teia de ideia [mídia e tecnologia]

Francisco Rolfsen Belda

Entrevista Nicholas Carr

com 35 comentários

Leia a entrevista do escritor norte-amerciano Nicholas Carr, publicada na “Folha de S. Paulo” em 20/09/2010 (Caderno Saber). Em seguida, reflita sobre as tendências do hábito de leitura e aquisição de informação através da internet e das novas mídias digitais. Redija, então, um comentário de aproximadamente 700 caracteres sobre o assunto. Seu comentário deve ser publicado nesta página, ao final do texto da entrevista.

A internet obriga a pensar de forma ligeira e utilitária
JORNALISTA QUESTIONA SE O GOOGLE AFETA A INTELIGÊNCIA HUMANA E RECOMENDA RESTRINGIR O USO DE COMPUTADORES NAS ESCOLAS E EM CASA

MARCELO LEITE
DE SÃO PAULO

Nicholas Carr cutucou a onça da internet com um argumento longo e bem-desenvolvido no livro “The Shallows -What the Internet is Doing to Our Brains” (que poderia ser traduzido como “No Raso -O que a Internet Está Fazendo com os Nossos Cérebros” e será lançado no Brasil pela Agir).
Em poucas palavras, a facilidade para achar coisas novas na rede e se distrair com elas estaria nos tornando burros. O livro já vendeu mais de 40 mil cópias nos Estados Unidos. Está sendo traduzido em 15 línguas.
Carr recusa a pecha de alarmista, mas sua preocupação com as “tecnologias de tela” é tanta que ele recomenda a restrição do acesso de alunos à internet nas escolas. Não descarta que a rede possa evoluir para a veiculação de ideias menos superficiais, mas tampouco vê indícios de que irá nessa direção. Leia abaixo trechos da entrevista telefônica dada por Carr da casa de parentes em Evergreen, Colorado, onde se refugiou depois de evacuado por força de incêndios florestais perto de sua casa nas montanhas Rochosas.

 
Folha – O livro deplora a internet como ameaça à mente formada pela invenção de Gutenberg, que nos deu o Renascimento e o Iluminismo. Mas Gutenberg também não destruiu a mente e a filosofia medievais? Ou seria mais preciso dizer que as invenções amplificam e continuam a cultura do passado?
Nicholas Carr – Toda tecnologia de comunicação e escrita traz mudanças. Isso é verdadeiro mesmo para o período anterior a Gutenberg, com a invenção do alfabeto, pela maneira como alterou a memória humana e nos deu maior capacidade de intercambiar informação. A internet, assim como tecnologias anteriores, amplifica certos modos de pensar e certos aspectos da mente intelectual, mas também, ao longo do caminho, sacrifica outras coisas importantes.

Se a leitura e a reflexão profundas estão em risco, como explicar o sucesso de coisas como o Kindle e seu livro?
As coisas não mudam de imediato. O número ao menos dos que leem livros sérios vem caindo há um bom tempo, mas haverá pessoas lendo livros por muito tempo no futuro. Meu argumento é que essa prática está se mudando do centro da cultura para a periferia, e as pessoas começam a usar a tela como sua ferramenta principal de leitura, não a página impressa. Acho também que, à medida que mudamos para dispositivos como Kindle ou iPad para ler livros, mudamos nossa maneira de ler, perdemos algumas das qualidades de imersão da leitura.

O que pode ser feito em termos práticos e individuais para resistir a tal tendência?
Não escrevi o livro para ser do tipo de autoajuda. A mudança que estamos vendo faz parte de uma tendência de longo prazo, na qual a sociedade põe ênfase no pensamento para a solução rápida de problemas, tipos utilitários de pensamento que envolvem encontrar informação precisa rapidamente, distanciando-se de formas mais solitárias, contemplativas e concentradas.
Por outro lado, como indivíduos, nós temos escolha. Mesmo que a desconexão se torne mais e mais difícil, pois a expectativa de que permaneçamos conectados está embutida na nossa vida profissional e cada vez mais na visa social, a maneira de manter o modo mais contemplativo de pensamento é desconectar-se por um tempo substancial, reduzindo nossa dependência em relação às tecnologias de tela e exercendo nossa capacidade de prestar atenção profundamente em uma única coisa.

