teia de ideia [mídia e tecnologia]

Francisco Rolfsen Belda

Exercício. Comentário sobre entrevista de Raju Narisetti

com 23 comentários

Jornais de todo o mundo buscam ajustar seus modelos de negócio diante de novos hábitos de consumo de informação introduzidos pela internet e por novas tecnologias de publicação de conteúdo on-line. Leia a entrevista a seguir, de Raju Narisetti, editor-executivo digital do “Wall Street Journal”, publicada hoje pela Folha de S. Paulo. A seguir, comente o assunto respondendo à seguinte questão: Até que ponto o novo modelo de negócio adotado por grandes jornais de circulação mundial (como o WSJ, o NYT e a própria FSP) pode ser adequado e adaptado para o caso de jornais regionais brasileiros?

Entrevista – Raju Narisetti

Futuro do jornal exige modelo híbrido na web

CONJUGAR PUBLICIDADE E COBRANÇA POR ACESSO É O CAMINHO DA INDÚSTRIA, DIZ EDITOR DIGITAL DO ‘WALL STREET JOURNAL’, QUE PARTICIPA DE CONGRESSO EM SP

NELSON DE SÁ
DE SÃO PAULO

Para Raju Narisetti, editor-executivo digital do “Wall Street Journal”, os jornais que insistirem no modelo gratuito na internet, dependendo só de publicidade, não serão viáveis no longo prazo.

“O futuro da nossa indústria é algum tipo de modelo híbrido”, com receitas de assinaturas e de publicidade, afirma Narisetti, que vem a São Paulo para o 9º Congresso Brasileiro de Jornais.

Em entrevista por telefone, ele detalha a estratégia digital do “WSJ”, com “paywall” (muro de pagamento) para o site do próprio jornal, mas acesso gratuito para os demais sites do grupo.

Nascido na Índia e naturalizado americano, ele também comenta a janela de oportunidade que vê para os jornais dos países emergentes, como o Brasil, onde ainda há espaço para crescer na plataforma impressa.

Narisetti, 46, começou no indiano “Economic Times”, passou mais de uma década no “WSJ”, fundou o indiano “Mint” e comandou por dois anos a estratégia digital do “Washington Post”. Desde janeiro, está de volta ao “WSJ”.

Folha – Sua referência, para a estratégia digital do “WSJ”, é inovação. Como traduzir inovação para os jornais?
Raju Narisetti – Experiências criativas acontecem na intersecção de conteúdo e tecnologia. Minha definição de inovação é medida pela experiência que as pessoas têm com o conteúdo produzido por uma Redação.
A maioria das organizações noticiosas tem as mesmas coisas. Algumas têm mais “furos” ou análise, mas 90% tendem a ser iguais. Para se destacarem, os jornais dependerão do quanto engajem as pessoas.
Se elas vão para o “WSJ” na Olimpíada, a experiência da escrita, da análise, das artes, do vídeo da Olimpíada é o que vai trazê-las de volta, em vez de irem para o “New York Times” ou o “Financial Times”.

Como você conjuga o acesso pago ao site do “WSJ” com a gratuidade nos demais da rede, como o MarketWatch?
O “WSJ” é o nosso modelo de assinatura premium. E o MarketWatch é, digamos, nosso modelo de massa. O o conteúdo que oferecemos nesses sites é diferente porque atingimos públicos diferentes. Parte do objetivo é expor quem acessa o SmartMoney ou o AllThingsD, todos os nossos sites gratuitos, a parte do conteúdo do site premium. Mas eles também têm sua missão própria.
O MarketWatch concorre com o Yahoo Finance, portanto velocidade e outros elementos são importantes.

Como você avalia o modelo de “paywall” do “WSJ” e os outros hoje no mercado, como o poroso, do “NYT”, que permite acesso gratuito a determinada quantidade de links?
É difícil comparar, por algumas razões. Uma é que o “WSJ” sempre foi pago. Não tivemos de lidar com o desafio que modelos recentes enfrentam, como convencer as pessoas que vinham tendo algo de graça a pagar por ela, de uma hora para outra.
Outra é que nosso público tem interesse central em negócios e no impacto dos negócios em suas vidas. Logo, ele quer pagar pelo conteúdo. Por isso o nosso é um modelo pioneiro e bem-sucedido de cobrança.

E o “paywall” poroso?
O “paywall” que o “NYT” adotou é pouco diferente do nosso, mas é difícil comentar, pois os formatos de cobrança têm de ser muito direcionados ao modelo de negócios e ao público já existentes. Não tem como generalizar.
Vários jornais regionais americanos estão abraçando esse “paywall” sem fazer a sintonia fina com as necessidades de seu público. Terão muita dificuldade, pois parte do conteúdo pode ser acessada gratuitamente em outros lugares. E não têm marcas com a força necessária.

