teia de ideia [mídia e tecnologia]

Francisco Rolfsen Belda

Roteiro e relatório de análise de revista

com 60 comentários

Aqui você encontra um roteiro para orientar a análise de uma revista impressa, trabalho que corresponde à primeira avaliação de nossa disciplina e que pode ser feito individualmente ou em duplas. Uma vez escolhida a publicação de referência, a ser previamente indicada neste post, você deve fazer uma leitura detalhada da revista, examinando os seguintes aspectos:

1) Identificação e segmentação: nome da revista, nome da editora, país/estado/cidade de publicação, perfil do público-alvo, periodicidade, segmento temático, nível de especialização, abrangência da circulação.

2) Papel e formato: tipo de papel, dimensões do página e, eventualmente, uso de dobras e outros recursos especiais.

3) Organização: número de páginas; descrição de seções; modelo de encadernação e acabamento.

4) Tipologia: critérios de aplicação de diferentes famílias tipológicas e variações conforme categorias textuais, gêneros jornalísticos etc.

5) Diagramação: esquema de modulação das páginas simples e duplas de páginas, flexibilidade no uso de padrões, uso de branco, relações significativas entre texto, imagem e recursos gráficos (fios, linhas, molduras, texturas, boxes, infográficos, ilustrações etc.);

6) Cores: identidade cromática dos elementos de diagramação, paletas de identificação de seções, tonalidades predominantes e seu valor significativo.

7) Iconografia: uso de ícones, marcas, selos, vinhetas, tarjas, timbres de logotipos, logomarcas e outros elementos componentes da identidade visual.

Depois, prepare um relatório, comentando cada um desses pontos. Publique o texto de seu relatório como comentário ao final desta página. Prepare também uma apresentação, incluindo imagens de páginas da revista analisada, de modo a ilustrar suas análises. Essa apresentação será usada no seminário a ser apresentado por você (e seu colega de dupla) aos colegas de turma. Nessa ocasião, salve o arquivo de sua apresentação na pasta da disciplina, na rede de computadores do laboratório.

  • Prazo: 19/11 (turmas C e D) e 20/11 (turmas A e B)
  • Nota: 3,0
  • Procure as revistas e outros produtos editoriais no acervo do LEE (as obras de David Carlson, por exemplo). Aproveite os horários de aula para examiná-las. Não as leve para sua casa sem permissão, por favor.

Escrito por Francisco Rolfsen Belda

03/11/2013 às 18:16

60 Respostas para 'Roteiro e relatório de análise de revista'

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  1. Relatório – Lívia Neves Melo
    1) Identificação
    Edição 589 (10 de outubro de 2013) da Revista Malu da Editora Alto Astral, Bauru – São Paulo. É uma revista de circulação nacional, publicada às terças-feiras, destinada a mulheres das classes BC que tenham entre 20 a 39 anos e se interessem por estes assuntos: bem-estar, moda, animais de estimação, beleza, saúde, filhos, relacionamento, sexo, dieta, previsão de signos receitas e novelas. Foram produzidos 206.040 exemplares da edição 589.
    2) Papel e formato
    O tamanho de cada página é um pouco menor que uma sufite A4 com uma largura de 202mm e altura de 266mm. O papel utilizado é o couché 104g e há verniz na capa e contracapa.
    3) Organização
    A edição analisa tem 40 páginas, com vinco na separação de páginas e lombada canoa no acabamento. Quinze páginas são publicidade externa. A encadernação é feita com dois grampos. As seções apresentadas são: índice, entrevista, lançamentos, bem-estar, “meu pet”, coluna do Gustavo Sarti sobre moda, “nossa capa” com o destaque de uma celebridade, saúde, filhos, relacionamento, perfil de uma subcelebridade, história de uma leitora, maquiagem, “dia a dia” com dicas gerais, “em forma” com dietas, moda, “Malu na cozinha”, novelas e horóscopo.
    4) Tipologia
    Na capa é possível perceber dois tipos de font diferenciados e também o uso dos recursos itálico e negrito. Por dentro da edição, nota-se a predominância de um único tipo de font com variação de cor, sombreado e tamanho para dar destaque a textos específicos.
    5) Diagramação
    O número de colunas em cada página é bem variável e vai se duas colunas até cinco, mas a predominância é de três. Há diversos elementos que constroem a identidade visual da revista como o número da página posicionado no meu lugar e acompanhado do site da revista, a ilustração que acompanha a identificação da editoria, os boxes extras com opiniões de consultores da revista, o título curto seguido de uma linha fina mais longa que resume o assunto a ser tratado e uso de subtítulos e categorizações sobre assuntos. A diagramação não permite grandes espaços em branco e não há muito espaço entre as colunas, os boxes e as próprias linhas do texto. Porém, o uso de moldura auxilia na hora da separação desses elementos. O estilo da revista preza pelo uso da imagem, utilizando pelo menos cinco fotos ou ilustrações em cada página.
    6) Cores
    As cores mais utilizadas são o rosa (cor padrão do logotipo da marca Alto Astral) e o amarelo. Cada seção da revista também ganha uma cor, que se repete cada vez que o ciclo se completa, são elas: verde limão, azul marinho e violeta.
    7) Iconografia
    A capa apresenta o logo da revista em destaque e o logo da marca da editoria, em menor escala, junto ao código de barras da edição. Pela editora ter uma grande gama de produtos, tanto impressos quanto online e mobile, as páginas são preenchidas com publicidade interna de outras produções da Alto Astral. Os ícones como a moldura sólida seguida pela pontilhada também são recursos predominantes. No canto superior esquerdo de cada seção é possível identificar uma forma geométrica sólida e com preenchimento, sempre em uma cor referente, mencionando a editoria a qual aquele conteúdo pertence. Formas geométricas em formato de círculo colocadas em cimas das imagens trazem informação adicional ao texto. Cada assunto específico ganha ícones próprios como, na seção de animais de estimação, há ossos de cachorro e, na página das novelas, há o logo da emissora e um relógio que indica o horário do folhetim.

    Lívia Neves Melo

    11/11/2013 em 18:00

  2. 1) A Hardcore, da editora Três, é uma revista de periodicidade mensal, com tiragem de 40 mil exemplares por edição. A revista é distribuída nacionalmente, com foco no litoral do sudeste. A Hardcore é extremamente especializada e voltada para o público surfista, que, segundo a própria revista, se concentra na faixa de 20 a 35 anos, nas classes A e B, tem o ensino superior completo, vive no sudeste e é do sexo masculino.

    2) O papel utilizado é o couché. As páginas têm tamanho 21cm x 27,5cm.

    3) A edição analisada (280, janeiro/13) tem 132 páginas, divididas em seções (Página 10, Editorial. Do Time, Quadro a Quadro, 10 Perguntas, Journal, Ladies First, Além Mar, Frames, Irmãos na Estrada, Shots, Veia Salgada, Por Trás da Foto, Cena, JabáNews e Sopa de Tamanco). A revista é encadernada com as páginas coladas, sem uso de grampos.

    4) Por ser uma publicação com tema e público específicos, a tipologia também é muito bem definida e restrita. São cerca de cinco fontes em toda a revista, sempre mantendo um padrão (caixa alta no título, baixa no texto e sem serifa). Quando a página possui mais texto do que imagens, a fonte é serifada, facilitando a leitura. A única exceção é a seção ‘Journal’, onde os estilos são em caixa baixa, mais parecidos com um jornal.

    5) O número de páginas simples e duplas é bem equilibrado, já que a revista traz muitas fotos grandes, que ocupam mais de uma página. É difícil observar um padrão predominante na diagramação, tanto no número de colunas quanto na disposição das imagens. A impressão é de que cada página é diagramada individualmente, e mesmo assim há grande harmonia entre elas.
    Na seção ‘Journal’, os infográficos são bastante utilizados. Porém, eles não estão presentes em outras seções.
    Já o branco – e em alguns casos o verde claro – é muito utilizado como plano de fundo.

    6) Alguns detalhes e um título são vermelhos, mas são exceções. No geral, cores frias e que remetem ao mar (verde água e azul) estão mais presentes. Mesmo assim, o preto e o branco predominam, deixando as cores a cargo das imagens.
    A seção ‘Journal’ utiliza muito a cor azul, inclusive no logotipo que a diferencia das demais seções.

    7) Em toda a revista, há linhas tanto no topo quanto no rodapé das páginas. Com exceção da seção ‘Journal’, a identificação das seções está no canto superior e da edição está no canto inferior esquerdo das páginas pares. Já a numeração das páginas está no canto inferior direito das páginas ímpares.
    Como citado no tópico acima, o logotipo da seção ‘Journal’ é azul. A matéria de capa se utiliza de um logotipo em forma de carimbo para identificar suas páginas. As matérias que não são de nenhuma seção específica contém um ‘HC’ marcando o final do texto.

    Leonardo D. Zacarin / Lucas de Brito Leite

    12/11/2013 em 20:41

  3. 1) IDENTIFICAÇÃO E SEGMENTAÇÃO

    A revista Noize é produzida por editora independente, na cidade de Porto Alegre/RS. A revista tem como foco a abordagem na temática cultural, englobando música, artes visuais em geral e literatura. A revista surgiu com periodicidade mensal, porém em 2013 passou a ser trimestral. A distribuição é gratuita, sendo que no caso de leitores de fora do Estado, os mesmos pagam apenas o frete da entrega, a circulação é nacional. A revista é distribuída predominantemente em faculdades do estado do Rio Grande do Sul, lojas de discos , de instrumentos, festivais de música. O público-alvo é predominantemente jovem, e interessado em artes em geral.

    2) PAPEL E FORMATO

    O papel utilizado é o papel couche, e as dimensões são de 17,5 x 20,5 CM, ou seja, um formato mais compacto.

    3) ORGANIZAÇÃO

    Em média a revista tem de 75 a 85 páginas e a encadernação é feita por meio de lombada “colada”.
    As seções fixas são:
    Expediente,
    Leia isto (uma seleção de frases importantes ditas por personalidades artísticas),
    Bandas que você não conhece mas deveria (onde há resenhas com indicações de novos cantores e bandas),
    Do que se alimenta (uma seção onde uma personalidade indica seus gostos com relação a música, artes visuais, plásticas, e etc.
    Reviews (indicações de novos discos produzidos no mês ou trimestre)

    4) TIPOLOGIA

    A tipologia utilizada é simples, não alterando a fonte, exceto nos títulos das seções onde é utilizada em negrito e maiúscula. Ela não se altera por seção, mantendo uma padronização.

    5) DIAGRAMAÇÃO

    A diagramação varia bastante, sem ter um padrão definido. Há paginas em que o texto se encontra em apenas uma coluna, em outros usa-se duas ou até três colunas.
    Não há muita linearidade entre as colunas, podendo as mesmas estarem em posições distintas conforme a matéria abordada.
    O uso das páginas duplas se faz de fora criativa, as vezes a mesma até aparece em posição de “paisagem” horizontal, devendo o leitor “inclinar” a revista para vê-la por completo.
    Em algumas seções há uso de molduras, principalmente quando se trata de fotografias, e por vezes, a revista uso o recurso do “box”.

    6) CORES

    O uso das cores é muito incisivo quando a revista se vale de fotografias ou ilustrações, dando uma espécie de contraste interessante. Há bastante uso da dicotomia preto/branco, bem como de outras cores.
    Há reportagens que se utilizam de mais de uma cor, variando conforme a página.
    As cores servem como elemento de atenção especial da publicação, entretanto a variação não segue um padrão conforme as seções.

    7) ICONOGRAFIA

    O uso de ícones praticamente inexiste, se resumindo a alguns símbolos colocados antes do títulos de algumas seções e uso de linhas separando algumas partes das reportagens.

    Jayme Rosica

    14/11/2013 em 18:21

  4. Análise de Revista
    Melanie Beatriz de Castro
    Ana Luiza Martins

    1) Identificação e segmentação
    Nome da Revista: Plastic Dreams
    Nome da Editora: Não se aplica, pois trata-se de uma revista de divulgação da marca de sapatos femininos Melissa.
    Cidade de publicação: São Paulo, SP
    Público-alvo: feminino de 16 a 30 anos das classes B e C.
    Periodicidade: Trimestral, assinalada por “estação” (ex: Inverno 2013).
    Segmento temático: moda, beleza e comportamento
    Abrangência de circulação: Tiragem de 300 mil exemplares, sendo presenteada às consumidoras do país inteiro que adquirem um sapato da marca. Está também disponível em versões para iPad e Android.

    2) Papel e formato
    Tipo de papel: Couché, envernizado na capa e contracapa.
    Dimensões: 255 mm de largura por 315 mm de altura

    3) Organização
    Número de páginas: 80
    Seções: Índice, apresentação dos colaboradores da edição, “apanhado” de tendências, 3 grandes ensaios fotográficos, matéria de capa (perfil/entrevista) e matérias curtas sobre moda, beleza e comportamento de 2~4 páginas.
    Encadernação e acabamento: revista colada de lombada quadrada.

    4) Tipologia
    A revista já apresentou diferentes estilos tipográficos dependendo do tema da revista ou mesmo de cada matéria, mas passou por uma reformulação, e agora segue uma linha mais “clean”, apostando numa fonte padrão para títulos, subtítulos e texto que percorre toda a revista.

    5) Diagramação
    A revista conta com uma temática por edição, como piratas, circo, arco-íris e cinema, que influenciam a diagramação. Mas há regras gerais que podem ser verificadas na maioria das edições.
    As páginas são brancas, e em sua enorme maioria duplas, muito frequentemente com imagens posicionadas ao centro. Utilizam-se de diagramação inusitada, como títulos e subtítulos na diagonal, colagens, fotos que “invadem” e se sobrepõe uma à outra, com recortes, etc, passando um ar jovem e de “modernidade”.

    6) Cores
    A revista usa muito do branco, em contraste com as coloridíssimas fotos de moda, e dos próprios produtos da marca. As únicas páginas onde ele não predomina são os ensaios fotográficos, que costumam ter fundos coloridos, talvez justamente para marcar essa fronteira entre matérias e ensaios.
    Títulos e subtítulos variam de cor, frequentemente em harmonia com as fotos de cada matéria, mas o corpo do texto se mantém preto.
    Em nossa opinião, essas escolhas tentam tornar o visual da revista um pouco mais clean e agradável de ler, uma vez que as imagens utilizadas acabam sendo sempre muito coloridas.

    7) Iconografia
    Este item não é fixo, e sim utilizado para destacar a temática da edição. Por exemplo, na edição “Melissa Rainbow”, os cantos exteriores das páginas receberam colunas coloridas, que, ao observar a revista de lado, formavam um arco-íris. A edição “CineMelissa” contou com recortes nas margens das imagens que remetiam a um rolo de filme, e pequenos sacos de pipoca sinalizando o fim das matérias.

    Melanie Castro

    15/11/2013 em 14:03

  5. LE MONDE diplomatique BRASIL

    1) Identificação e segmentação: Revista LE MONDE diplomatique BRASIL ; editora: Instituto Pólis, Brasil/São Paulo/São Paulo. O público-alvo da publicação, nas palavras do editorial de sua versão eletrônica, é composto por “indivíduos, movimentos e organizações que buscam transformações sociais e humanas”. Não existe uma classificação etária ou social, mas, a sua fruição pressupõe um bom nível de leitura e entendimento textual. A edição impressa tem periodicidade mensal. A revista conta também com uma versão eletrônica, disponível no endereço http://www.diplomatique.org.br. O segmento temático caracteriza-se por produções voltadas à discussão política, social, humana, econômica, entre outras de grande relevância. Na edição original do Le Monde Diplomatique têm destaque à análise das tendências internacionais mais relevantes, a crítica da globalização neoliberal, o debate das alternativas, temas emergentes relacionados à cultura, mídia, filosofia, literatura, artes e cinema. A edição brasileira beneficia-se também de análises vindas de fora, não apenas da França como das demais edições do jornal. É importante ressaltar que não se trata de uma publicação noticiosa, voltada à cobertura dos fatos correntes, mas de uma publicação reflexiva, que busca identificar, para além dos fatos, os cenários maiores que lhes conferem sentido e inteligibilidade. Em relação ao nível de especialização, o jornal criou um Conselho Editorial de renomados jornalistas e especialistas de diferentes áreas, buscando “expressar múltiplos olhares sobre a conjuntura, estabelecer o contraditório, explicitar as diferenças e concordâncias em torno de uma agenda que procura aprofundar a democracia e a equidade no Brasil e no mundo”. A edição brasileira tem circulação nacional, é vendida em bancas de jornal e também através de assinaturas.

    2) Papel e formato: Tipo de papel: couché. Dimensões da página: 49,6 X 27,3 cm.

    3) Organização: Número de páginas: 40. Descrição de seções: não existem seções fixas. São apresentas de acordo com o tema abordado: entrevista, estado e religião, legalização das drogas, etc. O modelo de encadernação é do “tipo canoa”, com grampos “a cavalo” na grampeação das páginas.

    4) Tipologia: São utilizadas diferentes famílias tipológicas e variações conforme o tipo de texto apresentado.

    5) Diagramação: No âmbito geral, os textos são distribuídos em quatro colunas por página. No entanto há flexibilidade no uso de padrões (alguns encartes incluem textos distribuídos em apenas duas colunas, por exemplo). Há uso de branco por toda a publicação, o que confere a ela um layout bastante limpo e agradável. Há relações significativas entre texto, imagem e recursos gráficos (fios, linhas, molduras, texturas, boxes, infográficos, ilustrações etc.). Esse é um diferencial da revista, que apresenta infográficos ricos em informações, ilustrações de qualidade (que podem inclusive compor a chamada da matéria principal da edição) e fotos de grande dimensão.

    6) Cores: Em relação à identidade cromática dos elementos de diagramação, observa-se a preferência ao “preto no branco” (literalmente), o que confere ao produto um aspecto documental, denotando a seriedade dos temas abordados. Por não haver seções, não existem paletas com cores específicas que as definam, Não formam observadas tonalidades predominantes. Acredito que exista a preocupação de que o valor significativo situe-se na discussão em si.

    7) Iconografia: O uso de ícones, marcas, selos, vinhetas, tarjas, timbres de logotipos, logomarcas, entre outros elementos, são componentes da identidade visual do produto.

    Fernando Grisolia

    15/11/2013 em 15:05

  6. Análise gráfica e editorial da revista vida simples

    1) Identificação e segmentação

    Desde a sua criação, a revista “Superinteressante” algumas vezes fazia reportagens sobre bem-estar. Apesar dessa não ser a sua principal temática, como não havia outra publicação que tratasse desses assuntos, essas matérias atraíam um público razoável. Percebendo isso, em outubro de 2002 a “Super” lançou um especial chamado “vida simples” (assim mesmo, com letras minúsculas). A edição vendeu tão bem que no início de 2003, a Editora Abril, com sede na cidade de São Paulo, lançou a “vida simples” como produto autônomo do segmento de bem-estar, dedicado a homens e mulheres das classes A e B, entre 25 e 44 anos, interessados em filosofias orientais, sustentabilidade e em terem uma vida mais simples. Distribuída mensalmente, a revista circula por todo o território nacional e tem uma tiragem média de 50 mil exemplares (entre 20 mil e 25 mil deles vão para assinantes).
    Sua equipe contratada tem 4 funcionários: Ana Holanda (editora); Jeanne Callegari (editora-assistente); Rodolfo França (editor de arte) e Vanessa Kinoshita (designer). Conta ainda, em média, com 28 freelancers, entre repórteres, colunistas, ilustradores, fotógrafos etc, que colaboram em cada edição, e também com o apoio de Fabrício Miranda (diretor de arte) e Denis Russo Burgierman (diretor de redação), que dirigem tanto a “vida simples” quanto a “Superinteressante”.
    Graças a essa equipe enxuta, a revista consegue se manter com o valor de suas vendas, tendo, então, poucas propagandas (em média, 9 páginas por edição) de conteúdos relacionados ao espírito da “vida simples”. Há também uma página no final ocupada por classificados de fisioterapeutas, professores de feng shui, terapias com floral de bach, astrólogos etc.
    Desde o seu lançamento até hoje, a aparência e organização da revista mudou algumas vezes. Porém, para simplificar a análise, nos tópicos a seguir serão levadas em consideração as edições de outubro e novembro de 2013 da “vida simples”, que já contam com as mudanças mais recentes.

    2) Papel e formato

    A revista é impressa em folhas offset (papel fosco que lembra o de livros infantis e proporciona uma leitura mais confortável), suas dimensões são 202 mm x 266 mm e a lombada grampeada.
    Dificilmente a “vida simples” usa recursos especiais, como dobras e/ou impressão diferenciada, ou adição de fragrância no papel. No último ano houve somente três edições com alguma dessas características.

    3) Organização

    De 12 a 13 sessões ocupam as 76 páginas da “vida simples”.
    O índice apresenta todos os assuntos da edição e informa em que páginas estão.
    Na “carta ao leitor”, Ana Holanda, representando toda a redação, “conversa” com o público de revista. Já nas “mensagens” acontece o contrário: o público conversa com a redação e dá a sua opinião sobre a “vida simples”.
    O “manifesto” apresenta ao leitor os valores e ideais da revista.
    Na “compartilhe” são divulgadas “ideias para alimentar o espírito e mudar o mundo”, e ela tem 4 subsessões: “gente incrível”, onde são contadas histórias de pessoas comuns e admiráveis; “essa é boa”, em que são divulgados “projetos para melhorar a vida nas cidades”; “transformação”, onde são apresentadas as “terapias e práticas para manter a mente sempre aberta”; e “um café com”, que apresenta entrevistas com pessoas que fazem algo para tornarem o mundo melhor.
    A “virtudes possíveis”, é “uma série de 12 textos sobre qualidades que andam esquecidas, pouco comentadas, mas que poderiam – e até deveriam – ser resgatadas no dia a dia”.
    Depois vem a reportagem de capa, seguida por 3 ou 4 sessões rotativas. Pode ser a “experiência”, onde fala-se sobre caminhadas novas (uma viagem, um novo emprego); ou a “prazer”, focada em temas de gastronomia; ou ainda a “corpo”, que fala sobre diversas práticas físicas (yoga, dança, pilates) que ajudam o praticante a também trabalhar a mente; pode ser ainda a “horizontes”, onde algum lugar ou história são mostrados através de fotos; ou a “pensar”, onde somos convidados a refletir sobre temas cotidianos que geralmente não ganham a nossa atenção; entre muitas outros.
    10 páginas da revista são ocupadas por 7 colunistas: Eugenio Mussak, especialista nas áreas de liderança e desenvolvimento humano e profissional; Diana Corso, psicanalista; Gustavo Gitti, que trabalha com espaços de transformação; Padma Samtem, mestre budista; Barbara Soalheiro, jornalista e fundadora da consultoria Mesa & Cadeira, uma empresa voltada ao ensino e aprendizagem pautada na experiência; Lucas Tauil de Freitas, velejador; e Denis Russo Burgierman, diretor de redação da “vida simples”.
    A revista fecha com a sessão “cenas”, onde são publicadas fotos enviadas por leitores, mostrando como eles enxergam as ruas , as cenas e os personagens das suas cidades.
    Todas as matérias tem o nome e uma pequena apresentação do repórter e do fotógrafo ou ilustrador que produziu as imagens.

    4) Tipologia

    As manchetes na “vida simples” são escritas sempre com a mesma fonte sem serifas (provavelmente Tahoma), e em negrito e/ou caixa alta. Esta última está presente em alguns outros detalhes. Já os textos aparecem em uma serifada comum (aparentemente Times New Roman). Já o itálico geralmente aparece no nome dos repórteres, fotógrafos, ilustradores e produtores das imagens ou em suas apresentações.

    5) Diagramação

    Mais da metade da revista é composta por páginas duplas (em média 44 folhas, sem contar as de propaganda, que muitas vezes também são). Elas aparecem sempre nas mesmas sessões: na primeira matéria da “compartilhe”, na “virtudes possíveis”, na reportagem de capa e nas 3 ou 4 que a seguem, além de na coluna de Eugenio Mussak.
    “vida simples” faz grande uso de linguagem não verbal. As imagens (fotos ou ilustrações feitas com diversas técnicas, como aquarela, nanquim, grafite e guache) trazem a mesma quantidade de informação que os textos. Há, inclusive, reportagens que dedicam a mesma proporção de espaço para ambos, como na matéria de capa da edição 137, de novembro deste ano, que tem 4 páginas de fotos e 4 de texto. O uso de signos é frequente e também merece atenção. Por exemplo, na edição 138, sobre otimismo, há um copo (metade cheio ou metade vazio?).
    Nem sempre as imagens tem legenda, pois geralmente falam por si só. Quando a legenda aparece, é para ressaltar algum ponto do texto relacionado ao que está ilustrado.
    Sobre a hierarquia dos elementos em “vida simples”: primeiro olhamos a imagem, depois a manchete, e por último o texto. Quando o espaço para um conceito esgota-se, mas o conceito em si não, há imagens sangradas, que levam o leitor a refletir sobre o que não está dito ali, porém sugerido.
    O espaço em branco merece destaque e eu diria que é uma das principais e mais louváveis características da publicação. A revista é o meio impresso com produção mais cara no país. Os principais motivos disso são a impressão em cores, a alta qualidade do papel e a forma de colagem (precisa ser durável, pois os leitores costumam carregá-la por aí). Por esse motivo, até mais ou menos uma década atrás, as editoras enchiam suas páginas de informação, só deixando em branco os “respiros” (espaços necessários para que a legibilidade não fosse comprometida). Mas no início dos anos 2000, com a percepção da falta do tempo do leitor e a busca por formas de comunicação não verbal descobriu-se que o espaço em branco também é capaz de comunicar. Segundo DOMINGOS (2004), podemos afirmar que ele é tão significativo em uma página impressa quanto o silêncio é revelador no diálogo. Enquanto a maior parte das revistas tem 1,5 cm de cabeçalho, “vida simples” tem de 3 cm a 7 cm, e há reportagens que começam no meio da página, deixando a outra metade em branco (é o caso de “15 ensinamentos do Caminho de Santigo”, da edição 137). O espaço em branco é a representação do conceito de simplicidade que a revista busca exprimir. O nada na visualidade abre espaço para a reflexão.
    Outra característica marcante da revista é o anaforismo sincrético, explicado por DOMINGOS (2004)

    “Quando a relação entre o não verbal e o verbal é muito evidente, temos um caso de redundância informativa, ou seja, um anaforismo sincrético. Ele provoca uma espécie de simultaneidade de leitura, já que o leitor acredita captar, num só golpe de olhar, toda a ideia transmitida. Nesse caso, tanto o visual como o verbal parece ser, praticamente, autossuficiente em termos informativos e um parece poder prescindir do outro, sem diminuir a compreensão do tema transmitido”. (DOMINGOS, 2004, p. 3)

    O número de colunas dos textos variam de 1 a 4 e muitas vezes elas são separadas por um fio (contínuo ou pontilhado). Há um espécie de “olho” (trechos destacados) nas reportagens de capa e na coluna de Eugenio Mussak. Box e infográficos não são utilizados.
    Todos esses padrões são pouco flexíveis.

    6) Cores

    A maior parte das páginas da revista são brancas. Há exceções na “compartilhe” (suas folhas são verdes ou tem detalhes dessa cor), na “virtudes possíveis” (folhas azuis) e nas páginas assinadas por colunistas (folhas verdes), o que permite que essas sessões sejam identificadas mesmo com a “vida simples” fechada.
    Já os textos normalmente são escritos em preto, mas há detalhes (intertítulos e símbolos) em outras cores.
    Na capa há sempre um signo do tema da reportagem principal (se for mudança, vemos uma borboleta; se for o sentido da vida, um caderno em branco; a dificuldade de lidar com os problemas, limões) sobre um fundo uniforme de uma única cor.
    As cores predominantes na revista são branco, preto, as primárias e secundárias, apesar dos tons serem bastante variáveis e a paleta ser escolhida por edição. Essas cores despertam nossa memória afetiva e nos lembram da infância.

    7) Iconografia

    O logotipo da revista é todo em letras minúsculas, fonte sem serifas (provavelmente Tahoma) e não tem uma cor específica, variando de acordo com a paleta escolhida para a edição.
    Há selos que aparecem em edições especiais, como as de aniversário ou as que são inteiras dedicados a temas específicos.
    Há também formas que servem para informar que a matéria continua na próxima página (») e para mostrar que ela acabou (?), sempre impressas nas cores designadas para a sessão.

    Referência bibliográfica

    DOMINGOS, A. A. . A linguagem sincrética do jornal impresso. Revista: Comunicação Midiática. 1ª edição. Bauru: UNESP de Bauru, 2004

    Jéssika Elizandra

    15/11/2013 em 20:55

  7. 1) Identificação e segmentação

    A Revista Vida Simples é uma publicação mensal da Editora Abril. Criada em 2002, a revista é publicada em São Paulo (SP) e tem como público alvo pessoas preocupadas em melhorar sua qualidade de vida. Segundo a própria revista, Vida Simples está baseada em quatro pilares: relações mais éticas, transformação pessoal, ideias inovadoras e sustentabilidade. A edição analisada é a de número 138, de novembro de 2013 que teve uma tiragem de 78.203 exemplares.

    2) Papel e formato

    A capa é feita com papel couchê fosco 150g e o miolo feito com papel couchê brilho 90g. O formato é de 202 x 266 mm e a revista tem lombada quadrada e grampeada.

    3) Organização

    A revista analisada tem 68 páginas. A publicação é dividida em duas partes, as seções mensais (que aparecem em toda edição) e as de cada mês. Na edição 138, as seções específicas do mês são:
    – Capa: traz a matéria da capa, “O poder do otimismo” (pág. 23-37)
    – Prazer: matéria sobre alimentação (pág. 38-45)
    – Horizontes: ensaio fotográfico (pág. 46-51)
    – Pensar: matéria sobre família (pág. 52-55)
    As seções que aparecem sempre são:
    – Compartilhe: “ideias para alimentar o espírito e mudar o mundo”
    – Carta ao leitor
    – Mensagens: opinião do leitor sobre a edição passada da revista
    – Manifesto: na edição analisada, a equipe da revista reafirma os valores da publicação.
    – Virtudes Possíveis: série de 12 textos especiais sobre certas qualidades do ser humano
    – Cenas: fotografia enviada por leitores sobre alguma cidade do Brasil
    A edição analisada ainda conta com a colaboração de sete colunistas (Eugenio Mussak, Diana Corso, Gustavo Gitti, Padma Samten, Barbara Soalheiro, Lucas Tauil de Freitas e Denis Russo Burgierman).

    4) Tipologia

    A fonte usada é a mesma durante toda a edição. Para os títulos é utilizado um tamanho maior e para destacar o nome de autores e ilustradores, utiliza-se o efeito itálico. Em algumas seções, como a “Compartilhe”, o sublinhado é usado para destacar alguns títulos e a caixa alta destaca o nome dos autores.

    5)Diagramação

    A revista se constitui predominantemente de colunagem dupla e tripla, a exceção são as páginas que apresentam as matérias, constituídas por uma coluna escrita com um tamanho maior da fonte. Para dividir as colunas, são utilizadas linhas verticais e a matéria de capa é contornada por um quadro com uma linha azul bem fina. As ilustrações são prioridade: na matéria de capa e em outras duas das matérias principais, esse recurso é utilizado. O design da revista é basicamente clean, utilizando-se muito do branco de fundo na maior parte da revista. A publicação não costuma utilizar muitos recursos gráficos, priorizando paginas mais limpas, onde o texto é normalmente o maior destaque.

    6)Cores

    O uso das cores é bem comedido. O laranja aparece nos ícones da seção “Compartilhe”, o rosa nos ícones da matéria de capa e o verde em subtítulos da seção “Pensar”. No geral, a revista trabalha com o preto da fonte escrita com o branco do fundo, as exceções são duas páginas da seção “Compartilhe” (fundo verde-claro), a seção “Virtudes Possíveis” (fundo azul claro) e a parte dos colunistas (fundo amarelo claro).

    7)Iconografia

    O uso de ícones é bem sutil. Eles aparecem na seção “Compartilhe” para mostrar o início dos textos, além de identificarem matérias específicas dentro dessa seção como “Gente incrível” e “Transformação”; aparecem também no início das matérias principais, mas de forma sutil. Para indicar a continuação da matéria na próxima página, a revista utiliza setinhas, podendo ser coloridas ou não.