As escolas deveriam restringir o uso da internet pelos alunos, em lugar de se lançar de cabeça na tecnologia?
Sim. Nos EUA tem havido uma corrida para considerar que computadores na escola são sempre uma coisa boa, até mesmo uma confusão da qualidade do ensino com o tempo que os alunos passam conectados. É um erro.
Certamente os computadores e a internet têm um papel importante a desempenhar na educação, e as crianças precisam aprender competências computacionais, a usar a internet de maneira eficaz. Mas as escolas precisam perceber que essa é uma maneira de pensar diferente de ler um livro. É preciso dar tempo e ênfase, no ensino, para desenvolver a capacidade de prestar atenção em uma única coisa, em vez de mover sua atenção entre diversas coisas. Isso é essencial para certos tipos de pensamento crítico e conceitual.

O sr. consideraria a internet responsável pela epidemia de casos de transtorno de deficit de atenção e hiperatividade (TDAH)?
Não tenho certeza de que a ciência sobre isso seja definitiva, ainda. Há indicações de que as tecnologias que as crianças usam, de videogames a Facebook, possam contribuir para TDAH. É algo que precisa ser mais estudado. Para os pais preocupados com a capacidade de seus filhos de manter a atenção, poderia ser apropriado restringir as tecnologias.

A TV e o rock também já foram acusados no passado de ameaçar os intelectos jovens, mas não há carência de novos escritores e artistas.
Sempre que uma tecnologia nova e popular aparece, há pessoas que adotam uma visão exageradamente otimista, de uma utopia social, e pessoas que adotam uma visão exageradamente negativa, de que ela vai destruir a civilização. No livro tento não adotar uma visão unilateral da tecnologia, porque acho que ela tem muitas coisas boas, do acesso mais fácil à informação até novas ferramentas para autoexpressão.
Meu temor é que, na medida em que empurramos celulares, smartphones e computadores para as crianças em idades cada vez mais precoces, elas não venham a desenvolver as habilidades mentais mais contemplativas e atentas. Isso seria uma grande perda para a cultura, pois a expressão artística requer reflexão mais calma, tranquila, introspectiva.

É concebível que a internet possa mover-se numa direção que combine os poderes da informação visual com os do texto para promover pensamentos em profundidade?
Tudo é possível, mas cada tecnologia que usamos para fins intelectuais tem certos efeitos e reflete um conjunto particular de premissas sobre como devemos pensar. A internet, sendo um sistema multimídia baseado em mensagens e interrupções, tem uma ética intelectual que valoriza certos tipos de pensamento utilitários, voltados para a solução de problemas, que encoraja as multitarefas e a rápida transmissão ou recepção de migalhas de informação. A tecnologia pode mudar rapidamente, mas não vejo razão para pensar que vá [noutra direção].

Escrito por Francisco Rolfsen Belda

14/05/2012 às 17:10

35 Respostas para 'Entrevista Nicholas Carr'

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  1. Penso que cada vez que algo novo aparece, principalmente em relação ‘a tecnologia, há um frisson no sentido de demonizar as novas práticas e barrar o curso normal dos novos acontecimentos, embora o autor tente dizer que não se trata disso.
    O que a historia tem mostrado e que simplesmente nâo ha como essa interrupção de curso ocorrer. O que eh possivelde ser buscado, e’ um esforço no sentido de haver um equilibrio entre a leitura superficial estimulada pelo uso excessivo da internet e a leitura detalhada, consciente e adequada paraa boa compreensâo do texto investigado. Dai a ss tentar proibir, coibir ou coisa do genero o uso da internet nas escolas, pode representar um retrocesso acadêmico e gerar um problema ainda maior, levando o jovem aluno detestar a leitura tradicional.
    Equilibrio é a palavra de ordem, aliàs, como tudo na vida.

    Paulo H. R. Cardozo

    14/05/2012 em 22:23

  2. Acredito que Nicholas Carr esteja certo em relação a alguns pontos que defende.
    Talvez o uso em excesso de tantas tecnologias, e a diversidade de informações, esteja realmente prejudicando as crianças, tornado-as menos atentas.
    É um bombardeio de informações, e novidades, que não permitem que elas possam se aprofundar em algum tema de fato, apenas superficialmente.
    Isto realmente pode ser visto como o lado ruim da tecnologia, mas restringir não é a melhor solução. Monitorar, o acesso e o tempo, em que permanecem na internet parece ser o melhor a ser feito.
    Tem que haver um equilíbrio, não uma restrição radical, pois não há como controlar. A internet veio para ficar e está em todos os lugares.

