teia de ideia [mídia e tecnologia]

Francisco Rolfsen Belda

Texto de avaliação sobre teoria e método científico

com 36 comentários

A partir do conteúdo das aulas, das fichas didáticas e dos textos sugeridos para leitura no bimestre, escreva um texto dissertativo de 30 linhas sobre teoria e método da ciência, considerando seu surgimento histórico e a evolução e crítica do pensamento racionalista. O texto deve ser postado até o dia 25/06 como comentário neste post e sua avaliação correspoderá à nota integral do 2o bimestre.

 

Escrito por Francisco Rolfsen Belda

21/06/2012 às 9:41

Publicado em Jornalismo Científico

36 Respostas para 'Texto de avaliação sobre teoria e método científico'

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  1. Baseado em tudo que foi visto durante o segundo bimestre nas aulas de Jornalismo Científico pode-se concluir que a teoria e método da ciência ocupam vários espaços e se baseia em conhecimento geral do que nos circunda. Não há nada que possa ser concluído sem um forte trabalho de pesquisa e sem que haja conflito de ideias que se oponham.
    A discussão sobre a objetividade das ciências exatas, assim como os temas sociais filosóficos ficaram bem claros e explanados propondo que o conhecimento científico pode partir do pressuposto que o senso comum ajuda na conclusão de pesquisas em diversos campos, além de que nem tudo pode ser apenas tecnicamente avaliado.
    A impressão de que toda ciência profundamente pesquisada é correta cai diante das teorias citadas por Poper, já que, por um lado humano, o autor aceita o erro, mas alerta sobre a busca incessante pelo mais correto e, obviamente, pela diminuição de erros. Isso faz com que reflitamos a respeito do assunto que sempre é visto como algo cercado de verdade absoluta e exatidão.
    Outro fator importante é quando o autor define os conhecimentos naturais como o melhor e mais importante conhecimento que temos. Isso faz com que retornemos aos segundo parágrafo do texto, já que o primeiro conhecimento natural que adquirimos, antes de iniciarmos uma pesquisa acadêmica ou até mesmo os estudos básicos, é o senso comum.
    Isso faz com que concluamos que o conhecimento científico realmente é hipotético, como o próprio Poper diz. Mesmo se pensarmos na importância de certas pesquisas, como as que buscam curas, por exemplo, isso faz com que reflitamos a respeito de contradições que abordam diversos temas e mexamos nossos próprios ‘pauzinhos’ contestando certos tipos de pesquisas. Isso faz com que melhoramentos sejam feitos e pesquisas avancem na busca de um melhor discernimento.
    A importância do jornalismo científico é demonstrada de maneira clara e objetiva, mostrando que a área deve ser levada a séria assim como as outras (ou até mais), já que a responsabilidade da ciência se propaga através da informação, que deve ser correta e se policiar diante do desenvolvimento de pesquisas envolvem e atendem o interesse de poderes governamentais, religiosos, etc.

    Vitor Hugo Franceschini

    21/06/2012 em 18:18

  2. “Existe apenas um bem: o saber; e apenas um mal: a ignorância”, já dizia Sócrates. O filósofo ateniense conhecido por ter se rebelado contra os sofistas (“sábios” que ensinavam suas habilidades de oratória para os cidadãos, mediante pagamento) morreu defendendo o ideal de que “só sei que nada sei”. Sócrates foi o primeiro pensador a desenvolver a “arte de questionar” que, segundo ele, incentiva a busca pelo conhecimento, mas quanto mais se sabe, mais se tem certeza de que não se sabe nada, perto da quantidade de informação que existe no mundo.

    Seguindo o mesmo método dialético-especulativo, surge Platão com a frase “Uma vida não questionada não merece ser vivida”. Discípulo de Sócrates, este filósofo grego ajudou a construir os alicerces da filosofia ocidental e do método científico clássico. Platão acreditava que existem dois universos: o dos sentidos, do qual temos um conhecimento aproximado ou imperfeito, e o das ideias, do qual podemos chegar a ter um conhecimento seguro, pois se trata de algo que vemos e formamos uma “imagem padrão”.

    Outra crença deste filósofo está imortalizada no texto “Mito da Caverna”, que representa a libertação da condição de escuridão (alienação) dos seres através da luz da verdade, ou seja, de acordo com Platão, “podemos facilmente perdoar uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz” e se distanciam da possibilidade de adquirir conhecimento.

    Aristóteles (outro filósofo grego), por outro lado, apesar de ter sido aluno de Platão, baseia-se no método empírico-experimentalista e defende somente a existência do mundo em que vivemos. Por meio de suas concepções, Aristóteles desenvolveu pesquisas e foi pioneiro na classificação e organização da lógica e da ciência (como biologia, metafísica, psicologia, entre outras).