    Isis Rangel

    17/11/2013 em 19:01

  8. Análise de Revista: The New Yorker (edição de 16/04/12)

    Identificação e segmentação
    Nome da revista: The New Yorker.
    Nome da editora: Condé Nast.
    País de publicação: Estados Unidos da América.
    Perfil do público-alvo: Classes A e B (urbana).
    Periodicidade: Semanal.
    Segmento temático: Grande Reportagem (diversos assuntos).
    Nível de especialização: Médio.
    Abrangência da circulação: 1,055,922 (Alliance for Audited Media).

    Papel e formato
    Tipo de papel: Couché.
    Dimensões da página: 28 x 20 cm.

    Organização
    Número de páginas: 120.
    Descrição de seções: Seções fixas – Going ons about town (agenda cultural); The talk of the town (breves reportagens – menos de duas páginas); The current cinema (crítica sobre os filmes em cartaz); The critics (resenhas sobre filmes, livros, peças de teatro, exibições, ópera); Fiction (literatura de ficção). Cada edição possui seções diferentes.
    Modelo de encadernação e acabamento: Coladas/tem lombada.

    Tipologia
    Critérios de aplicação de diferentes famílias tipológicas, variações conforme categorias textuais, gêneros jornalísticos etc.: A tipologia é sempre a mesma, independente se o texto é uma grande reportagem, uma crítica ou um editorial.

    Diagramação
    Esquema de modulação das páginas simples e duplas de páginas: A revista toda é diagramada no padrão de três colunas. Quando o texto é extenso, fotos, charges ou pequenas ilustrações “aliviam” a página. As duplas de página costumam ser para introdução do texto que se inicia na página seguinte (geralmente com uma bela foto).
    Flexibilidade no uso de padrões: Predominância de três colunas, fotos ou ilustrações costumam ocupar no mínimo duas colunas.

    Cores
    Identidade cromática dos elementos de diagramação: Ilustrações e fotos são as responsáveis pelas cores. Nem mesmo as charges (presentes em absolutamente todas as edições) são coloridas.
    Paletas de identificação de seções: Vermelho para as seções Goings on about town; The talk of the town e The critics (no índice da revista).
    Tonalidades predominantes e seu valor significativo: Não há variedade de cores nas edições da revista quando se fala sobre suas tonalidades. O preto e o branco predominam e mostram um caráter sóbrio da revista. As cores ficam por conta das fotos que introduzem o tema retratado no texto. Em geral, fotos grande de um página e até mesmo página dupla.

    Iconografia
    Capa sempre com uma ilustração; Logo da revista no topo do índice; Irreverência para caracterizar as reportagens na revista com a criação de “departamentos” (Exemplo: Uma matéria sobre couch-surfing); charges aliviam as reportagens mais extensas (nunca relacionadas ao tema).

    Cinthia Quadrado/Vinicius M. Vermiglio

    18/11/2013 em 14:57

  9. 1) Identificação e segmentação
    A Piauí é uma publicação mensal produzida pela Editora Alvinegra e impressa, distribuída e comercializada pela Editora Abril. A revista é feita na capital paulistana e circula por todo o país. O leitor foi definido por seu idealizador, João Moreira Salles, como um indivíduo que tem nível superior, é curioso, tem o hábito de frequentar livrarias e gosta de ler. Seu segmento temático não é bem delimitado, uma vez que aborda temas diferentes de acordo com a edição. Devido à exploração de uma linguagem mais literária e à liberdade de que dispõem os jornalistas, o nível de especialização da Piauí pode ser considerado alto.

    2) Papel e formato
    Piauí é impressa em papel pólen bold 90 gramas, nas capas, e pólen soft 70 gramas, no miolo. As páginas têm dimensão de 26,5 cm x 34,8 cm.

    3) Organização
    A edição analisada (Piauí 65, ano 6, fevereiro de 2012) possui 68 páginas, mas esse número varia de acordo com a edição. A revista é formada por algumas seções fixas, como colaboradores, chegada, esquina, cartas, despedida, diário da Dilma, portfólio e quadrinhos. Outras variam, mas seguem um padrão de nomenclatura. Há a seção “vultos da medicina” na edição 65, por exemplo, e “vultos da República” na 59. Além disso, não há número fixo de editorias. A encadernação é tipo canoa grampeada à cavalo (folha dobrada ao meio e presa por grampos).

    4) Tipologia
    Os títulos e intertítulos são todos em caixa alta, com fonte não serifada e em negrito. Os nomes das seções aparecem em caixa baixa, em fonte não serifada e em negrito. As linhas finas são na mesma fonte dos títulos e nomes de seções e não recebem negrito. O texto em si é em fonte serifada e menor que os outros elementos. A primeira letra dos parágrafos, em alguns momentos, é maior e em negrito. As legendas têm fontes não serifadas e estão em negrito. As assinaturas no miolo da revista são em caixa alta, sem negrito, em fonte não serifada, e na capa elas são em negrito e em fonte não serifada.

    5) Diagramação
    Nas páginas simples, as imagens aparecem em grande parte nos cantos superiores e inferiores. Nas duplas, os títulos e imagens normalmente sangram na página seguinte e a disposição dos elementos é menos séria e convencional. Em relação ao texto, a revista segue um padrão constante, ousando mais nas imagens (os tamanhos, posições nas páginas e a própria temática das ilustrações são bem livres). O branco é a cor base da revista: o fundo de quase todas as páginas é branco, com texto em preto e bastante espaço de respiro entre imagens e textos. As ilustrações sempre dialogam com o tema da matéria, e são os elementos que dão cor à publicação. As figuras muitas vezes são lúdicas e chamativas, contrastando com o fundo neutro.

    6) Cores
    O uso de cores é bem simplista. Os elementos textuais se reduzem apenas ao branco e ao preto, enquanto as imagens têm cores bastante chamativas e variadas. Nas capas, a cor é muito explorada por meio de imagens e no título da revista. A cor também é encontrada nos anúncios da publicação.

    7) Iconografia
    Por ter características minimalistas em sua diagramação, a revista praticamente não possui elementos de iconografia. Eles se reduzem às seções “diário da Dilma”, que traz a assinatura da presidente estampada, e “piauí é aqui”, um quadro de informações para assinatura, anúncio, cartas e contato.

    Amanda Lima / Paula Reis

    18/11/2013 em 17:16

  10. Análise da revista Bravo!

    1) Identificação e segmentação

    A Revista Bravo! era publicada pela editora d’ávila, Brasil, São Paulo – SP. Hoje, a revista é encontrada apenas na versão digital. A sua última edição impressa foi a de agosto de 2013.
    Seu público alvo era formado, em sua maioria, por mulheres, idade de 25 a 44 anos das classes A e B, sendo a maioria dos leitores da região sudeste. Era uma revista mensal, tendo como segmento temático Cultura (artes plásticas, cinema, música, teatro e literatura). Sua circulação abrangia todas as regiões do Brasil e tinha uma tiragem de cerca de 30.000 exemplares.

    2) Papel e Formato

    Quanto ao tipo de papel utilizado para a revista encontramos para a capa o papel couchê fosco de 230g e verniz UV e para o miolo da revista é utilizado o papel couchê fosco de 90g. O Formato da revista é 226×274 mm. O seu acabamento é feito por lombada quadrada.

    3) Organização

    A Edição analisada (dezembro 2001) conta com 146 páginas organizadas em sete seções: Artes Plásticas, Cinema, Livros, Música, Televisão, Teatro e Dança e Seções. As seis primeiras seções contêm de duas a três reportagens sobre a temática e ao final de cada uma delas encontramos: Crítica, Notas e Agenda.
    A área Seção é divida em Bravograma (coletânea dos espetáculos, livros, música, exposições, programação de TV e filmes em destaque na edição), Gritos de Bravo! (comentários dos leitores), Ensaio! (Reportagem de abertura que se encontra fora das principais seções), Atelier (encontra-se dentro da seção artes plásticas e trata dos trabalhos de um artista da área), DVDs (encontra-se dentro da seção cinema e traz dicas de DVDs), Briefing de Hollywood (encontra-se dentro da seção cinema e traz um artigo sobre as próximas ações de Hollywood, nesta edição, sobre os ataques de 11 de Setembro de 2001), CDs (encontra-se dentro da seção música e traz dicas de CDS) e Cartoon (última página da revista).

    4) Tipologia

    A revista mantém um padrão tipológico na revista toda, não apresentando variações de acordo com os temas e assuntos das reportagens ou seções. As variações se encontram nas fontes dos títulos e textos: para o título são utilizadas as famílias tipológicas sem serifa e para os textos predominam as famílias tipológicas serifadas. Isso demonstra a preocupação da revista em manter a leitura do leitor. Fontes serifadas tornam a leitura mais leve, enquanto aquelas sem serifas e contrastes carregam mais o texto.

    5) Diagramação

    A revista Bravo! como um todo funciona mais como um guia de arte erudita (atual e clássica) do que como um produto temático ou de variedades. Prova disso, são as inúmeras indicações e seleções feitas pela revista, em forma de planilhas com programações e no conteúdo textual das matérias.
    A abertura das matérias principais são duplas de páginas com a imagem ocupando todo o espaço. Notas e críticas são dispostas em página simples. A diagramação dos textos é feita em grande parte com 2 colunas e, eventualmente, 3. Os textos recebem poucas divisões como olhos ou fios e, geralmente, é priorizado em detrimento das imagens, com exceção das matérias mais importantes da revista como a de capa
    As seções de notas e colunas possuem imagens pequenas, bem como em indicações de livros filmes. Um tipo de diagramação encontrado ao final de todas as seções da revista refere-se aos lançamentos (mostras, livros, musica, festivais, peças), que são organizados em forma de planilha contendo informações sobre o autor da obra, os motivos que a tornam relevante, uma imagem para cada uma, etc. Esse exemplo mostra a função de guia de arte que a revista exerce. Tais planilhas são encontradas ao final das seções que estão separadas em artes plásticas, cinema, livros, música, televisão e teatro.
    O recurso gráfico de uma pequena caixa de cor na orelha superior esquerda das páginas serve para indicar que fazem parte de determinada seção de arte. A Bravo! é uma revista divida em “compartimentos” independentes, ou seja, se as seções fossem separadas, não haveria perda de conteúdo em relação a determinada vertente artística.
    As seções que não são enquadradas às categorias são indicadas por meio de recursos textuais (por exemplo, a indicação da seção denominada “Bravograma”) e gráficos (como a seção “ensaios”, cujas páginas são acompanhadas de um ponto de exclamação na orelha das páginas). A seção “Cartoon”, que possui charges, possui uma página e encontra-se ao final da revista – e não próxima à seção de artes plásticas, como seria previsível.
    Em relação à disposição do texto na página, o espaço em branco é mais utilizado para formar uma margem simétrica dos blocos textuais e não para equilibrar cargas de imagem e texto de diferentes tamanhos. Além do branco, outras cores de fundo são utilizadas em proporção semelhante, como o bege, o laranja e até azul marinho, que dialogam com as cores das seções.
    Não há frequência na utilização de fios e linhas, pois texto e imagem são separados pelo espaçamento em branco e por hierarquias de tamanhos (ex: título em relação ao texto e à linha fina).
    Boxes são utilizados para complementar a informação textual, geralmente, com dicas sobre outras obras relacionadas ou do mesmo autor e informações sobre horários e locais de espetáculos . No geral, os boxes não ocupam muito espaço na página. Outros recursos gráficos utilizados com freqüência são as montagens fotográficas, ao invés de ilustrações. As outras imagens que preenchem a revista são relacionadas às obras, como cartazes de filmes e capas de livros.
    Talvez, a diagramação mais inovadora seja o infográfico da seção “Bravograma”, que é o índice da revista. Ele possui a forma de um sistema solar, em que os planetas são fotos dos autores e das obras que serão abordados. Indica que, possivelmente, o leitor possui ligações afetivas com determinados autores e artistas, o que poderá justificar sua compra.
    No geral, a diagramação da Bravo! é limpa e linear, embora a presença de textos muito longos torne a leitura um pouco cansativa.

    6) Cores

    As cores de fundo dialogam com a cor das seções e são: verde, vermelho, azul petróleo, marrom escuro, azul marinho e verde escuro. Em relação a cada seção, são utilizadas cores que dialogam com a que indica se o texto é sobre artes plásticas, cinema, teatro, etc. Por exemplo, quando a seção é identificada pela cor verde, são empregadas imagens e cores de fundo bege ou sépia. Quando a guia é vermelha, há tons de coral e laranja. Esse é um padrão que percorre a maior parte da revista, porém, não é muito confiável, pois algumas páginas possuem combinações de cores aparentemente aleatórias.
    As cores utilizadas para sinalizar as editoriais são fortes e não apresentam tons pasteis ou mais suaves. Mesmo assim, as cores de fundo de algumas páginas também são fortes e se diferenciam pelo contraste intenso. Na seção de música, por exemplo, a guia é na cor marrom escuro e a cor de fundo de uma matéria é amarelo mostarda. Isso cria um choque na visualização, que em partes, é amenizado pela utilização de ilustrações simples e monocromáticas ou imagens que dialogam com essa combinação.
    Na questão dos títulos, ao contrário, não há preocupação em fazer as cores dialogarem. Uma editoria vermelha tem títulos em azul ou verde, por exemplo. O mesmo acontece com os textos das legendas, que não dialogam com a cor da editoria.
    As seções de críticas e comentários são indicadas pela mudança na cor de fundo (que é a mesma cor da editoria). A cor transforma o texto em uma espécie de síntese do que foi abordado ao longo de toda a seção.
    As cores dos anúncios publicitários inseridos nas mesmas páginas de matéria contribuem para quebrar a coesão da paleta de cores da própria publicação. Talvez a inserção de publicidade junto aos textos se justifique pela opção de não ceder páginas inteiras aos anúncios.

    7) Iconografia

    Na sessão artes plásticas, há mais imagens de pinturas e fotos de esculturas. No restante, predominam imagens de cartazes de exposições, filmes e discos, fotos dos autores e fotomontagens. Na seção de filmes, há diversas imagens retiradas dos próprios filmes, que dão a impressão de que compõem um ‘trailer’ ou resumo de imagens e cenas.
    As imagens são dispostas, geralmente, de maneira linear, acompanhando a diagramação do texto. Raramente “invadem” o texto ou são ajustadas fora de um padrão retangular ou quadrado.
    A revista investe em fotografias artísticas e imagens antigas que dão um ar “vintage” e sofisticado à publicação. No entanto, não investe em ilustrações que dialoguem e complementem os textos de maneira criativa, o que representa um desvantagem, à medida que as fotos se apresentam em um padrão repetitivo de diagramação linear.
    Uma marca de identidade da revista Bravo! é representada por um ponto de exclamação que indica a seção principal de ensaio literário/filosófico. Mesmo que seja um elemento de fácil identificação do leitor com o produto, o símbolo não é repetido em outras seções.

    Carolina Ito / Amanda Tiengo

    18/11/2013 em 17:19

  11. Relatório – Lucas de Oliveira Loconte

    1) Identificação e segmentação:
    a) nome da revista: National Geographic
    b) nome da editora: Editora Abril
    c) país/estado/cidade de publicação: São Paulo, São Paulo, Brasil
    d) perfil do público-alvo:
    a. SEXO: 58% masculino e 42% feminino;
    b. CLASSE SOCIAL: 23% é da classe A, 55% é da classe B, 21% da classe C e 1% da classe D;
    c. IDADE: de 10-14, 10%; 15-19, 10%; 20-24, 17%; 25-34, 22%; 35-44, 18%; 45-49, 8%; 50+, 16%.

    e) periodicidade: mensal
    f) segmento temático: ciência/viagem/fotografia
    g) nível de especialização: a National Geographic aborda assuntos relacionados à arqueologia, ciência, vida selvagem, comportamento humano, expedições, viagens e meio ambiente através da fotografia. A missão da revista é “Inspirar as pessoas a cuidar do planeta”. Para isso, publica mensalmente uma série de matérias com assuntos que englobem esses temas e abordem a relação do homem com o meio ambiente em diferentes aspectos.
    h) abrangência da circulação: nacional; tiragem: 61.929. Circulação líquida: 48.111; assinaturas: 41.745; avulsas: 6.366.

    2) Papel e formato:
    – tipo de papel: couchê 104 g
    – dimensões da página: 25,3 x 17,5

    3) Organização:
    – número de páginas: média de 142 páginas por edição
    – descrição de seções:
    * VISÕES: trabalhos de fotógrafos que abrem a revista. Não estão conectadas com a capa.
    * VOZES: entrevista com algum fotógrafo, biólogo ou profissional que trabalhe com algum assunto relevante. Não é uma seção fixa da revista.
    * SUA FOTO: foto de leitor; a edição brasileira normalmente vem com fotos nacionais.
    * NOSSA FOTO: foto de colaborador da revista; traz uma história e outras informações de conteúdo relacionadas com a fotografia.
    * GUIA DE SOBREVIVÊNCIA: dicas, histórias e informações sobre aspectos da “aventura”. É uma matéria de uma página escrita por especialistas e que trabalhem essa ideia de que uma aventura não é uma coisa simples, mas que envolve
    * GLOBAL: apresenta uma série de pequenas notícias construídas a partir da fotografia.
    * MATÉRIAS: são conteúdos mais extensos e com rico material visual; a revista trabalha com pouco conteúdo textual.
    ORDEM: matéria principal – matérias secundárias; a revista possui entre 5 e 6 grandes matérias para cada edição.
    * MUNDO NATIONAL: traz notícias que envolve o canal e outras vertentes da National Geographic Society.

    – modelo de encadernação e acabamento: a encadernação é “colada” e a revista possui um acabamento superior ao das outras revistas mensais por trabalhar mais com fotografias. Toda a parte de escolha de cores, tipografia, imagens e produção de infográficos é pensado de forma segmentada e produzida em altíssima qualidade pela especialidade da revista.

    4) Tipologia:
    A revista traz um padrão tipográfico para o texto, mas uma variação na tipografia na complementação das imagens e infográficos através das legendas e no título da matéria.

    A fonte de todos os textos é a Times New Roman, e a variação vêm na forma de fontes sem serifa (como Arial Black) ou com serifa (como Trajan Pro).

    5) Diagramação:
    A diagramação de uma revista como a National Geographic é uma coisa a parte: o uso das cores, fontes e do grid da revista é criado pela National Geographic norte-americana e as 39 edições internacionais seguem o mesmo padrão, por determinações contratuais. A última grande mudança que aconteceu na revista foi em 2009, mas o projeto gráfico sofre pequenas alterações sutis de tempos em tempos.

    Assim como a revista procura uma variedade de temas, a parte gráfica da revista também busca uma diversidade visual (fontes, cores, linguagem fotográfica). As revistas apresentam um cuidado na seleção do material para não haver cenas parecidas.

    Existe uma espécie de roteiro que é seguido pela revista; quem me passou isso foi Cristina Veit, responsável pelo planejamento gráfico da revista.

    1) Foto de abertura: essa imagem deve resumir a história. Esta é uma das escolhas mais importantes: deve ser impactante, surpreendente e se relacionar bem com o título. Normalmente as matérias são criadas com uma sequência de imagens de abertura, que enfoquem aspectos diversos do assunto tratado.

    2) Localização: imagem que define a reportagem geograficamente. Cena mais aberta, para mostrar peculiaridades da paisagem onde a história se situa.

    3) Os personagens principais: muitas vezes as histórias são sobre pessoas ou grupos ou indivíduos. Se é realizada uma reportagem sobre os ciganos, precisa-se conhecer os personagens nas fotografias, ver seus rostos, entender como eles vivem e o que é único sobre seu modo de vida.

    4) Imagem de fechamento: imagem que termina a história, interrompe a ação da narrativa. normalmente escolhemos uma fotografia que incite uma reflexão final sobre o tema.

    A maioria das fotografias são apresentadas em páginas duplas, mas algumas são colocadas entre duas páginas, trabalhando com o texto e espaços em branco. Como é propósito da revista trabalhar com essa questão da imagem e da fotografia, são poucos e curtos os textos presentes nas matérias; normalmente, eles são colocados na forma de legendas. Em outros momentos, ocorre primeiro uma apresentação visual (com o complemento de pequenas legendas) e depois textos que são divididos em uma coluna em ¾ de uma página e uma imagem que ocupa uma página inteira e o restante desse ¼.

    A National ainda traz o uso de infográficos que servem para aprofundar ou contextualizar algum assunto. No aprofundamento, eles trazem explicações de questões científicas ou arqueológicas, enquanto que na contextualização de um assunto é apresentado um mapa ou informação que auxilie o leitor com outros recursos que aprimorem a matéria.

    6) Cores: a revista é conhecida pela sua capa com borda amarela e seu título negro (que agora ganha variações conforme a imagem/cores da fotografia de capa), mas dentro dela não existe um uso padrão de cores nas matérias principais. Nas seções fixas, apenas o logotipo e uma manutenção do preto no título do texto é o padrão.
    As cores nas matérias principais são trabalhadas de acordo com as cores da fotografia que abre a matéria. Por exemplo, na imagem que abre a matéria sobre os caçadores de tornados da edição de novembro, a foto apresenta tons de cinza, preto, azul, verde e marrom, e a cor escolhida para a fonte tipográfica é um cinza mais claro, que contrasta com as cores presentes na imagem.
    Normalmente existe esse trabalho de casar as cores da fotografia com as cores do texto: existe um balanço nos tons que suavizam a página ao mesmo tempo em que o texto não tira o impacto da imagem.

    7) Iconografia: a revista possui ícones tipográficos nas sessões fixas; no rodapé, ocorre a presença do número da página, nome da revista e a edição no lado esquerdo e no lado direito o tema da matéria.

    FONTES:
    http://www.publiabril.com.br/tabelas-gerais/revistas/perfil-dos-leitores
    http://retinart.net/graphic-design/timeless-beauty-national-geographic/
    http://www.the-digital-reader.com/2011/06/12/national-geographic-magazine-is-actually-better-on-the-ipad-than-paper/#.Uok3x8SsiFy
    http://www.speedofcreativity.org/2013/01/03/why-national-geographic-natgeo-on-the-ipad-is-amazing/

    Lucas Loconte

    18/11/2013 em 22:11

  12. 1) Identificação e segmentação:
    A revista analisada nesse relatório é a edição n°45 de maio de 2013 da Shape, publicação da Editora Alto Astral. A editora tem sua sede na cidade de Bauru/ SP, porém a redação da Shape encontra-se na cidade de São Paulo/SP, Brasil. O perfil do público-alvo são mulheres entre 22 e 34, das classes A e B com nível de especialização regular. A Shape foi lançada nos Estados Unidos há mais de 30 anos e passou a ter a sua versão brasileira, feita pela Alto Astral, em 2009. Ela é uma publicação mensal e de abrangência nacional. Sua segmentação temática são assuntos que envolvem beleza, moda, fitness, bem-estar, dieta, nutrição e saúde. A edição analisada teve a tiragem de 56.555 exemplares.

    2) Papel e formato:
    Tanto a capa quanto o miolo da revista tem como material o papel couchê. A diferença é que a capa e a contracapa recebem uma camada de verniz. A revista possui formato magazine com 20,2 cm de largura e 26,6 cm de altura. Não há uso de dobras nem de recursos especiais.

    3) Organização: A revista conta com 100 páginas, incluindo a capa. A revista apresenta modelo de encadernação industrial, com as páginas coladas individualmente (não há uso de grampos) e acabamento em lombada quadrada.
    A revista apresenta as seguintes seções: índice, editorial, Fale com a SHAPE, SHAPE on-line, beleza e moda, nutrição, fitness, saúde, bem-estar, agenda e horóscopo. Além disso, todas as edições contam com uma matéria sobre a artista de capa, podendo ser considerada uma seção, por estar presente em todas as edições.

    4) Tipologia:
    Há a predominância de fontes da família das lapidárias ou bastões (páginas 28 e 29), que apresentam boa legibilidade, precisão e objetividade. Há também algumas ocorrências da família das caligráficas (página 86 “roubando A CENA”) e das romanas antigas (página 24 “Make poderoso”). Há a utilização de recursos como negrito e itálico ao longo da publicação e variação do tamanho das fontes e das cores. No total, a revista possui bom espaçamento entreletras e entrelinhas, sendo assim de boa leiturabilidade.

    5) Diagramação:
    Na SHAPE analisada há o predomínio de páginas simples, mas, ocasionalmente aparecem páginas duplas (a maioria dessas duplas apresenta uma foto que ocupa as duas páginas, e uma breve abertura de texto em uma das páginas; exemplo: páginas 66 e 67). A revista possui uma boa flexibilidade em sua diagramação, sem uma padronização muito restritiva.
    Praticamente todas as páginas da revista possuem a cor branca no fundo, com exceção das páginas que apresentam fotos (exemplo: página 20), que ocupam a página inteira, ou das publicidades.
    Na edição analisada não há a presença de infográficos, mas há um predomínio de muitas imagens, que equilibram as páginas com texto e alguns boxes. O uso de recursos gráficos é bem expressivo.
    A revista explora muito bem as fotografias, com páginas em que a foto ocupa a página simples toda (exemplo: página 44), e em outras ela ocupa a página dupla inteira (exemplo: páginas 58 e 59). Quando a foto ocupa a página dupla inteira, há o uso de escrito sobre parte da foto, geralmente em só uma página. Há também um ensaio fotográfico nessa revista (páginas 58 a 64).
    A revista também utiliza-se da sinestesia ao explorar bem o recurso fotográfico, de modo que a foto é tão apetitosa sendo capaz de aflorar o paladar (exemplo: página 80).

    6) Cores:
    O corpo do texto apresenta a cor preta, e os intertítulos apresentam a mesma tonalidade das seções em que o texto faz parte (vide exemplo da página 42). Já os títulos das reportagens não apresentam nenhum padrão, as cores variam dependendo da tonalidade do fundo das páginas (exemplo: pág 92). Há também uma “conversa” entre a cor da página e a da publicidade (exemplo: páginas 22 e 23).
    Há um padrão nas paletas para identificar cada seção. Na seção beleza e moda a cor é lilás, na nutrição é vermelha, na fitness é verde, na saúde é amarela, na especial é preta, na bem-estar é azul. As seções fixas de todas as edições (editorial, fale com a SHAPE, SHAPE on-line, Agenda e Horóscopo) apresentam a cor rosa.
    Em toda a publicação há uma predominância da cor branca, isso se deve não só para dar um equilíbrio nas páginas, mas também para facilitar no uso de outras cores. Outra predominância ocorre na utilização de cores consideradas femininas, como o cor de rosa e o lilás.

    7) Iconografia:
    Há pouco uso de iconografia na revista. A mais recorrente é o selo da editora que está na capa de todas as edições. Na edição analisada há ícones na página 8 (facebook, instagram, twitter e e-mail). Há também um selo de “Shape iPad” na página 10. Na página 32 também há o uso de selos “Use agora!” e “Checklist”. A revista utiliza-se de bastante recursos gráficos como setas e asteriscos (vide exemplo na página 48).

    Natália Dário / Jéssica Sumida

    18/11/2013 em 23:23

  13. 1) Identificação e segmentação:
    Nome da revista: BE Nome da editora: Lagardère Digital France SAS País/estado/cidade de publicação: França, circulação nacional
    Perfil do público-alvo: feminino 20-40 anos, Periodicidade: Mensal,
    Segmento temático: Revista de Moda, Nível de especialização: alto nível de especialização, Abrangência da circulação: Revista francesa: de circulação interna no país.

    2) Papel e formato:
    Tipo de papel: Couché brilhante. A revista possui um formato diferenciado do convencional brasileiro. Ela mede 23cm de comprimento por 17,5 cm.

    3) Organização:
    Número de páginas: 194 páginas; Descrição de seções: Toute de Suite, Magazine, Mode, Beauté, Vie Stylée ; Modelo de encadernação: A revista é encadernada com cola.

    4) Tipologia:
    A revista usa diferentes fontes alterando seus títulos de acordo com cada editoria, por exemplo, as matérias de moda usam fontes mais diferenciadas alterando de acordo com cada editorial fotografico; já as matérias da editoria “Tout de Suite” usam fontes similares, mantendo o mesmo padrão de texto encontrado no resto da revista (manchetes em caixa alta e textos em caixa baixa). Todos os textos da revista usam duas fontes padrão: uma com serifa (família Times New Roman) e outra sem (família Verdana). Todas as letras da revista seguem a cor preta. Em alguns momentos, os subtítulos usam letras brancas por estarem dentro de um box. As manchetes usam letras em caixa alta e os textos em caixa baixa.
    O logo da revista “Be” muda de cor de acordo com cada edição, mas mantém a mesma fonte. Na capa, as manchetes de matérias são feitas em caixa alta e negrito. Enquanto as chamadas de descrição da matéria são escritas com uma fonte serifada e em itálico.

    5) Diagramação:
    As páginas tem modulação dupla e possuem pouquíssimo espaços brancos. O número de colunas nas paginas varia bastante. Há páginas com 2 colunas enquanto outras possuem até 9 pequenas colunas diagramadas. Os textos não são alinhados de forma justificada, eles são alinhados a esquerda. Por ser uma revista pequena, eles usam todo o espaço disponível e em alguns momentos chega a ter sobreposição de imagens.. Por ser uma revista de moda o uso de muitas imagens é fundamental, muitas chegam a ocupar páginas inteiras ou até duas páginas. As ilustrações também são utilizadas como na página de astrologia, mas em menor proporção que as imagens. Pequenas linhas pontilhadas são usadas para separar o texto com intertítulos ou até mesmo separar matérias na mesma página. Também é possível notar o uso de boxes para ressaltar um produto ou texto.

    6) Cores:
    As seções são identificadas de maneiras diferentes, as fontes e representações gráficas pra cada seção mudam. Por se tratar de uma revista de moda, a revista é muito colorida e muda de acordo com o tema de cada mateira. Além disso, as propagandas ajudam a tornar a revista ainda mais colorida. O que é possível notar é que todos os textos da revista são escritos com letra preta e os títulos também.

    7) Iconografia::
    Por ser uma revista segmentada de moda, as imagens são extremamente importantes pra compor o produto. Na parte direcionada a moda, as fotografias são maiores e possuem grande destaque na revista, chegando a ocupar duas páginas completas e com, no máximo três, linhas de legenda da foto. Também utilizam montagens para compor looks para exemplificar pras leitoras, em comparação com modelos que seguiram a mesma tendência.
    Na parte de assuntos variados, as fotos são menores e muitas montagens são usadas. As páginas são bem carregadas de fotos e artifícios gráficos como montagens, tarjas e em algumas páginas ícones. Cada seção da revista possui um ícone referente ao título da matéria. Em algumas páginas existe um símbolo na parte superior das páginas, além de, em algumas páginas possuírem uma linha de tracejados na vertical.

    Mariana Tavares

    19/11/2013 em 1:42

  14. 1) A revista Galileu é uma publicação mensal da Editora Globo S.A – localizada na cidade de São Paulo – com eixo central de abordagem calcado nos campos da ciência, tecnologia e comportamento de uma forma geral. Com uma tiragem atual média de 190 mil exemplares, Galileu se caracteriza pela diversidade de seu público-alvo. Majoritariamente voltada para as classes A e B, a revista se destina a jovens, homens e mulheres, com nível de escolaridade mais avançado e interesse por temas ligados a inovações tecnológicas, saúde, religião, meio ambiente, descobertas da ciência e curiosidades. Essa abrangência de conteúdo alcança não só um perfil de leitor mais adulto, mas também de adolescentes que estão completando o segundo grau e ingressando no universo acadêmico. Originariamente intitulada como Globo Ciência, em 1991, a revista seguia uma linha editorial semelhante ao programa de televisão da emissora Globo, de mesmo nome. Em 1998, a partir de uma reformulação gráfico-editorial e de uma estratégia de marketing, a publicação alterou sua versão para Galileu. A nova roupagem expandiu seu escopo temático de abordagem e permitiu um tratamento diferenciado em sua cobertura, de modo a atingir um perfil de leitores mais leigos.

    2)Galileu apresenta um formato de paginação de 20,2 cm de largura por 26,6 cm de comprimento, com dobras ao meio e a utilização de grampos para sua sustentação. Em relação à gramatura do papel, verifica-se na composição da capa o papel couché 170, conhecido por sua alta qualidade, e o papel LWC (Lightweight Coated Paper) 65gr, uma alternativa ao tipo couché e de mais leve e fácil manuseio.

