teia de ideia [mídia e tecnologia]

Francisco Rolfsen Belda

Roteiro para o trabalho de análise de jornal

com 145 comentários

A proposta do trabalho de análise de jornal impresso prevê o exame crítico dos aspectos lógicos e estéticos da organização editorial e da composição gráfica das publicações selecionadas, considerando cada um dos seguintes aspectos:
1) Identificação e segmentação: nome do jornal, país/estado/cidade de publicação, tipo de público, periodicidade, segmento temático, nível de especialização, abrangência da circulação, tiragem, preço da assinatura e da venda avulsa.

2) Papel e formato: tipo de papel, cor do papel, dimensões do página e, eventualmente, uso de dobras e outros recursos especiais.

3) Organização: volumes, com número de páginas e divisão de cadernos; descrição de editoriais, seções, suplementos; modelo de encadernação e acabamento.

4) Tipologia: critérios de aplicação de diferentes famílias tipológicas e variações conforme categorias textuais, gêneros jornalísticos etc.

5) Diagramação: esquema de modulação das páginas, flexibilidade no uso de padrões, uso de branco, relações significativas entre texto, imagem e recursos gráficos (fios, linhas, molduras, texturas, boxes etc.)

6) Cores: identidade cromática dos elementos de diagramação, paletas de identificação de cadernos, tonalidades predominantes e seu valor significativo.

7) Iconografia: uso de ícones, marcas, selos, vinhetas, tarjas, timbres de logotipos, logomarcas e outros elementos componentes da identidade visual.

Como referência de estudo sobre esses aspectos do projeto gráfico-editorial, pode ser utilizada a apresentação “Aula 1 – Planejamento gráfico-editorial aplicado ao jornalismo”, disponível para download através da rede de computadores do Laboratório de Editoração Eletrônica (LEE).

Para se entender melhor cada aspecto a ser analisado, também podem ser consultados os livros e outros documentos de referência componentes da bibliografia da disciplina e do acervo de publicações disponibilizado, no laboratório, em todas as aulas, pelo professor.

O desempenho dos alunos nesse trabalho será avaliado a partir da entrega de um relatório e da apresentação de um seminário para os colegas da disciplina.

O relatório deve ser produzido em duas versões:

a) Apenas texto, com identificação do(s) aluno(s) e do jornal analisado e um parágrafo com comentários resumidos sobre cada um daqueles aspectos. Essa versão deve ser publicada como comentário aqui ao final deste post.

b) Apresentação de slides (feitos, por exemplo, com Power Point ou equivalente), também identificado, combinando comentários escritos e exemplos visuais, com imagens extraídas de páginas selecionadas do jornal (que podem ser “escaneadas”, por exemplo, aqui mesmo em nosso laboratório). Essa versão deve ser apresentada durante o seminário e entregue, em formato digital, através de pasta compartilhada na rede de computadores do LEE.

Se você quiser ir além dessas orientações e engrandecer seu trabalho (por exemplo, analisando outros aspectos gráfico-editoriais, entrevistando profissionais que atuam no jornal ou escrevendo uma monografia sobre o assunto), então vá em frente. Você só tem a ganhar!

Prazo de entrega da versão em texto, publicada aqui neste post ou em PDF na pasta compartilhada: 04 e 05/05/2020

Data de apresentação de seminários: 04 e 05/05/2020.

Ainda tem alguma dúvida? Pergunte em sala de aula ou me envie um email: francisco.belda@unesp.br

Bom trabalho!

Escrito por Francisco Rolfsen Belda

18/04/2017 às 8:00

Publicado em Planejamento Editorial

145 Respostas para 'Roteiro para o trabalho de análise de jornal'

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  1. O jornal analisado corresponde a uma edição de 2009 do Financial Times Oriente Médio, sendo assim, não há garantia que todas as características apresentadas também estejam presentes nas de mais edições (Reino Unido, Estados Unidos, Ásia, Europa e Índia).

    1. Identificação e segmentação: Financial Times é um jornal do Reino Unido, publicado pela manhã em Londres, possui seis edições diárias: Reino Unido, Estados Unidos, Ásia, Europa, Oriente Médio, Índia. Pelo que pude analisar da publicação, esta é dirigida a um público de classe média alta e classe alta. É um jornal econômico, um dos mais importantes do mundo, compete diretamente com o norte-americano Wall Street Journal. Tem um nível de especialização altíssimo, o que acarreta em uma grande influência em governos e empresas. Segundo dados não oficiais coletados na internet, a publicação circula por 140 países.

    2. Papel e formato: o Financial Times é reconhecido pelo seu papel de cor salmão, tem formato standard (295×520).

    3. Organização: há divisão em dois cadernos, um para notícias em geral de nível nacional e internacional. O outro caderno nomeado Companies and Markets cobre notícias empresariais e de mercados e é separado do caderno geral.
    Obs. Na edição analisada, há dois cadernos especiais, um intitulado World Economy , dentro do caderno geral e o segundo FT fm, de dimensões menores e independente dos demais.
    Caderno Geral (14):
    ? Capa
    ? World News (6)
    ? Analysis (1)
    ? Fashion and Arts (1)
    ? Letters (1)
    ? Comment (1)
    ? Business Life (1)
    ? Middle East Focus (1)
    ? THE LEX COLUMN (1)

    Companies and Markets (14):
    ? Capa
    ? Companies| International (4)
    ? Managed funds service (4)
    ? American and British Stocks/ Other International Stocks (1)
    ? Market Data (1)
    ? Markets and Investing (2)
    ? Markets (1)
    World Economy (6)
    FT fm (12)

    4. Tipologia: fonte própria do jornal, nome do jornal em caixa alta e negrito. As matérias principais de cada página têm seu título em negrito a fim de destacá-las. Os títulos em preto se destacam bastante no papel de cor salmão.

    5. Diagramação: casamento de texto e imagem na maioria das matérias.
    Margem pequena.
    Área de mancha bem aproveitada e sem espaços em branco.
    Elementos de texto
    Títulos: preto e negrito para as matérias principais.
    Chapéu: não há chapéu nas matérias.
    Legendas: negrito.
    Autor: depois do título.
    Crédito da foto: quase imperceptível.
    Fio-data: topo de cada página, do lado esquerdo.
    Número da página: topo da página, do lado direito.
    Elementos de imagem
    Fotografias e imagens: podem ser coloridas ou em preto e branco, depende do destaque de cada matéria e da importância da associação entre imagem e texto. Por ser um jornal de economia, o uso de gráficos é recorrente.
    Anúncios publicitários, normalmente, ocupam o canto inferior direito da página.

    6. Recursos gráficos
    Grid com 8 colunas. Um box na capa com alguns dos destaques da edição, separado do restante das manchetes por uma linha e certo espaçamento. Fio de divisão entre a linha-fina e o nome do autor e também entre matérias da mesma página.

    7. Cores
    A edição do Oriente Médio é caracterizada pelo uso do vermelho no seu nome algumas linhas de divisão e alguns títulos em sua capa. O restante do jornal só faz uso de preto. Porém, o nome dos cadernos especiais vem em azul. No caderno FT fm, há o uso de dois tons de azul.

    8. Iconografia: uma estrela no centro do topo de capa página.

    Amanda Fonseca

    10/04/2013 em 18:40

  2. O Le Monde Diplomatique Brasil é um jornal mensal publicado na cidade de São Paulo. Com uma média 2,5 leitores por exemplar, o jornal possui uma tiragem de 40 mil por mês. Aborda principalmente a política, a economia, a cultura e o meio ambiente no Brasil e no mundo. Por tratar cada assunto de maneira aprofundada e reflexiva, buscando contextualizar o tema, o Le Monde atrai um público intelectual – e também de alta renda, devido ao alto preço do produto.
    O jornal apresenta alta qualidade material, publicado em papel couchê fosco (80g) e com dimensões próximas a de um standard (: 29,5 x 39,5cm). Encadernado em um volume único, com 40 páginas, e grampeado (como uma revista). Não apresenta editorias nem seções fixas, como na maioria dos jornais. Em vez disso a temática tratada em cada matéria é indicada em negrito, no canto esquerdo, acima do título. Esta edição vem com um suplemento: um encarte acoplado ao caderno chamado “Cadernos da América Latina XVI”.
    A tipologia é marcada pelo estilo sem serifa, exceto pelo corpo de texto que é serifado. O nome do jornal tem tipologia humanista, sem serifa e é escrito em itálico. O título das matérias, a capitular e a identificação da temática tem tipologia transicional, sem serifa e são escritos em negrito. A linha fina e a legenda têm a mesma tipologia, porém são escritas em modo regular. Os corpos de texto são do tipo transicional serifado em modo regular.
    O esquema de diagramação das páginas de matérias é padronizado de maneira uniforme. As matérias são acompanhadas por uma foto, ou fotomontagem, ou ilustração, ou charge. Alguns recursos gráficos dão identidade ao jornal como a linha preta no alto de todas as páginas, e a página do sumário. Esta é dividida em 3 colunas. A primeira com um boxe de informações sobre o jornal, a segunda com o sumário e a terceira com as cartas do leitor. As duas últimas são separadas por uma linha verde.
    O preto, o branco, o cinza e o verde compõem a identidade cromática do jornal. O preto, o branco e o cinza proporcionam seriedade. Isso fornece credibilidade e atrai o olhar para o os textos. Os pequenos detalhes em verde caracterizam a nacionalidade do jornal – uma versão brasileira do Le Monde Diplomatique francês. Quanto à iconografia, esta não é muito utilizada, o único recurso presente é o uso de um símbolo gráfico ao final de cada matéria, indicando que ela termina ali.

    Lívia Lago

    12/04/2013 em 20:38

  3. THE CLINIC

    Tudo começou como uma brincadeira de amigos, que resolveram “zoar” com o fato de que o ditador Augusto Pinochet estava detido na The London Clinic (e ficou lá por mais de um ano). Então os caras fizeram montagens engraçadas com fotos dos governantes e saíram distribuindo de graça pela cidade, num jornaleco de quatro páginas.
    Pinochet morreu em 2006, mas o jornal já não se limitava a brincar com fotos do ditador. The Clinic cresceu tanto que virou até UM BAR. Sim, um bar. Um prédio de três andares com vários ambientes (tem até uma loja), decorado com as manchetes da semana nas paredes. Dizem que é um dos melhores lugares para se sair em Santiago.

    1)Identificação e segmentação: The Clinic, jornal de Santiago, no Chile. Definido como popular, de periodicidade semanal. Sua linha temática é basicamente a política vista pelo lado cômico. O semanário pode ser considerado uma publicação segmentada, por tratar de assuntos políticos e humorísticos, com uma tiragem de 35 mil exemplares, segundo dados de 2011.

    2)Papel e formato: Acredito que é um tipo de papel-jornal de gramatura média ou alta, apesar de não sujar as mãos. As páginas são grampeadas e tem a medida de 265 x 430, o que se aproxima mais do formato germânico de jornal.

    3)Organização: The Clinic é composto, atualmente, por 32 páginas, sendo a primeira a capa, a penúltima, o que se pode chamar de quadrinho, e a última, a contracapa. Caderno único com várias seções. As duas primeiras páginas de dentro da revista são preenchidas com várias chamadas, frases, piadinhas, em caixa-alta e negrito, separadas por linhas também grossas. Nas páginas 4 e 5 está um resumo dos acontecimentos importantes da semana. Matérias, entrevistas e textos de opinião também separados por linhas. Na página 6 está o editorial, fonte grande, foto grande, a seção ocupa a página toda. A página 8, pelo menos da edição avaliada, tem um texto de opinião e uma charge grande. É importante ressaltar que há, no canto inferior de cada página, uma seção “SABÍA USTED QUE…” em que a frase é completada com alguma piada. A entrevista central, de mais destaque da edição, tem uma página só com a foto do entrevistado, sendo as seguintes com título e linha fina com fonte grande. Segue o padrão de foto e fontes grandes para as matérias seguintes. Uma matéria de um especialista da área econômica é destacada com uma borda cinza, diferenciando-a das demais. A página 22 contém um quadrinho e montagens no photoshop com fotos de políticos. Na página 24 tem um conto, com uma ilustração. A página 25 é composta pela seção “Un touch de cultura” com vários quadros e notícias em nota. A penúltima página também é composta por quadrinhos, feitos a partir de montagens no photoshop. As duas capas (capa e contracapa) são elaboradas de maneira que qualquer uma pode ser a “verdadeira” capa. O jornal não tem muitas propagandas, divulga seus próprios produtos e seu bar. Encadernação? Acabamento?

    4)Tipologia: Fonte serifada no título do jornal e no restante do interior da publicação. Manchetes das capas não serifadas. O título do jornal é em branco, contrastando com um retângulo preto ao fundo. As manchetes são em cores chamativas e contornadas por outras, também coloridas. No caso da publicação analisada, a manchete é amarela, contornada de rosa. Há variações dessas cores pela página, com palavras só rosa, só amarelas, ou só brancas, por exemplo. Quadros coloridos também são usados, sempre dentro do jogo de cores da edição. Dentro do jornal, inúmeras variações de fontes, com títulos grandes e chamativos que, no entanto, não são desconfortáveis aos olhos. Uso de letras capitulares no início de cada matéria, mas sem um padrão de tamanho para as mesmas seguirem (algumas cobrem 4 linhas de letras normais, outras 5, 6 ou 7 linhas).

    5)Diagramação: Uso frequente de linhas para separar colunas, frases, propagandas, ou o “olho” de alguma matéria. Linhas pontilhadas na seção “Pipazos”. Presença do branco, não de modo exagerado, mas o suficiente para dar um ar mais limpo e organizado ao jornal. Fotos e ilustrações grandes, compondo o texto (ou o texto contornando).

    6)Cores: Basicamente preto (fundo claro) e branco (no caso de um fundo escuro). Algumas coisas coloridas, como o título do conto na página 24, quadros na página 25, algumas letras no título da matéria na página 18, a charge na página 8… As capas apresentam manchetes com letras coloridas, cada edição apresenta um jogo de cores diferente, mas normalmente é algo como o amarelo, rosa, branco ou vermelho.

    7)Iconografia: Símbolo do THE CLINIC no canto inferior de cada página. Uma flechinha aparece no fim de cada texto. No resumo da semana aparece o ícone de óculos de grau. Na parte de estatística também há um desenho ilustrando o quadro. Citações com aspas grandes. Algumas colunas tem uma ilustração que representa o colunista.

    Bibiana Garrido

    13/04/2013 em 14:44

  4. Jornal: LANCE!
    Data de veiculação: Quinta-feira, 28 de março de 2013.
    1 – Identificação e segmentação: LANCE! é um jornal de abrangência nacional, com quatro capas regionais: Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Paraná (a edição analisada por mim corresponde à edição que circula no estado de São Paulo). É um jornal diário, voltado para leitores de classe média. O LANCE! apresenta segmentação por tema, afinal é um jornal de conteúdo exclusivamente esportivo (dando preferência ao futebol) e apresenta alto nível de especialização.
    2 – Papel e formato: LANCE! é um jornal no formato Tablóide (265 x 290), possui grampos nas dobras de forma que as páginas não se soltem.
    3 – Organização: Possui apenas um caderno, com 32 páginas, dividido por seções.
    * Capa (1)
    * “Apito Inicial” (4)
    – Tabelas de jogos e classificações de campeonatos estaduais e internacionais ocupam metade de todas as páginas da seção “Apito Inicial”.
    -Colunas e humor (3)
    – Chamadas para o site LANCENET! (1)
    * Santos (3)
    * Paulistão (1)
    * Palmeiras (4)
    -Importante ressaltar que o Palmeiras teve uma página a mais que os demais times paulistas por conta da goleada de 6 a 2 que sofrera na véspera.
    * São Paulo(3)
    * Corinthians (3)
    * Futebol Nacional (1)
    * Futebol Internacional (1)
    * Cariocão (1)
    *Especial – Interdição no Engenhão (5)
    *Poliesportivo
    – Basquete, vôlei, automobilismo, ginástica e tênis (1)
    *Intervalo
    -Palavras cruzadas, Sudoku, guia sobre jogos e programas esportivos que irão ao ar na TV. (1)
    *Última página (1)
    – “Figurinhas do tempo” – Momentos marcantes que ocorreram no mesmo dia do jornal veiculado (28 de março) ao longo dos anos.
    – Coluna
    – “Boladas” – citações de atletas durante a semana.
    4 – Tipologia: Fonte própria do jornal. Letras serifadas nas manchetes e chamadas para seções, letras não serifadas no corpo dos textos. O tamanho varia de acordo com a relevância que o jornal dá às notícias veiculadas. (Por exemplo, na edição analisada, a manchete com as letras maiores corresponde às reportagens sobre a goleada sofrida pelo Palmeiras e a interdição do estádio João Havelange, o Enenhão, no Rio de Janeiro).
    5 – Diagramação: Capa com grid de três colunas, o restante do jornal possui um grid de 5 colunas. Não há espaços em branco. O LANCE! é um jornal que utiliza muito de imagens e recursos gráficos variados, tais como tabelas, boxes e desenhos de campos de futebol, a fim de ilustrar padrões táticos dos times.
    6 – Cores: LANCE! é um jornal extremamente colorido. As cores variam de acordo com as seções. A seção “Apito Inicial’ e a última página são caracterizadas pela cor laranja, as tabelas dos campeonatos vêm em tom amarelo. Cada time paulista é identificado por uma cor (Santos = cinza claro, Palmeiras = verde, São Paulo = vermelho e Corinthians = cinza escuro), essa cor aparece no topo da página onde a seção do time é apresentada, na chamada da linha fina, nas letras capitulares, nos trechos destacados das matérias e colunas e nas linhas que separam as reportagens. As demais seções vêm em laranja e azul e as seções “Poliesportivo” e “Intervalo” são vermelhas.
    7 – Iconografia: O nome do jornal não aparece inteiro na capa, há apenas um “L!” em amarelo sobre um fundo verde imitando o escudo de um clube de futebol. Para marcar o início de um novo tópico nas páginas, há um traço na diagonal de cor carcterística de cada seção. As legendas das fotos vêm precedidas de um ícone de uma máquina fotográfica, outros ícones encontrados ao longo do jornal são os de um raio, uma estrela, um círculo e um lápis. Na seção apito inicial, há o ícone de um “play”, no espaço”Figurinhas do tempo”, os ícones de “Avançar” e “Retroceder” e no espaço “Boladas” o ícone de um balão de fala.

    Ana Carolina de Oliveira

    13/04/2013 em 18:38

  5. Análise – Jornal Bild (Alemanha)

    O jornal alemão Bild é um tabloide progressista considerado best-selling por conta de sua popularidade e alto nível de vendas em toda a Europa. O Bild é de Munique, mas também é impresso em outras cidades do país. Seu público-alvo é de caráter popular por conta da essência do jornal. Publicado diariamente, ele é composto por uma diversidade de assuntos, mesclando fofocas de celebridades, análises políticas, histórias criminais, muitos anúncios, manchetes sensacionalistas e mulheres de topless nas capas para chamar a atenção dos leitores. Possui uma abrangência muito grande de circulação, e é considerado o maior jornal da Alemanha. No domingo, ao invés do Bild, é publicado o “Bild am Sonntag”, que possui um estilo e segmento temático diferentes, além de ter editores próprios.
    O tipo de papel é papel-jornal, com as dimensões e formatos nórdicos (376x528mm), tabloide. O Bild contém, em média, 10 páginas por edição e não é dividido por editorias, é um caderno único. As páginas da edição que analisei (2 de março de 2012) são cobertas de anúncios, notícias variadas, dicas sobre moda, entretenimento, entre outros. A encadernação é do tipo “cebola”.
    Em relação à tipologia, não há um critério básico para a aplicação de diferentes famílias tipológicas no Bild. A preferência é de fontes modernas e diferenciadas, que têm como objetivo chamar a atenção do leitor. O uso de itálico e negrito também é comum. Não existe padrão de fonte tanto em títulos, quanto no corpo das matérias, assim como no alinhamento das palavras e textos.
    A diagramação é bem livre, com o uso do branco no fundo da página, mas constante uso de cores, cujo objetivo é destacar certo bloco ou matéria. Não há critério para uso de grade. Além de caixas quadradas, existem molduras e texturas em formatos circulares. Destaque para as construções temáticas na diagramação conforme o assunto reportado. O jornal Bild é composto por muitas imagens com tamanho grande, o que o torna ainda mais colorido, chegando até a se assemelhar com pôsteres. Recursos gráficos, como infográficos não são muito usados, exceto na previsão do tempo.
    Os títulos são bem destacados, com fontes e cores variadas e sem um padrão definido de alinhamento e tamanho. Esse recurso é bem livre. A linha fina é usada em algumas matérias, não há capitular e as legendas das fotos são destacadas. A assinatura do autor aparece, geralmente, abaixo do título ou linha fina. Contudo, pode estar também em uma pequena caixa. Já os créditos são mais discretos e padronizados. Aparecem no canto direito das imagens, na vertical em letra maiúscula e em negrito. A numeração de páginas e fio-data, que se encontram na parte superior da folha, também possuem um aspecto mais discreto. Os números de página ficam na extremidade mais externa e o fio-data, o qual é escrito com letra maiúscula e contém a data e o nome do jornal com uma estrela ao meio, mais internamente.
    As ilustrações do Bild são predominantemente digitais, além do uso de recursos estilísticos para ilustrar a matéria, como já foi comentado acima. O posicionamento das ilustrações e a forma como elas são dispostas no jornal, concede ao Bild um aspecto despojado e de rápida leitura. Quadros e boxes são muito utilizados, ao contrário de infográficos e tabelas.
    As cores são, talvez, o elemento que mais chame atenção ao pegarmos o jornal Bild, por conta do excessivo uso do vermelho e preto, como ferramentas de destaque, sem contar, claro, com as imagens. A tendência é o uso de diferentes cores chamativas em uma mesma página, destacando uma matéria da outra. Em um mesmo título e matéria, usa-se cores diferentes, como o rosa, preto, negrito.

    Camila Calvo Pasin

    14/04/2013 em 14:02

  6. João Pedro Ferreira e Isabela Giordan

    1) Identificação e segmentação
    Nome: Jornal Agora São Paulo
    País/estado/cidade de publicação: Brasil/São Paulo/São Paulo
    Tipo de público: Classes C e D
    Periodicidade: Diária
    Segmento temático: Geral
    Nível de especialização: Nenhum
    Abrangência da circulação: Estado de São Paulo, 92.046 em média.

    2) Papel e formato
    Tipo de papel: papel jornal
    Dimensões da página: 295×520, e o suplemento é metade de uma página grande.

    3) Organização
    Com número de páginas e divisão de cadernos: Primeiro caderno: 16 páginas; Segundo Caderno: 8 páginas; Terceiro caderno: 16 páginas; Quarto caderno: 8 páginas.
    Descrição de editorias: Olá (entretenimento), Nas Ruas (Cotidiano/Policial), Torpedos (Notas Curtas em geral). Dicas (Serviço), Grana (Economia), Trabalho (Emprego), Cidadão (Defesa do cidadão), Mundo (Internacional), Brasil (Política), Vencer (Esportes), Show (Entretenimento especializado) e Máquina (Carro).
    Seções:
    Olá: Rapidinha, Zaapping, Editorial, Destaque do Dia
    Nas Ruas, Torpedo e Brasil: não possui uma seção
    Dicas: Previsão do tempo, Loterias, Rodízio e Telefones úteis
    Grana: Ações, Suas contas, Tire Dúvidas do IR
    Trabalho: Funcionalismo
    Defesa do cidadão: Desabafo, Outras reclamações, Fale com o Agora
    Vencer: Caneladas do Vitão, Bola na Rede, Tabelas, TV Hoje, São Paulo, Continhians, Santos e Palmeiras, Liga e Giro
    Show: Voltaire de Souza, Roteiro, Cinema, Televisão, TV Paga, Alto-Astral, Diversão, Cinema (programação dos cinemas e endereços), Turismo.
    Máquina: Capa, Táxi, Caminhões, Motos.
    Suplementos: Revista da Hora
    Modelo de encadernação e acabamento: Cadernos separados.

    4) Tipologia
    Serifa Grossa: nos títulos do Jornal e das Editorias
    Sem Serifa: Título de matérias e texto
    Grifos: destaque em palavras que geralmente dão a ação na manchete
    Colunas: Cinco na capa e nos cadernos meia página e seis no interior dos cadernos de página inteira.

    5) Diagramação
    Esquema de modulação das páginas: A1, A2, …, B1, B2, …, C1, C2, … D1, D2,…
    Flexibilidade no uso de padrões: Pouca
    Uso de branco: Pouco.
    Relações significativas entre texto, imagem e recursos gráficos (fios, linhas, molduras, texturas, boxes etc): Fios entre algumas matérias, colunas, infográficos, boxes e seções.

    6) Cores
    Títulos das editorias: Letras brancas
    Tarjas vermelhas ao longo do jornal nos títulos de matérias
    Logo do jornal: Fundo bordô
    Fundos das Editorias:
    Olá: Vermelho escuro
    Torpedos e Nas ruas: Vermelho
    Dicas: Laranja
    Grana e Trabalho: Verde
    Mundo: verde cobalto
    Brasil: Marrom
    Vencer: Azul
    Show: Roxo
    Máquina: Azul-Marinho

    7) Iconografia
    Tarjas vermelhas (ou pretas quando a folha está em preto e branco) em uma palavra dos títulos principais para destacar.
    Fotos dos colunistas ao lado de suas colunas.
    Nome do jornal no chapéu da página esquerda e nome da editoria e do jornal no da página direita, exceto nas capas das editorias.

    Isabela Giordan e João Pedro Ferreira

    14/04/2013 em 18:40

  7. O jornal analisado é The Wall Street Journal Europe; nº 94, do dia 14 de junho de 2011.

    IDENTIFICAÇÃO E SEGMENTAÇÃO: O Wall Street Journal é um jornal de língua inglesa especializado em temas econômicos. Publicado pela Dow Jones & Company, engloba: The Wall Street Journal, The Wall Street Journal Asia, The Wall Street Journal Europe e The Wall Street Journal Online.
    O exemplar analisado é The Wall Street Journal Europe, jornal diário que cobre notícias regionais e globais, tendo um foco maior na economia. Foi fundado em 1983 e é impresso nas seguintes regiões: Bélgica, Alemanha, Irlanda, Itália, Espanha, Suíça, Turquia, Reino Unido e Israel. A circulação era de 75.996 exemplares diários, segundo dados da ABC, entre Janeiro e Julho de 2009.

    PAPEL E FORMATO: The Wall Street Journal Europe é impresso em papel-jornal de gramatura média. Seu formato é tabloide (265×290).

    ORGANIZAÇÃO: O jornal consiste em dois cadernos, inseparáveis, divididos na edição analisada da seguinte maneira:
    1. Primeiro caderno (17) ? Apresenta notícias de caráter econômico e político, com foco na Europa e nos Estados Unidos. Não é tão setorizado como o segundo caderno.
    1.1 Capa (1)
    1.2 Page two (1)
    1.3 News (1)
    1.4 Europe News (3)
    1.5 U.S. News (3)
    1.6 China (1)
    1.7 World News (2)
    1.8 In Depth (2)
    1.9 Opinion: Review&Outlook (1)
    1.10 Opinion (2)
    2. Business&Finance (14) ? Apresenta notícias econômicas, de maneira mais aprofundada e especializada. É a sessão que traz tabelas de análise econômica, cotação das bolsas de valores e outros indicadores econômicos.
    2.1 Markets (2)
    2.2 Blue Chips & Bonds (1)
    2.3 Global Markets Lineup (1)
    2.4 Personal Journal: Management (1)
    2.5 Sport (1)
    2.6 Off the Wall (1)
    2.7 Heard on the Street – Financial Analysis & Comentary (1)

    TIPOLOGIA: O nome do jornal na capa, o título do segundo caderno e a contracapa (Heard on the Street) estão em caixa alta e negrito. O título das matérias em ambos os cadernos também estão em negrito.
    O tamanho da fonte utilizada nos títulos varia de acordo com o destaque atribuído à reportagem e à sua disposição na página. O tamanho da fonte utilizada no corpo das matérias é pequena.

    DIAGRAMAÇÃO: O jornal é bastante equilibrado na relação entre imagem e texto: a maioria das matérias são acompanhadas por uma imagem ou uma tabela/gráfico. A margem é pequena e quase não há espaços em branco, no entanto o uso de propagandas que tomam meia ou página inteira são frequentes.
    Somente as matérias principais apresentam título acompanhado de linha fina. As legendas são em negrito e estão sobre uma linha que as separam do restante da matéria. O nome do autor da reportagem aparece antes do texto, também sobre uma linha que faz a divisão.
    O fio-data é no canto superior esquerdo e a numeração das páginas no canto superior direito. As fotografias da capa do primeiro e segundo caderno são coloridas, bem como as da Page Two (sumário da edição) e das principais matérias, no entanto a maior parte do jornal é em preto e branco.

    CORES: As capas dos cadernos e a contracapa são coloridas, porém os elementos gráficos característicos (como a fonte com o nome do jornal) são sempre pretos. A subdivisão das sessões dentro de cada caderno se dá com uma coluna preta horizontal no topo das páginas e, em seu centro, o título branco e em caixa alta.

    ICONOGRAFIA: Centralizado no topo de cada página de ambos os cadernos há o logotipo do jornal (“The Wall Street Journal” com fonte característica).

    Caroline Braga de Lima

    14/04/2013 em 22:56

  8. INTERNATIONAL HERALD TRIBUNE.

    1)Identificação e segmentação: o jornal escolhido chama-se International Herald Tribune e trata-se de uma edição global do The New York Times. O jornal circula em 160 países, sendo sua sede fixada em Paris, desde 1887. O IHT (como é abreviado) faz parte do The New York Times Company e reúne reportagens de correspondentes próprios e do jornal nova iorquino. Abrange os segmentos políticos, econômicos e culturais em especial da Europa e dos Estados Unidos, sendo seu público formado por leitores boa formação intelectual.

    2)Papel e formato: O International Herald Tribune é impresso no formato Standard (Broadsheet), possuindo o tamanho aproximado de 295mm x 520mm e não utiliza tipos específicos de dobras O IHT é impresso em papel jornal, de gramatura média (70-90g/cm²), em caderno único.

    3)Organização: o International Herald Tribune possui ao todo 18 páginas, e é dividido nas editorias:
    1.World News com os setores Europe, Middle East, United States e Asia;
    2.Sports, com os setores Soccer, Cricket, Baseball e Basktball;
    3.Culture, com os setores: Theather Music, Films/Books;
    4.Views, com os setores Editorial e Commentary Letters.;
    5.Business,com os setores: Technology, Media, Dealbook, Companies e Markets.

    A editoria World News utiliza em média 4 páginas, com divisões exatas entre as seções Europe, Middle East, U.S e Asia, tendo cada um deses setores uma página com, no máximo, 4 matérias. A Sports ocupa 2 páginas, as quais divide com a seção de tirinhas, sudoku e a palavra cruzada. A editoria Culture possuí o espaço de 3 páginas no jornal, com matérias longas e bem destacadas. Views ocupa 2 páginas, sendo uma exclusiva para as cartas de opinião e o editorial e a outra para a Commentary Letters. A editoria Business é o destaque do jornal, utilizando o maior número de páginas (cinco) e dividindo espaço com a propaganda de maior “importância”. O acabamento do jornal é em papel bruto, sem refinar as bordas e não há preocupação com camadas de brilho. Por ser caderno único e compacto, não possui grampos; também não solta tinta.

    4-)Tipologia: O IHT utiliza de uma tipografia gótica no nome do jornal, a mesma tipografia utilizada nas edições do The New York Times. A tipografia usada na manchete da primeira página e nos títulos das principais matérias das editorias é a mesma, sendo diferenciada apenas pelo tamanho e pelo uso do negrito nas demais matérias da página. Os subtítulos também são da mesma tipologia, porém sem o negrito e em tamanho reduzido. No corpo de texto, os tipos não se diferenciam, nem mesmo nas páginas de opinião (Views); a única diferença é o nome dos jornalistas com maior destaque nas Views (em negrito, fonte maior) do que nas matérias comuns.

    5-)Diagramação: A primeira página do IHT é dividida em seis colunas, com retângulos formados por linhas sutis, separando o texto principal dos secundários. A cidade de correspondência da matéria, o jornalista e o subtítulo são separadas por linhas. No rodapé da página encontra-se as cotações econômicas e os preços do jornal na América Latina. Pela página são distribuídas pequenas fotos das matérias secundárias de maior interesse e uma propaganda. A foto do texto principal é de grande escala, ocupando cinco colunas e quase metade da página. Acima do nome do jornal foi acrescentado um título para a matéria de maior destaque (além da manchete abaixo do nome), no caso “First Pope from the Americas”. Na Page Two continua-se o padrão das seis colunas, sendo as duas primeiras separadas das outras quatro por uma linha vertical que atravessa a página toda. A primeira matéria vem tão destacada quanto a da primeira página. Nas editorias, continua-se dando grande espaço para as fotografias e predomina-se os textos grandes, com duas matérias destaque e três dividindo a última coluna. A data no formato “Thursday, March 14, 2013” é repetida por todo o jornal, ao lado o número da página, no canto esquerdo de cima. Os colunistas possuem foto e nome em relevância. No geral, o IHT não utiliza de infográficos ou de boxes e, apesar de poucas propagandas, todas são muito destacadas, sendo que algumas ocupam uma página inteira.

    6-) Cores: O International Herald Tribune é impresso inteiramente em preto e branco. O destaque das editorias é o tom preto e os dos setores o cinza claro.

    7-)Iconografia: antes dos textos dos colunistas, há um espaço – retângulo – para a foto e seus nomes, padronizado. Existe, ainda, um pequeno mapa mundi indicando a localização geográfica das regiões que dão nome aos setores: Middle East, Europe, United States e Asia.

    Marina Rufo Spada

    14/04/2013 em 23:40

  9. O jornal é o mais lido e influente na Alemanha, apresentando duas edições, uma diária e outra de domingo.

    1) Nome do Jornal: Frankfurter Allgemeine Zeitung
    País: Alemanha – circulação nacional
    Estado Sede e Cidade: Hessen, Frankfurt Am Main
    Público: Principalmente meios empresariais e intelectuais e classe média alta
    Periodicidade: diariamente
    Segmento Temático: Política, Economia, Esporte, Cultura, Mercado Imobiliário
    Nível de especialização: Alto
    Abrangência da circulação: Nacional, chegando a ter 380.000 exemplares e a edição de domingo (Frankfurter Allgemeine Sonntagszeithung) tem circulação de 373.000.

    2)Tipo de Papel: Papel-Jornal
    Dimensões da Página: Standart (295×500)
    Faz uso de dobras
    Não é caderno único

    3)Volumes: 4
    Número de Páginas: 42
    Divisão de Cadernos: Política (10 pág.), Economia (18 pág.), Cultura (6 pág.),Mercado Imobiliário (6 pág.) e Mercado Financeiro (8 pág).

    Descrição de editoriais:
    a)Política: Considerado pela redação como Liberal-conservador, é mais conservador que liberal. Primeiro temos as notícias internacionais (3 pág.) e depois as nacionais (5 pág).
    b)Economia: Editoria liberal que aborda todos os temas econômicos possíveis, com um maior foco na Europa. Até contém uma seção de finanças extensa.
    c)Cultura: Classificada com a “esquerda” do jornal, é muito apreciado pelos intelectuais que consideram essa editoria como uma das mais importantes. Contem críticas as artes, música, cultura, etc.
    d)Mercado Financeiro: Ligada à editoria de Economia, essa parte traz dados extensos e noticias sobre as finanças do país. Tem também detalhadas informações numéricas sobre investimentos e fundos.

    – Seção de Esporte (2 pág.):
    Parte tímida do jornal, vem junto com a seção de mercado financeiro. Aborda os mais variados temas do esporte, mas deixa um enfoque maior para o futebol.

    – Cadernos em “cebola”

    4) O título do jornal é de estilo gótico, servindo como referência para os leitores. Não há grandes variações de tipologias de acordo com o gênero jornalístico. A mesma fonte é mantida em todas as editorias, é básica e de fácil leitura, assemelha-se ao Times New Roman. O negrito está presente nos títulos, títulos de legendas de fotos, títulos de textos de opinião e referência de página em que a notícia se encontra. Subtítulos e textos de notícias a letra é normal. Legendas de fotos tem fonte em itálico. Para colunas e algumas notícias, a primeira letra ganha destaque, o capitular. Todos os textos estão justificados, espaçamento é mínimo, presença de parágrafos e sangria.

    5) A página está dividida em seis colunas, os conteúdos estão fixamente organizados possibilitando uma leitura “limpa” e confortável. Não há uma flexibilidade no uso dos padrões, já que o jornal segue a risca seu estilo. O uso do branco é bem marcado, o que pode ser notado facilmente e isso resulta em uma diagramação que permite ao leitor uma visão ampla do jornal. O texto predominante é vertical, o tradicional nos periódicos. Uma curiosidade é que a fotografia só foi introduzida em 2007 na capa. Esta vem ilustrando a matéria principal e só ocupa a parte de cima, assim que com o uso da dobra, o jornal continua sendo chamativo. Temos fio data, capitular, linhas para dividir matérias ou para dar destaque para textos de opiniões. Interessante notar que a data, o número e pagina marcam cada folha. Boxes da cor vermelha são usados para dar visibilidade a certas seções e notícias do jornal. Propagandas não estão muito presentes, mas vem no canto de algumas páginas, e raramente ocupam uma inteira. Na edição número 53, um grupo de finanças fez uma propaganda em que havia superposição de elementos gráficos e imagens, o que “quebrou o gelo” do jornal. A interação entre imagem/fotografia e texto é bem feita, trazendo na maior parte das edições imagens criativas e interessantes. Na editoria de Cultura há a maior presença de fotos e imagens. Em Economia, gráficos e tabelas são maioria. Em geral, a diagramação é estruturada firmemente dando um tom comportado e rígido.

    6) Há uma cor padrão para títulos, sub-títulos e índices. Todo o jornal é escrito em cor preta, exceto em partes na capa do jornal em que algumas frases estão em grafia vermelha para dar destaque. Todas as editorias seguem as mesmas cores, assim que não há uma identificação visual pelas cores. As tonalidades predominantes são mesmo o preto, cinza e vermelho. Essa permanência de cores implica na passagem de uma imagem séria, sóbria e conservadora do jornal que é o mais lido da Alemanha.

    7) Não há uso de ícones, marcas ou selos. O nome do jornal esta presente em algumas páginas do jornal no topo. Cada editoria na página de capa vem em fontes grandes o que divide os assuntos do jornal. A identidade visual é feita por essa sobriedade de elementos, cores e logotipos não tão presentes.

    Maria Esther Castedo Valdiviezo

    15/04/2013 em 0:16

  10. Trabalho feito por Aline Antunes e Marina Machuca

    1)Identificação e segmentação:

    A Gazeta do Povo é o maior jornal em circulação no Estado do Paraná, Brasil, sediado em Curitiba.
    Ele foi fundando em 3 de fevereiro de 1919, sendo o mais antigo do estado.
    A Gazeta do Povo possui circulação diária em todo o Paraná, com alguns suplementos que são destinados apenas a Curitiba e região.
    Mesmo com seu foco destinado a população paranaense o Jornal pode ser encontrado em demais estados, como: São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.
    É publicado pela Editora Gazeta do Povo S.A., do Grupo Paranaense de Comunicação (GRPCOM), que também é proprietário do “Jornal de Londrina”.
    O público alvo do jornal é a classe média/classe média alta.
    É um veículo que possui um caráter político regional muito forte, temas importantes ao estado e sua política são de grande relevância.
    A edição utilizada para a análise foi a de sexta-feira, 12 de abril de 2013.

    2)Papel e formato:
    O jornal é publicado em papel-jornal e tem formato Standard (295×520).

    3) Organização:
    O jornal possui cinco cadernos diários, separados e alguns suplementos semanais e mensais. Algumas seções circulam apenas em Curitiba e região.

    Primeiro Caderno (21)
    – Capa (1)
    – Opinião (2)
    – Vida e Cidadania (6)
    – Vida Pública (5)
    – Economia (5)
    – Mundo (2)

    Caderno de Esportes – Esportiva (4)
    -Capa (1)
    – Opinião (1)
    – Futebol (1)
    – Copa 2014 (1)

    Caderno de Cultura – Caderno G – Roteiro de Fim de Semana (15)
    – Capa (1)
    – TV (1)
    – Cinema (4)
    – Música (3)
    – Teatro (3)
    – Exposições (1)
    – Agenda Cultural (2)

    Classificados (6)
    – Empregos (1)
    – Imóveis/Automóveis (1)
    – Diversos (1)
    – Obituário (1)
    – Serviços e Diversão (2)

    Justiça & Direito (17)
    – Capa (1)
    – Opinião (1)
    – Informação (1)
    – Entrevista (3)
    – Artigo (3)
    – Reportagem (2)
    – Jurisprudência (1)
    – Concurso Público (1)
    -Segurança Jurídica (1)

    4) Tipologia: O jornal utiliza fontes serifadas. As fontes possuem, também, característica romana, mas estas podem variar. Os textos são feitos com fontes de largura condensada, e nos títulos de seções encontram-se expandidas.
    As fontes utilizadas no corpo do texto e títulos variam de acordo com a prioridade de destaque, principalmente na capa.
    Os títulos são sempre feitos em negrito, e podem ser de cor diferente de acordo com o caderno/seção, e nunca em caixa alta.

    5) Diagramação:
    Diagramação: Predomina o formato de 6 colunas, mas é bem flexível, pois o jornal explora o uso de infográficos e imagens.
    Margem: Grande
    Uso de branco: Em alguns casos existe um espaço significativo entre os parágrafos, porém na maioria deles as colunas são separadas por uma linha. O uso de branco é muito recorrente, principalmente, nas capas dos cadernos, as deixando com um visual mais “limpo”.
    Elementos de texto
    Títulos: Sempre em negrito.
    Chapéu: Existentes em algumas matérias.
    Legendas: Sempre em negrito.
    Autor: O nome dos autores encontra-se após o título e linha fina. Em casos de colunas, principalmente as de esporte, encontramos também uma pequena foto do autor.
    Crédito da foto:Variam entre as laterais ou parte superior das fotos.
    Fio-data: Presente no topo da página, e pode variar entre os lados esquerdo e direito.
    Número da página: Presente no topo da página, e pode variar entre os lados esquerdo e direito.
    Elementos de imagem
    Fotografias e imagens: O jornal explora o uso de infográficos, fotografias e demais imagens. A maioria delas encontra-se coloridas, mas também existem algumas em escala de cinza.

    6) Cores:
    As cores azul e laranja são predominantes e aparecem em quase todos os cadernos, principalmente nos de Esporte e Cultura. Até mesmo algumas capitulares recebem essas cores. O restante do jornal só faz uso do preto e, eventualmente, de detalhes em vermelho.

    7) Iconografia: Logo na capa do jornal já encontramos alguns ícones, como os que representam o jornal impresso, a versão online e seus aplicativos.
    Os topos das páginas seguem um padrão, como uma linha grossa que faz a divisão entre alguns dados, como número de página e caderno/seção, e o texto.
    Os nomes das seções e cadernos são também, sempre, demarcados por uma fina linha em cinza, formando um retângulo.

    Aline Antunes e Marina Machuca

    15/04/2013 em 0:20

  11. JOÃO OTÁVIO VASQUES ALVES
    RAFAEL RODRIGUES DA SILVA

    O veículo analisado foi o jornal Folha Universal, uma publicação do Grupo Universal. O veículo é de origem nacional, fechado na redação de São Paulo-SP e impresso pela Ediminas/SA – MG. Possui uma tiragem de 1811000 (um milhão oitocentos e onze mil) exemplares que são distribuídos por todo o território nacional com uma periodicidade semanal. O veículo é dirigido para o público em geral – e não apenas para os fiéis, como costuma-se pensar, ainda que o foco da publicação seja promover a igreja – e, por isso mesmo, possui uma segmento temático bem geral, abordando diversos temas, a um nível de especialização baixo.

    A publicação é impressa em papel jornal formato tabloide, com dimensões de 38,5x29cm, utilizando-se apenas de dobra central para melhor armazenamento e transporte.

    O jornal todo consiste de apenas um volume de 32 páginas, organizado em 3 cadernos: um caderno geral de notícias; o caderno FOLHA IURD para assuntos específicos da igreja; e um caderno FOLHA MULHER voltado para as fiéis do sexo feminino. Não há editoriais, e o caderno geral é dividido em 6 seções: OPINIÃO (com charges, comentários do leitor, recados da redação e informações técnicas de publicação), SETE DIAS (resumão do que aconteceu na semana e prestação de serviços), GERAL (com reportagens aprofundadas sobre temas de destaque), CAPA (a matéria de capa do jornal, que aparece como uma grande reportagem), BRASIL (pequenos drops de notícias sobre o que está acontecendo nas mais diferentes regiões do Brasil) e PONTO FINAL (matéria que fecha o jornal, normalmente sobre algum assunto de fora do país). O jornal é encadernado no formato cebola e possui bom acabamento, com um grid clean padrão e tem todas as suas páginas em impressão colorida de alta qualidade.

    A tipografia é bem variada, mas não é o que chama atenção para as páginas. O título do jornal usa uma fonte própria, diferente de todas as outras usadas pela publicação, de caráter gótico. O títulos das seções possuem uma fonte própria, não serigrafada. No nome dos cadernos usa-se uma terceira fonte diferente, serigrafada, fonte essa que também é usada nos boxes, notas, chapéus e legendas de foto. O títulos das matérias e a própria matéria dividem a mesma fonte, serigrafada mas diferente daquela usadas nos nomes dos cadernos e outros elementos de página. Apesar do uso constante de infográficos, esses não possuem uma fonte padrão própria, e podem utilizar até mesmo fontes que não são padronizadas pelo jornal. Há também o uso de capitulares no início de cada matéria, que usa a mesma fonte desta.

    As páginas não seguem um padrão de modulação específico, podendo ter 3, 4 ou 5 colunas, a depender dos recursos gráficos utilizados. Espaço branco é bem utilizado; os textos não aparentam estar condensados um no outro, e praticamente toda a separação de linhas e colunas é feita por espaços em branco (apenas nas falas de colunistas que a separação é feita por meio de bordas). Grande uso de recursos gráficos não apenas como auxiliares do texto, mas como principais elementos da página. A publicação também faz muito uso de boxes com fundo colorido (que os diferencia das matérias da página), e infográficos e fotos quase sempre em tamanho grande e sendo o destaque da página. Quando não são grandes, as fotos normalmente quebram o grid, colocando-as novamente em destaque.

    As cores são o elemento que traçam a linha mestra do jornal e, por isso, há um uso intenso delas. Basicamente, são as cores que diferenciam as diferentes seções do jornal. Seções OPINIÃO e PONTO FINAL: são mais sóbrias, com pouco uso das cores além das presentes nas fotos. São diferenciadas pelo uso de um azul bem neutro; seção SETE DIAS: já encontramos uma profusão maior de cores com a presença de boxes. O amarelo é a cor padrão da seção; seção GERAL: os elementos gráficos e as mudanças de cores começam a ser o foco das páginas a partir dessa seção. O marrom é a cor padrão dessa seção; seção CAPA: uso intenso de fotos e infográficos. Ao contrário do que acontece nas outras seções, as colunas e boxes presentes nessa não são da mesma cor que é usada como padrão na diferenciação da seção. Ao invés do laranja, as colunas e boxes possuem como um fundo um azul bem claro (quase um azul-bebê); seção BRASIL: mais uma vez a cor padrão da seção é o azul, mas dessa vez é um azul mais escuro do que aquele usada nas seções Opinião e Ponto Final. Assim como na seção Capa, as colunas e boxes daqui possuem fundo em cor diferente do padrão da seção (cinza claro); caderno FOLHA IURD: utiliza as cores da igreja (azul e vermelha), com predominância ao azul, que pode ser encontrado em três tons distintos (azul celeste, azul escuro e azul turquesa) e tem sua última página fechada na cor laranja (para seguir o padrão da seção CAPA, que vem em sequência); FOLHA MULHER: totalmente pensado em cima de cores pasteis e tons de rosa. Até mesmo as fotos da seção segue o padrão de cores de caderno. O rosa é a cor padrão que o diferencia.

    Assim como nas cores, há um intenso uso de iconografia na publicação. Por exemplo, os capitulares de cada matéria seguem sempre o padrão de cores da seção (laranja para CAPA, marrom para GERAL, etc). Usa-se também o ícone da pomba (símbolo da IURD) no final do texto que fecha o assunto que está sendo abordado (numa matéria sobre distribuição de renda, por exemplo, se o que fecha o assunto é a reportagem, o símbolo aparece após o último ponto final da reportagem; se é uma coluna que encerra o assunto, é colocado ao fim dessa coluna) sempre na cor base da seção em que se encontra. O nome do autor dos texto também é indicado por um elemento gráfico, com um pequeno quadrado da mesma cor seção, entre o título e o início da matéria, antecipando o nome do autor desta. As seções também são divididas em tarjas de diferentes cores, como já foi explicado no parágrafo anterior. Assim como também já foi falado anteriormente, é grande o uso de elementos gráficos que complementam as matérias, e o jornal conta com muitas infográficos, charges e gravuras, além das fotos. Além disso, o espaço dedicado à publicidade é pequeno, e toda propaganda presente no jornal é de elementos relacionados à igreja e ao grupo que ela comanda (emissoras de TV e rádio, livrarias e etc). Há um cuidado muito grande com todo o design do jornal – que é nitidamente o carro chefe da publicação – e ele é muito mais complexo de detalhista do que os jornais de distribuição gratuita que se costuma ver por aí.

  12. 1) Identificação e segmentação:
    O jornal escolhido para análise foi o Le Monde Diplomatique Brasil. O Le Monde Diplomatique surgiu na França m 1954 e atualmente é publicado em 25 idiomas, com uma tiragem de 2,4 milhões de exemplares. No Brasil, a primeira versão impressa surgiu em 2007 e a versão eletrônica em 1999. O lema do jornal é “Um novo olhar sobre o mundo. O novo olhar sobe o Brasil.”, pois apresenta matérias analíticas com o ponto de vista de diversos jornalistas brasileiros e internacionais.
    A edição avaliada é do ano 5/número 50 de 2011, foi publicada no Brasil, impressa na cidade de São Paulo, São Paulo e de circulação nacional. O público alvo do jornal são as classes sociais mais altas da sociedade, A e B. A publicação do jornal é mensal e ele é temático, abordando de maneira analítica o tema que foi predominante no mês, abordando também outros temas e assuntos que foram relevantes e que, ou não receberam tanta atenção da grande mídia ou foram tratados de uma maneira superficial.
    O Le Monde parte do factua, mas complementa a informação com a opinião de especialistas e uma visão crítica do assunto. É um jornal voltado para um público específico, que tenha interesse no aprofundamento da matéria e que possa disponibilizar um tempo maior de leitura. Têm destaque no jornal, notícias de maior relevância e análise mundial.
    2) Papel e formato:
    O Diplô é impresso em papel revista de alta gramatura, em formato de mural e organizado em caderno único. A capa do jornal é uma capa – mural, apresentando sempre uma imagem (foto ou charge) que ocupa maior espaço da página, o nome do jornal em destaque no início da página e as matérias de destaque na parte superior e inferior da página. Eventualmente, o jornal traz algum encarte não – destacável que apresente um desdobramento da matéria.
    3) Organização:
    O jornal é impresso em volume único, com no máximo 40 páginas numeradas de maneira linear. Ele não é dividido em cadernos ou editorias, pois como apresenta uma análise dos fatos, acaba abordando em uma única matéria, perspectivas econômicas, políticas, sociais e culturais. Na contracapa, o jornal apresenta as informações técnicas, o sumário e uma seção destinada às cartas dos leitores. A primeira página do jornal é o editorial e o miolo do caderno é dividido pelos temas. A última página do jornal é a seção “Livros” que traz resenhas e propagandas de obras. Os suplementos são esporádicos e aparecem como complemento à reportagem, seja com textos mais explicativos, esquemas ou pequenas matérias sobre algum ponto apresentado na matéria. Como o papel utilizado no jornal é bastante resistente, ele não é encardenado.
    Contracapa (1 página): informações técnicas, sumário e seção de cartas dos leitores.
    Editorial (1 página): texto de editorial.
    Miolo (33 páginas): reportagens, com divisão por temas e não por cadernos fixos.
    Livros (1 página): resenhas de livros e propagandas de obras
    As propagandas que aparecem no jornal, na maioria são governamentais ou sobre palestras e cursos sociais. Elas costumam ocupar uma página inteira ou meia página.
    4) Tipologia:
    O nome do jornal aparece dividido em duas partes: “LE MONDE” em caixa alta, mas com um tamanho de letra menor do que o “diplomatique” que aparece em caixa baixa, porém com um tamanho maior e variação de duas cores: preto (diplo) e cinza (matique). A identificação do país de publicação “Brasil” aparece em cima do título, em caixa alta e na mesma fonte da primeira linha, na cor verde. O lema do jornal “Um novo olhar sobre o mundo. Um novo olhar sobre o Brasil.” Aparece em caixa alta, com um tamanho de fonte menor e na linha logo abaixo o nome do jornal. Todas as fontes do título aparecem em itálico.
    Os nomes das seções e dos cadernos aparecem na mesma fonte e em caixa alta, no canto esquerdo superior da página, logo abaixo da linha – data. Os textos apresentam três fontes de letra: uma para o título, que aparece em negrito e com a primeira letra da frase em maiúsculo; outra para a linha – fina e outra para o texto.
    A cor utilizada é preta, mas em caso de entrevistas, o nome do entrevistado e o nome do jornal aparecem em cores diferenciadas. Por exemplo, na edição analisada, a entrevista com Fausto de Sanctis utilizou a cor verde para o nome do jornal e azul para o entrevistado.
    Os inter – títulos aparecem em caixa alta e em negrito, e os olhos aparecem com a primeira em maiúscula e em negrito. A fonte utilizada nas resenhas é a mesma que a das outras matérias, mas em um tamanho de fonte menor e com o título dos livros em vermelho. A tipologia varia de acordo com a divisão do texto e não com as seções ou cadernos.
    5) Diagramação:
    O jornal Le Monde Diplomatique, apresenta uma diagramação uniforme, com o predomínio de quatro colunas nos textos e no editorial, inicia o texto com uma capitular que ocupa cinco linhas e utiliza bastante o branco como fundo para os textos e para realçar as imagens. Ele apresenta ainda uma grande quantidade de fotos e de charges, que são alinhadas nas colunas, ocupando entre duas e três, conforme o enfoque que se quer dar , e elas aparecem, normalmente, nos cantos direito ou esquerdo. As imagens apresentadas conversam com os textos intensificando a crítica, sugerindo uma reflexão sobre o tema ou sintetizando. O Le Monde traz ainda boxes explicativos ou esquemas que complementam a matéria.
    A linha – data do jornal aparece na parte superior da página com o nome do jornal, país publicado e mês/ano de referência. A numeração das páginas aparece no canto esquerdo da página esquerda, e no canto direito da página direita. A diagramação do jornal é feita em grid com quatro colunas.
    6) Cores:
    Há pouca variação na cartela de cores do Le Monde Diplô. Como ele visa ser um jornal analítico, o foco fica nos textos e não nos recurso gráficos. As cores predominantes são o preto (fonte) e o branco (fundo), que transmitem seriedade. Alguns boxes e tabelas aparecem com uma leve tonalidade de verde, cinza ou amarela. O vermelho aparece nos títulos dos livros e na vinheta do “Leitura Obrigatória”. Nas matérias há variação da cor da fonte quando é uma entrevista e busca – se diferenciar o nome do jornal e do entrevistado.
    7) Iconografia:
    Como o Le Monde Diplô não apresenta cadernos e editorias fixas, ele não traz nenhuma marca, ícone ou selo. A vinheta de destaque é o “Leitura Obrigatória” da seção “Livros”. As tarjas e linhas são utilizadas como divisórias entre a linha data e o texto, início e fim da capa do jornal e separação entre a seção de cartas do leitor e o sumário.

    Moema Novais

    15/04/2013 em 7:27

  13. TRABALHO DE PLANEJAMENTO GRÁFICO-EDITORIAL
    Análise do Correio Braziliense

    Identificação e segmentação

    O Correio Braziliense, atualmente, é o jornal diário de maior circulação do Centro-Oeste e o de maior influência na região do Distrito Federal e das cidades satélites. De cada dez leitores de jornal da região, sete preferem o Correio. De acordo com o site do Diários Associados, com base na pesquisa da EGM Marplan, a média de circulação de segunda-feira à domingo é de 57.290 exemplares. Em relação à circulação da Folha de S. Paulo, O Globo e O Estado de S. Paulo, a participação do Correio no mercado do Distrito Federal é de 86%.

    Segundo a mesma pesquisa, a renda média dos leitores do Correio é de R$ 5.344,22. Diante disso, 69% pertencem à classe AB, 28% à classe C e apenas 4% à classe. Além disso, 53% dos leitores são do sexo masculino e 47%, do feminino.

    A especialidade do jornal é intensa no serviço ao Distrito Federal e às regiões vizinhas, principalmente quanto à questão política e econômica. No entanto, há segmentos direcionados a temas de interesse nacional, uma vez que é quase impossível falar em política sem mencionar Brasília.

    Papel e formato

    O tipo de papel utilizado na impressão do Correio Braziliense é o papel-jornal, com uma gramatura média, entre 70 e 90 g/m². O formato standard, 6 col x 52 cm, é predominante no jornal. Apenas o caderno Super Esporte é editado em formato berliner. Este possui uma dobra diferente, de um terço de página, para se encaixar ao restante dos cadernos.

    Organização

    O Correio Braziliense não apresenta um padrão regular de número de páginas. Esse número pode variar de 60 até 100. O exemplar analisado, de 27 de março de 2013 e de número 18.203, possui 66 páginas. Sua encadernação é feita de forma separada.

    O jornal dedica um caderno para a política e a economia do Distrito Federal. Chamado de Cidades, possui em média dez páginas e está inserido no Caderno Principal. Por esse motivo, é numerado de forma contínua. O caderno é apresentado com imagens e gráficos, que auxiliam a compreensão das matérias – cujas temáticas vão de violência e segurança pública à educação. A editoria Tome Nota ganha destaque ao fim da seção como uma forma de prestar serviço à comunidade. Nela, há informações sobre a temperatura, os destaques culturais e até publicação de reclamações formais feitas pelos leitores em relação às cidades ao entorno de Brasília. As seções são “Grita Geral”, previsão do tempo e “Crônica da Cidade”. Tem um público de 516 mil leitores, 55% do sexo masculino e 45% do feminino, com 75% sendo das classes AB e 25% da classe C.

    O suplemento Turismo, com em média seis páginas, é um dos mais ricos em fotografia. Apresenta pontos turísticos não apenas do Distrito Federal e região. O assunto de capa é aprofundado nas páginas interiores, com diferentes aspectos a serem considerados. Trazendo roteiros, dicas de viagem, serviço de hospedagem, transporte, pacotes e o que mais interessa ao mercado turístico. O suplemento circula todas as quartas-feiras, tendo em média 165 mil leitores – 77% homens e 23% mulheres; 80% classes AB e 18% classe C.

    O caderno Diversão & Arte trata de assuntos com ênfase no entretenimento e serviço sobre eventos que são realizados na região. O leitor tem espaço para expressar suas expectativas dos espetáculos e suas impressões, além da possibilidade de enviar suas dúvidas sobre português. Têm em suas páginas as seções: TV, Fama, Tantas Palavras, Horóscopo, Jogos, Programação dos canais abertos, resumo de capítulos das novelas, “Pena Capital”, “Dicas de Português”, entre outras. Lido por 182 mil pessoas, 45% homens e 55% mulheres, 71% pertencentes às classes AB e 26% à classe C.

    O caderno de Esportes, chamado Super Esportes, tem aproximadamente dezesseis páginas e apresenta-se em formato berliner. Além dos noticiários esportivos diários, com ênfase no futebol, o caderno publica as tabelas dos principais campeonatos do país, resultados de partidas e informações sobre os próximos jogos. Os títulos chamativos e os infográficos auxiliam a compreensão do que é noticiado. O público médio do Super Esportes é de 263 mil, sendo 77% homens e 23% mulheres, 67% pertencentes às classes AB e 29%, às classes C.

    Além disso, nele está contido o caderno Classificados, com quatro páginas. Circula diariamente com anúncios de diversos produtos e serviços. O número de leitores é de 441 mil, sendo 56% homens e 55% mulheres, 64% pertencentes às classes AB e 44%, à classe C.

    O Caderno principal contém aproximadamente 18 páginas, contendo as notícias mais importantes do cenário local, nacional e internacional. As seções são: Deu no http://www.correiobraziliense.com.br, Brasília – DF e colunas. A média de leitores é de 605 mil – 53% homens e 47% mulheres; 71% das classes AB e 26% da classe C. Nele, estão as editorias Política, Brasil, Economia, Opinião, Mundo e Ciência.

    Tipologia

    Ao todo, o jornal apresenta um padrão quanto ao uso da tipologia. Os textos utilizam uma fonte serifada, assim como no nome dos cadernos Classificados e Super Esporte e alguns títulos menores. Os títulos maiores, cabeças, textos de tabelas e boxes, olhos, subtítulos, classificados, legendas são grafados com fontes não serifadas, porém com algumas particularidades. Mais arredondada, possui serifas em algumas letras minúsculas como “a” e “l”.

    Em alguns anúncios do caderno Classificados há a presença de fontes diferentes da utilizada nos casos acima citados, sem serifa alguma. Já no caderno Diversão & Arte, há uma diferença bem emblemática. Por ter uma proposta mais divertida e dinâmica, exibe a manchete principal da capa com letras alternativas, exatamente com intuito de chamar a atenção e, já de imediato, entreter.

    Diagramação

    Uma das características que diferencia o Correio Braziliense dos jornais de maior influência nacional é a preocupação com o visual gráfico. Com esse intuito, percebe-se certa harmonia entre imagem, texto e os espaçamentos. Há páginas em que os diagramadores fazem a opção de deixar um vazio para que o leitor foque sua atenção no que de mais importante a matéria requer. Os textos são distribuídos em seis colunas, com exceção do caderno Super Esporte que trabalha com cinco.

    As imagens são um caso a ser analisado separadamente. São escolhidas, geralmente, aquelas que por alguma razão são chamativas – seja por causa das cores vibrantes ou do ato fotografado. Não há uma página em que não se perceba a influência que elas concedem ao texto. Não importa a razão, se para explicar, reforçar uma ideia, complementar. E não são utilizadas apenas fotografias. Desenhos também são tidos como forma de ilustrar as matérias. Um dos exemplos mais emblemáticos encontrado no exemplar analisado é na editoria de Economia, mais especificamente em relação à PEC dos Domésticos, com uma ilustração de um quarto de página: um uniforme semelhante ao utilizados por empregados domésticos com uma carteira de trabalho em destaque, simbolizando a vitória desses trabalhadores.

    O jornal trabalha com muitos boxes explicativos e infográficos, o que mostra seu caráter dinâmico e seu interesse em chamar a atenção do leitor. Com texturas e colorações, também há essa relação de dinamicidade. Percebe-se também tal característica na escolha dos títulos, mais descontraídos – com exceção do Caderno Principal, que é mais sério. Alguns títulos dos demais cadernos são usados com letras em tamanhos maiores para dar destaque ao fato, o que acontece principalmente no caderno de Esportes.

    Para separar pequenas notas, o expediente, informações técnicas acerca da redação do jornal e alguns tipos de serviço, o Correio utiliza linhas e bigodes. Além de fornecer destaque, é uma forma de organização. O mesmo fenômeno acontece com os boxes, tabelas e listas ao longo do jornal.

    Cores

    O Correio é um jornal que tem como cor predominante o azul. Além dos títulos em um tom mais escuro, utilizam tons mais claros em forma de plano de fundo de boxes, chamadas menores e alguns ícones. Os olhos e citações em destaque assumem um tom mais esverdeado de azul. Algumas linhas-finas e cabeças têm a cor cinza em um tom mais escuro e um mais claro. O vermelho escuro é usado para as aspas, que funcionam como destaque.

    O Caderno Principal não apresenta grandes diferenças. Os ícones podem aparecer em tons verdes, vermelhos escuros, azuis e oliva. A editoria Tecnologia tem um plano de fundo verde claro, assim como o infográfico. Já a de Economia apresenta tons de marrom e laranja para informar sobre o imposto de renda e as tabelas de valores assumem o verde e o amarelo. As páginas de Opinião são em preto e branco. Como há a separação por editorias, cada uma encontra uma forma de destacar seus conteúdos, seja através de um ícone ou de um detalhe em cores diferentes.

    No caderno de Esportes, apesar de apresentar as cores verde (em tons mais escuros) e laranja em seu logotipo, a cor predominante continua sendo o azul. A primeira página, além dessas cores, trabalha com tons de cinza e um tom de vermelho mais escuro. No mais, o verde volta a aparecer no corpo das tabelas e nos infográficos explicativos, enquanto o laranja está presente em alguns dos subtítulos e tabelas. Basicamente, são utilizados dois tons de azul para os destaques em texto – o título principais assumem um tom de azul mais puxado para o verde; já as linhas-finas, um azul de tons fortes e vibrantes. Algumas tabelas utilizam tons mais claros de azul. Na editoria “O país do futebol”, o plano de fundo é apresenta a mescla de tons de azul, amarelo, verde e branco, o que indica forte patriotismo.

    Podemos perceber que a escolha das tonalidades busca conceder um aspecto mais alegre e vibrante para o caderno, uma vez que se trata de um tema que envolve uma paixão imensa do brasileiros. Apesar de serem harmoniosas, essa opção de paletas poderia remeter a cores de times futebolísticos, o que causaria aversão dos torcedores rivais. Por exemplo, o verde está presente na bandeira do Goiás, um dos principais times da região – o que não é agradável aos olhos dos torcedores do Atlético – GO.

    O caderno Cidades tem como cor predominante azul. O diferencial em relação a outros cadernos é um tom mais claro de oliva usado nos infográficos e como plano de fundo das cabeças (Ex: Indústria Candanga). Algumas chamadas menores de textos assumem a cor cinza. Ele se utiliza de tons mais neutros, em contraste com as notícias que, muitas vezes, são mais pesadas – como, por exemplo, violência nas cidades satélites. Algumas o páginas são em preto e branco.

    O caderno Diversão & Arte usa vários tons de bege como plano de fundo para matérias e boxes. Os títulos utilizam um tom escuro de vermelho, diferente do tom vibrante e alegre usado nos ícones da página “Hit”. A editoria “360 graus” apresenta um tom rose na cabeça, laranja em tons claros para o olho e oliva em algumas chamadas. A editoria “Roteiro” tem um plano de fundo com diversas cores, como um rosa salmão, bege, cinza, dois tons de verde e dois de azul. Percebe-se que esse caderno é mais dinâmico, devido à escolha de cores diversas.

    O suplemento Turismo não apresenta diferenciais em relação às demais páginas do jornal. Apenas na capa é possível notar o fundo preto com o título cor de creme com os textos brancos.

    Iconografia

    É possível encontrar diversas peculiaridades ao decorrer das páginas do Correio Braziliense. Uma bem categórica, que se encontra em quase todos os cadernos e suplementos, é o uso das aspas em destaque, em cores vermelhas, indicando uma citação. Geralmente, funciona como o olho da matéria. Percebe-se também o uso constante de tarjas, principalmente nas cabeças, com tons claros de azul.

    Um ícone exclusivo do jornal é bem discreto, mas nem por isso deixa de ser significativo. Normalmente exibido no fim das páginas, em uma das colunas do meio, indicando que algo na reportagem tem um complemento (como áudios e vídeos) no meio digital.

    Os “Saiba mais” são acompanhados de ícones representando uma folha com um clips. Quando há destaques para números, os ícones são parecidos com selos, coloridos com a borda branca e uma das pontas dobradas – como se estivesse prestes a ser destacado. Os números acima de mil são apresentados com um formato circular e as dezenas, em formato quadrangular.

    No Caderno Principal, cada uma das editorias de maior repercussão é representada de uma forma: Política com um boneco em roupas sociais, Brasil com o mapa nacional, economia com o símbolo do cifrão, Opinião com uma caneta e Mundo com um globo. Na editoria de Economia, setas em diferentes tons de azul simbolizam o crescimento dos valores da Bolsa. Além disso, o imposto de renda é retratado pela esfinge deitada e as tabelas de valores financeiros, por uma moeda parecida com a de R$1,00, porém com o símbolo do cifrão ($) no meio.

    O caderno Cidades, logo na capa, exibe um ícone representando as quatro direções, como uma bússola. O “Grita Geral” tem um megafone simbolizando o som. Na editoria “Tome Nota”, o próprio nome está inserido em um ícone parecido com um selo, em formato retangular e nas cores preto e branco, como o restante da página. Ainda nessa editoria, há um desenho de jornal acompanhado da seção “Memória”. Nas indicações de temperatura, há um desenho do Palácio do Planalto com um sol entre nuvens e, dependendo da temperatura, os símbolos relativos a ela.

    Já o caderno Super Esportes tem seu logotipo nas cores laranja, verde e branco. Nos infográficos, que mantêm um padrão no arranjo, há os símbolos dos times para dar destaque e bonecos devidamente uniformizados representando os jogadores. A cada “deixa” de explicação, há um ícone para representá-lo – a exemplo: para o título “O que vale”, há uma taça embaixo. Na editoria “O país do futebol”, o plano de fundo é uma montagem da bandeira do Brasil com uma bola em movimento. Ao redor da cabeça “Campeonato Candango” há tarjas com partes de bolas de futebol. Na editoria dedicada à Copa das Confederações há os símbolos do evento. Para representar a “Agenda esportiva”, há a mão que indica links.

    O caderno Diversão & Arte assume alguns ícones que o diferencia dos demais cadernos. Principalmente com a editoria “Hit”. Já em seu título, o “i” é vermelho e está de cabeça para baixo. Isso chama a atenção do público por ser mais descontraído. Nessa mesma página, são usados ícones animados, também em vermelho, como o símbolo do “curtir”, um que representa a fala e outro que se demonstra positivo em relação ao pequeno texto a que se refere – um boneco mostrando os dedos em V, em sinal de vitória. No exemplar analisado, utilizaram bordas em vermelho com símbolos que representam o Circo.

    Giovanna Hespanhol

    15/04/2013 em 8:30

  14. The New York Times
    Sábado, 26.03.2011

    1) Identificação e segmentação
    O “The New York Times” é um jornal de circulação diária no estado de Nova York, sendo distribuído também por todo o território norte-americano. É o maior jornal metropolitano do mundo e também o mais reconhecido. Possuí uma versão internacional, “International Herald Tribune”. Ambos pertencem à empresa “New York Times Company”, que também publica o “The Boston Globe”.
    As matérias no jornal mostram um aprofundamento em política e economia e o público do NYT é majoritariamente de classe média-alta.

    2) Papel e formato
    O NYT apresenta um comprimento semelhante ao formato Standard, mas a largura remete ao formato Tablóide. O jornal é impresso em papel-jornal, em gramatura média. Os cadernos são dobrados e desafixados.

    3) Organização
    Edição de sábado, 26 de março de 2011. 42 páginas.
    1. Caderno A (22) – Caderno independente subdividido em três editorias. 21 páginas de conteúdo linear, uma página completa de publicidade.
    1.1. Capa (1) – As matérias de capa não são apenas uma indicação das matérias que estão no jornal, como é feito no Brasil. Elas são a introdução da matéria em si.
    1.2.1. “Inside The Times” (1/3) – Seção com resumo das principais matérias da edição.
    1.2.2. “Corrections” (2/3) – Seção com correções de edições anteriores.
    1.2.3. “The New York Times Information Directory” (3/3) – Telefones e e-mails para contato de cada departamento.
    1.3. Cont. Capa (1) – Continuação das matérias de capa, sem editoria específica, mas tratando de assuntos relativos à tecnologia.
    1.4. “International” (7) – Editoria internacional.
    1.4.1. “Region in Revolt” (4) – Seção extraordinária voltada para os conflitos no Oriente Médio (Egito, Jordânia, Iêmen, Líbia, Síria).
    1.4.2. “Earthquake in Japan” (1) – Seção extraordinária voltada para os acontecimentos após o terremoto e a catástrofe nuclear no Japão.
    1.5. “National” (5) – Editoria nacional.
    1.5.1. “Weather Report” – Seção com previsões do tempo para todo o país.
    1.6. “New York” (5) – Editoria da cidade.
    1.6.1. “Obituaries” – Seção de obituários, com destaque para personalidades.
    1.6.2. “Editorials/Letters” – Seção com editoriais e cartas dos leitores.
    1.6.3. “OP-ED” – De “opposite the editorial page”, é uma seção de colunistas.

    2. Caderno B (12) – Conteúdo linear, caderno independente subdivido em duas editorias.
    2.1. “Business Day” (8) – Editoria de negócios.
    2.1.1. Capa (1) – Mesmo esquema da capa do Caderno A.
    2.1.2. “Market Gauges” – Seção com dados de comerciais, como os de bolsas de valores, câmbio de moedas, etc.
    2.2. “Sports Saturday” (4) – Editoria de esportes.
    2.2.1. Capa (1) – Mesmo esquema de capa do Caderno A.
    2.2.2. “2011 N.C.A.A. Tournament” – Seção extraordinária sobre um torneio de basquete.
    2.2.3. “Scoreboard” – Seção com as pontuações dos principais jogos, campeonatos e torneios do país.

    3. Caderno C, “The Arts” (8) – Caderno independente da editoria de cultura. 7 páginas de conteúdo linear, uma página completa de publicidade.
    3.1. “Theater Directory” (1/3) – Seção diária com horários e endereços de espetáculos teatrais.

    4) Tipologia
    A tipologia aplicada no “The New York Times” é serigrafada. O corpo do texto não muda. As alterações aparecem no nome do jornal e em títulos de algumas editorias e seções, como a “The Arts” e a “2011 N.C.A.A. Tournament”, e em manchetes, subtítulos e linhas finas. Notícias de maior importância – pautas quentes – recebem títulos em negrito. Manchetes são grafadas em caixa alta.

    5) Diagramação
    Os cadernos A e B do “The New York Times” apresentam diagramação similar. O número de colunas varia de 4 a 6. Existe certo equilíbrio nas grades entre a quantidade de texto e o uso de imagens, ainda que nestes cadernos predominem os textos. As imagens geralmente estão localizadas próximas aos títulos das matérias, com suas proporções variando de acordo com a sua relevância. As fotos, ainda que jornalísticas, transmitem um valor artístico. Os espaços em branco são utilizados para destacar alguns conjuntos de imagens, mas a elevada quantidade de texto exige que as demarcações de espaço sejam feitas com linhas verticais e horizontais. Boxes e molduras são pouco recorrentes.
    Embora o caderno C da editoria “The Arts” apresente grande parte das características dos outros cadernos, as imagens e anúncios de filmes e peças teatrais ganham mais espaço do que os textos.
    Quanto aos recursos gráficos, a editoria “Business” do caderno B se destaca no uso de infográficos, ainda que pouco criativos. De um modo geral, a diagramação do NYT me parece padronizada, o que transmite sobriedade e certo conservadorismo, ambos característicos da empresa.

    6) Cores
    O NYT foi um dos últimos jornais a utilizar o recurso de coloração. Ainda na edição de 2011, são poucas as imagens coloridas. Estas são reservadas para as capas dos cadernos e os grandes anúncios publicitários. Dentro dos cadernos, as únicas imagens coloridas pertencem às seções extraordinárias, em fotos de grande relevância para as matérias. Os cadernos e editorias não se diferenciam por cores. Dentre as quarenta e duas páginas da edição que analisei, apenas oito são coloridas. O texto e as demais imagens são integralmente trabalhados na escala de cinza, do preto ao branco. Tal característica rendeu ao jornal o apelido “Old Gray Lady”. Essa é a principal característica do “The New York Times” e condiz com seu posicionamento sério e rigoroso.

    7) Iconografia
    O maior ícone do NYT é justamente o seu nome. “The New York Times”, grafado em sua fonte característica, é um elemento recorrente em todo o jornal, aparecendo abaixo dos títulos de cada editoria. A letra “T”, também na grafia característica, é utilizada como seu logotipo nas mídias sociais e aplicativos móveis. Tal fonte reafirma a identidade do jornal: sua força, sua história centenária, sua seriedade e seu conservadorismo – afinal, o logo do NYT é praticamente o mesmo há 162 anos. Na edição que analisei, há um ícone especial na seção extraordinária “2011 N.C.A.A. Tournament”, representando uma bola de basquete.

    William de Moura M. Orima

    15/04/2013 em 10:47

  15. Trabalho Individual: Renan Mauch Hass

    1) Identificação e segmentação:
    Nome: Lance! o diário dos esportes
    País/Estado: Brasil – São Paulo (mas também há a versão do Rio de Janeiro)
    Tipo de Público: Em predominancia masculino e popular
    Períodicidade: Diário
    Segmento Temático: Esportivo (predominantemente futebol)
    Nível de Especialização: A pessoa precisa ter um conhecimento prévio sobre esportes (preferencialmente futebol) para entender completamente as informações, pois algumas
    notícias se referem às escalações e aos jogadores das equipes.
    Abrangência da Circulação: Circula quase no Brasil todo, apesar de haver a publicação
    carioca, com predomínio no estado de São Paulo e Paraná. Vale ressaltar que existe uma
    diferença de preço, na grande SP é R$1,50, no interior de SP e no Paraná é R$1,75 e nos demais estados R$2,00.

    2) Papel e formato:
    Tipo de Papel: Papel-jornal
    Dimensões da página: Tablóide Esportivo (290×380)

    3) Organização:
    Número de Páginas: 36
    Exame da Estrutura Editorial: Jornal Lance! (36)
    1 – Caderno Único

    1.1 – Capa (1)
    1.2 – Apito Inicial (4)
    1.2.1 – De Prima e Tabela do Campeonato Paulista (1)
    1.2.2 – Humor; Papo com …; Tabela do Campeonato Paulista A2 e A3; Tabela do Campeonato Carioca e Tabela do Campeonato Mineiro (1)
    1.2.3 – Camisa 12; Tabela da Libertadores e Jogos da Liga dos Campeões (1)
    1.2.4 – Lance! Interativo; Para Depois do Lance!; As Luzes e Tabela da Copa do Brasil (1)
    1.3 – Corinthians (6)
    1.4 – Palmeiras (4)
    1.5 – Informe Especial (2)
    1.6 – Santos (4)
    1.7 – São Paulo (4)
    1.8 – Futebol Carioca (1)
    1.9 – Camisas Míticas (1)
    1.10 – Futebol Nacional (2)
    1.11 – Futebol Internacional (2)
    1.12 – Olímpicos e Poliesportivo (1)
    1.13 – Vôlei (1)
    1.14 – Poliesportivo – Tênis, Paralímpico, Atletismo, NBB e Show de Resultados (1)
    1.15 – Intervalo – Cruzadas, Sudoku, Na TV, Túnel do Tempo e Expediente (1)
    1.16 – Última Página – Figurinhas do Tempo, Boladas, Três Toques e um Artigo de Opinião (1)

    Obs: Os números entre parenteses estão relacionados ao número de páginas.

    4) Tipologia:
    Fonte própria do jornal com gancho, orelha e serifa horizontal e não inclinada. Nos títulos das reportagens é utilizada fonte em negrito e no texto é normal. Na capa os títulos são todos escritos em Caixa Alta para chamar a atenção.

    5) Diagramação:
    Imagem trabalhada com o texto, há constantemente o uso de imagens recortadas com textos no contorno. Todas as matérias de maior proporção vem acompanhadas de uma foto.
    Faz-se presente o grande número de boxes, já que sempre apresentam tabelas de classificação, jogos, artilharia e afins.
    Existe a presença de linha fina na maioria das matérias, porém não é em todas.
    Nas páginas especializadas em algum time, o título da matéria contém um contorno na cor predominante da equipe.
    A diagramação é dividida em cinco colunas.

    6) Cores:
    Todas as fotos são coloridas.
    As editorias de times usam a cor predominante da equipe, desde detalhes e efeitos até a contorno nas letras do título (Exemplo: Palmeiras= Verde; Corinthians= Preto). Na parte mista (futebol carioca, internacional e nacional) há o predomínio da cor azul. As editorias Volêi, Intervalo e Poliesportivo são reconhecidas pela cor vermelha. E, por fim, na parte “Apito Inicial” e na última página, ou seja, seções para textos de opinião, prevalece a cor laranja.
    Porém, o jornal em partes individuais dá preferência para o uso do verde e amarelo, cores
    dominantes do veículo.

    7) Iconografia:
    Uso de uma barra para separação de matérias e ela é da mesma cor que a usada na editoria.
    Há a constante presença de setas para mostrar o que está em ascensão e o que está em queda.
    Na seção “As Luzes” temos três semáforos: um verde, informando o que há de bom; um amarelo
    informando algo nem tão bom e nem tão ruim; e um vermelho informando algo ruim.
    Em todas as colunas há a foto do responsável pela coluna no dia.

    Renan Hass

    15/04/2013 em 11:53

  16. ANÁLISE: Le Monde

    1. Identificação e segmentação:
    O Le Monde é um jornal francês de repercussão internacional. Fundado em 1944 por Hubert Beuve-Méry, é editado na cidade de Paris e distribuído diariamente para vários países do mundo (entre eles estão Austrália, Canadá, Estados Unidos, Grécia, Japão, Reino Unido e o continente africano). Atualmente, é dirigido por Natalie Nougayrède. Le Monde é voltado para um público de centro-esquerda, ou seja, um público com caráter progressista. O exemplar analisado é de sábado, 16 de março de 2013. Equivale a uma seleção dos principais acontecimentos da semana (Le Monde Sélection Hebdomadaire), cujo objetivo é oferecer uma visão aprofundada sobre eventos políticos, econômicos e culturais do mundo. Le Monde Seléction Hebdomadaire tem periodicidade semanal e segue os mesmos padrões do Le Monde.

    2. Papel e formato:
    Le Monde é impresso em papel-jornal com formato berliner (315×470). É pequeno comparado a maioria dos jornais brasileiros, o que torna mais fácil carregá-lo e simplifica o ato da leitura. A gramatura de seu papel pode ser considerada baixa, entre 40 e 60 g/m².

    3. Organização:
    O exemplar analisado é a edição de número 3358. Possui apenas 12 páginas, divididas nas seguintes editorias:
    – L’événement (O Evento): trata de um acontecimento da semana que tenha grande relevância para os franceses.
    – International (Internacional): aborda os principais assuntos políticos com repercussão internacional que aconteceram durante a semana.
    – Planète (Planeta): fala de questões envolvendo saúde e meio ambiente envolvendo o mundo todo.
    – France (França): trata de assuntos relevantes para os cidadãos franceses envolvendo política e economia.
    – Économie (Economia): aborda assuntos econômicos que repercutiram internacionalmente durante a semana.
    – Disparition (Desaparecimento): na edição analisada, fala da morte e legado de Hugo Chávez. É possível que o nome dessa seção seja alterado de acordo com o assunto abordado.
    – Décryptages Enquête (Levantamento de Dados): apresenta uma grande reportagem sobre um determinado assunto de relevância internacional.
    É encadernado de forma única, não havendo divisão de cadernos em sua composição. Não tem nenhum tipo de acabamento especial.

    4. Tipologia:
    Pode-se dizer que a tipologia do Le Monde é um tanto uniforme, pois quase não há variação ao longo das páginas. Seu logotipo utiliza fonte gótica, o que pode representar um caráter tradicional do jornal. A fonte utilizada nas manchetes, linhas-finas, legendas e no corpo dos textos é a mesma. É uma fonte serifada que trás conforto para a leitura juntamente com o razoável espaçamento entre as linhas. Esse padrão é alterado nos títulos das chamadas na primeira página, os quais são escritos em caixa alta, negrito e com fonte não serifada. A utilização da fonte não serifada em negrito também acontece em alguns momentos ao longo do jornal (como nas perguntas de uma entrevista, por exemplo). Acredito que esse recurso tenha como intuito destacar o que está sendo dito para chamar a atenção do leitor.

    5. Diagramação:
    A diagramação do Le Monde segue um padrão que não é muito flexível. É um jornal bem preenchido e quase não faz uso de branco, exceto quando quer chamar atenção para uma imagem ou manchete. Suas imagens são expressivas e bem tratadas. Diagramado em seis colunas, utiliza diversos modelos de linhas para separar elementos em praticamente todas as páginas. Também utiliza boxes e aumenta o tamanho da fonte quando quer fazer o leitor direcionar seu olhar para determinada parte das reportagens.

    6. Cores:
    O jornal não utiliza muitas cores, exceto na primeira página. As cores azul, vermelho e oliva aparecem para destacar chamadas. No mais, o Le Monde utiliza apenas preto e escalas de cinza, que possivelmente representam a estabilidade e a sofisticação que o jornal pretende passar.

    7. Iconografia:
    Como já foi brevemente dito no item 4, o logotipo do Le Monde utiliza uma fonte gótica. Esse tipo de fonte representa uma certa tradição do jornal, pois é um modelo que perdurou ao longo dos anos, desde a sua criação, sem sofrer drásticas alterações. Na primeira página do jornal, ícones são utilizados para destacar e indicar um assunto que está aprofundado em determinada seção. No corpo do jornal, ícones são utilizados para indicar o término de textos. Além disso, cada página possui (de forma reduzida) em um de seus cantos superiores o logotipo do jornal e a data de publicação. Não se pode afirmar que há uso rubricas para identificar seções, pois a única variação presente entre elas é um título em negrito ou em caixa alta.

    Tatiane de Sousa Santos

    15/04/2013 em 12:02

  17. 1) Identificação e segmentação

    Nome do jornal: LEGGO
    A edição analisada foi publicada em 24 de julho de 2009, em Florença, Itália. A partir da observação dos temas abordados (inclusive pela publicidade) e da análise de disposição e aprofundamento dos assuntos no jornal, pude concluir que a publicação dirige-se a um público de classe média principalmente feminino (pela grande quantidade de material sobre estética, moda, celebridades, horóscopo), apesar da extensa seção de esportes, que aponta para um público majoritariamente masculino.
    O jornal LEGGO é publicado diariamente e, embora não apresente segmento temático definido, reserva boa parte de suas publicações aos destaques relacionados às celebridades, ao universo televisivo e aos esportes. O nível de especialização nos assuntos é baixo, as publicações são bastante concisas.
    O jornal circula nas cidades de Roma, Milão, Nápoles, Veneza, Turin, Bari, Bologna, Florença, Genoa e Lombardia.

    2) Papel e formato

    O LEGGO é impresso em papel jornal, formato Tablóide (265×290).

    3) Organização

    Caderno único (24 páginas)

    -Capa (1): Chamadas referentes às seções de televisão, cinema e moda; meteorologia; Manchetes de outros cadernos com pequenos trechos da seção de atualidades.

    -Atualidades (3): Publicidade mesclada às notícias; Pequena seção destinada a chamadas Telex; última página com enfoque em celebridades e moda; A maior parte das notícias refere-se a acontecimentos circunstanciais, não há enfoque em desdobramentos de ordem econômica ou política.

    -Horóscopo e Tempo (1): Horóscopo completo; propaganda (lazer e moda); previsão meteorológica de dois dias (fim de semana).

    -Nosso tempo (1): Seção reservada à descrição a ao anúncio de cosméticos, especialmente de perfumes.

    -Mostra e TV(2): Uma das páginas tem enfoque na televisão, incluindo seção denominada “Hoje na TV”, que traz programação diária completa dos principais canais televisivos; quadro com sinopses de filmes; destaques sobre a vida das celebridades.

    -Esporte (4): Notícias esportivas, principalmente sobre futebol.

    -Crônica (2): Notícias diversas sobre ocorrências cotidianas.

    -Diário (1): Destaque para programações culturais, especialmente sobre shows musicais.

    -Apostas Desportivas (1): Tabelas de resultados de jogos dos principais campeonatos esportivos.

    -Cinema (1): Locais, salas e sessões de cinema.

    Obs. 7 páginas são inteiramente dedicadas à publicidade, além de outros anúncios mesclados aos conteúdos no decorrer das páginas. As propagandas relacionam-se, em sua maioria, aos temas de estética, cosméticos, lazer e supermercado.

    4) Tipologia

    – Título do jornal
    Vazado em fundo vermelho, fonte em caixa alta e serifada.

    – Títulos
    A maioria dos títulos das matérias aparece em negrito, fontes não serifadas trabalhadas com ênfase vertical. Esse tom vertical se repete nas colunas estreitas (em alguns casos, com pouco mais de 1cm de largura).
    Alguns títulos trazem destaques em itálico ou em caixa alta com sombreado. Os títulos com menor destaque aparecem em fontes menores e serifadas.

    – Hierarquia
    A hierarquia dos títulos com as linhas finas geralmente é respeitada. A linha fina não aparece em negrito e apresenta fonte menor que a do título.
    Os nomes das editorias aparecem em fonte mais leve que as dos títulos das matérias, também sem serifas, no topo das páginas, com uma sublinha.

    – Legendas
    As legendas das imagens estão em negrito. Algumas imagens apresentam títulos sobrepostos com fontes em caixa alta, em grande destaque de tamanho e – em alguns casos – coloridos.

    Conclusões: apesar das variações de destaque das fontes nos títulos, legendas, linhas finas, nomes de editorias, as categorias não são facilmente reconhecidas através das alterações tipológicas. Na única edição analisada, não foi possível estabelecer semelhanças e agrupamentos tipológicos significativos no que concerne à organização temática, hierárquica ou de gêneros do conteúdo do jornal.

    5) Diagramação:

    – O uso de colunas justificadas (com a utilização de divisões silábicas), as colunas estreitas e não alinhadas e a ausência de espaços brancos nas páginas trazem a sensação de desordem e sobreposição.

    – Apesar do aspecto vertical das páginas, os textos são curtos, predominando a utilização de pequenas chamadas e tópicos em vez das reportagens mais extensas.

    – As imagens utilizadas são geralmente pequenas e muitas recebem cortes rentes às silhuetas das pessoas em destaque nas fotos.

    – A maioria das caixas de texto apresenta contornos e molduras. Os textos são amontoados e os contornos de boxes são utilizados para sinalizar os limites entre textos diferentes.

    – As imagens e os anúncios publicitários não respeitam o alinhamento e frequentemente se sobrepõem uns aos outros.

    – Algumas legendas de imagens aparecem espremidas nos cantos das imagens, não justificadas. As fotos não exibem os créditos e algumas não apresentam legenda.

    – As autorias das matérias geralmente aparecem acompanhadas de uma sublinha, em um espaço anterior ao início do texto.

    – O número da página aparece no canto superior, à esquerda nas páginas de número par e à direita nas páginas de número ímpar – exceto pela capa, que não é numerada.

    – Uma linha na parte superior das páginas sublinha a data e o local da publicação do jornal. Nas páginas com nomeação de editorias, a inscrição aparece sobre essa linha.

    6) Cores

    – As cores das fontes raramente saem da escala preto/cinza, exceto por alguns títulos de seções e destaques em imagens.

    – As molduras de caixas de texto são coloridas e alguns textos têm preenchimento. Apesar do destaque conferido por esses elementos, a seleção de cores utilizadas é, aparentemente, aleatória. Não se notam motivos de organização ou simbólicos para a escolha dessas cores.

    – As caixas das chamadas nos boxes superiores da capa indicam homogeneidade de categoria através das cores utilizadas. O quadro referente à previsão do tempo, na mesma página, estabelece uma ligação com o padrão de cores e molduras utilizadas na sexta página.

    – As editorias não apresentam especificação de cor ou tonalidades identificadoras.

    7) Iconografia

    Página 2: Telex (letra T em destaque vermelho); Logotipo “LEGGO” na descrição de diretorias e redações.

    Página 6: Ícones para cada signo do horóscopo e tarja de destaque; Símbolos no mapa meteorológico.

    Página 8: Símbolos dos canais televisivos e setas pontilhadas indicando os títulos das seções.

    Página 9: Flash (letra F em destaque vermelho semelhante ao ícone utilizado na página 2 para Telex, estabelecendo relação para indicar o box de notas).

    Página 12: Faixa com o endereço virtual do jornal – repete-se na página 16.

    Página 21: Ícone – desta vez para a letra A (Appuntamenti)- semelhante aos que aparecem nas páginas 2 e 9, indicando um box com notas.

    Página 22: Ícones nas tabelas de jogos.

    O canto superior oposto ao da numeração de cada página apresenta uma logomarca do jornal LEGGO.

    Adriana Campos Kimura

    15/04/2013 em 12:03

  18. Marina G. Moia – Análise “O Globo”
    1)Identificação e segmentação:
    O jornal escolhido para análise é “O Globo” (edição escolhida: sábado, 30 de março de 2013, nº 29.090), veiculado na cidade do Rio de Janeiro/RJ, Brasil. Segundo o InfoGlobo, o público do jornal é, principalmente, pessoas que pertencem à classe social B, adultos e de escolaridade superior. Sua periodicidade é diária e abrange o estado do Rio de Janeiro.

    2)Papel e formato:
    O papel usado pelo “O Globo” é do tipo papel-jornal com dimensões de 295×520, formato standard.

    3)Organização:
    A edição analisada possui 76 páginas e é dividida em diversos cadernos separados. Sua divisão de cadernos, editorias, seções e suplementos é feita da seguinte maneira:

    a) Caderno Principal (20 páginas);
    • Capa;
    • Página 2; inclui “Personagens do dia”, “Leia também nesta edição”, “Por Dentro”, “Autocrítica” e “Panorama político”;
    • País (5 páginas): além das notícias sobre o Brasil, possui uma coluna do Merval Pereira;
    • Rio (5 páginas): notícias sobre a cidade do Rio de Janeiro, coluna de Ancelmo Gois (notas curtas) e também uma página com serviços (previsão do tempo, obituário);
    • Dos Leitores (1 página): cartas de leitores;
    • Opinião (2 páginas): possui 2 editoriais e colunas de Zuenir Ventura, Rosiska Darcy de Oliveira, Ricardo Brand, Felipe Santa Cruz, Sérgio Magalhães e Paulo Nogueira Batista Jr.

    b) Caderno de Economia, Mundo e História (8 páginas):
    • Economia (5 páginas): notícias, coluna de Míriam Leitão. Na seção de “Digital & Mídia” possui uma coluna de Cora Rónai. Possui também uma segunda seção, intitulada de Negócios & Cia, com coluna de Flávia Oliveira.
    • Mundo (2 páginas): notícias, principalmente de agências internacionais.
    • História (1 página): reportagem

    c) Caderno de Esportes (6 páginas): possui uma coluna de Jorge Luiz Rodrigues e Maurício Fonseca, chamada Panorama Esportivo. Possui notícias principalmente sobre o campeonato carioca. Coluna de Sérgio Pugliese. Na última página do caderno, notícias sobre esportes como atletismo, vôlei, tênis, basquete e fórmula 1.

    d) Segundo Caderno (12 páginas): abrange notícias e reportagens sobre cultura. Colunas de José Miguel Wisnik, Joaquim Ferreira (intitulada de “Gente Boa”), Patrícia Kogut e Arnaldo Bloch. No caderno também se encontra a seção Perfil e 4 páginas da seção “RioShow”, com a programação cultural completa (cinema, teatro, shows, exposições, eventos) do Rio de Janeiro para o sábado, e, na mesma página, resumo de alguns programas e filmes que passarão na TV no dia. O caderno possui uma página dedicada para quadrinhos, horóscopo e passatempos.

    e) Prosa e Verso (8 páginas): caderno de cultura que abrange resenhas, ensaios e reportagens sobre arte em geral. Com colunas de Antonio Candido (Prelo) e José Castello.

    f) Classificados do Rio (16 páginas)

    g) Veículos (28 páginas): é separado dos classificados gerais, com anúncios apenas de vendas de carros.

    h) + Carro (8 páginas): caderno de menor tamanho com mais classificados de veículos.

    i) Ela (14 páginas): caderno com editoriais de moda e beleza, da editora Ana Cristina Reis.

    j) Globinho (8 páginas): caderno infantil

    4) Tipologia:
    O jornal “O Globo” apresenta dois tipos de tipologias. Seus títulos, linhas finas e manchetes apresentam características da família tipológica das humanistas não serifadas. Além de não possuírem serifas, suas hastes, traves e curvas possuem pouco ou nenhum contraste. Essa tipologia é de ótima legibilidade, mas no jornal analisado ela só é usada em posições de destaque e textos curtos.
    Já o corpo das notícias, que possui textos mais longos, faz parte da família tipológica Humanista serifada. Elas possuem serifas e hastes, curvas e traves com contrastes, diferente da fonte usada nos títulos. Essa tipologia permite que a leitura de grandes textos não fique cansativa aos olhos do leitor, então ela é muito usada em veículos impressos. A não ser pelas cores e tamanhos, a tipologia não varia entre as diferentes editorias e cadernos.

    5) Diagramação:
    “O Globo” é um jornal que possui sabe aproveitar sua área de mancha, com pouco espaço em branco restante. Várias páginas possuem boxes dividindo as matérias e imagens. Também utiliza muito o recurso das linhas para dividir as páginas e separar as matérias. Texto e imagem relacionam-se bem e há a predominância de imagens grandes e espaçosas.

    Elementos textuais:
    Títulos: são em negrito e na cor preta
    Antetítulos: não são todas as matérias que apresentam esse recurso, mas quando aparecem eles são em negrito também e na cor laranja ou preta.
    Linha-fina: algumas são em negrito e outras não. Sempre preta.
    Capitulares: não apresenta em todas as matérias. Aparece apenas nos cadernos/seções: Opinião, Segundo Caderno, Prosa e Ela.
    Legenda: em sua maioria, apresenta um pequeno título (uma ou duas palavras) em negrito seguido da legenda, sem o negrito.
    Autor: quando não são textos de agências nacionais ou internacionais, o nome do autor aparece depois da linha-fina, mas antes do corpo do texto, junto com seu e-mail para contato.
    Crédito da foto: em cima da foto, pequeno.
    Fio-data: aparece no canto esquerdo superior da página
    Número da página: negrito, canto direito superior.

    Elementos de imagens:
    Ilustração: digital
    Fotografia: todas coloridas, exceto quando são imagens muito antigas.
    Infografia, diagramas, tabelas: pouquíssimos. Podemos encontrar tabelas no caderno de esportes.
    Quadros: são usados para dividir matérias e também para separar os espaços dos colunistas.
    Publicidade: em grande número, normalmente tomando mais da metade da página.

    Recursos gráficos:
    Uso de grids com número de colunas variáveis de acordo com a página, mas predomina o uso de 4 ou 5 colunas. Na capa, apresenta linhas dividindo as principais manchetes e imagens.

    6) Cores
    As cores predominantes do produto são: azul, preto e laranja. Mas nas seguintes editorias ocorre mudanças no padrão: Esporte (verde e amarelo), Segundo Caderno (roxo e lilás), Prosa (vermelho e marrom) e Ela (vermelho e preto). Nos cadernos principais, as cores são mais sóbrias e predomina o preto e o azul. O caderno de Esportes, por exemplo, pode ser visto de uma maneira bem nacionalista, predominando o uso do verde e amarelo.

    7) Iconografia
    Apresenta duas linhas, uma verde e uma amarela, na capa de cada caderno, com o nome do jornal escrito em branco dentro de um quadrado azul escuro. Simboliza as cores da bandeira brasileira. No conteúdo dos cadernos, as linhas coloridas são substituídas por duas linhas pretas. Possui poucos ícones. Para identificar algumas notas e matérias, possui setas em laranja.

    Marina Gonçalves Moia

    15/04/2013 em 13:56

  19. CORREIO BRAZILIENSE

    * O Correio Braziliense é um dos principais jornais do país. Pertencente ao Grupo Diários Associados e com sede no Distrito Federal, é um dos jornais que se destaca, principalmente na região, devido a sua dinamicidade e seu singular projeto gráfico. A marca, que tem data de 1808, foi recuperada por Assis Chateaubriand em 1960, relançada junto com a inauguração de Brasília. Nos últimos anos, o jornal passou por um processo de re-design, que provocou mudanças na estruturação gráfica e editorial do periódico, aumentando seu público e circulação. A edição analisada é a de sábado, do dia 30 de março de 2013.

    * O Correio Braziliense é um jornal diário que tem a maior circulação do Centro Oeste brasileiro, mantendo-se como o mais influente no Distrito Federal e nas regiões mais próximas. Deste modo, procura focar em um público principalmente regional e, portanto, ajusta o conteúdo para o interesse de tal público. Isto é perceptível, por exemplo, na maior quantidade de páginas deixadas para as notícias do Distrito Federal e região em relação às páginas com matérias nacionais. Assim, diferentemente de alguns jornais de São Paulo, por exemplo, não possui pretensões nacionais. Além disso, não é um jornal especializado, e possui um conteúdo bem abrangente para vários tipos de público. No entanto, os leitores do correio têm um perfil mais específico. Segundo estudos do EGM Marplan (Outubro/09 a Setembro/10). A maioria é das classes A e B, quase que indistintamente homens e mulheres, adultos, com média de 20 a 39 anos.