E a gratuidade adotada por jornais como o “Washington Post” e o “Guardian”?
Acho difícil acreditar que essas empresas serão viáveis no longo prazo se dependerem apenas da receita de publicidade. A oferta de espaço para publicidade é, vamos dizer, infinita. Qualquer um pode abrir um site, ele pode crescer rápido e oferecer uma alternativa aos anunciantes.
O futuro da indústria é um modelo de tipo híbrido. É o passado, o presente e o futuro do “WSJ”. Uma marca nacional gratuita é uma proposta de negócios que tenho muita dificuldade de entender, a essa altura, na história das empresas de mídia.

“NYT”, “FT” e o próprio “WSJ” têm buscado atingir um público global. Esse é um caminho?
Sim e não. Você precisa ter a marca e o conteúdo para ser um título global. Tem de atender às necessidades de muitos públicos diferentes. Nem todos podem se tornar marcas globais, não basta querer, porque isso exige investimentos significativos.
Temos, na família Dow Jones de criação de conteúdo, 1.800 jornalistas pelo mundo, o que torna difícil a concorrência para quem não tenha tal alcance. E não esqueça que a publicidade digital depende muito de atingir públicos específicos.
Ter um grande público global, mas com pequenos pedaços de público num monte de países, é até prejudicial para a sua posição publicitária.

Em 2007, você criou na Índia o jornal “Mint”. Quais são os desafios que emergentes como Índia, Brasil, talvez China, enfrentam no setor de jornais?
É difícil juntar Brasil, Índia e China na mesma categoria e dizer que têm desafios similares. O que todos têm é uma oportunidade similar: população jovem, taxa crescente de alfabetização, ampliação da renda e parte da população se tornando mais globalizada, querendo mais informação.
Há espaço para aumentar o público leitor do impresso, pois a infraestrutura de internet não é tão desenvolvida. Os hábitos de leitura ainda são voltados para o papel. Mas é claro que as mudanças digitais vão impactar esses mercados. Espero que se previnam ao ver o que está acontecendo para evitar os erros que as organizações ocidentais de mídia cometeram na transição digital.

Há pouco você levou a estrategista de mídia social do “NYT” para o “WSJ”. Qual é sua política para as redes sociais?
Liz Heron já havia trabalhado comigo no “WP”. Nós nos reunimos no “WSJ” pois sentimos que havia uma oportunidade global para socializar o nosso conteúdo, não só em inglês, mas em diferentes línguas, com impacto bem maior. Já somos inovadores, estamos entre os líderes no uso de Instagram e Twitter, e estamos acelerando.
A minha visão pessoal sobre mídia social é que Twitter, Facebook e todas essas plataformas são tecnologias que precisam servir às nossas necessidades de negócios. Não pode ser o contrário, com os nossos negócios servindo às necessidades delas. Acredito que mídias sociais podem ser um modo efetivo de espalhar o nosso conteúdo e trazer as pessoas, de gerar assinaturas a partir de nosso conteúdo.
As redes sociais são a ferramenta para isso. E também queremos participar da conversa, pois acreditamos que o nosso conteúdo, tanto o pago como o gratuito, tem valor tanto para os assinantes como para os não assinantes.

Escrito por Francisco Rolfsen Belda

20/08/2012 às 18:44

23 Respostas para 'Exercício. Comentário sobre entrevista de Raju Narisetti'

Acompanhe os comentários com RSS ou TrackBack para 'Exercício. Comentário sobre entrevista de Raju Narisetti'.

  1. A entrevista concedida pelo editor-executivo digital do “Wall Street Journal”, Raju Narisetti, publicada pela Folha de S. Paulo, revela um lado do Jornalismo ainda desconhecido por nós, ou pelo menos pouco comentado, o acesso pago à notícia.

    Sinceramente, antes da leitura da entrevista de Raju, pouco havia refletido sobre essa nova modalidade de acesso ao conteúdo jornalístico. Talvez para a realidade brasileira, o pagamento para ter acesso ao conteúdo noticioso pode ser um pouco utópico, sendo que a situação financeira da maioria da população, em que pese o crescimento econômico dos últimos anos, não tem como prioridade a notícia, mas sim levar alimento à mesa de suas famílias.

    Contudo, Raju oferece uma visão mais técnica do pagamento para ter acesso à notícia. Ele revela um mercado específico, onde quem paga para ler a notícia é quem tem interesse econômico na informação para fazer com que o seu negócio venha a crescer.

    Nesse sentido, muda-se o enfoque sobre o pagamento pela notícia, já que, agora, se acessa ao jornal pago não somente pelo simples fato de ler e manter-se informado, mas como uma necessidade imposta pelo mercado e pela concorrência, em um cenário onde quem tem a informação tem o poder econômico.

