teia de ideia [mídia e tecnologia]

Francisco Rolfsen Belda

Entrega da reportagem sobre tema científico

com 33 comentários

Publique como comentário neste post a reportagem produzida por vocês, sobre tema de ciência, tecnologia, saúde ou meio ambiente, como trabalho de avaliação do 3o bimestre.

Escrito por Francisco Rolfsen Belda

23/09/2012 às 13:45

Publicado em Jornalismo Científico

33 Respostas para 'Entrega da reportagem sobre tema científico'

Acompanhe os comentários com RSS ou TrackBack para 'Entrega da reportagem sobre tema científico'.

  1. A ciência que estuda os cristais

    Sabe aquela jóia que você usa? Seja um colar ou pulseira que tenha pedras de cristais, em suas variadas formas, ou a foto de um raios-X que você tem que tirar para o médico? Ou pode ser até mesmo aquele remédio que você toma que é eficaz para sua doença, tudo isso é possível através da cristalografia.
    Mas o que seria a cristalografia? Ela pode estar sempre no seu dia a dia e mesmo assim passa despercebida. A cristalografia é a ciência experimental que estuda as formas dos cristais e também pode estudar a disposição dos átomos em sólidos com isso ajuda na fabricação de remédios mais eficazes, ajudou a construir uma máquina de raios-X mais potente e também a descobrir novas formas e modelos de cristais.
    No Brasil, as pessoas não têm muita noção sobre o assunto, a não ser, acadêmicos e pesquisadores que conhecem a fundo esta ciência.
    A área da Cristalografia é muito interdisciplinar não é apenas para pessoas formadas em química, esta ciência e pode também ser realizadas por biólogos, físicos ou até mesmo engenheiros de materiais.
    Existe uma Associação para os Cristalográfos aqui no país, que são os que estudam a cristalografia, a associação foi criada nos anos 70, conhecida como Associação Brasileira de Cristalografia (ABCr).
    A Doutora Yvonne Mascarenhas foi uma das fundadoras da Associação da Cristalografia no país, foi por muito tempo membro titular, e o seu nome tem muita importância sobre esta ciência aqui no país por ela ter sido a pioneira no assunto ,além de ser reconhecida mundialmente por suas pesquisas,teses e publicações.
    Ela explica que já existia uma entidade internacional que se chamava União Internacional de Cristalografia e o Brasil era membro, mas há muito tempo não pagava a sua taxa anual e o país poderia ser desligado. O contato com o Centro Nacional de Pesquisa (CNPq) para convencer as pessoas a permanecerem no grupo foi essencial e foi através daí que surgiu a proposta da criação da Sociedade Brasileira de Cristalografia .
    “Eu propus fazer uma Sociedade brasileira de Cristalografia que é uma pequena sociedade em que eu diria que um terço das pessoas que usam cristalografia no Brasil se associam na sociedade de Cristalografia”, comenta.
    O Laboratório Nacional de Luz Sincrontron foi a única sociedade científica brasileira que deu o apoio integral a sociedade Brasileira de Cristalografia. Mascarenhas fala porque o Laboratório é importante para a Ciência.“Para os cristalográfos é importante ter uma fonte de raios x intenso columbado e monocrônomático que só o Sincrontron poderia dar”, justifica.
    Yvonne fala que na década de 70 foi quando começou a grande entonação de processos científicos e um desenvolvimento tecnológico imenso. Até a década de 70, quase todos os laboratórios usavam filmes fotográficos para registrar fotogramas de raios-X. Para quem não sabe o fotograma é imagens que são impressas pela química no filme cinematográfico.
    Com muita insistência dos cristalográfos da época, para ajudar no estudo da ciência foi pedido em um programa da Fapesp para comprar e adquirir um difratômetro automático para monocristais, mas como diz a pesquisadora, demorou alguns anos. “Isso daí foi uma coisa longa, complicada vários anos para se conseguir. No fim da gestão do Professor Oscar Sala como diretor científico da Fapesp, ele acabou entendendo que isso seria uma coisa importante para o país e não só para o nosso grupo.”, explica.
    O difratômetro Enraf-Nonius, Modelo CAD-4, que é um controle automático para a mudança de distância entre cristal e detector com exatidão dos parâmetros de rede, passou então a ser usado por muitas mais pessoas do grupo da Universidade de São Paulo (USP),localizada em São Carlos .Começou todo um progresso,, muito mais rápido nos resultados que se obtiveram com este instrumento e colaboração, inclusive de vários cristalografos do Brasil e do exterior
    A cristalografia por difração de raios-X é considerada uma das ciências mais importantes para o estudo de sistemas a nível molecular, ela pode ser utilizada não só na química como em geologia, metalurgia, tecnologia de fibras, farmacologia molecular entre outras.
    Um dos projetos do estudo da cristalografia mais interessantes da época foi os mono cristalinos. “A boa idéia que Sergio Mascarenhas teve foi que ao invés de estudar com ceras e termo de elétrico, foi estudar com materiais puros e mono cristalinos, grande simplificação do problema, com estes estudos de mono cristalinos e com isso despertou o interesse da cristalografia, a gente percebeu que para entender as propriedades destes materiais, tinha que saber a estrutura cristalográfica”, explica.
    Com isso Yvonne e Sérgio Mascarenhas conseguiram abrir pesquisas novas na área da ciência experimental da cristalografia. “Praticamente trouxemos duas novas áreas de pesquisa que seria a física de estado sólido praticamente dita e a cristalografia estrutural principalmente de pequenas moléculas para trabalhar já em um ponto de vista da maneira mais internacional”, comenta.
    Existem projetos em andamento. “A Cristalografia de Proteínas com vistas ao desenho racional de drogas para várias doenças é um grupo que era liderado pelo Gláucio Oliva e que como Gláucio está no CNPq atualmente, acho que o mais apto é o professor Richard Garett”, finaliza Mascarenhas..
    Novos conteúdos, novas pesquisas e aplicações em volta da Cristalografia sempre existe,
    principalmente na cidade de São Carlos.,onde os aparelhos fornecidos para as pesquisas são considerados os mais modernos.

    Camila Fernanda Servo

    23/09/2012 em 20:13

  2. Louco eu? Você que deve estar louco

    Repórter: Evandro Goulart

    Sistematicamente essa pergunta-resposta está em nosso subconsciente quando vamos ao médico, e ele constata que nossos problemas são emocionais e, portanto os medicamentos psicotrópicos na adiantaram, com isso há necessidade de encaminhar o paciente a um profissional no ramo da saúde que trabalha com o emocional das pessoas.
    Esse encaminhamento pode ocorre quando o paciente tem algum transtorno, por exemplo, depressão (leve ou severa), síndrome do pânico, transtorno obsessivo compulsivo (TOC), ansiedade e entre outros.
    Quando constatado tais problemas psicológicos dependendo do grau o paciente é encaminhado à psicologia, que é um tratamento que consiste no diálogo entre paciente e psicólogo, onde o profissional utiliza algumas formas e técnicas a partir dos problemas narrados pelo paciente.
    Antes de tudo é necessário explicar a diferença entre duas profissões que muitas pessoas confundem a psicologia e psiquiatria.
    Psicologia é um tratamento emocional, que através de técnicas principalmente com conversas entre paciente e psicólogo, onde o profissional mostra os possíveis caminhos para que seja resolvido o problema ou o próprio paciente quando fala descobre o melhor para si.
    Quanto à psiquiatria, se baseia quando a pessoa se encontra em um grau avançado de alguns transtornos, com isso, é necessária a ajuda com medicamentos que tem a função auxiliar no transtorno.
    Em uma maneira simples psicologia trabalha como o emocional a psiquiatria utiliza remédios.
    Muito se discute quanto à eficácia da psicologia, tendo visto que para se “erradicar” os transtornos é necessário que o paciente realmente se entregue ao tratamento, claro que um especialista sabe como identificar os possíveis problemas que estão desencadeando os transtornos e com isso ajudar seu cliente superar seus problemas.
    Durante o século XX os transtornos mais recorrentes eram a depressão que não tinha cura (medicamentos), o que já hoje é possível tratá-la e curá-la através de procedimentos e técnicas.
    Sabemos que o mundo de hoje com essa “loucura” em que vivemos todos têm alguns transtorno, seja ele ansiedade, transtorno obsessivo compulsivo, depressão entre outros.
    Na virada do século o mundo evoluiu muito, a tecnologia faz parte da vida de todos, seja na saúde, escola, trabalho ou até mesmo na tarefa mais simples que o ser humano possa realizar sempre há a tecnologia embutida.
    Consequentemente o transtorno com maior decorrência atualmente é a ansiedade que é um efeito normal de nosso corpo quando, por exemplo, aguardamos algo com muito entusiasmo, nervosismo para uma entrevista de emprego, preocupação excessiva sobre algo que ainda vai acontecer e com isso desencadeia também um transtorno da ansiedade.
    A psicóloga Gracilei Pereira que atua há trinta anos na psicologia, destacou como funciona esse trabalho.
    Quando encaminhado a especialista o paciente inicialmente tem certo receio, pois muitos pensam mesmo que estão loucos, por diversas vezes na primeira consulta não aparece ou fala pouco na consulta. Já em um segundo encontro quando entende que o seu problema é solucionável, é quando ele “fala tudo”, seus medos, angústias, problemas familiares.
    Com a ansiedade sendo a grande predominante na maioria dos casos psicológicos é também a mais discutida em eventos psicológicos, “atualmente nos congressos de psicologia a grande discussão e estudo é sobre a ansiedade que pode ser desencadeada por diversos fatores: na infância recebe volume de informações, na fase adolescente iniciam-se as descobertas sexuais, na fase adulta, a busca por um emprego, ou sofre pressões do chefe, ou de colegas, ou seja, qualquer etapa da vida, o ser humano passa por dificuldades e descobertas”, destaca Gracilei.
    No caso específico da ansiedade, o paciente expõe seus problemas, o especialista faz uma tabela onde anota tais problemas do menor ao maior medo, com isso é feito posteriormente a técnica dessensibilização sistemática que consiste em utilizar uma técnica que combina o treino de relaxamento com a exposição gradual a estímulos fóbicos, com isso no momento em que se aplicam tais procedimentos ao paciente ele acaba enfrentando o medo, sente-se mais seguro, pois, percebe que se encontra em um lugar seguro, tranquilo (consultório) e posteriormente irá aos poucos enfrentando no ambiente externo o medo que o trouxe ao consultório. Assim irá ocorrendo espaçamento entre os encontros com a psicóloga e este ir;;a enfrentando suas dificuldades.
    Claro que não se consegue a eficácia sem algo primordial, “a real intenção do paciente em melhorar, alguns esperam que o psicólogo que vai resolver seu problema, porém nós apenas auxiliamos caminhos que o próprio cliente escolhe.”, destaca a especialista.
    Se o paciente e a família se dedicam a enfrentar seus transtornos, provavelmente em um mês de tratamento semanal, o resultado começa a ser notado, e posteriormente ocorrera a alta do tratamento, variável de caso para caso, porem com uma média de seis meses.
    Muitos procuram a terapia para autoconhecimento.
    Uma das dificuldades na psicologia ocorre quando o paciente vai a duas ou três sessões e depois abandona o tratamento e o profissional não tem o feedback e fica sem saber como está aquele cliente.
    A psicologia é um tratamento emocional onde o psicólogo juntamente com o paciente através de diálogos e técnicas psicológicas trabalha seus transtornos que podem ser reversíveis, sendo possível levar uma vida normal e assim não tem muitas vezes a necessidade de utilizar medicação. Ressalto que em certos distúrbios há necessidade de medicação, mas em outros a terapia soluciona eficazmente, levando o cliente a retornar normalmente a sua vida, tomando novamente o controle de seu caminho.

    Evandro Goulart

    23/09/2012 em 20:34

  3. Descobrindo se uma pessoa tem Síndrome de Down pelo exame genético

    A Síndrome de Down é uma anomalia em que as pessoas apresentam um cromossomo a mais em seu gene do 21º locus – uma pessoa normal apresenta 23 pares. O cromossomo é uma sequência do ácido desoxirribonucleico que carrega consigo as características de um indivíduo.
    Os portadores de Síndrome de Down têm como características retardo mental e um formato ovalado do rosto, entre as principais.
    A responsável pelo laboratório de citogenética do Centro Universitário de Araraquara, Renata de Aquino, explica como é feito o exame no qual é detectado se uma pessoa apresenta ou não a doença.
    Um método criado em 1960, por Moorhead e seus colaboradores, utiliza uma técnica de cultivo de sangue para a obtenção de cromossomos que serão estudados. Após a coleta de 3 a 5 ml do líquido, feita com uma seringa, em meio de cultura, é introduzida em uma amostra a enzima fito-hemaglutinina, que ficará em uma estufa a 37ºC, por 71 horas.
    Depois, é aplicada a colchicina – cerca de 4 a 5 gotas -, que inibe a fabricação das proteínas do fuso dentro da célula, o que para a sua divisão durante uma fase chamada metáfase, na qual os cromossomos se encontram no maior grau de condensação. O procedimento facilita a observação no microscópio.
    A próxima etapa é centrifugar o material e retirar o sobrenadante. O que resta, portanto, é o que se pretende pesquisar.
    Esse material é colocado em uma solução hipotônica de clireto de sódio (KCl) em concentração 0,075M, por 10 a 15 minutos na estufa a 37°C. É nessas condições que o cromossomo fica mais espalhado, o que facilita sua visualização.
    No entanto, para que as células não arrebentem, uma solução fixadora chamada Carnoy (ácido acético/metanol na proporção 1:3) é usada para neutralizar o meio hipotônico.
    Após nova centrifugação, o material passa por mais fixações com a solução (três vezes, com 5ml).
    Para a análise, é necessário que as lâminas onde será depositada a solução esteja limpa e esterelizada com etanol/éter, na proporção de 1:1, ou lavadas com esponja e sabão.
    Três gotas do material genético é pingado sobre a lâmina a cerca de 15 centímetros de distância e com a lâmina inclinada a 45º.
    Para que a visualização seja mais eficiente, é necessária uma coloração à base de Giemsa diluído a 5% em solução tampão Sorensen. Após agir por cerca de seis minutos, a lâmina está pronta para ser observada ao microscópio, com aumento de 1000 vezes o tamanho da imagem.
    Após o procedimento, é montado o cariótipo, processo no qual os cromossomos ficam posicionados lado a lado, para a identificação de possíveis anomalias. Se o indivíduo apresentar 47 cromossomos, e a deficiência ser no par número 21, indica ser portador da Síndrome de Down.

    Pesquisa:
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Cromossomo
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Cari%C3%B3tipo
    http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADndrome_de_Down

    Christiano K.O.D.A.

    24/09/2012 em 2:52

  4. Serpente: Assassina ou curandeira

    As serpentes são temidas pelas pessoas, no entanto são de extrema utilidade na manutenção do equilíbrio ecológico da natureza. Elas são conhecidas mais pela nocividade do que por sua utilidade, a matança exagerada desses animais favorece o descontrole de espécies indesejáveis para o ser humano, como os ratos.

    Elas não possuem patas nem garras, e mesmo assim são ótimas caçadoras. As cobras também chamadas serpentes, são maravilhas da natureza. Ela tem a capacidade de abrir a boca em ângulo de quase 180 graus, ausência de fusão das duas metades da mandíbula, grande capacidade da dilatação do corpo, graças a elasticidade do estômago, ausência do osso externo, suas costelas são presas apenas às vértebras.

    As principais cobras venenosas do Brasil são a jararaca (bothrops), cascavel (crotalus durissus), e a coral (micrurus corallinus). Em nosso país são registrados mais de vinte mil acidentes ofídicos por ano.

    “As serpentes não tem interesse em picar uma pessoa e, quando fazem isso, é para se defenderem, nenhuma espécie peçonhenta vem intencionalmente até nós para nos picar, são as pessoas que não percebem a presença da cobra e se aproximam dela. Por isso, devemos ter atenção redobrada quando estamos nos habitats desses animais”. explica o biólogo Fernando Magnani
    responsável pelo Parque Ecológico de São Carlos.

    Existem algumas maneiras de prevenir essas ocorrências, cuidados simples como o uso de botas com perneiras de couro, luvas de aparas de couro, que diminuem a probabilidade de um encontro entre o homem e a serpente possa se transformar em problema sério.

    Tomar cuidado ao mexer em lixo, entulho ou colocar as mãos em buracos. Serpentes gostam de se abrigar em locais quentes, escuros, e úmidos. Onde tem rato tem cobra. Atenção ao calçar sapatos e botas, esses animais podem se refugiar dentro deles.

    Quando todos esses cuidados preventivos falham e os acidentes acontecem, algumas providências devem ser tomadas para que os prejuízos e complicações sejam os menores possíveis.

    As manifestações ou sintomas oriundos da picada dos animais peçonhentos são proporcionais à quantidade de veneno inoculado. Suas características variam segundo o gênero a que pertence o animal causador do acidente.

    “Dependendo do tipo da picada que a pessoa sofre como das jararacas, Cascavel e coral, cada uma tem um tipo de molécula diferente que atinge um certo órgão do organismo e pode causar a morte, dependendo da presa principal”. explica o médico veterinário Guilherme Marrara que trabalha no centro de divisão de zoonose da prefeitura municipal de São Carlos.

    Ele explica que “A cascavel tem um veneno neurotóxico, esse atinge o sistema nervoso central causando uma dor muito intensa e a atropia muito grande no sistema renal e causa insuficiência renal grave”.

    Também se observa dores musculares, dificuldade respiratória, visão dupla, dilatação da pupila e perda de visão.

    Em nossa região ocorrem muitos acidentes com as Jararacas “Seu veneno tem um efeito proteolítico, ao ingerir o veneno nas proteínas, nas fibras musculares, nas hemácias, no momento em que este atinge as moléculas, proteínas, ela digere, causa uma necrose, como se fosse uma pré digestão, para facilitá-la na hora de ela comer a presa”. diz Guilherme.

    “É comum falar que quando a Jararaca não mata ela aleija, porque nós temos uma degradação muito grande da camada muscular, das hemácias, onde prejudica e muito”. reforça o veterinário.

    Ele afirma ainda que cada veneno tem uma ação específica em certa parte do corpo e atuam de modos distintos, mas a maioria dos venenos seriam proteolíticos ou neurotóxicos.

    Menos frequentes são os acidentes com a coral. O veneno é toxico para os nervos e músculos, provocando turvação visual, quedas das pálpebras, e paralisia muscular, que pode comprometer a respiração da pessoa.

    “A coral possui um veneno extremamente potente, pois não tem uma força física para combate, mas a natureza a dotou desse veneno para que a presa tenha uma morte quase instantânea”. afirma Fernando.

    O veneno é uma substância de estrutura complexa formada por água, enzimas, carboidratos, proteínas e outros compostos inorgânicos como o zinco. Ele pode ser classificado em três categorias – citotóxico, hemotóxico, neurotóxico. O tipo de veneno e sua ação têm a ver com os hábitos de vida de cada espécie.
    “O veneno da cobra é uma proteína, é a nossa saliva modificada”. diz Fernando.

    Quanto à picada de serpente na pessoa, explica Guilherme “Na verdade o veneno ao entrar no sangue tem a capacidade de transformar a molécula fibrogênio em fibrina, e alguns venenos tem a capacidade muito grande de ativar o fator x das moléculas, que seria a parte coagulatória, podendo causar uma hemorragia muito intensa, isso também observado em caso de mordida de lachesis, crotalus e bothrops, geram um sangramento intenso pelas mucosas, narina, boca. É comum a degeneração dessas moléculas o fator anticoagulante no organismo”.

    Segundo o veterinário “Não podemos generalizar uma picada, pois dados revelam que a cada quatro picadas, uma não inocula o veneno, chamamos de picada seca, leva-se em conta a última refeição e a quanto tempo ela se alimentou, isso influencia numa quantidade maior ou menor de veneno”.

    Hoje o tratamento é muito seguro “Nós temos uma média de uma morte para cada mil acidentes com animais peçonhentos”.

    “Em São Carlos somos referência como estrutura muito complexa para o atendimento toxológico, atendemos seis micro cidades da região, quando ocorre um acidente e precisa do soro, o mesmo sai daqui com certo risco, já que é feito com uma molécula do cavalo e pode ocorrer um choque anafilático, por isso o mesmo só pode ser aplicado em hospitais ou em Santas Casas”. diz Guilherme.

    O veneno da serpente é introduzido no organismo de um cavalo, que reage desenvolvendo anticorpos. E são esses anticorpos que, após serem retirados do cavalo, formam o soro.

    Caso você for mordido ou picado por uma cobra há certos procedimentos a seguir. Devemos nos distanciar da cobra, manter o ferimento acima ou no nível do coração para facilitar a circulação, não se deve amarrar ou fazer o torniquete, pois o mesmo impede a circulação do sangue podendo produzir necrose ou gangrena, não colocar no local da mordida ou picada folhas, terra, fezes, pó de café, pois os mesmos podem causar uma infecção e não cortar o local da picada, pois alguns venenos causam hemorragia.

    “Quanto mais calma, menor o batimento cardíaco, maior o tempo para o atendimento, menor a pressão cardíaca, consequentemente a dissipação do veneno no organismo é menor”. reforça Fernando.