    Nas bases do método científico aparece René Descartes, com o desenvolvimento do Racionalismo Clássico. O filósofo, físico e matemático francês do século XVI estabelece que a ciência deve estar relacionada à observação de evidências como critério de verdades vindas de Deus, à problematização de questões (sendo a dúvida o princípio da investigação), à formação de hipóteses, à experimentação e à interpretação crítica dos resultados.

    Diferentemente de Descartes, o pensador austríaco mais influente do século XX, Karl Popper, apresenta uma rejeição ao empirismo clássico e ao observacionalismo-indutivista da ciência. Segundo o filósofo, fundador do Racionalismo Crítico, a ciência se estabelece a partir de uma ideia da qual são tiradas conclusões por dedução lógica. A partir daí, é feita a provação da teoria através dos seguintes critérios: coerência interna e forma lógica, relação com outras teorias e aplicação empírica das conclusões. Se a prova for positiva, siginifica que existeum alicerce temporário que corrobora para a formação da teoria. Porém, se o resultado for negativo, isso quer dizer que a teoria se tornou falsa e pode ser abandonada.

    Repreendendo todo o tipo de pensamento racionalista, seja ele clássico ou crítico, surge a ciência tecnocrática onde, com o poder da técnica, os cientistas buscam o prestígio e aumentam a sua vaidade. Uma das metodologias utilizadas pelos filósofos dessa época é a abordagem sistêmica, que busca conjugar conceitos de diversas ciências a respeito de determinado objeto de pesquisa. Essa técnica é baseada na idéia de que um objeto de estudo possui diversas dimensões que podem ser estudadas e entendidas por diversas ciências e que conceitos e princípios emanados de diferentes ciências podem ser empregados no estudo e compreensão de determinado fenômeno por uma ciência.

    Esses pensadores são contra o Racionalismo porque acreditam que há um vício desde o começo da análise. Afirmam que a razão é um instrumento que, corretamente utilizado, ajuda as pessoas a fazer inferências a partir de determinadas premissas, sem inconsistências. Segundo eles, o importante é escolher premissas sólidas — e essa é uma responsabilidade exclusivamente humana.

    Laís Françoso

    21/06/2012 em 19:33

  3. Podemos constatar nas aulas que é indiscutível o papel da Ciência na produção do conhecimento. Começamos pelo artigo- Como sabemos que sabemos?
    São tantas buscas por respostas que nos deixa claro a importância do conhecimento científico.
    O ser humano é caracterizado pela curiosidade, um comportamento fundamental no seu desenvolvimento.
    As duvidas e a busca pelas respostas impulsionam o homem na sociedade, na busca de soluções para os problemas que o afligem, soluções essas que são, muitas vezes, as sementes de novos problemas.
    E com base no artigo- Quão real é a física? O autor Hélio Schwartsman afirma que o alcance “dessas descobertas” é limitado não somente pela sua característica de universalidade, ele também é limitado pelo seu potencial de alcançar as pessoas que necessitam dele.
    A ciência é tão mais humana e colabora tanto mais com a humanidade quanto mais estimula a divulgação universal de seus conteúdos. Na era da informação muito comum subestimar o alcance dessa afirmação. Como diz Hélio Schwartsman o número de realidades pode ser infinito, ou, ao menos, absurdamente grande, abarcando todas as possibilidades concebíveis que não violem as leis da física.
    Porém para os instrumentalistas, a realidade é, no fundo, incognoscível. Tudo o que a ciência pode oferecer são previsões corretas e é a elas que devemos nos ater. Em termos rigorosos, não sabemos ao certo nem se a matemática e a lógica são reais.
    A partir dessas considerações os três grandes filósofos, Aristóteles, Descartes e Popper, estudados durante as aulas nos fazem refletir com suas observações e constatações.
    A importância de Aristóteles na história da ciência vem do fato de ele ter sido um dos primeiros a ir contra este desprezo filosófico pelo mundo natural. Aristóteles foi pioneiro, pois não era apenas um observador curioso e contemplativo da natureza, mesmo com algumas falhas graves, manteve-se respeitável e respeitada por milênios, suas idéias na área da ciência física não foram muito longe, a maioria suplantada por teorias mais elaboradas nos séculos que se seguiram.
    Descartes lançou de fato, os fundamentos do método científico moderno. Segundo ele a única coisa da qual não se pode duvidar é o pensamento (o que o leva à máxima “cogito ergo sum” – “penso, logo existo”) que é fruto da razão, a única da qual se pode ter certeza.
    Por fim, Popper demonstrou que nem a verificação nem a indução sozinhas serviam ao propósito em questão o de compreender a realidade conforme esta é e não conforme gostaria-se que fosse, pois o cientista deve trabalhar com o falseamento, ou seja, deve fazer uma hipótese. Popper afirmou também que a ciência é um conhecimento provisório, que funciona através de sucessivos falseamentos. Nunca se prova uma teoria científica.
    Portanto conclui-se que quando o cientista divulga o seu trabalho presta contas à sociedade, se a divulgação científica tornar-se um hábito, até mesmo os atuais critérios na concessão de financiamento para as pesquisas poderiam mudar, a exemplo do que já ocorre em outros países. O mais importante é formar uma sociedade crítica.