    Entretanto, Raju toca em outro ponto importante, as redes sociais. Ele é enfático ao entender que a utilização das redes sociais deve ser voltada para acrescentar dinâmica aos negócios, o que torna-se uma visão bem produtiva acerca de uma ferramenta que é usada pela maioria massacrante das pessoas para fofocar e estar por dentro da vida alheia.

    Assim, depois da entrevista de Raju, pensar em pagar para ter acesso ao conteúdo de um jornal, nã é mais uma monstruosidade, mas sim uma opção para quem quer utilizar essa ferramenta, bem como as redes sociais, de maneira produtiva para alavancar o crescimento dos negócios.

    Daniel Mastroiano

    17/09/2012 em 21:53

  2. A entrevista concedida pelo editor-chefe digital do Wall Street Journal à Folha de São Paulo, demonstra com clareza, algo para o qual os brasileiros pouco olharam até aqui: a distribuição de conteúdo jornalístico pago.
    O grande problema é que, exatamente como ocorre com qualquer produto no mercado, quando há o oferecimento de algo com gratuidade, é muito difícil que se consiga uma reversão dessa situação e o mesmo produto possa ser oferecido de modo pago ao cliente.
    Com isso, fica evidente que ao buscar colocar um produto jornalístico no mercado, isso deva ser feito de modo muito bem planejado para que a publicação não fique refém da sua própria política de distribuição de conteúdo e por vezes, inviabilize a continuidade do negócio. Em resumo, se a empresa jornalistica resolve ir ao mercado oferecendo conteúdo gratuito, deve ter um respaldo econômico (de regra oriundo de publicidade) consitente para que a publicação sobreviva.

    Paulo H. R. Cardozo

    17/09/2012 em 22:26

  3. http://annadavilla.wordpress.com/2012/09/21/comentario-entrevista-raju-narisettieditor-executivo-digital-do-wall-street-journal/

    Muito boa! Esclareceu muito a respeito de como se pode administrar conteúdos, e quais os fatores relevantes para o usuário, além dos já tão conhecidos: interatividade e compartilhamento. O editor explica quais os critérios do leitor americano para pagar pelo conteúdo. É possível educar (acostumar) o leitor, assim como alimentar aquele já educado com as informações que para ele tem valor, e cobrar por isso. Apresentando uma visão mais realista e bastante atualizada sobre a função dos veículos e usuários, Narisetti parece bem seguro quanto ao futuro do jornalismo, diferente de outros que já li cheios de melindres e ilusões. Para concluir, aponta a função inicial do Twitter (antes de virar febre) como sua missão mais importante acrescentando seu “primo distante” Facebook: servir aos negócios e não o contrário, que pode até parecer bom e independente, mas inviável.

    http://annadavilla.wordpress.com/2012/09/21/comentario-entrevista-raju-narisettieditor-executivo-digital-do-wall-street-journal/

    Anna d'Ávilla

    21/09/2012 em 9:12

  4. Em um primeiro ponto, concordo com o editor-executivo digital do “Wall Street Journal”, Raju Narisetti, quando diz que os jornais que insistirem no modelo gratuito na internet, dependendo só de publicidade, não serão viáveis no longo prazo. Muitas pessoas têm interesse em ver negócios e notícias diferentes que abrange diversos assuntos; eles procuram por velocidade e qualidade, e muitas vezes o conteúdo gratuito não oferecido essa procura, nesse sentido, é preferível pagar pelo conteúdo e ser bem sucedido, ao invés de ter um modelo gratuito na internet e não ser correspondido às procuras de interesse.
    Raju Narisetti quando afirma que “a definição de inovação é medida pela experiência que as pessoas têm com o conteúdo produzido por uma Redação”. A maioria das notícias tendem a ser iguais; para sair dessa congruência, os jornais dependerão do empenho e interesse das pessoas. Para atingir um público global, é preciso entender às necessidades de diversos públicos diferentes, sendo assim, exige um investimento significativo.
    Raju explica que no caso da Índia e China, o meio impresso tende a aumentar seu espaço, pois a infraestutura e a tecnologia na informação não são bem desenvolvidos, sendo o público alvo, os jovens, tornando-se mais globalizados, querem mais informações. Para ele, as redes sociais precisam adaptar-se às necessidades do navegador. A mídia social é um grande instrumento para difundir o conteúdo/informação e trazer as pessoas para pagarem pelo conteúdo, atingindo às expectativas de cada leitor.