    A pessoa tem uma margem de até quatro horas para receber o soro, e este nunca falta. Há uma margem de até 90% para a identificação no local da picada só pela ferida, podendo identificar se foi uma cascavel coral ou jararaca. O mais importante é saber que somente o soro cura intoxicação por picada de cobra.
    “Há um soro específico para cada espécie de cobra e quanto mais rápido for feito a soroterapia menor a chance de haver complicações”. complementa Fernando.

    O soro deve ser indicado por um médico e a aplicação deve ser feita de acordo com a gravidade.

    “Eu já fui picado por uma cobra enquanto trabalhava, me mantive calmo, fui dirigindo até chegar a santa casa, lá fui medicado, fiquei um dia internado em observação e no outro dia voltei a trabalhar normalmente”. explica o biólogo.

    É importante ligar para os hospitais e Santas Casas para avisar que o paciente foi picado e precisa de atendimento imediato.

    O veneno desses répteis também pode ser útil na fabricação de soros antiofídicos e de remédios para a pressão alta e anticoagulantes, ajuda a curar doenças cardíacas. O ponto de partida para essas descobertas foi a constatação de que o organismo humano fabrica certos hormônios cininas que reduzem a pressão e dilatam os vasos sanguíneos. A ação das cininas pode ser reforçada pelas proteínas encontradas no veneno das jararacas. Outra utilização é a produção de uma cola cirúrgica, que substitui a sutura no fechamento dos cortes, na farmacologia é usado para a fabricação de remédios para a pressão, estuda-se seu potencial para a cura de alguns tipos de câncer, usado como anestésico, pois é mais forte que a morfina.

    Segundo Guilherme “Apesar desses animais serem brasileiros existe uma grande biopirataria, pessoas do exterior pegam esses animais levam para lá, os procriam e estão desenvolvendo e patenteando remédios, por isso devemos ter mais incentivo do governo para as pesquisas da toxologia animal e vegetal”.

    Lucas Pandolfelli Zampieri

    24/09/2012 em 7:15

  5. Pesquisadores de São Carlos criam aparelho que detecta e trata câncer de pele sem a necessidade de internação

    Desenvolvido a partir dos princípios da Terapia Fotodinâmica, a aplicação do Lince é rápida, simples e não apresenta efeitos colaterais.

    Repórter: Cássio Leonardo Carrara

    Pesquisadores do Grupo de Ótica do Instituto de Física de São Carlos (IFSC-USP) e da empresa MM Optics, também de São Carlos, desenvolveram um aparelho capaz de detectar e iniciar o tratamento do carcinoma, tumor maligno que surge nas células epiteliais e que representa a maior ocorrência de câncer de pele no Brasil, com mais de 130 mil casos por ano (25% do total de tumores malignos, segundo dados do INCA – Instituto Nacional do Câncer), porém com alto índice de cura, principalmente pela facilidade de identificação dos sintomas: feridas na pele que demoram mais de quatro semanas para cicatrizar e manchas que coçam, ardem, descamam ou sangram.
    Trata-se do Lince, aparelho cuja base de tratamento é a Terapia Fotodinâmica (TFD, do original em inglês PDT – Photodynamic Therapy), desenvolvida a partir da interação de três elementos: luz (laser, LED ou lâmpadas de filtro), substância fotossensibilizadora (que reage com a emissão da luz) e oxigênio molecular (presente nos tecidos). O fotossensibilizador se acumula, preferencialmente, em células neoplásicas (células que tiveram seu código genético alterado, perdendo suas funções características) e microorganismos. Quando essa região é iluminada com a luz em um comprimento de onda específico, ocorre a ativação do fotossensibilizador, levando-o a um estado excitado. “Neste estado, o fotossensibilizador promove a transformação do oxigênio molecular em uma forma reativa, tóxica para a célula, levando-a a morte”, explica Hilde Harb Buzzá, mestre em Física Biomolecular e doutoranda com tese em Terapia Fotodinâmica. O processo completo não demora mais que 4 horas e a eficácia de cura é superior a 90%.
    O diagnóstico do tumor é feito com uma luz LED azul e o tratamento com uma luz LED vermelha. No diagnóstico, o comprimento de onda ideal para absorção do fotossensibilizador é o da luz azul, tornando as lesões visíveis por fluorescência com a luz vermelha. Posteriormente, aplica-se a luz vermelha, que possui grande capacidade de penetração na pele, atingindo camadas profundas, atrelado a um fotossensibilizador com pico de absorção no comprimento de onda da luz vermelha, que no caso do Lince é de 630 nm. O valor do comprimento de onda relativo a cada cor não é fixo, corresponde a uma faixa, mas utiliza-se valores específicos para que a absorção atinja o máximo de eficiência.
    Ambos agem no epitélio ou tecido epitelial, um tecido formado por células justapostas (intimamente ligadas entre si) que tem a função de revestir e proteger a camada externa do corpo, através da barreira eficaz que é formada pela união das células epiteliais. Ele protege o corpo contra desidratação, contágio bacteriano, fúngico e viral, regulação térmica, absorção de nutrientes e oxigênio.
    Como as células do tecido epitelial da pele são muito unidas, este epitélio é chamado estratificado, o que significa que ele é formado por várias camadas de células, aumentando a proteção. O epitélio simples, por exemplo, que forma o revestimento de vasos sanguíneos, é formado por apenas uma camada de células.
    O uso do Lince torna-se viável, principalmente, por se adequar perfeitamente em âmbito ambulatorial, sem necessidade de infraestrutura hospitalar complexa. “A Terapia Fotodinâmica é uma técnica que apresenta taxas de cura elevadas para lesões de pequeno porte e um excelente resultado estético. Não há necessidade de internação do paciente e o treinamento dos profissionais operadores é relativamente simples”, esclarece Dora Patrícia Ramírez Angarita, clínica geral, mestranda em Biotecnologia e integrante da equipe de coordenação médica do programa Terapia Fotodinâmica Brasil, do qual pertence o desenvolvimento do Lince.
    Outra vantagem da Terapia Fotodinâmica é que ela não atinge outras células do organismo. “Como a aplicação é tópica e a iluminação é local, só há efeito na região tratada. Há uma sensação de formigamento na lesão durante a iluminação”, completa Hilde. Apesar de não apresentar efeitos colaterais, o uso do Lince não é recomendado para mulheres grávidas e crianças, pois ainda não há estudos de segurança para esses pacientes. Após o tratamento, recomenda-se que o paciente evite se expor ao sol, a vapores e banhos muito quentes. O processo inflamatório após o tratamento com Terapia Fotodinâmica melhora no período de oito a dez dias.
    O desenvolvimento do Lince faz parte do programa “Terapia Fotodinâmica Brasil”, que teve financiamento pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) aprovado em 2010. Atualmente, os principais parceiros do projeto são o Hospital Amaral Carvalho, de Jaú (SP), e o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP/USP), mas o objetivo é expandir o projeto em âmbito nacional, com expectativa de tratamento para 4 mil pessoas em 100 centros espalhados pelo Brasil.

    Cássio Leonardo Carrara

    24/09/2012 em 7:46

  6. A HOMEOPATIA ENTRE PAIXÕES E FOBIAS

    Repórter: Mariana Lemes

    Vivemos em uma época em que a cada dia surge um turbilhão de novas fórmulas farmacêuticas, novas descobertas da medicina e novos tratamentos. Porém, diante de inúmeras novidades existe um tratamento milenar ainda muito usado, a homeopatia. Esse tratamento foi criado pelo médico romeno Samuel Hahhemann e é baseado no principio da semelhança, ou seja, a substância responsável por determinados sintomas também pode aliviá-los ou neutralizá-los, desde que essa for administrada corretamente.
    Podemos citar como exemplo a cebola que provoca lágrimas e irritação na garganta, mas também ajuda no tratamento de um resfriado comum. Essa reação ocorre porque a substância está presente nos medicamentos em doses infinitesimais, que são obtidas através de processos de dinamização (ou diluição). E é justamente esse processo de diluição que causa muita polêmica, pois às vezes não resta nenhuma molécula do princípio ativo original.
    Para alguns médicos a homeopatia é um tratamento eficaz, enquanto que para outros ela não passa de uma farsa. Em algumas pessoas ela desperta paixão, enquanto em outras causa fobias. Ou é defendida ou é caluniada, não existindo um meio termo.
    Para a Doutora Maria Elizabeth de Souza o tratamento homeopático não apresenta princípios. “O princípio da homeopatia é infinitesimal e quando dividimos alguma coisa pelo infinito, o resultado é zero”, afirma Souza.
    Já o médico homeopata, Doutor Carlos Henrique Almeida, não apresenta a mesma opinião. “Foi observado que em certas diluições em água, mesmo não havendo nenhuma matéria, são registradas vibrações. Através dessa diluição é possível que a matéria seja reconstruída, isso ocorre porque a água pode ser induzida por vibrações eletromagnéticas”, diz o Doutor Almeida.
    É justamente essa descoberta que faz com que os médicos homeopatas sustentam o argumento de que as reações causadas pela homeopatia, não são químicas, como ocorrem com os medicamentos alopáticos, e sim reações físicas. “Foram realizados estudos em que os resultados demonstrados pela homeopatia têm um efeito superior ao do placebo e que o princípio da semelhança existe e funciona”, afirma ainda o Doutor Almeida.
    Entretanto, a dúvida se o princípio é químico ou físico ainda existe e causa muita polêmica, pois é possível explicar os efeitos dos medicamentos após a diluição, isso porque a estrutura da água ainda pode representar a molécula, ou seja, a água deve conservar a forma e o princípio ativo da molécula. É essa a teoria que explicaria o efeito dessa substância primitiva no organismo, ainda que as moléculas originais não existam mais.
    Para a Doutora Elizabeth uma pessoa pode se curar através de uma simples coincidência ou de uma probabilidade estatística, mas isso não significa que a cura ocorreu graças aos medicamentos homeopáticos que ela tomou. Já o médico Carlos Henrique Almeida afirma que “O importante é que o tratamento homeopático cure como isso acontece e quais reações ocorrem no organismo é secundário”.
    Uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde no ano de 2010 revela que a procura por tratamentos não convencionais, como a homeopatia, cresceram no Sistema Único de Saúde (SUS). Este aumento se deu graças à Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), criada pelo Ministério em 2006. A pesquisa ainda revela que no ano de 2000, antes do surgimento da PNPIC, foram realizadas 257.508 consultas homeopáticas, já em 2007 esse número foi para 312.533 atendimentos.
    O clínico geral, Marcus Ribeiro que também receita o tratamento homeopático para os seus pacientes revela que a homeopática trabalha com aproximadamente três mil medicamentos. “Dos inúmeros medicamentos que nós trabalhamos usamos com mais frequência cerca de 300, pois cada indivíduo requer um tratamento personalizado e não é atoa que uma consulta homeopata demore muito mais que uma convencional. Chego há ficar uma hora com o paciente em meu consultório, pois muitas vezes o problema não é físico e sim psicológico, o que necessita de uma consulta mais aprofundada e detalhada. Uma doença não pode ser considerada como um fato isolado, é fundamental que o médico conheça muito bem o doente”, explica Ribeiro.
    Porém, diante de tantas opiniões, sejam elas a favor ou contra a prática do tratamento homeopático, é possível observar que este vem ganhando cada vez mais adeptos, sejam eles pacientes ou médicos. “A homeopatia não se trata apenas de bolinhas de açúcar, mas trata-se de medicamentos que apresentam eficácia através de estudos científicos e diversos testes, da mesma forma que acontece com os medicamentos alopáticos”, conclui do Doutor Almeida.

    SUGESTÃO DE INFOGRÁFICO
    Neste infográfico sobre o tratamento homeopático irá conter:
    1º slide: um breve histórico sobre o surgimento deste tratamento e seu criador, o médico romeno Samuel Hahhemann;
    2º slide: será explicado princípio da semelhança e para exemplificar e tonar o entendimento mais fácil, usaremos o exemplo da cebola, onde ao mesmo tempo que ela causa irritação na garganta e lágrimas nos olhos, ela também pode ser usada no tratamento de resfriados em forma de chás e xaropes;
    3º slide: faremos uma arte mostrando que o princípio da homeopatia é infinitesimal.
    4º slide: neste último slide mostraremos uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde no ano de 2010, revela que em de 2000 foram realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) 257.508 consultas, já em 2007 esse número subiu para 312.533.

    Mariana Lemes

    24/09/2012 em 8:09

  7. ESTUDO QUER TRANSFORMAR O AZT POR VIA NASAL
    “A fórmula deve diminuir os efeitos colaterais e trazer uma série de vantagens em relação ao comprimido”

    Produzido em cápsulas a zidovudina, mais conhecido como AZT, primeiro medicamento utilizado no coquetel antiaids. Dados do último relatório do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (Unaids) indicam que mais de 34 milhões de pessoas vivem com o vírus do HIV no mundo. No Brasil, pesquisadores da Universidade Paulista (UNESP) criaram uma fórmula em uma composição nasal. “testes já mostram que pelo nariz, as substâncias podem agir mais rápidas no organismo e diminuir os efeitos colaterais”, explica Flávia Carvalho, que estudou a nova forma de administração do fármaco, em sua dissertação de mestrado no programa de pós-graduação em ciências farmacêuticas.
    No estudo, o AZT foi envolvido por uma estrutura de tamanho nanométrico (milésima parte de um milímetro) em uma formulação composta por água, óleo e um outro componente capaz de misturá-los, à mistura destes elementos melhoram a adesão e a absorção pela mucosa nasal. Por este novo esquema, o fármaco não passa pelo sistema digestivo e é liberado diretamente na corrente sanguínea, o que pode reduzir os efeitos adversos. “usando a nanotecnologia, foi possível incorporar o princípio ativo do AZT à solução, esse sistema se caracteriza por ter um tamanho tão pequeno, e com isso você consegue melhorar a eficiência de vários sistemas”, explica Maria Palmira Daflon Gremião, pesquisadora e orientadora da pesquisa.
    A luta contra a AIDS já dura dez anos, todos os dias Luís Carlos toma dezesseis comprimidos, é o que salva a vida, mas com um preço muito alto. “triglicérides alto, colesterol ruim, esses são os efeitos colaterais, e um pouco lipodistrofia que é a perda de massa muscular”, conclui.
    O tratamento contra o vírus do HIV dura a vida inteira e a medicação não pode ser interrompida, o esforço é para criar uma composição para ser usada via nasal, que pode ter uma série de vantagens em relação ao comprimido. “é necessário administrar uma dose mais baixa do que pela via oral, porque os efeitos colaterais são doses dependentes quanto maior a dose, maior os efeitos colaterais, ou seja, diminuindo essa dose diminuirão também os efeitos colaterais”, reforça a pesquisadora.
    A ciência já identificou mais de quinze remédios eficazes contra a AIDS, embora prolonguem a vida do paciente, todos tem algum tipo de efeito colateral. “alguns mexem com o estômago, intolerância gástrica, outros podem levar à diabetes e problemas cardíacos”, afirma a médica infectologista Ana Lúcia Bernardo.
    Testes em laboratório com equipamentos que simulam o organismo animal já comprovaram que a nova fórmula do AZT tem grande adesão na mucosa do nariz e que a liberação do remédio no corpo é rápida, o que requer doses menores. “pela via oral o comprimido contento o AZT ele vai passar por várias barreiras ao longo do trato gastrointestinal, já via nasal só tem a base da mucosa como barreira, e ao ser administrada a formulação o fármaco vai ser liberado da formulação atravessando à mucosa com isso atingindo a circulação sanguínea”, conclui Flávia.

    A dosagem:
    Uma constatação: somente 60% da dose administrada do AZT chegam à circulação sanguínea, para então, começar a agir. A professora explica ainda que, por via oral, o AZT, possui baixa disponibilidade no sangue, assim, doses maiores são administradas para alcançar efetividade terapêutica, mas que acabam gerando toxicidade.

    O coquetel:
    O tratamento da AIDS exige persistência do paciente, o coquetel é composto de três a quatro drogas, uma delas é a zidovudina, mais conhecida como AZT, atua diminuindo a carga viral e fortalece o sistema imunológico do indivíduo. Dentre os principais efeitos colaterais estão: dor de cabeça, perda do apetite, mal estar, enjôo, vômito, alterações na pele, anemia, fraqueza e cansaço.

    Como age o HIV no organismo humano:
    O vírus age no interior das células do sistema imunológico, chamados de linfócitos. Ao entrar nessa célula, o HIV destrói células responsáveis pela defesa do corpo, fazendo com que infecções conhecidas como oportunistas apareçam.

    Gráfico:
    – Até o final de 2010, 34 milhões de pessoas conviviam com o vírus;
    – 21% mortes relacionadas à AIDS no mundo desde 2005;
    – Índice relativo a novas infecções anuais feitas pelo HIV diminuiu 21% desde 1997;
    – No Brasil, no último censo, realizado em 2010 pelo Ministério da Saúde, foram registrados 34,2 mil novos casos de AIDS, contra 35,9 mil de 2009. Os dados mostram que de 1980 a 2010, foram totalizados 608.230 pessoas infectadas por HIV;
    Fonte: G1/ Ministério da Saúde

    Luis Gustavo Rizzo

    24/09/2012 em 9:30

  8. Jornalismo Científico
    Trabalho prático do 3º bimestre 2012: Produzir uma reportagem para Jornalismo Científico
    Retranca: nanotecnologia na visão
    Repórter: Francisco de Assis Bergamim
    Código: 03509-055
    Data: 07-09-2012

    Chamada: Pesquisadores de Araraquara-SP utilizam nanotecnologia no tratamento da visão

    Subtítulo: Doença que causa perda da visão ganha inovador tratamento desenvolvido na cidade

    Reportagem:

    Médicos, pesquisadores e cientistas que trabalham em Araraquara, há 275 quilômetros de São Paulo, inventaram uma técnica que está revolucionando o tratamento de uma doença que causa a perda da visão nos pacientes. A Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) é a principal causa da perda severa da visão central em pessoas com mais de 65 anos nos Estados Unidos e outros países ocidentais, atrapalhando atividades simples como ler, assistir TV e dirigir. Mais de 1,6 milhões de pessoas só nos EUA atualmente têm um ou ambos os olhos afetados pelo estágio avançado da DMRI. O problema fica ainda maior com o avanço da idade, acometendo dois terços da população acima de 90 anos, e deve crescer com o aumento da expectativa de vida.

    A degeneração macular é uma doença complexa com alterações progressivas da estrutura localizada no fundo do olho, a retina, responsável pela captação dos estímulos luminosos e transformação em sinal elétrico para o cérebro, e a região mais afetada é a porção central, a mácula, responsável pela visão central e de detalhes. A degeneração macular é a principal causa de cegueira irreversível nos países desenvolvidos. Há ocorrências de hemorragias e acúmulo de líquido devido ao surgimento de vasos sanguíneos anormais sob a retina causando perda visual de progressão rápida ou até mesmo súbita.

    Além da idade, outros fatores de risco são: história familiar, pele clara, tabagismo, hipertensão arterial, obesidade, baixo consumo de vitaminas, doença cardiovascular e exposição solar. A boa notícia é que o recente aumento da incidência da degeneração macular foi acompanhado por uma sensível evolução nos métodos diagnósticos e, principalmente, no tratamento desta doença. Mas, eles têm fortes efeitos colaterais que, da mesma forma que a DRMI, prejudicam a qualidade de vida do paciente, como o descolamento de retina, hemorragia dentro do globo ocular, endoftalmite (inflamação infecciosa) e uveítes (doença inflamatória que atinge partes do olho). Além disso, são tratamentos de alto custo e com pouca adesão dos pacientes, o que exclui, especialmente em países subdesenvolvidos, o acesso de milhares de doentes ao tratamento. Isso vai contra a prerrogativa da saúde pública.

    Hoje, as novas medicações aplicadas sob a forma de injeções dentro do olho, propiciam a interrupção da perda visual ou até mesmo a recuperação da visão. Estes medicamentos inibem o crescimento de vasos sanguíneos anormais sob a retina.

    Esperança nas novas medicações

    Dois medicamentos recentes têm revolucionado o tratamento da DMRI nos últimos anos. Pesquisas demonstram que as drogas Avastin, com o princípio ativo Bevacizumabe, e Lucentis, com o princípio ativo Ranibizumabe, após um ano de tratamento tiveram eficácia semelhante. O Avastin é amplamente utilizado também no tratamento de alguns tumores cancerígenos, como o colorretal metastático, de pulmão, renal matastático e Glioblastoma, a forma de tumor maligno mais comum no cérebro, que na maioria dos casos é letal. O medicamento age inibindo a formação de vasos sanguíneos anormais que alimentam o tumor. Já o medicamento Ranibizumabe, ou Lucentis, é um fármaco usado especificamente para tratar a lesão da retina.

    Apesar dos resultados promissores das duas drogas e da semelhança entre ambas, as doses, tanto de Bevacizumabe quanto de Ranibizumabe requerem administrações através de injeções mensais dentro do olho por tempo indeterminado, com uma grave desvantagem causada pelos efeitos colaterais dos dois medicamentos, que provocam mancha de sangue no olho, dor no olho, pequenas partículas ou manchas na visão, aumento da pressão do olho, inflamação, irritação, catarata, distúrbio visual, inflamação ou infecção na margem das pálpebras, vermelhidão do olho, olho seco, capacidade visual diminuída. Porém, as complicações podem ser diminuídas com a redução do volume de medicamento aplicado, mas com prejuízo ao tratamento. Há casos ainda em que o organismo absorve muito rapidamente o medicamento encerrando seu efeito benéfico.