    Citação: Podemos distinguir os homens dos animais pela consciência, pela religião, por tudo o que se quiser. Mas eles começam a distinguir-se dos animais assim que começam a produzir os seus meios de vida, passo este que é condicionado pela sua organização física. Ao produzirem os seus meios de vida, os homens produzem indiretamente a sua própria vida material. (MARX e ENGELS, 1984, p.15).

    Karine Teixeira

    22/06/2012 em 17:02

  4. Para entender um pouco sobre teoria e método da ciência devemos começar pelo surgimento histórico e a partir daí explicando o que aconteceu sucessivamente
    Para começar é necessário saber o que é a epistemologia, ela é o que estuda a produção do conhecimento, seus princípios baseia se na frase de Sócrates “quanto maior o conhecimento, maior a percepção de ignorância”, pois o Conhecimento é o saber justificado.
    A ciência começou com atividades de investigação da natureza, com o intuito de resolver problemas, como por exemplo, controlar o fogo, como construir abrigos seguros e demais dilemas até então existentes na sociedade. Compreende-se que a ciência começou com as primeiras civilizações como no Egito com astronomia, mesopotâmia com escrita, na América pré colombiana os calendários e etc.
    As primeiras teorias se baseavam na filosofia, Jônia era conhecida como o berço de muitos filósofos, foi lá que apareceram os sofistas. Sócrates apareceu para combater o pensamento dos sofistas. Ele tinha o método dialético especulativo e como arte retórica fez a tese, antítese e síntese. Já Platão usava o método de obtenção do conhecimento dialético especulativo na escola academia e Aristóteles veio para romper com Platão na Escola Liceu.
    Aristóteles escreveu o livro Orgamon que fala sobre pesquisa, classificação e organização da lógica, é apartir de uma imensa quantidade de dados que surge daí os métodos.
    Já o pensador Descarte, preferia fazer o método cientifico como meio de legitimação do conhecimento, solução de problemas é o que leva a Racionalidade. A Racionalidade experimental tinha que provar, experimentar, calcular a ciência.
    O Racionalismo clássico, o seu método se baseia na dúvida, trabalha como início a evidência seja no Subjetivo ou objetivo, na Analise corpus ou amostragem, no modelo experimental, na precisão matemática como forma de correção e a evidencia lógica que seria o critério de verdade.
    As bases do método cientifico é na observação de evidências, na problematização das questões, na racionalidade que poderia ser a indução que vem apartir de uma evidência, ou a dedução .Discurso do método e regras para a direção do espírito foi o que criaram o método cientifico, a dedução e a indução nos ajudam a entender como o conhecimento é produzido.
    Mas é claro que isso era só o começo que com apartir dos anos começa a evolução do método cientifico através de inventores, avanço tecnológico, novas teorias que sempre aparecem, tanto na física ou química, e apartir daí que aparece a crítica do racionalismo clássico, pois eles utilizavam o critério da verdade, os pensadores do racionalismo critico utilizam um método ,um conjunto de normas que estabelecem as regras necessárias para um conhecimento cientifico .
    Já o Racionalismo Crítico se difere do racionalismo clássico, pois, usa a teoria como início de análise.
    A critica do racionalismo é que a razão humana é capaz de explicar o mundo real até que ponto a ciência pode descrever a realidade
    E é aí que entra o Popper, ele fala no seu livro “A busca do mundo melhor” que existem três partes: o conhecimento, realidade e a formação da realidade pelo conhecimento. No conhecimento seria das ciências naturais como o melhor e mais importante conhecimento e seus pontos principais seriam a parte de problemas práticos ou teóricos segundo conhecimento é a busca pela verdade, teorias explanatórias e o terceiro é o conhecimento não é busca de certeza, pois todo conhecimento humano é falível. É necessário buscar verdades objetivas
    Popper também comenta que “A verdade é algo objetivo e a certeza subjetiva fundamentos racionalismo critico mostra porque preferir uma teoria na busca pela verdade”
    Então ele explica na sua teoria que a realidade consiste em três mundos interconectados e que de algum modo se interfluenciam, o mundo físico de corpos, estados, eventos seria o primeiro, o mundo de todas vivencias que é o mundo psíquico seria o segundo e o mundo produtos objetivos que seria a cultura seria o terceiro.
    Já Latour em seu livro “Ciência em ação” fala sobre a teoria de duas faces, a primeira é vivaz “ciência em construção” que é do lado direito do cérebro e a outra severa “ciência pronta/acabada” que seria a parte esquerda.
    Mas a verdade é uma só, podemos estudar a vida inteira sobre isso, que mesmo assim não vamos saber tudo sobre o método da ciência e suas teorias, pois sempre vai existir alguém para “derrubar” teorias feitas.