    Bruna Fernandes Galo

    23/09/2012 em 10:56

  5. Bom dia professor! Este é o meu comentário sobre a entrevista e o link dela no blog;
    http://larissamestieri.wordpress.com/2012/09/23/comentario-sobre-a-entrevista-de-raju-narisetti/

    Comentário sobre a entrevista de Raju Narisetti

    A maioria das pessoas acreditam que o jornal impresso está com os dias de vida contados, mas Raju acredita que esses jornais não são viáveis a longo prazo, pois o espaço publicitário na rede é infinito, qualquer site pode ‘roubar’ a publicidade de um jornal.
    Além do WSJ ser um bom veiculo de comunicação, seu acesso nunca foi gratuito e na minha opinião as pessoas aceitam melhor pagar algo sempre do que pagar algo que já foi de graça. O WSJ já passava confiança nas pessoas, por isso ela não precisavam ter acesso gratuito para comprovar a qualidade.
    As redes sociais não servem apenas para comunicação, elas se tornaram essências em empresas, tanto para receber informações quanto para divulgá-las. Dessa forma o conteúdo é passado tanto para os assinantes quanto para os não assinantes, mas o custo dessas informações na rede sociais não é significativo quanto as informações disponíveis no site.

    Larissa Mestieri

    23/09/2012 em 11:59

  6. Boa tarde professor, segue abaixo link do blog e meu comentário. Obrigada.

    http://taianavassoleri.wordpress.com/2012/09/23/comentario-sobre-a-entrevista-de-raju-narisetti/

    Um assunto na área jornalística realmente um tanto inusitado, a notícia paga ao invés de gratuita. Acredito que poucos jornalistas brasileiros refletiram sobre esse método de acesso a noticia paga. E é isso que Raju Narisetti expõe, o pagamento pela noticia, mas com um público alvo para isso, pagará pra ter o acesso quem tem interesse maior.
    Outro ponto de vista de Narisetti muito valioso é sobre redes sociais como Facebook e Twitter. Ele mostra uma nova realidade para as pessoas sobre o funcionamento desses veículos, que como ele menciona “essas mídias sociais são tecnologias que precisam servir às nossas necessidades de negócios e não pode ser o contrário, com os nossos negócios servindo às necessidades delas”. Deixaria de ter um interesse pela vida alheia e passaria a ser um interesse produtivo pela informação e consecutivamente acrescentando os negócios.
    Suas ideias expostas nessa entrevista são bastante validas. Mas dependerá muito do interesse das pessoas, pois estão mais que habituadas a ter informação em primeira mão sem pagar por isso.

    Taiana

    23/09/2012 em 15:13

  7. http://quemmexeunomeuparadoxo.wordpress.com/2012/09/23/comentario-sobre-a-entrevista-de-raju-narisetti-a-folha/

    O editor-executivo digital do “Wall Street Journal”, Raju Narisetti, acredita que se os jornais insistirem no modelo gratuito na internet, dependendo só de publicidade, não serão viáveis no longo prazo. Para ele, muitos países emergentes, como Brasil, tem espaço para crescer na plataforma impressa e acredita que isso é uma janela de oportunidades para os jornais.
    O segredo está em investir em conteúdo e tecnologia, sabendo que 90% das organizações noticiosas tender a ser iguais. Para se destacarem, os jornais dependerão do quanto engajem as pessoas.
    Na entrevista concedida ao Jornal Folha de S. Paulo, Raju Narisetti comenta as diferenças entre os modelos de jornais pagos e gratuitos, como o WSJ, que é o modelo de assinatura Premium, e o MarketWatch, que é o modelo de “massa”. Ele explica que os conteúdos disponibilizados nesses jornais são diferentes, pois atingem a públicos diferentes. Outro fator que torna o WSJ um bom veículo de comunicação, é o que ele sempre foi um modelo pago, e isso não afastou os leitores, que poderiam recusar a pagar uma coisa que um dia já foi gratuito.
    Sobre as redes sociais, Raju Narisetti acredita que se elas forem utilizadas de forma a servir às necessidades de negócios, elas serão um modo efetivo de espalhar o conteúdo e gerar mais assinaturas.
    Em relação ao novo modelo de negócio adotado por grandes jornais de circulação mundial, como o WSJ, eu acredito que pode ser adequado e adaptado para o caso de jornais regionais brasileiros, já que as oportunidades vêm crescendo no nosso país: população jovem, taxa crescente de alfabetização, ampliação da renda e parte da população se tornando mais globalizada, querendo mais informação.
    Como isso, há espaço para aumentar o público leitor do impresso, pois a infraestrutura de internet não é tão desenvolvida. Os hábitos de leitura ainda são voltados para o papel. Mas é claro que as mudanças digitais vão impactar esses mercados.