    * O Correio é impresso no formato Standard (6colx52cm), em papel-jornal de gramatura média, e não tem acabamento. As exceções são o caderno de esportes, que é impresso num formato um pouco menor que o Berliner, e os suplementos “Super!”, que é impresso no formato tabloide, e “Pensar&Agir”, que é uma versão um pouco menor de um meio-standard. A edição estudada possui 94 páginas, sendo que os cadernos são organizados separadamente. É interessante observar que, segundo as pesquisas do EGM Marplan, o primeiro caderno é o mais lido pelo público do Correio. O volume de sábado possui as seguintes editorias e seções:

    – Primeiro Caderno: Política (5 páginas), com a seção “Brasília-DF”; Brasil (1); Economia (4); Opinião (2), com as seção “Sr. Redator”; Mundo (3); Gastronomia (1); Saúde (1); e Ciência (1), com a seção “Tubo de Ensaio”;
    – Cidades + política e economia no DF (10), com as seções “Obituário”, “Tome Nota”, “Memória”, “O tempo em Brasília” e “Grita geral”;
    – Classificados (6);
    – Diversão&Arte (10), com as seções “360 graus”, “Memória da música”, “Pensar”, “Estante”, “Horóscopo”, “Cruzadas” e outros jogos, “Campus”, “Fama”, “TV”, “Roteiro” e “H!T”;
    – Super Esporte (16), que compõe basicamente um jornal independente dentro do Correio, contendo uma parte maior sobre futebol, mas também com matérias sobre outros esportes;

    – Suplementos de sábado: Super! (8), que é voltado para crianças; e Pensar&Agir (24), sempre publicado no ultimo sábado de cada mês, e que apresenta matérias com maiores análises, em formato de revista.

    * Sobre a tipografia, apesar de possuir uma fonte padrão para o corpo do texto e títulos dos cadernos, o jornal não se limita a elas. O Caderno Diversão&Arte e o Super Esporte, por exemplo, são os que mais utilizam recursos tipográficos, com variações especialmente nos títulos das matérias. A fonte dos chapéus também é padrão, assim como as falas que são destacadas em cor ao lado de algumas matérias. O predomínio é de fontes humanistas ou modernas e também variam fontes serifadas, semi-serifadas e não-serifadas. O nome do jornal, por exemplo, tem tipografia serifada. Além disso, principalmente na capa, quando pretendem dar maior visibilidade a um assunto, os tipos costumam variar.

    * O Correio utiliza muitos recursos gráficos e é conhecido pela experimentação, distinção e criatividade, especialmente nas capas. A paginação é vertical, porém infográficos e imagens passaram a tomar lugar, muitas vezes, de textos corridos, principalmente após o re-design do jornal, o que proporciona uma leitura mais agradável e fácil. É muito comum a utilização de boxes e tabelas para se ressaltar uma parte do texto, em todo o jornal. Todas as páginas possuem fio data e alguns textos possuem capitular. Os demais elementos de diagramação, como títulos, subtítulos, crédito de reportagem, intertítulos, olho de texto também estão presentes. O jornal utiliza muito o recurso chapéu, para identificar o assunto da maioria das notícias. Os cadernos, no geral, são organizados em 6 colunas, o que, no entanto, não é uma diagramação fixa e há possibilidades de modificações e interferências no grid. O caderno de esportes, por exemplo, é uma exceção, pois é diagramado com 5 colunas. Assim como os suplementos “Super!”, cuja diagramação é bem variável, de página pra página, e “Pensar&Agir”, que apesar de ter a maioria das páginas com 3 colunas, este número não é um padrão. O Correio também explora bem os espaços em branco, o que torna a leitura mais dinâmica. O caderno Diversão&Arte parece ter maior liberdade nessa questão já que utiliza vários recursos que fogem do padrão.

    * O Correio costuma imprimir algumas páginas em preto e branco e outras coloridas, diferença que, no entanto, é apenas para diminuição de gastos. Como identidade cromática, o jornal utiliza o azul e suas variações. Na paleta de cores podem ser incluídos o azul, principalmente, mas também o verde e o vinho. O nome da maioria das seções ou colunas é azul, assim como os títulos das editorias, com exceção do caderno de esportes, que é verde e laranja. O suplemento “Super!” é que se diferencia do resto do jornal, apresentando maior mistura de cores, já que se dedica ao público infantil. O suplemento Pensar&Agir utiliza, além do azul, o cinza e o areia, como identificadores.

    * O Correio utiliza vários símbolos como identificadores de determinado tema. No primeiro caderno, cada editoria é identificada com um símbolo que a representa, como um globo na editoria Mundo e uma caneta na editoria Opinião. Utiliza-se muito o símbolo “>>”, em todo o jornal, seja para identificar algumas seções, ou mesmo quadros, colunas, chapéus e intertítulos. Depois de alguns chapéus também é muito utilizada a barra “/”. Além disso, são utilizadas faixas, na maioria em tons de azul, para marcar estes elementos. Faixas nesta coloração também chamam a atenção para alguma frase ou ressaltam o conteúdo de alguma foto. É muito comum o emprego de aspas na cor vinho para marcar a fala de algum personagem, o que funciona também como olho do texto. Os ícones claramente marcam o fator de identidade visual do jornal. Algumas seções, como o “Grita Geral” e “Memória da Música” utilizam, respectivamente, um megafone e um microfone como identidades visuais de reconhecimento da seção. O caderno cultural é também um grande exemplo, pois as seções “Roteiro” e “H!T” adotam uma linguagem própria de sinais e símbolos para representar opiniões dos redatores e interatividade com a internet.

    Lígia de Morais Oliveira

    15/04/2013 em 14:13

  20. THE CLINIC (TERMINADO)

    Tudo começou como uma brincadeira de amigos, que resolveram “zoar” com o fato de que o ditador Augusto Pinochet estava detido na The London Clinic (e ficou lá por mais de um ano). Então os caras fizeram montagens engraçadas com fotos dos governantes e saíram distribuindo de graça pela cidade, num jornaleco de quatro páginas.
    Pinochet morreu em 2006, mas o jornal já não se limitava a brincar com fotos do ditador. The Clinic cresceu tanto que virou até UM BAR. Sim, um bar. Um prédio de três andares com vários ambientes (tem até uma loja), decorado com as manchetes da semana nas paredes. Dizem que é um dos melhores lugares para se sair em Santiago.

    1) Identificação e segmentação: The Clinic, jornal de Santiago, no Chile. Definido como popular, de periodicidade semanal. Sua linha temática é basicamente a política vista pelo lado cômico. O semanário pode ser considerado uma publicação segmentada, por tratar de assuntos políticos e humorísticos, com uma tiragem de 35 mil exemplares, segundo dados de 2011.

    2) Papel e formato: Acredito que é um tipo de papel-jornal de gramatura média ou alta, apesar de não sujar as mãos. As páginas são grampeadas e tem a medida de 265 x 430, o que se aproxima mais do formato germânico de jornal.

    3) Organização: The Clinic é composto, atualmente, por 32 páginas, sendo a primeira a capa, a penúltima, o que se pode chamar de quadrinho, e a última, a contracapa. Caderno único com várias seções. As duas primeiras páginas de dentro da revista são preenchidas com várias chamadas, frases, piadinhas, em caixa-alta e negrito, separadas por linhas também grossas. Nas páginas 4 e 5 está um resumo dos acontecimentos importantes da semana. Matérias, entrevistas e textos de opinião também separados por linhas. Na página 6 está o editorial, fonte grande, foto grande, a seção ocupa a página toda. A página 8, pelo menos da edição avaliada, tem um texto de opinião e uma charge grande. É importante ressaltar que há, no canto inferior de cada página, uma seção “SABÍA USTED QUE…” em que a frase é completada com alguma piada. A entrevista central, de mais destaque da edição, tem uma página só com a foto do entrevistado, sendo as seguintes com título e linha fina com fonte grande. Segue o padrão de foto e fontes grandes para as matérias seguintes. Uma matéria de um especialista da área econômica é destacada com uma borda cinza, diferenciando-a das demais. A página 22 contém um quadrinho e montagens no photoshop com fotos de políticos. Na página 24 tem um conto, com uma ilustração. A página 25 é composta pela seção “Un touch de cultura” com vários quadros e notícias em nota. A penúltima página também é composta por quadrinhos, feitos a partir de montagens no photoshop. As duas capas (capa e contracapa) são elaboradas de maneira que qualquer uma pode ser a “verdadeira” capa. O jornal não tem muitas propagandas, divulga seus próprios produtos e seu bar. Encadernação simples, é grampeado. Acabamento quase igual ao de revista.

    4) Tipologia: Fonte serifada no título do jornal e no restante do interior da publicação. Manchetes das capas não serifadas. O título do jornal é em branco, contrastando com um retângulo preto ao fundo. As manchetes são em cores chamativas e contornadas por outras, também coloridas. No caso da publicação analisada, a manchete é amarela, contornada de rosa. Há variações dessas cores pela página, com palavras só rosa, só amarelas, ou só brancas, por exemplo. Quadros coloridos também são usados, sempre dentro do jogo de cores da edição. Dentro do jornal, inúmeras variações de fontes, com títulos grandes e chamativos que, no entanto, não são desconfortáveis aos olhos. Uso de letras capitulares no início de cada matéria, mas sem um padrão de tamanho para as mesmas seguirem (algumas cobrem 4 linhas de letras normais, outras 5, 6 ou 7 linhas).

    5) Diagramação: Uso frequente de linhas para separar colunas, frases, propagandas, ou o “olho” de alguma matéria. Linhas pontilhadas na seção “Pipazos”. Presença do branco, não de modo exagerado, mas o suficiente para dar um ar mais limpo e organizado ao jornal. Fotos e ilustrações grandes, compondo o texto (ou o texto contornando).

    6) Cores: Basicamente preto (fundo claro) e branco (no caso de um fundo escuro). Algumas coisas coloridas, como o título do conto na página 24, quadros na página 25, algumas letras no título da matéria na página 18, a charge na página 8… As capas apresentam manchetes com letras coloridas, cada edição apresenta um jogo de cores diferente, mas normalmente é algo como o amarelo, rosa, branco ou vermelho.

    7) Iconografia: Símbolo do THE CLINIC no canto inferior de cada página. Uma flechinha aparece no fim de cada texto. No resumo da semana aparece o ícone de óculos de grau. Na parte de estatística também há um desenho ilustrando o quadro. Citações com aspas grandes. Algumas colunas tem uma ilustração que representa o colunista.

    Bibiana Garrido

    15/04/2013 em 14:25

  21. Zero Hora – Porto Alegre, 30 de março de 2013, ANO 49, No 17339 , 2a edição

    1)Identificação e segmentação:
    A Zero Hora é um jornal diário feito em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, voltado para pessoas de Classe A e B que trata de assuntos que possam interessar essas classes, tais como políticas, carros, casas, eventos internacionais e outros. ZH é um jornal regional com muitas de suas matérias voltadas para o Rio Grande do Sul. O jornal possui uma média de circulação de 187 355 (fonte: IVC 2011).

    2)Papel e formato:
    A Zero Hora é impressa em papel jornal e possuí formato tablóide (35 cm de altura por 26,1 cm de largura, ou 5 colunas). Os cadernos Casa&Cia e Donna possuem 34 cm de altura por 24,7 cm de largura, ou 4 colunas. O jornal segue o padrão Berliner (315X470).
    A ZH é apresentada em um caderno único, capa envolvendo todo o jornal, no mesmo formato do jornal El País, com a capa envolvendo todos os cadernos.
    Segundo o Diretor de Operações dos jornais da RBS, Christiano Nygaard, existe um desalinhamento proposital nas páginas da primeira metade do jornal que tem 12 mm a mais de largura no papel, porém a mesma largura que as demais páginas na parte impressa. A razão deste desalinhamento, chamado de overlapping na liguagem dos fabricantes de equipamentos, é facilitar o processo de encarte automatizado dos cadernos do jornal, o que reduz o manuseio dos exemplares, fazendo com que cheguem mais limpos à casa dos leitores, organiza os cadernos sempre na mesma ordem e agiliza o processo de distribuição.

    3)Organização:
    A ZH possui o seu Primeiro Caderno com um encadernamento linear, entretanto os cadernos que vêm dentro do caderno principal possuem encadernação cebola em relação ao caderno de classificados PenseImóveis.
    O Primeiro Caderno traz uma Reportagem Especial, as editorias de: Política, Editoriais, Economia, Mundo, Geral, Tempo, Polícia. Já o Segundo Caderno trata de temas mais voltados à cultura. A ZH também possui uma seção que traz “Anúncios Funebres e Reliosos”, outra focada na Região Metropolitana de Porto Alegre. A seção chamada Almanaque Gaúcho traz um pouco da história da região, através de anúncios de encontros de família, além de piadas, serviço e resultado de jogos da Loteria. Há o caderno de Classificados, Cultura, Esportes e, na edição analisada (Sábado, 30 de março de 2013) o suplemento Vida.
    Na edição analisada, o Primeiro Caderno possuia 48 páginas; o suplemento Vida, 8 páginas; o Segundo Caderno, 12 páginas; o caderno Cultura, 8 páginas; totalizando 76 páginas na edição. A seção Do leitor estava localizada na página 2, o Informe Especial, na página 3; a Reportagem Especial, nas páginas 4 e 5; Política ocupava as páginas 6 a 12; Economia, 18 a 22; Indicadores estava na página 24; Mundo preenchia as páginas 25 e 26; Geral, 27 a 33; Tempo ocupava a página 32; Polícia, as páginas 34 e 36; Esportes, 39 a 45; Almanaque Gaúcho, 46; Memória divide a página 47 com a coluna de Paulo Sant’Ana.
    Segundo o diretor-geral de Produto do Grupo RBS, Marcelo Rech, embora poucos leitores se deem conta, Zero Hora muda o número de páginas quase diariamente, de um mínimo de 40 a um máximo de 112 páginas no caderno principal, também chamado de primeiro caderno.
    Apesar da maleabilidade no número de páginas de acordo com a quantidade de anúncios, em geral o primeiro caderno tem 56 ou 64 páginas. Uma das exceções é a segunda-feira, quando esse caderno principal cai para 40 ou 48 páginas porque a editoria de Esportes se transforma em um caderno de, normalmente, 12 páginas.
    O cabeçalho do jornal traz uma chamada para a matéria principal do caderno daquele dia, logo abaixo há uma foto-legenda e na parte inferior da primeira página estão as chamadas para as outras matérias.
    A página 2 traz a coluna de Cláudia Laitano, a seção Do Leitor, o Conexão ZH e o ZH Ontem. Já a página 3 traz o Informe Especial. A Reportagem Especial ocupa as páginas 4 e 5, trazendo várias fotos, gráficos e boxes. A reportagem “Oito meses depois ponto eletônico não saiu do papel”, da editoria de Política, ocupa toda a página 6, trazendo infográficos e fotos.
    A ZH possui muitas páginas reservadas à publicidade, que condiz com a proposta de valor e com o público-alvo do jornal.
    A página 10 é assinada por Rosane de Oliveira e traz diversas notas, boxes e duas fotos. Já a página 12, traz duas matérias, a primeira com um box. Os editoriais e artigos estão nas páginas 14 e 15, que apresentam duas ilustrações, olhos, capitulares e boxes.
    A editoria Economia traz um infográfico explicando o IRFF na página 18, que ainda traz uma nota e uma outra notícia. Essa editoria faz uso de diversos recursos gráficos, tais como ilustranções, fotos, boxes e infográficos.
    A capa do suplemento Vida traz uma foto-legenda sobre remédios para emagrecimento. Nessa editoria, geralmente, a publicidade se refere à saúde e à estética. Novamente, há a presença de elementos gráficos como foto-legendas, boxes e fotos. Geralmente, as matérias possuem três ou duas colunas.
    O Segundo Caderno também possuí uma capa com forte apelo visual, a foto que ilustra a matéria principal, ocupa toda a metade superior da página. Nesse caderno as matérias são acompanhadas por fotos grandes e chamativas. É no Segundo Caderno que estão as tirinhas, as palavras cruzadas e o horóscopo.
    O caderno Cultura e a Agenda seguem a mesma lógica do Segundo Caderno, o primeiro, entretanto, traz matérias mais extensas, e o segundo, a programação dos canais de TV.
    De volta ao Primeiro Caderno, mesmo uma matéria que fala sobre a morte de uma menina em um incêndio é acompanhada por uma foto mais artística e atraente.
    A previsão do tempo é feita através de um infográfico que ocupa toda a página que lhe é dedicada.
    Uma matéria sobre as obras para a Copa também é preenchida por um grande infográfico e duas fotos.O caderno Esportes é ainda mais gráfico, ele possuí manchetes coloridas, fotos, infográficos, boxes e ilustrações em quase todas as matérias.
    A última página do jornal também faz chamadas para as matérias que estão dentro do jornal.
    O jornal é um caderno único, capa envolvendo todo o jornal, mas seus cadernos são colocados um dentro do outro, e algumas vezes a matéria continua na página seguinte, apesar do caderno que a está interrompendo. Essa organização pode confundir o leitor que não está acostumado à estrutura da ZH.
    Ao contrário de grandes jornais paulistas, como a Folha de São Paulo e o Estadão, a Zero Hora não solta tinta na mão de seu leitor e quase todas as suas páginas são coloridas.

    4)Tipologia:
    O nome do jornal é escrito em caixa alta, com letra serifada e azul. A maior parte das manchetes e nomes de cadernos e editorias também são escritos com letras serifadas, assim como as matérias, esses elementos usam a mesma fonte, as manchetes em negrito e algumas matérias com capitulares.
    As linhas-finas são feitas com letras não serifadas, assim como algumas colunas e infográficos. Algumas matérias possuem retranca, ou cartola, em azul.
    O caderno de classificados PenseImóveis não utiliza letras serifadas. Já o Segundo Caderno só usa letras não-serifadas em seu nome.
    Segundo Luiz Adolfo Lino de Souza, editor de Arte dos jornais do Grupo RBS , “Zero Hora renovou seus tipos de letras para títulos de matérias e adotou um modelo mais contemporâneo, próximo das revistas. São tipografias testadas internacionalmente e que estão em grandes publicações do Brasil e do Exterior. A facilidade para ler é muito maior, a partir de contrastes e combinações. Não alteramos tamanhos de letras do texto, nem suprimimos conteúdo com diminuição de espaços.”

    5)Diagramação:
    ZH, geralmente, usa cinco colunas no seu primeiro caderno, entretanto esse número pode variar de acordo com a matéria, podendo ser reduzido, o que ocorre mais, ou aumentado.
    O jornal como um todo é extremamente gráfico, valorizando fotos, ilustrações, boxes. Ele se utiliza de linhas, fios e molduras em boa parte de suas matérias. Além disso, todas as páginas são coloridas, mesmo que seja apenas um intertitulo ou uma capitular em outra cor.
    Em algumas matérias, como a “Com moderação, pode!” o esquema de cinco colunas é praticamente abandonado e dá espaço a uma diagramação mais livre e criativa.

    6)Cores:
    A cor do ícone do ZH é azul, cor próxima da aqua do word. Essa cor está presente em todo o jornal, em manchetes,retrancas, linhas e fios. Outros tons de azul também aparecem muito no jornal. O jornal também usa muito um vermelho terra e um bege acinzentado como cor de fundo.
    O Caderno Esportes é amarelo, pois nenhum dos dois grandes times rivais do Rio Grande do Sul usam essa cor. Já o caderno de classificados PenseImóveis, é verde.

    7)Iconografia:
    A ZH faz uso de elementos iconográficos em diversas páginas. Na seção “Do Leitor”, por exemplo, há a presença de um íconerepresentando duas pessoas. Na página 10, temos uma corda se rompendo (parte inferior central esquerda) e um ponto de exclamação (parte superior direita).
    Já na página 15, temos uma lupa em um box que destaca a visita do ministro da Integração, Fernando Bezerra à Câmara, na qual ele falaria sobre ações que possam evitar a repetição de tragédias como a de Petrópolis, no Rio de Janeiro.
    A logomarca da ZH aparece na página 18 junto ao infográfico sobre Imposto de Renda e também na linha-data do suplemento Vida.

    Bianca Arantes dos Santos

    15/04/2013 em 14:27

  22. 1. IDENTIFICAÇÃO E SEGMENTAÇÃO: Pertencente ao maior grupo midiático da Espanha, grupo PRISA, o jornal El País foi analisado com base na edição internacional de 24 de junho de 2009. Por ser uma edição internacional, impressa para um público muito mais abrangente que a versão nacional do periódico, as características aqui identificadas podem não corresponder às da versão nacional do El País. O público do jornal é composto pelas classes média e alta dos países onde é distribuído, sendo possível perceber que o jornal não tem um apelo mais popular principalmente pela sobriedade de seu design, sem fotos e manchetes chamativas ou explosão de cores. O El País é impresso e distribuído diariamente tanto na Espanha, em diferentes dialetos dependendo das regiões, quanto na Europa e nas Américas, em espanhol castelhano. Sua média de tiragem nacional é de 470 mil exemplares diários. É um jornal abrangente, que dá destaque às notícias internacionais e às notícias da Espanha. Também destaca as notícias de economia. Por ser um jornal que percorrerá toda a América Latina em espanhol (incluindo aí o Brasil e sua língua portuguesa), o El País tem um nível de especialização apenas médio. Por exemplo, na editoria de economia é possível compreender as matérias sem se perder em linguagem específica da área.

    2. PAPEL E FORMATO: Papel jornal de gramatura média. É um jornal de tamanho aproximado ao do tabloide e é de fácil manuseio. A capa e a contracapa são coloridas, enquanto o resto do jornal é impresso em preto e branco.

    3. ORGANIZAÇÃO: O El País possui um único caderno que acomoda todas as editorias do jornal. Não é possível retirar uma editoria de dentro do caderno (as páginas perdem o sentido por ficarem sem sua continuação direta). A capa contém as principais notícias nacionais e internacionais. A primeira editoria é a “Internacional” (10 páginas), que, além das notícias escritas por jornalistas ao redor do mundo (a edição veio com notícias feitas por jornalistas na Inglaterra, no México, no Teerã etc), traz análises de eventos e colunas que se alternam diariamente. A segunda editoria, denominada “España” (7 páginas), traz as principais notícias do país, em especial as políticas. “Economía” (6 páginas) é a terceira editoria e foca nas notícias econômicas da Espanha, mas também apresenta colunas e os destaques das bolsas de valores mais importantes no mundo, além de, curiosamente, a previsão do tempo nas principais cidades da Europa e das Américas. A quarta editoria, chamada “Opinión” (4 páginas) traz o editorial do El País, cartas dos leitores e algumas colunas que abordam temas mundiais, como eleições presidenciais, além de temas mais nacionais, como crises econômicas e política. O jornal, então, se divide em uma espécie de segundo caderno (sem, realmente, ser um segundo caderno), chamado “vida&artes”, que traz as editorias mais leves, como cultura, sociedade e esportes. Há, inclusive, uma capa, com notícias maiores e mais gerais (a principal deste edição, por exemplo, era sobre a geração que está chegando com 30 anos no mercado de trabalho espanhol) mas também com chamadas no alto da página para matérias das outras editorias. A primeira editoria desta segunda parte é a “Sociedad” (5 páginas) e foca em assuntos como meio ambiente, denúncias de trabalho infantil, debates sobre aborto. A segunda editoria é a “Cultura” (5 páginas), que fala bastante de teatro e literatura. A editoria também conta com a coluna semanal “Ídolos de la Cueva”, escrita por Manuel Rodríguez Rivero. “Gente” é a terceira editoria, destacando notícias sobre a vida dos famosos, principalmente dos artistas de Hollywood. Nesta editoria, também é possível encontrar passatempos, como palavras cruzadas. A última editoria do jornal é a “Desportes” (4 páginas), que dá bastante destaque para o futebol mundial. A contracapa do jornal fecha a edição com artigos de opinião de vários colaboradores. Nesta edição a jornalista e escritora Elvira Lindo e o jornalista Miguel Mora contribuíram.

    4. TIPOLOGIA: O logo do jornal é escrito com a fonte Clarendon em preto e letras maiúscula, e o acento agudo da palavra “país” tem um tom de azul marinho. Abaixo do título, também em lestras garrafais –porém em menor tamanho-, temos o lema do jornal, “El Periódico Global Em Español”. Até 2007, a fonte padrão do El País era a Times New Roman, mas, com a renovação do jornal naquele ano, uma fonte especial para o jornal foi criada pelo tipógrafo português Mario Feliciano, chamada de Majerit. De acordo com o anúncio do jornal, esta é uma fonte que permite uma leitura mais fácil e mais rápida. Além disso, a Majerit se adequa à então nova qualidade de impressão, ao tipo de papel e à tinta utilizadas pelo jornal. O nome das editorias também vem em caixa alta, mas num tom de cinza. Enquanto o título das matérias vem em negrito, o subtítulo das matérias vem em negrito e itálico. O El País não sai deste padrão para suas edições comuns. Não foi possível analisar a tipografia dos suplementos do jornal.

    5. DIAGRAMAÇÃO: O El País segue um padrão de grid de cinco colunas, inclusive na capa. Esta vem impressa em cores, com boxes na parte superior para dar destaque a notícias de outras editorias. Os boxes são acompanhados por pequenas fotos de seus respectivos assuntos. A principal manchete divide espaço com uma foto e com a própria matéria, que continua no interior do jornal. As matérias da capa são dispostas de forma peculiar. Por exemplo, a principal delas ocupa um quarto da primeira coluna e continua na segunda coluna, enquanto o resto da primeira é preenchida por outra matéria ou outro enfoque do mesmo assunto. Analisando algumas outras edições disponíveis no laboratório da universidade, é possível perceber que a publicidade não recebe tanto destaque na primeira página quanto recebe em outros jornais.
    O padrão de cinco colunas segue no interior do El País. Fotografias, gráficos e publicidade podem ocupar até três colunas e a matéria em questão continua ao redor dos elementos. É comum, no entanto, que a última coluna das páginas contenha sempre uma matéria completa sem interrompimentos. Não há diferenciação especial para as colunas, que são separadas no jornal do mesmo modo que as matérias comuns (por linhas circulando-as). O uso de tabelas, gráficos, fotos e ilustrações é até alto, pois toda matéria contém pelo menos um desses elementos. A organização do El País é evidente, de forma que o jornal passa um ar sério e tradicional. É muito fácil localizar-se entre as matérias; e a publicidade, pelo menos na edição internacional, vem discreta e simples, sem “vazar” pelas colunas e sem poluir a visão do leitor.

    6. CORES: Somente a capa e a contracapa do jornal vêm coloridas, seu interior é completamente em preto e branco (e tons de cinza), inclusive ícones para diferenciar editorias ou colunas, fotos e publicidade. Os únicos destaque das cores no jornal são o acento agudo do título na capa, que vem em azul marinho, e uma linha que separa o cabeçalho do resto da capa.

    7. ICONOGRAFIA: As matérias e elementos em geral (como fotos e tabelas) vêm separados por uma linha fina em preto que os contorna. Este é o principal modo de separação usado pelo El País. O fio-data é o primeiro elemento de todas as páginas (os dados como o nome do jornal e a data se encontram acima dela, no canto superior “de dentro” do jornal, ou seja, mais próximo à sua dobra. Do outro lado, temos o número da página em negrito). Abaixo do fio-data temos sempre o nome da editoria (em caixa alta e cinza claro, no lado oposto ao da data). Sob o nome da editoria é encontrada uma linha fina em preto que separa esses itens básicos do resto do conteúdo da página. O nome do autor da matéria ou coluna vem sempre abaixo do título da matéria, separando este de seu corpo. Aliás, o nome do autor vem entre duas linhas do mesmo tipo daquele que separa a editoria do resto da página. Estes são os principais elementos da iconografia do El País. Algumas colunas vêm com o nome do autor em um box de fundo cinza mais escuro com a fonte em branco, mas não foi possível perceber um padrão que identifique porquê algumas colunas vêm assim e outras não. Na contracapa (que é colorida), o nome de Elvira Lindo, colunista, veio em um tom de laranja acompanhado de uma imagem do seu rosto, o que quebra o padrão visto pelo jornal inteiro.

    Jonas L. C. Junior

    15/04/2013 em 14:28

  23. Análise Agora São Paulo

    1) Identificação e segmentação
    O Agora São Paulo é um jornal brasileiro que circula em todo o estado de São Paulo e é produzido na capital. O periódico é diário e é direcionado para um público mais popular (classes C e D). O principal caderno do jornal é o caderno Máquinas, focados em carros. Por conta disso os principais anunciantes do jornal são relacionados a veículos. Porém há uma incoerência, pois o Agora é um jornal popular, mas as propagandas e matérias são sobre carros mais luxuosos. As matérias tratam de assuntos apelo popular, como notícias policiais, famosos, futebol e sobre a economia que afeta o cidadão diretamente. As reportagens sobre economia trazem esquemas, desenhos e infográficos para simplificar a linguagem e facilitar o entendimento do leitor.

    2) Papel e Formato
    O jornal Agora é no formato standard (32cmx16cm), sendo que o caderno Máquina possui o formato meio-standard (16cmx16cm) e o caderno Show! é menor, semelhante a uma revista.

    3) Organização
    O periódico possui 4 volumes: o caderno A, o Vencer, o Máquinas e o Show!. O caderno A possui 16 páginas e comporta 8 editorias. A Olá e a Zapping são focadas em celebridades e televisão e é possível identificar as 6 colunas, as duas editorias ocupam apenas um página. A seção Rapidinha pertence a editoria Olá. A principal matéria do jornal está na mesma página que o Editorial, que ocupa apenas ¼ da página A2. Ainda no caderno A há a editoria Nas Ruas, uma das maiores do jornal, o qual apresenta matérias relacionadas à cidade de São Paulo. Todo o espaço das páginas é aproveitado com fotos e notas. Ao todo a editoria Nas Ruas ocupa 5 páginas do jornal, sendo que o final da página 3 traz a seção de Mortes.
    Dicas é uma editoria de serviços, que traz seções sobre o tempo (com desenhos e ícones), trânsito (Corredores Livres) e loterias. A editoria Grana é focada em assuntos econômicos e ocupa 3 páginas do jornal, o qual possui muitas ilustrações e infográficos para simplificar a linguagem e facilitar o entendimento do leitor. Esse caderno também aproveita todo o espaço da folha com notas. Na última página de Grana uma coluna quase inteira é reservada para pequenas informações relacionada à economia. A editoria Trabalho, Defesa do Cidadão e Brasil possuem apenas uma página cada uma. Trabalho possui uma seção com anuncio de concursos públicos. A editoria Defesa do Cidadão traz as seções Desabafo, Outras Reclamações, Agora Errou, Agora Esclarece e Fale com o Agora
    O caderno Vencer é composto por 14 páginas que tratam sobre esporte em sua maioria. A segunda página possui dois colunistas e as tabelas dos principais campeonatos de futebol. No topo e no final da terceira página e no topo da quarta página há informações sobre data e horário dos próximos jogos. A quinta e a sexta página do caderno são compotas por anúncios de concursos públicos. A sétima página volta com uma matéria sobre esportes, sendo o resto da página completada com anúncios de automóveis. A nona página do caderno Vencer possui Futebol Europeu e classificados e a décima página é dedicada a outros esportes. As páginas dez e onze são especialmente dedicadas a matérias sobre o novo papa, como uma editoria extraordinária. O caderno também possui uma parte da editoria Show!, apenas com endereços de cinemas e filmes em cartaz.
    O caderno Show! traz matérias sobre programa televisivos em suas 32 páginas. A terceira página possui o índice, informações sobre o Ibope e uma coluna. A página 16 possui a programação do dia dos canais abertos e a página 18 traz a programação do dia seguinte. O caderno Show! possui também sub-editorias, como a Net Vídeo, localizada nas página 26 e 27. Horóscopo possui 2 páginas, contendo também as seções Santo do Dia e Aniversariante, a página seguinte é dedicada à Cruzadas e a solução do jogo da edição passada.
    O último caderno do Agora São Paulo é o principal do jornal. O caderno Máquina possui 40 páginas. A segunda e a terceira página são dedicadas à matéria de capa. As páginas 4 e 5 são a sub-editoria Vitrine, o qual são expostos lançamentos de carros. Serviços e Defesa vêm logo em seguida. O caderno dedica 8 páginas para propagandas, sendo 7 sobre carros e 1 página do próprio jornal, onde também está localizado a seção Máquina Classificados. 21 páginas composta por tabelas de carros nacionais, internacionais, motos e caminhões. A sub-editoria Caminhões possui 2 páginas.

    4) Tipologia
    Todo o jornal usa a mesma tipologia, diferenciando apenas o corpo da fonte. O jornal faz uso de quadros (fundo) coloridos para destacar uma manchete inteira ou apenas a palavra chave da manchete, chamando a atenção do leitor.
    Acima das manchetes da capa há uma pequena “contextualização” que vem destacada com o fundo na cor da editoria a qual pertence, com o texto em caixa alta. As manchetes e os títulos são escritos em negrito.
    Algumas linhas finas possui a cor da editoria.

    5) Diagramação
    A diagramação da capa possui as seguintes características: O nome do jornal não ocupa todo o cabeçalho, o espaço é aproveitado com manchetes de notícias e também não possui localização fixa, podendo haver flexibilidade. A manchete principal possui corpo maior e fica, geralmente, no meio da página (no final quando dobrado).
    . O jornal faz uso de quadros (fundo) coloridos para destacar uma manchete inteira ou apenas a palavra chave da manchete, chamando a atenção do leitor.
    As páginas são moduladas seguindo a sequência A1, A2… A16, B1… B14, C1, C2 e D1… D40.
    As imagens são geralmente grandes e as legendas são escritas em negrito. Além das fotos há também o uso de infográficos. Para separar matérias o jornal utiliza linhas pretas.
    Na capa do jornal é possível identificar 5 colunas, sendo que dentro do jornal é utilizado grid de 6 colunas.

    6) Cores
    A cor que caracteriza do jornal é o vinho, porém cada editoria recebe uma cor diferente. As editorias Olá, Zapping e Nas Ruas dividem a cor vermelha, as editorias Dicas e Defesa do Cidadão são representadas pela cor laranja. As editorias Grana e Trabalho utilizam a cor verde. A Editoria Vencer possui a cor azul. Brasil é representado pela mesma cor do título do jornal, vinho. A editoria Show! é roxa, Mundo possui um verde azulado e o Caderno Máquinas é caracterizado por um azul marinho.

    7) Iconografia
    O jornal utiliza tarjas coloridas para identificar editorias ou destacar uma palavra. O título do jornal aparece em quase todas as páginas ao lado do número da página. Se a editoria possui mais que uma página o seu nome aparece ao lado do título no canto superior.

    Ihanna Barbosa

    15/04/2013 em 14:34

  24. Análise da edição de 27 de Março de 2013 do diário argentino Clarín.

    Dados Corporativos:
    * Fundação: 28 de Agosto de 1945, Buenos Aires, Argentina
    * Fundador: Roberto J. Noble
    * Sede Mundial: Buenos Aires, Argentina
    * Proprietário da marca: Grupo Clarín
    * Capital aberto: não (subsidiária)
    * Diretora geral: Ernestina Herrera de Noble
    * CEO: Héctor Magnetto
    * Faturamento e Lucro: não divulgados
    * Circulação diária: 271 mil exemplares
    * Presença global: 40 países
    * Presença no Brasil: sim
    * Funcionários: 1000
    * Slogan: “O Grande Diário Argentino”
    * Website: http://www.clarin.com

    1) Identificação e segmentação: O Clarín é um jornal diário, originário da cidade de Buenos Aires, República Argentina. Desde o surgimento do periódico, seu fundador, Roberto Noble, incumbiu aos editores a tarefa de buscarem as pulsações e vibrações das pessoas nas ruas, tornando democrática a teia ideológica do Clarín. Atualmente, o tradicional diário lido todos os dias por 1.8 milhões de argentinos, chega a todos os cantos do país graças a sua eficiente rede de distribuição. Além disso, o jornal ainda é lido em 40 países ao redor do mundo. O Clárin aborda pautas diversas: desde cotidiano nacional e internacional até questões culturais e esportivas. Estima-se que o público leitor seja dos mais variados, em comparação a outros periódicos argentinos (maioria de leitores de classe média, homens, 40 anos).

    2) Papel e Formato: O Clarín é impresso em papel jornal. A tiragem inicial foi de 150 mil exemplares no formato tablóide (430 x 280mm – inspirado no jornal The Mirror, de Londres) e editado nas rotativas de Notícias Gráficas. Atualmente o jornal possui uma tiragem de 271 mil exemplares sendo considerado um dos maiores diários de distribuição em língua espanhola e um dos periódicos mais importantes do mundo. O Clarín possui dimensões de 35 x 26 mm, sem uso de recursos especiais, apenas dobras.

    3) Organização: O jornal impresso Clarín está dividido em cadernos da seguinte forma:
    Total -(80)
    Capa -(1)
    Sumario + Del Editor al Lector.(1)
    Tema del Día – Segunda página do jornal.(4)
    El País – Esse caderno é um dos maiores do Clarín.(13)
    El mundo – Abarca conteúdos informativos de todas as nações do mundo.(6)
    Opinión – São duas páginas dedicadas a textos enviados por leitores.(2)
    Sociedad – Parte do jornal que trata de questões eminentemente portenhas.(8)
    La ciudad – Trata de assuntos que tangem à arquitetura de cidades argentinas e de outros países do mundo.(4)
    Ollas e Sartenes – suplemento gastronômico.(8)
    Clasificados -(23)
    Policiales – Cuida de assuntos relacionados à criminalidade em geral.(3)
    Deportes – Majoritariamente futebolístico.(14)
    Carreras – Trata de temas relativos ao hipismo e ao jockey, assim como das competições realizadas na Argentina e no mundo.(1)
    Espectáculos – Caderno que abarca conteúdos do mundo dos shows.(5)
    Telones y Pantallas -(2)
    Carteleras -(3)
    Fúnebres y Remates -(1)
    Pasatiempos y horóscopo -(1)
    Servicios – Abarca informações a respeito do tempo no
    país e no mundo, condições do tráfego aéreo, telefones de urgência,e agenda do dia.(2)
    * Na edição analisada, duas folhas foram dedicadas à publicidade especial – relacionada à educação.
    Aos domingos, o jornal inclui os cadernos “viajes” e “económico”.

    4) Tipologia: Whitney Family, com Manchetes em Negrito, destacando as principais notícias. O Clarín trabalha muito com alterações no tamanho das fontes, dando ênfase a certas matérias. Além disso, a cor vermelha, muito utilizada na diagramação, colabora com a importância dada a cada texto.

    5) Diagramação: Em todas as páginas, podemos perceber a união de textos e imagens. A capa se destaca pela concisão de informações, ou seja, utiliza-se pouco texto para chamar a atenção do leitor. A primeira folha do jornal tradicionalmente carrega uma foto importante juntamente com uma manchete, não necessariamente vinculada à imagem. Margens suficientemente espaçadas, área de mancha preenchida em quase todas as folhas, poucos espaços brancos. Quanto ao texto em si, os títulos são em fonte maior e em negrito, uso de preto e vermelho para destacar certos aspectos. A configuração das fotos nas páginas do jornal variam muito. Algumas apresentam legendas extensas enquanto outras são breves. A divisão de matérias em uma página se faz por meio de dois fios na cor preta -um em negrito e outro não. Os créditos são extremamente discretos.Quanto à separação das seções, a diagramação faz uso de vinhetas bem marcantes, com boxes preenchidos em vermelho – para os nomes dos cadernos e em preto e cinza para outras divisões de temas. Fotos coloridas e alguns infográficos. O Clarín possui um template característico, não possui fio-data, sendo os dados referentes a ele impressos ao lado da marca Clarín, logo abaixo do slogan do jornal (dia da semana e do mês em vermelho e negrito, mês e ano em preto e negrito) e seu grid de 5 colunas distribui bem as notícias.
    Os anúncios publicitários de página inteira são raros, no entanto, propagandas se espalham no meio do conteúdo informacional, causando certo desconforto.

    6) Cores: Preto e Vermelho. Tais cores marcam o projeto gráfico do jornal argentino e, segundo alguns analistas, podem ter ajudado a estabelecer a hegemonia de determinados grupos e projetos político-ideológicos. No entanto, a linha editorial do Clarín se diz de centro.

    7) Iconografia: O nome Clarín quer dizer trombeta. O logotipo e o ícone do boneco soprando o clarinete surgiu de um projeto desenvolvido por Luis Llano e Guevara e a utilização da cor vermelha leva em conta características do modelo jornalístico do jornal “The Mirror”. Além disso, pequenas setas em vermelho introduzem linhas-finas. Esteticamente, a harmonia predomina nas páginas do diário argentino. A comunhão do vermelho sangue com o preto transmitem, em minha opinião, a força da teia noticiosa do jornal.

    Laura Fontana

    15/04/2013 em 14:42

  25. Dupla: Beatriz Vital e Isabella Holouka

    Identificação e segmentação:

    NOME DO JORNAL: La Maga
    PAÍS/ESTADO/CIDADE DE PUBLICAÇÃO: Caba, Argentina.
    TIPO DE PÚBLICO: Não há na revista ou na internet uma indicação de público definido, mas de acordo com o conteúdo e o perfil da revista, imagina-se que seja um público específico que goste do tema “cultura” e que provavelmente varia entre as classes A e C.
    SEGMENTO TEMÁTICO: CULTURA. A revista trás logo abaixo do seu nome os dizeres “ Notícias de Cultura”, ou seja, o jornal é claramente segmentado e trata especificamente de pautas relacionadas a cultura.
    ABRANGÊNCIA DA CIRCULAÇÃO: O jornal é distribuído na capital federal da Argentina, Buenos Aires, e na chamada ‘Gran Buenos Aires’. Considerando que a Argentina é um país de pequenas dimensões, pode-se dizer que o “La Maga” tem uma circulação considerável em relação a área. Além disso, deve-se ressaltar que política e economicamente, essa região é a mais importante da Argentina.

    Papel e formato:

    TIPO DE PAPEL: Papel jornal de média gramatura
    DIMENSÕES DA PÁGINA: medindo 280×400 mm, pode ser inserida no formato de revista ampliada.
    USO DE DOBRAS E OUTROS RECURSOS ESPECIAIS: O jornal adota o uso de dobras, além do uso de grampos para melhor compactação das páginas.

    Organização:

    NÚMERO DE PÁGINAS: 48 páginas, incluindo a contra-capa.
    DIVISÃO DE CADERNOS: A revista tem um único caderno, que é dividido em seções
    DESCRIÇÃO DE EDITORIAIS: Por ser uma revista temática, ela não conta com uma divisão em editorias e nem com a presença de editoriais. Há apenas um sumário indicando a divisão das seções.
    SEÇÕES: “La Conversación” (4), “Escenario Editorial” ( 4), “Libros” (2) , “Teatro” (2) , “Cine” (4) , “Música” ( 3 ), “Lenguaje” ( 1), “May otra historia” (9), “Televisión” ( 2), “Agenda” (1), “Arte” (3), “Oficios” (2), “Ecologia” (2), “ Tributo a Manuel José Castilla” (1) . Essas seções podem ser identificadas através dos chapéus presentes no canto superior esquerdo da página.
    O sumário apresenta essas seções, mas de maneira mais detalhada, com um pequeno resumo do que será tratado.
    SUPLEMENTOS: Não há suplementos na revista.
    MODELO DE ENCADERNAÇÃO: A revista é encadernada por grampos.

    Tipologia:

    CRITÉRIOS DE APLICAÇÃO DE DIFERENTES FAMÍLIAS TIPOLÓGICAS E VARIAÇÕES CONFORME CATEGORIAS TEXTUAIS, GÊNEROS JORNALÍSTICOS: O título da revista, presente na capa, utiliza letras bem grandes e leves.

    No corpo de texto das matérias é usada a fonte Times New Roman, enquanto que nos títulos das matérias, no nome da própria revista, nas vinhetas e nas linhas-finas é usada uma fonte mais simples e leve, não serifada.

    Quase todas as matérias utilizam um capitular.
    Não há uso de parágrafo e o texto aparece sempre justificado, regularizando as 4 colunas.
    Há grifos de destaque nas perguntas – quando entrevistas – e nos títulos dos boxes.

    Diagramação:

    ESQUEMA DE MODULAÇÃO DAS PÁGINAS: O esquema de modulação das páginas, além do tipo de papel utilizado, são cruciais para que aconteça essa confusão jornal/ revista. As revistas geralmente não adotam uma diagramação padrão, com um número fixo de colunas, entretanto, em La Maga, pode-se observar que há uma rigidez na composição da página. O textos, e até mesmo as fotos, são sempre distribuídos em quatro colunas. A demarcação das colunas é feita por uma linha imaginária. Não há uso de parágrafos e os olhos, dependendo de seu tamanho, são centralizados em relação a coluna em que ocupam. Outro ponto que causa a confusão de definição dessa publicação consiste no fato de que, mesmo ela sendo uma revista, onde deveria predominar a imagem e ser mais horizontal, há uma verticalização, na qual o texto é predominante. As páginas são equilibradas e simétricas, além da notável regularidade. A colocação dos “olhos” e dos boxes não causa uma desorganização, mas sim, são colocados de uma maneira que o equilíbrio se mantém.
    FLEXIBILIDADE NO USO DE PADRÕES: Há pouquíssima flexibilidade na revista. Como dito anteriormente, ela segue um padrão de diagramação durante toda a revista. O padrão só não é seguido nas páginas inteiras de anúncio e em poucos momentos onde há a colocação de boxes.
    Na capa, as chamadas já são dispostas seguindo o padrão de quatro colunas, que será notado em toda a revista. A chamada da matéria principal está em negrito para chamar mais atenção e há apenas uma foto colorida na página.Nota-se também na capa uma hierarquia de informações – as que vem no começo são maiores e mais importantes e as que se apresentam no final da página são menores.
    USO DE BRANCO: Há apenas alguns espaços em branco no decorrer das 48 páginas da revista. Entretanto, deve-se notar, que até mesmo os espaços em branco restringe-se ao padrão imposto pelas colunas.
    RELAÇÕES SIGNIFICATIVAS ENTRE TEXTO, IMAGEM E RECURSOS GRÁFICOS ( FIOS, LINHAS, MOLDURAS, TEXTURAS, BOXES ETC) :
    Não há legenda das fotos. As ilustrações com legenda são as que estão na “Agenda” . Apenas 4 fotos são creditadas.
    Nota-se que toda matéria tem uma imagem, geralmente ocupando no mínimo duas colunas.
    A revista não faz uso de infográficos, tabelas etc. O foco da revista está em fotos – perfis dos personagens entrevistados, que sempre são acompanhadas por molduras de cor preta.
    As linhas-finas são geralmente bastante longas em La Maga, diferentemente dos jornais comuns.

    Das 43 ilustrações presentes na revista:

    – 18 são coloridas:
    Livros, CD’s, Desenhos, Obras de arte.

    – 18 são fotos em preto e branco: 12 com moldura preta
    1 com legenda
    2 com créditos

    Há a presença de uma linha no canto superior de todas as páginas acompanhadas algumas vezes por um marcador.

    Cores:

    IDENTIDADE CROMÁTICA DOS ELEMENTOS DE DIAGRAMAÇÃO: A identidade cromática da revista se dá pelo uso do preto(como nos textos, na marcação de páginas, no chapéu, no título da matéria etc), um preto mais claro, ou cinza( nas linhas-finas e no fundo dos boxes) e o azul (marcando a fala das fontes entrevistadas, presente no capitular da maioria das matérias, no box que envolve o nome do autor da matéria, além de marcar a data da publicação)
    PALETAS DE IDENTIFICAÇÃO DE CADERNOS: Como há apenas um caderno, não há paletas de identificação deles. No entanto, há chapéus, identificando a seção que será abordada. Estes, entretanto, são todos da mesma cor: preto.
    TONALIDADES PREDOMINANTES E SEU VALOR SIGNIFICATIVO: Nota-se uma predominância das cores preto, cinza e azul. O azul varia de tons durante a revista e é utilizado para as falas dos entrevistados.
    O uso de cores de forma efetiva se dá nas propagandas, que ocupam apenas 6 páginas das 48 da revista. Esses anúncios se concentram mais nas últimas páginas.

    Iconografia:

    USO DE ÍCONES: Uso de um marcador no início de todas as páginas
    VINHETAS: A maior parte das matérias conta, acima do título, com vinhetas que as introduz.
    Uso de marcadores nos chapéus.

    Considerações Finais:

    A revista La Maga, apesar de se autodenominar como uma revista e apresentar características típicas de uma revista, também apresenta várias características de um jornal, o que, na verdade, nós acreditávamos que ela fosse. Após a descrição dessas características acima, consideramos que a publicação analisada pode ser vista como um “meio termo” entre esses dois veículos.

    Isabella Holouka

    15/04/2013 em 15:12

  26. Análise de jornal de Isabelle Hoffmann e Natália Pinhabel

    Le Monde
    Edição 20875 de Sexta-feira, 2 de março de 2012.

    1) Identificação e segmentação:
    Le Monde é um jornal francês, considerado o mais respeitado e sofisticado da França, com uma circulação média de 400 mil exemplares diários, a maior do país. Editado na cidade de Paris, é distribuído para vários países do mundo e atinge um público grande de leitores. Le Monde tem um caráter progressista, o próprio jornal se autoproclama de “jornal de referência” de centro-esquerda.

    2) Papel e formato:
    O jornal é feito no formato Berliner que tem as dimensões 315×470, é impresso em papel-jornal e sua gramatura está entre 40 e 60 g/m², o que pode se considerar de baixa gramatura.
    O formato “pequeno” é considerado bom para ser lido em diversos lugares por não ocupar muito espaço, possibilitando uma acomodação melhor para o leitor.

    3) Organização:
    A encadernação é simples, sendo composta por um único caderno sem separação de editorias. A edição analisada contém um suplemento sobre livros que vem separado do caderno principal, mas contém as mesmas características do resto do jornal.
    Caderno único (30)
    – Capa (1)
    – L’événement (3)
    – Internacional (2)
    – Planète (2)
    – Présidentielle 2012 (3)
    – Société (2)
    – Économie (4)
    – Décryptages (4)
    – Débats (2)
    – Reportage (1)
    – Analyses (1)
    – Culture (3)
    – Mode (1)
    – Sport (1)
    – Météo & Jeux (1)
    – Chroniques (1)

    Suplemento (10)
    – Capa (1)
    – Bonnes Feuilles (1)
    – Traversée (1)
    – Critiques (3)
    – Littérature (1)
    – Trois romans du Liban (1)
    – Essais (1)
    – Histoire d’um livre (1)
    – Chroniques (1)
    – Rencontre (1)

    4) Tipologia:
    O jornal possui uma fonte padrão para a maioria das matérias. A característica serifada que é comum para jornais impressos, pois dá ao leitor um conforto na leitura. A utilização de olhos, intertítulos, títulos em negrito, texto justificado e letra capitular é facilmente percebida ao se folhear o jornal. O título do Le Monde tem sua própria fonte e está em negrito, centralizado no topo da capa do jornal.

    5) Diagramação:
    O Le Monde tem uma margem larga se comparado aos jornais brasileiros, que utilizam ao máximo o espaço disponível. A diagramação faz um equilíbrio entre texto e espaço em branco ao longo das páginas. O jornal possui um padrão para os títulos (preto e em negrito), chapéu em todas as páginas, legendas em todas as fotos e os autores das matérias citados em negrito ao final do texto. Fio-data fica no lado de dentro o jornal (páginas ímpares, lado esquerdo; páginas pares, lado direito) e os números das páginas no topo da página, lado oposto da data.
    Recursos gráficos:
    – Grid com 6 colunas
    – Matérias separadas por linhas e tracejados
    – Utilização de símbolos para finalizar matérias, destacar olho etc.
    – Utilização de símbolos diferentes () como aspas
    – Falas entre “aspas” e em itálico

    – Fotografias e imagens: variam entre coloridas (maioria) e em preto e branco, depende do destaque de cada matéria e da importância da associação entre imagem e texto.
    – Anúncios publicitários: geralmente coloridos e na parte inferior de cada página. Um anúncio colorido ocupando toda a última página.

    6) Cores:
    A utilização das cores é pequena, apenas uma linha azul na capa, algumas palavras em vermelho e escala de cinza. Os textos são escritos em preto, alguns títulos em cinza, linhas em tons pastéis no começo das editorias e o mapa da previsão do tempo é colorido.

    7) Iconografia:
    Os símbolos são utilizados de forma frequente ao longo do jornal, para dar destaques ou fazer uma separação melhor entre algumas coisas. A logomarca do jornal em cima de cada data, parte superior de cada página. O final de cada matéria é marcado com um pequeno quadrado preto. O logotipo tem a fonte no estilo gótico e não teve muitas mudanças ao longo dos anos.

    Isabelle Hoffmann e Natália Pinhabel

    15/04/2013 em 16:04

  27. Devido à barreira do idioma hebraico, grande parte da analise de estrutura editorial do jornal Maariv se apoiou em seu site: http://www.nrg.co.il/online/HP_55.html . Uma pequena parte, que vai abordar os suplementos diários, foi tirada de sites de pesquisa como Wikipédia e o Qwika, enquanto que a análise da estrutura visual vai se basear no exemplar impresso do ano 1998.

    ? Estrutura Editorial
    A página principal do site é dividida em:
    – vídeo: contém vídeos
    – local: que são notícias dos locais de Israel que são: sul, norte, Sharon, Centro, Jerusalém.
    – Judaísmo
    – Estilo: página de conteúdo variado, comportamento, fitness, culinária…
    – Exibições: artigos de opinião, colunas e caricaturas.
    – Fofoca: celebridades nacionais e internacionais
    – Cultura: música, cinema, teatro…
    – Negócios
    – Esporte: nacional e internacional/ colunistas
    – Notícias
    – Primário: ?????
    – Horóscopo
    – Projeto: arquitetura e design.

    Suplementos:
    ? Dias úteis (segunda à sexta):
    o Hamagazine – Revista diária inclui cultura e entretenimento, palavras cruzadas, estradas, televisão e anúncios de rádio. Usado para incluir opiniões.
    o Asakim: seção de finanças
    o Seção de esportes

    ? Segunda Feira:
    o Estilo (caderno das mulheres)

    ? Terça Feira:
    o Signon: home magazine

    ? Quarta feira:
    o Signon – fashion magazine

    ? Quinta Feira:
    o Asakim – caderno financeiro

    ? Sexta Feira:
    o Musaf Hashabat (análise e comentários políticos, resenhas de livro, sátiras)
    o Sofshavua (compartimento do fim de semana)
    o Promo (cultura e entretenimento, televisão e rádio)
    o O jornal local, dependendo da região.

    ? Domingo:
    o Bekef – turismo, cursos e alimentos.

    ? Estrutura Visual

    1) Identificação e segmentação: O Maariv é um tabloide em hebraico de publicação diária sediado na cidade de Tel Aviv em Israel. Foi fundado em 1948 e é o terceiro jornal mais lido no país. Possui uma cadeia de jornais locais com distribuição em escala nacional. De orientação política centro-esquerda é conhecido por expressar a opinião de todo o público judeu em Israel, abrindo espaço para a expressão dos diferentes pontos de vista.

    2) Papel e formato: O formato é tabloide, papel jornal de gramatura média. Suas dimensões são maiores que as de um tablóide e menores que as de um Berliner.

    3) Organização: Não foi possível identificar as divisões e descrições de cadernos, editoriais, seções devido ao idioma hebraico. O Maariv é grampeado.

    4) Tipologia: Manchetes e títulos em destaque e negrito com predominância das cores preta, vermelha e branca. Letras dos textos bem definidas.

    5) Diagramação: Jornal com muitas caixas e predomínio de grades em coluna. Dificilmente há interferência de uma coluna sobre outra, a não ser nas páginas com propagandas. Dentro do limite da margem, há quantidade razoável de espaço em branco, apesar de o texto parecer denso. Usa-se muito o recurso de linhas para separar os textos, molduras nas fotos, boxes com textos e/ou imagens.

    6) Cores: As cores padrão utilizadas nos títulos são Preta, Branca e Vermelha. Caixas cinza e coloridas, com predominância do amarelo, azul e rosinha claro, principalmente no caderno de economia. No geral há harmonia e equilíbrio das cores e formas; contraste nas manchetes e títulos, com predominância do vermelho e preto.

    7) Iconografia: Os elementos do texto são títulos, antetítulos, fotos com crédito ou legendas, infográficos. É um jornal que faz forte uso das imagens. São usadas fotografias, fotomontagens, tabelas, logotipos. Em praticamente todas as páginas tem o símbolo do jornal, que é a própria palavra Maariv em hebraico, no canto superior esquerdo, nas páginas do lado esquerdo e no canto superior direito, nas páginas do lado direito.

    Na composição visual, os textos e as imagens se dispõem de forma equilibrada e regular. A grande quantidade de texto, imagens, ilustrações, molduras, caixas coloridas separando as mensagens, irregularidade da sequência de páginas com cor – tem-se muitas páginas coloridas, de repente esse padrão é quebrado, com sequencias de páginas em preto e branco – traz a sensação de dinamicidade e fragmentação da mensagem.

    Curiosidades:
    O idioma hebraico é lido da direita para esquerda, logo todos os seus impressos são folheados nessa mesma direção.
    Maariv significa “iluminado à noite” e é também uma oração judaica que, pela tradição, deve ser feita à noite.

    Tânia Rita Mendes de Camargo

    15/04/2013 em 16:40

  28. Jornal Corriere Della Sera – Edição Sábado, 30 de Março de 2013

    1.Identificação e Segmentação: O jornal a ser analisado é o Corriere Della Sera, publicado em Roma, na Itália desde 1876. O público do Corriere Della Sera é o cidadão médio italiano, embora algumas matérias exijam um nível de conhecimento um pouco maior nos assuntos abordados, por ser feito o uso de ironias e afirmações de cunho opinativo. A periodicidade é diária e a temática é geral, pode-se depreender um maior foco às questões relacionadas à política e economia italianas e, no setor internacional, uma grande visibilidade a acontecimentos da União Europeia. Por tratar de diversos segmentos temáticos, o jornal não apresenta nível de especialização profunda na maioria do seu material. A exceção a este não aprofundamento é o caderno de esportes “La Gazzetta dello Sport”, que acompanha o jornal e possui certa “independência” quanto ao resto da publicação, tratando de assuntos esportivos em toda a sua extensão. O Corriere Della Sera é o jornal mais importante da Itália e possui circulação nacional e internacional, chegando a países como o Brasil e a Argentina.

    2.Papel e Formato: O jornal é impresso em papel-jornal, com gramatura média (70-90g/cm2) e segue o formato Germânico (297×430), entretanto, a edição vendida no Brasil, é impressa em formato Standard (295×520), de modo que se apresentam duas margens grandes na parte superior e inferior da página.

    3.Organização: A encadernação é feita em cadernos separados, sendo que a edição analisada contém 4 cadernos, contando com o “La Gazzetta dello Sport”, que segue numeração separada do resto do jornal.
    Corriere Della Sera (32)

    Primeiro Caderno (12)
    – Capa (1)
    – Primo Piano (10): Esta editoria ocupa a maioria das páginas no primeiro caderno e engloba os mais diversos assuntos, dependendo dos acontecimentos do dia, é o espaço dedicado aos eventos noticiosos mais relevantes do momento.
    As seções desta editoria observadas no exemplar analisado foram: Calendario, L’andamento e
    L’intervista.
    – Esteri (1): Esta editoria encontra-se dividida entre dois cadernos, tendo uma página neste primeiro material e sua continuidade no próximo caderno. A editoria Esteri é a parte referente às notícias internacionais.

    Segundo Caderno (12)
    – Esteri (2): A continuação da editoria Esteri ocupa 2 páginas nesta segunda encadernação.
    – Idee e Opinioni (1): É a página dedicada a artigos de opinião e editoriais.
    – Cronache (8): Compreende o noticiário nacional, abrangendo matérias policiais, de política, educação e saúde.
    – Lettere Al Corriere (1): É a página em que estão as cartas de leitores e também uma charge e a coluna de Piero Ostellino.

    Caderno “Tempi Liberi” – Stilli di vitta, viaggi, tecnologia e benessere (8)
    – Capa (1)
    – Economia (2)
    – Cultura (1) – A edição apresenta um conteúdo bem sucinto de apenas uma página dominada por uma grande reportagem na temática cultural.
    – Classificados (1)
    – Sport (2) – Estas duas páginas apresentam conteúdo diferenciado ao do caderno específico de esportes “La Gazzetta do Sport” e têm como foco principal o futebol.

    La Gazzetta dello Sport (8)
    Este caderno possui um conteúdo esportivo mais especializado, com matérias mais aprofundadas e analíticas em relação ao futebol.

    4.Tipologia: O nome do jornal é escrito em caixa alta, com uma fonte itálica e¬¬¬ serifada tradicional. Apenas a manchete principal da capa é apresentada em uma fonte não serifada e em negrito. Todo o resto do jornal apresenta-se em uma fonte serifada e estreita que garante uma maior contingência de texto, isto pode ser visto como uma qualidade devido à maior quantidade de informação, mas também um defeito, pela questão do conforto visual.
    O “La Gazzetta dello Sport” tem maior flexibilidade com relação à tipologia. O título vem em uma fonte não serifada, porém mais despojada e os outros títulos, linhas finas e intertítulos são em fonte não serifada e bem maiores que nos outros cadernos. Apenas o conteúdo das matérias em si mantém a mesma fonte do Corriere Della Sera. Esta diferença marca a identidade especial deste caderno, mostrando-o como um complemento menos tradicional e mais arrojado – como é proposto no próprio subtítulo: “Tutto Il rosa della vita”.

    5.Diagramação: O Corriere Della Sera trabalha com grids que variam entre 6 e 8 colunas. Fazem o uso de várias linhas – verticais e horizontais – entre matérias e/ou notas e linhas mais grossas para separar itens em uma mesma reportagem ou destacar trechos, como o “olho” da reportagem, por exemplo. O topo superior de algumas páginas, logo abaixo do índice, é marcado pela característica visual de grandes aspas que apresentam citações marcantes. Notas ou trechos que baseiam-se na citação de algum número, destacam o número como “plano de fundo” para o pequeno texto que o acompanha.
    A forma escolhida pelo jornal para destaque de algumas palavras dentro de textos de maior destaque, como manchetes e linha fina é o uso de setas nas palavras, como em: <>.
    O jornal não faz muita utilização do espaço em branco, mas trabalha muito sobre o equilíbrio de texto e imagem, em páginas em que a quantidade de texto é predominante, as imagens são destacadas de alguma forma, como a colocação em um quadro redondo ou em uma margem maior, por exemplo. Além de fotos também há uma variedade no uso de mapas, tabelas, gráficos, infográficos, ilustração e imagens que não se restringe ao espaço geométrico, como é o caso da capa do caderno “Tempi Liberi”, em que abelhas “transpõem” o limite da figura e aparecem entre as letras do título. Estes elementos diferenciados operam na dinamicidade com que se trata a notícia e na tentativa de tornar mais leves alguns assuntos.
    O caderno “La Gazzetta dello Sport” explora ainda mais a dimensão imagética, as duas páginas após a capa, lado a lado tem mais da metade ocupadas por um grande inforgráfico com o desenho de um campo de futebol. Neste caderno, percebe-se uma menor sobriedade no equilíbrio entre claro e escuro e tamanho de fontes, observa-se títulos maiores e verticais.

    6.Cores: A edição analisada do Corriere Della Sera é toda em preto e branco, de modo que esta análise não se estendeu profundamente à utilização das cores. A versão colorida acentua a nacionalidade do jornal, com o uso constante dos tons da bandeira italiana: branco, vermelho e verde. A temática das matérias também pode influenciar as cores de determinadas páginas do Corriere, em um dia em que o foco da editoria “Esteri” eram as Eleições na França, por exemplo, observou-se o predomínio das cores que remetem à bandeira francesa: azul, vermelho e branco. O “La Gazzetta dello Sport” possui um logotipo rosa e faz muito uso da cor laranja em suas capas, para destacar alguns títulos, esta escolha pode ser avaliada com base na ideia de que a cor em questão trasmite sensação de movimento e espontaneidade.

    7.Iconografia: Alguns elementos visuais são bastante característicos ao jornal. Na capa, logo abaixo do nome “Corriere Della Sera”, posicionam-se a bandeira da Itália e a bandeira com um círculo formado por estrelas, símbolo do União Europeia. Na seção de opinião, o primeiro parágrafo de cada texto é introduzido por um símbolo que simboliza a ponta de uma caneta. No informativo referente ao contato do Corriere Della Sera por SMS, há a figura de um celular emitindo ondas, assim como a figura de um mouse no indicativo da página na internet. O “La Gazzetta Dello Sport” tem a figura de um clips introduzindo pequenas notas e curtas informações e, além da bandeira da Itália, possui um logotipo próprio.

    Amanda de Moura Costa

    15/04/2013 em 16:53

  29. Página 12
    Argentina, Buenos Aires
    O jornal tem um público mais elitizado, isto baseado em seu preço, e é diário, com conteúdo político, pró governo. Ele é um jornal argentino, mas que atinge público não apenas no território argentino como também no uruguaio. Trata de assuntos gerais e é em formato tabloide, facilitando a mobilidade e leitura em locais públicos, em papel jornal de gramatura média (entre 70 e 90 g/cm²).
    Organiza-se em um único caderno de 36 páginas, com um suplemento. A edição analisada (3 de janeiro de 2013) trazia o suplemento jovem NO e também uma cartilha de verão, ambos nas mesmas dimensões e papel do jornal. As editorias são: Capa com chamadas para outras matérias e a notícia principal que ocupa as três páginas subsequentes. Depois tem El país, com 4 páginas; Economía, com 4 páginas; Sociedad, com 4 páginas; El mundo, com 4 páginas; Desportes, com 3 páginas. A editoria de Cultura y Espectáculos tem uma capa própria, mas está ligada ao restante do jornal, e tem 7 páginas; Há 2 páginas dedicadas a psicologia e 2 para Cartelera (agenda cultural); A Contratapa tem uma crônica e uma charge. O suplemento jovem conta com 8 páginas e o de verão, 4 páginas.
    Cada uma das editorias tem uma cor específica, sendo: Vermelho para a capa; Azul para o El país, Economia, Sociedad e Contratapa; Roxo para El mundo; Verde para Deportes; Laranja para Cultura e Espectáculos, Pscicologia e Cartelera. O suplemento NO conta com cores e diagramação próprias, sendo mais livre na tipologia, mas seguindo um grid.
    O jornal tem fonte própria. O nome é escrito em bold e caixa baixa, enquanto que a manchete principal está em caixa alta e também em bold. Todos os títulos estão em bold.
    Tem predomínio de textos, com poucos ou quase sem intertítulos, mas grande uso de olhos e box. Não faz uso de capitulares, nem todos os textos apresentam linha fina, as legendas das fotos são na mesma fonte e tamanho do texto em si. Todas as páginas são numeradas no alto, ao lado do nome da editoria e a data aparece no canto da borda externa do jornal junto com o nome do jornal, em todas as páginas do caderno e no suplemento aparece na parte inferior da página. O branco não é explorado, os espaços são preenchidos por texto ou fotografias.
    O uso de box e olho são recorrentes e são feitos seguindo a cor da editoria que preenchem o box e os olhos são escritos em caixa baixa, na mesma fonte que o texto, mas com tamanho diferente e na cor da editoria, dando um destaque para aquela parte e deixando a página mais leve. As cores possuem funções específicas. O vermelho chama atenção para a matéria, trazendo um tom de gravidade, e nas editorias, o azul agrupa as editorias de temática similar, mas tirando o tom da gravidade da primeira matéria. O roxo demonstra como é uma editoria que difere da realidade do país, o verde é a cor tradicionalmente associada aos esportes e a laranja é uma cor mais alegre, que permite brincar. As imagens são informativas, complementando o texto e dialogando com ele, sem chamar atenção para um ou outro lado. Há um pequeno triangulo reto na mesma cor da editoria no primeiro parágrafo de cada matéria. O azul é a cor predominante, deixando o jornal mais leve e tranquilo ao olhar.

    Heloise Montini

    15/04/2013 em 16:55

  30. O jornal analisado é a versão impressa em Nova Iorque do International Herald Tribune:

    1) Identificação e segmentação: O jornal surgiu em 1887 como Paris Herald, tendo sido fundado por James Gordon Bennett Jr. como uma versão europeia do New York Herald. Em 1966 o jornal se tornou parte da empresa responsável pelo Washington Post. No ano seguinte, parte da publicação foi comprada pela The New York Times Company, quando passou a ser conhecido como International Herald Tribune. Em 2003 é anunciada a compra integral do jornal pela The New York Times Company.
    O International Herald Tribune é a versão global do The New York Times. É impresso em 38 países e vendido em mais de 160. Ao final deste ano, o jornal passará a se chamar International New York Times, medida tomada de forma a reforçar a marca.
    Embora seja lido, majoritariamente, por europeus, o jornal é voltado para americanos residentes no exterior ou que estejam viajando. Quanto à classificação socio-economica de seu público, pelas notícias exibidas em sua primeira página (esportes mais elitistas, notícias sobre a política internacional), é possível tomar como público-alvo do jornal cidadãos de classe média e média alta.

    2) Papel e formato: O International Herald Tribune é impresso em papel jornal. Assim como o The New York Times, tem formato tablóide, embora seja possua maior largura. Seu comprimento é semelhante ao utilizado em jornais standard.

    3) Organização: O jornal é organizado em um único caderno. Possui sete editorias: Word News, dentro da qual há as sessões Europe, Asia, Middle East e United States; Fashion, que tras cobertura de eventos e dicas de vestuário; Views, a parte editorial do jornal; Culture, dentro da qual há cobertura de eventos, resenha crítica de livros, avaliação de eventos e uma sub-sessão com notícias sobre celebridades (People) ; Sports, com notícias sobre jogos, com foco, no caso da versão impressa em Nova Iorque, para os jogos populares no país – como beisebol e futebol americano – e tabela de jogos, além de trazer, ao final, quadrinhos, palavras cruzadas e sudoku; Country Focus, com notícias sobre os Estados Unidos; e Business, dentro da qual há as sessões Companies Economy, Media Technolgy, Finance Economies, Dealbook e Companies Market.

    4) Diagramação: A diagramação do International Herald Tribune é bastante semelhante à do The New York Times. A fonte utilizada no nome do jornal, bem como a fonte utilizada na maior parte das matérias (Times New Roman) são as mesmas. A maior parte das fontes utilizadas são serifadas, à exceção das fontes utilizadas em algumas sub-sessões e no nome de repórteres e colunistas. Para os nomes das editorias, é utilizada uma variação do tipo Cheltnham. A editoria Country Focus foge ao padrão de fontes utilizadas ao longo da publicação: todos os textos são escritos com fonte não serifada e o titulo é personalizado, sendo a palavra “country” escrita no interior de um quadro preto e “focus” dentro de um quadro de fundo cinza e traçado preto. São utilizadas seis colunas, cujo espaço só é ultrapassado por fotos na editoria Fashion. Não há nenhuma página inteiramente ocupada por progapaganda; essas aparecem sempre na parte inferior da página, em geral no canto direito. Embora o texto seja predominante ao longo da publicação, são utilizadas algumas fotos, mapas e charges. A primeira página do jornal, assim como no The New York Times, tem suas imagens coloridas. As legendas aparecem abaixo da foto, e complementam bem a informação passada pela imagem, sem se sobrepor a essas. Há alguns elementos gráficos que valem ser destacados, como fio-data, olho, linha fina e, em algumas editorias, há uma linha que separa as colunas. A maior parte dos textos do jornal são justificados, padrão alterado apenas na editoria Views e em algumas das sessões da Business.

    5) Cores: As cores não são muito exploradas pelo IHT. Assim como no The New York Times, apenas a primeira página possui imagens coloridas. Os tons utilizados são mais leves, de modo a não sobrepor o texto. Além disso, as chamadas das matérias, que aparecem na parte superior da primeira página, têm títulos em vermelho. No resto da publicação é utilizado o modelo PB, com variações de cinza nas imagens exibidas.

    6) Inocografia: Em geral, não são utilizados muitos ícones no IHT. Há um pequeno ícone ao lado da tabela de resultados dos jogos e um ao lado de “People”, a sub-sessão da editoria de cultura. Fora isso, todo o jornal segue um padrão típico da New York Times Company. A padronização do jornal – fontes utilizadas, local em que são colocadas as propagandas, organização das editorias, etc. – compõe a essencia e a identidade do jornal e da empresa a qual ele se submete.

    Nathalia dos S. Rocha da Silva

    15/04/2013 em 16:57

  31. Obs: a referencia à tipologia é feita no tópico “diagramação”. Acabei juntando os dois elementos na hora da análise.

    Nathalia dos S. Rocha da Silva

    15/04/2013 em 17:00

  32. – O veículo analisado foi o tabloide INTERNATIONAL MAGAZINE, ano IX, nº 47, produzido no Rio de Janeiro com periodicidade MENSAL. Ele trata exclusivamente sobre assuntos relacionados ao mundo musical, e tem como principal público alvo os jovens.

    1. SEGMENTAÇÂO
    O veículo analisado não apresenta segmentação ou divisão por cadernos (POLÍTICA, CIDADES, ESPORTES…). A segmentação se dá através de diferentes visões sobre as particularidades de cada grupo musical analisado, ou seja, as páginas não se diferem pelo seu gênero, mas sim pela abordagem de diferentes assuntos sobre o mesmo tema.
    Observamos a existência de apenas uma seção (Curtas & Rasteiras), que aparenta ser uma seção fixa onde apresenta um resumo dos fatos mais importantes do mês.

    2. FORMATO
    O International Magazine, apesar do nome, é um tabloide. Suas dimensões são de 28,5×35. No entanto, tais dimensões não se enquadram na classificação de um tabloide (26,5×29), mas levamos em conta que podem existir variações nos tamanhos, até mesmo porque a edição data de 1998.
    Ademais, o jornal busca persuadir um público jovem de diferentes classes econômicas.
    A organização do jornal se dá através de 40 páginas grampeadas, fazendo com que este seja de fácil leitura em diferentes locais. Acreditamos que isso seja um ponto positivo, pois alcança um público alvo pré determinado que busca apenas informações sobre o mundo da música, e não há a necessidade de haver a organização através de folhas soltas como em um jornal que abrange diferentes temas.

    3. PAPEL
    Em sua maioria, as páginas possuem características do papel jornal. Porém, é possível encontrar na edição algumas páginas dispostas com características de papel offset. Estas são destinadas à capa, editorial, propagandas e reportagens especiais.
    O papel jornal apresenta baixo custo e baixa gramatura (40 – 60 g/cm²).

    4. TIPOLOGIA
    As letras utilizadas nas páginas offset não possuem serifas, assim como as letras do papel jornal, que compõe o corpo do tabloide. As poucas páginas offset são coloridas, e o resto do tabloide, em papel jornal, é preto e branco.
    A disposição das matérias oferece pouco conforto, uma vez que as páginas são organizadas com muitas fotos, textos e propagandas, querendo transmitir uma impressão futurista, mas que, exageradamente, ocasiona páginas poluídas e com pouco espaço entre os textos (espaços para pequenas pausas).
    O tabloide em si não possui muitas variações. As variações observadas aparecem apenas nos títulos, com diferentes fontes, cores e disposição das letras.

    5. DIAGRAMAÇÃO
    O veículo analisado não apresenta grande inovação em sua diagramação. O uso do preto e branco é predominante para diferenciar o texto dos demais complementos. Por ser um tabloide exclusivamente voltado para a música, não existem paletas de cores para a diferenciação de gêneros. Os elementos que predominam nas páginas do International Magazine são:
    – Boxes com resultados de promoções, chamadas para outros textos e muita publicidade
    – Páginas inteiras apenas em formato de entrevista. Mesmo nestas, a diagramação é básica (pergunta/resposta/imagem).
    – Títulos: os títulos vão em negrito ou em fontes personalizadas. Não existe uma fonte padrão para eles.
    – Fotos e Legendas: a grande maioria das fotos também vêm em preto e branco. Algumas não possuem legenda, as que possuem, trazem esta no próprio corpo (a legenda não é externa).
    – Nomes de autores vêm logo após o título da matéria.
    – Por ter suas páginas muito cheias, não é fácil identificar um padrão de colunas para o veículo utilizado. Porém, nas poucas páginas organizadas apenas com texto e algumas imagens, é possível detectar a presença de 4 colunas no corpo da matéria.
    6. CORES
    Apesar de a grande maioria das folhas vir em papel-jornal e em preto e branco padronizado, aquelas que vêm em papel offset oferecem ao leitor uma diversidade maior, tendo exclusivamente fotos e matérias coloridas.
    Ter a maior parte das páginas em preto e branco parece ter sido uma escolha feita para agradar o seu público. Nestas páginas, as variações são feitas apenas por meio de degrades e boxes mais escuros.
    7. ICONOGRAFIA
    Os ícones mais perceptíveis são os números das páginas. Estes vêm em fonte diferenciada e em um tamanho maior que a média. Fora isso, o jornal não usa de muitos elementos para surpreender o leitor. A falta de tarjas ajuda muito para que suas páginas sejam poluídas e passem a ideia futurista já citada.

    Vitor Rodrigues e Tiago Pavini

    15/04/2013 em 17:13

  33. Jornal analisado: Metro São Paulo de 23 de janeiro de 2013
    ediçao nº 1.471, ano 6.

    O objeto de análise escolhido foi o Metro brasileiro. Com tiragem de 150 mil exemplares em todos os dias úteis. Não possui um público alvo definido, atrai, em geral, jovens trabalhadores bem educados. Generalista, o jornal traz um resumo das principais notícias do Brasil e do mundo sem priorizar especializações.
    Sua distribuição é gratuita nos metrôs e principais cruzamentos de São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília, Campinas, Santos e ABC. Compete diretamente com o jornal Destak dentro do segmento de jornais de distribuição gratuita e que se direcionam a pessoas com pouco tempo, mas que buscam informações concisas, porém completas. Devido a essas características, possui nível baixo de especialização.
    Para atender às necessidades de praticidade e rapidez na leitura e compreensão, o Metro possui formato tabloide, sem dobras ou inovações em seu acabamento, com caderno único de 32 páginas dividido nas seções Foco, Brasil, Economia, Mundo, Cultura, Variedades e Esporte. A escolha de fonte serifada, seguindo uma tipologia única, também é feita para atender tais necessidades. Impresso em papel jornal de gramatura baixa/média.
    A diagramação é feita em quatro colunas para a capa e em seis para o resto do jornal, contando com pouca utilização de espaços em branco, margem pequena e muitos anúncios, que ocupam páginas inteiras, em sua maioria, ou meia página. Quanto ao texto, nota-se que todas as matérias contêm título e chapéu, a linha fina se faz presente somente nas matérias principais. Algumas matérias são assinadas por quem as escreveu, porém a maioria delas possui “Metro” na assinatura. Há também a utilização de linhas e fios, presença de guia com logo do jornal, página, seção, cabeçalho e endereço online, na parte superior das folhas, legenda e crédito pra as fotos. Quanto aos elementos gráficos nota-se grande utilização de fotos, infográficos, boxes e colunas temáticas.
    A impressão do Metro é colorida e tem o verde como identidade cromática típica. Os destaques escritos, as linhas e a identificação das seções são feitos nessa cor, sendo usada uma escala da cor pra o último elemento. A predominância do verde no jornal remete à responsabilidade social e preocupação ambiental que a empresa possui.
    O logo “Metro” aparece em todas as páginas e este é composto pela palavra “Metro”, escrita com um globo no lugar da letra “o”.

    Giovanna Cornelio e Camila Valente

    15/04/2013 em 17:35

  34. INTERNATIONAL HERALD TRIBUNE

    Jornal “Internacional Herald Tribune Weekend”. Sediado na Europa, França-Paris, o jornal é uma versão europeia do “The New York Times” e tem distribuição para mais de 160 países desde sua inauguração. Tem como público-alvo americanos residentes fora dos EUA e viajantes que queiram estar a par das principais notícias norte-americanas e mundias. Tem periodicidade diária (de segunda-feira à sábado) e edições especiais nos finais de semana. Tem como segmento temático notícias dos Estados Unidos, principalmente. Com pautas quentes e frias, trata desde política a cultura, em cadernos divididos. Abrangência da circulação impressa de 227.000 cópias mundiais e 2,5 milhões de visitações online.
    Papel-jornal, com dimensão standard (295×520), organizados com dobras agrafadas, havendo apenas o encaixe das páginas a partir das divisões destas, sem grampeamento ou costura, podendo ser retiradas as páginas e cadernos sem dano ao jornal e ao seu conteúdo.
    Dois cadernos (12 páginas cada)*, sete editorias lineares divididas em: capa (1), “Page Two” (1), “World News” (3) (Europe/Africa, United States, Asia/Middle East), “Views” (2), “Business” (5) (Economy Companies, Companies Tecnology, Finance Markets, Companies Finance), “Special Report” (1), “Sports” (2) (Soccer/Tennis, Basketball), “Weekend Arts” (8). O editorial do jornal se encontra na editoria “Views”, na primeira página dessa editoria. A primeira página conta também com o Expediente com diretores, editores, diagramador, além de presidente, vice e outros importantes cargos administrativos do jornal. Ainda na primeira página da editoria “Views”, no rodapé, são indicadas formas de contato com o jornal. A segunda página do jornal também apresenta parte do expediente, com o local onde este é impresso e publicado. Apresenta o suplemento “Weekend Arts” (Art/Music, Auctions/Exhibitions, Music/Auctions/Exhibitions, Television, Books, Wine, Travel), uma seção diferenciada aos fins de semana, mas não avulso do resto do jornal. As seções encontradas no jornal são Obituário, Coluna Social, Tempo e Clima, Charge, Quadrinho, Palavras-cruzadas, Sudoku, Classificados. O encadernamento é organizado começando pelas notícias factuais de maior relevância política, em seguida o caderno de economia e finanças, esportes e por fim, lazer e cultura. Não é feito acabamento no jornal, como na maioria dos exemplares desse papel. As bordas não possuem corte preciso, deixando o jornal com “dentes” do corte feito pela máquina que recorta os jornais.
    Possui no nome do jornal a tipografia característica do “The New York Times”. Entre as editorias, corpo e manchete das notícias não há variação da fonte usada, mudando apenas seu tamanho para destaque da manchete. Há variação na especificação dos cadernos, como por exemplo: “World News – Europe/Africa”. “Europe e Africa” são escritos em caixa alta e com uma fonte mais simples que a usada no corpo do jornal. O negrito é usado para destacar as editorias, enquanto no detalhamento de cada seção é usada uma fonte mais clara, sem muito destaque na página.
    Utiliza da relação imagem/texto com frequência, capa chama bastante atenção para imagem principal. A propaganda central utilizada no jornal também pode ser relacionada a uma matéria especial da edição. Uso de fios e linhas para separação das matérias, encaixe de linhas nas seis colunas pré-estabelecidas na diagramação da página. Barras também separam número da página do caderno nas chamadas das mtérias na capa do jornal. Boxes são usados nos classificados, anúncios e propagandas. Recursos de gráficos também compõem o jornal, principalmente no caderno de economia, identificando porcentagens. O jornal todo faz uso das seis colunas estabelecidas na capa, sem muita flexibilidade na forma de publicação das matérias ou inovação em ícones tipográficos que representem ou destaquem determinadas matérias ou seções.
    Jornal em preto e branco, com variação apenas em tons de cinza para a determinação das especificidades de cada editoria. Negrito nas manchetes para destaque em relação ao corpo das matérias. Tonalidades predominantes são o preto e o cinza.
    Uso de ícones como setas, que indicam valorização e desvalorização das moedas citadas, e para mostrar que as moedas não tiveram variação é usado um hífen. O sinal do cursor do mouse é usado para indicar matérias de tecnologia. Na parte de cultura, a seção de resenhas de livros é destacada com um ícone de uma espécie de folha sendo dobrada. Há um boxe com as previsões de temperatura com legendas para graus Celsius, Fahrenheith, além das legendas para dia com nuvens, chuva, sol, etc. A fonte usada no nome do jornal pode ser considerada um logotipo característico da rede New York Times.

    *uma das páginas é usada completamente para publicidade

    Mariana Amud Fernandes

    15/04/2013 em 17:38

  35. Daily Express – Londres, Inglaterra

    1. Segmentação: O jornal é um “middle market newspaper”, ou seja, traz tanto cobertura de notícias factuais, quanto entretenimento. Seu grande rival é o Daily Mail, sendo ambos muito similares. Seu público abrange as classes baixa e média.
    O jornal trata de assuntos gerais, principalmente temas policiais, casos bizarros e esportes.
    Circula no Reino Unido, Irlanda, Espanha, Grécia e Bélgica.

    2. Formato: Tabloide inglês 580×370 (mm). Papel: papel-jornal. Encadernação: caderno único.

    3. Organização: O jornal tem duas capas: uma principal, com uma chamada sensacionalista e anúncios, e outra capa de esportes, no “verso”.
    Serviços (meteorologia, cotação do dólar e euro) em uma coluna no canto esquerdo da segunda página.
    Oferece o serviço de cotação de ações, essa seção fica no meio do jornal, junto com os classificados, que mesclam anúncios com reportagens.
    Notícias e reportagens sem editoria específica logo no início. Matéria de capa na quarta página. As notícias são todas nacionais (Reino Unido) e, quando não é nacional mas é um caso de destaque, a matéria relaciona, de alguma forma, com os interesses do público inglês.
    Os anúncios ocupam páginas inteiras ou metade. Há muitos anúncios no jornal inteiro.
    – O jornal apresenta apenas um caderno principal, de 104 páginas, subdividido em poucas seções, localizadas em seu fim. São elas:
    – Travel (guia de viagens e turismo), tem uma subseção, a Gastronomic Breaks, que indica restaurantes – páginas 61-71;
    – Motoring (anúncios e reportagens de carros e automotores) – páginas 72-81;
    – City & Business – 82-83, contendo duas páginas de cotação logo após;
    – Express Sports (esportes em geral), tem uma subseção da liga Barclaycard, a primeira divisão do futebol inglês que ocupa 6 páginas – páginas 87-103.

    4. Tipologia: Fonte serifada da família do Times para as manchetes, textos e linha fina. Fonte da família da Helvetica sem serifas para anúncios, olhos, quadros de destaque, chapéus e marcadores e vinhetas de seções.
    Títulos, olhos, destaques, etc. em negrito. Texto e linha fina sem negrito ou itálico.
    Tamanho da fonte do texto é provavelmente 11. Títulos, linhas finas e outros destaques em tamanho grande.
    Manchete e anúncios da capa em letra maiúscula. Linha fina, na maior parte das vezes, sublinhada.
    Capitular usada em certas matérias, mas não muito constante.

    5. Diagramação: Tem base em cinco colunas, as quais o jornal não segue à risca, fazendo com que páginas apresentem muita variação: há colunas mais largas que outras em uma mesma página.
    Os textos das matérias grandes são todos justificados; algumas matérias pequenas e colunas não possuem justificação.
    Recuo dos parágrafos é pequeno, geralmente sem capitular. Nome do autor em negrito, do mesmo tamanho do texto, sem serifa, separado do texto por uma linha horizontal fina. Crédito da foto em fonte diferente da do texto.
    Muitas caixas e linhas destacando as matérias. As linhas também separam matérias importantes de publicidade. As matérias de maior destaque são enquadradas com linhas grossas (ou até mesmo coloridas) e apresentam linhas finas grifadas, chapéus com fundo colorido e letras brancas, sem serifas e títulos grandes.
    As fotos, imagens e caixas apresentam moldura de linha fina. Quase todas reportagens vêm acompanhadas de uma ou mais fotos (muitas delas apelativas). Créditos das fotos em letra pequena, diferente da das matérias.
    Títulos da matéria e anúncios de capa em maiúscula, negrito e tamanho grande. Título das matérias interiores em negrito, tamanho grande e em caixa baixa. Chapéu com letra branca e fundo colorido sem serifas. Linhas finas sublinhadas, em caixa baixa, serifada.
    Olho entre duas linhas horizontais, sendo a superior mais grossa; sem serifas e em negrito. Legendas do mesmo tamanho da fonte do texto, em negrito e não serifada.

    6. Cores: Maior parte das páginas em preto e branco, algumas coloridas, padrão CMYK. Capa e contra-capa coloridas. Chapéu com fundo colorido. Algumas colunas em fundo colorido, geralmente amarelo-claro ou cinza.

    7. Iconografia: Muitas imagens, pelo menos uma por página, sendo muitas delas sem créditos. O logotipo do jornal aparece somente na capa (entre Daily e Express). O jornal não é dividido em seções, portanto não há símbolos, marcas ou selos em todas as páginas (exceção para a parte de Esportes, onde uma vinheta no canto superior esquerdo que se repete). Há um pequeno círculo antes dos e-mails para contato.

    Heloísa Santos e Jorge Salhani

    15/04/2013 em 18:15

  36. ANÁLISE SOBRE O PLANEJAMENTO EDITORIAL

    O jornal analisado foi a edição da terça-feira, dia 9 de abril de 2013 (Ano XLVI – nº 15.701), do ‘Jornal da Cidade’ de Bauru. Ele é uma publicação diária de alcance regional. O jornal tem um segmento temático geral, abordando assuntos variados. A missão da publicação é ‘Promover a cidadania democratizando o acesso à informação’, grafado na capa de toda edição.

    PAPEL E ORGANIZAÇÃO
    O jornal é constituído por 35 páginas impressas em papel jornal nas dimensões de 31,5 cm por 56 cm. Ele é encadernado em cadernos separados, sendo que o primeiro deles ‘abraça’ os outros. As editorias estão divididas em: Primeiro Caderno, que na edição analisada inclui o caderno ‘Bairros’, Esportes, Regional, Brasil, o qual, no caso, inclui o caderno ‘Internacional’, Cultura e Classificados.
    A publicação apresenta um ‘suplemento’ homônimo às segundas-feiras. Quando circula, ele engloba parte do jornal, como o caderno de esportes e o de cultura, e, por isso, fazemos essa ressalva, que ele não é exatamente um suplemento. Em outros dias, já cadernos adicionais, não diários, como o de Turismo e Pesca & Lazer, veiculados às quintas-feiras.

    TIPOLOGIA
    O título do jornal é grafado em fonte Bauhaus 93, centralizado e bastante destacado na parte superior da folha. À sua esquerda, está o logo do jornal, em azul. Logo abaixo, estão o preço do exemplar, o local e a data, além do ano e da edição. Ainda mais, uma barra em azul apresenta a missão da publicação ‘promover a cidadania democratizando o acesso à informação’.
    Os títulos das matérias não apresentam um padrão quanto à tipografia, às vezes em Times New Roman outras em Arial, inclusive alternando entre a grafia convencional e a com negrito. Esse recurso é usado para destacar as reportagens mais relevantes, seja da página ou do caderno. O nome do jornalista responsável está entre o título e o primeiro parágrafo nas matérias de destaque, sempre sublinhado. Enquanto isso, o crédito das imagens sempre está no canto superior direito das mesmas. Nas demais matérias, o nome do autor está no final do texto, em negrito e entre parênteses.

    DIAGRAMAÇÃO
    A capa do jornal apresenta, logo abaixo da missão do mesmo, três caixas com chamadas, formadas por título, lead e uma imagem, para matérias importantes da publicação. Logo abaixo, a matéria de capa sempre ocupa a largura da página inteira, enquanto o restante das chamadas, que podem ser só de título ou não, a circundam. No canto inferior esquerdo sempre há indicadores, de economia, previsão do tempo, e também o índice.
    Todas as páginas apresentam, na parte superior, o nome do jornal e a data, além da indicação da numeração da página. Logo abaixo, uma retranca sinaliza o que cada página aborda. Esse recurso só não é utilizado na primeira página de cada caderno e nos editoriais. Na parte inferior de cada página, um traço, de espessura de quatro mm, está presente.
    Apenas a primeira letra da matéria de capa está sempre grafada em negrito e com tamanho maior que as demais. Isso não acontece em nenhuma outra matéria, nem mesmo nos destaques de cada caderno. Além disso, nem todas as matérias apresentam linha fina.
    O sistema de grid da diagramação é composto por seis colunas para as notícias em geral e quatro para a parte de opinião, mas isso não é uma verdade absoluta. Para organizar os conteúdos algumas vezes é utilizada a variação do tamanho da fonte ou o espaçamento, chegando a utilizar mais de uma coluna.

    CORES
    A capa e a contracapa são sempre coloridas. O nome da publicação é escrito em preto, contrastando com o fundo branco. A missão do jornal vem escrita em branco dentro de uma barra azul marinho. Os indicadores são escritos em preto com fundo azul claro.
    O primeiro caderno apresenta tom predominantemente branco. O caderno de Bairros e o Regional são identificados com a cor laranja. A editoria de Esportes e a Brasil são do tom verde. Detalhe que, em âmbito esportivo, essa identificação poderia causar qualquer alusão a um clube de mesma cor, fato que deveria ser evitado. O caderno Internacional apresente a cor verde mais clara, enquanto o de Cultura é azul claro. Os classificados, nesta edição em especial, estão em preto e branco, mas em outros, ele pode aparecer com fundo laranja.

    ICONOGRAFIA
    O símbolo do jornal está presente na capa, canto superior esquerdo junto ao nome, e também na primeira página de cada caderno. Ele é constituído por uma letra J e uma letra C encaixadas, nada muito representativo. Na capa ele está colorido, no caso em azul, enquanto nas demais está em preto e branco.
    Na identidade visual de cada caderno, ao fundo do nome da editoria, há uma ilustração alusiva. Por exemplo, no Regional é um mapa, enquanto no Brasil há uma bandeira da nação. Apenas o caderno dos Classificados não possui essa distinção. Os colunistas são identificados acima de seus respectivos artigos com a própria foto.
    No caderno de esportes, no começo de cada matéria sobre os quatro grandes paulistas e dos times de Bauru, seja o Noroeste ou o Bauru Basquete, o escudo do clube é grafado antes do primeiro parágrafo. Além disso, acima do título da matéria, o nome da agremiação está presente no canto superior esquerdo, em fonte rubra.

    João Victor Belline Correia

    15/04/2013 em 18:30

  37. Análise acima da dupla: João Victor Belline Correia e Michele Matos

    João Victor Belline Correia

    15/04/2013 em 18:31

  38. Jornal Diário Catarinense

    1) Identificação e segmentação: Analisei a edição de sábado, 23 de março de 2012, do jornal Diário Catarinense, publicado em Florianópolis/SC, que abrange 234 dos 293 municípios do estado de Santa Catarina. De periodicidade diária, é um jornal voltado ao público jovem das classes sociais de maior poder aquisitivo, com tiragem média de 40 mil exemplares em dias úteis e 60 mil aos domingos. O jornal tem como proposta editorial “servir, em igualdade de condições, a todos, garantindo à sociedade a informação, a discussão e o debate, sempre numa linha de imparcialidade, deixando que as opiniões aflorem, sem magoar intencionalmente a quem quer que seja”, e desenvolve trabalhos que o aproximam da comunidade. É considerado um jornal de critérios científicos, onde destaca-se a pesquisa de mercado e o senso de profissionalismo.

    2) Papel e formato: O Diário Catarinense utiliza papel jornal, de gramatura baixa, em formato tablóide (265x290mm), sem uso de dobras e outros recursos especiais.
    3) Organização: Durante a semana, o Diário Catarinense apresenta os cadernos Cultura, Viagem, Variedades, Informática, Sobre Rodas, Vida&Saúde, Agenda, Gastronomia, Kzuka, Imóveis, Donna, TV+Show, Vestibular e Empregos & Oportunidades. No sábado, o jornal conta com o primeiro caderno e com cadernos de Variedades, Cultura, Vida&Saúde e Agenda, além dos suplementos O Sol Diário, voltado ao Litoral Norte do estado, e o Floripa 287, voltado à Grande Florianópolis, em comemoração aos 287 anos da cidade. Alguns cadernos são apresentados em formato cebola, outros são cadernos separados. O jornal conta com 140 páginas, divididas em:
    Primeiro Caderno (48 páginas)
    – Visor/Editorial (2 páginas)
    – Reportagem de capa (2 páginas)
    – Política (3 páginas)
    – Opinião e diário do Leitor (2 páginas)
    – Economia (8 páginas)
    – Mundo (1 página)
    – Geral (9 páginas)
    – Previsão do Tempo (1 página)
    – Esportes (7 páginas)
    – Trânsito 24h (1 página)
    – Coluna Memória (1/2 página)
    – Coluna de Viviane Bevilacqua (1/2 página)
    – Coluna de Cacau Menezes (2 páginas)
    Variedades (8 páginas)
    Agenda (4 páginas)
    Cultura (4 páginas)
    Vida&Saúde (8 páginas)
    O Sol Diário (16 páginas)
    Floripa 287 (52 páginas)

    4) Tipologia: Títulos em negrito na capa, sob um chapéu em azul. Fonte padronizada para os textos do jornal inteiro, geralmente com a primeira letra de cada página sendo uma capitular azul do tamanho de 3 linhas. Parágrafos pequenos e bom espaçamento para leitura. Algumas matérias apresentam os títulos totalmente em letras maiúsculas e sem negrito, e intertítulos em negrito e azul, ou apenas em negrito.
    5) Diagramação: A capa contem uma manchete em negrito com uma linha fina, algumas chamadas e uma foto, e sob o logo do jornal, uma imagem do principal suplemento veiculado no dia. Na contra-capa, há chamadas dos colunistas do dia e outra foto grande de uma das matérias principais do jornal. As margens são bem pequenas. No miolo do jornal, há muitas propagandas de página inteira ou meia página, fotos ou desenhos pequenos ilustrando as notícias não tão importantes e fotos menores ainda dos colunistas. Na edição analisada, há poucos gráficos e tabelas. As imagens geralmente casam bem com o texto, e apresentam legendas em negrito pouco menores que o tamanho do texto da matéria. O crédito é sempre ao lado da imagem, bem pequeno e em letras maiúsculas. A editoria da página aparece nos cantos superiores das páginas, em negrito, com o número da página num corpo de texto menor ao lado. O nome do jornal e a data ficam no canto superior das páginas, bem ao centro. Dependendo da editoria, a página contém mais espaços em branco e é mais colorida. Boa parte das matérias contém chapéu, sempre em letras maiúsculas, e todas as matérias (exceto nas páginas dos colunistas) contêm linhas finas e o nome do autor sublinhado logo abaixo. Os e-mails dos autores das matérias podem vir tanto logo abaixo do nome mesmo ou ao fim da matéria. A quantidade de colunas varia por página e por assunto. Algumas páginas são divididas em 3 colunas, outras em 4 e a maioria em 5.
    6) Cores: O jornal é quase inteiro colorido, apenas algumas páginas são em preto-e-branco, e há o predomínio de tons de azul nos títulos e chamadas das matérias, e em detalhes das páginas, com exceção das páginas dedicadas aos esportes, que são em tons de laranja, e do suplemento O Sol Diário, em tons de amarelo, laranja e azul.

    7) Iconografia: linhas e tarjas azuis permeando algumas matérias em boa parte das páginas do jornal (laranjas na parte de esportes e laranjas, amarelas e azuis no suplemento O Sol Diário).

    Marília Garcia

    15/04/2013 em 18:51

  39. Guilherme Costa e Fabiane Carrijo

    1) Identificação e segmentação
    Nome: The Financial Times (Caderno ‘FT Companies & Markets’) – 06/05/2004

    País/estado/cidade de publicação: É publicado em 6 edições: Pela manhã, no Reino Unido e em mais 5 edições internacionais: Europa, Estados Unidos, Ásia, Índia e Oriente Médio. e impresso em 23 cidades do mundo (Londres, Leeds, Dublin, Paris, Frankfurt, Estocolmo, Milão, Madrid, Hong Kong, Nova Iorque, Chicago, Los Angeles, São Francisco, Dallas, Atlanta, Miami, Washington, D.C., Tóquio, Singapura, Seul, Dubai, Joanesburgo e Istambul)
    Abrangência da Circulação:
    Segundo dados de 2011, O Jornal possui um público diário de 2,2 milhões de leitores em 140 países.
    Periodicidade: Diário
    Tipo de público: Líderes empresariais
    Segmento temático: Jornal Internacional de Negócios. A seção ‘Companies & Markets’ especificamente cobre notícias empresariais e de mercados.
    Nível de especialização: Alto, especializado em negócios.

    2) Papel e formato
    Papel Jornal, formato standard (295×520)

    3) Organização
    O Jornal é dividido em dois cadernos: o primeiro de notícias gerais, nacionais e internacionais, comentários editorias sobre política/economia e opinião e o segundo de notícias empresariais, mercados e dados financeiros.
    O caderno estudado (FT Companies & Markets) possui as seguintes seções:

    FT Companies & Markets (18 pág)
    1.Capa (1)
    2.Companies Europe (2)
    3.Companies The Americas (1)
    4.Companies Asia-5.Pacific/Europe(1)
    6.Companies International (1)
    -6.1 Trading Directory
    7.Global Appointments (2)
    8.Managed Funds Service (4)
    9.Stock Markets (2)
    10.Currencies, Bonds & Interest Rates (1)
    11.Stock Market Currencies (1)
    Capital Markets & Commodities (1)
    12.FT Markets (1)

    4) Tipologia
    Fontes serifadas da família Times (criadas por Matthew Carter) estão no nome do jornal , nos títulos das matérias e nas matérias. No título do caderno, é usada fonte sem serifa BentonSans (derivada da fonte News Gothic) e também nos títulos pequenos de gráficos,linhas finas, nomes dos autores das matérias, datas, tabelas e legendas.A fuga desse padrão se dá apenas nas seções que são exclusivamente compostas de listas e tabelas de dados financeiros, em que há o uso exclusivo da fonte sem serifa.

