teia de ideia [mídia e tecnologia]

Francisco Rolfsen Belda

Querida avó, lembra do Silvio?

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Exercício 2 – Minha vida digital

Fernando Barbosa

fernandobarbosa_mail@yahoo.com.br

Querida avó, tudo bem?

Espero que sim, por aqui está tudo ótimo, tudo cada vez mais corrido e “tempo” é artigo de luxo nos dias de hoje. Provavelmente quando a senhora receber esta carta lerá na calçada e comentará com seus vizinhos, enquanto crianças brincarão na rua com bola, peteca ou pique esconde.

Aqui onde vivo, por questões de segurança as crianças não costumam brincar na rua. Geralmente ficam entretidas em um aparelho que possui diversas funcionalidades que chamamos de computador. É uma ferramenta bastante útil nos nossos afazeres diários.

Eu não costumo assistir televisão; assisto meus programas preferidos neste aparelho que comentei. Não posso deixar de mencionar que a experiência de assistir tudo colorido também é uma novidade que a senhora ia gostar de ver. São muitas mudanças. Sabe o Silvio Santos? Ele continua por aqui fazendo a mesma coisa. Podemos enviar mensagens para a sua TV (sim, ele comprou uma TV) e a tecnologia possibilita uma interação maior com os programas, artistas e conteúdos produzidos.

Imagine que, para pegar uma receita de um programa de culinária não precisa mais de caneta. Através daquele aparelho que comentei é possível acessar a receita, comprar coisas no supermercado e eles entregam em casa. E não precisa pagar para o entregador, como a senhora faz com o leiteiro, não. Eles cobram direto da conta no banco.

Talvez não fique muito claro e é uma pena que a senhora não tenha telefone para eu contar tudo em detalhes; os telefones por aqui são fáceis de adquirir, tem até alguns móveis, podemos levar para qualquer lugar e (na maioria das vezes) funciona direitinho. Apelidaram eles de celulares. Em Portugal tem um nome mais amigável: telemóvel. Mais bonito, eu acho.

Os aparelhos de hoje estão diminuindo e os fios estão sumindo. Mas as funcionalidades estão aumentando. Os telefones que falei anteriormente, os celulares, quase não são usados para falar. Estranho né? Usamos mais para fazer conta na calculadora, agenda ou para ver a hora. Aliás, o relógio de pulso está cada vez mais sumido. E as relojoarias também.

Quase ninguém anda com dinheiro em espécie. Os bancos inventaram um cartão de plástico que possibilita pagar nossas contas e despesas diárias. Depois vem uma fatura pelo correio. Tenho a impressão que o único que ainda usa dinheiro em espécie é o Silvio Santos, jogando as notas para a platéia em forma de aviõezinhos. Ele continua fazendo seus programas aos domingos e tem uma popularidade impressionante.

Alguns amigos meus dizem que o Silvio já morreu e que a tecnologia possibilita a projeção da sua imagem e voz em novos conteúdos, mantendo o apresentador imortal.  Eles são brincalhões e não acredito muito neles, mas a tecnologia pode provar que eu estou enganado.

Escrito por Francisco Rolfsen Belda

10/11/2011 às 0:20

Publicado em TV Digital

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