teia de ideia [mídia e tecnologia]

Francisco Rolfsen Belda

Entrevista de Ken Doctor

com 25 comentários

Leia a entrevista do consultor de mídia norte-amerciano Ken Doctor, publicada na “Folha de S. Paulo” em 7/02/2011 (Primeiro Caderno, p.A-16). Em seguida, reflita sobre as tendências do jornalismo diante do surgimentos de novos dispositivos e formatos midiáticos. Redija, então, um comentário de aproximadamente 700 caracteres sobre o assunto. Seu comentário deve ser publicado nesta página, ao final do texto da entrevista.

Com iPad, jornal digital se tornará mídia de massa

GURU DA NOVA MÍDIA, O CONSULTOR AMERICANO KEN DOCTOR AFIRMA QUE OS LEITORES VÃO PREFERIR PAGAR PELO NOTICIÁRIO DIGITAL DE SEU INTERESSE APESAR DA OFERTA GRATUITA NA WEB

LUCIANA COELHO
EM BOSTON

Entre os muitos gurus com previsões sobre a nova mídia, o americano Ken Doctor se sobressai pelo otimismo pragmático de quem vê um futuro feliz para o jornalismo, mas não sem percalços.
Para ele, a seleção natural pela qual só os mais adaptados sobreviverão é inevitável nessa transição tecnológica.
E nada serve melhor a esse teste do que “The Daily”, o jornal exclusivo para iPad lançado na última quarta-feira pelo bilionário e pioneiro da mídia Rupert Murdoch.
O consultor vê o novo jornal como um marco na indústria da mídia voltada para as massas. A primeira revolução, diz, é o preço. O leitor paga, sim, mas em vez de uma assinatura o modelo será o do iTunes, com um aplicativo vendido a US$ 0,99 (R$ 1,66) semanais.
A outra é a interatividade -farta, mas sem pirotecnias, de forma a guardar propositadamente a imagem de uma revista ou um jornal.
Folha ouviu Doctor no dia do lançamento do “Daily”. A fórmula, afirma, criará um veículo de massas que vai acelerar a migração do impresso para os tablets -embora ele ressalte que os primeiros não vão deixar de existir tão cedo.


Folha – O “Daily” apresentou uma primeira edição caprichada, à qual o sr. se referiu como uma revista eletrônica. Essa qualidade sobreviverá ao ritmo diário?
Ken Doctor
– Essa é a grande pergunta. Fazer isso todo dia com 130 pessoas entre editorial e produção parece uma subestimação. Claro que esperamos que, conforme eles peguem a manha, a coisa se torne mais fácil, mas é um desafio enorme.
Agora, se o “Daily” for bem-sucedido, terá criado um novo patamar no mundo das notícias. E todos os jornais que estão planejando produtos para tablets terão um modelo a superar.

Algumas pessoas no Twitter reclamaram que o “Daily” ainda parece um grande arquivo PDF, e muita gente esperava mais elementos interativos. Houve uma contenção proposital para guardar a semelhança com um jornal?
O consumidor-padrão não passa o dia no Twitter. Creio que seja uma decisão consciente por uma apresentação mais familiar. Foi uma jogada esperta: querem a massa, não a turma da tecnologia.
É uma mistura de revista, jornal e TV, as pessoas sabem como lê-lo. E, como falta interatividade em geral, as pessoas ficam felizes quando conseguem um pouco.

Com o iPad a US$ 500, dá para ser um produto de massa?
Não vai custar US$ 500 por muito tempo. A projeção da [consultoria] eMarketer é que até o fim de 2012 se chegue, no mundo, a 80 milhões de tablets. Mesmo que isso esteja 50% exagerado, o preço já vai cair significativamente.
Logo teremos o iPad 2, com um preço parecido com o primeiro, talvez um pouco menos, mas aí vão surgir versões menos poderosas, e então veremos os preços caírem para US$ 299. É o preço de um smartphone.
Vai se tornar um produto de massa e vai acelerar a transição do impresso para o digital. O tablet é o primeiro produto de substituição, neles a leitura é mais prazerosa e as pessoas passam mais tempo [do que nos sites], como nos jornais impressos.
O grande desafio não será cobrar os leitores pelo noticiário digital, mas sim fazer a transição do modelo com os anunciantes.

