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Francisco Rolfsen Belda

O que realmente importa

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Oficialmente, a campanha eleitoral ainda não começou. Mas nos corações e mentes políticas da cidade só se pensa nisso. Na busca por alianças, fala-se em acordos partidários envolvendo a ocupação de secretarias municipais, cargos de direção em órgãos públicos e outras posições proeminentes no tabuleiro político e administrativo da cidade, mostrou a Tribuna em notas e reportagens diversas nas últimas semanas. 

Ainda que não sejam, vá lá, ingênuos a ponto de registrarem seus compromissos em cartório, como no episódio que levou à condenação do vereador Lucas Grecco, é comum, embora não seja normal, que políticos condicionem seu apoio a futuras indicações de aliados para essa ou aquela posição. São movimentos que alimentam o noticiário e despertam o interesse de quem gosta de acompanhar o jogo político e se preocupa com a vida pública do município.

No entanto, pouco se fala, até agora, daquilo que realmente interessa à população. Ou seja, a distinção das propostas de governo ou, ao menos, das visões sobre o que cada candidato a candidato planeja ou defende para Araraquara.

É tradição da política brasileira que chapas sejam formadas em torno de pessoas, e não exatamente em torno de projetos. E é também praticamente inevitável que cargos e posições políticos façam parte das negociações que estabelecem os compromissos mútuos e aglutinem forças e alianças. Mas não faria mal incluir-se nessas conversas algo além dos interesses partidários.

Qual é, por exemplo, a solução projetada pelos pré-candidatos para o destino do lixo urbano? Quais critérios e diretrizes adotariam para re-ocupação da área dos trilhos? Como buscariam revitalizar os quarteirões em torno do Museu Ferroviário? Como re-organizariam o Museu da Imagem e do Som e a incubadora de empresas? Como melhorariam o pronto-atendimeto em saúde? Como evitariam novas epidemias de dengue? Como fomentariam a agricultura familiar nos assentamentos?

Eu, se político fosse, gostaria de escolher meu aliado sabendo o que ele pensa sobre esses e outros temas que, afinal, são os que realmente importam a todos nós.

Escrito por Francisco Rolfsen Belda

27/03/2012 às 23:40

Publicado em Coluna

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