    Camila Fernanda Servo

    23/06/2012 em 15:04

  5. Nós estudamos nas aulas de “jornalismo científico” durante este sugundo bimestre, as “teorias científicas” que vão aparecendo de acordo com os estudos e o aperfeiçoamento de teorias desenvolvidas por cientistas com o passar dos tempos.

    Entre leituras de diversos textos e discussões com o professor Francisco Rolfsen Belda,foi concluído que a ciência começa com os primeiros “teóricos” como:
    Sócrates, Platão, Aristóteles, Descarte, onde fazem as primeiras “teorias científicas”, porém cada um com pensamentos próprios e as idéias são completamentes opostas umas as outras.

    Durante as aulas também estudamos diversas as teorias como: recionalistas clássicas,as críticas racionalistas, racionalista crítico ,
    A crítica contemporânea do racionalismo, e as Teorias da complexidade.

    nossas aulas também teve um debate entre os autores Karl Popper e Bruno Latour, onde um autor relata uma tese que “derruba” a tese do outro, ou melhor tenta derrubar,pois cada indivíduo pode acreditar e aceitar a tese que quiser.

    Aprendemos também durante as nossas aulas que religião e ciência muitas vezes acabam se misturando,porém uma coisa é oposta a outra, ou talvez não ,tudo depende muito do ponto de vista de cada indivíduo

    Lucas Pandolfelli Zampieri

    23/06/2012 em 16:26

  6. A ciência é um campo onde se norteia a base de conhecimentos exatos como matemática, física, mas, também compreende campos como pesquisas, trabalhos científicos que estão equiparados a todo o momento as especulações quanto a sua real eficácia ou até mesmo mudança na sua essência a partir de novas teses.
    Mas antes mesmo de todo essa difusão do mundo de hoje, onde se tem especulações e demais embates no campo científico houve um passado que mostra que a ciência se estabelecia com um propósito mais simples, porém sem grandes ambições.
    Antes da ciência o nosso estudo começa com a teoria epistemológica que é o conhecimento nas coisas não nas pessoas. Na qual se conceitua que nenhum conhecimento é objetivo.
    Nesse contexto epistemológico a ciência significava persuasão onde se objetivava a teoria mais conveniente.
    Início da Ciência eram apenas atividades de investigação da natureza, com o intuito de resolver problemas, exemplo como controlar o fogo, como construir abrigos seguros e demais dilemas até então existentes na sociedade
    Organização da ciência a partir de Aristóteles sua conceituação e aplicação.
    Síntese – União homogênea
    Recursos para uma pesquisa
    Ciência Humana e Ciência Aplicada
    Invenção da lógica e nomes técnicos (da natureza)
    Propõe o Geocentrismo (Terra centro do universo) e teve suas demais contribuições científicas.
    Significado
    Livro “A arte Retórica” – Aristóteles
    Significante
    Surgimento dos Termos – Biologia, Psicologia e etc.
    Individualmente o maior divulgador e difusor desses aspectos é Aristóteles 400 a.C.
    400 a.C (Aristóteles) ____________1600 d.C(Sócrates)
    Poucas ciências
    Antigamente as descobertas eram uma doutrina (projeto sistematização disciplinar), as descobertas eram somente passada, por exemplo, entre padres ou homens intelectuais.
    A escola Jônia foi à grande difusora de ciência neste contesto se encontram os conhecedores de conhecimento tratados como Sofistas (pessoas que vendiam o seu saber sobre vida, astros, natureza e etc.).
    Sofistas (sábios) – Filósofos que antecederam Sócrates não dispunham de conhecimento eram apenas saberes dispersos realizados com grande ênfase na Grécia, isso podia ocorrer através de “palestras” ou para determinados grupos que pagavam para ter esse “conhecimento”
    Questionamento Sócrates
    Sócrates combate os Sofistas (Apresentação melhor método o diálogo)
    Sócrates organizou e transformou isso em estudo criando assim a filosofia (Provas, embates, teorias). “Filósofo que ama o conhecimento não tem conhecimento, mas o ama”. “Só sei que nada sei”.
    Filosofia entendida como postura de vida que movem o mundo.
    Sofistas – Síntese
    Filósofos – Antítese
    Nem dos dois sabe algo apenas buscam respostas
    Aristóteles – Média de 400 livros – Alguns como a classificação do saber (exemplo linguagem verbo/sujeito).
    Biologia – (inovação Aristotélica)
    Organon – Organização natureza, vida, astro e etc.