    Edna Moreira

    15/05/2012 em 12:53

  3. A internet é um dos principais veículos de comunicação hoje em dia, mas ela pode tornar as pessoas preguiçosas e burras. Isso acontece porque as pessoas vão direto ao assunto que as interessam e não lêem outros conteúdos importantes, causando assim preguiça de ler outro tipo de noticia. No jornal impresso as pessoas costumam ler vários tipos de noticias, pois às vezes batemos o olho em uma manchete, achamos interessante e acabamos lendo.
    Outro fator negativo de ler somente na internet, é que nossa atenção não fica presa apenas em um texto, sempre nos distraímos com redes sociais, sites, entre outras coisas. Os livros já são diferentes, nossa atenção fica voltada apenas para o conteúdo das paginas.

    Luiz Pereira Pardim Neto

    15/05/2012 em 13:33

  4. […] a entrevista completa aqui. Share this:TwitterFacebookGostar disso:GostoSeja o primeiro a gostar disso […]

  5. Concordo com o argumento do escritor norte-americano Nicholas Carr. Hoje, as pessoas fazem várias coisas ao mesmo tempo. Na internet também é assim: leem-se notícias em meio ao uso de redes sociais, bate-papo, músicas, vídeos, entre outros. A atenção do internauta acaba dividida em vários afazeres, o que a deixa superficial. Não há dúvida de que, na internet, podem-se ler mais textos em geral e notícias (ou manchetes e leads delas), em quantidade. Mas e em qualidade? Acredito que a melhor forma de se assimilar conteúdo segue sendo a leitura tradicional, seja de jornais, revistas ou livros. Aquele momento em que o leitor tira um tempo livre para se dedicar apenas a aquilo, com tranquilidade, sem se dispersar.

    Celso Luís

    17/05/2012 em 14:54

  6. […] entrevista pode ser lida aqui. Share this:TwitterFacebook Publicado em Tecnologias Digitais por Celso Luís. Marque Link […]

  7. Acredito que o autor norte-americano Nicholas Carr foi muito sensato em relação às opiniões que defende quanto ao uso das novas tecnologias. A internet é uma ferramenta incrível, não há como negar; permite-nos acesso mais rápido e fácil à informação. Apesar disso, se usada de maneira desmedida e como único meio de conteúdo informativo, pode alienar, causar um certo comodismo com as ideias prontas. Seu uso deve ser alternado com outros materiais: livros, jornais, revistas, etc.
    Em relação ao uso da internet pelas crianças, é preciso haver acompanhamento e os pais e professores têm um papel fundamental nessa orientação, para ajudá-los a selecionar bons conteúdos e não apenas utilizar a rede como um parque de diversões virtual. O equilíbrio é uma das condições essenciais para uma vida saudável.

    Fabianne Herênio

    20/05/2012 em 1:21

  8. […] Entrevista Nicholas Carr em Teia de Ideia | Comunicação […]

  9. A tecnologia mudou muito a vida das pessoas, isso é indiscutível. Mas como toda mudança, ela tem seu lado positivo e negativo. Por um lado, a acessibilidade a informações e conteúdos de todos os tipos ficou rápida e fácil. Mas por outro lado, algumas pessoas abusam desta facilidade.
    Não é necessário proibir os alunos do uso do computador, apenas que haja controle no acesso. Mesmo porque, a internet disponibiliza diversos tipos de leituras que podem ajudá-los em trabalhos e provas. Porém, em excesso, o aluno passa a ter preguiça de pensar e de ir atrás de outras informações que não foram encontradas na rede.
    Para Nicholas Carr o computador será substituído até pelos livros, que terão suas páginas nas telas. Eu não acredito que os livros sairão do mercado, pois eles têm maior praticidade e a maioria das pessoas prefere a leitura no papel.

    Larissa Mestieri

    20/05/2012 em 17:21

  10. Quando se fala de tecnologias digitais e educação há uma série de critérios a serem discutidos. A internet é uma ferramenta revolucionária que pode ser boa se for usada de maneira correta, mas que pode se tornar um inimigo da educação se usada de modo exagerado ou errado. O autor quer coibir a presença de computadores nas escolas, mas todas as pessoas no mundo inclusive jovens e crianças tem acesso fácil à internet atualmente. Essa restrição acabaria não tendo bons resultados e a educação poderia perder muito com isso, é preciso estudar maneiras de introduzir tecnologia no estudo sem perder a essência de ler um livro impresso, fazer pesquisas em livros antigos, por exemplo. É tudo uma questão de equilíbrio e sensatez.