    5) Diagramação
    Alternância de grid: 7 ou 8 colunas no total.
    Títulos: Sempre em negrito.
    Chapéu: Em algumas poucas matérias
    Legendas: Negrito.
    Autor: Após o título e linha fina. Algumas poucas matérias, porém, possuem linha fina.
    Crédito da foto: canto inferior direito.
    Fio-data: topo da página, alternando nos cantos direito e esquerdo.
    Número da página: topo da página, alternando nos cantos direito e esquerdo. Páginas numeradas de maneira contínua.
    Não há sobra significativa de espaços em branco.
    Pouca flexibilidade no uso de padrões: Geralmente, as páginas iniciam com uma matéria pequena, ocupando 6 ou 7 colunas e sem foto, localizada numa pequena porção central da parte superior da página. Geralmente uma ou duas matérias grandes seguem abaixo, com fotos grandes. Há vasto uso de boxes, geralmente contendo gráficos econômicos e pequenas tabelas. Dos lados direito e esquerdo da matéria principal frequentemente aparecem matérias que ocupam uma única coluna. Todas as matérias são divididas entre si por linhas, enquanto boxes, propagandas e infográficos
    geralmente aparecem dentro de molduras.

    6) Cores
    Papel cor-de-rosa (Salmão), característico do jornal.
    A cor preta é predominante em todos os títulos, exceto no título do caderno, em que é usado um tom de azul marinho e azul. Não há variação cromática marcando as diferentes seções do caderno.

    7) Iconografia.
    Poucos elementos iconográficos estão presentes no jornal. Há uma estrela um pouco à esquerda do centro de cada folha do jornal.

    Guilherme Costa

    15/04/2013 em 18:53

  40. Jornal analisado: DESTAK – São Paulo/SP (Brasil) – Edição nº 1603 de 25/03/2013 – segunda-feira.

    O Jornal Destak foi o primeiro de distribuição gratuita de grande circulação em São Paulo. Inaugurado em 2006, chegou com um formato novo e distinto dos padrões predominantes na época, que ainda persistem até os dias atuais. Tendo como receita exclusiva a publicidade, também inovou no conteúdo para conquistar leitores modernos, os quais a cada dia dispõem de menos tempo para leituras de jornais (textos sucintos/sínteses de informação). Hoje, Destak possui seis edições diárias (São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Campinas, ABC e Recife), com tiragem em torno de 400 mil exemplares, distribuídos predominantemente em cruzamentos de grande fluxo e estações de metrô e ônibus.

    1) IDENTIFICAÇÃO E SEGMENTAÇÃO:
    – Nome: Destak
    – Origem da Publicação: São Paulo/SP (Brasil)
    – Tipo de público: Público urbano, ativo, majoritariamente pertencente às classes A e B, com idades entre 18 e 44 anos, divididos entre leitores do sexo feminino e masculino.
    – Periodicidade: Diário, de segunda a sexta. Não circula em sábados, domingos e feriados.
    – Segmento temático: Resumo das principais notícias do Brasil e do Mundo. Em análise geral, temática extremamente abrangente.
    – Nível de especialização: Baixo nível de especialização.
    – Abrangência da circulação: A edição de São Paulo tem tiragem média diária de 150 mil exemplares, predominando sua distribuição gratuita em estações de metrô e cruzamentos/avenidas de alto fluxo de pessoas e veículos, predominando, nestes últimos, regiões consideradas mais ricas da cidade, como pode ser observado na relação a seguir:
    Berrine/Brooklin
    Granja Julieta/Chácara Sto. Antônio
    Ibirapuera
    Klabin/Ipiranga/Cursino
    Moema
    Morumbi/Campo Limpo
    Vl.Mariana/Paraiso
    Alto de Pinheiros/Lapa/Vl. Leopoldina
    Pompéia/Perdizes
    Usp/Butantã
    Jardins/Pinheiros/Vl. Olimpia/Itaim
    Paulista/Cerqueira César
    Moóca/Analia franco/Tatuapé
    Casa Verde/Santana/Vl. Guilherme

    Diante das alterações no mercado de jornais nos últimos anos, influenciada diretamente pelas convergência das plataformas e novo comportamento dos leitores, Destak Jornal é um formato diferente e interessante que se apresenta seja como saída seja como opção ao mercado. Destinado a leitores que cada vez disponibilizam de menos tempo, o Jornal não consegue fugir de uma temática generalista e abrangente, priorizando mais a quantidade de informação do que a profundidade da mesma. Entretanto, o público alvo do jornal chega a surpreender, já que diante de sua metodologia de distribuição atinge diretamente trabalhadores de classes inferiores a A e B, colocando em discussão a angulação de suas abordagens.

    2) PAPEL E FORMATO:
    – Tipo de papel: Papel Jornal com gramatura baixa/média
    – Dimensões da página: 280 X 330 mm (tabloide)
    – Uso de dobras e outros recursos especiais: Diante do formato em caderno único, linear, a publicação não faz uso de dobras e demais recursos quanto ao papel.

    A escola do formato é ideal para o público ao qual o jornal é distribuido. No carro ou nos veículos de transporte público, o Tabloide é mais acessível e de melhor manuseio, favorecendo a leitura.

    3) ORGANIZAÇÃO:
    – Volumes, com número de páginas e divisão de cadernos: Destak é produzido em formato tabloide em caderno único. O número de páginas predominante em suas edições é de 16, variando para 24 ou até 32 em edições com maior destaque comercial/publicitário.
    – Descrição de editoriais: Brasil, São Paulo, Seu Valor, Mundo, Esportes e Diversão e Arte.
    – Seções: Carreira & Formação, Passatempo, Seu Destak, Saúde, Horóscopo, Frases, Cartas do Leitor, 140 Destaks, Comer.
    – Suplementos: Destak não apresenta suplementos, apenas encartes publicitários.
    – Modelo de encadernação e acabamento: como já dito, Destak é composto de um único caderno, com junções de páginas sem grampos ou colagens. O destaque/diferencial do acabamento de Destak pode ser direcionado para a imprensão, de alta qualidade.

    MAPA ESTRUTURAL DESTAK
    Caderno Único (16)
    – Capa (1)
    – Brasil (1)
    – São Paulo (2)
    – Seu Valor (1)
    – Mundo (1)
    – Esportes (1)
    – Carreira & Formação (1)
    – Diversão & Arte (2)
    – Passatempo (1)
    – Seu Destak (1)
    – Páginas Publicitárias (4)

    A organização de Destak atinge em cheio seu objetivo, diante de seu público alvo. Consegue, em um único caderno, promover uma distribuição organizada e leve, mesmo na tentativa de inserir um alto número de notícias por página. Do ponto de vista editorial (linha editorial) é possível identificar fragilidades, como falta de profundidade em temas vitais e até questões opinativas, que favorecem a tomada de posição em determinados assuntos. Entretanto, tal questão conflita com seu propósito original.

    4) TIPOLOGIA:
    Destak procura ao máximo simplificar sua tipologia na produção/diagramação de suas páginas e para tal faz uso de apenas duas famílias tipológicas. Para os textos em geral (notícias/reportagens) utiliza-se uma única fonte (algo muito próximo da fonte Miller), não fazendo variações. Já para o restante das utilizações, como títulos, linhas finas, chapéus, intertítulos, legendas, olhos, entre outros, é utilizada uma fonte que se aproxima de Bureau Grotesque, variando entre negritos e itálicos. Nas sessões Passatempo e Seu Destak, também faz-se a opção pela fonte Bureau Grotesque, sem negrito nem itálico, diferenciando-se do restante dos textos. Percebe-se que a opção pela tipologia reflete o jornal como um todo, simples, enxuto, com poucas sessões alternativas, permitindo uma padronização maior que reflete uma maior facilidade para leitura, já que o leitor conhece/identifica-se com mais agilidade a estrutura tipológica representativa dos conteúdos.

    5) DIAGRAMAÇÃO:
    Destak é diagramado em seis colunas e suas páginas são produzidas através de modulações esquematizadas através da própria concepção do projeto gráfico editorial. Favorecido pelo formato e pela preferência por páginas padronizadas, ou seja, sem inovações gráficas, predomina-se o uso de anúncios de página inteira ou no máximo meia página horizontal, com reportagens que se dividem entre, predominantemente, duas e três colunas, ganhando uma quarta de acordo com sua relevância. Sua capa, por exemplo, apresenta modulação já considerada clássica, predominando uma foto de cinco colunas ao centro, destaques na parte superior acompanhado de foto recortada e mais destaques de uma coluna vertical ao lado, direito ou esquerdo, sendo encerrado por uma chamada de cinco colunas horizontal. Também faz parte de sua diagramação o uso de fotos pequenas (duas ou três colunas), o que também segue a linha de várias matérias/notícias em uma única página, que pode conter até três fotos, mesmo que de apenas uma coluna.
    Como já explanado, o uso de várias notícias em uma única página, mesmo com utilização de fotos, obriga uma diagramação com vários fios e linhas (vertical e horizontal) para separação das matérias. Não há opção por valorizar espaço em branco, pelo contrário, motivado pelo formato e reduzido número de páginas, há concepção de que exista o maior número de notícias possível em uma página. Chama atenção a não utilização de infográficos e boxes, o que seria bem aceito pelo formato.

    6) CORES
    Em Destak, a identidade cromática é realizada através do vermelho (presente no logotipo/marca do jornal) e também caqui (predominante nas linhas/fios utilizados em praticamente todas as páginas). Há também uma divisão de cores entre editoriais. Brasil, Mundo, São Paulo e Seu Valor são identificadas pela cor vermelha, enquanto Esportes pela cor azul e Diversão & Arte pela lilás. Na sessão Carreira & Formação predomina o ciano e em Saúde o laranja. As relações editoriais e cores são diretamente ligadas, principalmente na capa, que, inclusive, trabalha a variação de tons. Em uma chama de esportes, por exemplo, trabalham-se os vários tons de ciano (no fundo, na fonte). A combinação de cores realizada por Destak permite uma divisão clara na leitura/segmentação do jornal (notícias de relevância social, esportes, entretenimento), deixando as páginas visualmente leves e agradáveis para leitura, diante do alto volume de notícias.

    7) ICONOGRAFIA:
    – Uso de ícones, marcas, selos, vinhetas, tarjas, timbres de logotipos, logomarcas e outros elementos componentes da identidade visual:
    Destak é extremamente tímido no uso de recursos iconográficos. O recurso predominante é sua marca (dois círculos sobrepostos em vermelho) que varia em cor de acordo com a editoria e está presente em praticamente todas as notícias, substituindo o que é conhecido por capitular. No mais, identifica-se o uso de chapéus, que não chegam a constituir vinhetas, e raramente alguns selos que identificam sessões, como “tire suas dúvidas do imposto de renda”.

    Henrique Cézar e Mauricio Daniel

    15/04/2013 em 19:27

  41. 1.Identificação e Segmentação: A PROVÍNCIA DE SÃO PAULO é um jornal brasileiro, se configura como a primeira edição do Estado de S. Paulo. Periodicidade: A Província de São Paulo surgiu em 1875 e desde então circulava todos os dias, exceto as segundas feiras. Segmento Temático: Na sua fundação, o jornal defendia o interesse dos abolicionistas e dos que defendiam a Proclamação da República. A partir do momento em que esses dois assuntos que permeavam a criação do jornal foram conquistados, os interesses se voltaram para problemas políticos da Republica Velha, aproximavam-se do Partido Republicano, defendiam os interesses da elite paulistana. Abrangência da Circulação: 1885: publicação de 3.300 exemplares e já na época havia mais de 2.000 assinantes. 1889: o jornal passa a se chamar Estado de S. Paulo e o número de exemplares aumentou para 4.500. Atualmente o Estado se encontra entre os cinco primeiros veículos no que diz respeito à abrangência de circulação, com uma medida de circulação de 235.217 mil exemplares. Tipo de Público: Destinado para a parcela da população que na época era alfabetizada e que compartilhava dos ideais republicanos, ou seja, elite paulistana. Nível de Especialização: O jornal tem um nível de especialização alto, contava com um alto número de intelectuais de diversas áreas. Exemplos: Mario de Andrade, Oswald de Andrade, Monteiro Lobato, Sergio Milliet, etc.

    2.Papel e Formato: Tipo de Papel: Papel jornal
    Dimensões da Página: aproximadamente (42 x 62) cm

    3.Organização: Volume com número de páginas e divisão de cadernos: A Província de São Paulo apresenta em sua primeira edição um volume de quatro páginas. O jornal não apresenta a divisão por cadernos e sim por secções. A primeira edição o jornal apresenta Secções Científica, Econômica, Judiciária, Letras e Artes, além de um Folhetim. Descrição de Editorias: Secção Científica: “Considerações geológicas e agronômicas aplicadas à viação pública da província de S. Paulo”. Secção Econômica: “Fazer penetrar nas massas os princípios da economia política. Destruir com auxilio destes princípios o grande número de erros, preconceitos e antipatia que detém a marcha da civilização”. Secção Judiciária: “Assuntos forenses, é nossa intenção fazer conhecidas às decisões proferidas pelos tribunais do país, e principalmente as da capital”.
    Modelo de Encadernação e Acabamento: Modelo padrão.

    4.Tipologia: A Província de São Paulo utiliza em sua primeira edição uma tipologia em caixa alta, em negrito e levemente serifada para o título. Os outros títulos e textos das secções temáticas do jornal apresentam caixa alta e negrito, mas dessa vez sem serifas. A última página do jornal, destinada a anúncios e propagandas, apresenta fontes mais flexíveis e em sua maioria serifadas.

    5.Diagramação: Esquema de modulação das páginas: O jornal A Província de São Paulo é diagramado em módulos de cinco colunas, o nome do jornal aparece centralizado e ocupa três das cinco colunas. Apesar de ser um jornal simples do ponto de vista da editoração gráfica, o jornal apresenta em sua última página uma série de caixas feitas de molduras em estilo gótico. Relações significativas entre texto, imagem e recursos gráficos: Não há presença de imagens. Por ser um jornal do séc. XIX, as relações entre texto/imagem e recursos gráficos é em sua maioria mais escassa, o que podemos destacar na primeira edição é a simplicidade entre esses recursos, na ultima página do jornal podemos identificar um amplo espaço para anúncios dos mais variados (fabrica de tecidos e alfaiataria, hotéis e farmácias, contendo até anúncios de escravos fugidos). As ilustrações que na época desempenhavam um papel muito importante para os jornais, não são encontradas na primeira edição de A Província de São Paulo, pois elas começaram a ser publicadas no Estadinho, que teve sua primeira edição em 1915.

    6.Cores: A Província de São Paulo em sua primeira edição ainda não disponibiliza de variedade de cores além das escalas em preto. As cores só seriam introduzidas em 1915 comas ilustrações no Estadinho.

    7.Iconografia: A Província de São Paulo apresenta uma forte presença iconográfica, por ser a primeira edição, há uma série de ícones que o identifica como tal. Timbres localizados nas duas partes superiores da primeira página contém as inscrições N.1 e Anno 1.

    Vinícius Cabrera

    15/04/2013 em 19:35

  42. Marina Walder e José Guilherme Magalhães
    Análise do jornal Elment
    IDENTIFICAÇÃO E SEGMENTAÇÃO:

    Nome do Jornal: Element
    Cidade/País: Moscou, Rússia.
    Tipo de Público: Jovens.
    Segmento Temático: Entretenimento. Na capa, em cima do nome do jornal “Element”, vem escrito “weekly entertainment newspaper”- Jornal semanal de entretenimento.
    Circulação: PESQUISAR

    PAPEL E FORMATO:
    Tipo de Papel: A capa e a contracapa são feitas em papel revista, o resto do jornal é feito em papel jornal. Ambos são de média gramatura.
    Dimensões da página: 30x40cm.
    Recursos especiais: Uso de Grampos. O Jornal Element tem o formato muito parecido com a revista brasileira “Piauí”.

    ORGANIZAÇÃO:
    Numero de páginas: 10 páginas, incluindo capa e contracapa.
    Divisão de cadernos: O jornal não é dividido em cadernos.
    Editorias: O jornal não é dividido em editorias. Existe apenas um chapéu em cada canto superior direito, indicando o assunto a ser tratado naquela página. Os chapéus dessa edição são:
    1- “Hits of the week”
    2- “Elements of the week”
    3- “In depth”
    4- “Celebrity”
    5- “Trends”
    6- “In motion”
    7- “Getaways”
    8- “Calendar picks”
    9- “Sound”
    10- “Deep dish”
    11- “Cuisine”
    12- “Screen”
    13- “Night life”
    14- “Advertisements”
    15- “Stars”.
    Suplementos: Não há suplementos no jornal.
    Modelo de encadernação: O jornal é encadernado com dois grampos.

    TIPOLOGIA:
    Critérios de aplicação de diferentes famílias tipológicas e variações conforme categorias textuais, gêneros jornalísticos:
    “Element”, o título da revista, vem escrito em uma fonte grande, com bastante destaque. A capa traz uma foto preta e branca bem grande da cantora Patti Smith, que é a matéria principal dessa edição do jornal. Na parte inferior da capa, sobrepondo a foto. estão escritos os tópicos com os assuntos que algumas matérias tratarão. Exemplo: “Patti Smith”, “Moscow city day”, “Yoga”, etc.
    Na capa também está presente o site do jornal, embaixo do nome.
    No título de cada matéria, algumas palavras vêm em negrito e outras não. Nas matérias que há entrevistas, as perguntas são destacadas em negrito. O nome do jornalista e do fotógrafo vem sempre embaixo do subtítulo e escrito em negrito.
    Duas páginas são dedicadas à propagandas de restaurantes russos. A ultima página é toda preenchida por um horóscopo.

    DIAGRAMAÇÃO:
    Esquema de modulação das páginas:
    O esquema de diagramação das páginas do jornal é totalmente flexível, não seguindo um padrão em nenhuma das páginas.
    A primeira página é completamente distinta do resto do jornal. Há um Box, no canto esquerdo, escrito element team, com o nome de todos os que trabalharam naquela edição do jornal. Essa página também apresenta na parte inferior uma propaganda.
    Todas as matérias do jornal apresentam fotos, que na maioria das vezes são bem grandes. Essas fotos não apresentam legenda, e, além disso, nem todas elas apresentam créditos.
    O jornal “Element” apresenta em todas as suas páginas um ou mais Box. Em uma matéria sobre um restaurante há um Box com os preços de alguns pratos. Em outra matéria sobre culinária há um Box com uma receita.
    A letra inicial de cada matéria é sempre em uma fonte maior e em negrito. As matérias aparecem dispostas na página verticais ou horizontais, mas a maioria nessa edição é verticalizada. As linhas finas são um pouco extensas em quase todas as matérias.

    CORES:
    Identidade cromática dos elementos de diagramação:
    A capa e a contracapa são coloridas. O nome do jornal é escrito em branco, em um fundo roxo, e a foto da capa é preta e branca. A parte interior da capa, e toda a contracapa são as únicas partes coloridas do jornal.
    Paletas de identificação de cadernos:
    O jornal não é dividido em cadernos, portanto não existe paleta de identificação. Há chapéus, como já foi citado anteriormente, mas eles são todos escritos da mesma cor: preto.
    Tonalidades predominantes e seu valor significativo:
    Dentro do jornal a única cor usada é o preto. Porém, há uma variedade de tons e de tamanho das fontes, o que dá idéia de destaque a algumas partes. Por exemplo, os títulos são maiores e mais negritos que os subtítulos, que também são maiores e mais negritos que o resto da matéria. As perguntas, quando há entrevistas, estão escritas em negrito, para diferenciar-se das respostas dos entrevistados. O uso de cores é feito apenas nas propagandas da capa e da contracapa.

    Marina Walder

    15/04/2013 em 20:10

  43. Análise do jornal Le Monde de 18 de novembro de 2011.

    1) Identificação e segmentação
    O jornal diário Le Monde é feito em Paris e distribuído por diversos países além da própria França (como Estados Unidos, Canadá, Japão etc.). Ele é abrangente, feito sem público específico ou nível de especialização elevado, possibilitando que uma gama variada de leitores consiga entendê-lo, apesar de manter um caráter progressista.

    2) Papel e formato
    O Le Monde usa papel jornal (baixa gramatura – entre 40 e 60g/m²), em tamanho Berliner (470x315mm), comumente usado na Europa, pois facilita a leitura em trens e outros meios de locomoção, pois não exige muito espaço na hora de abri-lo para leitura, por exemplo. Todas as folhas estão encadernadas juntas por meio de dobra. Dentro dele, vem um suplemento dobrado separadamente. Não há uso de grampos.

    3) Organização
    Como o exemplar analisado é de um domingo (18/11/2011), creio que ele contém mais páginas que os exemplares que circulam durante a semana.

    1. Caderno Principal (32)
    – capa (1)
    – Page Deux (contracapa) (1)

    1.2 International (6)
    – International (4)
    – Planète (2)

    1.3 France (5)
    – France (1)
    – France Politique (2)
    – Société (2)

    1.4 Économie (10)
    – Économie (4)
    – Décryptages Débats (2)
    – Décryptages Enquête (1)
    – Décryptages Analyses (1)
    – Décryptages L’Ceil Du Monde (2)

    1.5 Culture (5)
    – Culture (3)
    – & Vous (2)

    – Carnet (1)
    – Méteo & Jeux + Écrans (1)
    – Le Monde (1)
    – Última capa (1)

    2. Suplemento Le Monde DES LIVRES (10)
    – Des Livres (1)
    – …à La Une (1)
    – Traversée (1)
    – Littérature Critiques (2)
    – Histoire d’um livre (1)
    – Tribune (1)
    – Chroniques (1)
    – Critiques Essais (1)
    – Rencontre (1)
    *O número entre parênteses indica o número de páginas de cada parte.

    A capa contém chamadas de matérias, com pequenos trechos delas, indicando as páginas nas quais o leitor pode encontrá-las completas. A “Page Deux” tem três textos. A editoria de Internacional traz notícias gerais de outros países do mundo e contém uma seção interessante, a “Planète”, com notícias nacionais e internacionais sobre saúde pública, urbanização etc.
    A editoria “France” começa com uma página de notícias gerais sobre o tema, duas páginas de uma categoria política e uma seção sobre sociedade.
    A editoria de economia é a maior e mais dividida. Após quatro páginas de notícias gerais, entram as seções “décryptages”, que poderiam ser entendidas como “decifrando, desconstruindo”, sobre debates, enquetes, análises e “Ceil Du Monde” (uma página rica em infográficos e com pouco texto). Seria uma forma de deixar a linguagem econômica mais palatável, inteligível, fácil ao leitor.
    A editoria de cultura traz notícias muito variadas sobre teatro, música, jogos etc.
    O “carnet” é uma página de avisos sobre aniversários, casamentos, mortes, missas etc. não muito carregada, onde tudo é enviado pelo leitor. Depois vem uma página com informações climática, “Écrans” e jogos. A última página interna tem duas colunas e uma nota.
    Uma diferença desse jornal é que ele não tem uma editoria de esportes no caderno principal.

    O suplemento sobre livros é bem fino e interessante. A capa traz uma espécie de índice sobre o que será visto nas páginas seguintes e uma matéria inteira. O resto do caderno traz críticas, resumos, debates sobre livros e crônicas.

    4) Tipologia
    O Le Monde possuía uma família própria de fontes concebida em 1994 especialmente para o jornal, mas que não é utilizada desde 2005 – aparecendo na publicação apenas ocasionalmente.
    O nome do jornal está em fonte gótica e sofreu poucas modificações desde sua fundação, em 1944. Todas as fontes, excetuando-se alguns títulos e intertítulos, são serifadas, como é comum em jornais impressos. Os títulos e as linhas finas não apresentam grifos (há alguns títulos em negrito e itálico). Todos os textos estão na cor preta, com alguns intertítulos e todos os chapéus em cinza. Há uso de capitular em todas as matérias principais (menos na capa). Na seção “Décryptages Débats”, as capitulares são maiores que no restante do jornal.
    No suplemento, as capitulares variam de tamanho dependendo da página e são todas coloridas.

    5) Diagramação
    O jornal faz uso de gride – em geral, seis colunas de mesmo tamanho (mas que, às vezes, aparecem em quatro no tamanho normal e uma mais larga, ou cinco de mesmo tamanho). As páginas mantêm um mesmo padrão entre si, não havendo muita diferenciação entre elas. O jornal não faz um uso peculiar do branco. As imagens aparecem em quadrados/retângulos, e não recortadas ou mescladas com o texto. Não há presença abundante de infográficos, eles são pouco utilizados (com exceção da página “Décryptages L’Ceil Du Monde”). Os nomes dos autores das matérias aparecem em negrito ao final das mesmas.

    6) Cores
    O jornal é todo em preto e tons de cinza, desde o nome das editorias, ao título das matérias e os textos propriamente ditos. Nas imagens, varia-se entre as coloridas e preto e branco. Somente na capa há um título em azul, uma linha na mesma cor e marcadores em oliva. Isso dá um tom sóbrio ao jornal e faz com que as imagens ou infográficos coloridos ganhem mais destaque ainda. O suplemento traz mais uso de cores (nas capitulares, por exemplo).

    7) Iconografia
    Não há muito uso de ícones específicos no jornal, somente na capa é que alguns se destacam, como alguns marcadores retangulares com as pontas arredondadas nas matérias do topo e outros em forma de uma gota deitada em uma matéria lateral. Há pequenos quadrados pretos indicando o final de uma matéria logo em seguida à última palavra dela. A iconografia do Le Monde se faz basicamente pelo uso de linhas variadas.
    O cabeçalho do jornal contém sempre o logo dele com o dia da publicação embaixo, além do número da página em tamanho grande seguido de uma fina linha vertical e a identificação de editoria/seção. Separando o cabeçalho do restante da página, há um conjunto de quatro linhas que também aparece separando algumas matérias. Dentro da página, as matérias são separadas por uma linha bem fina. As colunas de algumas matérias também são separadas por essas linhas. Quando a matéria tem olho, ele é destacado por uma linha pontilhada acima e abaixo. Esse padrão se mantém em toda a publicação, exceto na seção “Décryptages Débats” onde, em cima do nome de cada autor, há uma linha preta e grossa, além de que a divisão do cabeçalho é feita por um conjunto de linhas verticais (o que se mantém nas demais “décryptages”).

    Flávia Nosralla

    15/04/2013 em 20:10

  44. Jornal analisado: Le Figaro

    1- Identificação e seguimentação:

    O jornal francês Le Figaro foi fundado em 1826, é um influente jornal e o mais antigo ainda hoje publicado na frança. Possui linha editorial de direita com abrangência nacional tem 320.000 exemplares diários e está presente em mais de 100 países inclusive no Brasil.

    2-Papel e formato

    Papel jornal com formato standart (50×37,5cm)

    3-Organização
    O jornal possui 34 páginas e é organizado em formato cebola, possui caderno único com suas páginas organizadas sequencialmente de 1 à 34.
    Capa (1)
    Internacional (2)
    Internacional/Europa (2)
    França/Política (2)
    França/Sociedade (2)
    Esportes: (1)
    Ciências e Medicina (1)
    Debate e Opiniões (2)
    Viver Hoje/Motores (2)
    Viver hoje/Lazer (1)
    Automóveis (2)
    Imóveis (1)
    Imóveis (classificados) (2)
    Agenda (1)
    Cultura (4)
    Televisão/Rádio (1)
    Matéria Especial (1)
    4- Tipologia
    Nome do jornal em caixa alta, destaque para o valor no canto direito superior (1 Euro), uso do letras cerifadas em todo o jornal com fonte padronizada, uso de itálico somente na linha fina, legendas das fotos e nome dos repórteres em negrito.

    5-Diagramação
    Diagramação padrão e tradicional, sem grandes ousadias, as páginas são compostas por sete ou oito colunas, sendo nelas distribuídas fotos, textos e gráficos. A maior parte de suas páginas são impressas em preto e branco talvez por barateamento. Não é flexível e é quase todo preenchido, poucos espaços vazios, usa poucos recursos gráficos como box, olho e gráfico. Texto é predominante e organizado basicamente por: título, linha fina e olho. Mescla matérias com anúncios, muitos anunciantes, que chegam a ocupar páginas inteiras. Sua modulação é sequencial de 1 a 34 e faz uso de linhas para divisão de matérias.

    6- Cores
    Faz pouco uso de cores salvo para anúncios e poucas fotos.

    7-Iconografia
    Nome do jornal em letras garrafais centralizado na parte de cima da capa e da contra capa, nome do jornal e dia da semana da publicação canto esquerdo ou direito intercalado com a editoria e faz pouco uso de iconografia, salvo página 22 que possui duas estrelas no canto superior esquerdo. A numeração das páginas se intercala nos cantos direitos e esquerdos das páginas.

    Pedro Salgado e Diego Gomes

    15/04/2013 em 20:11

  45. Nome: Thales Valeriani e Isabela Ribeiro
    Jornal Analisado: Financial Times Alemão

    1) Identificação e segmentação:
    – Financial Times- Alemão
    – Sede em Hamburgo
    – Circulação Nacional
    – Periodicidade: 6 dias por semana
    – Público: Empresários sêniores
    – Segmentação: Especializado em Economia/ Negócios

    2) Papel e formato:
    – Gramatura média/baixa
    – Dimensões da página: 314 (base) x 445 (altura) mm
    – Uso de dobras e outros recursos especiais: Formato Standard, uma dobra ao meio.

    3) Organização:
    – Jornal organizado em 5 cadernos que ao todo dão 32 páginas, mais um suplemento com 10 páginas.
    – Cadernos com organização numérica. O suplemento é o único que possui numeração alfanumérica.
    – Descrição de Cadernos e seções:
    * Caderno Principal, Capa e 1 página. Engloba o caderno de Negócios que, por sua vez, conta com uma Capa e 6 páginas em 3 seções: Capa (1)/Tecnologia e Meios de Comunicação (2)/ Serviços (1)/ Indústria (2)/
    *Política e Economia, caderno com 8 páginas e quatro seções: Capa (1) Alemanha e Europa (2)/ Europa e Internacional (3)/ Investimentos (1) e Economia Global (1)
    *Finanças, caderno com 8 páginas, 7 seções: Capa (1)/ Serviços Financeiros (1) /Mercado de Serviços Financeiros (1) /Mercados Financeiros (1) /Ações Alemãs (1) /Ações Internacionais (1) /Mercado Monetário, Câmbio (1) /Derivados (1)
    * Setor de Saúde, caderno [suplemento] de 10 páginas, sem seções
    * Agenda, caderno de 8 páginas, com 7 seções: Capa (1)/ Opinião (2)/ Esporte (1)/ Cultura (1)/ Copa das Confederações (1)/ Pesquisas (1)/ Geral (1)
    – Modelo de encadernação: Cadernos separados
    – Há equilíbrio entre o número de páginas dos Cadernos e Seções. Com exceção do suplemento, todos os Cadernos tem 8 páginas. Nenhuma Seção tem mais do que 3 e menos de 1 página.

    4) Tipologia:
    – Letras serifadas
    -Títulos em negrito
    -Linha fina em itálico
    – Começo dos textos com Capitular
    – Letra do nome dos repórteres e colunistas em negrito
    – As letras das legendas não se diferenciam em corpo e tipologia das letras do texto

    5) Diagramação: 
    – Organizado em 6 colunas de 49mm cada
    – Os espaços em branco são explorados pelo jornal
    – Utilização de boxes, gráficos, tabelas, linhas e bastantes imagens
    – A diagramação é sóbria

    6) Cores:
    – Se resumem, basicamente, as cores das letras e fotografias, uma vez que o jornal utiliza recursos tradicionais e não usa fundos coloridos
    – Nome do jornal com fundo azul e letras vazadas em branco
    – Nome dos cadernos em Azul
    – Chamada dos destaques dos cadernos em vermelho
    – Nome das seções tem um corpo maior que as demais, mas também é preta e não é em negrito ou itálico
    – Não há paleta de cores para uma identificação dos cadernos
    – Texto com letras pretas e fundo branco
    -Nomes e declarações em destaque: letras em vermelho e fundo branco

    7) Iconografia
    – Na edição pesquisada não há infográficos
    – Há vários gráficos e tabelas de indicadores econômicos
    – Há uma grande utilização de linhas para demarcação de espaços
    – Quase todas as reportagens tem um recurso imagético, seja uma foto ou uma tabela ou gráfico

    Thales Valeriani e Isabela Ribeiro

    15/04/2013 em 20:11

  46. 1. Segmentação
    O jornal a ser analisado aqui é o diário turco Hürriyet (“liberdade”, em turco), na sua edição de 2 de março de 2012, sexta-feira, distribuído em Frankfurt, Alemanha. Além dessa edição distribuída na Alemanha – devido à grande colônia turca no país – Hürriyet tem suas edições locais no seu país de origem na capital Istambul e também nas cidades de Ancara, Esmira, Adana, Antália e Trebizonda. Dados de abril de 2013, do site turco Medyatava, indicam uma circulação média de 406 mil exemplares, o que faz do Hürriyet o terceiro diário de maior circulação da Turquia, atrás dos concorrentes Posta e Zaman. De forte inclinação nacionalista o jornal tem como seu slogan a frase “Türkiye Türklerindir”, que pode ser traduzida livremente como “A Turquia aos Turcos”. De forte apelo visual e maior atenção a temas como prestação de serviços e televisão o Hürriyet aposto na imagem de um jornal popular.

    2. Papel e formato
    Com um tamanho de 330x560mm, o Hürriyet não se enquadra exatamente em nenhum dos formatos preestabelecidos, se aproximando mais do standard e sendo impresso em papel-jornal.

    3. Organização
    A edição analisada do Hürriyet é composta por um total de 28 páginas, divididas não em cadernos, mas em seções, um tanto genéricas e sem grande separação, que são indicadas, no topo das páginas ao lado do logo do jornal. Após a capa, nas página 2 e 3, temos uma seção intitulada de Revista da TV, com notícias de celebridades e a agenda do dia nas redes de tevê locais. Em seguida, nas páginas 4 e 5, encontram-se as seções de, primeiramente, Vida e, em seguida, Viagens. Já das páginas de 6 a 10 temos a seção intitulada Agenda, onde uma gama bastante variada de assuntos parece ser tratada. Adiante, mais algumas seções curtas, a página 11 atende pelo título de Comunidade e a 12 é Humanidade. Entre as páginas 13 e 16 estende-se a seção de Agenda Européia, com notícias políticas que, em grande parte, tratam da Alemanha, sempre relacionando à Turquia. De 18 e 19 temos Economia, sendo seguidas da tradicional seção de Quebra-cabeças, na 20, com sudoku, cruzadinhas etc. A página 21 tem o título de Mundo, com notícias que, nem por isso, fogem a assuntos que sempre relacionam a Turquia. Por fim, nas páginas 22 e 23 os classificados e da 24 até 27 esporte, tratando com especial destaque o futebol. A encadernação, até pelo jornal não se dividir em cadernos, se dá de modo que a contagem de páginas é contínua e as seções não são destacáveis entre si.

    4. Tipografia
    A maioria dos títulos ao longo do jornal são em fontes não-sefiradas e o corpo dos textos em fontes serifadas. Dito isso, é importante observar que o Hürriyet muito falha em apresentar algum padrão mais inequívoco, é possível encontrar títulos e chamadas de matérias em fontes serifadas, além de haver uma variedade de fontes diferentes usadas nos títulos, sendo que a maior – ou duas maiores – matérias de cada página encontram-se em fontes pretas com contorno branco, e as demais matérias em fontes sem contorno, pretas ou coloridas.

    5. Diagramação
    Ao longo da edição analisada pouco é possível observar um jornal bem pouco conservador no seu projeto gráfico, e com uma série de opções que rotineiramente dão um ar nada limpo ao Hürriyet. Logo na capa podemos observar a opção incomum da logomarca com o título do jornal não estar no topo da página, ainda que na metade superior. Também ainda na capa podemos observar uma característica que vai se repetir por toda a edição, um gosto bastante marcante por boxes, em geral de fundo colorido. Nesses boxes e em todo o resto das matérias as imagens se fazem extremamente presentes, muitas vezes excedendo o próprio espaço destinado ao respectivo texto ou ao boxe, extrapolando o grid, invadindo a margem ou até cobrindo a logo marca do jornal e o título da seção. O número de colunas também é especialmente inconstante, variando de quatro a seis colunas por página sem nenhuma ordem aparente. Vale observar ainda que nenhum texto é justificado, mas sim alinhado à esquerda.

    6. Cores

    Ainda que o vermelho, o preto e o branco do logo do jornal (e da bandeira turca) tenham grande reincidência por todo jornal, é notório que o Hürriyet parece pouco se importar com uma identidade visual mais consistente. Por todo o jornal – como já comentado a priori – podemos ver uma série de boxes, boa parte deles com fundos das mais variadas cores – logo na capa há fundos em rosa choque, amarelo, azul e até um em dégradé de preto. No que tange ao uso das cores vale destacar ainda o curioso fato de que no meio da seção Agenda as páginas coloridas são preteridas por uma sequência de quatro páginas em preto e branco, sem nenhuma lógica aparente, o colorido volta, então, na seção Agenda Europeia e, de novo, é substituído pelo preto e branco, que retorna adiante. A presença do vermelho parece, em amplo sentido, ter o objetivo de remeter sempre à cor nacional, embora mesmo esse objetivo fique difuso em meio a essa grande confusão relatada.

    7. Iconografia

    A logomarca do Hürriyet é repetida no topo de quase todas as páginas, a exceção da página 8 em que uma imagem cobre o logo, e da página 26, em que um boxe de esporte também cobre a logomarca. Também podemos observar um sinal gráfico ao fim de cada matéria da página da direita.

    Michael Brosa

    15/04/2013 em 20:32

  47. Jornal do Brasil – Análise e leituras possíveis

    1)Identificação e Segmentação

    Jornal do Brasil, Rio de Janeiro – RJ, Brasil. O público alvo é a classe A e B do Rio de Janeiro, voltado para a elite intelectual, com distribuição concentrada na Zona Sul, Barra da Tijuca e Niterói. A idade dos leitores do Jornal do Brasil varia de 25 a 49 anos, sendo quase 60% do leitorado formado por homens da classe AB, com nível superior e interessados principalmente em cultura, economia e esportes. Trata-se de um Jornal tradicional diário, com tiragem de 18 mil exemplares em 2009.

    2)Papel e Formato

    A partir de 2006 adota o formato Berliner (315 x 470) sob o comando de Nelson Tanure. Papel jornal, gramatura média (~70g/cm²). 3 volumes, sendo um para cada caderno, utilizando o encaixe “cebola” entre as folhas.

    3)Organização

    Organizado em três volumes, num total de 40 páginas, numa quinta-feira de 2009. Edição dividida em três cadernos que possuem sessões internas. Novamente o encarte é feito em modelo “cebola”, as margens são cortadas com guilhotina e o jornal não tem sacola protetora.

    Primeiro Caderno:
    Tema do Dia – 3 pág.
    País – 2 pág.
    Sociedade Aberta – 2 pág.
    Cidade – 4 pág.
    Coluna: Anna Ramalho
    Economia – 2 pág.
    Classificados – 2 pág.
    Internacional – 2 pág.
    Vida: Saúde e Tecnologia – 1 pág.
    Caderno B
    Espaço destinado à cultura e à reportagens especiais. Há também as seguintes colunas: Antonio Campos (sociedade), Heloisa Tolipan (moda e beleza), Leonardo Boff, Sol Maior (música).
    Esportes
    Futebol, Carioca, Fórmula 1.

    4)Tipologia

    Títulos das manchetes e texto: Serifa romana humanista, fonte grotesca.
    Linha fina: linear humanística, sem serifa linear
    Chapéu das matérias: linear humanística, sem serifa linear

    5)Diagramação

    Normalmente os cadernos trazem uma foto grande ou média, acompanhada de legenda e de caráter ilustrativo. O gride é dividido em 5 colunas, em alguns textos usa-se “olho da matéria” para destacar algum número ou frase. Nas reportagens maiores do jornal nota-se o uso de infográficos, no entanto, ainda é pequeno. Atas, leilões e editais são diagramados usando o esquema de boxes, utilizando apenas uma das colunas disponíveis na página. O caderno de classificados possui gride diferente, de três colunas, sendo uma delas maior do que as outras.

    6)Cores

    Título do Jornal é diferente dos “jornalões” brasileiros. O fundo é azul e as letras são brancas, dando a impressão de serem vazadas na caixa de texto. O bom uso do branco e dos espaços da página começa aí. A linha onde é possível identificar a data, a cidade e o preço da edição está equilibrado com as manchetes e linhas finas, sem sobrecarregar a capa e os cadernos. A reportagem especial do Primeiro Caderno tem seu título destacado logo após o título do Jornal, novamente utilizando o fundo escuro (preto, no caso) e letras brancas, além de equilibrar o tema pesado (drogas) com cores mais primárias. Nos cadernos, a maior parte das imagens e textos está em preto e branco, apenas os quadrinhos e alguns números dos infográficos aparecem coloridos, algumas seções de maior interesse para o público leitor do jornal recebem cores, como “economia”, “política” e “esporte”. Economia tem sua cor associada aos dólares americanos, aparecendo em verde, já política recebe tons azuis, o que pode ter a ver com o posicionamento político conservador do jornal e Esporte tem tons de verde. Há bastante equilíbrio entre as linhas horizontais e as informações dispostas verticalmente, o que torna a leitura mais orientada e leve.

    7)Iconografia

    De modo geral, há pouco uso de ícones e logotipos no jornal, fazendo dele um jornal bastante centrado na divulgação da informação e não tanto na análise crítica e posicionamento político, comercial ou social. No entanto, em sessões para manifestação do público, como o Sociedade Aberta e o Carta do Leitor, além de outros artigos de opinião, o jornal optou por usar um desenho que simula um boneco “pac man” falando, emitindo ondas sonoras por meio de traços semi circulares. Em todas as páginas, ao lado do número e da sessão, há a presença das letras “JB”, sintetizando o nome do jornal diário. Um elemento interessante é o acréscimo do endereço de email correspondente à sessão do caderno a cada página, facilitando a comunicação com o leitor e auxiliando a gravar a ordem dos cadernos.

    Keytyane Verônica da Silva Medeiros

    15/04/2013 em 20:32

  48. 1)Identificação e segmentação:
    O Llanquihue é um jornal diário chileno, publicado na cidade de Puerto Montt, capital da Região dos Lagos. Ele possui uma pequena tiragem de 7.600 exemplares durante a semana, 10.200 no sábado e 12.800 aos domingos. Fundado em 1885 é o quarto jornal mais antigo do Chile, perdendo apenas para El Mercurio de Valparaíso (fundado en 1827), La Discusión de Chillán (fundado en 1870) y El Sur de Concepción (fundado en 1882).
    É um diário local que se foca em notícias da região de Puerto Montt, falando bastante sobre acontecimentos gerais locais e na edição analisada são encontrados muitos assuntos rurais.

    A data de veiculação do objeto estudado é 4 de janeiro de 1999.

    2)Papel e formato:
    Impresso em papel jornal mesmo, o diário possui uma gramatura de aproximadamente 48g/m² – 52g/m² e tem uma dimensão de 28x34cm. Esse estilo muito parecido com o tablóide permite uma maior facilidade na hora da leitura.

    3)Organização:
    O jornal é dividido em duas partes. A parte 1 ou A é marcada por uma sequencia da letra A e a página. Como A1, A2, A3 e assim por diante até A19. Essa parte parece focar apenas em notícias de Puerto Montt . Essa tem divisões como “Cronica”/ “Desportes”/ “Opiniones” que não aparecem em nenhum ordem particular. A Parte 2 ou B segue a mesma sequência de numerações de páginas da A, (B1,B2 e assim por diante até B15), e recebe o título de“El pais Y el mundo”. As notícias se focam mais no Chile e no mundo e não apenas na região de Puerto Montt como a parte A. As “editorias” são divididas no topo de cada pagina, onde apresentam os assuntos como “Seguridad Ciudadana”/ “El mundo”/ “arte y espectáculos”/ “ en família”/ “ciência y vida” e “desportes y recreación” também sem aparentar alguma ordem específica. Porém, essa segunda parte também contém um suplemento voltando a notícias do Campo, com o nome de “Campo Sureño”. A numeração deste suplemento é feita apenas de 1 a 15. O suplemento estava inserido na parte B que por sua vez estava inserido no caderno principal, a parte A.

    4) Tipologia:
    Para essa sessão dividiremos a análise a cada parte do jornal.
    Parte A : El Llanquíhue

    O título é feito com uma letra caraterística que marca a identidade do jornal. Uma letra grossa e cursiva. O Chapéu da manchete da primeira página é feito com uma fora não serifada que esta aparentemente em negrito, marcando o assunto da matéria principal de forma mais discreta. O Título principal é marcado por uma fonte maior que se destaca de todas na página, fonte serifada e em vermelho, caracterizando a emoção mostrada na foto principal. No resto da página as fontes variam entre serifada/não serifada e negrito/normal. Dentro do jornal podemos notar um padrão maior entre título, linha fina e texto que se mantém por todo o resto da parte A com exceção dos box que apresentam tipos diferentes. No geral as fontes não mostram variação de acordo com o gênero jornalístico de cada matéria.

    Parte B : El pais Y el mundo
    O título apresenta uma fonte diferente da presente no El Llanquíhue, onde El Pais está em destaque e Y el mundo aparece mais embaixo. Junto ao título aparece “Cuerpo B”, demonstrando que é a segunda parte do jornal. O chapéu e as chamadas apresentam fontes não serifadas, porém de cores diferentes, e igualmente a parte A chamando atenção ao assunto principal usando uma fonte maior e vermelha no meio. Na primeira página podemos observar grande variação de tipos e tamanhos, mostrando que não existe uma padronização na construção tipológica. No interior do jornal podemos observar uma grande variedade de títulos, que apesar de se manterem sem serifa, divergem em tamanhos, fontes e em negrito/normal. O texto corrido de cada matéria, porém parece se manter o mesmo durante todo o jornal.

    Suplemento: Campo Sureño
    O título é composto por duas fontes diferentes onde “Campo” é serifada e o “sureño” uma espécie de cursiva. O restante da primeira pagina é composto de fontes não serifadas de tamanhos variados e cores variadas. (Verde, vermelho e branco). No interior podemos observar uma espécie de Chapéu padrão na maioria das matérias onde uma letra capitular com contorno roxo destaca-se das outras que compõe a palavra. Neste suplemento existe uma padronização maior de fontes, em seu interior observamos sempre fontes não serifadas e iguais para os títulos e fontes serifadas para o texto das matérias. As legendas das fotografias também acompanham um padrão de fontes, sendo todas em negrito e com uma forma que lembra itálico.

    5) Diagramação:
    A parte A e B possuem uma diagramação semelhante e podem ser analisadas em conjunto.
    A capa, a primeira página, a última página, o suplemento e mais três folhas que marcam o meio do jornal são as únicas folhas coloridas do mesmo, o resto é tudo em preto e branco. Como uma tática ilusória, é perceptível que o diagramador escolheu essas páginas especificamente para o momento que o leitor pegasse o diário na banca, olhasse sua capa e abrisse no meio (como é natural) tivesse a impressão de que se trata de um jornal colorido.
    Acima do título do jornal podemos observar uma bandeira que acompanha a data de fundação do jornal. O espaço da capa é preenchido com manchetes, imagens e boxes. Não existe uma padronização entre texto de imagem no caso de legendas na capa. O título principal é colocado em vermelho para chamar uma atenção maior. O chapéu é sempre em preto e de um tamanho menor que o título em vermelho. As fotos costumam trazer uma linha (de espessuras variadas) formando uma moldura, fazendo uma separação mais forte entre imagem e texto.
    O interior se mostra mais relapso em questão de diagramação com mais de uma vez o texto do título invadindo a imagem principal da matéria. Todas as fotos contém uma linha preta em emoldura a imagem. Letras capitulares são usadas pouquíssimas vezes assim como é escasso o uso de box durante o jornal. Existem partes do texto que não são justificadas, causando certo desconforto visual. No geral o jornal não parece possuir uma identidade gráfica muito definida.

    O suplemento tem uma capa mais “limpa” composta apenas de duas fotos e dois títulos. O espaço embaixo da primeira foto é usado para colocar o primeiro título, sendo que o segundo vai ao lado da segunda foto. O interior do suplemento apresenta uma diagramação mais organizada que o próprio jornal. Todas as páginas são coloridas e possuem uma linha roxa ao topo que ao lado direito é acompanhada pelo número da página e a editoria. As fotos do suplemento não possuem contorno, porém possuem legendar padronizadas com a mesma fonte e sempre abaixo da imagem.
    6) Cores:
    Como já citado anteriormente os cadernos principais possuem apenas cores na capa e primeira página. O caderno “A” além de possuir o título em vermelho possuí uma linha vermelha abaixo do nome do jornal que nos leva a perceber sua tendência pelo vermelho. No caderno “B” existe um uso maior de cores. O título do caderno está em azul, porém o da matéria principal também esta em vermelho. Ainda na capa do caderno B podemos observar o uso de outras cores para preencher os boxes das manchetes. Sem qualquer preocupação com combinações ou mesmo poluição visual, essa capa resulta em uma mistura de cores e inclusive fontes diversas que, num primeiro momento, lutam entre si pela atenção do leitor.
    O Suplemento já possui uma variação de cores maior por ser inteiro colorido. A capa possui duas fotos e uma variedade de cores para cada título. As cores usadas nessa capa mesclam em um tom que lembra o campo, plantações e áreas verdes, condizendo com o tema do suplemento. Notamos que na parte de cima de todas as paginas acompanha uma linha roxa que traz a numeração e a editoria. Os títulos variam de cor entre verde, azul, roxo e preto, porém sem nenhuma ordem de editoria ou qualquer outra aparente. Os boxes do suplemento costumam trazer um fundo e fontes coloridas, mais uma vez sem nenhuma ordem específica. Mesmo assim, no geral o suplemento mantém um certo senso imagético que o torna mais agradável de ler do que o restante do jornal, ou no mínimo mais organizado.

    7) Iconografia:
    Além da bandeira e do nome do diário no topo das páginas não se observa qualquer selo ou ícone usado como identificação do jornal. Ele não obedece nem mesmo um determinado padrão de fonte, sempre abusando das variações possíveis. Chegando a, inclusive, confundir o leitor sobre o caderno B, que de tão diferente (e/ou tão parecido com uma capa principal) nos faz duvidar se vem junto mesmo com esse diário ou é alguma parte de outro jornal (experiência própria).

    Dupla: Carolina Barros e Julia Gottschalk

    Carolina e Julia Gottschalk

    15/04/2013 em 20:54

  49. Análise jornal paraguaiano Esto!, de 28 de julho de 2011

    1) Identificação e segmentação: O jornal se chama Esto! e é publicado em Asunción, Paraguai. Aparenta ter um público-alvo de renda média-baixa da cidade de Asunción e cidades vizinhas menores. É publicado semanalmente. O jornal foca em tratar de temas como violência e sexo.

    2) Papel e formato: É usado o papel-jornal para a formação de um tablóide (33×28 cm) sem nenhuma inovação quanto ao modo de leitura.

    3) Organização: São 15 páginas e não há divisão em cadernos, mas é evidente a mudança nos temas das matérias de cada página – assim se entende as seções do jornal. Nessa edição não há editorial, mas nota-se que grande parte das matérias são coberturas de ocorrências de mortes e casos de violência extrema, a outra parte se refere a prostitutas e casos bizarros do mundo, como o surgimento de um mamilo no pé de uma mulher. O resto do jornal se constituí quase que totalmente de publicidade de prostitutas e produtos sexuais, há também propagandas de boates. A encadernação é pelas tradicionais páginas soltas e o acabamento é serrilhado.
    1. Caderno único (16)
    – Capa (1)
    – Hechos y fotos de la semana (15)
    – Crimes (9)
    – Publicidade (todas as páginas e em abundância)
    – Internacional (1)
    – Festas (4)

    4) Tipologia: O logotipo usa uma fonte própria do jornal, em negrito e sem serifa. A maior parte da tipologia do jornal também é sem serifa, sendo que esta só aparece nos textos das matérias e nos subtítulos. E boa parte dos textos está em negrito: as chamadas na primeira página, os títulos, as linhas-finas, as legendas e os créditos das matérias. Basicamente não há variação de fonte em todo o jornal, diferenciam-se apenas os antetítulos de algumas matérias.

    5) Diagramação: Não exite um padrão de colunas e muitas vezes elas não estão bem definidas, o que torna o jornal bastante caótico. Há uma evidente predominância de imagens fotográficas e outros elementos gráficos digitais em relação aos textos. São numerosos os boxes com um fundo sem contorno, e eles são usados para chamar outras matérias. Há muito pouco uso de branco, sendo este jornal muito poluído. A diagramação se baseia em 6 colunas com divisão silábica e texto justificado, mas poucas matérias são divididas assim.

    6) Cores: Boa parte das fotos é colorida, mas várias são em preto e branco. As cores mais usadas são cores fortes, bem marcantes, como o vermelho, preto e amarelo, o que torna o jornal bastante impactante e chamativo, também criando uma forte relação com os temas predominantes do jornal. Os diferentes temas não apresentam diferenciação por cores.

    7) Iconografia: São usadas várias molduras coloridas para as fotos e boxes. Há uma linha preta no topo de cada página (exceto na capa) para separar a numeração das páginas. Há muito pouco uso de ícones, apenas no horóscopo e em um quadro astrológico que eles aparecem.

    Rodrigo Berni

    15/04/2013 em 21:16

  50. Francielle Kuamoto
    Jaqueline Galdino

    Jornal: TZ

    1) Identificação
    a) Nome: Jornal Tz
    b) País: Alemanha
    c) Estado: Bayern (Baviera)
    d) Cidade de publicação: Munique
    e) Tipo de público: Público geral

    Conforme pesquisa do grupo Media-Analyse, na Alemanha mais de 49 milhões de pessoas leem em média um jornal por dia, com um alcance geral de 69,6%. A população alemã é de 81,1 milhões de pessoas.

    f) Periodicidade: é um jornal de veiculação diária.
    g) Segmento temático: Não é um jornal especializado, traz temas de interesse do público, não abre mão do uso de recursos visuais. Não pode ser considerado um jornal sensacionalista.
    h) Nível de especialização: Traz a notícia de forma direta e dependendo da relevância da matéria, a apuração é especializada.
    i) Abrangência da circulação: Alemanha, Itália, Áustria, Espanha, Grécia, Turquia, Hungria, Croácia, Eslovênia.
    2) Papel e formato
    a) Tipo de papel : Papel Jornal.
    b) Formatio: Médidas de 35×50, equivalente a duas folhas de Tablóide espelhadas.
    3) Organização
    a) Os cadernos não ultrapassam dez páginas, o Jornal conta com 36 páginas no seu total.
    b) A primeira editoria trabalha conteúdos locais de Munique e das cidades da região. A segunda trata do estado da Baviera. Há uma coluna complementar na última seção. A terceira editoria trabalha o tema televisivo e possui uma seção de programação da televisão, além dos classificados. Existem tiras, horóscopos, passatempos, palavras cruzadas, charges, e na sua última página possui uma seção que expõe os fatos de grande importância no mundo. A última editoria é a de esportes.
    4) Tipologia
    O conjunto segue uma fonte padronizada, dando destaque de fundo vermelho em determinados enunciados. Ele segue um modelo de cinco colunas por matéria, mas há exceções, podendo ter até sete colunas. Os espaçamentos entre a matéria e colunas complementares ou independentes são flexíveis, a página pode ter mais espaços em branco nas laterais dos textos ou fotos. Os títulos das matérias podem apresentar o uso de pontuações interrogativas ou exclamativas, de aspas, de reticências dentre outros.
    5) Diagramação
    O produto apresenta uma série de ilustrações desde fotos a charges grandes, com no mínimo uma imagem por matéria trabalhada. O emprego de imagens geralmente ultrapassam os contornos dos textos ou contornam a matéria. Também há o emprego de fundos coloridos, azul ou amarelo, em algumas notas ou colunas para dar destaque visual. O jornal apresenta um tipo de “box” no canto de algumas páginas que conversam com os limites da própria matéria, tais janelas complementam o assunto trabalhado. O olho das matérias também ganha destaque com ilustrações características e com o uso de cores. A capitular é sempre em vermelho e com uma fonte maior que as demais letras do texto. Não há um visível uso de infográficos.

    6) Cores
    O jornal trabalha muito com a cor vermelha, usa para dar destaque nos fundos dos títulos e para o próprio nome. As imagens apresentam qualidade, geralmente com cores vivas. Há o emprego de letras amarelas sob algumas imagens para dar destaque. Fundos azuis e amarelos também dão uma certa “levantada no astral” das páginas com textos escritos em preto. Existe uma linha azul que divide o cabeçalho do conteúdo do jornal.
    7) Iconografia
    O slogan do jornal é repetido em todas as páginas nos cabeçalhos e nas tarjas vermelhas sobre os títulos das matérias. As diretorias não são diferenciadas por ícones, nem por selos. O jornal trabalha pouco o conteúdo econômico, tornando o uso de íconos financeiros inutilizados.

    Francielle Kuamoto e Jaqueline Galdino

    15/04/2013 em 21:19

  51. THE JERUSALEM POST

    1. Identificação e segmentação
    O jornal escolhido para ser analisado foi o “The Jerusalem Post”, um jornal israelense fundado em 1923 como “The Palestine Post”, o veículo é . Sua periodicidade é diária; trata de eventos políticos, econômicos, esportivos e culturais de Israel e região. Além disso, notícias internacionais também são alvo de noticiabilidade do jornal. O nível de especialização do “The Jerusalem Post” é aprofundado, principalmente sobre a política israelense, já que o jornal mantém colunistas de esquerda e de direita, o que se caracteriza por ser independente em relação a outros jornais. Sua abrangência é internacional, sendo que possui uma edição internacional, que circula, principalmente, em alguns países como Austrália, Canadá, Dinamarca, França, Alemanha, Estados Unidos, África do Sul, Holanda, Itália, Suécia, Suíça e Reino Unido. Além disso, é o principal jornal de Israel e de sua região.

    2. Papel e formato
    O “The Jerusalem Post” é impresso em papel-jornal no formato berliner 38×26 cm. Sua encadernação é em formato único, já que suas editorias estão dispostas por todo o jornal, que vem em “caderno único”, assim como o “El País”, o principal jornal espanhol, e o “Le Monde”, principal jornal francês. Uma característica importante é a de que as páginas do setor “Negócios e Finanças” não são iguais ao todo do jornal – destacam-se por serem salmão.

    3. Organização
    Até a data de 11 de abril de 2013, o “The Jerusalem Post” está no 81o volume. Seu número de páginas é variável, possuindo entre 20 e 40 páginas. Aos sábados, o jornal não circula devido à religião predominante, o judaísmo, pregar que os sábados devem ser guardados. Como exposto anteriormente, seu modelo de encadernação é em caderno único e todas as editorias estão dispostas neste. Suas editorias são apresentadas da seguinte maneira:

    • Notícias (News): Esta editoria possui, em geral, notícias sobre Israel em relação à política e ao cotidiano do País;
    • Notícias Regionais (Regional News): Nesta editoria, são abordadas notícias sobre o Oriente Médio e sobre os países próximos geograficamente a Israel;
    • Notícias Internacionais (International News): Na editoria de assuntos internacionais, são expostas notícias sobre os demais países do mundo, exceto os pertencentes à região próxima a Israel;
    • Esportes (Sports): Na editoria de esportes, são apresentados os eventos esportivos e os acompanhamentos deste setor por parte do jornal, havendo uma ênfase maior no futebol e no basquetebol;
    • Comentários e Características (Comments and features): Nesta seção, o jornal apresenta os seus editoriais, as colunas opinativas e, também, as cartas de leitores opinando sobre algo veiculado no jornal;
    • Jogos (Puzzle Post): Geralmente com uma página, esta seção possui diversos jogos como sudoku e palavras cruzadas;
    • Negócios e Finanças (Business and Finance): Nesta editoria, os assuntos econômicos ficam em pauta, assim como negócios e finanças.
    • Quadro de avisos de entretenimento (Entertainment Billboard): Apresenta a programação de entretenimento do País, assim como a grade de programação de televisão.
    • Artes e Entretenimento (Arts and Enterteinment): É, geralmente, a última seção do “The Jerusalem Post” e apresenta o calendário de eventos de artes e de entretenimento nos principais pontos de Israel.

    4. Tipologia
    A tipologia do “The Jerusalem Post” é composta por letras serifadas, podendo-se inferir que é uniforme considerando-se todo o jornal. Por ser uma fonte serifada, infere-se, também, que seja confortável para a leitura no jornal impresso, o que não pode ser dito para os leitores do “The Jerusalem Post” pela internet ou por dispositivos móveis, já que é a mesma fonte utilizada pelo jornal.

    5. Diagramação
    O “The Jerusalem Post” utiliza, em sua diagramação, o sistema de grades com 7 grades por página. A maioria das matérias apresenta imagem, todavia seu tamanho é pequeno, o que gera um predomínio do texto, fazendo com que este se tornar supervalorizado em relação às imagens presentes.
    O jornal não utiliza brancos, não é muito flexível para quebrar os padrões de predominância textual e possui um uso padrão de recursos gráficos: as chamadas para os editorias e colunas de opinião, na capa, são apresentadas em boxes azuis.
    Linhas dividem uma matéria da outra, devido à predominância de texto, principalmente. Algumas imagens que merecem destaque possuem um box colorido com legenda explicativa. As seções recorrentes no “The Jerusalem Post” também são apresentadas em boxes, assim como algumas notícias que mereçam destaque ao longo do jornal.

    6. Cores
    Em seu logotipo, o “The Jerusalem Post” possui uma linha vermelha abaixo da palavra “The”. Uma linha vermelha também pode ser encontrada indicando as seções do jornal na capa. São recorrentes, no jornal, as cores vermelho, azul-claro, salmão, marrom claro, verde-folha e amarelo.
    A predominância de azul-claro, que está em vários boxes, títulos etc deve-se a uma noção de que a cor represente leveza e compreensão ao leitor. Já o vermelho, presente em áreas mais nobres pode simbolizar o orgulho e o poder do veículo. Além disso, o salmão das páginas referentes a assuntos econômicos, pode representar movimento e espontaneidade; além disso, o marrom claro presente em alguns destaques do jornal significa a maturidade, a consciência e a responsabilidade, podendo, ainda, estar associado ao conforto e à estabilidade. O verde-folha e o amarelo não são muito constantes no decorrer do jornal, mas significam, respectivamente, o vigor e a descontração.

    7. Iconografia
    O jornal faz uso de poucas marcas iconográficas. No aplicativo para tablets, por exemplo, o “The Jerusalem Post” utiliza a mesma tipologia de sua logomarca, mas “abrevia” o nome do jornal para “JPost”, sendo que o fundo continua vermelho. Na capa, as notícias em destaque abaixo da logomarca do jornal possuem, atrás de seus títulos, o número da página em que poderão ser lidas. Além disso, as páginas possuem, em seu cabeçalho, o setor do jornal a que correspondem.

    Victor Francisco Rezende

    15/04/2013 em 21:55

  52. Este relatório tem por objetivo analisar e discutir os aspectos gráficos e editoriais de uma publicação de um jornal impresso. Aqui serão apresentadas análises pontuais sobre forma, estilo, organização, tipologia da publicação.

    1) Identificação e segmentação:
    O nome do jornal escolhido é Diario Granma. Um periódico cubano, produzido e publicado em Havana, que busca atingir a população cubana em geral com um jornal não muito longo e sucinto nas matérias.

    2) Papel e formato:
    O material para o periódico Granma é o papel jornal com dimensões 38 centímetros de comprimento por 29 centímetros de largura, um pouco menor do tamanho de um jornal standart, o qual tem dimensões 37,5 cm x 60 cm. O jornal possui três folhas simples e sem nenhum recurso especial.

    3) Organização:
    O volume da edição do Granma é o número 86 do ano de 2010. O jornal é bem curto e tem apenas 13 páginas sendo divididos em quatro editorias: Nacional, Internacional, Esportes e Cultura.

    -Nacional: São matérias que visam o cunho político e social do país devido ao modelo socialista. Como exemplo, temos as matérias “El igualitarismo frena el desarrollo de las fuerzas productivas”; “El primer presidente de la República em Armas”.

    – Intercional: É um caderno pequeno. No jornal ele não chega a ocupar nem uma página inteira e a descrição da editoria é denominada “nacionales/internacionales” e a matéria é da própria América do Norte.

    – Esportes: É o segundo caderno com mais matérias, ficando atrás do nacional. As matérias são bem variadas e há “caixa de opinião” sendo escrita na primeira pessoa do plural. Ex: “No podemos exonerarnos los que emitimos..”

    – Cultura: É um caderno que reforçam as lutas sociais e as revoluções. Como exemplo de manchete de matéria temos “Ensayos útiles para las luchas populares”; “A la Revolución le cantamos todos los días”.

    4) Tipologia:
    As letras utilizidas pelo jornal têm características próprias. O “logo” do Granma tem uma fonte própria, a qual remete uma escrita à mão. Os grifos e destaques durante o jornal ou são feitas em alguns tons de negrito, que varia de acordo com a importância do assunto. O tamanho das letras nas manchetes é algo bem variável e o tamanho dela “conversa” com o tipo e tamanho da foto.

    5) Diagramação:
    A diagramação do jornal Granma é simples e o visual é “clean”. É um jornal vertical, o qual os textos predominam. As matérias não têm linha fina e a diagramação fica basicamente em três pontos: Fotos, corpo da matéria e o título, com intercalações com caixas de texto.
    As caixas de texto para ressaltar algumas matérias tem uma forma igual que varia entre vertical e horizontal – um retângulo com as bordas arredondadas. Nos Granmas de hoje são feitas caixas de texto e os eles são divididos em três colunas, o que dá um aspecto muito mais organizado.

    6) Cores:
    As cores utilizadas no jornal são padrão para títulos e subtítulos – vermelhas para os destaques e letras pretas para o texto. O vermelho é uma das cores da bandeira de Cuba e nos remete à ideologia socialista. Algumas manchetes também são pretas, mas as que possuem destaque estão em vermelho. As caixas de texto também estão nesse tom. Não há distinção de cores para os cadernos, porque não há cadernos que separam por editorias.

    7) Iconografia:
    O jornal é ocupado de vários boxes ao longo da capa e do corpo. Só na capa dele são usadas três diferentes tipos de caixa. Os recursos gráficos são simples e não possui infográficos e texturas muito diferente. As colunas utilizadas são em formatos retangulares com as pontas arredondadas e a esquematização não possui muita flexibilidade. O uso de símbolos para marcar manchetes ou editorias é quase nulo. Na parte de cultura, há quatro pequenos símbolos que marcam matérias sobre música, dança, leitura e sobre a cidade de Havana.

    Gabriela Lima

    15/04/2013 em 21:58

  53. Análise Gráfica-Editorial do Jornal “Gazeta de Limeira” – Edição de 29/04/2013

    1) Identificação e segmentação: A Gazeta de Limeira é um jornal de Limeira, uma cidade de aproximadamente 300 habitantes no interior de São Paulo. Tem circulação diária com foco principal em notícias locais e de utilidade pública. Nível de especialização baixo;

    2) Papel e formato: Papel-Jornal, no formato Standard, sem o uso de nenhum recurso especial;

    3) Organização: O jornal tem 34 páginas destas, 12 formam um suplemento social. As 22 demais são dívidas em dois cadernos (12/10) contendo editorias variadas como segue:

    1.1 Capa (1)
    1.2 Página Dois (1)
    1.3 Local (1)
    1.4 De Olho na TV (1)
    1.5 Economia (1)
    1.6 Segurança (2)
    1.7 Esportes (1)
    1.* Publicidade (4)
    2.1 Local (1)
    2.2 Geral (1)
    2.3 Classificados (5)
    2.4 Esportes (1)
    2.* Publicidade (2)
    3.1 Suplemento Circulando (12)
    4) Tipologia: A fonte usada nos títulos das matérias não é a mesma utilizada nos texto em si, somado ao uso de negrito esse recurso dá um destaque muito maior aos títulos. Em certas seções como colunas outras tipografias também são utilizadas.

    5) Diagramação: O Jornal usa um modelo de grid de seis colunas e não existe quase nenhuma flexibilidade em relação a este modelo. As margens são pequenas e o uso do branco é quase inexistente. O uso de boxes também é recorrente pelo jornal, seja para delimitar informações dentro da matéria ou para separar colunas e outras modalidades de texto. Esses elementos mostram uma claro foco no texto e não em imagens.

    6) Cores: Nas páginas que não são em preto cabeçalhos coloridos são usados para definir a editoria da página (Local, Esporte, Segurança, etc). Elementos gráficos como barras e caixas de texto seguem o mesmo esquema de cores da página. Apesar do aparente objetivo do projeto editorial de diferenciar as editorias por cores o resultado final é um tanto confuso graças ao uso de cores muito semelhantes: a editoria “Local” usa o amarelo enquanto “Segurança” usa um laranja muito semelhante. O mesmo acontece com “Esportes” (Azul) e a “Página Dois” (Azul Escuro);
    .
    7) Iconografia: O único uso perceptível de iconografia é um pequeno quadrado (com a cor da editoria correspondente) nas legendas das fotos.

    Felipe Navarro

    15/04/2013 em 22:34

  54. 1.Identificação e segmentação
    O jornal analisado é a edição internacional do “El País”, distribuído em 30 de agosto de 2010. “El País” é um jornal espanhol, sediado na capital Madrid e com filiais em outras cidades espanholas, como Barcelona, Sevilla e Valência. Há duas versões do jornal, uma edição espanhola e uma edição internacional, distribuída na América. Com um público extremamente amplo e heterogêneo, a edição nacional possui circulação diária e de 369 mil exemplares, segundo dados de 2011. “El País” é o jornal não-esportivo de maior circulação e influência na Espanha. O preço varia: 1,30 € de segunda-feira a sábado e 2,20 € aos domingos. “El País” não possui um tema específico e, sim, uma temática geral. O nível de especialização é alto, com reportagens relativamente grandes e especialistas prestando serviços para o jornal na seção “Opinião”. Já a versão internacional possui um público mais restrito: as classes médias e altas dos países onde é distribuída. O nível de especialização e aprofundamento da edição internacional é menor. A fundação desse jornal ocorreu em 1976, pouco depois da morte do ditador Francisco Franco. Hoje é pertence ao maior grupo midiático espanhol, o PRISA. Desde de sua origem, “El País” é um jornal ideologicamente democrata.

    2. Formato e papel
    “El País” é um jornal com formato próximo ao Tablóide, com papel jornal e gramatura média.

    3. Organização
    A Edição Internacional de “El País” possui 28 páginas, em um único caderno, dividido em seções. A contagem de páginas é contínua e as seções são fixas, portanto, não destacáveis. Na capa, há boxes chamadas para matérias de diferentes editorias e duas dessas chamadas têm maior destaque. A editoria “Internacional” começa na página 2 e termina na página 7 e traz matérias sobre a política de países do mundo todo, com um certo aprofundamento na maior parte delas. A segunda editoria é denominada “Espanha” e é preenchida com textos sobre conflitos, crimes de grande destaque e política. Essa editoria está localizada entre as páginas 8 e 12, sendo que as duas primeiras são reservadas para a seção “Municipios Bajo La Lupa” (algo como: municípios sob vigilância). Entre as páginas 14 e 16 está localizada a editoria “Economia”, com colunas, notas e matérias relativamente aprofundadas. Da página 18 até a 21 está localizada a editoria ”Opinião”, com textos editoriais, colunas opinativas e com duas seções: “Cartas ao diretor” (página 20) e “A quarta página” (página 21). A partir da página 22, “El País” passa a tratar de temas como arte, educação e esportes, tudo isso está compreendido em uma espécie de “segunda parte” do jornal, denominada “vida&arte”. Nas páginas 22 e 23 estão boxes com chamadas para as matérias que virão pela frente e uma reportagem sobre educação. A seção “Sociedade” – páginas 24 e 25 – traz matérias sobre o meio ambiente. E então, das páginas 27 à 40 encontra-se a maior editoria, a de “Deportes”. Essa editoria é dividida entre as seguintes seções: “Primeira jornada de Liga” (futebol); “Mundial de F-1 (Fórmula 1); “Mundial de Motociclismo”; “Mundial 2012 – Espanha” (basquete); “Mundial 2010 – Estados Unidos” (basquete) e “Aberto dos Estados Unidos” (Tênis). Ainda fazendo parte da suposta segunda metade do jornal – “vida&arte” – está um suplemento especial de verão, a “Revista de Verano”. Esse suplemento está localizado entre as páginas 41 e 46 e é repleto de matérias sobre cinema, artes plásticas, literatura, teatro e touradas. Além de uma grande reportagem sobre a obra de Isabel Coixet e uma página com caça-palavras e desafios do tipo. A “Revista de Verano” é dividida em cinco editorias: “Reportaje”, “Cine”, “Verano Húmedo”, “La lidia / gente” e “Pasatiempos”. A última página traz a previsão do tempo dos países da América. Na contracapa pode-se encontrar uma matéria sobre o próprio “El País”. As páginas não citadas são completamente tomadas por publicidade.

    4. Tipologia
    O logo, “El País”, é escrito todo em letras maiúsculas, com fonte Clarendon preta e serifada. Apenas o acento agudo da palavra “país” é azul. Localizada logo abaixo do logo e também em letras maiúsculas, mas em tamanho menor, está a frase: “El Periódico Global En Español”. A fonte de todo o jornal (exceto os exemplos citados acima) é própria e personalizada para uma melhor leitura, segundo comunicado do próprio periódico. Os títulos das editorias, assim como das seções, variam entre tons de cinza claro ou escuro e letras maiúsculas ou minúsculas. Os títulos das matérias são sempre em negrito e os subtítulos possuem apenas algumas palavras – em destaque – em negrito. Também em fonte cinza aparecem algumas chamadas para matérias e os nomes de colunistas, colaboradores e entrevistados.

    5. Diagramação
    As únicas páginas coloridas de “El País” são a capa e a contracapa. A capa é preenchida com boxes contendo fotos e textos, alertando para matérias do interior do jornal. Ainda na capa, há duas matérias em destaque: a primeira com título, linha fina e o início do texto que se desenrola em outra página; a outra possui uma foto grande e tópicos pequenos sobre a notícia. Do lado direito, há três pequenos resumos sobre outras notícias. E, no fim da capa, há um propaganda. O jornal inteiro segue o padrão de grid com cinco colunas e quase todas as matérias são ilustradas com fotos ou outros recursos gráficos. No entanto, as matérias são distribuídas de formas diferentes pelas páginas. Há páginas divididas igualitariamente entre duas matérias, outra divididas entre textos e propagandas (na parte inferior ou no meio da página). Há também páginas ocupadas inteiramente por matérias ou propagandas. As fotos ou gráficos não seguem um padrão, podem estar localizadas em muitos pontos das páginas. Apesar dessas diferenças existentes entres as páginas, “El País” é um jornal bem organizado e tradicional, com pouca ousadia.

    6. Cores
    As únicas páginas coloridas são a capa e a contracapa, ambas com fotos, palavras e propagandas coloridas. No interior do jornal, aparecem apenas branco, preto e cinza. O cinza é utilizado nos títulos de editorias e seções, boxes, propagandas, recursos gráficos e nos nomes de colunistas, colaboradores e entrevistados. O azul é utilizado na capa, tanto no acento agudo da palavra “país”, no logo do jornal, quanto em uma linha que separa o cabeçalho do resto da página.

    7. Iconografia
    Na capa, há uma linha azul que separa o cabeçalho do resto da página. Todos os elementos do jornal, como textos, propagandas, fotos e outros recursos gráficos são separados uns dos outros por linhas pretas e bem finas. Os locais de onde são feitas as matérias e o nome dos autores das matérias gerais vem sempre entre linhas pretas e finas. Os nomes de colunistas, analistas e colaboradores, normalmente, estão em caixas com fundo cinza claro. O fio-data aparece em todas as páginas, separando a data e o nome do jornal da editorial e da seção. Há outra linha preta e fina que separa a editoria e a seção do resto da página.

    Vitor Garbuio de Almeida

    15/04/2013 em 22:44

  55. 1) Identificação e segmentação

    Nome do jornal: LEGGO
    Trata-se do primeiro jornal nacional de livre circulação na Itália.
    A edição analisada foi publicada em 24 de julho de 2009, em Florença, Itália. A partir da observação dos temas abordados (inclusive pela publicidade) e da análise de disposição e aprofundamento dos assuntos no jornal, pude concluir que a publicação dirige-se a um público de classe média principalmente feminino (pela grande quantidade de material sobre estética, moda, celebridades, horóscopo), apesar da extensa seção de esportes, que aponta para um público majoritariamente masculino.
    O jornal LEGGO é publicado diariamente e, embora não apresente segmento temático definido, reserva boa parte de suas publicações aos destaques relacionados às celebridades, ao universo televisivo e aos esportes. O nível de especialização nos assuntos é baixo, as publicações são bastante concisas.
    O jornal circula nas cidades de Roma, Milão e Florença.

    2) Papel e formato

    O LEGGO não se encaixa nos formatos estabelecidos. O jornal é impresso em papel jornal e sua página tem 350mm de altura e 260mm de largura.

    3) Organização

    Caderno único (24 páginas)

    -Capa (1): Chamadas referentes às seções de televisão, cinema e moda; meteorologia; Manchetes de outros cadernos com pequenos trechos da seção de atualidades.

    -Atualidades (3): Publicidade mesclada às notícias; Pequena seção destinada a chamadas Telex; última página com enfoque em celebridades e moda; A maior parte das notícias refere-se a acontecimentos circunstanciais, não há enfoque em desdobramentos de ordem econômica ou política.

    -Horóscopo e Tempo (1): Horóscopo completo; propaganda (lazer e moda); previsão meteorológica de dois dias (fim de semana).

    -Nosso tempo (1): Seção reservada à descrição a ao anúncio de cosméticos, especialmente de perfumes.

    -Mostra e TV(2): Uma das páginas tem enfoque na televisão, incluindo seção denominada “Hoje na TV”, que traz programação diária completa dos principais canais televisivos; quadro com sinopses de filmes; destaques sobre a vida das celebridades.

    -Esporte (4): Notícias esportivas, principalmente sobre futebol.

    -Crônica (2): Notícias diversas sobre ocorrências cotidianas.

    -Diário (1): Destaque para programações culturais, especialmente sobre shows musicais.

    -Apostas Desportivas (1): Tabelas de resultados de jogos dos principais campeonatos esportivos.

    -Cinema (1): Locais, salas e sessões de cinema.

    Obs. 7 páginas são inteiramente dedicadas à publicidade, além de outros anúncios mesclados aos conteúdos no decorrer das páginas. As propagandas relacionam-se, em sua maioria, aos temas de estética, cosméticos, lazer e supermercado.

    4) Tipologia

    – Título do jornal
    Vazado em fundo vermelho, fonte em caixa alta e serifada.

    – Títulos
    A maioria dos títulos das matérias aparece em negrito, fontes não serifadas trabalhadas com ênfase vertical. Esse tom vertical se repete nas colunas estreitas (em alguns casos, com pouco mais de 1cm de largura).
    Alguns títulos trazem destaques em itálico ou em caixa alta com sombreado. Os títulos com menor destaque aparecem em fontes menores e serifadas.

    – Hierarquia
    A hierarquia dos títulos com as linhas finas geralmente é respeitada. A linha fina não aparece em negrito e apresenta fonte menor que a do título.
    Os nomes das editorias aparecem em fonte mais leve que as dos títulos das matérias, também sem serifas, no topo das páginas, com uma sublinha.

    – Legendas
    As legendas das imagens estão em negrito. Algumas imagens apresentam títulos sobrepostos com fontes em caixa alta, em grande destaque de tamanho e – em alguns casos – coloridos.

    Conclusões: apesar das variações de destaque das fontes nos títulos, legendas, linhas finas, nomes de editorias, as categorias não são facilmente reconhecidas através das alterações tipológicas. Na única edição analisada, não foi possível estabelecer semelhanças e agrupamentos tipológicos significativos no que concerne à organização temática, hierárquica ou de gêneros do conteúdo do jornal.

    5) Diagramação:

    – O uso de colunas justificadas (com a utilização de divisões silábicas), as colunas estreitas e não alinhadas e a ausência de espaços brancos nas páginas trazem a sensação de desordem e sobreposição.

    – Apesar do aspecto vertical das páginas, os textos são curtos, predominando a utilização de pequenas chamadas e tópicos em vez das reportagens mais extensas.

    – As imagens utilizadas são geralmente pequenas e muitas recebem cortes rentes às silhuetas das pessoas em destaque nas fotos.

    – A maioria das caixas de texto apresenta contornos e molduras. Os textos são amontoados e os contornos de boxes são utilizados para sinalizar os limites entre textos diferentes.

    – As imagens e os anúncios publicitários não respeitam o alinhamento e frequentemente se sobrepõem uns aos outros.

    – Algumas legendas de imagens aparecem espremidas nos cantos das imagens, não justificadas. As fotos não exibem os créditos e algumas não apresentam legenda.

    – As autorias das matérias geralmente aparecem acompanhadas de uma sublinha, em um espaço anterior ao início do texto.

    – O número da página aparece no canto superior, à esquerda nas páginas de número par e à direita nas páginas de número ímpar – exceto pela capa, que não é numerada.

    – Uma linha na parte superior das páginas sublinha a data e o local da publicação do jornal. Nas páginas com nomeação de editorias, a inscrição aparece sobre essa linha.

    6) Cores

    – As cores das fontes raramente saem da escala preto/cinza, exceto por alguns títulos de seções e destaques em imagens.

    – As molduras de caixas de texto são coloridas e alguns textos têm preenchimento. Apesar do destaque conferido por esses elementos, a seleção de cores utilizadas é, aparentemente, aleatória. Não se notam motivos de organização ou simbólicos para a escolha dessas cores.

    – As caixas das chamadas nos boxes superiores da capa indicam homogeneidade de categoria através das cores utilizadas. O quadro referente à previsão do tempo, na mesma página, estabelece uma ligação com o padrão de cores e molduras utilizadas na sexta página.

    – As editorias não apresentam especificação de cor ou tonalidades identificadoras.

    7) Iconografia

    Página 2: Telex (letra T em destaque vermelho); Logotipo “LEGGO” na descrição de diretorias e redações.

    Página 6: Ícones para cada signo do horóscopo e tarja de destaque; Símbolos no mapa meteorológico.

    Página 8: Símbolos dos canais televisivos e setas pontilhadas indicando os títulos das seções.

    Página 9: Flash (letra F em destaque vermelho semelhante ao ícone utilizado na página 2 para Telex, estabelecendo relação para indicar o box de notas).

    Página 12: Faixa com o endereço virtual do jornal – repete-se na página 16.

    Página 21: Ícone – desta vez para a letra A (Appuntamenti)- semelhante aos que aparecem nas páginas 2 e 9, indicando um box com notas.

    Página 22: Ícones nas tabelas de jogos.

    O canto superior oposto ao da numeração de cada página apresenta uma logomarca do jornal LEGGO.

    Adriana Campos Kimura

    15/04/2013 em 22:51

  56. Análise do jornal O Pasquim, edição nº 603, ano XII, datado de 16 a 22 de janeiro de 1981.
    1) Identificação e segmentação:
    Jornal O PASQUIM,Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Publicação semanal.
    Era um jornal alternativo lido por intelectuais de 18 a 30 anos, que não atingiu as massas. Tiragem média de 200 mil exemplares, que teve seu auge na década de 1970.
    Criado para tratar de questões comportamentais, como sexo, feminismo, divórcio ou drogas, O Pasquim agregou cunho político com o agravamento da repressão da Ditadura Militar no Brasil. O AI-5 e a censura o instigaram a criticar sua indignação com as ações do regime brasileiro ainda usando do estilo humorístico nos textos.
    Circulou principalmente no Rio de Janeiro, com distribuição em Belo Horizonte, São Paulo, Manaus, Santarém, Boa Vista, Altamira, Macapá, Rio Branco e porto Velho.
    2) Papel e formato
    Papel jornal, 60g/cm²
    29 cm x 35,5, mais aproximado ao modelo berlinense.
    3) Organização:
    A organização de O Pasquim consistia em um bloco com páginas numeradas. Não há cadernos ou suplementos, nem mesmo temáticas definidas. Eram tradicionais no jornal a Entrevista, a Coluna do Ivan Lessa, o TIVÊ, TIOUVE e TIDICA. Como organização do Pasquim, temos:
    Capa – pág. 1
    Cartas – pág. 2
    Editorial (com receita, críticas aos outros jornais e artigo de opinião) – pág. 4 e 5
    Entrevista – pág. 6, 7 e 8
    Coluna de Fausto Wolf – pág. 11
    TIVÊ – pág 12
    Coluna do Ivan Lessa – pág 13 e 14
    Questionário – pág 15
    Matéria de capa (com muitas tirinhas) – pág. 16 a 19
    TIOUVE – pág 20
    Artigo de Opinião – pág. 21
    Coluna GERAL – pág. 23
    TIDICA – pág. 24
    Artigo – pág 25
    Sessão Boca Livre – pág 27
    Dicas – pág 28 a 31
    Contra Capa (tirinha) – pág 32
    O jornal também contava com anúncios publicitários.

    4) Tipologia:
    As Tipologias em geral ressaltam o caráter humorístico do jornal. São exageradas e bastante realçadas. Fonte do texto em geral: times new roman. Cada título recebe fonte diferente. Uso frequente de tipologia que imita a “LETRA DE FORMA”.

    5) Diagramação:
    O modelo de diagramação do jornal é extremamente flexível. A diagramação e paginação da edição analisada são feitas por Toninho, Miro e Beto. (Não existia um formato rígido de redação no jornal, todos os jornalistas ou cartunistas revezavam em diferentes funções, não se sabe quanto à diagramação).
    Quatro colunas de texto na maioria das paginas, colunas separadas por linha.
    Rodapé padrão: nome do jornal e número da página. Borda sempre respeitando 1,4 cm de todos os lados.
    6) Cores:
    Letras em preto sempre. As únicas páginas coloridas são na primeira e última página.
    7) Iconografia:
    Sempre vem como uma frase no cabeçalho da capa. O jornal tem como símbolo o rato Sig, que aparece em várias páginas dando comentários. As charges ocupam grande parte do jornal.

    Mariana de Sousa Caires

    15/04/2013 em 23:25

  57. Alunas: Danielle Demarchi e Laís Bianquini
    Jornal: Folha do Estado

    1. Identificação

    • Nome do jornal: Folha do Estado
    • País, estado/ cidade: Brasil, Mato Grosso/ Cuiabá.
    • Tipo de Público: O jornal é voltado para o público geral, pois possui notícias variadas, que atendem diversos interesses. Seu publico são leitores médios, pois o jornal traz notícias tanto de política e economia, quanto de assuntos mais leves e de entretenimentos.
    • Periodicidade: Diário
    • Segmento Temático: Trata-se de um jornal sem uma temática específica, pois possui conteúdo para diversos tipos de públicos. É um jornal abrangente, com um alcance geográfico que se resume ao Estado do Mato Grosso.
    • Nível de especialização: Trata-se de um jornal de baixo nível de especialização. Possuindo mais espaço pata as editorias de Política, Economia e Cidades, com cinco páginas cada.
    • Abrangência da circulação: capital e interior do estado do Mato Grosso.

    2. Papel e Formato:

    • Tipo de papel: Papel-Jornal Couchê (fosco)
    • Dimensões da página: Tabloide (265×290). Houve uma mudança recente para tabloide, pois segundo o próprio jornal, é mais moderno, mais gostoso de ler e mais fácil de manusear.
    – há uso de dobras

    3. Organização:
    • Volume: Gramatura Média Média (70-90g/cm2)
    • Número de páginas: 32 páginas mais 12 páginas de classificados – Total: 42 páginas.
    • Divisão de cadernos: não possui divisão por cadernos e sim por editorias.
    • Descrição de Editorias: Ele possui as editorias de:
    – Opinião (Três páginas) seção: “Circuito Fechado”
    – Política (Cinco páginas)
    – Cidades (Cinco páginas) seções: “Coisas do Cotidiano”, “B.O.”,
    – Nacional (Uma página) “Telefones úteis”
    – Economia (Cinco páginas)
    – Mundo (Uma página)
    – Esportes (Duas “páginas)
    – Folha3 (Oito páginas) Contém: Literatura, agenda cultural, horóscopos, notas sobre novelas, receitas culinárias (“Dicasa”), cruzadas, tirinhas, entre outras coisas.
    – Suplemento: Classifolha: Classificado de doze páginas, sendo uma dedicada a atas, balanços e editais.
    • Modelo de encadernação e acabamento: a encadernação do jornal é feita a partir do uso de dobradura.
    • Organização lógica e industrial:
    Do produto:
    – As primeiras páginas do jornal são dedicadas ao editorial, aos artigos, a cartas de leitores e a pequenas notas de opinião.
    – Em seguida, vêm as editorias de maior destaque e possuem maior espaço, que são as de política, cidades e economia.
    – Mais para o meio, vêm as editorias de menor espaço na publicação: mundo e esportes.
    – Finalizando com o suplemento de classificados e com a Folha3, cujo conteúdo é voltado para o entretenimento.

    Da Empresa:
    O jornal é dividido nos seguintes setores:
    – Parte Administrativa: Presidente, Vice-presidente, Superintentende, Diretor de circulação.
    – Redação: Possui uma Diretora de redação, Editora adjunta. Tanto o suplemento, quanto as demais diretorias possuem seus próprios editores, com exceção da folha3, e possui o Editor de Arte.
    – Departamento comercial: É voltado para a distribuição e renda do jornal; possuindo uma área dedicada para o atendimento comercial, uma para os classificados, outra para a venda de assinaturas. Alem de trabalhar com o atendimento ao assinante e ao jornaleiro.
    – Possui atendimento comercial nas seguintes capitais: São Paulo, Salvador, Brasília, Recife, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

    4) Tipologia:
    Critérios de aplicação de diferentes famílias tipológicas: fonte tipográfica da família Times New Roman em quase todas as notícias. Fontes diferentes são utilizadas no título do suplemento “ClassiFolha” e no título da “Folha3”. Uso de letras com cerifas, tanto nos títulos quanto nos textos.
    Variações: a manchete da principal notícia da capa possui tamanho de fonte maior do que as demais manchetes, além de estar em Negrito. Isso se repete no interior do jornal, no qual as notícias mais importantes são destacadas dessa forma.
    As outras manchetes da capa contam com um respectivo título, na cor azul, que costuma ser o assunto da matéria. Tanto título, manchete, linha fina e número de página estão em Negrito na capa, sendo que a última está também em Itálico.

    Os nomes das editorias são escritos em letra minúscula e possuem os efeitos Negrito e Itálico. Eles ficam em cima de uma linha colorida, da mesma cor do corpo do texto.
    Algumas fotografias contém o título da matéria que ilustram sob elas, esses textos contêm preenchimento preto e contorno branco ou preenchimento branco e contorno preto. Isso se altera na matéria de capa da Folha3, na qual o preenchimento do título é colorido com contorno branco.
    5) Diagramação:
    a) Uso de grade:
    Esquema de modulação das páginas: As páginas são moduladas através do uso de colunas.
    b) texto e imagem:
    Flexibilidade no uso de padrões: existem padrões simples que podem ser observados em todo o jornal. A coluna de Dalva Costa, presente na “Folha3”, cujo foco é o entretenimento, apresenta algumas variações:
    • Textos alinhados à esquerda, não justificados.
    • Colunas não alinhadas uma com a outra.
    • Separação de palavras que não couberam na mesma linha (Exemplo: deputa- do).
    • Marcadores de texto utilizados para destacar algumas informações.

    Uso de branco: O branco é utilizado no contorno de alguns títulos mas, no geral, o espaço livre é bem aproveitado.
    Relações significativas entre texto, imagem e recursos gráficos (fios, linhas, molduras, texturas, boxes etc.):
    • As reportagens principais da Folha do Estado possuem títulos com fonte em tamanho grande, aliados ao uso de Negrito, letras maiúsculas e cores variadas (que combinam com a cor destinada a cada editoria).
    • As demais reportagens possuem títulos que apenas iniciam com letras maiúsculas, têm menor número de fonte e não apresentam linha fina.
    • Linhas verticais que separam uma matéria da outra são utilizadas em todo o jornal.
    • Os textos das notícias e reportagens são justificados, alinhados e possuem parágrafo. A única exceção é a coluna de Dalva Costa, que faz parte da Folha3.
    • Pequenas notas de cada editoria são posicionadas em uma coluna no lado direito da página (analisando a partir do ponto de vista do leitor), separadas do conteúdo restante por uma linha vertical.
    • Cada coluna de notas tem como título um “+” seguido do nome da editoria a que pertence (Exemplos: +mundo, +folha3), cujo plano de fundo é um triângulo colorido alinhado à linha divisória. Os textos que formam as notas são alinhados à esquerda e não possuem parágrafos.
    • As notícias mais importantes de cada editoria são posicionadas na parte superior das páginas. Tanto elas quanto os artigos, contam com olhos, identificados por um título em negrito e letra maiúscula, seguido da parte destacada do texto (alinhada à direita) e de uma linha grossa da mesma cor do título logo abaixo.
    • Apenas algumas matérias possuem linha fina, que é precedida por um marca texto em formato circular.
    • Boxes são utilizados para destacar informações específicas de algumas editorias, um exemplo é o box intitulado “sobe e desce” que faz parte da editoria de opinião e o grande box que contêm os indicadores econômicos.
    • Os nomes de cada editoria são formatados assim: Letras maiúsculas, negrito, coloridos e alinhados à direita. Na página que abre cada editoria, esses títulos aparecem formatados da forma descrita e usam uma linha horizontal da mesma cor como base.
    • As legendas das fotos aparecem em negrito em todo o jornal.
    • O Cabeçalho de todas as páginas (exceto a capa) apresentam número da página, cidade, dia, data, nome da editoria e endereço eletrônico do jornal.
    6) Cores:
    Paletas de identificação de cadernos:
    • Opinião – Azul
    • Política – Azul Escuro
    • Cidades – Verde
    • Nacional – Preto (edição analisada) Cinza (edição disponível online)
    • Economia – Marrom
    • Mundo – Roxo/Rosa
    • Esportes – Azul
    • Folha3 – Laranja
    Tonalidades predominantes: Tonalidades escuras de diversas cores são utilizadas em títulos, nomes de editorias e palavras em destaque. Elementos gráficos como boxes e figuras geométricas são geralmente preenchidos com tonalidades mais claras das cores em questão, o que proporciona certo contraste.

    7) Iconografia: uso de ícones, marcas, selos, vinhetas, tarjas, timbres de logotipos, logomarcas e outros elementos componentes da identidade visual.

    O jornal não possui uma logomarca que se destaque. O nome do jornal aparece centralizado no topo da página, sendo que “Folha” e “Do Estado” estão separados por uma linha horizontal, da mesma cor do título, que vai de um lado ao outro da página, respeitando a margem. O título todo está em Negrito, sendo que o tamanho da fonte de “Folha” é maior do que o de “Do Estado”, ocupando assim grande destaque na capa.
    O uso de marcadores de texto concentra-se no conteúdo da “Folha3”, e é utilizado para destacar o conteúdo da agenda cultural (Roteiro) e a sinopse diária das novelas.

    Laís Bianquini e Danielle Demarchi

    15/04/2013 em 23:38

  58. Letícia Ferreira Leite de Campos
    Higor Boconcelo

    1. IDENTIFICAÇÃO E SEGMENTAÇÃO

    Análise do Jornal “El País”

    Escolhemos para análise o jornal El País edição número 12.631 País versão América Latina

    O Diário espanhol, El País passou por uma reformulação gráfica e de conteúdo em 2007. Estas diretrizes ainda estão em vigor no jornal e foram resumidas através do slogan: “ O Diário Global em Espanhol”. A longo prazo, a principal intenção da mudança é ampliar a comercialização do El País fora da Europa e produzir um conteúdo geral (segmento temático), com editorias tradicionais, porém, superando o conteúdo restritamente informativo já oferecido pelos veículos digitais.

    Hoje, o El País impresso tem uma edição diária em três localidades. Uma versão América Latina distribuída no Brasil, México e Argentina. Outra versão nos Estados Unidos oferecida como um caderno especial dentro do diário global Herald Tribune, e ainda, uma versão Europeia da sede Espanhola do jornal, em Madrid.

    2. PAPEL E FORMATO
    A versão América Latina é impressa em papel jornal com gramatura entre 48g/m² e 52g/m² , formato Tablóide (265x290mm) e uma dobra simples.

    3. ORGANIZAÇÃO

    As versões distribuídas na América Latina e na Europa possuem entre 46, e no máximo, 50 páginas, enquanto o caderno especial presente no Herald Tribune, 8. A estrutura dos cadernos é organizada de forma linear, ou seja, não a qualquer caderno ou editoria separada fisicamente no jornal.

    Editorias
    Dentro dos parênteses estão os números correspondentes de páginas reservados para cada editoria e seção dentro da edição número 12.631 do El País versão América Latina.

    Internacional (9)
    O jornal apresenta notícias e reportagens do mundo todo através dos seus correspondentes.

    Espanha (7)
    As notícias e reportagens abordam assuntos relacionados ao país, inclusive, aspectos econômicos pertinentes apenas a Espanha.

    Economia (4)
    As reportagens discutem assuntos ligados a economia global.

    Opinião ( 4)
    O editor-chefe do jornal, colunistas e estudiosos dissertam sobre diversos assuntos.

    Vida e artes
    É o segundo caderno apresentado pela edição de terça-feira do El País América Latina. Nele, existem outras editorias que são destacadas a seguir.
    Sociedade (3)
    A editoria de Sociedade trata de assuntos ligados a política Europeia e Espanhola.

    Saúde (1)
    Uma seção que apresenta um caso diferente relacionado a saúde.
    Cultura (4)
    A editoria de cultura tem uma proposta diferenciada do que é apresentado por jornais locais. O El país não oferece uma seção de serviços como horário de cinema, opções de teatro e show em determinadas cidades. A editoria discute assuntos que influenciam a cultura no mundo, como as políticas que envolvem aspectos culturais. É o caso da lei de propriedade intelectual ou eventos mundiais de produções culturais.

    Talentos, desenho, moda, estilo e gastronomia – Tendências (1)
    A página destaca um destes temas em cada edição, ao grifar o assunto abordado.

    Gente (1)
    A página destaca acontecimentos ligados a pessoas públicas do mundo.

    El tempo (1)
    Uma página que oferece a previsão do tempo em toda América e Europa. Além disso, há um pequeno quadro de cruzadinhas.

    Esportes (4)
    A editoria apresenta reportagens e notícias sobre grandes times da Espanha e suas participações em campeonatos europeus.

    Pantallas (1)
    Destaca assuntos ligados a tecnologia.

    TIPOLOGIA

    Existem dois padrões de letra predominantes no jornal. Nas notícias e reportagens, a letra “Times New Roman” (uma letra serifada) é usada. Nos títulos e manchetes o negrito é empregado para destacar os textos, e também na legenda das fotos. Há também o uso de letras não serifadas. Elas são empregadas nos textos colocados dentro dos boxes, na assinatura das matérias, indicação de localização do repórter e nas legendas. As letras maiúsculas e não serifadas aparecem nos títulos de editorias ou seções mais tradicionais como Espanha, Economia e Internacional. As editorias de cultura, esporte e seções ocasionais usam letras serifadas. Em grande parte dos textos da seção de opinião, o artigo possui uma capitular, e também, os títulos estão em itálico.

    DIAGRAMAÇÃO
    Na maioria das páginas a diagramação é estruturada em 5 colunas. Esse padrão se modifica nas páginas de opinião ou quando a há espaço para os textos de colunistas, geralmente estruturadas em 4 colunas, mas não é uma regra dentro do jornal. Há também o uso de linhas. Elas separam uma matéria da outra quando são colocadas em colunas vizinhas ou matérias que dividem a parte inferior e superior de uma página. As linhas também são usadas para destacar os colunistas e o olho dentro dos textos. O último recurso empregada no El País são os boxes, bem tradicionais, apenas uma caixa para envolver um texto.

    CORES
    O El país trabalha com um padrão muito restrito de cores. O pouco que é usado possui tons discretos, basicamente entre azul e vermelho. Na versão América Latina, a diferenciação cromática aparece apenas na primeira página e na última, são as únicas coloridas. Nos exemplares distribuídos na Europa/Espanha, e o suplemento dentro do Herald Tribune, possuem todas as páginas coloridas. O azul é usado apenas em material noticioso, reportagens, notícias, ícones do jornal e quando um Analista explica alguma situação. O seu nome aparece sempre grifado em azul. E também em gráficos, com variações de tonalidade, quando são apresentados valores mínimos de algum dado. O vermelho é usado para destacar conteúdo opinativo, enquanto os quadros de cruzadinha tem cor Salmão e os boxes têm um tom azul claro. Já as editorias são todas destacadas em azul no topo de cada página.