    Filosofia separa as ciências devido à escolástica medieval, que foi retomada com Poper e Latur.

    Racionalismo Crítico se difere do racionalismo clássico, pois, usa a teoria como início de análise, rompe com a evidência
    Racionalismo – Razão – saber

    Racionalismo de “De Carte”
    Duvidar dos argumentos clássicos
    Decompor o objeto/ Análise não querer entender o todo mais sim um fragmento
    Utilização de instrumentos de cálculos para a precisão (mensurar), quantitativamente rigor clássico (peso/força para a pesquisa, gráficos e demais complementos
    Evidência critério da Verdade

    Racionalismo Crítico Poper
    Embate que onde questiona que tudo é “Falso”
    Poper formula um novo método no campo científico onde se troca a palavra verdade por probabilidade.
    O método de Poper começa quando na evidencia, começa o trabalho com teoria (ciência que pode ser empírica ou através de experiências isoladas).
    Formular teorias, não há algo que se observou, mais sim a partir da criatividade humana (criação da psicologia).
    Processo de Poper é simples e indutivo – partir da teoria, propor a pesquisa na “natureza” aos dados obtidos.
    Criação da Experiência – Corrobora = Verdade provisória
    Fluxo indutivo – Fluxo delitivo
    Epistema – Unidade de Conhecimento
    Racionalismo Clássico trabalha como início a de sua busca/pesquisa a evidencia.

    Racionalismo Crítico
    Trabalha com a teoria
    Teorias – Invenção do homem (não é descoberta)
    Na ciência é necessário provar e experimentar o método proposto.
    São inúmeras, que podem ser um resultado correto, mas dependendo do seu método utilizado, podendo seu com Racionalismo Clássico, Racionalismo Crítico, Crítica do Racionalismo, a questão é você conseguir mostrar aos outros a eficácia de sua pesquisa e de seu método utilizado.

    Evandro Goulart

    23/06/2012 em 16:46

  7. O filósofo grego Sócrates não deixou escritos. O nosso conhecimento de suas citações, pensamentos e ensinamentos estão citados nos trabalhos de Platão. Sua capacidade de questionar, e ensinar outros também a fazê-lo, chocou a sociedade da época. Sócrates desviava o povo de sua cidade do culto aos deuses oficiais. Foi morto por isso. Platão, seu discípulo, e quem se incumbiu de registrar e eternizar a filosofia de Sócrates trazendo-a até nossos tempos propôs que sem haver questionamentos, a vida não merece ser vivida. Sócrates, ao propor argumentos que geraram o método de pesquisa dialético-especulativo e a arte da retórica, ou seja: tese, antítese e síntese, iniciou a arte de questionar. Surgia aí o método científico clássico. A teoria do conhecimento é a crítica ao saber obtido e a necessidade de buscar mais conhecimento. É um ciclo, onde o próprio conhecimento é questionado, e um novo conhecimento é gerado, ou seja, o conhecimento de até então não é suficiente, ele é incerto. É a busca de erros e a eliminação de erros. O conhecimento não é definitivo, não é conclusivo, ele é aproximado e imperfeito, é hipotético, ou seja, temos o sentido de que sabemos, ao menos até que seja questionado este saber e a experiência nos tire da sombra das cavernas e nos leve à luz de mais conhecimento. O saber não se reduz, ele se amplia. Platão avançou a filosofia de Sócrates.

    O sistema filosófico teve sequência com Aristóteles, o realista classificador, ajudou a organizar e fixar o conceito de ciência, dando início a formação da lógica. O método empírico-experimentalista proporcionou a biologia, reafirmou o mundo humano da psicologia e, mais adiante, a metafísica e os problemas morais. Contribuiu ainda com a ética, a política, a astronomia, zoologia e a história natural; caráter cíclico da natureza, estrutura e gradações dos seres com classificações dos reinos e gêneros, embriologia como princípio de hereditariedade e alma como princípio vital de qualquer organismo, evolução da razão como sentido da vida humana e sua felicidade, propôs que o equilíbrio provém do treinamento e do hábito de agir corretamente como uma busca e não um dom; o “Caminho do meio”: condição fundamental para se atingir a felicidade.

    O pensamento moderno aparece com René Descartes, um milênio e meio depois dos precursores Sócrates e Platão. Chamada, por vezes, de fundador da filosofia moderna, inaugurou a racionalismo clássico. Privilegia a razão em detrimento da experiência como acesso ao conhecimento. Se preocupa em procurar, estabelecer e propor caminhos para alcançar determinados fins, diferentemente do pensamento anterior que busca o conhecimento através da experiência. Descartes, além de filósofo, era matemático e físico.