    Analy Prata Vieira

    21/05/2012 em 9:33

  11. Prosessor, aqui está o link do meu blog que eu esqueci de colocar no post anterior.. Não irei a aula esta noite por motivos de saúde! Obrigada..

    Analy Prata Vieira

    21/05/2012 em 11:27

  12. Eu concordo com o autor. Hoje está fácil saber por qualquer assunto, desde o nosso cotidiano até um trabalho de escola, faculdade, cursos, etc. É ai que se foca o assunto, um jovem ou uma criança, consegue resolver facilmente uma questão através da internet, e não faz o mínimo de esforço para resolvê-lo de outra forma. Ou até mesmo para uma leitura, com o famoso copiar e colar.
    A internet hoje é o cotidiano das pessoas, para seu próprio entretenimento. Mas isso saiu dos limites, porque além de se distrair ela utiliza esse meio como “resolução de um problema” esquecendo de ao menos se esforçar e saber o devido uso da internet.

    Taiana

    21/05/2012 em 12:57

  13. Defenso a idéia do escritor Nicholas Carr,as crianças da nossa sociedade precisa fazer o uso de leituras e principalmente ler o conteúdo até o final, com isso as crianças praticam a leitura e desenvolvem o pesamento, tendo uma resposta lógica não só na escola mas também em sua vida pois o uso diário enriquece o vocabulário.
    A internet também oferece algo muito importante mas isso faz com as crianças fiquem preguiçosas
    e acabam buscando e indo em foco só assuntos que os interessa.
    Penso que devemos sim monitorar as crianças nas escolas pois nem sempre elas usam a internet como uso informal e isso faz com que eles acabam dispersando atenção.
    Mas não podemos deixar de lado essa tecnologia que é a Internet devemos saber usar, mas nunca deixar de lado os bons e velhos livros.

    Nome: Daiane Luciano

    21/05/2012 em 14:33

  14. […] Texto: http://www.teiadeideia.com.br/2012/05/entrevista-nicholas-carr/#more-955 Share this:TwitterFacebookGostar disso:GostoSeja o primeiro a gostar disso post. […]

  15. Ao ler a entrevista do escritor norte americano Nicholas Carr, pode-se perceber a preocupação com o uso da internet. Cada um é livre para usufruir da maneira que lhe condiz, contudo pode-se perceber que o escritor Carr defende que a internet é um meio que há coisas boas para procurar, mas nada compara uma leitura no livro do que num dispositivo como a tela de um computador, muitas vezes a qualidade realmente não é a mesma.
    Temos um mundo para se distrair quando acessamos a internet, porém é preciso usar com cautela e não se deixar levar por muito tempo, o interessante é ser moderado e usufruir com cuidados. Não há como restringir computadores nas salas de aula, principalmente de informática, onde precisamos ser cada vez mais polivalentes e saber um pouco de tudo, mas há condições de limitar as horas de uso colocando-os em outras atividades que lhe façam exercer todas as áreas.
    A meu ver o livro “What the Internet is doing with our brains”, é uma crítica a um futuro próximo em que muitos podem se perder pelo uso exagerado sem benefícios ao seu próprio conhecimento com a internet, mas não que ela nos deixe incapazes de produzir. Repito: se usarmos da maneira correta.

    Raíssa Vitulli

    21/05/2012 em 16:54

  16. Sobre a inserção de novas tecnologias nas escolas,não há dúvida que é preciso fazer um bom planejamento para aplicá-las de forma correta e sem prejudicar a atenção das crianças. A infância é a fase mais influenciável do ser humano, pois tudo é novo e diferente, por isso a criança precisa de tempo para pensar e adquirir seus conhecimentos, e o uso da informação rápida somada com outras tarefas poe dificultar a introspecção da criança.
    As tecnologias digitais possuem um enorme aparato de utilidades e assuntos à disposição das pessoas, mas ao mesmo tempo que é benéfico ela pode ser algo vicioso que futuramente pode deixar o indivíduo sem sua principal qualidade intelectual, a própria forma de pensar.