    3) Galileu é composta por 90 páginas, dividas entre as seguintes seções: Ín: é o índice da revista, responsável por tipificar e localizar os conteúdos da edição; Cl: é a Carta ao Leitor, com explanações do diretor de redação Alexandre Matias aos leitores; Ec: Ecossitema é um giro sobre repercussão da revista no meio social. Fc: Fale Conosco é o espaço destinado às críticas do público; Agenda: Traz as novidades e pequenos fatos do mês da publicação; Oc: Olhar cético trata-se de uma coluna de Carlos Orsi que aborda assuntos diversos; Sd: Sem Dúvida trata-se de uma coluna tira-dúvidas de Diogo Rodriguez; Psc: Para seu conhecimento, engloba as seções Ur (Urbanidade – questões geográficas e de curiosidades sobre as cidades), Cf (Corpo Fala- ligada à saúde e doenças) e Nu (Numeralha – estatísticas e dados de pesquisa no formato de infográficos); Cpf: Coleção de pessoas e feitos, perfil e entrevistas com especialistas e grandes nomes do conhecimento; St: Startups aborda inovações e empreendimentos; Es: Eu sou discute profissões e carreiras; Do: Dossiê investiga mitos e traz novos conceitos sobre assuntos ligados aos diversos temas de interesse da revista; Fo: Foco fala sobre criatividade no mundo; Etc: Entretenimento e cultura aborda a sessão Li de Livros e traz matérias sobre cinema e artes de uma forma geral; Ni: Novas ideias é o último tópico da revista, uma coluna opinativa.

    4)Em Galileu, verifica-se a aplicação das famílias tipológicas Romana Moderna e Egípcias na configuração dos títulos de capa e de reportagens. Por apresentarem boa legibilidade e design harmonioso, geram impacto visual e conquistam a atenção do leitor – de uma maneira geral, as publicações não apresentam serifa e expõem suaves contrastes nos traços. Em relação às reportagens, destaca-se o uso do grupo das famílias romanas antigas, mais indicadas para longos textos impressos. É válido destacar, ainda, a presença da tonalidade negrito nas capitulares de cada seção e matéria, bem como nas palavras de destaque da capa, títulos, subtítulos e entrevistas.

    5)Uma breve análise da diagramação de Galileu permite verificar a dialógica e necessária relação entre o planejamento editorial e gráfico da revista. Em virtude de suas propostas e objetivos – tratar de ciência e assuntos correlacionados – a publicação exige um cuidado e aprimoramento constante com seu conteúdo visual. Por isso, mais do que a capa, o miolo da revista deve, além de conquistar a atenção do leitor, servir de ferramenta de compreensão dos assuntos tratados. Desta maneira, pode-se intuir que a diagramação de Galileu visa a padrões de significação e complementação, muito mais do que de estética. Com um esquema de modulação de páginas e colunagens leve, o objetivo é facilitar a leitura e o entendimento de leigos em temáticas científicas. A fim de estimular esse conhecimento, destaca-se ainda como de grande importância a presença de boxes, molduras, infográficos e ilustrações, responsáveis por expandir e aprofundar os conteúdos tratados sem prejudicar sua legibilidade ou gerar poluição visual. Os infográficos da Galileu, aliás, foram premiados por seus conceitos visuais (IMA – Interactive Media Awards – Prêmio Editora Globo de Jornalismo e PIxel Awards) e exemplificam a boa apropriação do design para fins informativos. É interessante ressaltar que desde sua criação, em 1991, a publicação já passou por cinco reformulações de layout e também editorial, em uma demonstração da necessidade do aperfeiçoamento de diagramação em vista das novas tecnologias e da acessibilidade dos conteúdos a seus leitores.

    6) Apesar da intensa e constante presença de imagens e ilustrações em todas as páginas da revista, Galileu não sobrecarrega suas reportagens com tonalidades de cores fortes e exageradas. A publicação é segmentada em seções que apresentam sempre a mesma paleta de identificação: preto e branco. Os boxes costumam aplicar esse mesmo conceito, mas vez e outra apresentam cores em sua configuração; assim como as páginas das matérias, que podem puxar para um tom bege, amarelo claro, verde claro, cinza ou azul claro – sempre com a preocupação de oferecer uma leitura leve e fluída. A cor do nome da revista também varia conforme a escolha da imagem de capa e se verifica uma harmonia entre a identidade cromática e os outros elementos de diagramação (ilustrações, texto, modulação).

    7) Em relação à identidade visual de Galileu, destaca-se a presença de ícones de abreviatura de cada seção da revista. Assim, cada página é acompanhada por esses selos, que contém letras representativas do nome da seção, e de tarjas que especificam o assunto tratado. Para exemplificar, na área de Psc (Para seu conhecimento), que envolve temas variados, o leitor pode se situar na parte superior da página, ao encontrar o ícone e o logo que pode trazer as denominações “tecnologia”, “inovação”, “design e arquitetura”, entre outros. Na versão impressa de Galileu, é possível encontrar um desenho de um balão de fala com G – identificando sua titulação – ao final de algumas reportagens. Esse símbolo representa a extensão do conteúdo impresso nas páginas digitais da revista. Os créditos de imagem e fontes utilizadas se situam na parte inferior de cada página.

    Tayane Abib

    19/11/2013 em 9:35

  15. 1) Identificação e segmentação:
    A revista Bundas é uma publicação semanal produzida pela editora Pererê, no Rio de Janeiro. A revista surgiu como uma vertente alternativa ao governo da época, utilizando-se do humor para fazer críticas à política e à sociedade. O idealizador do veículo foi o jornalista Ziraldo. Lançada em junho de 1999, perdurou por cerca de um ano, não sobrevivendo por problemas financeiros.
    Bundas circulou por todo o Brasil e também por Portugal e, como uma revista de contestação, tinha um público-alvo específico, em sua maioria de esquerda e com embasamento político, sem definição de gênero e voltada para adultos.
    Na edição número 37 do dia 29 de fevereiro de 2000, o assunto principal das 52 páginas foi o tema do Carnaval: os 500 anos de Brasil. Em cima disso, editoriais, entrevistas, reportagens, charges, histórias em quadrinho, montagens, boxes e uma paródia foram produzidos.

    2) Papel e formato:
    O papel usado é o couché. O tamanho é um pouco maior do que uma folha A4. A grampeação é a cavalo e as páginas não têm recursos especiais.

    3) Organização:
    A revista tem 52 páginas. As seções se dividem em: editorial, entrevista, piada, história em quadrinhos, paródia, coluna, reportagem, charge, cartas do leitor (Cara Bundas), personalidade da semana (O Bundão da Semana), notas (Bundalelê), desenhos e tirinhas (Pinta e Borda). A encadernação é feita com dois grampos.

    4) Tipologia:
    A revista não segue padrão algum por entre as reportagens e seções. Cada título, subtítulo e corpo tem tipologia diferente, inclusive em relação ao tamanho e à formatação (negritos e itálicos).

    5) Diagramação:
    Assim como na tipologia, a diagramação também não segue padrões. A revista é bem colorida, tanto no sentido tipológico, quanto de fundo e de fotografia. A colunagem varia de uma até seis colunas por página. Os recursos gráficos são bem variados, devido aos diferentes ilustradores que compõem a revista (algumas imagens são molduradas, outras não). As relações entre texto e imagem também variam muito: existem páginas com texto e imagem, só com imagens, porém nenhuma só de texto. O único padrão encontrado está na utilização de imagens/figuras/ilustrações em todas as páginas da revista, o que está diretamente ligado com a proposta editorial da revista.

    6) Cores:
    Novamente, não há padrões. O veículo utiliza uma abundância de cores, sem identificação de seção através de paletas cromáticas. Talvez seja proposital também pela linha editorial. Um padrão encontrado através de pesquisa foi o nome da revista sempre em um fundo vermelho visto em várias edições.

    7) Iconografia:
    Utilização de recursos visuais na letra B do nome, fazendo referência ao mesmo. Além disso, a numeração de páginas é sempre dentro de uma bola preta com letra branca. Alguma seções têm logotipos e logomarcas específicos; por exemplo, na seção de piadas, bocas sorrindo.

    Carolina Rodrigues e Mayara Abreu Mendes

    19/11/2013 em 11:23

  16. 1)Identificação e Segmentação

    A revista Veja é produzida pela Editora Abril, na cidade de São Paulo. Seu público alvo predominante é de leitores acima de 50 anos, sendo na sua maioria de classes sociais AB, que juntas ocupam 71 por cento dos leitores da revista.

    A revista possui maior número de leitores na região sudeste do país, abrangendo mais da metade dos assinantes em nível nacional.

    Sua circulação é semanalmente às quartas-feiras. Abrange os mais variados temas, tanto a nível nacional como internacional. No entanto, os temas tratados com mais freqüência são: questões políticas, econômicas e culturais. Sua tiragem é superior a um milhão de cópias por edição, sendo a revista de maior circulação nacional.

    2)Papel e Formato

    O papel utilizado na capa é Couchê Brilho e no miolo da revista SC Especial. Suas páginas possuem tamanho de 20,2 cm de largura por 26,6 cm de altura.

    3)Organização

    A edição analisada é a de nº 2348, ano 46, nº 47, tiragem de 1.178.975 exemplares.
    Nessa edição a revista possui 144 páginas, dividida em Seções:
    -Carta ao Leitor
    -Entrevistas
    -Leitor
    -Blogosfera
    -Panorama (Imagens da Semana; Datas; Holofote; Conversa; Números; Sobe e Desce; Radar; Veja Essa)
    -Brasil (Justiça, Esporte, História e Política)
    -Economia
    -Geral (Internet, Gente, Saúde, Especial, Idéias e Educação)
    – Guia Alimentação
    Artes e Espetáculos (Livros, Cultura, Exposição, Cinema, Televisão, Veja Recomenda e Os Livros Mais Vendidos)
    A encadernação é feita por meio de dois grampos.
    As propagandas são inúmeras e constantes em toda a revista.

    4) Tipologia

    A tipologia da revista é bem objetiva e simples, sendo raras as variações. Cada seção é bem caracterizada com fontes maiores e de mesmas cores.
    Na matéria principal da revista, o título ocupa duas páginas e possui fonte maior das demais. Desde o índice, a revista toda segue um mesmo padrão de fontes, cores diferenciadas entre seções e editorias e seus temas abordados. Títulos sempre em negrito e primeiro parágrafo sempre com letra capitulada.
    Segue a revista toda, bem padronizada.

    5) Diagramação

    Na maioria das matérias opta-se pelo uso de três colunas, uso de bastante imagem, fotos, tornando a leitura não cansativa. Na capa percebemos uma tonalidade de vermelho escuro dando uma alusão ao PT, o uso de faixas pretas verticais dando a idéia como se fossem grades de cadeia.
    A edição utilizou de charges para satirizar a “discordância” de Roberto Carlos e Caetano Veloso em relação à questão das biografias. Utilização de Box e gráficos (mesmo em pequenas proporções) em algumas matérias.

    6)Cores

    O uso de cores na revista tenta seguir um padrão, sendo as matérias com fundo branco, exceção à Seção Entrevistas que sempre tem suas páginas com fundo amarelo, dando aos leitores fácil identificação com a revista.
    O uso do vermelho na capa, referindo-se aos condenados do mensalão, onde integrantes do governo tiveram suas prisões decretadas. Letras capituladas sempre nas mesmas cores, títulos na grande maioria sempre em negrito. A revista possui uma boa visualização devido ao conjunto imagem e conteúdo.

    7) Iconografia

    Na capa o logotipo da revista em destaque e o símbolo clássico da Editora Abril. Na parte inferior das páginas sempre o logotipo VEJA em fonte pequena. As páginas possuem uma linha fina vermelha logo abaixo do nome das seções e editorias. No geral a revista possui poucos ícones.

    Fabio Sebastião Polato

    19/11/2013 em 11:24

  17. 1) IDENTIFICAÇÃO E SEGMENTAÇÃO
    Como classificada na rede social da própria revista, a ZUM é uma revista semestral (outubro e abril) do Instituto Moreira Salles que “mostra a amplitude do universo fotográfico ao publicar ensaios de importantes fotógrafos brasileiros e estrangeiros, acompanhados de entrevistas, artigos e textos históricos.” O lançamento aconteceu em 2011 (demorou um ano para que fosse finalizada) e já está em sua 5ª edição. Feita em São Paulo e dirigida por Thiago Nogueira (Ática e Cia das Letras), é uma publicação de alta qualidade e que se estabelece como referência na área de fotografia, com tiragem de 3 mil exemplares, entre 180 a 200 páginas e por R$45,00. O público-alvo é classe média alta, interessados em arte e principalmente fotografia, mas não para ensinar técnica. Pioneira no Brasil, ela é dedicada a mostrar bons ensaios e fotografias, sempre casando com outras áreas da arte, mostrando o que tem de interessante, com “curadoria”. Pode ser comprada no Instituto Moreira Salles, em algumas livrarias – como Livraria Cultura -, em algumas bancas e pela internet. O editor Thyago classifica como: “em certa medida, é uma revista de cultura visual”.

    2) PAPEL E FORMATO
    O papel utilizado é o papel couché espesso (ora semifosco, ora brilhante, acredito que isso varia conforme a impressão das páginas, para valorizar as fotos) e as dimensões são de 26 x 21 cm. A capa acompanha o interior da revista, com o mesmo tipo de papel.

    3) ORGANIZAÇÃO
    A revista tem uma média de 180 a 200 páginas é a encadernação é brochura, mas colada e não costurada, o que diminui o “tempo de vida” da revista. Uma pena, pois é uma revista-livro, para ser colecionada.
    A revista não possui seções. O editor avalia como alernativa para a revista ter maior liberdade na hora de encaixar as pautas e pode dar mais atenção a uma das várias vertentes artísticas que a revista carrega, variando de edição para edição.

    4) TIPOLOGIA
    A tipologia já ganha destaque com o título da revista, com um tipo que lembra um rabisco. Apesar de ter uma diagramação moderna e criativa, a tipologia segue a mesma durante a análise da revista, alternando o tamanho dos títulos de casa matéria..

    5) DIAGRAMAÇÃO
    A revista é moderna e sabe brincar com a diagramação, mesmo optando por uma linha mais minimalista. A capa dá destaque à foto, que toma conta de toma a capa, trazendo apenas o símbolo do Instituto Moreira Salles, o título, bem trabalhado e as chamadas, pequenas e com pouco espaçamento entre elas. O uso de fotos estouradas é recorrente, além de fotos jogadas dispersadamente na página, fazendo jogo de imagens. O texto parece com uma ou duas colunas e com espaçamento razoável que não dá sensação de cansaço no leitor. Os títulos acompanham as imagens, casando com a história e com a foto da matéria ou ensaio. Apesar de minimalista, a revista não deixa de ousar na apresentação das matérias, como o uso das fotos na vertical, com o título também na vertical, título que atravessa duas páginas, entre outras. E por minimalista entenda-se o não uso de estruturas como boxes, linhas ou molduras. A revista prioriza as imagens e faz bom uso delas. Algumas páginas aparecem com cores diferentes, variando o branco o que ajuda a tirar a monotonia do padrão de fonte e colunagem. A revista é visualmente bonita sem exagerar nos recursos e aqueles que possui, aproveita com maestria.

    6) CORES
    As cores servem para dar destaque ao texto, frente ao uso de imagens. Há bastante variações e não segue padrão. Algumas cores fortes aparecem para chamar atenção, mas em geral ela é colorida sem grandes contrastes, usando bastante os ensaios e as fotos para esse fim.

    7) ICONOGRAFIA
    A publicação não utiliza ícones dentro da revista. Talvez uso de ícones roubasse espaço das fotos, que recebem atenção especial na revista. Mas isso é uma questão de escolha e a linguagem visual, ao nosso ver, foi bem construída privilegiando as fotos e as cores.

    Jéssica Frabetti

    19/11/2013 em 13:44

  18. 1) A Revista Piauí, da editora Alvinegra, é publicada mensalmente no Brasil com tiragem média de 55 mil exemplares e tem como público alvo as classes A e B em ambos os sexos e de diversas faixas etárias. Segundos dados disponibilizados no site da publicação, 30% dos leitores da revista tem entre 25 e 34 anos, número bem próximo aos leitores com mais de 50 anos (29%). Contudo, a revista também atinge jovens em idade universitária (15% dos leitores) e adultos entre 35 e 49 (23%) de maneira satisfatória. A revista não é marcada por sua segmentação, mas sim por sua diversidade de temas, que vão desde a política até a divulgação científica, passando pela literatura e por futebol. Vale ressaltar que, apesar de ser produzida pela Editora Alvinegra, toda a operacionalização (impressão, distribuição, gerenciamento de assinaturas) da revista é feita pela Editora Abril, que, contudo, não interfere em questões editoriais.

    2) Um exemplar da Piauí mede 26,5cm por 34,8cm, o que a torna uma revista de um tamanho diferente das publicações mais comuns no mercado. São dois os papéis utilizados: na capa papel pólen bold 90 gramas e no miolo papel polén soft 70 gramas. Tais tipos de papel são muito empregados em livros, pois proporcionam maior durabilidade e conforto na leitura devido a sua opacidade característica.

    3)O acabamento é feito através de grampeamento em lombada canoa. As 3 edições analisadas (setembro, outubro e novembro de 2013) tem em média 90 páginas cada. Piauí conta com poucas seções fixas. São elas: índice; colaboradores; chegada; esquina; diário da Dilma, cartas e despedidas. O restante da revista é preenchido por conteúdo que variam de acordo com cada edição.

    4) As fontes são pouco variadas, mantendo sempre o mesmo padrão, que alterna apenas entre a capa, os títulos e os textos. A chamadas na capa variam na cor de acordo com a ilustração,enquanto as fontes do interior são sempre pretas. O negrito é utlizado no título das seções e nas capitulares que separam os blocos de texto ao longo das páginas. Interessante notar que o título da revista é sempre grafado em letra minúscula, inclusive a inicial.

    5) A diagramação é marcada pela simplicidade. São 4 colunas de texto preenchendo quase que todo o espaço da página, com exceção de estratégicas ilustrações cujos autores variam a cada edição dispostas quase sempre no canto superior esquerdo da página esquerda, o que garante certa quebra da monotonia que a enorme quantidade de texto. As aberturas das matérias são feitas quase sempre com uma imagem que toma toda a página. Como a revista prioriza marjoritariamente o texto, não há emprego de boxes, gráficos, tabelas ou infrográficos. Toda informação que se pretende transmitir está no texto. As únicas variações na diagramação são vistas nas páginas esporádicas de quadrinhos e poesias e em páginas de humor, como o “the piauí herald”.

    6) Predomina o contraste das letras pretas sobre o fundo branco, com exceção das ilustrações, que variam entre coloridas e em preto e branco. Não há paleta de cores fixa.

    7)A cada edição, Piauí convida diferente ilustradores para fazer a imagem de capa. Por isso, a imagem que estampada nunca tem a ver diretamente com o conteúdo, embora quase sempre transmita alguma mensagem. Tais capas acabaram se tornando uma “marca registrada” da publicação. A revista possuí um pinguim com boina que a representa, principlamente em ações de marketing e nas redes sociais. Na edição impressa, versões estilizadas dele aparecem sempre na capa da edição de aniversário. O fim das matérias é indicado por uma pequena estrela branca em um círculo preto, que representa a editora.

    Guilherme Henrique Vicente

    19/11/2013 em 14:38

  19. 1) Identificação e segmentação:
    A Sexy é uma revista brasileira de periodicidade mensal e distribuida no país todo,mas com sede na cidade de São Paulo. Ela é publicada pela editora Rickdan e seu público alvo é masculino, jovem e adulto, heterossexual, afinal seu conteúdo principal é feito de ensaios fotográficos de mulheres nuas. Possui uma tiragem de cerca de 50 mil exemplares por mês, vindo em queda desde a popularização da internet, o que a fez mudar seu projeto gráfico-editorial em algumas ocasiões.

    2) Papel e formato:
    O papel utilizado é o couché, as páginas possuem 26 cm X 20 cm aproximadamente.

    3) Organização:
    A revista tem quase sempre o número de 114 páginas, sendo excessão apenas edições especiais, como de aniversário. A encadernação se enquadra no formato lombada colada. A Sexy possui as seguintes seções: Carta do editor, Gente que rala, Fala que eu te escuto, Pin-Up, Pimentinhas, Sexy Machine, Gadgets, QQ nota, Filmes, Música, Livros, Entrevistas, Ensaios, Matéria, Na estica, Mixologia, Sexyonário, Piadas.

    4) Tipologia:
    Na capa, o tipo de letra é praticamente o mesmo, apenas com variações de caixa-alta, negrito e o itálico em algum detalhe.
    Dentro da revista não é diferente e a tiplogia é bem simples, sempre a mesma, uma espécie de Arial, e sempre preta ou, às vezes, branca se o fundo for de alguma cor que não apareça bem o preto tradicional. As variáveis são nos títulos e substítulos ou pra alguma palavra que querem chamar a atenção que usam a caixa-alta e também o negrito em muitas vezes.

    5) Diagramação:
    Muito o raro a utilização de páginas duplas, geralmente em uma ou outra foto dos ensaios ou em propaganda. Possui um padrão bem definido, sempre com textos diagramados em três colunas, com bastante uso do branco, seja em margens, como fundo quase sempre e até mesmo como moldura em alguns casos, momentaneamente a revista utiliza ilustrações como charges. A diagramação como um todo é muito simples mesmo, e usa poucos recursos gráficos mesmo, com pouca mistura entre texto e imagem, dando a impressão de que quando querem mostrar fotos, pouco texto e quando querem dar ao leitor um texto, pouca imagem, geralmente uma por texto.

    6) Cores:
    Tão simples a diagramação, como já dito anteriormente, que é muito raro a utilização de cores. Parece ser bem o que já disse acima também no sentido de cores, quando é pra ser texto é bem simples, preto e branco, e quando é pra dar foco as fotos, como nos ensaios fotográficos das garotas nuas, muitas cores, para talvez fertilizar a imaginação do leitor. Não há paletas de identificação de seções, somente o texto em preto em cima do fundo branco.

    7) Iconografia:
    É bem raro também, sendo utilizado algumas vezes o símbolo visual da revista, a pimenta, algumas vezes uma estrela ou ponto para algum tópico, mas muito raro, a revista é muito limpa mesmo, até vazia, de certa forma.

    Fernando

    19/11/2013 em 15:08

  20. Wanessa Medeiros e Caroline Lima

    1) Identificação e segmentação
    A revista analisada neste trabalho foi a Revista Claudia da Editora Abril. Ela é publicada em todos estados e cidades brasileiras tendo uma abrangência nacional e circulação mensal. O planejamento gráfico-editorial é construído a partir de um delimitado perfil do público leitor de interesse geral não segmentado. A revista atende um público de faixa etária e classe social heterogênea 11% de 10 a 19 anos, 20% de 20 a 24 anos, 24% de 25 a 39 anos, 20% de 40 a 49 anos e 24% os leitores com mais de 50 anos. A classe social também é diversificada: 21% A, 45% B e 30% C segundo dados de pesquisas.
    A revista aborda temáticas do cotidiano feminino: moda, beleza, educação dos filhos, família, saúde, culinária, dentre outros.
    Apesar da revista Claudia não ser segmentada, ela possui outras ramificações que se setorizam a partir de temáticas específicas, como a revista casa Claudia, por exemplo.

    2) Papel e formato
    Tipo de papel: LWC com 60g no miolo e o couchê brilho 150g na capa
    dimensões da página: 202x 266 mm
    Sem recursos especiais.

    3) Organização
    A revista apresenta 218 páginas que mescla conteúdo e publicidade.
    Descrição de seções: moda, atualidades e gente, Casa e consumo, beleza e saúde, família e filhos, sempre em CLAUDIA (serviu para abrigar as seções mais gerais (endereços, carta da editora, carta dos leitores, etc). (DESCREVER O CONTEUDO DA REVISTA ANALISADA)
    Acabamento: lombada quadrada com aplicação de verniz na capa
    Encadernação: brochura

    4) Tipologia
    A tipografia presente na revista Claudia resume-se em duas famílias tipográficas, uma com serifa (Didot- caracterizado pelo extremo contraste de traços grossos e finos, pela serifa ultrafina e pela tensão vertical das letras) e outra sem serifa. A fonte serifada é usada nos elementos de maior destaque (títulos, aspas, chamadas de capa, retranca, etc) e nos textos mais longos. Já a fonte sem serifa é utilizada em olhos, notas, legendas, perguntas e em alguns blocos de textos menores.
    A titulagem de algumas matérias recebeu efeitos tipográficos (imagens ou símbolos que cumprem o papel de uma letra,carregando mensagens verbais) e aumento da fonte de algumas palavras para se dar destaque e ajuste do Kerning (espaçamento entreletras).

    5) Diagramação
    Cada layout da revista Claudia- reportagem ou seção- variou de acordo com a editoria. A página de abertura foi aplicada a foto principal da reportagem, o título e o lead; enquanto nas páginas seguintes o texto da reportagem seguiu em duas colunas com imagens ou gráficos que remetiam a imagem principal.
    O apelo visual por meio de imagens apareceu apenas na abertura da matéria, com exceção dos editoriais de moda e beleza. Na grande maioria das matérias, nas páginas consecutivas à abertura, havia poucos recursos visuais. Aplicou-se longos trechos de textos e imagens reduzidas. O uso de boxes, aspas, imagens secundárias e suas respectivas legendas foram usados como “ganchos visuais” para despertar a atenção do leitor, sendo que o recurso mais utilizado pela revista foram as aspas, pois além de captarem a atenção, tornam-se um elemento ilustrativo da reportagem.
    Além disso, algumas matérias tinham a diagramação em páginas duplas obedecendo um padrão pré estabelecido pelo planejamento gráfico da revista. O fundo das reportagens é sempre o branco

    6) Cores
    A revista foi impressa em 4 cores, no sistema de quadricromia (CMYK), e, eventualmente, através do sistema Pantone uma 5ª cor (ou cor especial) que é aplicada no logotipo da capa As seções mantém a mesma cor de fundo e das letras, a parte colorida geralmente fica por conta dos anúncios publicitários e grafismos que acompanham as matérias e editoriais de moda e beleza. A cor predominante na edição é o branco e nesse aspecto a revista poderia explorar um pouco mais o uso das cores para trazer mais vivacidade e dinamismo às reportagens e criar uma diferenciação entre as seções da revista.

    7) Iconografia
    A revista de maneira geral, não possui uma identidade iconográfica visual constante, ou seja, composta de símbolos e ícones que remetem a características próprias da revista. A identidade de Claudia está muito mais associada ao conteúdo e formato que segue um padrão do que aspectos gráficos.
    Porém, as imagens mais presentes na revista de forma geral são as fotografias, ilustrações e sinais gráficos que se modificam de uma edição para outra.

    Wanessa Medeiros

    19/11/2013 em 15:34

  21. Relatório – Bianca Teixeira Morelli

    1)Identificação e segmentação:
    A revista analisada é a ARTE! Brasileiros …2!, da Brasileiros Editora LTDA, na cidade de São Paulo/SP – Brasil. Trata-se da segunda publicação especial da Revista Brasileiros, com a intenção de discutir e apreciar a arte no Brasil e no Mundo, ela é bimestral e tem tiragem de 30.000 exemplares. O público-alvo é: adulto acima de 25 anos, classe A e B, e claro, com interesse em arte, no caso da edição analisada.

    2)Papel e formato:
    O formato da folha é de 21cm X 27,5cm. O tipo do papel da capa é o couché revestido de polietileno, na forma brilhante e a face interna da capa é fosca. O restante das folhas é de papel couché de menor gramatura. Não há o uso de dobras e outros recursos especiais.

    3)Organização:
    A revista tem 50 páginas no total. Por se tratar de uma revista temática, não há seções. A encadernação é feita com as páginas coladas, sem uso de grampos.

    4)Tipologia:
    Não há variação da tipologia, o padrão é o título e subtítulo em letras maiúsculas e o texto em letras minúsculas. Isso colabora para manter uma unidade na revista temática.

    5)Diagramação:
    Exceto a primeira matéria, toda a revista utiliza duas colunas por página, colunas largas e arejadas. Em várias páginas observa-se apenas uma coluna e o restante é completado por uma imagem, o que é totalmente justificado visto o tema ‘arte’ que norteia a publicação. As figuras estão presentes na grande maioria das páginas, poucas folhas se utilizam apenas de texto. Diversas imagens ocupam duas páginas, como se fossem uma capa para a matéria a seguir. A publicação não faz o uso de outros recursos gráficos, utiliza-se simplesmente de textos e imagens, apresenta apenas uma linha do tempo (infográfico) nas primeiras páginas para ilustrar a ‘Agenda’.

    6)Cores:
    É visível que a base da revista é o branco, pela grande quantidade de figuras que a revista tem, é essencial que não haja disputa de cores na mesma página, para assim, não atrapalhar a leitura e compreensão das imagens e das matérias. O texto é em preto, variando entre negrito e normal, apenas utiliza-se o texto em branco quando ele está sobre uma imagem. Na capa há o predomínio da cor laranja, a qual confere o significado de energia, atração e criatividade.

    7)Iconografia:
    A ‘ARTE! Brasileiros’ não faz uso de ícones, marcas, selos, vinhetas, tarjas, timbres de logotipos, logomarcas. A revista é caracterizada pelas obras de artes relacionadas com as matérias, as páginas são marcadas por fotos em diferentes tamanhos e formatos, sozinhas ou encaixadas entre si. Imagens que ocupam duas páginas são utilizadas para marcar o início de uma nova matéria, mas isso não é usado de forma padrão.

    Bianca Teixeira Morelli

    19/11/2013 em 16:16

  22. 1) Identificação e segmentação:
    Nosso trabalho analisará uma edição americana da revista Vogue, publicada pela Conde Nast Publications. A Vogue é uma das revistas femininas de moda com mais importância no cenário, é muito conceituada e influente no mundo todo, circula em mais de 21 países e mensalmente pública trabalhos de estilistas, escritores, fotógrafos e designers dentro de uma perspectiva do mundo da moda, da beleza e da cultura pop. A publicação tem uma circulação mensal mundial estimada em 2 milhões de exemplares. O exemplar que estamos analisando foi lançado em setembro de 2012, sendo esta a edição com o maior número de páginas da história da revista, com 916 páginas, que traz a cantora Lady Gaga na capa. Esta edição vendeu somente nos EUA 602 mil exemplares – e tornou-se a edição mais vendida da história da publicação.

    2) Papel e formato:
    Na grande maioria das páginas o papel utilizado é o tradicional couché, porém outras páginas são produzidas com papel de maior gramatura. Dobras e recursos especiais, como páginas de tamanhos menores e encartes também são utilizados nessa edição. As páginas têm tamanho 21cm x 27,5cm

    3) Organização:
    A edição analisada (EUA, Setembro, 2012) apresenta 916 páginas. Conta com 13 seções, são elas: Vogue.com, Editor’s Letter, Masthead, Talking Back, Contributors, Up Front, Lives, Nostalgia, Social History, Agents Provocateurs, The Models, It Girl e Tnt. A revista é encadernada com as páginas coladas e possui lombada quadrada, não há o uso de grampos.

    4) Tipologia:
    Apenas um tipo de fonte é utilizado nos textos da revista que, em sua grade maioria, são em preto, a cor vermelha aparece com bastante destaque em boxes de legendas e títulos. O contraste entre as fontes são feitos com o uso de negritos, itálicos e caixa alta, deixando a página mais dinâmica.

    5) Diagramação:
    A maior parte do conteúdo da revista é composto por anúncios publicitários que ocupam o tamanho completo de uma página. As páginas com conteúdo editorial são divididas em duas ou três colunas, as fotos são bem distribuídas, algumas vezes sobrepostas umas às outras e outras vezes com contornos brancos que as separam. Os blocos de texto estão sempre em fundo branco. E mesmo o espaço que está “em branco”, ou seja, não apresenta texto ou imagem, é bem aproveitado e destaca aquilo que emoldura.

    6) Cores:
    Uso predominante das cores: vermelho, branco e preto. Os textos, na maioria das vezes, estão em preto, as legendas e os destaques em vermelho e o fundo das páginas é branco. A escolha dessas cores proporciona um ar sóbrio e sofisticado à revista. O uso da cor dourada na capa ajuda caracterizar a edição especial.

    7) Iconografia:
    Não há nada que chame muito a atenção em relação ao uso de ícones, selos, tarjas ou logotipos. O que caracteriza a revista é o uso de uma única fonte e de cores características. É possível notar o uso de uma pequena tarja vermelha abaixo dos titulos das matérias, geralmente localizado no canto superior direito. Algumas vezes o título aparece em branco sobre uma tarja vermelha. No caso desta edição, o nome da revista na capa aparece sobre um “fita vermelha” reforçando o conceito de que é uma edição especial.