    ICONOGRAFIA
    Dois ícones ou marcas são constantes no El País. Um triângulo deitado que se refere aos conteúdos da Espanha. Ele é empregado na capa do jornal em cor azul em todas as versões. Nas páginas internas, esse mesmo ícone é cinza na versão América Latina porque apenas a capa e última página são coloridas. Nas edições Europa e Estados Unidos à indicação permanece azul.
    Outro símbolo empregado é um círculo pequeno em algumas linhas finas. Quando elas são compostas por dois períodos, ao invés de um ponto, o El País faz uso desse símbolo. O logotipo de jornal aparece apenas na capa e na última página.

    Letícia Ferreira

    15/04/2013 em 23:51

  59. Jornal Analisado: Brasil de fato
    1)Identificação e segmentação: O jornal Brasil de Fato surgiu no Fórum Social Mundial de Porto Alegre, em 2003. Possui tiragem de 50 mil exemplares, de teor político, preocupado em dar espaço a grupos que são marginalizados pela grande imprensa, ou como define o próprio jornal:
    “Por entender que, na luta por uma sociedade justa e fraterna, a democratização dos meios de comunicação é fundamental, movimentos sociais como o MST, a Via Campesina, a Consulta Popular e as pastorais sociais criaram o jornal Brasil de Fato— um semanal político, de circulação nacional, para contribuir no debate de idéias e na análise dos fatos do ponto de vista da necessidade de mudanças sociais em nosso país.”
    A circulação do jornal é nacional, e a periodicidade, semanal. A redação fica em São Paulo.
    2)Papel e formato: O jornal possui 16 páginas coloridas, papel-jornal comum. O formato é standard.
    3)Organização: O jornal é leve, possui poucas editorias: Opinião, Brasil, Cultura, Internacional e na edição que tenho, um espaço para a África, provavelmente por ter uma página em destaque. É evidente que até a seção cultural possui um viés político, e que Brasil ocupa boa parte do jornal. Não há divisão em cadernos. O acabamento é bem simples, mas há o uso de retrancas. Por exemplo: quando o assunto é Congresso, têm-se o nome Brasil e em negrito, a retranca Política e assim por diante.
    4)Tipologia: o Título do jornal vem sempre em caixa alta, com a mesma fonte, mesmo quando aparece no cabeçalho, é a mesma fonte do título que aparece na capa, em letra maior e em negrito. As manchetes na capa são personalizadas, e não há preocupação em usar a mesma fonte em todos os títulos das matérias. Mas o uso do padrão de usar uma fonte diferente para cada etapa da matéria(retranca, título, lead, e texto).Geralmente, as matérias são assinadas como “Da Redação”, e se há o nome do repórter, ele vem em negrito. As legendas da foto são meramente descritivas. Os títulos são longos e muitas vezes não estão em forma harmoniosa com o lead e a foto. A seção do jornal sempre aparece no topo, em negrito e em letras minúsculas. O número da página também aparece no cabeçalho, em negrito.
    5) Diagramação: A margem é grande, as páginas possuem uma organização instável. Muitas vezes, é dada preferência à foto e o título aparece prejudicado, de forma desarmoniosa. Há muitos espaços em branco, há o uso de linha para separar as matérias, mas as lacunas chegam a incomodar, bem como a despreocupação em usar melhor o espaço do título e do lead. A seção do jornal sempre aparece no topo, em negrito e em letras minúsculas. O número da página também aparece no cabeçalho, em negrito. Em matérias que ocupam uma página inteira, há uma tentativa de criar uma organização mais simétrica, e a presença de olho é constante, mas com uma fonte de cor inexpressiva.
    6) Cores: As fotos são coloridas. Há o uso de negrito para as manchetes, e a capa sempre possui uma gravura que a ocupa inteira, logo não há fotos para cada manchete, e a capa é semelhante a de uma revista. Mas acima do título sempre há uma foto colorida, para uma matéria de mais impacto como cabeçalho, geralmente da editoria de Brasil.
    7)Iconografia: Parece ser o próprio título, em caixa alta. Na capa, geralmente há o uso de algum selo no rodapé da página, com alguma reinvindicação política.

  60. Dupla: Andrey Donizete e Willy Delvalle
    Jornal: Le Figaro, quarta-feira, 22 de abril de 2009. Nº20133.

    1. SEGMENTAÇÃO
    “Le Figaro” é um jornal Francês de publicação diária. Francês com F maiúsculo porque é, sobretudo, uma exaltação da França. Com tendência centro-direitista, as notícias de cunho nacional sobrepõem-se aos acontecimentos internacionais. A editoria de política não se chama política. Ela chama-se “France Politique”. Sociedade não é apenas Société, é “France Société”. A arte que exalta um ícone francês é muito mais chamativa do que qualquer fato externo ao país. A economia é tema do segundo caderno, intitulado “Le Figaro Économie”. O terceiro e último caderno, “Le Figaro et Vous”, dedica-se ao entretenimento, abordando moda, cinema, teatro, TV, etc. O único espaço ocupado pelo esporte é uma página no interior da publicação, já que nem sequer lhe é reservada uma chamada na capa. A sede do Jornal está localizada em Paris, onde é impresso. Dali, sua distribuição se dá para todo o país.

    2. PAPEL E FORMATO
    Com seu formato mais próximo ao Berliner (470 mm x 320 mm), “Le Figaro” é uma publicação verticalizada para ser lida numa poltrona. É feito de papel jornal (baixa gramatura). Chama a atenção a cor do papel utilizado para o caderno sobre economia; salmão.

    3. ORGANIZAÇÃO
    3 cadernos: Édition nationale, “Le Figaro Économie” e “Le Figaro et Vous.” (Le Figaro e você.) O primeiro, o mais longo, possui 16 páginas. O segundo e o terceiro, 10, respectivamente, totalizando 36 páginas.
    Incluir estrutura mais EN BREF’s como subseções.

    CADERNO NACIONAL – “LE FIGARO” (16)
    – Capa (1)
    – RectoVerso (1)
    – FrancePolitique (2)
    – Propaganda (2)
    – International (3)
    – FranceSociété (2)
    – SciencesMédicine (1)
    – Sport (1)
    – Le carnet du jour (1)
    – Débats (1)
    – Opinions (1)

    “LE FIGARO économie” (10)
    – Capa (1)
    – Focus (1)
    – Economie (2)
    – Entreprises (3)
    – Marchés (2)
    – MédiasPublicité (1)

    “LE FIGARO et vous.” (10)
    – Capa (1)
    – Culture (2)
    – Le high tech et vous (1)
    – Mode (1)
    – Bonnes aafaires/Immobilier (1)
    – Automobile (1)
    – TélévisionRadio (1)
    – TélévisionJeux (1)
    – Les confidentiels Du Figaro (1)

    OBS: EN BREF é um conjunto de notas que aparece em determinadas matérias. Presente três vezes no Caderno Nacional; na seção “International”, “FranceSociété” e “Sport”, respectivamente. Já no caderno de economia estão presente nas seções “Economie”, “Entreprises” e “MédiasPublicité”. No caderno de entretenimento encontra-se apenas na seção “Mode”.

    4. TIPOLOGIA
    As fontes serifadas estão presentes no corpo das matérias e colunas, assim como nos títulos, manchetes e logotipo do Jornal. Na verdade, o Le Figaro parece usar nessas estruturas praticamente uma fonte apenas; Times New Roman. Fontes não serifadas são usadas em intertítulos, selos e chapéus, geralmente em negrito. Em itálico, são colocadas as falas das fontes, mesmo que entre aspas, créditos e cidade de escrita da matéria. Em negrito, estão as legendas, assinaturas e os títulos das matérias que ocupam o topo das páginas. Não é uma regra o título da matéria-topo estar em negrito. Algumas vezes, a primeira é muito breve, sendo a segunda a que recebe no título a referida característica, ganhando maior destaque. É muito importante lembrar que em negrito estão também os textos opinativos dos colunistas do jornal. Quanto ao tamanho da fontes, nos títulos, ele é variável. Já no corpo das matérias, aparenta ser fixo. Letras capitulares aparecem quase que exclusivamente na parte opinativa, no início do texto de cada colunista, reforçando a importância do fator opinativo na concepção editorial do Le Figaro.

    5. DIAGRAMAÇÃO
    Estrutura modular. Poucos fios. Linhas constantes, em grossuras variadas. Ora azuis, ora cinzentas, grossas ou bastante grossas (em matérias-adendo), as linhas acompanham todas as matérias e grande parte dos boxes. A publicação é bastante carente de olhos na maior parte de suas páginas, excetuando-se algumas do caderno Économie. O branco é evidenciado pelo espaçamento que envolve os títulos e pelo uso recorrente da combinação preto e branco, na quase ausência de colorido. Mas, o momento em que mais é ressaltado é em sua relação com o azul, que colore barras (quase completando as cores da bandeira francesa). Uma expressão que poderia resumir a estrutura de diagramação do “Le Figaro” é: “lindo e colorido por fora. Pobre e ultrapassado por dentro”. A frase reflete a ideia de que, dentro de uma vasta gama de recursos gráficos possíveis de serem utilizados, no interior do Jornal, poucos são os aproveitados. Basicamente, as linhas constituem o principal recurso gráfico, por acompanharem as matérias. As barras, que contêm nomes de seções, subseções e assinaturas de colunistas, compõem outro recurso constante, intrínseco ao logotipo do jornal. O “Le Figaro” prefere dividir com linhas horizontes. O uso de fios (verticalidade) é raro. Assim, uma conclusão possível é que os recursos gráficos são economizados ao longo do interior do jornal para concentrarem nas capas dos cadernos, estratégia financeiramente bastante econômica.

    6. CORES
    França. Azul, branco e vermelho. A paleta de cores base do Le Figaro é esta, a que remete às cores da bandeira francesa. Na capa de uma das edições, o rosto da atriz Audrey Tatou é clareado, ficando quase branco, estabelecendo, assim, um contraste com o fundo azul do logotipo do jornal e com o vermelho de sua boca. O laranja e o vermelho vinho são duas cores com alguma expressão, aparecendo no topo da capa do primeiro caderno, sob a forma de duas manchetes.

    7. ICONOGRAFIA
    Uso de setas nacapa principal e na do caderno Économie. Selos estão presentes ao longo de todo o jornal. Barras aparecem em azul, cinza, preto e vermelho. Rubricas de seções estão em preto, exceto nas seções opinativas (brancas), e em cinza, todas em negrito. Muitas vezes os nomes das seções parecem um jogo de espelhos. O interior do jornal é pouco expressivo em recursos iconográficos.

    Andrey Donizete Seisdedos

    16/04/2013 em 0:04

  61. Dupla: Andrey Donizete e Willy Delvalle
    Jornal: Le Figaro, quarta-feira, 22 de abril de 2009. Nº20133.

    1. SEGMENTAÇÃO
    “Le Figaro” é um jornal Francês de publicação diária. Francês com F maiúsculo porque é, sobretudo, uma exaltação da França. Com tendência centro-direitista, as notícias de cunho nacional sobrepõem-se aos acontecimentos internacionais. A editoria de política não se chama política. Ela chama-se “France Politique”. Sociedade não é apenas Société, é “France Société”. A arte que exalta um ícone francês é muito mais chamativa do que qualquer fato externo ao país. A economia é tema do segundo caderno, intitulado “Le Figaro Économie”. O terceiro e último caderno, “Le Figaro et Vous”, dedica-se ao entretenimento, abordando moda, cinema, teatro, TV, etc. O único espaço ocupado pelo esporte é uma página no interior da publicação, já que nem sequer lhe é reservada uma chamada na capa. A sede do Jornal está localizada em Paris, onde é impresso. Dali, sua distribuição se dá para todo o país.

    2. PAPEL E FORMATO
    Com seu formato mais próximo ao Berliner (470 mm x 320 mm), “Le Figaro” é uma publicação verticalizada para ser lida numa poltrona. É feito de papel jornal (baixa gramatura). Chama a atenção a cor do papel utilizado para o caderno sobre economia; salmão.

    3. ORGANIZAÇÃO
    3 cadernos: Édition nationale, “Le Figaro Économie” e “Le Figaro et Vous.” (Le Figaro e você.) O primeiro, o mais longo, possui 16 páginas. O segundo e o terceiro, 10, respectivamente, totalizando 36 páginas.
    Incluir estrutura mais EN BREF’s como subseções.

    CADERNO NACIONAL – “LE FIGARO” (16)
    – Capa (1)
    – RectoVerso (1)
    – FrancePolitique (2)
    – Propaganda (2)
    – International (3)
    – FranceSociété (2)
    – SciencesMédicine (1)
    – Sport (1)
    – Le carnet du jour (1)
    – Débats (1)
    – Opinions (1)

    “LE FIGARO économie” (10)
    – Capa (1)
    – Focus (1)
    – Economie (2)
    – Entreprises (3)
    – Marchés (2)
    – MédiasPublicité (1)

    “LE FIGARO et vous.” (10)
    – Capa (1)
    – Culture (2)
    – Le high tech et vous (1)
    – Mode (1)
    – Bonnes aafaires/Immobilier (1)
    – Automobile (1)
    – TélévisionRadio (1)
    – TélévisionJeux (1)
    – Les confidentiels Du Figaro (1)

    OBS: EN BREF é um conjunto de notas que aparece em determinadas matérias. Presente três vezes no Caderno Nacional; na seção “International”, “FranceSociété” e “Sport”, respectivamente. Já no caderno de economia estão presente nas seções “Economie”, “Entreprises” e “MédiasPublicité”. No caderno de entretenimento encontra-se apenas na seção “Mode”.

    4. TIPOLOGIA
    As fontes serifadas estão presentes no corpo das matérias e colunas, assim como nos títulos, manchetes e logotipo do Jornal. Na verdade, o Le Figaro parece usar nessas estruturas praticamente uma fonte apenas; Times New Roman. Fontes não serifadas são usadas em intertítulos, selos e chapéus, geralmente em negrito. Em itálico, são colocadas as falas das fontes, mesmo que entre aspas, créditos e cidade de escrita da matéria. Em negrito, estão as legendas, assinaturas e os títulos das matérias que ocupam o topo das páginas. Não é uma regra o título da matéria-topo estar em negrito. Algumas vezes, a primeira é muito breve, sendo a segunda a que recebe no título a referida característica, ganhando maior destaque. É muito importante lembrar que em negrito estão também os textos opinativos dos colunistas do jornal. Quanto ao tamanho da fontes, nos títulos, ele é variável. Já no corpo das matérias, aparenta ser fixo. Letras capitulares aparecem quase que exclusivamente na parte opinativa, no início do texto de cada colunista, reforçando a importância do fator opinativo na concepção editorial do Le Figaro.

    5. DIAGRAMAÇÃO
    Estrutura modular. Poucos fios. Linhas constantes, em grossuras variadas. Ora azuis, ora cinzentas, grossas ou bastante grossas (em matérias-adendo), as linhas acompanham todas as matérias e grande parte dos boxes. A publicação é bastante carente de olhos na maior parte de suas páginas, excetuando-se algumas do caderno Économie. O branco é evidenciado pelo espaçamento que envolve os títulos e pelo uso recorrente da combinação preto e branco, na quase ausência de colorido. Mas, o momento em que mais é ressaltado é em sua relação com o azul, que colore barras (quase completando as cores da bandeira francesa). Uma expressão que poderia resumir a estrutura de diagramação do “Le Figaro” é: “Rico e colorido por fora. Pobre e fosco por dentro”. A frase reflete a ideia de que, dentro de uma vasta gama de recursos gráficos possíveis de serem utilizados, no interior do Jornal, poucos são os aproveitados. Basicamente, as linhas constituem o principal recurso gráfico, por acompanharem todas as matérias. As barras, que contêm nomes de seções, subseções e assinaturas de colunistas, compõem outro recurso constante, intrínseco ao logotipo do jornal. O “Le Figaro” prefere dividir com linhas horizontes. O uso de fios (verticalidade) é raro. Assim, uma conclusão possível é que os recursos gráficos são economizados ao longo do interior do jornal para se concentrarem nas capas dos cadernos, estratégia financeiramente bastante econômica.

    6. CORES
    França. Azul, branco e vermelho. A paleta de cores base do Le Figaro é esta, a que remete às cores da bandeira francesa. Na capa de uma das edições, o rosto da atriz Audrey Tatou é clareado, ficando quase branco, estabelecendo, assim, um contraste com o fundo azul do logotipo do jornal e com o vermelho de sua boca. O laranja e o vermelho vinho são duas cores com alguma expressão, aparecendo no topo da capa do primeiro caderno, sob a forma de duas manchetes.

    7. ICONOGRAFIA
    Uso de setas nacapa principal e na do caderno Économie. Selos estão presentes ao longo de todo o jornal. Barras aparecem em azul, cinza, preto e vermelho. Rubricas de seções estão em preto, exceto nas seções opinativas (brancas), e em cinza, todas em negrito. Muitas vezes os nomes das seções parecem um jogo de espelhos. O interior do jornal é pouco expressivo em recursos iconográficos.

    Andrey Donizete Seisdedos

    16/04/2013 em 1:44

  62. Análise do jornal francês “Le Figaro” de sexta-feira, 18 de novembro de 2011.
    1) Identificação e Segmentação: o jornal analisado é o “Le Figaro”. O jornal é francês e tem sua redação em Paris, mas sua publicação se dá nacionalmente. A periodicidade do produto final é diária e o jornal pode ser classificado como de direita ou centro-direita, devido a um teor sociopolítico nas matérias lidas para análise. Apresenta um alto nível de segmentação temática, com pouca especialização. Dessa forma e sendo o terceiro jornal mais lido da França, os temas tratados no jornal abrangem um vasto leque de pessoas, ainda que seja um jornal um tanto quanto burguês.
    2) Papel e Formato: o papel do produto é o jornal com formato Berliner (315×470). As dobras não aparecem com frequência no Le Figaro.
    3) Organização: o jornal está dividido em dois volumes, separados em cadernos distintos: o caderno principal e o “Le Figaro et Vous”; ambos com acabamentos “picotados” nas extremidades e sem nenhum suplemento para ser analisado.
    • Caderno principal (18 páginas):
    o Capa
    o “Direto e Reto” – 1 página
    o Política – 3 páginas
    o Europa – 2 páginas
    o Internacional – 1 página
    o Sociedade – 2 páginas
    o Ciências – 1 página
    o Esporte – 1 página
    o “Livro do dia” – 1 página
    o Debate e Opiniões – 2 páginas
    o Contracapa “Traço e Retrato”
    o 2 páginas inteiras de propaganda
    Como descrição editorial desse caderno, pode-se citar a predominância de matérias que reafirmam o caráter direitista do jornal. Os dois principais assuntos tratados por esse caderno, nesse dia, são a predileção do colégio eleitoral espanhol para com o candidato da direita e o desacordo do atual presidente francês, François Hollande – esquerdista, com a indústria nuclear francesa.
    Na seção “Direto e Reto”, há uma reportagem sobre as duas Coreias e uma relação delas com a guerra fria; na “Livro do dia”, tem-se uma prestação de serviços a familiares de pessoas recentemente falecidas; já na seção “Debate e Opiniões”, de nome autoexplicativo, textos de diversos assuntos (cultura, economia, política, etc.) são postos em pauta e, na seção “Traço e Retrato”, apresenta-se uma reportagem biográfica ou entrevista de uma determinada personalidade.
    • Caderno “Le Figaro et Vous” (14 páginas):
    o Capa
    o Cultura e Você – 3 páginas
    o Estilo/Moda e Você – 3 páginas
    o Imóveis – meia página
    o Automóveis – 3 páginas e meia
    o Televisão e Você – 2 páginas
    o Contracapa “Figaro-Aqui Figaro-Lá”
    A linha editorial desse caderno é bem abrangente. Ela traz cultura e moda em geral nas seções específicas e, também, quatro páginas inteiras de anúncios e classificados imobiliários e automobilísticos; além de, mais uma vez, anúncios, uma notícia sobre o que está sendo debatido na TV nacional e uma grande agenda da programação televisiva francesa, na seção “Televisão e Você”. O caderno também possui, como contracapa, a seção “Figaro-Aqui Figaro-Lá”, com algumas notas sobre a política do país e uma prestação de serviços sobre o tempo.
    4) Tipologia: nome do jornal em caixa alta e títulos das matérias em negrito para prender a atenção dos leitores. As variações de famílias tipológicas se mostram presentes entre o nome do jornal, os títulos das matérias e suas respectivas linhas finas (quando presentes). Essas variações dão ao leitor uma sensação de conforto e, é claro, atenção para as chamadas mais importantes. O jornal também opta por fontes serifadas e majoritariamente humanistas. Na edição analisada, apenas o título de um editorial na capa do caderno principal teve seu título em itálico.
    5) Diagramação: no caderno principal, a capa tem um grid personalizado e assimétrico, as páginas 2 e contracapa apresentam um grid de quatro colunas e, o resto do caderno, um de cinco colunas. O caderno “Le Figaro et Vous” também não segue uma linearidade muito bem definida quanto ao grid. Normalmente, o caderno se configura a partir de um grid de cinco colunas; no entanto, devido a alguns boxes durante as páginas do jornal, o grid passa a ter somente quatro colunas. Em se tratando do conteúdo imagético do jornal, as imagens costumam se adequar ao grid imposto a elas; salvas aquelas que se sobrepõem aos textos que as acompanham ou se sobrepõem a outras imagens. Quanto à relação texto/imagem, o jornal se comporta de maneira um tanto quanto normal: ou se tem texto em cima de imagem, ou se tem imagem deslocando textos de uma maneira bem simples, nada ousado. As páginas dispõem seu conteúdo de forma a não parecer demasiado o uso do branco. A modulação das páginas é feita de modo crescente, a partir da capa do caderno principal (ex.: 1, 2, 3, 4…). Legendas, quando aparecem, são em negrito e acompanhadas de seus respectivos créditos; a assinatura dos repórteres vem logo depois dos títulos das matérias; boxes aparecem, em várias ocasiões, nos cantos das páginas e linhas azuis acompanhadas de chamadas aparecem para delimitar melhor as páginas por assunto.
    6) Cores: todos os elementos textuais e visuais, tais como tarjas, marcas, selos, logos, títulos, molduras, destaques de boxes e etc. são feitos em diferentes tonalidades de azul para remeter à logomarca do jornal. Como exceção a essa regra, tem-se a cor verde que delimita o espaço de esportes do caderno principal e a cor vermelha que marca o começo da parte de automóveis do caderno “Le Figaro et Vous”.
    7) Iconografia: o jornal não faz uso de iconografia, exceto as marcações temporais no canto superior externo de cada página do jornal e a letra “F” com uma pena atravessando-a no final de cada caderno (símbolo do jornal).

    Murilo Augusto dos Santos Aguiar

    16/04/2013 em 6:42

  63. 1) Identificação e segmentação:
    O Libération é um jornal francês, originalmente Parisiense, criado com o apoio de Jean Paul-Sartre e Serge July. Criado com orientação de extrema-esquerda, o jornal ainda conserva traços libertários, sendo agora de centro-esquerda. É um jornal com popularidade no país, conhecido também por seu eficiente formato online e site atualizado. Segue a linha do jornal diário e que abrange notícias de várias editorias. O número estimado de jornais em circulação é de 125 mil exemplares.
    2) Papel e formato:
    O Libération é impresso em papel-jornal, colorido, no formato tabloide (29×38), sem grampos nem outros recursos especiais.
    3) Organização:
    O jornal é dividido em dois cadernos no formato cebola:
    a) caderno principal – composto por 28 páginas divididas nas editorias:
    *Événement (evento): composto por matérias relacionadas à matéria principal e editorial (editorial) em uma coluna no canto da segunda página (3 páginas)
    *Monde (mundo): composto por matérias internacionais e a seção “le gens” (pessoas), com notas referentes a personalidades políticas (3 páginas)
    *Terre (terra): uma pequena seção com matérias e notas sobre questões/ambientais/enfermidades de países pouco desenvolvidos do continente africano e/ou asiático. (1 página)
    *Société (sociedade): aberta com uma matéria principal e composta por matérias e notas mais regionais, mas não necessariamente nacionais. (3 páginas)
    *Politiques (políticas): seção destinada à discussão de políticas e da situação política francesa. Divide espaço com uma folha da editoria Société.
    *Économie (economia): se editoria composta por matérias sobre economia nacional e internacional, com sua seção específica também “les gens”, sobre personalidades da economia ou relacionadas à ela. (2 páginas)
    *Athlétisme (atletismo): seção especial durante o campeonato mundial de atletismo em Helsinki, contendo matérias e uma seção fotográfica (3 páginas)
    *Sports: editoria com matérias de esportes diversos, divididos em pequenas seções para cada esporte (1 página)
    *Météo jeux (meteorologia e jogos): composta por previsões de tempo da frança, da europa e de algumas capitais mundiais e jogos como cruzadas e xadrez (1 página)
    *Télévision (televisão): composta por programações do que ocorre em diversos canais de televisão, com especial destaque para filmes e uma matéria sobre algo especial na programação (filme, série, documentário).
    *Culture (cultura): editoria composta por matérias sobre cultura em geral com a seção “Guide” (guia cultural da França) (3 páginas)
    *Rebonds (rebotes): editoria composta por artigos opinativos diversos (3 páginas).
    *Feuilleton: parte do jornal destinada a literatura/ e ou crítica literária. (2 páginas)
    * Portrait (retrato): seção dedicada a perfis de pessoas diversas. (1 página)
    b) caderno de variedades Été (verão): composto por 8 páginas, dividas em numerais romanos. Começa com uma reportagem e um jogo de Sudok na primeira página e estende até a terceira página, dividindo espaço com a seção “Science & Vits” (algo como ciência e visão), comentário relacionado com o tema da reportagem.
    – Sans territoire (sem território): seção onde toda semana é mostrado seis fotografias com o mesmo tema. (1 página)
    – De qui se moque-t-on? (a quem estamos enganando?) e pequenas seções l’album ( o álbum) e écrits du jour (escritos do dia) (1 página)
    – De crime abord (primeiro crime): seção com uma única reportagem sobre um tema comum na semana (1 página)
    – Quiz (teste sobre política), Hyper Fiction (crônica), Rebus (sucatear – todo dia uma frase diferente de autor famoso), Blorpst (jogo de gramática) e solutions (solução do sudoku da primeira página) (1 página)
    – perfil e entrevista (interview mystère – entrevista misteriosa com uma personalidade famosa, porém sem revelar seu nome)
    Observações:
    *publicidade em pequeno número e disposta apenas em pequenas faixas no final da página,
    *apesar de possuir a editorial mundo, as notícias internacionais não se encontram concentradas nela.
    4) Tipologia:
    Uso variado de fontes. Na capa, uso de fontes mais sérias como Arial e times e para seções mais informais e recreativas, uso de fontes com serifa, mais próximas da letra cursiva e variação nas cores preta e vermelha. Tanto o título do jornal quanto do caderno Été possuem outros recursos gráficos e de cores para destaque.
    5) Diagramação:
    Esquema de diagramação parecido com revista, com matéria de predominância horizontal na página, com número variado de colunas – inclusive na mesma página. Utiliza-se de vários recursos visuais, além das imagens ( com presença de mais de uma seção fotográfica): mapas, ilustrações, boxes, infográficos e mapas meteorológicos. Presença de imagens conceituais e informativas. Utiliza-se de muitos “olhos”, títulos e intertítulos nas matérias, porém sem muitas divisões entre nomes de seções, explicações sobre elas ou recursos como linhas e elementos visuais diferenciando-os.

    6) Cores:
    Uso majoritário das cores preto e vermelho nos títulos, intertítulos e nomes das seções e editorias (cores da logomarca do jornal). Uso de faixas beges para separar a editoria Événement, uso de azul para distinguir o caderno Été.

    7) Iconografia:
    Título do jornal e caderno central com marcas, uso de selos para eventos especiais, como a o campeonato mundial de atletismo em Helsinki.

    Giovanna Diniz

    16/04/2013 em 7:57

  64. O jornal analisado foi a edição de número 91 do Pasquim21, publicada no dia 06/12/2003. 1.
    1) Identificação e segmentação: O Pasquim21 foi um jornal publicado entre 2002 e 2004, na cidade do Rio de Janeiro – RJ, tendo 117 edições publicadas. Inspirado no Pasquim da década de 70, o semanário tinha teor contestador, apresentando um pensamento não-conformista, indignado e reflexivo sobre o Brasil, tratando principalmente dos aspectos políticos. Por meio do uso do humor e de charges, o Pasquim21 (assim como seu antecessor, O Pasquim) tratava de temas pôlemicos e que estavam em alta na sociedade. Segundo o editor-geral da publicação, Ziraldo, o público alvo era bem especifico: a publicação tinha objetivo falar para as pessoas mais cultas, formadoras de opinião. “Gente que não quer comprar feito; quer criar, decidir, escolher, repensar, refletir. Em todo o País, em todas as camadas sociais. O público-alvo, portanto, sempre foi o mesmo [desde “O Pasquim”], não apenas de um gueto, de uma única tribo”, diz Ziraldo. Classificado como imprensa alternativa, a publicação teve circulação nacional.
    2) Papel e formato: o Pasquim21 era impresso em papel jornal de média gramatura. A principal diferença entre a publicação e O Pasquim da década de 70 é que a versão mais recente do periódico passou do formato tabloide (265×290) para o formato standard (295×520).
    3) Organização: volumes, com número de páginas e divisão de cadernos; descrição de editoriais, seções, suplementos; modelo de encadernação e acabamento.
    A publicação tinha 3 cadernos, dividido em diversas seções, que juntos somavam 32 páginas. A entrevista era o carro-chefe da edição e ocupava 4 páginas, contando com a capa do segundo caderno. N’O Pasquim 21 também foram criadas as seções Palavrão Cruzado (um jogo onde as lacunas deveriam ser preenchidas com nomes de políticos e outras autoridades) e Classipirados (a versão pasquisnesca dos classificados, que no lugar dos anúncios colocava piadas). Só tive acesso ao segundo caderno, portanto a análise será focada nele.
    CADERNO 2
    -Capa (1)
    -Entrevistão (3)
    -Colunistas (10)
    *Francisco Guarnieri
    * Charge
    *Fernando de Castro
    *Miguel Arcanjo de Prado**
    *UNE21
    *Editoriais (Nei Sroulevich/Eduardo Goldenberg)
    *Alvaro Queiroz
    *Arthur Poerner
    *Caco Xavier
    *Reynaldo Jardim
    *Almanaque do Mauro Santayana
    *Fabio Porchat, filho
    *Fausto Wolff
    *De Olho em São Paulo
    *De Olho no Rio
    *Marcia Frazão
    *De Olho na TV
    *Elson Pimentel
    *Emir Sader
    *Nataniel Jebão
    4) Tipologia: o jornal utiliza fontes não-serifadas em todos seus textos. Os títulos são todos escritos em caixa alta e negrito, conferindo-lhes destaque. Os títulos não seguem nenhum outro padrão de escrita, variando quanto à orientação do texto, as fontes utilizadas, tamanhos, cores etc. Os nomes dos colunistas seguem um padrão de fonte e cor (fonte não-serifada, somente primeiras letras em caixa alta, em negrito e na cor branca), variando quanto à orientação do texto. Em algumas seções são utilizadas fontes diferentes para identificação do nome das colunas e distinção de boxes e subtítulos.
    5) Diagramação: O Pasquim21 é um jornal que se destaca quanto a sua diagramação. Todas as páginas apresentam uma “moldura”, no topo da qual é possível identificar o logo do jornal – essa já era uma característica da identidade visual do Pasquim original. A diagramação brinca bastante com as formas, diferentes orientações do texto e uso de boxes. Na entrevista faz-se uso de grifos, caixas altas e tamanhos maiores de fontes para destacar trechos polêmicos/interessantes da fala do entrevistado e dos entrevistadores, que acabam funcionando como olho; além disso, diferenciam-se as falas dos entrevistados e entrevistadores utilizando-se diferentes fontes com diferentes cores e grifos (ENTREVISTADO: preto, regular/ENTREVISTADORES: cinza claro, negrito). Quanto ao alinhamento do texto, na maioria dos textos é usado o alinhamento justificado, mas em algumas colunas e mesmo na introdução da entrevista é possível observar outros alinhamentos (à esquerda, centralizado etc).
    Textos de diferentes colunistas, que são agrupados na mesma página de acordo com as temáticas trabalhadas, são separados uns dos outros por linhas pretas semelhantes às que servem de moldura para a página. Também é característico de ambos os Pasquim o uso de charges para ilustrar as temáticas tratadas; no Pasquim21 os chargistas responsáveis pelas ilustrações era: Lan, Nani, Paulo Caruso, Miguel Paiva, Aroeira e outros 90 profissionais. Os nomes dos colunistas são escritos dentro de uma caixa padrão: fundo cinza escuro com moldura superior e inferior seguindo a mesma linha da moldura da página; fonte não-serifada em negrito e na cor branca. Os títulos não seguem um padrão único de diagramação, podendo ser escritos em diferentes orientações, com diferentes fontes em variadas cores e diversos grifos. Os textos são iniciados com letras capitulares, que variam de 4 a 8 linhas, destacadas por um fundo preto/cinza e em negrito. Os créditos por imagens e entrevistas são dados em um boxe destacado com fundo cinza e escrito com uma fonte diferente do padrão do corpo de texto.
    Os recursos gráficos são muito explorados na publicação. A todo o momento faz-se uso de boxes destacados por um fundo mais escuro ou molduras diferentes, fios e separadores de texto para separar diferentes tópicos dentro de uma mesma seção.
    6) Cores: o caderno que utilizei em minha análise utilizava somente a escala de tons cinza em sua diagramação. As páginas são quase que totalmente impressas em PB, utilizando-se variações de cinza nos destaques e imagens.
    7) Iconografia: o logotipo do jornal é utilizado no alto de todas as páginas, sobre a moldura. Além disso, ao final dos textos o “P” do Pasquim é utilizado como marcador do final do texto. Também há algumas colunas que tem logotipo próprio, são elas: “UNE21”, “Almanaque do Mauro Santayana”, “De Olho em São Paulo”, “De Olho no Rio”, “De Olho na TV” e “Nataniel Jebão”.

    Isabela Romitelli Rocchi

    17/04/2013 em 20:15

  65. 1) Identificação e segmentação:
    Nome:Jornal Cruzeiro do Sul
    País/Estado/Cidade de publicação: Brasil/São Paulo/Sorocaba
    Tipo de público: Classe A/B (63%), Classe C (19%), Classe D/E (18%) –
    Perfil dos leitores
    Sexo
    50% Homens e 50% Mulheres
    Faixa Etária
    13% 10 a 19 anos
    45% 20 a 39 anos
    37% 40 a 69 anos
    5% acima de 70 anos
    Periodicidade: Diária
    Segmento temático: Geral
    Nível de especialização: Inexistente
    Abrangência da circulação: Sorocaba (cidade-sede) e região: Alumínio, Araçoiaba da Serra, Boituva, Capela do Alto, Iperó, Itapetininga, Itu, Mairinque, Piedade, Pilar do Sul, Salto de Pirapora, São Miguel Arcanjo, São Roque, Tatuí, Votorantim e Sarapuí.
    Circulação: Dias úteis – 29 mil exemplares
    Aos domingos – 33 mil exemplares

    Outras informações:
    Fundado em 12 de junho de 1903, o jornal Cruzeiro do Sul mantém uma longa história de pioneirismo, sendo o primeiro jornal do interior a adotar o sistema de impressão off-set, o primeiro a trocar as máquinas de escrever por microcomputadores e o segundo a ser impresso em cores todos os dias.

    O Cruzeiro do Sul circula de domingo a domingo com cadernos, suplementos e seções especiais. Conforme o Instituto Verificador de Circulação (IVC), o Cruzeiro do Sul é o segundo maior jornal do interior de São Paulo em tiragem; ocupa o 10º lugar em tiragem entre os jornais que circulam no Estado – incluindo os da Capital -, e é o 18º entre os jornais do País. Mantido pela Fundação Ubaldino do Amaral (FUA), de Sorocaba (SP), o jornal Cruzeiro do Sul permeia a sociedade sempre pautado por um jornalismo independente e analítico, destacando-se por sua mantenedora em ações socioeducacionais e culturais. Sem fins lucrativos, a FUA é voltada para a prática da filantropia em várias frentes e, em especial, na área educacional. É proprietária do jornal Cruzeiro do Sul e do Colégio Politécnico de Sorocaba – Jornal Cruzeiro do Sul – FUA.
    Constituída oficialmente em 31 de julho de 1964, a FUA nasceu dentro da Loja Maçônica Perseverança III de Sorocaba. No início de 1963, o então proprietário da Editora Cruzeiro do Sul S/A, Hélio da Silva Freitas, que integrava a Perseverança III, manifestou aos companheiros de Loja a intenção de sua família de vender o Cruzeiro do Sul, matutino diário fundado em 1903.
    O jornal estava sob a direção dos Freitas desde 1940, quando foi adquirido pelo patriarca Orlando da Silva Freitas, falecido em 1954. Na sessão de 4 de março de 1963, o venerável da Loja Maçônica, Paulo Pence Pereira, comunicou aos colegas a aquisição da editora e convidou os demais integrantes que assim o desejassem a avalizar os títulos de garantia, passando a contribuir com uma quantia mensal. O convite foi atendido por 21 maçons, que se tornariam os instituidores da FUA, constituída oficialmente em 31 de julho de 1964, com a função de manter o jornal e de promover a filantropia.

    2) Papel e formato
    Impresso em Papel jornal / Formato: Standard, em dimensões próximas à padrão: (320×550)
    Utiliza apenas dobra central

    3)Organização

    Primeiro caderno: 12 páginas – Opinião(colunas) (1), Editorial (1), Cidades (7), Geral (2). Apesar de não estar escrito, a contagem de páginas do jornal revela que a capa corresponde à página A1.
    Segundo caderno: 4 páginas – Economia
    Terceiro caderno: 8 páginas – “Mais Cruzeiro” – Música (3 ½ ), Literatura (1 ½)Artes, Cinema(1), Horóscopo(1/2), Programação TV (1/2), Outros serviços(1).
    Quarto caderno: 4 páginas – Esporte (em geral, 3 páginas para notícias relacionadas ao futebol e outra para esportes variados, como tênis, natação, MMA, dentre outros.
    Suplementos: Motor (às quintas-feiras) – informações sobre lançamentos de veículos, tabela de preços, peças de reposição e novidades do mercado automobilístico / Mais TV (aos sábados) – matérias sobre novelas e teatro, entrevistas com atores e atrizes, resumo das novelas.
    Turismo (às terças-feiras)- informações sobre países, destinos turísticos, pacotes de viagem, curiosidades de algumas regiões do globo.
    Ela (às sextas-feiras): notícias e matérias voltadas, em geral, para o público feminino, abrangendo assuntos como moda, comportamento, saúde da mulher, entre outros.
    Casa e Acabamento (aos domingos) – matérias voltadas para um público que aprecia arquitetura, decoração, jardinagem, etc.
    Cruzeirinho (aos domingos) – Direcionado ao público infanto-juvenil, abrange tirinhas, charges, palavras-cruzadas, entre outros.
    Classificados (às quintas e aos domingos) – anúncios de automóveis, imóveis, serviços, entre outros.

    4) Tipologia
    O jornal CRUZEIRO DO SUL está escrito desse modo (com letras em caixa alta). Letras serifadas nas manchetes, chamadas e reportagens. Utilização de capitular na primeira reportagem de cada editoria. Utilização de negrito em trechos ou termos importantes em chamadas na primeira página. Há uma considerável variação de tamanhos, formatos e cores das letras ao longo das matérias, que resulta numa agradável sensação de distinção visual de cada parte da seção. Há variação no tangente às fontes utilizadas pelo jornal, sobretudo Times New Roman (em geral, nas reportagens) e Arial (sobretudo, chamadas). O que realmente provoca uma certa confusão no jornal é alguns títulos das matérias estarem em negrito e outras não [fato recorrente em todas as editoriais], uma vez que não há razão para tal destaque.

    5) Diagramação
    Esquema de modulação das páginas: Utilização de uma letra e um número (por exemplo, A1, B2, C3, D4,…)
    Flexibilidade no uso de padrões: Pouca
    Uso de branco: Não há grande utilização
    Relações significativas entre texto, imagem e recursos gráficos (fios, linhas, molduras, texturas, boxes etc): Utilização dos fios em algumas reportagens (sobretudo na editoria Opinião/Editoal). Também o jornal se utiliza de boxes, infográficos para facilitar entendimentos em matérias mais complexas, como em matérias da editoria Economia.

    6) Cores
    Logotipo do jornal: Cor azul
    Título das Editoriais: Branco em fundo azul (Opinião), branco em fundo salmão (Economia), branco em fundo rosa (Mais Cruzeiro), branco em fundo alaranjado(Esportes). Chapéu, Intertítulo, Fio, e outros elementos gráficos estão coloridos de acordo com o a paleta de cor de suas respectivas editorias, bem como as capitulares e os nomes das editorias no alto do jornal.

    7) Iconografia
    Faz parte do logotipo do jornal Cruzeiro do Sul 5 estrelas de 4 pontas, além da frase: “Cremos em Deus”. É provável que haja relação desses elementos com o fato do jornal ser embasado numa filosofia maçônica. Na primeira página, o jornal separa algumas matérias destacando-as em fundo compatível com sua editoria em questão (por exemplo, os destaques da editoria Esporte são impressos em fundo alaranjado). Esse contrate de cores cria um efeito dinâmico, de modo que ao olhar de relance para as chamadas já se tem uma noção de cada editoria, além do fato de que o fundo colorido é uma opção criativa e distingue do tradicional linha. Foto dos colunistas ao lado do título da coluna. Os nomes das editoriais (apenas na primeira página de cada uma) apresentam-se em letras brancas sob um retângulo não demarcado de fundo de cor compatível à editoria, e uma linha (de mesma paleta de cor, apenas um tom acima) demarca o fim do retângulo e início do primeiro título da matéria inicial.

    Pedro Cardoso

    30/04/2013 em 12:58

  66. Jornal Analisado : Le Monde – 11 de novembro de 2013.

    1. O Jornal “Le Monde” é o jornal da França com maior prestígio internacional. Com sede em Paris, é distribuído em vários países. Diário, tem tiragem de aproximadamente 290 mil exemplares e abrange um publico geral porém com maior abrangência na população de centro-esquerda. Apesar de ser mais focado em análise e opinião, não é muito especializado. Tem mais de um milhão de assinantes, que pagam cerca de 30 euros mensais. O preço avulso da edição analisada é de 1,80 €.

    2. O formato do jornal é Berliner (315×470), usa papel-jornal e sua gramatura está entre 40 e 60 g/m². A capa é diagramada para a dobra, não tendo nenhuma informação comprometida, porém isso não se repete ao longo do periódico.

    3. A encadernação é simples, com um caderno principal de 19 páginas, um caderno de 8 páginas de economia e um suplemento de 32 páginas sobre televisão. As editorias são divididas em:

    Caderno Principal:

    – Capa (1)

    – International (Internacional – com as seções Europa e Planeta – 6)

    – France ( França – 4)

    – Culture (Cultura – 3)

    – Disparition & Carnet (Seção – 1)

    – Météo & Jeux ( Seção – Tempo e Jogos – 1)

    – Décryptages ( Com as seções Diálogo Analise e Exame – 4)

    Suplemento, com as seções:

    •Capa (1)

    •Actualité ( Atualidade – 2)

    •Dossier (2)

    •Série ( 1)

    •Portrait ( Retrato – 1)

    •Sorties DVD & Vod ( Lançamentos DVD e Vídeo – 1)

    •Les choix du monde ( “Escolhas” do mundo – 7)

    •Programmes ( Programação – 13)

    •Radio ( 2)

    4. A tipologia do jornal é padronizada, com letras serifadas de fonte gótica para leitura confortável e caracterizar sua imagem tradicional. Alguns negritos em algumas manchetes, especialmente em capas das editorias e caderno e nas matérias mais importantes de cada página. As assinaturas das matérias são também em negrito.

    5. Diagramado em grid com seis colunas, o Le Monde não é muito flexível em sua editoração sendo praticamente padronizado. Muitos textos, com pouco uso de branco e com uso moderado de imagens, aproximadamente um por página. Há chapéu em todas as páginas. Os textos são separados por tracejados ou três linhas e são finalizados com símbolos. Há infográficos e outros recursos similares – de cores quentes – porém são raros.

    O suplemento foge um pouco à regra: há mais uso de branco, de imagens, além de muitas linhas finas em negrito.

    6. O jonal usa apenas a cores ciano e vermelho, de maneira sóbria, para destacar as manchetes e fazer os chapéus.O suplemento utiliza um pouco mais de cores na capa, apenas.

    7. O uso de símbolos no jornal é notado em duas situações: na capa, com o logotipo de fonte gótica com contorno branco exclusivo; ao longo do periódico, há o logotipo minimizado no cabeçalho de cada página e o uso de um quadrado preto de arestas arredondadas para sinalizar o fim das matérias.

    No suplemento, há na capa novamente um logotipo minimizado, porém maior do que o dos cabeçalhos das páginas. Na capa também, há oito quadrados similares aos dos fins das matérias, porém maiores e coloridos. Esses quadrados se repetem ao longo das páginas, porém reduzidos à metade em número e tamanho, acima dos chapéus das páginas, ao lado do logotipo minimizado.

    Lucas Ayres

    16/04/2014 em 11:12

  67. EL MUNDO

    El Mundo del Siglo XXI, mais conhecido apenas como El Mundo, é, em tiragem, o segundo maior jornal da Espanha. Foi fundado em 23 de Outubro de 1989, por Alfonso de Salas, Pedro J. Ramírez, Balbino Fraga e Juan González.

    Exemplar analisado: El Mundo, Domingo, 10 de novembro de 2013. Ano XXIV. Número: 8724. Edição Madrid.

    1) Identificação e segmentação

    Nome do jornal: El Mundo

    País/Cidade: Espanha/ Madrid

    Tipo de público: O perfil do público é predominantemente masculino (63%); de 45 a 64 anos (39%), mas o público entre 25 e 44 também é significativo – (38%); de classe Alta ou Media Alta (50%); que mora nas capitais (43%); com instrução universitária (39%).

    Periodicidade: diária

    Segmento temático: Notícias gerais, inclui várias editorias, dentre elas as de notícias nacionais e internacionais.

    Nível de especialização: voltado para o público geral.

    Cobertura: Nacional e internacional.

    Abrangência da circulação: 1.107.000 leitores, sendo que 715.000 são leitores exclusivos do El Mundo, segundo o site do jornal.
    32% do público está em Madrid, mas o jornal circula por todo o país (Andalucía, Malaga, Sevilla, Cataluña, Galicia, Pais Vasco, Vizcaya, Baleares, Ibiza y Formentera, Canarias, Castilla y León, Valladolid, Alicante, Valencia, Castellón, Burgos, Soria, Cantabria).

    Tiragem/ Circulação: A difusão é de 187.517 exemplares, que aumenta para 243.586 aos domingos. Tiragem não divulgada.

    Preço da assinatura/ venda avulsa:
    Assinatura mensal (de segunda-feira a domingo) – 54,60 euros
    Assinatura mensal (de segunda a sexta) – 34,67 euros
    Assinatura anual (de segunda-feira a domingo) – 655,20 euros
    Assinatura anual (de segunda a sexta) – 416,00 euros
    Exemplar avulso – 2,50 euros

    Versão online: Orbyt.com

    2) Papel e Formato
    Tipo de papel: papel jornal
    Cor do papel: cinza
    Gramatura mínima: 80g/m2
    Dimensões da página: 295 x 375 mm (fechada) – Tablóide
    Uso de dobras/ recursos especiais: Nenhuma dobra horizontal, devido ao formato do jornal.

    3) Organização
    Volumes, com número de páginas e divisão de cadernos: 79 páginas na edição analisada, mais 24 do suplemento “Mercado” e 16 do “Cronica”. No jornal não há divisão de cadernos, mas vêm suplementos a parte.
    Descrição de editoriais e seções: São 5 editorias, descritas a seguir
    OPINIÓN – 2 páginas, que contém Carta do Diretor e artigos de opinião.
    ESPAÑA – 12 páginas – maior editoria (excluindo publicidade). Editoria nacional.
    Seção Otras Voces – 2 páginas (Colunas de opinião, Seções Cartas ao diretor, Tweets ao diretor)
    Seção Obtuários – 1 página – morte de algum famoso.
    MUNDO – 6 páginas
    DEPORTES – 10 páginas. Uma das editorias de maior destaque, notícias seguem o padrão de destaque.
    E/M/2 – 24 páginas no total. Seções: CIÊNCIA (2 páginas)/ CULTURA (4 páginas)/ Cartelera (horários de cinema, teatro, galerias e outros)/ MADRID (5 páginas)/ Anuncios Breves (classificados)/ Pasatiempos/ Servicios – previsão do tempo/ Comunicación/ Televisión
    21 páginas inteiras para publicidade distribuídas ao longo do jornal.

    Suplementos: São 12 suplementos, descritos a seguir
    -Ariadna (papel jornal) – sobre Tecnologia (distribuído às quintas-feiras com todas as edições do jornal)
    -Motor (encadernação) – sobre mercado automobilístico (distribuído na primeira terça-feira de cada mês junto com todas as edições do jornal)
    -Mercados (papel jornal) – sobre economia nacional e internacional (distribuído aos domingos com todas as edições do jornal)
    -La luna de metropoli (revista) – sobre cultura e tendências (distribuída às sextas-feiras com todas as edições do jornal)
    -GU/campus (papel jornal) – informações de âmbito universitário (distribuído às quartas-feiras com todas as edições do jornal)
    -El Cultural (encadernação) – sobre cultura (distribuído às sextas junto a todas as edições do jornal)
    -Dxt (papel jornal) – sobre esportes (distribuído às segundas-feiras junto a todas as edições do jornal)
    -Su vivienda (papel jornal) – informações sobre o setor imobiliário, classificados (distribuído às sextas, junto somente com a edição de El Mundo Madrid)
    -Viajes (papel jornal) – guia sobre melhores destinos (distribuído na última terça-feira de cada mês, junto a todas a todas as edições do jornal)
    -La outra cronica (papel jornal) – sobre famosos, moda, beleza, atualidade, música, viagens, etc (distribuído todos os sábados, na seção nacional do jornal)
    -Ifema (encadernação)– publicado com El Mundo e Expansión, em suas tiragens nacionais. Voltado aos anunciantes.
    -Yo dona (revista) – voltada à mulher, sobre moda, cultura, atualidade, eventos (distribuído todos os sábados, junto a todas a todas as edições do jornal)
    -Magazine (revista) – atualidade e tendências (aos domingos, junto a todas a todas as edições do jornal)

    Modelo de encadernação e acabamento: Sem uso de grampos.

    4) Tipologia
    Critérios de aplicação de diferentes famílias tipológicas e variações conforme categorias textuais, gêneros jornalísticos
    Mesma fonte para todo o jornal.
    – Todos os títulos de notícias são negritados
    – Matérias da seção de Opinião: título itálico
    – Serifas:
    O nome do jornal em sua logomarca é serifado.
    Títulos serifados: Manchete; editorias Espanha, Mundo, Ciência, Cultura
    Títulos não serifados: Esportes, Crônica, Mercado
    Os títulos que não têm serifa chamam mais a atenção.
    – Nome da editoria de esportes é dado em fonte maior e é mais destacado que das outras editorias (pode ser intencional).

    5) Diagramação:
    Esquema de modulação das páginas e Flexibilidade no uso de padrões:
    Grid de 5 colunas para reportagens, bastante padronizado, variando pouco em algumas editorias (ex. editoria Ciência) onde o texto pode ocupar o espaço de 2 colunas, resultando no total de 4 colunas. Outras variações no grid acontecem em colunas de opinião, Cartas ao diretor (pg 24), entrevistas, que possuem colunas mais largas, totalizando 4.
    O grid é predominantemente verticalizado, variando um pouco com alguns títulos e linhas finas mais horizontalizados de seções específicas.
    Todas as reportagens contém linha fina.
    Não são usadas capitulares.
    Os nomes das editorias são colocados em caixa alta e coloridos no topo de cada página.
    O nome do repórter é colocado logo antes da primeira linha da reportagem, em caixa alta, juntamente com o nome do local onde o profissional realizou a reportagem.
    A data encontra-se no canto superior esquerdo, em fonte pequena e caixa alta, separada da página por um linha dupla.
    No canto superior direito localiza-se o número da página, também acima da linha dupla.
    Uso de branco: Pouco.

    Visualmente agradável, o jornal possui uma boa proporção entre texto e imagem nas reportagens. A maioria delas possui 1 imagem, algumas maiores chegando a duas.
    Geralmente as imagens ficam no centro do texto ou no topo da página.
    Na seção de esportes nota-se algumas imagens em tamanhos maiores do que as que se encontram no restante do jornal.
    As legendas são negritadas e localizadas abaixo da foto, com uma distância considerável do texto. Os créditos são colocados na mesma linha da legenda, em caixa alta.
    Algumas colunas de opinião possuem uma pequena foto do colunista ao lado de seu nome.
    Algumas reportagens contém boxes laterais, separados por uma linha do restante da página (pg. 50). Outras possuem boxes destacados por um fundo cinza (pg.30, 49).
    A editoria de esportes conta com algumas tabelas simples, com o título destacado em fundo azul. (pg. 44).
    Existem ilustrações na editoria Opinión.

    6) Cores:
    Identidade cromática dos elementos de diagramação, paletas de identificação de cadernos, tonalidades predominantes e seu valor significativo:
    O jornal é predominantemente escrito em preto, com cores apenas no logotipo, nos nomes das editorias nos topos das páginas, nas imagens, além das páginas de publicidade. Recebem cores também os nomes dos colunistas e de entrevistados.
    Seguem as cores que aparecem no jornal:
    – Logotipo com o globo da cor verde.
    – Título com assunto da página em cinza.
    – Nomes de colunistas e entrevistados em fucsia.
    – Nome da Editoria “Opinión” em marrom.
    – Nome da Editoria “España” em azul escuro.
    – Nome da Editoria “Otras Voces” e “Obtuário”em fucsia.
    – Nome da editoria “Mundo” em azul escuro.
    – Nome da editoria “Deportes” em azul escuro.
    – Nome da editoria “E/M/2” e suas seções em azul escuro.
    – Eventuais títulos de tabelas em azul.
    Azul é a tonalidade predominante, utilizada em várias editorias, não sendo a cor, portanto, um bom critério para distinguir as editorias.
    As cores utilizadas passam a impressão de seriedade e sobriedade do jornal.

    Os suplemetos do jornal possuem uma identidade visual e cromática mais particular. Por exemplo, no exemplar analisado, o suplemento que o acompanha é “Mercados”, cujas cores são predominantemente vermelhas, em títulos, tabelas e fundos. Suplementos de outros assuntos possuem outras cores que os identificam.

    7) Iconografia:
    Uso de ícones, marcas, selos, vinhetas, tarjas, timbres de logotipos, logomarcas e outros elementos componentes da identidade visual
    O único ícone utilizado pelo jornal é o globo verde de sua logomarca, que pode ser visto abaixo. Ele está presente no topo da capa.

    Daniela Giglio Leite

    22/04/2014 em 14:22

  68. JORNAL: CORREIO BRAZILIENSE

    1) Identificação e segmentação:

    O Correio Braziliense é o jornal de maior circulação no Centro-Oeste e o maior influente do Distrito Federal e do Entorno – região formada por municípios que têm fronteira com o Distrito Federal tais como Valparaíso e Água Lindas (ambos em Goiás). É um jornal diário e sua especialidade é intensa no serviço ao Distrito Federal e às regiões vizinhas e cidades satélites, principalmente em questões de cunho econômico e político mas também com segmentos direcionados a temas de interesse nacional, já que Brasília é “a casa” da política. Segundo o site Diário Associados, de cada dez leitores de jornal da região, sete preferem o Correio. Com base na pesquisa da EGM Marplan, a média de circulação de segunda-feira à domingo é de 57.290 exemplares. Em relação à circulação de jornais como a Folha de S. Paulo, O Globo e O Estado de S. Paulo, a participação do Correio Braziliense no mercado do Distrito Federal é de 86%.
    Segundo a mesma pesquisa, a renda média dos leitores do Correio seria de R$ 5.344,22. Diante disso, 69% pertenceriam à classe AB, 28% à classe C e apenas 4% à classe D. Quanto ao gênero, 53% dos leitores são do sexo masculino e 47%, do feminino. O preço anual da assinatura do jornal é de doze prestações de R$46,99 e atualmente não é possível assinar a versão impressa do jornal sem pertencer ao Distrito Federal ou ao estado de Goiás. O preço da venda avulsa é de R$2,00.

    2) Papel e formato:

    O tipo de papel utilizado na versão impressa do Correio Braziliense é o papel-jornal, que possui uma gramatura média que vai de 70 à 90 g/m². O formato standard,(6 col x 52 cm) é o mais usado no jornal, com exceção do caderno Super Esporte, que é editado no formato berliner. Para se encaixar ao restante dos cadernos, o Super Esporte é dobrado de forma a ter um terço de página.

    3) Organização:

    O número de páginas do Correio Braziliense pode variar de 60 até 100 e sua encadernação é feita em etapas.
    O jornal possui um caderno para a política e a economia do Distrito Federal de nome “Cidades”. Esse caderno possui por volta de dez páginas, está inserido no Caderno Principal e é numerado de forma contínua. O caderno apresenta alta incidência de imagens e infográficos que funcionam de maneira a facilitar a compreensão das matérias cujas temáticas variam entre violência, segurança pública e educação.
    A editoria “Tome Nota” se destaca no final da seção como uma forma de prestação de serviços a toda comunidade e contém informações sobre a temperatura, os destaques culturais, reclamações feitas pelos leitores em relação às cidades ao entorno de Brasília, etc. Seu público é de 516 mil leitores, 55% do sexo masculino e 45% do feminino, com 75% sendo das classes AB e 25% da classe C.
    O suplemento Turismo tem uma média de seis páginas. Além de ser rico em fotografias e ilustrações, apresenta pontos turísticos do Distrito Federal e região acompanhados de roteiros, dicas de viagem, transporte, serviço de hospedagem e o que mais interessar ao mercado turístico. O suplemento circula de quarta-feira, e tem em média 165 mil leitores – 77% homens e 23% mulheres; 80% classes AB e 18% classe C.
    O caderno Diversão & Arte trata de assuntos relacionados ao entretenimento e leva ao leitor informações sobre eventos que são realizados na região. O leitor tem abertura para expressar suas expectativas acerca de apresentações como shows ou espetáculos, além da possibilidade de enviar suas dúvidas sobre português. Possui as seguintes seções: TV, Fama, Tantas Palavras, Horóscopo, Jogos, Programação dos canais abertos, resumo de capítulos das novelas, “Pena Capital”, “Dicas de Português”, entre outras. Lido por 182 mil pessoas, 45% homens e 55% mulheres, 71% pertencentes às classes AB e 26% à classe C.
    O caderno Super Esportes tem aproximadamente dezesseis páginas e é apresentado no formato berliner. Além das novidades esportivas diária (com destaque para o futebol), o caderno também publica as tabelas dos principais campeonatos do país com resultados de partidas e informações sobre os próximos jogos. Seu público médio é de 263 mil, sendo 77% homens e 23% mulheres, 67% pertencentes às classes AB e 29%, às classes C.
    Dentro do Super Esportes está contido o caderno Classificados, com quatro páginas. Este é responsável por promover anúncios de diversos produtos e serviços. O número de leitores é de 441 mil, sendo 56% homens e 55% mulheres, 64% pertencentes às classes AB e 44%, à classe C.
    O Caderno principal tem cerca de 18 a 20 páginas, contendo as notícias mais importantes do cenário local, nacional e até internacional. As seções são: Deu no http://www.correiobraziliense.com.br, Brasília – DF e algumas colunas. A média de leitores é de 605 mil – 53% homens e 47% mulheres; 71% das classes AB e 26% da classe C. Nele, estão as editorias Política, Brasil, Economia, Opinião, Mundo e Ciência.

    4) Tipologia:

    Quanto ao uso da tipologia, existe um certo padrão no jornal. Há constante uso de fontes serifadas nos cadernos Classificados e Super Esporte e alguns títulos menores. Subtítulos, títulos maiores, olhos, boxes, tabelas, cabeças e legendas possuem em sua grafia o uso de fontes não serifadas.

    5) Diagramação:

    O Correio Braziliense é conhecido por ser um jornal que preza o visual gráfico e já ganhou inúmeros prêmios por isso. Para que isso se torne possível, notamos evidente harmonia entre imagem, texto e os espaçamentos. Há páginas em que o “vazio” tem a intenção de manter o leitor focado nos pontos mais importantes da matéria. O número padrão de colunas do Correio Braziliense é seis, com exceção do caderno Super Esporte onde esse número cai pra cinco.
    O jornal trabalha com muitos boxes explicativos e infográficos, o que mostra seu caráter dinâmico e seu interesse em conquistar a atenção do leitor. Para separar pequenas notas, o expediente, informações técnicas acerca da redação do jornal e alguns tipos de serviço, o Correio utiliza linhas e bigodes. Além de dar a sensação de destaque, o jornal também consegue transmitir organização.

    6) Cores:

    O azul é a cor predominante no Correio. Os títulos possuem tom mais escuro e os tons mais claros são encontrados em boxes, chamadas menores e alguns ícones.
    No Caderno Principal os ícones podem aparecer em tons verdes, vermelhos escuros, azuis e oliva. A editoria Tecnologia tem tons de verde claro, assim como seus infográficos. Opinião por sua vez tem como cores principais o preto e branco. Economia conta com as cores marrom e laranja para informar sobre imposto de renda. Já para tabelas de valores a cor usada é o verde e também o amarelo.
    No caderno de Esportes a cor predominante é o azul. Basicamente o azul escuro e o azul claro são responsáveis por destacar o texto. Na editoria de nome “O país do futebol”, o plano de fundo mescla as cores da bandeira do Brasil. Apesar de serem harmoniosas, essa opção de paletas poderia remeter a cores de times futebolísticos, o que causaria aversão dos torcedores rivais. Um exemplo é o verde, que está presente na bandeira do Goiás, um dos principais times da região.
    O caderno Cidades usa com muita frequência o azul.
    O caderno Diversão & Arte usa tons de bege em boxes, olhos e planos de fundo de matérias. A editoria “360 graus” é representada em tom rosado. “Roteiro” tem um plano de fundo diferenciado por mesclar várias cores, desde tons de rosa até o cinza e o azul. O suplemento Turismo não apresenta diferenciais representativos em relação às outras páginas do jornal.

    7) Iconografia:

    Em quase todos os cadernos e suplementos, ocorre o uso de aspas para destaque, nas cores vermelhas e com indicação de citação numa espécie de olho da matéria. No “Saiba mais” os ícones são representados por uma folha com um clips.
    No Caderno Principal, cada editoria é representada de uma forma: Brasil com um mapa do país, Opinião com uma caneta, Mundo com um globo, Economia com um sifrão, etc.
    O “Grita Geral” por sua vez tem um megafone simbolizando o som. O caderno Cidades tem como ícone uma bússola. Quando o assunto é tempo, uma ilustração do Palácio do Planalto entre Sol e nuvens se responsabiliza por nos mostrar as condições climáticas.
    Dentro do Super Esportes há constante presença de infográficos que contém os símbolos dos clubes que estão sendo retratados. Uso de desenhos como os de taça, bolas de futebol ou traves de gol também são bastante frequentes no caderno.
    O caderno Diversão & Arte possui no título de algumas de suas editorias algumas letras modificadas, símbolos que representam o ar mais descontraído da página e imagens que demonstram o mesmo.

    Letícia De Maceno

    22/04/2014 em 15:11

  69. Die Zeit
    O Die Zeit é um jornal que prioriza o leitor. Com pouquíssimos anunciantes, muito texto e uma identidade visual elegante e inovadora, é um jornal que desafia a “crise dos jornais”, vendendo uma média de meio milhão de cópias por semana. O diretor do jornal diz que o segredo é estudar em detalhe o que desejam os leitores, cujo número cresceu em 70% desde 2009 sem renunciar aos seus artigos longos, às vezes complexos e por vezes até controversos em questões históricas.

    1) Identificação e segmentação:
    Nome do jornal: Die Zeit
    País/cidade de publicação: Hamburgo, Alemanha
    Periodicidade e segmento temático: Informativo semanal
    Abrangência da circulação e tiragem: Circulação nacional de 505 mil exemplares
    Preço da venda avulsa: €4,50
    Preço da assinatura anual (53 edições): €207,48
    2) Papel e formato:

    Tipo de papel: Papel jornal comum
    Dimensões da página: Standard (56×40)
    Uso de dobras: Dobra central que permite ao leitor na banca de jornal ver as fotos e manchetes principais com o jornal dobrado.

    3) Organização:

    Volumes: Divisão em volumes, 90 páginas ao todo
    Cadernos: Politik (Política) (16), Dossier (inclui a seção Geschichte (História)) (5), Wirtschaft (economia) (13), Wissen (conhecimento) (12), Feuilleton (features) (17), Reisen (viagens) (8), Chancen (prospectos; perspectivas) (5), Stellenmarkt (classificados; mercado de trabalho) (5).
    Suplemento: Zeit Magazin
    Encadernação: Por editoria/seções

    4) Tipologia:

    Fontes: Uso de fontes serifadas, tanto nas manchetes quanto nos textos em todos os cadernos, exceto o Stellenmarkt (Classificados), que usa fontes sem serifa.

    5) Diagramação:
    Esquema de modulação das páginas: É variável até dentro do mesmo caderno, geralmente é dividido entre cinco ou seis colunas.

    Relações entre texto/imagens/recursos gráficos: Há variação na modulação das páginas, uso de ilustrações, fotos, infográficos, até o formato das manchetes é estilizado de acordo com o assunto da matéria em questão (NETWERKE DES WAHNS, Geschichte). A criatividade, em geral, usada para dispor a informação na página é a principal característica da identidade visual do jornal, que utiliza de todos esses elementos dinâmicos de forma elegante, em nenhum momento deixando a página “pesada”.
    6) Cores:
    Identidade cromática: A cor predominante do jornal é o preto, usado no título do jornal, nas manchetes e na maioria dos textos. No entanto, há uso de cor em alguns títulos que antecedem as manchetes, em alguns capitulares, e até mesmo no texto inteiro, por vezes (Die Lüge ihres Lebens, Dossier). É uma publicação difícil de ser padronizada.
    Paletas de identificação dos cadernos: Não há diferenciação por cor nas editorias. O jornal segue a mesma identidade cromática em todos os cadernos.

    7) Iconografia:
    Há uso de ícone somente no logotipo do jornal, exibido a seguir. (http://maxitell.files.wordpress.com/2010/11/die_zeit.jpg)

    Anna Satie

    22/04/2014 em 15:22

  70. Análise jornal Amazonas Em Tempo

    A análise do jornal foi feita com o exemplar n°8.161 do dia 23 de outubro de 2013 do jornal Amazonas Em Tempo. O veículo em questão é brasileiro, do estado do Amazonas e cidade de Manaus. Pertence ao grupo Raman Neves de comunicação que é dona do canal de televisão Em Tempo afiliado do SBT, e de outro jornal chamado Agora. É uma publicação com periodicidade diária sem segmento temático específico. O nível de especialização também não é específico, poderia se afirmar que é “genérico”. O preço da assinatura do jornal é de R$299,00 ao ano e na banca um exemplar custa R$1,00 (O preço da assinatura não é atual). A diagramação do topo do jornal faz se pensar que seja uma publicação para venda em bancas de jornais, pois tanto a manchete, a imagem e a linha fina ficam situadas antes da dobra do jornal, de modo que se o leitor se interessar pela notícia teria que comprar e desdobrar o jornal para ler. A abrangência da publicação e a tiragem da edição não foram divulgados.
    Quanto ao papel, observa-se um do tipo jornal com gramatura entre 40 e 60 g, de cor natural (sem alvejante), nas dimensões: 32,3 X 56,1 cm sendo classificado como formato Standard
    A dobra do jornal é simples, sem grampos, separados por cadernos. Ao todo a edição em questão possui 6 cadernos, onde cada um pode ser retirado de dentro do jornal. Os cadernos são: Principal, Economia, Dia a dia, Plateia, Classitempo e Pódio. Na edição on-line o caderno pódio não está dentro do jornal, mas em endereço separado, o que leva a pensar que o caderno possa estar aderido não só ao jornal Em Tempo mas com outros do mesmo grupo. O caderno Classitempo não existe na versão online. No site do jornal há uma página dedicada somente a anúncios, porém não são na forma de um caderno. Os cadernos são divididos da seguinte forma:
    1. Caderno A: Principal (8 páginas) ? seções: Capa, Última Hora, Opinião (2 páginas) e Política (4 páginas)
    2. Caderno B: Economia (4 páginas) ? Das 4 páginas, as duas de dentro são de publicidade. As outras duas possuem notícias regionais sobre o assunto.
    3. Caderno C: Dia a Dia (8 páginas) ? Reúne notícias sobre cotidiano. As 4 primeiras páginas são de notícias da cidade/regionais, 2 páginas da seção País, 1 página de publicidade e 1 página da seção Mundo.
    4. Caderno D: Plateia (8 páginas) ? Caderno de cultura e entreterimento. Não existem seções neste caderno.
    5. Classitempo (2 páginas)
    6. Pódio (8 páginas) ? Caderno de esportes.
    Nota-se a falta de identificação de alguns cadernos em determinadas edições, por exemplo, se não existem muitas notícias de um caderno, ele se torna uma seção e vice-versa. Além destes, existem os cadernos Saúde, Ilustríssima e Concursos que são impressos somente aos domingos. Há também a veiculação de uma Revista chamada Elenco, aderida à edição de sábado, e de uma revista chamada Plateia Fim de Semana, na edição de sexta feira.

    Para a tipografia, a única fonte serifada é a do logotipo. Acredita-se que a fonte de logotipo EM TEMPO pertença à ITC Charter. Há o uso de diversas fontes ao longo da publicação. O título dos cadernos B, C e D usam a mesma fonte. A fonte do corpo do texto e dos títulos é a mesma. Quanto à diagramação, o greed da página do jornal é bem flexível, nenhuma capa tem a mesma disposição na folha, porém sempre é pensada para a venda em banca. Ao percorrer a edição vê-se um mínimo de 2 e máximo de 6 colunas por folha. Algumas seções possuem menos flexibilidade, como as do caderno Principal. O uso do branco é equilibrado, exceto por uma sobra muito grande de branco em uma tabela do caderno Pódio. Também há o uso de fundos cinza em algumas notícias, acompanhado de um marcador retangular com a cor do caderno no qual a notícia está. Utiliza-se de forma generosa olhos e vinhetas, e quase não há uso de Box.
    A cor predominante do jornal é o verde, talvez por ser a cor mais usada para diferenciar o estado do Amazonas. Cada caderno possui as cores:
    1. Principal, Classitempo e Economia: Variações de verde
    2. Pódio: Azul, laranja, amarelo e rosa
    3. Plateia: variações de vinho/vermelho
    4. Dia a dia: variações de azul e verde
    Por fim, há grande uso de imagens. Os ícones mais usados são os já citados pequenos retângulos em cima das vinhetas, bolas de futebol no caderno Pódio, aspas coloridas nas citações, pequenos mouses ao lado dos e-mails da redação e asteriscos antes do início de algumas notícias. O jornal EM TEMPO possui uma identidade imagética bem marcante e, comparada com a do jornal AGORA do mesmo dono (Grupo Raman Neves), é mais harmoniosa do que o segundo, o qual há uso excessivo de imagens e cores.

    Monique Lorraine Martins Ferrarini

    22/04/2014 em 15:42

  71. JORNAL: ABC (Comunidade Valenciana) – 24/12/13

    1) Identificação e segmentação:

    -Nome do jornal: ABC
    -País/ Estado/ Cidade: Espanha, Madrid
    -Tipo de público: público conservador
    -Periodicidade: diário
    -Segmento Temático: informação geral
    -Nível de especialização: não possui
    -Abrangência de circulação: 242.154, com circulação e abrangência em âmbito nacional. Possui versões do jornal ABC para cada local do país, focando nas prioridades, acontecimentos, destaques e interesses de cada espaço, e ainda possuindo um jornal de circulação nacional abrangendo temas de caráter nacional. Esses jornais são divididos em: Nacional, Madrid, Sevilla, Córdoba, Andalúcia, Canarias, Castilla y León, Cataluña, Comunidad Valenciana, Galicia, Toledo, Castilla-La Mancha.
    -Tiragem: 314.271
    -Preço de Assinatura: ligar 901334554
    -Venda avulsa: 1,40 euros de segunda a sábado e 2,50 euros aos domingos
    O jornal entre sua versão impressa e sua versão digital possui cerca de 750.000 leitores mensalmente.
    Todos os jornais são da ABC, independente do local de destino, além de possuírem o mesmo preço.

    2)Papel e formato:

    -Tipo de papel: papel jornal
    -Cor do papel: off-set
    -Dimensões da página: 305×229 mm (altura x largura)
    -Página dupla: 305×448
    -Formato: Arrevistado (formato próprio e exclusivo do jornal ABC)

    3) Organização:

    -Volume: unidos por uma única encadernação
    Número de páginas: 101
    -Divisão de cadernos: um único caderno divido em 18 editorias
    -Descrição de editoriais: La Terceira (1 página), Editoriales (1), Enfoque (11), Opinión (2), Cartas(2), Primer Plano (6), España (18), Internacional (12), Economia (4), Sociedade (6), Cultura (4), Deportes (8), Gentestilo (5), Agenda (5), c.valenciana (6), Pasatiempos (1), El tempo (1), Tv (5), Publicidade (15)
    -Seções: horóscopo, na editoria de tempo e rádio na de tv
    -Suplementos: caderno sobre empresa (ABC empresa, 30 páginas, com o mesmo papel e formato do jornal)
    modelo de encadernação e acabamento: dois grampos no cavalo

    4)Tipologia: a capa possui letras serifadas, assim como os nomes das editorias, os leads e linhas finas também possuem letras serifadas, junto com o corpo da matéria, independente da editoria ou do caderno.
    Quando há o destaque da fala de algum entrevistado ou de alguma figura tratada na matéria abordada, essa aparece na forma de um olho, aparecendo entre aspas, que são tipografadas e diferenciadas de acordo com a tipografia do jornal. Todas as matérias possuem olho (mais de um geralmente.)

    5)Diagramação: possui um esquema de modulação mais padronizado comparado a outros jornais. As fotos e imagens ilustram as matérias e possuem informações próprias. O uso de charges e infográficos compõe a maioria das editorias. As colunas possuem fotos dos colunistas e as matérias possuem boxes, olhos.
    A diagramação da editoria de Primer plano, por exemplo, é dividida em 4 colunas (corpo da matéria) e o lead e linha fina são expostos em 8 linhas aproximadamente, em destaque na página, seguido por fotografia.

    6) Cores: todas as editorias possuem uma única cor no nome da editoria (azul marinho escuro) e dentro de cada editoria, a matéria mais importante possui destaque nesse mesmo tom, e a descrição do que será tratado nessa página da editoria está escrito em cinza com a parte principal da frase em negrito, destacando o foco da matéria e atraindo o leitor para o conteúdo do que vira a seguir. Em letras laranjas escuro e em negrito, uma parte da matéria é destacada e colocada separada da matéria afim de dar uma informação extra sobre o assunto.

    7) Iconografia: Quando há um país na capa, a bandeira acompanha a notícia para ilustrar. A data e o dia da publicação vem em destaque em uma tarja cor vermelha-escuro, no topo da página, acima da foto. Os destaques da publicação vem em divisórias acima dessa tarja, com uma fotografia, o assunto em vermelho e a descrição do que será abordado em preto. O nome do jornal vem em destaque dentro de uma fotografia, em letras grandes brancas e em negrito.

    Izabella Pietro

    22/04/2014 em 16:11

  72. DIE ZEIT

    1) Identificação e Segmentação
    O Die Zeit é um referencial de jornalismo impresso no mundo, tem reputação internacional. Um dos credos do jornal é a objeção ao jornalismo modista, ao sensacionalismo e aos interesses meramente financeiros. Sua meta continua sendo, desde sua fundação, a ponderação razoável. Uma conduta de defesa de valores morais faz do Die Zeit um jornal de renome internacional, especialmente no que diz respeito às sequelas do passado nazista. O jornal preza o leitor, trazendo uma linguagem gráfica limpa, que não pesa, com imagens que complementam texto e textos que complementam a imagem, tornando a leitura um exercício prazeroso. Não existe pressa na hora de ler o Die Zeit.
    Edição analisada: nº 46 de 2013
    Distribuição: Alemanha
    Sede: Hamburgo, Alemanha
    Abrangência da circulação: escritórios editoriais em Baden na Suíça, Berlim, Bruxelas, Dresden, Frankfurt, Moscou, Nova York, Paris, Istambul, Washington DC e Viena
    Tipo de público: público intelectual
    Periodicidade: publicação semanal, toda quinta-feira
    Segmento temático: informação geral
    Nível de especialização: não possui
    Circulação: vendidos mais de 505.000 exemplares por semana
    Tiragem: não há dados
    Preço da assinatura anual: €207,48 euros – 52 edições por ano
    Preço da venda avulsa: €4,50 na Alemanha; €5,50 na Espanha

    2) Papel e Formato
    Papel: papel-jornal 60g
    Dimensões da página: formato standard (56cmx40cm)
    Dobras: ao meio. Quando disposto em banca, ao folheá-lo só se veem figuras.

    3) Organização
    Volumes: 90 páginas, incluindo capa e cadernos organizados por editorias, assim favorecendo a leitura familiar, coletiva (salvo alguns cadernos que abrangem duas editorias – de menor número de páginas – e com assuntos de certa forma relacionados).
    Política – 16 páginas
    Dossiê (inclui a seção História) – 3 páginas
    Economia – 13 páginas
    Conhecimento – 11 páginas
    Features – 17 páginas
    Viagem – 7 páginas
    Perspectivas (inclui a seção Profissão) – 15 páginas
    Classificados, Mercado de Trabalho – 5 páginas
    Suplemento: Zeit Magazin
    Acabamento: serrilhado, sem grampos

    4) Tipologia
    Há o emprego de fonte com serifa em todo jornal, exceto em créditos autorais, legendas e na seção Classificados. Os nomes das editorias no fio-data são em caixa-alta. A fonte é basicamente a mesma por toda a extensão do jornal, isso confere um ar de sobriedade gráfica, de limpeza, ao veículo. Há o emprego de capitulares em praticamente todas as matérias, sendo estas coloridas em algumas páginas.

    5) Diagramação
    O esquema de modulação das páginas varia até dentro do mesmo caderno, a organização é basicamente a partir da distribuição do texto entre cinco ou seis colunas. Já na capa, pode-se ver 5 módulos principais: cabeçalho, foto, dois blocos de texto (4 módulos) e uma lateral.
    A estrutura das matérias é, no geral, composta por: imagem (que normalmente aparecem acima da dobra, facilitando a disseminação da informação principal do conteúdo quando o jornal está disposto em banca), manchete, linha-fina, créditos autorais, corpo de texto.
    O Die Zeit tem como característica notória de sua identidade visual o emprego de imagens (e isso abrange fotos, desenhos, infográficos e títulos estilizados) articuladas de maneira que estabeleçam um diálogo claro e também criativo com o texto. Há áreas de respiro (uso do branco) estrategicamente posicionadas ao longo do periódico. A leitura do Die Zeit é uma experiência agradável tanto em termos de conteúdo quanto de estética.

    6) Cores
    A cor predominante do jornal é o preto, usado no título do jornal, nas manchetes e na maioria dos textos. Há uso de cor em alguns títulos estilizados que antecedem as manchetes, em alguns capitulares, e até mesmo no texto inteiro, por vezes (Die Lüge ihres Lebens, Dossier). Entretanto, não se pode afirmar que o jornal atribui determinadas cores a determinados assuntos, como fazem a maioria dos periódicos. O emprego da cor é aleatório e minimalista, respeitando a sobriedade que o jornal propõe.

    7) Iconografia
    Jornais sóbrios como o Die Zeit usam a iconografia com parcimônia. Existem poucos e pequenos ícones nos rodapés de algumas páginas. Eles basicamente indicam sites, e-mails, créditos autorais e setas mostram que a reportagem continua na página a seguir.

    Ingrid Woigt

    22/04/2014 em 17:26

  73. Heraldo de Aragón

    Fundado em 1895, por Luis Montestruc Rubio.
    1) Identificação e segmentação: nome do jornal, país/estado/cidade de publicação, tipo de público, segmento temático, nível de especialização, abrangência da circulação, tiragem, preço da assinatura e da venda avulsa.

    Heraldo de Aragón;
    Editado em Saragoça, na Espanha;
    Destinado aos mais conservadores e à classe média/alta;
    As notícias do jornal dividem-se primeiro regionalmente (Aragão) e depois pelas cidades Saragoça, Huesca e Teruel.
    Generalista, trata de assunto variados;
    Distribuído principalmente em Aragão.
    Venda avulsa: 2,50€
    A tiragem é de 38.390 exemplares diários, com a venda diária de 22.954 exemplares.

    Assinatura Heraldo
    Anual – Segunda a Domingo: 475€/ Segunda a Sábado 369€/ Segunda a Sexta 309€
    Semestral – Segunda a Domingo: 247€/ Segunda a Sábado 190€/ Segunda a Sexta 159€
    Trimestral – Segunda a Domingo: 129€/ Segunda a Sábado 98€/ Segunda a Sexta 89€

    Assinatura Suplementos Heraldo
    Anual – Afición (Passatempo) 24€/ Corazón 23€
    Semestral – Afición 12€/ Corazón 11,05€
    Trimestral – Afición 6€/ Corazón 5,8€

    2) Papel e formato: tipo de papel, cor do papel, dimensões da página e, eventualmente, uso de dobras e outros recursos especiais.

    Papel jornal;
    Branco;
    Formato Berliner (29cmx40cm).

    3) Organização: volumes, com número de páginas e divisão de cadernos; descrição de editoriais, seções, suplementos; modelo de encadernação e acabamento.

    As editorias:
    Aragón – as principais notícias da região de Aragón – página 5 a 25, com as seções Huesca, Zaragoza e Teruel. Possui a seção de Cartas dos leitores, crônicas, artigos opinativos;
    Esportes – página 44 a 57;
    Internacional – Mundo, notícias internacionais – página 36 a 40;
    Nacional – España, principais notícias do país, e Sociedade – página 30 a 35;
    Economia – notícias sobre economia – página 41 a 43;
    Comunicação – sorteios, programação de TV – página 73 a 75;
    Cultura e Ócio – página 58 a 69 – fala sobre filmes, músicas, resenhas, reportagens e matérias sobre artistas. Etcétera – seção com matérias sobre gastronomia, crônicas, tecnologia, lançamentos do cinema, críticas sobre cinema e teatro, sugestões de lazer, serviços, agenda cultural. Subdivide-se em Pasatiempos – tiras, charges, caça-palavras, jogos, horóscopo; El Tiempo – previsão do tempo.

    Aos domingos também conta com os cadernos:
    Heraldo Domingo – 12 páginas, com a seção Deporte, Personal, El Día de, Etcétera.
    Economía y Negócios – 12 páginas;
    Motor – com a seção de Classificados – 12 páginas;
    Tribuna – Possui a seção de Cartas dos leitores, crônicas, artigos opinativos, editoriais – página 26 a 29;
    Esquelas – obituário – página 70 e 71.

    4) Tipologia: critérios de aplicação de diferentes famílias tipológicas e variações conforme categorias textuais, gêneros jornalísticos etc.

    A manchete principal é escrita em negrito com fontes serifadas, assim como as manchetes da editoria Aragón.
    Manchetes de seções e de matérias secundárias são escritas com fontes diferentes, em caixa alta e baixa, em itálico. (Página/04).
    A fonte usada no cabeçalho de capa para destaques é diferente da usada no resto da capa, sem serifa e com títulos em caixa alta e negrito.
    As manchetes principais de cada editoria são sempre serifadas, em negrito e escritas em caixa alta e baixa; matérias secundárias trazem títulos em fontes diferentes, assim como notas.
    O suplemento Heraldo de Domingo traz uma tipologia característica, com o uso da cor lilás para olhos, chapéus, linhas e letra capitular.
    O suplemento Economía y Negócios é caracterizado pela cor laranja, com outra fonte e títulos em negrito, com letra capitular e chapéu coloridos. A manchete principal é usada em caixa alta e em negrito, na cor preta. Usa vários infográficos e tabelas.
    O suplemento Motor tem a cor azul como característica, com títulos escritos em preto, negrito e caixa alta, com o chapéu colorido. No lugar de linhas são usadas barras laterais inclinadas, iguais às da capa do suplemento.
    A seção de domingo Deporte usa a cor lilás em suas linhas e no chapéu, assim como Personal e El día de.
    A editoria Deportes tem a cor vermelha em seu título e chapéu, com as manchetes em negrito, caixa alta e baixa em preto. Os títulos das notas são em fonte diferente, sem serifa, caixa alta e baixa e sem negrito; mas com o texto em fonte serifada.

    5) Diagramação: esquema de modulação das páginas, flexibilidade no uso de padrões, uso de branco, relações significativas entre texto, imagem e recursos gráficos (fios, linhas, molduras, texturas, boxes etc.)

    O padrão do jornal é a modulação com cinco colunas em sua maioria, com pouco uso de branco. Há bastante uso de recursos gráficos: muitas linhas verticais e horizontais separando os assuntos, molduras, olhos e alguns boxes, em sua maioria nos cadernos e suplementos.
    A diagramação do Heraldo de Aragón se destaca pelo uso de linhas, molduras e fios assim como pela quantidade de imagens e infográficos utilizados para complementar a informação. Mesmo assim, o miolo da publicação tem uma grande quantidade de texto, às vezes com poucas imagens, se tornando um tanto cansativo. Contudo, a capa principal e as capas das editorias, cadernos e suplementos conta com várias imagens e outros tipos de recursos visuais como tabelas, infográficos e boxes. O interessante do jornal é o fato de não conter muita publicidade, em sua maioria são pequenos anúncios no rodapé da página, e quando é um grande anúncio, é sempre no final de cada editoria, usando uma ou duas páginas.

    6) Cores: identidade cromática dos elementos de diagramação, paletas de identificação de cadernos, tonalidades predominantes e seu valor significativo.

    Nos textos das editorias principais há pouco ou nenhum uso de cores, somente no nome da editoria, ou em algum destaque. A tonalidade predominante do jornal é o azul, usado nos nomes de quase todas as editorias. Há variações, como Desportes, que é em vermelho, e Cultura y Ócio, que é em azul e cinza. As seções trazem uma cor de lilás/rosa com variação de tonalidade. O caderno de Economia y Negócios traz a cor laranja, o Motor a cor azul e cinza.

    7) Iconografia: uso de ícones, marcas, selos, vinhetas, tarjas, timbres de logotipos, logomarcas e outros elementos componentes da identidade visual.

    O jornal é muito econômico no uso de ícones, usando este recurso apenas na primeira página ou eventualmente em alguma matéria. Em minha opinião, essa falta de ícones se dá pela composição visual do jornal ser bastante imagéticas e com uso de cores, linhas, fios e molduras nas matérias e reportagens. Também não há utilização de marcas, selos, timbres e logomarcas. Uma observação é que ele usa os brasões dos clubes de futebol para indicação de jogos.

    Bárbara Christan

    22/04/2014 em 18:54

  74. 1)Identificação e Segmentação

    O jornal escolhido para a análise foi O Dia, jornal publicado na cidade do Rio de Janeiro no dia 9 de abril de 2014. O jornal O Dia foi fundado em 5 de junho de 1951, pelo deputado carioca Chagas Freitas. No começo, possuía um tom sensacionalista, voltadas para notícias de violência e tragédias. Passou por uma ampla reforma na década de 90, para competir com os grandes jornais Jornal do Brasil e O Globo. Seu público-alvo e leitor principal são as classes B, C e D, sendo considerado um jornal com grande apelo popular. Sua peridiocidade é diária. Nessa publicação, alguns segmentos com temas específicos fazem parte do jornal, divididas em cadernos do Rio de Janeiro, TV, O Melhor do Esporte, Negócios e Carreiras e os Classificados. Dentro desses cadernos, existem também as seções de Conexão Leitor, com cartas e opiniões dos leitores, Opinião, Economia, Digital e Tal, País, Saúde, Mundo e o Dia D. O nível de especialização não é alto. Os assuntos abordados são acessíveis a todos, e não aborda assuntos específicos a fundo. Abrangência da circulação e tiragem: sem informações atuais. O preço do jornal avulso nos dias de semana é R$ 1, 20 e, aos domingos, o jornal custa R$ 2,40. A assinatura mensal varia de acordo com a quantidade de meses. Por 3 meses: R$125,10. Por 6 meses: R$250, 20. Por 1 ano: R$500,40. Por 2 anos: R$1.000,80. E o valor da assinatura da versão digital é R$41,70.

    2)Papel e Formato

    O tipo de papel é o papel-jornal padrão. A cor do papel do jornal é branca, igualando-se aos jornais populares tradicionais. Suas dimensões são de 26,5 cm de largura e 37,5 cm de altura, quase assemelhando-se ao modelo standard. A dobra também é normal e horizontal, ao meio, apenas dividindo um caderno único, sem grampos ou divisões de cadernos e sem outros recursos especiais.

    3)Organização

    O jornal O Dia caracteriza-se por possuir um volume único com cadernos removíveis, como por exemplo, o caderno de esportes Ataque, o caderno dos Classificados e o caderno O Dia D, que possui informações sobre a TV, programação cultural e passatempos. No geral, as edições do jornal possuem no máximo 62 páginas ao todo e 30 folhas; a edição avaliada possui 29 páginas, contando a capa, contra-capa e a última página. Na página 2, logo depois da capa, todas as edições possuem apenas uma página chamada O dia de hoje dedicada aos colunistas, que se diferem conforme os dias da semana. A página, além de conter a coluna, apresenta em todas as edições uma charge, o Sobe e Desce, Frases e na edição analisada, possui um Informe do Dia.
    Logo após, na página 3, inicia-se o caderno Rio de Janeiro que vai até a página 22. As 3 primeiras páginas são destinadas para notícias sobre a cidade local. Ao longo das notícias do Rio de Janeiro, as seções são alternadas. Logo após, uma página para a seção Conexão Leitor, com cartas, e-mails, posts no facebook e fotos de leitores. Na página 11, mais notícias do Rio de Janeiro. Na página 12, está a seção Opinião, com editorias e artigos de opinião. Mais duas páginas para notícias da cidade. A seção Economia começa na página 15 e termina na 17. Uma página para a seção Digital e Tal, logo após. Nas páginas 18 e 19, notícias brasileiras na seção País. Uma página para a seção Saúde e outra para a seção Mundo.
    Em seguida, inicia-se o caderno O dia D, que possui 8 páginas. Este caderno possui as notícias de televisão e famosos, com a seção Divirta-se, com horários e locais de eventos culturais, além das seções Leo Dias e Regina Rito, com fofocas de famosos. O caderno também possui passatempos, quadrinhos, horóscopo e notícias do tempo.
    O outro caderno é o de esportes, chamado Ataque. Possui 16 páginas ao todo, contendo informações específicas dos times de futebol cariocas, além de informações sobre a Copa e Liga dos Campeões. Conta também com comentaristas especiais e curiosidades.
    Finalizando a edição, contêm o caderno Negócios e carreiras, que traz em seu conteúdo os Classificados, totalizando 11 páginas, e a última página é uma propagando do jornal. Na edição, o jornal aborda o tema da Páscoa, com informações para quem quer ganhar dinheiro no ramo e na data especial.

    4)Tipologia

    O jornal não utiliza em seu conteúdo fontes serifadas, emprega em quase toda a edição uma fonte simples e bem quadrada, que varia sempre entre o negrito ou a forma normal, dependendo das manchetes e cadernos, conferindo um ar de simplicidade e acessibilidade ao jornal. Em um mesmo caderno, podem conter as duas variações. Na seção de Opinião, as manchetes possuem a mesma fonte, mas em itálico. Por não possuir serifas nem na sua logomarca, o jornal O Dia se destaca e se populariza, permitindo um acesso maior das classes populares. O nome das seções e cadernos aparecem sempre em caixa alta.

    5)Diagramação

    O esquema de modulação das páginas não varia durante a leitura do jornal, contendo pelo menos até 3 blocos de texto, separando notícias diferentes. Essa modulação varia na edição analisada apenas no caderno de esportes e negócios, que já possuem notícias que pegam 2 páginas inteiras. Além disso, o jornal sabe mesclar bastante a inserção de imagens e textos, muitas vezes deixando o jornal um pouco poluído, com tantas informações, imagens e cores.
    Nas edições em geral, as capas contêm pelo menos 3 a 4 imagens, sendo uma que ganha mais destaque. As outras imagens menores espalhadas ao longo da página, acompanham um texto ressaltado por um fundo de cor diferente. Uma manchete principal maior no centro, com um pequeno resumo logo abaixo. E também manchetes menores sem imagens.
    Cada caderno possui molduras de cores diferentes, difereciando-os.
    Nas matérias, pelo menos 3 a 4 imagens em cada página. As principais possuem linha fina e manchete, outras só a manchete. Possui um Box chamado Viva Voz, que fazem parte do próprio corpo de texto, ressaltado as falas de alguns entrevistados. Tem outro também chamado Números, com estatísticas e porcentagens importantes dependendo do assunto. Esses boxes são sempre destacados em outras cores. Cada página possui uma notícia grande e outras menores, separadas por linhas ou boxes. Não é feito muito o uso do branco.
    O uso de charges, quadrinhos, infográficos é bem recorrente, principalmente no caderno de Entretenimento e Esportes.

    6)Cores

    O Jornal O Dia faz um forte apelo às cores fortes, estrategicamente para chamar a atenção dos leitores. No próprio logotipo do jornal, o fundo amarelo com as letras em azul já impactam. Nas capas, acima do nome do jornal sempre tem uma manchete com fundo vermelho, que ficam bem acentuadas. Além disso, nas manchetes menores presentes na capa, o fundo também muda de cor, para um tom mostarda.
    Ao longo dos cadernos, a moldura e o nome dos cadernos e secções que ficam logo acima variam. No caderno Rio de Janeiro, os fundos, molduras e linhas possuem a cor mostarda. No caderno O Dia D, os tons vão para o violeta. No caderno de esportes, os tons de amarelo e vermelho predominam. E no caderno de Negócios, o verde e o azul. Além disso, as imagens e fotos são sempre coloridas e conversam com as molduras. O emprego da cor é marca registrada do jornal, ganhando peso e aceitação popular através desse forte apelo visual.

    7)Iconografia

    A popularidade do Jornal O Dia requer o uso de recursos visuais característicos e o uso de ícones é um importante aliado do jornal. Setinhas coloridas no Sobe e Desce, indicando curiosidades e notícias, com opinião de boas ou ruins; carinhas coloridas de feliz e triste para a mesma função na seção O Dia de Hoje. Logos do jornal, escrito “ O Dia, no Estado”, com as cores azul e amarelo antes do início de textos de matérias. Indicadores coloridos na seção de Economia, ressaltando queda ou alta de valores e bolsas. Um asterisco característico no caderno O Dia D*, que permeia os boxes e pequenas caixas ao longo das matérias do caderno. Além de imagens e símbolos de times no caderno de Esportes. Nos rodapés das páginas, propagandas do próprio jornal, com a repetição do logo da marca do jornal.

    Tatiana Olivetto

    22/04/2014 em 20:33

  75. Jornal O Globo

    IDENTIFICAÇÃO E SEGMENTAÇÃO
    O jornal escolhido para análise foi “O Globo”, do Rio de Janeiro. A edição selecionada foi a do dia 19 de abril de 2014, sábado. Fundado em 1925, por Irineu Marinho, é o terceiro jornal de maior circulação no Brasil, sendo o maior no Rio de Janeiro, com cerca de 288.492 exemplares diários. Seu público pertence a classe B (63%), tem mais de 60 anos (22%), tem Ensino Superior (53%) e é ligeiramente maior no sexo feminino (52%). Atualmente a assinatura promocional do jornal custa R$55,90 por mês, ou seja, R$1,87 por dia (com edição digital). A venda avulsa no Rio de Janeiro custa R$2,50 diariamente, tendo um acréscimo de R$0,50 aos domingos.

    PAPEL E FORMATO
    O papel utilizado é o papel jornal, com gramatura padrão de 60 g/m2. O formato do jornal é o standard, em dimensões aproximadas de 320×545mm. Possui somente uma dobra central.

    ORGANIZAÇÃO
    Dividida em cadernos, a edição analisada possui 54 páginas.
    I) Caderno Principal (16 páginas):
    – Capa ;
    – Página 2 : “Conte algo que não sei”, “Leia também”, “Por Dentro”, “Loteria” e “Panorama político”;
    – País (7 páginas): notícias sobre o Brasil e duas colunas;
    – Rio (5 páginas): notícias sobre o Rio de Janeiro, “Panorama Carioca”, notas e serviços;
    – Dos Leitores (1 página): cartas de leitores e “Autocrítica”;
    – Opinião (2 páginas): 2 editoriais e colunas, destaque para a de Zuenir Ventura, e informações sobre o jornal.

    II) Caderno de Economia, Sociedade, História, Mundo e Esportes (12 páginas):
    – Economia (3 páginas): notícias, coluna, indicadores, e chamadas públicas.
    – Sociedade (2 páginas): Notícias e colunas.
    – História (1 página): reportagem
    – Mundo (3 páginas): notícias e artigos.
    – Esportes (3 páginas): colunas e matérias. Na primeira página notícias sobre esportes diversos, em seguida notícias sobre o campeonato brasileiro, com foco nos times cariocas.
    III) Segundo Caderno (10 páginas): reportagens sobre cultura, colunas, seção Perfil e 3 páginas e meia do “RioShow” (programação cultural).
    IV) Ela (10 páginas): caderno dedicado ao público feminino, veiculado exclusivamente no sábado, com matérias sobre moda e design.
    V) Prosa & Verso (6 páginas): Exclusivo aos sábados. Aborda literatura através de colunas.

    TIPOLOGIA
    O jornal “O Globo”, em suas manchetes não utiliza fontes serifadas, tampouco caixa alta em todas as letras. Utiliza negrito e itálico. As notícias, com textos mais longos, possuem letras serifada, o que permite ao leitor ler grandes textos com menos cansaço. A tipologia não varia entre os cadernos.

    DIAGRAMAÇÃO
    A capa do jornal possui boxes e fios que não possuem posicionamento padrão. O texto costuma ser justificado. Possui pouco espaço com brancos. Geralmente matérias são separadas por linhas. Certas matérias acompanham fotografias, sempre legendadas e com os devidos créditos. Somente as maiores matérias acompanham linhas-fina, que seguem o padrão de letra dos títulos, com exceção do uso de negrito. Não se usa capitulares e é escasso o recurso do olho, que quando aparece é bem marcado, com destaque para as aspas. Grids com 5 ou 6 colunas.

    CORES
    O azul é predominante no jornal inteiro. Cada editoria tem cor de destaque: País, Rio, Sociedade, Mundo, Economia (Azul); Esporte (verde); Segundo Caderno (roxo); Ela (Preto); Prosa & Verso (marrom).

    ICONOGRAFIA

    Em todas as páginas e em qualquer dia da semana “O Globo” apresenta duas linhas no topo do jornal, sendo que, na capa, as mesmas são verde e amarela, com o nome do escrito em branco dentro do fundo azul. Bem nacionalista. Já dentro dos cadernos as linhas tornam-se pretas.

    Bruna Malvar

    22/04/2014 em 22:29

  76. Jornal analisado: BILD, Alemanha.
    Edição de análise: 12.03.2012, Sábado.

    1. Identificação e Segmentação
    O nome original do jornal alemão era Bild Zeitung (Jornal de Imagens). Hoje seu nome é somente BILD. Criado em 1952 por Axel Spring, a ideia do jornal foi trazer para o povo alemão do pós guerra um periódico que utilizasse uma quantidade grande de imagens, trazendo maior entretenimento às classes mais populares. Sua origem é Munique e hoje a sede principal da redação é em Berlim. Axel Spring atualmente é dono da editora que leva o seu nome e que em 2013 teve um lucro de 454.300.000 €.
    A princípio o BILD foi comercializado a 10 marcos alemães. Hoje é comercializado a 0,60 € (equivalente a R$ 1,80) e conta com 28 mil assinaturas – quantidade não muito expressiva em relação a sua tiragem de 2,5 milhões de cópias diárias. 55% de sua leitura acontece na região metropolitana e 45% nos arredores. Em 2011 contava com 12.130.000 leitores diários, sendo 76.460.000 homens e 44.900.000 mulheres, numa media de idade de 48 anos.
    A partir de 2013 uma parte do conteúdo online passou a ter assinatura. Notícias do dia-a-dia continuam a ter acesso livre e reportagens especiais estão à disposição somente dos assinantes. O acesso a todo conteúdo digital é vendido a € 4,99 (certa de 13,00 reais). Um pacote incluindo também uma versão digital do jornal custa € 9,99 (R$ 26,00) e a assinatura completa sai por 14,99 euros (R$ 40,00), abrangendo o acesso integral ao site e ao jornal – tanto a versão digital e quanto a impressa.
    O jornal é diário e aos domingos tem uma publicação especial, o Bild Sonntag (que possui estilo temático diferente, por possuir seus próprios editores). Nas publicações de segunda-feira a sábado o tablóide abrange todos os temas: notícias atuais, mesclando fofocas de celebridades, análises políticas, histórias criminais e muitos anúncios – com pouca especialização e aprofundamento.

