teia de ideia [mídia e tecnologia]

Francisco Rolfsen Belda

Produção de artigo de opinião

com 37 comentários

O trabalho do quarto bimestre consiste no desenvolvimento de uma pesquisa de fundamentação e da redação de um artigo jornalístico, com 4 mil a 5 mil caracteres, sobre tema científico de livre escolha e que possua implicações sociais, econômicas, políticas ou culturais. O texto deve ser postado como comentário nesta página até o dia 12/11. A seguir, alguns temas sugeridas para sua pesquisa/redação.

  • Biotecnologia com aplicações terapêuticas ou reprodutivas
  • Código florestal, desmatamento, conservação ambiental
  • Uso, descriminalização de drogas e políticas de saúde pública
  • Uso abusivo de medicamentos anti-depressivos e para emagrecimento
  • Exploração espacial e missões tripuladas e não-tripuladas no Sistema Solar
  • Terapias alternativas, busca da cura pela fé e regulamentação da medicina
  • Energias renováveis e não-renováveis e novas fontes estratégicas para o País

Escrito por Francisco Rolfsen Belda

16/10/2012 às 0:04

Publicado em Jornalismo Científico

37 Respostas para 'Produção de artigo de opinião'

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  1. Não te entendo Fernando Henrique

    Desde que o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso abriu a boca, em maio de 2011, para falar que é a favor da liberação da venda e consumo da maconha, o assunto ganhou espaço na mídia e criou uma tremenda polêmica, com manifestações contundentes de apoiadores e contrários. O filme “Quebrando Tabu”, documentário sobre a falência da guerra às drogas chegou aos cinemas no mês de maio de 2011, 13 dias depois de manifestantes terem sido reprimidos em São Paulo pela Polícia Militar na Marcha da Maconha. O movimento questionava a criminalização do usuário e pretendia discutir alternativas à repressão e à prisão. Foi nele que Fernando Henrique apareceu com sua apologia.

    Disse no documentário, que o Brasil trata o assunto como problema social, enquanto na Suíça o uso da droga é encarado como questão de saúde. Apesar das diferenças culturais e sociais entre as nações asseguro que até aí ele está correto. Não mandar o usuário para a cadeia é, certamente, somente uma das medidas que podem compor um amplo conjunto de ações. Lembro que em seu governo (1994-2001), aumentou-se a repressão e tratou-se o usuário como criminoso, um modelo importado dos Estados Unidos, hoje considerado falido até mesmo lá. “A gente tem de sacudir a sociedade”, disse na entrevista. Ele conseguiu estremecer a sociedade. Deixou assombrado quem discorda de seu pensamento e até impressionado quem dele possa concordar.

    Antes de tratarmos especificamente da maconha é preciso abordar também outras substâncias que alteram o padrão de comportamento de um indivíduo, como o tabaco e o álcool, já que isso me parece pertinente como comparativo, mesmo sendo drogas menos ‘potentes’. Não dá para tratar isoladamente do consumo da maconha sem que os assemelhados sejam também analisados. Até porque sobre eles há estatísticas.

    O álcool é responsável por 12% e o tabaco por 17% das doenças no Brasil e, consequente, dos custos para a saúde pública, segundo dados do Ministério da Saúde. Lembro que estas duas drogas estão liberadas para consumo. Some-se que o crack e a cocaína, drogas ilícitas, representam mais 1% do custo da saúde pública e temos quase um terço de todo o orçamento nacional de saúde comprometido com o tratamento de consequências causadas pelo consumo dessas drogas, liberadas ou não. Coitadas das pessoas que preferem a prevenção e a qualidade de vida como proposta de existência, contra consumir dinheiro público para o tratamento de doenças adquiridas pelo estilo de vida que outros escolhem. Saúde é uma coisa, doença é outra.

    Há ainda outro argumento a derrubar, não que eu o tenha como relevante quando se trata da vida de um indivíduo. O custo da saúde para tratamento de doenças e outros problemas causados pelo consumo de tabaco e álcool é três vezes e meia superior ao imposto arrecadado com o comércio dos dois produtos liberados. O Ministério da Saúde gastou 21 bilhões de reais no ano passado com o tratamento de doenças causadas pelo cigarro, contra 6 bilhões de reais arrecadados com impostos. Então, nem esses impostos são necessários. Há poucos anos havia 52,6% da população fazendo uso do tabaco. Depois das campanhas restringindo o uso, o consumo já caiu para 30,6%. E deve cair ainda mais.

    Vamos tratar agora das consequências à saúde do indivíduo. Ou melhor, descrever alguns dos estragos que o consumo de álcool, tabaco e maconha causam. E vamos começar pelo começo da vida. A gravidez de uma mulher consumidora destas drogas, qualquer uma delas, é de alto risco. Há ainda problemas de má formação do bebê e um grande número de outras graves consequências que podem surgir ao longo da vida: psíquicas, cardíacas, pulmonares e cerebrais. Se o indivíduo fizer o uso de drogas por duas semanas e não mais consumi-las, ainda assim sofrerá sequelas do consumo por até dois anos. Há também a tragédia social e familiar relacionada com o consumo, essa igualmente impactante. Ter um consumidor de tabaco, álcool, maconha e outras drogas por perto não é o modelo de família que alguém possa desejar. É uma ingenuidade muito grande pensar diferente disso. Ele não pensou nisso quando disse a besteira.

    Países que criaram locais onde as pessoas podiam consumir algumas drogas recuaram, como é o caso da Holanda, que está novamente fechando esses locais, e o estado da Flórida nos Estados Unidos, onde 550 pontos de consumo foram fechados só este ano.

    E mesmo que o saber científico demonstre que a maconha tenha componentes químicos que podem ser utilizados em alguns tratamentos de saúde, então que a ciência cuide de extraí-los para serem administrados corretamente, sem que isso sirva de argumento para o consumo da droga ou qualquer outra possibilidade de defesa de seu consumo.

    Simplesmente propor que descriminalizar mudaria as estatísticas sobre crimes envolvidos com o consumo de drogas é equivalente a não atribuir mais crime ao ato de portar uma arma e matar com ela. Se isso também deixar de ser crime as estatísticas também mudarão, mas só as estatísticas.

    Quer saber? O certo é acabar com o consumo de tabaco e de álcool. Quem quer uma sociedade melhor sabe que isso é o correto a ser feito. O conjunto de problemas causados pelo consumo de qualquer substância é imensamente maior do que o maior dos benefícios que porventura algum maluco possa achar que exista.

    Muito me surpreende um cidadão com a bagagem cultural e de vida deste senhor, de repente defendendo o consumo de drogas. Nem de longe, senhor Fernando Henrique, com esta proposta sua excelência lembra o grande estadista que se propôs a ser quando governava esta terra, conseguindo o controle da inflação, a implantação da Lei de Responsabilidade Fiscal, o melhor dispositivo da administração pública que já apareceu nesta nação e, mesmo não conseguindo fazer de seu lamentável programa de privatização o mais perfeito modelo administrativo, ainda saiu do governo com grande e merecido respeito da sociedade. Não te entendo. As famílias que enfrentam problemas por causa das drogas também não te entendem. Lamentável, Fernando. “Quem não concorda com a descriminalização tem de fornecer argumentos e entrar no debate”, disse ele em 2011 no lançamento do documentário onde fez a infeliz apologia. Pois bem, meus argumentos foram colocados.

    Francisco de Assis Bergamim

    06/11/2012 em 14:17

  2. Produção de artigo de opinião
    Aluno: Vitor Hugo Franceschini de Carvalho 03509-024 – 4º Jornalismo
    Professor: Francisco Belda
    Tema: Uso abusivo de medicamentos anti-depressivos e para emagrecimento
    Artigo baseado nos seguintes textos:
    – Emagrecedores e Prozac são usados juntos no país (Johanna Nublat, Folha de São Paulo – http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/1085420-emagrecedores-e-prozac-sao-usados-juntos-no-pais.shtml)
    – Uso Abusivo De Medicamentos (Dr.Paulo César Trevisol Bittencourt, Professor de Neurologia da UFSC – http://www.neurologia.ufsc.br/index.php/artigos-cientificos/68-uso-abusivo-de-medicamentos)

    Sociedade envenenada
    Qualquer pessoa de bom senso, se parar para analisar a sociedade atual, irá perceber a quão enferma ela é. Não bastasse isso, vivemos em um mundo hipocondríaco ou o contrário, isto é, vivemos em um mundo doente em meio a uma sociedade viciada em medicamentos.
    Os fatores que nos levam a sentir essa negatividade são diversos. Mas o que nos leva a altos níveis de consumo de remédios, na maioria das vezes, é supérfluo. Se levarmos em conta, que o desnecessário e o inútil são os meios mais explorados pela indústria em geral, chegaríamos na conclusão de que a enfermidade que nos circunda é a junção do inútil e do desagradável.
    O excesso desnecessário, compulsivo aliado à alienação que nos atinge no atual mundo globalizado, também atingiu a indústria farmacêutica e seus consumidores. Como podemos constatar, no próximo parágrafo, em um trecho do texto “Uso Abusivo de Medicamentos”, de Paulo César Trevisol Bittencourt (Professor de Neurologia da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC).
    “Jamais médicos dispuseram de tantas opções farmacológicas no tratamento de seus pacientes; todavia, vivemos em uma perigosa encruzilhada. Diuturnamente as indústrias lançam novas e miraculosas “hóstias farmacêuticas”, a imensa maioria das quais acompanhada de ardilosa propaganda que lhes atribui um potencial fantástico e omite seus efeitos colaterais” (http://www.neurologia.ufsc.br/index.php/artigos-cientificos/68-uso-abusivo-de-medicamentos).
    Mas, além da vaidade qual seria o principal motivo para o uso desenfreado de medicamentos? Excluiremos a real necessidade de remédios por que certa porcentagem de pessoas passam pelo mundo. Vaidade e falta de informação, além de desvio de comportamento, caso psíquico.
    Muitos ignoram, mas ainda há uma parcela de pessoas que sofrem o aliciamento de propagandas enganosas que prometem substâncias milagrosas, no mínimo mágicas para emagrecimento. Só esquecem de informar os efeitos colaterais, aliás, não esquecem, evitam, omitem para que seu negócio não chegue ao prejuízo.
    O desespero de pessoas com problemas ligados à obesidade é alvo fácil de indústrias farmacêuticas e marketing de medicamentos. Interessante notar que com o passar dos anos essas substâncias mudam de função, como sugere o professor Bittencourt. “Tragicomicamente, algumas destas drogas, mudam radicalmente de indicação com o passar dos anos, denunciando uma torpe fraude mercantilista que tem no lucro a qualquer custo sua única meta” (Texto “Uso Abusivo de Medicamentos”).
    É a junção do desespero social com a corrida sem ética do maior lucro obtido. Como disse, é a exploração das desnecessidades impulsivas, é a escravização do ser pelo tratamento, é a conquista a qualquer custo do aumento financeiro. Ou seja, são fatores que se distinguem na prática mas que se encontram na globalização.
    “A medicalização excessiva é um dos grandes males da saúde atual, responsável por um número fantástico de vítimas nas mais diversas especialidades médicas. E é surreal observar que estas pessoas ignoram estarem reféns do seu próprio tratamento” este trecho, também do texto “Uso Abusivo de Medicamentos”, reflete bem a situação da sociedade atual.
    A realidade é que diversas fórmulas que misturam diversos medicamentos, acabam sendo desenvolvidas pelo próprio consumidor agravando ainda mais essa situação de autoflagelo (sim, acredito que seja isso) sem consciência. A solução é buscada em pesquisas, mas não são mais que orientação. O mundo consumista, infelizmente atingiu, há tempos, esses consumidores hipocondríacos.
    Se levarmos em conta a frase de Philippus Aureolus Theophrastus Bombastus von Hohenheim, onde ele diz que “todas as substâncias são venenosas; não há nenhuma que não o seja. É a dosagem certa que distingue entre o veneno e o remédio”. Estamos vivendo em meio a uma sociedade envenenada.

  3. Heavy metal que ensina

    Uma pesquisa realizada na Universidade Heriot Watt, em Edimburgo, na Escócia, sugere que quem escuta heavy metal é criativo e gentil, embora introvertido. Já em outra, feita pela University of Warwick, da Inglaterra, corroborou que adolescentes inteligentes ouvem o estilo para lidar com as pressões associadas a serem talentosos, além de serem mais esforçados para tentarem mostrar que a imagem esteriotipada não deve ser levada em consideração, já que muitas vezes se sentem socialmente excluídos.
    Por partes: visual não deveria ser algo importante no mundo em que vivemos. Isso foi algo aprendido com antepassados e se tornou algo comum na sociedade contemporânea. Uma pessoa que utiliza camisetas de bandas de rock/heavy metal é como qualquer outra: ela é um ser humano!
    Obviamente que existem fãs do estilo que se drogam, são agressivo e/ou, depressivos, mas deve-se ressaltar que isso acontece cotidianamente com pessoas que gostam de pop, axé music, samba, pagode, funk e outros gêneros musicais. Basta abrir o olho!
    Contudo, pela visão deturpada que muitos persistem em ter em relação aos fãs de música pesada, eles se sentem reprimidos e tentam “compensar” isso, que pode ser chamado de preconceito, e mostrar que são tão ou mais “normais” do que fãs de outros estilos musicais.
    Quanto à criatividade e civilidade: o rock/heavy metal é extremamente rico culturalmente e tem muito a oferecer para quem o escuta ou não. Inúmeras são as bandas que vão buscar na história as referências para o conteúdo de suas letras. Exemplos? Apenas três, dentro de um mar: Iron Maiden, Turisas e Nile.
    A primeira é britânica e escreveu, por exemplo, conteúdo a respeito de Alexandr, o Grande: “Perto do leste, em uma parte da antiga Grécia/ Em uma antiga terra chamada Macedônia/ Nasceu o filho de Felipe da Macedônia/ A lenda, seu nome era Alexandre”.
    Já os finlandeses da Turisas falam sobre o passado de seu país, desde as épocas vikings. Cada refrão parece ser um grito de guerra, e os membros usam fantasias e pinturas típicas de povos guerreiros.
    Por fim, a Nile, dos Estados Unidos, já entrega a sua ideologia pelo próprio nome: trata-se de “Nilo”, em português. Pois sim, o rio e o Egito são as fontes de inspiração do conjunto.
    Tudo isso para dizer que, por meio da riqueza das pesquisas e do conteúdo, o fã dessas bandas se sente extasiado e imediatamente se interessa pelos assuntos por elas retratados. A partir disso, saem do campo musical para o literário. Eles vão atrás das informações, de modo que leem e muitas vezes só se satisfazem quando entendem as letras em sua totalidade, com os dados obtidos em suas pesquisas.
    Em outras palavras: grupos como esses promovem, por exemplo, o incentivo à leitura e aí, não tem segredo, uma pessoa instruída tem, quase sempre, mais oportunidades na vida.
    Isso sem citar que os interessados ainda precisam traduzir as letras, outra barreira que o mais persistente dos headbangers – os rockeiros – tendem a quebrar.
    Outro ponto: o rock/heavy metal é um estilo muito intenso, por vezes agressivo e extremo. Isso é fato. E o que há de errado se o ser humano gosta de liberar suas frustrações ouvindo esse tipo de som? Da mesma forma que veem a dança do hit do momento, o coreano Psy, deveriam fazer o mesmo para o headbanger (em tradução livre, agitador de cabeça). Não há nada de nocivo baçançar os cabelos, ou mesmo entrar em um saudável atrito quando se está no meio do público de um show.
    Digamos que esse tipo de manifestação poderia ser encarada como um ritual, apenas isso. Cada um alivia (ou deveria aliviar) o estresse – sem prejudicar o próximo – da maneira que lhe convém.
    Além de tudo isso até agora exposto, é possível falar também da complexidade dos arranjos musicais do rock/heavy. Peguemos a banda Dream Theater, por exemplo: para a maioria das pessoas, é espantoso constatar o quão difícil é executar suas composições.
    Não sou conhecedor de estruturas musicais nem nada, mas o quinteto procura fugir do tempo “4 x 4” e cria canções com os chamados tempos quebrados, de relativamente difícil assimilação, como “7×3”, o que demanda maior atenção do ouvinte para, de fato, compreender toda a grandiosidade da coisa.
    Outros exemplos assim? Milhares: Cannibal Corpse, Deicide, Dying Fetus, Brain Drill, enfim… Detalhe: a Dream Theater executa algo bem menos extremo, se comparada às supracitadas que, por sua vez, não só têm uma sonoridade complexa, como também muito, muito veloz.
    Depois de tudo isso, como muitos não percebem a riqueza que é o rock/heavy metal? Não é para se temer, e sim, para se ter orgulho.

    Sites consultados:

    http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL749022-5603,00-FAS+DE+MUSICA+CLASSICA+E+HEAVY+METAL+SAO+PARECIDOS+DIZ+ESTUDO.html

    http://g1.globo.com/Noticias/PopArte/0,,MUL749908-7084,00-GOSTO+MUSICAL+DEFINE+PERSONALIDADE+DIZ+ESTUDO.html

    http://www.peopleintomusic.com/

    http://whiplash.net/materias/curiosidades/092528.html

    Fonte: Heavy Metal: “um conforto para os jovens brilhantes” – Curiosidades http://whiplash.net/materias/curiosidades/092528.html#ixzz29zsB8SlG

    http://www.telegraph.co.uk/science/science-news/3352230/Heavy-metal-a-comfort-for-the-bright-child.html

    Christiano K.O.D.A.