    Arthur Ferreira / Lígia Maciel

    19/11/2013 em 18:13

  23. 1- A revista analisada é a Info Exame, veiculada para Editora Abril. A Info Exame teve seu início no ano de 1986 e tem circulação no país inteiro, sendo com publicações mensais. A revista tem um segmento focado na parte da tecnologia e na informática, com uma abrangência de 138 mil exemplares anuais.
    2- O tamanho de cada página é um pouco menor do tipo A4, com o comprimento de 20cm por 26,5cm, conhecido como formato Magazine.
    3- A edição analisada possui 100 páginas, sendo que as últimas páginas são destinadas para serviços. Além dos serviços, a revista contém as seções: “enter”, “ideias”, “inovação”, “teste” e “startup-se”. Cada seção fica responsável por temas definidos, por exemplo, a seção “ideias” culmina na parte das entrevistas. O modelo de encadernação e grampeação é a lombada colada.
    4- A tipologia é bem simples, ou seja, não se utiliza de muitas fontes, com uma predominância de duas a três fontes, com poucas exceções. Os títulos sempre em caixa alta com os subtítulos e textos com o mesmo número de fonte.
    5- A revista usa basicamente de duas a três colunas por página. As matérias, normalmente, são concentradas em uma página, com fotos ou anúncios na página da direita. As matérias com mais relevância se utilizam das páginas duplas, podendo ter o título ocupado nas páginas duplas. Além disso, a colunagem muda um pouco nas matérias maiores. Pode-se observar a presença de muitas fotos relacionadas com a tecnologia e informática, porém sempre dispostas em lugares muito semelhantes ao longo das páginas.
    6- As cores predominantes na revista são: branco, azul e amarelo. A cor da fonte dos textos sempre predominam o preto, com as artes, os box e alguns títulos em azul e amarelo. As matérias principais possuem páginas diferenciadas, fugindo do fundo branco convencional. Além disso, cada seção tem sua preferência por cor, tornando a revista bem dinâmica, mas sempre puxado para o azul e amarelo.
    7- A parte iconográfica da revista praticamente inexiste, se resumindo a aparições bem vagas de alguns símbolos ou logos ao longo da revista e, com mais percepção, na capa.

    Dupla: Raphael Freitas e Diego Felício

    Raphael Freitas de Ara[ujo

    19/11/2013 em 18:21

  24. Revista TRIP
    Dupla: Aline Ramos e Lucas César

    1) Identificação e segmentação: Revista TRIP

    A revista TRIP é produzida pela editora TRIP, na cidade de São Paulo – SP (Brasil), mas de abrangência nacional. Edição analisada: Ano 27 | Fevereiro de 2013| nº 218.

    Com uma linha editorial baseada na diversidade e na inovação, hoje a revista Trip é considerada a mais importante publicação para o público jovem formador de opinião do país. Lançada em 1986 e com tiragem média de 44 mil exemplares, a revista tem como objetivo buscar o novo, através de histórias que traduzem e representam muito bem o dia a dia de seus leitores. Premiada dentro e fora do país (incluindo três medalhas do New York Art Directors Club e três vezes finalista do Prêmio Esso de Jornalismo), a Trip foi eleita, por dois anos consecutivos uma das 10 revistas mais admiradas do país, em pesquisa realizada pela editora Meio & Mensagem e pela Troiano Consultoria, sendo o veículo mais votado nas categorias criatividade e inovação.

    A revista Trip tem seu projeto gráfico original realizado por David Carson que, antes de ser designer, foi, no final dos anos 1970, surfista e professor de sociologia. Carson cativou seu público como diretor de arte das revistas Transworld skateboarding, Beach Culture e depois RayGun. Na Trip, Carson realizou um projeto ousado para os produtos similares da época.
    O leitor da TRIP é jovem e apaixonado pela vida, tem de 16 a 39 anos, é predominantemente do sexo masculino e tem uma relação de intimidade e cumplicidade com a revista. Esse leitor é crítico e faz questão de encontrar sempre um conteúdo editorial de vanguarda e gerador de discussões. É fiel e associa tudo o que está na revista ao seu estilo de vida. Absorvendo esse conteúdo como parte do seu dia a dia.

    Número total de leitores: 210 mil
    Sexo: 77% masculino e 23% feminino
    Faixa etária: 15 a 19 anos – 15%
    20 a 24 anos – 25%
    25 a 39 anos – 49%
    40 ou mais anos – 11%
    Classe social: 35% classe A
    51% classe B
    12% classe C

    2) Papel e formato:
    PAPEL
    Capa: Couchê off Machine
    Miolo: Couchê MWC Galerie Fine
    FORMATO
    Página simples: 20,8 x 27,5 cm (0,5 cm de sangria)
    Página dupla: 41,6 x 27,5 cm (0,5 cm de sangria)
    Material: filmless PDF (arquivo digital) + prova de cor

    3) Organização:
    Encadernação: Lombada colada
    Edição analisada: Ano 27 | Fevereiro de 2013| nº 218
    Número total de páginas: 98
    Número de páginas de publicidade: 18
    Seções:
    • Páginas negras- entrevista com personalidades em páginas com o fundo preto. Nesta edição, a entrevista é com o médico Drauzio Varella, numa matéria de 11 páginas.
    • Expediente – além dos dados técnicos, são apresentadas as duas capas em miniatura da edição do mês.
    • Índice – destaque para o índice que traz os 12 temas que a Trip considera prioritários e essenciais e que inspiram os princípios da Revista e do Prêmio Trip Transformadores. E os relaciona com as matérias da revista, por meio de setinhas. Os temas são: Corpo, Alimentação, Trabalho, Sono, Teto, Saber, Liberdade, Biosfera, Conexão, Diversidade, Acolhimento e Desprendimento.
    • Editorial
    • Cartas (espaço do leitor)
    • Umbigo – espaço em que a revista divulga seu conteúdo presente em outros meios. Como o site, rádio, edições especiais, prêmios e mídias sociais.
    • Salada- são diversas notas sobre temas diversos, como o nome sugere. Estão elencadas na revista de forma sequencial, intercaladas por anúncios. Seguem o mesmo projeto gráfico. Notas fixas são “Baú da Trip”, que relembra capas de edições antigas e “Nomes Adequados e Nomes Inadequados”, um concurso cultural em que os leitores enviam nomes que combinam com o trabalho de alguém, ou que é totalmente inapropriado para o que o dono do nome faz. São escolhidos 3 de cada, e os selecionados ganham uma assinatura da revista. Ao total, essa seção possui 8 páginas nesta edição.
    • Trip Girl – Ensaio de nú artístico, com perfil da garota fotografada, com 11 páginas.
    • Reportagens – Ao total são 5 reportagens, 4 relacionadas ao tema da edição, que é segurança, e uma sobre surf.
    • Moda – Ensaio com 3 homens que apresentam peças e acessórios relacionados ao tema segurança e conforto.
    • Gonzo – Reportagem especial com o repórter Arthur Veríssimo, chamado pela própria Trip como repórter excepcional, no estilo gonzo. Nesta edição, ele relata como é ser um segurança particular da dupla Zezé Di Camargo e Luciano.
    • Colunas- são no total 7 com uma página cada. São as últimas 7 páginas da revista, e todas estão acompanhadas por ilustração de Vaka Valo, de um projeto intitulado “Dream Diary”. Cada coluna possui um tema, que são: Mundo Livre (2), Antivírus, Outra Política, Polaroid, Código Aberto e Outras Palavras.

    4) Tipologia: Não há como definir um padrão para a tipologia da Trip que não seja a falta de padrão. É importante salientar que o estilo de David Carson, ícone da tendência pós-modernista em design gráfico que tomou forma no início dos anos 1980, influenciou a Trip até hoje. A irreverência com que Carson e outros designers desafiaram as regras de legibilidade seguidas até então para o design gráfico possibilitou que aspectos desses padrões fossem rompidos. Todos os itens da legibilidade no design gráfico são desrespeitados pela Trip. Num título, podemos observar tipologias diferentes, assim como a variação de letras em negrito e itálico, caixa-alta, além dos diferentes tamanhos. Cada seção possui uma característica própria em sua tipologia.
    5) Diagramação:
    As medidas das colunas ocupam todo o espaço disponível com margens muito estreitas entre elas; o entrelinhamento também é pequeno. Nos títulos, intertítulos e olhos, a revista explora diferenças de corpo da mesma fonte. Um recurso usado para não confundir uma coluna com outra é usar diferentes cores no texto, de preferência um tom amarelado e avermelhado para contrastar com o branco. Também o desalinhamento horizontal das alturas das linhas de textos é usado para não confundir as colunas e as respectivas leituras.
    Há o uso de textos e frases sobrepostas e de textos que cortam imagens, bem como textos usados na vertical. As imagens interrompem os blocos de texto, ou então, o texto está nas imagens, além da diagramação acompanhar as bordas das imagens, não sendo algo fixo e alinhado.
    As páginas, na maioria, seguem a divisão por 3 colunas. Porém, é possível encontrarmos páginas com 1 ou 2 colunas.
    6) Cores: A revista Trip utiliza como cor principal o preto, cinza e branco. Podendo ser encontradas as cores amarelo e vermelho. As fotografias também seguem essa mesma harmonia de tonalidades.
    O projeto gráfico se aproxima de uma linha modernista e funcionalista: usa combinações de cores muito discretas para não sobrepujar o conteúdo. Os padrões são seguidos nas páginas internas de cada seção apenas mudando de cor, em geral combinando com cinza ou branco.

    7) Iconografia:

    O único ícone marcante é o nome da revista, TRIP, no canto esquerdo da capa. Além de encontrarmos na revista os ícones das mídias sociais: Facebook, Twitter, Google Livros, Youtube e a rádio Trip FM.

    Aline Ramos

    19/11/2013 em 18:35

  25. 1) Identificação e segmentação:
    A revista Caros Amigos é da uma publicação mensal, de circulação nacional, da Editora Casa Amarela, de São Paulo – SP. Trata, principalmente, de economia, política e cultura. Com uma visão de esquerda’, as publicações trazem matérias de caráter investigativo, entrevistas com personalidades e artigos opinativos, buscando uma visão contra-hegemônica. O público-alvo são homens e mulheres a partir dos 17 anos, das classes A, B, e C. De acordo com a pesquisa “Caros Leitores”, 75% dos leitores da revista têm ensino superior completo e 20% estão cursando o ensino superior. Para análise foram utilizadas duas edições especiais: Edição 35, de 2007 e a Edição 52, de 2011.

    2) Papel e formato
    O papel miolo da revista é LWC 60g e o papel miolo é Offset 90g, de tamanho 27cmx33cm. Eventualmente há uma variação no papel miolo para destacar alguma reportagem.

    3) Organização
    As edições analisadas (35 e 52 – ambas especiais) têm 31 páginas, todas grampeadas. A única seção em comum em ambas é a entrevista.

    4) Tipologia
    A tipologia da revista é simples: apresenta, no máximo, 3 fontes diferentes ao longo de toda a revista, porém, as fontes podem variar de uma edição para outra. Das edições analisadas (52 e 35 – ambas especiais), as fontes utilizadas são Calibri e Times News Roman, respectivamente. Os títulos são bem grandes, seguidos pela linha fina (ambos com a mesma fonte). As legendas e os ‘olhos’ também têm grande destaque, quando utilizados. As entrevistas tendem a ter fontes menores e menos destaque do que as outras reportagens.

    5) Diagramação
    A maioria das reportagens é de duas páginas, assim, há uma continuidade de elementos textuais e visuais das páginas. As edições analisadas apresentavam uma flexibilidade de padrões entre si. A edição 35 explorou mais os recursos de branco e as imagens. Já a edição 52, preencheu boa parte das páginas com textos em letras menores e fez nenhum uso de brancos. A edição 52 utiliza apenas ilustrações, chapéus e intertítulos como recursos gráficos. Já a número 35 utiliza muitas imagens, ‘olhos’, barras de separação, uma espécie de tarja preta com algum texto pequeno dentro e infográfico.

    6) Cores
    As publicações analisadas são inteiramente em preto e branco, exceto a capa e a contracapa. Essa opção mostra a prioridade pelo conteúdo, dada pelo planejamento da revista. Outro elemento que observei é que o grid muda de cores e as capas também.

    7) Iconografia
    No topo das páginas da edição 52 existem tarjas que identificam qual o tema a ser tratado na reportagem. Já na edição 35, essas tarjas estão dispostas em lugares completamente variados (borda direita, esquerda, em cima, etc.). A edição 52 é bem simples em termos de diagramação e não apresenta outros elementos a serem destacados. A edição 35, além das tarjas, apresenta barras separando os elementos textuais e imagéticos, além de destacar muito bem algumas frases e declarações importantes.

  26. Atividade 1 – Planejamento Gráfico Editorial III – Prof. Francisco Belda
    Alunas: Camila Nascimento David (Turma D)e Maria Letícia Marques (Turma C)

    Roteiro e Relatório de Análise de Revista

    1)Identificação e segmentação
    Nome da Revista: Rolling Stone
    Editora: Spring
    Local de publicação: Brasil (originalmente americana), São Paulo – SP
    Exemplar: Edição Nº 74 / Novembro de 2012
    Público- Alvo: Jovens a partir de 18 anos, todos os gêneros, classe média alta, com conhecimento sobre cultura, nível de escolaridade de ensino superior em andamento/completa, com interesse principal em música.
    Segmento Temático: É uma revista basicamente pautada pelo universo da Música, porém caracteriza-se como revista de variedades/cultura por abordar diversos assuntos de maneira geral (comportamento, entretenimento, moda, cinema, política, tecnologia, etc).
    De acordo com a editora a tiragem é de 75.000 exemplares. Não encontramos informações sobre distribuição e abragência.

    2) Papel e formato
    Tipo de papel: Papel revista (LWC/Couchê). Na capa e contra capa a gramatura do papel é maior do que nas páginas internas
    Dimensões da página: 25,5cm x 30,5
    Recursos especiais:A edição 74, especificamente, tem duas capas. A primeira é feita pela leitora Alexandra Castro (que venceu um concurso organizado pela própria revista) e depois vem a capa original da revista feita pela equipe. Também possui duas contra-capas.

    3) Organização: 
    Número de páginas:128
    Descrição de Seções: Capa (reportagem principal), R&R (Rock&Roll), Política Nacional, Especial Skate, Arquivo RS, Conexão Brasilis, Guia CDs, Cartas (Mensagens de Amor e ódio).
    Modelo de encadernação: Brochura com três grampos.

    4) Tipologia: 
    As fontes utilizadas para títulos são praticamente sempre as mesmas. Sempre com letras maiúsculas e algumas vezes os títulos aparecem todo em caixa alta. Os diferenciais estão nas reportagens principais. Nelas, as fontes para títulos são mais ousadas e diferenciadas, porém o texto da reportagem (exceto pelos primeiros parágrafos que geralmente aparecem junto com a foto) são iguais ao restante da revista. Olhos são colocados todos em caixa alta, com tamanho grande. Existem algumas seções que usam fontes vazadas ou contornadas
    seguindo o padrão do título da Revista, marca registrada da revista original americana). Porém, as fontes básicas são predominantes.

    5) Diagramação: 
    A diagramação da revista é básica, sem muitos recursos gráficos, focando principalmente no texto. As imagens também tem bastante destaque nas matérias, e o preto e branco é utilizado na maioria. As reportagens principais são as que possuem maior diferencial na diagramação, contam com mais imagens coloridas, frases em destaque e até mesmo alguns boxes para complementar o texto.
    Os recursos gráficos da revista são utilizados para dar destaque a alguma imagem ou texto para que os mesmos fiquem em evidência, mas em sua maioria, as páginas são predominantemente básicas, com modulação simples e clean.

    6) Cores: 
    A revista segue a identidade de cores preto, branco e vermelho. Não existe divisão de seções por cor. Elas estão sempre em destaque nas cores predominantes, inclusive no título da revista.
    As principais cores utilizadas (preto, branco e vermelho) visam manter uma ligação com o Rock, que é uma das temáticas mais abordadas na revista, e a remetem também a publicação americana da revista, seguindo o padrão da Revista Rolling Stone como forma de reforçar a identidade visual da marca.

    7) Iconografia: 
    Uma das marcas da revista é o uso das cores branca, preta e vermelha que compõe a identidade visual da publicação, as cores estão presentes em quase todas as matérias. Outra marca presente na revista é o uso de linhas na diagramação, que garantem um visual etéreo e básico à publicação, dando mais destaque as imagens e ensaios utilizados em seu conteúdo. A logomarca da revista segue o padrão da revista americana. Sofre alterações de cores conforme a capa. As seções são sempre identificadas com a mesma fonte da logomarca. A revista tem como marca evidente os ensaios fotográficos das matérias principais. As fotos sempre ocupam uma ou duas páginas da revista com pouquíssimo texto.

    Maria Letícia Marques

    19/11/2013 em 18:59

  27. 1) Identificação e segmentação: A revista National Geographic é produzida pelo grupo editorial National Geographic Society em Washington, DC, Estados Unidos. A edição analisada por nós é a 218 (novembro de 2010) da versão americana. Publicada mensalmente, embora ocasionalmente possua edições especiais, a National Geographic é destinada ao público geral que tenha interesse na pesquisa e divulgação da geografia. No Brasil, de acordo com dados da Editora Abril, a maioria dos seus leitores são homens (58%), entre 25 e 34 anos (22%) da classe B (55%) e residentes na região sudeste (65%).
    Pode ser considerada uma revista de atualidades, porque sempre traz temas e conteúdos atuais (recentes) para garantir informação relevante a opinião pública. Na edição analisada, por exemplo, há diversidade de temas como a escavação feita em uma pirâmide asteca, as grandes migrações animais e até invenções que podem facilitar a vida humana. Atualmente, a revista é publicada para 30 milhões de pessoas em 55 países localizados nos cinco continentes. Ao todo, a produção é divulgada em 32 idiomas.

    2) Papel e formato: O papel da capa e do miolo é o couche especial (151g e 75g, respectivamente) no formato 175×254 mm. Em algumas matérias, é feito o recurso de dobra para estender o tamanho da página e ganhar mais espaço para as ilustrações, aspecto forte em todo o material jornalístico analisado.

    3) Organização: A edição analisada tem 141 páginas divididas nas seções fixas de expediente, editor’s note, letters, your shot, visions of earth, conservation, oceans, geography, health, the big Idea, inside geographic, flashback e geopuzzle. Além disso, ela ainda possui quatro reportagens, todas citadas na lombada da revista, sendo uma delas a principal. Ela é encadernada com páginas coladas, sem uso de grampos.

    4) Tipologia: Na capa, é possível perceber diferenças entre a tipologia do logo (National Geographic) com as chamadas, além do uso dos recursos de negrito e itálico. É também possível compreender que o conteúdo produzido dentro da revista é feito por uma única tipologia, mas também são usados os recursos de negrito (títulos, legendas e olhos) e itálico (legendas de fotos e olhos). Outro padrão usado pela edição da revista é a caixa alta no início de intertítulos em reportagens.

    5) Diagramação: Existe um grande número de páginas duplas em toda edição analisada, uma vez que o forte do conteúdo da National Geographic é o uso de imagens. Eles também utilizam o recurso de dobra de páginas para ganhar espaço para as ilustrações. Além disso, percebe-se que em páginas simples são usados mapas, outro destaque da publicação. Eles utilizam o branco e a variação entre o uso de uma ou duas colunas para “arejar” a página, que mesmo com amplo uso de fotografias não fica “pesada” para ler. Há diversos elementos que constroem a identidade visual da National Geographic como o retângulo amarelo em cada abertura de seção e no expediente, o número da página acompanhado do nome e a edição da revista, o uso extensivo, legendas de até cinco ou seis colunas, mapas, além de, é claro, o uso da borda amarela na capa, que caracteriza todas as edições locais (de cada país) da revista.

    6) Cores: O amarelo marca a identidade visual da National Geographic na capa e no início das seções fixas, mas há grande uso de preto e branco nas chamadas, textos, títulos e linha-finas de reportagens, com exceção (nessa edição) para o expediente e a matéria sobre escavação da pirâmide asteca, que utiliza bigode na cor vinho. Cremos que a predominância é marcada pelo grande uso de imagens que “jogam” cores nas páginas e dobras.

    7) Iconografia: Há o uso do ícone retangular, símbolo da National Geographic, no início das seções fixas. Existe também uma particularidade na lombada da revista, que marca a edição, a manchete de capa e as outras três reportagens presentes na publicação para situar o leitor, que, por causa do conteúdo diferenciado, costuma colecionar a revista. A publicidade também segue um padrão, pelo menos nessa edição, uma vez que há propagandas sobre relógios, máquinas fotográficas e prêmios oferecidos pela própria National Geographic. O fato demonstra o cuidado para oferecer o melhor ao público-alvo e continuar a propagar o carro-chefe da empresa (a qualidade das imagens).

    Ana Carolina Monari / Murilo Barbosa

    19/11/2013 em 19:23

  28. 1) Identificação e segmentação:

    A revista BRAVO! foi uma revista segmentada sobre cultura e variedades que circulou mensalmente de outubro de 1997 a julho de 2013 em todo território nacional. Publicada pela Editora Abril e editada de São Paulo (São Paulo, Brasil), BRAVO! dedicou-se, nos seus 16 anos de existência, a cobrir as artes plásticas, a música, o cinema, o teatro, a literatura e outras manifestações culturais, sempre de maneira crítica e analítica, evidenciando seu alto nível de especialização.

    De acordo com pesquisa da EGM (Estudos Marplan Consolidados), em 2012, o público-alvo de BRAVO! estava predominantemente na classe B, com 64% dos leitores, seguido pelas classes A e C, com 17% e 16% dos leitores, respectivamente. Ainda segundo a pesquisa, 38% dos leitores tinham entre 25 e 34 anos e 26% encontravam-se na faixa dos 35 aos 44. A pesquisa ainda aponta que 58% do público-alvo total era composto por mulheres. Quanto ao alcance da circulação, o IVC (Instituto Verificador de Circulação), em pesquisa realizada entre janeiro e outubro de 2012, aponta que, apesar da publicação ser nacional, 57% dos leitores encontravam-se na região sudeste.

    A tiragem mensal de BRAVO! era de aproximadamente 33 mil exemplares. A média de assinaturas era de 17899 exemplares e a venda avulsa média era de 6315, levando a uma circulação líquida média de 24214 publicações (IVC, de janeiro a maio de 2013). Em julho de 2013, mês em que circulou a última edição de BRAVO!, o preço de capa era de R$15,00.

    2) Papel e formato:

    Capa: couchê fosco 230 g verniz UV
    Miolo: couchê fosco 90 g
    Formato Final: 226×274 mm
    Lombada: Quadrada

    Foram analisadas duas edições de BRAVO! A publicação de número 160 segue um padrão mais conservador no sentido de inovar em recursos de paginação. Já a edição 180 adota a dobra de páginas para enriquecer a matéria principal, dando aspecto ainda mais refinado à revista.

    3) Organização:

    A edição 160 de BRAVO! foi publicada em dezembro de 2010 e traz na capa o Especial “100 Melhores do Século (até agora)”. São 98 páginas divididas por temáticas: Especial, Livros, Artes Plásticas, Teatro e Dança, Cinema, Música e ainda conta com as seções Carta do Editor, Cartas [dos leitores], Site e Ficção Inédita. A edição 180 tem 106 páginas divididas nas seções de Artes Visuais, Cinema, Livros, Música, Teatro e Dança.
    A encadernação de BRAVO! é feita em brochura, sem grampos e com cola. O acabamento das páginas é refilado.

    4) Tipologia:

    A revista BRAVO! utiliza duas tipologias diferentes no corpo das matérias, sendo uma delas serifada e a outra não-serifada. A fonte com serifa geralmente é utlilizada nas reportagens e matérias de maior extensão, enquanto a fonte sem serifa é empregada nas matérias menores, notas, boxes, indicações e críticas. Todas as reportagens de BRAVO! e suas críticas começam com capitular. Os títulos das matérias, intertítulos e chamas são feitas em caixa alta.

    5) Diagramação:

    A diagramação de BRAVO! segue a aura de sobriedade da revista. A colunagem, apesar de irregular, em uma visão geral, acaba adquirindo um padrão quando se observa a divisão da revista. As reportagens seguem um padrão de duas ou três colunas (sempre regulares e do mesmo tamanho), havendo poucas quebras no texto: os caracteres não se sobrepõem às imagens, não existem dois tipos de colunagem em uma mesma reportagem. As críticas da revista sempre se apresentam em colunagem tripla e as listas de indicação sempre se apresentam em colunagem quadrupla.

    BRAVO! abusa dos recursos da fotografia e de ilustração na composição das páginas, até por se tratar de uma revista cultural. Imagens que ocupam uma ou até duas páginas inteiras são utilizadas recorrentemente na diagramação da revista. O branco das páginas é bem explorado, provocando uma imagem arejada, que não sufoca o leitor. Linhas de espessura fina ou pontilhadas são utilizadas para dividir pequenas notas e indicações, e no final das reportagens, há uma linha que separa o final do texto do nome (e referências) de quem o escreveu. Boxes pequenos sempre são utilizados para dar as referências ou o serviço de filmes, exposições e espetáculos.

    6) Cores:

    Cada seção da revista tema sua cor característica. As Artes Visuais são representadas pela cor magenta, o Cinema pelo azul e os Livros pelo verde, por exemplo. Ao fim de cada seção, nas páginas de críticas e indicações, a presença das cores se intensifica. No corpo da revista, pode-se observar uma espécie de etiqueta no canto superior esquerdo das páginas pares identificando a seção a que pertecem através da cor selecionada para cada assunto.

    7) Iconografia:

    A sobriedade de BRAVO! prevalece na questão iconográfica. A identidade visual se dá por meio de elementos simples, como o uso de boxes translúcidos nas páginas de indicação, ou de um pequeno símbolo de exclamação que encerra os textos. Não há marcas, selos ou vinhetas na revista. O detalhe que chama a atenção é o uso das tarjas coloridas supracitadas (item 6): uma espécie de etiqueta que identifica a seção da revista. Os pequenos boxes e linhas que são utilizados para creditar o jornalista e dar as referências (item 5), respectivamente, também apresentam-se como elementos que determinam um padrão de identidade.

    Felipe Vaitsman e Gabriela Passy

    19/11/2013 em 19:47

  29. Relatório de Análise – Revista TPM

    1) Identificação e segmentação: O produto a ser analisado é a edição de novembro de 2013 da Revista TPM, da editora paulistana TRIP. A TPM foi lançada em 2001 e tem como público alvo as mulheres (92% dos leitores pertencem ao gênero feminino). De periodicidade mensal, ela é destinada às mulheres da classe A, B e C e, entre suas leitoras, 1 % tem 18 anos, 25 % de 19 a 25 anos, 60% de 26 a 35 anos, 10% entre 36 a 45 anos, e 4% tem acima de 46 anos. Das leitoras, 35% são casadas, 36% comprometidas e 28% são solteiras. Um fato interessante é que 88% dos leitores da revista têm ensino superior completo. A revista não possui um alto nível de especialização e busca representar a mulher na mídia de forma não usual, tirando o foco de clichês como, por exemplo, beleza, abordando temas como política, artes e comportamento. A publicação tem uma tiragem mensal de 50 mil exemplares e é de distribuição nacional. 10% da tiragem são direcionados para um mailing VIP (jornalistas, personalidades, empresários e colaboradores da editora) e a pontos estratégicos em SP e RJ, como hotéis, cafés e restaurantes pelo sistema special delivery).

    2) Papel e formato: O papel utilizado na impressão da revista é o couché, com gramatura superior na capa. As dimensões da página são 20,8 cm x 27,5 cm.

    3) Organização: A edição de novembro da TPM tem 116 páginas, divididas em seções fixas da na revista, como: páginas vermelhas (entrevistas com personalidades midiáticas), bazar, perfil (entrevista com a mulher que é a capa do mês), moda, badaluque (que traz, de forma sarcástica, temas que estão em alta na mídia), reportagem, ensaio (na maioria das vezes, o ensaiado é do sexo masculino), e pra fechar (coluna de Mara Gabrilli). As páginas são coladas, não havendo uso de grampos.

    4) Tipologia: A TPM possui uma logo que se altera, em termos de cor, a cada edição. Na de novembro, por exemplo, a cor escolhida para ele foi a amarela. Na capa, há uso de negrito e caixa-alta nas chamadas e itálico nas aspas e/ou linhas-finas. No corpo da revista, é possível notar o uso de uma fonte fixa nas matérias jornalísticas e outra fonte em seções como colunas, listas etc. As fontes dos títulos e “olhos” também variam e não há uso de serifas. Assim como na capa, os títulos do miolo são colocados em caixa-alta.

    5) Diagramação: A parte gráfica da revista é despojada, com o constante uso de fundo branco. Geralmente, as matérias são dispostas em três colunas. Já os textos de outros gêneros, como listas, são alocados em duas colunas. É recorrente a intersecção entre texto e imagens através da utilização de caixas de texto, que muitas vezes acabam ficando sobrepostas à imagem. Além disso, o texto também não é justificado, há uso de letra capitular e a paginação sempre está à esquerda da folha. A diagramação é confortável aos olhos, e tem seu foco na cor branca e em tons pastéis em títulos e chamadas. Notamos, também, que fotos de elevada qualidade e as ilustrações são características da TPM. O número da página é localizado sempre à esquerda, seguido de uma barra e o nome da seção em negrito. Outra característica notada por nós é que as legendas das fotos não possuem uma caixa de texto específica, mas sim são grifadas com determinadas cores.

    6) Cores: Logo na capa da publicação, temos o título da revista à esquerda e as demais chamadas seguindo a mesma paleta de cores. Essa é uma das marcas do projeto gráfico da TPM, que a cada nova edição apresenta uma nova cor principal. O branco marca essa edição da revista, sendo usado na maioria dos fundos das páginas. Em seu interior, podemos perceber o grande uso de cores nas palavras, enquanto a maioria das fotos aparece em preto e branco ou sépia.

    7) Iconografia: A revista não possui tantos ícones iconográficos. O logo, que aparece à esquerda da capa, muda de cor a cada edição. A paginação também pode ser considerada um ícone: ela está sempre à esquerda da folha, com número, barra e assunto em negrito. O principal ícone presente na revista são as famosas páginas vermelhas: não apresentam páginas com a cor em si, porém, as letras nessa cor contrapostas com o preto e o branco cumprem o propósito da seção.

    Mayara Castro e Renan Moraes

    19/11/2013 em 19:52

  30. 1) Identificação e segmentação:

    A Revista de Jornalismo ESPM foi a escolhida para essa análise. Ela é impressa pela editora da ESPM. É produzida no Brasil, na cidade de São Paulo-SP. Segundo a própria ESPM, a públicação “é voltada param quem quer conhecer, aprender e ensinar jornalismo” e visa “fortalecer o setor e ser essencial à formação de novos jornalistas no País”. Mais precisamente o público-alvo da revista pertence às classes A e B. A circulação é trimestral e a tiragem média é de 20 mil exemplares.

    2) Papel e formato:

    O papel utilizado é o do tipo Couchê e as dimensões são 21,5 x 28,5 cm.

    3) Organização:.

    A publicação número cinco do trimestre de abril, maio e junho de 2013 tem um total de 118 páginas. As principais seções são “Cartas e e-mails” – que dá espaço para a opinião do leitor; “Roubou a Cena” – que traz destaques de pessoas ou fatos importantes para a atualidade; “Direto de Columbia” – reportagem produzida por jornalista de Columbia; “Ideias e Críticas”, “Lançamentos” e “Credencial”. A revista é encadernada com grampo.

    4) Tipologia:

    A variação de fontes é baixa. A revista usa poucas fontes, com desenho mais tradicional, semelhante a de jornais impressos. O uso de negrito e italico é comum em subtítulos e nomes de seções, mas, eventualmente, aparece em títulos de reportagens.

    5) Diagramação:

    A Revista de Jornalismo da ESPM mescla páginas com duas e três colunas, sem imagens e margens brancas consideráveis com páginas mais leves. Os textos com chamada na capa e que aprofundam temas nas páginas centrais se parecem mais com os de uma publicação acadêmica, ainda que com mais fotos. Já as matérias menores e que abrem a revista costumam trazer mais fotos e até mesmo infográficos leves. Contudo, o texto ainda se sobressaí na diagramação.