    2. Papel e Formato
    O tablóide de dimensões 420mm por 565mm é feito em papel jornal, 60g/cm², não refilado. Por ser um jornal popular não há qualquer tipo de recurso especial, a título de baratear a publicação.

    3. Organização
    O Jornal se organiza em apenas um volume, com sete páginas. Não há suplementos e a encadernação é do tipo cebola.

    4. Tipologia
    Os estímulos visuais estão por todas as partes e as diferentes tipologias fazem parte dessa apelação. A tipografia do logo faz alusão ao seu segmento, claro e sem detalhes. Diferente, por exemplo, de seu “irmão”, o jornal Hamburger Abendblatt, que evidencia um estilo tradicional com a letra serifada. As letras são de um estilo que lembra o Arial. Quando há necessidade de destaque em uma chamada usa-se o negrito e o itálico. Em alguma chamada especial há o uso de uma letra com serifa.

    5. Diagramação
    O BILD rompe com diversos padrões e sua grande inovação está na diagramação. O gride de está disposto em 8 colunas, o que é pouco perceptível por conta das imagens e chamadas que ultrapassam essas linhas. O jornal nasceu como uma resposta impressa a televisão, que se tornava popular na década de 50, por isso o uso de imagens e recursos visuais tão expressivos, repleto de imagens e com uma paleta de cores mais abrangente.
    A disposição das imagens acontece de forma livre e despojada, isso para proporcionar ao leitor uma leitura dinâmica e confortável. Quadros e boxes são muito utilizados. Os títulos são bem destacados, usando caixa ou negrito. A pontuação também é um recurso bem utilizado. A manchete principal termina com ponto de exclamação, agregando ênfase, coloquialidade e informalidade, dando um caráter de linguagem falada. Em algumas matérias há o uso de linha fina, não há capitular e as legendas das fotos são destacadas. Os créditos das matérias são discretos, aparecem no canto das imagens, com letra maiúscula e negrito. Os números de página ficam na extremidade mais externa e o fio-data, o qual é escrito com letra maiúscula e contém a data e o nome do jornal com uma estrela ao meio, mais internamente.

    6. Cores
    Na paleta de cores está muito presente o vermelho e o preto. Porém, para dar destaque a alguma matéria ainda há o uso de cores chamativas, como o rosa.

    7. Iconografia
    O nome do impresso é escrito em letras brancas dentro de uma caixa vermelha com os dizeres “independente e desinteressada” subscritos ao título, formando o timbre de logotipo. Os ícones e vinhetas não são muito explorados na versão impressa, há o uso de ícones de tempo, setas e de fotografias dos colunistas em suas sessões. Já na versão online ícones e marcas são muito presentes, característica comum em versões digitais, que sugerem interatividade e dinâmica ao consumidor daquela informação. A identidade visual do jornal é bem clara por trabalhar muito com imagens e uma diagramação pouco tradicional que trazem uma leitura rápida e dinâmica e transformaram esse impresso no jornal europeu mais vendido atualmente.

    Nathalie Portela

    23/04/2014 em 13:36

  77. Le Figaro
    Este relatório visa analisar e expor os aspectos editoriais e gráficos de um jornal impresso (publicação específica) veiculado na França.

    1- Identificação e Segmentação:
    O Le Figaro, sediado em Paris, é um jornal criado em 1826 e pertence ao grupo Socprese, inteiramente controlado pelo seu presidente Serge Dassault. A edição analisada é de Sexta-feira, 18 de Novembro de 2011. A periodicidade da publicação do jornal é diária e a distribuição se dá nacionalmente.
    De segmentação geral com editoria de economia (nacional) forte, a tendência política do Le figaro é direitista/ centro direitista. As editorias do jornal são pouco específicas, seguindo uma linha de segmentação temática mais geral. Quanto as divisões temáticas, política e sociedade se encontram em um mesmo caderno; economia e entretenimento (esportes, cultura, tecnologia) possuem cadernos distintos. Devido à diversidade de assuntos tratados o público-alvo do jornal é mais geral, entretanto conta com um médio foco nas classes mais abastadas da população francesa. Esse periódico é o terceiro mais lido na França, e, por vezes, já ultrapassou o Le Monde (mais lido). Os preços variam. De domingo à quinta e 1, 80€ e de sexta e sábado 4, 50€ sendo a tiragem, de acordo com dados de 2005, disponibilizados pela redação do Le figaro, de 337.118 exemplares, com distribuição gratuita que excede 70 mil exemplares.

    2- Papel e Formato:
    O formato do Le Figaro é bem próximo ao Berliner (470mm x 320mm). O veiculo possui uma publicação verticalizada, mais complexa para manuseio. No quesito visual, merece destaque o caderno de economia em cor rosa salmão. Com dobra horizontal, o jornal acaba por dar destaque para a chamada de capa. Sua composição não possui grampos sendo feito de papel-jornal (baixa gramatura).

    3-Organização:
    O Le Figaro é organizado em cadernos dispostos separadamente (o que facilita o destaque de um caderno específico). A publicação possui três volumes: capa, com política, sociedade e internacional; entretenimento, com cultura, esporte, moda, TV & cinema e classificados e também o caderno de economia. O jornal faz a distribuição de todos os cadernos com acabamento picotado. Pode ser que em ocasiões especiais, seja disponibilizado aos leitores, algum suplemento, entretanto nesta edição não há nenhum suplemento a ser analisado.
    -Composição:
    Caderno principal: 18 páginas
    – Capa
    – Recto & Verso (1 pág)
    – Política (3 pág.)
    – Europa (2 pág.)
    – Internacional (1 pág)
    – Sociedade (2 pág. )
    – Ciência (1 pág)
    – Esporte (1pág)
    – Le carnet du jour (1pág)
    – Débats & opinions (2 pág.)
    – Trait & portrait (1 pág)
    + 2 pág. de propaganda.
    OBS: Em questão de conteúdo, pode-se afirmar que o posicionamento das matérias afirmam o caráter direitista do jornal.

    Caderno “Le Figaro et Vous”:14 páginas
    -Capa
    -Cultura e você (3 pág)
    -Estilo/Moda e você (3 pág)
    -Imóveis (½ pág)
    -Automóveis(3,5 pág)
    -Televisão e você (2 pág)
    – Contracapa “Figaro- aqui Figaro- lá”

    4-Tipologia:
    A preocupação e o cuidado com o uso das fontes no Le Figaro é claramente perceptível. O nome do jornal foi criado em caixa alta, dando ao periódico uma “marca registrada”. Os Título das matérias são todos em negrito, facilitando a divisão e a visualização de cada uma. Todas as fontes do jornal são serifadas sendo a do caderno de entretenimento mais discreta, as fontes variam no nome do jornal, nas linhas finas, títulos das matérias e editorias. É possível dizer que não há um padrão completamente fixado no Le Figaro, pois na edição analisada apenas um título de editorial foi em itálico, há edições que nenhum é diferenciado e em outras edições mais de um leva a fonte em itálico.
    5- Diagramação:
    Fica claro ao fazer a análise do Le Figaro que o jornal não segue um padrão de diagramação em todas as páginas. Talvez para diferenciar visualmente a carga de conteúdo de um caderno para outro, o uso de grid varia bastante. Apesar da inconstância, é possível afirmar que a diagramação do Le figaro é feita em poucos fios, com linhas constantes em grossuras bastante variadas, de finas à bastante grossas. Ao meu ver, as linhas, que claramente são o principal recurso gráfico, são utilizadas constantemente acompanhando o fluxo das matérias, o que harmoniza e facilita a leitura do jornal. Mo interior do veículo, é escasso o número de recursos gráficos, sendo resumidos a algumas linhas, enquanto nas capas e contracapas, revelando uma possível estratégia financeira para a economia na impressão.
    Um grid personalizado é percebível na capa, enquanto a contracapa e a capa dois possuem um grid de quatro colunas e as outras páginas, um de cinco colunas.
    No que diz respeito às imagens utilizadas pelo jornal, normalmente não são imagens de muito impacto, sendo adequadas aos grids de cada página. Não há muita inovação na disposição imagem/texto, na maioria das páginas as imagens são postas em cima e o texto em baixo ou texto&imagem são dispostos em duas colunas.
    6- Cores:
    Diferentes tons de azul, da variação mais quente à variação mais fria da cor, são usados para todos os detalhes gráficos do Le Figaro, o que representa uma diagramação fiel à logomarca do Jornal. Poucas vezes o vermelho é usado, mas ainda sim causa uma impressão, que junta da cor branca e azul pode significar um patriotismo revelado já que são as cores da bandeira da França.

    7- Iconografia:
    O jornal faz uso de diversos ícones, desde o símbolo do jornal, uma letra F com uma pena atravessada no canto superior externo, ao final de cada caderno, até os gráficos que complementam as informações de cada matéria, passando pelas imagens de clima tempo.

    Dados adicionais:
    – web site: http://www.lefigaro.fr/

    Giovanna Falchetto

    24/04/2014 em 0:09

  78. Internacional Herald Tribune
    1)Identificação e segmentação: O Internacional Herald Tribune, hoje conhecido como Internacional Ney York Times a partir de 15 de outubro de 2013, foi fundado na França em 4 de outubro de 1887 com o nome de Paris Herald, que seria a edição europeia do New York Herald. Após a morte de seu fundador, James Gordon Bennett Jr., o jornal passou pelas mãos Frank Andrew Munsey e depois as da família John Hay Whitney. Por fim em dezembro de 1966 o The Washington Post e, em maio 1967 o The New York Times se tornaram co-proprietários da publicação, quando o jornal tornou-se conhecido como International Herald Tribune. E em 2003 a jornal foi completamente adquirido pela The New York Times Company, com o intuito de ser a versão internacional do The New York Times.
    O jornal possui periodicidade diária, sua circulação se estende a 130 países, mas sua sede permanece na França, com seu publico alvo voltado aos cidadãos de classe media/alta e de nível educacional superior. O jornal também apresenta uma segmentação abrangente, porem adquiri um foco mais econômico pelo seu número maior de paginas nessa editoria. Sua circulação fica em torno de 220 mil cópias mundialmente

    2) Papel e formato : O Internacional Herald Tribune é feito em papel-jornal de aproximadamente 60 g/cm², com dimensões standard 560mm/350mm, com uma dobradura que semelha-se ao tabloide.

    3)Organização: o jornal possui o modelo de encardenação em um caderno único com um total de 24 páginas, nesse caderno ele se dividi em editorias:

    •World News: Europe, Africa, Asia, Americas e United States, 6 páginas
    •Views: com colunas e espaço opinativo, 2 páginas
    •Style: espaço para moda e comportamento, 2 páginas
    •Culture, 2 páginas
    •Sport, 2 paginas
    •Business: com segmentação em Companies Finance, Technology Economy, Internacional Funds, Market Finance e Markets Media.

    4)Tipologia: O título do jornal possui fonte gótica; os títulos das matérias se caracterizam por uma única fonte, assim como os títulos das editorias e das notícias; as reportagens possuem serifas para facilitar a leitura do jornal; a única variação está na utilização de caixa alta e negrito, porém pouco usual.

    5)Diagramação: o jornal esta diagramado em 6 colunas, todas as páginas possuem pelo menos uma imagem, seja foto ou charges ou ambos, também ha fios e linhas para dividir as colunas, matérias, título, autores e cidades, além de olhos para dar destaque a alguma informação. O recurso das fotos: com legenda e autor na parte inferior da foto. Uso de fotos coloridas em somente algumas fotos e de edição, ha edições totalmente em preto e branco.

    6)Cores: A utilização de cores no jornal depende da edição, quando elas existem se encontram na capa, na editorias de Style, primeira página de cultura e algumas fotos de outras editorias.

    7)Iconografia: o jornal não possui muitas características próprias, elas se restringem a fonte utilizada em seu nome, com estilo gótico, e a pequenas ilustrações abaixa do títulos da secção World News, para localizar a região do globo, além do seu título e na parte das colunas: fotos identificam os escritores.

    Raphael Soares de Andrade da Silva

    25/04/2014 em 23:06

  79. VALOR ECONÔMICO

    1) IDENTIFICAÇÃO E SEGMENTAÇÃO
    O Valor Econômico é o maior jornal de economia, finanças e negócios do Brasil, sendo São Paulo sua cidade de publicação. É fruto da parceria entre as Organizações Globo e a Folha de S.Paulo. Aborda com profundidade assuntos referente ao mundo dos negócios.
    O jornal possui uma circulação nacional de 62 mil exemplares (Impresso + Digital), apenas o Caderno Legislação e Tributos tem circulação regional (São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília). O jornal circula de segunda a sexta feira, exceto em feriados nacionais. A tiragem não foi divulgada.
    90% dos leitores são da classe AB e 1/3 desses leitores são mulheres. 89% dos assinantes possuem algum tipo de aplicação financeira.
    Preço da Venda Avulsa: R$ 5,00
    Preço da Assinatura Mensal: R$ 74,90/ Digital: R$ 59,90
    Preço da Assinatura Semestral: R$ 419,50/ Digital: R$ 299,50
    Preço da Assinatura Anual: R$ 754,83/ Digital: R$ 438,90

    2)PAPEL E FORMATO
    O Valor Econômico é impresso no papel jornal, com gramatura padrão de 60 g/m² e formato standard. Possui somente uma dobra central. O caderno EU & FIM DE SEMANA merece destaque, pois possui uma dimensão menor (25 x 29,5 cm) e são utilizados dois grampos para facilitar o manuseio deste caderno.

    3)ORGANIZAÇÃO
    O Valor Econômico conta com cinco cadernos de circulação nacional e um de circulação regional (Legislação & Tributos). Diferentemente dos demais, o caderno EU & Fim de Semana tem periodicidade semanal e sai às sextas-feiras.
    Caderno A – Notícias e análises sobre macroeconomia, política nacional e internacional, além de artigos assinados por especialistas.
    Caderno B Empresas – O setor empresarial passado a limpo, com as principais notícias e análises. Também publica matérias exclusivas do The Wall Street Journal.
    Caderno C Finanças – Movimentações e tendências do mercado financeiro nacional e internacional, além de tabelas de câmbio, juros, taxas e fundos de investimento.
    Caderno D EU& Investimentos – Informações precisas sobre o mercado de capitais, companhias abertas e opções de investimento, tabelas etc.
    Caderno E Legislação & Tributos (circulação regional SP/ RJ/ Brasília) – Notícias, análises e informações sobre questões jurídicas e tributárias.
    Caderno EU& Fim de semana (semanal) – Entrevistas com personalidades e matérias sobre o mundo das artes, cultura, economia, política, ciências, entre outros assuntos.
    O jornal possui, diariamente, seções especiais que abordam assuntos diversos e voltados aos mais variados interesses dos leitores.
    EU & Livros – Lançamentos de livros, relação dos mais vendidos e dicas de títulos que não podem faltar na biblioteca dos leitores.
    EU & Carreira – Mercado de trabalho, desenvolvimento de carreiras, profissionais de destaque e novidades na gestão de pessoas.
    EU & Prazeres – Gastronomia, vinhos, destinos turísticos e outras formas de lazer.
    Em relação aos Suplementos, além dos cadernos que são desenvolvidos para responder a momentos específicos do mundo dos negócios, o jornal mantém duas publicações mensais e uma anual:
    Negócios Sustentáveis – Um caderno dedicado à responsabilidade social corporativa e às ações sustentáveis.
    Pequenas e médias empresas – Tudo sobre o mundo dos negócios de menor porte – da tecnologia às tendências de gestão, com destaque para iniciativas bem-sucedidas.
    Rumos da Economia – Caderno de circulação anual, com análise aprofundada respeito dos últimos 12 meses. Também aponta perspectivas e estratégias para o futuro, oportunidades de investimentos, mercados em potencial e muito mais.
    De segunda a quinta, o jornal possui 67 páginas. Às sextas feiras, possui mais 36 páginas referentes ao caderno EU & FIM DE SEMANA.

    4) TIPOLOGIA
    O jornal não muda de tipologia de uma editoria para a outra. As fontes das matérias não são serifadas, apenas alguns títulos é que são. Os títulos e subtítulos são colocados em negrito para diferenciar. A cor utilizada em quase todo o jornal é o preto, com exceção do Nome do Jornal que possui a cor azul escura. Quando querem dar destaques a algumas notícias, o jornal se utiliza da cor vermelha.

    5)DIAGRAMAÇÃO
    O jornal utiliza-se pouco do branco. Todas as páginas possuem a matéria com pelo menos uma foto do que se trata e as fotos são sempre coloridas. Mas o que também aparece muito são os gráficos e tabelas, já que se trata de um jornal de economia, que é um assunto delicado e, o uso dessas imagens ajuda na leitura. Esses gráficos podem aparecer coloridos ou não. Algumas páginas finais do jornal se dedicam inteiramente a tabelas de análises financeiras. A margem do jornal é mínima, aproveitando bem o espaço de cada página. A linha fina é utilizada em várias páginas do jornal. Uso frequente de linhas para separar reportagens, fotos, propagandas.

    6)CORES
    O jornal não possui muitas cores diferentes, a não ser nas imagens. A cor que mais aparece é o preto e o cinza. O vermelho aparece para destacar algumas palavras, frases ou manchetes mais importantes. O nome do jornal vem em azul escuro e esse mesmo azul aparece como uma faixa no topo na primeira página de cada caderno.

    7)ICONOGRAFIA
    Os ícones mais importantes do Valor Econômico são as tabelas e gráficos que possui em grande quantidade. O nome do jornal também merece destaque: a palavra “VALOR” vem em azul escuro e em caixa alta, destacando, enquanto a palavra “ECONÔMICO” vem escrita em preto e com tamanho normal. Com certeza para mostrar para o leitor que este é um jornal de valor, ou seja, de alta credibilidade. Outro destaque é que na primeira página de cada caderno, a palavra “DESTAQUES” sempre aparece em negrito e na cor vermelha, e embaixo dela está cada destaque daquele caderno.

    Bheatriz D'Oliveira

    27/04/2014 em 12:35

  80. O Pasquim

    Fundado pelos jornalistas Tarso de Castro e Sérgio Cabral em conjunto com o cartunista Jaguar, o semanário que nasceu no fim do ano de 1968 trazia significado até no nome: pasquim, que significa “jornal de baixa qualidade”, remetia a uma provocação para com o regime militar, que segundo os membros do jornal, deveriam arrumar outro nome para xingá-los, já que o nome mais eficiente intitulava a publicação.

    A sede ficava no Rio de Janeiro, mas circulava também no estado de São Paulo, por meio de bancas alternativas, as quais fugiam do monitoramento do regime. O público que se queria atingir era todo aquele que como os fundadores, estavam indignados com o cenário político do país, ou seja, a ditadura. Publicava sobretudo notícias sobre a política e a economia do Brasil da época, recheadas de ironias e exageros, caracterizando a ideologia d’O Pasquim: criticar categoricamente as ações do governo em um tom irônico e bem-humorado.

    Por ser um jornal clandestino e malvisto pelo regime, no início a tiragem era de apenas vinte mil exemplares, mas ao decorrer do tempo a popularidade chegou e no auge eram impressas cerca de duzentas mil cópias do semanário para serem vendidas. Cada exemplar custava cento e cinquenta cruzeiros, o que equivaleria a aproximadamente cinco centavos de real, desconsiderando a inflação.

    A edição estudada está amarelada e puída, mas pesquisando em outros meios, é possível ver que O Pasquim era publicado no formato tabloide (32x56cm) e em papel branco. Não gozava de dobras especiais nem outros recursos. a impressão era simples.

    Acredito que o terceiro item de análise, a organização do semanário, será o tópico mais prosaico do texto, visto que O Pasquim não contava com volumes, divisão de cadernos, suplementos etc. As matérias da edição estão espalhadas pelo jornal, aparentemente sem uma preocupação com a ordem; duas sobre saúde, várias outras sobre política, muitos cartuns, entrevista. Caderno único de vinte páginas com uma única dobra. A respeito do editorial, a contracapa, onde normalmente residem os editoriais comuns, dá lugar a uma série de cartas do leitor, com respostas da redação. Ao ler as matérias da edição, julgo que o editorial do jornal está presente nas entrelinhas da publicação, desde a forma com que os textos são diagramados até a escolha das letras, e também a presença marcante de tirinhas e cartuns.

    Quanto à diagramação d’O Pasquim, ela se mostra variável e não segue um padrão fixo. Na maioria das páginas, o texto se divide em quatro colunas, divididas por linhas. Os números das páginas da edição avaliada ficam nos cantos superiores. A diagramação respeita uma borda, fixa de todos os lados. Acredito que este trabalho era feito em rodízio entre os jornalistas, já que nenhuma edição se parece com a outra na formatação.

    As cores que fogem do preto se fazem presentes na capa e em algumas páginas do jornal, e isso também não segue uma ordem, em outras edições há cores apenas na primeira e última páginas. O restante do texto é todo feito em preto.

    A iconografia se faz presente através do rato Sig, que aparece em todas as edições e é tido como um mascote, símbolo do semanário, que aparece diversas vezes fazendo comentários sobre as matérias publicadas. Além disso, uma frase de cabeçalho na capa aparece em todas as edições.

    Caroline Balduci de Mello

    27/04/2014 em 13:10

  81. O Pasquim (correto)

    Fundado pelos jornalistas Tarso de Castro e Sérgio Cabral em conjunto com o cartunista Jaguar, o semanário que nasceu no fim do ano de 1968 trazia significado até no nome: pasquim, que significa “jornal de baixa qualidade”, remetia a uma provocação para com o regime militar, que segundo os membros do jornal, deveriam arrumar outro nome para xingá-los, já que o nome mais eficiente intitulava a publicação.

    A sede ficava no Rio de Janeiro, mas circulava também no estado de São Paulo, por meio de bancas alternativas, as quais fugiam do monitoramento do regime. O público que se queria atingir era todo aquele que como os fundadores, estavam indignados com o cenário político do país, ou seja, a ditadura. Publicava sobretudo notícias sobre a política e a economia do Brasil da época, recheadas de ironias e exageros, caracterizando a ideologia d’O Pasquim: criticar categoricamente as ações do governo em um tom irônico e bem-humorado.

    Por ser um jornal clandestino e malvisto pelo regime, no início a tiragem era de apenas vinte mil exemplares, mas ao decorrer do tempo a popularidade chegou e no auge eram impressas cerca de duzentas mil cópias do semanário para serem vendidas. Cada exemplar custava cento e cinquenta cruzeiros, o que equivaleria a aproximadamente cinco centavos de real, desconsiderando a inflação.

    A edição estudada está amarelada e puída, mas pesquisando em outros meios, é possível ver que O Pasquim era publicado no formato tabloide (32x56cm) e em papel branco. Não gozava de dobras especiais nem outros recursos. a impressão era simples.

    Acredito que o terceiro item de análise, a organização do semanário, será o tópico mais prosaico do texto, visto que O Pasquim não contava com volumes, divisão de cadernos, suplementos etc. As matérias da edição estão espalhadas pelo jornal, aparentemente sem uma preocupação com a ordem; duas sobre saúde, várias outras sobre política, muitos cartuns, entrevista. Caderno único de vinte páginas com uma única dobra. A respeito do editorial, a contracapa, onde normalmente residem os editoriais comuns, dá lugar a uma série de cartas do leitor, com respostas da redação. Ao ler as matérias da edição, julgo que o editorial do jornal está presente nas entrelinhas da publicação, desde a forma com que os textos são diagramados até a escolha das letras, e também a presença marcante de tirinhas e cartuns.

    A tipologia é marcada pela variação das fontes. O nome do jornal vem numa fonte, os textos são escritos com outra, o tamanho também varia e não há um padrão. Cada edição é diferente. Existe o uso de tipos serifados e não-serifados, tudo isso dependendo do tema de cada matéria e é visível que o exagero e a marcação de alguns deles tem ligação direta com o que está sendo dito.

    Quanto à diagramação d’O Pasquim, ela se mostra variável e não segue um padrão fixo. Na maioria das páginas, o texto se divide em quatro colunas, divididas por linhas. Os números das páginas da edição avaliada ficam nos cantos superiores. A diagramação respeita uma borda, fixa de todos os lados. Acredito que este trabalho era feito em rodízio entre os jornalistas, já que nenhuma edição se parece com a outra na formatação.

    As cores que fogem do preto se fazem presentes na capa e em algumas páginas do jornal, e isso também não segue uma ordem, em outras edições há cores apenas na primeira e última páginas. O restante do texto é todo feito em preto.

    A iconografia se faz presente através do rato Sig, que aparece em todas as edições e é tido como um mascote, símbolo do semanário, que aparece diversas vezes fazendo comentários sobre as matérias publicadas. Além disso, uma frase de cabeçalho na capa aparece em todas as edições.

    Caroline Balduci de Mello

    27/04/2014 em 14:00

  82. O jornal analisado se trata do Estado de Minas, que foi lançado no dia 7 de março de 1928, com a compra do acervo do Diário da Manhã pelo acadêmicos Pedro Aleixo, Mendes Pimentel e Juscelino Barbosa. Um ano depois, Assis Chateaubriand incorpora o jornal ao Diário dos Associados – o terceiro maior conglomerado de empresas de mídia do Brasil, com grandes ações dentro da história da imprensa brasileira.

    1) O exemplar analisado foi o Estado de Minas, edição de domingo (28 de abril de 2013), número 96.013, editado em Belo Horizonte. O público do jornal é, apesar de grandioso, de pessoas com um médio/alto nível de vida. Segundo uma pesquisa da Ipsos, entre abril de 2008 e março de 2009, o Estado de Minas apresenta o maior número de leitores com cargos em nível superior dentro da atividade que exercem profissionalmente, são graduados, pós-graduados ou pretendem fazer curso de pós-graduação; possuem renda familiar a partir de 10 salários mínimos, muitos são investidores, ainda pretendem viajar para fora do país e costumam frequentar exposições,museus, peças de teatro,etc. No total, são aproximadamente 513 mil leitores na Grande Belo Horizonte, sendo 53% de homens e 47% de mulheres. O público de classe A totaliza 28% dos leitores; classe B, 44%; classe C, 26% e classe DE, 2%. A maior porcentagem por idade se concentra entre os 20 e 29 anos de idade (27%).
    O Estado de Minas tem periodicidade diária. Sua tiragem, aos domingos, é de 119 mil exemplares, com circulação de (aproximadamente) 102 mil (76% de assinantes, 24% de venda avulsa). Já nos dias úteis são aproximadamente 73 mil, com circulação de (aproximadamente) 71 mil (90% de assinantes, 10% de vendas avulsas) – um nível de circulação, portanto, relativamente alto, especialmente nos dias úteis. O preço do exemplar é de R$ 2,00 nos dias úteis e R$ 3,00 aos domingos. A assinatura varia de R$ 30 a R$ 33,00/mês para os finais de semana mais um ou dois dias e de R$60 a R$63,00/mês para os dias úteis mais uma revista. O jornal é bastante segmentado, porém pouco especializado. A maioria das segmentações levam notícias mais informativas sobre determinados assuntos do que uma profundidade e especialidade dos mesmos.

    2) Jornal impresso em papel jornal, de formato standard (com aproximadamente 54 cm), com apenas uma dobra central que orienta todo o exemplar. Seu suplemento é transformado em formato tabloide.

    3) O Estado de Minas possui um caderno “principal” (Primeiro Caderno) que se encarrega pelos principais fatos e acontecimentos cotidianos do estado de Minas Gerais, do Brasil e do Mundo. O caderno apresenta a visão do jornal, possui o espaço para a carta dos leitores e para novidades nas áreas de desenvolvimento, pesquisa e ciência. Suas editorias são: Política (cobre assuntos no âmbito político dentro do estado/país e mundo; suas colunas e seções são: Em dia com a política, Giro Minas e a coluna de Marcos Coimbra), Nacional (abrange os assuntos nacionais – educação, violência,meio ambiente, etc; seção: Giro pelo País), Opinião (expõe o posicionamento do leitor coma seção das Cartas à Redação, além do posicionamento do próprio jornal), Economia (possui reportagens sobre as situações econômicas em Minas, no Brasil e no Mundo; seções: Brasil S/A, Consumidor, Energia, Segunda Via, e Giro Econômico. Aos domingos, sua circulação é como caderno exclusivo, com a seção Arte Final), Internacional (expões os assuntos de repercussão internacional; seções: Giro pelo Mundo) e Ciência (novidades na medicina, exposição de pesquisas, invenções e novas tecnologias). Sua circulação é diária.
    Ainda com circulação diária, há mais três cadernos no jornal: o caderno EM Cultura, com a cobertura da situação cultural de Minas Gerais (reportagens, entrevistas, entretenimento, etc),levando para o leitor um roteiro cultural diário e crônicas de escritores e artistas como Alcione Araújo, Carlos Herculano Lopes, Fernando Brant, Frei Beto, Fernanda Takai, etc. Dentre suas colunas e seções estão: Horóscopo, Gastronomia, Anna Marina, História do Dia, O Berço da Palavra, Dicas de Português, Tout Court Minas, Mario Fontana, Hit Helvécio Carlos, Giro Cultural, Roteiro, Telemania, Caras & Bocas de Daniela Machado, Cruzadas e Quadrinhos. O caderno de Esportes (também de circulação diária), com informações de grandes eventos no campo esportivo (Olimpíadas, Copa do Mundo, etc), além das principais competições, com exposição das atividades dos clubes mineiros. As colunas e seções do caderno são: Tabelas dos Campeonatos Mineiro e Brasileiro, Classificação, Giro Esportivo, Galeria do Fim de Semana, Tribuna do Torcedor, Um Momento na História, Mundo Radical, Tiro Livre, Coluna do Tostão, Coluna do Jaeci, tirinhas do cartunista Afo, Mundiais, Prorrogação e Esportes&Lazer. E, por fim, o caderno Gerais que, como o próprio nome subentende, traz assuntos variados com as seções e colunas: Pois É, com Maurício Lara; Tiro e Queda, com Eduardo Almeida Reis; Personagem da Semana; Grita Geral; No Seu Bairro; Figuras de Minas; Seção do Leitor; Por Dentro de Minas e D+. Na edição analisada, são 32 páginas totalizando os cadernos de circulação diária. (Na edição analisada, o total é de 96 páginas contando os cadernos especiais e suplementos).

    Dentre os cadernos que não circulam todos os dias, temos: Veículos, Agropecuário, Bem Viver, Direito&Justiça, Divirta-se, Feminino e Masculino, Negócios e Oportunidadeds, Informática, Pensar, Turismo, TV, Classificados, Guri, Vrum, Hora livre e Prazer EM Ajudar e Admite-se.
    A encadernação de todos é simples, baseada apenas em uma dobra (sem grampos, costuras ou outro recurso especial).

    4) Sobre a tipologia, o Estado de Minas possui um aspecto bastante tradicional. A fonte é agradável à leitura, serifada mas com um tom arredondado (no corpo dos textos). Já os nomes de editorias, o nome do jornal e dos cadernos, as fontes são tradicionais, devem variar entre a Times New Roman e Arial.Os títulos das matérias possuem uma fonte arredondada mas não serifada como no corpo do texto. A variação entre a tipologia das editorias dentro do caderno é bem sutil: segue o mesmo padrão de cores e fontes. Até mesmo nos cadernos existentes além do Primeiro Caderno, o modelo é repercutido.
    Temos: fonte de caixa alto no título do jornal, na manchete da capa e no título das editorias. No caso das últimas, além da caixa alta, os títulos são realçados com um plano de fundo cinza que segue até a metade da palavra. Dentre os gêneros jornalísticos presentes no jornal, há a presença das crônicas, artigos de opinião e reportagens.

    5) No aspecto da diagramação, o jornal também pouco varia do tradicional. Capa contendo o cabeçalho (com o slogan/ título do jornal, data, preço, fechamento da edição e número, site e total de páginas). Manchete e fotos que resumem as principais notícias da edição. Fotos e chamadas secundárias à manchete. Resumo das principais matérias por caderno, com menor destaque e envolvendo a chamada principal.
    Nas editorias, o título da primeira página tem destaque e segue o mesmo em todas as outras (editorias), e contém o nome do editor, do editor – assistente, o e-mail e o telefone de cada uma delas. Nas páginas seguintes, o mesmo vem com um destaque menor. Além disso, todas as páginas vem com o cabeçalho contendo o nome do jornal, dia/mês e ano e, mais no canto, o número da página. Cada editoria traz sua matéria de destaque logo abaixo do título.
    Nos cadernos separados do Primeiro, o padrão das editorias é seguido: título em caixa alta, cabeçalho, nome do editor, email e telefone, destaque da matéria principal e destaque menor para a coluna do caderno.
    No geral, as matérias apresentam duas ou três fotos que são envolvidas pela corpo do texto, apresentado em colunas verticalizadas, na maioria das vezes. O que pode influenciar esse segmento é a publicidade no jornal que tem presença em peso nas páginas, ocupando uma inteira ou metade dela. No suplemento, inclusive, a diagramação não muda muito (colunas verticais com fotos/imagens no canto ou sendo envolvidas pelo corpo do texto). Os títulos das editorias, dos cadernos e do nome do jornal (capa) são “separados” de suas matérias por vinhetas. Dentro das páginas, as diferentes matérias se separam, geralmente, por linhas.

    6) As cores do jornal, num padrão, variam pouco: o azul e o amarelo são as cores mais visíveis. As editorias não possuem diferença nas cores: todas são grifadas, em seus títulos, com a cor cinza. No caderno em separado, o grifo também existe e varia de cor, por exemplo: o caderno Gerais vem acompanhado de um grifo azul; já o caderno Feminino&Masculino, o grifo é cor de rosa. Folheando o jornal, não há destaques abusivos de cor: a maioria possui cores singelas na diferenciação de algum elemento e possui as fotos em cor, as vezes.

    7) Sobre a iconografia do jornal, há uma utilização razoável de ícones ou gráficos. Matérias com muito destaque ganham mais atenção em relação à iconografia. Na edição analisada, por exemplo, a matéria “Dossiê da Tortura contra os Índios” ganha destaque: ela vem acompanhada de um plano de fundo amarelo, que abrange toda a página, com exploração de algumas figuras/desenhos e até uma fonte para o título que se distingue das outras. Na editoria de Ciência, talvez pelos assuntos abordados, a utilização de infográficos também se faz presente. No caderno de esportes, a necessidade de explorar a iconografia é visível: tabelas sobre posições dos clubes, imagens simulando o campo e a posição dos jogadores, etc. Na capa do jornal, há destaque para uma matéria sobre o Paul MacCartney em Belo Horizonte que também explora o uso de desenhos e ícones. Na editoria de economia, infográficos sobre percentuais também são bastante utilizados.

    Apresentação: http://prezi.com/xztuupmnqop4/planejamento-grafico-e-editorial-i/

  83. O jornal analisado corresponde ao número 5498 do jornal Agora São Paulo, que circula por todo o estado de São Paulo e é produzido na capital pela Empresa Folha da Manhã S.A., também proprietária da Folha. Começou a circular em 1999, sendo atualmente o mais vendido em bancas no estado. O periódico é diário e direcionado para as classes B e C. O exemplar custa R$1,90 e o analisado é do dia 9 de abril de 2014. Líder de vendas entre os jornais populares paulistas, o Agora tem como carro chefe a prestação de serviços aos trabalhadores, abordando a notícia de maneira acessível e simples, mas mesmo assim completa. Por ser um jornal popular, o Agora caracteriza-se por uma escrita simples, fontes grandes e uso de artes didáticas, o que facilita o entendimento dos temas.

    1) Identificação e segmentação
    Nome do jornal: Agora São Paulo
    País/estado/cidade: Brasil/SP/São Paulo
    Tipo de público: classes B e C
    Periodicidade: diário
    Segmento temático: geral
    Nível de especialização: pequeno
    Abrangência da circulação: todo o estado de São Paulo:
    Tiragem: aos domingos: 112.212 / dias úteis: 105.502
    Preço da assinatura: a assinatura semestral custa R$ 205,00, enquanto a anual tem o preço de R$422,40
    Venda avulsa: R$1,90

    2) Papel e formato:
    Tipo de papel: papel jornal
    Cor do papel: branco
    Dimensões do página: standart e o caderno “Show” em formato tabloide (meio-standart)
    Uso de dobras: dobra comum no meio

    3) Organização:
    Dentro do primeiro caderno, há as editorias “Olá”, “Editorial”, “Vigilante”, “Nas ruas”, “Torpedos”, “Dicas”, “Grana”, “Trabalho”, “Brasil” e “Cidadão”, totalizando 16 páginas.
    O segundo caderno é o esportivo e é denominado “Vencer”, tratando quase exclusivamente de futebol e totalizando 8 páginas, sendo uma das prioridades do jornal.
    O caderno “Show” deixa o leitor por dentro do mundo dos artistas e novelas todos os dias, circulando de segunda a sexta. Ele traz reportagens sobre televisão, cinema, teatro, roteiros culturais, vídeo, turismo, além de sinopses das novelas. O caderno possui 12 páginas.
    O “Máquina”, às quintas e aos sábados, revela todas as novidades automobilísticas, trazendo tabelas de preços e avaliação de desempenho de carros. Publicado aos sábados, o “Show TV!” é ainda mais específico e fala de tudo que acontece na televisão, em formato guia. Aos domingos, o “Trabalho” informa o leitor das oportunidades de emprego do Estado e o caderno “Educação” mostra como se preparar para os vestibulares e dicas sobre o universo acadêmico.
    Também aos domingos, “A Revista da Hora” é publicada inteiramente colorida e voltada para o entretenimento, o comportamento e a prestação de serviços. A revista publica novidades no mundo do showbizz, perfis de artistas, músicas, letras e cifras dos principais sucessos e novidades de moda. Assuntos na área da saúde também ganham destaque, junto com a seção “Tecnopop”, que apresenta novidades tecnológicas. Além disso, ainda há espaço para reportagens sobre sexo, beleza, boa forma e um guia astral, com horóscopo, tarô e numerologia.

    4) Tipologia:
    As fontes no título do jornal e das editorias são serifadas, enquanto as manchetes e o texto não possuem serifa.
    As palavras chave ou as palavras que dão ação à manchete geralmente são grifadas com uma tarja vermelha, destacando-as.
    Todo o jornal mantém a mesma fonte, diferenciando apenas os grifos, cores e destaques.

    5) Diagramação:
    Esquema de modulação das páginas: O nome do jornal é escrito em branco destacado por uma tarja vermelha escura e não ocupa completamente o cabeçalho, dividindo espaço com manchetes, geralmente de esportes. A manchete principal está em negrito, com corpo maior e fica sempre no meio da página.
    As páginas são moduladas seguindo a sequência A1… A16 no primeiro caderno, B1… B8 no segundo caderno e C1… C12 no terceiro.
    Flexibilidade no uso de padrões: pouco
    Uso de branco: pouco
    Relações significativas entre texto, imagem e recursos gráficos: Há fios separando algumas matérias. As imagens são sempre grandes e as legendas sempre estão em negrito.

    6) Cores:
    Identidade cromática dos elementos de diagramação: A cor predominante no jornal é o vermelho, com variações de tonalidade, como o bordô na tarja do fundo do título do jornal. As palavras destacadas com tarjas estão em branco, enquanto todas as outras estão na cor preta.
    Paletas de identificação de cadernos: No caderno principal há a predominância do vermelho e bordô, no caderno de Educação há o laranja e no grana e trabalho há o verde. O caderno esportivo Vencer é identificado pelo azul, o Show! é roxo e o Máquinas é caracterizado pelo azul escuro.
    Tonalidades predominantes e seu valor significativo: O tom vermelho, predominante no jornal, é característico dos jornais populares, que tem como objetivo chamar a atenção do leitor e causar impacto. As cores quentes transmitem euforia e estimulam quem observa.

    7) Iconografia:
    Uso recorrente de infográficos com o intuito de facilitar o acesso a informação e diminuir a quantidade de textos, como na maioria dos jornais populares.
    Uso de tarjas, com as cores características de cada caderno, nas palavras-chave das manchetes.
    Uso excessivo de imagens, principalmente na capa e nas páginas principais de cada caderno, também uma característica marcante dos jornais populares.
    Uso de fotos do colunista ao lado de suas colunas, como uma maneira de identificá-los e tornar seus rostos familiares ao leitor.
    Uso de linhas e tarjas para separar as matérias.
    Uso excessivo de ícones que, por repetição, substituem a informação textual e se tornam familiares aos leitores.

    Mariana Fernandes

    28/04/2014 em 9:18

  84. O jornal analisado foi o International Herald Tribune, atual International New York times. A mudança do nome do jornal foi concebida no dia 15 de outubro de 2013. O jornal pertence à The New York Times Company desde 2003 e a mudança de nome foi dada para dar maior foco internacional ao nome da empresa.
    1) IDENTIFICAÇÃO E SEGMENTAÇÃO
    O jornal foi fundando em 1887, em Paris, quando se restringia ao continente europeu. Atualmente, circula em 130 países e possui redações em Paris, Londres, Hong Kong e Nova York, com jornalistas em diversas partes do globo, demonstrando a atenção do jornal às notícias mundiais. O jornal é direcionado principalmente aos norte-americanos que vivem ou visitam outros países, tem grande atenção dos europeus e atinge prioritariamente a população intelectual. Segundo dados do site http://www.nytimesglobal.com, 91,5% dos leitores do jornal possuem ensino superior.
    O jornal é diário e possui diferenças de conteúdo dependendo do dia da semana, abrangendo as diversas áreas do jornalismo: notícias mundiais, política, negócios e economia, cultural, entretenimento, estilo e moda, tecnologia e esporte, além das colunas, editoriais e cartas de opinião.
    A tiragem do jornal é de, aproximadamente, 225 mil exemplares diários, com tiragem de mais de 128 mil no Atlântico e mais de 96 mil na Ásia e no Pacífico. O preço de venda do jornal é de 2.50 euros na França, em 2009; 10 reais no Brasil e 5 dólares na Argentina, ambos em 2010.
    2) PAPEL E FORMATO
    O tipo de papel usado é o papel-jornal, de cor acinzentada. O caderno é único, o que complica o destaque de editorias para leituras segmentadas. As dobras do jornal são feitas de forma que a manchete fique em destaque, com uma grande foto na parte superior da primeira página e, ao lado direito da foto, a chamada da matéria principal. A dimensão da página é de 560mm /350mm.
    3) ORGANIZAÇÃO
    A quantidade de páginas do jornal varia, pois seu conteúdo, dependendo do dia da semana, muda. A versão de terça-feira, por exemplo, possui 24 páginas.
    Diariamente, o jornal possui: “World news”, que contém coberturas em profundidade de assuntos do mundo – Europe, Middle East Asia, United States, Americas; “Comics and Games”; “Culture”, que contém coberturas relacionadas a artes do mundo todo, incluindo teatro, cinema, música, dança, entre outras; “Sports”, com notícias e análises de diversos esportes; “opinion, editorial and letters”; e “business”, contendo notícias sobre o mercado mundial.
    Além do conteúdo diário, na segunda-feira há notícias e colunas sobre educação internacional, extras esportivos, design, mídia e comunicação, e uma coluna quinzenal “Global Manager”. Na terça-feira há a página “Style” e a “Dealbook, Inside Europe, Inside Asia”. Na quarta-feira há seções de “Health and Science”, “Stage”, “Dealbook” com foco em Wall Street e no mundo financeiro, “Global Analysis” e “On the road”. Na quinta-feira há “Entertainment” com informações sobre filmes e televisão, “Personal Tech”, “Economic Scene” e “Dealbook”. Já na sexta-feira, as páginas diferenciadas são “Residential Properties, High & Low Finance” e “Dealbook”.
    4) TIPOLOGIA
    O jornal é bastante informativo, e contém uma seção de opinião, com alguns editoriais e a seção de comentário dos leitores, o que caracteriza a tipologia do International New York Times.
    Há bastante texto ao longo do jornal e eles seguem o mesmo padrão de tamanho e fonte de letra, já os tamanhos das letras das chamadas variam de acordo com a importância dada a cada matéria.
    5) DIAGRAMAÇÃO
    Analisando a diagramação, nota-se que o jornal possui seis colunas, a quantidade de fotos e gráficos é basicamente a mesma todos os dias, com fotos e alguns gráficos, entretanto infográficos são mais raros. Na página de mundo, o jornal sempre contém uma imagem mostrando o mapa-múndi destacado na parte do mundo a qual as notícias daquela página se referem. O International New York Times não abusa de recursos gráficos e possui uma carga elevada de texto.
    A fonte do jornal é serifada. Como o International New York Times contém bastante texto, a fonte serifada contribui para maior fluidez na leitura das matérias. Em algumas matérias há o olho, que destaca algum trecho e facilita a leitura, deixando-a menos cansativa.
    Na parte superior de cada página, há a editoria e a seção referente à página que se está lendo. Em cada matéria há, embaixo do título da matéria, o nome da cidade a qual a matéria se refere. Algumas matérias possuem linha-final e, logo abaixo, o nome do autor da matéria.
    Há propagandas no jornal, mas nem sempre no mesmo lugar. As propagandas podem ocupar o interior do jornal, o final – muitas vezes ocupando uma página inteira – e também a capa, no inferior da página.
    6) CORES
    Como o jornal é predominantemente branco e preto, não há paletas de identificação de cadernos, apenas há algumas imagens coloridas dependendo do exemplar. Dependendo do dia da semana e do caderno, pode haver páginas coloridas, principalmente na seção de Cultura, e cadernos coloridos. Na terça-feira, por exemplo, o caderno de Estilo é colorido, mas o jornal é quase integralmente monocromático mesmo assim.
    7) ICONOGRAFIA
    O aspecto mais marcante na iconografia do International New York Times é o logotipo do jornal, que segue o padrão New York Times. Os mapas destacados na parte do mundo a qual as notícias da seção de mundo se referem também podem ser considerados outro aspecto iconográfico.

    Gabriel dos Ouros

    28/04/2014 em 13:50

  85. 1) O jornal escolhido para análise foi O Estado de S. Paulo, criado em 1875 no Brasil, especificamente na cidade de São Paulo. É um jornal diário e seu público-alvo é genérico, visto que não possui nenhum nível de especialização. O perfil do público, entretanto, mostra 56% dos leitores são homens e 44% mulheres; a faixa etária que mais consome esse produto é dos 25 aos 34 anos (22%) e 59% dos leitores são da classe B.

    Sua abrangência é de todo território nacional, porém se concentra na região sudeste, em São Paulo, estado sede. Em 2014, a tiragem média diária no Brasil é de 175.039 de segunda a domingo, 202.360 aos domingos e 170.486 nos dias úteis. Na grande São Paulo é de 131.295 de segunda a domingo, 148.505 aos domingos e 128.427 em dias úteis, demonstrando uma diminuição da circulação, visto que em 2011 o número de jornais vendidos diariamente em São Paulo era de 263.000.

    O preço do jornal avulso varia conforme os estados: em SP, de segunda a sábado é R$3,00 e aos domingos R$5,00. No RJ, MG, PR, SC e DF de segunda a sábado R$3,50 e aos domingos R$6,00. ES, RS, GO, MT e MS custa R$5,50 de segunda a sábado e R$7,50 aos domingos. BA, SE, PE, TO, AL R$6,50 de segunda a sábado e R$8,50 aos domingos. AM, RR, CE, MA, PI, RN, PA, PB, AC e RO R$7,00 de segunda a sábado e R$9,00 aos domingos. O preço da assinatura de SP e grande SP é de R$78.90/mês.

    2) O papel usado é o papel-jornal, especificamente o FSC C113259, cor branca, em formato standard (320mmX560mm). É vendido dobrado ao meio com as dimensões 280mmX320mm.

    3) O jornal estudado é o do dia 16 de abril de 2014, quarta-feira, que traz o caderno principal, com as editorias de política, internacional, metrópole e esporte com 22 páginas. Caderno de economia e negócios com 16 páginas, e caderno de cultura, chamado de Caderno 2 com 8 páginas. O acabamento é simples e as folhas não são refiladas.

    4) Existem duas fontes para o corpo de texto, uma serifada e outra não serifada para textos de destaque. A editoria de esporte, por exemplo, traz uma fonte não serifada para os títulos. Artigos, opinião e editorial econômico, por exemplo, também trazem uma fonte não serifada para os títulos.

    5) As páginas do jornal apresentam esquema de modulação A1, A2, A3…B1, B2, B3….C1, C2, C3, seis colunas que mesclam texto, imagem, anúncios e outros recursos gráficos como infográficos e boxes. A maioria das matérias trazem fotos grandes e coloridas com legenda. Os anúncios ocupam um espaço significativo chegando a preencher duas páginas inteiras. Uso de olho e de branco para maior leveza da leitura. Margem grande para o cabeçalho e médias nas laterais. Na edição analisada não foi usada sangria. História em quadrinho no caderno 2. Uso de chapéu.

    6) Título, linha-fina, corpo do texto e legendas aparecem sempre em preto. As editorias Política e Internacional aparecem com diferentes tonalidades de azul, Metrópole tem a cor verde, Esporte vermelho. O caderno de Economia e Negócios tem a cor marrom e o caderno sobre cultura apresenta um vermelho puxado para o laranja. Alguns nomes de colunistas e seções do jornal, como o fórum dos leitores aparecem coloridos.

    7) Uso de ícones, marca, selo. Uso de tarjas para separar uma notícia da outra e das outras partes do jornal, como os anúncios; separam o cabeçalho dos destaques de cada caderno.

    Priscila Belasco

    28/04/2014 em 14:08

  86. Diário Catarinense

    1) Identificação e segmentação:
    Foi feita a análise do jornal Diário Catarinense, publicado em Santa Catarina. O jornal é diário e tem uma tiragem mensal de 38.713 em SC, alcançando 836 mil leitores em todo o estado.
    O preço da venda avulsa é de R$ 2,00 e a assinatura é de R$ 46,90/ mês.
    A publicação foi fundada em 1986 e pertence ao grupo RBS, detentor de outros jornais no estado e dono do Zero Hora, jornal de grande circulação do Rio Grande do Sul. É conhecido como o primeiro jornal catarinense a usar fotografias coloridas.

    2) Papel e formato:
    O DC é impresso no formato tablóide (265x290mm) e em papel jornal, ele não apresenta dobras.

    3) Organização: volumes, com número de páginas:
    Ele circula com 13 cadernos segmentados, diariamente são: Primeiro caderno (Política, Editorial, Economia, Mundo, Geral, Polícia e Esportes) e Variedades e Guia Hagah; Os suplementos semanais são: Cultura, Viagem, Informática, Sobre, Rodas, Gastronomia, Kzuka, Imóveis, Donna, TV+Show, Vestibular, Empregos & Oportunidades
    De segunda a sábado é publicado o caderno sol diário, voltado para o litoral norte de Santa Catarina, abrange as cidade de Itajaí, Balneário Camboriú, Itapema, Bombinhas, Camboriú, Navegantes, Penha, Piçarras e Porto Belo.
    Na edição analisada (23 de março de 2012) a divisão dos cadernos é a seguinte:
    • Primeiro Caderno (48 páginas)
    • Variedades (8 páginas)
    • Agenda (4 páginas)
    • Cultura (4 páginas)
    • Vida&Saúde (8 páginas)
    • O Sol Diário (16 páginas)
    • Floripa 287 (52 páginas) – especial aniversário da cidade

    4) Tipologia: critérios de aplicação de diferentes famílias tipológicas e variações conforme categorias textuais, gêneros jornalísticos etc. Utiliza fonte serifada, na área de cultura há diversidade de fontes, aspecto mais difícil de ser encontrado em outras editorias, onde a fonte é padrão e a diferenciação de texto e título é feita através do tamanho e do uso de negrito.

    5) Diagramação: esquema de modulação das páginas, flexibilidade no uso de padrões, uso de branco, relações significativas entre texto, imagem e recursos gráficos (fios, linhas, molduras, texturas, boxes etc.) O jornal apresenta bastante uso de branco entre as colunas e as reportagens, também tem muitas linhas divisórias tanto verticais como horizontais, pontos que facilitam a leitura. As reportagens são cheias de box explicativos e de olho, que complementam as reportagens, na edição analisada ( 23 de março de 2013) não pude observar o uso de infográficos. O jornal utiliza muitas imagens, de fotos a ilustrações, em sua maioria coloridas. Na capa a parte primeira, onde fica o nome do jornal é temática e varia de acordo com o tema central tratado na edição, no caso da analisada é em homenagem aos 287 anos de Florianópolis.
    O jornal apresenta muitas propagandas de página inteira, o que de certa forma lembra uma revista.
    Durante toda a capa é feito chamadas sobre os suplementos e os colunistas, que são identificados com uma pequena foto.
    O número de coluna varia, de três a cinco colunas por página.

    6) Cores: identidade cromática dos elementos de diagramação, paletas de identificação de cadernos, tonalidades predominantes e seu valor significativo.
    No caderno principal é possível observar a predominância do azul para fazer as indicações dos assuntos, bem como dos colunistas e das opiniões. Para o título das reportagens utiliza-se uma fonte maior do que a do corpo e em negrito. O caderno de cultura apresenta fontes e cores mais diversas com a predominância de tons avermelhados. O caderno O sol diário é amarelo, com suas marcações e divisões dessa mesma cor, apenas com variações na tonalidade.

    7) Iconografia: uso de ícones, marcas, selos, vinhetas, tarjas, timbres de logotipos, logomarcas e outros elementos componentes da identidade visual.
    O diário catarinense faz uso de vinheta, e de ícones, ao mostrar os colunistas do lado de seus respectivos e-mails colocam o símbolo de uma carta, por exemplo.

    Lara Sant'Anna

    28/04/2014 em 18:31

  87. Le Figaro
    Edição analisada: 18 de novembro de 2011.
    1 – Identificação e Segmentação:
    O Le Figaro é um jornal de publicação diária, sediado em Paris. Criado em 1826, é o jornal diário mais antigo ainda em atividade, e pertence ao grupo Socprese, controlado inteiramente pelo seu presidente, Serge Daussault. É distribuído em todo o território francês, e possui tendências de centro-direita. As imagens escolhidas são coerentes com a matéria, mas são pouco impactantes ou sensacionalistas. O jornal possui uma grande diversidade de assuntos, mas percebe-se uma elitização de seu conteúdo, por diversos motivos. Entre eles, grande espaço para economia e política, e pouco para esportes, apenas uma página. Nessa área, futebol nacional, golfe e tênis tem mais destaque. Na área de cultura, também é notável uma preferência por gostos eruditos e não populares, mesmo se tratando de um país como a França. É o terceiro periódico mais lido na França, tendo ultrapassado o Le Monde em certos momentos. De domingo à quinta-feira, seu valor é de 1,80€ , e de sexta a sábado, 4,50€ . Segundo dados de 2005, sua tiragem foi de 337 mil exemplares, além de mais de 70 mil exemplares distribuídos gratuitamente.

    2 – Papel e Formato:
    Seu formato é próximo ao Berliner (470mm x 320mm). Sua publicação é verticalizada, o que permite a dobra e destaque para a parte superior das páginas, mas dificulta seu manuseio. Em questão de cor, o caderno de economia merece destaque, sendo publicado na cor rosa. Não possui grampos e é produzido em papel-jornal de baixa gramatura. Seu acabamento é picotado em todos os cadernos.

    3 – Organização:
    O jornal é organizado em cadernos dispostos separadamente, facilitando o destaque de um específico. Possui três volumes: capa (política, sociedade e internacional); entretenimento (cultura, esporte, moda, TV & Cinema e classificados); economia.
    A composição dessa edição é da seguinte forma:
    Caderno Principal (18 páginas)
    – Capa
    – Recto & Verso (1)
    – Política (3)
    – Europa (2)
    – Internacional (1)
    – Sociedade (2)
    – Ciência (1)
    – Esporte (1)
    – Le carnet du jour (1)
    – Débats & opinions (2)
    – Trait & portrait (1)
    – Publicidade (2)
    Caderno “Le Figaro et vous” (14 páginas)
    – Capa
    – Cultura e você (3)
    – Estilo/Moda e você (3)
    – Imóveis (½)
    – Automóveis (3 ½)
    – Televisão e você (2)
    – Contracapa
    As páginas sobre Europa e Internacional possuem conteúdo de grande parte sobre política, sendo a “Política” apenas sobre a França.

    4 – Tipologia:
    É visível a preocupação com a identidade das fontes no Le Figaro. Os títulos de cada matéria são facilmente identificados, pois são colocados em negrito. Todas as fontes são serifadas, desde a capa até as matérias e colunas, mas as do caderno de entretenimento são mais suaves. Entretanto, elas variam no nome do jornal, linhas finas, títulos e editorias. Nessa edição, apenas um editorial está em itálico, mas em outras edições, isso varia, não existindo um padrão evidente.

    5 – Diagramação:
    O Le Figaro não segue um padrão em todas as páginas. O grid é bastante variado para diferenciar o conteúdo de cada caderno. Sua diagramação é feita com linhas constantes com grossuras variadas. Elas são o principal recurso utilizado pelo jornal, acompanhando o fluxo de cada matéria e, portanto, facilitando a leitura. Seu interior é bastante simples. As imagens utilizadas adequam-se ao grid de cada página, e pelo seu formato favorecer a dobra horizontal, a parte superior é mais “recheada” do que a inferior. Sua diagramação é bastante tradicional.

    Alexandre Wolf

    28/04/2014 em 22:41

  88. Le Figaro
    Edição analisada: 18 de novembro de 2011.
    1 – Identificação e Segmentação:
    O Le Figaro é um jornal de publicação diária, sediado em Paris. Criado em 1826, é o jornal diário mais antigo ainda em atividade, e pertence ao grupo Socprese, controlado inteiramente pelo seu presidente, Serge Daussault. É distribuído em todo o território francês, e possui tendências de centro-direita. As imagens escolhidas são coerentes com a matéria, mas são pouco impactantes ou sensacionalistas. O jornal possui uma grande diversidade de assuntos, mas percebe-se uma elitização de seu conteúdo, por diversos motivos. Entre eles, grande espaço para economia e política, e pouco para esportes, apenas uma página. Nessa área, futebol nacional, golfe e tênis tem mais destaque. Na área de cultura, também é notável uma preferência por gostos eruditos e não populares, mesmo se tratando de um país como a França. É o terceiro periódico mais lido na França, tendo ultrapassado o Le Monde em certos momentos. De domingo à quinta-feira, seu valor é de 1,80€ , e de sexta a sábado, 4,50€ . Segundo dados de 2005, sua tiragem foi de 337 mil exemplares, além de mais de 70 mil exemplares distribuídos gratuitamente.

    2 – Papel e Formato:
    Seu formato é próximo ao Berliner (470mm x 320mm). Sua publicação é verticalizada, o que permite a dobra e destaque para a parte superior das páginas, mas dificulta seu manuseio. Em questão de cor, o caderno de economia merece destaque, sendo publicado na cor rosa. Não possui grampos e é produzido em papel-jornal de baixa gramatura. Seu acabamento é picotado em todos os cadernos.

    3 – Organização:
    O jornal é organizado em cadernos dispostos separadamente, facilitando o destaque de um específico. Possui três volumes: capa (política, sociedade e internacional); entretenimento (cultura, esporte, moda, TV & Cinema e classificados); economia.
    A composição dessa edição é da seguinte forma:
    Caderno Principal (18 páginas)
    – Capa
    – Recto & Verso (1)
    – Política (3)
    – Europa (2)
    – Internacional (1)
    – Sociedade (2)
    – Ciência (1)
    – Esporte (1)
    – Le carnet du jour (1)
    – Débats & opinions (2)
    – Trait & portrait (1)
    – Publicidade (2)
    Caderno “Le Figaro et vous” (14 páginas)
    – Capa
    – Cultura e você (3)
    – Estilo/Moda e você (3)
    – Imóveis (½)
    – Automóveis (3 ½)
    – Televisão e você (2)
    – Contracapa
    As páginas sobre Europa e Internacional possuem conteúdo de grande parte sobre política, sendo a “Política” apenas sobre a França.

    4 – Tipologia:
    É visível a preocupação com a identidade das fontes no Le Figaro. Os títulos de cada matéria são facilmente identificados, pois são colocados em negrito. Todas as fontes são serifadas, desde a capa até as matérias e colunas, mas as do caderno de entretenimento são mais suaves. Entretanto, elas variam no nome do jornal, linhas finas, títulos e editorias. Nessa edição, apenas um editorial está em itálico, mas em outras edições, isso varia, não existindo um padrão evidente.

    5 – Diagramação:
    O Le Figaro não segue um padrão em todas as páginas. O grid é bastante variado para diferenciar o conteúdo de cada caderno. Sua diagramação é feita com linhas constantes com grossuras variadas. Elas são o principal recurso utilizado pelo jornal, acompanhando o fluxo de cada matéria e, portanto, facilitando a leitura. Seu interior é bastante simples. As imagens utilizadas adequam-se ao grid de cada página, e pelo seu formato favorecer a dobra horizontal, a parte superior é mais “recheada” do que a inferior. Sua diagramação é bastante tradicional.

    6 – Cores:
    A cor azul possui grande relevância no jornal, evidenciando a construção da marca. Não são utilizadas outras cores, nem para diferenciar editorias/cadernos/assuntos. As cores verde e vermelha aparecem apenas uma vez, para delimitar a parte de esportes do caderno principal e para marcar o início da parte de automóveis, respectivamente.

    7 – Iconografia:
    O símbolo do jornal é sua maior referência. A letra F acompanhada de uma pena, além da cor azul, cria uma identidade de marca fortíssima para o jornal. Também existem marcações temporais no canto superior externo de cada página, uma letra F com uma pena atravessada.

    Alexandre Wolf

    28/04/2014 em 22:42

  89. Frankfurter Allgemeine Zeitung

    1) Identificação e segmentação:

    O jornal circula seis dias por semana, com uma edição especial aos domingos (SONNATAGSZEITUNG, literalmente, “Jornal de Domingo”). A edição analisada é a de domingo, 10 de novembro de 2013. O FAZ (sigla utilizada para FRANKFURTER ALLGEMEINE ZEITUNG) tem uma circulação diária de 382.000 exemplares (circulação de janeiro de 2013). A assinatura é mensal, e custa 49,90 euros. É distribuído na Alemanha, na Áustria e em Beleneux. O exemplar semanal custa 3,40 euros, já a edição de domingo é um pouco mais cara, custando 4,20 euros. O FAZ foi eleito por duas vezes como o melhor jornal do mundo. O site do jornal (faz.net) teve cerca de 3,34 milhões de acessos no ano passado.

    O FRANKFURTER ALLGEMEINE foi fundado no ano de 1949, e é editado e distribuído diariamente na cidade de Frankfurt. A linha editorial do FAZ não é determinada pela opinião de apenas um editor, mas pela cooperação de cinco editores. É o jornal alemão com maior circulação no exterior (entregue em 148 países, segundo seus editores). Até 2007, era raro que o FAZ trouxesse imagens na 1ª página. Em outubro desse ano, o layout do jornal foi alterado, e o FRANKFURTER ALLGEMEINE passou a incluir fotografias coloridas nas suas edições, algo que dividiu a opinião dos leitores, que o consideravam como um jornal sério.

    O jornal é controlado pela fundação FAZIT Stiftung. É o segundo jornal de maior circulação na Alemanha, e o jornal europeu com maior número de correspondentes internacionais (53 no ano de 2007). O público-alvo do FAZ é a classe média e a classe média-alta, atingindo principalmente os meios empresariais e intelectuais alemães.

    2) Papel e formato:

    O FAZ é impresso em papel-jornal branco de alta gramatura (cerca de 60 g/m²). Seu formato é Standart (295×500). O FAZ utiliza dobras. Os cadernos de economia do FAZ apresentam um grande nível de especialização.

    3) Organização:

    O SONNATAGSZEITUNG tem 45 folhas, além de um suplemento com seis folhas. Os cadernos são divididos da seguinte maneira:

    1º caderno, 8 folhas, editorias de “Política” (POLITIK), de “Opinião” (MEINUNG), de “Cartas/opiniões do Leitor” (ANSICHTEN) e de “Atualidades” (ZUR ZEIT). A editoria de “Política” é, segundo a redação do FAZ, liberal-conservadora. As notícias de política internacional são as primeiras a serem apresentadas, seguidas pelas de política nacional.

    2º caderno, 4 folhas, editoria de “Esportes” (SPORT);

    3º caderno, 8 folhas, editoria de “Economia” (WIRTSCHAFT). Editoria extensa e liberal, que aborda um grande número de temas, com foco na economia europeia;

    4º caderno, 4 folhas, com a editoria “Dinheiro e Mais” (tradução literal para GELD UND MEHR), que conta com os “Classificados” (ANZEIGENMARK) e com a seção “Mercado Artístico” (KUNSTAMARKT) – especial do FAS;

    5º caderno, 5 folhas, com as editorias de “Cultura” (FEUILLETON, que significa “característica” numa tradução literal), de “Mídia” (MEDIEN) e a seção “Assista TV” (tradução literal de FERNSEHEN). A editoria de “Mídia” é sobre cultura digital, com enfoque principal em séries de e programas de televisão. A seção “Assista TV” traz os horários de programas televisivos. “Cultura” é considerada uma das editorias mais importantes e prestigiadas do jornal – depois “Economia” e seus desdobramentos (“Dinheiro e Mais”, “Mercado Artístico”, etc);

    6º caderno, 5 folhas, com a editoria “Viver” (LEBEN) e a seção “Corpo e Alma” (LIEB UND SEELE);

    Suplemento, 6 folhas, “Editoria Enfeite”, numa tradução literal de VERLAGSBEILAGE, chamada, nessa edição de 10 de novembro, de Faszination Whisky;

    7º caderno, 3 folhas, com a editoria “Ciência” (WISSENCHAFT), com uma seção de “Mercado de Exibição”. Esta seção traz filmes e peças em exibição nos cinemas e teatros;

    8º caderno, 2 folhas, com a editoria de “Viagens” (REISE) – especial do FAS;

    9º caderno, 3 folhas, com a editoria “Dentro e Fora de Casa” (uma tradução livre para DRINNEN UND DRAUSSEN), com duas seções imobiliárias: “Mercado Imobiliário” e “Propriedades (imobiliárias) na região metropolitana” – especial do FAS;

    10º caderno, 3 folhas, com as editorias “Oportunidades Profissionais” (BERUF UND CHANCE), a de “Oferta de Empregos” (STELLEN-ANGEBOTE) e “Ofertas (profissionais) Escolares” (BERUF UND CHANCE – CAMPUS) – especial do FAS.

    4) Tipologia:

    Antes da reforma de 2007, todos os títulos eram escritos com a mesma fonte de estilo gótico. Agora, apenas o nome do jornal (que vem na cor azul, na edição de domingo) e alguns pequenos títulos no corpo do periódico — e que fazem alusão ao nome do jornal, como o título do índice e de alguns editoriais especiais — são escritos em letras góticas. Os demais títulos são escritos numa fonte serifada, em negrito. A fonte do corpo dos textos é do estilo da Times New Roman, serifada, sóbria e de fácil leitura. Os nomes das editorias, escritos nos cantos superiores da páginas, bem como a indicação de que aquela é uma edição de domingo (SONNATAGSZEITUNG), o nome do jornal das demais página, o nome dos cinco editores e a data são escritos — na primeira página e nas demais — em letras garrafais. As indicações da editoria na qual estará a matéria indicada nos boxes da primeira página tem uma fonte diferente das demais, não serifada e vermelha. Essa mesma fonte, na cor preta, aparece em outros momentos, abaixo de títulos, indicando o nome do repórter que escreveu determinada matéria. O título em letras góticas do jornal serve como referência para os leitores. Todos os textos são justificados, e não há muito espaçamento. As legendas são escritas em itálico.

    5) Diagramação:

    Os conteúdos do FAZ são rigidamente organizados nas páginas, correspondendo com a reputação séria e intelectual do jornal. Essa fixação do conteúdo permite uma leitura confortável e fácil. As páginas estão divididas basicamente em seis colunas — na primeira página, porém, a sexta coluna é dividida em duas partes, menores e separadas das demais. A edição de domingo difere da edição diária sobretudo na capa. Enquanto o FRANKFURTER ALLGEMEINE traz apenas uma foto na capa e uma espécie de índice no canto esquerdo (tradicionalmente em vermelho e com fontes diferenciadas), o SONNATAGSZEITUNG tem uma espécie de box logo abaixo do título com as principais chamadas e suas respectivas páginas e editorias. A foto da capa fica logo embaixo desse box. A parte superior da primeira página de todas as editorias seguintes é ocupada por uma grande foto. O uso do branco é bastante marcado, o que permite uma leitura mais “limpa” do jornal. Os recursos gráficos do jornal são delicados e sóbrios como a maioria de seus elementos, mas muito importantes para a criação de sua identidade visual. O box já mencionado da edição de domingo é separado das fotografias que vem logo abaixo por linhas duplas, uma muito fina e outra grossa. O nome do jornal e a data, informação repetida a cada página do periódico, aparecem dentro de um box, cuja linha superior é inteira e a inferior, pontilhada. As linhas inteiras dão destaque para editoriais, separam as seções (por exemplo a seção de Meteorologia). As pontilhadas aparecem no final da última página de cada editoria, destacando algumas matérias e indicando as páginas onde se encontram dentro da editoria. No caderno de política, na primeira folha do jornal, há uma espécie de índice, como o de um livro ou uma revista, com a foto principal e o nome da editoria, e em que página encontrá-la. As editorias de Cultura e Ciência são as que mais trazem fotografias. A de Economia tem muitos gráficos e infográficos. A relação imagem/texto é incrível: o jornal não é cheio de fotografias, por isso, cada fotografia tem um propósito muito claro e é muito bem explorada (ver página 7 do caderno de Política). De modo geral, a diagramação é muito bem estruturada e sóbria.

    6) Cores:

    Na edição de domingo, o título do jornal é escrito em letras góticas azuis, marcando a personalidade um pouco mais descontraída do SONNATAGSZEITUNG. Além do azul, a única cor que aparece (fora a das fotografias) é o vermelho: ele está nos títulos do box inicial, no placar dos jogos de futebol na editoria de Esportes e nos gráficos da editoria de Economia. Todas as editorias seguem o mesmo padrão de cores; assim, não há identificação cromática de uma editoria (como acontece na Folha de S. Paulo, por exemplo).

    7) Iconografia:

    O único ícone utilizado de maneira, por assim dizer, padronizada, é um pequeno retângulo vermelho nas pontas da linha que separa o título da editoria da fotografia principal.

    Sophia Andreazza

    28/04/2014 em 23:11

  90. Veículo: El Diario Vasco
    1) Identificação e segmentação
    O Diario Vasco é um jornal da Espanha, da cidade de San Sebastián, situada no País Basco espanhol e capital da província de Guipúzcoa. O público é de caráter geral e pouco segmentado. A publicação é de cunho liberal conservador e nacionalista. É um jornal diário, de tamanho médio e regional, veiculado na província de Guipúzcoa.
    A tiragem é de aproximadamente 80 mil exemplares por dia e o preço avulso é de 2,30 euros.

    2) Papel e formato
    O papel é o de jornal, com aproximadamente 60 g/m². Tem o tabloide como formato e as dimensões da páginas são 26,5 x 29,7 com.

    3) Organização
    Foi analisado um exemplar de domingo (10/11/13) que contém 112 páginas. A publicação possui dois suplementos, XLSemanal e Suplemento VD, e o caderno V Domingo.
    Editorias presentes:
    Al Día – editoria de atualidades, dividido em seções como religião, saúde, homenagem, gastronomia e assuntos mais pontuais como “Os crimes de Saholín”.
    San Sebastián – editoria de notícias locais da cidade, com seção de cartas de leitores
    Opinião – com colunas, artigos e charges
    Obituário – informações sobre pessoas que faleceram
    Política – cobre a política regional e também nacional e possui uma seção especial sobre a “Conferência Política do PSOE”
    Economia – notícias gerais de economia e do mercado financeiro
    Ofertas de emprego
    Mundo – notícias internacionais
    Cultura – com seções específicas como “Música e Literatura”
    Anúncios
    O modelo de encadernação é o tradicional, com folhas soltas, sem grampos, unidas através de uma dobra simples.

    4)Tipologia
    Possui títulos e manchetes em negrito, com fontes não-serifadas. Os textos em geral têm fontes menores e serifadas. Os títulos de colunas são escritos com fontes serifadas e em negrito. Os cadernos especiais apresentam uma maior variação de cores e tamanho das fontes. O nome da editoria é destacado em caixa alta e em vermelho. As entrevistas apresentam como manchetes uma declaração relevante do entrevistado entre aspas. Não há variação de fonte de acordo com gêneros textuais ou jornalísticos. A fonte é discreta. Outro aspecto é a presença de números em destaque, tanto no tamanho como na cor.

    5) Diagramação
    O uso do branco é mais presente nas bordas da página, sendo o “miolo” desta mais preenchido com textos e imagens e, portanto, com pouco branco. As margens têm um tamanho médio. Uma característica positiva da diagramação do jornal é a boa combinação entre texto e imagem. Há uma tendência de trazer a imagem sempre acima do corpo textual, mas há variações. O uso de elementos visuais como linhas, molduras e boxes é considerável, além de uma boa presença de gráficos, infográficos e tabelas informativas. Há uma flexibilidade no uso de padrões.

    6) Cores
    O jornal tem uma grande variação de cores, com uma abundância de imagens coloridas, fotos e anúncios. As cores não estão presentes apenas nas imagens, mas também nas palavras, em certos títulos, linhas finas e nos nomes das editorias e dos cadernos. Elementos visuais como linhas, molduras e boxes também possuem uma variada paleta de cores e os algarismos em destaques são feitos através de cores diferenciadas.

    7) Iconografia
    Iconografia presente principalmente através de linhas e molduras que acompanham e caracterizam, por exemplo, os nomes das editorias, do repórter e dos cadernos. Presença de boxes nas colunas com apelo visual que se diferencia de outros gêneros textuais. O logotipo do jornal não possui um forte apelo iconográfico que o faça criar uma forte identificação através de sua fonte.

    Vinicius Passarelli

    29/04/2014 em 1:06

  91. Análise do jornal “A Província de São Paulo”

    1) – Identificação e segmentação: O jornal A Província de São Paulo é um periódico brasileiro, fundado em 4 de janeiro de 1875, na capital paulista. Criado por um grupo de dezesseis abolicionistas e republicanos, o jornal permaneceu com o mesmo nome até 31 de dezembro de 1889, quando, devido à proclamação da República, intitulou-se O Estado de S. Paulo, conservando este mesmo nome até hoje. Desde seu surgimento, A Província de São Paulo circulava todos os dias, exceto às segundas feiras. As edições se tornaram diárias apenas em 1991, já com o nome O Estado de São Paulo. Durante os primeiros anos desde sua fundação, o jornal defendia os interesses das classes e grupos que lutavam pela proclamação da República e pela abolição da escravatura. Após essas conquistas, os proprietários e colaboradores do periódico passaram então a se envolver nas constantes batalhas e questões políticas que se travaram durante a República Velha. A Província de São Paulo não apresenta um alto nível de especialização, visto que são tratados diversos assuntos e em variadas seções, como, por exemplo, Seção Científica, Econômica, Judiciária e Letras e Artes. Embora o jornal não fosse especializado em um tema específico, ele contava com a participação de um grande número de intelectuais das mais diversas áreas, como, por exemplo, Mario de Andrade, Sergio Millet, Silveira Bueno e Monteiro Lobato. A tiragem inicial de A Província de São Paulo era de 2.000 exemplares, numero relativamente significativo, visto que a capital paulista contava com apenas 31 mil habitantes. No início de 1888, 13 anos após seu surgimento, o periódico já atingia a marca de 4.000 assinantes. Em janeiro de 1890, já com o nome de “O Estado de São Paulo”, a tiragem havia dobrado: 8 mil exemplares. Atualmente, o Estadão é um dos principais veículos impressos no que diz respeito à abrangência de circulação, com um número de 235.217 mil exemplares. O tipo de público da Província de São Paulo era a parcela alfabetizada e intelectual da época, e que, além disso, compartilhava os ideais do jornal, ou seja, ideais republicanos e abolicionistas. Assim, o jornal era destinado, principalmente, à elite paulista da época.

    2) – Papel e formato: A Província de São Paulo era impressa em papel jornal, com dimensões de aproximadamente (42×62) cm. O Estado de São Paulo mantém até hoje o formato standard. O periódico não apresentava recursos especiais, apenas o uso de dobras.

    3) – Organização: O jornal não é dividido em editorias, mas, sim, em seções. A primeira edição do periódico contém apenas um volume com quatro páginas. A primeira edição do jornal traz as seções: Cientifica, Econômica, Judiciária, Letras e Artes, além de um folhetim. As seções são assim descritas: Seção Científica: “Considerações geológicas e agronômicas aplicadas à viação pública da Província de São Paulo.” Seção Econômica: “Fazer penetrar nas massas os princípios da economia política. Destruir com auxílio destes princípios o grande número de erros, preconceitos e antipatia que detém a marcha da civilização”. Seção Judiciária: “Assuntos forenses, é nossa intenção fazer conhecidas as decisões proferidas pelos tribunais do país, e principalmente as da capital.” Nenhuma seção ocupa mais que uma página, sendo que a última página do primeiro volume do jornal era a área destinada, basicamente, a anúncios e propagandas diversas. Por ser um jornal simples (do ponto de vista de editoração gráfica e editorial) e de poucas páginas, não possui um modelo de encadernação e acabamento.

    4) – Tipologia: Em seu primeiro volume, A Província de São Paulo utilizou uma fonte grande e em caixa alta para o título, levemente serifada e em negrito. Os demais títulos – como os das Seções, Folhetim etc – também são em negrito, utilizam caixa alta, mas não são serifados. A página destinada a anúncios apresenta fontes diversas e menos delimitadas.

    5) – Diagramação: Em seu primeiro volume, a Província de São Paulo não apresenta interação entre texto e imagem, uma vez que prioriza a transmissão de informações. Assim, imagens e ilustrações, comuns em outros periódicos da época, não são encontrados no primeiro volume da Província de São Paulo. As ilustrações serão incorporadas ao jornal apenas em 1915, na publicação ‘Estadinho’. Acerca do esquema de modulação das paginas, o jornal apresenta diagramação com cinco colunas fixas. O nome do jornal aparece centralizado no topo da pagina, ocupando três das cinco colunas. O periódico apresenta o mesmo esquema de diagramação em todas as paginas (mesmo numero de colunas), no entanto é interessante notar que a sequência de leitura difere da primeira pagina para as demais. A capa é dividida por uma linha horizontal (na metade da pagina) que divide as informações (na metade superior, encontram-se o nome dos sócios e a descrição geral do periódico; na metade inferior, encontra-se o folhetim). Nas demais páginas, as informações ocupam todas as colunas do começo ao fim da página, não havendo mais divisão. A última página, destinada aos anúncios, apresenta uma série de caixas com molduras em estilo gótico. A Província de São Paulo apresenta poucos espaços em branco, o que dificulta a leitura, tornando-a densa. Do titulo ao restante do texto, o jornal apresenta uma linha e um fio data. Neste último, encontram-se informações referentes à data de publicação e o slogan do jornal.

    6) – Cores: Em seu primeiro volume, o jornal não apresenta variedade de cores, sendo utilizada unicamente a escala em preto. As cores só serão incorporadas ao jornal em 1915, com a publicação das ilustrações no ‘Estadinho’.

    7) – Iconografia: A primeira edição da Província de São Paulo não apresenta ícones característicos. No entanto, com a evolução do jornal, alguns ícones foram criados e incorporados ao periódico, como, por exemplo, aqueles destinados a indicar as editorias e o logo do jornal.

    Herculano Foz

    29/04/2014 em 2:14

  92. 1- “CORRIERE DELLA SERA”, tradicional jornal italiano, da cidade de Milão, surgiu em 1876; Desde seus primórdios, o jornal se intitula como o referencial e porta-voz da burguesia industrial do norte da Itália, sendo assim voltado para o cidadão “médio” italiano; Sua periodicidade é diária; A temática do jornal é geral e mesmo dando uma atenção diferenciada para a política e a economia, não exige nível de especialização elevado para o entendimento dos assuntos abordados; A circulação diária do jornal é de cerca de 464 mil exemplares contando as assinaturas digitais, impresas e avulsas; O preço do exemplar avulso é de €1,90, já o com a assinaturas do jornal, o exemplar custa €1,20.
    2- O jornal é impresso em papel-jornal, possui gramatura de 60g/cm² e a edição analisada foi feita no formato berliner(470mm de altura por 320mm de largura), contudo, atualmente o jornal é feito no formato de tablóide.
    3- O exemplar analisado possui o volume de 56 paginas, divididas em 5 cadernos e 14 seções;
    – Capa: 1 página, com as principais notícias do exemplar.
    – Primo Piano: 28 páginas, 5 seções (Primo Piano, 8 páginas; Focus, 2 páginas; Esteri, 6 páginas; Politica, 2 páginas; Cronache, 8 páginas) trazendo as notícias mais relacionadas a política, tanto interna quanto externa.
    – Economia: 7 páginas,Uma Única seção. Notícias voltadas para a economia do país dando, inclusive, informações sobre o mercado .
    – Seções “Opinioni&Commenti”, com a opinião de jornalistas do jornal sobre determinados assuntos, e “Lettere al Corriere”, com opiniões de leitores. 3 páginas.
    – Cultura: 6 páginas, com a página inicial, a seção “Terza Pagina” com uma única página trazendo notícias e discussões culturais. Há também uma seção intitulada “Le iniziative del Corriere” com uma projeto cultural do jornal.
    – Spettacoli: 3 páginas. Se trata, essencialmente, de filmes e shows.
    – Sport: 5 páginas. Traz o conteúdo esportivo do jornal.
    – Seção “Il Tempo” com a previsão do tempo em todo o país.
    – Seção “Programmi TV” com a programação da televisão no país.
    – Seção “Dal Satellite” com a programação da TV por satélite.
    – No verso do jornal tem uma coluna, com um pequeno resumo de algumas notícias da edição.
    4- O título do jornal está em caixa alta, negrito, itálico e serifado. No restante apenas a notícia principal está diferenciada. Ela está apenas em negrito. Os outros títulos alteram entre caixa alta e só a primeira letra maiúscula, porém todas estão serifadas, assim como o texto das matérias. O texto das matérias está bem compacto, o que por um ponto facilita em compactar bem eficientemente o espaço do jornal, mas por outro lado não facilita o conforto visual.
    5- O grid do jornal varia entre 8 e 6 colunas, fazendo uso constante de linhas para separar os elementos da página. O “Corriere della Sera” utiliza bem o branco, talvez para compensar o texto compacto. Suas matérias têm um espaço razoável entre as colunas. O jornal também possui a característica do uso de citações, além de empregar os elementos “’ para dar mais destaque ao título da matéria. Uma atenção especial é dada às imagens, geralmente preteridas em relação ao texto, mas bem trabalhadas. Destaque para a seção de previsão do tempo, em que a imagem é bem detalhista.
    6- A edição analisada é, em sua totalidade colorida, prevalecendo as cores azul, cinza e vermelho. As fotos possuem qualidade nas cores.
    7- O “Corriere della Sera” faz uso de alguns elementos iconográficos, como a bandeira da União Europeia na capa, minituarizada. Outro elemento é o logotipo do grupo dono do jornal, ”RCS Quotidiani”. Em uma outra seção temos um pequeno mouse.

    Daniel Linhares

    29/04/2014 em 4:07

  93. Jornal analisado: Sunday Mirror
    Edição analisada: 10 de novembro de 2013
    1)Identificação e Segmentação
    O Sunday Mirror é um jornal britânico, publicado em Londres. Sua circulação acontece na Espanha, Itália, Malta, Portugal e no Reino Unido. Criado em 1915 com o nome Sunday Pictorial, tornou-se um dos principais tabloides sensacionalista do continente europeu. Atualmente, é o segundo produto jornalístico de maior importância do grupo Daily News, do qual é filiado (o primeiro é a publicação diária, Daily News). Sua periodicidade é semanal, e todas as publicações acontecem aos domingos. Por se tratar de um jornal popular, e também porque o interesse maior de seu público é o entretenimento, não há um nível de especialização acentuado, o que justifica a ausência dos cadernos de Economia e Política. Analisando as publicidades do jornal, é possível afirmar que a maioria dos leitores é do público feminino. O suplemento de esporte é usado estrategicamente para cativar o público masculino. A capa repleta de imagens e manchetes gigantes revela o perfil sensacionalista e apelativo do jornal, cujo interesse maior é pelos fatos concernentes aos escândalos e curiosidades sobre os famosos, pelas histórias da vida real e pelas opiniões provocativas dos colunistas. O preço de um exemplar do jornal é de €2,70. O preço da assinatura varia conforme o país de destino. Também é possível assinar a revista Sunday Mirror.
    2)Papel e Formato
    O papel usado é o de jornal. O jornal está no formato tabloide (36,8cm de altura por 29cm de largura). A gramatura é de 60g/cm2.
    3)Organização
    A edição analisada possui 72 páginas, além dos suplementos de Esportes e Passa-Tempo, cujo total de páginas é de 24. O jornal não faz uso de cadernos para dividir os assuntos. A divisão tende, portanto, a seguir uma ordem fundamentada nos interesses do público-leitor. Logo, as matérias de capa e sobre outras celebridades costumam vir nas primeiras páginas. Em seguida, algumas colunas e artigos de opiniões sobre assuntos diversos. Já na segunda metade do jornal, espaço para o entretenimento. Por fim, as notícias sobre esporte. A seguir será realizada uma tentativa de relacionar as páginas de acordo com a divisão dos assuntos:
    Capa – As três principais matérias do jornal (analisando edições anteriores, percebi que não é comum a capa chamar mais de quatro matérias)
    Páginas 1 a 15 – Matérias de capa e reportagens especiais.
    Páginas 16, 26, 27, 29, 35, 38, 39, 41, 44, 45, 46 e 47 – Colunistas.
    Página 39 a 43 – Programação na TV e no Cinema.
    Página 57 – Programação esportiva
    Páginas 58 a 72 – Esportes
    Suplemento de Esporte: Páginas 1 a 20 – Futebol.
    Suplemento de Passa-Tempo: Páginas 1 a 3 – Jogos; Página 4 – Horóscopo.
    As páginas não citadas acima abordam assuntos diversos, quase sempre sobre o mundo dos famosos ou histórias inusitadas da vida real. As folhas são soltas e os suplementos são colocados no meio do jornal. As publicações ocupam posições modestas da páginas, salvo algumas exceções, como é o caso de propagandas que ocupam uma ou até duas páginas inteiras. Geralmente, as publicações encontram-se nas extremidades das páginas, preferivelmente no canto inferior.
    4)Tipologia
    O tamanho das fontes e seus formatos variam de acordo com o interesse da mensagem a ser passada. As manchetes são, quase sempre, em negrito e com fonte não-serifadas, pois há o interesse de impactar o leitor. Há chamadas de matérias que ocupam três quartos de uma página, por exemplo. No entanto, a fonte das matérias é serifada, para suavizar a leitura de textos longos. A sobreposição de textos em imagens é comum, sobretudo nas matérias de maior destaque, já que o intuito é ilustrar que uma declaração foi proferida pela pessoa retratada na imagem. Quase sempre os textos mais chamativos são de declarações polêmicas ou inusitadas.
    5)Diagramação
    O Sunday Mirror é caracterizado pelo uso abundante de imagens e textos grandes. Desta forma, é comum que as imagens cortem o espaço delimitado para os textos ou que textos curtos ocupem um espaço significativo da página. As imagens são, geralmente, acompanhadas por legendas. As matérias diferentes que ocupem uma mesma página são separadas por linhas ou inseridas em caixas. A diagramação da capa revela muito o perfil do jornal. Nela são selecionadas as três principais matérias da publicação. Uma das manchetes ocupa quase metade do espaço, enquanto outra parte significativa deste espaço é reservada para posicionar uma imagem que retrate outra matéria. A matéria menos importante é posicionada no canto inferior, recebendo, portanto, menos destaque. O logotipo do jornal posiciona-se no canto superior esquerdo da capa. Todas as páginas no jornal possuem cabeça. As margens das páginas são: superior de 1,6cm, esquerda de 2,1 cm e inferior de 1,7 cm. O grid das páginas varia muito, mas geralmente possui 5 colunas.
    6) Cores
    Apesar de possuir capa com cores vibrantes, o Sunday Mirror é quase todo em preto e branco. Das 72 páginas avaliadas nesta publicação, apenas 5 fazem uso de cores. A capa e a última página da publicação são estrategicamente coloridas, para chamar a atenção do leitor. Os dois suplementos são totalmente em preto e branco. A predominância de páginas em preto e branco é justificada pelo alto custo que o jornal teria caso fosse colorir boa parte das imagens que ilustram as matérias.
    7) Iconografia
    O logotipo do Sunday Mirror de 10 de novembro de 2013 vem acompanhado de um ícone: uma flor. Este ícone, também presente no logotipo do sua concorrente, o Sunday People, simboliza o dia em que os britânicos homenageiam os mortos em guerras. Por ser um jornal extremamente visual, é difícil especificar qual é o padrão icnográfico usado pelo Sunday Mirror. Geralmente, matérias diferentes são inseridas em caixas ou separadas por linhas. As publicidades costumam ter uma borda. O nome dos colunistas é inserido em uma caixa no canto superior da página, sempre acompanha por sua foto no canto esquerdo. Um subtítulo é posicionado embaixo no nome do colunista.

    Jhony Borges

    29/04/2014 em 7:43

  94. Jornal analisado: “A Cidade”
    edição analisada: 26 de abril de 2014

    Bárbara Maria da Costa – 3º termo diurno

    1) Identificação e segmentação: nome do jornal, país/estado/cidade de publicação, tipo de público, periodicidade, segmento temático, nível de especialização, abrangência da circulação, tiragem, preço da assinatura e da venda avulsa.

    O A Cidade é um jornal diário brasileiro da cidade de Ribeirão Preto (SP). Por estar inserido em uma região que tem o agronegócio como um carro-chefe da economia, o jornal dá um certo destaque a esse tema, no entanto ele não possui um nível de especialização, ele é geral, qualquer leitor é capaz de entender os textos. O público desse jornal está interessado principalmente nos anúncios, além disso, é um público que compra principalmente em banca e cada exemplar costuma ser lido por 2,7 pessoas. Como apontou uma pesquisa feita pelo pelo Instituto PróPesquisa em 2005, os leitores são principalmente da Região Sul de Ribeirão, possuem o Segundo Grau completo e são homens que trabalham. O A Cidade tem uma circulação de 25.000 exemplares por dia (número auditado pelo IVC) e abrange Ribeirão Preto e mais 26 cidades (Altinópolis, Barrinha, Batatais, Bebedouro, Brodwski, Cajuru, Cravinhos, Dumont, Guatapará, Jaboticabal, Jardinópolis, Luiz Antônio, Monte Alto, Morro Agudo, Orlândia, Pitangueiras, Pontal, Pradópolis, Sales de Oliveira, Santa Rosa do Viterbo, São Joaquim da Barra, São Simão, Serra Azul, Serrana, Sertãozinho e Taquaritinga).
    Abaixo encontram-se algumas formas de pagamento da assinatura do jornal:

    Preço da assinatura:

    Degustação Jornal Impresso + Digital – 15 dias grátis
    R$ 0,00 gratuito

    Assinatura Mensal do Jornal Impresso + Digital – Boleto
    R$ 62,00 à vista no boleto bancário

    Assinatura Anual do Jornal Impresso + Digital – Boleto
    R$ 526,80 à vista no boleto bancário

    Assinatura Semestral do Jornal Impresso + Digital – Boleto
    R$ 306,00 à vista no boleto bancário

    Venda avulsa: domingo: R$4,00 / outros dias: R$2,00

    Contexto do jornal A Cidade (109 anos):

    História

    O primeiro dia de circulação do jornal foi o dia 1º de janeiro de 1905 e logo cedo, ele se consolidou como líder da imprensa em Ribeirão Preto. Em 2005, A Cidade completou 100 anos e inaugurou seu parque gráfico, no Parque Industrial da Lagoinha. No ano seguinte foi firmada uma parceria com o grupo Coutinho Nogueira, proprietário da EPTV. Após uma reforma editorial e gráfica, em 2006, houve grandes investimentos na redação e adotou-se um foco no jornalismo local e regional.

    A região

    A região do jornal apresenta-se como o maior Polo Sucroalcoleiro do mundo, responsável por grande parte de todo álcool e açúcar produzidos no país. Também é a maior produtora e exportadora de suco de laranja do mundo. A renda gerada pelos impostos pagos pelo setor do agronegócio representa a força que alavanca o desenvolvimento e a excelência de outros setores da economia da região, como saúde, ensino e pesquisa, comércio, serviços e infraestrutura, gerando milhares de empregos.

    Fontes:

    http://sucursalpaulista.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=34&Itemid=71
    http://www.jornalacidade.com.br/institucional/empresa/empresa.aspx

    2) Papel e formato: tipo de papel, cor do papel, dimensões do página e, eventualmente, uso de dobras e outros recursos especiais.

    O tipo de papel é o jornal com cor branca. As dimensões da página são 560×320 mm e o jornal possui apenas uma dobra horizonta no meio do caderno.

    3) Organização: volumes, com número de páginas e divisão de cadernos; descrição de editoriais, seções, suplementos; modelo de encadernação e acabamento.

    Volumes: domingo: 7 / sábado: 5

    Número de páginas: domingo: 84 / sábado: 46

    Divisão de cadernos: Praticamente dividido por área temática, agrupando, assim, algumas editorias mais próximas:

    Primeiro Caderno: Opinião, Política, Cidades e Guia útil
    Segundo Caderno: Economia e Brasil&Mundo
    Terceiro Caderno: Caderno C
    Quarto Caderno: Esportes
    Quinto Caderno: Classificados

    Descrição de editorias: Opinião, Política, Cidades, Guia útil, Economia, Brasil&Mundo, Caderno C, Esportes, Classificados

    Seções: Editorial, Fala Cidadão, Do leitor (Opinião), Falecimento/Missas (Cidades), Concursos, Tempo, Serviços, Hoje é, Imagem do dia (Guia útil), Índices Econômicos (Economia), Horóscopo, Sudoku, Cruzadas, Bárbara Maia, Humor, Ponto de Vista, Programe-se, TV, Morar Bem, Giro (Caderno C), De Letra, Destaques da TV, Tabelão Esportivo (Esportes), Imóveis, Veículos, Empregos, Informática, Negócios (Classificados).

    Suplementos: Há 6 anos circula um suplemento sobre a Agrishow na época da feira

    Modelo de encadernação e acabamento: Agrupados somente pela dobra

    4) Tipologia: critérios de aplicação de diferentes famílias tipológicas e variações conforme categorias textuais, gêneros jornalísticos etc.

    Analisando primeiramente a tipologia na capa temos: o nome do jornal com fonte bold e serifas bem evidentes (lembrando a fonte egípcia) e os títulos das matérias também com fonte bold e serifas, só que menos evidentes. Já as linhas finas e as chamadas possuem fonte normal, mas as primeiras sem serifas e as segundas com serifas.
    No interior do jornal há um padrão de fontes serifadas no texto e nos títulos, já as legendas e as vinhetas não possuem serifas. As exceções desse padrão são o caderno de Esportes, que possui títulos sem serifas; o Caderno C, que dependendo da matéria, ela tem serifa ou não, e o caderno de Classificados, que tem texto sem serifas.

    5) Diagramação: esquema de modulação das páginas, flexibilidade no uso de padrões, uso de branco, relações significativas entre texto, imagem e recursos gráficos (fios, linhas, molduras, texturas, boxes etc.)

    O A Cidade possui pouca flexibilidade no uso de padrões, o jornal segue um modelo de forma fiel, o único caderno que foge mais do padrão é o Caderno C. O espaço em branco é pouco explorado, cada espaço da página parece ser aproveitado. As fotos seguem o padrão de um retângulo quando encaixadas ao texto, somente o Caderno C utiliza fotos com recortes diferentes. O jornal faz grande uso de infográficos, linhas, fios e boxes coloridos em suas matérias, na primeira página de alguns cadernos há boxes coloridos com alguma matéria em destaque e o número da página em que ela está.

    6) Cores: identidade cromática dos elementos de diagramação, paletas de identificação de cadernos, tonalidades predominantes e seu valor significativo.

    Paletas de identificação de cadernos:

    Primeiro Caderno: Opinião, Política, Cidades e Guia útil – azul escuro

    Segundo Caderno: Economia e Brasil&Mundo – verde

    Terceiro Caderno: Caderno C – vermelho escuro/vinho

    Quarto Caderno: Esportes – Laranja

    Quinto Caderno: Classificados – Majoritariamente preto e branco

    Tonalidade predominante: Azul escuro

    7) Iconografia: uso de ícones, marcas, selos, vinhetas, tarjas, timbres de logotipos, logomarcas e outros elementos componentes da identidade visual.

    O jornal faz grande uso principalmente de vinhetas, tarjas e linhas.

    Bárbara Costa

    29/04/2014 em 8:25

  95. Jornal analisado: The New Yor Times / International New York Times
    Edição analisada: 08 de abril de 2014

    1) Identificação e segmentação
    O jornal “The New York Times”, cuja publicadora é a “The New York Times Company”, existe desde 1835, sendo a primeira edição ilustrada publicada em 1861 e seu site criado em 1996 (www.nytimes.com), o qual é visualizado por milhões de pessoas todos os dias. Sendo um dos jornais mais respeitados no mundo, sua circulação diária ocorre prioritariamente em Nova Iorque, com distribuição nos Estados Unidos da América, além outros 65 países, por meio da edição Internacional.
    A tiragem diária, no país de origem, é de cerca de 900 mil exemplares, com exceção do domingo, em que atinge quase um milhão de exemplares. Na edição Internacional, essa tiragem varia de país para país.
    Nos EUA, é possível assiná-lo diariamente por $6,65 por semana ($26,60 por mês), ou R$14,63 por semana (R$58,52 por mês). Há também a opção de assiná-lo apenas de sexta-feira a domingo ($17,40 ou R$38,28 por mês), no sábado e no domingo ($15,20 ou R$33,40 por mês) ou de segunda a sexta ($14,40 ou R$31,68). A venda avulsa sai por R$10 no Brasil (edição Internacional) e $2 nos EUA.
    O “The New York Times” não possui um público específico, porque possui um nível de especialização variável conforme cada seção. Aborda questões não só locais, mas internacionais também, já que circula em muitos países.

    2) Papel e formato
    O NYT é impresso em papel jornal, e possui formato standard (mais especificamente 580x350mm). A cor é branca, que tende a amarelar com a ação do tempo. O jornal utiliza apenas uma dobra horizontal no meio do caderno.

    3) Organização
    A edição Internacional é compacta e conta com 20 páginas, contendo apenas dois cadernos: o primeiro e o segundo caderno. O primeiro caderno é subdividido em “Page 2”, “World News” (com as seções “Africa/Asia”, “United States” e “Europe”), “Opinion“ e “Style”. Já o segundo caderno é subdividido em “Culture” (com as seções “dance­”, “art”, “film” e “books”), “Sports” (seções “Rugby”, “Cricket”, “Golf”, “Olympics” e “Soccer”) e “Business” (seções “Economy”, “Finance”, “Technology”, “Media”, “Companies”, “Markets”) e “DEALBOOK”.
    A encadernação é simples, com apenas uma dobra vertical e horizontal central e um caderno sobreposto ao outro.

    4) Tipologia
    A fonte utilizada é majoritariamente serifada (apenas indicações pequenas de cadernos/páginas na capa que possuem fonte sem serifa), sempre na cor preta ou cinza. Os formatos negrito e itálico não são utilizados, deixando o jornal com um aspecto “limpo” – apenas o título “International New York Times” chama bastante a atenção por utilizar a fonte clássica do NYT, característica do jornal. Os destaques para determinados subtítulos ou subdivisões (como em manchetes) são feitos apenas por meio de letras em caixa alta. Os textos maiores, que compõem as notícias, colunas, análises, possuem fonte de tamanho bem pequeno, mostrando a presença de muito conteúdo.

    5) Diagramação
    As páginas são numeradas com apenas números, sem a presença de letras. O jornal é bem padrão, com um equilíbrio entre imagens e texto, apesar da presença significante deste último. Isso segue por todo o jornal, com exceção do caderno “Style”, em que há grandes imagens de propaganda e fotojornalísticas.
    A capa é subdividida por linhas horizontais – um bloco acima do cabeçalho com chamadas e números de páginas, o cabeçalho com título do jornal e a data, um bloco central com chamadas minuciosas das notícias principais e um bloco inferior com chamadas para matérias secundárias, informações técnicas (como código de barras, preço) e propaganda. Verticalmente, o jornal possui 6 colunas.
    Não há a presença de gráficos, apenas uma charge na editoria “Opinion”.

    6) Cores
    O NYT é internacionalmente reconhecido como um jornal sério não só por seu conteúdo, mas também por ser trabalhado na escala de cinza, do preto ao branco (o que lhe rendeu o codinome “Old Gray Lady”). No caso da edição Internacional, essa característica está presente em todas as páginas do jornal, sem sequer uma imagem colorida.

    7) Iconografia
    O jornal tem como maior ícone o próprio logo que contém seu nome. É lembrado por todo o mundo quando visto, e utiliza a letra “T” como logo para o website e demais publicações. A fonte característica reforça a seriedade, a força e o conservadorismo do jornal – o logo é o mesmo há 162 anos.