    12/11/2012 em 1:59

  4. A tecnologia evolui, o lixo também

    Evolução tecnológica não é um saco. Muito pelo contrário! Mas produz mais e mais sacos de uma espécie de lixo que cresce a cada ano em um ritmo desenfreado: o eletrônico.
    Associado à constante modernização de smartphones, computadores de última geração, tablets e afins, o lixo eletrônico ostenta ares de inimigo cruel do desenvolvimento sustentável que tanto se busca – e se comenta – nos dias atuais, mobilizando indústrias de tecnologia e políticas governamentais. De acordo com dados do Programa Step – Solving the E-waste problem (http://www.step-initiative.org/), do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, o Brasil é o país emergente que mais gera lixo eletrônico de computadores per capita, com uma média de meio quilo por habitante por ano, seguido da Índia, Marrocos e África do Sul, com 0,4 quilograma, e a China, com 0,2 quilograma. Além disso, menos de 5% dos celulares em desuso são reciclados e, na Europa, o lixo eletrônico cresce em uma proporção três vezes maior que o lixo convencional.
    O aumento da quantidade de lixo eletrônico é preocupante, mas mais assustador ainda é o conteúdo tóxico que computadores e outros aparelhos eletrônicos despejam em ambiente natural. Rodrigo Baggio, fundador e diretor do Comitê pela Democratização da Informática (CDI), afirma que monitores mais antigos têm de dois a três quilos de chumbo e, em lixões abertos expostos a chuvas, liberam todo esse chumbo, que se infiltra no solo, atinge o lençol freático e contamina as águas subterrâneas.
    Mas não é somente de alta tecnologia que é formado o lixo eletrônico. Lâmpadas fluorescentes e velas de ignição possuem bário em sua composição, um elemento metálico altamente instável em sua forma pura, que forma óxidos venenosos em contato com o ar.
    Consciente deste perigo ambiental, Rodrigo declarou guerra ao lixo eletrônico, e à frente do CDI, promove reciclagem desse material e, principalmente, aproveitamento dessa tecnologia aparentemente inútil como ferramenta cidadã. Criado no Brasil em 1995, o CDI é referência mundial em inclusão digital, com aproveitamento de computadores que seriam destinados a lixões para capacitar jovens no conhecimento básico de informática. Atualmente está presente em 13 países, com aproximadamente 90 mil alunos formados.
    Outras iniciativas interessantes de combate ao lixo eletrônico são o Projeto Centro de Recondicionamento de Computadores e o E-lixo Maps. O primeiro, mantido pela organização Oxigênio – Organização Não Governamental para o Desenvolvimento de Políticas Públicas e Sociais, recebe e repassa equipamentos para instituições que trabalham com inclusão digital. Antes de fazer o repasse, entretanto, seus alunos desmontam as máquinas e montam novos equipamentos fazendo uma combinação de várias (uma média de 15 máquinas doadas para cada novo computador). Além de reaproveitar o que parecia inútil, a organização ensina um novo ofício aos seus alunos, formando-os técnicos de informática.
    Já o E-lixo Maps (http://www.e-lixo.org/) é um site que contém um banco de dados com os pontos de coleta de lixo eletrônico em São Paulo. Basta digitar o CEP e selecionar o tipo de lixo eletrônico que deseja descartar que o sistema indica locais próximos de coleta. O software utiliza a plataforma do Google Maps e é uma iniciativa do Instituto Sérgio Motta.
    Apesar das grandes discussões recentes sobre sustentabilidade e preservação do meio ambiente, e das iniciativas de conscientização e ação das ONGs ambientais espalhadas pelo mundo, não é possível combater o avanço do lixo eletrônico se as pessoas não se conscientizarem do impacto ambiental que o descarte indevido de produtos eletrônicos provoca na natureza. Além disso, é preciso uma reflexão coletiva se é realmente importante se preocupar se o seu iPhone é o 4, mas já existe o 5, e você está desatualizado em alguns meses? Seu iPhone ainda funciona bem? Fique com ele. Seu computador está precisando de mais espaço no HD? Faça uma expansão, mas não compre um novo apenas por mais 100 GB de espaço em disco.
    A tecnologia é fundamental em nossas vidas. Estamos acostumados com ela e é difícil imaginar nosso dinamismo atual sem ferramentas rápidas e de última geração. Mas, apesar disso, consideremos as nossas reais necessidades, aquilo que realmente usamos e precisamos. Comprar para depois descartar, apenar para se manter atualizado, não parece uma atitude muito humanitária. Parece mais um egoísmo de satisfação do próprio ego. E é sempre bom lembrar que a Terra não abriga apenas uma pessoa e ainda vai precisar produzir muitos recursos para as próximas gerações.

    Cássio Leonardo Carrara

    12/11/2012 em 8:56

  5. A venda de uma ilusão

    Ultimamente é cada vez mais fácil encontrar pessoas que querem ter corpos perfeitos sem estrias, celulites e gordurinhas a mais. No mundo da moda, a tendência é ser cada vez mais magro para chamar a atenção da sociedade, mas será que ser magro vale a pena? Será que estas pessoas que param de comer ou começam a beber remédios por contra própria para emagrecer serão saudáveis a longo prazo?
    Uma prática comum em nosso país e que não para de crescer é a utilização de medicamentos por conta própria ou até mesmo por indicação de pessoas que não são médicas, como amigos e parentes e se transforma em um vicioso ciclo chamada automedicação.
    Mas o que leva a pessoa acreditar que tomar remédios para fechar a boca do estômago é mais saudável que praticar exercícios e ter uma alimentação balanceada?
    Tudo isso acontece por elas perceberem que não estão “em forma” e resolvem tratar do problema como fazem em outros tipos de doenças corriqueiras, como um simples resfriado ou até mesmo uma dor de cabeça.
    Elas agem por impulso para conseguirem resultados rápidos e enxergam no remédio a sua felicidade, estão em busca de fórmulas que vendem a famosa ilusão engarrafada.
    Aqui no Brasil, antigamente era fácil conseguir medicamentos seja do mais fraco até ao mais forte porque nas farmácias, a maioria dos remédios não precisava de uma prescrição médica.
    Os antibióticos começaram a ser vendidos com receitas apenas há 2 anos atrás pela ANVISA que tornou obrigatória a prescrição de antibióticos com receita de controle especial em duas vias.
    Segundo dados da Fundação Oswaldo Cruz, só o Estado de São Paulo concentra 41% dos casos de intoxicação de pessoas por remédios e ultimamente o uso abusivo de antidepressivos junto com remédios emagrecedores aumentaram.
    As pessoas que procuram um tratamento para emagrecer estão na maioria das vezes com problemas cardíacos, compulsão alimentar seja por ansiedade ou depressão ou até mesmo que acabou se olhando para o espelho e viu uma imagem que não gostou.
    Pessoas obesas acabam sofrendo zoações de amigos ou até desconhecidos e acabam sofrendo com isso partindo para a busca de uma solução, o médico acaba indicando remédios que ajudam a pessoa a se controlar e apartir daí ir emagrecendo contando com a dieta de alimentos balanceados.
    A análise do consumo de redutores de apetite e do antidepressivo fluoxetina (princípio ativo do Prozac) sugere que as duas substâncias vinham sendo usadas de forma combinada, se o objetivo é apenas emagrecer, não é recomendado. O uso abuso destas substâncias, ou isolado da fluoxetina, ao invés de ajudar o paciente vai acabar prejudicando, a pessoa vai emagrecer, mas pode engordar muito mais depois, por isso os antidepressivos não são usados como emagrecedor, são usados no tratamento de pacientes que são obesos e tem depressão ou compulsão por comida.
    Os remédios feitos para emagrecer foram proibidos pela ANVISA, agência nacional de vigilância sanitária, no ano de 2011, os que são à base de Anfetramona, Fembroporex e Mazindol conhecidos como anfetamínicos, pois eles oferecem algum tipo de risco à população.
    As pessoas que se automedicam para emagrecer podem acabar prisioneiras dos remédios e depois não conseguir mais sair por conta própria, sem contar as seqüelas que podem causar no organismo. A apresentadora famosa dos anos 90, Mara Maravilha, sofre até hoje para engravidar, pois abusou dos remédios para emagrecer na época que pesava uns quilinhos a mais e hoje com 44 anos, mesmo após 10 anos sem usar remédios, sente o seu corpo sofrendo as seqüelas deixadas pela medicação abusiva.
    Para as pessoas que desejam emagrecer só precisa de disciplina, força de vontade, determinação e uma dieta balanceada para alcançar seu objetivo.

    Referências
    Folha de São Paulo – Emagrecedores e Prozac são usados juntos no país; Johanna Nublat, BRASÍLIA.
    Revista Super Interessante – Viciados em Remédios; Jomar Morais, Alceu Nunes.

    Camila Fernanda Servo

    12/11/2012 em 11:29

  6. Dependência alcoólica

    Frequentemente vejo jovens tendo problemas com o Alcoolismo. Independente que seja a favor ou contra o alcoolismo os jovens vem bebendo cada vez mais cedo.
    Os jovens de hoje não pensam no amanhã, por isso se envolve com essa dependência causando vários transtornos para sua vida.
    Hoje em dia, cada vez mais normal e comum um jovens bebendo, não entendem o risco que correm para se tornarem em um dependente.
    Um exemplo de risco que vivenciei foi aqui na faculdade no dia dos “bichos”, onde os jovens frequentemente bebem.
    Os problemas e a dependência do álcool, e o seu processo com o tempo pode vira uma sólida dependência.
    Começa-se por experimentar a beber por influência dos amigos e até mesmo por familiares.
    O jovem vivem no processo de buscar algo, como o conhecimento, verdade e reconhecimento em tudo que fazem e dizem.
    O álcool pode ser uma válvula para impulsionar esses jovens a ter respeito dos amigos a perder a timidez e com isso, o seu envolvimento pode causar dependência riscos para sua própria vida.
    Então começa por ai a beber com frequência no ambiente social. Não tem aquele que diz “bebo socialmente”. Depois de um gole, não para mais e a sua necessita por álcool gera um processo de decadência. E gera os problemas de compulsão com a necessidade de querer beber cada vez mais.
    Existe uma lei que proíbe os jovens de menores de dezoito anos a beber que está na constituição ao meu entendimento poderia ser comprida com mais rigor e eficiência.
    Em fim a dependência do álcool gera transtornos e traumas para as pessoas que se envolve causando um problema que pode custar à vida. Cada vez que penso e reflito, sobre a dependência no alcoolismo, e sobre os jovens que se envolve, com o álcool começo a compreender que necessitamos conhecer e entender a maneira, dos jovens de hoje de como se expressaram para o mundo.
    E com isso, mostra o caminho do conhecimento que a bebida e a dependência no alcoolismo só podem acarretar sofrimento e um caminho sem volta.

    Francisléia Regina de Favere

    12/11/2012 em 14:47

  7. Rouba Monte ou Belo Monte?

    Os dois lados da moeda: o projeto da usina e os impactos ambientais na região

    Rouba monte. Lembra-se desse jogo de cartas? Pois bem, o objetivo do jogo é acumular o maior número de cartas, formando um grande monte. O jogo termina quando se acabarem as cartas para distribuição e ninguém mais tiver cartas igual às da mesa ou do monte de alguém.
    A semelhança entre os nomes do jogo e da usina, não param por ai. Para muitos se o objetivo do jogo é acumular o maior número de cartas, a do governo é desmatar o maior número de áreas verdes, e mais, deslocar o maior número de ribeirinhos e índios que habitam em torno do rio Xingu. Porém, para outros a usina é bela, Belo Monte será a terceira maior usina do mundo. Sua construção será indispensável para atender à demanda por energia no Brasil nos próximos anos, sendo capaz de abastecer duas cidades como São Paulo todos os dias, além da geração de empregos.
    A polêmica em torno da usina divide opiniões. O projeto de Belo Monte prevê a barragem do rio Xingu, um dos maiores empreendimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). As obras começaram em março, porém a intenção de construí-la é antiga: o projeto é da década de 1980 e, desde então, é marcado por protestos que tentam barrar sua construção.
    O custo total da obra deve ser de R$ 19 bilhões, o que torna o empreendimento o segundo mais custoso do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), atrás apenas do trem-bala entre São Paulo e Rio, orçado em R$ 34 bilhões.
    Os protestos contra a construção de Belo Monte contam com o apoio de famosos como o diretor americano James Cameron (Titanic e Avatar), que disse ter intenção de filmar um documentário sobre a usina. Um dos movimentos mais conhecidos contra a construção da usina É a Gota D´água, um vídeo promovido por artistas brasileiros, no qual pretende envolver a sociedade brasileira na discussão do planejamento energético do Brasil através da obra da usina hidrelétrica de Belo Monte. Também entre os grupos contrários estão ambientalistas, membros da Igreja Católica, representantes de povos indígenas e ribeirinhos e analistas independentes. Além disso, o Ministério Público Federal ajuizou uma série de ações contra a construção da usina, apontando supostas irregularidades. Além das questões ambientais, alguns críticos apontam que a usina de Belo Monte pode ser ineficiente em termos de produção de energia, devido às mudanças de vazão no rio Xingu ao longo do ano.

    -Rouba monte

    Além da destruição da floresta associada à construção da usina, ecologistas temem que a ocupação desordenada das áreas do entorno de Belo Monte, incentivada pela chegada de migrantes e pela construção de vilas, intensifique ainda mais o desmatamento.
    A barragem do rio Xingu causará a inundação constante dos igarapés de Altamira- e não sazonal, como de costume. Com o bloqueio do rio, um trecho de 100 km terá a vazão reduzida e pode até secar. Segundo a ONG Conservação Internacional, nas escavações para a construção do canal serão removidos 100 milhões de m3 de material – que encheriam 40 mil piscinas olímpicas.
    A usina não poderá operar a todo vapor durante o ano. No período de estiagem (seis meses), ela deverá gerar, em média, 4.428 MW – contra os 11.233 MW do projeto original.
    Em torno de 13 mil índios de 24 grupos étnicos que vivem às margens do Xingu terão a pesca e a navegação prejudicadas. Enfileiradas, as piscinas atingiriam o comprimento de 2 mil km – distância equivalente a ir e voltar de São Paulo a Porto Alegre.

    -Belo Monte

    Uma das grandes vantagens da usina de Belo Monte, de acordo com o governo, é o preço competitivo da energia produzida lá.
    A construção da usina deve gerar 18 mil empregos diretos e 23 mil indiretos e deve ajudar a suprir a demanda por energia do Brasil nos próximos anos, ao produzir eletricidade para suprir 26 milhões de pessoas com perfil de consumo elevado.
    Quanto aos protestos, o governo afirma que há projetos de preservação da fauna e flora e que as comunidades que forem diretamente afetadas serão transferidas para locais onde possam manter condições similares de vida.
    A usina deve começar a operar em fevereiro de 2015, mas as obras devem ser finalizadas em 2019.

    Por fim, de que lado você está? Da garantia das florestas ou da garantia de energia para atender à demanda nacional? Se em tempos de aquecimento global não nos preocuparmos com as questões ambientais o que será da humanidade daqui alguns anos?

    Karine de Almeida Teixeira

    12/11/2012 em 15:00

  8. Uma solução possível
    Repórter: Evandro Goulart

    Hoje a sociedade se depara com inúmeros problemas, entre os mais recorrentes estão nossas leis que basicamente pune os inocentes e libertam os culpados, desrespeito no trânsito, falta de ações básicas do poder público em segurança, saúde, educação e ainda uma política de desigualdade social imperando em todo o Brasil.
    Todas essas questões e muitas outras são sem dúvida a grande geradora desta “balbúrdia nacional” que vemos todos os dias em jornais impressos, TV, rádio e demais mídias de informação.
    Só que dentre todos os problemas a maior e a pior são as drogas, inúmeros os tipos e variações deste “lixo” social que é impossível compreender qual o pior de todas.
    Dentre as drogas a que tem sido mais evidente o Crack ocupa um espaço maior devido a sua facilidade no acesso e seu efeito quase que imediato entre muitas variações no início euforia e alegria e depois a perda de apetite, insônia entre outros efeitos colaterais que destroem cada vez mais o seu usuário e o deixa numa dependência assustadora, além disso, para sustentar o vício começa a fazer pequenos furtos de dinheiro e de objetos, sobretudo eletrodomésticos, muitas vezes começam em casa e com isso destroem sua família e na maioria das vezes ficam pessoas agressivas.
    Essa droga atualmente se encontra em todas as esferas da sociedade, nas famílias ricas, pobres em escolas, clubes o pior de tudo isso é que também atinge cada vez mais cedo as pessoas, existem muitas crianças envolvidas nessa falsa ideia de prazer que o crack emprega e a grande questão é como tratar esse problema.
    Muitos são a favor da liberação das drogas, outros acreditam que se trata realmente de uma doença, a aqueles que afirmam que seus efeitos não são tão destrutivos como muitos propagam.
    Particularmente com tantas discrepâncias quanto ao uso de droga, onde famílias fazem de tudo para tirar seus parentes dessa vida só que muitas vezes eles próprios acabam sendo reféns deste usuário de droga.
    Nossas políticas sobre drogas são poucas, ultrapassadas e acima de tudo mal elaboras e a falta de efetivo policial, psicólogos e demais agentes que estejam preparados para a abordagem, fiscalização e aplicação das leis aumentam ainda essa triste estática.
    Dentre todas essas questões existe a falta de informação as pessoas simples que muitas vezes tem o problema em casa mais não sabe o que é. Mais afinal, como resolver? Quem procurar?.
    Em meio a tudo isso existe usuários de drogas que percebem que precisa de ajuda, neste contexto esse sim eu considero como uma pessoa doente, agora aqueles que ficam intercalando entre “Não desta vez eu vou me cuidar” e fazem tudo de novo não é mais doente e sim destruidor da sua vida (são livres façam o que quiser) o difícil são as vidas de famílias sendo destruídas por esse problema.
    Poderia entrar aqui em diversos juízos de valores como, por exemplo, a liberação do uso de drogas, por toda a culpa em nossas leis, atribuírem aos pais e familiares a falta de cuidado com seus filhos enfim inúmeras justificativas que muitas pessoas entre elas médicos, psicólogos e demais especialistas do assunto defendem veemente.
    Respeito todas as ações que podem ser que são eficazes, porém sou completamente a favor da internação compulsória. Esse tipo de internação é a obrigação por meios de estados e municípios principalmente no dependente de crack, ou seja, interna-se muitas vezes o usuário obrigado para tratamento.
    Mais afinal é eficaz? E ético?
    Existem poucas cidades brasileiras que fazem isso a que tem tido maior evidencia no âmbito nacional é o Rio de janeiro que aplica essa medida desde março de 2011 inicialmente foram com pessoas maiores de idade e posteriormente aos menores de idade.
    A necessidade desta intervenção se aplica na fundamentação de que muitos usuários não têm mais a noção de sua vida, o ministro da saúde, Alexandre Padilha, entende que esse pode ser sim um caminho, porém busca alternativas com um plano para esse tratamento entre alguns pontos estão à criação de leitos específicos em hospitais para este tratamento, melhora e adequação na abordagem dos usuários de crack entre outras ações.
    Já para o psiquiatra Dartiu Xavier, diretor do PROAD (Programa de Orientação e Assistência a Dependentes), da Unifesp, a internação compulsória acontece não maioria das vezes aos menos favorecidos e na maioria dos casos de drogas o uso dessa substância não é a causa central muitas vezes ele acaba acontecendo por questões como a falta de moradia, saúde, educação com isso muitos acham na droga uma “válvula de escape”, porém o psiquiatra desta que. “Isso não quer dizer que o problema de drogas não existe só que ela não é a causa”, destaca o especialista.
    Discute-se muito sobre a real eficácia dessa internação, estudos mostram que 98% dos casos de internação compulsória o indivíduo acaba tendo uma recaída após a saída da internação, outra questão é a obrigação deste tratamento que para os a Associação de Magistrados do Estado do Rio de Janeiro só pode existir desde que haja autorização judicial com um laudo médico que comprove a incapacidade de sobrevivência na sociedade por parte do usuário de crack.
    Realmente fica difícil se centrar em uma ideia no caso do crack e sua internação compulsória, porém é nítido que algumas pessoas melhoram o problema não é internar ou não e sim como tratar essa pessoa antes, durante e depois do tratamento.
    Falta na sociedade essa política, pois na maioria dos casos sobre drogas as pessoas envolvidas com os usuários resolvem o problema momentaneamente e não se preocupam com o cuidado do pós-tratamento.
    Mesmo com estudos que mostram a falta de eficácia da internação compulsória eu acredito sim que com primeiramente a obrigação para tratamento pode surgir sim um efeito, porém é importante ressaltar que não adianta “jogar” o usuário dentro de uma clínica e dar a ele uma avalanche de remédios somente para retirá-lo das ruas o importante é que o paciente, a família e todos os envolvidos entendam que o Crack é uma doença e assim erradicar esse problema.
    Certo ou errado a internação compulsória é um caminho possível o tratamento é difícil sim, pois quando você obrigar alguém a fazer algo implica na exterminação do livre direito de escolha, mesmo assim não se pode basear por esse direito e deixar nossa população jogada a sorte e ao mesmo tempo reféns de uma destruição com precedentes inimagináveis muito mais do que física ou psicológica. O necessário é uma união de todos independentemente de ser rico, pobre, negro, branco, orientação sexual, religião, partidos políticos somente deste jeito aliado as um grande plano que não fique só no papel extinguiremos o Crack e demais drogas da sociedade.