    6) Cores:

    Há um predomínio do preto para o corpo do texto e vermelho para infográficos, olhos e títulos. As ilustrações e fotografias trazem cores novas para a revista. Há uma preocupação em manter o texto como o principal elemento.

    7) Iconografia:
    As capas se destacam ao manter um padrão de organização mais uniforme. Já no resto da revista, intertítulos são usados para dar mais fluidez ao texto são, o recurso do “olho” também é bastante utilizado.

    Thales Schmidt e Vinicius Martins

    19/11/2013 em 20:19

  31. 1- A revista Viajar pelo Mundo é publicada mensalmente pela editora Emporium de Ideias, de São Paulo. A edição analisada é a de número 52, de outubro de 2013. A editora trabalha apenas com revistas segmentadas, sendo esta voltada ao turismo nacional e internacional. A publicação apresenta cidades e países, mostrando suas respectivas curiosidades, dicas de lugares para visitar, hospedagem, gastronomia e transporte. A Viajar pelo Mundo é destinada aos homens e mulheres adultos das classes A e B e possui uma tiragem de 50.000 exemplares mensais. Nas bancas é vendida a R$12,00.

    2- A publicação utiliza o papel couché 170g na capa e o papel couché 80g no miolo. As dimensões da página são 20,2cm x 26,6cm. A revista faz uso de lombada quadrada e não apresenta dobras em seu interior.

    3-O conteúdo está distribuído em 128 páginas, nas seguintes seções:

    Ø Sempre Aqui

    – Viajando pelo mundo: um álbum de fotos disponibilizado por duas leitores durante suas viagens a diversos países.
    – Sua viagem: também se refere à imagens enviadas por leitores.
    – E-mail do leitor: comentários, sugestões e críticas enviadas para a redação por e-mail.
    – Perguntas e dúvidas: a redação responde as questões enviadas por e-mail, redes sociais e pelo site da revista.
    – Giro pelo mundo: novidades, dicas e curiosidades do mundo do turismo.
    – A redação amou: produtos testados e aprovados.
    – Fica a dica: Pousada Barra do Bié, em Cunha.
    – Pacotes: cotação de preços para variados destinos.
    – Sacada x Roubada: um lugar para conhecer e outro para ser evitado em Los Angeles.

    Ø GPS

    – Curiosos: lugares diferentes para se conhecer durante a viagem.
    – Saborear pelo mundo: apresenta algumas comidas típicas de cada país.
    – A pé em Bogotá: como curtir um roteiro bacana sem carro na cidade.

    Ø Dicas de viagem

    – City tour free: os melhores pontos das cidades sem pagar nada.
    – Viagem de moto: um roteiro em duas rodas pelo sul do Brasil.

    Ø Destinos

    – Férias: 11 sugestões de destinos para aproveitar.
    – Marrocos: traz 4 cidades imperiais do país muçulmano.
    – Viena: 3 dias na cidade se divertindo muito e gastando pouco.
    – Cruzeiro: 7 dias com tudo incluso pelo Caribe.

    A revista é encadernada de forma colada, sem grampos. O acabamento é feito em verniz somente na capa.

    4- A tipologia da revista é diversificada. A fonte do texto se mantém em todo o miolo (sem serifa), com exceção do caderno Destinos, que apresenta uma fonte mais incrementada e serifada. Os títulos ao longo da publicação têm cerca de cinco fontes diferentes, alguns em caixa baixa e outros em caixa alta. A tipologia dos chapéus também muda conforme a seção, algumas misturam caixa baixa e alta e outras só caixa alta.

    5- Podemos afirmar que a diagramação da revista é muito boa. Há uma predominância de páginas simples e o padrão de diagramação é flexível. Por ser uma revista de turismo, utiliza muitas imagens (fotografias), tendo pelo menos uma por página. O textos são todos colocados em fundo branco, o que contrasta com o colorido das fotos. Faz uso de boxes para complementar informações. Na maior parte das matérias a colunagem é dupla. A diagramação, apesar de não seguir um padrão, deixa as seções harmoniosas entre si. As publicidades concentram-se nas páginas do lado direito. Há apenas uma ilustração e não infográficos.

    6- A revista é muito colorida, tendo a predominância das seguintes cores: preto, cor presente no corpo dos textos e alguns títulos; tons de laranja são usados na maior parte da publicação para destacar as seções, além de ser a cor de linhas que separam diferentes textos em uma mesma página; a cor roxa é utilizada na seção de serviços, sendo as letras dos títulos em branco e com o fundo roxo. O vermelho e o azul são as cores dos intertítulos das matérias. A cor rosa está presente nas reportagens de dicas de férias. Não identificamos nenhum significado das cores em relação às temáticas ou qualquer outro aspecto da publicação.

    7- Todas ás páginas do lado esquerdo contam com a especificação da seção no canto superior a esquerda. Ela é identificada por uma arte que tem o nome da seção entre dois cubinhos. O único logotipo/logomarca presente é o selo da editora, presente na capa da publicação. Além disso, as logomarcas aparecem nos anúncios. Todas as páginas têm fotografias, tendo algumas que tomam uma ou duas páginas completas.

    Augusto Junior e Juliana Garcia

    19/11/2013 em 20:24

  32. 1) Identificação e segmentação

    A revista Veja, da Editora Abril, é a revista de informação jornalística geral de maior tiragem do país, com 1.165.262 exemplares impressos semanalmente (de acordo com a Tabela de Circulação Geral do Grupo Abril 2013), na gráfica do Grupo Abril, em São Paulo (Capital). A publicação circula por 96% do território nacional e é distribuída por seis empresas especializadas no serviço (Dinap, Entrega Fácil, FC, Magazine Express, Treelog e Total Express), que formam uma holding de logística do Grupo Abril, a DGB. A Veja chega ao leitor que assina e recebe na porta de casa; ou ao leitor que compra, de maneira avulsa, nas bancas de jornal e revistarias. Um acervo digital com todas as edições fica disponível na internet, logo após a semana de veiculação da edição.

    2) Papel e formato

    A revista Veja é impressa em papel couché, no formato Magazine (20 x 26,5 cm). Na edição analisada não houve dobras de página ou recursos especiais.

    3) Organização

    A edição analisada (2347 – 13 de janeiro de 2013) tem 148 páginas, divididas, em um primeiro momento, pelos seguintes títulos: Índice; Carta Ao Leitor (editorial); Entrevista (páginas amarelas); Cláudio de Moura Castro (coluna de opinião); Expediente; Maílson da Nóbrega (coluna de opinião); Leitor (seção de comentários dos leitores); Lobão (coluna de opinião); Blogosfera (seção de notas publicadas no site da Veja e nos blogs dos colaboradores de opinião). A partir deste ponto, a revista se divide em seções maiores e específicas: Panorâma (oito subseções de notas curtas – Imagem da Semana; Datas; Holofote; Conversa; Números; Sobe e Desce; Radar e Veja Essa – , que introduzem as seções de reportagens “aprofundadas”); Brasil (seção de reportagens sobre a vida política brasileira); Ideias (seção que repercute os pensamentos e os debates científicos e sociais atuais e/ou históricos); Economia (seção de reportagens e textos sobre a economia no Brasil); e Internacional (seção de reportagens de assuntos sócio-político-econômicos internacionais). Visto isso, chega-se à seção Geral, que se divide nas seguintes subseções: Gente (seção de notas sobre celebridades); Saúde (reportagens sobre bem-estar e vida saudável); Religião (reportagens, em sua maioria, católicas); Comportamento (seção de reportagens sobre tendências de comportamento das classes A e B – exemplo: pais que mandam filhos para o intercâmbio cada vez mais cedo); Gustavo Ioschpe (coluna de opinião); e, enfim, a seção Especial (reportagem de capa sobre as possibilidades de comercialização da maconha – 13 páginas). Após a reportagem especial, inicia-se a seção Guia, que, na edição de 13 de janeiro de 2013, apresenta a subseção Consumo (reportagem sobre como investir e manejar seu dinheiro). Já nas últimas páginas, o leitor da revista Veja encontra a seção Artes e Espetáculos, que se divide em cinco subseções: Cinema; Música; Livros; Veja Recomenda (dicas culturais de DVD’s, Blurays e peças); e Os livros mais vendidos (lista). A edição analisada finaliza com um texto do articulista J.R. Guzzo (coluna de opinião). A revista é encadernada com grampos cavalo.

    4) Tipologia

    A tipologia pouco varia ao longo das páginas da revista. Há um padrão para títulos, subtítulos, olhos, e para os textos. Algumas matérias adaptam cores e tipos de acordo com o tema abordado. Um exemplo é a matéria de capa, cujo assunto é a legalização da maconha. Nessa matéria as cores passam pela paleta do verde, adaptando-se ao texto.

    Os títulos das matérias que estão sobre fotos mudam suas cores de acordo com a visualização, por exemplo, quando há uma foto muito clara no fundo, se utiliza a cor preta, quando a foto é escura, a cor branca.

    5) Diagramação

    Há pouca flexibilidade na diagramação: pouca variação na tipografia, mesmo padrão de cores presente ao longo da revista inteira. O branco é utilizado pouco ao longo da revista, ou seja, não chega a aliviar tanto o peso de alguns textos mais longos. Mesmo assim é importante nos textos de duas colunas, que usam o recurso do branco, diferente dos textos com três colunas. Como padrão gráfico, linhas vermelhas verticais e horizontais surgem em algumas páginas delineando espaços para textos. O uso de imagens é frequente, e varia com imagens pequenas e de página inteira. As maiores geralmente estão nos textos de mais importância e maior densidade, a fim de diminuir seu ‘peso visual’. A revista marca as sessões no canto direito superior das páginas, (ex: sessão Panorama) com cores preta, cinza e vermelha. Subseções marcadas com tipos maiores e de cor escura, próximo ao preto da sessão. Ainda no texto, utiliza tipos vermelhos para destacar trechos e frases em algumas seções.

    6) Cores

    As cores predominantes são: o Branco, que surge como cor de fundo na revista toda – exceto nas páginas amarelas; o Preto, como cor principal ao longo de todos os textos da revista; e o Vermelho, que é amplamente utilizado nos recursos gráficos responsáveis pelos detalhes das páginas. Na seçao Guia, a cor que mais se destaca é o azul, porém apenas nesta seção. É interessante ressaltar a matérias de capa, pois em seu título, dentro da revista, a palavra Maconha, aparece ocupando quase um quarto da página e na cor verde, fazendo um jogo com a erva. A cor verde é muito utilizada nos elementos gráficos da matéria.

    7) Iconografia

    A logomarca da revista VEJA varia de cor, mas surge em todas as páginas, com destaque para a capa;; pequeno quadrado cinza para delimitar o fim das reportagens; títulos de sessões e subseções da revista são pretos e cinzas, em geral no canto superior direito das páginas; nos cantos inferior esquerdo e direito das páginas vemos também a presença de pequenos logos da revista ao lado da marcação de paginas e data. A revista inteira tem a presença de linhas vermelhas delimitando o espaço dos textos, além de separar a sessão (que fica na borda superior dos textos), é utilizado amplamente na identidade das páginas de revista. Pode se dizer que a identidade visual da revista é essencialmente composta pelas cores branca, preta e vermelha, lembrando do amarelo também devido à importância das páginas amarelas da revista.

    As colunas assinadas vêm acompanhadas pela foto do colunista ao lado dos nomes, que ocupam o mesmo lugar das denominações de seções, ou seja, nas bordas superiores.

    Gabriel Cortez / Solon Neto

    19/11/2013 em 20:55

  33. 1. Identificação e Segmentação

    A revista Trip é produzida pela editora Trip, em São Paulo, desde 1986. Possui uma tiragem de 50 mil exemplares.
    Sua circulação é nacional, apesar de ser encontrada para venda apenas em bancas maiores.
    A Trip é uma revista de variedades, que aborda temas como viagens,arte, comportamento, fotografia, sexualidade e comunicação. A revista se baseia em um modo de vida alternativo, se diferenciando das demais.
    É voltada para as A e B
    Seu público alvo é predominantemente jovem, entre 20 e 35 anos, e se enquadram no estilo alternativo da revista.

    2. papel e formato:

    O tamanho é de 20,8 cm x 27,5 cm e o papel utilizado é o couche.

    3. Organização: A edição analisada (outubro/2013) possui 114 páginas, sendo 27 de publicidade. A encadernação se enquadra no formato lombada colada. A trip se divide nas seções:
    – Páginas Negras (entrevista com personalidades)
    – Editorial
    – Cartas (espaço do leitor)
    – Salada (notas sobre variedades)
    – Trip Girl (ensaio nu e breve perfil)
    – Reportagens
    – Transformadores
    – Moda

    4. Tipologia:

    A revista faz uso predominante de apenas uma fonte, na cor preta(exceto quando a página é dessa cor). A fonte é bem legível, “limpa”,não cansa os olhos do leitor. A caixa-alta é usada em títulos, subtítulos e olhos.

    5. Diagramação:

    A diagramação da Trip é visualmente limpa, com grande foco nas fotografias. O uso do branco, cor da maioria das páginas, é bem explorado, o que dá um descanso aos olhos. Os olhos e box se separam do texto de forma minimalista, sem molduras ou linhas, apenas pela diferença do tamanho da fonte. Em relação às colunas, não há um padrão: em algumas páginas utilizam duas, em outras, três.
    Em algumas reportagens, a revista costuma encostar o texto na imagem, sem espaçamento, de forma proposital. Não chega a atrapalhar a leitura e é discretamente criativo.
    Na edição analisada é interessante apontar a diagramação da reportagem principal, sobre ícones e imagem. As fotos são sobrepostas, cortadas e desfocadas propositalmente, se relacionando com o conteúdo do texto.
    Em relação às colunas, não há um padrão: em algumas páginas utilizam duas, em outras, três.

    6. Cores:

    As cores da revista Trip ficam por conta apenas das fotografias, ponto alto da revista, o que resulta em um grande equilíbrio. Por fazerem uso de muitas imagens, algumas ocupando páginas inteiras, há muito
    pouco uso de cor nas páginas e texto. A única seção que utiliza cores é a “páginas negras”, para dar destaque ao texto.

    7. Iconografia:

    O único ícone marcante é o nome da revista, TRIP, no canto esquerdo da capa.

    Maitê Borges de Oliveira

    19/11/2013 em 21:00

  34. 1) Identificação e segmentação:
    A análise partiu da publicação “Boyfriend”, do dia 25 de fevereiro de 1961, no. 88, 5ª edição.
    A revista “Boyfriend” foi lançada no ano de 1959, pela editora “WeekEnding”, no Reino Unido. A publicação era veiculada toda sexta-feira e destinava-se à jovens mulheres (entre 13 a 18 anos), da classe A e B. Assim, os seus principais assuntos eram de interesse ao público feminino do contexto histórico dos anos de 1960, bem como dentro da realidade socioeconômica em que o público estava inserido. Entre os principais temas, destacam-se: como conseguir um bom namorado, regras de etiqueta, dicas de beleza, notícias sobre música e famosos, além de trazer pôsteres dos chamados “boyfriends”, que eram meninos escolhidos pelas próprias leitoras como símbolo de beleza masculina.
    Outra característica peculiar da revista é a presença de fotonovelas. A capa sempre trazia o desenho da personagem principal da história seguido de dois quadros da narrativa, instigando a leitora a comprar a revista para saber o final do enredo.
    Segundo Jon Savage (2009), do “The Observer”, a revista atingiu o auge nos anos de 1963, com a explosão do pop britânico com o “The Beatles” e outras bandas que surgiram nesse contexto. A partir daí, a revista ampliou o seu público, sendo veiculada, também, nos Estados Unidos.

    2)Papel e formato:
    Por ser uma das primeiras publicações segmentadas e devido ao período histórico em que a revista estava inserida, a “Boyfriend” não contava com recursos tecnológicos de diagramação, devido a limitação técnica da época. O papel era similar ao usado em jornais, de dimensão 210x297mm.
    É interessante destacar que a revista possuía páginas soltas, pois contava com a presença de pôsteres (que, geralmente, variavam o seu tamanho entre duas a quatro páginas), que podiam ser destacados da publicação.

    3)Organização:
    A publicação analisada possui 28 páginas, divididas em:
    – 4 fotonovelas, distribuídas esporadicamente;
    – Artigo sobre moda da jornalista “Rachel Lindsay”, na página 5;
    – Horóscopo, na página 11;
    – Grande reportagem sobre algum famoso, seguido de um pôster, também de famoso;
    – Uma entrevista pingue-pongue, na página 19;
    – Dicas de maquiagem na página 21;
    – Notícias sobre música e cinema (geralmente, astros e músicos considerados “bonitos”), na página 25;
    – Dicas de como seduzir um homem na página 27.
    – Também eram frequentes as propagandas sobre produtos femininos ao longo das páginas.
    A revista era encadernada e presa com grampos. Entretanto, algumas páginas eram soltas devido à presença de pôsteres.

    4)Tipologia:
    O nome da revista, ou seja, a palavra “Boyfriend” da capa aparece sempre com a mesma tipologia. Entretanto, o nome da primeira fotonovela – que também é mostrado na capa – difere de uma publicação para a outra (através da análise de outras capas da “Boyfriend”, vimos que a tipologia não é constante). No que concerne às matérias, todas possuem um mesmo padrão tipológico, escritas em Times New Roman, número 11. Há a presença de letras capitulares no início das reportagens. A tipografia dos títulos também varia, mas não ultrapassam o tamanho 16.

    5) Diagramação:
    O número de colunas varia de uma matéria para a outra na revista “Boyfriend”. Uma curiosidade da publicação é, além da presença das fotonovelas, o uso de desenhos para ilustrar as reportagens. Há a presença de fotos, principalmente, de figuras masculinas. Na página 25, por exemplo, percebemos a presença de duas fotos de homens emolduras em uma figura de coração, fato que dialoga com o texto, que considera esses dois personagens homens bonitos e elegantes, o “bom partido”.
    Apesar do número de gravuras, não é visto na publicação analisada o uso de infográficos.
    As propagandas eram, geralmente, separadas por uma moldura de linhas seccionadas. A maioria das páginas possui uma diagramação formal e, não há muitos espaços em branco.

    6)Cores:
    A pulbicação analisada possui a maioria do seu conteúdo em preto e branco – tanto as fotos, as fotonovelas e os textos são monocromáticos.
    A capa da “Boyfriend” possui um fundo colorido que varia de publicação para publicação. O nome da fotonovela principal é sempre escrito em amarelo, bem como o nome da revista é sempre escrito em branco.
    Podemos perceber a presença de cores nos pôsteres (que possuem um fundo mesclado de rosa e roxo) e em algumas publicidades. Vale ressaltar que as propagandas coloridas não utilizavam fotos, apenas desenhos, sendo a única exceção da última folha (contracapa) da revista. Concluindo, há uma predominância do preto e branco, bem como cores claras e pastéis, em pôsteres e publicidade.
    Podemos apreender das cores duas significações: primeiro, destacamos a própria limitação técnica do período, da qual a fotografia não tinha evoluído suficientemente, bem como as técnicas de diagramação, por isso, a predominância do preto e branco; segundo, a própria noção cultural do feminino, relacionado com cores claras, próximas ao rosa.

    7)Iconografia:
    A revista “Boyfriend” não utiliza amplamente o uso de marcas, selos ou vinhetas. Entretanto, podemos ressaltar a presença de símbolos que, apesar de não se repetirem, mostram o começo das fotonovelas. Além disso, toda assinatura (seja do editor da revista, ou o nome que aparece no pôster) está escrito em uma tipografia semelhante à letra cursiva. Essa característica remota não apenas ao uso tipográfico, mas também uma preocupação da revista em apresentar, iconograficamente, uma assinatura “real”. Além disso, a presença das letras capitulares também representa um símbolo de “começo da matéria”.

    Nayara Kobori

    19/11/2013 em 21:41

  35. Revista Realidade – Edição 91 – outubro de 1973

    1) Identificação e segmentação: A revista Realidade foi uma publicação de periodicidade mensal idealizada pela Editora Abril de São Paulo e circulou nacionalmente entre os anos de 1966 e 1976. Nos primeiros anos da publicação, sua tiragem média foi de 450 mil exemplares. Em resumo, temas diversos de interesse geral caracterizam o segmento temático que permeia as três fases da revista Realidade, sendo que o nível de profundidade na abordagem dos assuntos se modificou de acordo com essas fases. Para definir o público-alvo da revista, nos apoiamos em trecho do livro “Leituras da revista Realidade: 1966 – 1968”, de Letícia Nunes de Moraes: “Pesquisas para definição de público leitor – e Realidade também foi pioneira nesta prática – revelam que a revista dirigia-se predominantemente à elite nacional, ou seja, à chamada classe média, àqueles que além de poderem pagar por uma revista como Realidade tinham acesso à educação, às universidades, e participavam, enfim, dos grandes debates nacionais”. Em complementação, na carta do editor da edição inaugural da revista, assinada por Victor Civita, consta o seguinte: “(…) Será a revista dos homens e das mulheres inteligentes que desejam saber mais a respeito de tudo. (…) dedicamos Realidade a centenas de milhares de brasileiros lúcidos, interessados em conhecer melhor o presente e viver melhor o futuro”. Neste trabalho, analisaremos mais detalhadamente a edição de número 91 da revista Realidade, publicada em outubro de 1973.

    2) Papel e formato: A revista Realidade utiliza o papel couché, tem dimensões de 27,5 cm por 21 cm, um formato mais compacto, um pouco menor que uma folha tamanho A4. Não utiliza dobras ou outros recursos, observando a edição em análise.

    3) Organização: A edição analisada tem 131 páginas e sua encadernação tem lombada colada. As seções fixas da revista são: Editorial; Cartas; Onde está hoje, onde estava ontem; Em dia com a saúde; O riso do cotidiano; O humor na história; Você conhece esta?; Seja você o juiz; Cada mentira…; A ciência anda assim; Em flagrante.

    4) Tipologia: Quanto ao uso de famílias tipológicas, a revista Realidade não apresenta muitas variações. Tanto para o corpo como para o titulo, usa quase sempre a mesma fonte. E quando muda, são muito parecidas. A diferença observada é que no titulo a fonte está maior e em negrito. Pode-se dizer que a única diferenciação de fonte que ocorre em partes específicas da revista é o uso de Itálico. Também há uso de serifa.

    5) Diagramação: A cor do logo da capa muda de acordo com o assunto da revista. Com exceção das primeiras páginas da revista e algumas da matéria principal, que trabalham com duas colunas, além do editorial, que trabalha com uma coluna, em todas as demais páginas, são usadas 3 colunas. Apesar de quase todas as matérias terem mais de uma página, devido principalmente a uma das principais marcas da revista, que é o grande uso de imagens, poucas matérias são trabalhadas nesta edição usando a paginação dupla para apenas uma imagem. Esse recurso é utilizado apenas em duas matérias. Aparentemente, a revista tem um formato gráfico com um padrão muito bem delimitado. Poucas são as alterações em questão de tipografia e disposição de texto. Até o uso de imagens costuma seguir um padrão. O uso do branco é importante e muito utilizado, principalmente por dois motivos: Todas as páginas brancas trazem à revista um tom de sobriedade. Além disso, por ser uma revista que utiliza muitas fotografias, não há um choque ou perda de informação devido à mistura de cores da página e da foto. As únicas páginas coloridas são as das propagandas. A revista faz um uso muito importante da relação texto e imagem. Com a grande importância dada à fotografia, há um equilíbrio perfeito entre nesta relação, sendo que ambos (texto e imagem) conseguem trazer uma mensagem que poderia ser diferente se não estivessem relacionados. Por se tratar de uma revista que tem por característica o desenvolvimento mais aprofundado do tema, as fotografias não ficam obrigadas a agregar informações meramente factuais e exploram um lado da matéria que normalmente não pode ser apenas descrito com texto. Das 130 páginas presentes na revista, apenas 7 delas não apresentam nenhum tipo de imagem. Mesmo assim, em quase todos os casos, a página do lado é tomada por elas. O texto da revista é justificado, usa capitular e o número da página sempre está no canto inferior esquerdo.

    6) Cores: No corpo da matéria, títulos, linhas finas e “olhos”, a cor utilizada quase sempre é o preto. As páginas, por sua vez, com exceção das propagandas, são brancas. As seções são diferenciadas por cor. Todas as primeiras páginas de cada seção tem uma caixa de texto, uma espécie de borda, com uma cor diferente. Como um todo e, apesar das várias fotografias e ícones, é possível considerar a Realidade como uma revista de cores sóbrias, o que também diz muito sobre ela.

    7) Iconografia: Poucos ícones são utilizados. Os mais em destaque são para demonstrar continuidade ou fim da matéria. São utilizados também recursos gráficos como desenhos para ilustrar ou ajudar a explicar um determinado assunto. Uso de caixa para texto para destacar seções e destacar trechos, além de numerações para ressaltar especificações em ilustrações.

    Deivide Sartori/ Larissa Roncon

    19/11/2013 em 21:45

  36. 1) Identificação e segmentação: nome da revista, nome da editora, país/estado/cidade de publicação, perfil do público-alvo, periodicidade, segmento temático, nível de especialização, abrangência da circulação.
    Unesp Ciência. Editora Unesp. A revista tem como público uma elite intelectual e se direciona especificamente para o público unespiano. O tema principal é a ciência. A circulação é limitada e direcionada principalmente para a universidade estadual paulista.

    2) Papel e formato: tipo de papel, dimensões do página e, eventualmente, uso de dobras e outros recursos especiais.

    Papel couchê. Não se utiliza de eventuais dobras.
    3) Organização: número de páginas; descrição de seções; modelo de encadernação e acabamento.
    A revista tem aproximadamente 40 páginas. As seções são diversas, variam de uma edição para outra. De um modo geral, costumam ser temáticas, tratam por exemplo sobre “Segurança”, “História”, entre outros. O acabamento da revista é refinado e muito gostoso de se ler, algo limpo e claro, de acordo com o projeto gráfico da revista que é o de mostrar a produção científica dessa universidade pública.

    4) Tipologia: critérios de aplicação de diferentes famílias tipológicas e variações conforme categorias textuais, gêneros jornalísticos etc.
    Há uma diversidade de letras e formatos. Sempre mantendo o mesmo padrão, as letras variam de cor de acordo com as editorias e dependendo da sua importância são escritas em negrito ou nas cores da editoria. Há um cuidado com a marcação das editorias, assim como a criação de “olhos” muito atrativos. A mudança das cores também é utilizada para destacar um título ou até mesmo alguma frase essencial.

    5) Diagramação: esquema de modulação das páginas simples e duplas de páginas, flexibilidade no uso de padrões, uso de branco, relações significativas entre texto, imagem e recursos gráficos (fios, linhas, molduras, texturas, boxes, infográficos, ilustrações etc.);
    A diagramação de um modo geral é bem limpa, clara e atrativa para a leitura. Sempre se trabalha com três colunas. As páginas conversam entre si de um modo bem interessante. Em alguns casos, a imagem de uma página agrega informação à outra página. O branco também é muito presente para que se tenha espaço de uma coluna para outra e assim tornar a leitura mais agradável. A revista se utilizada de diversos recursos gráficos: fotos, gráficos e boxes. A textura da página é padrão, limpa e também muito agradável. De um modo geral, toda a diagramação é atraente, com imagens e textos bem dispostos e seguindo um padrão.

    6) Cores: identidade cromática dos elementos de diagramação, paletas de identificação de seções, tonalidades predominantes e seu valor significativo.
    As editorias se utilizam de um padrão de cores que as identifica dentro da revista. Agora, independentemente das especificidades de cada diretoria, as cores são utilizadas de modo padrão para que se tenha uma identidade visual.

    7) Iconografia: uso de ícones, marcas, selos, vinhetas, tarjas, timbres de logotipos, logomarcas e outros elementos componentes da identidade visual.

    A icnografia da revista também é muito clara e objetiva. Toda a identidade visual é muito respeitada. Não há em nenhuma parte da revista algo que fuja daquele padrão. As diferenças são visíveis de uma editoria para outra, quando se alteram as cores. Agora, os “olhos”, a disposição de imagens e textos, assim como a relação entre as cores dentro das editorias é a mesma. Há um respeito muito grande por parte da iconografia da revista, assim como por toda a revista.

    Pedro Borges

    19/11/2013 em 22:12

  37. 1) Identificação e segmentação: A revista analisada é a edição 67 da Piauí. A publicação, que é mensal, é editada pela Alvinegra, mas é impressa na gráfica da editora Abril. Tem circulação nacional e é editada em São Paulo e no Rio de Janeiro. Em sua última análise, em abril deste ano, a Piauí constatou um número de 22.375 assinantes. Com uma tiragem de cerca de 60.000 exemplares por mês, a revista trata de todos os assuntos, como ela mesma se consagra, “pra quem tem um parafuso a mais”. Logo o público-alvo é um público mais intelectualizado. Pesquisas realizadas pela própria Piauí indicam um perfil de público bem dividido entre homens e mulheres, em sua maioria com mais de 25 anos, classe social B e com ensino superior completo.
    2)Papel e formato: As dimensões da página da revista Piauí são de 26,5 x 34,8 cm e o tipo de papel utilizado nessa publicação é o papel pólen com 17% da cor amarela. Não há uso de dobras nem de recursos especiais na montagem da revista.
    3)Organização: A Piauí é uma revista de 82 páginas, dividida de maneira peculiar no mundo das revistas. Geralmente as seções costumam ser as mesmas, mas mudam as abordagens. Pode-se observar que as elas não são descriminadas em sua ordem no sumário da revista, e sim distribuídas na página aleatoriamente, o que já é uma marca de originalidade. Elas são denominadas da seguinte forma: Chegada, Despedida, Esquina, Questões, Diário, Anais, Colaboradores, Tribuna, Ficção, Poesia, Quadrinhos e Cartas. A primeira costuma trazer textos mais curtos, para o padrão Piauí, para anunciar o início da edição, como o próprio nome já diz. A temática tangencia assuntos de diversas naturezas. “Despedida” também faz jus ao nome sendo a última editoria da revista, depois até da seção de cartas. Ela também trata de variedades. “Esquina” traz um compilado de matérias com teor mais factual e por vezes polêmico. “Questões” é uma editoria que fica mais para o meio da revista. Ela também engloba temas diversificados e traz a tona o factual e por vezes o histórico em uma abordagem mais aprofundada e, portanto, ocupando mais páginas da revista. Essa seção é dividida em sub-editorias que nem sempre estão em sequência e que variam conforme a edição, no caso da revista analisada eram elas “Questões Urbanas”, “Questões Fundamentais”, “Questões de Memória e História”, “Questões Funerárias” e “Questões de História e Tradução”. “Diário” é uma sessão que mudou um pouco nos últimos anos, ela costumava ser um espaço aonde personalidades que a revista julgava de relevância para o público-alvo relatavam experiências de sua vida. No entanto, depois da eleição da presidente Dilma, a sessão passou a ser um diário permanente da presidente, que trata da vida dela da perspectiva do jornalista que escreve a sessão. “Anais” e “Tribuna” também são editorias de variedades, que se assemelham a “Questões”, cada edição traz um diferente. A 67 tem “Anais da Política” e “Anais da Medicina” e “Tribuna da História”. Quanto às editorias de “Ficção”, “Poesia”, “Quadrinhos”, “Cartas” e “Colaboradores”, os nomes são autoexplicativos. A edição 67 traz algumas seções a mais, o que é corriqueiro na Piauí, são elas “Obituário” e “Memórias Cinematográficas”. O modelo de encadernação da revista é em lombada canoa e o acabamento é simples, mas ao mesmo tempo original.
    4)Tipologia: Apesar de ser uma revista descontraída, a Piauí tem uma padronização em toda a sua tipologia. São utilizadas cerca de cinco fontes em toda a revista, todas aplicadas sempre em um mesmo tipo de texto. Uma fonte para os títulos das matérias, uma para as linhas-finas, uma para o nome das seções, uma para o nome dos autores e uma para os textos em si. A linha-editorial da revista condiz com sua tipologia na medida em que, com exceção da dos textos, todas as fontes não são serifadas, dando um ar mais leve e bem-humorado. No entanto, ainda que a Piauí se considere uma revista de humor ela trata de assuntos polêmicos que carregam em si um teor mais sério, e para isso ela utiliza uma fonte serifada apenas em seu texto, o que traz um pouco de sobriedade ao conteúdo e ao mesmo tempo facilita a leitura, estratégia utilizada devido aos textos longos da revista.
    5)Diagramação: A revista é relativamente flexível no que diz respeito ao uso de padrões na diagramação. O uso de brancos está bem presente como um recurso de respiro, já que é característica da Piauí englobar textos longos e densos, mas encontra-se em sua grande maioria nas páginas duplas, que são as que trazem em si essa característica textual de maneira mais latente. As páginas simples costumam ter menos imagens e imagens menores do que as duplas, que quando não dispõem as imagens entre as duas páginas, o fazem com uma imagem bem grande que ocupe sozinha uma página toda. Logo a distribuição e o equilíbrio entre texto e imagem são bons, de acordo com o público-alvo pensando pela revista. As manchetes das páginas duplas também são bem distribuídas gerando uma sensação de harmonia no leitor. Além disso, o uso de letras capitulares nos textos mais longos da revista é bem vigente e deve visar capturar novamente a atenção do leitor, que pode se perder pelo caminho. Em sua maioria, a revista se utiliza de recursos visuais em ilustrações, são poucas as fotos, o que contribui para a identidade que ela busca firmar, de uma revista com olhar diferenciado sobre os fatos. A colunagem se distribui em quatro, outro artifício utilizado para facilitar a leitura dos textos longos e tirar o peso da página.
    6)Cores: Geralmente a revista se utiliza de cores mais claras e tons pastéis, sem desperdiçar em sua grande parte a cor do próprio papel utilizado, branco meio amarelado. Isso também ajuda no sentido de deixa-la mais leve, mais atrativa para leitura, balanceando-se a questão dos textos mais pesados. Além disso, a paleta de cores se adequa também ao gosto refinado do público-alvo. Ainda que as ilustrações, bem presentes e marcantes na revista, sejam bem coloridas elas não perdem esse padrão citado anteriormente.
    7)Iconografia: O símbolo mais marcante na iconografia da Piauí é o uso de ilustrações na maior parte da revista, o que transpõe uma identidade visual bem forte. O título da capa também reforça essa identidade por ser sempre igual, mudando somente a cor. Ele é sempre todo em caixa baixa e no canto esquerdo e superior da página. O uso de charges está presente por se tratar de uma revista que se considera de humor. As imagens são sempre bem grandes. Além disso, a revista usa um ícone em todos os finais de seus textos, uma bolinha preta bem pequena com uma estrela branca no meio.