    O invento 100% caipira resolve

    O que a técnica inventada em Araraquara trás de revolucionário é a utilização das drogas sabidamente benéficas no tratamento da doença e a utilização de sistemas de liberação controlada do remédio no globo ocular, o que reduziu em pelo menos um terço a necessidade de injeções dentro do olho, com diminuição de efeitos colaterais sem perda alguma da eficácia do medicamento. Além disso, o procedimento reduz os riscos, o custo e aumenta a adesão do paciente ao tratamento, o que é de grande interesse em se tratando de saúde pública.

    A descoberta é considerada tão revolucionária que tem levado seus inventores a apresentá-la em palestras para oftalmologistas no mundo todo. O médico oftalmologista José Augusto Cardillo e o Professor Doutor Anselmo Gomes de Oliveira, do Departamento de Fármacos e Medicamentos da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da UNESP de Araraquara, conduziram um detalhado estudo para demonstrar o resultado do tratamento proposto comparado à apresentação convencional comercialmente disponível. O mecanismo de liberação controlada da droga é o lipossoma, um sistema de cápsulas biodegradáveis e biocompatíveis muito conhecido das comunidades médica e científica, e amplamente utilizado em oncologia e em outras áreas da medicina.

    Nanotecnologia controlando a dose

    Até aqui os dados e técnicas são conhecidos. A invenção de Araraquara é a adição de outros compostos com estruturas químicas aceitáveis do ponto de vista farmacêutico. A opção do grupo de pesquisadores foi revestir os lipossomas com polímeros e copolímeros convencionais sensíveis a estímulos do meio em que se encontram, especialmente os termosensíveis. É a aplicação da nanotecnologia. A grande sacada é que o composto por eles preparado, corretamente manipulado no arranjo de seus átomos, muda de estado entre baixa viscosidade e alta viscosidade exatamente na transição entre 36 e 37 graus centígrados. Em processo inflamatório, o composto ativa a liberação de doses maiores do medicamento; já em temperatura corporal normal, 36º, a droga é liberada conforme foi programada. Curiosamente um dos componentes das camadas que controlam a liberação da droga, escolhido pelas equipes, é um fosfolipídio encontrado na soja, porque tem a habilidade de se deformar sem romper a estrutura.

    A equipe concluiu que a técnica permite também a determinação de dose diferenciada para atendimento de uma prescrição médica específica para cada paciente. Como a dose necessária de tratamento pode variar de pessoa para pessoa, dependendo da idade, do estado geral de saúde e do agravamento da doença, pode acontecer que os médicos receitem algum tratamento que comece com um nível menos elevado de droga para produzir a resposta desejada e aumente gradualmente a dose até que o efeito desejado seja atingido.

    Técnica pode ser eficaz para outros tratamentos

    Cardillo já apresentou a técnica em diversos congressos de oftalmologia pelo mundo, em países como Estados Unidos, Alemanha, Espanha, China, Índia, Itália e outros. Para ele a virtude da invenção é proporcionar um tratamento que melhore significativamente a vida dos pacientes. “É como se o paciente recebesse no momento certo uma dose adequada do remédio correto para sua doença, sem nenhum efeito colateral. O tratamento é muito eficiente e com custo menor do que os procedimentos conhecidos”.

    O mesmo mecanismo de nanotecnologia desenvolvido em Araraquara poderá ser utilizado no tratamento de muitas outras doenças. “O controle da liberação da droga é muito eficiente. É possível determinar a quantidade de remédio a ser liberado para diferentes situações da doença e do organismo do paciente”, afirma o pesquisador Oliveira.

    O invento 100 % caipira está patenteado e, além de começar a ser utilizado para tratamento no mundo todo, deve proporcionar dinheiro para que as equipes possam desenvolver outras pesquisas médicas e científicas, além de melhorar a visão do paciente.

    Francisco de Assis Bergamim

    24/09/2012 em 11:59

  9. Jornalismo Científico
    Trabalho prático do 3º bimestre 2012: Produzir uma reportagem para Jornalismo Científico
    Retranca: Remédios de emagrecimento
    Repórter: Tamiris Marchi Bunhola
    Código: 03509-049

    Remédios para emagrecer. Pessoas Insatisfeitas?

    Os remédios de emagrecimento são quase todos à base de anfetaminas que são estimulantes do sistema nervoso central, capazes de gerar quadros de euforia. E a partir de 1928 foram sintetizadas em laboratório para combater a obesidade, a depressão e a congestão nasal. Nas décadas de 60 e 70, o uso de anfetaminas tornou-se popular, comum entre jovens para a redução do sono e o aumento a disposição física, principalmente usado as festas naquela época.

    Mas, ainda a principal indicação terapêutica continua sendo no tratamento da obesidade, da perca de peso fazendo parte assim de quase todas as fórmulas redutoras do apetite.

    A estratégia nutricional: O aminoácido.
    Precursor da serotonina cerebral, molécula envolvida na comunicação entre neurônios. O triptofano; responsável pela sensação do bem-estar, sendo um aminoácido essencial, é possível modulação via dieta, aumentando a liberação de dois importantes neurotransmissores, a noradrenalina e a dopamina. [influenciam o humor, ansiedade, sono e alimentação junto com a Serotonina, Dopamina e Adrenalina].

    *Dopamina: é um importante neurotransmissor no cérebro, produzido por um grupo de células nervosas, chamadas de Neuronios Pré-Sinapticos, que atuam no cérebro promovendo, entre outros efeitos, a sensação de prazer e a sensação de motivação.

    São diversos os tipos de anfetaminas no mundo, não existindo uma única substância que as caracterize.

    O que as anfetaminas causam: taquicardia, dilatação excessiva das pupilas, palidez, insônia e perda de apetite. O uso contínuo da droga pode levar à degeneração das células cerebrais, causando lesões irreversíveis ao cérebro.

    Principais Indicações para o uso de remédios para emagrecer: presença de hábitos alimentares claramente patológicos, tais como: bulemia, hiperfagia (descontrole exagerado na alimentação) e compulsão alimentar; incapacidade de ingerir dietas hipocalóricas para que haja uma redução do peso e obesidades mórbidas, com risco para o pacientes.

    “Os remédios mais empregados para a perda de peso são os “supressores de apetite”, que promovem perdas de peso reduzindo o apetite e aumentando a sensação de plenitude. Estes medicamentos reduzem o apetite por aumento da serotonina ou das catecolaminas, substâncias cerebrais (neurotransmissores) que afetam o estado emocional e o apetite”. Evandro Murer
    Ana Paula Helena, dona de casa da cidade de Guariba diz que tomou há seis meses um remédio para emagrecer (não identificou o nome do remédio) para perder o apetite. “Não precisava tomar por nenhum problema com obesidade, é porque sabe como são as mulheres nunca estão satisfeitas com o corpo, sempre estão querendo mudar a aparência”. Paula comenta que tomou o remédio, perdeu o apetite, emagreceu, mas depois parou de tomar, pois não estava dando mais o resultado que gostaria.
    Depois de um tempo parou de perder peso, pois o organismo já havia acostumado com o remédio; mas, o remédio não deu nenhuma reação negativa, como por exemplo: insônia, mudança de humor, etc. Mas acabou ganhando alguns quilos depois de parar com o medicamento. Hoje não toma mais nenhum tipo de cápsula para emagrecer faz somente uma alimentação regulada e saudável para perder e também manter o peso.

    A maioria desses medicamentos age diretamente no cérebro. Pode causar dependência física e psicológica, ou seja, o organismo do ser humano passa a necessitar daquela substância em doses maiores, pois às vezes aquela pequena dose que está sendo tomada não está fazendo o efeito desejado.

    Esses medicamentos normalmente causam alterações de humor, hipertensão, sensação de boca seca, insônia, falta de ar e outros problemas. Para completar a maioria das pessoas, assim que para de tomar a medicação volta a engordar, recuperando os quilos perdidos.

    Segundo *Dr. J.I.M (médico); a receita para emagrecer parece simples. Ingerir menos calorias do que se gasta seria o suficiente para exterminar as dobrinhas que todas as mulheres reclamam. Mas o organismo, em sua complexidade, necessita de equilíbrio de hormônios e mecanismos fisiológicos para que o gasto energético se dê de maneira correta. “Qualquer alteração no sistema pode, impedir o objetivo de “enxugar” a cintura”.
    Completa o Doutor, por isso o mais indicado para todos seria uma alimentação balanceada tanto de fibras, proteínas, vitaminas, frutas enfim alimentos saudáveis que podemos encontrar nas regiões desse Brasil.
    “Não sou a favor da indicação de remédios para emagrecer, para quem não tem necessidade, pois cada ser humano tem um organismo e é necessário realizar exames para uma indicação adequada de remédio para não haver complicações.”
    Agora nos casos de muita urgência como pessoas obesas, aí há a indicação de um remédio adequado para ela, pois, envolve a idade, peso, etc, completa o Dr.

    A questão que envolve a busca de um corpo perfeito é fruto de um mundo contemporâneo narcisista, onde as pessoas são influenciadas pela “mídia” que dita à moda e determina que corpo devemos ter.
    Segundo Pedro Junior Petrassi, psicólogo, “é o mundo das aparências, dos status, e as pessoas sofrem, porque precisa “ter” o corpo perfeito, não envelhecer, comprar, para se tornarem temporariamente bonitas e felizes!”. Completa Pedro, elas insatisfeitas recorrem a clínicas de estéticas e medicamentos, mas não se dão conta de que o que sobra disso tudo é o vazio, a depressão, a angústia.

    *[não quis a identificação]

    TAMIRIS MARCHI BUNHOLA

    24/09/2012 em 14:01

  10. Ser diferente é normal
    Esquizofrenia é uma patologia que não apresenta cura, mas pode ser aceita por todos.

    Conhecido pelo apelido de Gravatinha, José sai de casa todos os dias com terno e gravata, já um pouco surrados pelo uso contínuo, mas sempre mantendo a elegância e a cordialidade, cumprimentando a todos os que encontra pela frente até chegar no Ambulatório de Saúde mental de Ibaté, uma cidade do interior de São Paulo. Lá, José e cerca de dez outros pacientes encontram auxílio e tratamento para a esquizofrenia, uma patologia psíquica, desencadeada frequentemente por fatores genéticos, que provoca alucinações e impõe barreiras na socialização dos que sofrem com esta doença.
    No caso de José, que está perto dos 50 anos, a esquizofrenia é uma companheira de quase toda a vida. “Dizem que eu tenho isso aí tem bastante tempo, me chamam de louco há muito tempo mesmo. Mas nem tudo o que eu faço me parece loucura.” Afirma, José, sobre alguns do sintomas que a doença apresenta. O mais comum se caracteriza pelas alucinações.
    O médico psiquiatra do Centro Universitário de Araraquara, Dr. Marcos Aurélio M. Ribeiro, diz que já observou diversos casos de esquizofrenia e, por vezes, analisou o histórico dos sintomas, que vão desde a dificuldade na socialização até o baixo desempenho acadêmico, ele ressalta que, porém, o predomínio é para as alucinações e delírios, além da desorganização do pensamento e do comportamento, uma espécie de confusão.
    “Olha, têm vezes que meu amigo vem me visitar, ele é de Alpha Centauro, bem longe da terra, são dias de comemorações, pois não é sempre que ele vem”, conta José sobre o seu amigo, uma das ilusões provocadas pela esquizofrenia. Porém, os delírios de um esquizofrênico não ocorrem durante todo o tempo, os pacientes costumam apresentar surtos esporádicos.
    “Esses surtos ocorrem, na maioria das vezes, desencadeados por algum desequilíbrio emocional, quando o paciente é exposto a uma carga de estresse muito grande”, explica a psicóloga Karina Rodrigues, uma das responsáveis pelo atendimento de pacientes esquizofrênicos do Ambulatório de Ibaté.
    A única maneira de aliviar os sintomas de alucinação é através de tratamento baseado em remédios, com enfoque para neurolépticos, os antipsicóticos, no caso. Estes medicamentos são bloqueadores potentes dos receptores dopaminérgicos, ou seja, eles inibem a liberação da Dopamina no nosso organismo, uma importante substância neurotransmissora, responsável por estimular sensações de alívio, prazer e motivação, além de estimular o cérebro humano, por isso uma anomalia na dosagem natural de Dopamina pode gerar ilusões e delírios.
    Mas, como consequência direta do bloqueio dopaminérgico, os medicamentos neurolépticos, além de inibirem os efeitos delirantes no Sistema Nervoso Central (SNC), acabam gerando reações negativas como convulsões, perda de estimulo para as atividades diária, falta de atenção, dificuldade de raciocínio, em alguns casos até depressão e a consequente dificuldade de socializar-se.
    “Eu não gosto de tomar esses negócios não, me sinto mal”, conta José. Porém, Dr. Riberito afirma que só o tratamento medicamentoso não seria capaz de melhorar a qualidade de vida do esquizofrênico. O uso de quaisquer medicamentos expõe os usuários ao risco de efeitos colaterais. O processo de escolha do tratamento medicamentoso deve levar em conta uma série de questões. “Por isso não se deve esquecer a importância de técnicas não medicamentosas que favoreçam o contato interpessoal”, ressalta.
    No Ambulatório de Saúde Mental de Ibaté, como modelo de outros Ambulatórios do país, além do tratamento psiquiátrico e psicológico, o paciente dispõe de atividades de socialização com outros usuários do serviço (que é público) e também com atividades de estímulo ao raciocínio ao autoconhecimento, o que ajuda na aceitação da própria doença, já que a esquizofrenia é uma patologia quase sem indícios de cura.
    “Pensar na esquizofrenia como uma doença, pode não ser o melhor, pois como uma doença, ela é um problema e nós esperamos pela solução. A esquizofrenia é um estado de vida”, explica Karina. Porém, assim como outras patologias, a precocidade no tratamento, bem como a instituição de tratamento adequado, podem reduzir os prejuízos da doença para a vida do paciente.
    Diversos filmes retratam casos de esquizofrenia e tentam mostrar o drama dos pacientes, mas reforçam a normalidade da doença no mundo, dentre eles se destaca o longa “Uma Mente Brilhante”, que conta a história de um grande matemático esquizofrênico, um caso parecido com o da vida real, o caso de Jhon Forbs Nash Jr., ganhador do Prêmio Nobel de Economia, 1994, ou mesmo nos lembra de Vincent Van Gogh, um dos mais talentosos pintores de todos os tempos.
    O melhor tratamento para a esquizofrenia está na aceitação do mundo para com o esquizofrênico, reconhecê-lo como parte ativa da sociedade, com suas peculiaridades, claro, mas aceitá-lo como semelhante. “Não te passei nada, ou passei? Não é contagioso. Eu me vejo perfeitamente normal”, termina José.

    Rodrigo Peronti Rodrigues

    24/09/2012 em 14:54

  11. Cof, Cof…Tchibum!

    Inspire… Expire… Para muitos esse exercício será feito sem maiores dificuldades – até porque é uma tarefa involuntária do nosso corpo. Entretanto, outras pessoas podem apresentar desvios respiratórios, tornando incômoda e constrangedora essa atividade. Ter asma, ou qualquer outro tipo de doença respiratória, não significa, portanto, que não se possa levar uma vida normal, ainda mais nos dias de hoje em que são oferecidas diferentes formas de convivência e tratamento para o problema.

    A asma é caracterizada por crises de dispneia (falta de ar), onde os processos de expiração são extremamente dificultados. A origem dessas crises pode ser um espasmo da musculatura lisa dos brônquios (que, de acordo com definição da Universidade Federal de São Paulo – Unifesp -, pode ser desencadeado por uma alergia ou alteração dos padrões de exposição aos micro-organismos), um aumento na secreção mucosa ou um acúmulo anormal de líquido nos pulmões. E é nesse contexto que é inserida a natação.

    Segundo Alfred Bernard, professor do Centro de Toxicologia e Farmacologia Aplicada da Catholic University of Louvain, na Bélgica, em artigo publicado no Jornal da Pediatria, de Porto Alegre (RS), no ano de 2010, a natação é um exercício bem tolerado por asmáticos porque induz bronco-constrição (contração do músculo) menos severa do que outras modalidades de atividade física. A posição horizontal do corpo durante a natação também pode auxiliar na mudança da rota respiratória e, dessa maneira, produzir menos resistência das vias aéreas.

    O médico especialista em Medicina Esportiva em Araraquara (SP), Guido Felloni Tsuha, diz que nadar é indicado para quem tem problemas respiratórios porque fortalece e desenvolve a musculatura da caixa torácica que está envolvida na respiração. “Assim, exige-se um esforço muscular menor durante a respiração, e aumenta da capacidade respiratória. Aumenta também a quantidade de ar inalada, promovendo uma oferta maior de oxigênio aos pulmões”, explica Tsuha.

    Porém, não é só de benefícios que sobrevive a natação, principalmente no caso de asmáticos. Médicos alertam sobre os riscos de piscinas com quantidade excessiva de cloro (produto usado como desinfetante), uma vez que as vias aéreas dos asmáticos são mais sensíveis. “Essa questão, geralmente, é tema de debate em congressos”, conta Tsuha.

    Segundo o artigo de Bernard, ainda, “é importante distinguir os benefícios da natação como esporte dos efeitos do cloro usado como biocida ou, em outras palavras, desconectar os efeitos respiratórios do ar úmido e quente da piscina dos efeitos dos produtos químicos que poluem o ar e a água” do local. A dica é essa. Tudo na vida tem seu ponto positivo e seu ponto negativo. Colocar na balança para saber qual lado pesa mais é a melhor alternativa.

    “Enfim, não há um consenso sobre isso, mas penso que, tudo aquilo que pode trazer benefício para saúde, principalmente, pelo exercício físico, é válido. Se não temos uma comprovação científica, prevalece o bom senso”, conclui o médico Tsuha.

    Sugestão de imagens:

    – fazer um comparativo (em forma de infográfico) de como entra e sai o ar durante a respiração de uma pessoa normal e de uma pessoa com asma, por exemplo. E uma pessoa dentro da piscina, durante o exercício, mostrando como a entrada de oxigênio nos pulmões é maior.

    Laís Françoso

    24/09/2012 em 14:55

  12. A fábrica de pele

    Laboratório alemão cria a primeira linha de montagem para produzir tecido humano em escala. Pode ser a salvação das cobaias

    Felipe Turioni

    Um braço robótico leva os ingredientes de uma máquina para a outra. Eles passam por uma linha de montagem, onde são filtrados e misturados até se chegar ao produto final, pronto para a venda. Tudo automatizado, comandado à distância por um operador. Poderia ser a descrição de uma indústria química ou de alimentos, mas é da fábrica de pele inaugurada neste ano pelo Instituto Fraunhofer, na Alemanha, a primeira do mundo a produzir tecido humano em escala. Ela tem capacidade para entregar por mês 5 mil discos de pele pouco menores que uma moeda de um centavo, ao preço de 50 euros (cerca de R$ 120) a unidade. Ok, mas quem vai comprar isso?

    O instituto, que aplica US$ 2,3 bilhões por ano em pesquisas de saúde, energia e comunicações, mira um mercado que deve se expandir. A União Europeia decidiu proibir, depois de 2013, a venda de cosméticos testados em animais. A pele feita em laboratórios é um dos procedimentos alternativos mais cotados para substituir as cobaias nessa tarefa. Outros clientes em potencial são as companhias farmacêuticas, já que também é melhor usar tecido humano para experimentar novos remédios do que ratinhos e coelhos. “A fábrica será importante ainda para produzir pele em transplantes”, diz a bioquímica alemã Heike Walles, diretora do projeto no instituto. O procedimento seria útil, por exemplo, na recuperação de pacientes que tiveram queimaduras graves.

    A tecnologia de reproduzir partes de tecidos já existe em centros especializados, mas a fabricação em grande escala ainda não era feita. “Há poucas empresas no mundo que fazem pele reconstituída para cosméticos. A maioria produz membranas, culturas celulares mais simples. Fabricar em escala é um passo considerável”, diz o bioquímico Jadir Nunes, doutor pela Universidade de São Paulo e conselheiro da Associação Brasileira de Cosmetologia. O novo sistema alemão promete acelerar e baratear esse tipo de produção.

    LINHA DE MONTAGEM
    A fabricação de pele é uma espécie de replicação acelerada de tecidos obtidos com doadores voluntários. De acordo com os cientistas, cada doação de material humano é suficiente para 100 discos. Em um laboratório cercado por vidros para não haver contaminação, as máquinas trabalham sozinhas, comandadas do lado de fora por um especialista. Primeiro, picotam a amostra e filtram os pedacinhos. Depois, substâncias importantes para a replicação são extraídas e manipuladas, enquanto as células são “alimentadas” (confira o processo completo na próxima página). O resultado, a pele reconstituída, é uma substância esbranquiçada, mas que também pode adquirir outras tonalidades. “A vida é de 6 dias dentro da clínica”, explica Michaela Kaufmann, pesquisadora assistente do Instituto Fraunhofer.