    Tamires Frasson

    23/09/2012 em 19:36

  8. O jornalismo online é uma área que passa por diversas mudanças ao decorrer do tempo. Talvez o principal motivo dessa mutação seja a melhoria nas tecnologias digitais, principalmente da internet; ou seja, conforme ocorrem as evoluções digitais o jornalismo também muda sua face e depende de novas alternativas para manter os lucros.
    Para o editor-executivo digital do Wall Street Journal, Raju Narisetti em entrevista à Folha de São Paulo, a tendência é que as assinaturas para receber conteúdos jornalísticos sejam a melhor alternativa no que diz respeito à obtenção do melhor lucro com o jornalismo online.
    Até o momento percebe-se que no Brasil os veículos dependem muito dos anúncios publicitários, porém isso poderá mudar futuramente devido ao fato de o país seguir culturas mais evoluídas, como a dos Estados Unidos da América (EUA). Entretanto essa experiência de sites “venderem suas informações” através de assinaturas pode ser algo traumatizante no início se feito de forma errada.
    Para que o processo dê certo no Brasil deve haver um planejamento muito bom pois, a população não está acostumada a pagar pelas informações que acessa e, além disso, a maioria dos brasileiros não tem o mesmo interesse intelectual para buscar informações que outros povos têm, como noruegueses, ingleses ou norte-americanos por exemplo. Talvez, esse ainda não seja o melhor momento para os sites jornalísticos do Brasil se adequar ao meio de comunicação onde se paga pela notícia.
    Se este perfil chegar ao país não será para todos os websites, mas sim para os grandes veículos, pois a tendência é de o leitor ser bem seletivo ao escolher de onde virão suas notícias. Como resultado, os pequenos veículos jornalísticos serão obrigados a continuar operando da mesma maneira. Uma palavra resume o que deve ser feito para que a experiência não seja um fracasso no Brasil: Planejamento.

    Fábio Penariol

    23/09/2012 em 21:07

  9. ENTREVISTA DE RAJU NARISETTI

    De acordo com Raju Narisetti o “Wall Street Journal”, é um Site um modelo de assinatura Premium um modelo de massa. Os jornais que insistirem no modelo gratuito na internet, dependendo só de publicidade, pode não dar muito certo, já o futuro modelo hídrico “WSJ” terá receitas de assinaturas e publicidades.
    O conteúdo oferecido nesse site é diferente, pois atingirá públicos diferentes, público esse que tem interesse central em negócios e no impacto dos negócios em suas vidas. E não tem duvidas que logo, irão pagar pelo conteúdo. Afirma Narisetti.

    Não temos duvidas que a população a cada dia esta se tornando mais globalizadas e ansiosas atrás de noticias, como criaram hábitos de leituras no jornal impresso logo também vão surpreender com as mudanças digitais que ira impactar esses mercados.

    Em um modo geral se a mídia social (Twitter e Facebook) e todas essas tecnologias precisavam servir a necessidades de negócios, nunca ao contrário assim os negócios serviriam a ela também. E não temos duvidas que essa ferramenta possa ajudar a veicular o site “WSJ” fazendo com que as pessoas possam conhecer o conteúdo, tanto pago, como o gratuito, todos tem um grande valor tanto para os assinantes como para os não assinantes. Finaliza .

    daianelciano

    23/09/2012 em 23:28

  10. A entrevista de Raju Narisetti, mostra que ele é inovador, o que para o jornalismo isso é muito importante. Se destacar no meio de tanta gente e jornais e uma forma de mostrar a notícia de outro ângulo. Sobre este método, o “jornalismo pago”, eu concordo com Narisetti no ponto em que não dá para viver só publicidade. E após ler essa entrevista, acabei vendo de uma forma benéfica pagar por informação, já que o leitor que está lendo a notícia está realmente interessado nela. A melhor forma de informação é quando ela repercute no leitor. No entanto, acho que ainda é cedo para pensar em adotar este método no Brasil por exemplo, pois a maioria ainda não estaria preparada.
    Na verdade tem que haver um misto, o jornalismo precisa da publicidade, assim como precisa também deste novo método, inovação sempre é bem vinda mas as mudanças têm que ocorrer aos poucos.

    Simone Silva

    24/09/2012 em 0:10

  11. Bom dia professor, segue abaixo o meu comentário da entrevista, e o link do meu blog com a postagem.

    http://jessicataboas.wordpress.com/2012/09/24/comentario-da-entrevista-de-raju-narisetti/