    Fábio Penariol

    21/05/2012 em 16:58

  17. Comentário publicado no meu blog:
    http://jonatandutra.wordpress.com

    Em certas afirmações, tem que concordar com Nicholas Carr. Por exemplo, quando ele diz que o número de leitores impressos vem diminuindo gradativamente entre os jovens, devido as chegadas das novas tecnologias onde se prende mais atenção na tela do que no impresso. É indiscutível que a internet ajuda a educação das crianças, mas com certo equilíbrio. Com as novas invenções tecnológicas, as notícias podem ser lidas em casa, na escola, no trabalho e em qualquer lugar do mundo, e os jovens vem usufruindo desses iphones, smatphones e computadores, cada vez mais cedo e estão deixando os ensinamentos do dia a dia e as famosas brincadeiras de rua para trás. Portanto é válido inserir a internet na educação porem com cautela e um equilíbrio muito grande. Não tem jeito de tirar a internet dos jovens que vem crescendo, pois é algo que veio para ficar e não tem jeito de se restringir totalmente.

  18. De acordo com o autor norte americano Nicholas Carr, a facilidade e a distração diante de assuntos novos na rede, estão nos tornando burros.
    Concordo com o posicionamento do autor, pois a eficácia na leitura com dispositivos é menor do que a leitura impressa, deixando-nos mais dispersos, onde na tela lemos ligeiramente, perdendo a qualidade da navegação à leitura.
    A restrição do acesso de alunos à internet deve ser moderada à medida que o aluno apresente maior interesse na tela do computador, pois a grande preocupação está na tecnologia contínua nas mídias sociais. Ainda ressalto que os dispositivos avançados que aí estão, interferem no desenvolvimento mental, do público infantil, fazendo com que nossa cultura fique dissimulada. Nesse sentido, a internet presente na educação não deve ter total restringimento, porém é preciso o uso equilibrado.

    Bruna Fernandes Galo

    22/05/2012 em 10:18

  19. Coerente e balanceado o pensamento da obra de Carr. Sigo na mesma direção de que temos escolhas e assim como no passado houve transformações com o avanço da comunicação, permanentemente estaremos diante de uma maneira mais dinâmica de observar a informação. A qualidade da educação a que expomos nossos jovens sempre estará ligada a diversidade de maneiras de raciocínio que a elas demonstramos. O dinamismo das “tecnologias de tela”, como chama Carr, deve vir a complementar para todos nós o desenvolvimento intelectual. Penso que não seja responsabilidade do avanço tecnológico o aumento de casos de déficit de atenção, mas sim da constante criminalização da ideia e principalmente do eterno avanço na preguiça de pensar que se espalha pelas ruas. A proposta de melhoria seria friamente focarmos na necessidade de ensinar o ser humano a aprender. Só assim avançaremos sem medos.

    Anna

    24/05/2012 em 11:04

  20. Nicholas Carr está certo em alguns pontos, mas a internet tem mais pontos positivos do que negativos. Acredito que possa haver uma espécie de equilíbrio. Na escola, por exemplo, ter um tempo fundamental para a leitura e outro para internet. Está cada vez mais claro que este avanço tecnológico está melhorando a vida de muita gente. As informações e conhecimento estão chegando a lugares que antes não existia ou era pouco. Esse temor de que a internet “emburreça” as pessoas é normal, porque é novo. O que deve ser feito é uma educação ou uma reeducação em como usar a internet de uma forma benéfica. Não é ela que prejudica as pessoas e sim o mau uso dela.

    Simone Silva

    27/05/2012 em 13:51

  21. Defendo o pensamento do escritor Nicholas Carr, quando se refere ao uso da internet e as novas tecnologias, comparando a qualidade e diferença de uma leitura por meio de um dispositivo e de uma tradicional leitura através de um livro. Não há como negar que a internet é uma ferramenta de grande utilidade, quando se usada de maneira correta e equilibrada. No entanto, causa um certo comodismo pela praticidade e acessibilidade, fazendo com que jornais, revistas e livros se tornem uma segunda opção de leitura.
    Em relação as crianças e a internet, acredito que proibir não seria a melhor solução, mesmo porque, a internet é uma grande biblioteca , e hoje em dia, tem inúmeras utilidade que auxilia muito na educação, disponibilizando materiais para estudo. Sendo assim, é necessário que os pais observem e controle os acessos. Já os educadores, tem a missão de continuar incentivando as crianças a praticar leituras em livros, relacionando e casando tecnologias e meios impressos em atividades de aula.

