéria tendenciosa e permite o objetivo que é instigar a reflexão.

    Nilton Storino Jr.

    09/04/2012 em 21:04

  18. O autor em nenhum momento setencia uma posição do que é bom ou do que é ruim na hora de comer. Com uma linguagem muito atraente, prende o leitor diante das reflexões sobre a dificuldade em comer. Utiliza o formato de artigo, e ao mesmo tempo chama o leitor a conhecer as obras dos autores dos livros que basearam sua discussão, através de posições distintas dos autores e hiperlinks.
    O objetivo do autor é criar a capacidade de reflexão no leitor. Mostra que a radicalidade assim como a omissão são ruins na hora de comer. O importante é ter consciência livre de culpa, sem exagerar, é claro!

    Cássio Leonardo Carrara

    09/04/2012 em 21:42

  19. O texto de Marcelo Leite, mostra uma linguagem simples, aborda autores com opiniões diferentes, o autor mostra ainda os dois lados, cabendo ao leitor refletir e tirar suas próprias conclusões.
    Comer bem é fundamental, mas também é muito complicado como o próprio texto finaliza, com tantas opções, cores e sabores, fica difícil escolher a alimentação mais correta, diante das culturas e opiniões diversas.
    Cabe a nos a responsabilidade de preservação e defesa ambiental, a fim de manter o equilíbrio do Planeta que sempre nos oferece o suficiente, que saibamos utilizar esses recursos naturais sem exageros.

    Mirieli Coutinho

    12/04/2012 em 18:35

  20. Hoje em dia existe uma variedade muito maior de alimentos, conforme disse o autor do texto: “comer deixou de ser complicado”. Antigamente o que conseguir alimento era resultado de muito esforço, hoje encontramos de várias cores, sabores, cheiros, formas e tamanhos nos supermercados.
    O texto mostra as opiniões diferentes quanto ao assunto, que em suma são muito simples. Foram apresentados diversos argumentos técnicos e práticos, tanto de vegetarianos como fazendeiros, mas reforçando principalmente o consumo de carne e derivados de animais. Ou seja, o ato de alimentar-se que era para ser fácil e simples, conforme mostrou o autor do no início do texto, se tornou complexo e distante em seu desenvolvimento.
    As informações apresentadas pelo jornalista quebraram o vocabulário técnico do texto científico tornando um pouco sarcástico continuando assim, o jornalista utilizou de expressão ou gestos que dão a entender, em determinado contexto, o contrário ou algo diferente do que significa.
    Ao final do texto conclui-se que ainda há muito para ser discutido sobre o consumo de carne e outros alimentos, se isso é saudável ou não, se podemos matar animais para suprir as “necessidades” humanas ou não. Imparcial, o jornalista autor do texto deixou claro que a discussão está só começando.

    Jéssica Mendes da Silva

    13/04/2012 em 23:08

  21. Marcelo Leite em seu texto “Os dilemas do vegetarianismo”, utilizou de diversas técnics jornalisticas para redigir um texto simplificado, de fácil entendimento, de um assunto bastante polemico, que envove discussões de crenças, de hábitos e de pensamentos. O interessante é que em nenhuma hora ele expressa sua opinião, ele apenas apresenta e compara opiniões de autores.
    Ele utilizou da técnica de resenha, baseado em dois livros, de dois autores diferentes, contrapondo a ideia desses autores sobre o tema “vegetarianismo”. Além da resenha ele utiliza a narrativa, como se estivesse escrevendo um livro, o que deixa o leitor “vidrado” no texto.
    O texto é leve, de fácil entendimento, ele não fica colocando entre aspas, o que poderia deixar o texto cansativo.
    Apartir da ideia do “dilema”, ele apresenta a opinião dos autores, contrapo essas opiniões e explicando-as.
    Para não tornr seu texto, algo muito extenso, cansativo, ele utiliza links que remete à entrevistas na integra, a textos na integra, textoslongos, que se ele fosse sitar no seu texto, além de ficar algo extenso, iria sair fora do patrão do texto de fugir do comum..
    Quanto ao tema… é um tema difícil de ser debatido… As opiniões são diversas, sobre o assunto..
    Na minha opinião, os animais não foram criados para servir de alimento pra nenhum ser humano…
    Quando falam em crueldade com os animais, hoje em dia, as pessoas pensam só no cachorrinho, “oh tadinho”… Vaquinhas, boizinho, porquinho, franguinho, tem o mesmo valor…. Também tem sentimento, o que as pessoas que os matam, ou os “comem”, não tem…