    Essa tecnologia deve produzir tecido humano em escala também para transplantes até o final de 2012, o que dependerá de adaptações e do aval da União Europeia. Uma decisão da entidade obrigou que organismos criados fora do corpo humano sejam classificados como instrumentos farmacêuticos, o que significa que devem passar pelos mesmos testes rigorosos aplicados a remédios antes de serem liberados para uso médico. Será usado o mesmo sistema dos discos produzidos para as companhias de cosméticos mas, em vez de doadores, a pele virá do próprio receptor. “O que vai acontecer é um autotransplante com a retirada de pele do mesmo corpo que receberá depois o material”, diz a diretora do Fraunhofer. Com isso, a possibilidade de rejeição diminui.

    Para que a pele fabricada possa ser “colada” ao receptor, as máquinas serão programadas para estimular no material coletado a produção da proteína fibronectina. A substância faz parte das membranas celulares do nosso corpo, e é responsável por estabelecer conexões com outras moléculas — como o colágeno —, ativar a circulação do sangue e ajudar na cicatrização. “Todos poderão utilizar a pele e esse tipo de transplante deverá ser fundamental para pacientes que sofreram fortes queimaduras ou têm algum ferimento crônico”, afirma Walles. A escala deve trazer benefícios aos transplantes. “Essa maquinaria pode ser importante na produção de pele quando há ferimentos em grandes superfícies do corpo”, diz Radovan Borojevic, professor de Biologia Celular da UFRJ, sobre a ajuda que o sistema robotizado trará a quem precisa desse tipo de cirurgia. “É um tipo de pele muito difícil de ser manipulado e extremamente frágil.”

    De acordo com Heike Walles, do Fraunhofer, o Brasil também pode ter produção de pele nesses moldes em breve. Os alemães estão em negociação com duas empresas de perfumes e cosméticos nacionais (que preferem não ter os nomes divulgados) e informam que cogitam abrir uma espécie de filial aqui. O objetivo é fazer testes de produtos para substituir cobaias, mas, como na sede, o laboratório poderia ser adaptado para fabricar tecido humano destinado a transplantes. A produção para cosméticos usará material coletado de doadores brasileiros — o que elimina dificuldades de transporte e melhora a aceitação da pele entre os pacientes locais.

    Felipe Turioni

    24/09/2012 em 14:58

  13. Jornalismo Científico
    Trabalho prático do 3º bimestre 2012: Produzir uma reportagem para Jornalismo Científico
    Retranca: Estudos sobre biomecatrônica
    Repórter: Karine de Almeida Teixeira
    Código: 03509-012

    Inteligência artificial

    Projeto Humanis desenvolvido por professores e pesquisadores da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), estuda a simbiose homem máquina, algo maior e mais abrangente do que a relação servil que humanos impões às máquinas.

    Diversos trabalhos relacionados ao desenvolvimento de dispositivos robóticos biomecatrônicos estão sendo realizados em vários laboratórios no mundo, inclusive na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP).
    O Projeto Humanis esta sendo desenvolvido por 16 professores e uma capacidade de ampliação. Cada um destes professores têm alunos, doutorandos, mestrandos, e até alunos de iniciação científica.
    O Humanis representa de fato a Human Machine Necessity for Intelligent Symbiosis. O tema vem desde a criação da Cibernética no final dos anos 60 e remonta a grandes pensadores e cientistas como o William Ashby, que pretendia ampliar a inteligencia humana com a ajuda de máquinas, de J. Licklieder que criou o time-sharing dos computadores e pregava a symbiose entre humanos e computadores até a visão atual que coloca a necessidade de uma interação colaborativa entre humanos e máquinas. “Apesar de parecer estranho a primeira vista, não estamos falando de ficção científica e sim de ciência e campos multidisciplinares da Engenharia, bem como da fusão da engenharia com a psicologia cognitiva, neuro-ciência e com a medicina em geral,” explica um dos coordenadores do projeto, o professor José Reinaldo Silva.
    O que se espera do projeto, é uma quebra de paradigma mais do que um ou outro produto ou artefato. O paradigma é o da relação master-slave que coloca a máquina sempre na qualidade de servo-mecanismo, com todo o processamento inteligente e flexível cabendo aos humanos. Também não estamos propondo uma tecnologia cyborg como apregoam os iluministas de plantão.
    A nova relação humana-máquina de acordo com o coordenador é ampliar as possibilidades de sobrevivência do ser humano em um mundo cada vez mais hostil e sujeito a grandes catástrofes, e, no varejo ampliar e expectativa e qualidade de vida seja para idosos ou mesmo deficientes motores, visuais, e/ou cognitivos. Vai desde a criação de redes antropocêntricas e da nuvem destas redes baseadas no humano, até a fusão mais física com artefatos de biomecatrônica injetados no corpo para atender a necessidades a falhas do sistema cardiovascular, deficiências motoras ou neurológicas (como o mal de Parkinson), ou físicas, como os exoesqueletos.
    Se tudo isso puder ser baseado em uma nova categoria de símbolos geridos por computador ou por uma nova versão colaborativa da comunicação humano-máquina teremos atingido um novo patamar de desenvolvimento.
    O HUMANIS é a composição de vários laboratórios de várias áreas (Controle, Engenharia Elétrica, Mecatrônica, Ciência Cognitiva, Semiótica Computacional, Neuro-ciência, Bio-engenharia, Bio-mecatrônica e Comunicação). Um destes laboratórios é o laboratório de Bio-mecatrônica do Prof. Arturo Forner, um pesquisador espanhol contratado há dois anos pelo Departamento de Engenharia Mecatrônica da Poli e trabalha justamente com a análise da marcha humana e do controle motor. O entendimento destes tópicos é essencial para a produção de artefatos que podem mudar muito a qualidade de vida de deficientes motores, por exemplo, usando exo-esqueletos. Um dos projetos do Arturo é justamente o desenvolvimento de um exo-esqueleto.
    Um dos projetos que o Arturo e outros membros do Humanis participam é voltado para reabilitação. Foi criado um Núcleo de Apoio a Pesquisa, NAP na USP, coordenado pela Profa. Linamaa Battistella, que também é a Secretária de Direitos da Pessoa com Deficiência do governo do Estado. Parte da pesquisa está associada ao Hospital Lucy Montoro. Lá são testados aparelhos desenvolvidos recentemente e por professores brasileiros (alguns hoje militam em instituições dos EUA, como o Prof. Hermano Crabs que é o MIT) e se faz o estudo de novas técnicas de reabilitação que podem dar novas expectativas de vida com qualidade a idosos e pessoas com dificuldade de movimento.

    Novas respostas
    Segundo Silva, o próprio termo biônico foi muito estigmatizado por filmes de televisão que criaram uma expectativa errada deste campo. Mas já é possível pensar em aparelhos que podem ser parcialmente internalizados no corpo para injetar insulina ou outros medicamentos na dose exata da necessidade, de dispositivos que podem substituir o incômodo marca-passo, de tags RFID injetados por baixo da pele, e outros. Mas o que se projeta como uma boa ajuda para locomoção é o exoesqueleto que é externo, não interno. O problema ainda é o peso e o tamanho das baterias. E é claro cada vez que se entende melhor o movimento humano em todas as suas nuances se ampliam as possibilidades.

    Karine Teixeira

    24/09/2012 em 15:49

  14. Câmara Hiperbárica

    Indicada para o tratamento das patologias causadas por variações de pressão no organismo humano, a câmara hiperbárica têm sido muito eficiente e satisfatória em pacientes que são indicados e submetidos ao procedimento.

    A oxigenoterapia hiperbárica é indicada, principalmente, para o tratamento de doenças descompressivas, como embolia arterial gasosa, deiscência e complicações de cirurgias, pancreatites e isquemias pós-transplantes, traumas lesionados por isquemia-reperfusão, celulites e fasciites necrosantes, feridas refratarias de difícil cicatrização, enxertos, doenças de próteses, necrose asséptica de fêmur, queimaduras, lesões actinicas e infecções odontológicas.

    Em especial, ao tratamento de queimaduras, o paciente pode ter ate 50% diminuído o tempo de internação.
    É importante que todo procedimento seja acompanhado por um médico hiperbarista, assim como todo tratamento é de exclusiva competência do médico responsável.

    As sessões de oxigênoterapiahiperbárica (OHB ), que tem o objetivo de respirar 100% puro a pressões superiores ao nível do mar, é a base fisiológica do tratamento. A oxigenação dos tecidos para que o oxigênio possa ser transportado através do sangue pode ser realizado de duas formas: a primeira, quimicamente ligada à hemoglobina e a segunda, fisicamente, dissolvida no plasma.

    Segunda a Lei de Henry, é proporcional a pressão parcial do gás (oxigênio), a quantidade desse gás que entra em dissolução em um liquido orgânico.

    Seu mecanismo de ação no corpo humano como os efeitos fisiológicos e metabólicos, ações microbicidas e microbiostáticas, as ações bioquímica e o efeito sinérgico com outros medicamentos são tratados em particular na medicina.

    Sua alta capacidade de aceleração na cicatrização, a melhora na qualidade da osteogênese e dos tecidos de granulação, está ligado à redução de procedimentos cirúrgicos, contribuindo também para uma recuperação mais rápida e eficaz do paciente.

    O tratamento também pode ser feito individualmente, dependendo das necessidades. Normalmente, as sessões individuais são mais curtas, tendo uma duração média de 90 minutos por sessão. Contudo, há um limite de exposição ao OHB, ligados ao tempo de permanência no interior da câmara. Seu não cumprimento pode acarretar em efeitos colaterais, além de envolver regiões e órgãos do corpo humano.

    Existem normas de segurança que deve ser cumprida rigorosamente para que os efeitos colaterais do tratamento possam ser mínimos, indolor e tolerado na maioria dos casos.

    A câmara hiperbárica é muito utilizada por mergulhadores quando submetidos a mergulhos de profundidade e com um tempo de permanência limitado. O retorno à superfície deve ser cuidadoso para evitar que o gás nitrogênio forme bolhas acometendo tecidos vitais do corpo humano, como por exemplo, pulmões, coração e cérebro. Os riscos ao mergulhador quando quebrado o tempo limite pode acarretar uma embolia ou doença descompressiva, bastante comum em situações de mergulho.

    Fabricadas pela SEAWAY DIVER, a câmara hiperbárica tem a capacidade de fazer o procedimento em várias pessoas ao mesmo tempo, pois, são do tipo multiplace tendo um princípio construtivo de um vaso de pressão na forma cilíndrica. Com 3/8” de espessura e medindo 2,05m de diâmetro interno, torna-o confortável, com 1,82m, o que permite um movimento interno para quem é submetido ao tratamento. As poltronas são revestidas em couro, com material retardante a chamas e encosto individuais, além de possuir dois compartimentos com regulagem de altura.

    As primeiras câmaras hiperbáricas instaladas no Brasil foi na década de 80, contudo, passou a ser regulamentada apenas em 1995, pelo Conselho Federal de Medicina.

    Em Araraquara, o serviço é prestado pelo Hospital São Paulo, da Unimed e pela clínica Hipermed, do Dr. Luis Claudio Lapena Barreto – cirurgião plástico e médico hiperbarista.

    Vários pacientes já foram submetidos ao tratamento na cidade e o resultado foi o esperado.

    O valor aproximado do tratamento no Brasil gera em torno de R$ 200,00 a R$ 400,00 reais a hora.

    andreza palanca

    24/09/2012 em 15:49

  15. Título: Uma modelagem humana

    Linha Fina: A RPG nasceu do livro Le Champ Clos (Campo Fechado) que foi publicado pelo fisioterapeuta francês Dr. Philippe Emmanuel Souchard em 1981, após 15 anos de pesquisa na área de ginástica postural

    Repórter: Jéssica Mendes
    Código: 03509-038
    Jornalismo Científico
    24 de Setembro de 2012

    “Uma modelagem humana”. É assim que define o físico e fisioterapeuta francês Philippe Souchard, o conceito da Reeducação Postural Global (RPG). Segundo a Sociedade Brasileira de Reeducação Postural Global (SBRPG), a prática começou na França em 1981, através da obra “O Campo Fechado”, por Philippe Emmanuel Souchard.
    O fisioterapeuta, Dr. Thomas Santini Zirn – graduado pela Universidade de São Paulo (UNESP), explica que a Reeducação Postural Global, ou RPG, é um processo de fisioterapia que trata das desarmonias do corpo humano de acordo com as necessidades individuais de cada paciente e das diferentes maneiras que o organismo atua em cada corpo humano, devido às agressões sofridas no dia a dia.
    “A RPG não atende apenas pacientes com dor. Ela pode ser aplicada também em casos de correção postural. Não existem restrições específicas, o fisioterapeuta deve estar atento ao estado de saúde do paciente e tomar os devidos cuidados”, acrescentou.
    A Dr. Juliana Campanari, fisioterapeuta especializada em Reeducação Postural Global (RPG – Método Souchard) e pós-graduada em Fisioterapia Geriátrica pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR), conta que o RPG trata principalmente da coluna vertebral, mas também trata outras deformações como lordose, pés chatos, problemas nos joelhos, cifose, escoliose, alterações decorrentes de problemas neurológicos, tendinites e doenças causadas por esforço repetitivo, machucados causados por esporte e recuperação pós-traumas, entre outras dores em geral.
    Juliana Campanari explica que o estresse e a tensão do dia a dia contribuem para o enrijecimento da musculatura e que com decorrer dos anos, esse enrijecimento vai comprimindo as articulações causando deformações e dores sintéticas. “As principais queixas de pessoas que vêm ao consultório são sempre pelo mesmo motivo: dores na costa, dores de cabeça e pescoço, hérnia, dor ciática, além das escolioses e outros problemas morfológicos”, acrescentou a fisioterapeuta.
    A especialista em RPG contou também que quase sempre as pessoas não conseguem detectar problemas posturais quando olham no espelho. Esses problemas só ficam claros quando surge a dor. “É por isso que a causa dessa dor deve ser investigada, pois é o sinal de alarme do corpo para mostrar que há alguma coisa fora do eixo. Grande parte das dores é resultado de má postura”, completou.

    Como é o tratamento

    “As posturas são realizadas de formas ativas e simultâneas, isométricas em posições excêntricas dos músculos da estática, promovendo uma decoaptação articular progressiva. O RPG preconiza a utilização de posturas específicas para o alongamento de cadeias musculares, proporcionando o posicionamento correto das articulações e o fortalecimento dos músculos, os quais corrigem disfunções” explicou o fisioterapeuta Thomas Santini.
    Thomas explica ainda que o alongamento global alonga vários músculos simultaneamente, pertencentes à mesma cadeia muscular partindo do pressuposto de que um músculo encurtado cria compensações em músculos próximos ou distantes.

    Vida moderna

    A vida moderna faz com que alguns hábitos e condições de vida naturais se percam. As pessoas passam muito tempo sentadas no carro, na frente da televisão ou do computador, em posição de enrolamento lombar. Esse é o caso do professor de matemática, Marcos Santos Carlos, de 28 anos. Recentemente Marcos foi diagnosticado com Hérnia de Disco. A Hérnia de Disco é muito comum hoje em dia e é causada por uma lesão dos discos que compõem a coluna vertebral.
    “Meu fisioterapeuta disse que eu precisava resolver meu problema de Hérnia de Disco logo, pois caso não tivesse o tratamento adequado, poderia ser irreversíveis e me deixar sem andar para sempre. Então, ele me indicou o tratamento de RPG”, contou Marcos.

    Resultados

    A fisioterapeuta, Juliana Campanari explica que na primeira sessão de RPG é feita uma avaliação muito minuciosa, que consta de vários itens e testes. “É desta avaliação que saem o diagnóstico e a escolha das posturas a serem empregadas naquela sessão de tratamento”, acrescentou. A cada sessão, é feita uma nova avaliação, mais simplificada, porém igualmente importante para o acompanhamento do tratamento.
    O professor de matemática conta que o tratamento de RPG ajudou muito no problema de Hérnia de Disco e conta também que se antes do tratamento sentia dores na costa, hoje não sente mais. “O único lado negativo da RPG é que o fisioterapeuta não pode fazer a indicação da Reeducação Postural Global diretamente ao paciente. Eu tive que passar por outros médicos e vários outros exames para conseguir o tratamento”, completou.
    Outro problema também apresentado pelo professor Marcos, foi Escoliose, que também foi tratada pela RPG. “Há mais de um ano praticando o RPG, hoje não senti mais dores”, finalizou Marcos.

    Saiba mais

    Há 25 anos no Brasil, a Sociedade Brasileira de Reeducação Postural Global tem mais sobre o assunto através do site: http://www.sbrpg.com.br/. Para aprofundar ainda mais, conheça o livro: “RPG – Fundamentos da reeducação postural global” do próprio criador de RPG, o francês Dr. Philippe Emmanuel Souchard. O livro tem 72 páginas e está disponível nas principais livrarias do país, e também nos principais sites de compra da internet.

    Jéssica Mendes

    24/09/2012 em 17:29

  16. Jornalismo Científico
    Produção de reportagem
    Retranca: energia elétrica
    Repórter: Renata toffino
    Código: 03509-021

    Energia elétrica- Descobrindo toda sua transformação
    Quando pronunciamos a palavra energia elétrica, temos a sensação de medo e de muito cuidado, pois o próprio nome é forte o suficiente para entendermos de que se trata de algo extremamente delicado.
    Isto é fato e não vai mudar, cuidados são sempre poucos ao se tratar de energia, esta, perigosa demais se não administrada de forma correta.
    Mas tudo na vida exige limites que são importantes para suas funções, assim como a corrente elétrica é delicada, outras bases também serão, portanto sabendo respeitar estes limites os perigos se tornam quase inexistentes.
    Muitas pessoas não sabem com detalhes todo o processo que a energia sofre para chegar até as nossas casas, portanto em entrevistas com profissionais busquei melhor esclarecer e dar continuidade ao relatório de pauta.
    “Na verdade toda transmissão associa-se ao transporte de blocos significativos de energias que percorrem longas distâncias, que caracterizam as linhas de transmissão, explica o engenheiro Rafael de Souza, da empresa Cpfl, da cidade de Araraquara”. Hoje existem geradores de pequeno porte que são conectados nos sistemas que distribuem toda a energia, este processo está crescendo no país. São muitas as fontes renováveis, assim como quando utiliza-se a energia eólica para os fins energéticos, e agora foi adotado uma nova forma específica para se referir as fontes renováveis, como é o caso da eólica, solar e células a combustível, afirma.
    “Existem os principais processos na transformação da geração em eletricidade, temos o uso de energia hidráulica que são acionadas por quedas de água, marés e cata-ventos; quando a energia solar é diretamente transformada em energia elétrica; a energia térmica por combustão e também a energia produzida por reações químicas. É importante alertar sobre os cuidados da energia elétrica, para prevenir os acidentes que causem danos a saúde, é preciso prestar atenção na instalação e no manuseio de todo o equipamento,nós prestamos o máximo de atenção, porém existem as chuvas, ventos, galhos de árvores que podem vir oferecer riscos a população, portanto todo cuidado é pouco explica Marcos cândido, eletricista da empresa Cpfl”.
    Basicamente toda a necessidade de transmissão da energia elétrica são envolvidas por razões técnicas e econômicas, a transmissão associa-se as centrais de geração ligadas à própria natureza, como as usinas hidrelétricas que dependem dos rios e as usinas termelétricas do carvão mineral, comenta.

    Renata Toffino

    24/09/2012 em 17:30

  17. Jornalismo Científico
    Trabalho prático do 3º bimestre 2012
    Retranca: IRIDOLOGIA
    Repórter: Mirieli Coutinho
    Código: 03509-034

    Olhos que Falam

    Através da leitura da íris pode ser revelado o que se passa no corpo, ajudando a prevenir doenças e melhorar a qualidade de vida.

    O estudo da membrana colorida surgiu há muito tempo, na China e na Grécia antiga, existem referências sobre o assunto deixado por Hipócrates em seus trabalhos, mas prosperou no século 19 pelo húngaro Ignatz Peczeley. Hoje com a tecnologia o ser humano busca cada vez mais o bem estar, utilizando também a medicina alternativa.

    Segundo Dr. Rogério A. Napimoga, Terapeuta Ortomolecular, Iridólogo e Acupuntura, a Iridologia pode ser definida como ciência que faz diagnóstico através de observação da íris, que não tem como objetivo dar nome a doenças (patologias), e sim indica a área que está afetada. “Pelo exame se observa pequenas lesões na íris, podendo denominar a gravidade das lesões como aguda, sub-aguda, crônica e degenerativa representada com buracos (lacunas) e também pela coloração”, explica.

    Dr. Rogério conta que o aparelho mais utilizado é a máquina fotográfica convencional com uma lente especial para o exame e que qualquer pessoa pode fazer. “Cada individuo pode representar diferentes sinais entre as patologias, a cor da íris não interfere em nada, mas as de cores claras são mais fáceis de diagnosticar”, comenta.

    Napimoga revela que tem mais facilidade de identificar melhor nas áreas digestivas. “Depois de constatado o problema o tratamento funciona de várias formas, dependendo da patologia à necessidade de exames mais específicos para saber exatamente do que se trata, após saber do que se trata podem ser usados os fitoterápicos (tratamento por meio de plantas medicinais), homeopatia, florais (essência de flores para reequilíbrio emocional e energético), alimentação, acupuntura, entre outros”, disse.