    att
    Jéssica

    A entrevista de Raju Narisetti, faz refletirmos sobre a nova existente modalidade de acesso ao conteúdo jornalístico hoje no mercado. Como sabemos uma grande parte dos brasileiros não possuem boas condições para ter acesso a um conteúdo que lhes traga informação sendo pago, mas existem outras pessoas que optam muitas vezes ao conteúdo pago, por ser até mais acessível, restrito, e possuir uma abrangência maior de informações, do que os gratuitos. Pois sabemos, que a maioria da população possui um interesse em ver notícias diferentes, ou seja, assuntos abrangentes. As pessoas cada vez mais, procuram pela rapidez e por um conteúdo de qualidade por necessitarem disso, mas, muitas vezes o conteúdo do qual temos acesso, não nos oferece “todos os benéficos”, do que um pago ofereceria, e isso faz com que, pessoas dependentes dessas informações optem pelo novo, ou seja, pelo pago.
    Narisetti se porta com muita segurança quando se refere ao futuro do jornalismo. Entretanto, cita outro ponto muito importante nessa história, as redes sociais, que segundo ele, devemos a utilizar para um crescimento até profissional e não usar como um meio de fofocas alheias.
    Ainda nesta entrevista, conta que é bem possível, as pessoas se acostumarem com informações de valores, e cobrar por isso. Contudo, oferece ainda, uma visão técnica do pagamento para se ter acesso à notícia. Ele apresenta um mercado bem específico, onde aquele que paga para ter acesso à notícia é o que realmente tem o interesse da economia da informação, vendo nisso uma oportunidade de crescimento.
    E depois de todo esse aprendizado “digamos”, começamos a enxergar o real. Que hoje pagar para ter acesso a um conteúdo bom, não é mais assustador para as pessoas. Pois aquele que tem o interesse e busca pelo melhor, escolhe dentre vários, o melhor para si.

    Jéssica Taboas

    24/09/2012 em 9:54

  12. http://analyvieira.wordpress.com/2012/09/24/comentario-sobre-a-entrevista-de-raju-narisette/

    A entrevista do editor executivo digital do “Wall Street Journal”, Raju Narisetti, publicada pelo jornal Folha de São Paulo, revela um assunto pouco discutido entre os brasileiros, o pagamento para obter notícias jornalísticas.

    O Brasil é um país que evolui devagar, onde muitas pessoas ainda passam fome, são analfabetas e o índice de pobreza, também é grande. Com isso, acredito ser difícil o país se adequar a este tipo de pagamento, já que a maioria dos brasileiros têm uma infinidade de contas a pagar.

    Em entrevista, Raju revela que há um interesse de mercado específico para venda de notícias onde quem compra, compra com interesse profissional para p crescimento de uma empresa ou negócio, assim, muda-se completamente o segmento da entrevista o pagamento por notícias em empresas se torna um diferencial e acaba oferendo a esta empresa o poder de informar.

    Raju, também comenta sobre as redes sócias e que elas devem se aliar as empresas para que o trabalho seja dinamizar os negócios já que as redes sócias são usadas por quase todas as pessoas, assim, a participação delas nas empresas causará mais produtividade.

    Enfim, após o esclarecimento sobre o pagamento para ter acesso á noticias, esta proposta tem a sua importância, já que a finalidade deste pagamento é outra, este tipo de serviço torna-se mais aceitável no Brasil, que precisa crescer muito.

    Analy Prata Vieira

    24/09/2012 em 11:43

  13. […] a entrevista completa aqui. Share this:ImprimirEmailTwitterFacebookGostar disso:GosteiSeja o primeiro a gostar […]

  14. A entrevista do editor-executivo digital do Wall Street Journal, Raju Narisetti, para a Folha de S. Paulo, mostra para os leitores a importância da distribuição de conteúdo jornalístico pago na internet.
    Segundo Raju os sites que sobrevivem apenas de publicidade não serão viáveis em longo prazo. Devo concordar com ele, afinal o espaço publicitário na internet não é dos mais caros, e a assinatura de conteúdo online seria uma ótima forma de manter um bom site jornalístico.
    No Brasil a assinatura de conteúdo jornalístico online ainda não se popularizou, mas esse é um mercado que deve ganhar cada vez mais espaço no país.
    Raju também falou da importância das mídias sociais para os veículos de comunicação. Para ele essa é uma forma de espalhar o conteúdo e trazer mais assinaturas. E mais uma vez ele está correto, pois as redes sociais são utilizadas por milhões de pessoas todos os dias, e divulgar notícias no Twitter e Facebook pode ser um ótimo caminho para o sucesso.

    http://luiznetooficial.wordpress.com/2012/09/24/comentario-sobre-a-entrevista-de-raju-narisetti-a-folha-de-s-paulo/