    Fontes:
    https://nytimesathome.com/hd/237
    http://jobs.nytco.com/
    http://www.nytco.com/
    “International New York Times” de terça, 8 de abril de 2014

    Rafaela de Campos Nogueira

    29/04/2014 em 9:06

  96. Análise do jornal The Sunday Telegraph

    Nome: O The Sunday Telegraph é um jornal britânico fundado em 1961. É “irmão” do The Telegraph ou The Daily Telegraph (1855), mas os jornais tem equipes editoriais diferentes. O Telegraph Media Group é o dono do jornal e o atual editor é o jornalista Ian MacGregor. O jornal surgiu depois de uma quebra de contrato que previa a participação da equipe do jornal diário na produção do The Sunday Times. Entre as principais mudanças pelas quais o jornal passou está a reformulação elaborada por Sarah Sands em 2005. Uma revista de moda foi adicionada à parte tradicional de críticas do The Sunday Telegraph e foram realizadas alterações no logo do jornal. Depois que a editora deixou o posto o estilo gótico do logo foi recuperado.

    País/Estado/Cidade: O jornal circula em todo o Reino Unido, mas tem maior circulação das regiões de Londres, Midlands e North West. A versão internacional circula na Bélgica, França, Alemanha, Grécia, Itália, Malta, Holanda, Espanha, Chipre e Portugal. Há também uma versão que circula na Austrália, nos estados de New South Wales e Queensland.

    Tipo de Público: De acordo com as pesquisas e dados disponibilizados no site do The Sunday Telegraph, o perfil do público do jornal se caracteriza por uma idade média maior que 65 anos, das classes sociais mais altas do Reino Unido (A e B). A diferença entre gêneros não é tão grande, mas os homens ainda são a maior parte dos leitores do jornal.No site também estão disponíveis outra informações sobre as preferencias e hábitos do público leitor do The Sunday Telegraph. Por exemplo, 24% do público pretende comprar um carro nos próximos dois anos e 80% são mais propensos a viajar de cruzeiro.

    Periodicidade: O The Sunday Telegraph tem periodicidade semanal, sendo publicado aos Domingos.

    Segmento temático: O The Sunday Telegraph é um jornal mais abrangente, que trata de diversos conteúdos em editorias diferentes. Enquanto a parte de notícias, mercado e esportes é reforçada nos cadernos principais, o suplemento traz assuntos relacionados à entrevistas, críticas, moda, comida, opinião e viagens.

    Nível de Especialização: O The Sunday Telegraph tem um nível baixo de especialização. Apesar de abordar diversos temas relacionados à mercado e finanças por exemplo, o conteúdo é acessível ao leitor. Além disso o jornal traz analises e comentários sobre os mais variados assuntos.

    Abrangência de Circulação: Através dos dados disponibilizados no site do jornal é possível observar que a abrangência semanal de sua versão impressa é de pouco mais de 429 mil exemplares em todo o Reino Unido, alcançando um milhão e trezentos e setenta e dois mil pessoas. Entre os centros onde o jornal é mais lido está Londres, Midlands, North West e Yorkshire, nesta ordem. Somando os números de audiência do Telegraph Media Group, o alcance mensal do grupo chega a 12 milhões de pessoas.

    Área de Cobertura: Apesar da edição analisada se tratar de uma internacional, o The Sunday Telegraph cobre assuntos e temas em pauta no Reino Unido. A parte de notícias internacionais trata de assuntos interessantes e impactantes para a nação, além de temas globais, seja pela grandiosidade do evento relatado ou importância política e econômica do mesmo.

    Tiragem: O site do The Sunday Telegraph só disponibiliza dados sobre a circulação do jornal. São distribuídas mais de 429 mil cópias do jornal. Já a quantidade de cópias que circulam no Reino Unido do Daily Telegraph, o jornal diário do Telegraph Media Group é de mais de 541 mil.

    Preço (assinatura e venda): A edição analisada é a versão internacional, cujo preço é de 5,30 euros. O preço da versão britânica é e duas libras. Para assinaturas no Reino Unido é possível escolher entre três pacotes. O primeiro, o “Web Pack” tem o valor de quatro libras por mês ou 40 por ano, e corresponde ao acesso ilimitado ao site e aplicativos para Iphone e Android. O segundo pacote, de custo de dez libras por mês ou 100 por ano, é o pacote digital – Digital Pack – que traz os mesmos recursos do anterior e também aplicativos para tablets (Ipad, Android, Kindle Fire e Windows) e um cartão de recompensas para o assinante. O último pacote – Complete Pack – traz, além do que está incluso no “Digital Pack”, a versão impressa do jornal durante toda a semana, o Daily Telegraph e o The Sunday Telegraph, com o custo de 39 libras por mês ou 468 por ano – correspondendo à nove libras por semana. Com relação a assinaturas da versão internacional do jornal, elas só estão disponíveis o “Internet Pack” e o “Digital Pack”. Os valores e os componentes dos pacotes são iguais aos dos oferecidos para o Reino Unido.

    Papel e formato

    Tipo de papel: O tipo de papel em que o The Sunday Telegraph é impresso é o papel jornal, de baixa gramatura.

    Dimensões da página: O The Sunday Telegraph tem o formato Standart, de medidas 350mmX575mm. Além disso, o jornal traz um suplemento de Domingo, o Sunday, de formato tablóide e medidas 293mmX347mm.

    Uso de dobras e outros recursos especiais: O jornal tem uma dobra única e horizontal no meio.

    Cor do papel: A cor do papel utilizado é branco.

    Organização

    Volumes: Volume único

    Número de Páginas e Divisão de Cadernos: O jornal é organizado em dois cadernos e conta com um Suplemento chamado Sunday. Os cadernos tem 24 páginas, já o suplemento possui 80 páginas.

    Descrição de Editorias

    O jornal é subdivido entre as seguintes editorias:
    Business – Faz parte do segundo caderno e preenche cerca de 8 páginas do mesmo. Essa editoria do The Sunday Telegraph acaba sendo um dos carros chefes do jornal. Ele é famoso por tratar de notícias relacionadas a mercado, finanças de uma maneira mais acessível e compreensível, trazendo inclusive análises e comentários sobre esses assuntos.
    Sports – Faz parte do segundo caderno e na edição analisada preenche 11 páginas. A editoria traz as principais notícias sobre os esportes e campeonatos mais populares do Reino Unido, como o futebol, cricket e o campeonato internacional QBE, de Rugby
    Opinion – Faz parte do segundo caderno e na edição analisada preenche 4 páginas. Essa editoria traz artigos sobre diversos assuntos: economia, política, celebridades, mas principalmente comentários sobre os assuntos em pauta. Ela também contém as matérias editoriais do jornal.
    News – Faz parte do primeiro caderno e na edição analisada preenche 9 páginas. Essa editoria contem matérias de variados temas sobre os acontecimentos recentes do reino unido. Nelas são abordadas as pautas mais quentes.
    Internacional News – Faz parte do primeiro caderno e na edição analisada preenche 2 páginas. Essa parte do jornal traz assuntos em pauta no mundo inteiro, de grande magnitude, como conflitos, desastres naturais e outros temas globais que também interessam ou afetam o Reino Unido.
    News Review&Opinion – Faz parte do primeiro caderno e na edição analisada preenche 5 páginas. Essa editoria do The Sunday Telegraph traz discussões mais opinativas preparadas pelos jornalistas. Na edição grande parte das matérias se relacionam com o Remambrance Sunday e tratam de personagens relacionadas ao feriado. No entanto, há matérias do gênero opinativo sobre celebridades, moda e outros assuntos.
    Mandrake – “Coluna” de Richard Eden, faz parte do primeiro caderno e na edição analisada preenche 1 página. Essa coluna trata de assuntos relacionados às celebridades britânicas.
    Sunday Features – Faz parte do suplemento Sunday e na edição analisada preenche 17 páginas. Essa editoria traz matérias referentes a pautas mais frias e assuntos mais leves, além da realização de entrevistas com diversas personalidades – professores, modelos e etc.
    Sunday Opinion – Faz parte do suplemento Sunday e na edição analisada preenche 3 páginas. Traz comentários e discussões acerca dos assuntos que a editoria Features aborda, além de outros temas em pauta no momento e que se adequem ao conteúdo do suplemento.
    Sunday Fashion – Faz parte do suplemento Sunday e na edição analisada preenche 2 páginas. Essa editoria utiliza mais fotos do que texto, com o objetivo de mostrar tendências da moda e outros assuntos relacionados à área.
    Sunday Reviews – Faz parte do suplemento Sunday e na edição analisada preenche 3 páginas. Essa editoria traz analises, críticas e pontuações sobre filmes, livros e outras artes.
    Sunday Lifestyle – Faz parte do suplemento Sunday e na edição analisada preenche 3 páginas. Traz matérias sobre comportamento e estilo de vida.
    Sunday Property – Faz parte do suplemento Sunday e na edição analisada preenche 5 páginas. Traz matérias e discussões em torno de alugueis, propriedades e assuntos dentro do tema.
    Sunday Food – Faz parte do suplemento Sunday e na edição analisada preenche 4 páginas. Essa editoria traz receitas, dicas de alimentação e também de restaurantes.
    Sunday Gardening – Faz parte do suplemento Sunday e na edição analisada preenche 3 páginas. Traz informações e matérias sobre jardinagem e assuntos relacionados.
    Sunday Travel – Faz parte do suplemento Sunday e na edição analisada preenche 6 páginas. Apresenta destinos, traz matérias sobre pontos turísticos de diversos países, além de dicas para viagens em geral,
    Sunday Money – Faz parte do suplemento Sunday e na edição analisada preenche 3 páginas. Traz matérias e assuntos relacionados à finanças e economia, mas algo mais aproximado dos leitores.
    Puzzles – Faz parte do suplemento Sunday e na edição analisada preenche 4 páginas.
    Sunday TV&Radio – Faz parte do suplemento Sunday e na edição analisada preenche 20 páginas. Essa parte do suplemento traz os horários e programações dos principais canais de rádio e televisão do Reino Unido.

    Seções
    No primeiro caderno é possível observar, dentro da editoria News há a seção Remembrance Sunday (4 páginas). É uma seção extraordinária e especial, que traz matérias sobre uma data especial para os britânicos, celebrada no segundo domingo do mês de novembro, dia da publicação da edição analisada (10/11/2013), o Remebrance Sunday. É uma data comemorativa cujo objetivo é lembrar e comemorar a contribuição dos britânicos e de outros que serviram durante as duas grandes guerras e outros conflitos. Na editoria Opinion há a seção To the editor, que contém as cartas e opiniões dos leitores enviadas à redação. Já no segundo caderno há a seção Comments, dentro da editoria Bussiness, que traz análises e comentários de especialistas na área. Já dentro da editoria Sports há várias seções, organizadas de forma a separa os esportes que as matérias se referem. São elas: QBE Internacionals (3 página), Rugby Union (1 página), Barclays Premier League (2 página), Football (1 página), Cricket (1 página). É possível notar que algumas dessas seções variam, como a referente ao campeonato QBE Internacionals.
    Com relação às seções das editorias do suplemento, pode-se destaca-las da seguinte maneira:
    Editoria Review
    – Sunday books – Traz comentários, avaliações, críticas e os principais destaques da literatura
    – Arts – Esta seção traz críticas e comentários sobre diversas formas de arte e, desta maneira, ainda é subdividida através dos seguintes chapéus: Film, Music, Opera, Theatre, Dance, Pop, Classical, Art
    Editoria Features
    – Coluna de Lyanne Truss – Ela comenta sobre os assuntos abordados nas entrevistas da editoria ou então sobre algo que esteja em pauta no momento e se encaixe na temática da editoria.
    Editoria Opinion
    – The Thinkers – Traz comentários e artigos sobre assuntos específicos mas comuns para o leitor do suplemento.
    Editoria Food
    – Drink – Traz matérias e analises sobre bedidas, bares e assuntos relacionados.
    – Food – Traz matérias e analises sobre comida, restaurantes e assuntos relacionados.
    – Notebook – Essa seção traz receitas relacionadas aos alimentos de certa época ou então certa data comemorativa.
    Editoria Lifestyle
    – Lifecoach – Traz comentários de uma consultora sobre os problemas detacados pelos leitores.
    Editoria Travel
    – Fiona Duncan – Coluna de uma consultora do The Sunday Telegraph que comenta sobre destinos e viagens.
    Editoria Money
    – Ask Jessika – Jessika é uma consultora financeira que responde às perguntas dos leitores sobre problemas com economia e gestão doméstica.

    Suplementos : O jornal The Sunday Telegraph traz o suplemento Sunday que possui 80 páginas. Ele tem o formato tablóide, com dimensões de 293mmX347mm, sendo encaixado do meio do volume. Ele trata de conteúdos mais leves que não aparecem no The Telegraph, como Livros, Moda, Jardinagem, a programação da televisão e do rádio da semana, quebra-cabeças, entrevistas, comida, É um conteúdo diferenciado, preparado para os leitores do jornal de domingo.

    Modelo de Encadernação e Acabamento: O jornal não conta com uma encadernação com grampos, assim como o suplemento que ele traz. As páginas são seguradas através da dobra do formato Standart e, no caso do suplemento, a dobra do formato tabloide.

    Tipologia

    Critérios de Aplicação de diferentes famílias tipológicas e variações conforme categorias textuais: Nos cadernos principais do jornal a fonte utilizada é serifada. Alguns títulos, além de terem um maior corpo são destacados em negrito. A hierarquia dada à informação pode ser observada através dessa diferenciação entre os os corpos dos títulos e outras aspectos gráficos. Uma fonte sem serifo é utilizada para a assinatura dos jornalistas (em caixa alta e negritada) e a titulação dos mesmos – a de correspondente, por exemplo.
    As chamadas para certos conteúdos e outros cadernos destacadas na primeira página do jornal também utilizam uma fonte serifada, mas são apresentadas em caixa alta, negrito e na cor azul. A descrição ou comentário sobre o conteúdo é apresentada através de uma fonte não serifada.
    As citações são marcadas por uma fonte serifada, em negrito e itálico. A indicação para a página onde certo conteúdo está disposto é colocada através de uma fonte não serifada em negrito, que indica à qual tema ou editoria essa informação corresponde. Logo após é apresentado o número da página e o caderno correspondente, indicados na mesma fonte, só que simples.
    As legendas são apresentadas por meio de uma fonte sem serifo e em negrito. As linhas finhas seguem o padrão do título – fonte serifada – mas apresentam um corpo menor. Trechos de cartas são dispostos de maneira diferenciada: o título em caixa alta e negrito, com fonte serifada; uma pequena descrição, seguindo o mesmo padrão mas sem o destaque em negrito; e enfim o corpo do texto, de menor tamanho e destacado com o recurso do itálico.
    No segundo caderno já se pode notar certa diferença quanto à tipografia. Na editoria de Business alguns títulos já são apresentados em fontes sem serifo, trazendo certo descanso para os olhos do leitor e dinâmica para a página. Na parte de Esportes o uso desse recurso é amplamente utilizado, sendo que nenhum título é apresentado com letras serifadas. O destaque maior que eles podem receber é dado através de um maior corpo ou através do negrito – recurso amplamente utilizado nessa editoria do jornal com o intuito de impactar o leitor.
    A tipologia no suplemento já se mostra bem diferenciada. Há a alternância entre letras com e sem serifo, negritadas ou não e também quanto ao tamanho de seus corpos. Isso se dá em vários níveis de informação, seja nos títulos, ou no próprio corpo do texto. É interessante observar que, essa dinâmica da mais leveza à página, tornando-a mais atrativa para o leitor, mas não deixa que a hierarquia da informação e a identidade dos recursos se percam. Em sua maioria textos são dispostos alinhados à esquerda, com letras serifadas e colunas separadas por linhas. Os títulos são em grande parte apresentados através de letras não serifadas. Algumas matérias também são destacadas com fontes não serifadas. Em alguns títulos também é realizado um jogo com o corpo das palavras em uma mesma frase.

    Gêneros jornalísticos: É possível identificar matérias dos três principais gêneros jornalísticos: informativo, interpretativo e opinativo. É interessante perceber que essa diferenciação também é visível através da diagramação e outros recursos gráficos, como o alinhamento do texto, a tipografia utilizada, a flexibilidade na disposição do texto e etc. Com relação à orientação e posição do jornal, o The Sunday Telegraph é considerado um meio conservador.

    Diagramação

    Esquema de Modulação das páginas: Os cadernos principais do jornal são organizados em oito colunas. É possível observar na primeira página alguns blocos principais. Primeiro, no topo da página existe uma chamada para o bloco de esporte. Logo abaixo, está em destaque o logotipo do jornal, que é separado por uma traja fina cinza das principais matérias da edição. Na parte inferior do jornal é possível observar algumas matérias de menor destaque, e no rodapé informações sobre os outros cadernos do The Sunday Telegraph. No suplemento Sunday, por se tratar de um conteúdo um pouco mais descontraído, a modulação de páginas também é mais flexível. Há páginas que obedecem à organização de quatro, cinco ou seis colunas, adequando a diagramação ao teor das matérias apresentadas.

    Flexibilidade no uso de padrões: Apesar de apresentar um padrão visível, verifica-se que a diagramação do jornal é um pouco livre e bem interessante. O primeiro caderno, por ter um tom mais sério, ainda é um pouco mais rígido, mas as matérias são apresentadas de diferentes formas, não cansando o leitor e dinamizando a leitura do bloco. O segundo caderno já é ainda mais aberto à essa dinâmica. Há maior uso de brancos e também um maior jogo com a tipografia utilizada. Isso é verificado até pelo tema que o caderno traz – negócios e esportes. A disposição das matérias já passa a ser ainda mais descontraída. Com relação ao suplemento Sunday, o The Sunday Telegraph traz a máxima dessa flexibilidade. Há um jogo com vários os recursos gráficos, tornando a apresentação do conteúdo muito interessante e bonita, lembrando até a diagramação de uma revista. Ainda assim, é válido lembrar que essas modificações proporcionam ao leitor uma experiência menos cansativa, mas sem perder a identidade e padrão do projeto-gráfico do jornal.

    Uso de branco: No primeiro caderno do jornal os espaços brancos não são tão utilizados. Em algumas páginas, como a coluna Mandrake, no primeiro caderno, e em outras partes, como nas de identificação de editorias, esse branco é usado e funciona como respiro para os olhos do leitor e para marcar a separação de assuntos. Já no segundo, observa-se que o recurso é um pouco mais utilizado. Pode-se perceber que há espaços entre as matérias e também no campo reservado para alguns títulos, dando mais dinâmica à página, deixando-a menos rígida. Já no suplemento Sunday o recurso do uso de branco é utilizado de diversas maneiras, até devido à leveza dos assuntos tratados no mesmo. No espaço reservado para os títulos, na identificação de assuntos e editorias.

    Relações significativas entre texto, imagens e recursos gráficos (fios, linhas, molduras, texturas, boxes): Uma das mais visíveis características do The Sunday Telegraph é o uso de linhas que dividem os blocos de notícias e diferentes matérias. Nos cadernos principais do jornal elas tem exatamente essa função estética e logística: separar os diferentes assuntos e temas tratados nas matérias. Além disso, elas também aparecem:
    • Abaixo das assinaturas dos textos
    • Marcando as divisões entre anúncios – nesse caso há a presença de uma tarja de maior espessura logo acima da publicidade e uma linha simples marcando a divisa com o conteúdo informativo do jornal.
    • Marcando os olhos – os trechos de fontes e entrevistados, destacados também através de uma diferente tipografia. Além disso é usado um outro artifício gráfico para identificar essas citações. Trata-se de uma tarja diferenciada, formada por pequenos traços que identificam esse recurso textual.
    • No suplemento – separando as colunas de uma mesma matéria
    Com relação ao uso de imagens nos cadernos e suplemento do jornal é possível observar grande harmonia. Nos cadernos principais pode-se perceber que o uso das imagens é mais contido, mas muito interessante. Elas ilustram as matérias e temas abordados. Na seção Remebrance Sunday da edição analisada há diversas fotos de pessoas que serviram e suas famílias, ilustrando de forma pertinente o tema em questão. Quando não há fotos para certa matéria observa-se o cuidado em colocar ilustrações que conversem com o tema, chamando a atenção do leitor. É interessante observar também que as imagens, em sua maioria, são emolduradas por uma linha fina. As que não usam esse recurso são dispostas na página de maneira que os espaços entre elas criam harmonia e uma espécie de moldura branca.
    Por fim, os boxes não são muito utilizados no jornal. Eles aparecem em algumas ocasiões, mas não são destacados por molduras em si, mas pela cor sob a qual as informações estão dispostas, geralmente em azul.

    Cores

    Identidade cromática dos elementos de diagramação: O The Sunday Telegraph é um jornal que possui algumas páginas impressas em preto e branco e outras impressas em cores. O jornal utiliza alguns toques nas cores azul e vermelha, com algumas variações de tom. Elas são utilizadas para destacar palavras, dados, números e outras informações. Há também certa flexibilidade com o uso de outras cores, de acordo com as matérias e editorias. A de esportes por exemplo traz a cor verde escura. No suplemento de Domingo essa maleabilidade pode ser melhor percebida. Há matérias em que são utilizadas cores diferenciadas, mas que conversam com o conteúdo tratado na página.

    Paletas de identificação de cadernos: No primeiro caderno, observa-se o uso da cor azul escura para marcar as editorias News e International News, além de identificar a seção de tempo – weather – dentro do caderno. Já no segundo caderno, as editorias business e opinion trazem a cor vermelha como característica. Além disso, na editoria de esportes os destaques são feitos com a cor verde escura. No suplemento, observa-se o uso da cor verde clara para a identificação da editora Features, mas a capa traz as cores amarela e branca. Na versão online do jornal é possível perceber outras identidades, como o uso do azul turquesa para a editoria Travel – que, na edição analisada, faz parte do suplemento Sunday e cujas páginas estão impressas em preto e branco.

    Tonalidades predominantes e seu valor significativo: As tonalidades predominantes do jornal, apesar das cores que identificam cadernos e marcam editorias, são o azul e o vermelho, as cores da bandeira do Reino Unido. Dessa maneira a identidade do jornal se relaciona com a pátria utilizando essas cores em destaques, símbolos gráficos e outros detalhes mais padronizados e característicos do jornal.

    Iconografia

    Uso de ícones, marcas, selos, vinhetas, tarjas, timbres de logotipos, logomarcas e outros elementos componentes da identidade visual: O jornal utiliza vários infográficos, bem elaborados, que agregam imagens, textos, símbolos gráficos, ilustrações… Além disso a identidade do jornal advém do logotipo, apresentado em uma fonte gótica. As vinhetas são normalmente destacadas e diferenciadas através da tipologia. Na edição analisada há uma espécie de box com chamadas para o caderno de esportes. Observando outras edições do jornal é possível perceber que esse recurso é frequentemente utilizado, e acaba se tornando parte da identidade do The Sunday Telegraph.

    Pepita Martin Ortega

    29/04/2014 em 9:25

  97. Jornal: A Gazeta do Povo

    1) Identificação e apresentação
    O jornal a Gazeta do Povo foi fundado dia 3 de fevereiro de 1919, em Curitiba (PR). Sua 1ª edição circulou com apenas seis páginas. Atualmente, é considerado o maior jornal do Paraná e o mais antigo em circulação no estado. É publicado pela Editora Gazeta do Povo S.A, do Grupo Paranaense de Comunicação. A sua periodicidade é diária. Sua tiragem média é de 43 mil exemplares por dia. É um jornal pouco segmentado, pois trata de assuntos gerais. Não apresenta especialização, o seu público é bastante abrangente. O preço da assinatura do jornal impresso todos os dias é R$49,90; impresso somente aos domingos é R$36,90. A venda avulsa é R$2,00 nos dias úteis e R$4,00 aos domingos. Em outros estados (SP, RJ, RS e MG), exceto SC, e no Distrito Federal o preço é R$2,40 nos dias úteis e R$4,50 aos domingos.
    Perfil do público: a Gazeta do Povo alcança 53% dos leitores da Grande Curitiba e 62% dos leitores de jornal da classe AB da Grande Curitiba.
    Sexo:
    53% masculino
    47% feminino
    Classe:
    A – 15%
    B – 60%
    C – 24%
    Faixa etária:
    18 a 29 anos – 27%
    30 a 39 anos – 24%
    40 a 49 anos – 20%
    Entre os assuntos de interesse dos leitores, em primeiro lugar está atualidade/noticiário do momento, em seguida vem música, em terceiro lugar está saúde e bem-estar. Sobre os hábitos de lazer, os preferidos dos leitores são, por ordem decrescente: ouvir música, cozinhar e jantar fora.

    2) Papel e formato
    A Gazeta do Povo é impressa em papel jornal. O seu formato é standard (560mm x 320mm). O suplemento que acompanha a edição analisada é menor, possui dimensões 275mm x 205mm e o tipo de papel utilizado é couchê brilhante. O jornal apresenta uma dobra na horizontal de cada caderno.

    3) Organização
    A edição analisada da Gazeta do Povo apresenta 42 páginas, divididas em 5 cadernos. Também há um suplemento das quintas-feiras(Viver Bem – Casa e Decoração), com 40 páginas. A encadernação mantém os cadernos separados.
    – O caderno 1 (12 páginas) contém a capa, a editoria Opinião e a editoria Vida e Cidadania
    Opinião: Editorial, artigos, coluna do leitor.
    Vida e Cidadania: Educação, Rio de Janeiro, transporte coletivo, medicamentos, utilidade pública, rodovias, meteorologia.
    – O caderno 2 (12 páginas) contém a editoria Vida Pública e a editoria Economia.
    Vida Pública: Legislativo, assessoramento, câmara, acusação, Petrobrás, mensalão.
    Economia: Crise automotiva, palestras, setor elétrico, inflação, comércio, imposto de renda, tributos, fiscalização, empreender.
    – O caderno 3 (8 páginas) contém a editoria Gazeta Classificados e a editoria Serviços e Diversão: Sudoku, cruzadas, horóscopo, aniversários, cursos e palestras, cidadão atento.
    – O caderno 4 (4 páginas) é o “Caderno G”, dedicado à cultura: Música, shows, cinema, novelas, televisão, teatro, exposições, cênicas, visuais, bom gourmet.
    – O caderno 5 (6 páginas) contém a editoria Esportiva e a Mundo.
    Esportiva: Brasileiro 2014, colunas, figurões da Copa, Copa do Brasil, Atlético, Série B, Natação, Libertadores.
    Mundo: Vaticano, greve, Escócia, Palestina.

    Os suplementos que acompanham o jornal variam de acordo com o dia da semana.
    Segunda-feira: Vida na Universidade; Saúde
    Terça-feira: Agronegócio; Educação
    Quarta-feira: Automóveis; Imóveis; Consumidor
    Quinta-feira: Viver Bem
    Sexta-feira: Justiça e Direito
    Sábado: Gaz+
    Domingo: Viver Bem; Automóveis; Imóveis

    4) Tipologia
    O nome do jornal é grifado em caixa alta e negrito, causando razoável impacto. Trata-se de uma fonte mais geométrica e não serifada. A fonte da manchete é grande, está em negrito e também não é serifada. Já as demais chamadas da capa, assim como os títulos das matérias e o corpo dos textos apresentam fontes tradicionais e serifadas, dando maior fluidez na hora da leitura. As assinaturas das matérias estão em itálico. Os títulos das matérias e as legendas das imagens, em negrito. No caderno 1 e 2, a fonte das editorias é fina e com serifa bem aparente. Nos demais cadernos, ela é apresentada em negrito, colorida e mais grossa (com exceção da editoria Mundo, presente no caderno de esportes). Os títulos das seções possuem caixa alta, são pequenos, serifados e grande parte é colorido.

    5) Diagramação:
    As páginas do jornal são organizadas em seis colunas. A capa dispõe dos seguintes elementos: cabeçalho – destacando o título – manchete, infográfico, duas fotos grandes, fotos menores, chamadas secundárias e imagens sobre previsão do tempo. Não há propagandas na capa, que é razoavelmente limpa. A diagramação não é rígida, o seu modelo varia de acordo com a página. A quantidade de colunas usadas para cada matéria varia; algumas ocupam até seis colunas, enquanto outras são dispostas em apenas uma, localizada no canto esquerdo ou direito da página. As páginas apresentam 1 a 4 imagens – exceto o caderno de classificados, que no geral contém apenas texto. As imagens não possuem um lugar específico, elas são dispostas acima ou logo abaixo do título, no meio ou no fim da matéria. No geral, a distribuição entre texto e imagem é bem organizada. Há uma linha grossa ou três linhas finas abaixo do nome de cada editoria. As matérias são separadas por uma ou duas linhas finas, enquanto os anúncios publicitários são separados por uma linha grossa. Há poucos espaços em branco. No suplemento, as imagens predominam totalmente e o grid varia entre duas ou três colunas.

    6) Cores
    Há pouca variação de cor. A cor predominante é o preto. Nos cadernos 1 e 2, o título do jornal e o nome das editorias são pretos, assim como as tarjas e as linhas. Algumas páginas são impressas em preto e branco; nas coloridas, azul e laranja são usados para dar certos destaques, como na capitular da seção opinião, no nome de algumas seções, em alguns boxes e números. No caderno G e no caderno de esportes predomina a cor laranja. Nos caderno que contém Gazeta classificados e Serviço e Diversão predomina um azul mais forte. Observa-se que, no jornal como um todo, há variação de tons de azul e laranja.

    7) Iconografia
    A iconografia é usada de maneira econômica e discreta. Quando um link de um site é recomendado, há uma pequena imagem de mouse ao lado. No caderno de Esportes e Mundo, o título é “esportiva” e, no canto superior direito, há o desenho de uma ponta de página virada, escrito “inclui Mundo”. A seção “intervalo”, da editoria de esportes, apresenta a ilustração de um cronômetro. Ainda nessa editoria, há ilustrações de brasões dos times ao lado do placar de jogos. As colunas, geralmente, apresentam uma tarja com a foto do autor. Alguns boxes apresentam ilustrações descontraídas.

    Laiza Castanhari

    29/04/2014 em 9:41

  98. JORNAL DIÁRIO DA AMAZÔNIA

    IDENTIFICAÇÃO E SEGMENTAÇÃO:

    Nome: Diário da Amazônia
    País: Brasil
    Estado: Rondônia
    Cidade de publicação: Porto Velho

    Periodicidade: terça a sábado ( a edição de sábado circula domingo e segunda)

    Segmento temático: Genérico.

    Abrangência de circulação: 52 municípios de Rondônia (chegando exemplares no Acre, Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Amazonas e Mato Grosso).

    Tiragem: 7.500 (média) exemplares nos dias úteis e 8.000 aos sábados e domingos (informação não oficial).
    Público alvo: Classes B e C, começando a atingir a classe A ( informação não oficial).

    Preço da assinatura: R$ 30,00 mensais, com assinaturas mensais, trimestrais, semestrais e anuais.
    Preço avulso: Rondônia R$ 1,50.
    Outros estados: R$ 3,50.

    HISTÓRIA:

    O projeto de criação do jornal Diário da Amazônia, nasceu de um acordo entre o grupo Eucatur com o diretor do jornal o Paraná, Emir Sfair, ao final de 1992.Alguns meses depois, o jornal diário da Amazônia teve seu primeiro exemplar publicado no dia 14 de setembro de 1993. O Diário da Amazônia foi o primeiro jornal com produção totalmente informatizada a circular em Rondônia.

    PAPEL E FORMATO:

    Tipo de papel: Papel-jornal

    Formato: página – Standart – 58 cm X 32 cm

    ORGANIZAÇÃO:

    O Jornal é divido em 4 cadernos.

    Caderno 1: Capa, Opinião, Política, Economia e Geral.
    Caderno 2: Capital, Cultura e Esporte
    Caderno 3: Ji-Paraná, Cidades e Social
    Caderno 4: Classificados

    Organização das páginas: Caderno 1 – A1, A2, A3… Caderno 2 – B1, B2, B3… Caderno 3 – C1, C2, C3…

    EDITORIAS:
    Número de páginas do jornal analisado ( em mãos).

    Opinião: 1 página
    Política: 3 páginas
    Economia: 1 página
    Geral: 4 páginas
    Jí-Paraná: 1 páginas.
    Cidade: 2 páginas
    Variedades: 1 páginas
    Capital: 2 páginas
    Cultura: 2 páginas
    Esporte: 3 páginas
    Social: 1 página
    Classificados: 6 páginas

    OBS: A quantidade de páginas das editorias pode ser alterada.

    EDITORIAS E SEÇÕES:

    Opinião: Seções: Editorial
    Charge

    Política: Seções: Informe Amazônia
    Carlos Sperança

    Ji-Paraná: Seções: Informe Central.

    Cidade: Seções: Panorama do Cone Sul

    Variedades: Seções: José Simão
    Bastidores
    Resumo de novelas
    Caça palavras
    Horóscopo

    Cultura: Seções: Zé Catraca
    Lenha na Fogueira
    Agenda cultural
    Tira

    Classificados: Seções: Diversos
    Oportunidades
    Imóveis

    MODELO DE ENCARDENAÇÃO E ACABAMENTO: Uso de dobras.

    ICONOGRAFIA: Cotações.
    Previsão do tempo .
    Charge .
    Uso de selo.
    Tira.
    Tabelas de editais.
    .
    TIPOLOGIA:

    Título do jornal : Em duas cores ( Diário da – cinza / Amazônia – verde).
    Fonte em caixa alta.
    Sem serifa.

    Nome das editorias: Fonte não serifada e colorida.

    Na maioria das editorias:
    Títulos: Fonte serifada.
    Cor da fonte: preta.
    Linha-fina: Fonte não serifada.
    Cor da fonte: preta.

    Esporte: Títulos: fonte não serifada.
    Cor: cinza.
    Linha fina: Fonte serifada.
    Cor: preta.

    Primeira página das editorias Ji-Paraná, Social, Capital, Esporte, Geral: uso de fonte colorida.

    Textos: fontes serifadas (Times New Roman).
    Cor: preta.

    Variedades: Fonte colorida e diferente no nome da colunista.

    DIAGRAMAÇÃO:

    *Basicamente dividido em 5 e 6 colunas.

    * Texto e imagem na maioria das matérias.

    *Uso de branco: Pouco.

    *Frequente uso de linhas na separação dos textos.

    *Na primeira página das editorias Opinião, Política, Ji-Paraná, Cidades, Capital, Variedades, Cultura, Esporte e Classificados, existe uma divisão de notícias curtas no início da página feita por uma linha.

    Camile Buzzi Gerent Bubniak

    29/04/2014 em 9:55

  99. Jornal analisado: Belfast Telegraph

    1- Identificação e segmentação
    Belfast Telegraph é o jornal diário mais lido na Irlanda do Norte, sendo oriundo da capital norte-irlandesa Belfast e componente do grupo Independent News and Media, de grande influência no Reino Unido. Com mais de cento e quarenta anos de história, o jornal foi fundado pelos irmãos William e George Baird e tem como concorrentes locais o The News Letter e o The Irish News. Até fevereiro de 2005, a publicação era matinal e única. Isso mudou com a implementação de um formato matinal tabloide focado em mercado (Weekend Suplement), distribuído aos sábados, enquanto uma versão mais completa e atualizada é publicada ao final da tarde. A publicação analisada, do acervo do professor, é de 30 de abril de 2004, uma sexta-feira. Hoje, o Telegraph publica duas edições diariamente, a edição final do Belfast Telegraph, que modificou a sua organização desde a publicação analisada nessa atividade, e o North West Telegraph, que é distribuída na cidade de Derry.
    Seguem alguns dados:
    – Público leitor combinado (grupo Independent News Media): 324,000 adultos; o que corresponde a 22% da população norte-irlandesa. Desses, 44% são da Grande Belfast, enquanto 58% são do restante do país.
    – Apenas o Belfast Telegraph tem um público de 166,000 leitores, e sua circulação da edição impressa é de 47,528.
    – Atinge à classe ABC1 (classes A, B e C, no Brasil).
    – É formado pelas editorias News, que traz notícias gerais sobre acontecimentos de carácter político, cultural, de entretenimento, entre outros; Features, formado pelo editorial, colunas, cartas dos leitores, além de apresentar notícias de saúde e bem estar; Business and Money, que trás dados atualizados do mercado de ações e matérias sobre economia; Family Notices, espaço para mensagens dos leitores, como in memoriam, notas de simpatia e outros publicações enviadas pelo público; Get Connected, serviço de relacionamentos formado por notas publicadas pelos leitores, similar aos classificados; Classifieds, ampla publicação de classificados, que pode chegar a oito páginas; Sports e, por fim, TV and Radio, que traz a programação completa de rádio e TV, além de resenhas de filme e horóscopo.
    – Área de cobertura: Internacional, concentrada no Reino Unido
    – Preço da venda avulsa: 70p (ou £0,70)
    – Preço da assinatura semanal: £3,84 (50p diários)
    – A edição digital do jornal pode ser acessada em http://www.pressdisplay.com/pressdisplay/pt/viewer.aspx

    2 – Papel e Formato
    -Modelo Standart
    -Tipo de papel: papel-jornal, cor branca
    -Dimensões da Página: 60×37
    – Uso de dobra
    – Extremidades cortadas por cerra
    – Além da edição impressa, há a edição digital do jornal que pode ser encontrada no formato online e mobile.
    3 – Organização
    – Caderno único
    – Encadernação sem grampos
    – Número de páginas por editoria (e outras especificações):
    News: 15;
    Features: 4 . É formado por quatro subdivisões, cada uma ocupando uma página: Features/Comments; Wit’s End (colunas); Living (saúde e bem estar); Features and Coments (editorial, colunas feitas por leitores ou convidados e cartas do leitores).
    Business and Money: 2 (contém a tabela The Markets, com dados do mercado de ações como uma lista de empresas que estão no topo, preço da libra, do euro e de outras moedas internacionais e uma lista com dados de empresas por setor produtivo).
    Family Notices: 2 (também contém textos sobre festivais e avisos).
    Get Connected: 1 (as curtas notinhas conectam pessoas conforme o interesse, podendo ser para relacionamentos ou simplesmente para amizade).
    Classifieds: 7 ou 8 (na última página ocupa apenas um pedaço da página).
    Sports: 6 ou 7 (a sétima página é separa das restantes e se encontra na última página, no verso no jornal).
    TV & Radio: 2 .
    -Lista de suplementos:
    -nijobfinder, serviço de anúncios empregos publicado às terças e sextas-feiras.
    -Homefinder, serviço de anúncios de venda e locação de imóveis, publicado às quintas-feiras.
    -nicarfinder, serviço de anúncio de automóveis, publicado às quartas-feiras.
    -Weekend Supplement, publicado aos sábados.
    -OutThere Guide, conteúdo extra sobre turismo e atrações na Irlanda do Norte, impresso mensalmente.
    4 – Tipologia:
    As fontes são todas de autoria do jornal. O nome do jornal aparece em negrito e utiliza serifa, a qual também está presente no texto das matérias. As manchetes, linhas finas e títulos não utilizam serifa. O nome da editoria aparece ao lado do seu número conforme a organização do jornal, aparecendo no topo da página, em caixa alta. Em exceção, a última página, que pertence à editoria Sports, possui o título em grande escala e chamativo, em cor vermelha.
    5 – Diagramação:
    A modulação da capa é composta por três blocos, sendo dois verticais e um horizontal, separados apenas por linhas. Isso transmite a primeira impressão de que o texto corresponde a um único grande bloco vertical. No restante da edição, a modulação é predominantemente vertical. Há o uso constante de tarjas durante toda a publicação, que também é rica em boxes, tabelas e conteúdos informacionais extras.
    6 – Cores:
    A identidade cromática do Telegraph é majoritariamente sóbria, sendo composta principalmente do preto e do cinza. Contudo, o jornal também apresenta cores chocantes e chamativas, como o vermelho e o laranja, principalmente na capa e na última página. Na primeira, uma tarja laranja destaca o texto em vermelho que apresenta os suplementos contidos na publicação e o título de uma matéria do caderno de esportes. Também em vermelho, abaixo do nome do jornal, encontra-se a frase “newspaper of the year”. O uso complementar de uma identidade cromática chamativa relembra o formato dos tabloides ingleses, que buscam chamar a atenção do leitor a determinados conteúdos de interesse do jornal. Ainda sobre a semelhança aos tabloides, na capa o título de chamada da matéria principal é de tamanho exageradamente grande.
    7 – Iconografia:
    Uso constante de tarjas e linhas, sempre presentes nos topos das páginas.

    Helena Vieira

    29/04/2014 em 10:50

  100. O jornal analisado é o El País, edição internacional, de segunda-feira, dia 30 de agosto de 2010.

    1) Identificação e segmentação: El país é um jornal espanhol, nascido na cidade de Madri, no dia 4 de maio de 1976, seis meses após a morte de Francisco Franco. Advento de uma transição do governo ditatorial de Franco, o jornal tomou um caráter democrático, o qual perdura até hoje e se tornou o de maior veiculação no país. É propriedade do grupo PRISA, que é o maior grupo de mídia espanhola.
    Sua sede está localizada em Madri, porém o jornal possui escritórios em mais 5 cidades: Barcelona, Sevilha, Valência, Bilbau e Santiago de Compostela e cada uma dessas cidades produz diferentes versões do mesmo, com conteúdos em galego, catalão e euskera para cada uma das regiões autônomas do país. E, atualmente, o jornal também possui uma versão em português e veicula na América Latina, com isso, consegue atingir variadas partes do mundo.
    Com periodicidade diária em torno de 460.000 exemplares, o seu púbico, composto pelas classes média e alta da sociedade (pode-se perceber pelo caráter mais sério do jornal, sem muitas manchetes e imagens), conta com um segmento temático voltado para o pensamento europeísta e social-democrata.
    2) Papel e formato:
    Formato do jornal: Tabloide
    Tipo de papel: papel-jornal ou papel-imprensa.
    Cor do papel: papel branco, porém sem o uso de alvejante, por isso essa tonalidade mais amarelada.
    Dimensões da página: 38×29 cm fechado, 38×58 cm aberto. Margens: direita: 2,0 cm; esquerda: 1,6 cm.
    Gramatura: média. Aproximadamente 60 g/m².
    A capa e a última página do jornal são coloridas e o resto das folhas são impressas em preto e branco.
    Uso de dobras e outros recursos especiais: o tabloide não possui dobras ou outros recursos especiais, pois seu formato é para ficar na prateleira de forma inteira, por ser de menor tamanho, portanto, não se utiliza o uso de dobras na metade dele.
    3) Organização:
    Cadernos: o tabloide possui um único volume gráfico que comporta todas as editorias do jornal, fazendo com que seu modelo de encadernação seja um único conjunto, que quando, se tirada uma folha, ele perde o sentido. O jornal não possui acabamento e essa falta ocasiona uma forma de serrilha em sua borda.
    Número de páginas ao total: 48
    Número de páginas por editoria: Internacional: 7 páginas; España: 6 páginas; Economía: 4 páginas; Opinión: 4 páginas; vida&artes: 5 páginas; Deportes: 14 páginas;
    A capa possui as principais notícias nacionais e internacionais.
    A primeira editoria, Internacional, traz notícias do mundo todo e suas matérias, muitas vezes são escritas por jornalistas de outros países. A segunda editoria, España, traz as principais notícias do país, principalmente as políticas. A terceira editoria, Economía, foca nas notícias sobre a economia espanhola, mas também informa ao leitos os principais acontecimentos na economia mundial. A quarta editoria, intitulada Opinión, traz o editorial do jornal, cartas dos leitores e algumas colunas sobre variados assuntos mundiais. Após isso, vem a editoria chamada vida&artes, que aparenta mais ser um segundo caderno, no entanto, não é. Ela traz um assunto principal com várias vertentes do mesmo nas duas primeiras páginas e, após isso, da notícias sobre sociedade (Sociedad), esportes (Deportes) e cultura (Revista de Verano), que parecem ser divisões de editorias deste “segundo caderno”. A penúltima página vem com o subtítulo de “pasatiempos” e traz cruzadinhas, adivinhas, sudoku e outras brincadeiras para entreter.
    4) Tipologia:
    As letras do jornal são serifadas, apenas com exceção do nome das editorias (que são em caixa alta, num tom de cinza), do site do jornal, a citação de páginas, anúncios, legendas, alguns boxes e o cabeçalho em cima de todas as páginas.
    Todas as letras são escritas em cor preta, no entanto, o acento agudo da palavra “país”, no título do jornal, é azul. O título das matérias é em negrito e em um tamanho de letra menor e o subtítulo é com um tamanho de letra menor que o título, porém, maior que o resto da matéria.
    5) Diagramação:
    O El País segue um padrão de grid de cinco colunas, inclusive na capa. Esta possui boxes na parte superior para dar destaque a notícias de outras editorias, sendo acompanhados por pequenas fotos de seus respectivos assuntos. Ao lado direito são dispostas algumas chamadas de matérias ao longo do jornal, uma com imagem e duas sem. A principal manchete divide espaço entre uma foto e a própria matéria, que continua no interior do jornal.
    É possível perceber que a publicidade não recebe tanto destaque na primeira página quanto recebe em outros jornais, no entanto, ao longo do jornal, mesmo que ela não interfira no layout da matéria, existem páginas apenas com o intuito publicitário.
    O padrão de cinco colunas segue no interior do El País. Fotografias, gráficos e publicidade podem ocupar até três colunas e a matéria em questão continua ao redor dos elementos. O uso de iconografias é razoavelmente alto, porém isso não impede de caracterizar o jornal como um típico exemplar tradicional.
    6) Cores:
    O El País traz um esquema de cores diferenciado. Apenas sua primeira página e a última são coloridas. Seu interior é completamente impresso em preto e branco, inclusive fotos e publicidade. Esse tipo de impressão emprega ao jornal um ar de seriedade e, provavelmente, diminui o valor da impressão.
    7) Iconografia:
    O El País utiliza bastante iconografia em seu jornal. Variados ícones, imagens, infográficos, marcas e logomarcas. Todas as imagens do jornal são contornadas por um risco fino preto em suas bordas, já os infográficos, não vem acompanhados desse detalhe. A publicidade no jornal é feita sempre com muita imagem. O fio-data (nome do jornal e data) é sempre o primeiro elemento da página, feito para situar o leitor dentro do jornal e fica do lado esquerdo e do lado direito vem escrito o número da página em negrito.
    Abaixo do fio-data temos sempre o nome da editoria (em caixa alta e cinza claro) embaixo do número da página. Sob o nome da editoria é encontrada uma linha fina em preto que separa esses itens do resto da página. O nome do autor da matéria ou coluna vem sempre abaixo do título da matéria, separando este de seu corpo, numa espécie de box, porém não é fechado nas laterais. Alguns dos nomes de autores são impressos em um box cinza claro com a letra branca.
    Esta é, basicamente, a iconografia do jornal El País, o que nos leva a um tom sério e tradicional, mostrando, através de seus elementos constituintes, o seu objetivo.

    Flávia Gândara Simão

    29/04/2014 em 14:54

  101. Suddeustech Zeitung é um jornal diário que começou no dia 6 de outubro de 1945, e tem sua sede em Munique. É conhecido como o jornal do Sul da Alemanha. É considerado um jornal centro-esquerda. O jornal é famoso por uma coluna diária escrita por alguém anônimo de 72 linhas.
    1)Nome do jornal: Suddeutsche Zeitung
    País: Alemanha
    Estado: Baviera
    Cidade: Munchen
    Dia da Análise: 2 de Março de 2012
    Abrangência de circulação: De segunda-feira a sábado: 418.355 exemplares
    Preço de assinatura: 7,99 € por semana
    Venda avulsa: 2,20 €
    Suddeustech Zeitung
    Abrange os segmentos políticos, econômicos e culturais e tem como alvo o público alemão.

    2)Papel jornal, cor branco, Standard (32×36), uma dobra e não tem uso de recursos especiais.

    3) Editorias no jornal: Tema do dia, a página três, opinião, política, literatura, mídia, saber, economia, dinheiro, esportes, esportes na Baviera, Literatura para criança e adolescente, programação de sexta-feira, Munique, cultura e serviço.
    Editorias do site: Segmento temático: Notícia, Política, Panorama, Cultura, Economia, Esportes, Munique, Baviera, Digital, Carro, Viagem, Vídeo, Conhecimento, Dinheiro, Vida, Estilo, Carreira, Educação, Mídia e Saúde. O jornal têm 24 páginas e as editorias não parecem ter seções, apenas a editoria de esporte possui uma seção chamada BIATHLON. A editoria Munique recebe um tratamento especial e sua primeira página parece com a capa do jornal.

    4) O jornal possui Serifa e fonte própria. A fonte não muda ao longo do jornal, entanto, as partes gráficas na editoria de economia possuem fonte diferente, e é a única parte do jornal com tal fonte. Algumas palavras na capa recebem destaque em negrito ou na cor verde. O mesmo acontece na capa da editoria Munique, que é a maior do jornal. A tipografia usada na manchete da primeira página e nos títulos das principais matérias das editorias é a mesma, o nome dos jornalistas antes da matéria aparece em itálico e os títulos possuem uma fonte maior. Na seção de serviço de Munique os nomes dos serviços culturais aparecem em negrito.

    5) O jornal inteiro é feito com 6 colunas, e essas são separadas por linhas. A maioria das fotos do jornal ocupam 4 colunas, com algumas de 3 e 2 em matérias menores. O jornal utiliza bastante imagens e gráficos ao longo das seções. Além disso, o nome da seção possuem uma linha como se fosse cortar a palavra no meio. A data é repetida em todas as páginas do jornal. Na primeira página, o título é separado dos dados do jornal por uma linha, e esses dados são separados da outra parte do jornal por outra linha.

    6) O jornal é colorido. As matérias, títulos e outros são em preto e branco, algumas palavras são em verdade. As palavras esverdeadas como os detalhes acima do nome do Jornal e alguns títulos de matérias especiais da capa e da seção Munique geram destaque à matéria. As propagandas e as fotos são coloridas

    7) Na página inicial existem linhas separando o cabeçaria do nome do jornal. E existe uma linha no título das editorias. No caderno de economia e de esporte existe um ícone. O jornal não tem vinhetas e não possui tarjas.

    Catherine Paixão

    29/04/2014 em 14:57

  102. Le Monde
    1) Identificação e Segmentação
    O jornal escolhido por mim é o Le Monde. Le Monde é um jornal francês, publicado diariamente na cidade de Paris e distribuído em toda a França (também há o Le Monde Diplomatique, publicado mensalmente). É distribuído e traduzido em várias partes do mundo. O tipo de público são franceses que desejam um grande nível de detalhamento nas notícias e que já tenham conhecimento prévio sobre os assuntos tratados – em suma, são os franceses de classe média que desejam se informar de maneira mais aprofundada que na televisão, por exemplo. Os temas são bem diversos e variados, mas não saindo muito do padrão dos jornais diários tradicionais: política, economia, ciência, cultura, educação, saúde, esportes, etc. O jornal em si não é especializado em um determinado assunto, mas contém muitos suplementos semanais que tratam sobre um tema em questão. Há suplementos sobre cultura, educação, esportes, economia, geopolítica, entre outros. A tiragem é de aproximadamente 300 mil exemplares por dia, tendo 90% de sua circulação na França. O preço da venda avulsa é 2€, de segunda a sexta e aos domingos, e 3,80€ aos sábados.
    2) Papel e formato
    O tipo de papel é o papel jornal, na cor branca-amarelada, tradicional, formato standard. A dimensão da página é 470x220mm, com o uso de dobra da edição ao meio e na horizontal para facilitar a leitura, a locomoção, o transporte e a retenção do jornal. Além disso, o jornal pode ser folheado como uma revista, pois, além de suas dimensões facilitarem, o canto direito é fechado para evitar desconforto.
    3) Organização
    Hoje, Le Monde é dividido da seguinte forma:
    • La une: ela consiste de uma plataforma, muitas vezes acompanhado por uma foto notícia; o editorial do centro de dia; um desenho de Plantu (Jean Plantureux, ou apenas Plantu, é um cartunista editorial e caricaturista francês) no rodapé; e outro breve que será desenvolvido no papel.
    • Page deux: Essa página do jornal inclui especialmente o desenho diário de imprensa de Xavier Gorce (ele é um desenhista, pintor e ilustrador francês).
    • Page trois: Essa página é o lugar para uma investigação mais aprofundada sobre um tema específico, seja de notícias atuais e recentes ou de notícias que necessitam de uma investigação mais funda sobre um tema desconhecido. Nessa página, é reservado um grande espaço para imagem.
    • Planète: uma ou duas páginas dedicadas à notícia ambiental.
    • International, International et Europe: 4 ou 5 páginas dedicadas ao noticiário internacional e europeu.
    • France: 3 ou 4 páginas dedicadas às notícias francesas, focadas principalmente na política.
    • Économie: 2 ou 3 páginas dedicadas a notícias econômicas, financeiras e industriais.
    • Décryptages: 3 ou 4 páginas reservadas para discussões (fóruns, humor barato, reações públicas, cartas abertas) ou uma investigação completa sobre uma atualização de notícias.
    • Culture: 2 ou 3 páginas dedicadas a eventos culturais franceses e internacionais. Às quartas-feiras, é dedicada aos lançamentos de filmes.
    • & Vous: uma página dedicada à vida cotidiana.
    • Carnet: obituário, homenagens, cumprimentos, nascimentos e casamentos
    • Météo & jeux: página dedicada
    à previsão do tempo e a jogos.
    • A última página (geralmente a página 28) é dedicada às cartas do leitor, bem como um bilhete de humor de alguma celebridade.
    Le Monde oferece suplementos diários, semanais e mensais, bem como vários suplementos pontuais.
    DIÁRIO:
    • Le Monde éco&entreprise, suplemento diário (desde Maio de 2013), aparecendo das páginas 8 a 14. Este suplemento era, inicialmente, semanal, aparecendo às terças-feiras. Intitulado Le Monde Économie até abril de 2012, ele mudou seu nome para o seu atual, mantendo o ritmo do dia e da data (exceto por várias semanas durante o verão). Este suplemento contém artigos, análises, entrevistas, dedicados aos mercados da economia, vida e negócios.
    SEMANAIS:
    • Le Monde Science&Médecine , aparecendo às quartas-feiras e normalmente com oito páginas. Até maio de 2013, o suplemento foi intitulado Le Monde Science&techno, e aparecendo com a edição do “Fim de Semana”, aos sábados.
    • Le Monde Géopolitique , edição extra do jornal que aparece às quintas-feiras, e, geralmente, com 8 páginas. Originalmente intitulado Le Monde géo&politique , ele era publicado como um suplemento da edição diária de domingo e, a partir de maio de 2013, além de mudar o dia de publicação para quinta-feira, passa por mais uma mudança de nome, em Setembro de 2013. A publicação do suplemento cessa com a emissão de 19 de dezembro de 2013.
    • Le Monde des livres, é publicado às sextas-feiras (exceto em Agosto) e tem de 8 a 12 páginas. É uma edição de notícias e críticas de grandes lançamentos em todos os gêneros, de literatura clássica aos quadrinhos.
    • Le Monde Culture&Idées, aparecendo além do suplemento “Weekend”, que é publicado aos sábados. Geralmente, contém 8 páginas.
    • M, le magazine du Monde, publicado como suplemento da edição diária de sábado. Inclui notícias sobre estilo de vida, moda e beleza, design, cultura, etc.
    • Le Monde sport&forme , aparecendo além de publicação de “Weekend” de sábado. Geralmente, contém 8 páginas;
    • Le Monde Télévisions, aparecendo aos domingos, com 28 ou 32 páginas. Há notícias de televisão, web, e uma seleção de televisão e rádio para a próxima semana.
    A CADA MÊS:
    • M, de quinta-feira. Dedicado à “arte de viver” através de relatórios sobre cultura, arte, moda, alimentação e viagens. Esse suplemento mensal foi sendo substituído pelo suplemento semanal M, a revista do mundo.
    • Le Monde argent&placements argent. Suplemento anteriormente conhecido como Le Monde argent, publicado aos sábados. Trata sobre os atuais investimentos financeiros (empréstimos, investimentos, imóveis, empréstimos). O suplemento se torna Le Monde argent&patrimoine, em novembro de 2012, com um dia de publicação mensal. Depois, a partir de fevereiro de 2014, adotou o nome atual.
    • Le Monde universités & grandes écoles. Originalmente chamado de Le Monde éducation , data às quartas-feiras. Analisando os destinos educacionais atuais para pais, professores e alunos, o suplemento leva o nome de Le Monde universités & grandes écoles em maio de 2012, aparentemente, além da mudança do dia de publicação para as quintas-feiras.
    O jornal também publica anualmente mais de 30 suplementos ocasionais: Le Monde des vines, Europa (com títulos da imprensa não francesa), algumas manifestações culturais (Festival d’Avignon, Lyon Bienal, etc).
    Os artigos mais importantes publicados no Le Monde e seus suplementos também são recolhidos e publicados em vários formatos:
    • Le Monde Sélection hebdomadaire, aos sábados. É uma publicação de 12 páginas que contém os melhores artigos da semana que passou. Ele é vendido apenas no exterior e por assinatura.
    • Le Mensuel, a seleção dos melhores trabalhos do mês anterior, publicado a partir de fevereiro de 2010 a janeiro de 2014.
    • Dossiers et Documents era uma publicação mensal, publicado de 1973 a setembro de 2013, destinado a alunos e estudantes, que se reuniram em uma série de oito páginas de um ou dois casos, sobre questões históricas, econômicas, políticas ou sociais.

    4) Tipologia
    O Le Monde usa uma letra específica em seu nome (título do jornal), letra com aspecto gótico e já consagrada, que o identifica e o torna conhecido. No mais, usa letras em diferentes tamanhos e cores para dar mais ou menos destaque a uma notícia ou título. Na capa, usa fontes serifadas na manchete, na linha fina e no texto da “notícia-chamada”. Nas notícias secundárias, usa fonte não serifada, com o eventual uso da cor azul nos títulos.
    5) Diagramação
    O jornal pode ser folheado como se fosse uma revista. Isso facilita a leitura. As folhas são divididas com traços e linhas para separar uma notícia de outra. Na capa, texto e imagens são intercalados. Letras maiores e letras menores são usadas para dar o devido destaque às notícias. O branco é muito usado para dar um descanso de vista ao leitor e também como um recurso de separação de notícias. Há o uso de boxes nas matérias para manter o dinamismo da leitura e quebrar um pouco a linearidade da matéria.

    6) Cores
    O uso de cores diferentes do preto é predominante na capa: há traços azuis, títulos azuis, ícones em vermelho e figuras coloridas. Por dentro, é um jornal pra lá de tradicional: título preto, linha fina preta, texto preto, box preto. O uso de cores se dá em algumas imagens, anúncios, gráficos e mapas.
    7) Iconografia
    O Le Monde, no geral, é bem tradicional quanto ao uso de ícones, selos, logotipos, tarjas e logomarcas. O que se pode perceber é que, na capa, há o uso de pequenos retângulos na cor vermelha na linha fina da manchete, para chamar a atenção para a leitura. Há, também, o uso de pequenos triângulos pretos nos intertítulos secundários. No final de todo texto, é comum o uso de um pequeno quadrado preto para indicar que acabou. No caderno de economia, há o uso de uma flecha para cima para indicar o que está em alta e uma flecha para baixo para indicar o que não está em alta.

    Mariane Anareli

    20/05/2014 em 13:50

  103. criar uma pagina de açao de entretenimento dee um jornal em ingles,contendo,,,nome do jornal,,cruzadinha,,tirinha,,dicas de teatro,cinema,restaurante,e horoscopo por favor me ajudem e um tralho escolar

    wanderley favila

    24/11/2014 em 18:33

  104. Nome: Lucas Pinto Ferreira

    Veículo: A Tribuna

    Lucas Pinto Ferreira

    23/06/2015 em 16:40

  105. O jornal analisado por mim foi o “ESTADO DE MINAS”, mais especificamente uma edição de 28 de Abril de 2013, um domingo. Trata-se da edição número 26.013, com 96 páginas.

    1) IDENTIFICAÇÃO E SEGMENTAÇÃO
    O jornal “ESTADO DE MINAS” é uma publicação diária do grupo “Diários Associados”, o qual é o terceiro maior conglomerado de mídia do país. Além do Jornal “ESTADO DE MINAS”, o grupo detém outros 12 jornais (publicações de diferentes estados brasileiros), 5 revistas, 12 rádios, 8 emissoras de TV (das quais 5 são redes afiliadas ao SBT), 4 portais e outros 14 sites. O “S/A ESTADO DE MINAS”, porém, foi fundado por Assis Chateaubriand em 1928 (87 anos) e sua sede fica na Avenida Getúlio Vargas, 291 – Funcionários, Belo Horizonte – MG. Possui sucursais nos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro em suas respectivas capitais. O jornal trabalha com as seguintes agências de notícias: Agência Estado, Agência O Globo, Agência Folha, France-Press e Reuters. Além disso, possui o portal UAI, uma clara inspiração no portal UOL, da Folha de SP. Trata-se de um jornal brasileiro, publicado em Belo Horizonte, Minas Gerais e possui circulação nacional. No entanto, seu público não é muito amplo, ficando restrito a uma camada mais intelectual da população, como aqueles com renda familiar de 10 salários mínimos e atuam em cargos de nível superior em suas profissões, segundo dados da pesquisa Ipsos, feita de maio de 2008 a março do ano seguinte. Com relação à tiragem, o grupo Diários Associados, dono do jornal, afirma que o produto possui 513 mil leitores na Grande Belo Horizonte, sendo a divisão ente homens e mulheres bastante parelha, 53 e 47%. Em termos de classes econômicas da população, a classe B domina o percentual de leitores com 44% do total, seguida pela A, com 28%, C, com 26% e D e E com 2%. Quando se analisa os leitores pela faixa etária, nota-se que o maior percentual fica com os leitores que têm entre 20 e 29 anos de idade. Já os números de tiragem são: aos domingos, 119 mil; de segunda á sábado, 73 mil. Os números de circulação, no entanto, ficam na casa dos 102 mil aos domingos (76% a assinantes e 24% na venda avulsa) e 71 nos demais dias da semana (90% de assinantes e o restante, venda avulsa). O preço do exemplar avulso varia de acordo com o dia e com a região em que é vendido. Nos estados de MG, SP e na capital do Rio de Janeiro, o preço sugerido é de R$ 2,50 nos dias úteis e R$ 3,50 aos domingos. No interior do estado do RJ, no ES e no DF, o preço sugerido é de R$ 3,50 e R$ 4,50, respectivamente. Nos demais estados do país, R$ 5,00 e R$ 6,50, seguindo a mesma ordem. Já os preços da assinatura variam bastante. Para atrair assinantes, o jornal oferece vários combos de assinatura (mesclando o jornal com outras revistas, por exemplo), numa lógica semelhante às empresas de telefonia. Mas, analisando-se somente a assinatura do jornal “ESTADO DE MINAS” especificamente, o preço sugerido para a assinatura diária é de R$ 52,10 e somente aos fins de semana, R$ 27,70.

    2) PAPEL E FORMATO
    O jornal “ESTADO DE MINAS” é impresso em papel jornal de baixa gramatura. O formato do produto é o tradicional Standart, com 575 mm de altura e 320 mm de largura. Além disso, o jornal conta com uma dobra ao meio. A edição de domingo conta ainda com o suplemento “TV”, o qual é feito basicamente do mesmo papel jornal, porém cortado pela metade.

    3) ORGANIZAÇÃO
    A edição de domingo do jornal “ESTADO DE MINAS” possui, ao todo, 96 páginas. O primeiro caderno possui 24 páginas (1 a 24). Nele, estão contidas as editorias de Política (cuja seção é “Em dia com a Política” e a colunas de Tereza Cruvinel) responsável pela cobertura dos principais acontecimentos políticos do Brasil e do estado de Minas Gerais; Opinião (com espaço reservado ao Editorial, Espaço do Leitor, e três colunistas [André Luiz Pires de Miranda, Sacha Calmon e Eduardo Amaral Gomes]), encarregada de apresentar o posicionamento do jornal mediante os principais acontecimentos do dia; Nacional (não há nessa editoria divisão por seções, apenas a coluna Giro Pelo Brasil), na qual se concentra o noticiário não político do país; Economia (com a seção Entrevista e as colunas Brasil S/A, de Antônio Machado, e uma reservada aos indicadores econômicos), que contempla reportagens sobre o tema homônimo; Internacional (com a seção Giro Pelo Mundo e a coluna de Paulo Delegado), apresentando os principais acontecimentos do exterior; e por fim a editoria de Ciência, bastante contida, sem seções e/ou colunas. O segundo caderno é intitulado GERAIS, com 8 páginas (25 a 32). Este caderno trata exclusivamente de pautas relacionadas ao estado de Minas Gerais não contemplando aquelas envolvendo temas políticos e econômicos vinculadas. Nele, estão contidas as seções Notas do Dia, Grita Geral e a editoria de Saúde (a primeira apresenta notas de fatos corriqueiros e de menor expressão além da agenda cultural, a segunda é um espaço destinado ao envio de reclamações dos leitores e a terceira, estrita a apenas uma única reportagem, aborda o tema homônimo), além da coluna Tiro e Queda de Eduardo Almeida Reis. O terceiro caderno é o SUPER ESPORTES, com 6 páginas. O exemplar do acervo estava, contudo, incompleto. Ainda circula diariamente o caderno EM Cultura (que trata de assuntos relacionados ao tema). Outros cadernos da publicação são Veículos, Agropecuário, Bem Viver, Direito&Justiça, Divirta-se, Feminino e Masculino, Negócios e Oportunidades, Informática, Pensar, Turismo, TV, Classificados, Guri, Vrum, Hora livre e Prazer EM Ajudar e Admite-se.

    4) TIPOLOGIA
    O “ESTADO DE MINAS” não é muito ousado nesse quesito. À exceção dos caracteres que compões o título de cada caderno, as demais fontes que compõe títulos de notícias e seus respectivos textos são bastante comuns. É possível notar, inclusive, que a fonte que compõe o nome do jornal é utilizada também no nome do caderno Gerais. O caderno Super Esportes, no entanto, trás em seu título outro tipo de fonte, provavelmente Times New Roman. Nos títulos, subtítulos, chamadas de capa, chapéus, e legendas de fotos, a fonte é não serifada, já no corpo do texto, a fonte possui serifa. Com caixa alta, estão escritos o nome do jornal, as chamadas de capa, os títulos das principais reportagens de cada caderno, os nomes das editorias (esses, por sinal, são acompanhados por um fundo cinza até a metade de seus caracteres) e os chapéus. Editoriais e alguns suplementos de informação inseridos nas notícias são escritos em itálico. A variação principal entre as tipologias fica por conta da cor: preta em títulos, intertítulos, legendas e cinza em subtítulos e antetítulos.

    5) DIAGRAMAÇÃO
    Iniciando esse aspecto analisando-se a capa do jornal, é possível afirmar que “O ESTADO DE MINAS” possui uma capa bastante balanceada entre aspectos textuais e imagéticos: não se trata de uma capa pôster, tampouco de uma página carregada de texto como a do ESTADO DE SÃO PAULO, por exemplo. Na parte superior da página temos o tradicional cabeçalho com o nome do jornal e o fio data. Logo abaixo, uma moldura colorida e estilizada contém as chamadas para as reportagens do caderno de cultura. Logo abaixo, a manchete principal com fonte em caixa alta e com o maior tamanho de todos. Mesmo assim, é possível que o jornal não tão tradicional a ponto inserir na capa um texto muito grande introduzindo a notícia principal: há apenas um pequeno texto dividido em duas colunas. Também contribui para a afirmação de que o jornal não se concentra muito no modelo tradicional de gride o fato de que não há um número definido de colunas em sua capa. Nesse sentido, a diagramação da capa pode soar bastante diferente ao leitor dos tradicionais jornais paulistas. Depois, há um foto grande posicionada bem ao centro da página, cercada por duas colunas. A foto central se comunica com o texto de chamada de sua respectiva reportagem com um fundo verde que se estende até o texto propriamente dito. No interior das páginas a diagramação também foge aos padrões tradicionais dos jornais paulistanos. Embora seja possível dizer que o jornal de baseia numa divisão de seis colunas por páginas, esse número varia bastante conforme a editoria e a reportagem apresentada. Por exemplo: as reportagens que tratam de assuntos mais sérios, como as de política, têm a tradicional diagramação em seis colunas e uma ou duas imagens; já outros temas, como esportes, possuem diagramação menos burocrática, podendo variar entre 5 e 4 colunas (esse número, porém, é bastante comum nos editorias e colunas). Nos demais quesitos, o jornal não é muito diferente de seus concorrentes. Há um uso normal do fundo branco do papel, os fios, por sua vez, são um pouco mais grossos do que o que seria considerado padrão. O uso de imagens também não foge ao uso tradicional: não são numerosas e as legendas estão sempre posicionadas ao lado ou embaixo. Os infográficos seguem a mesma lógica tradicional das imagens: são pouco números e bastante simplórios (nesse aspecto, jornais com Folha e Estadão se mostram mais interessantes). Talvez o recurso mais audaciosos encontrado na edição de domingo analisada esteja na reportagem especial do primeiro caderno, a qual é feita sobre um fundo amarelo e com o recurso de ilustrações e com fontes caracterizadas ao tema no seu título. O suplementos segue o mesmo padrão dos outros cadernos.

    6) CORES
    Se na diagramação das páginas o “ESTADO DE MINAS” pôde se distanciar dos padrões utilizados pelos jornais paulistanos, no quesito cores ele se mostra menos ousado do que os anteriores. Não há a identificação das editorias por cores, por exemplo. Aliás, o jornal sequer é 100% colorido, e talvez isso seja um fator que ajude a explicar a opção pelo não uso das cores como elementos gráficos mais sofisticados. No entanto, amarelo e azul são as cores mais usadas na diagramação do jornal com um todo, além do verde que se apresenta mais no caderno Super Esportes.

    7) ICONOGRAFIA
    Assim como nas cores, o uso de ícones também é comedido. Novamente, à exceção de uma matéria especial sobre a tortura de índios na editoria Nacional, quase não se notam logotipos, vinhetas, tarjas, etc. Há uma vinheta mais usada no caderno Gerais intitulada “Palavra do Especialista”, mas que também não se vale de recursos gráficos além de um uso diferenciado de cores. Novamente, o fato de o jornal não ser totalmente colorido pode ter contribuído ao fato do raro uso de elementos iconográficos.

    João Pedro Pavanin Del Arco

    20/07/2015 em 15:34

  106. 1) Identificação e segmentação
    Nome do jornal: O Estado de S. Paulo (Estadão). Fundado em 1875, por um grupo de republicanos, começou chamando-se A Província de São Paulo e é o jornal paulista mais antigo em circulação até hoje.
    País/estado/cidade de publicação: Brasileiro, paulista e paulistano. Porém, devido à sua importância dentro do cenário jornalístico, tem circulação nacional, ainda que algumas de suas reportagens foquem mais no cenário paulistano de acontecimentos. É o jornal de sétima maior circulação no Brasil no ano passado, com o seu maior concorrente, a Folha de S. Paulo, em segundo lugar.
    Tipo de público: classes B e D, jornal claramente mais conservador e que valoriza a informação a priori.
    Periodicidade: Diário, com edições diferenciadas aos finais de semana.
    Segmento temático: noticioso, nos mais diversos temas.
    Nível de especialização: Pouca especialização, uma vez que é um jornal de notícias diversas, não existindo um foco em algum tema específico. Varia de acordo com o que está em alta no momento.
    Abrangência da circulação: O jornal circula no Brasil inteiro, porém é mais facilmente encontrado em São Paulo. Ainda que possua duas edições, uma para São Paulo e outra para o Brasil, a abrangência de temas poderia ser maior.
    Tiragem: Teve uma circulação média de 250.045 exemplares nos primeiros meses deste ano.
    Preço da assinatura e da venda avulsa: Existem diversas promoções com preços diferenciados e brindes, para induzir o leitor a assinar o jornal. Porém, os preços de uma assinatura diária, digital e impressa, variam de R$ 54,90 a R$ 59,90. Já o preço do exemplar avulso varia durante a semana e os finais de semana. De segunda a sábado, o preço do exemplar avulso é de R$ 4,00. Já aos domingos, o preço é de R$ 6,00.

    2) Papel e formato

    Tipo de papel: O Estado de S. Paulo é impresso no clássico papel-jornal. Porém, ele parece ser menos poroso comparado a outros jornais, sendo mais confortável de manusear.
    Cor do papel: A cor do papel é a clássica dos papéis-jornais (um aspecto mais acinzentado e envelhecido), uma vez que as folhas não passaram pelo banho de alvejante que ocorre com as sulfites, por exemplo.
    Dimensões do página: o jornal se encaixa no formato standard, com 56cmx32cm em suas dimensões. Não possui grampos, sendo distribuído com as folhas soltas. Também não há o uso de dobras. Na edição analisada, havia um guia cultural, posicionado dentro do jornal, dobrado com as páginas viradas para baixo, de forma a facilitar a distribuição dos exemplares.

    3) Organização
    O jornal possui dois volumes, o semanal e de final de semana e tem cadernos diários fixos e algumas variações semanais que ocorrem nos mesmos. Na edição analisada, temos três cadernos separados: 1º caderno, Economia e Negócios e o Caderno 2, juntamente com o guia de programação do final de semana.

    Já os cadernos variáveis, temos o Viagem (segunda-feira), Agrícola (terça-feira), Paladar (quinta-feira) e Autos e Imóveis (sábado), entre alguns outros. De sexta-feira, temos o guia cultural Divirta-se, que vem junto com o jornal.

    A versão analisada possui 38 páginas no total, sendo o 1º caderno o maior de todos com 18 páginas (3 delas inteiramente ocupadas por anúncios); Economia e Negócios é o segundo maior, com 12 páginas (1 inteiramente ocupada por anúncios) e por último temos o Caderno 2, o menor de todos, com 8 páginas, sem nenhuma inteiramente ocupada por anúncios. São encadernados separadamente, sem o uso de grampos.

    Primeiro caderno
    Editorias
    Editoriais (3), artigos de opinião (2) e espaço do leitor: (2 páginas)
    Política (3 páginas)
    Internacional (3 páginas)
    Metrópole (4 páginas)
    Esportes (2 páginas)

    Economia e negócios
    Editorias:
    Economia (9 páginas)
    Negócios (2 páginas)
    Classificados (1 página)

    Caderno 2
    Sem subdivisões de editorias, apenas com especificações no início de cada matéria, mostrando sobre que nicho cultural ela trata (cinema, música, teatro). Ele ainda conta com um guia de TV e um resumo dos principais eventos que acontecerão nos mais diversos SESCs da cidade de São Paulo.

    4) Tipologia
    As letras com serifa são utilizadas sempre nos textos principais (títulos de matérias, corpo do texto e denominação das editorias). As letras sem serifa são utilizadas em lugares específicos, textos de destaque e em alguns subtítulos. Os títulos e subtítulos de toda a seção de esportes são sem serifa. Os títulos de todos os comentários presentes no jornal também são sem serifa.

    5) Diagramação
    O jornal, no que diz respeito à diagramação, pode ser considerado conservador. Se comparado ao seu maior concorrente, a Folha de São Paulo, a sua diagramação é bem mais padronizada e poucas mudanças acontecem para se adaptar e incorporar o tema da matéria. Predomina a utilização das seis colunas clássicas, ainda que na capa tenha-se apenas cinco.

    Essas cinco se repetem em algumas poucas páginas do restante da edição. No que diz respeito ao uso do branco, pouco se tem, uma vez que as matérias são colocadas bem próximas umas das outras, não deixando espaço para se perceber algum espaço em branco que realmente chame a atenção.

    A páginas são moduladas de acordo com seus cadernos. Para o Primeiro Caderno temos as páginas A1, A2, A3, etc.. Para o caderno de Economia e Negócios temos as páginas B1, B2 B3, etc.. E já para o Caderno 2, temos as páginas C1, C2, C3, etc..

    O Estado de S. Paulo se utiliza muito de linhas separadoras e boxes. Poucos são os infográficos que aparecem ao longo do jornal. E, usando de opinião, pode-se dizer que a diagramação é satisfatória e organizada, mas não traz nada de novo e surpreendente, que faça o leitor se interessar mais pela matéria escrita.

    6) Cores
    Cada título de cada editoria possui uma cor característica para facilitar a identificação da mesma.
    Primeiro caderno:
    Política: azul acinzentado;
    Internacional: azul escuro
    Metrópole: verde
    Esportes: laranja

    Estas cores geralmente são incorporadas em boxes, subtítulos e outros itens que façam parte das matérias organizadas na editoria.

    Economia e Negócios:
    Por se tratar de um tema mais fixo e complexo, este talvez seja o caderno menos interativo com cores. Utiliza-se tons de terra e cinza, tanto nos títulos das editorias quanto nos gráficos e boxes. Talvez para manter a “sobriedade” do assunto também no estilo da diagramação que o acompanha.

    Caderno 2
    Também utiliza tons de terra e marrom no nome do caderno e nas diferenciações de um nicho cultural de matéria para o outro, bem como nos boxes, intertítulos, subtítulos e até mesmo nos anúncios.

    Pode-se perceber que o Estado de S. Paulo possui uma preferência pelos tons de vermelho, terra e marrom. Talvez porque eles sejam de fácil destaque aos olhos do leitor, mas que dificilmente desviam totalmente a atenção da leitura.
    .
    Diferentemente de outros jornais de outros países vistos em aula, todas as imagens e anúncios são impressos coloridos. Isso dá mais dinamismo à leitura, deixando-a mais leve e impedindo que se veja o conteúdo do jornal como um grande bloco cinza, que mistura imagens e texto.

    7) Iconografia:
    Na versão d’O Estado de S. Paulo analisada, o uso dos ícones é bem escasso. Tem-se a presença do clássico cavaleiro na capa do jornal e em todas as páginas restantes, em tamanho menor, junto com o logo do jornal, sempre no canto superior esquerdo e direito.
    Temos também alguns ícones para indicar que o tema em discusão pode ser aprofundado na internet.

    Os ícones só aparecem em abundância na página da previsão do tempo, com legendas para cada um deles, de forma a facilitar a leitura das previsões meteorológicas. No caderno de Economia e Negócios eles quase não aparecem e no Caderno 2, apesar de ter o conteúdo cultural, também não existem em abundância. Temos os ícones do horóscopo discretamente posicionados e só.

    Nos anúncios, as marcas e logos aparecem sempre com muita frequência, espalhadas pelo jornal discreta ou escancaradamente.

    Curiosidade: O símbolo do jornal (um cavaleiro com a corneta) é em homenagem a Bernard Gregoire, grande impulsionador da venda avulsa dos exemplares do então A Província de São Paulo, que saia às ruas com sua corneta para chamar a atenção do público para comprar exemplares avulsos do jornal.

    Camila da Piedade Nishimoto

    20/07/2015 em 17:45

  107. Los Angeles Times (Sunday)

    1)Identificação e segmentação
    Los Angeles Times, comumente referido somente como “Times”, é um jornal diário produzido em Los Angeles, California desde 1881. De acordo com seu site, o jornal é o maior jornal metropolitano dos EUA com 1,5 milhões de leitores diários e 2,6 milhões de leitores aos domingos, além de ser o quarto jornal com maior escala de distribuição pelo país. Em 2013, a tiragem diária era de 653.868 e nas edições de domingo, 954,010.

    O grupo de mídia do Los Angeles Times (LATMG) também inclui outros veículos como o The Envelope – especializado em entretenimento, o Times Community News – com oportunidades de publicidade e o Hoy Los Angeles – um jornal em espanhol para a população latina de LA. Todos estes veículos, incluindo o LA Times alcançam aproximadamente 5 milhões ou 36% de todos os adultos do sul da California.

    O Times já passou pela mão de muitos empresários e só chegou ao sucesso financeiro com a ajuda de Harrison Gray Otis, em 1882, sendo caracterizado pelos ideias políticos republicanos. No entanto, Otis era um empresário capaz de manipular todo o aparato político e a opinião pública para seu próprio ganho financeiro, fazendo com que a sede do jornal fosse atacada por sindicalistas, em 1910.

    Após a morte de Otis, o jornal ainda continuou dentro da família e depois de 4 gerações, com Otis Chandler, o Times começou a se tornar tão importante como é hoje. Chandler procurou legitimar o jornal e refaz–lo nos modelos dos jornais mais respeitados dos EUA: The New York Times e Washington Post. Sendo assim, ele aumentou o tamanho do LA Times e expandiu sua reportagem nacionalmente e internacionalmente. Com isso, durante a década de 60, o jornal ganhou 4 prémios Pulitzer.

    Com a chegada do século 21, o jornal passou por dificuldades financeiras e quase foi a falência. Atualmente, o jornal é dirigido pela Tribune Company e tem como CEO Austin Beutner. O Los Angeles Times é vendido por US$2 tanto nas versões de domingo, quanto as diárias. É um jornal pouco segmentado, pois trata de diversos temas. Dessa forma, consegue atingir um público bastante abrangente.

    2)Papel e formato

    O jornal é impresso em papel jornal branco, com algumas páginas coloridas e outras p&b. A primeira página da edição analisada (de domingo) tem uma dobra com os principais eventos culturais da semana. Cada página tem 58cm de altura x 28cm de largura, assemelhando–se assim com o formato “standard”. Além da edição impressa, há a edição digital do jornal que pode ser encontrada no formato online e mobile.

    3)Organização

    O jornal tem 111 páginas, com 9 cadernos e 6 editorias.
    Caderno A: 34 paginas, com as seções The World, The Nation e Sunday Opinion.
    Caderno B: 10 páginas, editoria California e as seções Los Angeles, The State e Obituaries.
    Caderno C: 10 páginas, editoria Bussiness.
    Caderno D: 11 páginas, editoria Sports
    Caderno E: 10 páginas, editoria Calendar e as seções Sunday Calendar, Movies, The Guide e Television.
    Caderno F: 14 páginas, editoria Arts&Books e as seções Book Review e The Guide.
    Caderno G: 12 páginas, anúncios de Cars & Transportation.
    Caderno H: 4 páginas de Sunday Comics
    Caderno L: 6 páginas, editoria Travel.

    Também é possível encontrar suplementos de publicidade, já que a edição de domingo é recheada de notícias. O acabamento é simples e as folhas não são refiladas.

    4)Tipologia
    Todo o jornal é escrito em letras serifadas e não há diferenciação entre a fonte dos títulos e dos textos além da alteração de tamanho. Os boxes a alguns títulos especiais de editorias podem possuir fontes diferentes. Fontes sem serifa só podem ser encontradas em pequenos intertítulo em matérias especiais, não há uma regra.

    5)Diagramação
    As páginas são moduladas de acordo com seus cadernos, sendo assim, são enumeradas no tipo A1, A2, A3 e assim por diante. Os cadernos não seguem padrões de diagramação, com variação de localização de foto na página, número de colunas e manchete principal, ou seja, o grid é bastante variado. No entanto, todas as manchetes são pretas com a fonte do jornal, variando somente em tamanho e capitulação. Muitas das notícias não possuem linha fina e todas as fotos têm legendas com chapéu. Alguns cadernos possuem manchetes com fundo colorido logo abaixo do nome da editoria.

    6)Cores
    Cada caderno é identificado por uma cor específica. Por exemplo, California é laranja, Sports é azul marinho e Travel é preto. Cada caderno tem em sua capa, imagens que combinam com sua cor. O conteúdo interno é em preto e branco. A capa é bem clean e tem predominância da cor preta.

    7)Iconografia
    Não existem selos, vinhetas ou ícones no Los Angeles Times. Todas editorias e notícias são basicamente compostas somente por texto. O que dá identidade visual são as cores e principalmente a fonte do título do jornal. As fotos ajudam a compor esse aspecto também.

    Julia Gonçalves Simões dos Santos

    20/07/2015 em 21:22

  108. Veículo: Agora São Paulo

    IDENTIFICAÇÃO E SEGMENTAÇÃO:

    O jornal analisado é o Agora São Paulo pertencente ao Grupo Folha. O veículo é diário e, como o próprio nome já expressa, reside na capital do estado de São Paulo. O Agora São Paulo propõe ao leitor notícias, reportagens e artigos sobre os mais variados temas como economia, esportes, cinema e utilidade pública, mas de maneira mais leve se comparado com a Folha de São Paulo. Apesar do nome sugerir um veículo de cobertura local forte, os assuntos nacionais predominam e com nenhuma especialização.
    Além disso, há uma menor oferta de notícias sobre política e maior de esporte, cinema e entretenimento. O caderno de economia traz assuntos mais cotidianos e menos especializados do que outros jornais, como dicas para se guardar dinheiro e notícias sobre o aumento no preço de alimentos. Portanto, o público alvo é o leitor que busca assuntos mais cotidianas e predominância de lazer, esporte e utilidade pública, direcionando o jornal a classes mais populares.
    A tiragem do veículo segundo a Associação Latino Americana de Publicidade é de 92.897 exemplares. O preço avulso do jornal é R$ 2,00 e a assinatura semestral a vista é R$ 205,00 enquanto e anual 6x R$70,60.

    PAPEL E FORMATO: O jornal Agora São Paulo usa o modelo Standard (295 x 520 mm) em todos os cadernos, com exceção do caderno com titulo “Show” que é feito em formato tablóide (265 x 290 mm). O tipo do papel é o papel jornal.

    ORGANIZAÇÃO: O exemplar analisado possui quatro cadernos. O primeiro caderno tem 12 páginas, o segundo tem seis, seguido pelo terceiro com dez e o quarto e último com oito páginas.

    No caderno principal A (12) estão as seguintes editorias:

    Olá A2
    Editorial A3
    Destaque do dia A3 e A4
    Nas ruas A5 e A6, na A7 entra a subeditoria Dicas, A8
    Classificados A9 e A10
    Mundo A10
    Brasil A11

    Caderno B (6):

    Grana B1-B3
    Trabalho B4
    Aposentado B5
    Viva Bem B6

    Caderno C – Vencer (10):

    Craque da Rodada C4
    Corinthians, Palmeiras e Santos na C5.
    Copa América C6 e C7,
    Fórmula 1 C8
    UFC C9
    Caneladas do Vitão C10

    Caderno D – Show (8)

    Roteiro D2 e D3
    Rádio D5
    Alto Astral D7
    Diversão D8

    TIPOLOGIA:

    A fonte do Agora SP é própria e na maioria não serifada, apenas os títulos de cadernos e alguns quadros utilizam de letras serifadas. Tanto as manchetes como o texto das notícias e reportagens são fontes não serifadas.

    DIAGRAMAÇÃO:

    O jornal utiliza uma letra para identificar o caderno seguido por um número para identificar a página. Por exemplo o caderno principal tem as páginas A1,A2,A3…
    O veículo tem pouca flexibilidade sobre os padrões e uso do branco.
    Chama a atenção o uso de uma manchete de capa em letras grandes, e geralmente em duas linhas, acima da dobra do jornal.
    A capa do jornal é distribuída em cinco colunas, assim como o caderno tablóide Show (D). Já no restante dos cadernos são usadas seis colunas a exemplo da Folha de São Paulo.
    O uso de linhas e fios entre matérias e colunas é frequente, assim como infográficos e boxes.
    Uma característica que vale ressaltar é que nos cadernos A e C as quartas páginas são preto e branco.
    Nas caixas na parte superior do jornal, onde geralmente está o nome das editorias sempre há informações, seja publicidade, notas ou um link na internet para ‘saiba mais’

    CORES:

    A cor da fonte do título dos cadernos são brancas. O nome do jornal na capa aparece em fundo bordô.

    Na capa, tarjas nas chamadas da matéria identificam o caderno o qual elas pertencem. Por exemplo, tarja verde remete ao caderno B das editorias grana e trabalho.

    Editorias/Cor

    Olá, editoriais, destaque do dia e Nas ruas: Vermelho
    Dicas: Laranja
    Mundo: Verde Cobalto
    Brasil: Vermelho Ferrugem
    Grana, trabalho e aposentado: Verde
    Viva bem: laranja
    O caderno C (Vencer) inteiro é marcado pelo azul.
    Show: Roxo

    Interessante apontar que o caderno B fala sobre grana e economia e é representado com a cor verde que remete ao dinheiro, pela cor do dólar americano.

    ICONOGRAFIA:

    Uma das características iconográficas do jornal é o uso de caixas coloridas para destacar palavras ou expressões nas manchetes do jornal.

    Além disso, há fotos e nome dos colunistas acima dos textos que escrevem.

    No caderno Vencer há uma caricatura do colunista Vitor Guedes e também frenquentemente são usado os escudos dos clubes que são notícias de alguma forma.

    Victor Pinheiro Pereira

    20/07/2015 em 21:38

  109. 1)Identificação e segmentação:
    O jornal escolhido é o Granma, em sua edição internacional em português de março de 2013.
    O Granma é produzido em Cuba, como jornal oficial do Partido Comunista. Sua edição internacional está mensalmente disponível em 6 idiomas. No Brasil, é reimpresso pela cooperativa Inverta, ligada ao Partido Comunista Marxista-Leninista
    Seu público alvo são os cidadãos cubanos e militantes de esquerda interessados nada ilha.
    O tema principal é a política, com muitos discursos e notícias de líderes como Raul Castro. O preço da edição Brasileira avulsa é R$2,50. Sua assinatura anual custa 65 reais.

    2) Papel e formato:
    O Granma é impresso em papel jornal, com a tonalidade amarelada e a baixa gramatura típica desse papel. Seu formato é de 30 por 38cm, lembrando um tabloide.

    3) Organização:
    Caderno único, com 16 páginas, dividido em 5 editorias:
    Nacional, que ocupa metade das páginas com notícias sobre a política cubana.
    Esportes, com uma página
    Nossa América, com duas páginas, retratando o Brasil em uma de suas matérias.
    Cultura, com duas páginas
    Internacional, com uma página.
    As duas páginas centrais são ocupadas por uma representação do Conselho de Estado do país.

    4) Tipografia:
    Todas as fontes presentes são não serifadas. O negrito aparece nos títulos e em destaques nos textos.
    O tamanho, cor e fonte variam de notícia para notícia.

    5) Diagramação:
    A maior parte das páginas tem 4 colunas, mas algumas tem 3 ou 5. Grande número de imagens, algumas notícias possuem mais de uma. Linhas ajudam a dividir e organizar as páginas. Boxes aparecem em algumas notícias.

    6) Cores:
    As imagens estão em preto e branco. A única outra cor presente no jornal é o vermelho, símbolo da esquerda, presente em quase todos os elementos.

    7) Iconografia:
    O jornal não usa selos, ícones ou marcas. Traz somente seu nome e a editoria no topo das páginas, de forma sem destaque.

    Matheus Moura Fernandes

    20/07/2015 em 23:46

  110. Identificação e Segmentação:

    O Clarín é um jornal argentino com sede em Buenos Aires, fundado em 28 de agosto de 1945 por Roberto Noble. É um diário matutino, com a maior tiragem e circulação da Argentina, estimada em 250 mil exemplares por dia, sendo um dos jornais mais amplamente usados nos países de língua espanhola. O Clarín está presente em 40 países – inclusive no Brasil.
    Sob o slogan “O grande diário argentino” – em espanhol, “El gran diario argentino” -, a linha editorial do jornal é de centro-direita com o segmento temático amplo, pautando política, economia, esporte, cultura, privilegiando a realidade nacional, sem no entanto esquecer do cenário internacional. Estima-se que o público do Clarín seja em sua maioria homens de meia idade e classe média. Aos domingos, o Clarín imprime uma versão especial sobre turismo, o TodoViaje, com dicas de viagem e destinos.
    O jornal é dirigido por Enerstina Herrera Noble e pertence ao Grupo Clarín, segundo maior conglomerado mediático da América Latina. Um exemplar custa ARS 8,50, aproximadamente de R$ 3,00. No Brasil, o valor do jornal é de R$ 7,00.
    O jornal possui um site – http://www.clarin.com -, o qual não requer cadastro ou pagamento para acessar as notícias disponíveis. Tem também a versão em português, a qual foi lançado em 2013 para um púlico-alvo de empresários e executivos brasileiros, já que o “Brasil é o principal parceito econômico da Argentina”, como explicou o diretor de redação do Clarín, Ricardo Kirschbaum, na época.

    Papel e Formato

    O Clarín tem formato tablóide com dimensões de 365mm X 280mm, impresso em papel-jornal. O jornal foi um dos primeiros a aderir ao formato tablóide, inspirado pelo jornal londrino “The Mirror” e serviu de modelo para outros jornais de Londres manterem seus leitores jovens.

    Organização

    A edição analisada do jornal impresso Clarín – disponível no acervo do professor – conta com 78 páginas com a seguinte organização:
    Capa – 1 pag.
    Sumario + Del Editor al Lector – 1 pag.
    Tema del Día – Primeira sessão do jornal com 4 matérias sobre um tema atual. 3 pag.
    El País – Maior caderno do jornal, com as principais notícias sobre a Argentina.11 pag.
    El Mundo – Sessão dedicada ao conteúdo informativo sobre assuntos globais. 5 pag.
    Opinión – Duas páginas dedicadas a textos enviados por leitores. 2 pag.
    Sociedad – Sessão exclusivamente sobre assuntos portenhos, incluindo o chapéu Cultura. 6 pag.
    La ciudad – Parte dedicada à arquiitetura de cidades argentinas e de outros países do mundo. 4 pag.
    Policiales – Páginas com reportagens sobre criminalidade em geral no país. 3 pag.
    Deportes – Caderno destinado à notícias esportivas, com contéudo, em sua maioria, sobre futebol. 8 pag.
    Carreras – Trata de temas relativos ao hipismo e ao jockey, assim como das competições realizadas na Argentina e no mundo.1 pag.
    Espectáculos – Parte do jornal sobre indústria cultura, entretenimento e programação televisiva.10 pag.
    Carteleras – Sessão sobre a programação dos principais cinemas do país. 2 pag.
    Fúnebres y Remates – 1 pag. Clasificados – 23 pag.
    Empresas&Protagonistas – Parte dedicada a destacar as empresas em seus ramos – 1 pag.
    Pasatiempos y horóscopo -1 pag.
    Servicios – Traz informações sobre o clima no país e no mundo, condições do tráfego aéreo, telefones de urgências e agenda do dia. 1 pag.
    Suplemento Autos – Parte dedicada a tratar de modelos automobilísticos e suas evoluçãoes, com o caderno Classificados imbutido. 7 pag.
    Páginas exclusivamente sobre publicidade – 9 pag.

    Tipologia

    O Clarín alterna entre o uso de dois tipos de fontes diferentes, uma com tipologia egípcia – a qual é usada no nome do jornal e no corpo do texto – e outra com tipologia moderna, presente nas manchetes, linhas finas, legendas e em boxes. O tamanho da fonte varia de acordo com a posição do texto: as manchetes são grandes e aparecem em negrito; a linha fina tem tamanho médio e permanece no estilo regular; o corpo do texto tem tamanho padrão e pode apresentar negrito caso seja necessário destacar a informação.

    Diagramação

    O jornal apresenta um grid de cinco colunas com união entre texto e imagem em todas as páginas. Na capa, o cabeçalho com o logo do jornal aparece alinhado ao lado esquerdo da página, enquanto o lema e a data da edição estão a esquerda, ambos em um box vermelho. Logo abaixo do cabeçalho seguem dois títulos também trabalhados em boxes – uma cinza e outro preto – com uma imagem entre eles. Um fio preto os separam da manchete principal, e logo abaixo dela encontra-se uma foto grande com legenda dentro dela e um texto alinhado a sua esquerda. Mais um fio separa os conteúdo dos demais destaques da edição. É interessante ressaltar o uso da cor vermelha nas fontes para colocar o texto em evidência na capa e nas páginas seguintes do jornal. As fotos não possuem muita variação dentro da configuração das páginas, e as legendas costumam ter uma linha, os créditos, por sua vez, são discretíssimos.
    O Clarín tem template próprio. Cada início de caderno é caracterizado por um cabeçalho composto de um box vermelho com texto em tipologia humanística em branco, identificando o tema; em seguida há outro box – dessa vez preto e texto com tipologia moderna – para indicar o assunto, uma foto grande para ilustrar o conteúdo, um chapéu com texto em destaque a cor vermelho, a manchete em negrito e tamanho grande, linha fina indicada por um marcador em vermelho, identificação do repórter com local de origem em vermelho, especificação em cinza, e nome e e-mail com preto, além de uma foto pessoal. O texto aparece em sequência, diagramado nas cinco colunas e com fonte de tipologia egípcia. A paginação é indicada na parte superior direita do tablóide, e no mesmo sentido no rodapé há a indicação de continuidade da matéria.
    A publicidade ocupando páginas inteiras faz-se presente em quase 10% do conteúdo do jornal. Já propagandas comerciais de meia página são mais frequentes e, consequentemente, irritantes durante a leitura do Clarín.

    Cores

    Preto, cinza, branco e vermelho predominam no projeto gráfico do Clarin. Porém tais cores não correspondem a linha editorial político-ideológica do veículo, que se diz de centro.

    Iconografia

    O nome do jornal significa trombeta, por isso seu logotipo é um boneco assoprando o instrumento. Além das fotos, charges e infográficos ajudam a ilustrar as matérias, mas em menor grau – principalmente o infográfico. Figuras como escudo de times de futebol argentino, máscaras para indicar teatro e pipoca para cinema, bem como um mapa com representações climáticas para apresentar a previsão do tempo, também compõem a iconografia do Clarín.

    Ana Carolina Moraes

    21/07/2015 em 0:00

  111. Jornal “O Vale”

    1) O jornal que analisei foi o “O Vale”, jornal oriundo da região do Vale do Paraíba – São Paulo. Sua sede é em São José dos Campos, mas ele é distribuido por 30 cidades das regiões do Vale, Serra da Mantiqueira e do Litoral Norte. “O Vale”, segundo o site do jornal, tem uma circulação de 20 mil exemplares em dias uteis e 35 mil aos domingos. No seu site, eles também afirmam que o jornal é voltado para “o leitor do novo tempo”, e que sua intenção não é apenas ser um jornal, mas como um gerador de conteúdo de informação.

    O jornal não possui uma especialização em um assunto pré-determinado, mas, é o principal provedor de informação em forma escrita da região por onde circula, logo, é referência no quesito de matérias regionais para a área.

    O preço da assinatura é de 300 reais por ano, para a versão impressa, que é públicada diariamente. “O Vale” libera suas matérias na integra pela web, de graça, e chega a liberar uma versão em pdf, também de graça. No site, o assinante não tem nenhum recurso extra em relação àqueles que não possuem a assinatura.

    2) O jornal tem 55cm de altura por 32cm de largura, logo, se aproxima mais do formato Standart. O papel utilizado é o papel jornal, de cor branca. O jornal não possui grampos, os cadernos são soltos, sendo possível mudar a ordem das páginas. Ele faz uso de dobras no meio da página, provavelmente para facilitar o transporte e o armazenamento do jornal.

    3) O Vale não tem um número constante de páginas, o número varia diariamente, sendo impossível até traçar uma média. O número de páginas aumenta no domingo, onde há uma edição especial, mas nesse dia também não há um padrão. Nos dias em que analisei, o número de páginas em dias de semana chega a variar de 25 a quase 50 páginas. Já nos domingos, o número de páginas fica entre 50 e 60.

    O jornal possui apenas quatro cadernos, sendo eles: Nossa Região, Esportes, Brasil& e Viver, além do caderno de Classificados.

    O “Nossa Região” abre o jornal, e nele, como pode-se imaginar, são colocados os principais assuntos da região por onde “O Vale” circula, seja política, economia, policias, etc. Além disso, esse caderno traz colunas de pessoas “influentes” da região, como políticos, jornalistas, etc. É o maior caderno do jornal.

    O “Brasil&” vem em seguida, ele trata basicamente dos principais assuntos da política brasileira, e, nos jornais analisados por mim, não tem mais de duas páginas.

    O “esportes” é o terceiro caderno, ele abrange os principais acontecimentos esportivos no mundo e também da um enfoque aos times da região.

    O “viver” é um caderno focado na cultura e na música. Também segue o padrão do “esportes”, tratando de dicas culturais em âmbito nacional e regional. Esse caderno também trás uma coluna social, passatempos e horóscopo.

    4) A tipologia usada é serifada em todo o jornal, menos nos classificados. O nome do jornal vem em branco, contrastando com um fundo azul e é todo em caixa alta. Os títulos das matérias vem em negrito e o tamanho da fonte varia. Algumas matérias se iniciam com capitulares e outras não.

    5) O Design gráfico do jornal, segundo o site, foi feito por um dos principais estudios do mundo, o “Cases i Associats”, com sede em Barcelona.

    Ele faz uso do padrão de seis colunas em todo o jornal, inclusive na capa. A capa segue um padrão: geralmente traz uma foto da matéria em destaque, uma segunda matéria em destaque, mas sem foto, e um pequeno box com algumas chamadas, alguns com pequenas fotos, outros sem. No restante de jornal, há uma variade no estilo que compõe as matérias. Algumas são escritas em um coluna, fina e comprida.

    No restante do jornal, não há um padrão no modo como se dispõe as matérias. Algumas são escritas em uma coluna, fina e comprida, outras em duas, três, etc. As matérias principais vem acompanhadas de foto ou infográfico, outras, as de menos destaque ou as que não são matérias “quentes”, colunas, etc, não possuem nenhuma imagem acompanhando.