Qual é a expectativa deles pelo “Daily” e os demais jornais em iPad?
Em 2010, os poucos que lançaram aplicativos no iPad acharam uma pequena mina de ouro, mas a renda veio sobretudo de anunciantes-patrocinadores [que subsidiaram os aplicativos ao leitor].
A questão é quão bom pode ser o anúncio no tablet, quantas formas de colocar o anunciante há, que tipos de técnicas serão usadas… Por ora, sabemos que os anunciantes gostaram da interatividade, como o consumidor.

O “Daily” vai conseguir cobrir custos com anúncios?
Para cobrir metade do custo anual, que segundo Murdoch é de US$ 25 milhões, eles precisariam ter de 450 mil a 500 mil assinantes -e o resto viria de publicidade.
É um numero alto, mas é viável. Só não acho que vai ser fácil. Eles devem conseguir logo 100 mil assinantes, e depois vão brigar para chegar a 200 mil. Aí temos de ver o que farão os outros jornais, como o “New York Times”.

Qual é a matemática por trás de US$ 0,99 por semana? O apelo?
Sim, o apelo. É um número do iTunes. Um número no qual você não precisa parar para pensar.
E o que o Murdoch mais quer é derrubar o “New York Times”. O preço do “Times” deve ficar em US$ 240 por um combo de acesso ao site, ao tablet e ao smartphone.
O leitor vai comparar. O “Times” ainda tem uma equipe superimportante. Mas o “Daily” é divertido de ler.

No lançamento do “Daily”, falou-se pouco em linha editorial e conteúdo noticioso. A plataforma se tornou mais importante que o conteúdo?
O “Daily” é o “USA Today” [jornal que nos anos 80 desenvolveu uma edição enxuta, maior apelo visual e ênfase também em entretenimento e esporte] de 2011. Acho que o “Daily” copiou a fórmula e a atualizou.
Claro que as pessoas querem as notícias do dia. Mas, como no “USA Today”, esporte e entretenimento são também muito importantes.
Já em termos políticos, acho que vai ser mais apolítico ou voltado para a comunidade [os veículos de Murdoch, como o “Wall Street Journal” e a FoxNews, são conservadores]. Isso vai lhes dar mais público.

E o sr. acredita que as pessoas vão querer pagar, com tantas notícias on-line de graça?
As pessoas não gostam de pagar por nada, mas a gente paga para ter coisas das quais precisamos.
Não é todo mundo que vai topar, mas acho que usaram o preço de forma eficiente. E, como só tem no tablet, você não vai comparar com sites de notícias. Vai comparar com aplicativos. É essa a psicologia por trás do preço.

O fato de o “Daily” existir apenas em tablet, longe de sistemas de busca -embora esteja nas redes sociais- não o prejudica?
Sim, mas é uma troca. Ao se lançar como exclusivo para tablet, conseguiu enorme visibilidade. Era o aplicativo da semana na loja on-line da Apple. Se continuar visível assim durante a venda do iPad 2, vai lucrar muito.

Se os tablets são o caminho a seguir no jornalismo, o sr. vê uma transição completa?
Não no caso das empresas “mainstream”, que podem ter um produto alternativo para o tablet, mas ainda estão ganhando dinheiro com o impresso e querem manter essa fonte de renda. Afinal, o jornal impresso, depois de algumas perdas e cortes, voltou a ser lucrativo.

Escrito por Francisco Rolfsen Belda

12/03/2012 às 0:41

25 Respostas para 'Entrevista de Ken Doctor'

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  1. A ideia de substituir um jornal impresso por um iPad, é bem interessante, porem hoje em dia os iPad ainda nao estao no bolso da maior parte da populaçao. O custo dele é alto para certas classes sociais. Tendo assim uma certa dificuldade para ser aceito no Brasil.

