teia de ideia [mídia e tecnologia]

Francisco Rolfsen Belda

Exercício de leitura de reportagem sobre planeta Marte

com 12 comentários

Leia os textos a seguir, publicados no caderno Ilustrada, da Folha de S. Paulo, dia 26/08/2012. Reflita sobre a linguagem utilizada na composição dos textos e em como seu conteúdo articula referências científicas, literárias e culturais para a representação da história da conquista desse planeta pela humanidade. Deixe, ao final, um comentário com suas impressões sobre o assunto. Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/62757-missao-marte.shtml

O que queremos desse planeta vermelho?

REINALDO JOSÉ LOPES
EDITOR DE “CIÊNCIA+SAÚDE”

Quem diria? A velha e dilapidada Nasa, que nem possui mais meios próprios de mandar pessoas para o espaço, acaba de mostrar que ainda tem espírito épico.

A prova é o pouso perfeito do jipe-robô Curiosity numa cratera de Marte no começo deste mês. Muito podia dar errado: grandalhão -do tamanho de um bugue de praia-, ele não tinha como descer pelo método usual da Nasa, que envolve recobrir as pobres sondas com airbags e deixá-las quicar pelos pedregulhos extraterrestres.

Em vez disso, numa operação complicadíssima, o Cu-riosity foi depositado no solo de Marte com uma espécie de guindaste voador, sem nenhum arranhão no processo.

A saga de verdade começa agora, contudo. O Curiosity é, disparado, o artefato mais complexo que terráqueos já conseguiram botar no chão de outro planeta. Com 17 câmeras, é a primeira sonda interplanetária capaz de fazer imagens em HD. Pode percorrer dois quilômetros por dia.

Trata-se de um laboratório sobre rodas, equipado, entre outras coisas, com canhão laser para pulverizar pedaços de rocha e sistemas que medem parâmetros do clima marciano, como velocidade do vento, temperatura e umidade… A lista é grande. Tudo para tentar determinar se, afinal de contas, Marte já foi hospitaleiro para formas de vida -ou quem sabe até ainda o seja.

TEM ALGUÉM POR AÍ?

Esta, claro, é a pergunta de US$ 2,5 bilhões (R$ 5 bilhões, valor do investimento na missão MSL, ou Laboratório de Ciência de Marte, como a jornada foi batizada).

Outros jipes-robôs mais modestos, como o Sojourner e os gêmeos Spirit e Opportunity, deram passos gigantes no sentido de demonstrar que Marte já foi mais “molhado”, com água corrente pela superfície bilhões de anos atrás.

Hoje também se sabe que o subsolo marciano, em especial nas calotas polares, abriga enorme quantidade de água congelada. E há pistas de que água salgada pode escorrer pela superfície do planeta durante o verão marciano, quando, em certos lugares, a temperatura fica entre -25o C e 25o C.

Mesmo na melhor das hipóteses, são condições não muito amigáveis para a vida como a conhecemos. Mas os cientistas têm motivos para não serem tão pessimistas, ambos baseados no que se conhece a respeito dos seres vivos na própria Terra.

O primeiro é que a vida parece ser um fenômeno tão teimoso, ao menos na sua forma microscópica, que aguenta todo tipo de ambiente inóspito, das pressões esmagadoras do leito marinho ao calor e às substâncias tóxicas dos gêiseres.

Além disso, se o nosso planeta for um exemplo representativo da evolução da vida Cosmos afora, isso significa que a vida aparece relativamente rápido quando um planeta se forma -mais ou menos meio bilhão de anos depois que a Terra surgiu (hoje ela tem cerca de 4,5 bilhões de anos).

Ou seja, teria havido tempo, na fase “molhada” do passado de Marte, para que ao menos alguns micróbios aparecessem antes de serem destruídos pela deterioração do ambiente marciano. Será que algum deles não deu um jeito de se esconder no subsolo e ainda está lá, segurando as pontas?

E, se a coisa aconteceu duas vezes neste quintal cósmico, quantas vezes não terá ocorrido Via Láctea afora?