    Luiz Pereira Pardim Neto

    24/09/2012 em 14:17

  15. Professor, segue o link do meu blog e meu comentário

    http://rafaamacedo.wordpress.com/

    Para os mais pessimistas, o jornal impresso tem seu tempo de vida correndo contra o relógio e para isso as novas tecnologias influenciaram e muito. Hoje para os jornais impressos se destacarem, segundo entrevistado Raju Narisetti – editor-executivo digital do “Wall Street Journal”, eles dependerão do quanto engajarem as pessoas, ou seja do quanto forem interessantes à ponto de prenderem a atenção e despertar a curiosidade para a compra.
    Para Raju, os jornais que disponibilizam gratuitamente os suas notícias não terão um retorno viável futuramente, principalmente aqueles sites que vivem de publicidade.
    Pagar para ter informação, em minha opinião, faz com que você escolha a melhor fonte de informação e não seja vítima de veículos tendenciosos que costumam aparecer vez ou outra.
    Não é segredo que a situação econômica do povo brasileiro melhorou, a classe C cresceu, e com isso a circulação de informações pagas seriam um pouco maiores, no entanto sabe-se também que vivemos em um país onde a leitura é pouco valorizada, seja ela impressa ou tecnológica, o que dificultaria a venda dessas informações.
    Outro ponto abordado é a presença dos profissionais nas redes sociais, uma vez que precisamos adaptar as plataformas tecnológicas para servirem às nossas necessidades de trabalho, não que nossos trabalhos sirvam às necessidades delas. As mídias sociais tem que ser algo que aproxime o cliente, espalhe o serviço e gere novos negócios.

    Rafaela

    24/09/2012 em 15:30

  16. Entrevista – Naju Narisetti
    Em entrevista concedida a Folha de São Paulo, o editor – executivo digital do “Wall Street Journal”, Raju Narisetti, expõe o seu ponto de vista a respeito da gratuidade na internet e explica porque os jornais que vivem apenas de publicidade não serão viáveis em longo prazo.
    Segundo Narisetti o futuro da indústria do jornalismo depende de um modelo híbrido, um equilíbrio entre assinaturas e publicidade.
    Talvez essa seja uma boa solução para os jornais online. O problema, assim como Narisetti ressaltou, é convencer as pessoas a pagarem por algo que antes era totalmente gratuito.
    Seria um problema maior ainda ter que adaptar esse novo modelo para jornais regionais brasileiros. Aqui nem todas as pessoas possuem o hábito, ou o tempo, de ler jornais diariamente, e a facilidade que a internet promove ao poder acessar essas páginas gratuitamente em qualquer lugar, acaba influenciando a leitura, uma busca maior por informações. Talvez a cobrança possa desestimular o interesse desses leitores.
    Isto não acontece com os leitores do “WSJ” porque ele sempre foi pago, é um modelo bem sucedido de cobrança, como ressalta o editor-executivo.

    Edna Moreira

    24/09/2012 em 15:32

  17. O comentário e o link do blog professor!

    http://jonatandutra.wordpress.com/2012/09/24/entrevista-naju-narisseti-comentario/

    A entrevista de Raju Narisseti, nos da a impressão de que os dias do jornal impresso estão cada vez mais contados, até pelo crescimento da mídia on line. Para o meio e comunicação impresso dar certo hoje em dia, tem que ter um trabalho de marketing muito forte e saber usar as redes sociais ao seu favor. Já que o público alvo agora são os internautas, os jornalista estão cada vez mais interligados por meio de Twitter e Facebook. No Brasil, por exemplo, são poucas pessoas que tem o hábito e tempo de ler um jornal, com a internet tudo ficou mais fácil e prático, já que ela pode ser acessada em qualquer lugar, basta ter um celular, iphone ou tablete para que as pessoas estejam on line. É de fato, assustador o crescimento da internet, o futuro é ali e se os meios impressos não tomarem providências vão ficar para trás.

  18. A gratuidade da informação nos meios de comunicação abordado na entrevista do Raju Narisseti é interessante, pelo fato do planejamento. Nos EUA, a cobrança em cima da notícia foi algo planejado e estudado, sem dúvidas. Não quero dizer que esse modelo implantado na Folha de São Paulo é inferior ou superior estrategicamente ao da terra do Tio Sam. Entretanto, o que é preciso analisar, além da estratégia, é o conteúdo disponível nesses grandes jornais. Eu acredito que estamos em uma fase de transição e vai demorar um pouco para os outros jornais incorporarem esse jornalismo “pago”.

    A Folha, por exemplo, possui um conteúdo riquíssimo de informações para o leitor usufruir. Não é exagero haver um limite de notícias grátis a serem lidas, pois se o veículo de comunicação proporciona uma vasta opção de notícias e assuntos é justo. O problema é a cultura do brasileiro que precisa mudar. Ele precisa saber que precisa da notícia e que em breve os sites cobrarão por isso. Os grandes jornais precisam de recursos financeiros, pagar seus funcionários. Em contra partida, se inserir a cobrança em seus portais, os jornais devem também diminuir suas publicidades, que poluem e “bombardeiam” o leitor quando está com a página da web aberta.