    Tiago da Mata

    15/04/2012 em 19:12

  22. Marcelo Leite em seu texto, desperta o interesse do leitor em um assunto que é pontualmente citado na mídia – a alimentação saudável.
    O texto é jornalisticamente construído com linguagem simples, pela qual o jornalista utiliza a resenha de dois livros de autores diferentes, com visões diferentes sobre o tema, e abordam a questão ética de forma interessante, o que conduz o leitor a se aprofundar no tema.
    Leite nos aguça a ler seu artigo desde o primeiro parágrafo, onde ele tenta quebrar a dificuldade da escolha de nosso cardápio diário, mas a dúvida permanece no final do texto. Porém, ele nos remete a reflexão de que a alimentação é a liberdade de escolha de cada um de nós.

    Ana Paula Vieira

    15/04/2012 em 19:39

  23. O autor Marcelo Leite usa em seu texto “Os dilemas do vegetarianismo: Peter Singer e Michael Pollan” uma linguagem simples de de facíl entendimento,o que consegue chamar e prender a atenção do leitor.Ele usa diversos dados sobre as escolhas de uma alimentação, como:Informações que foram pesquisadas, contextos históricos,dados sobre a os males e os bens de cada alimento,informações sobre o meio ambiente,entre outros artíficios para manter o leitor atento e “dentro” de seu texto.Apesar de todo o conteúdo utilizado em sua obra.Marcelo deixa claro que a alimentação é de escolha de cada um, atrávés de seu livre arbítrio.

    Lucas Pandolfelli Zampieri

    16/04/2012 em 6:38

  24. O texto “Os dilemas do vegetarianismo”, publicado no jornal Folha de S.Paulo, Marcelo Leite faz uma síntese de livros escritos por Michael Pollan e Peter Singe, e aponta os hábitos alimentares da sociedade, e faz com que o leitor reflita sobre a questão da alimentação.
    Hoje em dia as pessoas correm contra o tempo, e com isso vem um problema! Como se alimentar direito… Alias o que, quer dizer esse “direito?” Uma pergunta difícil, porém o texto nos faz pensar, o que comer, mudar o habito de vida. Uma tarefa difícil, mas possível que depende de cada pessoa.
    No contexto jornalístico, o autor usa técnicas, recursos científicos e teóricos, fazendo com que o texto se torne mais atrativo e interativo para o leitor. Ele destaca também, seu pensamento, suas idéias, deixando claro que o único objetivo é fazer com que a sociedade se interessa pelo assunto.

    Luis Gustavo Rizzo

    16/04/2012 em 11:02

  25. O difícil nao é comer, é saber o que de fato comer!

    Quais alimentos podem de verdade fazer o bem e quais são os listados como maléficos á saúde?

    Diversos são os estudos que divulgam o bem e o mal da alimentação do ser humano, assim, como inúmeras também sãos as discussões sobre o tema.

    Comer torna-se uma questão de cultura, de gosto, de aceitação ou não.

    Enquanto muitas pessoas são capazes de sentir culpa por saborear um delicioso churrasco, outras, nem se quer pensam, se o consumo da carne que tanto gostam faz mal a saúde.Questão de escolha!

    O conhecimento ciêntifico e as técnicas usadas nos textos dá a liberdade e a confiança ao leitor de vasculhar, aceitar, colocar em prova como sendo verdade ou não a publicação de cada autor.