    No Brasil existem muitos médicos que dedicam a esta ciência. “Há muitos cursos, seminários, congressos nacionais e internacionais que cresce cada vez mais a prática desta técnica, são cursos de especialização, podendo ser feitas por pessoa de nível superior ou não”, relata Rogério.

    Disse Napimoga que esse método precisa ter autorização para ser aplicado, através dos conselhos federais de medicina e conselhos de terapias naturais. Ele ainda salienta que há pontos negativos e positivos desta ciência. “Os pontos positivos são que podemos identificar onde as pessoas estão com algum problema, e o ponto negativo é que não se pode afirmar qual o problema”, conclui.

    A Esteticista Elizete Aparecida Siqueira, paciente do Dr. Rogério, conta que há um ano começou o tratamento com a Iridologia. “Através do exame na íris descobri que estava com o intestino preso, digestão lenta, má circulação, com radicais livres e estava para ter diabetes, depois de constatado o problema comecei o tratamento homeopático e tive bons resultados”, revela.

    A opinião da Advogada Simone Cristiane Coutinho é que a iridologia pode servir como um instrumento de prevenção de doenças, através da análise da íris, sendo possível fazer um check-up do nosso estado de saúde, descobrindo eventuais desequilíbrios do nosso organismo. “Através da iridologia poderemos alcançar uma melhor qualidade de vida, pois, na medida em que conhecemos as necessidades do nosso corpo, passamos a adotar hábitos mais saudáveis”, finaliza.

    O tratamento no Brasil custa em média de R$ 50 a R$ 300 dependo do grau de formação do profissional. A iridologia é uma grande aliada na prevenção de desordens crônicas, mostrando grande eficiência com as terapias naturais. Cada pessoa nasce com uma íris diferente, com marcas individuais, essa é uma prática de 3.000 anos de idade, que está sendo reconhecida pelos cientistas, permitindo analisar a saúde de uma maneira nova.

    “Assim como os olhos são as janelas da alma, a íris é o espelho do corpo, pois nela se refletem os desequilíbrios do organismo.”

    Mirieli Coutinho

    24/09/2012 em 17:45

  18. Quimioterapia: O mal que cura

    Repórter: Erica Roveder

    Nos dias atuais um dos maiores medos da humanidade é o câncer, uma doença silenciosa que pode atingir pessoas de qualquer faixa etária, credo, classe social ou cor.

    O que é o câncer?

    Segundo a descrição do site do INCA: “Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado de células, que invadem tecidos e órgãos. Dividindo-se rapidamente, estas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores malignos, que podem espalhar-se para outras regiões do corpo. As causas de câncer são variadas, podendo ser externas ou internas ao organismo, estando inter-relacionadas. As causas externas referem-se ao meio ambiente e aos hábitos ou costumes próprios de uma sociedade. As causas internas são, na maioria das vezes, geneticamente pré-determinadas, e estão ligadas à capacidade do organismo de se defender das agressões externas. Os tumores podem ter início em diferentes tipos de células. Quando começam em tecidos epiteliais, como pele ou mucosas, são denominados carcinomas. Se o ponto de partida são os tecidos conjuntivos, como osso, músculo ou cartilagem, são chamadas sarcomas”.
    Para se tratar um câncer existem vários tipos de tratamentos como: cirurgia, quimioterapia, radioterapia e transplante de medula óssea. Em alguns casos são usados mais de um tipo de tratamento.
    Atualmente, existem diversas pesquisas sobre todos os tipos de tumores já identificados, e o tratamento mais comum é a quimioterapia.

    O que é Quimioterapia?

    É o tratamento que utiliza vários medicamentos para combater o câncer. Eles podem ser aplicados de diversas maneiras, em sua maioria os medicamentos são ministrados diretamente na veia, mas também pode ser intramuscular, subcutânea, tópica ou pode ser ministrado via oral. Assim que os medicamentos entram no organismo ou na corrente sanguínea eles são levados para todas as partes do corpo, e assim vão destruindo as células doentes do corpo, as células que estão se reproduzindo rapidamente e formando o tumor, os medicamentos também impedem que essas células se espalhem pelo corpo.
    Esses medicamentos, chamados quimioterápicos, atuam combatendo as células doentes, destruindo ou controlando seu desenvolvimento.

    Segundo a doutora Edite Carvalho de Arruda, Oncologista “As drogas podem ser usadas isoladamente é o que chamamos de monoquimioterapia, ou podem ser ministradas juntas, o que chamamos de poliquimioterapia. Na quimioterapia poliquimioterapia são apresentados resultados mais eficazes, conseguindo maiores resposta a cada aplicação, fazendo com que o risco de resistência ás drogas se diminuam e assim consegue atingir as células em diferentes fases do seu ciclo”.

    Doutora Edite completa ainda que: “A quimioterapia pode ser feita em conjunto com outros tratamento, como a radioterapia e a cirurgia, isso vai depender da localização e estágio da doença e do fator de risco do tumor. Existe quatro tipos de classificação da quimioterapia, que vão variar de acordo com a finalidade do tratamento. São elas a Neoadjuvante ou prévia, que tem por finalidade a redução parcial do tumor e assim prepara o paciente para uma possível cirurgia ou o início da radioterapia. A Curativa Paliativa, onde seu objetivo é melhorar a qualidade de vida e sobrevida do paciente. A Adjuvante, que é usada quando o paciente passa por uma cirurgia para a prevenção de metástase em torno da área do tumor. E por último a Curativa, onde se tenta conseguir a erradicação total do tumor.

    Porém a quimioterapia além de trazer a melhora na doença ou a cura dela, em contra partida ela trás consigo muitos efeitos colaterais. Infelizmente o tratamento também age nas células normais e isso pode provocar vários efeitos colaterais, como: vômitos, náuseas, perda de apetite, feridas na boca, fraqueza, febre, fadiga ou cansaço, inflamação nas veias e até sangramento, além do mais comum que é a queda de cabelo.

    Os efeitos dos medicamentos fortes usados na quimioterapia provoca a queda dos cabelos. Porém não são apenas os cabelos que caem com o tratamento, e sim todos os fios do corpo, inclusive as sobrancelhas e pelos das partes íntimas. Como objetivo dos medicamentos que são usados na quimioterapia é de atacar às células do corpo que se reproduzem rapidamente, como as células cancerígenas. Estes medicamentos se misturam com o sangue e são levados a todas as partes do corpo, e com isso o medicamento acaba atacando qualquer célula, tanto as “doentes” quanto as que estão sadia e que se proliferam rapidamente.

    Segundo Reginaldo Macedo, Doutor e Coordenador do Centro Oncológico de São Carlos “Ás drogas usadas na quimioterapia trabalham inibindo a reprodução da mitose celular, e é por isso que acabam afetando as células de crescimento rápido, como as do cabelo e fios do corpo, pois essas células se multiplicam muito rapidamente, pois eles crescem e nascem todos os dias, assim essas células são atacadas pelo tratamento da quimioterapia, e por isso é comum ver pacientes carecas durante o tratamento do câncer”.
    “Os efeitos colaterais da quimioterapia podem aparecer depois de muito tempo, isso pode varias de paciente pra paciente, como no tratamento são usadas muitas drogas fortes, em alguns casos o paciente fica curado do câncer, mas acaba adquirindo outras doenças como cirrose hepática (uma doença que ataca e destroem o fígado), porém é difícil saber qual paciente pode desenvolver isso, ou algum outro tipo de doença, isso pode depender do organismo do paciente, do tempo exposto ao tratamento, é por isso que o melhor tratamento para o ser humano é a prevenção, ir sempre ao médico, ter uma boa alimentação e fazer exercícios físicos com regularidades, esse é o melhor tratamento para todas as doenças” Completa Macedo.

    erica

    24/09/2012 em 17:55

  19. Patrícia Lelli Ferreira
    Código: 03509-047
    4º ano de Comunicação Social – Jornalismo
    Prof. Francisco Belda
    Disciplina: Jornalismo Científico

    Buracos Negros: Ficção ou realidade

    Fascinantes túneis que permitem viajar pelo tempo e espaço, uma teia de aranha de gás, galáxias e estrelas, os misteriosos buracos negros fazem sucesso na ficção científica e despertam a imaginação. Mas, na realidade, eles existem e escondem muitos segredos.
    O buraco negro é uma região do espaço-tempo onde os efeitos da gravidade impedem qualquer coisa de escapar, até mesmo a luz. Segundo o físico, mestre e doutor em Astronomia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Gustavo Rojas, todo objeto astrofísico possui uma velocidade de escape, que é a velocidade a qual um objeto deve ter para escapar do seu campo gravitacional. “Se ao calcularmos esta velocidade com a massa e o raio de um objeto qualquer, e essa velocidade exceder a velocidade da luz, que é de 300 mil km/s, encontramos um buraco negro”, explica Rojas.
    Uma declaração, feita no ano de 1939, mostra que Albert Einsten duvidou da existência de buracos negros no espaço. Estudos posteriores mostraram o contrário: a morte das estrelas comprovou a existência desses misteriosos buracos. As estrelas nascem, passam pela vida adulta na cor azul e depois de bilhões de anos se transformam em uma estrela de nêutrons ou em uma estrela anã preta. Quando vemos, por exemplo, uma estrela adulta que sumiu antes do seu ciclo de vida terminar, é sinal de que existe um buraco negro naquele espaço.
    Algumas coisas no universo apenas existem, mas o ser humano insiste em imaginar certas funções para elas, como é o caso dos buracos negros. Eles fazem nada, apenas apresentam certas características físicas que se manifestam principalmente através da interação gravitacional. “Como é um objeto que abriga muita massa em um espaço muito compacto, sua atuação gravitacional é muito mais intensa de que qualquer outro objeto”, afirma Rojas.
    A ciência ainda não descobriu exatamente a composição de um buraco negro. Segundo o docente e pesquisador da UFSCar, Marcelo Adorna, a hipótese mais provável é de que ele tenha um estado de matéria super denso e exótico, composto por quarks, uma partícula subatômica, e matéria escura. “Se realmente o buraco negro for composto de um condensado de quarks, isso implicaria em uma temperatura extremamente elevada, superior a 4 trilhões de graus”, declara Adorna.
    Até hoje não existe observação direta de buraco negro, pois ele não emite luz visível nem outro tipo de radiação. As evidências mais fortes são através do que existe em torno dele, nuvens de gás muito quentes e estrelas se movimentando. Segundo Adorna, medindo as propriedades deste gás e a velocidade em que as estrelas se movem é possível calcular a massa do objeto que está causando esse movimento. Esses cálculos indicam que o objeto tem tanta massa em tão pouco volume que só pode ser um buraco negro.
    Uma das polêmicas causadas por buracos negros nos leva ao fim do mundo, mas, atualmente, isso seria impossível, pois a ciência não conhece nenhum buraco negro na vizinhança solar, e, mesmo se existisse, estudos comprovam que o efeito gravitacional seria muito pequeno, por causa da distância.
    Rojas contou que existem indicativos de buracos negros de massa estelar, e os chamados super massivos que têm massas milhões de vezes maiores que a do Sol.
    Outra maneira de confirmar a existência de um buraco negro é medindo a frequência das ondas gravitacionais emitidas por ele. Entretanto, ainda não foi possível construir um detector bem-sucedido dessas ondas. Vários projetos como VIRGO e LISA feitos pela Nasa estão em andamento. Eles foram criados para detectar essas ondas gravitacionais, que são previstas pela teoria da relatividade geral.
    Assim como a teoria da relatividade sobreviveu a diversos testes, provando que ela realmente existe, por enquanto a ciência tem uma grande confiança de que os buracos negros existam de fato. Um fato curioso é que, para comprovarmos a existência dos buracos negros, precisamos utilizar os fundamentos da teoria da relatividade, criada por Eisnten, o mesmo que não acreditava nesses buracos misteriosos.
    Sabemos muito pouco sobre o que eles realmente são, mas esta área do conhecimento está dando os primeiros passos, apesar do imenso número de profissionais e pesquisas dedicadas. Ainda temos muito que aprender.

    Patrícia Lelli

    24/09/2012 em 18:09

  20. Precisão matemática ou interpretação artística?

    De um lado, uma ciência exata baseada na racionalidade; do outro, uma manifestação artística sujeita a interpretações pessoais e abstratas. Mas, ao contrário do que muita gente pensa, a música e a matemática possuem uma relação muito estrita.

    Quando a música Noemi Rocha começou a estudar música aos nove anos de idade, ela não imaginava a influência e a importância que isso teria em sua vida profissional. Aos 19 anos, ela ingressou no curso de Matemática Aplicada do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP de São Carlos e descobriu a relação entre duas áreas aparentemente distantes.

    Os teóricos da música frequentemente usam a matemática para entender a estrutura musical, o que levou à aplicações musicais da teoria dos conjuntos, álgebra abstrata e teoria dos números. Os estudiosos da música também usaram a matemática para entender as escalas musicais, e alguns compositores incorporaram a proporção áurea e números Fibonacci em seus trabalhos. A relação entre a matemática e a música também está presente na construção de instrumentos musicais, na afinação, na harmonia, no compasso e nas escalas musicais.

    O Prof. Dr. Gustavo Buscaglia, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP de São Carlos, explica que a relação entre a matemática e a música se dá em muitos aspectos, dentre os quais ele destaca a harmonia e as notas musicais. Ele explica que as notas musicais estão relacionadas à frequência em que estas podem ser ouvidas. Essa característica é chamada de Escala Diatônica. Trata-se de uma escala de oito notas, com cinco intervalos de tons e dois intervalos de semitons entre as notas. Este padrão se repete a cada “oitava” nota numa sequência tonal de qualquer escala.

    Proporção áurea
    A proporção áurea, ou número de ouro, é representada pela letra grega PHI, e frequentemente chamada razão de Phidias. Desde a antiguidade a proporção áurea é empregada na arte, e foi frequente a sua utilização em pinturas renascentistas, como as do mestre Giotto.

    A proporção áurea também está presente no corpo humano como no Homem Vitruviano, obra de Leonardo da Vinci. Na arquitetura, por exemplo, a proporção áurea foi usada na antiga Grécia pelo escultor Fídias, que a teria utilizado para conceber o Parthenon, e com o valor arredondado a três casas decimais de 1,618.
    Na fabricação de instrumentos musicais, a proporção áurea busca uma maior acústica e ressonância, como no caso de um violão ou instrumento de cordas por exemplo.

    Afinação de instrumentos musicais
    Um dos pontos na relação entre a afinação de instrumentos musicais e a matemática é que não existe uma afinação sonora perfeita em termos matemáticos.

    De acordo com o professor Buscaglia, a nota fundamental é chamada de “Dó”, que tem frequência equivalente a 261,61 Hz (Hertz). Ao dobramos a frequência da nota, ela permanece como Dó, portanto 2Xf = 523,22 Hz, e 4Xf = 1046,44Hz.

    O professor explica que a frequência surge a partir de uma nota fundamental. Três vezes a frequência passa a ser um Sol, quatro vezes volta a ser um Dó. Entretanto, cada vez que se dobra, passa a ser um Dó mais agudo. “Caso tenhamos mais uma corda que esteja em harmonia com a primeira corda, há a necessidade de se colocar alguns sons que são fundamentais, com isso elas possuem uma parte do som da outra. Isso dá harmonia ao instrumento”, explicou Buscaglia.
    Dessa forma as notas ficam assim matematicamente dispostas: Supondo que os Harmônicos do Dó tenham frequência =1. Se adicionarmos uma corda e temos uma frequência de 1,5 a sequência se repete.

    1, 2 (1), 3 (1.5), 4 (1), 5 (1.25), 6 (1.5), 7 (1.75), 8 (1), 9 (1.125), 10 (1.25), 11 (1.375), 12 (1.5), 13 (1.625), 14 (1.75), 15 (1.875).
    Adicionamos uma corda? Seja Sol (frequência=1.5)
    Harmônicos do Sol (frequência=1.5)
    1.5, 3 (1.5), 4.5 (1.125), 6 (1.5), 7.5 (1.875), 9 (1.125), 10.5 (1.3125), 12 (1.5), 13.5 (1.6875), 15 (1.875), 16.5 (1.03125).

    Se colocarmos a frequência do Sol como 1,5 para ser harmônico de Dó, a nota Sol será harmônico da nota Dó, no entanto o Dó não será harmônico do Sol. Isso significa que não é possível conseguir uma harmonia perfeita nem em um piano de duas cordas.

    “Isso significa que não conseguimos uma afinação perfeita nem em um instrumento de duas cordas. Este é o motivo pelo qual os afinadores de piano tem trabalho, pois a afinação perfeita seria um valor que não é inteiro”, completou Buscaglia.

    A maneira encontrada para afinar um piano de duas cordas que sejam diferentes, mas que estejam em harmonia a nota fundamental deve ser um dos sons que surgem após se tocar a primeira corda. Caso isso não seja feito, não há harmonia entre as notas musicais.

    Compactação de arquivos mp3
    A compactação de arquivos de música em formato mp3 também traz muito de matemática. As músicas gravadas em outros formatos, como wave, ocupam muito mais espaço em disco do que arquivos gravados em mp3.
    O ouvido humano capta sons que vão desde 20 Hz até 20 mil Hz, o que é relativamente pouco se compararmos com a audição canina, que capta entre 40 e 60 mil Hz. Buscaglia explicou que o motivo do formato mp3 ocupar menos espaço é que ele busca retirar os sons que não são captados pelo ouvido humano.

    Como exemplo disso, temos um som de mil Hertz a 80 Db (decibéis) e outro a 60 Db. O ouvido humano capta somente o som mais alto, tornando o mais baixo inaudível. Isso é o que a compactação em mp3 faz, retira o som que não é captado.

    “No entanto, é importante destacar que esse processo é dinâmico e não estático. Isso não significa que não podemos ouvir o som mais baixo, mas que o som mais alto o encobre”, concluiu.

    No caso dos pianos e dos sintetizadores eletrônicos, o pesquisador explicou que estes não geram sons, mas que possuem sons gravados que são reproduzidos ao se tocar uma tecla. Isso significa que estes calculam a nota constante e as variáveis desta nota musical. Os pianos eletrônicos mais modernos calculam inclusive a força com que o músico o toca.

  21. Jornalismo Científico.
    Trabalho prático do 3º bimestre 2012: Produzir uma reportagem para Jornalismo Científico.
    Repórter: Francisléia Regina de Favere.
    Código: 03509-008.

    A dislexia é geral associada à dificuldade de aprender a ler e escrever e com isso as pessoas disléxica não consegue decodificar o escrito ou símbolo gráfico. Comprometendo a sua capacidade de entender texto.
    A história da dislexia foi identificada pela primeira vez em, 1881 o seu termo foi criado em, 1887 por Rudolf Berlin, um oftalmologista.
    O primeiro pesquisador principal a estudar a dislexia, foi Samuel T. Orton, um neurologista, que segundo ele a dislexia é uma dificuldade que ocorre no processo de leitura, soletração e ortografia. A dislexia pode afetar as crianças e adultos.
    No entanto, alguns gênios da ciência e da cultura do cinema foram e são disléxicos.
    A Dislexia é um jeito de ser e de aprender, reflete a expressão individual de uma mente, muitas vezes e até genial, mas que aprende de maneira diferente. E diverso famoso e personalidade importante tinha /ou tem dislexia.
    Exemplos de famosos: Disléxicos

    Agatha Christie
    Albert Einstein
    Charles Darwin
    Greg Louganis
    George Washington
    Napoleão Bonaparte
    Leonardo Da Vinci
    Pablo Picasso
    Vincent van Gogh
    Tom Cruise
    Noel Gallagher
    A dislexia tem diferentes graus, é característica evidenciada em cerca de 80% dos disléxicos. Por isso a dislexia estuda as das dificuldades de leitura e escrita, em geral, em particular, vem provocando desde há muito tempo o interesse de psicólogos, professores, pediatras e outros profissionais interessados na investigação.
    Antes de afirmar que uma pessoa é disléxica, é preciso descartar a ocorrência de deficiências visuais e auditivas, déficit de atenção, escolarização inadequada, problemas emocionais, psicológicos e socioeconômicos que possam interferir na aprendizagem.
    É de extrema importância estabelecer o diagnóstico precoce para evitar que sejam atribuídos aos portadores do transtorno rótulos depreciativos, com reflexos negativos sobre sua autoestima e projeto de vida.
    A obtenção e troca de dados entre os profissionais será importante também para se, fazer o encaminhamento adequado.
    Para Prof.ª Adriana Burgarelli – graduada pedagoga pós- graduada psicopedagogia diz “que para fazer um diagnostico, precisa de uma equipe multidisciplinar formada por psicopedagogo, neurologista fonoaudiólogo e entre outros profissionais para saber a causa e os fatores para diagnosticar se esse paciente pode ou não ter dislexia.”.
    Como podemos dizer que uma pessoa é disléxica? Você sabe se é disléxico?
    Já parou para pensar nisso.