    Daniele Merola

    27/05/2012 em 17:15

  22. Defendo o pensamento do escritor Nicholas Carr, quando se refere ao uso da internet e as novas tecnologias, comparando a qualidade e diferença de uma leitura por meio de um dispositivo e de uma tradicional leitura através de um livro. Não há como negar que a internet é uma ferramenta de grande utilidade, quando se usada de maneira correta e equilibrada. No entanto, causa um certo comodismo pela praticidade e acessibilidade, fazendo com que jornais, revistas e livros se tornem uma segunda opção de leitura.
    Em relação as crianças e a internet, acredito que proibir não seria a melhor solução, mesmo porque, a internet é uma grande biblioteca , que hoje em dia, tem inúmeras utilidades e auxilia muito na educação, disponibilizando materiais para estudo. Sendo assim, é necessário que os pais observem e controle os acessos. Já os educadores, tem a missão de continuar incentivando as crianças a praticar leituras em livros, relacionando e casando tecnologias e meios impressos em atividades de aula.

    Daniele

    27/05/2012 em 17:18

  23. É certo que o imediatismo da internet fazendo evitar os caminhos cognitivos para se chegar a uma resposta traz seus prejuisos, mas ao mesmo tempo garante a agilidade que o mundo atual pede. A mudança na forma de leitura é que esta garantindo esse dinamismo contemporâneo no comportamento dos jovens, principalmente, que são a geração “fast-food” e por que não “fast-information”.
    Para garantir um bom aprendizado não se pode abrir mão de uma boa leitura aprofundada e concentrada, focada no assunto. A leitura de livros de qualquer gênero permite uma melhor reflexão e abre camionhos para os sentidos ajudando na criatividade do indivíduo.
    Recriminar o uso da internet é um retrocesso, o bom uso e equilíbrio são a chave na melhora do aprendizado e no intelecto de todos.

    Rafael Zuolo Alberici

    28/05/2012 em 14:13

  24. Comentário sobre entrevista de Nicholas Carr

    Com o aumento do uso da internet nas casas e nas escolas, os alunos passaram a ler menos livros para fazer pesquisas e trabalhos escolares. Realmente isso atrapalha de certa forma o desenvolvimento dos estudantes, pois a facilidade e praticidade de buscar e encontrar informações tornou muito menos trabalhoso o estudo e assim menos proveitoso.
    O problema, é que as tecnologias estão presentes a todo o momento em nossas vidas. Trabalho, estudos, busca por informações entre outros, fazem com que tenhamos contato direto com facilidades.
    Porém, a decadência das leituras e das pesquisas baseadas em leituras de livros e consequentemente, o estímulo das nossas mentes, dependem um pouco do que cada pessoa e realmente quer. O que deve- se sempre ter cuidado, é em não estimular novos estudantes a aderirem somente às tecnologias atuais

    Daniel Casimiro

    28/05/2012 em 21:56

  25. A idéia de Gay Talese de que a internet amplifica e ao mesmo tempo prejudica as pessoas é correta. Podemos ver nos dias de hoje como as novas mídias digitais estão sendo banalizadas. As pessoas passaram a usar o computador, ipad’s, notebooks e derivados com certa discrepância, tornando um aliado do conhecimento como um mero passatempo. Várias coisas são feitas ao mesmo tempo e a atenção na maioria das vezes volta-se para coisas que não acrescentam conhecimento ao intelecto. Esse mal deve ser arrancado pela raiz, começando pelas crianças e adolescentes que aprendem desde cedo a manusear as novas tecnologias em escolas ou em casa. Esses aprendizes devem adquirir conteúdo e desempenhar atividades que contribuam para o conhecimento dele próprio e por que não para um melhor futuro midiático digital.