    O filósofo da ciência nascido em Viena no início do século passado, Karl Popper, esboçou uma teoria que é uma crítica ao método indutivo e à ciência. O seu racionalismo crítico aponta que as teorias científicas eram passíveis de erros e críticas, não havendo, portanto, uma teoria da ciência que seja eterna e imutável. Segundo ele, os estudiosos devem comprovar a fragilidade das teorias científicas para elaborar outras que possam resolver as questões propostas pela ciência. Todas as afirmações podem ser falsas, segundo Popper. As leis da ciência não são leis, e sim hipóteses. Propõe a existência de três mundos: o mundo físico, o mundo das vivências conscientes e inconscientes, e o mundo dos produtos do espírito humano, que, segundo ele, os antropólogos chamam de “cultura”. Para ele, a paz e não-violência não são utopias, mas, sim, metas possíveis e até necessárias para a existência da humanidade.

    Censurando as tradicionais abordagens política, econômica e filosófica para resolver os problemas sociais, aparece a tecnocracia, ou seja, a ciência como controladora da sociedade. Cientistas, engenheiros e profissionais da tecnologia é que seriam os governantes, dado aos seus conhecimentos e habilidades. É o estado tecnológico. Os conhecimentos acadêmicos e as aptidões técnicas seriam eficientes para conduzir a sociedade. O poder estaria na mão de técnicos, que acreditam poder criar um mundo perfeito.

    Francisco de Assis Bergamim

    23/06/2012 em 19:11

  8. Vivemos em um mundo onde nunca será possível fugir de questionamentos, se você foge de um lado, o outro também terá uma barreira para você decidir e quebrá-la com a sua própria opinião.
    Desde que nascemos já somos diretamente ligados e de certa forma forçados à uma corrente de informações infinitas, da qual sempre está presente, sem espaço para folga ou mesmo, para um congelamento rápido.Já somos forçados a seguir tais regras desde muito cedo, e elas vêem acompanhadas já com opiniões formadas e crentes de que isto ou aquilo é correto.
    Escutamos muitas frases como: isto pode, isto não pode, faça isso, não faça aquilo, tem que ser assim, não pode nunca ser assim…É,com certeza isto é um tanto complexo para a formação de muitas personalidades, mas fugir disso é praticamente impossível.Isto porque mesmo que tentemos fugir, aquelas e outras informações (regras),sempre vão estar embutidas em nosso inconsciente, gerando ali voltas e mais voltas de dúvidas.
    O conhecimento sobre muitas e muitas coisas fazem parte das nossas vidas, mesmo que lá de dentro de casa sem ao menos colocar os pés para fora,teorias, conceitos e idéias, sempre irão existir.Para alguns de maneira fácil, para outros de maneira muito mais complexa para se encarar.Mas isto porque opiniões são diferentes, acredite, por mais que você pense igual a mim, nunca este igual será perfeito a ponto de acreditarmos em tamanha perfeição de escolhas.
    Muitos paradigmas foram quebrados por vários especialistas e isto é fato, mas é impossível deletar outras linhas de existência como: os aspectos sociais, economia, costumes e tradições, elas são parte fundamentais em nossas vidas, quero dizer em nossas ( reflexões). Temos muito caminhos a serem seguidos com fidelidade, ou apenas fantasiá-los com nossas conclusões, porém fica óbvil que, cada pessoa enxerga o mundo de um jeito, cada ser tem o seu modo de ver e pensar e consequentemente chegar a conclusão desejada.
    Não se pode ignorar informações, elas sempre serão importantes, isto porque de certa forma elas nos trazem muitos conhecimentos. Não se pode desprezar nenhum conhecimento, todos eles têm o seu valor,mas, o que é preciso e possível fazer é avaliar tal informação, enxugando com precisão o que de fato é útil.
    Temos que explorar ao máximo todo e qualquer conteúdo, para assim chegarmos perto de uma resposta agradável e desejada.Portanto é papel de qualquer jornalista publicar de maneira correta suas matérias para que não haja conclusões preciptadas por aí, que venham causar discussões desnecessárias dentro da sociedade, instigadas por opiniões errôneas.
    Na verdade tudo é questionável mesmo a questão exata da vida, por isso todos os fatos devem ser analisados e separados com inteligência, poi, sempre um “porque” leva à outro “porque”, e assim sucessivamente. O jornalismo inteligente leva a possibilidade ao seu leitor de ter uma visão crítica, e não à indução do que eles querem como respostas sobre os fatos pesquisados e divulgados.
    A ciência sempre irá existir com suas pesquisas mais profundas, em nossos meios de vida, sempre nos levarão a novas descobertas, porém acredito que, o caminho seja a exploração ao máximo sobre os conteúdos que nos é apresentados, mesmo aquilo que dizem ser “comprovado”.
    Mesmo porque sabemos que a perfeição não existe, o que existe é a ilusão criada por cada ser no seu mais profundo imaginário querer.