    6) Todo o jornal é impresso com cor. Como já citado, o nome do jornal vem em fundo azul e em letras brancas, constantemente há uma foto colorida de alguma matéria em destaque acompanha o nome do jornal.

    Os nomes dos cadernos tem cores variadas. O “brasil&” vem na cor preta e azul. O “esporte” nas cores preta e vermelha. O “viver&” vem geralmente em cor branca e ao fundo a foto da principal matéria do caderno, gerando contraste. Os destaques de cada caderno também variam de cor: os do “nossa região” e do “brasil&” vem em azul, o do “esporte”, em vermelho. Os do “viver&” vêm em roxo.

    As linhas da diagramação são pretas em todo os cadernos. As que ficam em baixo do nome dos cadernos (na primeira página) são grossas, o restante, todas finas.

    7) Toda página, no canto superior esquerdo, vem com o nome do jornal, que de certa forma é o logo do jornal. Há pouco uso de icones, o jornal não possui nenhuma bandeira ou ícone próprio.

    Apenas no horoscopo aparecem os icones dos signos antes do nome dos mesmos frequentemente, fora isso, não da para achar um padrão.

    Vitor José Azevedo

    21/07/2015 em 0:45

  112. Jornal “O Vale”

    1) O jornal que analisei foi o “O Vale”, jornal oriundo da região do Vale do Paraíba – São Paulo. Sua sede é em São José dos Campos, mas ele é distribuido por 30 cidades das regiões do Vale, Serra da Mantiqueira e do Litoral Norte. “O Vale”, segundo o site do jornal, tem uma circulação de 20 mil exemplares em dias uteis e 35 mil aos domingos. No seu site, eles também afirmam que o jornal é voltado para “o leitor do novo tempo”, e que sua intenção não é apenas ser um jornal, mas como um gerador de conteúdo de informação.

    O jornal não possui uma especialização em um assunto pré-determinado, mas, é o principal provedor de informação em forma escrita da região por onde circula, logo, é referência no quesito de matérias regionais para a área.

    O preço da assinatura é de 300 reais por ano, para a versão impressa, que é públicada diariamente. “O Vale” libera suas matérias na integra pela web, de graça, e chega a liberar uma versão em pdf, também de graça. No site, o assinante não tem nenhum recurso extra em relação àqueles que não possuem a assinatura.

    2) O jornal tem 55cm de altura por 32cm de largura, logo, se aproxima mais do formato Standart. O papel utilizado é o papel jornal, de cor branca. O jornal não possui grampos, os cadernos são soltos, sendo possível mudar a ordem das páginas. Ele faz uso de dobras no meio da página, provavelmente para facilitar o transporte e o armazenamento do jornal.

    3) O Vale não tem um número constante de páginas, o número varia diariamente, sendo impossível até traçar uma média. O número de páginas aumenta no domingo, onde há uma edição especial, mas nesse dia também não há um padrão. Nos dias em que analisei, o número de páginas em dias de semana chega a variar de 25 a quase 50 páginas. Já nos domingos, o número de páginas fica entre 50 e 60.

    O jornal possui apenas quatro cadernos, sendo eles: Nossa Região, Esportes, Brasil& e Viver, além do caderno de Classificados.

    O “Nossa Região” abre o jornal, e nele, como pode-se imaginar, são colocados os principais assuntos da região por onde “O Vale” circula, seja política, economia, policias, etc. Além disso, esse caderno traz colunas de pessoas “influentes” da região, como políticos, jornalistas, etc. É o maior caderno do jornal.

    O “Brasil&” vem em seguida, ele trata basicamente dos principais assuntos da política brasileira, e, nos jornais analisados por mim, não tem mais de duas páginas.

    O “esportes” é o terceiro caderno, ele abrange os principais acontecimentos esportivos no mundo e também da um enfoque aos times da região.

    O “viver” é um caderno focado na cultura e na música. Também segue o padrão do “esportes”, tratando de dicas culturais em âmbito nacional e regional. Esse caderno também trás uma coluna social, passatempos e horóscopo.

    4) A tipologia usada é serifada em todo o jornal, menos nos classificados. O nome do jornal vem em branco, contrastando com um fundo azul e é todo em caixa alta. Os títulos das matérias vem em negrito e o tamanho da fonte varia. Algumas matérias se iniciam com capitulares e outras não.

    5) O Design gráfico do jornal, segundo o site, foi feito por um dos principais estudios do mundo, o “Cases i Associats”, com sede em Barcelona.

    Ele faz uso do padrão de seis colunas em todo o jornal, inclusive na capa. A capa segue um padrão: geralmente traz uma foto da matéria em destaque, uma segunda matéria em destaque, mas sem foto, e um pequeno box com algumas chamadas, alguns com pequenas fotos, outros sem. No restante de jornal, há uma variade no estilo que compõe as matérias. Algumas são escritas em um coluna, fina e comprida.

    No restante do jornal, não há um padrão no modo como se dispõe as matérias. Algumas são escritas em uma coluna, fina e comprida, outras em duas, três, etc. As matérias principais vem acompanhadas de foto ou infográfico, outras, as de menos destaque ou as que não são matérias “quentes”, colunas, etc, não possuem nenhuma imagem acompanhando.

    6) Todo o jornal é impresso com cor. Como já citado, o nome do jornal vem em fundo azul e em letras brancas, constantemente há uma foto colorida de alguma matéria em destaque acompanha o nome do jornal.

    Os nomes dos cadernos tem cores variadas. O “brasil&” vem na cor preta e azul. O “esporte” nas cores preta e vermelha. O “viver&” vem geralmente em cor branca e ao fundo a foto da principal matéria do caderno, gerando contraste. Os destaques de cada caderno também variam de cor: os do “nossa região” e do “brasil&” vem em azul, o do “esporte”, em vermelho. Os do “viver&” vêm em roxo.

    As linhas da diagramação são pretas em todo os cadernos. As que ficam em baixo do nome dos cadernos (na primeira página) são grossas, o restante, todas finas.

    7) Toda página, no canto superior esquerdo, vem com o nome do jornal, que de certa forma é o logo do jornal. Há pouco uso de icones, o jornal não possui nenhuma bandeira ou ícone próprio.

    Apenas no horoscopo aparecem os icones dos signos antes do nome dos mesmos frequentemente, fora isso, não da para achar um padrão.

    Vitor José Azevedo

    21/07/2015 em 0:45

  113. Jornal “O Vale”

    1) O jornal que analisei foi o “O Vale”, jornal oriundo da região do Vale do Paraíba – São Paulo. Sua sede é em São José dos Campos, mas ele é distribuido por 30 cidades das regiões do Vale, Serra da Mantiqueira e do Litoral Norte. “O Vale”, segundo o site do jornal, tem uma circulação de 20 mil exemplares em dias uteis e 35 mil aos domingos. No seu site, eles também afirmam que o jornal é voltado para “o leitor do novo tempo”, e que sua intenção não é apenas ser um jornal, mas como um gerador de conteúdo de informação.

    O jornal não possui uma especialização em um assunto pré-determinado, mas, é o principal provedor de informação em forma escrita da região por onde circula, logo, é referência no quesito de matérias regionais para a área.

    O preço da assinatura é de 300 reais por ano, para a versão impressa, que é públicada diariamente. “O Vale” libera suas matérias na integra pela web, de graça, e chega a liberar uma versão em pdf, também de graça. No site, o assinante não tem nenhum recurso extra em relação àqueles que não possuem a assinatura.

    2) O jornal tem 55cm de altura por 32cm de largura, logo, se aproxima mais do formato Standart. O papel utilizado é o papel jornal, de cor branca. O jornal não possui grampos, os cadernos são soltos, sendo possível mudar a ordem das páginas. Ele faz uso de dobras no meio da página, provavelmente para facilitar o transporte e o armazenamento do jornal.

    3) O Vale não tem um número constante de páginas, o número varia diariamente, sendo impossível até traçar uma média. O número de páginas aumenta no domingo, onde há uma edição especial, mas nesse dia também não há um padrão. Nos dias em que analisei, o número de páginas em dias de semana chega a variar de 25 a quase 50 páginas. Já nos domingos, o número de páginas fica entre 50 e 60.

    O jornal possui apenas quatro cadernos, sendo eles: Nossa Região, Esportes, Brasil& e Viver, além do caderno de Classificados.

    O “Nossa Região” abre o jornal, e nele, como pode-se imaginar, são colocados os principais assuntos da região por onde “O Vale” circula, seja política, economia, policias, etc. Além disso, esse caderno traz colunas de pessoas “influentes” da região, como políticos, jornalistas, etc. É o maior caderno do jornal.

    O “Brasil&” vem em seguida, ele trata basicamente dos principais assuntos da política brasileira, e, nos jornais analisados por mim, não tem mais de duas páginas.

    O “esportes” é o terceiro caderno, ele abrange os principais acontecimentos esportivos no mundo e também da um enfoque aos times da região.

    O “viver” é um caderno focado na cultura e na música. Também segue o padrão do “esportes”, tratando de dicas culturais em âmbito nacional e regional. Esse caderno também trás uma coluna social, passatempos e horóscopo.

    4) A tipologia usada é serifada em todo o jornal, menos nos classificados. O nome do jornal vem em branco, contrastando com um fundo azul e é todo em caixa alta. Os títulos das matérias vem em negrito e o tamanho da fonte varia. Algumas matérias se iniciam com capitulares e outras não.

    5) O Design gráfico do jornal, segundo o site, foi feito por um dos principais estudios do mundo, o “Cases i Associats”, com sede em Barcelona.

    Ele faz uso do padrão de seis colunas em todo o jornal, inclusive na capa. A capa segue um padrão: geralmente traz uma foto da matéria em destaque, uma segunda matéria em destaque, mas sem foto, e um pequeno box com algumas chamadas, alguns com pequenas fotos, outros sem. No restante de jornal, há uma variade no estilo que compõe as matérias. Algumas são escritas em um coluna, fina e comprida.

    No restante do jornal, não há um padrão no modo como se dispõe as matérias. Algumas são escritas em uma coluna, fina e comprida, outras em duas, três, etc. As matérias principais vem acompanhadas de foto ou infográfico, outras, as de menos destaque ou as que não são matérias “quentes”, colunas, etc, não possuem nenhuma imagem acompanhando.

    6) Todo o jornal é impresso com cor. Como já citado, o nome do jornal vem em fundo azul e em letras brancas, constantemente há uma foto colorida de alguma matéria em destaque acompanha o nome do jornal.

    Os nomes dos cadernos tem cores variadas. O “brasil&” vem na cor preta e azul. O “esporte” nas cores preta e vermelha. O “viver&” vem geralmente em cor branca e ao fundo a foto da principal matéria do caderno, gerando contraste. Os destaques de cada caderno também variam de cor: os do “nossa região” e do “brasil&” vem em azul, o do “esporte”, em vermelho. Os do “viver&” vêm em roxo.

    As linhas da diagramação são pretas em todo os cadernos. As que ficam em baixo do nome dos cadernos (na primeira página) são grossas, o restante, todas finas.

    7) Toda página, no canto superior esquerdo, vem com o nome do jornal, que de certa forma é o logo do jornal. Há pouco uso de icones, o jornal não possui nenhuma bandeira ou ícone próprio.

    Apenas no horoscopo aparecem os icones dos signos antes do nome dos mesmos frequentemente, fora isso, não da para achar um padrão.

    Vitor José Azevedo

    21/07/2015 em 0:45

  114. Análise do jornal italiano la Repubblica (acervo do professor)
    1) Identificação e segmentação:
    O jornal analisado foi o italiano la Repubblica, de 8/5/2004. A edição é a número 108, correspondente ao ano 9.
    Fundado em 14/1/1976, sob a direção de Eugenio Scalfari, o la Repubblica é um jornal diário, o segundo maior da Itália. Ele pertence ao Gruppo Editoriale L’Espresso. Com 2.8 milhões de leitores, La Repubblica confirmou sua presença como um dos líderes em jornalismo diário em 2013.
    Os dados de circulação diária (305.6 mil) em 2014 confirmam o primeiro lugar em termos de circulação –equilibrada em todas as regiões do país- e leitores.
    O La Repubblica é editado e publicado em Roma. Sua impressão é feita em sete gráficas na Itália e em quatro localizadas no exterior. Um exemplar custa €1,20 na Itália e apresenta variações em outros países.
    Seu conteúdo é noticioso nacional para todas as edições e as edições locais para nove cidades, sendo elas Roma, Milão, Turim, Bolonha, Gênova, Nápoles, Palermo e Bari. Atualmente o jornal pode chegar até 96 páginas coloridas. As edições locais podem ocupar, no máximo, 32 páginas.
    O la Repubblica apresenta suplementos que são publicados e distribuídos com ele. São suplementos: Affari & Finanza (destinado a negócios e finanças); il Venerdi (estilo de vida e programação de TV); D- La Repubblica (voltado para o público feminino); Trova Roma/ Tutto Milano (entretenimento e guia de lazer local). Il Venerdi e D- La Repubblica apresentam uma taxa extra sobe o preço de capa.
    2) Papel e formato:
    O papel utilizado pelo la Repubblica é o papel jornal, com gramatura 60/cm2. Seu formato é berliner, ou seja, suas medidas são, aproximadamente, 320×465.
    3) Organização:

    La Repubblica apresenta divisão em cadernos, editorias, seções e colunas.

    As editorias são: ‘Economia e Política’ (2 páginas)
    ‘Comentários’ (2 páginas)
    ‘Mundo’ (1 página)
    ‘Política Interna’ (2 páginas)
    ‘Notícias’ (4 páginas)
    ‘Programa de TV’ (1 página)
    ‘Programa de TV & Rádio’ (1 página)
    ‘Tempo’ (1 página)

    Dentre os cadernos estão: Economia/ Imprese & Mercati; Diario di Repubblica; Cultura; Spettacoli Televisione; Sports e la Repubblica Milano.
    Economia/ Imprese & Mercati apresenta seis páginas. Sua divisão em editorias é: Economia, que trata de economia no geral (1 página); Economia & Mercati, que traz valores de bolsa/ fundo de investimentos (3 páginas); Imprese & Mercati, que trabalha as notícias de empresas e mercado (2 páginas).

    Diario di Repubblica é formado por três páginas.

    Cultura usa três páginas também e fala sobre cultura no território italiano.

    Spettacoli televisione ocupa três páginas, trabalhando a Itália de modo geral.

    Sports está presente em quatro páginas.

    La Repubblica Milano é o volume local de Milão e apresenta 20 páginas. Esse caderno apresenta notícias locais (com os selos: Politica e Cultura, Le Elezione de Gigno, Il Giallo al cimiterio e Il Caso Cattelan). Dentro dele há o caderno WEEKEND Società Cultura Spettacoli Sport, com dez páginas e cinco editorias: Weekend bambini, Milano week-end società, Giorno e Notte, Cinema (três seções: Cinema Milano, Província e Região) e Spettacoli (seção Teatro e Musica Milan).

    Há propagandas que ocupam páginas inteiras, resultando num uso de 16 páginas do jornal, geralmente do lado esquerdo das folhas.
    As fotos não são creditadas.

    4) Tipologia:
    Na capa, as fontes são as mesmas para antetítulo, título e subtítulo, porém com tamanhos diferentes. Dependendo da matéria, o título vem inteiro em caixa alta. A letra do corpo de texto é diferente das demais, podendo ou não ser serifada. A legenda das fotos é sempre apresentada em letras não serifadas, aproximadamente do mesmo tamanho das letras do corpo do texto.
    As páginas seguem numeração alfanumérica, porém o conteúdo local apresenta numeração romana, para que se diferencie do diário nacional.

    5) Diagramação:
    A diagramação do la Repubblica é feita em seis colunas. Para separar as matérias, são utilizados recursos como box e fios. Os padrões são flexíveis, com muito uso de imagens, infográficos, charges e ícones. São utilizados também olhos e intertítulos. Não há um padrão na distribuição de recursos visuais e, às vezes, o espaço branco não é totalmente preenchido. Chapéus são bem utilizados também.

    6) Cores:
    As cores no la Repubblica analisado se restringem à capa e algumas propagandas. De resto, são utilizadas apenas as escalas de cinza.

    7) Iconografia:
    Os recursos visuais são muito explorados pelo jornal, que além das imagens, infográficos, charges e ícones, aproveita para inserir selos e timbres e logotipos. Na editoria Tempo, são utilizados mapas, um com as previsões e outro com as frentes (frias e quentes) que se aproximam do território. Uma legenda traz as escalas UV e, para cada escala, as precauções que deveriam ser tomadas pelos leitores.

    Mariana Pellegrini Bertacini

    21/07/2015 em 1:14

  115. 1) Identificação e segmentação:
    Nome do jornal: Svenska Dagbladet Näringsliv, abreviado pela publicação como SvD
    País: Suécia
    Cidade: Estocolmo
    Tipo de público: Leitor de jornais geral
    Periodicidade: diário
    Segmento temático: Notícias gerais
    Nível de especialização: Alto para os negócios, regular para os demais temas
    Abrangência: Forte na região de Estocolmo, mediano no restante do país
    Tiragem: Em torno de 140 mil diários
    Preço de assinatura: 110 reais/mês para jornal diário + digital
    81 reais/mês para jornal no final de semana + digital
    68 reais/mês para jornal digital diário
    11 reais de sexta a domingo
    7,40 reais de segunda a quinta
    2) Papel e formato:
    Tipo de papel: Papel jornal
    Cor de papel: Branca para o SvD e Kulture, rosada pra o Näringsliv
    Dimensões da página: 275 mm x 410 mm
    Uso de dobras: Dobra comum
    3) Organização:
    Por falta do jornal inteiro no acervo do professor, só tive acesso ao Näringsliv, que é o segmento que trata sobre mercado, economia, esportes, moda, veículos, dentre outros “negócios”. Das 28 páginas da edição analisada, quatro são compostas por tabelas com cotações e ações. Seis para notícias gerais, quatro para uma reportagem com entrevista, duas para moda, duas para classificados, quatro para esportes e uma para um perfil.
    No SvD, ainda existem outros dois cadernos, o Kulture, que aborda temas culturais, e o Ledare, que traz os colunistas. Também existem sessões de lazer, como quadrinhos, palavras cruzadas e infográficos.
    4) Tipologia:
    A tipologia é a mesma para todos os títulos, linhas finas, chamadas, intertítulos e reportagens. Exceto a seção de moda, que possui uma fonte mais fina, cor acinzentada, diferente do preto do restante das outras fontes. Nos anúncios, as fontes e tipologia variam entre eles.

    5) Diagramação:
    Na diagramação, o número de colunas é variado ao longo do jornal. São encontradas páginas com três, quatro ou cinco colunas, esta última, a mais comum.
    A maioria das páginas apresenta o modelo foto mais coluna lateral, geralmente com a coluna da borda trazendo uma notícia curta, ou uma entrevista bate-bola. Esta coluna é separada de outras matérias por uma linha cinza.
    Uma linha rosa, separa o cabeçalho das matérias, acima dela, o tipo da matéria e o número da página.
    Na notícia de moda, foi observado um cuidado estético maior com as imagens, elas são dispostas de um modo mais livre e recebem maior destaque. Nela, e na entrevista do Linus Torvalds, há muitos espaços em branco, ausentes no restante do jornal.
    6) Cores:
    No SvD näringsliv, a cor utilizada para identifica-lo, é a rosa. Tanto no impresso, quanto no digital. No kulture e no ledare, a cor utilizada é o azul-escuro.
    7) Iconografia:
    Gráficos utilizadas nas colunas das bordas para ilustrar alguns dados das reportagens.
    Caixa alta utilizada para alguns dados ao longo do jornal, bem como a primeira letra maiúscula em tamanho grande antes do começo de cada matéria, para identificar a qual sessão ela pertence.
    Fotos dos colunistas nas chamadas e nas reportagens.

    Guilherme Sette Fernandes

    21/07/2015 em 1:34

  116. O jornal A Tribuna faz parte do “Sistema A Tribuna de Comunicação”, que inclui a TV Tribuna, a Rádio Tribuna FM, os jornais Primeira Mão (com circulação em Santos e Campinas), o portal A Tribuna Digital e o jornal Expresso Popular. Anteriormente denominado “Tribuna do Povo”, o jornal é um dos mais antigos do país, estando em circulação desde 1894.

    1) Identificação e segmentação: A Tribuna, jornal da cidade de Santos, no estado de São Paulo, Brasil. O jornal diário foca em temas ligados à baixada santista, mas também trata de assuntos mais gerais, principalmente no caderno de Economia. Sua circulação ocorre em Santos e em outras cidades da região, como São Vicente, Praia Grande, Cubatão, Guarujá e Itanhaém. A venda avulsa do jornal custa R$ 4,00 e no site do veículo é possível encontrar vários planos de assinatura, sendo o de menor duração o trimestral, que custa R$ 174,00 e ainda dá acesso à versão digital do jornal. Segundo dados de 2008, a tiragem do A Tribuna é de 45 mil exemplares.

    2) Papel e formato: A Tribuna está publicado num tipo papel-jornal com uma dimensão standard (310×580).

    3) Organização: O jornal, que tem ao todo 36 páginas, se divide da seguinte maneira:
    • Capa
    • Opinião (seção de 1 página)
    • Cidades: Caderno de 11 páginas que trata de notícias da região e outros temas como educação, opções de lazer e saúde. Uma coluna, chamada “Vida em dia” pode ser encontrada, assim como outras seções, das quais se destacam “A Tribuna nos anos 70”, “Falecimentos e missas” e “As imagens da semana”. Uma editoria denominada “Polícia” pode ser encontrada na página A-11, tratando de temas policiais sem necessariamente estarem ligados à região. Dentro dessa editoria se encontra a seção “Previsão do Tempo e Serviços”.
    • Esportes: Caderno de 4 páginas, focando no futebol e nos esportes de maneira geral, mas dando destaque para o Santos, time de cidade. Possui as seções “Memória do Esporte” e “Entrevista”.
    • Economia: Caderno que possui 8 páginas, trata da economia em um parâmetro internacional e dá uma coluna para Celso Ming, analista econômico. Dentro do caderno podem ser encontradas as editorias “Porto & Mar” (que relata as principais notícias e o novos negócios e empreendimentos relacionados ao porto santista), “Brasil” (que fala sobre os principais acontecimentos políticos e sociais do país), “Mundo” (que trata dos principais acontecimentos internacionais, focando no aspecto político, econômico, de conflitos e acidentes) e “Social” (que dá espaço para um colunista e exibe fotos de celebridades da região).
    • Turismo: Caderno de 6 páginas que traz destinos de viagens e reportagens sobre o tema. Faz um uso maior de imagens do que outros cadernos.
    • Galeria: É o caderno que fala sobre cultura e entretenimento no jornal, possuindo um total de 4 páginas. Traz os principais eventos culturais acontecendo na região e tem uma seção de horóscopo e quadrinhos.
    • Classificados: Também de 4 páginas, o caderno é um espaço onde o leitor pode oferecer serviços, anunciar venda ou locação de imóveis, ofertar empregos, entre outras coisas.

    Obs: A edição analisada do jornal, veiculada num domingo, conta com a AT Revista. Publicação que aborda assuntos como moda, decoração, comportamento e consumo. A revista tem 50 páginas.

    4) Tipologia: A fonte do logotipo do A Tribuna é serifada, em caixa alta e em negrito. O jornal usa negrito para fazer os títulos das reportagens e usa tamanhos diferentes para diferenciar as linhas finais, o corpo do texto das reportagens e os títulos. Não se faz uso de serifa em local algum no jornal fora o logotipo.

    5) Diagramação: O A Tribuna utiliza por base um número de 6 colunas por página, considerando-se as seguintes exceções: o caderno de classificados, a primeira página do caderno de Turismo (que não possui colunas). Utiliza espaço em branco e linhas simples, duplas, grossas e finas para separar uma matéria da outra. Frequentemente utiliza boxes de texto. Faz uso de infográficos e tabelas principalmente no caderno de Cidades. No caderno de Economia, utiliza tabelas para mostrar indicadores financeiros.

    6) Cores: O jornal trabalha com as mesmas cores de identificação de cadernos ao longo de suas páginas. Algumas páginas se encontram em preto e branco, sem alguma razão aparente. A identidade cromática do jornal é colorida, porém sem ser exagerada.
    Paletas de identificação dos cadernos
    • Cidades: azul
    • Esportes: laranja
    • Polícia: preto e branco
    • Economia: verde-escuro
    • Porto & Mar: amarelo
    • Brasil: verde-escuro
    • Mundo: preto e branco
    • Social: vermelho
    • Turismo: verde
    • Galeria: azul-escuro
    • Classificados: preto e branco

    7) Iconografia: Logotipos vetorizados são utilizados para identificar organizações, diversos ícones são utilizados para ilustrar os infográficos do jornal, símbolos de equipes de futebol estão no caderno de esportes, elementos visuais são usados para chamar a atenção para links de blogs esportivos, símbolos representando aspas aparecem no início de algumas citações, diversos ícones também aparecem na previsão do tempo.

    Lucas Pinto Ferreira

    21/07/2015 em 1:54

  117. 1) Identificação e segmentação:
    Nome do jornal: Corriere della Sera (Correio da Tarde, em tradução livre), fundado em 1876
    País/estado/cidade de publicação: Milano, na região da Lombardia, Itália
    Tipo de público: adultos das classes média e alta (por possuir acionistas donos de grandes indústrias italianas, o jornal é voltado para esse público)
    Periodicidade: jornal diário
    Segmento temático: geral, mas com bom destaque para economia e política
    Nível de especialização: apesar do conteúdo nem sempre exigir muita especialização, a linguagem do jornal (que não é tão simples) às vezes requer leitores com maior instrução
    Abrangência da circulação: nacional e internacional (o Corriere della Sera circula por vários países da Europa; possui edições distintas para cidades em diferentes regiões da própria Itália; também é vendido outros países, como no Brasil, Argentina, Estados Unidos)
    Tiragem: 400.697 (em abril de 2015)
    Preço da assinatura: assinatura pelo serviço Oresette (que entrega os jornais que o assinante escolher, antes das 7h da manhã – restrito à Lombardia, Roma e Bergamo) custa 1,50 euro por exemplar
    Venda avulsa: 1,50 euro em bancas (em janeiro de 2015)

    2) Papel e formato:
    O papel utilizado é papel-jornal, e as dimensões da página do exemplar analisado são 470mm de altura por 350mm de largura (parecido com o formato Berliner).

    3) Organização:
    O exemplar analisado é organizado em volume único de 56 páginas, não havendo separação na encadernação dos cadernos. Observando o modelo de encadernação e acabamentos, nota-se que o jornal não possui grampos e todas as folhas intercalam as páginas (a primeira folha contém a primeira e a última página; a segunda folha contém a segunda e a penúltima página, etc.).
    Ao todo existem 15 seções no jornal. São elas, com os respectivos números de páginas em parênteses:
    Primo piano (6)
    Focus (2)
    Esteri (5)
    Politica (2)
    Cronache (5)
    Economia (6)
    Opinioni&Commenti (1)
    Lettere al Corriere (1)
    Cultura (4)
    Spettacoli (3)
    Sport (4)
    Il Tempo (1)
    Programmi TV (1)
    Dal Satellite (1)
    Notizie in 2 minuti (1)
    E ainda existem as publicidades, com mais 12 páginas, resultando em 55 páginas. Somando-se a capa, totalizam-se as 56.

    4) Tipologia:
    Fontes com e sem serifa (existe variação tipológica na mesma página); uso de negrito nas principais notícias de cada página; itálico em linhas-finas; não existe uma padronização tipológica – em uma mesma página, fontes se alternam em títulos de corpo parecido, em diferentes lugares do espaço. Fontes coloridas nas palavras que denominam as seções e em chapéus.

    5) Diagramação:
    Não existe padrão na modulação das páginas, o número de colunas pode variar entre 6 ou 7 em diferentes páginas ou inclusive na mesma página. Algumas colunas possuem texto justificado, outras não. Em casos de quebra de padrões, a diagramação conta com fios para separarem as colunas.
    O branco é utilizado principalmente para separar as colunas, que fogem de padrões típicos de grid. O corpo das matérias é bastante compacto, o que limita o uso de branco.
    Praticamente todas as páginas possuem imagens, em diferentes tamanhos. Recorrentemente elas extrapolam as colunas ou formam colunas maiores do que as que contêm textos. O jornal também se utiliza de fios (como já citado), retículas e boxes como recursos gráficos, que facilitam a leitura e o conforto – considerando-se o tamanho grande do exemplar e a grande quantidade de texto em corpo pequeno.

    6) Cores:
    Majoritariamente o Corriere della Sera utiliza tons de cinza e azul em fios, retículas e nas fontes coloridas de chapéus e editorias. Alguns boxes possuem vermelho (como na charge da capa que retrata Hitler). No caderno de esportes, tons de verde aparecem em títulos e chapéus. No caderno de espetáculos, tons de amarelo.

    7) Iconografia:
    O exemplar analisado contém poucos ícones, como a bandeira da União Europeia na capa e a logomarca da RCS Quotidiani, empresa a qual o Corriere della Sera pertence. Em alguns boxes opinativos (que possuem uma faixa vermelha), existe o símbolo de uma ponta de caneta tinteiro.

    Victor Dantas

    21/07/2015 em 2:19

  118. FOLHA DA REGIÃO

    1) Identificação e segmentação:
    O jornal analisado foi a Folha da Região, produzido na cidade de Araçatuba, localizada no noroeste do estado de São Paulo (Brasil). Fundado em 1972, o produto é diário e, por tratar de temas gerais, não possui um público bem delimitado: são os moradores da região de Araçatuba que querem se informar sobre as notícias regionais e, em menor escala, nacionais e internacionais. Não é necessário alto nível de especialização para compreender as notícias publicadas. A abrangência do jornal se restringe ao interior paulista (no Oeste, mais precisamente) e é veiculado em 36 cidades, entre elas: Araçatuba, Birigui, Penápolis, Guararapes, Ilha Solteira, Lins e Pereira Barreto. A tiragem média diária é de 13 mil exemplares e, segundo informações do site da Folha da Região, é um dos jornais mais lidos do país, proporcionalmente ao número de habitantes.
    Preço de assinatura anual: R$440, assinatura semestral: R$220, assinatura digital anual: R$180; Preço avulso (edição durante a semana): R$2,00, preço avulso (edição de domingo): R$3,00.
    2) Papel e formato: O Jornal é impresso no formato Standard, com 310x580mm. Ele é apresentado em papel branco e possui encadernação padrão.

    3) Organização: O jornal apresenta 20 páginas (edição durante a semana) e 32 páginas (edição de domingo), distribuídas em quatro cadernos: Cidades, Brasil, Vida e Classificados. Os cadernos apresentam a seguinte estrutura interna:
    Caderno “Cidades”: Editorias – Economia, Política, Serviços e Viagens
    Seções: Editorial, Artigos, Memória, Leitores, Previsão do Tempo, Telefones Úteis
    Caderno “Vida”: Editorias – Cultura, Mulher;
    Seção: Social, Cinema, TV, Bem-estar, Quadrinhos, Agenda Cultural, Astrologia, Aniversariantes, Datas e Fatos, Cruzada, Olhares;
    Caderno “Brasil”: Editorias – Brasil, Mundo, Esporte;
    Seções: Política, Análise, Futebol (Brasileirão, Copa América e Segundona), Vôlei e Tênis;
    Caderno “Classificados”: Editoria – Classificados.

    Os suplementos do jornal não são publicados regularmente, mas, segundo o site oficial da Folha da Região, contêm os seguintes títulos: “Viver Bem Condomínios” e as Revistas “Noivas & Festas” e “Seu Ambiente”. No período da Expô Araçatuba, principal exposição agropecuária da região, outro suplemento é publicado, assim como no aniversário de cidades importantes da região.

    4) Tipologia: A tipologia é regular e tradicional ao longo do jornal, não trazendo diferenças marcantes ao longo dos cadernos. Os destaques ficam para alguns títulos do caderno “Vida” e da seção “Viagem” (caderno “Cidades”). Por tratarem de temas mais leves, esses exemplos trazem títulos com cores mais vibrantes e fonte diferenciada, chamando mais atenção para a leitura. Há o predomínio da letra serifada durante toda a edição, mas também há ocorrência de não serifadas.
    5) Diagramação: A Folha da Região trabalha com uma diagramação tradicional, sem muitas variações ao longo da edição. Basicamente, as páginas são construídas baseadas em seis colunas. Esse padrão é rompido somente na presença de alguns boxes, publicidade e imagens. Até mesmo no caderno mais descontraído do jornal, o “Vida”, o padrão de seis colunas é notado É interessante ressaltar que a capa do jornal não possui padrão de colunas bem definido, sendo preenchida com imagens, legendas e manchetes em padrões não muito bem definidos. Cada edição possui uma estrutura relativamente diferente a outra. O uso do branco é trabalhado de forma balanceada.
    O Jornal usa muitos recursos de imagem em todos os cadernos. São frequentes o uso de boxes. A Folha da Região não apresenta muitos infográficos, sendo esse o recurso visual menos explorado na edição analisada.
    As imagens são colocadas também de forma tradicional, na grande maioria dos casos de forma retangular. Na primeira página do caderno “Vida”, a diagramação é mais criativa e se diferencia das demais.

    6) Cores: A escolha das cores na Folha da Região não foge muito do tradicional. O nome do jornal, na primeira página, é impresso na cor azul escura – mesmo tom repetido no caderno “Cidades”. É válido destacar que as páginas do jornal variam entre coloridas – em sua maioria – e em tons de cinza. O caderno Brasil é identificado pela cor verde (possível referência à bandeira nacional). A seção de esportes é dividida em uma página preto e branca e outra colorida, com tons predominantes de laranja e vermelho. O caderno “Vida” possui boa parte do conteúdo voltado ao público feminino, o que pode justificar a escolha de um tom de roxo para representação. O caderno de Classificados, por fim, apresenta identificação alinha à cor vermelha.

    7) Iconografia: A própria tipografia usada no nome do jornal já demonstra o estilo perceptível ao longo da Folha da Região: forma padrão, sem muitas inovações e mudanças consideráveis. O jornal tem como objetivo passar seriedade ao leitor, mas sem extremo conservadorismo.
    O logotipo do jornal aparece em todas as páginas no canto superior direito e, nas capas, logo acima do nome do caderno. A presença de chapéu nas matérias também é marcante.

    Arthur Finati

    21/07/2015 em 2:59

  119. Análise em dupla: Ana Flávia Cézar e Heloísa Scognamiglio

    Die Zeit

    O Die Zeit transmite uma imagem de autoridade, mas, ao mesmo tempo, se afirma como um jornal cheio de personalidade. Ele não segue modismos do meio jornalístico e é avesso ao uso de sensacionalismo barato para atrair a atenção e conseguir mais leitores. O Die Zeit preza pelo conteúdo e, com seus artigos densos, complexos e longos, principalmente sobre política, o jornal faz com que o leitor explore de modo profundo o contexto em que determinado fato se deu. Com uma simplicidade sofisticada, imagens, textos e espaços em branco conversam entre si formando um todo harmônico e agradável a leitura. Ele é famoso internacionalmente por sua qualidade jornalística – enquanto muitas redações passam por uma “crise”, demitindo jornalistas e cortando gastos, o Die Zeit investe cada vez mais em profissionais bem formados e competentes, que só acrescentam ao já alto nível do jornal. Todo esse investimento se mostrou efetivo, já que o jornal esteve celebrando recorde de vendas e grandes ganhos com publicidade nos últimos anos.

    1) Identificação e segmentação:

    Nome do jornal: Die Zeit (“O Tempo”)
    Edição analisada: 7 de novembro de 2013 (nº 46)
    Sede: Hamburgo, Alemanha
    Tipo de público: intelectual, mais politizado e crítico e pertencente a classes sociais mais altas. O jornal tenta atingir um público de 14 anos ou mais.
    Periodicidade: semanal (publicado toda quinta-feira)
    Segmento temático: informativo geral
    Nível de especialização: não possui, mas há uma grande ênfase em temáticas políticas
    Abrangência da circulação: nacional
    Tiragem:
    – 635.685 (dados de 2014)
    – 635.465 (dados de 2013)
    Circulação:
    – 503.970 (dados de 2014)
    – 507.731 (dados de 2013)
    Preço da venda avulsa: € 4,50
    Preço da assinatura: € 207,48 (anual, 52 edições por ano)*
    *O jornal possui diferentes planos de assinatura: anual, semestral, especiais para estudantes e estrangeiros, assinatura digital, entre outras – e o preço varia

    2) Papel e formato:

    Tipo de papel: papel-jornal
    Cor do papel: branco
    Dimensões da página: Standard (aproximadamente 560mm x 400mm)
    Uso de dobra: dobra central

    3) Organização

    Número de páginas e divisão de cadernos: 90 páginas, cadernos divididos por editorias. Porém, há editorias como a “Chancen”, que tem uma seção (Classificados) que está parte em um caderno e parte em outro.

    Divisão:

    Política (Politik) – 16 páginas
    Dossiê (Dossier), que inclui a seção História (Geschichte) e Futebol (Fussball) – 6 páginas
    Negócios (Wirtschaft) – 14 páginas
    Conhecimento (Wissen) – 12 páginas
    Features (Feuilleton) – 18 páginas
    Viagem (Reisen) – 8 páginas
    Oportunidades (Chancen), que inclui as seções Profissões (Beruf) e Classificados (Bildungsmarkt/Stellenmarkt/Lehre & Forschung) – 14 páginas*
    *Há seções que não são relacionadas à editoria, mas estão alocadas neste mesmo caderno: Carta do Editor (Leserbriefe) e O Leitor (Zeit Der Leser) – 2 páginas

    Suplemento: ZEITmagazin

    Acabamento: serrilhado, sem grampos

    4) Tipologia

    Fonte com serifa, menos na seção “Classificados”, em créditos e em legendas. É utilizada a mesma fonte em praticamente toda a extensão do jornal, o que confere um ar padronizado. Há variações no tamanho e no uso de negrito (títulos, subtítulos, corpo de texto e intertítulos) e caixa alta (em nomes de seções, editorias e assinaturas). Também há capitulares no início de praticamente todas as matérias.

    5) Diagramação

    A capa é composta pelo cabeçalho, foto acima da dobra, quatro colunas separadas para textos de notícias e uma coluna lateral com os destaques da edição.

    Esquema de modulação das páginas: nas páginas internas, o texto é geralmente dividido em cinco ou seis colunas e as imagens ficam na parte superior da página.

    O jornal apresenta características de diagramação fixas, sem deixar de ser flexível. As características fixas são: as imagens ficam acima da dobra na capa de cada caderno e nas matérias das páginas internas, o texto geralmente é dividido em cinco ou seis colunas e há um padrão de uma ou duas matérias por página. Já as características mais flexíveis são: a quantidade de imagens por matéria e o uso de recursos como “olho”, intertítulos, etc.

    O branco é usado em áreas estratégicas ao longo do jornal, e serve como forma de separação de títulos, linhas finas, imagens, etc.

    Os recursos imagéticos do jornal são variados: fotografias, infográficos e ilustrações. Algumas imagens são sobrescritas de modo a chamar a atenção do leitor para o texto. Outro recurso utilizado que associa texto e imagens são pequenos boxes que contêm ambos. O diálogo entre texto, imagens e espaços livres faz com que o jornal seja organizado e limpo e o torna esteticamente muito agradável.

    Por fim, a diagramação mantém um estilo minimalista em compensação do denso conteúdo.

    6) Cores

    Paletas de identificação de cadernos: todos os cadernos utilizam a mesma cor (preto), não havendo diferenciação das editorias pela paleta cromática.

    Tonalidades predominantes e seu valor significativo: a tonalidade predominante é o preto, que confere sobriedade ao jornal; alguns títulos, textos, nomes de seções e capitulares são coloridos, destoando do padrão e surpreendendo o leitor.

    7) Iconografia

    O jornal utiliza poucos ícones. Os símbolos presentes são, em sua maioria, setas que indicam a continuação de reportagens em páginas diferentes. Há também ícones para indicar ligações exteriores, como o site do jornal (exemplo: balão de diálogo) e e-mails e conteúdo digital (iPad). Também há ícones que indicam créditos autorais.

    Heloísa Scognamiglio

    21/07/2015 em 7:42

  120. O jornal análisado é o The Wall Street Journal, nº 121, 26 de maio de 2015.

    IDENTIFICAÇÃO E SEGMENTAÇÃO: The Wall Street Journal é um jornal publicado na cidade de Nova Iorque nos Estados Unidos. Segundo dados de março de 2010 do Adudit Bureau of Circulations, a publicação tem uma circulação de 2,1 milhões de exemplares. O periódico é propriedade da Dow Jones & Company e é o jornal mais lucrativo do mundo. Vale ressaltar que é uma publicação especializada sobre economia, finanças e assuntos relacionados. Quem não entende do assunto ficará perdido ao ler o The Wall Street. Por esse motivo, o jornal se torna um jornal de elite.

    PAPEL E FORMATO: The Wall Street Journal é impresso em papel jornal. Seu tamanho é 55,5cm x 27,5cm.

    ORGANIZAÇÃO: O jornal é formado por cinco cadernos, não possuem grampos e são organizados do seguinte modo:

    1. Primeiro caderno (13): apresenta notícias de política, economia e um pouco de ‘atualidades’ dos Estados Unidos e do mundo. Aparenta ser notícias mais “gerais”
    1.1 Capa (1)
    1.2 U. S. News (4)
    1.3 World News (3)
    1.4 From page one (1)
    1.5 Opinion (3)
    1.6 Propaganda (2)

    2. Money & Investing (8): Como o nome já diz, este caderno trata da economia de forma mais aprofundada. ELE apresenta muitos gráficos, tabelas, análises econômicas, cotação das bolsas de valores, etc.
    2.1 Money & Investing (2, as páginas estão separadas)
    2.2 Moving the Market (1)
    2.3 Global Finance (1)
    2.4 Closed-End Funds (2)
    2.5 Market Daschboard (1)
    2.6 Heard On The Street (1)

    3. Personal Journal (6): esse caderno é formado por assuntos mais leves do cotidiano, é nele que são tratados os temas de saúde, esportes e artes.
    3.1 Personal Journal (1)
    3.2 Health & Wellness (3)
    3.3 Arts In Review (1)
    3.4 Sports (1)
    Junto com esse caderno, vem outro pequeno caderno que se chama Small Business, ele tem oito páginas, é inteiro falando de pequenos negócios, ele dá dicas de como melhorar o seu, e também mostra outros pequenos negócios que estão dando certo.

    4. Business & Tech (6): devo confessar que não consegui identificar qual a temática central desse caderno, mas, pelo que eu estava lendo e entendendo, ele se compõe com mais algumas notícias do mundo relacionado a economia e, como o nome já diz, também notícias sobre tecnologia, e (não sei se foi especialmente desta edição) há bastantes notícias sobre leis.
    4.1 Business & Tech (1)
    4.2 Business News (2)
    4.3 Technology (1)
    4.4 Law Journal (1)
    4.5 Cfo Journal (1)

    TIPOLOGIA: O nome do jornal e o nome dos cadernos possuem a mesma fonte, a Times New Roman com uma pequena mudança na letra “R”, e em negrito. Por esses títulos usarem a mesma fonte, é fácil perceber que são os títulos dos cadernos.
    Todo o corpo do texto do jornal é composto pela mesma fonte e pelo mesmo tamanho, e é pequena. O tamanho das fontes dos títulos varia de acordo com a importância da matéria.
    Os chapéus são todos em cor cinza, usam a mesma fonte dos títulos dos cadernos.
    Os nomes dos autores das matérias vem entre o título e o corpo do texto, ganhando assim mais destaque.
    E o jornal não possui tantas letras capitulares, a maioria dos textos começam com o mesmo tamanho de letra do resto do texto.
    Algo curioso de se observar é o estilo de escrita do jornal, na parte em que indicam outras páginas para continuar lendo a reportagem, em vez de escreverem “see more on page…” eles usam uma linguagem mais “educada”, como se tivesse tratando o leitor com todo o respeito, eles usam “please see more on page…”.

    DIAGRAMAÇÃO: O The Wall Street Journal é bem equilibrado entre textos e imagens. Quase todas as matérias são acompanhadas de uma imagem, ou tabelas e gráficos. Como se trata de um jornal que aborda majoritariamente o assunto economia, é natural que haja bastantes gráficos, tabelas, infográficos etc.
    Não são todas as matérias que possuem linha fina, em alguns cadernos as matérias principais têm e outras não, não há uma uniformidade em relação a linha fina. Todas as legendas de fotos são em negrito. Todas as matérias são separadas por uma linha e, nas matérias, os nomes dos repórteres que escreveram a matéria são acompanhados de uma linha, como se fosse sublinhado.
    O jornal é dividido e organizado em seis colunas, uma ou duas páginas usam quatro colunas, mas a base mesmo são seis. É importante destacar que o The Wall Street Journal é um jornal muito bem alinhado e organizado, as imagens não se sobrepõem aos textos. Mesmo se alguma imagem ou gráfico ocupa as seis colunas, ele não invade o espaço do corpo do texto, isso dá uma cara mais séria para o jornal, reproduzindo sua seriedade e organização.

    CORES: O The Wall Street Journal é colorido, todas as imagens, gráficos, tabelas e até alguns boxes são coloridos. O corpo do texto é preto, seguindo um padrão.
    A capa dos cadernos traz uma propaganda com cor característica (vermelho, verde, laranja e vinho) em cima ou embaixo do título, isso faz com que o leitor identifique rapidamente o caderno que está procurando e/ou lendo.

    ICONOGRAFIA: O título do jornal e dos cadernos possuem a mesma fonte e estão em negrito, isso identifica e caracteriza cada caderno. Não há quadradinhos, bolinhas ou coisas do gênero para iniciar ou terminar matérias, e nem para identificar colunas é um jornal bem alinhado e sem ícones de diferenciação. Apenas na coluna da capa, que se chama “What’s News” há ícones (losangos pequenos) no início de cada tópico.
    Cada caderno possui uma linha em cima do chapéu de cor característica: o primeiro é azul, o segundo é verde, o terceiro é laranja, o caderno que vem dentro do terceiro tem a linha azul escura, e o quarto tem a linha vermelha.

    Jéssica Dourado

    21/07/2015 em 8:32

  121. El País, datado dia 11 de novembro de 2012

    Identificação e segmentação: O jornal analisado neste trabalho, o “El País”, é Espanhol, apesar de ter também uma versão na América Latina. Com o primeiro exemplar impresso em maio de 1976, o El País nasceu no período pós-ditadura de Franco. Em baixo do nome do jornal , está escrito “El periódico global en español”, o lema da publicação que evidencia a influencia do periódico do mundo. Além da sede em Madri, o jornal possui redações em Barcelona, Bilbao, Sevilha, Valência, Santiago de Compostela, México, São Paulo e correspondentes em 45 países.

    É o jornal com maior circulação na Espanha, com um montante de 457 mil exemplares. Segundo dados do EGM, “Estudio General de Medios”, de 2014, o numero de leitores da versão impressa do El País chega a 1.612.000 milhões de leitores.

    Para assinar o El País, o leitor pode comprar um pacote mensal por 46,30 £, um trimensal por 138,89£, um semestral por 271£, um anual por 500 £, ou o bienal por 899£. Nesses pacotes, os leitores tem acesso total ao conteúdo digital, além de receber o jornal em sua casa. Já para comprar um exemplar apenas, a pessoa tem que desembolsar cerca de 1,40£ no jornal semanal, e 2,50£ na versão de domingo. Também há a assinatura de finais de semana, que fica em torno de 18£.

    O próprio jornal se define como “un diario global, independiente, de calidad y defensor de la democracia”. É um jornal do tipo generalista

    Segundo uma pesquisa do El País Uruguay, mais de 60% do público é composto por leitores com um nível socioeconômico alto, com ensino médio ou graduação.

    Sua digitalização aconteceu em 1996.

    Papel e formato: O papel utilizado nas impressões é papel jornal branco. Seus moldes são de 380mm de altura e 290mm de largura, com margem esquerda de 1,6 cm e direita 2,2cm , dando o formato para o tablóide.

    Organização: Jornal não é divido por cadernos, o que se tem é um único bloco, dividido por editorias uma atrás da outra. A secção de internacional tem 8p, seguida por Espanha com 9p, Economia com 3 p, Opinião e carta ao editor com 4p, Vida & Artes, que é subdividida em sociedade (2), cultura (3), esportes(6), gente (1), tempo e cruzadinhas (1) . Somando capa, contracapa, folha final e anúncios às editorias, temos 44 páginas. Fora dois suplementos separados, um com o nome de Domingo com 12 p e o outro Negócios 16 p. As únicas páginas coloridas do jornal são a capa e a última.

    A editoria internacional traz reportagens de seus correspondentes no mundo, como Washington, Roma, Pequim, e um colunista. “Espanha” traz notícias sobre política do país, situação socioeconômica de várias regiões. A parte de economia é bem regionalista, falando principalmente dos problemas da União Europeia e do Euro.Com

    uma variedade de colunas, editoriais, compilação de outros jornais (Le Monde) e carta ao leitor, fecha-se a secção de Opinião. Vida & Artes traz uma diversidade de comportamento, notícias do mundo da música, da literatura, festivais, estilo, além da previsão do tempo e uma pequena cruzadinha. Com a retranca de “Desportes”, trata bastante de futebol, e reserva uma reportagem para o tênis. Já os suplementos especiais, “Negócios” se aprofunda na economia global e “Domingo” traz temas diversos com grandes reportagens, em sua maioria de cunho social ou político.

    Tipologia: o texto do jornal e títulos são do tipo Majerit, letra serifada, de autoria do tipógrafo português Mario Feliciano que vem sendo usada desde 2007.O manual de redação do El País diz estritamente para não se usar o mesmo tipo de letra em propagandas e informações. O logo do jornal é do tipo Claredon, com o acento estilizado, além da junção das letras ‘a’ e ‘i’.

    Diagramação: O ‘Él país’ tem um padrão de cinco colunas, com 0,5 cm de margem entre si. Os suplementos Domingo e Negócios tem um gride de 4 colunas. Há também bastante uso de linhas para separar notícias, nomes dos jornalistas, retrancas, olhos. Com exceção de uma página, figuras e fotos ilustram as reportagens, noticias e artigos. Na capa, logo abaixo do nome do jornal, dá para ver algumas chamadas para matérias do jornal, dentro de pequenos boxs azuis. A capa traz também um titulo que ocupa, 4 colunas e uma foto que também ocupa quatro colunas, sendo bem hermético. Ele é bem limpo em questão de propaganda, elas são simples em sua maioria, e algumas ocupam páginas inteiras.

    Há um grande número de fotos, em sua maioria fotos de pessoas. Na capa, a legenda da foto traz um antetítulo em negrito e uma legenda. As fotos apenas trazem alguma legenda em negrito, e o nome do fotógrafo em itálico. O espaço ocupado pelas fotografias varia: há aquelas que ocupam meia página, outras já que ocupam duas páginas, lado a lado.

    Cores: Apenas a capa e a página final são coloridas, o resto do jornal é todo em preto em branco, incluindo foto, propagandas, desenhos. O acento de “país” no título é em azul; partindo daí, os box logo abaixo seguem a mesma tonalidade e linha que separa o nome do jornal do corpo do texto é em azul também. Nas chamadas dos suplementos, há títulos em azul e o nome do jornalista em laranja. Tem aparência de um jornal bastante sóbrio.

    Iconografia: Há vários infográficos e ilustrações que se articulam com o texto. Na parte de política e economia, também existem gráficos logo abaixo do nome do jornal. As divisões de secções trazem apenas o nome da editoria em letras cinzas, logo depois da linha com a data do jornal. Algo da identidade do jornal está no acento agudo em “País” e as intercalações de retrancas cinzas e títulos em negrito. Todas as colunas tem a foto de quem escreveu, dentro de linhas.

    Matheus Ferreira

    21/07/2015 em 8:32

  122. 1. Identificação e segmentação
    O veículo analisado é o Correio Popular, nº28082 do ano 88. Essa edição foi publicada no dia 28 de junho de 2015 (domingo).
    O Correio Popular foi fundado em setembro de 1927 por Álvaro Ribeiro. É atualmente administrado pelo grupo RAC (Rede Anhanguera de Comunicação). Circula em 56 cidades da região, entre elas Americana, Amparo, Artur Nogueira, Campinas, Capivari, Cosmópolis, Elias Fausto, Holambra, Hortolândia, Indaiatuba, Itapira, Itatiba, Itu, Jaguariúna, Jundiaí, Limeira, Mogi-Guaçu, Mogi Mirim, Monte Mor, Morungaba, Nova Odessa, Paulínia, Pedreira, Piracicaba, Rio Claro, Salto, Santa Bárbara D’Oeste, Santo Antônio de Posse, São Paulo, Sumaré, Valinhos e Vinhedo. De acordo com o site do grupo RAC, o Correio Popular tornou-se “um dos jornais de maior prestígio do Brasil e o mais lido no interior paulista”.
    Publicado na cidade de Campinas, no interior de São Paulo, o Correio Popular é um jornal diário, voltado para leitores de classe média. Segundo informações contidas no site do grupo RAC, 28% dos leitores pertencem à classe A, 55% à classe B e 17% à classe C. Além disso, 53% dos leitores são do sexo masculino e 47%, do sexo feminino. 23% das pessoas que consomem o jornal têm de 24 a 34 anos, 18% de 35 a 44 anos, 23% de 45 a 59 anos e, por fim, 24% têm 60 anos ou mais.
    Por focar principalmente no público da região, os conteúdos são ajustados para o interesse do mesmo, ou seja, são publicados muitos acontecimentos de Campinas e região. O Correio Popular traz também matérias sobre política, economia e cultura no país e no mundo. A média de circulação é de 35.000 exemplares em dias úteis e 42.000 nas edições de domingo.
    O preço da assinatura do Correio Popular é R$36,90por mês. Caso você queira comprá-los em bancas, o preço das edições de segunda a sábado custam R$2,80 cada e a edição de domingo sai por R$4,50.
    2. Papel e formato
    O Correio Popular é impresso em papel-jornal de gramatura média. Seu formato é standard (320 X 576). As páginas do jornal não são grampeadas e ele não é organizado em caderno único. Faz uso de dobras.
    3. Organização
    O Correio Popular é organizado em cadernos separados. A edição analisada é composta por 78 páginas, distribuídas da seguinte maneira:

    1. Primeiro Caderno (24): apresenta 21 páginas de conteúdo jornalístico, três páginas completas de publicidade. Traz notícias da política do Brasil e do mundo.

    1.1. Capa (1)
    1.2. Opinião (2)
    1.2.1Correio do Leitor
    1.3. Cidades (8)
    1.3.1. Xeque-Mate
    1.3.2.Tempo (meteorologia)
    1.3.3. Zoom (fotografias da cidade)
    1.4. Mundo (2)
    1.5. Brasil (1)
    1.6. Caderno A+ Região Metropolitana (2)
    1.7.Economia (4)
    1.7.1. Caixa rápido (bolsa de valores)
    1.7.2.Números do dia (dados comerciais, como câmbio e previdência)
    1.8.Plugin (1)

    2.Caderno B (12): apresenta 12 páginas de conteúdo linear, subdivididas em três editorias.

    2.1.Brasil (2)
    2.2.Caderno C – Cultura/Variedades (8)
    2.2.1.Sudoku, quadrinhos e cruzadas
    2.2.2.Canal 1 (programas de TV, cinema e celebridades)
    2.2.3.Televisão (resumos de filmes e programação de TV)
    2.2.4.Horóscopo
    2.2.5.Società
    2.2.6.Serí(e)ssima (seriados em destaque)
    2.3.Turismo (2)

    3.Caderno D – Esportes (8): traz notícias de todas as modalidades de esportes, especialmente o futebol.

    4.Especial E – Educação Infantil (16): traz reportagens sobre educação infantil.

    5.Classificados do Correio (18)
    5.1.Imóveis (15)
    5.2.Empregos (3)
    Na edição analisada, o Caderno C e Turismo compõem o Caderno B, isto é, não são cadernos, mas sim editorias. Outras edições, porém, trazem o Caderno C e Turismo como cadernos.

    As editorias estão organizadas da seguinte maneira:
    Cidades: contém notícias sobre diversos assuntos, voltados para Campinas e região.
    Mundo: contém as últimas notícias internacionais.
    Brasil: contém notícias sobre a política no país.
    Caderno A+ Região Metropolitana: contém acontecimentos da região metropolitana de Campinas.
    Economia: contém notícias sobre as finanças do Brasil.
    Plugin: contém notícias sobre tecnologia.
    Caderno C – Cultura/diversidade: contém notícias e críticas de arte, música, dança e filmes.
    Turismo: é rico em fotografias e contém reportagens e dicas de viagens.
    Esportes: contém notícias de todas as modalidades de esportes, especialmente o futebol.
    Suplementos: revista Metrópole (todo domingo) e, na edição analisada, o caderno “Especial E” sobre educação infantil.

    4. Tipologia
    Fonte própria do jornal. Letras serifadas no nome do jornal, nas manchetes, nas chamadas para seções (exceto para o editorial, colunistas e leitores) e no corpo dos textos. Emprego de letras não serifadas nas linhas finas das matérias, nas resenhas de filmes e na identificação do número das páginas e do jornal, nas demais páginas que não a capa. O tamanho das fontes varia de acordo com a relevância que o jornal dá para os conteúdos publicados. Na edição analisada, por exemplo, a manchete com letras maiores corresponde à reportagem sobre a preparação de protestos por grupos favoráveis ao impeachment. O negrito faz-se presente nos títulos das matérias, nos intertítulos (que aparecem em caixa alta), nos chapéus, no preço da edição, no nome do autor da matéria e nas legendas e nos créditos das fotografias. Em negrito estão também os filmes expostos no Caderno C. A fonte utilizada na resenha e horários de exibição dos filmes não é a mesma que a das outras matérias e, além disso, seu tamanho é menor.
    O nome do jornal é apresentado em caixa alta. A identificação da cidade de publicação, dia da semana, preço, ano e número da edição aparece abaixo do nome do jornal, também em caixa alta, na cor preta. Os nomes dos cadernos e das seções do Correio Popular aparecem no canto superior esquerdo da página, em caixa alta. São utilizadas três fontes para os textos: uma para o título (em negrito), outra para a linha fina e outra para o corpo do texto.
    5. Diagramação
    Uso frequente de linhas para separar as manchetes, os textos e o “olho” de algumas matérias. É comum também o emprego de linhas pontilhadas para a realização da mesma função das linhas. A capa do Correio Popular é feita em grid com cinco colunas, o restante do jornal em grid com seis colunas. Não há espaços em branco, o Correio não é muito flexível no uso de padrões. O jornal explora o uso de imagens, fotografias, infográficos, boxes e tabelas.
    Elementos textuais:

    Títulos: são em negrito e na cor preta
    Chapéus: estão em caixa alta e nas cores da editoria ou caderno a que pertencem.
    Linha-fina: estão na cor preta, mas não em negrito.
    Capitulares: são usadas apenas no início das matérias do Caderno Especial E (Educação Infantil).
    Legenda: costumam aparecer em negrito seguido da legenda, embaixo das fotografias.
    Autor: aparece depois da linha-fina e antes do corpo do texto. Quando a informação é fornecida por agências de notícias, a fonte vem identificada no final de cada matéria, em negrito.
    Crédito da foto: em cima da foto, pequeno.
    Fio-data: aparece no canto superior da página.
    Número da página: em negrito, no canto superior da página.

    Elementos de imagens:

    Ilustração: costuma aparecer na parte “Opinião” do jornal.
    Fotografia: todas são coloridas.
    Infografia, diagramas, tabelas: são muito utilizados.
    Quadros: costumam ser usados para separar os espaços dos colunistas.
    Publicidade: em grande número, normalmente na parte inferior da página.

    6. Cores
    O azul marinho compõe a identidade cromática do jornal. Cada caderno é identificado por uma cor (Caderno B = azul escuro, Caderno D = tons de marrom, Caderno Especial E = rosa). O “Caderno A+” é representado pela cor azul, o “Caderno C” pela cor verde e “Turismo” pela laranja. Essa cor aparece no topo da página das seções apresentadas, no olho, nos trechos destacados em cada matéria, os chapéus, nas tabelas e nas linhas que separam os conteúdos veiculados. No topo da capa do jornal, logo abaixo do cabeçalho, está o email do Correio Popular para contato, em vermelho, chamando a atenção do leitor.
    É possível perceber que a escolha de tonalidades é muito bem pensada. No Caderno D, por exemplo, o Correio Popular optou por tons de marrom, em vez do verde, para identificar o bloco correspondente ao conteúdo esportivo. O verde não seria considerado uma boa escolha porque, em Campinas, cidade onde é impresso o jornal, um dos principais times futebolísticos, o Guarani, é representado por essa cor. Assim, o verde causaria aversão dos torcedores da Ponte Preta em relação ao caderno de esportes.
    7. Iconografia
    O Correio Popular não utiliza, com frequência, muitas marcas e selos. Ele costuma trazer na capa alguns ícones para identificar a seção de meteorologia e o horóscopo. Às vezes usa, no caderno de esportes, os escudos dos times de futebol de Campinas para chamar a atenção do leitor para as notas. Em algumas edições, o Correio Popular emprega os logotipos de redes sociais (Facebook, Instagram, Twitter e YouTube) e de aplicativos (WhatsApp) para que os seus leitores possam interagir e acompanhar os conteúdos produzidos pelo jornal.
    As linhas são empregadas como divisórias entre os textos e seções. Além disso, marca o início e o fim da capa do jornal.

    Thais Modesto

    21/07/2015 em 8:33

  123. Jornal “Estado de São Paulo”
    1.IDENTIFICAÇÃO E SEGMENTAÇÃO
    Nome do jornal: O Estado de São Paulo (edição do dia 4 de julho de 2015, sábado, nº44454)
    País/estado/cidade de publicação: São Paulo\SP\ Brasil
    Tipo de público: adulto morador do estado de SP, pertencente à classe média alta e classe alta com alto grau de escolaridade
    Periodicidade: diário
    Segmento: jornal pautado sobre fatos do cotidiano do Estado de São Paulo, principalmente a capital, tem um caderno reservado para isso, mas foca em temas de economia e negócios pois também tem um caderno reservado para notícias envolvendo economia.
    Abrangência: todo o estado de São Paulo
    Tiragem: 4ª maior tiragem do país com uma média de 235.217 jornais em circulação (atrás da Folha, Super Notícia e Globo).
    Preço da assinatura: (sem os preços especiais) Assinatura digital entre 10 e 20 R$, e assinatura papel entre 30R$ e 82$ pois dependendo do pacote pode receber brindes, descontos no cinema, revistas avulsas (Veja e Saúde) além do conteúdo digital.
    Venda avulsa: 4R$
    2.PAPEL E FORMATO:
    Tipo de papel: papel-jornal
    Dimensões do página: standard
    3.ORGANIZAÇÃO:
    Total de 78 pag.
    Caderno A (24 pag)
    Capa
    Pag 2: Coluna de Roberto Romano + Coluna de Miguel Reale Junior + Fórum dos Leitores
    Pag 3: Notas e Informações – editorial e artigos de opinião
    Política (14 paginas)
    Pag 15: Entrevista com Liliana Alyalde, embaixadora dos EUA no Brasil
    Internacional (7 pag)
    Caderno B: Economia e Negócios (14 pag)
    Pag 2: Coluna de Celso Ming + Editorial Econômico + Opinião de Nelson Fonseca Leite + Panorama Econômico – várias notas sobre alguns acontecimentos no setor econômico
    Pag 10: Mercado – tabelas da cotação de várias moedas, valor de produtos primários, ações nas bolsas nacionais e internacionais, valor de impostos, entre outros.
    Caderno C: Caderno 2 (10 paginas)
    Pag 2: Direto da Fonte de Sonia Fancy – várias pequenas notas sobre curiosidades do mundo do entretenimento e de celebridades
    Literatura (3 paginas)
    Pag 6: Estreias + Quadrinhos + Cruzadas e Sudoku
    Pag 7: Visuais
    Pag 8: Coluna de Cristina Padiglione + Cinema + Guia TV
    Pag 9: Guia de Cinema – com salas e horários
    Pag 10: Coluna de Rubens Paiva + Política e Cultura
    Caderno D: Edição de Esporte (8 pag)
    Pag 2 e 3: Rio 2016 – Reportagem especial sobre a Tocha Olímpica
    Pag 4: Vôlei
    Pag 5: Wimbledon + Formula 1
    Pag 6: Copa América + Corrupção no Futebol
    Pag 7: Coluna de Reginaldo Leme + Campeonato Brasileiro + O Melhor da TV – lista dos jogos com indicação de horários e canais
    Caderno E: Metrópole (8 pag)
    Pag 2: Alô São Paulo – previsão do tempo do estado + loterias
    Pag 7: Coluna Fernando Reinach + falecimentos
    Classificados
    Jornal do Carro (6 pag)
    Imóveis (6 pag)
    4.TIPOLOGIA:
    Logo do jornal – não serifado

    Títulos – serifado com hastes, curvas e traves em destaque

    Títulos do caderno de esporte – não serifado com hastes, curvas e traves em destaque

    Linha fina – algumas serifadas outras não sem destaque nas hastes, curvas e traves

    Corpo do texto – serifada sem destaque nas hastes, curvas e traves

    Título das colunas – não serifada sem destaque nas hastes, curvas e traves
    A Tipologia serifada permite que a leitura de grandes textos não fique cansativa aos olhos do leitor, então ela é muito usada em veículos impressos. A não ser pelas cores e tamanhos, a tipologia não varia muito entre as diferentes editorias e cadernos.
    5.DIAGRAMAÇÃO:
    Logo: em caixa alta, azul escuro, em negrito, na capa centralizado no alto da página em tamanho grande para dar destaque

    Títulos: em negrito e preto em tamanho grande
    Linha fina: tamanho menor que manchete porém maior que corpo do texto, em preto
    Autor da matéria: em itálico, aparece após a linha fina (caso for um enviado especial ou um correspondente internacional, o nome da cidade onde o repórter está aparece em caixa alta e itálico)
    Lead de reportagens maiores: em negrito
    Legenda de foto: a maioria apresenta um pequeno título (uma ou duas palavras) em negrito seguido da legenda, sem o negrito.
    Crédito da foto: em cima da foto em tamanho pequeno
    Nome dos cadernos e chapéu: em negrito e em cores
    Fio-data: aparece no canto esquerdo superior da página
    Número da página: em negrito no canto esquerdo superior

    Quadros: são usados para dividir matérias e também para separar os espaços dos colunistas
    Publicidade: em grande número, normalmente tomando mais da metade da página chegando a ocupar duas páginas seguidas.

    Uso de grids com número de colunas variáveis de acordo com a página, mas predomina o uso de 6 colunas. Pouco espaço em branco restante. Várias páginas possuem boxes dividindo as matérias e imagens, uso de linhas para dividir as páginas e separar as matérias. Geralmente cada reportagem é acompanhada de uma foto, todas coloridas.

    Uso de infográficos na previsão do tempo ou em matérias especiais como a reportagem sobre Rio 2016 com linha do tempo, um Mapa do Brasil e uma ilustração da tocha olímpica; também na reportagem sobre o balanço de metas do Prefeito Haddad.
    Uso de tabelas para informações de mercado, de cotação de moedas internacionais, preço de produtos primários, ações em bolsas nacionais e internacionais, indicador de impostos e guia de TV.
    6.CORES:
    Cada caderno é associado a uma cor que estará presente no nome do caderno e em seus respectivos subtítulos.
    Política – verde escuro
    Internacional – azul
    Economia e Negócios – marrom
    Caderno 2 – vermelho
    Esporte – laranja
    Metrópole – verde.
    7.Iconografia:
    O símbolo da marca é e um homem montado em um cavalo que se situa abaixo do logo do jornal. O símbolo se refere ao imigrante francês Bernard Gregoire que vendia avulsamente o Estadão, na época chamado de a Província de São Paulo, no fim do século XIX montado num cavalo, tocando uma corneta para chamar a atenção do público. O símbolo também aparece no inicia de cada editorial.
    O logo do Estado de São Paulo se repete em tamanho bastante reduzido em todas as páginas no canto superior interno. Enquanto que no canto superior externo se repete o nome do caderno.

    Nathalie Caroni

    21/07/2015 em 8:36

  124. Jornal “O Globo”

    1) Identificação e segmentação:
    Jornal “O Globo”, da cidade do Rio de Janeiro – RJ, Brasil.

    Edição de 9 de maio de 2013.

    Lançado em 29 de julho de 1925, no Rio de Janeiro, por Irineu Marinho. Roberto Marinho, filho de Irineu, após a morte do pai, passou o comando do jornal para Eurycles de Matos. Roberto Matinho passou a coordenar o jornal apenas em 1931, quando Eurycles morreu.

    Ele tem publicações diárias, abrange variados assuntos,tendo “País”, “Economia”, “Mundo”, “Esportes”, etc. como editorias. O jornal não é especializado, as informações são gerais e todo o público consegue entender os textos.

    O jornal circula por todo estado do Rio de Janeiro mas também é enviado aos assinantes dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo. Os jornais unitários podem ser encontrados nas capitais desses estados.

    Circulação: 320.374 exemplares (média diária dos primeiros quatro meses de 2015) – FONTES: Sacchitiello, Barbara (26 de maio de 2015). Circulação dos cinco grandes jornais cresce Meio & Mensagem

    Preço da assinatura:
    Todos os dias + digital: R$ 9,90 por mês (ES, MG, SP, RJ)
    Quinta a domingo + digital: R$ 9,90 por mês (ES, MG, SP, RJ)
    Sábado e domingo + digital: R$ 9,90 por mês (ES, MG, SP, RJ)
    Digital: R$ 1,99 por mês.
    Venda avulsa: R$ 4,00
    https://seguro.oglobo.com.br/assinatura-jornal-oglobo/default.aspx?id_parc=26&utm_source=venda&utm_medium=botaooglobo&utm_campaign=footer

    2) Papel e formato:
    Tipo de papel: papel-jornal, gramatura de 60 g/m2
    Dimensões da página: formato Standard (no Brasil). Página: 53cm x 31 cm / Folha: 53 cm x 62 cm
    Dobras: o jornal tem apenas as dobras centrais (tradicionais).

    3) Organização:
    Número de páginas: 52 páginas.

    Divisão dos cadernos:
    a) Caderno principal: 24 páginas. Contém as editorias “País” e “Rio”.
    Página 1: capa do jornal.
    Página 2: Contém seção chamada “Página 2” onde é possível encontrar índice da edição, indicação de páginas, resultado da loteria e as seções “Personagens do dia”, “Por dentro” e “Panorama Político”.
    – EDITORIA “PAÍS” (7 páginas)
    Possui notícias de âmbito nacional, envolvendo educação (nessa edição) e principalmente política. Além disso, há a coluna de Merval Pereira.
    – EDITORIA “RIO” (12 páginas)
    Possui matérias sobre notícias gerais da cidade do Rio de Janeiro e apresenta uma seção de serviços, com previsão do tempo e obituários. Ancelmo Gois tem uma coluna (em pequenas notas/comentários) nessa editoria, presente na página 22 da edição analisada.
    Entre matérias da Editoria “Rio” existem algumas seções que serão descritas a seguir.
    Seção “Dos leitores” (1 página – página 13): leitores do jornal enviam opiniões, sugestões, etc.
    Seção de “Opinião” (2 páginas – páginas 14 e 15): textos de Carlos Alberto Sardenberg, Luís Fernando Veríssimo, Demétrio Magnoni e Marcos Areas Ferreira.

    b) Caderno das editorias “Economia”, “Mundo” e “Ciência”: 12 páginas.
    – EDITORIA “ECONOMIA” (8 páginas)
    Matérias sobre a economia do país. Apresenta a seção “Negócios & Cia”, escrita por Flávia Oliveira (página 28).
    Apresenta 2 colunas:
    Míriam Leite: página 26.
    “Economia verde”, por Agostinho Vieira: página 32.
    – EDITORIA “MUNDO” (3 páginas)
    Notícias internacionais.
    – EDITORIA “CIÊNCIA” (1 página)
    Notícias sobre a área de Ciência. Na edição analisada, a matéria era sobre fertilização in vitro.
    Seção: “Digitais e Mídias” (página 32)

    c) Caderno de Esportes: 6 páginas.
    Notícias sobre futebol, basquete, vôlei, surfe, entre outros. Apresenta coluna “Pit Stop”, escrita por Celso Itiberê (página 4).

    d) Caderno “Segundo caderno”: 12 páginas. Caderno de Cultura do jornal.
    Contém matérias sobre cultura em geral, envolvendo teatro, exposições, artes visuais, música, cinema, etc. Cada dia da semana dá enfoque a um tema. Nessa edição, há a seguinte indicação:
    Segunda: Artes Visuais.
    Terça: Música.
    Quarta: Artes Cênicas.
    Quinta: Cinema.
    Sexta: Transcultura.
    Seções:
    “Gente boa”, por Joaquim Ferreira dos Santos (página 5).
    “Rio Show” (4 páginas): indicação dos filmes que serão exibidos na cidade do Rio de Janeiro, separados por regiões. Além disso, indica peças de teatro, apresentações de dança e música, exposições, entre outros.
    Seção de Quadrinhos, Palavras Cruzadas e Horóscopo (página 11).
    Colunas:
    “Pelo mundo de Nova York”, de Eduardo Graça: página 2.
    Patrícia Kogut: página 10.
    Cora Rónai: página 12.

    e) Suplemento “Boa viagem”: formato “meio standard”, com 32 páginas.
    O suplemento tem como tema um determinado destino, mas há também matérias sobre outras localidades e sobre viagens em geral.

    4) Tipologia:
    Títulos das matérias: tipos sem serifa, em negrito (bold) e apenas com a primeira letra em caixa alta em todos os cadernos principais. Apenas o suplemento se diferencia disso.

    Linha-fina das matérias: em geral é utilizado tipos com serifa e caixa alta apenas na primeira letra. As matérias em destaque de cada editoria apresentam linha-fina com tipos sem serifa e da mesma fonte que o título. O caderno de Esportes e Cultura apresentam linha-fina com tipos sem serifa e apenas a primeira letra em caixa alta.

    Chapéus das páginas (nomeando seção/editoria): tipos com serifa.

    Olho de matéria (frases em destaque): todas as frases de destaque do jornal apresentam tipos sem serifa (citações, tópicos, infográficos, dados importantes, etc.).

    Corpo do texto: tipologia com serifa, facilitando a leitura de grandes textos. Texto justificado. Padrão para todo o jornal.

    Suplemento: Títulos com tipos serifados, assim como as linhas-finas. O corpo do texto apresenta a mesma fonte que o restante do jornal. Justificado. Capitular no ínicio do texto. Única parte do jornal onde usa-se capitular.

    5) Diagramação:
    Esquema de modulação: As páginas variam o número de colunas, mas o padrão é entre 4 e 6 colunas. Nenhuma parte do jornal ultrapassa esse número, mas percebe-se que há uma flexibilidade.

    Uso de branco: o jornal inclui espaços “brancos” na diagramação utilizando “olhos”, como citações e boxes. Existem linhas de separação entre uma matéria e outra, mas não há um padrão desses fios.

    6) Cores:
    Identidade cromática: tom de azul tem destaque no nome do jornal em branco, sendo esse logotipo uma marca registrada.

    Paletas de identificação dos cadernos:
    Caderno principal: cor azul é utilizada para dar destaque em nomes de editorias e seções. Destaques no texto são feitos na cor laranja. Por ser o primeiro caderno do jornal e por tratar de assuntos como política, ele mantém o padrão azul.

    Caderno das editorias “Economia”, “Mundo” e “Ciência”: como no caderno principal, utilizam a cor azul para dar destaque para os nomes das editorias ou seções e a cor laranja para dar destaque em subtítulos, boxes, etc. Também apresenta matérias de assuntos mais sérios, que envolvem política mundial, economia e avanços científicos e mantém o padrão azul do jornal.

    Caderno de Esporte: cor predominante do caderno é a verde, utilizada no destaque do nome do caderno, nos chapéus das páginas e nome de colunas. As divisões entre esportes dentro do caderno são feitas com a cor cinza. A cor verde não é utilizada normalmente nos jornais do estado de São Paulo pois este apresenta um time com essa cor predominante, o que daria a ideia de apoio ao time. Como no estado do Rio de Janeiro não há nenhum time grande com essa cor, ela pode ser utilizada tranquilamente. Além disso, ela é facilmente relacionada com esportes.

    “Segundo Caderno”: cor predominante é a roxa (em diversos tons. Ela é utilizada no título do caderno, no nome de colunas e seções e nos chapéus das páginas. Essa cor é logo relacionada com a área de cultura do jornal quando vista por um leitor frequente. Mesmo as pessoas que não lêem sempre o jornal consegue associar a cor roxa ao caderno de cultura, já que ela é utilizada apenas nessa parte do jornal.

    Suplemento: utilizada a cor verde em uma tonalidade bem mais clara que a do caderno de Esportes. Essa mesma cor serve de identificação na capa do jornal, para que o leitor veja que encontrará o suplemento no meio do jornal.

    Tonalidades predominantes: azul (utilizada no caderno principal e nas principais editorias).

    7) Iconografia:
    Uso de ícones: o jornal não utiliza muitos ícones. É possível encontrar alguns em matérias, como a “Inflação no teto”, matéria da edição analisada que apresenta o desenho dos alimentos em um gráfico ao invés dos nomes. Na previsão do tempo o jornal também utiliza ícones para representar se o dia será ensolarado ou não, etc.

    Vinhetas: os títulos das editorias são sempre escritos com o mesmo tipo, com serifa e em azul nos dois primeiros cadernos. Isso forma um padrão no jornal. Nesses mesmos cadernos, os destaques são feitos com a cor laranja. As cores de destaque mudam nos cadernos de Esporte (verde), Cultura (roxo) e no suplemente (verde claro), mas todos os cadernos mantêm os padrões.

    Thainá Zanfolin

    21/07/2015 em 8:39

  125. Análise – Jornal Diário de Marília

    1)
    -Nome: Dário de Marília
    -País/Estado/Cidade de publicação: Brasil/São Paulo/Marília
    -Tipo de Público: Classes B e C
    -Periodicidade: Terça a domingo
    -Eixo temático: Cadernos de Cidade, Política, Polícia, Cultura, Esportes, Coluna Social e Nacional.
    -Nível de especialização: Temas locais e regionais de Marília
    -Abrangência da circulação: Circula em dez cidades da região
    -Tiragem: Oito mil de terça a sábado e 12 mil aos domingos.
    -Preços:
    Semestral à vista R$ 130
    Anual à vista R$ 190
    Avulsos – Terça a sábado: R$2,00/Domingos: R$3,00
    *As informações são do editor do jornal Diário de Marília, Wellington Menon.

    2)
    -Papel: Papel jornal
    -Tamanho: aproximadamente 380×570 (Standard)

    3)Organização
    A edição analisada possui 18 páginas e é dividida em quatro cadernos divididos em A, B C e D.
    O primeiro caderno (A) possui oito páginas contando com a capa, opinião, cidade, DIA A DIA, Polícia, cidade e Esportes.
    O segundo caderno (B) possui quatro páginas contando com a primeira página denominada Caderno B, Cultura, Entretenimento e Circulando.
    O terceiro caderno (C) possui quatro páginas contando com a primeira página denominada Carro, mesmo nome dado as outras três páginas do mesmo caderno.
    O quarto caderno (D) possui duas páginas e é destinado aos classificados.
    *A edição de domingo conta com um suplemento denominado revista e possui metade de uma página inteira do jornal.

    4)Tipologia
    O logo do jornal não possui letras serifadas.
    Todas as manchetes e o corpo dos textos das matérias e reportagens possuem letra serifada, ou seja, não há distinção no tipo de fonte, apenas ocorre distinção no tamanho das fontes. Outro fator diferente é que nas seções demarcadas com tarjas coloridas a fonte muda de cor, passando a ser branca; no restante do texto a cor utilizada é a cor preta. A fonte se aproxima muito do Times News Roman ou de alguns tipos de Adobe. Todas as seções possuem letras serifadas. A fonte é praticamente a mesma em todo o jornal, só variando mesmo nos anúncios publicitários. O que chama a atenção é certo tipo de padronização de todo o jornal, havendo poucas variações no uso das fontes.

    5) Diagramação
    O jornal “Diário de Marília” possui poucos boxes dividindo informações com o restante dos textos. As capas dos cadernos possuem alguns boxes, mas não são muitos no conteúdo dos cadernos. O jornal não possui muitos espaços em branco. As imagens são médias ou grandes.

    Elementos textuais
    -Títulos: Em negrito e preto
    -Antetítulos: Em negrito e preto, menores que os títulos
    -Linha fina: Em negrito, pretas e em itálico.
    -Autor: Caixa alta e em negrito.
    -Créditos de imagem: em cima da foto, do lado direito, pequeno.
    -Capitular: não apresenta capitulares.
    -Fio-Data e número da página: aparecem no canto superior, em negrito, juntos.

    Elementos visuais
    -O jornal apresenta apenas uma ilustração, que é do gênero charge, sempre na página destinada a opinião.
    -Fotografias: há uma variação do uso de fotos coloridas ou preto e branco. Geralmente, assuntos relacionados à cidade de Marília possuem a página colorida, com fotos coloridas. Assuntos nacionais possuem a página em preto e branco. O único caderno inteiro colorido é o caderno denominado Carros. E o único caderno inteiramente preto e branco é o caderno dos classificados.
    -Publicidade: grande número de propagandas.
    -Na capa, existem boxes coloridos que delimitam assuntos semelhantes presentes no mesmo caderno ou seção.
    -A capa também possui um possível erro de diagramação envolvendo boxes coloridos e imagens, uma vez que as imagens ficaram fora do box adentrando em um box de outro assunto.

    Recursos gráficos
    -O jornal é totalmente dividido em seis colunas.
    -Não há utilização de infográficos.
    -Na parte destinada a Esportes, existe uma tabela da classificação do campeonato brasileiro.
    -As linhas finas são separadas dos textos por meio de uma linha pontilhada.
    -O caderno de Carros apresenta separações entre título e texto com uma linha e cor azul.
    -Em todo canto de todas as páginas do jornal aparece uma faixa (vermelha, cinza, verde e azul) com o site do jornal e telefone para a assinatura.

    6) Cores
    -As cores predominantes são preto, branco, azul, amarelo, verde e vermelho. Sendo que algumas aparecem com mais frequência. A cor roxa também aparece em uma das seções.

    7) Iconografia
    Iconografia
    -A capa apresenta o ícone com a idade do jornal e dois logotipos, sendo um da Associação dos Jornais do Interior do Estado de São Paulo e outro da Associação Nacional de jornais. Na capa também aparecem ícones relacionados a Loteria Federal.
    -Em todas as páginas depois da capa, aparece no canto superior o logotipo do jornal.
    -No caderno B, o jornal traz a programação da TV aberta, e antes da programação ser listada, o logotipo da emissora identifica qual programação será mostrada.
    -Outro ícone aparece no caderno de carros, sendo um desenho que antecede uma coluna.

    José Felipe Vaz de Assis

    21/07/2015 em 8:41

  126. Jornal: Folha de S.Paulo
    O jornal Folha de S.Paulo foi fundado no dia 19 de fevereiro de 1921 por Olival Costa e Pedro Cunha, nessa época o jornal se chamava “Folha da Noite”. Quatro anos depois, em 1925, foi lançada a edição matutina chamada “Folha da Manhã”. Após 24 anos é lançada a “Folha da Tarde”. E em janeiro de 1960 o jornal decide fundir as três editorias e o chamou de “Folha de São Paulo”.

    1) Identificação e segmentação:
    Nome do jornal: Folha de S. Paulo (edição de sábado)
    País/Estado/Cidade: Brasil. Circula-se em todo o país com ênfase no Estado de São Paulo.
    Tipo de público: Devido ao custo, o jornal atinge a classe média/alta e pessoas com escolaridade. Pelo fato do jornal se afirmar apartidário, o público alvo também são pessoas que desejam se informar e formar opinião sem que haja apenas a visão de um lado da política brasileira. A Folha de S. Paulo possui publicações diárias, que vão de segunda a domingo e tem variação temática que passa por política, economia, cotidiano, esportes, mercado no geral, não se diferenciando muito dos padrões dos jornais. O jornal Folha de S.Paulo não possui uma especialização em um assunto, porém possui os chamados suplementos que variam de acordo com o dia da semana, por exemplo, o suplemento de segunda-feira é o TEC, onde contêm ajuda aos leitores a mexer com a informática.
    Com uma circulação média de 342.957 exemplares(impressos +digitais) por dia, de modo que a Folha de S.Paulo mantém a liderança de mais exemplares vendidos no ano de 2014, segundo o Instituto Verificador de Circulação (IVC). O preço avulso varia de R$3,50 a R$5,00, já a assinatura semestral, com a periodicidade de segunda a domingo, sai no valor de R$496,56 e a anual, com a mesma periodicidade, por R$937,40. A assinatura também tem outros valores conforme se muda a periodicidade e a plataforma.

    2) Papel e formato:
    O tipo de papel é o papel, tradicional, formato standart. A dimensão da página é 640x550mm com o uso de dobra da edição ao meio e na horizontal para facilitar a leitura, a locomoção, o transporte e a retenção do jornal.

    3)Organização: Na edição de sábado a Folha de S.Paulo contém 4 cadernos com 40 páginas no total, sendo eles: primeiro caderno, mercado, cotidiano e ilustrada.
    No primeiro caderno têm-se duas seções: I- Poder: a editoria se dedica à vida política e institucional e movimentos sociais. II- Mundo: nessa seção é publicada notícias internacionais, além de publicações que saíram em outras plataformas de comunicação dos outros países. (dez páginas)
    No caderno de mercado tem todas as noticiais e informações de negócios do mercado que está acontecendo no Brasil e no mundo. (oito páginas)
    Já o caderno cotidiano oferece ao leitor informações úteis ao seu dia-a-dia nas áreas de segurança, educação e direito do consumidor, trazendo diariamente notícias relativas às principais capitais do país. Este caderno contém as seções de ciência+saúde e de esporte e a folha corrida, essa última feita pra ser lida em até 5 minutos, contendo notícias, extratos de colunistas, dicas, entre outras publicações. (doze páginas)
    O quarto caderno é a folha ilustrada, esse último contém o que há de mais atual na cobertura de eventos e novidades da área de cultura e entretenimento. (10 páginas). Dentro da ilustrada, na edição de sábado tem a folhinha, destinada a crianças, com dimensões exatamente da metade do jornal.

    4)Tipologia:
    A tipologia aplicada na Folha de S.Paulo foi criada exclusivamente para o jornal por um alemão. A proposta era criar uma nova fonte que seja adequada para o jornal, tornando a leitura mais ágil e agradável. A criação da letra possibilita variedades sem perder a identidade tipográfica.
    Os textos dos colunistas são escritos em itálicos para diferenciar das outras reportagens. A letra é serifada.

    5) Diagramação:
    As páginas da Folha atualmente são divididas em seis colunas verticais estreitas e alinhadas. Pode-se notar que os colunistas possuem variação de 5 colunas.
    As imagens são predominantes em todo o jornal, variam de tamanho e todas são coloridas. Repara-se que a ilustrada e a página de esporte são as que mais têm variações de fotos, infográficos e tabelas.
    Os textos são em forma corrida para facilitar a leitura. Poucas utilizações de Box.
    Possui muita imagem de anúncio publicitário, algumas dessas imagens ocupam um grande espaço da página.
    O número da página aparece no canto superior, à esquerda nas páginas de número par e à direita nas páginas de número ímpar – exceto pela capa, que não é numerada.

    6) Cores: As cores variam de acordo com os cadernos, porém a palheta predominante está nas cores de azul, vermelho e preto. Nos textos a tonalidade predominante é o preto.
    Detalhes como chapéu, nome do colunista, email, entre outros são escritos na cor azul, apenas.
    As três estrelas presentes no cabeçalho principal de cores vermelha, azul e preta representam as antigas folhas da tarde, noite e manhã, respectivamente.

    7) Iconografia: Alguns exemplos:
    Pg. A4: uso de chapéu para especificar o painel.
    Pg. A5: uso de chapéu escrito “petrolão” para indicar a matéria sobre o caso da Petrobrás.
    Na pag. De esporte na parte superior do lado direito tem-se um símbolo de uma TV para especificar a programação de esportes do dia.
    Na página da Folha Corrida há uma seta como parte do “cabeçalho”. Além da adição do símbolo “+” para a coluna localizada nessa página.
    Todas páginas e cadernos possuem as três estrelas que estão localizadas na capa, indicando a junção dos três jornais.

    Ariádne Mussato

    21/07/2015 em 8:42

  127. Análise do jornal “Extra” (edição de 08 de Julho de 2015)

    1) Identificação e Segmentação:

    O jornal escolhido para análise foi o Extra, do grupo Infoglobo. O Extra é um jornal diário brasileiro; foi fundado em abril de 1988, na cidade do Rio de Janeiro, pelo jornalista esportivo Renato Maurício Prado.

    Seu nível de especialização é baixo. É um veículo de informações gerais e majoritariamente sobre o que acontece o Brasil. Há abordagem também de matérias sobre emprego, notícias policiais, entretenimento e esportes. Seu público alvo são mulheres (53% do público) e homens (47%), de 30 a 50 anos de idade, predominantemente das classes B (41%) e C (51%).

    Sua abrangência de circulação é o Rio de Janeiro. O veículo possui pouco mais de 2 milhões de leitores (2.066.000) e a circulação impressa é de 118.379 exemplares nos dias úteis e de 257.555 exemplares nos domingos. Devido a um crescimento considerável na tiragem do jornal, foi criada uma versão online (Extra Online), que possui cerca de 6 milhões de visitantes.

    Não há assinatura do Extra impresso, apenas do Extra Digital. No primeiro mês a assinatura digital é gratuita; depois, passa a ser cobrado o valor de R$ 1,10 por mês durante três meses; nos próximos seis meses, a assinatura é de R$ 12,90 mensais e, passado este tempo, o preço se fixa em R$ 19,90 por mês. O preço do jornal impresso nas bancas é de R$ 1,25.

    2) Papel e Formato:

    O jornal é feito em papel-jornal de baixa gramatura (entre 40 e 60 g/cm²), de cor cinza claro. O primeiro caderno é em formato standard, e os demais cadernos (Jogo Extra, Sessão Extra, Motor Extra e Extra Imóveis), em formato “tabloide brasileiro” (meio standard). A dimensão do primeiro caderno é de 320 mm x 545 mm e dos demais é de 280 mm x 320 mm. Faz uso de duas dobras centrais, para melhor armazenamento e transporte.

    3)Organização:

    A edição analisada possui três volumes – Primeiro Caderno, Sessão Extra e Jogo Extra. O primeiro caderno possui 16 páginas e os demais, 12 páginas cada um. No total, a edição analisada possui 40 páginas.

    O Primeiro Caderno é dividido nas editorias:
    – “Bom dia, Rio!” (previsão do tempo, quadrinhos, palavras cruzadas e números da loteria)
    – “O País” (notícias gerais sobre o Brasil)
    – “Ganhe Mais” (economia do cotidiano)
    – “Política”
    – “Bem-Viver” (cultura e opções de lazer).
    Dentro das editorias, há outras seções, como Profissões do Futuro, Polícia e Cidade. Há nele duas colunas – Extra! e Servidor. Há também o uso de chapéu.

    O Jogo Extra, cujo assunto é esporte, possui as seções: – – Brasileiro
    – Política
    – Pan-2015
    – Tempo Extra
    e a coluna “Futebol, coisa & tal”.

    Já o Sessão Extra é dividido nas seções:
    – Novela das 7
    – Novela das 6
    – Televisão
    – Seu Destino
    – Novela das 9
    – Roteiro
    – Livro
    além de englobar a coluna Telinha. As novelas retratadas no jornal são as produzidas pela Rede Globo.

    O Motor Extra, apesar de não constar na edição analisada, apresenta propostas de carros novos e seminovos, de peças e de acessórios.

    O Extra Imóveis, que também não consta na edição, apresenta ofertas, serviços, dicas e informações sobre o mercado imobiliário.

    O Extra possui formato “cebola”.

    4) Tipologia:

    Nome do jornal em caixa alta, cor preta, e o “X” do “Extra” é formado por dois triângulos preenchidos (semelhante a uma ampulheta), sendo o superior em preto e o inferior em vermelho. Manchetes em fontes sem serifa, editorias e textos em fontes serifadas.

    No corpo de texto, a fonte é sempre a mesma e é majoritariamente do mesmo tamanho (com variação em outros cadernos, como o Sessão Extra na programação dos cinemas). Classificados e informações da prefeitura são em tamanho menor. Nas manchetes, o tamanho varia conforme a relevância da notícia. Na edição analisada, cuja capa trata de apenas um assunto, as fontes do título e da introdução ao assunto são maiores do que nas capas que tratam sobre vários assuntos, com o intuito de destacar a informação.

    5) Diagramação:

    Capas diferentes de acordo com a edição, sem um molde básico a ser seguido. O grid é de seis colunas no Primeiro Caderno e de cinco nos outros quatro cadernos. Não há espaços em branco e é muito frequente o uso de fotografias, inclusive fotografias que ocupam parte grande da página. Há também a utilização de outros recursos imagéticos, como tabelas, ilustrações e infográficos.

    O Extra apresenta relações significativas entre texto, imagem e recursos gráficos (fios, linhas, molduras, boxes etc). Há fios entre algumas matérias; eventualmente, o uso de fios mais grossos ou de dois ou três fios juntos para separar propagandas ou matérias cujos assuntos não se assemelham.

    6) Cores:

    As cores básicas do jornal são preto e vermelho. As editorias do Primeiro Caderno são escritas em vermelho. As manchetes e os textos são escritos em preto; olhos e boxes eventualmente possuem outras cores no contorno ou no fundo, chamativas, para atrair o leitor.

    Os fundos dos logos nos cadernos menores são:
    – Roxo no Sessão Extra
    – Verde no Jogo Extra
    – Marrom no Motor Extra
    – Laranja no Extra Imóveis
    As seções de cada um desses cadernos possui a mesma cor que o fundo, respectivamente.

    7) Iconografia:

    O uso de ícones, vinhetas e selos não é muito comum no Extra. Há o símbolo de um envelope para o contato dos leitores com o jornal, fotos dos colunistas na parte superior de suas colunas, desenhos relacionados a educação (quatro operações, livros e chapéu de diploma) na seção “Profissões do Futuro” e representações de sol, nuvens e chuva para a previsão do tempo.

    No caderno Sessão Extra, a seção de horóscopo possui os ícones de cada signo e a representação de cartas de tarô.

    Helena Botelho de Souza

    21/07/2015 em 9:08

  128. USA TODAY

    1) Identificação e segmentação:
    – Nome do Jornal: USA Today
    – Publicação: Estados Unidos
    – Veiculação: Todo o país
    – Tipo de público: Não encontrei essa informação, mas pela análise não me parece um público muito elitizado porque além de ser um jornal relativamente pequeno, apresenta matérias curtas a médias e de assuntos mais simples.
    – Periodicidade: Diário
    – Segmento Temático: política, economia, esportes, cultura (“life”), tecnologia e opinião
    – Nível de Especialização: Genérico
    – Abrangência de circulação: 1 817 446 de leitores de leitores (média diária)/todo o país
    – Tiragem: 2,3 milhões de exemplares diários
    – Preço da assinatura: 25 dólares 1 mês, 19,95 dólares 3 meses, 275,04 dólares 12 meses
    – Preço da venda avulsa:2 dólares

    2) Papel e formato:
    – Tipo de papel: papel jornal
    – Cor do papel: acinzentado bem claro
    – Dimensões da página: 75,5cm X 28cm
    – Uso de dobras e recursos especiais: 4 dobras
    – Formato: Standard (tem um formato original, mais estreito que os standards comuns)

    3) Organização: 
    – Volumes: 2 (jornal diário e jornal dos finais de semana)
    – Número de páginas: o jornal é organizado em “Seções” (A, B, C e D) e as seções são divididas pelas páginas enumeradas (1A, 3B, 5C, 2D).
    1) Seção A: 8 páginas (7 de “News” e 1 de “Opinião”)
    2) Seção B: 6 páginas (5 de “Money” e 1 de “Tech”)
    3) Seção C: 8 páginas (todas de “Sports”)
    4) Seção D: 6 páginas (todas de “Life”)
    Total de 28 páginas (Weekend: 36 páginas)

    – Divisão de cadernos: 4 cadernos (seções)
    – Descrição de Editorias: News, Opinion, Money, Tech, Sports, Life
    – Seções: 4 seções (A, B, C e D)
    – Suplementos: 0 (contém 2 macarrões)
    – Modelo de encadernação e acabamento: 4 cadernos separados

    4) Tipologia:
    – Logo: letra não serifada, escrito todo em caixa alta, na cor preto, negrito
    > fonte: Twentieth Century ExtraBold
    – Títulos e corpo de texto: letras serifadas, pretas, não utilizam capitular, negrito, itálico
    > fonte: Clarendon No 1 URW Bold

    5) Diagramação: 
    – A capa é do tipo chamada, com uma imagem grande em destaque, algumas manchetes menores e uma notícia completa que se finaliza na página. No canto esquerdo apresenta os principais destaques de cada editoria, além de uma retícula sobre um assunto importante da editoria de esportes.
    – A diagramação é padronizada num esquema de cinco colunas. Possui um gride bem fechado com pouca flexibilização para imagens, gráficos e páginas de coluna única, dupla ou tripla (principalmente no caderno “Life”).
    – Os textos e espaços em branco são bem distribuídos e equilibrados. Os cadernos “Money”, “Life” e “Sports” possuem mais espaços brancos de respiro do que o caderno “News”
    – Quase todos os títulos são acompanhados de linha fina
    – O jornal apresenta pouca flexibilização nas diagramações das colunas textuais em relação a determinadas imagens. Não é muito comum observarmos um texto circundando uma imagem específica (Como um jogador de basquete, uma imagem circular ou uma ilustração anamorfa).
    – O jornal utiliza fios e linhas para a separação de matérias e reportagens. O uso de linhas entre colunas é menos frequente, mas também aparece.
    – Utiliza bastante retículas e poucos boxes.
    – Uso de infográficos e tabelas é maior no caderno “Money”

    6) Cores: 
    – Em geral o jornal apresenta uma perspectiva COLORIDA apenas na capa e contracapa de cada caderno enquanto no miolo prevalece o PRETO E BRANCO
    – Editorias: News (azul), Opinion (p&b), Money (verde), Tech (laranja-claro), Sports (vermelho) e Life (roxo)
    – Cada caderno carrega sua cor principal como predominante no seu miolos (quando existe a cor)

    7) Iconografia: 
    – Uso de ícones: O uso de ícones é maior nas capas, os símbolos de cada seção.
    – Utilização de vinheta na editoria “Opinião”
    – Grande utilização de ilustrações, mapas, figuras e infográficos
    – Editoria “Sports” apresenta grande quantidade de tabelas e imagens, além de vinhetas designando a qual esporte a matéria subsequente se refere.
    – O jornal quase não se utiliza de vinhetas. Apresenta a sua maior quantidade de ícones e selos nas capas dos cadernos.
    – Composto de grande quantidade de imagens, o jornal trabalha bastante esse lado.

    Matteus Corti

    21/07/2015 em 9:11

  129. 1. Identificação e segmentação

    1.1. Jornal analisado: Le Figaro

    1.2. Histórico: O jornal Le Figaro foi fundado em 14 de janeiro de 1826 pela parceria de dois amigos. Um deles era Maurice Alhoy, um escritor, jornalista e autor de várias peças de teatro. Antes de fundar o Le Figaro, ele já havia criado diversas publicações. Devido ao clima político da Restauração muitos jornais eram fundados todos os dias. Mas foi com Étienne Arago que ele criou o jornal que se sustentaria até os dias de hoje. Étienne era um dramaturgo e político francês Republicano. Durante a sua vida inteira ele coordenou essas duas ocupações e, quando foi possível, uniu-as se tornando jornalista. À princípio o jornal era um diário (apesar de ter muitas interrupções) satírico. Ele se autodenominava um jornal literário e abordava temas como teatro, ciências, costumes, artes, novidades, escândalos, economia etc. Ele surgiu como um jornal de quatro páginas em um tamanho pequeno e de oposição à monarquia. Por conta disso sofreu diversas censuras e cortes logo em seu início. Seu slogan, na época, era “La vérité, quand même! ” (A verdade, de qualquer maneira!), uma provocação à frase “Vive le roi, quand même!” (Vida longa ao rei, de qualquer maneira!). Depois de apenas dois meses de circulação o jornal foi vendido à Auguste Le Poitevin de L’Égriville e mais tarde quem o assume é Victor Bohain. Quando, após a queda de Charles X, Bohain ganha um cargo de prefeito, o jornal é passado a Henri de Latouche, que mantém a postura crítica do jornal.
    Apenas em 1832 o jornal perde o seu viés crítico e satírico. Nesse ano ele é comprado por monarquistas que queriam fazer frente ao jornal La Caricature. Ele não resiste e é fechado em 1833. Émile Gaboriau afirma em uma nota que a razão para ele ser um sucesso era justamente a oposição e o viés cômico da publicação.
    Ele ressurge em 1854, com o impulso de Hyppolite de Villemessant, que contrata bons redatores (dentre eles Balzac e Baudelaire) e inova em sua diagramação e edição, criando desde rubricas para a identificação para o jornal até a seção “Carta do Leitor”. Nesse momento o jornal se posiciona como um dos principais do mundo parisiense. Há uma grande aderência da burguesia da época. Em 1866 ele já era um jornal diário e chegava à tiragem de 56000 exemplares, sendo 15000 para assinantes. Desde então, o jornal foi o pioneiro em diversas práticas jornalísticas e contratou grandes nomes do jornalismo e da literatura.
    Mais recentemente, em 2004 o grupo Dessault é autorizado a adquirir o controle da Socpresse, que era a proprietária do Le Figaro. Serge Dessault, diretor do grupo, industrial francês e senador-prefeito de Corbeil-Essones, muda a direção do jornal. Atualmente o diretor é Alexis Brézet.