    Alexandre Rocha

    28/05/2012 em 22:13

  26. Nicholas Carr, ao colocar em pauta o papel da Internet no desenvolvimento intelectual humano, questiona algo pouco falado entre os entusiastas da tecnologia moderna. Será ela benéfica à formação do ser humano?
    Acredito que mensurar o papel da Internet em nossas vidas é fruto de uma análise individual da necessidade real de seu uso. Principalmente para os adultos que não cresceram acostumados a viver com a Internet dentro de nossos lares e de nossas vidas, creio que a tarefa de separar o “joio do trigo” em nossa relação de dependência com a tecnologia seja menos árdua, justamente porque já houve uma experiência anterior em que se vivia sem essa tecnologia. A grande preocupação deve sim ser voltada às novas gerações, que nasceram conectadas. Portanto, direcionar o ensino de um modo a ensinar as crianças o uso adequado das novas tecnologias é o mais adequado, evitando a dependência intelectual de nossos jovens a ferramentas como o Google, úteis, mas que devem ser usadas com moderação.

    Daniel Mastroiano

    04/06/2012 em 10:18

  27. Acredito que com esse avanço nas tecnologias as crianças e jovens perdem muito na questão de desenvolver um raciocínio das coisas lidas, vistas, entre outras. Hoje em dia uma criança de 8 ou 9 anos já estão usando um smartphone ou um tablet para fazer suas tarefas escolares, se conectar na internet, e ate mesmo para ler seus livros pela tela de um celular.
    Como o entrevistado disse sempre tem dois lados desse avanço. O lado bom em que você tem informações com mais velocidade, e na hora em que elas acontecem, porem tem o lado negativo, onde perdem uma boa parte da pouca cultura que elas possuem. Hoje você não vê um jovem com um bom livro na mão, ou em uma biblioteca para fazer seus trabalhos escolares, o jovem de hoje não sabe o que é isso, pra ele é bem mais fácil fazer seus trabalhos consultando o “Google”, ou lendo suas informações pela tela de um computador ou celular. Podemos dizer que os jovens de hoje não sabem o prazer de ler um livro, ou ate mesmo um jornal de domingo.
    Em minha opinião, essas tecnologias estragam sim as crianças e os jovens, pois perdem a oportunidade de aprender a gostar de ler um bom livro ou mesmo um jornal. Desde cedo são induzidas a usarem o tablet, ou ate mesmo um celular para obter as informações que precisam.

    Larissa

    04/06/2012 em 13:39

  28. A qualidade da informação que é absorvida na internet é diretamente proporcional ao interesse de quem pesquisa. O material, ou a ferramenta de comunicação, é menos importante que o conteúdo, e tudo é relacionado ao interesse do usuário ou pesquisador, não podendo generalizar que a internet nos tornou mais burros e preguiçosos. A internet facilitou a vida de todos nós em milhares de quesitos. Digitando algumas palavras no google é possível chegar direto ao ponto que se deseja, sem a necessidade de folhear um livro inteiro até encontrar o capítulo desejado. A segmentação do conhecimento não é de todo ruim. No mundo globalizado e capitalista em que vivemos é necessário manter-se atualizado sobre diversos assuntos e ter o conhecimento na palma da mão quando precisamos nos informar sobre algum tema. Burrice seria não usar toda essas ferramentes e tecnologias a favor do conhecimento.

    Caliandra Segnini

    04/06/2012 em 14:47

  29. […] a entrevista completa aqui. Compartilhe:EmailFacebookTwitterGostar disso:GostoSeja o primeiro a gostar disso post. […]

  30. Também acredito que somos mais propícios a dispersar quando estamos em frente ao computador. E acredito que isso é um fator natural, já que estamos diante de janelas que podem nos levar a uma infinidade de assuntos em questão de segundos.
    Não sei a receita do modelo ideal de como se utilizar o computador em sala de aula. Mas ainda acredito que ele pode ser bem utilizado.
    Ler um livro “analógico” é ainda uma maneira de nos desconectar da virtualidade. E duvido que esse hábito venha a entrar em extinção por conta dos e-books. Eu pelo menos prefiro ler no pedaço de papel, em vez da tela.
    De modo geral, o computador pode ajudar no aprendizado em sala de aula e como disse anteriormente, basta descobrir a melhor forma de utilizar esta ferramenta. Está lançado o desafio.

  31. Acredito que com os avanços que estamos tendo na parte da tecnologia e a dependência que passamos a ter da mesma, o hábito da leitura com base em livros vai diminuir cada vez mais. A facilidade que a internet transmite como, por exemplo, em pesquisas e a falta de tempo que hoje em dia temos para ler influencia muito na perda do habito da leitura convencional.
    Porém com a introdução de alguns equipamentos como táblets, algumas pessoas podem apenas migrar de tipo de leitura. Livros já são comercializados digitalmente e essa forma de leitura pode causar um interesse diferente nas pessoas.
    Acho que será difícil brecar essa transformação, pois as tecnologias digitais já estão cada vez mais dentro das escolas, das Universidades e como citado antes, o público que antes se interessava pela leitura impressa, hoje tem muito pouco tempo para a mesma.