***

Frases

“Os marcianos têm o que parece ser um único órgão auditivo atrás da cabeça-corpo, e olhos com alcance visual não muito diferentes dos nossos. Supõe-se que se comunicam por sons e gesticulação dos tentáculos. (…) Eles não usam roupa. Seus conceitos de ornamento e decoro são necessariamente diferentes dos nossos. (…) E, entre todas as coisas que trouxeram à Terra, não há traço ou sugestão do uso da roda.”

H.G. WELLS, em “A Guerra dos Mundos”, 1898

“Estou falando do teto do prédio da rádio, em Nova York. Os sinos que você ouve estão avisando que os marcianos se aproximam. Estima-se que 3 milhões de pessoas pegaram a estrada para o Norte. Evite as pontes para Long Island. Todas as comunicações com Nova Jersey pararam há 10 minutos. Não há mais defesas. Nosso exército foi aniquilado.

Esta deve ser minha última transmissão.”

ORSON WELLES, em adaptação radiofônica de “A Guerra dos Mundos”, 1938

“Marte tem apenas um pingo de água porque é muito pequeno. (…) Então a Terra tem que suprir não só para os colonos beberem e tomarem banho, para as indústrias e fábricas hidropônicas, como também para jogar fora às toneladas. Qual é a força propulsiva das espaçonaves? O que elas jogam para trás para que possam acelerar para a frente? (…) Qual o mais barato e mais abundante líquido disponível? Água, é claro.”

ISAAC ASIMOV, em “O Jeito Marciano”, 1955

“Marte era uma praia distante. E os homens chegavam a ela em ondas. Cada onda diferente, e uma mais forte que a outra. A primeira trouxe homens acostumados a espaços amplos, ao frio e à solidão, os homens do deserto e do campo (…). Marte não poderia atingi-los porque haviam sido criados para planícies e pradarias tão amplas quanto os campos arcianos.

Foram os primeiros homens. Todo mundo sabia quem seriam as primeiras mulheres.”

RAY BRADBURY, em “Crônicas Marcianas”, 1950

***

Missão: Marte

Maior inspiração dos clássicos de ficção científica, o planeta vermelho agora pode ser visto em fotos de alta definição que lembram mais um grande deserto do que uma grande ameaça

IVAN FINOTTI
DE SÃO PAULO

2012: O jipe-robô Curiosity pousa em Marte.

1877: Um minuto antes, Marte era só um planeta vermelho. Em seguida, o astrônomo italiano Giovanni Schiaparelli (1835-1910) avistou recortes na superfície marciana que se assemelhavam a cursos de água. A histeria dos canais. Sabia-se que Marte possuía calotas polares com gelo.

De repente, em 1895, o cientista inglês Percival Lowell (1855-1916) deu um salto mental: são canais de irrigação construídos por marcianos para trazer a água dos polos para os desertos vermelhos. A histeria dos canais (“canal craze”, em inglês).

E os extraterrestres eram, além de tudo, avançadíssimos. Afinal, os humanos haviam demorado dez anos para concluir, em 1865, o canal de Suez, no Egito, ligando os mares Mediterrâneo e Vermelho. E as trincheiras marcianas pipocavam a cada nova observação. Canais estavam sendo mapeados e nomeados às dezenas; logo seriam 200.

DELÍRIO

Terreno fértil para a ficção. Já em 1880, um astronauta visitava anõezinhos em Marte no livro “Across the Zodiac” (Através do Zodíaco), do inglês Percy Greg (1836-1889).

Em 1898, o inglês H.G. Wells (1866-1946) publicou “A Guerra dos Mundos”, com uma invasão marciana à Inglaterra. Os ETs de Wells eram parecidos com polvos, e seus tentáculos não demonstravam qualquer respeito à vida vitoriana.

A primeira metade do século 20 foi pródiga em marcianos, inclusive no cinema. Para testar seu cinetógrafo (câmera de cinema rudimentar), o cientista americano Thomas Edison (1847-1931, o inventor da lâmpada) produziu um filme cheio de efeitos especiais, em 1910. Nele, um cientista descobre como anular a gravidade e voa até Marte, onde se depara com gigantes que parecem árvores. O curta, mudo, está no YouTube (www.goo.gl/e85Nb).