    Evandro Goulart

    12/11/2012 em 15:01

  9. Patrícia Lelli Ferreira
    Código: 03509-047
    Jornalismo Científico
    4º ano de Jornalismo

    Desastres Naturais: Como lidar com eles?

    No Brasil, mais de 95% de todos os desastres naturais que acontecem são relacionados à água, sendo que a maioria são causados por estresse hídricos, como a seca ou a estiagem prolongada, que afeta o abastecimento de água para população, para os animais e compromete o solo. Os outros desastres são relacionados às chuvas intensas ou prolongadas, causando deslizamentos, enchentes, inundações e rompimentos de barragens.
    A Universidade Federal de São Carlos possui um grupo de estudos, chamado Núcleo de Estudos e Pesquisas Sociais em Desastres (Neped), que tem como objetivo evitar os problemas causados por esses desastres. Atualmente, ele é composto por mais de 20 pesquisadores e há sete anos estuda desastres relacionados à água, como inundações, rompimentos de barragens e enchentes.
    O Neped inaugurou no Brasil uma outra abordagem de desastre que conta com a contribuição da Sociologia. A ideia não é entender o desastre pela desorganização dos elementos materiais numa certa circunscrição espacial, mas sim a partir da estrutura da dinâmica social em que o desastre é uma ruptura da rotina de um certo grupo social em uma circunscrição espacial.
    Grupos como esse buscam entender o ponto de vista dos indivíduos prejudicados para saber quais são as estratégias recuperativas necessárias que devem ser utilizadas pelos órgãos estatais e pela ação voluntária na resolução do problema. Muitas das formas de reorganização do território que são feitas pelo ente público ou por voluntários violentam essas pessoas e são feitas dentro de uma ética que não sintonizam com a ética desses grupos. É preciso fazer uma leitura desde dentro de cada sujeito, da sua composição social, suas formas de interação, suas regras e normas para encontrar qual é o meio mais eficiente de ação daqueles que têm a missão institucional de resolver o problema.
    Um evento é considerado desastre quando acontece algo que gera a desorganização da rotina ou do cotidiano dos envolvidos. Os desastres devem ser analisados de maneira particular; não existe uma fórmula, pois cada indivíduo é diferente, cada grupo é diferente.
    É necessário qualificar as informações que as instituições federais possuem sobre determinado desastre, traduzindo como as pessoas de determinado local ficaram afetadas pelo ocorrido, para que o ente público aprimore a sua prática ao lidar com os grupos afetados.
    Muitos desastres no Brasil acontecem em lugares já determinados, como encostas de morros ou locais com elevados índices de chuva, possuindo o mesmo fator de ameaça e com isso acabam afetando o mesmo grupo de pessoas. Se as pessoas afetadas e o local são sempre os mesmos, não tem a ver só com a parte socioambiental, mas sim com a gestão pública. Os desastres estão cada vez mais catastróficos, devido ao descompasso entre a forma de planejamento e atuação dos entes públicos que precisam lidar de maneira preventiva e comparativa frente aos fatores de ameaça. O Estado não está sintonizado entre conteúdo informativo e articulação e os grupos de ação não estão resolvendo o problema da melhor maneira para as pessoas que são vítimas dos desastres.
    A falta de conscientização, como a destinação errada do lixo ajuda a aumentar esses desastres, por isso políticas de conscientização também deveriam ser feitas no país.
    Os grupos que tratam de assunto e dão cursos para entes públicos, promotores do Ministério Público, agentes da Defesa Civil de vários estados, gerando discussões sobre a visão orientadora da Sociologia nos Desastres e mostrando a importância do estudo e do trabalho na área, deveriam ter um apoio político para que suas ações fossem multiplicadas e com isso conseguir passar o aprendizado para mais cidades e mais setores públicos.

    Patrícia Lelli

    12/11/2012 em 16:42

  10. Na época da sustentabilidade e na valorização do que é natural nada mais justo e esperado do que o surgimento de uma técnica medicinal capaz de curar todos os males através de um único tratamento. Pois é, trata-se da medicina genômica, que promete, por meio da alimentação tratar de todas as doenças, físicas, psicológicas e da alma, para isso, basta ter força de vontade, disciplina e fé.
    Pois é, até então, nada muito esquisito, pode-se pensar aqueles que já aliam a palavra fé a algo meramente religioso, de forma despreocupada e totalmente descrente da capacidade de tal “medicina” em tratar e curar os mais diversos tipos de doenças. Confesso que, à primeira vista, compactuei desse setissismo, mas porque não nos deixarmos a chance de uma dúvida: Será que não pode dar certo mesmo?
    Pesquisando sobre o tema “Medicina Genômica” é possível encontrar muitas informações, a maioria até desnecessária, mas algumas que realemnte abrem o caminho pelo qual procuramos ao iniciarmos a busca. Se aliar a palavra com termos evangélicos, do tipo “adventista”, aí a busca repercute em aidna mais resultados úteis.
    Pelo o que se percebe, est é uma técnica Coreana, que chegou ao Brasil há pouco menos de 10 anos e vem ganhando seguidores e praticantes, a maioria ligada à religião adventista, mas não necessáriamente a pessoa precisa fazer parte deste grupo religioso ou de qualquer outro. Porém, a fé em Deus acaba sendo um ponto forte, vou explicar o porque.
    De forma simples, a medicina genômica propõe uma vida mais saudável e “orgânica”, o mais natural possível, existe uma série de restrições alimentares, que vão desde a não ingestão de líquidos gelados, carnes, laticínios e doces, até os hábitos, os horários das refeições, a maneira como deve-se alimentar, etc. Isso tudo aliado à prática diária de atividades físicas, além de deixar o vício em alcool, cigarro e outros tipos de drogas. Mas claro, um ponto fundamental é o “sentir-se bem”: ao mesmo tempo que existem várias regras e rotinas a serem seguidas e evitadas, o paciente não deve fazer nada que o deixe mal, com peso de conscicência ou mesmo contra sua real vontade, do contrário o tratamente não surtirá efeito algum.
    E é exatamente nesse “sentir-se” bem que entra a fé, pois ela te dá confiança, o faz pensar que o tratamente realmente surtirá o efeito esperado, e que se não surtir, tudo bem, chegou a sua hora e o que importa é que você está bem, com uma rotina saudável, sem vícios, alegre e disposto a mudar.
    Em uma palestra sobre a medicina genômica contra o câncer, minsitrada em um igreja adventista de minha cidade pude acompanhar uma explicação “científica” do que seria este poderoso tratamento. Mas, essa explicação científica foi muito superficial, cosntatando apenas que, através dos habitos supracitados, a cura agirá sobre o gene biológico defeituoso e expulsará o mal do organismo. Claro, alguns desenhos e gráficos foram mostrados.
    Mas, sei la, eu preciso de mais para acreditar. Então, vieram os depoimentos, pessoas que curaram câncers e várias outras doenças, além da melhora na qualidade de vida, claro. Algo que realemnte te convence e até motiva, pois um fundo de verdade existe ali. Afinal, ter hábitos saudáveis reflete em uma vida saudável.

    O problema é que para essa tal medicina dar certo, é necessário abandonar tratamentos médicos convencionais, a não ser que seja um caso delicadíssimo de vida ou morte, como uma parada cardíaca, por exemplo. Isso me dá medo. Será que somos séticos de mais? Ou precavidos de menos? O fato é que essa medicina genômica é uma proposta de vida diferente. Talvez não seja uma medicina, mas pode ajudar muita gente, desde que saiba pesar os valores.
    A fé não rpecisa ser apenas em um deus evangélico, cristão, ou coisa do tipo, pode ser a crença em você mesmo, na capacidade natural das coisas em se modificar e, consequentemente, melhorar. Mas acho que ainda não estamos prontos para assumir que algo assim, tão volátil seja capaz de tantas coisas.
    O ser humano está preso no concreto, precisa de todos os dados, tudo o que existe e foi comprovado para acreditar, do contrário fica dificil colocar arriscar apenas no tempo, na natureza e na tal da fé. A alegria e o bem estar podem ser comprados em pequenos frascos, e se o mundo é capitalista, porque não aderir a ele de corpo e mente?
    Pois é, são muitos os questinamentos, mas logo a prometida “medicina genômica” vai estar nos noticiários, medicos genômicos serão tidos como charlatões, depois podem até ser endeusados, vai saber. O que se espera é um pouco de clareza por nossa parte.

    Rodrigo Peronti Rodrigues

    12/11/2012 em 17:27

  11. Região de Araraquara possui maior reserva de cerrado do estado de São Paulo. Local também possui potencial para o turismo regional.

    A Estação Ecológica do Jataí(EEJ) localizada entre os municípios de Luís Antônio, Guatapará, Rincão, Araraquara e São Carlos possui uma grande reserva de cerrado.

    Fundada em 15 de junho de 1982, localizada no município de Luiz Antonio, região de Ribeirão Preto(SP), a estação completou 30 anos em 2010 com a inauguração da base operacional em um ponto estratégico para atividades de pesquisa e vigilância.

    O posto recebeu o nome de Horácio Gomes, antigo funcionário que auxiliou no desenvolvimento de pesquisas e faleceu em 2008. A base operacional fica próxima às margens do Rio Mogi-Guaçu, localização estratégica para a fiscalização da Unidade de Conservação. A partir dela é possível seguir para as diversas áreas da Estação Ecológica, como a Estrada do Cafundó, a Represa Beija-Flor, a Lagoa do Diogo e a Lagoa do Óleo.

    A área pertencente a unidade de conservação (que pertencia à antiga Fazenda Jatahy), recebe pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (UNESP) de Jaboticabal(SP), da Universidade Federal de São Carlos(UFSCar), Polícia Militar Ambiental, Instituto Florestal e da Fundação Florestal.

    A base da EEJ foi batizada em homenagem a Horácio Gomes, que trabalhou na EEJ durante aproximadamente 40 anos. Funcionário aposentado do Instituto Florestal, ele continuou a trabalhar dedicando seu tempo no auxilio das atividades acadêmicas de diversos alunos – mais de 40 trabalhos de mestrado e doutorado de acordo com o site da Fundação Florestal do Estado de São Paulo (http://www.fflorestal.sp.gov.br/noticias2.php?id=170) oficial da EEJ

    Histórico

    A ocupação da EEJ remonta ao fim do século XIX, quando o café era a cultura mais importante do Estado de São Paulo. Na estação podem ser encontradas informações históricas sobre o uso e ocupação da região, podendo ser encontrados tijolos do fim do século XIX e vestígios de um porto no rio Mogi que fazia parte da hidrovia Mogi-Guaçú, Rio Pardo para o escoamento de café.

    A hidrovia foi abandonada após a aquisição da Estrada de Ferro(E.F.) Rio Clarense, pela Companhia Mogiana, quando os trilhos da companhia atingiram a margem Sul do Rio Mogi com a construção da ponte férrea próximo à Guatapará(SP).

    No ano de 1959, a área passou a pertencer ao Estado e ficou sob a administração do IF (Instituto Florestal), que iniciou o plantio de eucalipto.

    De acordo com o pesquisador e jornalista Tárcio Minto Fabrício, em 2002, a Unidade de Conservação(UC) teve sua área ampliada para os atuais 9.010,7 hectares, tornando-se a maior área a preservar o bioma Cerrado no Estado.

    Durante seu mestrado em Ecologia, Tárcio trabalhou no Jataí com Ecologia de insetos, mais especificamente com Afídeos (insetos sugadores de plantas, conhecidos popularmente como pulgões). Durante sua graduação em jornalismo, Tárcio quis mostrar a grande riqueza cultural e a importância científica da EEJ bem como retratar um pouco do dia-a-dia dos pesquisadores.

    Fauna e flora: a importância da EEJ

    Os biomas mais comuns na EEJ são o Cerrado e a Mata Estacional Semidecídua. Na flora destacam-se espécies como o pequi, o barbatimão, a gabiroba e o angico-preto.A fauna é composta por espécies típicas do Cerrado como o lobo-guará, o tamanduá-bandeira, capivaras e outros animais como a onça-parda. Quinze lagoas marginais ao rio Mogi-Guaçu são protegidas pela UC e funcionam como berçário para uma infinidade de peixes e aves.

    “Quando o rio transborda leva suas águas para as lagoas, onde os alevinos podem crescer longe dos predadores, na próxima cheia, os peixes são devolvidos novamente ao Rio Mogi”, explica Tárcio. Ele ainda destaca que a fauna do local é rica e algumas espécies encontradas lá estão em risco de extinção, este é o caso do lobo–guará, da jaguatirica, onça parda, tamamduá –bandeira, entre outros.

    Outro pesquisador que já estudou a EEJ, é o professor Denílson Teixeira, do programa de Mestrado em Desenvolçvimento Regional e Meio Ambiente do Centro Universitário de Araraquara(UNIARA). Ele esclarece que a transformação da EEJ em um parque estadual seria de grande importância para a preservação da flora, fauna e recusros hídricos da região. Teixeira destaca que para a preservação desses recursos serem efetivos, é necessário pensar na população que vive no entorno da EEJ.

    Divisão da EEJ

    Tárcio explica que recentemente a EEJ foi dividida em duas áreas: a EEJ e a EELA (Estação Experimental de Luís Antônio). Para ele não há uma evidente diferenciação na administração das unidades. Ele observa que o acesso a EEJ é mais restrito e controlado de acordo com o que o SNUC (Sistema Nacional de Unidade de Conservação) prevê para esse tipo de unidade.

    Uma aspiração dos moradores de Luís Antâonio e de alguns pesquisadores é a transformação da área da EELA em parque. A EEJ deve continuar tendo o status de Estação Ecológica, que é mais restritivo, garantindo a integridade de seus ecossistemas.

  12. Artigo: Onde está o bom da cultura brasileira?
    Aluna: Mariana Lemes

    O Brasil, assim como todo o Mundo, passa por um momento de notável efervescência cultural. Novos artistas surgem a cada dia e com estilos totalmente distintos um dos outros, causando muitas vezes na sociedade moderna e contemporânea certo espanto. Digo espanto, porque fico espantada com tantas coisas que aparecem no cenário cultural diariamente. Algumas dessas novidades que aparecem até são suportáveis, dá para se curtir em um momento de distração com os amigos, entretanto existem outras tais, como algumas músicas que vira e mexe estamos escutando nas rádios enquanto estamos dirigindo ou quando estamos na tranquilidade do nosso lar e algum vizinho de gosto peculiar resolve escutá-las no máximo, essas novidades acabam se tornando um incomodo.
    O país da Garota de Ipanema e de Aquarela do Brasil, e tantas outras belas composições se restringe a uma pequena parte da população que ainda tem o prazer em ouvir uma boa música e assistir a um bom filme. Isso, infelizmente, acontece porque o restante da população se atrai mais pelo “tchu-tchá-tchá”.
    Entretanto, o que me fez escrever este artigo cultural não foram as músicas, nem os filmes, muito menos o atual gosto da população brasileira, mas sim um artista, apenas um artista que segundo Monteiro Lobato “era um homem elevado a alta potência e sua genialidade só se denuncia quando em ação”. Este homem que Lobato descreve com tanta particularidade é alguém pouco conhecido nos dias de hoje, trata-se de um homem que ficou na lembrança de poucos em um passado bem distante, mas que sua obra e criatividade podem ser vistas até hoje. Esse homem / personagem, digo assim, porque muitas vezes suas histórias se confundem com as de seus personagens, é Nhô Totico.
    Vital Fernandes da Silva, mais conhecido como Nhô Totico, foi um notável artista do rádio brasileiro entre as décadas de 30 e 60. Totico fez grande sucesso com seu programa Escolinha de Dona Olinda, onde além de fazer a professora ele também fazia todos os personagens, todos os efeitos sonoros e tudo isso de improviso, sem nenhum ensaio ou roteiro. Isso mesmo, ele já fazia stand-up nos anos 30 e muitos nos dias de hoje acham que esse gênero é novo, mas isso não vem ao caso. Foi este talentoso artista que criou a tão famosa Escolinha que conhecemos hoje isso há muitos anos atrás, mas naquela época a tão famosa Escolinha era diferente das tantas que vemos hoje, ela acontecia no rádio e foi uma maneira que o artista encontrou de levar para as crianças verdadeiras aulas de cidadania e não bobagens como assistimos hoje.
    Vital Fernandes da Silva nasceu em uma pacata cidadezinha do interior de São Paulo chamada Descalvado, foi lá que ele viveu até os dez anos de idade com sua família. Seu pai João Fernandes da Silva também tinha em seu sangue o jeito para as artes, era multi-instrumentista e aprendeu tudo sozinho, talvez esse seja um dos motivos que fez Totico se tornar um grande artista, os genes do pai.
    A família Fernandes mudou-se de Descalvado para São Paulo e foi na cidade grande que Nhô Totico começou a encontrar oportunidades que podiam lhe consagrar como artista de uma época. E foi a partir da década de 30 que sua consagração começou a acontecer e seus milhares de fãs a aparecerem.
    Totico passou por diversas rádios paulistanas como a Rádio Cultura, Rádio Record e Rádio América. Na Rádio Cultura ele era a grande atração dos programas de auditório e foi também o mais esperado na inauguração do Palácio do Rádio em São Paulo no ano de 1939. Participou de vários eventos, ganhou vários prêmios sendo que o principal deles foi o Roquete Pinto de melhor humorista do rádio.
    Foram mais de trinta anos dedicados ao rádio paulistano, uma verdadeira aula de cidadania que todos podiam escutar através das ondas do rádio, mas que com a chegada da TV ficou complicado “dar as caras”, Totico até tentou participar algumas vezes de alguns programas de televisão, como o Som Brasil apresentando por Rolando Boldrin, porém ele dizia que não era a mesma coisa, não tinha a mesma graça que havia no rádio e com isso ele encerrou sua carreira em 1962 e morreu no ano de 1996, deixando um grande legado de alunos e professores, porém não com a mesma meiguice de seus personagens.
    Agora paramos e pensamos, imaginem só quantos artistas como Nhô Totico foram esquecidos e quantos ainda serão esquecidos. É triste pensar nisso, pensar que no futuro muitos desses grandes talentos serão deixados num passado muito distante, por isso é preciso que haja mais preocupação com nossos artistas, nossos bons artistas para que boas histórias e conquistas não sejam esquecidas.