    Francisléia Regina de Favere

    24/09/2012 em 19:55

  22. Como um balão consegue voar??

    Existem dois tipos de balões, o de gás Hélio e o de ar quente. O de ar quente é o mais comum, por ter um custo bem mais baixo que o de gás Hélio.
    O Balão de gás Hélio é muito raro de se ver, ele é utilizado geralmente em viagens longas, que duram dias. O gás Hélio é menos denso que o ar atmosférico e por isso quando “preso” em um recipiente, este tende a subir. Um exemplo básico desse fenômeno são aquelas bexigas que são vendidas em parques e festas, infladas com gás Hélio, que quando soltas, sobem e se perdem no céu. Para descer ou perder altitude, é necessário liberar o gás por uma abertura na parte de cima do balão, chamado de válvula.
    O balão mais comum, principalmente no Brasil é o de ar quente. Eles são usados para voos de demonstração, de passeio, para anúncios publicitários, esporte, hobby e para competições nacionais e internacionais.
    Em São Carlos, no mês de julho, pode ser visto vários balões durante o Campeonato Brasileiro, que foi vencido pelo piloto Rubens Kalousdian após quatro dias de competição.
    Mas como um balão voa? Para responder a essa pergunta, fomos conversar com o físico José Abel Hoyos Neto, professor de física da Universidade de São Paulo (USP) do campus de São Carlos.
    A resposta aparentemente é simples: “o balão é mais leve que o ar, por isso ele sobe e flutua pelo ar”. Mas como algo que aparentemente é pesado, pode ser mais leve que o ar?
    Arquimedes uma vez disse: “Um corpo submerso em um fluído em equilíbrio, sofre a ação de uma força, denominada empuxo, a qual é vertical, para cima e a intensidade é igual a do peso do fluido deslocado”. Não entendeu nada?! Calma, ele explica!

    “Um balão cheio (corretamente inflado, com o ar do interior quente), a densidade do ar externo é maior do que a densidade do ar interno, isto é, o ar de fora do balão é mais pesado do que o ar de dentro do balão (devido ao aquecimento do ar na hora de encher o balão)”, explica o professor.

    Para explicar melhor, o corpo (nesse caso, o balão) tem um peso (massa do balão vezes a aceleração da gravidade) que aponta para baixo (em direção ao centro da Terra). Como o ar é muito leve (1,2Kg/m³) o Empuxo é desconsiderado quando o balão está vazio, mas quando inflado, e aquecido, o ar de dentro do balão fica mais leve e o módulo* do Empuxo fica maior do que o módulo* do Peso, e o balão sobe.

    Um lugar onde podemos sentir a ação do Empuxo, é numa piscina. Sabe quando você entra na água e sente seu corpo ficar mais leve? Isso acontece porque ao entrar na piscina, você precisa deslocar uma quantidade de água, e a massa dessa quantidade que foi deslocada (proporcional ao seu volume) “empurra” você para cima, causando a impressão de mais leveza. A densidade da água é bem maior do que a do ar, mas não sentimos “ficarmos mais leve no ar” porque vivemos imerso nele.

    O Empuxo aparece em fluídos (Líquidos e Gases). Para calcularmos, basta pegar a densidade do fluído deslocado (Df) e multiplicarmos pelo volume (V), obteremos a massa total do fluído deslocado(M). E como a Segunda Lei de Newton é: “F = m.a”, podemos calcular a força Empuxo (E) multiplicando a massa do fluído deslocado (M) pela aceleração da gravidade(g). Com isso, obtemos a equação geral do Empuxo:
    F = m.a
    E = M.g
    E = Df.V.g

    *Módulo de uma força é o quanto ela vale, isto é, o número.
    Para entender melhor como funciona um balão de ar quente, vamos conhecer primeiro um balão e suas partes.
    As três principais partes do balão são: envelope, cesto e maçarico. O envelope é o pano, o tecido geralmente colorido, este pode variar entre 20 e 30 metros de altura. O cesto, que no Brasil são feitos de vime, é a parte aonde vão o piloto e os passageiros, os dois tamanhos principais suportam até quatro ou até seis pessoas.
    O maçarico é considerado o motor do balão, é por ele que o gás vai inflamar, esquentando o ar de dentro do balão, possibilitando o voo. O maçarico é ligado a cilindros de gás propano, e quando acionado a válvula, ele libera o gás, que passa pela serpentina do maçarico, inflamando e criando calor, que fará o balão subir, ou seja, ganhar altitude.
    Em voo, para perder altitude o piloto puxa uma corda que fica ligada a uma espécie de paraquedas, chamado tampão, que fecha uma saída de ar, que fica na parte superior do envelope, chamada válvula. Quando esta corda é puxada, a válvula é aberta, liberando o ar quente. Assim, o balão ganha peso e perde altitude, desce.
    Assim, durante um voo, o piloto aciona por diversas vezes o maçarico, pois o ar quente, que está dentro do balão, com o tempo esfria e começa um movimento lento de perda de altitude, por isso o gás é acionado diversas vezes, mantendo a altitude do balão. Em alguns momentos, para não subir de mais, o piloto libera o ar quente, puxando a corda do tampão.

    Tiago da Mata

    24/09/2012 em 22:43

  23. Projeto premiado da UFSCar atua no diagnóstico e prevenção da asma

    Um Projeto do Grupo de Estudos em Inovação e Empreendedorismo do Departamento de Educação Física e Motricidade Humana da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) ficou na sexta posição na competição internacional sobre inovação. A competição já é tradicional e teve origem na universidade do Texas, nos Estados Unidos. Na América-Latina, em, sua quinta edição, foi realizada pelo Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios da Fundação Getúlio Vargas.

    De acordo com José Marques Novo Júnior, professor do Departamento de Educação Física e Motricidade Humana da Universidade e Coordenador do grupo de estudo que participou da competição, a ideia é que os estudantes sejam estimulados em áreas como empreendedorismo e, assim, transformar as pesquisas acadêmicas em produtos “Os alunos fazem pesquisas e produzem conhecimentos científicos. A competição faz com que os estudantes pensem em ações inovadoras e empreendedoras, estimulando-os a elaborar seus projetos de pesquisa como produtos que possam ser aplicados em benefício da sociedade”.

    O grupo apresentou, então, cinco projetos que inicialmente poderiam ser inscritos na competição, sendo que dois foram selecionados. Um deles trabalhava a questão da motricidade humana e lesões decorrentes de esforços mecânicos do corpo e foi bem avaliado na competição. Contudo, o outro projeto inscrito, que tratava a asma como um problema de saúde pública e buscava novas formas de diagnóstico da doença, ficou como um dos seis finalistas do prêmio.

    A Doença

    A asma é uma doença respiratória que consiste na inflamação crônica das vias nasais, que ataca o sistema respiratório e resulta na redução ou até mesmo obstrução no fluxo de ar para os pulmões. Em alguns casos, a falta de assistência médica pode provocar a morte de uma pessoa com crise asmática. As crises podem ser desencadeadas por diversos fatores, como baixa umidade relativa do ar, atividades físicas em excesso, altas concentrações de poeira, entre outros.

    Uma crise asmática é a consequência do processo inflamatório das vias respiratórias, que podem estar prejudicadas há algum tempo. Alguns exames ou testes médicos já são capazes de detectar se uma pessoa pode estar com um princípio de inflamação ou se está prestes a ter uma crise. Porém, esses exames ainda são complexos, demandam o uso de aparelhos sofisticados e de cálculos do médico, que precisam analisar manualmente dados como o peso, idade, sexo e faixa etária do paciente.

    O Projeto

    O Peak Flow, que em português significa “Pico de Fluxo”, nome do projeto inscrito pela UFSCar no prêmio, serve para otimizar o tempo de medição de ar expelido por uma pessoa em um sopro e avaliar a sua capacidade pulmonar.

    “Os equipamentos que existem no mercado hoje, são aparelhos que fazem uma medição. Quando o paciente assopra no equipamento, ele sinaliza um valor numérico, depois é feita uma conversão usando uma calculadora ou uma tabela, ou seja, é um processo demorado e em uma crise eu preciso ter essa identificação o mais rápido possível” explica o pesquisador.

    A proposta do Peak Flow é atuar na prevenção, não da asma, que é uma doença crônica, mas sim das crises asmáticas, evitando a exposição a fatores de risco de pessoas predispostas às crises. Além disso, o Peak Flow pode se tornar um importante aliado no diagnóstico da doença, porque ao analisar os picos de fluxo, ele pode alertar se a expiração da pessoa apresenta níveis compatíveis com crises asmáticas ou, então, outros problemas respiratórios.

    “A nossa ideia, era desenhar um equipamento que pudesse fazer a análise do indivíduo, considerando sexo, altura e idade e identificar no equipamento imediatamente o valor correto”

    Muitas pessoas confundem asma com outros problemas respiratórios ou alérgicos. A asma não tem cura, porém é um doença que pode ser controlada por tratamento. Caso contrário, pode levar a óbito ”O aparelho pode identificar se a pessoa está com asma ou insuficiência respiratória. O Peak Flow pode ser utilizado antes da crise asmática acontecer. É só testar como está o fluxo respiratório do paciente no ambiente que ele está, evitando a crise com a ação imediata por medicamentos” explica.

    A expectativa agora é em relação ao patenteamento do projeto e viabilidade prática, sua transformação em produto, testes práticos e inserção no mercado, além da melhoria do embasamento teórico, como ressalta Novo Júnior “A ideia é identificar características do equipamento a ser desenvolvido, analisando os já existentes, buscando identificar aspectos positivos e negativos do aparelho e a identificação de empresas em potencial que gostariam de produzi-lo, para então patenteá-lo. Ao mesmo tempo, os alunos identificarão os ambientes em que o equipamento pode ser utilizado, como por exemplo, em unidades de saúde, academias, escolas, dentre outros”.

    Ana Paula Vieira

    24/09/2012 em 23:15

  24. Marcus Buda –

    Maconha: causa e efeito

    Mais de 128,91 milhões de pessoas cerca de 2,9% e 4,3% da população mundial entre 15 e 64 fumam maconha em todo o mundo segundos dados de estudo divulgado pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNOCR, na sigla em inglês) . Os primeiros registro da erva datam de 2723 a.c., a Cannabis Sativa ( nome cientifico da planta) foi citada nos registros da Farmacopeia chinesa, recentemente pesquisadores evidencias indicam a existência da maconha em uma cerâmica com marcas da fibra do vegetal, a cerâmica também era chinesa e estimasse seja de 4.000 a.c.
    Pesquisas recentes no Brasil apontam que 8 milhões de brasileiros já experimentaram maconha uma vez na vida e cerca de 3 milhos de pessoas fumam com frequência segundo levantamento Instituto Nacional de Políticas Públicas do Álcool e Outras Drogas (Inpad) da Unifesp. Porem na antiguidade usava-se a planta para confeccionar tecidos, cordas e até velas . Então Vamos entender como a droga age no organismo.
    A maconha age em 4 diferentes partes do cérebro, no Cortéx Frontal, que controla o comportamento (euforia, agitação); no núcleo Acumbens que é uma estrutura cerebral ligada à sensação do prazer que fica próxima ao Hipocampo; no Cerebelo, que é responsável pelas alterações da coordenação motora e no Hipocampo, que é o setor onde são guardadas as informações. São mais de 60 substâncias que se encontram presentes na maconha, chamadas pelo nome genérico de canabióides. O tetrahidrocanabiol é a substância preponderante e o principal princípio ativo da maconha. Também é conhecido o delta 9 tetrahidrocanabiol.. Quando um psicotrópico chega ao cérebro, estimula a liberação de uma dose extra de um neurotransmissor, provocando as sensações de prazer. Ao chegar na corrente sanguínea, a maconha passa por todos os tecidos do organismo. As sensações experimentadas variam com o teor de Delta 9THC das preparações (que varia de acordo com a parte da planta utilizada e o modo como são preparadas), via de introdução e absorção do Delta 9THC. Os efeitos variam muito de indivíduo para indivíduo e dependem da personalidade e mesmo do grau de experiência do indivíduo no uso da droga.

    Os principais efeitos da droga a curto prazo são:
    1 – quando em grupo, ocorrem risos espontâneos
    (risos e gritos imoderados como reação a um estímulo verbal qualquer).

    2 – perda da definição de tempo e espaço: o tempo passa mais lentamente (um
    minuto pode parecer uma hora ou mais), e as distâncias são calculadas muito
    maiores do que realmente são (um túnel de 10 metros de comprimento.
    Pôr exemplo pode parecer ter 50 ou 100 metros).

    3- coordenação motora diminuída: perda do equilíbrio e estabilidade postular.

    4- alteração da memória recente. falha nas funções intelectuais e cognitivas.

    5- maior fluxo de ideias pensamento mais rápido que a capacidade de falar,
    dificultando a comunicação oral, a concentração, o aprendizado e o
    desenvolvimento intelectual. Ideias confusas.

    6- aumento da frequência cardíaca (taquicardia). hiperemia das conjuntivas
    (olhos vermelhos). aumento do apetite (especialmente por doces) com secura
    na boca e garganta.

    Já a longo prazo os efeitos podem ser muito prejudiciais. Alucinações, ilusões e paranoias, são alguns dos problemas o usuário pode também apresentar quadros de ansiedade e angústia que podem levar ao pânico. sensação de extremidades pesadas. medo da morte. incapacidade para o ato sexual e até impotência.

    Como a dificuldade de achar um especialista na área perto de Araraquara, ou mesmo no Brasil…mandei um e-mail pra um dos maiores especialista do mundo nos efeitos da maconha no cérebro, o italiano, Daniele Piomelli ,professor PHD de farmacologia da Universidade da Califórnia, ele muito gentil respondeu o e-mail com uma matéria dele postada no g1 recentemente, pedindo para que eu usasse parte do material para minha matéria da faculdade, mandei um e-mail então para a produção do G1 pedindo pra usar a matéria, eles me responderam positivamente, desde que fosse usada exclusivamente para a faculdade, então segue entrevista com Daniele Piomelli na integra

    G1 – O que se sabe sobre os efeitos da maconha no cérebro?

    Piomelli — Nós sabemos, e já sabemos há alguns anos, que existem uma série de compostos no nosso próprio cérebro que agem como uma “maconha natural”. Por isso, são chamados de endocanabinóides, a partir do nome científico da maconha, Cannabis sativa. Normalmente, eles regulam coisas como o sono e a alimentação – e praticamente todos os processos do corpo humano. Quando alguém fuma maconha, esses compostos são “superativados”, passam a funcionar acima do normal, bloqueiam as sensações de dor e dão prazer.

    G1 – Existem possíveis usos terapêuticos para a maconha?

    Piomelli – – Bom, quanto às propriedades medicinais, nós sabemos que a maconha é usada como um poderoso alívio para a dor crônica — e não há nada muito eficiente contra isso até agora. Pessoas com esclerose múltipla também têm benefícios ao fumar maconha, diversas pesquisas já mostraram isso. Ela também ajuda no combate a diversos outros problemas, como estresse, pressão alta, ansiedade, insônia, perda de apetite, cólicas menstruais e problemas intestinais. Agora, a maconha deveria ser usada como remédio? Aí, depende. É preciso fumar maconha para obter seus efeitos e isso faz com que a pessoa consuma uma série de compostos químicos tóxicos e cancerígenos. E isso não faz bem. Há outro problema: o vício. Há alguns anos, acreditávamos que a maconha não viciava. Hoje ,sabemos que não é bem assim. A maconha é capaz, sim, de viciar — ou seja, alguém que fuma maconha por um certo tempo e em certas quantidades, acaba desenvolvendo uma compulsão pela droga. Acaba tendo aquela vontade avassaladora de fumar de novo. O vício existe. É muito mais fraco do que o gerado pela cocaína e pela heroína, e mais fraco que o gerado pela nicotina. Mas existe.

    G1 – Os efeitos negativos da maconha, portanto, não compensariam seus benefícios médicos?

    Piomelli – – Depende do caso. Se estamos falando de uma pessoa com câncer, por exemplo, ou Aids, ou algum outro problema grave de saúde, na hora de somar os prós e os contras, o alívio da dor que a maconha proporciona, compensa .Mas se estamos falando de pessoas saudáveis, usando maconha para curar dores de cabeça, é uma irresponsabilidade muito grande. Há métodos mais eficazes, que não trazem os efeitos colaterais indesejados.

    G1 – Então, na sua opinião, a maconha deveria, ou poderia, ser prescrita por médicos?

    Piomelli – – Sim. Eu acredito, e essa é minha opinião pessoal, que no caso de pacientes com câncer, por exemplo, seria imoral, antiético e desumano não fornecer esse alívio para pessoas que estão sofrendo, por motivos que vão além da medicina e que a ciência não fundamenta. Como você vai dizer para alguém com câncer terminal que ele não pode fumar maconha para aliviar sua dor? Agora, se um paciente entrar no meu consultório pedindo para eu prescrever maconha para curar sua dor de cabeça, eu vou perguntar se ele está maluco e mandar ele tomar uma aspirina.

    G1 – O senhor disse que é preciso fumar a maconha para obter seus efeitos. Não existe nenhuma forma além do fumo?

    Piomelli – – Na verdade, existe, mas não é tão eficiente quanto. Existe uma droga, feita a partir do princípio ativo da maconha, o THC, que tem sido usada para fins terapêuticos em diversos países. Existe a possibilidade de se consumir o THC oralmente, mas os resultados demoram mais para aparecer. E quando você está com dor, quer alívio o mais rápido possível. O consumo oral do THC passa pelo estômago. Mas quando você fuma a maconha, o THC vai direto do pulmão para a corrente sanguínea, e daí para o cérebro. O efeito é muito mais rápido. Alguns pacientes também declaram que preferem fumar, porque eles podem controlar exatamente o quanto vão consumir. Eles podem dar duas ou três tragadas, por exemplo, e parar quando se sentem melhor. Quando você toma um comprimido, ele vai ter lá seus 10g ou 20g e você não tem escolha. Se não for o suficiente, vai ter que agüentar. Se for demais, não tem como não absorver. Ultimamente, tem sido testada uma nova forma de se consumir o THC que tem a velocidade do cigarro, mas não faz mal à saúde: o aerosol. Os médicos pegam o composto e o transformam para que ele possa ser aspirado. Dessa maneira, se tem os mesmos benefícios, mas sem os riscos.

    G1 – Como o THC funciona?

    Piomelli – – O THC não é exatamente o melhor remédio do mundo. Ele atua naqueles componentes do cérebro que falamos antes, os endocanabinóides. Os endocanabinóides regulam praticamente todas as funções do corpo humano, do sono à fome. Por isso, eles são encontrados em locais muito diferentes do cérebro. O que o THC faz? Ele fortalece todos os endocanabinóides. Todos, ao mesmo tempo. O que acontece? A dor passa, todos os efeitos benéficos aparecem, mas a pessoa fica “doidona”. Quando alguém fuma maconha para fins recreativos a intenção é, exatamente, essa: ficar “doidão”. É esse o objetivo. Que não é o objetivo de quem está com dor e toma THC. Essa pessoa não quer ficar alterada, ela só quer que a dor passe. O que precisamos é de um remédio eficaz e seguro, que tire a dor, que melhore a náusea, que tenha todos os efeitos benéficos da maconha, e que não tenha os seus efeitos colaterais. Que não deixe ninguém drogado.

    G1 – Estamos muito longe de um remédio como esse?

    Piomelli – – Essa é a grande meta de todas as pesquisas científicas que usam a maconha. No momento, o foco está, principalmente, em se encontrar um meio de aumentar o efeito dos endocanabinóides do cérebro naturalmente. Encontrar algo que faça o próprio corpo liberar os efeitos positivos desses compostos, sem que seja necessário fumar nada. É nisso que maioria das pesquisas está trabalhando no momento.

    G1 – Voltando um pouco aos efeitos negativos da maconha. Há pesquisas que dizem que maconha mata neurônios. Outras dizem que não. Afinal de contas, mata ou não mata?

    Piomelli — Esse é o grande problema, não é? Temos pesquisas de um lado falando uma coisa e daí vêm pesquisas do outro falando exatamente o oposto. O que eu posso dizer é que conforme as pesquisas avançam está ficando cada vez mais claro para os cientistas que a maconha não tem nenhum efeito tóxico no cérebro, na quantidade em que é normalmente consumida. Existem pesquisas que mostram que grandes quantidades de maconha em um curto período de tempo vão gerar uma série de estragos. E elas estão certas. Mas isso também é certo para qualquer coisa. Se você tomar uma grande quantidade de aspirina em um intervalo pequeno, também terá muitos problemas. Uma vez eu disse a um jornal norte- americano que a maconha era uma das substâncias mais seguras que existem. Essa frase gerou o maior barulho e eu perdi minha paz por algum tempo. Mas, mantenho a afirmação: a maconha é uma das substâncias mais seguras que existem. É impossível você matar alguém com maconha. O máximo que você vai fazer é botar a pessoa para dormir. Nós temos uma gigantesca lista de remédios usados normalmente muito mais perigosos que isso. A maioria desses analgésicos que são prescritos como água por aí são capazes de matar alguém—em doses não muito maiores do que as consumidas normalmente. E você não mata ninguém com maconha.

    G1 – Maconha, então, não faz mal?

    Piomelli – – Para o cérebro? Não. Para o cérebro de um adulto. Vamos sair por aí permitindo que nossas crianças e adolescentes fumem? Não. O cérebro de um adolescente ainda está em formação. Você diz isso para eles e eles não entendem, mas o fato é que no cérebro de alguém nessa idade ainda falta um monte de coisas. O sistema que é acionado em comportamentos de vício, por exemplo, não está pronto antes da idade adulta. Fumar maconha nessa idade pode fazer um dano enorme. Qual a extensão desse dano? Não sei. As pesquisas ainda não conseguiram definir. Mas, pelo princípio da precaução, adolescentes deveriam passar bem longe disso. Agora, para um adulto, é outra questão. Por enquanto, não temos evidência de nenhum estrago que seja feito pela maconha no cérebro. Mas fumar maconha, como fumar qualquer cigarro, aumenta o risco de câncer de pulmão, de câncer de boca, entre vários outros. Isso não faz bem e uma pessoa sensata evitaria. A maconha deveria ser liberada? Isso é uma decisão que cabe à sociedade tomar. Nós, cientistas, só fornecemos os fatos.

