teia de ideia [mídia e tecnologia]

Francisco Rolfsen Belda

Invente seu emprego

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Universidades norte-americanas de prestígio cultivam a máxima de que seus estudantes não procuram empregos e, sim, os inventam. Muitas instituições de ensino superior, no Brasil, gostariam de poder dizer o mesmo. Algumas, mesmo sem programas avançados de pós-graduação, já estão criando suas próprias incubadoras de start-ups, como são chamadas as empresas nascentes que inovam em tecnologia. O objetivo é fazer do projeto de conclusão do curso de seus melhores alunos uma ponta de lança para o mercado (e, desta, um chamariz para os futuros melhores alunos).

No final, poucos projetos tornam-se empreendimentos e, menos ainda, casos de sucesso, e o negócio acaba rendendo mais como marketing do que com vendas e patentes. Mas parece valer a pena. Primeiro, porque ninguém perde. Laboratórios e professores já estão ali, e um aluno que tenta realmente inventar um emprego, ainda que não consiga, é um candidato muito acima da média na seleção para um outro emprego qualquer. Segundo, porque todos podem ganhar: estudantes, professores e instituição.

Há anos, o Governo Federal, por meio da Finep, oferece dinheiro a fundo perdido a quem for capaz de planejar bons resultados para uma start-up. No setor privado, há anjos de diversos quilates interessados em investir reais, dólares ou euros para tentar impulsionar, oxalá, um novo Twitter, um novo Google, um novo Facebook, ainda que com sotaque tupiniquim.

Ganha espaço, inclusive, a percepção de que essa formação de jovens empreendedores de inovação, para ser bem feita, precisa começar ainda antes do vestibular, com a introdução de noções práticas de economia entre alunos do ensino médio e, em alguns casos, até do ensino fundamental. Quem sabe, assim, eles próprios também não venham a inventar, depois, suas próprias vagas na universidade.

Escrito por Francisco Rolfsen Belda

02/02/2012 às 15:58

Publicado em Coluna

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