    Mariana Lemes

    12/11/2012 em 18:35

  13. Tem sabor doce, mas não é bom

    Brigadeiro, bolo, beijinho, camafeu, açúcar puro, melado, pudim. Não há quem resista a um bombom ou a um bom doce preparado com todo carinho pela matriarca da família.
    Pela primeira vez na história a ciência relata doenças infecciosas estão em menor índice ao de doenças não infecciosas. Segundo dados das Nações Unidas diabetes e doenças do coração causam pelo menos 33 milhões de mortes ao ano. E quem é o grande vilão? Sim é ele, o açúcar.
    Segundo cientistas da Universidade da Califórnia, em publicação da revista Nature, o consumo do açúcar deveria ser restrito. Seu efeito é tão danoso ao organismo quanto o consumo do álcool podendo até mesmo causar vícios. Os cientistas ainda apontam que o consumo do produto triplicou nos últimos 50 anos.
    “Todo país que adotou uma dieta ocidental, dominada por alimentos de baixo custo e altamente processados, teve um aumento em suas taxas de obesidade e de doenças relacionadas a esse problema. Há hoje 30% mais pessoas obesas do que desnutridas”, destacaram os autores.
    Ainda segundo matéria publicada no site da FAPESP (Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo), eles destacam que a obesidade não é o principal problema neste caso. “Muitos acham que a obesidade está na raiz de todas essas doenças, mas 20% das pessoas obesas têm metabolismo normal e terão uma expectativa de vida também normal. Ao mesmo tempo, cerca de 40% das pessoas com pesos considerados normais desenvolverão doenças no coração e no fígado, diabetes e hipertensão”, disseram. Eles destacam que a disfunção metabólica é mais prevalente do que a obesidade.
    Em países menos ricos este índice pode ultrapassar os 80%. Mas, diferentemente do álcool ou do cigarro, que são produtos consumíveis não essenciais, o açúcar está em alimentos, o que dificulta a sua regulação. “Regular o consumo de açúcar não será fácil, especialmente nos ‘mercados emergentes’ de países em desenvolvimento, nos quais refrigerantes são frequentemente mais baratos do que leite ou mesmo água”, destacaram.

    Tiago da Mata

    12/11/2012 em 20:05

  14. Ode ao sono
    Quando eu era menor minha avó me dizia para ir pra cama, que uma boa noite de sono cura os males do corpo, da mente e da alma. Mas como toda criança teimosa, nunca levei muito a sério a questão, mas anos depois cá estou eu refletindo.
    Que adulto que leva uma vida agitada não gosta de deitar na cama á noite, relaxar e dormir horas a fio? Acontece que a grande maioria tem sérios problemas para dormir. A ansiedade com algo importante do dia seguinte, o trabalho, faculdade ou longas jornadas de estudo acabam prejudicando o sono.
    Porém o que poucos sabem é que o mau costume de dormir pouco pode causar doenças como diabetes e obesidade. A união de pesquisadores da Harvard Medical School e do Brigham and Woman’s Hospital, apontam doenças decorrentes da disfunção do relógio biológico.
    Para a pesquisa foram estudados 21 voluntários saudáveis, em ambiente controlado onde diversos fatores que causam a irregularidade do sono foram testados. Com isso, os cientistas notaram uma diferenciação no ritmo cardíaco e na produção de insulina do organismo, aumentando os níveis de glicose.
    Alguns dos casos estudados, os níveis de produção insulínica atingiram níveis alarmantes colocando os candidatos como pré-diabéticos. Houve também diminuição do metabolismo ocasionando o ganho de cerca de 4 a 5 kg, anualmente.
    Os danos podem ser revertidos em sua maioria com a volta da rotina do sono. Uma criança deve dormir cerca de 10 horas diárias, adolescentes e jovens de 8 a 9 horas e adultos de 7 a 8 horas. O excesso de sono também pode ser prejudicial, porém nova pesquisa deverá ser feita no próximo ano a cerca do assunto.
    Agora você acredita no que sua avó diz sobre ter uma boa noite de sono?

    Naira Paschoal

    12/11/2012 em 20:22

  15. A condição é a cura

    O considerado pai da medicina e precursor do pensamento científico, analisava as características das doenças dos que iam até ele com o objetivo de chegar a um diagnóstico. No entanto, as explicações de Hipócrate por volta de 460 e 377 a.C costumavam ter teor sobrenatural por limitação do conhecimento daquele tempo.
    Chegada a era Cristã, os movimentos em torno da arte de curar tomaram ainda mais rumos. O percurso trouxe a Medicina, área que se fixou no princípio de adotar tratamentos desde que tenham eficácia, indicações e segurança comprovados cientificamente, ainda que tenha como padroeiro um santo, São Lucas.
    Foram mais de dois mil anos passados. Dessa vez, não por limitação de conhecimento, mas por convicção de eficácia, o teor sobrenatural continua sendo característico em terapias do século XXI. Alguns consideram-nas pseudociências e certamente não optam por este caminho. Outros ficam apenas com um pé atrás, outros provam e aprovam, outros raramente reprovam.
    A Organização Mundial de Saúde orienta que se tenha cautela já que há muitos terapeutas despreparados, que seguem teorias relacionadas a crenças ou buscam obter benefícios próprios. Não há , de fato, nenhuma manifestação oficial em proibição a estas técnicas. O cenário é uma sociedade cheia de gente que “só acredita vendo”. E que veem. Uma legião de pessoas dá depoimento cada vez mais favorável a estas “novas” experiências de diagnose e terapia sem a apropriada validação científica.
    Mas os avanços neste sentido não param. Caminham em paralelo com o anseio do homem de compreender o Universo, de poder justificar toda e qualquer ação e reação à volta. Seria isso possível ou não, as tentativas embasadas no método científico progridem neste sentido. Contudo, o conhecimento ou seja o que for que rodeia as técnicas do que é chamado erroneamente de “medicina alternativa” se mantém defendido como inacessíveis ao método científico experimental. A cura via métodos metafísicos e espirituais é cada vez mais intrigante.
    Hoje fala-se de globalização, a informação pode chegar quase que instantaneamente a qualquer parte do mundo. Mas há milhares de anos atrás, época em que a população mal sabia da possibilidade de se cruzar os oceanos, evidencias de formas similares ou mais primitivas destas novas terapias, podem ser identificadas em outras culturas ou ao longo da história em escavações arqueológicas. No Egito, por exemplo, descoberta na tumba de Ankhamor, o “médico” egípcio que viveu por volta de 2.330 a.C, mostra uma forma de “terapia de reflexo” nos pés e nas mãos.
    O que é ciência ou o que não é ciência parece estar claro. O certo ou o errado, a verdade ou a mentira, cada vez menos claro, cada vez mais subjetivo. Cientistas e quaisquer outros cidadãos dotados de um cérebro imaginativo que implica em sentimentos e emoções e cria convicções que vão além das verdades gerais, estão sujeitos a esta condição polimórfica de possibilidades, afinal conhecimento é o ato ou efeito de abstrair ideia ou noção de alguma coisa e isso não está limitado a descrições, hipóteses, conceitos, teorias, princípios e procedimentos que são úteis ou verdadeiros.
    Sobretudo o embate nem se deve tanto às inúmeras classificações – parece vício da raça humana querer tudo classificar, logo, mais embates. A eterna luta do homem é contra a morte e isso fica cada vez mais claro, mais antigo ou mais caro.

    Nilton Storino

    12/11/2012 em 20:24

  16. Alcoolismo: um problema que pode começar em casa
    Repórter: Erica Paula Nascimento

    O consumo de bebidas alcoólicas faz parte de hábitos e costumes de muitas culturas, e seu consumo está ligado a comemorações, descontração, socialismo e lazer, mas quando isso se torna um problema? Quando saber o limite entre o beber socialmente e o uso abusivo e nocivo das bebidas alcoólicas?
    Uma pesquisa da revista VEJA, mostrou que 80% dos jovens já tomaram algum tipo de bebida alcoólica antes dos 12 anos e a maioria tiveram essa experiência dento de casa, normalmente em festas de família. Cerca de 20% podem desenvolver alguma doença relacionada ao alcoolismo.
    O uso abusivo do álcool trás muitos problemas tanto para o alcoólatra tanto para a família, e o reconhecimento do vício e a procura pelo tratamento é muito importante, porem nem sempre é o suficiente, o alcoólatra precisa do apoio da família, dos amigos e muita boa vontade, pois o vício vai estar presente a todo momento.
    Mas como combater o alcoolismo se ele pode começar em casa, e com tantas propagandas que induzem a esse consumo? Será que tirando os comerciais, proibindo a venda para menores de idade, aumentando o preço do produto, podemos combater esse mal a sociedade?
    Extinguir o consumo do álcool é uma coisa fora da realidade, mas educar e aconselhar os jovens é um caminho para a prevenção de não formar futuros alcoólatras.

    erica

    12/11/2012 em 21:31

  17. Brasil, terras de misturas

    Sabe-se que a questão racial permeia toda a história brasileira. A mestiçagem é a

    palavra-chave para se discutir Brasil, pois desde a colonização pelos portugueses ela

    está presente, tendo como ponto de partida três raças: o índio, o negro e o português.

    Ainda no século XIX pode-se notar a influência de teorias de cunho europeu para se

    estudar Brasil, baseadas principalmente no evolucionismo, que acabaram influenciando

    pesquisadores como Nina Rodrigues e desenvolvendo um pensamento racista, que

    nem sempre condizia com a realidade. Isso ocorreu, em grande parte, pelo apego à

    questão racial, que impunha uma série de dificuldades. Quando se passou do plano

    racial para o plano da cultura, como fez Gilberto Freyre, foi possível analisar a cultura

    brasileira como um todo, incluindo suas causas e conseqüências, ao invés de analisar

    distintamente as raças. A negatividade do negro e do mestiço pôde ser questionada e

    transformada em positividade, possibilitando o início do surgimento de uma tão buscada

    identidade nacional.

    É importante lembrar que tal pensamento só foi possível no século XX e, a partir disso,

    outras correntes de pensamento tiveram espaço. Sérgio Buarque de Holanda, em sua

    obra Raízes do Brasil, analisa os fatos da sociedade brasileira atentando-se a uma

    análise dos efeitos da não distinção daquilo que é nação e daquilo que é pessoal, ou

    seja, público e particular. Trazendo toda a questão da hierarquização dos indivíduos,

    a transgressão da família para a instituição do Estado, dos títulos pessoais e das

    consequências que tais fatos, levaram ao surgimento de características culturais na

    sociedade brasileira.

    O próprio conceito de homem cordial, em Holanda, nos traz novamente uma definição

    do que é nacional, embutindo nele a noção de povo brasileiro como um todo. Vale

    ressaltar que suas características possuem uma herança patriarcal, influenciando

    diretamente no que é o povo brasileiro, o homem cordial: a lhaneza no trato, a

    espontaneidade, a hospitalidade, a simpatia, que na realidade, não passam de máscaras

    utilizadas para transmitir uma imagem que não é real, e atingir uma “superioridade”

    perante o outro.

    Seguindo a lógica de todo esse novo pensamento que surgiu depois da década de

    1930, novas linhas de pesquisa foram possíveis, possibilitando, por exemplo, a grande

    descoberta de Ruth Landes, em Salvador: toda aquelas sociedade patriarcal criada

    por Nina Rodrigues e outros autores, não existia. O que existia era uma sociedade

    matriarcal, na qual as mulheres possuíam independência econômica e presença soberana

    nas ruas e nos terreiros de candomblé. (COMPLETAR)

    Já, na década de 80 constatamos, com o autor José Guilherme Cantor Magnani em Festa

    no Pedaço, certo questionamento sobre os movimentos sociais, “Seriam movimentos

    espontâneos ou produto de um trabalho organizado?” questiona o autor. Sua obra volta-

    se à análise dos movimentos culturais das classes periféricas e trabalhadoras, para essa

    pesquisa ele utiliza o circo como material de análise.

    ”Os estudos tradicionais sobre a ideologia das classes trabalhadoras privilegiam sua

    condição de trabalhador. O enfoque que propomos, entretanto, supõe outro ponto de

    partida.” (MAGNANI, José Guilherme Cantor. Festa no Pedaço. Ed. Brasiliense, 1984).

    A escolha do circo define-se desta maneira, pois, anteriormente à ele, pesquisadores

    tinham como foco o fator comum trabalho, no entanto Magnani pretende utilizar o

    fator de análise lazer, pois esse ofereceria um ângulo muito melhor para compreensão

    da população, nesta condição é que

    que pensam, onde eles ouvem e discutem. O circo, propriamente dito, o espetáculo,

    representa as visões e vivências do dia a dia dessa classe trabalhadora.

    As análises atuais de cultura devem avaliar as novas manifestações culturais inseridas

    na vida de seus personagens; alguns pesquisadores desta mesma década dizem-se

    defensores da cultura popular, mas acabam exterminando-a por não aceitarem suas

    transformações; a partir disso, Magnani conclui que, é impossível analisar as condições

    e a cultura dos trabalhadores sem que estes aspectos sejam pensados dentro da estrutura

    social e econômica na qual estão inseridos.

    povo manifesta-se, onde eles podem dizer o

    “A cultura, mais do que a soma dos produtos, é o processo de sua constante recriação,

    num espaço socialmente determinado.” (MAGNANI, José Guilherme Cantor. Festa no

    Pedaço. Ed. Brasiliense, 1984).

    Para ele as culturas populares sofrem sim influência das classes dominantes, porém

    essas manifestações teriam indícios de resistência e assim a cultura popular se

    transformaria.

    marcus buda

    12/11/2012 em 21:32

  18. A venda de uma ilusão (Finalizado)

    Ultimamente é cada vez mais fácil encontrar pessoas que querem ter corpos perfeitos, sem estrias, celulites e gordurinhas a mais. No mundo da moda, a tendência é ser cada vez mais magro para chamar a atenção da sociedade.Mas será que ser magro vale a pena? Será que essas pessoas que param de comer ou começam a beber remédios por contra própria para emagrecer serão saudáveis a longo prazo?
    Uma prática comum em nosso país e que não para de crescer é a utilização de medicamentos por conta própria ou até mesmo por indicação de pessoas que não são médicas, como amigos e parentes, e se transforma no vicioso ciclo da automedicação.
    Mas o que leva a pessoa a acreditar que tomar remédios para fechar a boca do estômago é mais saudável do que praticar exercícios e ter uma alimentação balanceada?
    Tudo isso acontece por elas perceberem que não estão “em forma” e resolvem tratar do problema como fazem em outros tipos de doenças corriqueiras, como um simples resfriado ou até mesmo uma dor de cabeça.
    Elas agem por impulso para conseguirem resultados rápidos e enxergam no remédio a sua felicidade. Estão em busca de fórmulas que vendem a famosa ilusão engarrafada.
    Aqui no Brasil, antigamente, era fácil conseguir medicamentos, seja do mais fraco até ao mais forte, porque nas farmácias a maioria dos remédios não precisava de uma prescrição médica.
    Os antibióticos começaram a ser vendidos com receitas apenas há 2 anos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) que tornou obrigatória a prescrição de antibióticos com receita de controle especial em duas vias.
    Segundo dados da Fundação Oswaldo Cruz, só o Estado de São Paulo concentra 41% dos casos de intoxicação de pessoas por remédios e ultimamente o uso abusivo de antidepressivos junto com remédios emagrecedores aumentou.
    As pessoas que procuram um tratamento para emagrecer estão, na maioria das vezes, com problemas cardíacos, compulsão alimentar seja por ansiedade ou depressão ou até mesmo porque acabou se olhando para o espelho e viu uma imagem de que não gostou.
    Pessoas obesas acabam sofrendo bullying de amigos ou até desconhecidos e com isso vão em busca de uma solução, o médico acaba indicando remédios que ajudam a pessoa a se controlar e, a partir daí ir emagrecendo contando com a dieta de alimentos balanceados.
    A análise do consumo de redutores de apetite e do antidepressivo fluoxetina (princípio ativo do Prozac) sugere que as duas substâncias vinham sendo freqüentemente usadas de forma combinada. Se o objetivo é apenas emagrecer, não é recomendado. O uso abusivo dessas substâncias, ou isolado da fluoxetina, ao invés de ajudar o paciente vai acabar prejudicando. A pessoa vai emagrecer, mas pode engordar muito mais depois.Por isso os antidepressivos não são usados como emagrecedores, e assim usados no tratamento de pacientes que são obesos e têm depressão ou compulsão por comida.
    Os remédios feitos para emagrecer foram proibidos pela ANVISA, no ano de 2011. Os que são à base de anfetramona, fembroporex e mazindol conhecidos como anfetamínicos, pois eles oferecem algum tipo de risco à população.
    As pessoas que se automedicam para emagrecer podem acabar prisioneiras dos remédios e depois não conseguir mais sair por conta própria, sem contar as seqüelas que podem causar no organismo. A apresentadora Mara Maravilha, famosa nos anos 90, sofre até hoje para engravidar, pois abusou dos remédios para emagrecer na época que pesava uns quilinhos a mais. Hoje com 44 anos, mesmo após 10 anos sem usar remédios, sente o seu corpo sofrendo as seqüelas deixadas pela medicação abusiva.
    As pessoas que desejam emagrecer só precisa de disciplina, força de vontade, determinação e uma dieta balanceada para alcançar seu objetivo.

    Referências
    Folha de São Paulo – Emagrecedores e Prozac são usados juntos no país; Johanna Nublat, BRASÍLIA.
    Revista Super Interessante – Viciados em Remédios; Jomar Morais, Alceu Nunes.