    Já diz o ditado: “Enquanto uns gostam da abobrinha, outros apreciam o chuchu.”

    Andreza Palanca

    22/04/2012 em 19:48

  26. Este o casamendo de dois sentimentos perigosos para a evolução do homem em meio social. A humanização animal e a perversidade humana. O desenrolar da história, aliado a evolução do pensamento e da tecnologia, ainda contanto com a urbanização desenfreada e, consequentemente, com o distanciamento do homementre o que é natural, fez com que nós, seres humanos, nos encontrássemos conosco e com outros semelhantes. Um encontro inesperado, diga-se de passagem.
    O ser viu o seu pior: falsidade, ganância, inveja, etc. Ao mesmo tempo, o reciocínio suprimiu isso para o interior e, de alguma forma, outra saída tinha que ser acahda. A humanidade honesta ficou notória nos animais, num pobre caozinho ou em um suino confinado para o abate. A dó veio, mas com ela veio também a violência que a moral não nos deixa aplicar em outros humanos. E hoje temos exatamente isso, o homem cada vez mais distante de si, com raiva e reprimido. Quem paga o pato? Ele mesmo!

  27. Os hábitos alimentares podem trazer sérios riscos ao ser humano, é o que mostra o texto “Os dilemas do Vegetarianismo”, do autor Marcelo Leite, escritos por Michael Pollan e Peter Singer.
    A maneira de como se alimentar sempre causou grandes discussões e várias reflexões, qual alimento faz bem? qual não faz?
    Temos várias opcões de cardápios, temos também várias culturas, vários gostos, várias opiniões,mas tudo gira em torno de escolhas, isso mesmo, escolhas que você poderá fazer para si.
    Embora tenhamos muitas instruções do que talvez seja o correto para uma boa alimentação, fica unicamente decisivo para cada ser o que comer e o que não comer, ou como balancear isto de maneira correta.
    E muitas pessoas dizem que o maior prazer da vida é comer…Até que ponto?

    Renata Toffino

    23/04/2012 em 16:25

  28. O texto “Os dilemas do vegetarianismo”, levanta duas questões importantes e bem pessoais sobre o modo de se alimentar e o fato sempre muito polêmico de comer carne ou não. O jornalista coloca muito bem as opniões dos dois autores, sem ao menos deixar rastros de sua própria opnião sobre o assunto. Ele usa hiperlinks com as obras dos dois autores como uma forma de nos aprofundarmos nesse assunto e refletir sobre os pontos de vistas tão distintos sobre a melhor alimentação. O leitor acaba ficando curioso para ler as obras citadas e tentar entender o pensamento de cada autor. Realmente na hora da fome não pensamos muito em ideologias ou filosofias, apenas seguimos o senso comum e comemos o que gostamos, mas existem pessoas que veêm a alimentação como algo sagrado, algo que tem valor e que deve ser pensado. Na religião Católica não é proibido comer carne, mas em outras religiões como algumas da Índia já se acredita que a Vaca é sagrada, então é muito delicado falar o que é certo e o que é errado no meio de tanta informação, tantas crenças e tantas opniões diversificadas. Não tem certo nem errado, apenas pessoas seguindo aquilo no qual elas realmente acreditam e se sentem bem.

    Patrícia Lelli Ferreira

    25/04/2012 em 16:30

  29. O tema “vegetarianismo’ é sempre polêmico, porém no texto do jornalista Marcelo Leite, ele deixou bem claro sua intensão, pois falou sobre o assunto sem expressar sua opinião, principalmente no início e no final do texto, tornado assim com que o leitor faça uma reflexão sobre a questão da alimentação. O jornalista tornou o texto mais acessível e com uma linguagem menos formal. Marcelo Leite fez uma resenha dos dois livros e através deles proporcionou argumentos diferentes que tem um único objetivo, depender menos do consumismo.

    erica roveder

    27/04/2012 em 16:01

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