    G1- Na sua opinião, o que podemos esperar do futuro das pesquisas com maconha?

    Piomelli – Eu acho, e defendo isso exaustivamente, que chegou a hora de irmos além da maconha. Se temos o composto e temos como ele age no cérebro, já está na hora de podermos dispensar a maconha. Quando isso acontecer, tudo ficará mais fácil. Quando tivermos um remédio melhor, eficiente, sem efeitos indesejados, que faça todo o bem que a maconha faz sem trazer todo o mal que ela causa, ninguém vai nem mais lembrar que maconha existe. No passado, o ópio era consumido para curar e aliviar de tudo. Tínhamos milhares de pessoas por aí usando. Hoje, o consumo do ópio caiu bruscamente. Ninguém mais usa. Por quê? Porque avançamos. Porque fomos além do ópio. Desenvolvemos uma série de medicamentos muito melhores, e daí ninguém mais precisava disso. É o que precisa acontecer com a maconha.

    Marcus Buda

    24/09/2012 em 23:15

  25. Gastrite – Além da alimentação

    Assim como acordar, escovar os dentes, lavar o rosto e tomar café da manhã, a indigestão, o enjoo e a fraqueza tinham se tornado rotina na vida da estudante de Ciências Sociais Mayara Gregoracci de 21 anos. De início o incomodo estomacal não assustava muito a jovem estudante, uma vez que segundo ela a ressaca pode tomar conta da semana inteira dependendo da intensidade das comemorações universitárias. Porém a perturbação na saúde já passava das semanas, quinzenas e se tornava meses. Em um breve diagnóstico foi possível dar nome ao vilão do desconforto que já fora chamado tantas vezes de dorzinha, bebedeira, ressaca, entre outros. Gastrite era o nome do dito cujo que proporcionara desde as dores na região abdominal, até falta de apetite e dores de cabeça em Mayara.
    A Gastrite segundo a doutora em farmácia Thalita Formariz, é em suma uma inflamação estomacal que pode ter inúmeras causas, e se não tratada pode também trazer inúmeros problemas de ordem maior. O abuso do álcool, do fumo e a má alimentação são peculiares no surgimento da gastrite, segundo a doutora, é comum jovens de idade entre 18 e 25 anos, universitários em geral possuírem o sintomas da doença, uma vez que o excesso do álcool, cigarro e até a má alimentação é aparente na rotina de alguns jovens. Thalita também ressalta que a doença pode ser causada por uma bactéria chamada H. Pylori (Helicobacter pylori), tal bactéria, infecta a mucosa do estômago humano e pode ser encontrada através da biópsia, e caso encontrada deve ser eliminada através de antibióticos para garantir a cura da doença. A H. Pylori é o único organismo conhecido até então capaz de colonizar em um ambiente ácido como o estômago, muito se deve pela sua capacidade de excretar uma espécie de nuvem, capa de amónia que as protege do ácido estomacal, tais bactérias possuem um formato de hélice, exatamente daí é que vem o nome “helicobacter”, o formato espiralado da bactéria permite que ela atravesse com facilidade a camada de muco da parede estomacal, se alojando e causando a infecção. A doutora destaca também, que estresse, ansiedade e nervosismo também podem gerar, ou agravar a doença.
    A estudante Mayara já se dizia não muito apegada a bebidas alcoólicas e muito menos a cigarro, também segundo ela, apesar dos pesares sempre buscou manter uma rotina de boa alimentação visando alimentos saudáveis, pouco gordurosos e industrializados uma vez que a estudante se diz vegetariana. Com tantos argumentos conspirando para que Mayara não possuísse a gastrite de forma intensa como que vinha, o diagnóstico da biópsia foi exato, H. Pylori era a principal causa das dores e da indigestão. Conforme recomendado, os alimentos crus e fibrosos tiveram que ser evitados, uma vez que os mesmos exigem maior trabalho do estômago na digestão, provocando dor quando a parede do estômago possui alguma lesão, além disso, os alimentos crus têm mais chances de conter a bactéria H. Pylori, que ao estar presente na mucosa inflamada pode agravar a doença dificultando o tratamento. O suco de arando, planta medicinal que contém propriedades antioxidantes que ajuda a proteger o organismo de diversas doenças, principalmente as inflamatórias, também é uma ótima pedida no tratamento conforme diz a estudante, é importante que o suco seja tomado diariamente, durante todo o tratamento. O antibiótico também foi necessário no caso de Mayara, já que o objetivo era eliminar de vez as bactérias. Enfim, segundo a estudante o único desconforto que continuou após o tratamento foi o das noites pouco dormidas em relação aos estudos e as ressacas que deixaram de ser mensais e não passam mais de um dia.

    Murilo Henrque J.

    24/09/2012 em 23:40

  26. NANOTECNOLOGIA – MUITO ALÉM DO QUE OS OLHOS PODEM VER

    Repórter: Luan Emilio Faustino

    A nanotecnologia está mais próxima do que você imagina.Em São Carlos(SP)já existe o laboratório de nanotecnologia para a agricultura que foi inaugurado em 28 de maio de 2009, na Embrapa Instrumentação Agropecuária. A participação brasileira ainda é modesta nesse seguimento, mas oferece perspectivas animadoras.

    Mas,afinal o que é a nanotecnologia e quais são vantagens que os estudos na área podem oferecer? Quem responde essa pergunta é o pesquisador José Manoel Marconcine da Embrapa.“A nanotecnologia é a capacidade potencial de criar coisas a partir do menor, usando as técnicas e ferramentas que estão sendo desenvolvidas,nos dias de hoje, para colocar cada átomo e cada molécula no lugar desejado, trabalhamos com a escala de 1 a 100 nanômetros que é 1.000 vezes menor que um micrometro, possibilitando a formulação de novos materiais, novos sensores e aplicações diferentes que a gente tem no cotidiano”,explica o pesquisador.

    De acordo com ele, para se ter uma noção, um fio de cabelo é da ordem de 30 a 80 micrometros, “ou seja, trabalhamos com algo 1.000 vezes menor que o diâmetro de um fio de cabelo”,completa.
    Sobre os avanços e vantagens dos estudos na área, a Embrapa Instrumentação Agropecuária desenvolveu a língua eletrônica, um sensor para líquidos capaz de identificar os diferentes tipos básicos de sabor (amargo, doce, ácido e salgado) e verificar contaminantes orgânicos e inorgânicos em meio aquoso.
    O dispositivo tem uma sensibilidade dez vezes maior que a do ser humano. Outra vantagem da língua eletrônica é que ela evita a exposição de pessoas a substâncias tóxicas ou de paladar desagradável, não havendo ainda a perda de sensibilidade com longos tempos de exposição, como ocorre com as pessoas.”Por isso, o sistema apresenta excelentes resultados na diferenciação de bebidas com o mesmo paladar, como distintos tipos de vinhos, café, chá e água mineral”, explica o pesquisador Luiz Henrique Capparelli Mattoso que coordenou o projeto da língua eletrônica.

    As possibilidades para a nanotecnologia são infinitas, sua trajetória que teve início com os eletrônicos tornando-os mais rápidos e leves, agora já beneficia setores como a medicina (criação de nanorobos que filmam e garantem a maior precisão em procedimentos cirúrgicos), agricultura (novos fertilizantes onde se pode ter a liberação controlada dos pesticidas), engenharia (criação de materiais mais resistentes e flexíveis), entre outras.

    ———————————-
    BOX
    Da ficção para a realidade
    Parece que nem mesmo a ficção cientifica acompanha toda essa evolução do mundo real, no filme “Minority Report – A nova Lei”, estrelado por Tom Cruise e dirigido por Steven Spielberg, lançado em 2002, a nanotecnologia era um dos apelos futuristas do filme que se passava em Washington de 2054. Em menos de oito anos a ciência evolui de tal forma que o que era projetado para acontecer apenas em 2054 já é uma realidade do nosso tempo. Realidade cara, diga-se de passagem, é necessário um investimento de US$ 10 milhões a US$ 100 milhões para criar uma empresa de nanotecnologia. Só um microscópio pode custar entre US$ 1 milhão e US$ 5 milhões. Estima-se que a nanotecnologia deve movimentar cerca de US$ 2,6 Trilhões em 2014.
    ————————————-

    Luan Emilio Faustino

    25/09/2012 em 9:35

  27. Como não estava conseguindo postar a matéria aqui, fiz algumas alterações e removi os links onde fazia referência aos tipos de game. Peço que considere.

    O crescimento dos Advergames e o mercado de trabalho

    Algo extremamente comum é o cliente procurar uma agência de publicidade para promover sua marca e se deparar com a mesmice orçamentária de publicações de sua propaganda em outdoors, jornais, revistas, busdoor, rádio e TV. Em contrapasso uma nova mídia e nada inusitada, começou a ser utilizada em campanhas publicitárias, tornando-se febre e evoluindo para a modalidade de Jogos Interativos, são os Advergames.
    Os Advergames começaram a conquistar seu público e espaço por volta do ano de 2008, e desde então tem tido uma evolução e procura bombástica no que se refere a desenvolvimento de softwares e novas técnicas de uso dos games. Os chamados games Interativos, começaram a conquistar seu espaço por justamente trabalhar a interatividade com o jogador.
    Esse tipo de tecnologia inicialmente muito procurado por crianças e adolescentes, foi conquistando o mercado e impulsionando a venda e evolução de games que até mesmo os adultos começaram a procurar e se interessar por esse tipo de produto. O desenvolvimento dos videogames como do Super Nintendo (SNES), para Nintendo Wii, é um grande exemplo do que estamos falando.
    O mercado publicitário girando cada vez mais em torno da sociedade de consumo, começou a fazer uso deste tipo de tecnologia para atrair cada vez mais o público e gerar uma espécie de Buzz Marketing em caráter de produto por meio de jogos. Porém, para desenvolvimento de tais jogos não basta ser publicitário e entender as técnicas e relações de marketing é preciso ser um expert em matéria de programação.
    Esse tipo de jogos, desenvolvidos principalmente nas plataformas de programação Java 22 e Flash 21, exige do programador inusitar e além de criar as cenas, criar um enredo que envolva o jogador e tenha o mínimo de Bugs (problemas), possível. Para isso o programador geralmente conta com auxiliares beta testers, que tem como função testar esses jogos antes de eles irem para rede, explica o estudante de Engenharia da Computação Flávio Batista.
    Batista, ainda conta que as plataformas utilizadas, mesmo sendo as melhores, ainda debilitam os programadores por não poderem fazer uso de determinados recursos. Nesse caso, eles tem de trabalhar com plataformas já existentes e esperar o lançamento de novos softwares que geralmente em outros países já passaram da fase de teste e já estão disponíveis nessas localidades, e no Brasil há falta de profissionais capacitados que trabalhem com esse tipo de desenvolvimento.
    Segundo o beta tester brasileiro David Ferreira, “é competência do beta tester, testar os jogos e emitir um relatório de erros e possíveis modificações para melhora do jogo a agência responsável pelo desenvolvimento dos jogos.” Atualmente no Brasil, jogos ainda são vistos como mero lazer, então há um défict tanto no mercado de programação quanto no mercado de testers, assim faltam profissionais qualificados para melhor desenvolvimento dessas funções, completa.
    O que são e como surgiram?
    O termo inventado por Anthony Giallourakis no ano de 2000, vem da junção de duas palavras: Advetise (propaganda) e Game (jogos). Porém o histórico de Advergames vem de muito antes. No ano de 1983, a multinacional Coca-Cola encomendou pela empresa de games Atari, um cartucho que foi distribuído a seus funcionários com o nome de “Pepsi Invaders” (Pepsi Invasores). O game não passava de um clone do jogo “Space Invaders”, desenvolvido pela Taito, porém as naves alienígenas continham a logo da Pepsi e deveriam ser destruídas.

    Objetivo
    Esses games, geralmente fazem uso de sofware promocional em ALT (Above The Line). O principal objetivo das empresas é disponibilizar esses jogos em seu site e redes sociais, afim de chamar a atenção do consumidor fazendo com que ele pense mais em seu produto e divulgue em seus círculos de amizade.

    Naira Paschoal

    01/10/2012 em 15:48

  28. Olá professor, algumas frases estão idênticas ao release, pois não consegui mexer muito ao reproduzi-las. Na entrevista com o professor Fernando Marinho procurei usar uma linguagem mais coloquial e abrangente para facilitar a leitura da matéria.

    Sistema de biofiltros pode ajudar nas emissões de gases de aterros e lixões

    Projeto pode ser instalado em qualquer município, tanto em aterros sanitários quanto em lixões

    Um sistema de biofiltros para estudar o comportamento de cobertura em aterros sanitários é testado em pesquisa da Escola Politécnica (Poli) da USP. Segundo o professor da Poli, Fernando Marinho O projeto teve início por meio de uma colaboração com a Universidade de Sherbrooke no Canadá que vinha iniciando os estudos nesta área e de forma a possibilitar estudos em climas distintos criou-se um grupo para estudar o assunto.
    “O grupo brasileiro foi inicialmente formado pela Universidade de São Paulo (EPUSP e ICB) e pela Universidade de Caxias do Sul (UCS). Tanto na USP quanto na UCS forma desenvolvidas dissertações e teses sobre o tema”, explica o professor.
    De uma forma mais clara, o biofiltro é uma forma prática de se estudar o fenômeno da oxidação biológica do metano. Ele é uma ferramenta de pesquisa que permite ter um maior controle sobre as condições do experimento. “O biofiltro nada mais é do que um protótipo de um sistema de cobertura de aterro de resíduos sólidos que permite o estudo dos fenômenos envolvidos com a transformação do metano em CO2 e água”, explica Marinho.
    O gás metano é 21 vezes mais poderoso que o CO2 na maximização do efeito estufa. Por isso o objetivo do projeto é entender a melhor forma de se projetar a cobertura final de aterros de resíduos sólidos de forma que qualquer quantidade de metano que escape do sistema de drenagem do aterro possa ser total ou parcialmente oxidado.
    Há medições destes gases e os pesquisadores medem a quantidade de metano que entra no biofiltro e a que é oxidada ao longo dele. O objetivo das medições é criar um procedimento que possa ser usado no cálculo dos créditos de carbono (valores pagos a projetos que reduzem as emissões do efeito estufa).
    “Para se obter créditos de carbono é necessário um procedimento que ateste a redução da emissão. No caso da oxidação do metano as medições da eficiência são difíceis. Isto se deve tanto a fatores técnicos como a aspectos ambientais que fazem do processo um fenômeno muito sensível a diversos aspectos. O procedimento estabelecido dentro deste projeto permite um cálculo pessimista da oxidação. Ou seja, o valor obtido é um valor mínimo”, destaca o professor.
    O sistema pode ser adotado em qualquer local em que haja deposição de resíduo sólido urbano e onde haja interesse em projetar uma cobertura. Qualquer município pode instalar esse sistema. “Quando se executa um aterro sanitário, que é um projeto de engenharia, tem-se um sistema de drenagem para o biogás que minimiza as emissões. Quando se tem um local onde o resíduo é laçado de forma desordenada (lixão) as emissões são grandes”, explica Marinho.
    Tanto em um caso como no outro a colocação de uma cobertura que permita a oxidação trará benefícios, por isso a instalação de sistema de biofiltro é viável. “No caso do aterro sanitário a cobertura oxidativa será um fator a mais no processo de redução de emissões. No caso de lixões a criação de uma cobertura, feita com o cuidado necessário, permitirá não só a oxidação mais colaborará para a redução dos problemas ambientais locais”, finaliza o professor.

    Vitor Hugo Franceschini de Carvalho 03509-024

  29. Bom dia professor!!!!

    Vou lhe encaminhar nesse comentário o meu texto reestruturado.

    Depois disso vou ficar no aguardo por um retorno no meu email com auterações que posso fazer no meu texto para melhora-lo ainda mais.

    agradeço desde já professor

    Aí vai o meu texto:

    Serpente: Assassina ou curandeira.

    As serpentes são animais considerados peçonhentos e perigosos aos seres humanos, porém são de extrema utilidade na manutenção do equilíbrio ecológico e também através de seu veneno pode ser retirado muitos benefícios para a humanidade.

    Cobras brasileiras e os ataques ofídicos:
    As principais cobras venenosas do Brasil são a jararaca (bothrops), cascavel (crotalus durissus), e a coral (micrurus corallinus). No país são registrados mais de vinte mil acidentes ofídicos por ano.
    Os ataques ofídicos aos seres humanos muitas vezes acontecem por motivo de se defenderem, pois muitas vezes o seu habitat é invadido e o seu instinto de defesa nada mais é do que a picada.
    “As serpentes não tem interesse em picar uma pessoa e, quando fazem isso, é para se defenderem, nenhuma espécie peçonhenta vem até nós para nos picar, são as pessoas que não percebem a presença da cobra e se aproximam dela”, explica o biólogo Fernando Magnani responsável pelo Parque Ecológico de São Carlos.
    Por isso, devemos ter atenção redobrada quando estamos nos habitats desses animais, mas quando esses cuidados acontecem acabam acontecendo os ataques ofídicos.
    As manifestações ou sintomas oriundos da picada dos animais peçonhentos são proporcionais à quantidade de veneno inoculado. Suas características variam segundo o gênero a que pertence o animal causador do acidente.
    cada veneno de uma determinada serpete tem uma ação específica em certa parte do corpo e atuam de modos distintos, mas a maioria dos venenos seriam proteolíticos ou neurotóxicos.
    “Dependendo do tipo da picada que a pessoa sofre como das jararacas, Cascavel e coral, cada uma tem um tipo de molécula diferente que atinge um certo órgão do organismo e pode causar a morte, dependendo da presa principal”, explica o médico veterinário Guilherme Marrara que trabalha no centro de divisão de zoonose da prefeitura municipal de São Carlos.
    Tipos de veneno:
    A serpente cascavel, do gênero Crotalus, é uma das cobras que mais atacam os seres humanos no Brasil, podendo gerar muitos prejuízos.
    “A cascavel tem um veneno neurotóxico, ele atinge o sistema nervoso central causando uma dor muito intensa e a atropia muito grande no sistema renal e causa insuficiência renal grave”, explica Marrara.
    Também se observa dores musculares, dificuldade respiratória, visão dupla, dilatação da pupila e perda de visão.
    Na região central do estado de São Paulo ocorrem muitos acidentes com as Jararacas,do gênero bothrops. Depois da picada desse animal peçonhento, se não tratada de forma correta, diversos quadros sintomáticos serão apresentados.
    “Seu veneno tem um efeito proteolítico, ao ingerir o veneno nas proteínas, nas fibras musculares, nas hemácias, no momento em que atinge as moléculas, as proteínas, ela digere e causa uma necrose intensa”, afirma Marrara
    “É comum falar que quando a Jararaca não mata ela aleija, porque nós temos uma degradação muito grande da camada muscular, das hemácias, onde prejudica e muito”, reforça Marrara.
    Menos frequentes na mesma região são os acidentes com a coral, do gênero micrurus corallinus. O veneno é toxico para os nervos e músculos, provocando turvação visual, quedas das pálpebras, e paralisia muscular, que pode comprometer a respiração da pessoa.
    “A coral possui um veneno extremamente potente, pois não tem uma força física para combate, mas a natureza a dotou desse veneno para que a presa tenha uma morte quase instantânea”, afirma Magnani.
    Estrutura do veneno e como age no organismo:
    O veneno é uma substância de estrutura complexa formada por água, enzimas, carboidratos, proteínas e outros compostos inorgânicos como o zinco. Ele pode ser classificado em três categorias – citotóxico, hemotóxico, neurotóxico. O tipo de veneno e sua ação têm a ver com os hábitos de vida de cada espécie.
    “O veneno da cobra é uma proteína, é a nossa saliva modificada”, diz Magnani.
    o venenodas serpentes ao entrar no sangue tem a capacidade de transformar a molécula fibrogênio em fibrina, e alguns venenos tem a capacidade muito grande de ativar o fator x das moléculas, que seria a parte coagulatória, podendo causar uma hemorragia muito intensa.
    “isso é observado em caso de mordida de lachesis, crotalus e bothrops, geram um sangramento intenso pelas mucosas, narina, boca. É comum a degeneração dessas moléculas o fator anticoagulante no organismo”, afirma Marrara.
    Não se pode generalizar uma picada, pois dados revelam que a cada quatro picadas, uma não inocula o veneno, ela é chamada de picada seca, leva-se em conta também a última refeição e a quanto tempo ela se alimentou. Todo esse quadro influencia numa quantidade maior ou menor de veneno.