Já a nascente União Soviética (1922-1991) fez política no longa “Aelita: Rainha de Marte” (1924), baseado em livro de Alexei Tolstói (1883-1945). Nele, um cosmonauta viaja de foguete e lidera as massas marcianas na derrubada do governo das elites. É ajudado pela rainha Aelita, que se apaixona pelo comunista ao vê-lo pelo telescópio.

HOMENZINHOS VERDES

A possibilidade de existência dos ETs ganhou ares de delírio em 1938, quando um rapaz de 23 anos chamado Orson Welles (1915-1985) aterrorizou os Estados Unidos ao ler no rádio uma adaptação da história de H.G. Wells. Descrevendo uma invasão em Nova York como se fizesse transmissões jornalísticas, o futuro cineasta Welles dizia que as forças terrestres estavam aniquiladas e que os nova-iorquinos estavam em rota de fuga pelas estradas. Como consequência, moradores da vizinha Nova Jersey fizeram o mesmo -de verdade.

Nos anos 1950, notícias de discos voadores sobrevoando fazendas e abduzindo moradores começaram a aparecer em jornais locais.

É dessa época a popularização do termo “little green men”, homenzinhos verdes, para designar os marcianos. A expressão, que já era usada ironicamente no século 19 para descrever alucinações, foi incorporada pelos autores de ficção científica. Tornou-se o estereótipo de alienígenas com antenas na cabeça.

Os sonhos de civilizações em Marte foram desmoronando aos poucos, com o avanço da tecnologia de observação. Os canais, afinal, não passavam de uma ilusão de ótica, resultado de telescópios pouco acurados e da tendência inconsciente de conectar pontos indistintos, como crateras e cadeias de montanhas, para criar algo compreensível, como uma linha.

CRÔNICAS

Grandes autores como os americanos Edgar Rice Burroughs (1875-1950), Isaac Asimov (1920-1992) e Philip K. Dick (1928-1982) escreveram aventuras passadas no planeta, muitas delas no futuro, quando os humanos assumem o papel de colonizadores. Uma dessas histórias, “O Vingador do Futuro”, baseado em obra de K. Dick, estreou em agosto no Brasil.

Mas, com o fim da ideia de civilizações nativas, a expressão “marciano” foi sendo abandonada. Coube ao cinema apontar novos caminhos. “Alien” (1979), de Ridley Scott, popularizou bastante o termo “alienígena”, enquanto Steven Spielberg escreveu a palavra “extraterrestre” na cultura mundial com seu filme “E.T.”, de 1982.

Na primeira de suas 26 “Crônicas Marcianas” (1950), o escritor americano Ray Bradbury (1920-2012) narra os efeitos da saída da primeira nave terráquea para a conquista da civilização de forma delicadíssima:

“Um minuto antes, era inverno em Ohio (…). Em seguida, uma onda de calor cruzou a cidadezinha. O verão do foguete. O ar quente redesenhou os cristais de gelo nas janelas. De repente, os esquis e trenós tornaram-se inúteis. A neve que caía do céu gelado sobre a cidade transformou-se em chuva quente antes de tocar o solo. O verão do foguete (…)”.

A respeito dessas crônicas, o escritor Jorge Luis Borges (1899-1986) anotou: “Como podem tocar-me essas fantasias, e de modo tão íntimo? Toda literatura (atrevo-me a responder) é simbólica; há poucas experiências fundamentais, e é indiferente que um escritor, para transmiti-las, recorra ao ‘fantástico’ ou ao ‘real’, à invasão da Bélgica em agosto de 1914 ou a uma invasão a Marte. (…) Bradbury colocou seus longos domingos vazios, seu tédio, sua solidão”. Como discordar do mestre argentino?