    Larissa Menezes

    02/04/2012 em 22:14

  2. Sobre a entrevista, em relação ao jornal “The Daily” a ideia inicial é interessante e bastante inteligente. Acredito que o objetivo do jornal motiva as pessoas as novas formas de leitura, mas há uma possibilidade de melhoria fazendo o próprio site crescer, incluindo jogos interativos jornalísticos estimulando os leitores.
    Um jornal modificado e criado para os jovens leitores, sem deixar de sair do dinamismo e permitindo a participação desses leitores com comentários sobre as matérias postadas.
    A intenção é crescer a cada acesso, deixando o jornal mais conhecido e estimulando as pessoas a pagarem ou não para ter acesso as notícias online em forma de entretenimento.

    Gabriela Fernanda Di Marco Paris

    02/04/2012 em 22:22

  3. Nos Estados Unidos essa ideia dele pode ter dado certo, pois lá é uma país amplamente digital. A maioria das pessoas tem acesso a esse tipo de tecnologia (tablet), porém se esse aplicativo for lançado no Brasil, não teria nem metade da repercussão que aconteceu nos EUA. Os brasileiros têm mais acesso a jornais impressos, e é raro um individuo que lê o jornal online todos os dias por opção. Outro fator que dificulta o sucesso desse aplicativo no Brasil é que ele é cobrado. Como há muitos meios de se informar de graça, poucas pessoas iriam querer pagar por noticias disponibilizadas gratuitamente. As regiões norte americanas e sul americanas são opostas não só nos pólos, mas também nas culturas.

    Larissa Mestieri

    02/04/2012 em 22:23

  4. O lançamento do “Daily” é só uma pequena projeção do que nos aguarda em termos jornalísticos e tecnológicos. Cada vez mais se vislumbra um mundo aonde as pessoas terão menos tempo para exercer atividades rotineiras do cotidiano. Assim, quanto mais novas tecnologias criarem a perspectiva de que o cidadão comum poderá aliar o ritmo frenético de trabalho com o que habitualmente nossos avós costumvam fazer, deve-se encarar tal fato como algo positivo. Porém, a grande questão não é se as pessoas se adptarão ou não ao uso dessas tecnologias, pois a História prova que o ser humano é altamente adaptável. Deste modo, a grande pergunta é de que modo a introdução de novas tecnologias não vai excluir a curto prazo o acesso ao conhecimento.
    Embora os proagnósticos sejam positivos em relação ao alcance de novas ideias como o “Daily”, devemos agir com precaução para que não tornemos essa nova fonte de conhecimento restrita a poucos previlegiados.
    Por isso, o caminho é aliarmos a introdução de dessas novas mídias digitais à criação de meios para que o homem comum não fique restrito ao psssado ultrapassado.

    Daniel Sidnei Mastroiano

    02/04/2012 em 22:23

  5. Os prós e os contras sobre a criação do “daily” são muitos, cada vez mais a tecnologia se alia aos meios jornalisticos os tornando mais rápidos, dinâmicos, imediatos, mas, nem sempre a informação de um site, blog ou outro tipo de meio de comunicação digital é completa, válida, aprofundada. A prática de substituir jornais impressos é muito questionável, pois seria como “cortar a raíz” do jornalismo, pois nada melhor do que um jornal impresso para ler todos os dias. É claro que não podemos para no tempo, ignorar a internet e a tecnologia, mas devemos conciliá-los com os meios impressos de comunicação. Embora muitas pessoas não têm o hábito de ler impressos, há quem admira e ainda utiliza este meio para se informar de tudo que acontece, ou, lê algo na internet e os detalhes no impresso.Isto é válido, é conciliável e não podemos fechar os olhos e simplismente banir o impresso do jornalismo, da noticia, da comunicação.

    Analy Joyce Prata Vieira

    02/04/2012 em 22:24

  6. Para Ken Doctor, a seleção natural para o futuro do jornalismo, depende da transição tecnológica. E como teste, ele cita o “The Daily” que é um jornal exclusivo para Ipad lançado no ano passado, com um preço acessível pelo aplicativo, podendo alcançar as massas. A idéia é acelerar a migração dos impressos para os tablets, embora ainda não seja o fim dos primeiros. Com essa aceleração tecnológica, mais pessoas terão acesso as inovações midiáticas e as notícias, de uma maneira mais pratica.