    1.3.Cidade/Estado/País de publicação: Paris/Ile de France/França

    1.4. Tipo de Público: A partir de 1854, sob a direção de Villesemant o jornal era feito para a elite francesa e teve esse caráter durante muito tempo. Atualmente o jornal, por ser o mais vendido, tem um público bem mais abrangente, porém não é caracterizado como um jornal popular.

    1.5. Periodicidade: Ele é um jornal diário desde 1866

    1.6. Segmento Temático: Generalista. Por concorrer com outros grandes jornais da França e ser muito tradicional, o jornal trata das principais questões que estão formando a opinião pública e que são agendadas pela opinião geral. A maior parte do jornal é para a política e economia.

    1.7. Nível de especialização: baixo. Apesar de focar em política e economia, o jornal tem como objetivo atingir a maior parte do público e para isso aborda diversos assuntos no seu jornal, desde bolsa de valores até esporte.

    1.8. Slogan: Sans la liberté de blâmer, il n’est point d’éloge flatteur

    1.9. Tiragem: Tem a maior tiragem da França. Nos últimos anos ela ficou em torno de 325000, o que é considerável para uma população de 66 milhões de franceses. É maior que as últimas tiragens do Le Monde, jornal concorrente do Le Figaro e que em 2001 e 2002 era o de maior tiragem na França com bastante folga. A tiragem vem diminuindo, como a maioria dos jornais, e, com isso, algumas demissões tem acontecido recentemente. Em 1866 ele já era um jornal diário e chegava à tiragem de 56000 exemplares, sendo 15000 para assinantes.

    1.10. Venda avulsa: 2 euros de domingo a quinta. Na sexta e no sábado a edição sobe para 4,90 euros: nesses dias a edição é acompanhada da Le Figaro Magazine e seus complementos do fim de semana (Madame Figaro e TV Magazine)

    1.11. Assinatura: 9,90 euros por mês.

    1.12. Sede: Até 2004 o jornal Le Figaro ficava na 37, Rua do Louvre, na 2° bairro de Paris. Após 2004, quando o jornal foi adquirido por Dessault, a sede muda para o 14, Boulevard Haussmann, no 9° bairro de Paris.

    1.13. Na Internet: O site lefigaro.fr foi atualizado pela primeira vez em 2006, ganhando um novo layout que o deixou mais moderno. Porém, foi a última atualização, de 2010, que incluiu a cobrança de dinheiro pela informação na internet. Ele tem notícias abertas (as chamadas “informações em tempo real”), porém o site limita as notícias àqueles que não são assinantes. Segundo nota do próprio jornal ao fazer essa divulgação, o internauta que pagar vai ter “recursos para ir à frente na compreensão da atualidade e discuti-la”. Nesses espaços específicos para os pagantes, há informações multimídia mais aprofundadas, artigos com destaques personalizados de acordo com o interesse do leitor etc. As edições online do jornal impresso não estão disponíveis para todos, mas é possível compra-las individualmente por 1,79 euro.

    1.14. Linha editorial: o jornal se autodenomina como um jornal de direita e centro-direita. Ele se pauta principalmente do liberalismo clássico com o conservadorismo social. Durante a Comuna de Paris foi fechado e durante o século XX se posicionou contra o comunismo. Em sua campanha publicitária de 2005 usou o seguinte slogan: “Em matéria de economia nós somos pela livre escolha. Em matéria de ideias também. ” Em 2012 o jornal foi denunciado pela Sociedade de Jornalistas do Figaro pela linha editorial do jornal. Ela considerou o posicionamento do jornal um apoio aos governos de direita da França dos anos 2000.

    2. Papel e formato: O formato do jornal é em berlinois, inventado pelo jornal alemão Berliner Zeitung. Ele tem uma altura de 470 milímetros uma largura de 315 milímetros. O jornal é impresso em papel-jornal e o caderno de economia é em papel-jornal tingido (salmão)

    3. Organização: a edição analisada está dividida em dois cadernos. O primeiro é o da capa e nele estão a editoria France Politique (2 páginas), International (3 páginas), France Société (2 páginas), Sciences Médecine (1 páginas), Sport (1 página). Ainda nesse caderno podemos encontrar as seções Le carnet du jour (1 páginas), Débats (1 página) e Opinions (1 página). O caderno Économie está dividido, além da própria editoria de economia (2 páginas), em “Entreprises” (empresas) (3 páginas), “Marchés” (mercados) (2 páginas) – em que há as cotações da bolsa e algumas matérias que se relacionam estritamente a esse tema –, e, ao final do caderno, há uma página de publicidade chamada “Médias Publicité”, na qual matérias são feitas a respeito do produto de uma empresa que comprou aquele espaço. Há folhas avulsas dentro do jornal (que não podem ser abertas) e ambos os cadernos não são muito grandes: ao todo o jornal tem 26 páginas.

    4. Tipologia:
    – Títulos das matérias, linhas-finas, matérias e reportagens: tipos todos serifados. Não se usa itálico em nenhum desses elementos, apenas nas aspas (além da própria marca gráfica das aspas o texto é colocado em itálico.) Os títulos são maiores conforma a importância que o editor coloca em cada um. Na edição de análise, no próprio título há diferença no tamanho das fontes entre as palavras. A palavra “insegurança”, por exemplo, que é um pouco mais apelativa, está em destaque.
    – Indicações para continuação da matéria na capa: As indicações estão em negrito, itálico e com serifa (página) e sem serifa e negrito (caderno).
    – Layout do logo: as letras estão em cor branca e inseridas em um retângulo azul. A fonte é serifada e inteira em caixa alta. O Slogan fica logo abaixo e também está em fonte serifada, porém não está em caixa alta.
    – Chamadas do topo da capa: as fontes estão todas em caixa alta, sem serifa e em negrito. As indicações das páginas nas quais as matérias se desenvolvem estão no mesmo padrão.
    – Chamadas no final da capa: retângulo azul com letras brancas inseridas. A fonte é em caixa alta, sem serifa e em negrito. Nessas chamadas há as seções do jornal (“As Confidências do Figaro”, o editorial etc.)
    *O estilo do último elemento vai se repetir em algumas vinhetas ao longo do jornal, como na RectoVerso e Focus, que estão nas primeiras páginas do primeiro caderno e do caderno de economia, respectivamente.
    – Cadernos: o caderno de economia (único analisado fora o que tem a capa) é semelhante ao logo da capa, porém está em caixa baixa e há uma sombra em que se pode ler “Le Figaro”.
    – Editorias: elas estão escritas em diferentes tons de cinza (quando há mais de uma palavra), sem serifa e em negrito.
    – Seções: as fontes estão sem sefrifa, em negrito e inseridas em um retângulo cinza.
    * Em nenhuma matéria do jornal há chapéus. As linhas finas ficam, normalmente, na parte direita do texto, seguindo a tradição dos jornais brasileiros.
    * O tamanho da fonte das matérias é menor comparativamente aos jornais do Brasil.

    5. Diagramação: o jornal tem uma grade bem fechada. Na capa, porém, apesar das colunas das duas primeiras matérias coincidirem, as demais não seguem nenhum padrão. As fotos quebram o gride. Um prédio sai do círculo uniforme de uma foto panorâmica e a atriz da foto chega a cobrir parte do logo. Dentro do jornal a grade é bem fixa. Quase não há colunas que quebrem o padrão e não há nenhuma foto em um formato diferenciado. Para separar as matérias o esquema de diagramação opta por colocar linhas azuis, cinzas ou pretas mais finas, dependendo do quanto a linha de raciocínio entre os assuntos está sendo quebrada. Dessa forma o leitor assíduo é induzido a mudar de pensamento ao ver as linhas e a leitura ganha fluência. Há um relativo uso do branco principalmente ao lado dos títulos das matérias e na margem, que é bem espaçada. Fora isso, o jornal, por ter muito texto, quase não utiliza espaços brancos. O uso de boxes é bastante raro e os recursos gráficos do jornal é bem tradicional, sem grandes inovações.

    6. Cores: O jornal tem a cor azul como principal. É a cor do logo, de algumas capitulares e de algumas seções (como RectoVerso e Focus). A capa, por exemplo, é majoritariamente azul. O único ponto em que há cores diferenciadas é o topo, em que podemos ver as chamadas escritas em laranja, vermelho e vinho. As fotos não são o forte do jornal, que tem bastante texto escrito em seu miolo. Ele não é inteiro colorido. A capa tem todas as cores, porém ao ler o jornal percebe-se que não há um critério padrão para definir o que será colorido ou não. Inclusive na mesma página há fotos coloridas e em preto e branco. Essa dissonância mostra ao leitor o que o jornal considera mais importante, que provavelmente seria diferente em um jornal brasileiro. Os gráficos e tabelas (e até algumas linhas que separam a matéria) por exemplo, são todos coloridos. Por outro lado, a grande maioria das fotos no jornal estão em preto e branco. No Brasil, por exemplo, até jornais menores usam o colorido em todas as páginas. As cores não são usadas no jornal para o reconhecimento das seções, editorias e cadernos, uma vez que, quando há cor, ela é azul.

    7. Iconografia:o principal ícone do jornal (o nome dele com uma pena desenhada), não era usado na capa na época que o jornal analisado estava em circulação, apenas no editorial do jornal. Não há ícones gráficos ou selos em nenhuma parte do jornal. A principal ferramenta para fazer o leitor fazer links é realmente a leitura. O máximo que o veículo faz é colocar vinhetas de uma prática comum do jornal. Por exemplo: apesar de ter muito texto, o jornal também dá uma alternativa ao leitor apressado: em grande parte das matérias há um texto com o título “Em Bref”, que significa, “Em Resumo”. Ele está sempre com a mesma fonte e o retângulo no qual está inserido está sempre com a mesma escala de cinza, mas não há desenhos ou figuras imagéticas.
    8. Comentário Pessoal: A escolha da tipologia para as matérias, seus títulos e linhas finas é interessante. Porém, na capa, por exemplo, o que está no topo já está em destaque. As cores mais fortes poderiam ser usadas na parte inferior do jornal, por exemplo, na qual ele começa a ficar um pouco mais entediante. Além disso, o jornal não apresenta grande variação de seções. As que existem não tem uma proposta diferente como parte dos jornais brasileiros costuma ter. A letra do jornal é muito pequena e isso pode atrapalhar algum leitor mais idoso ou com algum grau de visão prejudicado.
    A impressão que tive é a de que ele lembra um jornal antigo, de quando os recursos imagéticos não eram tão usados. As colunas padronizadas em toda a folha tornam a leitura superficial cansativa e não informa o leitor que não vai ler determinada matéria inteira. Apesar de várias matérias terem um resumo, ele não é chamativo. Quem não tem afinidade com o jornal tem bastante dificuldade em acompanha-lo na leitura.
    A parte positiva do jornal é que o editorial vem na última página do primeiro caderno, o que não acontece no Brasil, em que quase todos os jornais colocam o editorial na primeira página. O leitor é induzido a ler o jornal inteiro para depois ver a opinião do veículo e formar sua opinião.

    Daniela Arcanjo Rodrigues

    21/07/2015 em 10:51

  130. Análise do Correio Braziliense, edição de sábado, 13 de junho de 2015
    Identificação e segmentação: O Correio Braziliense é um jornal diário do Distrito Federal, eleito o 23° maior jornal do Brasil em janeiro de 2014 pela Associação Latino-Americana de Publicidade (ALAP). Ganhou sete vezes o Prêmio Engenho de Comunicação e duas o Prêmio Esso de Jornalismo. Foi primeiramente publicado em Londres, 1808, por Hipólito José da Costa e depois resgatado por Assis Chateaubriand em 1960 no Brasil. Pertence atualmente ao Grupo Diários Associados, sendo o jornal de maior circulação na região Centro-Oeste e o mais influente no Distrito Federal e seu entorno (cidades satélites).
    Segundo pesquisa da EGM Marplan de 2012, o Correio possui 731 mil leitores (contando o jornal impresso e o digital) e tem em média a circulação de 57.366 mil exemplares por dia.
    O jornal não é especializado, uma vez que possui conteúdo para um público variado. Aborda mais temas regionais, sem deixar de lado assuntos de interesse nacional e internacional. Seu público é, em grande maioria, de classes mais altas (A e B) entre 30 e 49 anos, quase indistintamente homens e mulheres.
    Nas bancas a edição avulsa do jornal custa R$2,50. A assinatura do impresso e do digital sai R$45,36 por mês ou R$68,08, dependendo do pacote escolhido.

    Papel e Formato: A impressão do Correio Braziliense é feita em papel-jornal de gramatura média (entre 70 e 90 g/m²) O formato predominante na maioria dos cadernos é o standard (6 col x 52 cm), com exceção do caderno SuperEsportes que é no formato berliner (5 col x 35 cm) e do caderno Super! que é em formato tabloide (5 col x 30 cm).

    Organização: A edição analisada possui 54 páginas, com encadernação separada.
    Primeiro Caderno (16): principais notícias do cenário mundial, nacional e local sobre diferentes editorias.
    Capa (1)
    Política (4), com a seção Brasília-DF
    Brasil (1)
    Economia (3), com a seção Correio Econômico
    Opinião (1), com a seção Sr. Redator
    Mundo (2), com a seção Conexão Diplomática
    Gastronomia (1)
    Saúde (1)
    Ciência (1), com a seção Tubo de Ensaio

    Cidades + política e economia no DF (8) com as seções Obituário, Tome Nota, Isto é Brasília, O tempo em Brasília, Grita Geral e Crônica da Cidade. Principais notícias do Distrito Federal e das cidades da região, oferece muitos serviços.

    Super Esportes (6), com a seção Placar. Coberturas esportivas e resultados de partidas não só de futebol como de vários outros esportes.

    Diversão&Arte (10), com as seções 360 Graus, Pensar, Horóscopo, Jogos, Fama, TV e Roteiro. Entretenimento e serviços culturais do Distrito Federal e região.

    Classificados (6) Serviços e anúncios das cidades.

    Suplemento Super! (8): voltado para crianças com dicas de jogos e leituras.

    Tipologia: O jornal Correio Braziliense possui uma fonte padrão serifada em todo corpo de texto e títulos. O nome do jornal também é escrito com fonte serifada. Entretanto, a letra da manchete principal e dos títulos de editorias são arredondadas e não serifadas. Os cadernos Super Esportes e Diversão&eArte utilizam fontes variadas como elemento visual, chamando a atenção.

    Diagramação: Durante a direção de arte de Francisco Amaral o jornal alterou seu design e foi premiado pela Society for News Design. O Correio possui uma diagramação diferenciada e inovadora, uma editoração aberta às mudanças. Sua capa possui uma ou duas manchetes principais e outras secundárias que vão se alternando através do uso de recursos tipográficos e de imagens. O jornal possui como base seis colunas bem equilibradas pelo espaçamento (exceto no caderno Super Esporte, que possui 5 colunas) e algumas de suas páginas são coloridas. Imagens, boxes e infográficos são muito utilizados para complementar a informação e interpretação dos textos. No caderno Diversão&Arte e no suplemento Super! a diagramação é diferenciada, com número de colunas reduzido e mais flexível, sem um padrão. A utilização dos espaços em branco também é mais dinâmica, cumprindo a proposta do tema do caderno.

    Cores: Os vários tons de azul são a principal coloração do Correio, presente no nome do próprio jornal e da maioria das editorias. O vinho aparece em alguns ícones, como as aspas de citações. As cores do caderno de esportes são verde e laranja, com alguns elementos em azul e amarelo. O caderno Diversão&Artes tem o título marrom, mas seu conteúdo possui uma dinâmica de cores, principalmente nas imagens. Por ser um suplemento infantil, o Super! utiliza muitas cores vivas

    Iconografia: O Correio possui muitos recursos visuais para o leitor. O uso das aspas grande e coloridas para inserir citações é um ícone recorrente, assim como as faixas azuis que acompanham títulos, editorias, seções ou apenas dividem algumas matérias. As setas >> também são utilizadas para indicar seções, chapéus, boxes e outros elementos textuais. Cada editoria possui uma figura específica que a representa: Política é um boneco de terno, Economia é uma moeda, Brasil é o mapa do país, Opinião é uma caneta e Mundo é um globo. A seção Brasília-DF possui um desenho do Palácio do Planalto; Grita Geral um auto-falante; Tome Nota possui um selo; O tempo em Brasília é representado pelo desenho do Palácio do Planalto e um sol com uma nuvem, além dos ícones que ilustram a previsão do tempo; a seção Roteiro possui um ícone de troféu e claquete de filmes; o horóscopo apresenta a imagem específica de cada signo e o suplemento Super! utiliza o ponto de exclamação como imagem de identificação.

    Bárbara Paro Giovani

    21/07/2015 em 11:31

  131. Relatório análise do jornal
    Jornal SOL (acervo do professor)
    Ana Carolina Ribeiro dos Santos
    1) Identificação e segmentação: Sol é um jornal semanário Português que vai às bancas toda sexta-feira. Fica localizado na cidade de Lisboa, sua tiragem é de 48.790 e tem circulação de 21.685 exemplares. Sua temática é geral, mas seu assunto de maior densidade e destaque é a política. Não tem nível de especialização.
    2) Papel e formato: Seu formato é intermediário, entre tablóide e berliner, com dimensões de 27,5 cm x 34 cm. Feito com papel-jornal. Não há uso de dobras ou qualquer recurso especial.
    3) Organização: A edição do jornal analisado é de número 333. Referente ao dia 18 de Janeiro de 2013.
    Possui caderno único com 56 páginas
    A organização se dá da seguinte forma:
    Segmentação por editorias

    Legenda: Página de conteúdo publicitário *
    Página mista: matéria + publicidade °

    1. Capa (1)

    2. Editorial e sumário (1)

    *conteúdo publicitário (1)

    3. Foco (14)** °°
    3.1 política (13)
    3.2 cocktail (1)
    Nessa editoria as matérias de maior volume estão relacionadas a temas de oposição ao governo, traz também duas matérias sobre o FMI. A sessão “Cocktail” traz informações mais corriqueiras sobre personalidades políticas.

    4. Sociedade (6)°°
    Sociedade é uma editoria que traz matérias variadas, desde saúde a injustiças praticadas por órgãos públicos.

    5. Opinião (2)
    5.1 Opinião(1)
    5.2 Em paz(1)
    Óbitos (coluna localizada na página da sessão “Em paz” traz notícias de Óbitos de algumas personalidade mundiais que têm ou tiveram alguma relação com Portugal.

    6. Cultura (6)
    6.1 cultura (4)
    6.2 Media (2)
    Traz as novidade culturais de Portugal, em sua maioria são notícias sobre filmes, peças, livros ou exposições. A sessão Media apresenta uma matéria sobre o google e um infográfico com as melhores audiências televisivas.

    7. Internacional (4)°
    Notícias de países diversos com viés político

    8. Desporto (4)*
    Espaço ocupado inteiramente por notícias sobre futebol.

    9. Economia (10)*
    Nessa editoria a maioria das matérias relacionam criticas ao governo através de problemas econômicos. Mas traz também atualidades econômicas do país

    10. Português Global (6)*
    10.1 Português Global (4)
    10.2 Semana em Revista (2)
    Essa editoria traz informações de alguns países que foram colônias de Portugal e que utilizam o português como língua oficial.

    11. Contracapa (1)
    É uma extensão da capa, traz alguns fragmentos de matérias encontradas nas páginas interiores, um artigo de opinião e algumas notas no fim da página. Traz também uma tabela com a previsão do tempo do dia da publicação do jornal e do dia seguinte.

    4) Tipologia: O logotipo do jornal é composto por uma fonte alternativa e por um ícone (desenho de sol) que representa a letra “O”. Os títulos como um todo são em fontes não serifadas, já a linha fina e os textos são em fontes serifadas; o corpo do texto não muda no decorrer do jornal, mas a linha fina apresenta algumas variações de tamanho e cor.

    A mudança tipológica que se dá nos títulos das matérias, se norteia pela a seguinte regra: Matérias com certo tom de dramaticidade aparecem em negrito e caixa alta, as matérias consideradas mais leves estão apenas em negrito. Os artigos de opinião estão numa fonte diferente sem negrito ou caixa alta. A capa do jornal é onde essa variação melhor pode ser observada, a matéria apresenta o título em fonte não serifada, está em negrito, na cor vermelha e caixa alta, enquanto as chamadas para outras matérias não estão em caixa alta, mas estão em negrito, os textos são em fonte serifada sem negrito.

    5) Diagramação: As páginas são numeradas de forma simples, exemplo página 1,2,3. E são bem padronizadas, criando especificidades de diagramação de acordo com os gêneros. O uso do branco é bem moderado, mas as páginas apresentam um ar organizado e relativamente limpo.

    Pode ser observado intenso uso de linhas para a separação de colunas nas matérias principais, os artigos de opinião presentes na editorias diversas, que não a de opinião, não apresentam essas linhas de separação das colunas. As linhas também são utilizadas sem mesura para a separação de matérias presentes na mesma página. Há uma utilização moderada de boxes e bem pouca de infográficos e tabelas. Há mais textos do que imagens, mas não traz um ar de desequilíbrio devido a composição e diagramação desses elementos, as fotos geralmente tem um tamanho considerável que equilibra texto e imagem, além de terem boa definição e cores chamativas.

    6) Cores: As cores predominantes no jornal são tons de azul e verde, mas também há utilização do vermelho, laranja, mostarda e roxo. Os textos e linhas finas estão na cor preta, bem como alguns dos títulos.

    Diferentes cores designam diferentes editorias, tons de azul são designados ás seguintes editorias: Foco, Internacional e Economia, significando confiança e seriedade. Já os tons de verde são para Português Global e Desporto. A cor laranja fica na editoria Sociedade, roxo na de Cultura e mostarda na de Opinião. A mescla de cores mais sérias como tons de azul e cores mais alegres como vermelho e laranja, traz a sensação de um jornal equilibrado e moderno.

    7) Iconografia: O uso de iconografia no jornal se limita ao seu logo e a alguns conteúdos publicitários.

    Ana Carolina Ribeiro dos Santos

    21/07/2015 em 13:26

  132. 1) Identificação e Segmentação
    O The New York Times (NYT) é um jornal norte-americano de circulação diária. Ele foi fundado e é publicado continuamente na cidade de Nova Iorque desde o dia 18 de setembro de 1851, pela New York Times Company.
    A versão impressa do NYT tem a maior circulação de qualquer jornal metropolitano nos Estados Unidos, e a segunda maior circulação de todas, perdendo apenas para o The Wall Street Journal.
    A versão internacional do NYT era chamada International Herald Tribune, mas no dia 15 de outubro de 2013 foi nomeado International New York Times.
    No site do jornal, o preço de assinatura informado que envolve a versão impressa + recursos digitais é de 9 dólares a semana, ou seja, 32 dólares mensais (o site estava com uma promoção na semana verificada). Já o preço do jornal avulso (encontrado na versão impressa do dia 15 de maio de 2015) é de 2,50 dólares. A edição de domingo custa 5 dólares.
    O NYT foi lançado tendo como público alvo uma parcela mais intelectualizada da cidade de Nova Iorque, ou seja, a classe-média/classe-média alta. Com a sua expansão tanto nacional, quanto internacional, a abrangência do NYT cresceu. Mas ainda é correto dizer que o seu principal público fica na parte privilegiada da sociedade.
    2) Papel e Formato
    Dimensões da página: 18” x 24” (aproximadamente 46cm x 62cm); um pouco maior, mas ainda é considerado standard. Em inglês, o formato standard é usualmente chamado broadsheet.
    Os três cadernos encontram-se dobrados ao meio e desafixados.
    3) Organização
    Edição verificada: Sábado, 30 de maio de 2015
    Volume: CLXIV; Nº 56,882
    Páginas: 38
    A capa traz os primeiros parágrafos das notícias mais importantes, estejam elas nos cadernos A, B ou C. A diagramação é feita com uma base de 6 colunas e a foto principal da capa ocupa um total de 5. No rodapé é possível encontrar pequenas chamadas para outras notícias.
    O caderno A é divido nas editorias Internacional, Nacional, Local (Nova Iorque), Editoriais/Cartas. A primeira página após a capa é usada como índice e para correções de edições anteriores. No caso da edição verificada, a última página foi usada inteiramente em propagandas.
    O caderno B é dividido em Negócios/Economia, Negócios pessoais, gráficos econômicos, Esportes, Previsão do Tempo.
    O caderno C é chamado de The Arts e traz notícias culturais.
    4) Tipologia
    O NYT mantém uma tipologia com fonte serifada como padrão. As variações ficam por conta dos títulos, tudo depende do nível de relevância. Destaque para o caderno The Arts, que traz um título diferenciado.
    5) Diagramação
    CAPA: A capa do NYT conta com o título diferenciado e clássico. Está dividida em 6 colunas, majoritariamente preenchidas com texto. Na capa apenas duas fotos de tamanho grande e outras apenas como pequenos ícones. Rodapé com chamadas/resumos de todo o jornal.
    CADERNO A (19 páginas + capa): As colunas variam de 4 a 6. Predominância de textos, mas também conta com presença de imagens em praticamente todas as matérias. As fotos estão alternadas entre coloridas/preto e branco. Os títulos sofrem grande variação (negrito/itálico). Propagandas presentes em quase todas as páginas; ocupam, normalmente, a lateral da página. A última página do caderno estava toda preenchida com propaganda. O uso de box é baixo.
    CADERNO B (12 páginas): dividido entre o Business Day e Sports Saturday. Apresenta um maior número de infográficos, pois além da parte econômica também traz a parte de previsão do tempo e as tabelas esportivas.
    CADERNO C (6 páginas): traz a parte cultural com o The Arts, talvez por isso conte com uma quantidade de fotos maior, que já pode ser observada na capa. Palavras cruzadas e um jogo de KenKen também estão presentes no caderno.
    6) Cores
    O NYT é um jornal que prioriza o uso de cores escuras, preto, branco e escalas de cinza, muito para manter seu tom sério e clássico. Não à toa, ganhou o apelido de “Old Gray Lady”. Faz uso de algumas fotos coloridas, hábito adquirido há pouco tempo, devido também ao lado conservador do jornal. A parte com maior número de fotos coloridas é o caderno The Arts.
    7) Iconografia
    A primeira imagem que vem à mente quando pensamos “The New York Times” talvez seja justamente seu título grafado de forma clássica e característica.
    Também presente no jornal, printado ao lado esquerdo do título, é o logo “All The News That’s Fit To Print”.

    Giovana Romania Fernandes

    21/07/2015 em 14:12

  133. 1.SEGMENTAÇÃO E HISTÓRICO

    O jornal “Correio da Bahia” foi fundado em 20 de dezembro de 1978. Seu principal concorrente, o jornal “A Tarde”, sempre esteve à sua frente, sendo líder de circulação. No dia 27 de agosto de 2008, o “Correio da Bahia” passa por uma reformulação radical em todos os aspectos, desde marketing até design gráfico e conteúdo. Mudou o formato do jornal, aprimorou o conteúdo e, talvez a mais emblemática mudança, diminui seu nome para “Correio*”. O faturamento publicitário cresceu 50%; a arrecadação com os classificados aumentou em 150%. Tal inovação rendeu ao jornal vários prêmios em âmbito nacional e internacional. O mais recente foi o terceiro lugar na categoria “Melhor Campanha para Marca Multiplataforma” do Prêmio da International Newsmedia Marketing Association (INMA). O “Correio*” é um jornal publicado diariamente e pertence ao conglomerado empresarial da Rede Bahia, filiada da Rede Globo, que teve como primeiro dono o ex-ministros das Comunicações do Governo de José Sarney (1985-1989), Antônio Carlos Magalhães. Mais conhecido por ACM. A Rede Bahia é composta por 14 empresas, sendo 7 no ramo televisivo (TV Oeste, TV Sudoeste, TV São Francisco, TV Santa Cruz, TV Sabaé e RBT), 5 no rádio (Globo FM, Bahia FM, CBN Salvador, Bahia FM Sul), uma na Internet (iBahia) e uma no segmento de entretenimento (iContent). Os segmentos de comunicação tornam a Rede Bahia o maior grupo do Norte e Nordeste do país. Entre 2009 e 2011, o “Correio*” mais do que dobrou o número de exemplares que circulavam no estado da Bahia. Segundo dados do IVC (Instituto Verificador de Circulação), a circulação foi de 24 mil exemplares por dia para 61 mil. Em 2012, a média foi de 62.070 exemplares vendidos, tornando o “Correio*” o maior jornal da região Norddeste e o 16º colocado nacionalmente em circulação. A tiragem recorde foi de 130 mil exemplares no dia 29 de maio de 2012. O Instituto Ipsos-Marplan, divulgou pesquisa em que o “Correio*” é líder no mercado em todos os dias da semana, em todas as idades e em todas as classes sociais. Tem 56% de leitores a mais que o principal concorrente, o jornal “A Tarde”. Com relação ao gênero dos leitores do jornal, há um empate técnico: 51% são homens e 49% mulheres. Na classe C tem a maior preferência pelo “Correio*”: 72% dos leitores dessa classe, lêem o jornal. A faixa etária que mais consome o periódico está concentrada entre os 20 e 29 anos de idade. O jornal custa R$ 0,75 de segunda a sábado e R$ 1,50 aos domingos. Existem vários pacotes para assinantes que incluem a versão digital, permitindo acesso ao acervo completo de todas as edições do jornal. O preço da versão anual diária é de R$ 35,55/mês; anual segunda a sexta R$ 22,32/mês e anual de sexta a domingo a partir de R$ 13,82. Versão semestral diária custa R$ 33,60/mês; semestral segunda a sexta R$ 24,55/mês e semestral sexta a domingo R$ 15,20. O pacote trimestral diária R$ 28/mês e trimestral segunda a sexta R$ 20,46/mês.

    2. FORMATO E PAPEL

    O papel utilizado para impressão do jornal é o tradicional papel-jornal. A gramatura é baixa e o formato é considero pela empresa como berliner. Tem 415 mm de altura por 280 mm de largura. A numeração das páginas é continua e elas são bastante coloridas

    3. ESTRUTURAÇÃO

    A publicação de sábado do jornal “Correio*” possui 92 páginas no total. A edição de sábado possui 4 cadernos e 2 suplemento. O primeiro caderno é chamado de “24h” e possui 18 páginas divididas em 6 seções (Bahia, Brasil, Economia, Variedades, Esportes e Mundo). As seções “Bahia” e “Brasil” têm preferência no espaço do jornal com duas páginas de notícias. A seção “Bahia se inicia com a coluna “Satélite” de Jair Costa Jr, falando sobre os bastidores da política baiana. Na seção de Economia, o destaque ocorre por conta de duas colunistas, uma delas, Miriam Leitão. Nessa edição tal parte ficou sem foto.Nas seções “Variedades” e “Mundo” não apresentam nada de excepcional que mereça destaque. Já a seção de esportes tem como principal característica a ausência de notícias sobre futebol masculino, ou seja, é uma área destinada a outras modalidades. Na capa do caderno, destaque para a série de reportagens especiais produzida pelo “Correio de Futuro”, projeto executado por estudantes de jornalismo da UFBA, da Faculdade Social da Bahia (FSBA) e da Unijorge. O tema dessa edição é “Ritos de Passagem”. O programa é uma parceria do jornal com a FSBA e conta com o patrocínio da Oderbrecht e da Petrobrás. Na segunda página há um artigo de opinião, previsão do tempo, espaço para o leitor e notícias mais “leves”, relacionadas a famosos. Quase nenhuma matéria é assinada. O segundo caderno de sábado é o “Mais”. Nele não há segmentação de assuntos. As reportagens são mais elaboradas e contém a primeira reportagem do “Correio de Futuro”. Maioria das matérias leva a assinatura dos repórteres. O caderno de número três é chamado “Vida”. Ele é uma espécie de agenda cultural e coluna social, pois fala de programações de cinemas, música e exposições, além de comentar a vida social de artistas. Nessa edição de 27 de junho de 2015, foi publicada uma matéria sobre o ator Lázaro Ramos e convidava o leitor a assistir ao programa “Grandes Atores” no canal a cabo “Viva”. O último caderno é o de Esportes. Mas se o caderno se chamasse “Futebol” não haveria problema nenhum, uma vez que só tratou do esporte mais popular do país em âmbito local, nacional e internacional. O primeiro suplemento presente no “Correio*” é o “Acheaqui”. Este compõe diariamente o jornal e trás grandes ofertas para compra, vender, alugar e oferece de serviços e oportunidades de negócios. O segundo suplemento é o “Autos”. Presente somente aos sábados, esse suplemento trás matérias, análises e muitas ofertas sobre automóveis. Os suplementos têm o mesmo tamanho do jornal que é dobrado ao meio. Uso exagerado de chapéus.

    4. TIPOLOGIA

    Nessa edição do jornal foi difícil analisar tal critério. Houve uma variação muito grande das fontes e uso de exagerado de negrito e itálico. Começando pela capa. O nome do periódico vem em letra serifada, mas seu slogan vem em caixa alta e letra não serifada. Seguindo na capa, notamos o uso de chapéu em caixa alta, com letra serifada e negrito vermelho para introduzir o título (letra serifada) e a linha-fina (com letras não-serifadas) de uma das principais notícias da edição. As demais chamadas ou títulos variam bastante a respeito da fonte utilizada. De modo geral, o padrão utilizado pelo “Correio*” corresponde ao uso de fonte serifada nos títulos das matérias principais de cada página, no corpo da matéria em si e nos nomes dos cadernos e suplementos. Nas demais notícias da página o título é em fonte não-serifada. Olhos, chapéus, retrancas, nome das seções e intertítulos (os dois últimos em caixa alta e negrito) também é fonte não serifada. De “olhomêtro” a fonte serifada parece Times New Romam e a não-serifda Arial.

    5. DIAGRAMAÇÃO

    Começando a análise pela capa, se o jornal estiver dobrado a apelação é para o título e a linha-fina do que podemos considerar a matéria de capa. Mas desdobrando o jornal, percebemos um balanceamento entre foto e texto. Ambos são bem chamativos. Na parte superior da capa, destaque para o a matéria principal do suplemento “Autos” e da primeira reportagem da série “Ritos de Passagem”. Na sequência vem o nome do periódico com o fio data e depois a principal manchete da edição. Somente na capa do primeiro caderno percebe-se que o jornal se estrutura em 5 colunas de texto. No caderno 24H predomina texto. Há imagens, mas o destaque fica por conta das matérias e das colunas de opinião. A situação muda nos outros 3 cadernos. As fotos, desenhos, infográficos também tem um lugar de destaque na página junto com os textos. No “Mais” e no “Vida” temos uma característica incomum para jornais impressos: o fato de uma reportagem ocupar duas páginas. Características comuns aos cadernos diz respeito ao número de colunas das páginas (5 como foi dito anteriormente); linhas separando as matérias, conferindo uma espécie de recorte aos assuntos, o que desnecessário; os textos são hifenizados, mas, diferentemente dos principais jornais da cidade de São Paulo, não há justificação. Tal recurso seria uma ótima alternativa para tirar as linhas que separam as matérias e conferiria maior preenchimento dos espaços em branco. Os suplementos têm a mesma composição de colunas. Nos classificados predominam boxes.

    6. CORES

    Cada caderno do “Correio*” tem sua cor. O “24h” é marrom claro, “Mais” cinza, “Vida” é roxo e o caderno de “Esportes” é verde-água. No primeiro caderno, cada seção tem sua cor também, “Bahia” é azul-marinho; “Brasil” verde claro; “Economia”, dourado; “Mundo” com uma cor marca texto; a seção “Variedades” tem a mesma cor do caderno “Vida” e a seção “Esportes” também mantém a cor do caderno de mesmo nome. O Suplemento “Acheaqui” é bastante colorido devido aos vários anúncios. O suplemento “Autos” tem como cor característica o azul escuro. As cores de cada seção e no suplemento “Autos” são utilizados para olhos, chapéus e intertítulos.

    7. ICONOGRAFIA

    O único ícone utilizado é o asterisco tanto no nome do jornal quanto nos cadernos e suplementos.

    Isaac dos Santos Toledo

    21/07/2015 em 14:13

  134. Informação que ficou faltando:

    7)o uso de iconografia se dá também na previsão do tempo, presente na contracapa do jornal Sol.

    Ana Carolina Ribeiro dos Santos

    21/07/2015 em 14:19

  135. O Diario Olé é um jornal esportivo argentino , publicado em Buenos Aires a partir de 23 de maio de 1996 , pertencente ao Grupo Clarín .

    1) IDENTIFICAÇÃO E SEGMENTAÇÃO
    – Nome: Diario Olé | 22/01/2015
    – País/estado/cidade de publicação: Buenos Aires, Argentina.
    – Tipo de público: Com afinidade esportiva
    – Periodicidade: Diário
    – Nível de especialização: Esportivo
    – Slogan: “Compartimos la Pasion”
    – Abrangência da circulação: Nacional e países vizinhos.
    – Tiragem: média semanal 50.000 exemplares – média dominical: 40.000 exemplares (dados de Maio 2015)
    – Venda Avulsa: Segunda e sábado $8,00 (R$ 2,77); terça a sexta $7,00 (R$ 2,42) e aos Domingos $10,00 (R$ 3,46)

    2) FORMATO E PAPEL
    – O diario Olé é impresso em papel-jornal com dimensões aproximadas: 360 mm de altura e 280 mm de largura, é considerado um tablóide apesar de não seguir exatamente o padrão (265 x 290).
    – Possui gramatura média (entre 70 e 90 g/m²)

    3) ORGANIZAÇÃO
    – A edição analisada é a Nº 6.735 de janeiro de 2015 que contém 30 páginas. O jornal possui somente uma editoria e não é organizado em cadernos e sim em seções, sendo elas: futebol nacional, internacional, handebol, tênis e basquete.
    – Capa (1)
    – Página 2 e 3: trazem curiosidades, além de uma análise das situações que marcaram o dia ou o fim de semana do futebol, com uma coluna chamada “Francotirador”, assinada por Marcelo G. Nogueira. Traz ainda uma seção chamada “A Medalha”, que premia certos jogadores e situações.
    – Prêmio “Maradona” premia o melhor jogador da partida;
    – Prêmio “Chenemigo” para o pior;
    – Prêmio “Gandhi” homenageia um jogador por ser generoso ou solidário;
    – Prêmio “Terminator” prêmio por agressão ou violência na partida.
    – Futebol Nacional: Nessa parte, o jornal traz 13 páginas dividas entre as seis principais equipes da Primeira Divisão do Futebol Argentino e apenas duas para os demais clubes argentinos:
    – Club Atlético Boca Juniors (4)
    – Club Atlético River Plate (4)
    – Racing Club de Avellaneda (2)
    – Club Atlético Independiente (1)
    – Club Atlético San Lorenzo de Almagro (1)
    – Club Atlético Vélez Sársfield (1)
    – Futebol internacional (1)
    – Barcelona (2), o jornal dedica duas páginas pra falar do clube em que atua o principal jogador argentino.
    – Handebol (1)
    – Tênis (1)
    – Basquete (1)
    – Leitura de verão (1)
    – Olé Cruzado, passatempos (1)
    – Cartas e e-mails e guia televisivo (1)

    4) TIPOLOGIA
    – Títulos: fonte serifada e tamanho muito superior ao do corpo do texto;
    – Linhas-finas: fonte serifada, uso de negrito;
    – Layout do logo: fonte serifada, as letras estão na cor branca, somente o acento agudo (é) esta em preto, estão inseridas em um retângulo verde. O Slogan fica logo abaixo em caixa alta e fonte serifada, sendo a palavra Compartimos escrita em branco e La Pasion em verde, esta inserido em um fundo preto.
    – Corpo do texto, fonte sem serifas e justificado.
    – Capitular: Grande parte das reportagens se inicia por capitular.
    – Seções: caixa alta e fonte serifada

    5) DIAGRAMAÇÃO
    – Tem base em seis colunas, não sendo seguido na capa e em algumas outras páginas; – O acento do é, no logotipo do jornal ultrapassa a margem, caracterizando um sangramento.
    – Títulos e linha-fina, na maior parte, estão inseridos em quadros.
    – Os olhos estão em caixa alta e são destacados com fundo preto quando escritos em branco e vice-versa.
    – Legenda em fonte sem serifa e negrito.
    – Nome do autor em negrito, em caixa alta e sem serifa, sendo seguido por endereço de email, e em algumas ocasiões, seguido por foto, inseridos em um quadro de fundo cinza escuro.
    – Crédito da foto em negrito e caixa alta, sem serifa.
    – Fio-data em caixa alta, sendo seguido pelos valores do jornal (na Argentina, no Uruguai e no Brasil) e suas respectivas contas nas redes sociais.
    – A numeração das páginas fica no canto superior direito logo abaixo da palavra Olé, despois de uma calendário semanal, indicando o dia da publicação.
    – Elementos de imagem: o jornal utiliza muitas imagens, uma média de duas fotografias por página, ilustração de campos de futebol pra evidenciar esquemas táticos e algumas tabelas. No aspecto visual, o jornal se assemelha a uma revista.
    – Recursos gráficos: O jornal faz uso de muitas linhas em torno dos títulos, linha-fina, pequenas notas, em alguns casos, pra separar o nome do autor do texto. O jornal não segue a risca o padrão de seis colunas, a capa e a contracapa são constituídas por imagens grandes e quase nada de texto, há distorções pra cinco e três colunas, além de sobreposições de fotografias, imagens e texto.

    6) CORES
    – Páginas muito coloridas, o jornal tem como padrão a cor laranja e verde. Sendo a cor laranja para destacar os títulos das seções de futebol, algumas capitulares e o ícone na parte superior da seção futebol internacional e o verde, para os demais esportes, handebol, tênis e basquete, estando presente nos títulos, capitulares e icones dessas modalidades.

    7) ICONOGRAFIA
    – O logotipo do jornal, identificado com um quadro verde com a palavra olé escrito em branco aparece somente na capa na parte superior esquerda ocupando somente metade do espaço.
    – Logotipos das redes sociais facebook, twitter e site do jornal aparecem no fio-data na capa, além do escudo dos principais times argentinos e do Barcelona no topo das páginas dedicadas a cada um.
    – Ícones (em verde) para representar o Handebol, Tênis e Basquete, também presentes no topo das páginas dedicadas a cada esporte.
    – Vinheta: Zapping (inserida em fundo de cor laranja) aparece três vezes no jornal para introduzir pequenas notas.

    Tatiane Degasperi

    21/07/2015 em 14:21

  136. Análise feita por Patrícia Konda em julho de 2015
    Jornal: Diário da Região – Rio Preto de terça-feira (07 de Julho de 2015)

    1 – Identificação e Segmentação
    O DIÁRIO DA REGIÃO é o jornal diário mais antigo da cidades de São José do Rio Preto – SP, fundado em 1950 por Euphy Jalles e adquirido, mais tarde em 1959, pelo atual Diretor-Presidente, Norberto Buzzini.
    Em 2009, a Pesquisa do IBOPE apontou uma preferência de 76% da população, e apesar de ter sede em São José do Rio Preto, o jornal abrange mais 81 cidades do noroeste paulista. Ainda pela pesquisa IBOPE EASY MEDIA 2009, os leitores do Diário da Região são maioritariamente entre 20 e 39 anos, bem dividido entre os sexos e de classe social AB (57%).
    O Segmento Temático é geral e sua tiragem gira em torno de 20 mil exemplares de terça a sábado e 24 mil, no domingo, sendo monitoradas pelo IVC (Instituto Vinculador de Circulação).
    O Jornal é o segmento mais antigo do Grupo Diário da Região (GDR), do qual é integrado também pelo FM Diário, portal Diárioweb e pela revista Vida&Arte.
    Vendas Avulsas: R$2,40 de terça à sábado e R$ 3,60 de domingo, com preços diversificados de assinatura e renovação. Assinatura anual pode ser feitam em até 11x no valor de R$ 552,00 e renovação: R$ 507,30, há também a assinatura semestral que pode ser feita em até 5x no valor de R$ 290,00 e renovação: 266,34. Além da assinatura trimestral, em até 2x, no valor de R$ 193,00 e renovação: R$ 181,46.

    2 – Papel e Formato
    O tipo de papel utilizado é o papel-jornal no formato Standard, com dimensões de (54cmx30cm). Não possuindo recursos ou dobras especiais.

    3 – Organização
    O Jornal possui uma organização de 4 cadernos de terça a sábado, sendo no domingo 5, pois esportes passa a ser um caderno. Ainda conta com suplementos semanais, como o Bem-Estar de domingo, e alguns mensais como a revista Vida&Arte, publicada todo primeiro sábado do mês. (Outros suplementos: Diarinho (passou a fazer parte do jornal de sábado em junho de 2015), Olá (se tornou inativo em 25/06/2015) e Especiais).

    PRIMEIRO CADERNO (8)
    – Capa (1)
    – Opinião (1)
    *editorial
    *charge
    *artigo
    *deu no diário
    *carta ao leitor
    – Politica (3)
    *coluna do diário
    – Esporte (3) – passa a ser um caderno nos dias de domingo.
    *loterias
    *na TV (esportes)

    CIDADES (6)
    – Capa (1)
    – Cidades (3)
    *tempo
    *serviços
    *localização de radares estáticos
    *tome nota
    *mortes
    – Economia e Negócios (1)
    – Economia/Mundo (1)
    *indicadores
    *Celso Ming (coluna)

    CLASSIFICADOS (4)

    VIDA E ARTE (6)
    – Capa (1)
    – Vida e Arte (5)
    *horóscopo
    *cruzadas
    *quadrinhos
    *celebridades
    *cinema (preços)
    *programação
    *o melhor da tv
    *resumo de novelas
    *Coluna Social – Sintonia Vip

    4 – Tipologia
    O Diário da Região tem uma fonte padrão serifada em praticamente todo jornal, desde as manchetes até o corpo do texto, porém há algumas exceções como: cabeçalho, chapéu, olho, box e as grandes manchetes da capa dos cadernos, em que a fonte é sem serifa. Além disso utilizam da capitular (coloridas) em algumas reportagens.

    5 – Diagramação
    O Jornal possui uma diagramação padrão de 6 colunas nos cadernos de noticiário, sendo o Caderno Classificados diferente, com 10 colunas. Também exploram muito do uso de branco e suas margens não são muito grandes, com aproximadamente 1 cm/1,5 cm.
    Há flexibilidade na diagramação devido ao uso excessivo de imagens, molduras, gráficos, ilustrações e boxes. (E as vezes até ficam em sobreposição, porém nada que atrapalhe a leitura.).
    Utilizam também fios nas capas logo abaixo do nome do caderno, com a data e entre as chamadas e a reportagem com as paginações.

    – Elementos do Texto e Imagem:
    Títulos: Sempre em negrito com tamanhos diferenciados, dependendo da reportagem a ser lida.
    Chapéu: Há os padrões que aparecem em todos os jornais que são sublinhados e os chapeis para respectivas reportagens que são identificados com um ícone vermelho.
    Identificação do repórter é feita logo abaixo da linha fina, olho ou título com o nome do repórter e email.
    Legendas: Feitas sempre em negrito com fonte menor que a do texto.
    Crédito das fotos: nome do autor da foto com a data em que ela foi tirada.
    Númeração do Jornal: com um número acompanhado de uma letra, estão localizados acima no cabeçalho, e identificados na capa na respectiva reportagem.

    6 – Cores
    Um dos maiores jornais do interior paulista, o Diário da Região foi o primeiro do interior a imprimir 100% de suas páginas coloridas, utilizando variadas cores ao decorrer de suas páginas. Além de terem cores padrão nos títulos dos cadernos, traçados (sublinhados) dos chapeis e nos ícones dos chamados olhos. As cores azuis (roxeados) e vermelho são bem explorados.

    7 – Iconografia
    A identidade visual do jornal Diário da Região é construída de forma a acrescentar para o leitor, como a utilização de desenhos de aspas nas citações em olho da reportagem. As caixas altas (capitular) com diversas cores que acaba deixando a leitura menos cansativa. Há os chapéus utilizados em todos os jornais que são grifados de forma padrão com sua respectiva cor. (ex: mortes – grifado em vermelho), e os chapéus que chamam para o assunto da reportagem que são identificados com um ícone quadrado vermelho, assim como o olho ou linha fina, logo após o título.
    Há ícones também identificando o cinema e programação da cidade no caderno Vida&Arte – além dos ícones padronizados do horoscopo e TV

    Patrícia Konda

    21/07/2015 em 14:22

  137. O Le Monde é um jornal francês vespertino que chega às bancas uma vez por dia com a data do dia seguinte, pois alguns lugares para onde é enviado só o recebem na manhã do dia posterior ao da saída da gráfica. Sua periodicidade é de seis dias, de segunda a sábado, visto que a edição de domingo é enviada em conjunto com a de sábado. Seu público são as elites dirigentes e intelectuais, lembrando que o jornal possui grande influência no exterior. Seu tema principal são assuntos internacionais, mas não dispensando a política interna da França, visto que o idealizador do Le Monde, o primeiro-ministro em 1944 Charles de Gaulle queria criar um jornal que fosse a consciência da França; ele imaginou um jornal “oficioso em política estrangeira, que conserve total liberdade com política interna”. De acordo com dados de 2014, sua circulação é de 298.529 exemplares com impressão em Ivry, no subúrbio de Paris. O preço de assinatura integral (impresso e web) é 24,90 euros por mês; o de assinatura apenas de final de semana (dois diários, uma revista e quatro suplementos) é de 9 euros por mês e a assinatura apenas para web e dispositivos móveis possui opções de preço a partir de 1 euro. É possível fazer pacote de três, seis e doze meses. O preço da edição avulsa de segunda à sexta é de 2,20 euros, enquanto o da edição de sábado é de 4 euros. Apesar de ser pensado como um jornal de centro-esquerda, internamente ele acredita ser de centro e neutro.
    Le Monde é impresso em papel-jornal de gramatura baixa (40 a 60 g/m²) no formato berliner (47×32,5 cm) e é finalizado com o uso de dobras, sem grampos. Ele é organizado em um único caderno com editorias e seções que totaliza em 31 páginas, sem divisão de cadernos dobrado ao meio.
    Capa (1)
    “Page Deux” (1)
    Internacional (4)
    Planête (2)
    France (1)
    Politique (2)
    Societé (2)
    Économie (4)
    Decryptages Débats (2)

    Decryptage Enquête (1)

    Decryptages Analyses (1)

    Decryptage L’Oeil Du Monde (2)

    Culture (3)
    & Vous (1)
    Propaganda (1)
    Carnet (1)
    Méteo & Jeux + Écrans (1)
    Le Monde (1)

    Todas as fontes são serifadas, em negrito para o título e regular para o corpo. Há um padrão em relação às fontes utilizadas, pois a escolhida para o título permanece para todos e o mesmo acontece com o corpo e a linha fina, sendo que nesses dois casos a fonte é a mesma, mas altera-se o tamanho. A fonte muda, entretanto, para os títulos das editorias, que estão em negrito e centralizadas no alto da página, quando é a primeira matéria, e diminuídas nos cantos externos superiores. Os títulos dos textos, assim como suas linhas finas e corpo estão em caixa baixa, mas os títulos das editorias e seções estão em negrito em caixa alta. As fontes para os créditos das fotos estão em caixa alta e sem serifa.

    Todas as páginas são moduladas em 5 ou 6 colunas, mas este número é alterado para cada matéria, dependendo de seu tamanho e da sua importância. Apesar de tal irregularidade, há certo padrão de diagramação com uma faixa horizontal no início da página onde ficam os nomes das editorias e o logo do jornal, com os primeiros nos cantos externos ou centralizados e o segundo nos cantos internos, exceto nas primeiras páginas de uma editoria, em que seu título está centralizado em letras maiores. A maioria dos textos são justificados, com exceção daqueles mais próximos ao público como artigos de opinião e falas das fontes. Há pouco uso de branco, pois a página é quase inteiramente preenchida. A disposição de textos e imagens é bastante organizada e não permite dificuldade na hora da leitura, separando matérias por linhas verticais e horizontais. As imagens são relativamente poucas, em média uma por matéria, e são em sua maioria propagandas, estas que estão sempre inseridas em boxes.

    Le Monde é um jornal que dispensa o uso excessivo de cores e é predominantemente preto e cinza. Sua cor de identificação é o azul, presente na linha horizontal da capa que separa o logotipo do jornal do restante do corpo. O azul também é usado em uma das chamadas da capa, referente ao suplemento “Le Monde Des Livres”. Do restante, as cores estão presentes apenas nas propagandas. Nas páginas internar as cores são vistas em algumas imagens de certas matérias bem como nas propagandas que também não são muitas. Com predominância do preto, cor dos textos, títulos das matérias e de linhas que delimitam os olhos e organizam as páginas, o cinza é bastante utilizado também em algumas linhas e nos nomes das editorias. Nas tabelas, as cores são o cinza e o preto. O que se destaca é o infográfico das páginas 22 e 23, com intenso uso de verde e roxo, ambas cores frias que combinam com o estilo sério do jornal. As cores quentes e mais vibrantes são utilizadas nas propagandas, condizente com seu objetivo de chamar a atenção e persuadir o leitor.

    O uso de iconografia é bastante tímido, visto que os elementos de identidade visual podem ser mais vistos no próprio logotipo “Le Monde” em letras góticas e em alguns recursos para chamar a atenção nas propagandas. O símbolo do jornal está presente no canto interno superior de todas as páginas em tamanho reduzido. Na editoria de economia há duas ilustrações indicando subida e caída de ações logo abaixo do título e algumas pequenas fotos do rosto dos colunistas são colocadas no início de seu artigo na seção de opinião. Além disso, só se vê o uso de ícones na seção de meteorologia, indicando as futuras previsões climáticas, e na seção de classificados.

    Mariana Bochichi Hafiz

    21/07/2015 em 14:24

  138. 1) Identificação e segmentação: O jornal analizado deste trabalho será o Jornal Cidade de Rio Claro, cidade localizada no interior paulista, que possui cerca de 200 mil habitantes. Fundado em 1934 e com periodicidade de terça à domingo, o jornal circula na Região de Rio Claro, destinado a ser um veículo para toda a população, sem segmento político e focado em notícias regionais. Segundo dados do Instituto Verificador de Circulação (IVC) o jornal tem uma tiragem de 10 500 exemplares por dia útil e 12 700 exemplares aos domingos e tem nível de especialização referente a influências nos setores munícipais.

    A edição semanal do jornal custa R$1,50 e a dominical R$2,00, custando R$260 a assinatura anual. O jornal possui uma edição digitalizada, que pode ser acessada pelos assinantes regulares ou atráves de uma assinatura digital mensal no valor de R$19,90. A empresa possui uma linha de produtos midiáticos – JC Imóvel, Revista JC Magazine, Jornal Regional e espaço na programação da Jovem Pan na cidade – que, assim como os eventos promovidos pelo veículo, são constantemente referenciados nas páginas do jornal.

    2)Papel e formato: o jornal se apresenta em papel-jornal, de gramatura média, em formato standard e de impressão colorida.

    3)Organização: A edição do jornal analisada – Domingo, dia 25 de julho de 2015 – possui vinte e duas páginas e é dividido em quatro cadernos: dia a dia (notícias e reportagens sobre os fatos diários da cidade e região), esportes, acontece (notícias e reportagens focadas em eventos e fatos positivos) e intervalo (caderno de cultura). O jornal possui uma série de colunas de opinião, distribuidas em toda totalidade do jornal. A versão semanal possui 18 páginas.

    Na edição em questão foram vinculados três suplementos: os sociais Soft e Social, ambos com 24 páginas e o Classificadão, de 80 páginas, todos em formato tablóide.

    4) Tipologia: O conteúdo noticioso está todos em fonte serifada, exceto a linha fina presente acima de algumas matéria. As colunas em sua maioria se apresentam em fonte não serifada, assim como parte do conteúdo do caderno intervalo.

    5) Diagramação: A capa do jornal tem um grid de 6 colunas, enquanto o restante pode varias de 5 a 6 colunas. O esquema de modulação das páginas se dá por dois caderno (A e B) e o numeral páginas respectivas a cada um.

    O Jornal possui um padrão no conteúdo informativo, que podem ter pequenas variações de acordo com a inclusão de imagens, selos e infográficos. Já cada coluna opinativa ou caderno especial possui um design diferente, sem padrão evidente.

    6) Cores: A paleta de cores do jornal é identificada pelas cores preto, vermelho, azul e verde. O texto, a maioria das linhas, títulos e selos se encontram na cor preta ou cinza. O vermelho, que está no logo do jornal, é um importante fator de identidade, encontradas em linhas, chamadas e logotipos. O azul está presente em algumas linhas e nos boxes, enquanto o verde está presente em títulos, imagens e selos.

    As páginas especiais ou de colunista novamente não têm padrão, podendo figurar nas cores vermelho e marrom, por exemplo.

    7) Iconografía: Em diversas páginas se observa a logomarca do jornal, composta por um “JC” em tonalidades vermelha e branca. Linhas separam os textos. Há o uso de vinhetas para matérias especiais e séries- no caso da edição estudada o “projeto JC Verde Vida” – e para denotar cada coluna – essas com a foto do autor. Na matéria principal do caderno Intervalo há uma matéria com um design mais elabora, juntando figuras e texto, assim como um box ilustrado. Há o símbolo de aspas para quotar a fala de alguém como olho e setas que indicam a legenda de algumas fotos.

    Lucas Marques dos Santos

    21/07/2015 em 14:25

  139. Análise de jornal

    1- Identificação e segmentação:

    O jornal escolhido para análise é o San Francisco Chronicle. Ele foi fundado em 1865 pelos irmãos adolescentes Charles de Young e Micheal H. de Young, sendo conhecido por The Daily Dramatic Chronicle. No ano 2000, o jornal foi vendido para o Grupo Hearst, seu atual dono. Ele é publicado em San Francisco, Califórnia, Estados Unidos, sendo seu público alvo os moradores da Bay Area (Baía de San Francisco). Está região é composta por grandes cidades e áreas metropolitanas como San Francisco, Okland e San Jose, incluindo as cidades menores e áreas rurais. Apesar de seu público se localizar na Baía de San Francisco, o jornal também circula pelas áreas ao redor de San Francisco e do estuários de San Pablo. É maior jornal do norte da Califórnia.
    O San Francisco Chronicle possuí uma circulação diária,sendo que o preço da venda avulsa é $1,50. A Entrega diária do San Francisco Chonicle é $38,60; a combinação da edição diária e da de domingo é $47,60. De quarta a domingo, a assinatura mensal é de $26,20.
    O Jornal não é especializado, ou seja, ele abrange temas relacionados a política, cultura, economia, esporte de ambito local/regional, nacional e mundial.
    A edição em que se baseia está análise é de Domingo, 31 de maio de 2015.

    2- Formato e papel:

    O San Francisco Chronicle tem formato standard (medidas: 245mm x 500mm) e é impresso em papel reciclado. Possuí textura pouco porosa.

    3- Organização:

    a)Estrutura editorial do jornal

    O jornal possuí ao todo 36 folhas e se divide entre os seguintes cadernos:

    * Caderno A – primeiro (10)
    -capa principal (1)
    -world (3)
    -nation (3)
    -from the cover (2)
    última página dedicada a editorial e cartas do leitor (1)

    *Caderno B – Sporting Green (10)
    -capa (1)
    -page 2 (1)
    -calendar (1)
    -warriors (1)
    -baseball (2)
    -NBA (1)
    -soccer (1)
    -scoreboard (1)
    -tennis (1)
    -bay area (previsão do tempo) (1)

    *Caderno C – Bay Area (4)
    -capa (1)
    -bay area (2)
    -life tributes (1)

    *Caderno D – Business Report (4)
    -business (4)

    *Caderno E – Datebook (8)
    -capa (1)
    -arts and entertainment (3)
    -comics and puzzles (2)
    -datebook (2)

    b)Descrição das editorias suas seções:

    Caderno A – primeiro caderno
    A capa principal apresenta na parte superior da página a seção “Top of News”, que apresenta de maneira breve os principais conteúdos de cada uma das editorias (World/Nation, Bay Area, Datebook, Sports e Business). A editoria World/Nation possuí três paragrafos, cada um de cinco linhas falando de diferentes assuntos, Bay Area possuí dois parágrafos, Datebook, um paragráfo de três linhas, Sports um parágrafo e Business com um parágrafo também. Para completar está seção há duas fotos de pequeno tamanho. A capa também contém quatro matérias formando a ‘vitrine do jornal’ com temas relacionados a violência, a política, ao esporte e a cultura. Logo a capa apresenta uma divisão balanceada entre as editorias e as formas como compõem a capa do jornal. Na parte inferior da capa também podemos localizar informações a respeito do site do jornal, um índice e uma pequena descrição de como será o tempo.
    A editoria World trata de assuntos de abrangência mundial ou que possam interessar o mundo todo. Na edição em questão na seção “News of the day (from across the globe)” há uma mapa mundi e cinco paragráfos, cada uma descrevendo um fato de um país diferente. Nesta edição são abordados nas seções do San Francisco Chronicle: diplomacia, notícias de páises como Nigéria, Croácia, Paquistão e Arábia Saudita. Há também espaço para o esporte e para falar dos estados do Texas, California e Illinois.
    Já a “Nation” noticiará assuntos relevantes para os Estados Unidos. Nesta edição são abordadas notícias da cidade de New York e dos estados do Texas, Califórnia e lllinois. Nation também possuí em sua primeira página, na área superior, assim como a editoria World, uma seção “News of the day (from across the nation).
    Em “From the cover” as quatro reportagens da capa do jornal são noticiadas em duas páginas do jornal. Duas das reportagens ocupam um pouco mais de meia página e ambas fazem uso de imagens.
    Na útima página deste caderno há o editorial, parte do jornal que expressa sua visão, seus valores e posicionamento, e também encontramos cartas dos dos leitores (“Letters to the editor”).

    Caderno B – Sporting Green
    A capa não possuí cor branca como as outras, mas sim a cor verde. Uma imagem composição fotográfica ocupa boa parte da página. Em “Page 2” temos matérias relacionadas ao esporte de ensino médio e o universitário da cidade de San Francisco. “Warriors” anunciará o vencedor de algum campeonato no caso da edição analizada, a matéria trata das finais da NBA.
    Este caderno também possuí notícias diversificadas retratando temas esportivos, como as relacionadas a futebol, tenis e baseball.
    Compõem também o caderno de esportes uma seção dedicada a previsão do tempo na última página.

    Caderno C – Bay Area
    Contém notícias a respeito da Baía de San Francisco, em especial aquelas relacionadas a grandes metropoles como San Francisco. Este caderno possuí um cunho muito mais ligado a acontecimentos locais e regionais.

    Caderno D – Business Report
    Este caderno informa o leitor de assuntos relacionados a economia. As notícias podem abranger a área da Baía de San Francisco como outras regiões e até mesma tratar da economia a nível nacional e internacional. O caderno tem na sua última folha infográficos, tabelas em tons de laranja e cinza. Este caderno encontra-se junto com o Bay Area, provavelmente pela notícias de economia estarem voltadas para a região da Baía de San Francisco.

    Caderno E – Datebook
    Apresenta noticia assuntos relacionados a cultura, arte e entretenimento. Na capa localizamos seções em que há críticas para peça de teatro, musica e arte. Também há a coluna de Caillie Millner, na qual a colunista é identificada com sua foto. Em “Arts and Entertainment” encontramos continuação das matérias da capa e uma guia com os filmes passando no cinema. “Comics and Puzzles” apresenta histórias em quadrinhos e jogos que desafiam a mente do leitor como sudoku, xadrez, palavras-cruzadas. Datebook também possuí um espaço reservado para horóscopo.

    4-Tipologia:

    O nome do jornal aparece logo abaixo da seção “Top of the news”. Ele está escrito em uma fonte gótica semelhante a Old English Text MT na cor preta. Já os títulos das editorias (World, Nation, Sports, Datebook e Business), localizados na seção “Top pd the news”, encontram-se na cor vermelha e em negrito e não possuem serifa.
    Os parágrafos desta seção tem corpo de texto com fonte serifada, sendo que a palavra inicial, que define o tema tratado (eleições, escândalo no esporte, por exemplo) de cada breve paragráfo está em negrito (cor preta).
    Os títulos das reportagens estão em negrito cor preta e tem serifa. Eles apresentam variação de tamanho de fonte. Intertítulos também são serifados e em negrito.
    Quanto ao nome dos cadernos, Sporting Green, Bay Area e Business Report possuem a mesma fonte, estão em negrito e serifados. A exceção ocorre com o caderno Datebook, que possuí uma fonte diferente dos outros cadernos, sendo mais fina, ou seja, sem negrito.
    A forma como o San Francisco Chronicle se utiliza da tipologia não causa incomodo a leitura, mas sim torna mais organizado a inserção de cada elemento tipológico no jornal.

    5- Diagramação:

    Matérias podem contér 4, 5 ou 6 coluna no jornal. O corpo de texto das matérias está sempre alinhado à esquerda, permitindo melhorar sua aparência e evitando problemas de espaçamento, ‘caminhos de rato’ e lacunas, ou seja, tem-se como resultado uma leitura mais fluida.
    Os espaços em branco não são muito explorados., mesmo assim nota-se harmonia entre imagem, texto e espaçamento. As matérias são separadas por três linhas horizontais. Estas mesmas linhas separam os títulos dos cadernos das matérias. Cada coluna de parágrafo é separada por uma linha.
    A maior parte das matérias contém algum elemento visual (fotografia, fotomontagem, ilustração, infográfico, mapa, tabela), em especial o caderno de cultura e entretenimento (Datebook), pois algumas de suas fotografias não tem valor apenas jornalístico, mas também artístico, assim como a foto principal da capa do caderno Bay Area.
    O caderno de esportes (Sporting Green) utiliza de um bom espaço da sua primeira página para inserir uma fotomontagem, porém este elemento visual não favorece este caderno nem desperta interesse no leitor. Na capa do caderno de cultura e entretenimento (Datebook) há elementos visuais que forçam a quebra da linearidade do paragráfo, fazendo a coluna deste seguir o contorno da imagem.
    Os títulos de cada caderno se apresentam de modo diferente: Caderno A, Sporting Green (B), Bay Area (C) e Business Report (D)não se encontram no topo da página. Há uma chamada de matéria acima de cada uma destes cadernos, sendo que o Datebook (E) é o único que possuí seu título no topo da página.
    O fio data está localizado na capa principal e logo abaixo do nome de cada caderno. O nome do repórter aparece antes do início de cada matéria e o do responsável pela fotografia, infográfico, ilustração, por exemplo, aparece na parte inferior direita do elemento visual. Em algumas matérias, como as do “From the cover” o nome do jornalista aparece no final da matéria e também seu e-mail e twitter e usa-se o termo “staff writer” para iindicar que o profissional é contratado do jornal, ou seja, não é um freelancer.

    6- Paleta de cores:

    o conjunto de cores colabora para a diferenciação e organização de cada caderno do San Francisco Chronicle. No primeiro caderno, as cores estão presentes apenas nas fotografias e nos títulos de cada caderno apresentados na seção “Top of the news”.
    Em três fotos componentes da capa percebe-se a presença de tons mais escuros.
    Cada caderno possui um cor caracteristica em seu título:
    Sporting Green – verde
    Bay Area – azul
    Business Report – verde (tonalidade diferente)
    Datebook (vermelho)
    O caderno B é o único que possuí uma capa colorida (fundo verde claro, ao contrário do tradicional e usual branco)
    Subtítulos se encontram todos em preto e negrito
    boa distribuição de cores ao longo do jornal, não havendo nenhuma predominante.
    Nos infográficos e tabelas do caderno de economia há predominância de tons de laranja e cinza.

    7- Iconografia:

    -capa: na parte inferior há um simbolo para indicar aplicativo do jornal San Francisco Chronicle e também símbolo de sol com nuvem também no inferior da página falando sobre o tempo
    -na linha de fio data aparecem cinco estrelas
    código de barras na parte inferior da capa
    -na última página do caderno de economia (Business Report) há vários símbolos descrevendo o tempo (ensolarado, nublado, por exemplo)
    -logotipo da Weather Underground na página B10.
    no fio data, abaixo dos títulos dos cadernos, podemos encontrar três estrelas, sendo que nas demais páginas que compõem o jornal, na parte superior do jornal, acompanhando o nome do jornal e seu site, localizamos cinco estrelas

    Luana Brigo

    21/07/2015 em 14:28

  140. Nathane R. Agostini

    Análise de Jornal

    1) Identificação e Segmentação
    O jornal analisado é o Lance!, edição de São Paulo – SP (com circulação também no Paraná e Minas Gerais), do dia 27 de junho de 2015 (sábado). O L! é um jornal diário, segmentado, de conteúdo esportivo, especializado em Futebol. Seu público é predominantemente masculino, da Classe B, com faixa etária entre 18 e 39 anos.

    Não encontrei os dados sobre a circulação do Lance! SP, mas a edição do Rio de Janeiro teve uma circulação média de 62.675 exemplares por dia em 2014, segundo dado do Instituto Verificador de Circulação (IVC). Já a tiragem do periódico seria, nas segundas-feiras, de 160 mil exemplares, conforme o portal AdNews.

    O diário custa R$2,50 na venda avulsa; o preço da assinatura anual da versão digital, que inclui o acesso pelo computador, notebook e tablete, as edições do RJ e de SP, a participação de promoções sem a necessidade de colecionar selos e acesso às edições dos últimos 2 meses, é de R$162,00 anual ou R$19,00 no plano mensal.

    Já os preços da versão impressa variam entre São Paulo e Rio de Janeiro:

    SP
    Anual – R$726,75 à vista ou 6x de R$129,83 (total de R$778,98).
    Semestral – R$427,50 à vista ou 3x de R$145,66 (total de R$436,98).
    Mensal – R$76,00.

    RJ
    Anual – R$609,67 à vista ou 6x de R$110,12 (total de R$660,72).
    Semestral – R$359,10 à vista ou 3x de R$122,89 (total de R$368,67).
    Mensal – R$63,00.

    2) Papel e Formato
    O Lance! É impresso em papel jornal em formato tabloide (aprox. 36 x 29 cm)

    3) Organização
    O Lance! É organizado em caderno único, geralmente com 32 páginas e é grampeado.
    a. Capa: estilo pôster, com pouco texto e uma imagem grande relacionada à matéria de destaque da edição. Traz também o valor, os estados de circulação, o estado da publicação, a data, o nº da edição, o ano, o endereço eletrônico do jornal e a promoção corrente.
    b. Apito Inicial!: é o nome dado à página 2, apresenta a missão do Lance!; o ‘Papo com’ – espaço aberto a um jornalista do grupo, traz um texto opinativo; o ‘Humor’ – charges de Mario Alberto; ‘La Fora’ – apresenta notas explicando as capas de jornais estrangeiros; e o ‘Expediente’.
    c. A Página 3: apresenta a seção ‘De Prima’, destinada a informações sobre a política e a economia do futebol e demais esportes no Brasil.
    d. Nas páginas 4 e 5 começam as informações da matéria de capa, que vão até a página 9. Cada uma dessas duas páginas apresenta o ‘Bate bola’ (uma entrevista) e as crônicas do ‘Fala, Doente!’, um personagem torcedor de um dos quatro grandes clubes de SP.
    e. Editoria Palmeiras: as páginas 8 e 9 trazem apenas informações relacionadas à Sociedade e uma propaganda.
    f. Editoria São Paulo: págs 10 e 11 muito semelhantes às páginas 8 e 9; só traz informações do clube
    g. Editoria Santos: funciona da mesma forma que as Editorias de Palmeiras e São Paulo
    h. Camisa 12: Coluna com autores rotativos, aborda temáticas que tem o torcedor em foco
    i. Futebol Carioca: página 13 inteira dedicada a notícias do Rio de Janeiro
    j. Corinthians x Figueirense: páginas 14, 15 e 16 traz informações sobre os clubes e o confronto
    k. Futebol Nacional: apenas uma página dedicada a notícias dos grandes clubes das demais regiões do país
    l. Ponte Preta: duas páginas com uma reportagem sobre o clube
    m. Cinco páginas destinadas à Copa América, sendo 4 delas voltada ao jogo do Brasil
    n. Futebol Internacional: informações sobre o mundo da bola no exterior, entre elas informações políticas do futebol
    o. Motor: uma página destinada à Fórmula E e uma entrevista com um piloto
    p. Poliesportivo: apenas uma página trazendo informações sobre as demais modalidades desportivas.
    q. Intervalo: cruzadas, sudoku e programação esportiva
    r. Tabelas: tabelas de classificação e dos jogos de futebol
    s. A Contracapa: Coluna compartilhada por seis jornalistas, que se repetem em determinado dia da semana
    4) Tipologia
    Todo o corpo do texto é escrito na mesma fonte, com serifa; exceto pelos ‘Bate-Bolas’, escrito em fonte não serifada; nestes a diferenciação de perguntas e respostas se dá pelo uso de negrito na primeira.
    Os títulos, retrancas e nomes das seções são escritos em fontes variáveis, sem serifa, em negrito. Os títulos das matérias principais têm um tamanho de fonte maior que o das matérias secundárias. Na capa o título do pôster aparece todo em caixa alta.
    Já os subtítulos, intertítulos, olhos, aparecem na mesma fonte, serifada e em negrito.

    5) Diagramação
    As páginas se dividem em 5 colunas, exceto pelas seções ‘Apito Inicial!’, ‘De Prima’ e ‘A Contracapa’.
    O jornal e bastante padronizado, mas utiliza diversos recursos gráficos, como boxes, olhos, reticulas. As matérias principais são sempre acompanhadas por fotos ou mesmo charges e caricaturas. Em alguns casos o texto é adaptado ao contorno da imagem.
    Há também o uso de linhas para separar matérias. O uso dos espaços em brancos é adequado.

    6) Cores
    As cores que mais aparecem no jornal são amarelo e vermelho, além do preto, obviamente. A variação de cores é pequena, acontecendo em alguns títulos ou boxes e retículas que utilizam cores que tenham uma identidade com o assunto, por exemplo o uso do verde nas matérias sobre o Palmeiras, cinza nas do Santos, etc. Algumas palavras nos títulos também mudam de cor para ter destaque.

    7) Iconografia
    O logotipo do jornal aparece algumas vezes e o do jornal Olé também apareceu. Um recurso muito explorado as os escudo dos clubes e seus mascotes.
    Os antetítulos têm uma setinha e alguns subtítulos são antecedidos por asteriscos.
    Todas as colunas de opinião trazem a foto do jornalista que redigiu aquele texto. As crônicas do ‘Fala, Doente’ também têm uma imagem do “autor”.
    Citações de destaque são acompanhadas de grandes aspas.

    Nathane R. Agostini

    21/07/2015 em 14:33

  141. OFICIAL
    Análise feita por Patrícia Konda em julho de 2015
    Jornal: Diário da Região – Rio Preto de terça-feira (07 de Julho de 2015)

    1 – Identificação e Segmentação
    O DIÁRIO DA REGIÃO é o jornal diário mais antigo da cidades de São José do Rio Preto – SP, fundado em 1950 por Euphy Jalles e adquirido, mais tarde em 1959, pelo atual Diretor-Presidente, Norberto Buzzini.
    Em 2009, a Pesquisa do IBOPE apontou uma preferência de 76% da população, e apesar de ter sede em São José do Rio Preto, o jornal abrange mais 81 cidades do noroeste paulista. Ainda pela pesquisa IBOPE EASY MEDIA 2009, os leitores do Diário da Região são maioritariamente entre 20 e 39 anos, bem dividido entre os sexos e de classe social AB (57%).
    O Segmento Temático é geral e sua tiragem gira em torno de 20 mil exemplares de terça a sábado e 24 mil, no domingo, sendo monitoradas pelo IVC (Instituto Vinculador de Circulação).
    O Jornal é o segmento mais antigo do Grupo Diário da Região (GDR), do qual é integrado também pelo FM Diário, portal Diárioweb e pela revista Vida&Arte.
    Vendas Avulsas: R$2,40 de terça à sábado e R$ 3,60 de domingo, com preços diversificados de assinatura e renovação. Assinatura anual pode ser feitam em até 11x no valor de R$ 552,00 e renovação: R$ 507,30, há também a assinatura semestral que pode ser feita em até 5x no valor de R$ 290,00 e renovação: 266,34. Além da assinatura trimestral, em até 2x, no valor de R$ 193,00 e renovação: R$ 181,46.

    2 – Papel e Formato
    O tipo de papel utilizado é o papel-jornal no formato Standard, com dimensões de (54cmx30cm). Não possuindo recursos ou dobras especiais.

    3 – Organização
    O Jornal possui uma organização de 4 cadernos de terça a sábado, sendo no domingo 5, pois esportes passa a ser um caderno. Ainda conta com suplementos semanais, como o Bem-Estar de domingo, e alguns mensais como a revista Vida&Arte, publicada todo primeiro sábado do mês. (Outros suplementos: Diarinho (passou a fazer parte do jornal de sábado em junho de 2015), Olá (se tornou inativo em 25/06/2015) e Especiais).

    *O Jornal conta com um número de 25 a 30 páginas de terça a sábado e de 75 a 80 páginas no domingo.

    PRIMEIRO CADERNO (8)
    – Capa (1)
    – Opinião (1)
    *editorial
    *charge
    *artigo
    *deu no diário
    *carta ao leitor
    – Politica (3)
    *coluna do diário
    – Esporte (3) – passa a ser um caderno nos dias de domingo.
    *loterias
    *na TV (esportes)

    CIDADES (6)
    – Capa (1)
    – Cidades (3)
    *tempo
    *serviços
    *localização de radares estáticos
    *tome nota
    *mortes
    – Economia e Negócios (1)
    – Economia/Mundo (1)
    *indicadores
    *Celso Ming (coluna)

    CLASSIFICADOS (4)

    VIDA E ARTE (6)
    – Capa (1)
    – Vida e Arte (5)
    *horóscopo
    *cruzadas
    *quadrinhos
    *celebridades
    *cinema (preços)
    *programação
    *o melhor da tv
    *resumo de novelas
    *Coluna Social – Sintonia Vip

    4 – Tipologia
    O Diário da Região tem uma fonte padrão serifada em praticamente todo jornal, desde as manchetes até o corpo do texto, porém há algumas exceções como: cabeçalho, chapéu, olho, box e as grandes manchetes da capa dos cadernos, em que a fonte é sem serifa. Além disso utilizam da capitular (coloridas) em algumas reportagens.

    5 – Diagramação
    O Jornal possui uma diagramação padrão de 6 colunas nos cadernos de noticiário, sendo o Caderno Classificados diferente, com 10 colunas. Também exploram muito do uso de branco e suas margens não são muito grandes, com aproximadamente 1 cm/1,5 cm.
    Há flexibilidade na diagramação devido ao uso excessivo de imagens, molduras, gráficos, ilustrações e boxes. (E as vezes até ficam em sobreposição, porém nada que atrapalhe a leitura.).
    Utilizam também fios nas capas logo abaixo do nome do caderno, com a data e entre as chamadas e a reportagem com as paginações.

    – Elementos do Texto e Imagem:
    Títulos: Sempre em negrito com tamanhos diferenciados, dependendo da reportagem a ser lida.
    Chapéu: Há os padrões que aparecem em todos os jornais que são sublinhados e os chapeis para respectivas reportagens que são identificados com um ícone vermelho.
    Identificação do repórter é feita logo abaixo da linha fina, olho ou título com o nome do repórter e email.
    Legendas: Feitas sempre em negrito com fonte menor que a do texto.
    Crédito das fotos: nome do autor da foto com a data em que ela foi tirada.
    Númeração do Jornal: com um número acompanhado de uma letra, estão localizados acima no cabeçalho, e identificados na capa na respectiva reportagem.

    6 – Cores
    Um dos maiores jornais do interior paulista, o Diário da Região foi o primeiro do interior a imprimir 100% de suas páginas coloridas, utilizando variadas cores ao decorrer de suas páginas. Além de terem cores padrão nos títulos dos cadernos, traçados (sublinhados) dos chapeis e nos ícones dos chamados olhos. As cores azuis (roxeados) e vermelho são bem explorados.

    7 – Iconografia
    A identidade visual do jornal Diário da Região é construída de forma a acrescentar para o leitor, como a utilização de desenhos de aspas nas citações em olho da reportagem. As caixas altas (capitular) com diversas cores que acaba deixando a leitura menos cansativa. Há os chapéus utilizados em todos os jornais que são grifados de forma padrão com sua respectiva cor. (ex: mortes – grifado em vermelho), e os chapéus que chamam para o assunto da reportagem que são identificados com um ícone quadrado vermelho, assim como o olho ou linha fina, logo após o título.
    Há ícones também identificando o cinema e programação da cidade no caderno Vida&Arte – além dos ícones padronizados do horoscopo e TV

    Patrícia Konda

    21/07/2015 em 15:12

  142. *CORRIGIDO*

    Análise do jornal italiano la Repubblica (acervo do professor)

    1) Identificação e segmentação:
    O jornal analisado foi o italiano la Repubblica, de 8/5/2004. A edição é a número 108, correspondente ao ano 9.
    Fundado em 14/1/1976, sob a direção de Eugenio Scalfari, o la Repubblica é um jornal diário, o segundo maior da Itália. Ele pertence ao Gruppo Editoriale L’Espresso. Com 2.8 milhões de leitores, La Repubblica confirmou sua presença como um dos líderes em jornalismo diário em 2013.
    Os dados de circulação diária (305.6 mil) em 2014 confirmam o primeiro lugar em termos de circulação –equilibrada em todas as regiões do país- e leitores.
    O La Repubblica é editado e publicado em Roma. Sua impressão é feita em sete gráficas na Itália e em quatro localizadas no exterior. Um exemplar custa €1,20 na Itália e apresenta variações em outros países.
    Seu conteúdo é noticioso nacional para todas as edições e as edições locais para nove cidades, sendo elas Roma, Milão, Turim, Bolonha, Gênova, Nápoles, Palermo e Bari. Atualmente o jornal pode chegar até 96 páginas coloridas. As edições locais podem ocupar, no máximo, 32 páginas.
    O la Repubblica apresenta suplementos que são publicados e distribuídos com ele. São suplementos: Affari & Finanza (destinado a negócios e finanças); il Venerdi (estilo de vida e programação de TV); D- La Repubblica (voltado para o público feminino, trabalha moda, amor, casa e cozinha); Trova Roma/ Tutto Milano (entretenimento e guia de lazer local). Il Venerdi e D- La Repubblica apresentam uma taxa extra sobe o preço de capa.
    Um ano de la Repubblica custa €220 ( seis números) e €250 (seis números de la Repubblica e um número de ‘il lunedì de la Repubblica’.
    A tiragem da edição do dia anterior (7/5/2004) ao jornal analisado foi de 971.800 cópias.
    2) Papel e formato:
    O papel utilizado pelo la Repubblica é o papel jornal, com gramatura 60/cm2. Seu formato é berliner, ou seja, suas medidas são, aproximadamente, 320×465.
    3) Organização:

    La Repubblica apresenta divisão em cadernos, editorias, seções e colunas.

    São cadernos: Capa, com temas gerais e um segundo caderno, que trabalha as editorias Economia/ Imprese & Mercati; Diario di Repubblica; Cultura; Spettacoli Televisione; Sports e la Repubblica Milano.

    As editorias de capa são: ‘Economia e Política’ (2 páginas)
    ‘Comentários’ (2 páginas).
    ‘Mundo’ (1 página)
    ‘Política Interna’ (2 páginas)
    ‘Notícias’ (4 páginas)
    ‘Programa de TV’ (1 página)
    ‘Programa de TV & Rádio’ (1 página)
    ‘Tempo’ (1 página)

    A editoria de Comentários apresenta comentários dos leitores e de colunistas. A parte dos colunistas começa com um “segue dalla prima pagina”, para que o leitor continue a leitura da primeira página.

    O segundo caderno tem: Economia/ Imprese & Mercati, com seis páginas. Sua divisão em seções é: Economia, que trata de economia no geral (1 página); Economia & Mercati, que traz valores de bolsa/ fundo de investimentos (3 páginas); Imprese & Mercati, que trabalha as notícias de empresas e mercado (2 páginas).

    Diario di Repubblica é formado por três páginas.

    Cultura usa três páginas também e fala sobre cultura no território italiano.

    Spettacoli televisione ocupa três páginas, trabalhando a Itália de modo geral.

    Sports está presente em quatro páginas, com seções Formula Uno, Tennis

    La Repubblica Milano é o caderno local de Milão e apresenta 20 páginas, além de uma capa própria. Esse caderno apresenta assuntos locais.
    As seções são: Milano Cronaca, com 9 páginas e os selos: Politica e Cultura, Le Elezione de Gigno, Il Giallo al cimiterio e Il Caso Cattelan.
    Dentro dele há a editoria WEEKEND Società Cultura Spettacoli Sport, com dez páginas e cinco editorias: Weekend bambini, Milano week-end società, Giorno e Notte, Cinema (três seções: Cinema Milano, Província e Região) e Spettacoli (seção Teatro e Musica Milan).

    Há propagandas que ocupam páginas inteiras, resultando num uso de 16 páginas do jornal, geralmente do lado esquerdo das folhas.

    As fotos não são creditadas.

    4) Tipologia:
    Na capa, as fontes são as mesmas para antetítulo, título e subtítulo, porém com tamanhos diferentes. As letras são serifadas, inclusive no título, salvando poucas exceções. Dependendo da matéria e do seu destaque, o título vem inteiro em caixa alta. A letra do corpo de texto é diferente das demais, podendo ou não ser serifada. A legenda das fotos é sempre apresentada em letras não serifadas, aproximadamente do mesmo tamanho das letras do corpo do texto.
    O nome do repórter vem em fontes não serifadas, em negrito e com caixa alta.
    Em algumas matérias, há capitulares. Os olhos são destacados com letras maiores que o corpo do texto.
    As páginas seguem numeração alfanumérica, porém o conteúdo local apresenta numeração romana, para que se diferencie do diário nacional.

    5) Diagramação:
    A diagramação do la Repubblica é feita em seis colunas. Para separar as matérias, são utilizados recursos como box e fios. Fios são utilizados também para a separação do título/ subtítulo do nome do repórter. Os padrões são flexíveis, com muito uso de imagens, infográficos, charges e ícones. São utilizados também olhos e intertítulos. Não há um padrão na distribuição de recursos visuais e, às vezes, o espaço branco não é totalmente preenchido. Chapéus são bastante utilizados também.
    O jornal apresenta algumas colunas escritas por colunistas na seção Commenti e reserva um espaço para responder cartas e/ou email de leitores na mesma seção. A final da página de comentário dos leitores, há um box com as informações sobre o la Republica, como direção, sobre o Gruppo Editoriale L’Esresso, redação, publicidade, tipografia e impressão, além de valor de assinatura.
    O uso do branco é utilizado para dar destaque há algumas imagens e olhos.
    Os fios variam de fios únicos para fios triplos, separando matérias.

    6) Cores:
    As cores no la Repubblica analisado se restringem à capa, algumas propagandas e previsão do tempo. De resto, são utilizadas apenas as escalas de cinza.

    7) Iconografia:
    Os recursos visuais são muito explorados pelo jornal, que além das imagens, infográficos, charges e ícones, aproveita para inserir selos e timbres e logotipos. Na editoria Tempo, são utilizados mapas, um com as previsões e outro com as frentes (frias e quentes) que se aproximam do território. Uma legenda traz as escalas UV e, para cada escala, as precauções que deveriam ser tomadas pel

    Mariana Pellegrini Bertacini

    21/07/2015 em 22:45

  143. Ana Luísa Agostinho
    Fernanda Redivo
    Relatório da análise do jornal The Boston Globe

    IDENTIFICAÇÃO E SEGMENTAÇÃO
    Nome do jornal: The Boston Globe
    País/Estado/Cidade de publicação: Estados Unidos, Massachusets, Boston.
    Tipo de público: todo o tipo de público, não é segmentado.
    Periodicidade: diária.
    Segmento temático: sem segmento específico, abrange vários temas como esporte, tecnologia, arte e política.
    Nível de especialização: nível médio de especialização, não utilizam um nível de formalidade muito grande ou textos muito técnicos.
    Abrangência de circulação: estadual.
    Tiragem: 350 mil diariamente e 525 mil aos domingos.
    Preço da assinatura: a partir de 1 dólar a assinatura online.
    Preço da venda avulsa: 1,25 dólar de segunda-feira a sábado e 3,50 dólares aos domingos.

    PAPEL E FORMATO
    Tipo de papel:Papel-jornal.
    Cor do papel: Branca.
    Dimensões da página: Standard (295mm x 520mm).
    Uso de dobras e outros recursos especiais: dobra simples ao meio.

    ORGANIZAÇÃO
    Volumes, com número de páginas e divisão de cadernos: composto por quatro cadernos e 48 páginas.
    Descrição de editoriais:
    Editoria A: uma folha de capa, uma sobre noticias regionais, nacionais e mundiais, opinião e assuntos gerais.
    Editoria B: fala sobre a região metropolitana de Boston, aborda previsão do tempo, cotação, classificados, cultura e acontecimentos locais.
    Editoria C: aborda temas esportivos.
    Editoria J: área dedicada para carros, notícias automotivas e publicidades.
    Suplementos: a edição de 2014 que estudamos de um sábado não possui suplementos.
    Modelo de encadernação e acabamento: os cadernos são separados no formato cebola e a paginação é feita de forma separada em cada caderno; uso de fotos e algumas páginas inteiras só de propagandas com anúncios coloridos e demais recursos em preto e branco.

    TIPOLOGIA
    Critérios de aplicação de diferentes famílias tipológicas: a fonte que grafa o logotipo do jornal é uma fonte gótica e medieval, com inspirações em letras cursivas clássicas. É impactante e acabou marcando a identidade do jornal. É uma fonte com serifa, encorpada, com diferenciais em maiúsculos e minúsculos e não possui um espaçamento muito grande entre as letras. Já todo o conjunto de fontes do jornal foi feito exclusivamente para a publicação impressa e online, entre os tipos de letra utilizados está o Miller Headline
    Variações conforme categorias textuais: a fonte não se altera entre colunas e notícias. Os boxes com as principais informações daquela edição do jornal encontram-se na primeira página com uma tipografia não serifada, diferentemente da tipografia usual de texto.

    DIAGRAMAÇÃO
    Esquema de modulação das páginas: o jornal tem uma leitura mais horizontal uma vez que suas imagens são sempre de grande impacto, portanto predominam na visualização da página do jornal.
    Flexibilidade no uso dos padrões: uso parcial de grades.
    Uso de branco: o jornal não possui lacunas excedentes em branco.
    Relações significativas entre texto: todas as matérias possuem título mas nem todas possuem linha-fina, presença escassa de olhos no texto, não utilizam capitular.
    Imagem e recursos gráficos (fios, linhas, molduras, texturas, boxes etc):quase todas as matérias possuem uma foto ou infográfico com legendas, utilizam boxes e colunas principalmente na capa, existem linhas pelo jornal que acabam fazendo uma separação visual das matérias

    PALETA DE CORES
    Cores-padrão: o jornal inteiro utiliza o preto para sua tipologia, oscilando entre o negrito e o normal.
    Não possuem cores de fundo.

    ICONOGRAFIA
    O título não possui nenhum desenho ou ícone que o represente, é apenas a fonte escrita com o nome da publicação. As seções são identificadas apenas por uma letra, também com a fonte simples, não possuem nenhum tipo de desenho, apenas o nome. Não utiliza ícones, símbolos, selos ou marcas, apenas nomeações quando querem indicar alguma coisa como “Sport”, “Nation”, “Region” etc. Utilizam tanto quanto caricaturas quanto fotos de seus colunistas.

    Ana Luísa Agostinho e Fernanda Cotez

    15/09/2016 em 21:21

  144. Análise de jornal impresso:
    Identificação e segmentação: Jornal da Cidade é um jornal diário da cidade de Bauru, tem circulação regional e abrange 46 cidades. A tiragem é de 23.000 em dias de semana e 32.000 aos domingos (informações do site Sucursal SP). O preço de assinatura varia de R$102 a R$350 dependendo do plano e modo de pagamento, o preço avulso é de R$2,00. O público alvo é de 25+ e das classes A, B e média, com nível de especialização de ensino fundamental completo.

    Papel e formato: O Jornal da Cidade tem formato Standart com dimensões 56×32 cm, feito de papel offset branco e dobrado ao meio para facilitar o transporte e uso do jornal pelos leito-res.

    Organização: Foi usada para essa análise a edição de sexta-feira (dia 09 de setembro de 2016) e contém quatro cadernos separados na ordem: 1º Caderno, Esportes, JC Regional (com subdivisões internas de Internacional, Brasil e Rural) e JC Cultura. O jornal é encadernado por blocos de cadernos separados por editorias.
    Um breve resumo sobre a edição analisada de sexta-feira, pode-se entender do jornal: o 1º Caderno contém a capa principal, seguida da página de opinião; uma breve seção de geral; política; mais geral, aqui mais extenso; os destaques e mais geral e por último, bairros. Percebe-se que intercala o geral com assuntos mais amenos. Nesse caderno pode se encontrar anúncios bem grandes, que tomam quase uma página.
    No caderno de Esportes a capa destaca os ganhadores do dia anterior, e já apresenta um anuncio de meia página; na segunda página o assunto é Paraolimpíadas, porém há um gráfico com a classificação do Campeonato Brasileiro, o que parece ser confuso já que não há uma separação clara entre assuntos. Nas páginas tem mais tipos de esportes, basquete é o principal, e por fim um tipo de “coluna social” esportiva, em que há várias fotos legendadas de pessoas em lugares esportivos.
    O caderno JC Regional tem várias subdivisões conforme as páginas vão passando, as duas primeiras são as capa e algumas matérias regionais; a próxima editoria é Brasil que con-some quatro páginas, contendo basicamente matérias de política, mas também há outras maté-rias, como educação, saúde, e por fim, economia; Internacional tem apenas uma página com predominância de matéria sobre política; e, por fim, a editoria Rural que tem metade da página com matéria e metade de infográfico meteorológico. Nesse caderno há muitos anúncios.
    O último caderno é o JC Cultura, aqui há muitas subdivisões de assuntos. Começa pela capa com um destaque e alguns anúncios, na página seguinte fica a seção da agenda cultural, seguido por destaques dos famosos e horóscopo; na próxima página tem uma opinião, alguns jogos e dicas, seguido por programação das emissoras de TV, e cinema; e, por fim, duas pági-nas de classificados.

    Tipologia: O jornal conta com várias tipologias misturadas. Os tipos que predominam são o Humanista com e sem serifa e a Egípcia com serifa. Os títulos, corpo do texto o tipo que pre-domina é o Humanista com serifa, porém no caderno de Esporte o que predomina é o Egípcio com serifa; os gêneros comentários, opinião e assuntos mais leve como coluna social e cinema é usado Humanista sem serifa, assim como é usado em boxes, legendas, linha fina, olhos e chapéus (exceto no caderno de cultura em que os chapéus são usados o Egípcio com serifa.

    Diagramação: O Jornal da Cidade é um jornal vertical, em que predomina o texto. Há uma modulação diferente para cada página, mas há fotos e imagens em todas as páginas, quando não há, como na página de economia, há tabelas e infográficos. Somente as matérias mais importantes estão vinculadas com alguma imagem e os créditos das fotos são sempre no canto superior direito (com exceção do caderno de Esportes, em que o crédito fica em baixo das fotos).
    Há pouco uso do branco, toda página dentro da margem é utilizada. A linha de data existe em todas as páginas do lado da paginação. Os olhos, assim como as imagens, só apare-cem vinculados com as matérias de maiores importância; há chapéus na maioria das matérias com nome do autor, no caderno de Esporte e Cultura há chapéus de seções. Há o uso da letra capitular por todo o jornal, com exceção da parte de política e destaques do 1º caderno, que são matérias pequenas.
    Alguns aspectos gráficos são os boxes, molduras e linhas que separam os textos. Há vários boxes espalhados por todo o jornal; as molduras existem em menor quantidade, geral-mente são linhas formando uma moldura que separa um texto dos outros; a moldura, contudo é diferente da linha, pois a linha não forma qualquer forma geométrica, apenas separa de forma estética e para evitar confusões um texto de outro, está presente somente na capa, dentro do jornal ele separa o texto do crédito apenas.
    O modelo em que o jornal é montado segue um padrão (não rigoroso) de páginas com notícias mais pesada seguida de páginas com matérias mais leves. A própria disposição dos cadernos é assim, o 1º caderno e o Regional são os mais sérios, políticos e assuntos pesados, já os cadernos que os intercalam, Esportes e Cultura, são mais leves.
    A modulação do jornal varia muito ao decorrer do jornal. Algumas páginas têm cinco colunas de texto, com imagens, outras têm quatro colunas, duas de texto e duas colunas late-rais com outros gêneros jornalísticos, algumas páginas, ainda, são moduladas com duas colunas apenas, metade de texto corrido e metade de anúncios, já outros ainda apresentam pequenos módulos como caixas de textos vinculados a imagens, como na coluna social e a página de esportes do povo.

    Cores: A paleta de cor do jornal aparece nos nomes das editorias, e são cores análogas: azul e verde; há uma mudança na editoria Regional que é bege. Essas cores podem ser interpretadas como cores para uma faixa etária específica, entre 31 a 50 anos. Há o uso de vermelho para os chapéus.

    Iconografia: Os ícones apresentados no jornal são de meteorologia, loteria, economia (setas na cotação do dólar e um cifrão) e no horóscopo. Além desses pequenos ícones, há um info-gráfico bem grande indicando meteorologia no caderno JC Regional, na editoria Rural. Na seção de Esportes há uma ocorrência maior de ícones, pois aqui a letra capitular é substituído pelo símbolo dos times.

    Camila Ramos

    17/09/2016 em 20:40

  145. Jornal analisado por: Amanda Casagrande e Sofia Hermoso

    The Wall Street Journal – edição nº122 – 27 de maio de 2015

    Identificação e segmentação: O The Wall Street Journal é o principal jornal especializado em economia e finanças dos EUA, tendo como concorrente o jornal britânico Financial Times. Ele foi fundado em 1889, é publicado em Nova York e é uma propriedade da Dow Jones & Company.

    A publicação tem uma circulação diária média de 2,1 milhões de exemplares e o 2º maior número de assinantes digitais nos EUA.
    O jornal possui um público bastante segmentado e elitizado, como investidores, economistas e empresários, devido ao nível de especialização do conteúdo.

    Papel e formato: É impresso em papel jornal, que é leve, barato e poroso. Não possui grampos e possui dimensões 55,5cm x 27,5cm.

    Organização: O jornal é organizado em 4 cadernos, sendo eles:

    1) Esse primeiro caderno é composto por 14 páginas, com notícias gerais de política e economia dos EUA e do mundo. Além de possuir também um espaço destinado à “Opinião”.
    2) “Business & Tech” é o caderno voltado para negócios e tecnologia, com notícias empresariais, inovações tecnológicas e tudo o que envolva esse universo. Possui 8 páginas.
    3) “Money & Investing” é o caderno, de 12 páginas, que mais possui análises, gráficos e tabelas, sendo bem específico em economia.
    4) “Personal Journal” é o caderno mais leve, abordando assuntos variados, como artes e esportes. Possui 6 páginas e na última traz a previsão do tempo de diversas cidades do mundo.

    Tipologia: No nome do jornal e dos cadernos, é utilizada a fonte “escrow”. Em todo o corpo do texto, a fonte “exchange” foi a escolhida e os títulos das matérias variam entre as fontes “dispatch” e “retina”.
    A legenda das imagens é sempre em negrito e com uma fonte sem serifa, já a assinatura das matérias utiliza letra serifada e sublinhada.

    Diagramação: No The Wall Street Journal, há uma grande presença de gráficos, tabelas e infográficos e a maior parte das matérias é acompanhada por algum recurso imagético.
    Todas as notícias são separadas por uma linha preta e todas as fotos possuem legenda em negrito. A grade do jornal tem um padrão de 6 colunas, com poucas páginas/matérias fugindo disso.

    Cores: O título e o corpo da matéria são pretos e a maior parte das imagens e gráficos são coloridos. Além disso, cada caderno é identificado por uma cor, sendo azul o primeiro caderno (com exceção da sessão “Opinion”, que é ocre); vermelho o “Business & Tech”; verde o “Money & Investing” e laranja o “Personal Journal”. As cores de cada caderno são usadas em gráficos e destaques em geral.

    Iconografia: Todos os títulos estão em negrito e abaixo do título do caderno há uma tarja colorida. Acima do chapéu há uma linha colorida característica do caderno e ele é separado das matérias por uma linha preta simples.
    Não há nenhum tipo de ícone nos finais ou inícios das matérias e há presença de alguns boxes.

    Sofia de Oliveira Hermoso

    18/09/2016 em 13:50

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