    Camila Fernanda Servo

    12/11/2012 em 22:20

  19. Representados sem representação

    “O melhor governo é o que menos governa”. Henry David Thoreau em A Desobediência Civil.
    É com essas palavras que começo esse texto. O fato é que recentemente li o ensaio “A desobediência civil” onde o autor coloca a ideia de não se mover de acordo com as leis, pelo pressuposto de que elas não fazem a vontade do povo e sim da alta sociedade, a burguesia. Alguns podem discordar, pois, as leis são feitas por representantes do povo, onde os eleitores os elegem perante sua ideologia e interesses. Contudo, observando o cenário atual, não só do Brasil, mas de países emergentes, pobres ou até mesmo os desenvolvidos, a teoria não condiz com a prática.
    O ensaio me levou a refletir sobre isso. Sobre os candidatos que elegemos e que estudam as leis em prol da sociedade. Antes de começarmos a atacar logo a corrupção vamos fazer um exercício mental. Vamos pensar… Desde que começamos a vida política, ou que seja, a vida adulta, mudamos de ideias em relação a alguns assuntos relacionados à sociedade? Por exemplo: aborto, desarmamento, eutanásia, células tronco, ou coisas mais corriqueiras, cigarro, bebida, carro, comida, gosto musical. Não sei os leitores, mas eu mudo de opinião sempre que algo me convence do contrario, ou melhor, de acordo com minhas experiências de vida meu ponto de vista sobre as coisas sofre mudanças. Creio que isso não seja só comigo, com a maioria das pessoas que converso, ao longo de um ou dois anos, mudam de opinião. Há até uma musica muito famosa do cantor e compositor Raul Seixas, onde se canta o refrão “Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”.
    Acredito veemente que minha suposição de que o homem é extremamente afetado pelo ambiente externo, sofrendo influências de amigos, colegas, familiares, livros, televisão, internet, e todo o mais. Por assim, mudando de opinião em um curto espaço de tempo em sua vida.
    Voltando a política, atualmente, temos uma vasta gama de partidos políticos com diferentes ideais, o que é bom, pois proporciona maiores opções ao eleitorado. Também existe uma gama maior ainda de candidatos, de diferentes características. Contudo, temos dois participantes nessa operação. O eleitor, um ser humano, dotado de inteligência e opinião, do outro lado o candidato, também ser humano, dotado de inteligência e opinião. Vimos que o ser humano muda, e tem o total direito disso, a opinião a todo o momento. O que me leva a questionar se realmente o candidato escolhido por mim continuaria a fazer minhas vontades depois de algum tempo, dois, três, quatros anos. Acredito que não! é a resposta mais sensata para esta questão.
    Na maneira de pensar hoje, essa é minha opinião, daqui a algum tempo, talvez anos, meses ou dias, posso muito bem ter outra ideia do mesmo assunto.
    Visto todo o exercício, consideração de fatos e pressuposto, acredito que a conclusão seria que os candidatos nunca, em um longo prazo de tempo, representarão nossas ideias e opiniões. Dessa forma, precisamos pensar em um novo sistema para a política e para impor as normas para um bom convívio em sociedade.
    Essa pequena reflexão, me faz ainda mais acreditar que a solução para esse e outros problemas seria a extinção dos vereadores, deputados estaduais, deputados federais e senadores. Para aqueles que não acreditem nessa hipótese ou que não acreditam que a sociedade não está pronta para isso lhes digo. Existe a tecnologia, a conexão a internet, e o número de blogs e comentários em notícias relacionados à política e à economia e tudo que diz respeito a sociedade, só tem aumentado, basta procurar e conhecer.

    Murilo Henrque J.

    12/11/2012 em 22:23

  20. Brasil, terra de misturas

    título
    Sabe-se que a questão racial permeia toda a história brasileira. A mestiçagem é a palavra-chave para se discutir Brasil, pois desde a colonização pelos portugueses ela está presente, tendo como ponto de partida três raças: o índio, o negro e o português.
    Ainda no século XIX pode-se notar a influência de teorias de cunho europeu para se estudar Brasil, baseadas principalmente no evolucionismo, que acabaram influenciando pesquisadores como Nina Rodrigues e desenvolvendo um pensamento racista, que nem sempre condizia com a realidade. Isso ocorreu, em grande parte, pelo apego à questão racial, que impunha uma série de dificuldades. Quando se passou do plano racial para o plano da cultura, como fez Gilberto Freyre, foi possível analisar a cultura brasileira como um todo, incluindo suas causas e conseqüências, ao invés de analisar distintamente as raças. A negatividade do negro e do mestiço pôde ser questionada e transformada em positividade, possibilitando o início do surgimento de uma tão buscada identidade nacional.
    É importante lembrar que tal pensamento só foi possível no século XX e, a partir disso, outras correntes de pensamento tiveram espaço. Sérgio Buarque de Holanda, em sua obra Raízes do Brasil, analisa os fatos da sociedade brasileira atentando-se a uma análise dos efeitos da não distinção daquilo que é nação e daquilo que é pessoal, ou seja, público e particular. Trazendo toda a questão da hierarquização dos indivíduos, a transgressão da família para a instituição do Estado, dos títulos pessoais e das consequências que tais fatos, levaram ao surgimento de características culturais na sociedade brasileira.
    O próprio conceito de homem cordial, em Holanda, nos traz novamente uma definição do que é nacional, embutindo nele a noção de povo brasileiro como um todo. Vale ressaltar que suas características possuem uma herança patriarcal, influenciando diretamente no que é o povo brasileiro, o homem cordial: a lhaneza no trato, a espontaneidade, a hospitalidade, a simpatia, que na realidade, não passam de máscaras utilizadas para transmitir uma imagem que não é real, e atingir uma “superioridade” perante o outro.
    Seguindo a lógica de todo esse novo pensamento que surgiu depois da década de 1930, novas linhas de pesquisa foram possíveis, possibilitando, por exemplo, a grande descoberta de Ruth Landes, em Salvador: toda aquelas sociedade patriarcal criada por Nina Rodrigues e outros autores, não existia. O que existia era uma sociedade matriarcal, na qual as mulheres possuíam independência econômica e presença soberana nas ruas e nos terreiros de candomblé. (COMPLETAR)
    Já, na década de 80 constatamos, com o autor José Guilherme Cantor Magnani em Festa no Pedaço, certo questionamento sobre os movimentos sociais, “Seriam movimentos espontâneos ou produto de um trabalho organizado?” questiona o autor. Sua obra volta-se à análise dos movimentos culturais das classes periféricas e trabalhadoras, para essa pesquisa ele utiliza o circo como material de análise.
    ”Os estudos tradicionais sobre a ideologia das classes trabalhadoras privilegiam sua condição de trabalhador. O enfoque que propomos, entretanto, supõe outro ponto de partida.” (MAGNANI, José Guilherme Cantor. Festa no Pedaço. Ed. Brasiliense, 1984).
    A escolha do circo define-se desta maneira, pois, anteriormente à ele, pesquisadores tinham como foco o fator comum trabalho, no entanto Magnani pretende utilizar o fator de análise lazer, pois esse ofereceria um ângulo muito melhor para compreensão da população, nesta condição é que povo manifesta-se, onde eles podem dizer o que pensam, onde eles ouvem e discutem. O circo, propriamente dito, o espetáculo, representa as visões e vivências do dia a dia dessa classe trabalhadora.
    As análises atuais de cultura devem avaliar as novas manifestações culturais inseridas na vida de seus personagens; alguns pesquisadores desta mesma década dizem-se defensores da cultura popular, mas acabam exterminando-a por não aceitarem suas transformações; a partir disso, Magnani conclui que, é impossível analisar as condições e a cultura dos trabalhadores sem que estes aspectos sejam pensados dentro da estrutura social e econômica na qual estão inseridos.
    “A cultura, mais do que a soma dos produtos, é o processo de sua constante recriação, num espaço socialmente determinado.” (MAGNANI, José Guilherme Cantor. Festa no Pedaço. Ed. Brasiliense, 1984).
    Para ele as culturas populares sofrem sim influência das classes dominantes, porém essas manifestações teriam indícios de resistência e assim a cultura popular se transformaria.

    marcus buda

    12/11/2012 em 22:28

  21. A busca pela sustentabilidade

    Pense no copo de leite que seu filho toma antes de dormir. Agora imagine aquele queijo mineiro (feito a partir do leite) que está em cima da mesa, pronto para ser degustado durante o café da manhã. Pois bem. Sabe em quê cada quilo de queijo produzido pode resultar? Etanol!

    Segundo uma pesquisa desenvolvida pelo Instituto de Ciência e Tecnologia de Alimentos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o soro de leite, proveniente da produção de queijos, pode ser uma nova fonte de matéria-prima para o etanol (semelhante ao que é feito a partir da cana-de-açúcar).

    O estudo aponta que, a cada 1000 gramas de queijo, sobram, em média, nove litros de soro, formado por 95% de água, 4% de lactose e 1% de proteína. Nesse caso, para a obtenção do etanol, seria necessário o uso de biorreatores com leveduras do gênero Kluyveromyces para transformar o material lácteo em biocombustível. O complicado, porém, é saber se esse trabalho será bem aceito economicamente, como acontece com a maioria das invenções ligadas à sustentabilidade.

    O etanol, caracterizado como um tipo de biocombustível, apresenta muitas vantagens ambientais, como a diminuição das emissões de gás carbônico (CO2) e a menor geração de partículas poluentes. Em Araraquara (SP), também são realizadas pesquisas que têm como objetivo melhorar a qualidade de vida do meio ambiente, e consequentemente, das pessoas que vivem nele. Um convênio firmado entre uma cooperativa, uma empresa de Itápolis (SP) e o Centro Universitário de Araraquara (Uniara) pretende incentivar a produção de biodiesel a partir do óleo de cozinha. O projeto conta com a participação da população na destinação correta desse material (sem que ele seja descartado em ralos, pias e terrenos baldios) para que o óleo sirva como matéria-prima do estudo. Entretanto, o entrave, muitas vezes, pode ser o mesmo: o custo.

    Será que a nossa geração terá tempo de ver coisas simples se transformando em coisas complexas, sem que demandem tanto investimento? Ou será que o objetivo de quem detêm ferramentas e os modos mais tradicionais para produção de combustíveis não está interessado em perder seu espaço no mercado para a sustentabilidade? Claro que não! Por isso, essas pesquisas, que ano a ano são desenvolvidas, devem possuir ampla divulgação, para que, um dia, ultrapassem o número de adeptos ao petróleo e demais fontes, que são tão prejudiciais à saúde e vida humanas. Até lá, espera-se, apenas, que o fim do mundo não chegue primeiro.

    Laís Françoso

    15/11/2012 em 16:09

  22. Sensibilidade na gravidez

    As histórias de gravidez seguem um enredo muito semelhante e estão acompanhadas de surpresa, apreensão, medos, descontroles, acusações, quebra dos sonhos, redefinição dos papeis sociais e a alegria do nascimento. Mas depois de tantas novidades a vida volta à sua normalidade. Para ajudar nesse pensamento, este texto teve dicas de grávidas, médicos e também da própria autora que está grávida.
    Uma gravidez pode ser planejada ou não, mas independente disso toda mulher ficará sensível durante todo seu período de gestação. Geralmente no início de uma gravidez, os sintomas são mais aguçados e mais fortes e depois sucessivamente esses sintomas diminuem.
    Durante a gravidez a mulher começa a ter sensações que antes jamais foram percebidas, um enjoo fora de hora, uma fome desesperadora, um sono incontrolável, uma vontade de chorar por pequenas coisas, um desconforto geral em seu corpo e um atraso menstrual.
    Todo começo de uma gravidez é muito delicado. Antes era só você com seus desejos, suas programações e seus planos futuros. Agora, já não é mais possível, pois um novo ser está dentro de você, tornando a vida dupla. E seus sentidos juntamente com seu corpo começam a responder a esta nova etapa.
    Este processo de adaptação não é tarefa fácil, pois tudo se torna novo e complexo, mas vale ressaltar que varia de mulher para mulher. Algumas se adaptam rapidamente e com facilidade, outras já passam por este processo de forma mais lenta, mas isto não deixa nenhuma mulher sequer imune a esse período de profunda mudança.
    As mulheres ficam muito sensíveis durante o período de gestação, qualquer palavra errada ou fora de hora pode fazer com que elas chorem por horas e horas, mas essa sensibilidade não está direcionada apenas para as coisas do coração.
    Outras sensações também são notáveis como um enjoo fora de hora. As gestantes vomitam com facilidade e as vezes isso acontece em lugares inesperados e em momentos que seu estômago nem tem o que por para fora. Os enjoos ficam mais fortes quando seu estômago está vazio. A ânsia vem e não escolhe hora nem lugar, apenas vem.
    Durante o período de gravidez a fome desesperadora é terrível. Na maioria das vezes ela surge em horários estranhos, como de madrugada, quando todos já estão dormindo e você sai pela casa à procura de comida. Isso quando você dá sorte e encontra aquilo que realmente vai lhe cair bem no estômago, pois o enjoo e a vontade de comer estão fortemente ligados. Nem sempre você vai se sentir bem, às vezes vai acabar vomitando aquilo que acabou de comer. E o que é mais incrível é que às vezes você come tanto, mas ainda existe um buraco no seu estômago que causa a sensação de querer cada vez mais.
    O sono na gravidez é incontrolável. Mesmo dormindo a noite toda a sensação é de não ter dormido nada. Muitas vezes, a mulher grávida está em locais que são praticamente impossíveis de dormir e então, ela começa a sentir muita moleza e seu olho vai pesando cada vez mais. E para aquelas mulheres que trabalham fica ainda mais difícil, pois elas têm que cumprir os seus horários.
    Chorar todo mundo chora, mas as grávidas choram muito mais e sempre por pequenas coisas. Pode ser qualquer hora e também qualquer lugar, se elas sentem-se ofendidas já dá aquele aperto no peito e as lágrimas surgem com muita facilidade.
    A sensibilidade é evidente com um bebê na barriga, portanto não importa quem e nem o que foi dito, as mulheres ficam muito emotivas. Pode ser uma palavra mais boba do mundo ou um comentário mais simples, mas para as grávidas tudo se torna mais monstruoso do mundo e o comentário mais sério do que tudo, fazendo com que fiquem chateadas e tristes. Somente depois de um tempinho, o humor volta ao normal.
    E este conceito então não pode ficar sem destaque, o desconforto geral em seu corpo é quando você se olha no espelho, passa a mão sobre o seu corpo e não consegue achar nada legal. Todo o seu corpo reage de acordo com os meses de sua gravidez, isto é inevitável, tudo muda. Desde o fio de cabelo até as unhas do seu pé e agora você não pode fazer mais nada, a não ser seguir algumas orientações de seu médico sobre cremes e também sobre fechar a boca e comer menos. Mas é como se tudo isso não adiantasse e ainda assim você se sente gorda e feia.
    Você estranha as suas roupas novas que têm que se adaptar com seus novos quilinhos. Você se sente outra ao ver seus pés inchando e percebe seu corpo tendo algumas alterações na sua pele, como por exemplo, as terríveis estrias que surgem em decorrência do crescimento do bebê que faz com que sua pele se estique ao máximo. Algumas celulites surgem por ali, por motivo de você não mais caminhar e nem fazer exercícios causados por certo desânimo, o corpo inevitavelmente começa a responder a tudo isto.
    Um detalhe muito interessante é quando você está caminhando em algum lugar e começa a ver tantas mulheres passando por você, elas são lindas e charmosas e você agora se sente feia e indesejável. Surge, portanto a tal da comparação, você se lembra de seu companheiro e pensa que ele não te acha mais interessante.
    Seguindo estas explicações parece até que ficar grávida é uma fase horrível, mas não é. Tem todo o lado da alegria, de surpresas e de espera. Você mulher, agora descobre que vai ser mãe, vai poder dar carinho, amor, compreensão e tantas outras coisas boas que a vida nos permite.
    Ele é apenas um bebezinho que precisa muito da mãe, de todo o seu apoio e de todo seu aconchego. É uma vida que surge dentro de você, de suas forças e de sua alma. E sentir toda essa transformação é uma sensação única e insubstituível. Você deve encarar de forma muito feliz e passar para o seu bebezinho tudo de bom, amá-lo e respeitá-lo sempre. Acompanhar com orgulho todos esses meses de gestação até que chegue o dia dele vir ao mundo.
    São muitas mudanças e sintomas que surgem na vida de uma mulher grávida acompanhados de nove meses de uma longa espera e de muita ansiedade. Mas uma gravidez não é cercada somente por essas sensibilidades e tem o lado feliz de tudo isto. Não é possível fugir destas etapas, então é preciso ter paciência, procurar relaxar e aproveitar sua gravidez da melhor forma possível.

    Renata Toffino

    17/11/2012 em 10:02

  23. CONFORTO TÉRMICO E ECONOMIA DE ENERGIA: A IMPORTÂNCIA DAS FONTES ALTERNATIVAS PARA GERAR ELETRICIDADE

    “A realidade que vivemos muito calor e a escassez das fontes de energia”.

    A refrigeração artificial indica que temperatura natural não é agradável. Janelas pequenas, ou em pouca quantidade, paredes finas, pouca sombra, muita umidade, telhados baixos, ou com material que aquece muito depressa e esfria também. Em um rápido passeio pelas cidades é fácil flagrar o que impede o conforto térmico nas construções, para entender a importância de aplicar tecnologia nas construções e ter conforto térmico é preciso saber quais são os efeitos do calor, ou da falta dele em vários materiais.

    O sol emite energia composta de luz, visível e quente, e quando essa energia chega numa janela de vidro sem proteção acontece que ela entra integralmente no ambiente, e essa energia que entrou, eleva a temperatura daquele local tornando ele menos confortável. Já quando a janela tem algum tipo de filme à energia luminosa entra, no qual a energia calor é refletida pra fora e somente a luz penetra no ambiente, fazendo com que o ambiente fique iluminado e mantém a temperatura interna.

    Se pelo menos parte desse conhecimento for aplicada, no trabalho, ou a nossa casa vai ser sempre um lugar gostoso de viver, sem contar a redução nos gastos com aparelhos de aquecimento e refrigeração, mas e se além de ter conforto e economia cada prédio puder gerar a energia que consome e ainda exportar essa energia para uma rua, ou um bairro inteiro? É possível fazer isso, mas no Brasil não existe aplicação fora da universidade.

    “Dados divulgados pela Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento/Departamento Nacional de Aquecimento Solar (Abrava/Dasol), aponta que o Brasil ocupa hoje a 6º posição no mercado mundial dos coletores solares. Os equipamentos instalados já ocupam uma área equivalente a 900 campos de futebol”. http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2012/08/brasil-ocupa-o-6-lugar-no-ranking-mundial-de-coletores-solares.html

    Hoje o uso de energia solar é mais comum nos painéis para aquecimento de água, eles diminuem o gasto na conta de luz, mas já existe tecnologia para que painéis transformem a energia que vem do sol em eletricidade são os painéis fotovoltaicos. Existem estudos de edificações que são autônomas, ou seja, num período de um ano elas consumem tanta energia quanto produzem.

    “Atualmente, há cerca de um milhão de estabelecimentos públicos, comerciais, industriais e residenciais que adotaram o mecanismo tecnológico voltado para a energia do sol. A maior fatia está no segmento residencial (66%), seguido pelas piscinas (17%)”. http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4448456-EI238,00-Brasil+tem+boas+perspectivas+no+mercado+de+energia+solar.html

    Mas hoje, ao buscar menor custo e maior rapidez nas construções nem sempre é analisada a temperatura que os ambientes terão depois de prontos. Se falta preocupação com o conforto térmico na hora de fazer o projeto, ou escolher os materiais, não falta tecnologia para estabilizar a temperatura dos ambientes e nem pesquisas para dar mais um passo em busca da arquitetura sustentável.

    Um dos raros exemplos de aplicação no Brasil está nas rodovias, a tecnologia foi implantada nos telefones de emergência chamados de call box instalados a cada quilômetro, placas de sinalização e contadores de veículos. Se essa tecnologia fosse aplicada em grande escala cada consumidor poderia ser um gerador de energia.

    Ao contrário de outros países, como os Estados Unidos, o Brasil ainda não está preparado para implementar esse sistema, uma das limitações para o uso desses painéis, ou do sistema eólico é o armazenamento da energia para o uso durante a noite e nos dias de chuva, as baterias são caras e a matéria prima escassa.

