teia de ideia [mídia e tecnologia]

Francisco Rolfsen Belda

Natal.com

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Comerciantes de Araraquara têm razão ao se preocupar com a timidez das luzes e enfeites de Natal nas ruas do Centro da cidade. Ainda que não sejam fator decisivo na opção do consumidor, cenários bem decorados com sinos, guirlandas, presépios, lâmpadas pisca-pisca e outros símbolos típicos criam um clima convidativo para as compras de fim de ano e podem servir, inclusive, como diferencial em relação ao comércio eletrônico, que cresce em ritmo galopante em todo o País.

Números do e-Bit mostram que as vendas on-line saltaram de R$ 2,5 bilhões, em 2005, para R$ 14,3 bilhões, em 2010, com crescimento de 40% apenas no último ano. A projeção oficial para 2011 é faturar R$ 18,7 bilhões, mas alguns analistas já falam em ultrapassar a marca dos R$ 20 bilhões. O maior impulso para isso virá neste mês de dezembro, com internautas gastando cerca de 50% mais do que no mesmo período do ano passado, segundo estimativa da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico. É o suficiente para deixar o chamado comércio de rua e os magros Papais Noéis que transitam pelas ruas São Bento e Nove de Julho com suas barbas de molho.

Nos shoppings, por exemplo, já é tradição manter atrações especiais natalinas e um bom velhinho de plantão, rodeado de enfeites, dando balas e posando para fotos com as crianças. Às vezes, sua chegada, de helicóptero, é um evento à parte. Que dizer, então, das verdadeiras obras de arte montadas nos grandes centros de consumo do País, como a Avenida Paulista e o Shopping Iguatemi, na Capital. Muita gente vai até lá só para ver. Daí a comprar presentes é apenas mais um passo.

O fato é que, aos lojistas, já não basta ter bons produtos, atendimento personalizado e valores como tradição, credibilidade e confiança. Tudo isso está se disseminando na internet, e com muito mais praticidade, comodidade, segurança e, principalmente, preço baixo. Para competir nessa arena, é preciso criar uma “experiência diferenciada” para o consumidor, algo que o motive a sair de casa com a família e bater perna pelas ruas do comércio, não exatamente para comparar e pechinchar, mas para procurar viver, sob as luzes e enfeites de Natal, algum momento feliz.

Escrito por Francisco Rolfsen Belda

15/12/2011 às 15:46

Publicado em Coluna

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