***

Invasão na cultura pop

Desde o século passado, quando cientistas viram canais em Marte, o planeta se tornou referência

INSPIRAÇÃO
Na última década do século 19, o cientista inglês Percival Lowell mapeou centenas de linhas em Marte e lançou a teoria de que se tratavam de canais de irrigação construídos por seres inteligentes, com o intuito de trazer água dos polos para o interior do planeta

MÚSICA
David Bowie chegou ao terceiro lugar da parada inglesa com o compacto “Life on Mars”, em 1973. Elton John também cita o planeta em seu hit “Rocket Man”, segundo lugar no ano anterior

LITERATURA
Em 1898, o inglês H.G. Wells lançou “A Guerra dos Mundos” (ao lado, a edição original; embaixo, uma versão em quadrinhos). Seguiram-se livros de autores como Asimov e Bradbury

CINEMA
Desde o longa político russo “Aelita: Rainha de Marte” (1924, acima, à esq.) até o recente “O Vingador do Futuro” (2012, ao lado), os marcianos bateram ponto no cinema terráqueo. A partir dos anos 1950, o setor trash se esbaldou, atingindo o pico com “Papai Noel Conquista os Marcianos” (1964, à esq.). Em 1996, Tim Burton brincou com o fenômeno em “Marte Ataca!”, com Jack Nicholson e Glenn Close

TV
Entre os anos 1940 e 1960, desenhos animados entraram na onda. A turma do Pernalonga ganhou a companhia de um temível alienígena, vestido como um centurião em referência ao deus romano da guerra que deu nome ao planeta. Pica-Pau também se envolveu com os ETs

 

Escrito por Francisco Rolfsen Belda

27/08/2012 às 18:04

Publicado em Jornalismo Científico

12 Respostas para 'Exercício de leitura de reportagem sobre planeta Marte'

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  1. O especial ‘Marte’, mostra claramente que o planeta vermelho, assim conhecido por muitos, desperta o interesse de gerações. O intuito de saber como é a superfície do planeta, quais são seus recursos e se há a possibilidade da existência de outras formas de vida, instiga o desenvolvimento de novas tecnologias e também a criatividade.
    Na área de desenvolvimento tecnológico tivemos grande avanço, devido que o robô recentemente aterrissado naquela superfície, possui um dos equipamentos mais modernos em filmagem, locomoção, laboratório e armamento (por possuir uma arma a laser para destruir obstáculos).
    Seguido do novo equipamento, vemos constantemente filmes e livros, atuais e antigos, que sempre estão sendo requisitados a fim de instigar cada vez mais a criatividade da população em relação ao “desconhecido”. O livro “Guerra dos Mundos”, é um dos mais conhecidos, mas para quem acredita que apenas Marte é um artifício do espaço que causa curiosidade, engana-se, os clássicos “Star Wars” (Guerra nas Estrelas- traduzido) ou o famoso “Guia do mochileiro das Galáxias”, também despertam grande curiosidade em relação ao infinito e tão desconhecido, inexplorado Universo.

    Naira Paschoal

    27/08/2012 em 20:20

  2. Textos interessantes e instigantes. Marte, assim como qualquer outro planeta do sistema solar (ou de outras galáxias), exerce facínio no ser humano. Pesquisas são feitas constantementes, agora, mais do que nunca, com o robô Curiosity, em um experimento até o momento muito bem sucedido.
    Por mais ignorante que seja minha pergunta, aí vai: No que isso ajudaria a Terra? No que mudaria a vida dos terráqueos? Particularmente, não vi uma real utilidade de tudo isso.

    christiano k.o.d.a.

    27/08/2012 em 20:30

  3. O que eu vejo nesses dois textos é uma retomada do conceito antigo de jornalismo que surge com a pretensão de ser ponte entre a informação e as pessoas. Essa mediação que é feita cotidianamente, as vezes se esquece da razão de existir. Não basta dispor as informações, é necessário apresenta-la de uma forma assimilável para o leitor. E estas duas matérias dão bons exemplos de como criar empatia com o leitor. Oras… Ao invés de apenas dar a noticia, os autores optaram por relembrar momentos importantes da relação humanidade x desconhecido (no caso Marte), explorando os mitos populares gerados pelo desconhecido e toda a industria pop que se apropriou desse imaginário para fazer dinheiro e história. Tão interessante quanto saber para onde as coisas estão indo, é saber de onde elas vieram, caso contrario caimos no risco de caminharmos para o mesmo local do inicio.