    Enfim, acredito ser um processo longo, no qual, todos os jornais irão aderir, porém será necessário a conscientização do leitor em pagar por um conteúdo que necessita se manter financeiramente e por um bom conteúdo. Aos jornais, oferecer conteúdos diferenciados e enriquecedores é fundamental, diminuindo também os banners de propaganda. Acredito que os jornais regionais serão os últimos a aderir esse novo modelo comercial. Se isso realmente acontecer acredito que irá demorar um pouco, pois, para implantar um modelo de negócios desses, os grandes jornais terão que estar já inseridos nesse modelo e obtendo sucesso.

    Alexandre Rocha

    25/09/2012 em 10:10

  19. […] http://www.teiadeideia.com.br/2012/08/exercicio-comentario-sobre-entrevista-de-raju-narisetti/#more-… Share this:TwitterFacebook Publicado em Tecnologias Digitais por Celso Luís. Marque Link Permanente. […]

  20. O comentário e o link do blog:

    Como já acontece em alguns jornais norte-americanos, como “The New York Times” e “Wall Street Journal”, a “Folha de S.Paulo” também adotou um modelo de cobrança para suas notícias online, conhecido como “paywall”, ou “muro de cobrança”. O acesso ao portal não é mais gratuito, e sim cobrado. No caso da “Folha”, há um limite de notícias que pode ser lido de graça.

    É difícil saber se esse procedimento terá sucesso no Brasil. As medições de audiência dos sites podem nos dar uma ideia disso mais para frente. Por aqui, ainda há a ideia que a internet é livre e deve ser gratuita. Mas pode ser que, ao longo do tempo, essa cultura seja mudada. Afinal de contas, não é barato fazer jornalismo, e as empresas necessitam manter suas situações financeiras em dia.

    http://celsoluis.wordpress.com/2012/09/25/comentario-sobre-a-entrevista-de-raju-narisetti-a-folha-de-s-paulo/

    Celso Luís Gallo

    25/09/2012 em 12:24

  21. Comentário sobre a entrevista de Raju Narisetti
    As pessoas até podem pensar que o jornal impresso vai acabar, ou estão com os dias contados, mas ao contrario do que Raju acredita, que o jornal impresso não terá vida longa eu penso que o impresso nunca acabara, ao contrario dos sites o impresso esta ali, presente e incomodando a mesa do leitor, ele é um conteúdo palpável, o site não, por mais que o WSJ é um bom veiculo de comunicação, mas na minha opinião seu acesso nunca foi gratuito. O WSJ sempre passou confiança nas pessoas, por isso não precisa ter acesso gratuito para comprovar a qualidade e agilidade.
    Essenciais a rede sociais não servem só para relacionamentos, muitas empresas adotaram para ter informações e divulgar seu trabalho , por ser um método gratuito de levar informação e conteúdo as pessoas.

    Elizandra

    15/10/2012 em 9:56

  22. A entrevista concedida por Raju Narisetti, editor-executivo digital do “Wall Street Journal”, nos faz refletir um “novo” modelo de jornal, onde a notícia é paga, mesmo que pareça ilusório para a realidade brasileira, pode ser possível desde que se pense numa parcela mínima da população.

    Mesmo que não atinja um grande público, por que aqui no Brasil, a grande massa não se interessa nem pelos conteúdos gratuitos disponíveis por aí, pelo menos uma parcela de pessoas, que busquem se aprofundar em conhecimentos específicos e ter sucesso nos negócios, poderão fazer parte dessa parcela que paga pelo saber. Como já acontece na Folha de S.Paulo, que já cobra pelo acesso de algumas notícias.

    Acredito que antes de pensar na grande massa pagando para ter acesso à notícia, penso que é primordial investir na educação dos brasileiros. Só com uma mudança de comportamento, seguindo exemplo de países desenvolvidos, poderá ter sucesso por aqui este tipo de modelo proposto por Raju Narisetti.

    Fabianne Herênio

    25/11/2012 em 22:51

  23. A entrevista do Sr. Raju Narissetti, aborda temas vitais à sobrevivência de veículos de comunicação e distribuidores de conteúdo, pois faz uma análise do modelo gratuito e das iniciativas dos mesmos ao gerar materiais de caráter diferenciado e exclusivo para assinantes.
    Tal paradigma é algo essencial para sobrevivência dos mesmos, pois a receita proveniente de anunciantes dificilmente será capaz de manter tais grupos no futuro, demandando a necessidade de uma completa revisão dos modelos de negócios atuais.
    Baseado na entrevista do editor do “Wall Street Journal”, observamos que cada vez mais a convergência entre meios e conteúdos, a forma como o leitor recebe a informação em seus dispositivos móveis, como tablets, celulares e personalização desses conteúdos para os interesses deste consumidor, serão fatores imprescindíveis para a sobrevivência de tais empresas.

    Nícolas Bertate

    26/11/2012 em 19:47

Deixe uma resposta