    Renata Toffino

    24/06/2012 em 17:22

  9. Partindo da teoria e método da ciência, a palavra “método” vem do grego méthodos, que quer dizer “caminho para chegar a um fim”. O método é um conjunto de passos a serem seguidos ordenadamente na busca da verdade científico, bem como corrigir e integrar conhecimentos pré-existentes. O Conhecimento científico, procura conhecer, além do fenômeno, suas causas e as leis que o regem, descobrir os princípios explicativos que servem de base para a compreensão da organização, classificação e ordenação da natureza. Para Aristóteles o conhecimento só acontece quando sabemos qual a causa e o motivo dos fenômenos.

    Crença X Conhecimeto, toda crença é válida, mais náo é justificada. Já o conhecimento é justificado. Conhecimentos que ajudam a entender a diferença, senso comum, religião, tradição e mitologia (como elemento de justificação, processo de zona lenta). Saber busca por justificação (Platão) – exemplo: acreditar em algo, e buscar saber. Justificação aproxima o conhecimento da verdade.

    Popper argumentou que a teoria científica será sempre conjectural e provisória, ou seja não é possível confirmar a veracidade de uma teoria pela simples constatação de que os resultados de uma previsão com base naquela teoria se verificaram. O que a experiência e as observações do mundo real podem e devem tentar fazer é encontrar provas da falsidade daquela teoria. Diante do todo, uma teoria científica pode ser falsificada por uma única observação negativa, mas nenhuma quantidade de observações positivas poderá garantir que a veracidade de uma teoria científica seja eterna e imutável.

    Descartes,duvidar de tudo menos do pensamento (implica algo a ser pensado).
    Método cientifico parte da crença a partir de uma prova de verdade; a verdade não foi revelada; lança dúvidas; caminho para a verdade (método de percurso).
    Existe uma série de etapas para a produção de conhecimento verdadeiro; explicação e evidências como forma de prova de conhecimento; princípio de duvidar de tudo, pois os conhecimentos são cadeados.

    Descartes instituiu a dúvida só se pode dizer que existe aquilo que puder ser provado, sendo o ato de duvidar indubitável. Com base nesse pensamento Descartes, busca provar a existência do próprio eu e de Deus. Também consiste o método de quatro regras básicas: verificar se existem evidências reais ; analisar, ou seja, dividir ao máximo as coisas, em suas unidades mais simples e estudar essas coisas mais simples; sintetizar, agrupar novamente as unidades estudadas em um todo verdadeiro; enumerar todas as conclusões e princípios utilizados, a fim de manter a ordem do pensamento.

    O racionalismo crítico, não vamos mais trabalhar com a evidência, mas sim com a teoria como um produto de criatividade do sujeito, a partir de definir a piscologia do conhecimento para fórmular sistemas teoricos, e observar e inventar uma teoria, com uma mudança do método de prova, no qual a teoria boa/criativa e depois pesquisar os fatos da sua teoria, como dedutivo de pensamento, ou seja, partindo do geral e depois procenar as evidências, para espitemiologia estudar a produção do conhecimento, e usar como critério de verdade a epistéma para representação de uma unidade de conhecimento.

    A ideia do sistema racionalista faz parte do racional, no qual a lógica está ligada diretamente no método de conciliar. Segundo a ideia de Popper (racionalismo crítico x clássico) – definição de racionalismo – movimento filosofico que usa a lógica como produção de conhecimento, raciocinio ordenado, filósofos gregos, ideia de experiência.

    Método racionalismo clássico, parte do princípio de dúvida, analisa seu objeto a ser estudado, evidência de amostragem ou modelo, mostra cálculos para a verdade. (dúvida produzida pelo conhecimento, método contraditório). Já no racionalismo crítico, não se acredita em evidências, ao pensamento do mundo. Preserva um núcleo de racionalismo crítico, mas contesta o critério de verdade, não acredita que seja capaz de obtér um conhecimento verdadeiro, coloca no lugar a probabilidade.