    Mariana Torres

    20/11/2013 em 0:01

  38. 1) Identificação e segmentação: A Placar é uma revista esportiva mensal especializada em futebol, seu único tema. A publicação pertence à editora Abril. A revista é vendida em todo o país e tem como público alvo o apaixonado por futebol de todas as classes econômicas e gêneros, apesar de ter mais público na classe média alta por conta do preço e entre os homens por estes ainda serem maioria dentre os fãs de futebol. Sua tiragem gira em torno de 80 mil exemplares, circulação suficiente para manter o balanço financeiro da Placar no azul por 9 anos consecutivos.

    2) Papel e formato: A revista é impressa em papel couché e tem como medida de página 26,5cm x 20cm.

    3) Organização: Contando capa e contra capa a edição 1384, publicada em novembro de 2013, da revista Placar possui 84 páginas. As páginas se organizam da seguinte forma:

    Nas 20-25 primeiras páginas (23 nessa edição), ficam as seções Preleção (uma espécie de introdução à edição feita pelo diretor de redação), Voz da Galera (onde entram erratas, mensagens do leitor, twitadas, etc), Personagem do Mês (sessão que fala de figuras específicas do esporte, não necessariamente uma só como sugere o nome), Causos do Miltão (espécie de coluna de Milton Neves) e De Canhota (coluna de Sérgio Xavier).

    Nas 35-40 páginas seguintes (36 nessa edição) se encontram as matérias específicas da edição que tratam do futebol brasileiro, esse espaço é chamado O País do Futebol.

    Na sequência vem a seção Planeta Bola, que traz matérias sobre o futebol fora do Brasil (principalmente na Europa). A seção tem entre 5 e 10 páginas (7 nessa edição).

    Depois, a Placar traz um ensaio fotográfico temático que possui entre 5 e 10 páginas (7 nessa edição).

    Para fechar, a revista termina com várias seções que abordam algumas das coisas que agradam os torcedores, como rankings, estatísticas, análises táticas, memória, etc. Nesse final vem as partes Placarpédia, Numeralha, Meu Time dos Sonhos, Tira-teima, Bola de Prata, Chuteira de Ouro e Mortos-vivos. Esse fim tem em média 10 páginas (9 nessa edição).

    A revista é grampeada.

    4) Tipologia: A revista explora várias fontes de texto, parecendo seguir um padrão entre edições em algumas seções e variando bastante de acordo com o tipo de texto. O corpo dos textos possui a serifa como uma constante, já nos títulos ela dificilmente aparece.

    5) Diagramação: A divisão entre páginas simples e duplas tende mais para as simples, no entanto, as duplas também são bem aproveitadas. Apesar de ser muito difícil identificar páginas com todas as colunas dedicadas ao menos em parte a textos, é possível perceber um padrão de 3 colunas mais contínuo. O uso de infográficos e imagens é notável, podendo ser interpretado até como excessivo para um gosto mais refinado. O uso de brancos é quase nulo, quase todas as páginas são totalmente preenchidas. Outro fator marcante é o uso de intertítulos destacados ou de linhas para separar partes do texto ou textos diferentes. Ilustrações são muito raras.

    6) Cores: A revista não parece trazer um padrão de paleta de cores. Exceção feita ao início da publicação, quando o vermelho é usado em quase todos os títulos, e ao fim, quando o amarelo e o verde se tornam mais presentes. O uso das duas cores é usado para associar às sessões mais apelativas para o público a noção de brasilidade no futebol (cores da seleção). O que com certeza define a paleta de cores da revista é a cor relacionada aos clubes que são tratados em cada matéria. Uma reportagem sobre o Cruzeiro, por exemplo, traz grande parte das páginas aliando azul e branco nos textos, no fundo e nas imagens.

    7) Iconografia: A revista faz uso de muitos pequenos recursos gráficos, mas quase nenhum identificado como logotipo ou marca da Placar em si. A maioria dos recursos são imagens representativas sobre o conteúdo da matéria ou sobre o clube em destaque. A parte iconográfica da revista é bem pouco trabalhada no que diz respeito a criar uma identidade e um padrão entre as edições.

    João Jacetti

    20/11/2013 em 2:51

  39. 1) Identificação e segmentação: A Revista Trip é distribuída mensalmente pela Editora Trip que tem sua sede na cidade de São Paulo/SP e é majoritariamente circulada pelos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Seu público alvo é constituído por homens da classe A entre 19 e 25 anos com ensino superior completo. A revista tem o seu segmento temático no comportamental tentando trazer um olhar diferente do que já é veiculado, abordando de esportes, moda, cultura, política.

    2) Papel e formato: A revista usa o papel couché com 20,8 cm de largura e 27,5 cm de altura e utiliza de
    verniz na capa.

    3) Organização: A revista possui uma média de 125 páginas e possui encadernação com canaleta. A revista possui a sessão de entrevistas intitulada “Páginas Negras”, a “Trip Girl” que é um ensaio de nu artístico feminino, a “Salada” que fala sobre o universo alheio a revista (esportes, cultura, notícias), a sessão “Moda”, o repórter Arthur Veríssimo é quem encabeça a sessão “Sentindo na Pele” que conta suas histórias pelo mundo, a sessão “Esportes”, a sessão “Opinião” que foca sempre em uma reportagem com caráter, obviamente, opinativo sobre algum assunto polêmico e a sessão dos colunistas – Ricardo Guimarães, Alê Youssef, Ronaldo Lemos, André Caramuru Aubert, Luiz Alberto Mendes, Henrique Goldman e J.R. Duran.

    4) Tipologia: A revista usa uma tipologia sempre muito variada. Por ter um caráter mais descontraído, mas não de menos seriedade, a revista usa jogos de tipologia e abusa de diferentes fontes, com tamanhos diversos, a serifa é sempre usada em textos com tamanhos de fontes menores e nas maiores acaba não sendo uma regra.

    5) Diagramação: O projeto gráfico da revista é totalmente ousado e diferente dos padrões. A revista não possui uma caixa de texto ou de imagens, os editores montam a página sem uma padronização clássica ou “normal”. Muitas vezes pode se ver textos dentro de box sobrepondo imagens, pequenas páginas dentro das edições contendo fotos, textos em caixa alta no meio da página, matérias divididas sem uma noção lógica.A revista busca uma inovação gráfica, que agrada ao leitor por não ter uma parte gráfica pesada, busca sempre uma leveza juntamente com a inovação para não se tornar chata e massante.

    6) Cores: A revista abusa do uso de cores e mesmo sendo um estilo mais “cool” não deixa de usar cores do mais escuro ao mais claro, tudo depende do tema abordado. A única sessão que possui uma identificação pela cor é a “Páginas Negras” que o próprio nome já revela o uso da cor preta nas páginas com fonte em cor branca. – esse uso se assemelha (não fortuitamente) com as Páginas Amarelas da Veja.

    7) Iconografia: A parte iconográfica da revista se atêm mais a capa, com o uso da logo da revista e de sua editora. Dentro da revista, não há uma iconografia para definir uma sessão específica ou um padrão iconográfico que acompanhe os títulos, boxes de fotos.

    Breno Thadeu Paganini Lima

    20/11/2013 em 8:22

  40. 1)A Scientific American Brasil é a versão brasileira de uma das mais famosas publicações internacionais do jornalismo científico. No Brasil, circula desde 2002 e tem uma tiragem de aproximadamente 40 mil exemplares. É uma revista de periodicidade mensal, produzida no Brasil pela editora Duetto. O público consumidor da SCIAM brasileira é proveniente das classes A e B, sendo 74% desses o público masculino.

    2)O papel é o couché, com tamanho 21cm x 27,5cm

    3)A edição analisada tem 82 páginas e é uma edição especial sobre energia, não possuindo, assim, uma divisão em seções. Entretanto, a abordagem do tema energia se dá em etapas (apresentação dos tipos de obtenção de energia, problemas gerados pelo atual uso de energia, projeções para o futuro e sustentabilidade), e cada uma dessas etapas é distinta na publicação. A encadernação é em lombada quadrada.

    4)Toda a tipologia é padronizada e uniforme ao longo da publicação, havendo uma variação tipológica apenas na chamada principal da capa da revista.

    5)A maior parte da revista obedece a divisão em duas colunas. Contudo, em algumas páginas, observa-se a presença de três colunas. Há a predominância de páginas simples, utilizando-se a página dupla como um recurso de destaque em chamadas de matérias ou de imagens mais elaboradas. O uso do branco é valorizado sempre que possível, mas por se tratar de uma revista que aborda temas científicos, o conteúdo textual é muitas vezes mais importante que o imagético, havendo pouco espaço para o branco.

    6)As cores são bem utilizadas e equilibradas ao longo da publicação. Cada divisão de abordagem do tema da edição especial em questão (observar item 3) possui uma cor principal. No geral, é um uso bastante padronizado e equilibrado das cores. A capa, com predominância da cor branca, remete à energia limpa, à medida que o branco reforça a sensação de leveza e equilíbrio.

    7)No rodapé de todas as páginas, próximo à numeração de página, há a identificação do logotipo da Scientific American, e também o endereço online da revista. Além disso, no geral, a maioria das páginas possui um traço pontilhado na parte superior, criando uma identidade visual.

    Felipe Altarugio

    20/11/2013 em 11:44

  41. 1) Identificação e segmentação: nome da revista, nome da editora, país/estado/cidade de publicação, perfil do público-alvo, periodicidade, segmento temático, nível de especialização, abrangência da circulação.

    Veja. Abril. São Paulo. Classe média brasileira conservadora. Semanal. Política. Linguagem é simples, de fácil entendimento, afinal tem uma circulação nacional e almeja alcançar a todos.
    2) Papel e formato: tipo de papel, dimensões do página e, eventualmente, uso de dobras e outros recursos especiais.

    Veja não se utiliza de dobras. Papel é o couche.
    3) Organização: número de páginas; descrição de seções; modelo de encadernação e acabamento.
    140 páginas. Seções são divididas em grandes temas como: arte, internacional, literatura, entre outros. A encadernação não é das mais sofisticadas, afinal a revista quert ter uma grande circulação e cortar gastos.

    4) Tipologia: critérios de aplicação de diferentes famílias tipológicas e variações conforme categorias textuais, gêneros jornalísticos etc.
    A revista não mostra tantos recursos como outras revistas. A divisão é feita por três colunas e há algumas mudanças, como “olhos”, o uso de negritos para chamar atenção do leitor para algo relevante. Há também uma variação de formatos jornalísticos, como matérias e crônicas.

    5) Diagramação: esquema de modulação das páginas simples e duplas de páginas, flexibilidade no uso de padrões, uso de branco, relações significativas entre texto, imagem e recursos gráficos (fios, linhas, molduras, texturas, boxes, infográficos, ilustrações etc.);

    A diagramação da revista Veja é feita em três colunas. Há o uso de boxes, infográficos, assim como outros recursos que tentem tornar a leitura mais leve e atraente. Imagens que se relacionam de um jeito muito bom com o texto. O branco também é utilizado de um modo eficiente para deixar a leitura mais leve.
    6) Cores: identidade cromática dos elementos de diagramação, paletas de identificação de seções, tonalidades predominantes e seu valor significativo.

    Não há uma grande variação de cor. Quando se quer dar destaque para algo, trabalha-se com o negrito. A identificação é muito clara e objetiva. Usa-se a letra em tamanho maior e em negrito para chamar a atenção e marcar aquele início de texto.

    7) Iconografia: uso de ícones, marcas, selos, vinhetas, tarjas, timbres de logotipos, logomarcas e outros elementos componentes da identidade visual.

    Há um padrão um tanto quanto preso, quadrado para a revista Veja. Isso influencia a sua iconografia. Não há tanta a utilização de marcas e selos. A identidade visual da revista é construída a partir do espaço em branco, das linhas usadas para separar texto e imagem, assim como pelas páginas algumas vezes carregadas de texto.

    João Ernesto Reis Beltrão

    20/11/2013 em 12:17

  42. 1) O nome Samuel é uma homenagem a Samuel Weiner, criador do Ultima Hora. Publicação da Última Instância Editorial e Alameda Casa Editorial Ltda., São Paulo. Periodicidade Bimestral. A revista não tem um segmento temático específico e se auto-define como “uma revista que trata dos mais importantes do país e do planeta”. O segmento temático é bem diverso, tratando de cultura, política, economia e comportamento. A revista se presta a atender à altura seu público através de um trabalho de curadoria e polimento editorial. O público alvo são leitores interessados no material organizado e de relevância do que se denomina imprensa independente no mundo.
    Além disso, tem a pretensão:
    “Com Samuel, pretendemos agregar centenas de milhares de novos leitores para reportagens, análises e informações de alta qualidade que, de outra forma, podem acabar passando despercebidos. E também promover veículos e jornalistas independentes que trazem um olhar novo para a compreensão da realidade.”
    Sua circulação é via compra on-line junto à editora. Possui versão em tablet. Nesta lógica pode-se dizer que sua circulação é nacional. A distribuição física fica dentro do Estado de SP.

    2) Papel couchê com brilho, dimensões 21cmx28cm.

    3) Cada edição da revista têm 90 páginas e o encadernamento é lombada colada. O veículo é dividido nas seguintes seções fixas:
    – Dossiê: Seleção de diversos materiais da imprensa independente do mundo todo sobre o tema principal da revista. “Drogas” e “Os EUA têm futuro?” foram os temas dos dossiês nas edições 1 e 2, respectivamente.
    – Vale a Pena Ler de Novo: Seleção de uma reportagem histórica sobre um assunto nacional.
    – Carregamentos Móveis: Uma produção visual da internet, como fotonovelas e quadrinhos.
    E outras seções – também fixas – são seleções de textos por temáticas: Brasil, Internacional, Cultura, Ciência e Tecnologia, Comportamento, Meio Ambiente.

    4) A tipologia é bem definida sendo, basicamente, a mesma durante toda a revista. Náo há alteração por seções. O destaque não é dado pela diversidade, mas pela uniformidade. O padrão é:
    – no título da materia, uma letra grande, em negrito e caixa alta. As informações da capa são na mesma fonte e do nome da revista também.
    – no subtítulo, uma tipologia mais fina; leve, contrastando com o pesado do título.
    – o texto principal é em uma fonte padrão e se utiliza do negrito e do itálico para dar atenção a trechos ou palavras.
    – os textos secundários, informações adicionais são dados em caixa alta.
    O destaque fica por conta do equilíbrio entre letras mais grossas e mais finas, harmoniosamente na página, não sobrecarregando-a.

    5) Predominam páginas simples. As colunas largas são sempre a primeira de cada matéria, abaixo do título e linha-fina; as demais são estreitas.O espaçamento das linhas é bastante denso, o que facilita a leitura linear das matérias. O padrão da fonte nos textos é comum em todas as matérias, com título e linha-fina sem tamanho definidos. Em cada página há espaços em branco junto ao ‘olho’, imagens e suas legendas, o que contribui para a leveza do conteúdo diagramado.
    Para toda matéria há um título de fonte grande, em preto e negrito, com linha fina sem padrão definido de tamanho, que usa das cores preta e vermelha – essa utilizada para dar destaque também ao ‘olho’; as legendas e boxes aparecem de forma a isolar imagem de texto, chamando atenção para a leitura, que se apresenta leve e fácil; as imagens, além de isoladas, nunca procuram se sobrepor ou se associar ao texto, com exceção da primeira, sempre acompanhada do título.
    A seção “Vale a pena ler de novo” é a única que se diferencia das demais: é lida em páginas duplas e pedem para que se ponha a revista de lado. As imagens fazem um papel de maior companhia ao texto, mostrando um conteúdo explicativo, já que a seção trata de temas históricos.

    6) A identidade cromática da revista é delimitada, basicamente, pelas cores preto, vermelho, cinza e azul, no contraste com a página branca. O texto principal é sempre em preto, já nos outros textos espalhados pela página, incluindo o título, usa-se o preto, o branco e o vermelho para chamar a atenção e dinamizar a informação. Há específicidades: os quadros e caixas de texto são sempre na tendência do preto, enquanto as notas de rodapé e os destaques costumam ser em vermelho. Os seções são sempre na cor vermelha e na seção dossiê, a palavra é sempre introduzida na coloração azul. Além disso, na frente da seção vêm a localização – Américas, mundo árabe, África- em cinza. Em todos os textos selecionados há a sequência nome do autor, em preto, nome do veículo, em negrito, e localização, em vermelho.
    As tonalidades predominantes são o preto e o vermelho. Essas, impressas no branco, se tornam absolutamente harmônicas, neutras, e abrem espaço para o colorido oferecido pelas fotos e ilustrações, que são muitas na revista. Há até fotos que tomam toda a página, porém, o vermelho e o preto mantém o padrão de neutralidade e atenção do resto da revista.
    Destaque para a seção “Vale a Pena Ver de Novo”. O fundo da reportagem é em um cinza bem claro que, associado à uma formatação específica, lembra o papel jornal. No caso dessa seção, o título é expresso totalmente em vermelho.
    O Laranja é uma cor de expressão na revista mas que só é marcado no título, nos detalhes da capa e no e no nome da seção “Carregamentos Móveis”. Tal como o Azul, que marca muita presença no índice e que depois pouco aparece.

    7) Os componentes visuais são pouco diversos. À parte do logo “SAMUEL”, uma aspa aparece bem abaixo, discretamente, como um símbolo da revista, indicando a ideia de autoria, posição opinativa e linha editorial inerentes a cada publicação midiática impressa ou da web. sempre está presente em cada matéria. da revista.
    “SAMUEL” é um logo com a sílaba tônica, “SA” um pouco acima das demais, átonas. Indica, num viés abstrato, um reforço de pronúncia pela língua portuguesa.
    Apesar da pouca diversidade de cores e tipos padronizados em sua diagramação, ambos indicam em conjunto significação, palavra por palavra, nas linhas-finas, ‘chapéus’ que indicam as seções e editorias. Também o próprio logo e slogan trabalham com essa função de destacar palavras-chave.
    As imagens e ilustrações são sugestivas o bastante para chamar a atenção de cada assunto – isso apesar de seu isolamento, em quase todo caso, em relação a cada texto. A ilustração se insere na revista num papel oposto, desprendidas da autoria das reportagens e buscando referência também fora do conteúdo apresentado – isso pode ser pela fotografia independente ou pelo conteúdo da web.
    A seção “Carregamentos Móveis” é, aliás, um espaço dedicado puramente a produção de fotógrafos e ilustradores, numa única página e última da revista. É o espaço onde o paralelismo texto-foto ou texto-ilustração se revela com mais clareza, noutra linguagem que não o texto.

    João Vitor Campos dos Reis

    20/11/2013 em 13:17

  43. A revista Indie Rocks! é uma publicação mensal que oferece propostas inovadoras e independentes de arte através de artigos, resenhas e experimentos literários que promovem o movimento indie no México. Produzida na Cidade do México, é uma publicação independente distribuída por todo o país e tem tiragem de 35.000 exemplares. É feita para um público jovem e interessado no mundo indie.
    O papel utilizado é couchê e as dimensões são 41cm x 34cm.
    A edição escolhida para análise tem 96 páginas, das quais 17 são anúncios publicitários. As demais páginas são divididas nas seguintes seções: Índice, Miscelânea, Gamelover, Pura buena onda, Música, Rockeando, Portada, Panorama, Mandarina, Arte, Claquetazo, Cine, Dress & Roll, Moda, Estilo Mochila, ¿Y esto qué?, Ecocéntrico, Rendez-Vous e Pluma Invitada. O nome das seções está escrito na primeira página de cada uma no canto superior direito. A capa é envernizada e o acabamento lombada quadrada.
    A revista tem uma fonte padrão usada em todas as matérias e outra para créditos (de imagens, autores ou sobre a banda resenhada, no caso de algumas seções). A variação tipográfica ocorre nos títulos e linhas finas das matérias, é onde há mais experimentação gráfica no que se refere a tipologia. O uso do negrito é recorrente.
    Páginas com três colunas são predominantes, mas também há páginas de 1 ou 2 colunas e em momentos o texto é corrido, sem colunas. Chama atenção o fato de que o texto das colunas não é justificado. Os boxes são discretos e há uma diagramação criativa de títulos e linhas finas: podem aparecer atrás do texto principal ou sobrepondo a foto. Muitas páginas contém somente fotos e muitas vezes a foto é o plano de fundo da página. Isso e o uso do branco (há muito espaço em branco em toda a revista) faz a leitura mais leve e agradável. A maioria das páginas são simples. A relação foto/texto é muito variada, há texto que cobre imagem e em outros casos textos e imagens muito distantes. O recurso gráfico mais usado é a linha, que serve para organizar colunas ou separar título de texto.
    Branco é a cor predominante, menos em alguns casos em que fotografias são usadas como plano de fundo. A reportagem de capa tem um plano de fundo de diferente cor e algumas páginas no meio da revista também, mas todas são de tons muito claros (cinza, creme, rosa). As únicas páginas que diferem são as da seção ¿Y esto qué?, que é um texto literário: a cor de fundo é vermelha e conta com uma ilustração.
    A revista não apresenta ícones além de seu próprio logo (na capa) e os do Facebook e Twitter. O componente que mais chama atenção na Indie Rocks no sentido inconográfico é a presença de códigos QR que direcionam o leitor aos discos ou clipes das bandas apresentadas em certas seções.

    Marina Paschoalli

    20/11/2013 em 13:19

  44. 1) Identificação e segmentação:
    Edição 28 da Revista Zupi.
    A Zupi possui editora independente (Zupi) e é produzida em São Paulo (SP – Brasil). É uma revista criada por e para artistas e profissionais criativos que buscam novas ideias e tendências. Ela é bimestral (publicada nos meses pares), seu segmento temático é arte e criatividade, ou seja, ela é bastante especializada em design e arte.
    A revista circula pela cidade de São Paulo e também pode ser adquirida através de assinatura.

    2) Papel e formato:
    Dimensão: 17×24,5 cm . 4×4 cores
    Capa: papel couché, laminação fosca, 250g/m2 dc
    Miolo: papel couché, 150g/m2

    3) Organização:
    104 páginas + capa;
    Seções: Bate-Papo (seção de entrevista com algum artista), Perfil (perfil do artista + imagens de seus trabalhos), Artista Convidado (matéria de capa com a história do artista + ensio fotográfico), Bloody Cool (trabalhos de algum arista em destaque), Road Trip (matéria com retratos de algum lugar específico), Galeria (ensaio fotográfico com imagens de artista diversos), Voxel (arquitetura e design), Portifólio (trabalhos de um artista com entrevista corrida), Traducciones (traduções para o Espanhol, Diretório (serviços);
    Páginas e capa encadernadas com cola;
    Capa revestida com laminação fosca e páginas internas em couché brilhante.

    4) Tipologia:
    O título e olho em cada matéria aparece em fonte distinta e em tamanho maior, enquanto o resto do texto se apresenta com uma fonte mais tradicional que se mantêm em todas as seções da revista. O nome da seção e a numeração das páginas aparecem com uma terceira fonte e em caixa alta em todas as seções

    5) Diagramação:
    O uso de páginas simples e duplas é bem dividido. As páginas duplas são normalmente utilizadas para compor as imagens, que têm muito destaque. O produto apresenta apenas uma página de anúncio, localizada em uma página ímpar para atrair a atenção do leitor. A revista tem uma padronização quanto a colunagem e fontes. O branco é usado para arejar algumas páginas, mas o foco maior é nas ilustrações e fotos. O texto se relaciona intimamente com as figuras, já que ele só existe para acrescentar informações sobre elas, e não o contrário. A capa apresenta uma única imagem referente à matéria principal e é lisa, não traz chamadas.

    6) Cores:
    O texto aparece em preto e se diferencia entre negrito e normal, as imagens apresentam muita cor, porém não se excluem as monocromáticas. Os nomes das seções aparecem em branco com fundo preto, bem como os números das página. As referências às traduções em Espanhol aparecem em texto azul. O texto em preto com as imagens coloridas é utilizado para dar mais enfoque nas figuras.

    7) Iconografia:
    Ao final de cada texto é utilizado um balãozinho preto, que remete ao logotipo da revista (um saci-pererê dentro de um balãozinho que aparece na capa), o logo da revista na capa e no índice são diferentes em cada edição, de acordo com a matéria principal, ou seja, as publicações não seguem um padrão, cada revista é única.

    Maria Eduarda Amorim e Vanessa Souza

    20/11/2013 em 13:28

  45. Relatório Revista EGW
    Alunos :
    Gabriel Oliveira
    Wagner Alves

    1) A revista EGW Brasil (Entertainment & Game World), da editora Tambor Digital – uma das principais no ramo de games –, situada em São Paulo, capital, é publicada mensalmente para o território nacional (embora a maior parte dos seus consumidores estejam no estado de São Paulo). A EGW Brasil pertence a um seleto grupo de revistas que possuem como segmento temático entretenimento e tecnologia, um ramo em que as publicações nem sempre logram êxito devido a seu público extremamente “especializado”, técnico e especificamente das classes A e B – embora a revista apresente consumidores das demais classes, seus consumidores precisam “acompanhar” as produções de cunho informativas. Logo, pressupõe-se que o leitor possa consumir, não só as informações das revistas, mas os produtos de que ela trata (em sua maioria são vídeo games, aplicativos/games mobiles, jogos para diferente plataformas, softwares etc)- sobretudo entre 22 e 48 anos. O estilo excessivamente técnico não permeia as produções textuais da publicação da Tambor Digital. Contudo, é evidente que a EGW centra suas atenções àqueles que realmente apreciam tecnologia. Por esse motivo, apresentam uma “didática contextualizada”, isto é, muitas informações apresentam didática mas para o público que consome, gosta e tem repertório na área.
    2) A EGW é impressa em papel Couché, com a dimensão 21cm X 27,5cm. Precisamente a edição de outubro de 2013 apresenta uma particularidade: a capa, com verniz, tem o dobro de largura das folhas internas (42cmx27,5cm) e é dobrada para ficar uniforme e de fácil manuseio. A capa é “duplicada” devido a razões comerciais: o verso da capa e a “folha de rosto” apresentam a publicidade do game que também é a matéria principal da revista.
    3) A revista EGW tem 98 páginas (descontando a capa e a contracapa), e apresenta as seguintes seções: Editorial, Start (seção geral que abarca informações sobre tecnologia, em geral – de software, hardware, games, etc – que não se encaixam, necessariamente, nas demais seções), Reviews (“resenhas” críticas a respeito de games, em geral), Previews (agendamento da área: games que serão lançados ganham espaço nessa seção. Normalmente essa “prévia” é dada a partir de reportagens) , Informes Publicitários, Comunidade (destinada a pesquisas contidas no site gameworld – site da revista –, a cartas de leitores e expediente). A revista possui um encarte (PC Gamer) que se funde aos conteúdos da redação da EGW e ao material importado de revistas estrangeiras do segmento (Edge).
    A publicação é sustentada por dois grampos na lombada (canoa).

    4) A revista não apresenta “oscilações tipográficas”. Em geral os títulos são colocados no topo da página em caixa alta e possuem cores diferentes de acordo com a seção: em “Start” os títulos estão azuis, enquanto na seção “Previews” estão verdes. A fonte não apresenta serifa e contrasta com o fundo, no diálogo mais simples possível: quando o fundo é branco, a fonte é preta e quando o fundo é preto, a fonte é branca.
    O título e o corpo da matéria têm a mesma fonte.
    5) A diagramação da revista privilegia o uso de três colunas, com mudanças raras desse número (apenas quando há tabelas). percebe uma diagramação bastante solta. Por se tratar de uma revista de games, uma mídia bastante imagética, o uso de fotos é exaustivamente explorado, com imagens grandes, muitas vezes em páginas duplas ou “estourando” para outra página. Contudo, há um padrão bem definido, sobretudo no começo da revista, que trabalha matérias de uma página (geralmente páginas ímpares), com duas fotos e três colunas. Importante resaltar também que a revista privilegia as publicidades em página inteira nas pares. Por fim, a revista explora bastante os infográficos, sobretudo, na representação de linhas de tempo.
    6) A revista trabalha com uma diversidade de cores para cada seção. Azul para notas do início, verdade para falar de lançamentos e vermelho para os que já foram lançados. Há um trabalho estético e de preocupação com as cores bastante interessante e variável entre as edições da revista. Nessa, que trata do jogo do Batman, há um abusivo preto para criar o clima soturno típico do game e das histórias do homem morcego.
    7) O uso de ícones é bastante explorado aqui. Como a revista utiliza material da Edge/PC Gamer, toda notícia ou matéria terceirizada tem a logo da Edge na base. Ainda, nas seções de “previews”, todo game jogado pela revista tem um selo “TESTADO” como indicação. Já os “reviews” apresentam um pequeno ícone de descrição do jogo a ser avaliado com uma tabela em que se listam “plataformas”, “desenvolvedora”, “Editora” e “lançamento” do game. Ao lado, uma indicação de nota (0-10) com um símbolo de uma medalha variando entre bronze, prata e ouro.

    Wagner Alves

    20/11/2013 em 13:38

  46. ISADORA DE MOURA E SOUZA
    JORNALISMO DIURNO
    PLANEJAMENTO GRÁFICO-EDITORIAL III
    PROF. BELDA/TÁSSIA
    Revista Zupi – Edição 26 “Typography”

    1) Identificação e segmentação: Revista Zupi, Editora Zupi Design, Dinap S/A Distribuidora,
    Brasil/São Paulo-SP. Voltada para designers, artistas plásticos, fotógrafos e interessados em arte;
    publico jovem, majoritariamente. É bimestral, com 15 mil exemplares circulando, por edição.

    2) Papel e formato: 17×24,5 cm, capa: papel couché, laminação fosca, 250g/m²; papel couché,
    150g/m².

    3) Organização: a revista tem 104 páginas e não é distribuída em seções; é disposta como um
    grande catálogo, apresentando, em cada edição, trabalhos de determinados artistas.

    4) Tipologia: os títulos sempre são uma fonte sem serifa, com design inovador e bem limpo [não
    consegui localizar o nome da fonte usada]; sempre há um texto em português, fonte Arial, tamanho
    entre 8 e 10, e uma versão em inglês, logo ao lado, em itálico.