    MATERIAL DE APOIO/ SITES CONSULTADOS:
    “Organizações dizem que Brasil desperdiça potencial de energia limpa”, disponível em: http://g1.globo.com/natureza/noticia/2012/11/organizacoes-dizem-que-brasil-desperdica-potencial-de-energia-limpa.html

    “Brasil ocupa o 6º lugar no ranking mundial de coletores solares”, disponível em: http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2012/08/brasil-ocupa-o-6-lugar-no-ranking-mundial-de-coletores-solares.html

    “Brasil tem boas perspectivas no mercado de energia solar”, disponível em: http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/0,,OI4448456-EI238,00-Brasil+tem+boas+perspectivas+no+mercado+de+energia+solar.html

    LUIS GUSTAVO RIZZO

    17/11/2012 em 17:13

  24. Novo modo de viver: Hemodiálise

    A hemodiálise é um processo de filtragem que elimina o excesso de líquidos e substâncias tóxicas do sangue com um rim artificial, realizada em pacientes portadores de insuficiência renal crônica ou aguda.

    A máquina recebe o sangue do paciente por um acesso vascular, unindo uma veia e artéria, impulsionado por uma bomba até o filtro de diálise. No dialisador o sangue é exposto a solução de diálise através de uma membrana semipermeável que retira o líquido e as toxinas, sendo devolvido ao paciente o sangue limpo pelo acesso vascular.

    O tratamento é lento e é um procedimento médico delicado, que exige equipamentos e cuidados especiais, considerando sua complexidade. Uma sessão de hemodiálise convencional dura 4 horas e é realizada 3 vezes por semana, dependendo da situação do paciente o tempo varia de 3 a 5 horas por sessão e pode ser feita de 2 a 4 vezes por semana, até mesmo diariamente.

    Para o transplante são realizados exames durante os primeiros 15 a 20 dias para prevenir e diagnosticar rejeições. Os primeiros 3 meses são os mais perigosos porque é o período que ocorre maiores complicações de rejeições e infecciosas. Após o terceiro mês, vários exames são realizados para avaliar a evolução clínica e o estado do rim. O paciente nunca poderá interromper a medicação, ou deixar de fazer exames indicados, devendo sempre tomar os cuidados necessários.

    É importante que as pessoas tomem mais cuidado com os rins, que conheçam os sintomas de complicações renais para identificá-los, realizar exames uma vez por ano, consultar o médico regularmente, beber muita água, praticar exercícios físicos, dieta com pouco sal, controlar pressão arterial, não abusar de bebida alcoólica, entre outros cuidados. Pois um descuido pode trazer sérios problemas e fazer com que a pessoa dependa de uma máquina a vida inteira.

    Na cidade de Matão (SP), mais de 50 pessoas precisavam viajar todos os dias para fazer a hemodiálise, como se já não bastasse o tratamento, as constantes viagens desgastavam ainda mais os pacientes portadores de insuficiência renal.

    Com isso, no dia 26 de Abril de 2011 a Unidade de Hemodiálise recebeu credenciamento do SUS para funcionar em Matão. O serviço tem capacidade imediata para atender 84 pacientes em três turnos, conta com uma equipe de cinco médicos nefrologistas, enfermagem especializada e equipamentos modernos.

    O centro de hemodiálise de Matão ainda oferece aos pacientes atividades para tornar o ambiente melhor, mais agradável, proporcionando interação com os pacientes. As opções são sessões de cinema, bingo, confraternização todo final de mês, entre outras atividades.

    Nas sessões de cinema, os funcionários selecionam alguns filmes, e o filme escolhido pelos pacientes é exibido durante as sessões de hemodiálise. No bingo cada funcionário ou paciente leva algum objeto que fará parte da premiação. As confraternizações acontecem todo final de mês e comemoram aniversário de algum paciente e datas comemorativas.

    A proposta das atividades realizadas no Centro de Hemodiálise da cidade de Matão proporciona dedicação e muito carinho aos pacientes, podendo ser introduzidas em outras unidades de hemodiálise existentes. Pois é uma iniciativa que busca a felicidade, mostrando uma maneira para vencer os obstáculos que a doença pode apresentar.

    A mudança na vida dessas pessoas é muito grande, a assistência psicológica, o apoio da família e amigos também é uma ótima alternativa para melhorar a qualidade de vida dos pacientes, ajudando-os a conviver com essa realidade.
    “Lutar sempre, desistir jamais”.
    Materiais de apoio:

    http://saude.abril.com.br/edicoes/0298/medicina/conteudo_278868.shtml

    http://www.transplanterenal.com.br/duvidas.html
    http://www.inicepg.univap.br/cd/INIC_2008/anais/arquivosEPG/EPG00954_02_O.pdf
    http://www.minhavida.com.br/saude/temas/insuficiencia-renal-cronica

    Mirieli Coutinho

    19/11/2012 em 12:17

  25. Não deixe que os medicamentos ministre sua vida. (Finalizado)

    Nestes últimos anos é cada vez mais fácil encontrar pessoas que consomem remédios por conta própria. Mas, até que ponto as pessoas tem o “poder” da automedicação?
    A automedicação leva a riscos que vão desde reações alérgicas, diarreia, tonturas e enjoos, até anular a eficácia de medicamentos ou potencializar efeitos colaterais. Outro risco é a dependência física e psicológica afetando assim o sistema nervoso.
    Há dois anos foi publicada a notícia de que a venda de antibióticos sem receita médica foi proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), a regra foi imposta para mudar o mau hábito da população brasileira, pois, uma pequena dor que aparece a primeira reação é ir até a farmácia e comprar medicamentos sejam eles que foram receitados pelo médico, indicados pelo balconista, por colegas de trabalho ou pela propaganda na TV. No entanto, o resultado da automedicação pode ser perigoso.
    Dados do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox) da Fiocruz apontam que há, por ano, 34 mil casos de intoxicação por uso indevido de remédios, com média de 91 mortes. O problema não está na medicação, mas na prática abusiva e combinações de remédios perigosas que as pessoas costumam fazer “todos os dias”, e isso vai afetando o organismo e tendo como conseqüência dores, alergias, enjôos e podendo ainda aparecer mais tipos de complicações.
    O correto para uma vida saudável é que as pessoas freqüentassem os médicos uma vez a cada seis meses ou fazer exames de rotina para ver se está tudo bem com a saúde. Uma mudança na alimentação é um ótimo caminho para começar a melhorar a saúde sem ter que se automedicar para uma simples dor que aparece, pois, apenas que seja um pequeno comprimido ele pode fazer uma grande diferença em seu organismo.
    Para o uso de medicamentos temos que ter alguns cuidados, como: quando aparecer alguma alteração no seu corpo/saúde, procure um médico; evite recomendações de amigos, vizinhos; na consulta é necessário que informe ao médico se você já utiliza algum medicamento e se consome bebidas alcoólicas.
    Há medicamentos de venda livre, ou seja, considerados de baixo risco para tratar males menores, como dor de cabeça, procure orientações do farmacêutico. Este profissional tem um papel importante para o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária. Ele deve notificar às autoridades de saúde sobre a ocorrência de qualquer efeito adverso não esperado pelo uso de medicamentos.
    Foi necessário e importante que a ANVISA proibiu a venda de antibióticos sem receita médica, pois, a automedicação é uma atitude que traz sérios riscos para a saúde e as pessoas têm que ter consciência desses riscos por que com a saúde não se pode brincar.
    A população brasileira tem que mudar seus hábitos quando o assunto é a respeito de saúde para poder assim “prolongar” a vida e viver cada vez melhor e satisfeita tanto com o corpo quanto a saúde.

    Referência: São Camilo (Centro Universitário);
    Portal da Saúde; site Terra – saúde.

    TAMIRIS MARCHI BUNHOLA

    19/11/2012 em 15:51

  26. Na época da sustentabilidade e na valorização do que é natural nada mais justo e esperado do que o surgimento de uma técnica medicinal capaz de curar todos os males através de um único tratamento, que equilibra alimentação e natureza para gerar o bem-estar desejado. Pois é, trata-se da medicina genômica, que promete tratar de todas as doenças, físicas, psicológicas e da alma, para isso, basta ter força de vontade, disciplina e fé.

    Pois é, até então, nada muito esquisito, pode-se pensar aqueles que já aliam a palavra fé a algo meramente religioso, de forma despreocupada e totalmente descrente da capacidade de tal “medicina” em tratar e curar os mais diversos tipos de doenças. Confesso que, à primeira vista, compactuei desse ceticismo, mas porque não nos deixarmos a chance de uma dúvida: Será que não pode dar certo mesmo?

    Pesquisando sobre o tema “Medicina Genômica” é possível encontrar muitas informações, a maioria até desnecessária, mas algumas que realmente abrem o caminho pelo qual procuramos ao iniciarmos a busca. Se aliar a palavra com termos evangélicos, do tipo “adventista”, aí a busca repercute em ainda mais resultados úteis.
    Pelo o que se percebe, esta é uma técnica Coreana, que chegou ao Brasil há pouco menos de 10 anos e vem ganhando seguidores e praticantes, a maioria ligada à religião adventista, mas não necessariamente a pessoa precisa fazer parte deste grupo religioso ou de qualquer outro.

    Apesar de recente no território tupiniquim, está prática está embasada em conhecimentos bastante antigos, no caso, se trata do livro Tacuinum Sanitatis, do médico iraquiano Ibn Butlan, uma espécie de manual de bem-estar. O livro propõe 6 elementos necessários para o cuidado com a saúde: a comida e a bebida, o ar e o ambiente, o movimento e o repouso, o sonho e a vigília, as secreções e excreções dos humores e os movimentos ou efeitos da disposição.
    O equilíbrio entre esses elementos seria capaz de dar plena saúde e paz à pessoa. O que se destaca da medicina atual, é que no caso do manual proposto por Ibn Butlan, a medicina se tornaria um meio de manutenção da saúde e do espírito, dando assim qualidade de vida intermitente, enquanto a medicina ocidental “popular”, se utiliza de métodos curativos, sanando as enfermidades apenas quando elas surgem.
    Porém, os 6 elementos propostos no século 11 pelo médico iraquiano foram acrescidos de um sétimo poderoso fator: a fé. No caso, mais comumente, a fé em Deus, em algo divino e poderoso, além dos alcances humanos, vou tentar explicar o porquê.

    De forma simples, a medicina genômica propõe uma vida mais saudável e “orgânica”, o mais natural possível, existe uma série de restrições alimentares, que vão desde a não ingestão de líquidos gelados, carnes, laticínios e doces, até os hábitos, os horários das refeições, a maneira como deve-se alimentar, etc. Isso tudo aliado à prática diária de atividades físicas, além de deixar o vício em álcool, cigarro e outros tipos de drogas. Mas claro, um ponto fundamental é o “sentir-se bem”: ao mesmo tempo que existem várias regras e rotinas a serem seguidas e evitadas, o paciente não deve fazer nada que o deixe mal, com peso de consciência ou mesmo contra sua real vontade, do contrário o tratamento não surtirá efeito algum.

    E é exatamente nesse “sentir-se” bem que entra a fé, pois ela te dá confiança, o faz pensar que o tratamento realmente surtirá o efeito esperado, e que se não surtir, tudo bem, chegou a sua hora e o que importa é que você esteja bem, com uma rotina saudável, sem vícios, alegre e disposto a mudar.

    Em uma palestra sobre a medicina genômica contra o câncer, ministrada em um igreja adventista de minha cidade pude acompanhar uma explicação “científica” do que seria este poderoso tratamento. Mas, essa explicação científica foi muito superficial, constatando apenas que, através dos hábitos supracitados, a cura agirá sobre o gene biológico defeituoso e expulsará o mal do organismo. Claro, alguns desenhos e gráficos foram mostrados.

    Deu até para assimilar o marketing (muitas vezes utilizado pela igreja) com a medicina genômica, pois ela é embasado nos “5 Ps”:
    – Personalizada – Pois é baseada no conhecimento das características genômicas individuais.
    – Preditiva – Pois prevê de maneira probabilística, o futuro médico das pessoas enquanto aidna sadias
    – Preventiva – O conhecimento do mapa de predisposições genéticas de cada indivíduo permite ajustar o ambiente ao seu genoma e assim prevenir o aparecimento das doenças.
    – Pró-ativa – Diferentemente da medicina tradicional, a medicina genômica visa agir ativamente para a manutenção da saúde.
    – Participativa – É o próprio indivíduo quem se empenha e participa na busca da melhor maneira de lidar com suas predisposições genéticas.

    Tudo muito vago, a verdade é que eu preciso de mais para acreditar. Então, vieram os depoimentos, pessoas que curaram cânceres e várias outras doenças, além da melhora na qualidade de vida, claro. Algo que realmente te convence e até motiva, pois um fundo de verdade existe ali. Afinal, ter hábitos saudáveis reflete em uma vida saudável.
    O problema é que para essa tal medicina dar certo, é necessário abandonar tratamentos médicos convencionais, a não ser que seja um caso delicadíssimo de vida ou morte, como uma parada cardíaca, por exemplo. Isso me dá medo. Será que somos céticos de mais? Ou precavidos de menos? O fato é que essa medicina genômica é uma proposta de vida diferente. Talvez não seja uma medicina, mas pode ajudar muita gente, desde que saiba pesar os valores.

    A fé não precisa ser apenas em um deus evangélico, cristão, ou coisa do tipo, pode ser a crença em você mesmo, na capacidade natural das coisas em se modificarem e, consequentemente, melhorarem. Mas acho que ainda não estamos prontos para assumir que algo assim, tão volátil seja capaz de tantas coisas.

    O ser humano está preso no concreto, precisa de todos os dados, tudo o que existe e foi comprovado para acreditar, do contrário fica difícil arriscar apenas no tempo, na natureza e na tal da fé. A alegria e o bem estar podem ser comprados em pequenos frascos, e se o mundo é capitalista, porque não aderir a ele de corpo e mente?
    Pois é, são muitos os questionamentos, mas logo a prometida “medicina genômica” vai estar nos noticiários, médicos genômicos serão tidos como charlatões, depois podem até ser endeusados, vai saber. O que se espera é um pouco de clareza da nossa parte.

    Rodrigo Peronti Rodrigues

    19/11/2012 em 16:41

  27. Amigo não conta cromossomo

    A Síndrome de Down (SD) foi descrita em 1866 por John Langdon Down, mas foi em 1958 que o geneticista Jérôme Lejeune verificou que no caso da Síndrome de Down há um erro na distribuição e, ao invés de 46, as células recebem 47 cromossomos e este cromossomo a mais se ligava no par 21. Então surgiu o termo Trissomia do 21 que é o resultado da não disfunção primária, que pode ocorrer em ambas as divisões meióticas e em ambos os pais.
    Segundo Sebastiana Bergocce, professora de Biologia e Genética do Centro Paula Souza “Sylvio de Mattos Carvalho”, o processo que ocorre na célula é identificado por um não pareamento dos cromossomos de forma apropriada para os polos na fase denominadas anáfase, por isso um dos gametas receberá dois cromossomos 21 e o outro nenhum.
    “Esta alteração genética afeta o desenvolvimento do individuo, determinando algumas características físicas e cognitivas. A maioria das pessoas com a Síndrome de Down apresenta a denominada trissomia 21 simples, isto significa que um cromossomo extra está presente em todas as células do organismo, devido a um erro na separação dos cromossomos 21 em uma das células dos pais”, disse Sebastiana.
    A Síndrome de Down afeta um em cada mil recém-nascidos. A chance de nascer uma criança com síndrome aumenta com a idade da mãe, principalmente depois dos 35 anos. Embora ainda não exista cura para a SD, a qualidade de vida dos portadores podem melhorar se houver cuidados e estímulos adequados. “Em 95% dos casos, ela acontece por falha na meiose (divisão celular), durante a formação do óvulo e apenas 5% se deve a erros na formação do espermatozoide”, ressaltou.

    Diagnóstico

    A Síndrome de Down apresenta ainda, segundo Sebastiana Bergocce, sinais característicos como, língua protusa (para fora da boca), altura abaixo da média, orelhas com implantação baixa, pescoço grosso e adiposo, mãos curtas e largas com uma única linha palmar e olhos oblíquos com uma prega cutânea na pálpebra superior, (essa prega foi erroneamente associada à prega dos olhos dos orientais). Por isso, essa anomalia também era chamada de mongolismo, termo hoje abandonado.
    Além das características, eles apresentam deficiência mental, problemas cardíacos, maior risco de infecções e leucemia e expectativa de vida menor, em torno de 30 ou 40 anos. A alteração pode ser descoberta logo no início da gravidez, por meio de técnicas que recolhem células do embrião para se fazer o cariótipo, ou após o nascimento.
    Segundo a Fundação do Portador de Síndrome de Down no Brasil (http://www.fsdown.org.br), a estimativa do número de brasileiros com Down varia de 80 mil a milhões e as estatísticas em torno do número preciso de quantas pessoas têm a síndrome de Down no Brasil são nebulosas.
    Os resultados do Censo 2000 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), apontam que cerca de 14,5% da população brasileira têm alguma deficiência física ou mental, ou seja, trata-se de uma população de 24,5 milhões de pessoas.

    Convivendo com a Síndrome

    A cabeleireira Claudineia Maria Galo Neves é mãe de Karina Neves. Karina tem doze anos e é portadora de Síndrome de Down. Claudineia diz que Karina é a filha caçula e ensinou a todos na família um jeito único de ser feliz. “Sou privilegiada e abençoada por Deus por ter colocado Karina na minha vida. Muitos pais gostariam de ter uma criança tão especial como ela”, conta a cabeleireira.

    * Portadores de Síndrome de Down podem levar uma vida normal

    Conforme mostrado na matéria, a Síndrome de Down foi descrita pela primeira vez como uma anomalia genética em 1959, mas essa Síndrome caracteriza-se pela presença, total ou parcial, de um cromossomo 21 extra — o indivíduo nasce com 47 cromossomos, ou seja, um a mais que o esperado. Enfim, não se trata de uma doença, mas de uma deficiência genética.
    Atualmente, a Síndrome de Down é mais conhecida, o que permite mais qualidade de vida, melhores chances e desenvolvimento para os portadores. Mas, infelizmente, esse avanço ainda não foi suficiente para acabar com um dos principais obstáculos que as pessoas com Down enfrentam: o preconceito.
    Na entrevista da cabeleireira Claudineia Maria para a matéria “Amigo não conta cromossomo”, a cabeleireira é a mãe de Karina, de nove anos de idade. Karina é portadora da Síndrome de Down e segundo a cabeleireira, a filha sente o preconceito no olhar das pessoas.
    Apesar do preconceito, que ainda existe por parte da sociedade, os portadores de Síndrome de Down estão ganhando cada vez mais espaço e no dia 21 de março é comemorado o Dia Internacional da Síndrome de Down.
    É difícil dizer o que pode acabar de vez com o preconceito. Talvez seja mais informação, já visto que a ignorância cega as pessoas (dada por inúmeras razões), ou talvez falte um pouco mais de sensibilidade e amor ao próximo, afinal, um portador de Síndrome de Down pode sim levar uma vida com normalidade.