    Tamires Fernanda Baptista Frasson

    02/04/2012 em 22:24

  7. A cada dia o ser humano da mais um passo em direção a interatividade e ao mundo digital. É de nossa natureza o encanto por automatismos e interações. É inevitável que o mercado se adapte, mas acima de tudo que se encaixe em uma receita que de certo. Começamos com (em minha opinião) a “prostituição” da notícia para que se pague o custo desse item. O Jornalismo irá mudar e tem que mudar. Temos que ser cautelosos quanto a postura em relação informação sempre. A mobilidade do meio de comunicação é bem vinda e nos faz, como jornalistas, cada dia mais instantâneos. O mundo deve ser fiel à informação e a transmissão dela em todos os níveis, do impresso ao itudo. Triste é não poder baixar o aplicativo do senso critico, esse sim traria a verdadeira Novidade.

    Anna Regina D'Ávilla

    02/04/2012 em 22:24

  8. Em meio às novas tecnologias que nos circundam atualmente, foi criado nos Estados Unidos do “The Daily”, primeiro jornal exclusivo para iPad. Com preço de US$ 0,99 semanal, a iniciativa pode ter sucesso no país norte-americano, onde os tablets já fazem parte dos bens da maioria das pessoas. Porém, no Brasil, essa realidade está um pouco distante, já que a Internet se consolidou como um meio de comunicação há cerca de apenas 15 anos e poucas pessoas, por enquanto, têm acesso aos tablets e smartphones. Mesmo que esse mercado cresça nos próximos anos, a Internet seguirá forte no segmento jornalístico – e, em sua maioria, de graça. Desta forma, a iniciativa do “The Daily” teria dificuldades de emplacar no Brasil.

    Celso Luís Gallo

    02/04/2012 em 22:25

  9. Com os jornais impressos ganhando novamente força no mercado, e com o apelo jornalístico do “The Daily”, os consumidores irão preferir mídias jornalísticas mais completas. Por um preço ainda baixo, o consumidor pode ter um jornal com temas voltados mais para o dia-a-dia, além de assuntos políticos, esportivos e de entretenimento. Além do apelo jornalístico do “The Daily” me parece que os tablets ainda vão demorar um pouco para entrar totalmente no mercado, por conta de aparelhos celulares conterem também aplicativos de jornais e contarem com um preço ainda mais acessível. Com o baixo consumo ainda de tablets e conseqüentemente do “The Daily”, a publicidade “em cima” do produto ainda será baixa.Mas claro que se futuramente o preço do Tablet realmente se tornar acessível, a implantação do “The Daily” nos IPads será com certeza plausível.

    Daniel Martins Casimiro

    02/04/2012 em 22:25

  10. Criar um aplicativo exclusivamente para tablets é sem dúvidas um novo nicho para o mercado tecnológico. Com a vinda desse novo equipamento, que vem se tornando fenômeno entre os amantes da tecnologia, criar aplicativos para tablets parece ser um mercado muito lucrativo. No entanto, cobrar pelo serviço ainda parece uma utopia, principalmente no mercado brasileiro, já que os internautas estão acostumados ao acesso gratuito à maior parte do conteúdo disponibilizado pela rede. Ainda acredito que disponibilizar o conteúdo gratuitamente será a melhor saída. Porém, para os que não quiserem ver propagandas entre uma notícia e outra, pagar alguns centavos pelo conteúdo pode ser uma opção.

    Jhonatan Carlos de Oliveira

    02/04/2012 em 22:25

  11. Embora os níveis de tecnologia no nosso país tenham crescidos e acompanhados (mesmo que em passos lentos) as tecnologias de países super desenvolvidos, não podemos nos esquecer que ainda uma grande parte da população pertence a uma classe social desfavorecida, que ainda não se privilegia de bens como o citado no texto. Países como Estados Unidos aproveitam de condições sociais muito melhores, que acabam facilitando novos métodos de jornalismo. Segundo meu ponto de vista, a nova forma de jornalismo, aplicada por Kon Doctor, no Brasil demoraria mais do que o esperado para atingir o esperado. Assim como aparelhos celulares tornaram-se um produto de massa, tablets tem grandes chances de serem também a um longo prazo.