    5) Diagramação: a maioria das páginas são simples, mas há bastante utilização de páginas duplas;
    o padrão da revista é bem simples: geralmente, a maioria das páginas são compostas apenas por
    imagens, enquanto, uma minoria traz textos curtos apenas apresentando o artista ou o trabalho
    mostrado na página, ora dispostos em boxes, ou de forma direta na página; há bastante uso de
    branco, para deixar o texto, de pouca extensão, em evidência e, geralmente, nas páginas em que há
    texto, nada mais é colocado junto: foca-se no pequeno texto, e dispõe-se alguma imagem bastante
    discreta junto ao texto, e as imagens ficam nas próximas páginas.

    6) Cores: a Zupi utiliza bastante as cores preto e branco (página preta/texto em branco; página
    branca/texto em preto), e os textos traduzidos vêm com a indicação do idioma em azul e/ou
    vermelho, podendo variar. Quando são criados boxes ou artes gráficas para a página, as cores
    oscilam mas ainda dentro desse quadrado preto-branco-vermelho-azul. Predomina na revista a
    alternância de claro/escuro, ou seja, de contrastes.

    7) Iconografia: a revista não se vale muito de ícones ou logos; na capa, geralmente há o logo da
    marca Zupi disposto de maneira discreta (fig.1). Na edição escolhida, o logo vem na parte inferior
    da capa, em tamanho bastante reduzido. Em outras edições, o logo não segue um padrão, e se
    adequa ao conteúdo da edição em específico (fig.2).

    Isadora de Moura e Souza

    20/11/2013 em 15:17

  47. 1) Identificação e segmentação: A revista analisada foi a edição 164 da National Geographic Brasil, da Editora Abril, publicada em São Paulo-SP. Segundo o próprio site da revista, o seu público é composto majoritariamente por homens das classes A e B, com idade entre 20 e 39 anos. Ainda segundo o site, os leitores são “exigentes e inteligentes, com alto poder aquisitivo e ótimo nível cultural”. É uma revista mensal especializada em geografia, fotografia, ciência e exploração. Seu nível de especialização é grande, já que foca em assuntos relacionados à natureza, porém, não se pode negar que este tema é abordado de diversos pontos de vista. A circulação média da revista é de 46400 exemplares, sendo 78% deles vendidos por assinatura. Possui circulação nacional, mas a maioria dos exemplares (58%) está no Sudeste do país.

    2) Papel e formato: O papel utilizado é o “couché” e as dimensões da página são de 17,5cm X 25,5cm, formato um pouco menor que a maioria das revistas.

    3)Organização: Esta edição tem 140 páginas, contando com capa e contracapa. O conteúdo está dividido nas seguintes seções:

    Fórum: Uma página com diversos comentários de leitores mostrando suas opiniões sobre as matérias da última edição.

    Do Editor: Editorial falando um pouco sobre a matéria principal ou sobre o conteúdo da revista.

    Visões: Três fotografias (todas ocupando duas páginas) cheias de significado, que geralmente se relacionam. Há uma breve legenda em cada uma delas.

    Sua Foto: Uma página com fotos enviadas por leitores da revista, com uma breve descrição e alguma citação do autor da foto.

    Nossa Foto: Uma foto de algum repórter fotográfico da revista. Há um texto explicando todo o contexto em que a foto foi tirada e ainda uma entrevista com o repórter, que conta sobre a experiência de registar aquele momento.

    Guia de Sobrevivência: Um relato de um repórter sobre algum momento em que ele passou por algum perigo ou presenciou algo muito arriscado.

    Global: Uma compilação de três ou quatro notas com histórias focadas em problemas globais, culturas diferentes e meio-ambiente.

    Mundo National: Eventos, personagens, publicações e as últimas novidades da National Geographic Society.

    Memória: Fornece um olhar breve sobre a história de alguma foto do arquivo da revista.
    Além dessas seções, há outras reportagens que não encaixam em seções específicas. A encadernação usada é a “lombada quadrada”, em que as páginas são coladas à capa utilizando-se cola quente. Assim, não há uso de grampos.

    4) Tipologia: Em geral, existe uma padronização bem definida: dentro das seções, são utilizadas dois tipos de fonte, uma para o título, outra para o texto. As legendas aparecem com a mesma fonte do texto, porém com um tamanho menor. Além disso, o nome de cada seção também tem sua própria fonte. Na parte das reportagens, as fontes mudam, porém, o padrão de uma fonte para títulos e subtítulos e outra para texto continua. As legendas das reportagens aparecem em itálico.

    5) Diagramação: Existe bastante páginas duplas, principalmente ocupadas por fotografias. As páginas de reportagens são divididas em duas colunas com textos justificados. Na matéria de capa, a primeira coluna das páginas pares (localizadas à esquerda) é usada apenas para dar destaque a alguma informação, título ou descrição. Ou seja, há um grande uso de branco nessa reportagem e em outras também. Existe um padrão de diagramação bem definido, sempre utilizando muitas fotografias, principalmente para abrir cada matéria. Nas seções específicas, existe uma maior “liberdade” na diagramação, já que elas não seguem um único padrão de colunas, por exemplo. As fotografias são uma grande referência da National Geographic, possuindo sempre um grande significado e relação com o texto. Apesar de ficar em segundo plano, a revista também utiliza infográficos, usados principalmente para ilustrar dados de diferentes países ou regiões.

    6) Cores: Há uma preferência pelo uso de cores quentes nos títulos como o vermelho ou o amarelo (que remete diretamente ao logo e a identidade da revista). Porém, em quase toda a revista utiliza-se apenas o preto ou o branco.

    7) Iconografia: A capa possui uma grande borda quadrada e amarela, uma das referências da National Geographic em todos os seus produtos. Os títulos de todas as seções aparecem da mesma forma: uma linha preta em cima do nome da seção e uma pequena tarja amarela embaixo do nome. Quando a reportagem é sobre novas explorações, existe uma espécie de “slogan”, escrito “A nova era da Exploração” com um ícone amarelo entre “da” e “exploração”. Em uma das reportagens, existe um pequeno quadrado amarelo para chamar a atenção de que a expedição foi parcialmente financiada pelas assinaturas.

    Renan Gomes Fantinato

    20/11/2013 em 15:53

  48. Análise de Revista

    1) Identificação e segmentação: Analisamos a revista IMPRENSA, um produto da Imprensa Editora Ltda. Está há vinte e sete anos no mercado, tem duzentas e noventa e cinco edições publicadas e custa doze reais e noventa centavos.
    Trata-se de uma publicação mensal brasileira, produzida na cidade de São Paulo, onde está focada sua circulação, podendo ser adquirida – em forma de assinatura ou exemplar avulso – através de seu portal na internet. É disponibilizada também na forma on-line.
    Seu público-alvo tem nível superior, excelente bagagem cultural, é bem informado, acompanha as tendências e novidades da comunicação em todos os veículos e, se interessa por conhecer os bastidores das produções, um pouco mais sobre a vida e carreira dos principais jornalistas e das pessoas em geral que contribuem para que a imprensa como um todo cumpra o seu papel e sirva às necessidades da sociedade.
    Seu segmento temático e nível de especialização podem ser resumidos a partir de seu título: IMPRENSA. Nela é notícia tudo que esteja relacionado às últimas novidades, discussões e acontecimentos do mundo da comunicação. Presta, de forma bem sucedida, um trabalho de aprofundamento e análise dos temas em alta, traz entrevistas com profissionais bem colocados no mercado, colunas de respeitadíssimos jornalistas como José Marques de Melo, que contribuem, através de suas experiências, com a credibilidade da publicação, além de enriquecer o conhecimento, senso crítico e analítico dos leitores apaixonados pelo ofício de comunicar.

    2) Papel e formato: Utiliza papel couche revestido – que proporciona brilho às páginas e tem tamanho padrão, 27 cm x 20 cm. No Caderno de Mídia, o papel é mais encorpado e com uma textura mais grossa. Não faz uso de dobras.

    3) Organização: Cada edição é dividida em duas partes devido a presença do Caderno de Mídia entre as páginas cinquenta e cinquenta e um. Este caderno contém dezesseis páginas.
    Seções fixas da revista: Entrevista, Internet, Reunião de Pauta, Perfil, Carta do editor, Cartas dos leitores, Caderno I, Ano 1 | Nº 1, Dizem, Coleguinhas, Portal Imprensa, Fonte, Entremeios, Livros, Personagem, Ponto de vista e, as colunas (Cada edição contém quatro colunas).
    Seções fixas do Caderno de Mídia: Entrevista e 1×4.
    O acabamento da publicação é feito através de colagem.

    4) Tipologia: São utilizadas seis famílias tipográficas. A família tipográfica empregada ao longo dos textos em toda a revista é padrão. Nas entrevistas as perguntas são colocadas em caixa alta e as respostas seguem a fonte padrão dos textos.
    A editoria Portal Imprensa tem tipologia própria e seu título não está em caixa alta como as demais seções que tem em caixa alta também os subtítulos, linhas finas e olho.
    No Caderno de Mídia foram identificadas três famílias tipológicas diferentes das utilizadas na outra parte da revista. Também é empregada uma fonte padrão para os textos. Na entrevista, as perguntas estão em negrito e em caixa baixa.
    Sua tipologia reflete seu projeto gráfico-editorial que segue uma linha mais “clássica”, as fontes empregadas transmitem segurança e credibilidade ao conteúdo transmitido ao público. Emprega tipos com e sem serifa, apresenta boa legibilidade, a largura de suas colunas é ideal para o bom fluxo da leitura assim como os espaçamentos entre as letras e as linhas. Utiliza alinhamento justificado.

    5) Diagramação: Em média 18 duplas de páginas e 12 páginas simples. Trata-se de uma publicação com diagramação bem padronizada, a observação de duas edições diferentes permite-nos inferir que o conteúdo é disposto em lugares já pré-determinados. Suas páginas são bem arejadas com a utilização equilibrada de espaços em branco. A capa também possui uma diagramação pré-determinada. O título da principal matéria vem sobreposto à foto correspondente ao assunto.
    Na capa do Caderno de Mídia apenas o logotipo e as indicações de páginas possuem disposição fixa.
    Há o predomínio de fotos de personagens citados nas matérias e, em alguns casos são empregadas imagens como ferramenta de ilustração temática. Utiliza poucos recursos gráficos, com predomínio de boxes e molduras.
    A revista utiliza majoritariamente colunagem dupla, com esporádicos usos de uma única coluna e larga.

    6) Cores: Existe uma paleta de cores pré-determinadas para as seções fixas de ambas as partes da revista. Há o predomínio de cores frias com a escolha de alguns tons como o azul, roxo, marrom, utilizados em diferentes tonalidades. Verde e laranja também aparecem com frequência. Os caracteres dos textos são sempre pretos.
    Quando empregadas, as capitulares seguem a tonalidade do título.
    Capa: Cada edição tem uma cor para o título da revista.
    Capa do Caderno de Mídia: são escolhidas apenas duas cores, utilizando variações de tonalidades de uma delas, o uso do branco também é recorrente.
    Na editoria Portal Imprensa utiliza-se sempre o vermelho e o vinho nos títulos.

    7) Iconografia: Na seção Caderno I, é utilizado um ícone fazendo referência à letra i. Na editoria Portal Imprensa é usada uma tarja cinza de página dupla na qual está sobreposto o título da seção, assim como nas seções fixas do Caderno de Mídia, que empregam tarjas ao fundo dos chapéus, onde vem especificado o seu conteúdo – Entrevista e 1×4.
    Ao final de todos os textos é colocado um pequeno ícone – um quadrado preto com uma letra i em caixa baixa na cor branca indicando seu término.
    Nas colunas são utilizadas ilustrações de forma estendida na parte superior da página.
    Por fim, podemos concluir que a publicação é bem padronizada e não faz uso de muitos recursos iconográficos. Essa parece ser uma característica que contribui para a construção de sua identidade visual e do seu projeto gráfico-editorial que prioriza a construção textual e sua forma leve e discreta de disposição nas páginas.

    Jéssica Santos e Maria Cecilia Tebet

    20/11/2013 em 16:32

  49. 1) Identificação e segmentação:
    Nome da revista: BE Nome da editora: Lagardère Digital France SAS País/estado/cidade de publicação: França, circulação nacional
    Perfil do público-alvo: feminino 20-40 anos, Periodicidade: Mensal,
    Segmento temático: Revista de Moda, Nível de especialização: alto nível de especialização, Abrangência da circulação: Revista francesa: de circulação interna no país.
    2) Papel e formato:
    Tipo de papel: Couché brilhante. A revista possui um formato diferenciado do convencional brasileiro. Ela mede 23cm de comprimento por 17,5 cm.

    3) Organização:
    Número de páginas: 194 páginas; Descrição de seções: Toute de Suite, Magazine, Mode, Beauté, Vie Stylée ; Modelo de encadernação: A revista é encadernada com cola.

    4) Tipologia:
    A revista usa diferentes fontes alterando seus títulos de acordo com cada editoria, por exemplo, as matérias de moda usam fontes mais diferenciadas alterando de acordo com cada editorial fotografico; já as matérias da editoria “Tout de Suite” usam fontes similares, mantendo o mesmo padrão de texto encontrado no resto da revista (manchetes em caixa alta e textos em caixa baixa). Todos os textos da revista usam duas fontes padrão: uma com serifa (família Times New Roman) e outra sem (família Verdana). Todas as letras da revista seguem a cor preta. Em alguns momentos, os subtítulos usam letras brancas por estarem dentro de um box. As manchetes usam letras em caixa alta e os textos em caixa baixa.
    O logo da revista “Be” muda de cor de acordo com cada edição, mas mantém a mesma fonte. Na capa, as manchetes de matérias são feitas em caixa alta e negrito. Enquanto as chamadas de descrição da matéria são escritas com uma fonte serifada e em itálico.

    5) Diagramação:
    As páginas tem modulação dupla e possuem pouquíssimo espaços brancos. O número de colunas nas paginas varia bastante. Há páginas com 2 colunas enquanto outras possuem até 9 pequenas colunas diagramadas. Os textos não são alinhados de forma justificada, eles são alinhados a esquerda. Por ser uma revista pequena, eles usam todo o espaço disponível e em alguns momentos chega a ter sobreposição de imagens.. Por ser uma revista de moda o uso de muitas imagens é fundamental, muitas chegam a ocupar páginas inteiras ou até duas páginas. As ilustrações também são utilizadas como na página de astrologia, mas em menor proporção que as imagens. Pequenas linhas pontilhadas são usadas para separar o texto com intertítulos ou até mesmo separar matérias na mesma página. Também é possível notar o uso de boxes para ressaltar um produto ou texto.

    6) Cores:
    As seções são identificadas de maneiras diferentes, as fontes e representações gráficas pra cada seção mudam. Por se tratar de uma revista de moda, a revista é muito colorida e muda de acordo com o tema de cada mateira. Além disso, as propagandas ajudam a tornar a revista ainda mais colorida. O que é possível notar é que todos os textos da revista são escritos com letra preta e os títulos também.

    7) Iconografia::
    Por ser uma revista segmentada de moda, as imagens são extremamente importantes pra compor o produto. Na parte direcionada a moda, as fotografias são maiores e possuem grande destaque na revista, chegando a ocupar duas páginas completas e com, no máximo três, linhas de legenda da foto. Também utilizam montagens para compor looks para exemplificar pras leitoras, em comparação com modelos que seguiram a mesma tendência.
    Na parte de assuntos variados, as fotos são menores e muitas montagens são usadas. As páginas são bem carregadas de fotos e artifícios gráficos como montagens, tarjas e em algumas páginas ícones. Cada seção da revista possui um ícone referente ao título da matéria. Em algumas páginas existe um símbolo na parte superior das páginas, além de, em algumas páginas possuírem uma linha de tracejados na vertical.

    Mariana Alves Tavares

    20/11/2013 em 16:37

  50. 1) Identificação e segmentação:
    -Nome da revista: Spirali – Giornale Internazionale di Cultura
    -Editora: SPIRALI s.r.l
    -Cidade/ Estado/País da publicação: Milano – Lombardia/ Itália.
    -Público-alvo: Intelectual, isto é, escritores, filósofos, economistas, psicanalistas, artistas, etc.
    -Periodicidade: Mensal.
    -Segmento temático: Revista temática de cultura.
    -Nível de especialização: muito alto.
    -Abrangência da circulação: A revista tem circulação interna e externa, pois, além da edição italiana há a edição francesa: Spirales – Journal International de Culture.

    2) Papel e formato: Papel Couché opaco (tipo PRINTMAX). O formato é um pouco maior do que o tamanho padrão que a maioria das revistas utilizam. Formato: 29,5 x 23 cm.

    3) Organização:
    -Número de páginas: 64 páginas.
    -Descrição das seções: As seções são marcadas em negrito, com um desenho pequeno ao lado, separadas do conteúdo por uma linha que vem abaixo delas.

    Modelos de encadernação: A revista é encadernada em Booklet (canoa com grampo), o material tem o acabamento com uma dobra central e fixação das lâminas com 2 grampos.

    4) Tipologia:
    A revista, por ter um caráter mais de jornal impresso por ser uma revista analítica, utiliza uma única fonte: “Times New Roman” para todas as seções, textos, títulos, intertítulos, linhas finas. O modo de identificar o que é seção, o que é título, o que é texto, o que é linha fina e o que é intertítulo está nos tamanhos proporcionais de cada item, sendo destacados (quando título, seção e intertítulo, linha fina) em negrito e itálico (linha fina).

    5) Diagramação:
    -Colunagem: Três
    -Esquema de modulação das páginas: Modulação dupla
    -Flexibilidade no uso de padrões: A revista por ser de artigos e não de reportagens utiliza pouco uso de imagens e cor (sendo mais semelhante com a diagramação de jornal), já que o objetivo não é informar e sim aprofunda, criticar refletir os assuntos relacionados à política, cultura, economia, psicanálise.
    -Relações entre texto e imagem: A revista utiliza mais ilustrações e imagens de pinturas do que fotos. Todas essas imagens conversam com o texto, mas não trazem nenhuma informação a mais, como uma fotografia de uma destruição causada pela enchente poderia trazer. São imagens apenas complementares.
    -Recursos gráficos: São usados muito pouco os recursos gráficos, talvez pela época da revista que era na década de oitenta, em que a utilização maciça dos recursos gráficos não era tão necessária e intensa como são nos dias de hoje.

    6) Cores: Preto e branco, apenas a capa (verso) e a contracapa (verso) são coloridas, mas com certa opacidade.

    7) Iconografia: Utilização de:
    -Tarja na seção “Dossier” (seção mais importante da edição);
    -Selos complementares na identificação das seções;
    -Fios, para separar as seções dos textos;

    Jéssica Beatriz Fonseca

    20/11/2013 em 16:47

  51. 1) Identificação e segmentação: nome da revista, nome da editora, país/estado/cidade de publicação, perfil do público-alvo, periodicidade, segmento temático, nível de especialização, abrangência da circulação.

    Nome: Bundas

    Editora: Pererê Ltda

    Brasil/RJ/Rio de Janeiro

    Público-alvo: é o jovem, inteligente e formador de opinião.

    Periodicidade: semanal

    Segmento temático: a publicação fala de economia e política, costumes e comportamento

    Nível de especialização: é bem focada em seu público alvo e nos assuntos que se propõe a tratar

    Abrangência da circulação: a tiragem é de aproximadamente 110.000 exemplares e a revista é distribuída em todo o território nacional e também em Portugal

    2) Papel e formato: tipo de papel, dimensões do página e, eventualmente, uso de dobras e outros recursos especiais.

    Papel: Couché um pouco brilhante

    Formato: tablóide

    3) Organização: número de páginas; descrição de seções; modelo de encadernação e acabamento.

    Número de páginas: 50

    Seções: Editorial, Bundas Entrevista, Pixels, Nani Pinta e Borda, Bundalelê, O Bundão da Semana e Nossa Sociedade, além de charges, reportagens e colunas espalhadas sem o que pareceu ter muito critério.

    Encadernação e acabamento: a revista é presa por dois grampos

    4) Tipologia: critérios de aplicação de diferentes famílias tipológicas e variações conforme categorias textuais, gêneros jornalísticos etc.

    A tipologia pareceu bem aleatória, sendo usados vários tipos de fontes ao longo da revista. Mas as seções tem sempre as mesmas fontes, para manter uma certa ordem e integração entre as diferentes edições. Os textos mais extensos tem uma fonte sem serifa que se repete sempre, frequentemente podem ser encontrados também textos em caixa alta, visando chamar a atenção (o que está de acordo com o caráter escandaloso da Bundas). Os títulos tem fontes maiores e mais exageradas, com formatos peculiares.

    5) Diagramação: esquema de modulação das páginas simples e duplas de páginas, flexibilidade no uso de padrões, uso de branco, relações significativas entre texto, imagem e recursos gráficos (fios, linhas, molduras, texturas, boxes, infográficos, ilustrações etc.);

    Para cumprir a proposta de ser uma revista satírica, humorística e chamativa, a Bundas tem várias charges, tirinhas e abusa dos recursos imagéticos. Há muito mais imagem que texto, quando se analisa a totalidade da revista. O padrão é o caos, não havendo uma organização muito óbvia, mas depois de procurar muito por alguma lógica é possível perceber a utilização de alguns recursos (como fios, linhas e molduras) para organizar o material na página. Mas a exploração da imagem é extensa e bem pensada, havendo casos em que é necessário virar a revista de cabeça para baixo para conseguir ler. É bastante comum também o uso de páginas duplas e muitas vezes uma página e meia para uma coisa, sendo deixado um pedacinho para uma coluna ou algo do tipo.

    6) Cores: identidade cromática dos elementos de diagramação, paletas de identificação de seções, tonalidades predominantes e seu valor significativo.

    As cores predominantes são as quentes: vermelho, amarelo, laranja e roxo, havendo um espaço um pouco menor para o azul e o verde. O vermelho domina por ser a cor da Caras, mas são escolhidas sempre cores bastante chamativas, o preto e o branco raramente aparecem e há sempre bastante contraste entre duas cores, como o uso de amarelo e verde, azul e vermelho. As seções são sempre das mesmas cores, para manter a identidade de cada uma delas (a única exceção é a entrevista, que sempre aparece com cores e organizações diferentes, dependendo do entrevistado).

    7) Iconografia: uso de ícones, marcas, selos, vinhetas, tarjas, timbres de logotipos, logomarcas e outros elementos componentes da identidade visual.

    Além da capa, onde contramos BUNDAS escrito sempre da mesma forma é raro encontrar uma iconografia constante na revista. Algumas seções, como o Bundalelê e o Nossa Sociedade, por exemplo, aparecem quase sempre da mesma forma, mas as vezes a localização na página varia, ou a cor de fundo. As seções geralmente se diferenciam mais por uma fonte constante que necessáriamente ícones específicos.

    Julia Germano

    20/11/2013 em 17:08

  52. 1. The New Yorker; Condé Nast (divisão da Advance Publications); Estados Unidos; público alvo é mais velho (40+) e possui um poder aquisitivo alto; revista semanal; a revista traz temas que envolvem política, humor e ficção, tratados por meio de reportagens, contos, artigos e ensaios; trata de diferentes assuntos; veiculada por todo o território estadunidense, com mais de 50% de seus leitores residentes das dez maiores metrópoles do país.
    2. Couché revista; 20,2cm x 26,6cm.
    3. 84 páginas de miolo (86 se contar capa e contracapa); possui cinco seções (logo no início, há espaço para se citar os colaboradores da edição e as cartas dos leitores; depois disso, existe um espaço de “serviço cultural”, o Goings on about town, que fala de peças, concertos, exposições e etc. que vão acontecer nos próximos dias; em seguida, há uma seção com crônicas chamada The talk of the town, que conta com perfis e ensaios; depois disso, existe a seção New York Journal, que conta com uma grande reportagem; em seguida a seção Fiction, que conta com uma obra de ficção; e depois a parte das críticas, chamada The Critics, que se subdivide em pinturas e esculturas (The art world), televisão (On television), teatro (The theatre), arquitetura (The sky line) e cinema (The current cinema); revista encadernada com grampos; acabamento simples.
    4. No geral, a revista possui apenas dois tipos de fonte: aquela do texto como um todo e aquela “diferente”, que é utilizada em títulos das matérias, nomes de seções e etc. e sempre em caixa alta. O tamanho das fontes varia, mas, em geral, o título da matéria vem em fonte igual ao nome da seção (exemplo: Fiction vem escrito em tamanho menor que Fjord of Killary, que é o nome do texto – p.58). O nome da seção e a assinatura da matéria (exemplo: New York Journal e By Larrissa MacFarquhar – p. 50) têm a mesma fonte e mesmo tamanho. A linha fina é feita na mesma fonte e tamanho do texto geral, mas em itálico. No decorrer do texto, para se criar um efeito de separação maior que um novo parágrafo, a diagramação conta com capitulares com tamanho de duas linhas. As legendas também são feitas com a mesma fonte e tamanho do texto geral e em itálico. Há, ao longo da revista, trechos com espaçamento e tamanho de fonte diferente do texto geral, como na seção Goings on about town. Nessa parte da revista, a fonte é menor do que no restante e o espaçamento entre as linhas também é menor.
    5. A revista possui uma grande quantidade de texto corrido, mas conta com no mínimo uma ilustração em cada página. Isso, no entanto, não diminui a quantidade de escrita da revista. A diagramação é bem “quadrada”, sem muitos traços de inovação, o que se encaixa no público alvo da revista. Apesar de ser carregada de texto escrito, a revista se mantém limpa no aspecto das cores, não deixando o visual poluído. Em algumas páginas, aparecem algumas fotos ou ilustrações mais chamativas e que ganham um destaque maior (exemplo: foto da matéria Embers que ocupa duas páginas – p. 32 e 33 –, ilustração da matéria The Movement que ocupa uma página inteira– p. 41 –, e ilustração da matéria Busted que ocupa duas páginas – p. 50 e 51)
    6. A edição como um todo também segue um padrão quanto a fontes e cores: a maioria das páginas conta com uma alta carga de preto e branco. Outras cores utilizadas – mas com uma frequência bem menor – são o vermelho e o azul, utilizados para diferenciar e destacar a palavra nessa cor distinta (exemplo: Readings and Talks, que separa os textos dentro da seção Goings on about town – p. 17). O visual foge do preto e branco (e ocasionalmente o vermelho) quando as ilustrações e fotos são coloridas, o que “animam” a aparência.
    7. A revista não utiliza de desenhos e figuras como constituição da marca The New Yorker. Um símbolo que é muito marcante da marca é a fonte que é utilizada nos títulos e demais trechos destacados da revista, que é a mesma da fonte do escrito “The New Yorker” na página, o que cria uma identidade visual da revista.

    Gabriel de Castro

    20/11/2013 em 17:38

  53. REVISTA FFW MAG!
    1) Identificação e segmentação: nome da revista, nome da editora, país/estado/cidade de publicação, perfil do público-alvo, periodicidade, segmento temático, nível de especialização, abrangência da circulação.

    A revista ffwMag! É publicada trimestralmente pela editora Lumi 05 marketing e propaganda.
    É publicada no Brasil, no Estado de São Paulo e na cidade de São Paulo, editora ligada à empresa Luminosidade, responsável pelo São Paulo Fashion Week, Fashion Rio, pelo Portal FFW, entre outros.
    O público-alvo são formadores de opinião das classes AA, A e AB, com idade entre 20 e 45 anos e que vivem nos grandes centros urbanos.
    É uma publicação conceitual temática, cada edição trata de um assunto específico interpretado por diversos pontos de vista. Ela busca a interpretação da multiplicidade do mundo transnacional e sem fronteiras, em que tudo está conectado em redes que, mesmo estando interligadas, estão descentralizadas. Ela aborda os temas: moda, artes visuais, diversidades cultural, urbanidades, comportamento, política, ciências meio ambiente, utopias, distopias e temas importantes para uma compreensão do momento em que vivemos.
    A revista tem circulação nacional, sendo distribuída para as principais bancas do país e, internacional, nas lojas Colette em Paris e Around the World em Nova York.
    A revista também tem versão para iPad, distribuida via Itunes.
    A revista tem 40.000 exemplares de tiragem.

    2) Papel e formato: tipo de papel, dimensões do página e, eventualmente, uso de dobras e outros recursos especiais.
    A revista é produzida com papel misto, produzido a partir de fontes responsáveis e carbon free.
    As páginas tem dimensões de 23 cm X 30 cm, em página simples e 46 cm X 30 cm em página dupla com 0,5cm de sangria.
    A capa é envolta por um plástico fino, de forma a tornar sensação tátil mais “lisa” do que as demais páginas, mas também é feita em papel carbon free.
    Sem uso de dobras.

    3) Organização: número de páginas; descrição de seções; modelo de encadernação e acabamento.

    A revista possui 242 páginas; a revista não possui seções específicas que estão em todas as edições, talvez por ser uma revista temática e conceitual, seus editores prefiram que exista um fluxo direto de leitura para o leitor sem que ele escolha uma sessão específica que prefira, mas sim busque a matéria ou entrevista que mais lhe interessam na edição. A única seção que a revista possui é a versão impressa de alguns conteúdos publicados no portal do ffw na internet, que é a seção “ffw impresso”.
    Na edição analisada temos 33 páginas apenas com textos, 120 páginas apenas com fotos e pequenas legendas, 58 páginas com texto e imagem, 4 páginas reservadas para sumário, expediente, apresentação dos colaboradores, carta do publisher e 25 páginas de anúncios e 2 para capa e contracapa.
    Por não possuir seções específicas, em cada edição há no sumário o título das matérias ou algo relacionado com o teor da matéria e a página em que estão.
    A encadernação é feita com lombada quadrada, todas as páginas são unidas pela capa e pela contracapa que estão impressas em uma só unidade de papel, de modo que envolvam as páginas e a revista fique parecida com um livro.

    4) Tipologia

    A letra utilizada em todos os textos da revista é serifada, mudando apenas o tamanho da fonte e adicionando negrito e itálico para dar destaque a alguma parte específica do texto.
    Os textos contidos na revista dividem-se em jornalísticos e literários, no entanto, a fonte utilizada continua seguindo o padrão de letra serifada. O fato de ser uma revista conceitual acaba por contar na hora de escolher a fonte, eles prezam pela simplicidade na fonte, tendo um visual mais “limpo” e de fácil leitura.

    5) Diagramação

    A diagramação da revista é muito simples, eles não se utilizam de muitos elementos nas páginas. As fotos e ilustrações recebem destaque na revista. Grande parte das páginas contém fotos, sendo algumas combinando texto e foto e outras apenas com fotos.
    Não são utilizadas muitas páginas duplas, as que são utilizadas possuem 1 foto ampliada nas duas páginas, dando um detalhamento e destaque maior para essa foto.
    A revista utiliza-se de muito de brancos, nenhuma página fica carregada com textos e fotos, as páginas que possuem texto e foto, tem foco principal na foto que fica em uma parte maior desta.
    Os textos maiores são divididos de maneira uniforme nas páginas, na matéria inteira eles tem o mesmo tamanho em todas as páginas que compreendem essa matéria, normalmente 2 pequenas colunas na parte inferior das páginas, deixa a parte inferior com espaço para foto e para o branco.
    Títulos e linhas finas, citações e algumas legendas que tem grande relação com a foto são escritas com fontes maiores, recebendo destaque na página.
    Algumas páginas possuem textos em 2/3 dela, e no 1/3 restante não possui nenhuma imagem, ou legenda, citação, fica apenas o branco. Em outras o texto ocupa 1/3 da página, outro 1/3 é utlizado para citação e o 1/3 restante é utilizado com o uso de branco.
    Poucas páginas possuem textos maiores e pequenas fotos.
    Todos os textos e as fotos tem relações significativas, mesmo textos que falem de algo subjetivo possuem imagens que se relacionam com o conceito, a ideia do que está sendo dito no texto.
    A revista utiliza algumas linhas coloridas para destacar legendas menores ou separar títulos e textos, não utiliza infográficos, molduras nas fotos, talvez por ser uma revista conceitual, que se baseia em imagens e fotos, seus editores prefiram trabalhar com um visual mais limpo e sem poluição visual produzida em computadores. Apenas uma matéria possui boxes com fundo preto e letra branca para que o texto se destaque na foto que tem cores mais escuras.