    Daniel Casimiro

    11/06/2012 em 21:05

  32. Defendo o argumento do escritor norte-americano Nicolas Carr em relação a como a tecnologia está nos atrasando mentalmente.

    É claro que hoje a tecnologia nos traz a globalização. Conseguimos fazer várias coisas em apenas um clique. Mas esse é o grande problema. Não buscamos informações de variadas formas, estamos sempre satisfeitos com aquilo que encontramos na tela por ser fácil e rápido.

    Isso também está prejudicando nossas crianças, que cada vez mais estão deixando os brinquedos de lado, perdendo a cultura e vivendo de uma forma precoce com os famosos celulares e computadores.

    O segredo é saber usufruir dos grandes benefícios que a tecnologia nos traz sem deixar de lado os hábitos tradicionais de conhecimento.

    http://quemmexeunomeuparadoxo.wordpress.com/2012/06/10/comentario-sobre-a-entrevista-de-nicholas-carr-a-folha/

    Tamires Frasson

    11/06/2012 em 21:18

  33. Com a leitura da entrevista feita com o escritor norte americano Nicholas Carr, podemos observar, que ele enfatiza a importância e os benefícios que uma boa leitura de um livro pode trazer a uma criança, contudo defende ainda, a importância do uso das novas tecnologias e aos benefícios que a internet pode trazer ao nosso conhecimento. Ao mesmo tempo em que temos uma amplitude de conhecimentos de fácil alcance, como a internet, a mesma pode ser “prejudicial” ao aprendizado das crianças, pelo fato de muitas vezes não ser controlado o uso excessivo pelos pais.
    De fato, defendo a posição do escritor Carr, ao expor em “primeiro plano”, a importância que um simples livro pode trazer a vida de uma criança, que está em fase de crescimento, buscando novos “horizontes” e adquirindo aquilo que mais os convém.
    Não há como haver restrições enquanto ao uso inadequado da internet e as informações disponibilizadas aos usuários, porém pode haver um acompanhamento dos próprios pais ao orientar seus filhos, dos males que os mesmos podem encontrar neste meio que se popularizam cada dia mais.

    Jéssica Taboas

    19/06/2012 em 15:35

  34. Acredito sim que Nicholas Carr esteja certo em suas opiniões no qual defende.
    A internet é um meio muito amplo e complicado, pois de um ponto simples você pode chegar a um ponto muito difícil. Descordo apenas da resposta que ele deu em relação a proibir o uso de internet nas escolas. Acredito sim que tem que haver uma certa restrição para não causar danos ruins aos alunos, mas sem dúvida o uso da internet em escolas é muito útil, pois todo aluno aprende de uma forma prática estudar e ler, sem deixar os livros, mas eu acredito que estimula e muito o conhecimento, e o processo de crescimento do aluno.
    Sempre terá que existir um equilíbrio geral das coisas, dessa forma não só os alunos, mas todas as pessoas aprenderão que não é só com internet, mas com tudo na vida, ter o total controle de certas situações, sabendo lidar com ela da forma correta.

    Gabriela

    23/06/2012 em 19:10

  35. A questão da superficialidade tratada pelo autor, é de fato uns dos maiores problemas no desenvolvimento socio-educativo dos jovens e indivíduos na sociedade atual.
    Com uma quantidade tão grande e abrangente de informações, notícias e conteúdos sendos lançados sobre o indivíduo em portais, redes sociais, mensagens de texto e etc, observamos uma tendência de empobrecimento no conhecimento das pessoas, que cada vez mais se tornam reféns de meio eletrônicos, que em sua grande maioria são apenas “reprodutores” e “resumidores” de conteúdo. Dificilmente veremos um jovem com acesso a internet, buscar conteúdos e fontes de informação diretamente de livros, pesquisas científicas publicas em veículos físicos de informação.
    É necessário o ato de moderação da forma como os jovens utilizam tais meios eletrônicos, mas jamais a censura como é observada em países de cotidiano repressor e sem liberdade de expressão.

    Nícolas Bertate

    26/11/2012 em 19:57

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