    Jéssica Mendes (03509 – 038)

    Jéssica Mendes

    19/11/2012 em 17:23

  28. VALE ESSA POSTAGEM

    Área da antiga Fazenda Jataí possui a maior reserva de cerrado do estado de São Paulo

    Localizada na região do município de Luís Antônio, estação possui grande biodiversidade de fauna e flora e um apelo histórico que deve ser preservado

    A Estação Ecológica do Jataí (EEJ) foi fundada em 15 de junho de 1982, localizada no município de Luiz Antonio, região de Ribeirão Preto(SP). Em 2010 completou 28 anos com a inauguração da base operacional em um ponto estratégico para atividades de pesquisa e vigilância.
    O posto recebeu o nome de Horácio Gomes, antigo funcionário que auxiliou no desenvolvimento de pesquisas e faleceu em 2008. A base operacional fica próxima às margens do Rio Mogi-Guaçu, localização estratégica para a fiscalização da Unidade de Conservação. A partir dela é possível seguir para as diversas áreas da Estação Ecológica, como a Estrada do Cafundó, a Represa Beija-Flor, a Lagoa do Diogo e a Lagoa do Óleo.
    A área pertencente a unidade de conservação (que pertencia à antiga Fazenda Jatahy), recebe pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (UNESP) de Jaboticabal(SP), da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Polícia Militar Ambiental, Instituto Florestal e da Fundação Florestal.
    A base da EEJ foi batizada em homenagem a Horácio Gomes, que trabalhou na EEJ durante aproximadamente 40 anos. Funcionário aposentado do Instituto Florestal, ele continuou a trabalhar dedicando seu tempo no auxilio das atividades acadêmicas de diversos alunos – mais de 40 trabalhos de mestrado e doutorado de acordo com o site da Fundação Florestal do Estado de São Paulo.

    Divisão da EEJ

    Recentemente a EEJ foi dividida em duas áreas: a EEJ e a EELA (Estação Experimental de Luís Antônio). Para ele não há uma evidente diferenciação na administração das unidades. Ele observa que o acesso a EEJ é mais restrito e controlado de acordo com o que o SNUC (Sistema Nacional de Unidade de Conservação) prevê para esse tipo de unidade.
    Uma aspiração dos moradores de Luís Antâonio e de alguns pesquisadores é a transformação da área da EELA em parque. A EEJ deve continuar tendo o status de Estação Ecológica, que é mais restritivo, garantindo a integridade de seus ecossistemas.

    Apelo Histórico

    A ocupação da EEJ remonta ao fim do século XIX, quando o café era a cultura mais importante do Estado de São Paulo. Na estação podem ser encontradas informações históricas sobre o uso e ocupação da região, podendo ser encontrados tijolos do fim do século XIX e vestígios de um porto no rio Mogi que fazia parte da hidrovia Mogi-Guaçú, Rio Pardo para o escoamento de café.
    A hidrovia foi abandonada após a aquisição da Estrada de Ferro (E.F.) Rio Clarense, pela Companhia Mogiana, quando os trilhos da companhia atingiram a margem Sul do Rio Mogi com a construção da ponte férrea próximo à Guatapará (SP). Em 1959, a área passou a pertencer ao Estado e ficou sob a administração do IF (Instituto Florestal), que iniciou o plantio de eucalipto.
    De acordo com o pesquisador e jornalista Tárcio Minto Fabrício, em 2002, a Unidade de Conservação (UC) teve sua área ampliada para os atuais 9.010,7 hectares, tornando-se a maior área a preservar o bioma Cerrado no Estado. Durante seu mestrado em Ecologia, Tárcio trabalhou no Jataí pesquisando insetos, mais especificamente com Afídeos (insetos sugadores de plantas, conhecidos popularmente como pulgões).
    Quando cursou jornalismo, ele quis mostrar a grande riqueza cultural e a importância científica da EEJ bem como retratar um pouco do dia-a-dia dos pesquisadores.
    Outro ponto destacado por ele é o projeto que pretende transformar a região em um polo de turismo ambiental e histórico na região.
    “Pretendemos transformar um local em um atrativo turístico, dessa forma daremos às pessoas que trabalham em olarias e areeiros da região uma melhor oportunidade de trabalho, onde possam atuar como guias turísticos ou vender seus produtos artesanais e doces caseiros, um exemplo de sustentabilidade”.

    Fauna e flora: a importância da EEJ

    Os biomas mais comuns na EEJ são o Cerrado e a Mata Estacional Semidecídua. Na flora destacam-se espécies como o pequi, o barbatimão, a gabiroba e o angico-preto.A fauna é composta por espécies típicas do Cerrado como o lobo-guará, o tamanduá-bandeira, capivaras e outros animais como a onça-parda. Quinze lagoas marginais ao rio Mogi-Guaçu são protegidas pela UC e funcionam como berçário para uma infinidade de peixes e aves.

    “Quando o rio transborda leva suas águas para as lagoas, onde os alevinos podem crescer longe dos predadores, na próxima cheia, os peixes são devolvidos novamente ao Rio Mogi”, explica Tárcio. Ele ainda destaca que a fauna do local é rica e algumas espécies encontradas lá estão em risco de extinção, este é o caso do lobo–guará, da jaguatirica, onça parda, tamanduá-bandeira, entre outros.
    Outro pesquisador que já estudou a EEJ, é o professor Denílson Teixeira, do programa de Mestrado em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente do Centro Universitário de Araraquara (UNIARA). Ele esclarece que a transformação da EEJ em um parque estadual seria de grande importância para a preservação da flora, fauna e recursos hídricos da região. Teixeira destaca que para a preservação desses recursos serem efetivos, é necessário pensar na população que vive no entorno da EEJ.
    Preservar o bioma da E.E.J. e sua história significa preservar não somente a fauna e flora, mas também mostrar a importância dessa propriedade rural durante a ocupação das terras dessa região do estado de São Paulo.
    Além da Fazenda de propriedade do Conde Ribeiro do Valle e da Hidrovia Mogi-Pardo, nesse local encontramos ainda vestígios da cultura caipira, da ocupação das terras por parte de imigrantes japoneses, além da história do criminoso e fugitivo “Dioguinho punhos de renda”, acusado de assassinar 25 pessoas no final do século XIX.

  29. ABORTO: UMA FACA DE DOIS GUMES

    Polêmico por natureza, o aborto tal como o conhecemos vai contra um dos principais instintos que estão presente em toda a escala do reino animal: o de se reproduzir para perpetuar a espécie.
    Tão polêmico quanto o ato de abortar uma vida é determinar onde a vida começa. A tese mais aceita é que a vida humana começa na fecundação, ou seja, quando o espermatozoide se instala no óvulo. Inclusive esta é a opinião defendida pela igreja católica, instituição que sempre foi influente na construção dos valores e da moral da sociedade ocidental.
    Mas as teorias de onde a vida começa não param por aí: a vida começa com o bater do coração? A vida começa quando está formado o sistema nervoso central? A vida começa com o nascimento? Começa a partir do momento em que o ser passa ter consciência de si próprio ou a vida começa de outras vidas?
    De fato existem muitas teorias e motivos para embasar os argumentos dos que são contra o aborto. Mas, na prática, poucos se importam com a vida dessas crianças depois de nascidas. Afinal, de que adianta garantir o direito a vida, se não se garante nem os direitos básicos da criança e do adolescente?
    Está no Estatuto da Criança e do Adolescente: “Capítulo II – Do Direito à Liberdade, ao Respeito e à Dignidade. Art. 15. A criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao respeito e à dignidade como pessoas humanas em processo de desenvolvimento e como sujeitos de direitos civis, humanos e sociais garantidos na Constituição e nas leis.”
    Convenhamos, se nem as crianças que tiveram uma gravidez desejada em sua totalidade se enquadram nos termos da constituição, o que se pode esperar das que vieram de uma gravidez indesejada? São, na maioria das vezes, crianças cuidando de outras crianças, dando sequência a este ciclo vicioso do submundo das periferias e dos extremos da pobreza que se concentram no norte e nordeste do Brasil, onde o respeito, a dignidade e o direito a informação são privilégios de poucos.
    Vale lembrar que é neste cenário pouco divulgado nos telejornais e comumente ignorado pela sociedade que encontramos o tráfico de crianças, a prostituição infantil e o abuso de menores. A minha pergunta é: onde estão aqueles que defendem o aborto neste momento? Tomando chá das seis em suas casas depois de terem dito o que o outro deve fazer coma vida dele?
    É claro que a problemática do aborto não se resume apenas à gravidez precoce, existem outros casos que envolvem outros aspectos que vão além do âmbito moral. Como, por exemplo, nos casos de estupro, em que a aspirante ao aborto foi vítima de uma violência cujo fruto ela terá que cuidar para o resto de sua vida.
    Muito se pensa na vida da criança que está por vir (ou que já existe), mas pouco se pensa na vida dessa mulher que não tem escolha a não ser gerar o filho e ter a sua vida e planos totalmente modificados (pra melhor ou pra pior) ou se submeter a clínicas clandestinas de aborto.
    Atualmente o maior preço pago pela proibição legal do aborto é a quantidade de mortes – ou de sequelas graves às mulheres, notadamente às mais pobres. As que podem pagar contam com clínicas sofisticadas, ainda que clandestinas. Além de passarem pela angústia de decidir pelo aborto. As brasileiras enfrentam riscos inexistentes para americanas, russas, cubanas, francesas, inglesas…
    No Brasil, de acordo com estimativas do Ministério da Saúde, entre 729 mil e 1,25 milhão de mulheres se submetem ao procedimento anualmente no Brasil. Destas, pelo menos 250 morrem, os dados são de 2011.
    Mas, afinal, até que ponto é aceitável que as pessoas que não admitem o aborto por convicções morais e religiosas destruam o direito daquelas que desejam optar pelo procedimento?
    São muitas perguntas, só neste artigo foram dez, onze se contarmos com o título e até agora poucas afirmações. É meio frustrante, eu sei, mas resta a pergunta: cabe a nós priorizar as vidas que estão por vir se nem ao menos temos como garantir a qualidade de vida dessas crianças ou devemos nos preocupar com as vidas que transitam pelo mundo?
    Vale lembrar que somos sete bilhões, em um planeta repleto de falsos moralistas que adoram pontuar o que é certo e errado, mas pouco se comprometem com os resultados de suas ações. Eles querem garantir o direito à vida, mas que vida é essa?

    Luan Emilio Faustino

    Luan Emilio Faustino

    19/11/2012 em 19:52

  30. Passe espírita: quem são os trabalhadores da última hora

    A doutrina espírita vem se expandindo e ganhou novos adeptos nos últimos anos. É o que mostram os dados do mais recente censo demográfico realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Nos últimos dez anos a religião espírita cresceu 0,7% e chegou à marca de 2% da população brasileira, atingindo 3,8 milhões de pessoas no país.
    Os dados da pesquisa mostram também que os espíritas têm os melhores indicadores de educação: 30% deles possuem ensino superior completo e apenas 1,4% não são alfabetizados.
    As pessoas que queiram procurar uma casa espírita não terão dificuldade, porque são mais de doze mil centros filiados à FEB (Federação Espírita Brasileira), espalhadas em todo o Brasil. Eu mesmo atuo em uma dessas casas como “passista”, ou seja, alguém que dá passes espirituais aos que procuram o centro.
    Com o crescimento da prática, muitas pessoas, depois de terem curiosidade, tomam coragem e me perguntam: como funcionam os passes dos espíritas? E eles realmente podem levar à cura?
    Primeiramente eu informo que os passes devem ser realizados apenas dentro das casas espíritas, pois esses ambientes são totalmente higienizados e energizados por espíritos superiores. Lembrando que esta cena da higienização é uma questão de fé e crença na espiritualidade, e nada físico.
    Outra informação a ser esclarecida é que o passista, que trabalha na doutrina espírita, não está ali por acaso. Ele já fez cursos, estudou pelo menos cerca de três anos e sempre se policia para estar equilibrado, tanto fisicamente quanto espiritualmente, para poder ser um bom instrumento de trabalho na doutrina espírita.
    Deve ficar bem claro que qualquer pessoa que estude e que esteja preparada pode ser um trabalhador “da última hora”, não importando a sua idade ou se possuí ou não mediunidade. Basta apenas querer ajudar o próximo.
    Quando as pessoas procuram as casas espíritas e as salas de passes normalmente elas estão necessitadas, passam por dificuldades ou precisam de algo que só a fé pode ajudar – sejam os centros espíritas ou qualquer outra doutrina religiosa.
    Já nas casas espíritas e dentro das salas de passe acontece o encontro entre o “doador”, ou passista, e o “receptor”, que é o indivíduo necessitado.

    Depois desse encontro, cada um fica em sua posição característica. O “receptor“ deve permanecer sentado até o fim do passe e o doador fica em pé, impondo as mãos sobre o mesmo para que exista a troca de energia.
    O passe nada mais é do que uma transfusão de energias fisio-psíquicas de um ser para outro. Beneficia a quem o recebe, porque oferece novo contingente de “fluidos” já existentes, considerando equilibrantes e ideais da mente, que servem de apoio eficaz para todos os tratamentos.
    Com o passe, essa troca de energias só acontece porque os espíritos superiores emanam fluídos celestes, que são retransmitidos as pessoas necessitadas através do passista. Os trabalhadores espíritas são os primeiros a serem atendidos, pois devem receber as energias para depois retransmiti-la.
    Aos que me perguntam, digo que o passe espírita pode levar à cura, sim, mas tudo depende de cada indivíduo, pois existem algumas leis celestes a serem seguidas, como a da lei de ação e reação e a do merecimento, que é uma particularidade de cada um.
    É o que sugere um estudo desenvolvido em 2011 pela USP (Universidade de São Paulo), em conjunto com a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Os resultados indicam que a energia liberada pelas mãos tem o poder de curar qualquer tipo de mal estar.
    O trabalho foi elaborado com base em técnicas manuais terapêuticas já conhecidas na sociedade e realizadas no espiritismo, com o famoso “passe”. Na pesquisa, a técnica da imposição das mãos para curar foi testada em 44 idosos e cerca de 90% deles tiveram uma sensível melhora e chegaram até a cura, tanto física quanto psicológica.
    O que pode ser concluído sobre os passes espíritas é que eles servem como base para que, através deles, possamos nos beneficiar, tratando o nosso corpo físico, psíquico, peri-espiritual (fluídico) e espiritual. É um tratamento de apoio que dissolve as energias negativas contidas em nós mesmos.
    E o que me leva a prosseguir e continuar sendo um passista na casa espírita é ver que, a cada dia que passa, as pessoas buscam um conforto e um eixo de equilíbrio através de você, mesmo que indiretamente, pois somos apenas instrumentos de trabalho na seara cristã junto aos espíritos celestes.

    Lucas Pandolfelli Zampieri

    19/11/2012 em 20:16

  31. Alcoolismo: Um problema que cada vez mais comum entre os jovens

    Repórter: Erica Paula Nascimento

    O consumo de bebidas alcoólicas faz parte de hábitos e costumes de muitas culturas, e seu consumo está ligado a comemorações, descontração, socialismo e lazer, mas para muitos jovens a apresentação á bebida alcoólica pode começar em casa, em festas familiares, ou por influência dos pais.
    Quando o jovem não tem o habito na família, ele acaba conhecendo a bebida com os amigos, e muitas vezes isso acontece apenas para se sociabilizar, e por isso o Brasil vem mostrando uma triste realidade.
    Recentes pesquisas mostram que o aumento do consumo de bebidas alcoólicas pode se tornar um grande problema para a sociedade, pois podem trazer grandes riscos a saúde com o decorrer dos anos.

    O consumo de bebidas alcoólicas também aumento entre as jovens, meninas entre 14 e 16 anos estão bebendo mais ou igual aos meninos da mesma idade, na minha opinião o que acontece é que as meninas estão cada vez mais querendo ser independente, e devido a imaturidade eas acreditam que beber ás torna mais legais e aceitas em seu grupo.

    Muitos jovens começam a beber bebidas alcoólicas muito cedo. Nos dias de hoje conseguir bebida é muito fácil. Embora exista lei que proíbem a venda, isso não impede dos jovens consumirem as bebidas, e por isso muitas pessoas adultas não se importam com as consequências que o álcool irá trazer aos jovens. Também tem as propagandas na TV acabam influenciando os jovens .

    Devido a esse consumo precoce e imaturo, os jovens podem sofrer com essa dependência, e ser um futuro alcoólatra, muitos jovens que não se viciam na adolescência acabam descobrindo os vícios na faculdade, e reconheço que resistir ao álcool em festas universitárias não é nada fácil, pois onde há festa há o álcool, e se tratando em festas universitárias isso é quase uma lei, mas os jovens devem ter consciência e responsabilidade pois o uso abusivo do álcool trás muitos problemas tanto para o alcoólatra tanto para a família, e o reconhecimento do vício e a procura pelo tratamento é muito importante, porem nem sempre é o suficiente, o alcoólatra precisa do apoio da família, dos amigos e muita boa vontade, pois o vício vai estar presente a todo momento.
    Mas como combater o alcoolismo se ele pode começar em casa, e com tantas propagandas que induzem a esse consumo? Será que tirando os comerciais, proibindo a venda para menores de idade, aumentando o preço do produto, podemos combater esse mal a sociedade?
    Extinguir o consumo do álcool é uma coisa fora da realidade, mas educar e aconselhar os jovens são um caminho para a prevenção de não formar futuros alcoólatras.

    referencias:
    http://www.canalminassaude.com.br/noticia/pesquisa-aponta-aumento-de-consumo-de-alcool-em-adolescentes/
    http://www.blog.saude.gov.br/consumo-de-bebida-alcoolica-aumenta-com-escolaridade/

    erica

    19/11/2012 em 20:23

  32. O fascínio pelo fim do mundo e a falta de esperança na humanidade

    Felipe Turioni

    É definição científica ensinada desde as primeiras aulas de biologia, ainda na escola primária: o ser humano nasce, cresce, se reproduz e morre. Sua existência é finita, e por mais que o fato seja indesejado, a morte uma hora chega para todos. Talvez essa seja a melhor explicação para o fascínio que se cria pelo fim do mundo. Se nós acabamos, por que o Universo não teria o mesmo destino?

    E até já teve. Há 65 milhões de anos o impacto de um asteróide teria levado os dinossauros à extinção, e junto deles 75% das espécies que viviam na Terra. Este fato é um dos mais documentados pelos cientistas, com a localização de uma cratera que teria se formado com a colisão do corpo celeste, na região do Golfo do México.

    Desde então, o domínio de aves e mamíferos sobre o nosso planeta desenvolveu uma linhagem evolutiva chegando aos seres humanos, desde o Homo erectus até o Homo sapiens sapiens, com uma capacidade intelectual invejável e uma necessidade de se interessar por assuntos escatológicos.

    Até o físico Albert Einsten já condicionou o fim da humanidade. Em meados do século XX ele afirmou que o fim chegaria exatos quatro anos após as abelhas deixarem de existir, devido a importância delas para a polinização e a agricultura. Comparação suficiente para causar alarde entre os seres pensantes quando uma notícia foi divulgada relatando o desaparecimento de mais da metade desses insetos na Europa e nos Estados Unidos, em 2007.