    O que poderia ser apenas mais um texto sobre a chegada de um robo em Marte, ganha força quando o leitor se vê no texto, lembrandos dos filmes, livros e cronicas que ja leu a respeito. E até mesmo para o leitor que não tinha acesso a tal conteudo, a matéria se faz interessante pos lança a sugestão, para os que estejam interessados no tema possam se aprodundar e acompanhar umpouco mais desse processo que as matérias contaram.

    Ao final de tudo, o resultado pode ser observado em um comparátivo básico com a cobertura do mesmo evento com os demais veiculos. Muitos deram a noticia, poucos conseguiram a façanha de pensar e fazer pensar com a mesma.

    Luan Emilio

    27/08/2012 em 20:31

  4. Marte há muito permeia com o imaginário e com a cultura humana. Na época dos gregos foi homenageado com o nome do deus da guerra, Ares (Marte para os romanos), devido a sua coloração avermelhada.
    O planeta ficou “esquecido” do público até meados do século XIX quando novas teorias passaram a mexer com o imaginário popular.

    Muito se especulava sobre o planeta vermelho, até os anos 70, quando as missões Voyager 1 e 2 enviaram fotos das “faces humanas” esculpidas no revelo marciano. Posteriormente, a Nasa alegou que estas formações não passavam de efeitos de luz e sombras que se assemelhavam a um rosto.

    O texto trata muito mais de Marte e seu poder no imaginário das pessoas do que seus dados enquanto quarto planeta a partir do Sol, e o mais semelhante à Terra.

    Gostei muito do texto e a maneira em que se tratou Marte no imaginário Popular. Entretanto, em termos científicos, acho que o texto deixou a desejar, pois não citou as primeiras missões que explorou nosso vizinho. Outros dados que senti falta, foi em relação à geologia, clima, relevo e as duas luas do planeta (Phobos e Deimos).

    Marte possui o maior vulcão do Sistema Solar (Monte Olimpus), com quase 22 Km de Altura, o planeta ainda possui um canion quase duas vezes mais profundo que o Grand Canion nos Estados Unidos.

    O clima marciano também poderia ser mais abordado, bem como as teorias de vida microbiana.

  5. Assuntos, matérias como essas interessam a todos. A curiosidade de conhecer como é o “planeta vermelho” é grande; recursos, superfície, a existência de outras formas de vida, etc.
    Com todo o interesse do público acarreta ao desenvolvimento de aparelhos tecnológicos, máquinas de inúmeras formas, tamanhos e até mesmo funções “nunca” vistas.
    Com o robô que foi enviado a Marte já foi um incrível avanço de tecnologia os equipamentos e funções que ele compõe é fantástico o laser para a identificação de obstáculos é extraordinário e mais outras funções.
    Fora as tecnologias, a porção de atrativos que contém hoje desde antigamente é bárbaro desde livros, filmes e até mesmo os brinquedos para as crianças acaba chamando a atenção dos adultos.
    São vários os instrumentos que possuí para o público ficar por dentro das novidades e assim fluir mais e mais a imaginação e despertar o interesse e os estudos para conhecer ainda mais o planeta terra e outros.

    TAMIRIS MARCHI BUNHOLA

    28/08/2012 em 12:02

  6. Pois é, Curiosity realiza a proeza mais próxima do que os mitos, lendas, sei lá o que, sempre relacionaram o planeta vermelho (habitado por homens verdes) com a Terra. É o mais próximo que podemos chegar em relação a filmes, crônicas, ‘papos’ e contos, além de várias áreas da cultura geral mencionavam. E essa relação, intercâmbio (será que podemos assim chamar?) só tende a estender-se e aproximar um planeta habitado por um Marte deserto. Realmente ‘curiosity’.