    Como tratar e o que é o soro antiofídico:
    Depois da picada deve-se procurar hospitais ou santas casas especializados para receber o soro antiofídico, que é realmente o que combate as degradações do veneno da cobra em nosso organismo.
    “Hoje o tratamento é muito seguro, pois a média é de uma morte para cada mil acidentes com animais peçonhentos”, explica marrara
    “Em São Carlos somos referência com uma estrutura muito complexa para o atendimento toxológico, além da cidade nós atendemos seis micro cidades da região”, diz Marrara.
    Este soro antiofídico é produzido com uma molécula do cavalo,o veneno da serpente é introduzido no organismo do animal, que reage desenvolvendo anticorpos. E são esses anticorpos que, após serem retirados do cavalo, formam o soro.
    Caso uma pessoa é mordida ou picada por uma cobra há certos procedimentos a seguir. Deve-se distanciar da cobra, manter o ferimento acima ou no nível do coração para facilitar a circulação, não se deve amarrar ou fazer o torniquete, pois o mesmo impede a circulação do sangue podendo produzir necrose ou gangrena, não colocar no local da mordida ou picada folhas, terra, fezes, pó de café, pois os mesmos podem causar uma infecção e não cortar o local da picada, pois alguns venenos causam hemorragia.
    “Quanto mais calma, menor o batimento cardíaco, maior o tempo para o atendimento, menor a pressão cardíaca, consequentemente a dissipação do veneno no organismo é menor”, reforça Magnani.
    A pessoa tem uma margem de até quatro horas para receber o soro, e este nunca falta. Há uma margem de até noventa por cento para a identificação no local da picada só pela ferida, podendo identificar se foi uma cascavel coral ou jararaca. O mais importante é saber que somente o soro cura intoxicação por picada de cobra.
    “Há um soro específico para cada espécie de cobra e quanto mais rápido for feito a soroterapia menor a chance de haver complicações”, Complementa Magnani.
    O soro deve ser indicado por um médico e a aplicação deve ser feita de acordo com a gravidade.
    “Eu já fui picado por uma cobra enquanto trabalhava, me mantive calmo, fui dirigindo até chegar a santa casa, lá fui medicado, fiquei um dia internado em observação e no outro dia voltei a trabalhar normalmente”, explica Magnani.
    É importante ligar para os hospitais e Santas Casas para avisar que o paciente foi picado e precisa de atendimento imediato.
    Box 1:
    Como prevenir os ataques das serpentes:
    Existem algumas maneiras de prevenir essas ocorrências, cuidados simples como o uso de botas com perneiras de couro, luvas de amparas de couro, que diminuem a probabilidade de um encontro entre o homem e a serpente possa se transformar em problema sério. Tomar cuidado ao mexer em lixo, entulho ou colocar as mãos em buracos. Atenção ao calçar sapatos e botas, esses animais podem se refugiar dentro deles. As serpentes gostam de se abrigar em locais quentes, escuros, e úmidos.
    Box 2
    Benefícios do veneno das serpentes:
    O veneno desses répteis são úteis na fabricação de soros antiofídicos, , o veneno ajuda a curar doenças cardíacas, o ponto de partida para essas descobertas foi a constatação de que o organismo humano fabrica certos hormônios cininas que reduzem a pressão e dilatam os vasos sanguíneos. A ação das cininas pode ser reforçada pelas proteínas encontradas no veneno das jararacas, outra utilização é a produção de uma cola cirúrgica, que substitui a sutura no fechamento dos cortes, estuda-se seu potencial para a cura de alguns tipos de câncer, também é utilizado como anestésico, pois é mais forte que a morfina.
    Box 3
    O que é a biopirataria:
    Apesar das cobras serem animais brasileiros, existe uma grande biopirataria. Os europeus pegam esses animais e os levam para o exterior, acabam procriando esses animais e depois desenvolvem e patenteiam remédios, por isso devemos ter mais incentivo do governo para as pesquisas da toxilogia animal e vegetal.

    Lucas Pandolfelli Zampieri

    09/10/2012 em 7:19

  30. Câmara Hiperbárica tem sido a esperança de muitos pacientes.

    Equipamento é utilizado no tratamento de várias doenças e o resultado tem surpreendido médicos e pacientes.

    Quando dona Isaura recebeu a informação de seu médico de que poderia tratar de suas feridas nas pernas sem a necessidade de cirurgia sentiu um grande alívio. O tratamento poderia ser feito por um processo natural que estimula o organismo a se recuperar utilizando oxigênio puro em uma câmara fechada onde a pressão do ar é maior do que a que estamos acostumados.

    Apesar de parecer simples o tratamento é considerado novo para a medicina, envolve um equipamento que tem custo elevado e ainda exige conhecimento específico para aplicá-lo, tanto que é necessária a presença do médico durante as sessões de tratamento.

    A oxigenoterapia hiperbárica é indicada para o tratamento de diversas doenças e tem sido muito eficiente em pacientes que são indicados e submetidos ao procedimento. A lista de doenças onde o tratamento pode ser indicado é grande, como embolia arterial gasosa, reabertura de uma ferida e complicações de cirurgias, pancreatites e isquemias pós-transplantes, traumas que causam problemas de circulação, celulites, fasciítes necrosantes (infecção bacteriana destrutiva e rapidamente progressiva dos tecidos), feridas de difícil cicatrização, enxertos, doenças de próteses, necrose asséptica de fêmur, lesões actínicas (feridas de pele), infecções odontológicas e, principalmente, queimaduras.

    Em especial no tratamento de queimaduras o paciente pode ter até 50% diminuído o tempo de internação.
    Sua alta capacidade de aceleração na cicatrização está ligada à redução de procedimentos cirúrgicos, contribuindo também para uma recuperação mais rápida e eficaz do paciente. O organismo recebe um estímulo natural para acelerar a recuperação.

    A oxigênoterapia hiperbárica (OHB) consiste na permanência do paciente dentro de uma câmara cilíndrica, onde respira oxigênio 100% puro a pressões superiores ao nível do mar. A oxigenação dos tecidos faz com que o oxigênio possa ser transportado em maior volume no organismo estimulando os processos naturais de recuperação. O tempo de permanência na Câmara varia de acordo com o tipo de problema tratado e de sua condição. Contudo, há um limite de exposição a OHB. O não cumprimento pode acarretar em efeitos colaterais, além de prejudicar regiões e órgãos do corpo humano. Por isso, a necessidade da presença do médico especialista durante o procedimento.

    A câmara hiperbárica é também muito utilizada por mergulhadores quando submetidos a mergulhos de profundidade. O retorno à superfície deve ser cuidadoso para evitar problemas com os pulmões, coração e cérebro. Os riscos ao mergulhador quando quebrado o tempo limite pode ocasionar em uma embolia ou doença descompressiva, bastante comum em situações de mergulho.

    As primeiras câmaras hiperbáricas foram instaladas no Brasil na década de 1980, mas só foram regulamentadas apenas em 1995 pelo Conselho Federal de Medicina.
    Em Araraquara vários pacientes já foram submetidos ao tratamento e o resultado foi o esperado. É o que espera a dona Isaura Pinati, que recebeu a prescrição de 100 sessões na câmara hiperbárica para o tratamento de úlcera varicosa, uma grave e extensa lesão em sua perna, onde grande parte do tecido passou por processo de necrose pela insuficiência da circulação sanguínea. “Tenho muita esperança neste tratamento. As cirurgias para enxerto já não resolvem mais. O médico me disse que com o tratamento está afastado o risco de amputação de minha perna”, desabafou Isaura.

    O médico cirurgião plástico e hiperbarista Luis Claudio lapena Barreto oferece o tratamento da câmara hiperbárica em Araraquara. O serviço é prestado na clínica Hipermed e no Hospital São Paulo da Unimed.

    O valor aproximado de cada sessão do tratamento no Brasil gera em torno de R$ 200,00 a R$ 400,00 reais a hora.

    andreza palanca

    15/10/2012 em 12:55

  31. O crescimento dos Advergames e o mercado de trabalho

    Algo que não foge ao comum é o cliente procurar uma agência de publicidade para promover sua marca e se deparar com a mesmice orçamentária de publicações de propaganda em outdoors, jornais, revistas, busdoor, rádio e TV. Em contrapasso uma nova mídia e nada inusitada, começou a ser utilizada em campanhas publicitárias, tornando-se febre e evoluindo para a modalidade de Jogos Interativos, são os Advergames.
    Os Advergames começaram a conquistar seu público e espaço por volta do ano de 2008, e desde então tem tido uma evolução e procura bombástica no que se refere a desenvolvimento de softwares e novas técnicas de uso dos games. Os chamados games Interativos começaram a conquistar seu espaço justamente por trabalhar a interatividade com o jogador.
    Esse tipo de tecnologia usualmente muito procurado por crianças e adolescentes, foi conquistando o mercado e impulsionando a venda e evolução de games que até mesmo os adultos começaram a procurar e se interessar por esse tipo de produto. O desenvolvimento dos videogames como do Super Nintendo (SNES), para Nintendo Wii, é um grande exemplo do que estamos falando.
    O mercado publicitário girando cada vez mais em torno da sociedade de consumo, começou a fazer uso deste tipo de tecnologia para atrair cada vez mais o público e gerar uma espécie de Buzz Marketing em caráter de produto por meio de jogos. Porém, para desenvolvimento de tais jogos não basta ser publicitário e entender as técnicas e relações de marketing é preciso ser um expert em matéria de programação.
    Esses tipos de jogos, desenvolvidos principalmente nas plataformas de programação Java 22 e Flash 21 exige do programador inusitar e além de criar as cenas, é necessário um enredo que envolva o jogador a cada nova fase e tenha o mínimo de Bugs (problemas), possível. Para isso o programador geralmente conta com auxiliares beta testers, que tem como função testar esses jogos antes de eles irem para rede, explica Flávio Batista desenvolvedor de plataformas online e dono de startup, em São Carlos.
    Batista, ainda conta que as plataformas utilizadas “mesmo sendo as melhores, ainda debilitam os programadores por não poderem fazer uso de determinados recursos.” Nesse caso é preciso que trabalhem com plataformas já existentes e esperar o lançamento de novos softwares que geralmente em outros países já passaram da fase de teste e encontram-se disponíveis, enquanto no Brasil há falta de profissionais capacitados que trabalhem com esse tipo de desenvolvimento.
    Segundo o beta tester brasileiro David Ferreira, “é competência do beta tester, testar os jogos e emitir um relatório de erros e possíveis modificações para melhora do jogo a agência responsável pelo desenvolvimento dos jogos.” Atualmente no Brasil, jogos ainda são vistos como mero lazer, então há um défict tanto no mercado de programação quanto no mercado de testers, assim faltam profissionais qualificados para melhor desenvolvimento dessas funções, completa.
    O que são e como surgiram?
    O termo inventado por Anthony Giallourakis no ano de 2000, vem da junção de duas palavras: Advetise (propaganda) e Game (jogos). Porém o histórico de Advergames vem de muito antes. No ano de 1983, a multinacional Coca-Cola encomendou pela empresa de games Atari, um cartucho que foi distribuído a seus funcionários com o nome de “Pepsi Invaders” (Pepsi Invasores). O game não passava de um clone do jogo “Space Invaders”, desenvolvido pela Taito, porém as naves alienígenas continham a logo da Pepsi e deveriam ser destruídas.

    Objetivo
    Esses games, geralmente fazem uso de sofware promocional em ALT (Above The Line). O principal objetivo das empresas é disponibilizar esses jogos em seu site e redes sociais, afim de chamar a atenção do consumidor fazendo com que ele pense mais em seu produto e divulgue em seus círculos de amizade.

    Naira Paschoal

    15/10/2012 em 19:38

  32. O que vale é esse.

    Jornalismo Científico.
    Trabalho prático do 3º bimestre 2012: Produzir uma reportagem para Jornalismo Científico.
    Repórter: Francisléia Regina de Favere.

    A dislexia compromete o aprendizado na infância

    O diagnóstico precoce da dislexia na infância pode evitar transtorno e rótulos depreciativos

    A dislexia é associada à dificuldade de aprender a ler e escrever, com isso as pessoas disléxicas não conseguem decodificar o escrito ou símbolo gráfico, comprometendo a sua capacidade de entender texto.
    Ao longo da história, a dislexia foi identificada pela primeira vez, em 1881. O seu termo foi criado em 1887 por Rudolf Berlin, um oftalmologista.
    O primeiro pesquisador principal a estudar a dislexia foi Samuel T. Orton, um neurologista. Segundo ele, a dislexia é uma dificuldade que ocorre no processo de leitura, soletração e ortografia. A dislexia pode afetar crianças e adultos.
    Segundo G.M. B., que é uma criança disléxica, não foi fácil entender que ser um disléxico era um problema.
    A professora Ana Carla Martins percebeu que G.M.B. tinha esse problema com a escrita e a leitura, agora está fazendo de tudo para ajudar. “Mas nunca é fácil para um disléxico desenvolver algumas habilidades. A dislexia é um jeito de ser e de aprender, reflete a expressão individual de uma mente, muitas vezes até genial, mas que aprende de maneira diferente”, acrescentou.

    Mentes brilhantes
    No entanto, alguns gênios da ciência e da cultura do cinema foram e são disléxicos. Entre eles estão Agatha Christie, Albert Einstein, Charles Darwin, Greg Louganis, George Washington, Napoleão Bonaparte, Leonardo Da Vinci, Pablo Picasso, Vincent van Gogh, Tom Cruise e Noel Gallagher.
    A dislexia tem diferentes graus e é uma característica que pode ser evidenciada em cerca de 80% dos disléxicos. Por isso, a dislexia revela as dificuldades de leitura e escrita e vem provocando desde muito tempo o interesse de psicólogos, professores, pediatras e outros profissionais interessados na investigação.
    Como podemos dizer que uma pessoa é disléxica? Você sabe se é disléxico? Já parou para pensar nisso?
    Antes de afirmar que uma pessoa é disléxica é preciso descartar a ocorrência de deficiências visuais e auditivas, déficit de atenção, escolarização inadequada, problemas emocionais, psicológicos e socioeconômicos que possam interferir na aprendizagem.
    É de extrema importância estabelecer o diagnóstico precoce para evitar que sejam atribuídos aos portadores do transtorno rótulos depreciativos, com reflexos negativos sobre sua autoestima e projeto de vida.
    A obtenção e troca de dados entre os profissionais é importante também para se fazer o encaminhamento adequado.
    Para Professora Adriana Burgarelli, graduada em pedagogia e pós-graduada em psicopedagogia, fazer um diagnóstico requer uma equipe multidisciplinar formada por psicopedagogo, neurologista, fonoaudiólogo e entre outros profissionais para saber a causa e os fatores para diagnosticar se esse paciente pode ou não ter dislexia.

    Francisléia Regina de Favere

    19/11/2012 em 21:04

  33. VALE ESSA

    Louco eu? Você é que deve estar louco
    Repórter: Evandro Goulart

    Qual a primeira coisa que vem em sua cabeça quando alguém ou um especialista indica a você um psicólogo. Provavelmente é essa pergunta-resposta que é o título desta matéria, que é remetido deparado com a indagação sobre um tratamento psicológico.
    A grande maioria das pessoas faz essa confusão quando há a sugestão/encaminhamento à psicologia por pensarem que este campo da saúde conduz que a pessoa é louca, caso esse irreal.
    Essa confusão acontece muito porque outro campo da saúde que se assemelha a psicologia, porém com outros métodos e técnicas é a psiquiatria neste contexto cabe sintetizar tecnicamente essa diferença.
    Psicologia é um tratamento emocional, que usa técnicas principalmente com conversas entre paciente e psicólogo, onde o profissional mostra os possíveis caminhos para que seja resolvido o problema ou o próprio paciente quando fala descobre o melhor para si.
    Já a psiquiatria é indicada quando a pessoa se encontra em um grau avançado de alguns transtornos, com isso, é necessária a ajuda com medicamentos que tem a função auxiliar no transtorno.
    Os motivos para um encaminhamento ao psicólogo já conhecidos por todos alguns mais decorrentes são depressão (leve ou severa), síndrome do pânico, transtorno obsessivo compulsivo (TOC) e ansiedade.
    Outro fator que “ronda” a psicologia é sobre sua real eficácia, pois, como o sigilo profissional é imprescindível para um tratamento eficaz, não existe um estudo oficial sobre esse ramo da saúde.
    Porém existe um “controle” dos profissionais da área, como destaca a psicóloga Gracilei Pereira, que atua há trinta anos na psicologia trabalhando em diversas áreas como individual, familiar, crianças, jovens, adultos, idosos, trânsito entre outras.
    Essa eficácia da psicologia varia muito de paciente para paciente tendo visto que para se sanar os transtornos é necessário que o paciente realmente se entregue ao tratamento, com destaca Gracilei.
    O transtorno mais recorrente é a depressão antes incurável, hoje é possível tratá-la e curá-la através de medicamentos psicotrópicos, alguns outros transtornos também aparentes, porém com menor intensidade vão desde uma síndrome do pânico, TOC, a transtorno bipolar.
    A tecnologia hoje faz parte da vida de todos, seja na saúde, escola, trabalho ou até mesmo na tarefa mais simples que o ser humano possa realizar sempre há a tecnologia embutida, com isso houve uma mudança grande quanto aos sintomas de transtornos e o que concluiu a psicóloga, pois “consequentemente o transtorno com maior decorrência é a ansiedade”.
    Ansiedade das mais diversas é um efeito natural do nosso corpo quando, por exemplo, aguardamos algo com muito entusiasmo, nervosismo para uma entrevista de emprego, preocupação excessiva sobre algo que ainda vai acontecer só que quando isso acaba tendo proporções maiores que atrapalha o seu dia-a-dia tem-se a necessidade de tratar.
    No caso específico da ansiedade, a paciente R. S. M. de 39 anos, realiza tratamento psicológico em decorrência de sua ansiedade compulsiva de alimentação que acabou agravando em uma obesidade mórbida.
    “Quando fui encaminhada a psicóloga pensei que estava louca e ainda que não necessitasse do tratamento eu me sentia autossuficiente estava completamente errada”, destaca a paciente.
    Quando existe esse encaminhamento o paciente inicialmente esse receio, por diversas vezes na primeira consulta não aparece ou fala pouco na consulta. “Já em um segundo encontro quando entende que o seu problema é solucionável, começa a falar de seus medos, angústias, problemas familiares”, descreve Gracilei.
    A paciente percebeu melhora com três meses de tratamento. “Comecei uma verdadeira mudança de vida que refletiu positivamente não só na questão alimentar, mas física é metal”.
    Com a ansiedade sendo a grande predominante na maioria dos casos psicológicos é também a mais discutida em congressos psicológicos, O problema pode ser desencadeado em qualquer etapa da vida na infância quando se recebe grande recebe volume de informações, na fase adolescente iniciam-se as descobertas sexuais, na fase adulta, a busca por um emprego, ou sofre pressões do chefe, ou de colegas, “Todo o momento da vida, o ser humano passa por dificuldades, descobertas e realizações desencadeando essa ansiedade exagerada”, explica a especialista.
    No caso específico da ansiedade, o paciente expõe seus problemas, ao psicólogo faz uma tabela onde anota tais problemas do menor ao maior medo, com isso é feito posteriormente a técnica dessensibilização sistemática que consiste em utilizar uma técnica que combina o treino de relaxamento com a exposição gradual a estímulos fóbicos, com isso no momento em que se aplicam tais procedimentos ao paciente ele acaba enfrentando o medo, sente-se mais seguro, pois, percebe que se encontra em um lugar seguro, tranquilo (consultório) e posteriormente irá aos poucos enfrentando no ambiente externo o medo que o trouxe ao consultório. Assim irá ocorrendo espaçamento entre os encontros com a psicóloga e este irá enfrentando suas dificuldades.
    A eficácia no tratamento é que só acontece com algo primordial. “A real intenção do paciente em melhorar, tendo em vista que alguns pacientes esperam que o psicólogo que vai resolver seu problema, nós apenas auxiliamos e mostramos os caminhos, mas que tem que escolher é o cliente”, destaca a especialista.
    “Com o tratamento percebi que com a ajuda da psicologia em trabalhar meus problemas me tornei uma pessoa realmente completa e capaz de enfrentar as adversidades da vida, hoje sou sim autossuficiente”, conclui a paciente R. S. M.
    Existe um problema na psicologia como destaca Gracilei. “Uma das dificuldades na psicologia ocorre quando o paciente vai a duas ou três sessões e depois abandona o tratamento e o profissional não tem o feedback (retorno) se houve benéfica ou não no tratamento”, conclui a psicóloga.
    A psicologia é um tratamento emocional onde o psicólogo juntamente com o paciente através de diálogos e técnicas psicológicas trabalha seus transtornos que podem ser reversíveis e levando o cliente a retornar normalmente a sua vida, tomando novamente o controle de seu caminho.

    PRINCIPAIS SINTOMAS DE TRANSTORNOS PSICOLÓGICOS

    Ansiedade
    Ataques de pânico ou fobias
    Atravessando um divórcio
    Baixa autoestima
    Crianças com problemas de comportamento ou escolares
    Deprimido
    Dificuldade em estabelecer e manter relacionamentos
    Falta de compreensão por parte das outras pessoas
    Impotência em alterar o rumo da sua vida para uma forma mais positiva
    Infelicidade com problemas nos relacionamentos (em casa, com o parceiro, ou no trabalho)
    Medo de tudo
    Sintomas físicos provocados pelo stress
    Sofrimento e tristeza
    Toma medicação para a ansiedade é não resolve
    TOC

    Evandro Goulart

    20/11/2012 em 11:22

Deixe uma resposta