    Rafaela Carolina da Silva

    02/04/2012 em 22:26

  12. Ken Doctor é otimista com a novidade que está surgindo para a nova mídia, “The Daily” que será lançado para Ipad.
    Doctor acredita que poderá ser um produto de massa, pois surgirão outros meios mais baratos e, consequentemente o preço cairá.
    O Daily também será enxuto como nos anos 80. Será exclusivo para Tablet, o que dará mais visibilidade no mercado.
    É uma inovação que será benéfica para os fãs de notícia e tecnologia.

    Fábio

    02/04/2012 em 22:26

  13. A ideia é inovadora, inteligente que pode até ser acessível nos EUA e quem sabe em parte do mundo, mas ela não daria certo no Brasil, primeiro pelo público “fiél” aos jornais impressos e também aos anunciantes que ficariam certamente com um “pé atrás”, não investiriam nessa nova forma de jornalismo, pois não acreditariam que poderia ter algum retorno. Isso sem contar que o tablet ainda é um “luxo” para a maioria dos brasileiros.

    Simone Cristina da Silva

    02/04/2012 em 22:26

  14. A idéia da substituição do jornal impresso por iPad, na minha opinião esta longe da nossa realidade, o impresso tem um valor bem mais acessivel, com o passar dos anos pode ser que aconteça a diminuição do impresso mas a substituição não, pois o valor de um IPad é muito caro para maoria da população que é de baixa renda no brasil,e não tem acesso a internet ainda.

    Elizandra

    02/04/2012 em 22:26

  15. Ken Doctor é tido como um dos mais prestigiados consultores das novas mídias da atualidade. Talvewz por essa razão é que haja um otimismo no meu modo de ver, exacebado em sua visão atual, razão central da entrevista em análise.
    Penso que existam diferenças capitais entre a realidade norte americana e brasileira, a começar pelos preços que o consultor menciona na matéria. Descreve-se um tablet que custa U$ 500 no mercado americando, enquanto no Brasil a mesa versão de equipamento não sai por menos de U$ 1.200, o que por si só, já invibilizaria a operação no mercado brasileiro. Assim, só é possível concordar em alguma medida com Doctor se o cenário do modelo de negócio se der exclusivamente no mercado americano.
    Para essa realidade acho que inovar é a solução e assistir à criação de novo modelo de negócio é um privilégio e uma alternativa das mais visionárias.

    Paulo H. R. Cardozo

    02/04/2012 em 22:28

  16. Com a chegada dos tablets e iPads os meios de comunicação precisam se adaptar para melhor atender o público. A criação do The Daily será uma revolução nas mídias digitais, pois as pessoas poderão assinar e ter acesso exclusivo, através de seus tablets, a notícias. O preço é um fator positivo do novo sistema, com o baixo custo ele pode se tornar um sucesso. A facilidade de acessar o conteúdo também é outro fator que contribui para o The Daily, porque você não precisa ficar esperando o jornal chegar até sua casa.

    Luiz Pereira Pardim Neto

    02/04/2012 em 22:28

  17. Com esse novo surgimento do iPad no mundo dos digitais,não tenho dúvidas que será mais uma grande revolução e novidade.
    A praticidade desse jornal viria colaborar com muitas pessoas e trabalhos, de forma que a praticidade e facilidade seria incrível.
    No entanto, o mercado irá vender esse produto a preço não popular, talvez por esse motivo, nem todas as pessoas conseguirão ter o acesso a essa nova tecnologia.

    Daniele Merola

    02/04/2012 em 22:29

  18. A nova era digital está aí e não custa tentar esse meio, The Daily, de se fazer jornalismo. Com tecnologia através de tablets e Ipads, que está se popularizando no mundo, fica mais fácil irmos em busca do que realmente queremos ler. O preço super popular irá atrair mais assinantes, e assim fica fácil ler bons conteúdos.