    6) Cores
    A revista trabalha com poucas cores, nesta edição as principais cores utilizadas são branco, preto, amarelo claro e ocre. Apenas a capa possui um tom diferente dos utilizados na parte interna, a capa tem uma foto em preto e branco e o restante dos elementos estão escritos em um tom de rosa e coral. Cada edição traz uma escolha diferente de cores.
    A parte interna da revista há variação na utilização das cores, algumas páginas os textos estão em preto, com alguns destaques em ocre e a página branca; outras páginas são ocre com imagens como único componente, assim a cor faz as vezes de moldura da imagem; outras páginas são amarelo-claro com texto em preto, algumas páginas são ocre com texto em branco; não existe uma ordem exata. As imagens contidas nas páginas da revista são coloridas, preto e branco ou sépia, assim elas dão o colorido para a publicação.
    Por ser uma revista conceitual, ela não utiliza muitas cores escolhidas mas deixa para a forma como textos e imagens são construídos para que a identidade visual e cromática da edição seja montada.

    7) Iconografia
    A revista não utiliza de iconografias para compor sua identidade visual. Apenas uma parte da revista tem o logo do FFW, para deixar definido que aquela parte é proveniente dos conteúdos que estão no portal do ffw.
    Apenas o uso do símbolo “>>” no título e no caderno com as matérias do portal ffw.
    Acredito que o uso de imagens, montagens e figuras sejam a principal iconografia utilizada pela publicação.

    Annelize Pires Augusto

    20/11/2013 em 22:04

  54. Análise Revista Realidade – Edição 91 – outubro de 1973

    1) Identificação e segmentação: A revista Realidade foi uma publicação de periodicidade mensal idealizada pela Editora Abril de São Paulo e circulou nacionalmente entre os anos de 1966 e 1976. Nos primeiros anos da publicação, sua tiragem média foi de 450 mil exemplares. Em resumo, temas diversos de interesse geral caracterizam o segmento temático que permeia as três fases da revista Realidade, sendo que o nível de profundidade na abordagem dos assuntos se modificou de acordo com essas fases. Para definir o público-alvo da revista, nos apoiamos em trecho do livro “Leituras da revista Realidade: 1966 – 1968”, de Letícia Nunes de Moraes: “Pesquisas para definição de público leitor – e Realidade também foi pioneira nesta prática – revelam que a revista dirigia-se predominantemente à elite nacional, ou seja, à chamada classe média, àqueles que além de poderem pagar por uma revista como Realidade tinham acesso à educação, às universidades, e participavam, enfim, dos grandes debates nacionais”. Em complementação, na carta do editor da edição inaugural da revista, assinada por Victor Civita, consta o seguinte: “(…) Será a revista dos homens e das mulheres inteligentes que desejam saber mais a respeito de tudo. (…) dedicamos Realidade a centenas de milhares de brasileiros lúcidos, interessados em conhecer melhor o presente e viver melhor o futuro”. Neste trabalho, analisaremos mais detalhadamente a edição de número 91 da revista Realidade, publicada em outubro de 1973.
    2) Papel e formato: A revista Realidade utiliza o papel couché, tem dimensões de 27,5 cm por 21 cm, um formato mais compacto, um pouco menor que uma folha tamanho A4. Não utiliza dobras ou outros recursos, observando a edição em análise.
    3) Organização: A edição analisada tem 131 páginas e sua encadernação tem lombada colada. As seções fixas da revista são: Editorial; Cartas; Onde está hoje, onde estava ontem; Em dia com a saúde; O riso do cotidiano; O humor na história; Você conhece esta?; Seja você o juiz; Cada mentira…; A ciência anda assim; Em flagrante.
    4) Tipologia: Quanto ao uso de famílias tipológicas, a revista Realidade não apresenta muitas variações. Tanto para o corpo como para o titulo, usa quase sempre a mesma fonte. E quando muda, são muito parecidas. A diferença observada é que no titulo a fonte está maior e em negrito. Pode-se dizer que a única diferenciação de fonte que ocorre em partes específicas da revista é o uso de Itálico. Também há uso de serifa.
    5) Diagramação: A cor do logo da capa muda de acordo com o assunto da revista. Com exceção das primeiras páginas da revista e algumas da matéria principal, que trabalham com duas colunas, além do editorial, que trabalha com uma coluna, em todas as demais páginas, são usadas 3 colunas. Apesar de quase todas as matérias terem mais de uma página, devido principalmente a uma das principais marcas da revista, que é o grande uso de imagens, poucas matérias são trabalhadas nesta edição usando a paginação dupla para apenas uma imagem. Esse recurso é utilizado apenas em duas matérias. Aparentemente, a revista tem um formato gráfico com um padrão muito bem delimitado. Poucas são as alterações em questão de tipografia e disposição de texto. Até o uso de imagens costuma seguir um padrão. O uso do branco é importante e muito utilizado, principalmente por dois motivos: Todas as páginas brancas trazem à revista um tom de sobriedade. Além disso, por ser uma revista que utiliza muitas fotografias, não há um choque ou perda de informação devido à mistura de cores da página e da foto. As únicas páginas coloridas são as das propagandas. A revista faz um uso muito importante da relação texto e imagem. Com a grande importância dada à fotografia, há um equilíbrio perfeito entre nesta relação, sendo que ambos (texto e imagem) conseguem trazer uma mensagem que poderia ser diferente se não estivessem relacionados. Por se tratar de uma revista que tem por característica o desenvolvimento mais aprofundado do tema, as fotografias não ficam obrigadas a agregar informações meramente factuais e exploram um lado da matéria que normalmente não pode ser apenas descrito com texto. Das 130 páginas presentes na revista, apenas 7 delas não apresentam nenhum tipo de imagem. Mesmo assim, em quase todos os casos, a página do lado é tomada por elas. O texto da revista é justificado, usa capitular e o número da página sempre está no canto inferior esquerdo.
    6) Cores: No corpo da matéria, títulos, linhas finas e “olhos”, a cor utilizada quase sempre é o preto. As páginas, por sua vez, com exceção das propagandas, são brancas. As seções são diferenciadas por cor. Todas as primeiras páginas de cada seção tem uma caixa de texto, uma espécie de borda, com uma cor diferente. Como um todo e, apesar das várias fotografias e ícones, é possível considerar a Realidade como uma revista de poucas cores, o que também diz muito sobre ela.
    7) Iconografia: Poucos ícones são utilizados. Os mais em destaque são para demonstrar continuidade ou fim da matéria. São utilizados também recursos gráficos como desenhos para ilustrar ou ajudar a explicar um determinado assunto. Uso de caixa para texto para destacar seções e destacar trechos, além de numerações para ressaltar especificações em ilustrações.

    Larissa Roncon / Deivide Sartori

    25/11/2013 em 9:06

  55. Heitor Carvalho Jorge e Sara Sacchi e Souza – 6º termo de jornalismo noturno

    1)Identificação e Segmentação
    A Billboard Brasil é uma revista sobre música, inspirada na Billboard estadunidense. A primeira edição brasileira da revista foi veiculada em outubro de 2009 nas grandes capitais e cidades do Brasil, com mais de 40 mil exemplares.
    A revista também publica mensalmente as paradas das músicas mais tocadas no Brasil. Existe a Hot 100, que consiste nas canções, tanto nacionais quanto internacionais, mais tocadas nas rádios brasileiras. Além da Hot 100, a revista ainda publica mais outras 12 paradas, como Brasil Hot 100 Airplay, Brasil Hot Pop & Popular e Brasil Hot Regional.
    A revista é de circulação mensal e é vendida em bancas por todo o Brasil. Ela faz a cobertura de shows (nacionais e internacionais), curiosidades, informações e entrevistas com artistas. Possuí também um site que traz as principais notícias da música e agendas de show, fotos e etc. A edição analisada é a 37, de dezembro de 2012.
    2)Papel e Formato
    Tamanho: 25,5 cm x 30,5 cm
    Capa: papel couché 230g
    Miolo: Starmax 80g
    Lombada canoa com grampo
    3)Organização
    A revista possui 81 páginas. E é dividida em algumas seções, como Intro, as paradas de sucesso, agenda de shows, ‘look de artista’, enquetes feitas pelo twitter e etc.
    4)Tipologia
    As fontes utilizadas durante a revista variam, e também as cores. A variação acontece tanto de edição para edição como de matéria para matéria. As fontes são mais ‘redondas’, dando um ar mais leve para a revista (apesar de algumas conterem serifa), e na maioria dos títulos elas estão em negrito.
    Uma diferença que podemos notar é que na matéria “Negócios no Brasil” são utilizadas fontes com serifa e menos arredondadas, tentando transmitir um caráter mais sério da matéria, enquanto em outras, como “De grão em grão”, as fontes são colocadas em letra maiúscula, sem serifa, com um ar mais leve.
    5)Diagramação
    A diagramação da revista é despojada. Ela é completamente assimétrica, não seguindo nenhum padrão rígido. Para início, ela é mais alta e mais larga que a maioria das revistas que circulam. Ao folhearmos ela, percebemos que é uma revista que utiliza bastante cores em seu design, misturando elas sem critério específico. As cores usadas nas fontes e a cor do fundo da página várias de matéria para matéria. A revista também dá enorme destaque para fotos, muitas vezes essas pegando páginas inteiras.
    6)Cores
    A Billboard Brasil possui uma vasta paleta de cores. No seu logo, por exemplo, encontramos quatro cores: preto, amarelo, azul e verde. Essas cores predominam dentro de toda a revista, seja nas cores das fontes e páginas ou nos locais que destacam as seções ou matérias. As tonalidades do verde e do azul são mais pasteis, enquanto do vermelho e do amarelo são mais vivas.
    7)Iconografia
    A revista usa no início de cada seção um retângulo com as cores amarelo, vermelho, azul e verde no topo das páginas, com o nome da seção dentro do retângulo. Nas primeiras e nas últimas páginas as matérias são pequenas, e vários retângulos coloridos separam essas matérias umas das outras. No final da revista também são colocadas as “paradas” das músicas mais ouvidas, todas em tabelas coloridas.

    Sara Souza

    17/12/2013 em 20:36

  56. professor, eu já havia feito e apresentado o seminário, porém me esqueci de publica-lo aqui.
    Desculpe.

    Sara Souza

    17/12/2013 em 20:37

  57. Já publicou? Se não, publique, mesmo fora do prazo?
    att, Belda

  58. 1) Identificação e segmentação
    “Super Interessante” é uma revista de temática diversificada mas onde predominam curiosidades e textos sobre ciências e tecnologia. A Editora Abril, que tem sede na cidade de São Paulo, se inspirou na revista espanhola Muy Interessante e lançou o primeiro número em 1987. Dedicado a homens e mulheres das classes A e B, entre 20 e 44 anos, interessados em ciências e tecnologia e em terem acesso a conteúdo científico de forma resumida e simples. Distribuída mensalmente, a revista circula por todo o território nacional e tem uma tiragem média de 451 mil exemplares .Sua equipe: Denis Russo Burgierman (editor); Fabrício Miranda (editor de arte); Alexandre Versignassi (redator chefe) Paula Bustamante, Ricardo Davino e Inara Negrão (designers); Bruno Garatoni, Emiliano Urbim e Felipe van Deursen (editores), Jorge Oliveira (editor de arte), Cristine Kist (repórter); Anderson C. S de Faria (produtor gráfico). Além de outros colaboradores. A revista mudou bastante seu visual desde o seu lançamento, porém serão abordadas as edições mais recentes para referenciar o atual público consumidor.
    2) Papel e formato
    A revista é impressa em folhas offset (papel fosco), suas dimensões são 200 mm x 265 mm e a lombada grampeada.
    A Super se utiliza algumas vezes de recursos especiais, como dobras e/ou impressão diferenciada. No ano retrasado por exemplo, um dos exemplares que tratava sobre as tecnologias de combate ao envelhecimento, a capa era dobrável e o leitor poderia escolher qual dos retratos era seu preferido como abertura do periódico. Ainda nas primeiras edições, colocou um adesivo holográfico de um cavalo marinho para simular movimento esse tipo de recurso era pouco utilizado na época.
    3) Organização
    Cerca de 22 sessões ocupando as 90 páginas da “Super”.
    O CARDÁPIO apresenta todos os assuntos da edição e informa em que páginas estão.
    Na “AO LEITOR”, Denis Russo, faz o editorial dialogando entre a produção dos textos e os assuntos abordados na edição,
    “MUNDO SUPER” é aberta ao público da revista que manda elogios, críticas e sugestões.
    SUPER NOVAS fala de assuntos que os leitores ainda não conhecem.
    ESSENCIAL aborda comportamento na atualidade.
    IDEIA VISUAL traz infográficos que simplificam a compreensão do leitor sobre assuntos diferenciados
    MATRIZ traz novidades do mercado de livros e filmes.
    ORÁCULO é uma sessão interativa, em que o jornalista responde às curiosidades dos leitores de uma forma bem humorada.
    PAPO traz uma entrevista com algum especialista de tema abordado no mês.
    COORDENADAS trata de curiosidades de regiões em torno do globo.
    CAPA traz a reportagem especial que convida o leitor nas bancas a adquirir a revista.
    CULTURA faz uma itinerância no mundo em busca de comportamentos e realidades inusitadas.
    CIÊNCIA traz novidades e atualiza os conteúdos científicos através de experts.
    ZOOM retrata e subtitula regiões e personagens.
    TECH fala sobre novidades tecnológicas.
    E SE… traz um questionamento sobre algum acontecimento que pode alterar as rotinas das pessoas.
    MANUAL como o próprio nome diz a ideia dessa sessão é desenhar um modus operandi seguindo uma proposta da edição.

    4) Tipologia
    As manchetes na “SUPER” são escritas sempre com a mesma fonte sem serifas (provavelmente Arial Black), e em negrito e/ou caixa alta sempre entre parênteses vermelhos. Os textos às vezes aparecem em uma serifada comum (aparentemente Times New Roman), outras em uma sem serifa aparentemente Arial. Geralmente o nome dos repórteres, fotógrafos, ilustradores e produtores das imagens aparece em itálico.
    5) Diagramação
    Mais da metade da revista é composta por páginas duplas (em média 46 folhas), anúncios publicitários, muitas vezes também são duplos. As sessões são nomeadas no canto esquerdo das páginas. A página, o nome da revista e o mês e ano da edição são dispostos na esquerda inferior da página.
    A revista se vale em alguns momentos de linguagem não verbal mas há predomínio de textos. As fotos ou ilustrações são feitas à partir de técnicas variadas: sépia, preto & branco, nanquim, maquetes e outras) muitas vezes trazem a mesma quantidade de informação que os textos embora sessões como MANUAL tenham predomínio da ilustração. As imagens quase sempre tem uma legenda contextualizando o momento e a fonte da informação.
    Sobre a hierarquia dos elementos em “SUPER”: primeiro olhamos a imagem, na sequência lemos a manchete, e finalmente, o texto. Existem piadas e considerações que complementam o conteúdo dos textos, a Super se vale bastante do humor para tornar os textos mais dinâmicos. O branco contrasta com a fonte normalmente preta para facilitar a leitura. A revista tem 1,5 cm de cabeçalho, a maior parte das reportagens começam com uma foto retratando o assunto no começo da página e o texto a partir do meio, como na sessão SUPER NOVAS com a matéria Dieta pode inverter relógio biológico – publicada em Dezembro de 2013). O espaço em branco favorece a separação visual de conteúdos diferentes da mesma sessão.

    O número de colunas dos textos varia de 1 a 3, sendo duas com um assunto de maior expressão e conteúdo e uma pequena coluna lateral dando uma informação adicional sobre algum detalhe da matéria. Raramente há o uso de fios. Infográficos normalmente são usados em colunas com abordagem onde existe uma interação com humor. Quando o assunto é mais sério o uso de fotografias comprova e denuncia algum tipo de questão. Essa formatação costuma se repetir, a revista às vezes inova no lay out porque sua proposta é falar de diferentes assuntos a partir de propostas inovadoras e criativas.
    6) Cores
    É comum o contraste fundo branco com textos em fonte preta. Há detalhes (intertítulos e símbolos) em outras cores. Porém algumas sessões de curiosidades e indagações como a E SE… e o ORÁCULO apostam em textos curtos impressos em fundos coloridos e ilustrados.
    Na capa há sempre uma moldura vermelha que tem ao centro uma abordagem visual da reportagem especial, essa abordagem às vezes é uma fotografia, outras vezes, uma ilustração. As manchetes normalmente são escritas em branco para contrastar bastante com o vermelho da moldura, de modo a facilitar a leitura e fortalecer a identidade da revista que usa as cores vermelho e branca como diferencial.
    As cores predominantes na revista são branco, preto, vermelho e laranja, os tons normalmente variam pouco. Essas cores chamam a atenção para o conteúdo e facilitam a divisão de sessões e conteúdos.

    7) Iconografia
    O logotipo da revista é todo em letras minúsculas, fonte sem serifas provavelmente desenvolvida especialmente para a publicação porque o S da palavra super sugere uma sutil inclinação enquanto as outras palavras não compartilham essa sugestão, a cor usada é branca sempre.
    Há selos que aparecem em edições especiais,como as edições verdes.
    Há também formas que servem para informar que a matéria continua na próxima página (») e para mostrar que ela acabou (S).
    Referência bibliográfica
    São Paulo: Editora Penso TAVARES, Frederico de Mello B. – A revista e seu jornalismo 2013

    A Revista Super Interessante é uma publicação mensal da editora Abril, que em Dezembro de 2013 alcançou sua 327ª edição em uma trajetória 26 anos de existência e vende mensalmente mais de 451 mil exemplares. A capa da revista mantém um padrão de uma moldura vermelha que contrasta com as fontes brancas do nome Super interessante, e muitas vezes das chamadas das matérias. O sentido de leitura da capa sugere um Z onde o leitor lê o nome da publicação, na sequência lê a chamada da matéria de destaque ao lado do nome, desce para a fotografia que ilustra a matéria principal; a Super divulga em caixa alta a matéria especial do mês, também explicando em fonte, tamanho 11 ou 12, detalhes do assunto da reportagem especial. Na parte inferior da moldura vermelha são encaixados outros destaques da edição do mês. Em diferentes edições percebeu-se o uso da Gestalt, os designers sobrepuseram à parte do nome da revista, fotografias ou ilustrações despreocupadamente por saberem que os leitores, identificariam a revista pelo que sobrou do nome, pela cor e pela fonte utilizada.
    Anualmente, a Super publica um especial sobre meio ambiente denominado edição verde, até o ano passado era comum que esse especial seguisse um padrão semelhante ao dos números comuns mas com uma moldura de capa verde no lugar da vermelha. Na edição 327, que é uma edição verde, o diretor de redação Denis Russo Burgierman explica que aquele número da Super teria a moldura da capa vermelha ao contrário de todos os outros anos porque o especial anual conta com a mesma diversidade de temas que os números tradicionais e por isso não fazia mais sentido alterar a cor da capa. Das 100 páginas da edição 326 vinte eram de publicidade, dois anunciantes eram bancos públicos federais, duas faculdades particulares, duas propagandas de carros de modelos grandes não esportivos e com quatro portas, das cerca de 50 pessoas fotografadas ou ilustradas da edição de número 326, apenas uma era negra, uma era mulata (com um reflexo branco no rosto), lá pelo final da edição aparece também uma ilustração do presidente Obama, nesse número há apenas um homem com mais de sessenta anos (no caso, ilustrando uma reportagem sobre sono), o idoso também é a única pessoa acima do peso na edição. A edição verde de 2013 conta com menos páginas que as edições convencionais, 92 páginas, das quais 25 tratavam de algum tipo de publicidade, onde cerca de quarenta pessoas foram retratadas apenas uma era negra, (em uma ilustração de uma propaganda de financiamento da casa própria), na edição especial de 2013 não aparece nenhuma pessoa acima do peso.
    Interpretações sobre o público leitor, carecem de um acompanhamento mais próximo e detalhado, mas as duas edições mais recentes (indicativos do que eles buscam como target hoje) sugerem que os anunciantes e os editores de arte buscam ou se identificam com um perfil de leitor branco, de classe média e média alta, usuário de tecnologia, com família de pelo menos três pessoas, e dinheiro para custear mensalidades de entidades privadas como Mackenzie, Senac e Universidade Cruzeiro do Sul.
    O conteúdo da revista sempre é iniciado com um editorial escrito pelo editor de redação Denis Russo Burgierman. Denis trata com freqüência nesses textos do modo como é realizada a produção da revista; a fonte utilizada no editorial é Arial tamanho dez na cor preta, uma fotografia de Russo identifica a autoria daquele texto e parece sugerir simpatia, jovialidade e conhecimento através do sorriso do fotografado, de seu visual despojado, corte de cabelo moderno, uso de cavanhaque, uso de camiseta no lugar de camisa mas também uso de óculos de armação tradicional (aos quais normalmente se associa conhecimento). O expediente da Abril e da revista são publicados em fonte Arial de diferentes tamanhos mas na maioria inferiores ao tamanho 10. O editorial e o expediente são publicados em fundo branco, o nome do editor é publicado em fonte de cor branca no fundo vermelho para fazer uma referência de que ele fala em nome da publicação.
    Na sequência, vemos o Cardápio, um índice que foge do padrão vertical de uma página comum à maioria das publicações, no lugar deste é apresentada uma meia circunferência (metade em um lado da página e a outra metade na página ao lado) que publica a sequência dos textos e seus conteúdos em sentido anti-horário ou da esquerda para a direita. Detalhes dos textos que serão folheados ficam disponíveis através de pequenas chamadas e algumas vezes, chamadas e fotos. Exceção feita ao índice, os grids usados pela Super na maioria das vezes sugerem equilíbrio (o sentido de leitura da maioria das reportagens é o ocidental, de cima para baixo, da esquerda para a direita) e o tamanho das ilustrações e fotografias é compensado através do tamanho das fotografias utilizadas e do destaque usado normalmente através de amarelo e vermelho em proporções que não saturem demais o lay out da página. O texto das matérias é publicado normalmente em fontes Arial e Times New Roman tamanho 12, as matérias em que se utilizou no corpo do texto a fonte Times New Roman dispensaram no título a fonte serifada e facilitaram a leitura do enunciado através do uso de negrito e fontes mais espessas – muito raramente se usou fontes cursivas.
    Entre os assuntos de capa repetidos pela publicação destacam-se as temáticas sobre animais, em especial cachorros e assuntos referentes à memória humana. A revista se diferencia da maioria por uma grande interferência dos designers que se utilizam de infográficos e ilustrações para trazer um tom de informalidade e humor ao conteúdo. Em relação aos infográficos o jornalista Sergio Gwercman ressalta no livro A Revista e seu Jornalismo, que a revista se tornou referência mundial no uso de infográficos e que atualmente publicações fora do Brasil também compram reportagens inteiras, é o caminho contrário do que aconteceu nos princípios da Super, a revista que começou inspirada na espanhola Muy Interessante, agora exporta seu conteúdo para fora do país. A presença na internet também se destaca, enquanto sua concorrente Galileu, da editora Globo não compartilha o conteúdo na internet, a Super alcança grande número de leitores através de seu site, o que também pode ser usado como termômetro instantâneo do que pautar ou não, inferindo-se curtidas de redes sociais e compartilhamentos. Não é todo o conteúdo que está acessível online, porém o site da revista é tido como um facilitador da divulgação e compartilhamento não apenas da própria revista, mas também de outras publicações da editora Abril. A revista que nos primórdios publicava conteúdo científico em uma abordagem menos acessível à boa parte dos brasileiros atualmente se renova com uma linguagem mais dinâmica, mais explicativa e com uma maior diversidade de temas, abordando também conceitos de filosofia, comportamento, história e atualidades.

    Ricardo Simoni Rodrigues de Oliveira

    27/12/2013 em 16:33

  59. 1) Identificação e segmentação:
    Revista TRIP
    Edição analisada: Ano 28/ Dezembro de 2013/ nº 228.
    A revista Trip tem seu projeto gráfico original realizado por David Carson que, antes de ser designer, foi, no final dos anos 1970, professor de sociologia e surfista. Carson se popularizou como diretor de arte das revistas Transworld skateboarding, Beach Culture e depois RayGun.
    A TRIP é produzida pela editora TRIP, na cidade de São Paulo, mas tem abrangência nacional. Com uma linha editorial baseada na diversidade e na inovação. Foi lançada em 1986 e com tiragem média de 44 mil exemplares, a revista tem como objetivo buscar o novo, através de histórias que traduzem e representam o dia a dia de seus leitores.
    Premiada dentro e fora do país (incluindo três medalhas do New York Art Directors Club e três vezes finalista do Prêmio Esso de Jornalismo), a Trip foi eleita, por dois anos consecutivos uma das 10 revistas mais admiradas do país, em pesquisa realizada pela editora Meio & Mensagem e pela Troiano Consultoria, sendo o veículo mais votado nas categorias criatividade e inovação.
    A revista tem uma média de duzentos e dez mil leitores, sendo a mais da metade do sexo masculino e jovens de classe B, a faixa etária principal dos leitores é de 16 aos 39 anos.
    2) Papel e formato:
    PAPEL
    Capa: Couchê off Machine
    Miolo: Couchê MWC Galerie Fine
    FORMATO
    Página simples: 20,8 x 27,5 cm (0,5 cm de sangria)
    Página dupla: 41,6 x 27,5 cm (0,5 cm de sangria)
    Material: filmless PDF (arquivo digital) + prova de cor
    3) Organização:
    Encadernação: Lombada colada
    Edição analisada: Ano 28 | Dezembro de 2013/ nº 228
    Número total de páginas: 122
    Número de páginas de publicidade: 36
    Seções:
    Páginas negras- entrevista com personalidades em páginas com o fundo preto. Na edição analisada a entrevistada foi Paula Lavigne, a entrevista se estendeu por 11 páginas.
    Expediente – além dos dados técnicos, foi apresentado as duas capas em miniatura das edições do mês.
    Índice – o índice traz os 12 temas que a Trip considera prioritários e essenciais e que inspiram os princípios da Revista e do Prêmio Trip Transformadores. Relacionando-os com as matérias da revista, através de linhas.
    Os temas são: Corpo, Alimentação, Trabalho, Sono, Teto, Saber, Liberdade, Biosfera, Conexão, Diversidade, Acolhimento e Desprendimento.
    Editorial – O Editorial da edição analisada não dispunha de nenhum recurso gráfico além do textual, ocupando uma página.
    Cartas (espaço do leitor) – O destaque dessa seção esta nos textos dos leitores, que são em sua maioria enviados por redes sociais, e são todos curtos.
    Umbigo – espaço em que a revista divulga seu conteúdo presente em outros meios. Como o site, rádio, edições especiais, prêmios e mídias sociais.
    Salada- Se trata de uma seção que apresenta diversas notas sobre temas diversos. Estão elencadas na revista de forma sequencial, com alguns anúncios intercalados no final. Seguem o mesmo projeto gráfico. Notas fixas são “Baú da Trip”, que relembra capas de edições antigas e “Nomes Adequados e Nomes Inadequados”, um concurso cultural em que os leitores enviam nomes que combinam com o trabalho de alguém, ou que é totalmente inapropriado para o que o dono do nome faz. São escolhidos 3 de cada, e os selecionados ganham uma assinatura da revista. Ao total, essa seção possui oito páginas nesta edição.
    Trip Girl – Ensaio de nu artístico, com perfil da garota fotografada, que nessa edição foi Bárbara Paz, o ensaio ocupou 14 páginas.
    Reportagens – Ao total são 4 reportagens. Sendo uma sobre mergulhadores, uma sobre o festival de Caldas Coutry, uma sobre um clube para negros de São Paulo da década de70, uma sobre o prêmio Trip Transformadores,
    Moda – Ensaio de moda com o tema surf, trabalhando a sobreposição e transparência de fotos, relacionando skate com surf.
    Colunas- são no total 7 com uma página cada. São as últimas 7 páginas da revista, e todas estão acompanhadas por ilustração de Carnovisk. Cada coluna possui um tema, que são: Mundo Livre, Antivírus, Outra Política, Polaroid, Código Aberto e Outras Palavras.

    4) Tipologia: A tipologia da revista é muito variável, se modificando conforme o tema. É possível notar o estilo de David Carson, referencia da tendência pós-modernista em design gráfico. Carson como outros designers pós modernistas, desafiaram as regras de legibilidade seguidas até então pelos designers, o que possibilitou o rompimentos de certos aspectos padronizados na área. Existem variações tipológicas em praticamente todas as páginas. Cada seção possui uma característica própria em sua tipologia.
    5) Diagramação:
    Há o uso de textos e frases sobrepostas e de textos que cortam imagens. As imagens interrompem os blocos de texto, ou então, o texto está nas imagens, além da diagramação acompanhar as bordas das imagens. As colunas utilizam bastante espaço, deixando a margem bem estreita. Nos títulos, intertítulos e olhos, a revista explora diferenças de corpo da mesma fonte. O desalinhamento horizontal das alturas das linhas de textos é usado para não confundir as colunas e as respectivas leituras. As páginas, na maioria, seguem a divisão por 3 colunas. Porém, é possível encontrarmos páginas com 1, 2 e até mesmo 4 colunas.
    6) Cores: As cores principais utilizadas pela revista são o preto, cinza e o branco. Possuindo também, em menor quantidade, as cores amarelo e vermelho. A revista segue um padrão modernista, fazendo um uso discreto das cores, para não distrair o leitor do conteúdo.
    7) Iconografia:
    O único ícone marcante é o nome da revista, TRIP, no canto esquerdo da capa, além desse, é possível identificar ícones que remetem a mídias sociais, como Twitter, Facebook, Google Livros, Youtube e a rádio Trip FM.

    Lucas Vieira

    16/01/2014 em 23:51

  60. Análise da revista: Pancrom News, edição 25

    1) Identificação e segmentação: A revista analisada é a 25a edição da Pancrom News, editada pela própria Pancrom, e produzida em sua Gráfica, em São Paulo, com periodicidade semestral. A revista tem tiragem de 20 mil exemplares e é distribuída gratuitamente para os clientes da gráfica. Os demais interessados podem entrar em contato para comprar exemplares. Em cada edição, as reportagens e os textos da revista giram em torno de um eixo temático. Apesar de suas reportagens abordarem temas diversos, como cultura, artes, política e esportes, o principal público alvo são os interessados por Design Gráfico.

    2) Papel e formato: Como a revista é um portifólio da Pancrom, suas páginas procuram demonstrar a qualidade de impressão e todas as opções de acabamentos especiais oferecidos pela gráfica. No geral, suas páginas são de papel couché, com uso de diversos recursos gráficos e estéticos como aplicações de relevo, verniz, e até mesmo páginas de papel vegetal.

    3) Organização: A revista tem 96 páginas. A cada edição, o conteúdo gira em torno de um eixo temático central. Nesta, o tema “sonho” foi abordado nas seções fixas da revista: editorial, entrevista, séries de reportagens, além de perfis e crônicas.

    4) Tipologia: A revista segue um padrão tipológico, salvo algumas exceções – como matérias que utilizam algum recurso gráfico diferente do habitual. A variação ocorre normalmente nos títulos das matérias e nas cores utilizadas nos textos.

    5) Diagramação: A Pancrom News utiliza diversos esquemas de modulações de páginas em sua revista, funcionando como um exemplar das possibilidades que a gráfica Pancrom oferece aos seus clientes. Com dimensões aproximadas de 30cm x 30cm, a revista aproveita seu tamanho e faz um bom uso de imagens, utilizando páginas inteiras para fotografias, desenhos e outros recursos gráficos (por exemplo o uso de páginas em branco combinadas com papel vegetal). A textura pode ser notada logo na capa, onde há a aplicação de relevo seco e um verniz aromático de chocolate, e continua a ser utililizada em outras páginas da revista. Outro recurso interessante utilizado em uma das matérias foi a presença de um gráfico em forma de linha do tempo que acompanhava o desenvolvimento da reportagem, ou seja, quando o texto tratava a música nos anos 70, este se encontrava logo abaixo do espaço entre as décadas de 70 e 80, e assim por diante.

    6) Cores: Não encontramos um padrão de cores que identifique a identidade cromática da revista. Pode-se perceber que o uso de diversas cores, padrões e estilos, demonstra a versatilidade editorial da publicação, que conforme a especificade de cada matéria, faz uso de cores que permitem identificar o texto, e não a revista em si. Por exemplo, a revista traz uma grande entrevista com o José Genoíno, do PT, na qual a cor vermelha não apenas predomina, como é um recurso de identificação da matéria.

    7) Iconografia: O uso de traços iconográficos é dificilmente encontrado na revista, uma vez que não possui uma identidade a ser reforçada, mas sim o interesse em demonstrar as possibilidades que a Pancrom oferece aos seus clientes. Alguns icones podem ser encontrados, mas não ditam um padrão. O maior ícone é o logotipo com a letra “P”, da gráfica.

    Ana Carla Chiavegatti e Tauã Miranda

    17/01/2014 em 3:21

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