    De lá pra cá se passaram cinco anos e o mundo não acabou. Claro, era apenas o início do desaparecimento das pobres abelhas, elas ainda não estavam extintas, por isso ainda estamos vivos. Mas, para alguns, não vamos muito além de 21 de dezembro deste ano.

    Deixando de lado o embasamento lógico de Einsten sobre a vitalidade das abelhas para os seres humanos, todos correm contra o tempo para aproveitar o que ainda resta do mundo, antes de seu fim, previsto por uma suposta profecia Maia.

    “Suposta”, sim, porque não foi o povo pré-colombiano que definiu o fim do mundo. Um sistema de calendário criado por eles provavelmente nunca quis sugerir o fim do mundo, mas apenas o fim de um ciclo.

    Segundo os maias com sua organização de tempo, o mundo deve encerrar neste ano a “quarta era” e completar 13 “baktun”, o último dos ciclos. A boataria sobre essa teoria foi criada pelo estudioso Michael Coe, especialista americano da civilização maia, que adaptou a data nos anos 1970 e foi inspiração para os místicos.

    Entretanto, não foi deixado claro pelos maias o que aconteceria depois desta data. Além disso, em maio deste ano, uma versão mais antiga do calendário foi descoberta e anunciada em artigo na publicação científica Science, mostrando que os maias teriam 17 ciclos e não 13, o que se estenderia a existência do mundo por pelo menos mais uns 7 mil anos.

    Mas e as catástrofes registradas em diversos países, como o furacão Sandy, nos EUA, e os riscos do superaquecimento do globo? Pesquisadores alertam que a tempestade que passou pelos EUA pode ter sido causada pelo calor registrado no litoral norte-americano durante 2012, ano que registrou o verão mais quente da história. Além disso, o mar que invadiu Manhattan, com mais de 2,7 metros, subiu 30 centímetros nos últimos tempos, tendo a ver com o derretimento das calotas polares.

    Não há profecia que responsabilize os danos causados pela passagem do furacão, que matou quase 200 pessoas no fim de outubro. Mas os indício mostram que as razões para o fim do mundo, pelo menos para essas pessoas, são a ação humana com a destruição do ecossistema e a mudança climática causada pela emissão de gases poluentes.

    Há um mês do fim do mundo – de acordo com os afoitos seguidores do calendário maia -, certezas sobre a chegada do apocalipse até podem estar claras com este fato. Mas a inexistência de registros claros sobre a profecia ainda dá aos seres humanos esperança para a continuidade de nossa existência no Universo. Ou seria isso um motivo para acabarmos com as esperanças na humanidade?

    Felipe Turioni

    19/11/2012 em 20:55

  33. O que vale é esse.

    Dependência do alcoolismo

    O consumo exagerado do álcool sem cuidados gera reações inesperadas até mesmo para os jovens, que muitas vezes são visto com problemas de alcoolismo.
    O álcool, como todas as substâncias que causam alguma alteração nos sentidos daqueles que as ingerem, deve ser considerado uma droga, que muda drasticamente o humor e a percepção do sentido.
    Os efeitos físicos e psíquicos do excesso de álcool nos jovens podem acarretar grandes problemas, que os impedem de levar uma vida normal, tanto no convívio familiar quanto no profissional, comprometendo sua própria segurança e também a daqueles que os rodeiam.
    Os jovens estão bebendo cada vez mais cedo e, por vários motivos, o álcool é uma válvula de escape.
    O álcool serve para impulsionar a pessoa a fazer coisas que não têm coragem se estiver sóbria. Com isso, ganha o respeito dos amigos do seu grupo.
    O perder da timidez e alívio da angústia também são motivos para consumir o álcool; por isso os jovens de hoje não pensam no amanhã e se envolvem com essa dependência, causando vários transtornos para sua vida.
    Um exemplo de risco que vivenciei foi aqui na faculdade no dia dos “bichos”, quando os jovens frequentemente bebem.
    O jovem que vive em uma sociedade moderna nesse ambiente social tem provocado um aumento sensível do número de alcoólatras. E com isso gera um processo de dependência mostrando uma sociedade em decadência em relação aos jovens alcoólatras.
    Existe uma lei que proíbe os jovens menores de dezoito anos de beber, como está na Constituição.
    No meu entendimento, a lei poderia ser cumprida com mais rigor e eficiência.
    Enfim, a dependência do álcool gera transtornos e traumas para as pessoas que se envolvem, causando um problema que pode custar a vida.
    As campanhas esclarecedoras e reeducação dos alcoólatras têm o foco principal nos adolescentes, por meio de técnicas socioterápicas e sociedades de “alcoólatras anônimos”. São também medidas importantes para mostrar ao jovem o que o álcool pode causar, além de virar uma dependência. Por isso a campanha antialcoólica visa mostrar aos jovens o caminho do conhecimento e que o álcool é uma dependência que pode acarretar sofrimento e um caminho sem volta.

    Francisléia Regina de Favere

    19/11/2012 em 21:02

  34. VALE ESSE TEXTO:

    Novo modo de viver: hemodiálise

    Na cidade de Matão (SP), mais de 50 pessoas precisavam viajar todos os dias para fazer a hemodiálise. Como se já não bastasse o tratamento, as constantes viagens desgastavam ainda mais os pacientes portadores de insuficiência renal.

    Com isso, no dia 26 de abril de 2011 a Unidade de Hemodiálise recebeu credenciamento do Sistema Único de Saúde (SUS) para funcionar em Matão. O serviço tem capacidade imediata para atender 84 pacientes em três turnos, conta com uma equipe de cinco médicos nefrologistas, enfermagem especializada e equipamentos modernos.

    O centro de hemodiálise de Matão ainda oferece aos pacientes atividades para tornar o ambiente melhor, mais agradável, proporcionando muita interação. As opções são sessões de cinema, bingo, confraternização todo final de mês, entre outras atividades.

    Nas sessões de cinema, os funcionários selecionam alguns filmes, e o filme escolhido pelos pacientes é exibido durante as sessões de hemodiálise. No bingo cada funcionário ou paciente leva algum objeto que fará parte da premiação. As confraternizações acontecem todo final de mês e comemoram aniversário de algum paciente e datas comemorativas.

    A proposta das atividades realizadas no Centro de Hemodiálise da cidade de Matão proporciona dedicação e muito carinho aos pacientes, podendo ser introduzidas em outras unidades de hemodiálise existentes. É uma iniciativa que busca a felicidade, mostrando uma maneira para vencer os obstáculos que a doença pode apresentar.

    A mudança na vida dessas pessoas é muito grande. A assistência psicológica, o apoio da família e amigos também é uma ótima alternativa para melhorar a qualidade de vida dos pacientes, ajudando-os a conviver com essa realidade.

    Hemodiálise e sua prevenção

    A hemodiálise é um processo de filtragem que elimina o excesso de líquidos e substâncias tóxicas do sangue com um rim artificial, realizada em pacientes portadores de insuficiência renal crônica ou aguda.

    A máquina recebe o sangue do paciente por um acesso vascular, unindo uma veia e artéria, impulsionado por uma bomba até o filtro de diálise. No dialisador o sangue é exposto à solução de diálise através de uma membrana semipermeável que retira o líquido e as toxinas, sendo devolvido ao paciente o sangue limpo pelo acesso vascular.

    O tratamento é lento e é um procedimento médico delicado, que exige equipamentos e cuidados especiais, considerando sua complexidade. Uma sessão de hemodiálise convencional dura quatro horas e é realizada três vezes por semana, e dependendo da situação do paciente o tempo varia de três a cinco horas por sessão e pode ser feita de duas a quatro vezes por semana, até mesmo diariamente.

    Para o transplante são realizados exames durante os primeiros 15 a 20 dias para prevenir e diagnosticar rejeições. Os primeiros 3 meses são os mais perigosos porque é o período em que ocorre maiores complicações de rejeições e infecciosas. Após o terceiro mês, vários exames são realizados para avaliar a evolução clínica e o estado do rim. O paciente nunca poderá interromper a medicação, ou deixar de fazer exames indicados, devendo sempre tomar os cuidados necessários.

    É importante que as pessoas tomem mais cuidado com os rins, que conheçam os sintomas de complicações renais para identificá-los. Realizar exames uma vez por ano, consultar o médico regularmente, beber muita água, praticar exercícios físicos, entre outros cuidados são necessários. Pois um descuido pode trazer sérios problemas e fazer com que a pessoa dependa de uma máquina a vida inteira.

    Materiais de apoio:

    http://saude.abril.com.br/edicoes/0298/medicina/conteudo_278868.shtml
    http://www.transplanterenal.com.br/duvidas.html
    http://www.inicepg.univap.br/cd/INIC_2008/anais/arquivosEPG/EPG00954_02_O.pdf
    http://www.minhavida.com.br/saude/temas/insuficiencia-renal-cronica

    Mirieli Coutinho

    19/11/2012 em 23:17

  35. Carta sobre a Coluna de Pondé disponível no link http://www1.folha.uol.com.br/colunas/luizfelipeponde/1076424-narcisismo-no-face.shtml

    Narcisismo no “face” é? Engraçado você descrever esta característica sobre uma mídia social específica e direcionando de certa forma, a todas as outras. Vou confessar que apesar de em alguns momentos achar engraçado a forma com que as pessoas se relacionavam no facebook, nunca havia me atentado com foco nessa caso do ‘me ame acima de tudo e de todos’.
    É uma ótima ferramente da comunicação atual, aproxima milhares de pessoas, fazem as distâncias se tornarem pequenas e ínfimas – mas ainda assim não sendo capaz de substituir o contato- trazendo a pessoa querida para mais próximo de uma conversa. Onde existe relacionamento, sejam eles quais quer que sejam sempre há o desenvolvimento do sentimento humano, sentimento bom ou ruim perante a internet ou fora dela.
    Agora me atento a sua citação referindo-se ao narcisismo como algo que vem muito antes da tecnologia, no fim dos anos 70 onde o historiador Christopher Lasch tratando já naquela época de um assunto que só nos dias de hoje começa a querer sair da toca. Passados estes 30 anos me vejo cercado de pessoas que não foram instruídas pelos pais, professores e inclusive pela mídia da forma correta aprendendo a lidar com o ‘ego’ sem machucar o ‘idi’, digo-te isso meu caro Pondé por ter feito parte dessa turma “facebookiana”.
    Por este motivo gostaria apenas de finalizar minha carta mandando apenas uma sugestão ao senhor. Não subestime o poder das mídias sociais, do mesmo jeito que elas ‘estragam’ elas também pode ‘enriquecer’, sei que seu respeito pela opinião alheia é grande mas atente-se ainda mais quando o assunto for facebook, filtrando as informações nele contidas alavancaria uma proximidade com seu leitores/fãs como eu.

    Ana Paula Vieira

    19/11/2012 em 23:36

  36. Podres Poderes: vaidade que enaltece o ego e empobrece a alma.

    Quando se fala em vaidade logo se imagina o símbolo da beleza acompanhada de glamour, maquiagem, roupas de grife e quase nada de um cérebro questionável, contudo, a vaidade da qual escrevo talvez seja a mais podre, vazia e engrandecida de poderes.

    Nunca se foi visto com bons olhos o cidadão que eleito pelo voto carrega o título de político. Homens e mulheres, que por simpatia, carisma, boa conversa e um discurso que promete mudar a realidade de uma população, uma cidade, um estado e de um país, carregam no intimo uma vaidade além da normalidade. Porém, estaria sendo injusta se generalizasse o termo político e o tornasse sinônimo de “ coisa do diabo”.

    Existe, apesar da péssima imagem e do comportamento de muitos políticos que não serve de exemplo, uma política que de fato acontece, a política que vem da voz do povo e deve ser preservada para continuar garantindo o direito justo e digno de uma democracia.

    Todos os dias somos invadidos por noticiários que não nos deixam a opção de escolha. Blocos inteiros do principal telejornal do país são alimentados por corrupção, desvio de dinheiro público, escândalos de partidos políticos. Todo dia uma surpresa nova. É como se assistíssemos a uma minisérie, onde personagens são multiplicados e o tema central sempre o mesmo: política suja!

    Hoje, vou retratar a vaidade de vereadores da Terra do Nunca. A sessão que acontece às terças-feiras é representada por 13 parlamentares que esquentam as cadeiras, e abrilhantam o plenário com expressões corporais que pode ser comparada a uma dança contemporânea, acompanhada de plateia que torce o nariz e questiona quando não parece transparente a discussão e os termos apresentados para a população.

    Em uma das ocasiões presenciei o levantar de voz e braços, que desorientados eram lançados de um lado para outro. Braços que me chamou a atenção. Brilhante oratória, voz firme e olhos voltados o tempo todo para os flashes e câmeras de fotógrafos e jornalistas que registravam o teatro patético do parlamentar estrela, esse sem plim plim.

    Entre as diversas especulações sobre supostos desvios, uso indevido do dinheiro público, o parlamentar que mais parece um pavão do que um representante do povo no poder exibe com tamanho glamour de estrela de Hollywood seus projetos e propostas.

    Tem figurinha de toda espécie. Empresário metido a salvador da Pátria, engenheiro achando que esta dentro de uma nave espacial e graduados em direito sentindo-se presidente dos Estados Unidos.

    A decepção aumenta em cada nova eleição. São quatro anos de esperança que depositamos em pessoas que a primeira vista se mostram dispostos a fazer o melhor, mas que se deixam perder no meio do caminho e envaidecidos se entregam ao que existe de pior no ser humano: a pobreza da alma.

    andreza palanca

    19/11/2012 em 23:56

  37. VALE ESSA

    Internação compulsória
    Repórter: Evandro Goulart

    O uso de crack tem aumentando. Alguns fatores como o acesso fácil e a falsa promessa de superioridade e euforia acabam disseminando essa substância. Cada vez mais o usuário do crack fica dependente. Além disso, para sustentar o vício começa a fazer pequenos furtos de dinheiro e de objetos que muitas vezes começam em casa. Alguns dependentes ficam agressivos.
    Essa droga ilícita se encontra em todas as esferas da sociedade, nas famílias ricas ou pobres, em escolas, clubes. Existe também um aumento da utilização dessa substância por parte de crianças.
    Alguns especialistas e médicos defendem a descriminalização das drogas ilícitas. Essa descriminalização seria uma modificação na lei quanto ao uso desses entorpecentes, porém não é liberar.
    Outros especialistas também têm pontos fortes para a não liberação das drogas, entre eles o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, que durante anos trabalhou no tratamento de dependentes químicos. Com sua experiência adquirida, o psiquiatra acabou estudando a fundo diversas políticas de combate as drogas de inúmeros países, foi o primeiro autor a fazer um estudo clínico nacional com usuários de crack. O especialista ressalta o porquê é contra a descriminalização das drogas. “Mais fácil seria defender o direito de cada um fazer o que bem quiser, mas a saúde pública está em jogo”, destaca o psiquiatra.
    As políticas sobre o uso das drogas em nosso país são poucas, ultrapassadas e acima de tudo mal elaboras. Temos ainda um número escasso de policiais, psicólogos e demais agentes que estejam preparados para a abordagem, fiscalização e aplicação das leis em usuários de drogas ilícitas.
    Existem inúmeros argumentos quanto à descriminalização das drogas ilícitas, seja contra ou a favor, além disso, muitos estudos e algumas soluções que demostraram resultados.
    Respeito todas as ações que pode ser que sejam eficazes, mesmo assim, continuo a favor da internação compulsória para o usuário de crack. Esse tipo de ação é à obrigação da internação de viciados em crack por meio de estados e municípios. Essa intervenção é usada regularmente para o dependente de crack, ou seja, interna-se muitas vezes o dependente químico mesmo sem sua vontade para o tratamento, tendo em vista que ele não é mais capaz de responder por seus atos.
    Mais, afinal, é eficaz? É ético?
    Existem poucas cidades brasileiras que fazem esse trabalho com a internação compulsória. A que tem tido maior evidência no âmbito nacional é a cidade do Rio de Janeiro, que aplica essa medida desde março de 2011. Inicialmente a abordagem ocorreu a pessoas maiores de idade e posteriormente com menores de idade. A necessidade dessa intervenção se aplica na fundamentação de que muitos usuários não têm mais a controle de sua vida.
    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, entende que a internação compulsória pode ser sim um caminho, porém é importante buscar alternativas. Algumas ações estão sendo realizadas pelo governo federal, como a criação de um plano para esse tratamento. Entre alguns pontos do plano estão à criação de leitos específicos em hospitais para tratar essas pessoas, melhora e adequação na abordagem dos usuários de crack, entre outras ações.
    Já para o psiquiatra Dartiu Xavier, diretor do PROAD (Programa de Orientação e Assistência a Dependentes), da Unifesp, a internação compulsória acontece com os menos favorecidos. Porém não se pode atribuir o do crack como causa central do problema, pois, muitas vezes ele acaba acontecendo por questões como a falta de moradia, saúde, educação com isso muitos acham nessa droga uma “válvula de escape”, porém o psiquiatra ressalta.
    Para o psiquiatra não basta fazer a internação compulsória é necessário todo um trabalho com o dependente do crack. “Isso não quer dizer que o problema de drogas não existe, só que ela não é a causa”, destaca o especialista.
    Discute-se muito sobre a real eficácia dessa internação. Estudos mostram que em 98% dos casos de internação compulsória o indivíduo acaba tendo uma recaída após a saída da internação. Outra questão é a obrigação deste tratamento, que para a Associação de Magistrados do Estado do Rio de Janeiro só pode existir desde que haja autorização judicial com um laudo médico que comprove a incapacidade de sobrevivência na sociedade por parte do usuário de crack.
    Fica difícil se centrar em uma ideia no caso do crack e sua internação compulsória, porém é nítido que algumas pessoas melhoram. O problema não é internar ou não e sim como agir com essa pessoa durante e depois da internação.
    Falta na sociedade essa política, pois na maioria dos casos sobre drogas ilícitas os problemas são resolvidos momentaneamente e não se tem um acompanhamento do pós-tratamento.
    Mesmo com estudos que mostram a falta de eficácia da internação compulsória eu acredito, sim, que com primeiramente após a obrigação para o tratamento pode então surgir um efeito positivo. Porém é importante ressaltar que não adianta “jogar” o usuário de crack dentro de uma clínica e dar a ele uma avalanche de remédios somente para retirá-lo das ruas. O importante é que o paciente, a família e todos os envolvidos entendam que o crack é uma doença e, assim, erradicar esse problema.
    Certo ou errado a internação compulsória é um caminho possível. O tratamento é difícil, pois quando você obriga alguém a fazer algo implica na exterminação do livre direito de escolha. Mesmo assim não se pode basear por esse direito e deixar nossa população jogada à sorte e ao mesmo tempo reféns de uma destruição sem precedentes inimagináveis, muito mais do que física ou psicológica. O necessário é uma união de todos independentemente de ser rico, pobre, negro, branco, orientação sexual, religião, partidos políticos. Somente deste jeito, aliado a um grande plano que não fique só no papel, extinguiremos o crack e demais drogas da sociedade.

    Evandro Goulart

    20/11/2012 em 10:59

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