  7. Os textos mostram um jornalismo interessante e com bastante narrativa para instigar o leitor a querer saber mais sobre o assunto .A lingugem e o conteúdo desperta nos leitores sensações .Os textos podem ter um teor científico,mas consegue abordar de uma maneira simples e instigante sobre Marte,seus recursos,o robô Curiosity ,faz aguçar a curiosidade do ser humano não só com o jornalismo em si mas também com narrativa,como se eles pudessem fazer parte da história .

    Camila Servo

    02/09/2012 em 11:37

  8. Tudo o que envolve o espaço sideral tem sua popularidade baseada no misterioso, no que é desconhecido e na curiosidade humana, por isso, nada mais justo do que chamar o recente jipe-robô de Curiosity, que chega a Marte com a função de atender aos instintos primitivos dos humanos e satisfazer a nossa curiosidade sobre o tão popular planeta vermelho. Essa popularidade fica clara no texto acima, sendo um dos planetas mais visados pela literatura, pelo cinema e pela fantasia das pessoas.
    Apesar de não citado no texto, até na série mexicana cômica infantil de Chapolim aparecem os marcianos, que vêm com suas roupas prateadas e armas de raio laser capazes de fazer qualquer espécie de matéria se tornar apenas pó, isso sem falar nos discos voadores, também prateados, no formato circular mais clássico possível.
    Várias outras séries destacam as culturas de marte, aliás, a cultura do próprio espaço, de planetas que talvez existam, todas elas baseadas na nossa, com suas vantagens e desvantagens, com a mesma curiosidade em conhecer outras formas de vida (no caso, a da própria terra). Marte rendeu dinheiro para o cinema, para veículos de comunicação, escritores, diretores, grandes empresas e demais pessoas envolvidas com o tema.
    Camisetas do Curiosity já devem estar à venda, assim como canecas, copos, brinquedos, travesseiros, etc. O robozinho custou 5 bilhões de reais, porém vai gerar muitos dígitos financeiros também, o que não é nada curioso. Mas quem ganha com isso? Dificilmente vamos conhecer marte, dificilmente outros 5 bilhões de reais vão ser investidos para melhorar problemas sociais emergentes. Dificilmente vamos evoluir como humanos por causa disso. Talvez a curiosidade por outros planetas, outras formas de vida, seja apenas por não aceitarmos facilmente a nossa.

    Rodrigo Peronti Rodrigues

    03/09/2012 em 9:59

  9. Sem dúvida os textos têm como alvo principal trazer uma suposta definição do planeta marte a partir das informações das diversos estudos já realizados sobre o planeta.
    Como esse assunto desperta interesse a muitas pessoas, é onde outros canais como o cinema, literatura entre outros os exploram com maior intensidade.
    No campo jornalístico é um assunto cada vez mais explorado, mesmo ninguém sabendo de nada, pois como bem sabemos o campo científico a todo o momento é testado e explorado inúmeras vezes.
    Claro que saber se existe uma vida fora da que conhecemos é algo que desperta curiosidade até no mais leigo sobre o assunto (espaço, galáxias), com isso a também certo “enfeitamento” por parte de outras plataformas que se apropriam de tal interesse para disser como pode ser essa vida em outro planeta.
    Mesmo com bilhões em investimentos os órgãos espaciais não podem nem conseguem concluir nada, com isso essa incógnita ainda permanece vamos ver qual será a próxima “jogada”.

    Evandro Goulart

    08/09/2012 em 15:04

  10. Reinaldo José Lopes faz um texto crítico, que mostra as dificuldades da NASA para enviar instrumentos de medição eficazes para Marte. Para se achar no direito de escrever dessa maneira, o jornalista, no mínimo, precisou estudar os avanços e as experiências que deram errado na corporação (daí o conhecimento histórico dele presente na matéria).

    Palavras como inóspito, gêiseres, e outras que fazem parte da temática, mostram o grau de dificuldade e de precisão do jornalista. Apesar de utilizar essa linguagem (ideal para um público mais rebuscado), isso não quer dizer que pessoas leigas não entendam a mensagem que ele queria passar.
    As quatro frases publicadas por Lopes dão a entender, ainda, qual o objetivo dele: mostrar diferentes visões, de diferentes autores, ao longo de diversos anos. Isso quer dizer que ele está ligado em tudo o que gira em torno do assunto “Marte”.