    Daiane Luciano

    02/04/2012 em 22:30

  19. A alternativa de um notícias em tablets, parece sim ser uma ótima alternativa para a disseminação da comunicação nas mídias digitais. Em um país como os Estados Unidos, pioneiro em tecnologia e informação, a “moda” pode pegar rápido, principalmente se tiver a possibilidade de adquirir tablets com preços acessíveis. No Brasil, isso ainda não está na realidade de grande parte da sociedade. Talvez com isso a empresa comunicação não teria condições de bancar um aplicativo de notícias só para tablets. Daqui para frente as inovações estarão disponíveis dos mais variados jeitos e o que irá tornar fundamental para ter sucesso nas novas mídias digitais será a acessibilidade monetária para todos os tipos de pessoas e o interesse destas.

    Alexandre Adam Pereira da Rocha

    02/04/2012 em 22:31

  20. As formas de ter e ver informações estão crescendo muito na era digital. A criação do “The Daily” é uma tecnologia avançada nos meios de massa, acelerando as notícias, do impresso para o digital. No Brasil, há muita comodidade, certamente essa ideia é cabível a um público específico, aos que se aliam a grande tecnologia digital, mas, vale ressaltar que por essa ideia ser um avanço alternativo, as informações podem distanciar um pouco de dados concretos, persuasivos, por ser alicerçado à notícia em tempo real.

    Bruna Fernandes Galo

    03/04/2012 em 0:50

  21. Creio que a informação é a mensagem que sofre modificações dependendo do modo como ela é propagada pelos meios informáticos.
    Realmente é de se acreditar que amantes da leitura que investem muito tempo em conhecimento não abrirão mão de adquirir novos dispositivos de leitura que proporcionam mais prazer. Tudo isso se deve a estética e maiores inteirações como, por exemplo, o Ipad possui para a revista eletrônica – “The Daily”.
    É concordável ressaltar que “só os mais adaptados sobreviverão”, ora a tecnologia em qualquer área é insubstituível e prazerosa de se trabalhar. Acredito que no jornalismo não pode ser diferente.
    Porém ressalto, por mais que haja uma migração acentuada de fieis do jornalismo impresso para a leitura nos tablets é impossível dizer sobre a queda desse tipo de meio, que existe há muito tempo e já fez sua história.
    Além disso, é improvável dizer que a leitura em dispositivos como Ipad podem tornar-se abrangente no país Brasil. Já na Coréia do sul, alunos já substituem livros por tables- segundo o governo coreano que adota novas medidas até para alunos carentes usufruírem.

    Raíssa Vitulli

    03/04/2012 em 14:46

  22. […] aqui a entrevista completa. Share this:TwitterFacebookGostar disso:GostoSeja o primeiro a gostar disso […]

  23. […] monetária para todos os tipos de pessoas e o interesse destas. Para conferir a entrevista, clique aqui. Share this:TwitterFacebookGostar disso:GostoSeja o primeiro a gostar disso […]

  24. […] a entrevista completa do consultor de mídia norte-americano Ken Doctor à Folha de S. Paulo aqui. Share this:TwitterFacebook Publicado em Tecnologias Digitais por Celso Luís. Marque Link […]

  25. A migração dos jornais impressos para iPad, tablets e afins, ainda é uma realidade distante no Brasil. Apesar de países como os Estados Unidos poderem colocar o desafio em prática com mais chances de retorno e sucesso, aqui é bem diferente, por diversos fatores: preços dos dispositivos eletrônicos, público que têm acesso a esses aparelhos, enfim…A relação entre custo e benefício pode ser desfavorável.
    Mas é interessante ler a entrevista de Ken Doctor e pensar que os noticiários jornalísticos estão migrando para plataformas diferenciadas e é necessário refletir sobre essas diversificações.
    Dentro desse novo contexto, o jornalismo precisa considerar essas mudanças e estar preparado quando for preciso se adequar à outras realidades.

    Fabianne Herênio

    22/04/2012 em 15:00

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