    Na segunda parte da reportagem, denominada “Missão: Marte”, Ivan Finotti, entretanto, começa a escrever por outro ângulo: de forma cronológica. E na seção “Invasão na Cultura Pop”, o jornal Folha de São Paulo mostra como o tema faz parte do cotidiano (em teorias, na música, na literatura, no cinema e na TV) e como Marte desperta o interesse de gerações.

    Os textos acima, portanto, apresentam um jornalismo diferente do convencional. Eles foram escritos com o intuito de prender a atenção do leitor, principalmente por tratarem de uma curiosidade e por terem demandado tempo e estudo por parte dos jornalistas (e, por isso, merecem maior reconhecimento).

    Laís Françoso

    20/09/2012 em 17:44

  11. Faz tempo que Marte povoa o imaginário humano, seja pela proximidade com a Terra ou pela curiosidade de se saber se lá há vida, como cá na Terra, ou se ela já ocorreu em algum momento do passado. Entretanto, o que é vida? Como defini-la. Nosso modelo apenas já basta? É regra para todo o universo? São muitos filmes, livros e histórias que inspiram a especulação sobre a existência de homenzinhos verdes, que talvez possam até fazer um rally com os jipes e outros veículos de pesquisas que os terráqueos enviam lá para aquele planeta, chamado de vermelho, apesar da coloração laranja bem carregado, zombando da nossa incompetência em conseguir encontrá-los. O ser humano desenvolve os aparatos tecnológicos mais avançados e se utiliza de cálculos de altíssima precisão para enviar sondas e material para “bisbilhotar o quintal do vizinho”. Hoje já sabemos alguma coisa sobre o ambiente de lá. Tudo bem que na formidável imensidão do universo, Marte está localizado há bem menos do que um passo na escala universal. O problema é que as pernas da humanidade ainda são muito curtas para este feito.

    O fascínio, a virtude necessária do aumento do conhecimento, ou, de forma mais simplória, como o assunto é tratado nos meios populares mais comuns e sem conhecimento científico, compõem a abordagem dos textos propostos para esta atividade de leitura e análise. Aqui, todos parecem saber alguma coisa sobre o assunto; ou acham que sabem, da Agência Espacial Americana, a NASA, até eu. De um extremo do conhecimento científico ao outro extremo da cultura popular; parece ser isso que os textos procuram contemplar.

    Esse conjunto de textos, e suas modalidades jornalísticas praticadas, busca cativar a atenção do leitor, esteja ele muito interessado no tema ou não. Poderemos um dia até conquistar este planeta vizinho, mas me parece certo que já faz um tempo que fomos conquistados pelo deslumbre de alguma coisa que tentamos conhecer mais.

    Francisco de Assis Bergamim

    29/09/2012 em 8:33

  12. Marte sempre despertará a curiosidade e imaginação dos humanos, tanto por sua proximidade em relação à Terra, quanto por suas características físicas, embora inóspitas, que podem ter abrigado ou ainda possuir formas de vida microscópicas.
    As pesquisas voltadas ao conhecimento de planetas próximos ou não, sempre refletirão a necessidade do ser humano de conhecer a si próprio, entender o meio em que vive e analisar até que ponto seu próprio planeta será capaz de abrigar sua estadia.
    A busca por planetas com características de massa, pressão, gravidade e compostos químicos capazes de abrigar vida, não se trata apenas de uma mera curiosidade por encontrar formas inteligentes de vida, mas também passa pela noção de que em algum momento podemos precisar de um “plano B”.
    Séries e filmes de ficção científica já abordaram diversas visões de como seria o contato entre humanos e possíveis formas inteligentes de vida extraterrestre, mas até os mais céticos não são capazes de negar o que geralmente é ocasionado ao reunir culturas mais avançadas e outras de menor poder tecnológico possuídoras de recursos naturais, haja vista os Maias, Incas e toda nossa história de colonizações.

    Nícolas Bertate

    26/11/2012 em 20:52

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