    Luis Gustavo Rizzo

    24/06/2012 em 17:49

  10. Racionalismo é um movimento filosófico que usa a lógica e o raciocínio ordenado como critério para a produção de conhecimento. Quem começou a afirmar isso foram filósofos gregos. Portanto, a base do movimento vem daquele país.
    Aristóteles foi responsável pela criação da lógica e de terminologias científicas, o que deu base à humanidade para a organização do conhecimento.
    Séculos depois, o Racionalismo é retomado no Renascimento, sendo o cientista René Descartes um dos precurssores do modelo Clássico, que estabelecia alguns princípios: duvidar de tudo (não aceitar verdade pressupostas – começar do zero a partir de uma questão) e partir de uma dúvida; praticar métodos empíricos para chegar à “verdade”; objeto do estudo deve ser decomposto em partes menores (amostras), que possibilitem informações mais detalhadas e formulação de modelos; deve haver precisão quantitativa das análises (mensurar com rigor matemático para demonstrar formulações); evidência deve ser um critério de verdade.
    Posteriormente, o pensador Karl Popper questiona o método clássico e o adapta a uma nova realidade, a do Racionalismo Crítico, que discorda que a evidência seja verdade e propõe uma nova ordenação de conhecimento: ao invés da a evidência, passa a aceitar a teoria (criatividade), que pode ser formulada livremente, desde que seja sintética, não contraditória, falseável e deve resistir a provas. Se se enquadrar nestes princípios, é uma teoria científica. Se for não-falseável, é metafísica.
    Além disso, Popper não questiona a verdade, mas sugere que as teorias podem e devem ser criadas para corroborar com ela. Sai a “verdade” e entra a “probabilidade”.
    A partir disso, foi concluído que o Racionalismo Clássico é contraditório, pois, por duvidar de tudo, deve-se duvidar também da própria formulação da “verdade”. No entanto, é importante ressaltar que o movimento foi extremamente eficiente na evolução da ciência, de modo geral, da matemática e da medicina, para citar apenas alguns exemplos.
    O Racionalismo recebeu críticas, sendo um dos principais expoentes Bruno Latour, que desconstrói o modelo. De acordo com ele e sua corrente, a análise já parte de forma errada, na qual é escolhida pelo cientista de acordo com os objetivos a que pretende chegar. Em outras palavras, age conforme seus interesses e/ou das corporações para as quais trabalha. É uma questão de status e dinheiro.
    Além disso, os críticos argumentam que a escolha dos critérios dos racionalistas não leva em consideração o contexto no qual o objeto a ser estudado está inserido.

    Christiano K.O.D.A.

    24/06/2012 em 17:56

  11. A ciência, ramo de conhecimento adquirido através de um método sistematizado de observações e conclusões sobre determinados fenômenos, tem origens milenares de civilizações antigas da Mesopotâmia, América pré-colombiana, Egito e povos orientais. No ocidente, teve seu desenvolvimento atrelado à filosofia, com a contribuição de grandes pensadores, como Sócrates, Platão, Arquimedes, Euclides, Pitágoras, Aristóteles, entre outros. Este período da ciência, anterior à era cristã, trouxe grandes contribuições em áreas como a matemática, astronomia, medicina, geometria e construiu uma base sólida para a formação do conhecimento humano.
    Durante a Idade Média, com a repressão imposta pela igreja católica, muito pouco se avançou no campo científico e séculos se passaram com a restrição do conhecimento humano a dogmas e crenças sem fundamento racional. Surgiram então os personagens que promoveram uma quebra nesta estagnação do pensamento, estabelecendo o renascimento do método científico, das artes e da filosofia durante o período medieval. Personagens importantes como Leonardo Da Vinci, Giordano Bruno, Michelangelo, Keppler e Galileu Galilei são desta época, com grandes contribuições nas artes, astronomia e física.
    Apesar do renascimento cultural e científico ter se estabelecido, ainda era necessário criar um método rigoroso que desse a esses pensadores um padrão confiável e seguro a ser seguido e que, de fato, trouxesse as bases de um método que caracterizasse a produção científica. Coube, então, a René Descartes, no século XVII, elaborar esse método, denominado racionalismo clássico, que trazia as seguintes bases: o conhecimento só é obtido através da observação das evidências; a partir desta observação, é possível questionar, analisar e raciocinar a partir das consequências advindas de um princípio; a partir deste estudo analítico, criam-se hipóteses, a partir de uma indução (verdade), que são verificadas e interpretadas a partir de experimentação. No racionalismo clássico de Descartes as evidências são instrumentos para obtenção de verdades e a pesquisa científica deve fragmentar seu objeto de estudo, promovendo uma ordenação lógica e uma decomposição em partes através do raciocínio analítico.
    O grande questionamento sobre o método de Descartes está no princípio de obtenção de verdades, ditas absolutas. Surge então o racionalismo crítico de Popper, uma reação ao método clássico de Descartes, que traz a ideia de falseamento das teorias, submetendo-as a provas e derrubando a ideia de verdade absoluta. Neste novo pensamento crítico, não se trata mais a ciência como uma criadora de verdades absolutas, pois estes novos pensadores dizem que isso não é possível obter. Cabe ao método científico trazer conclusões a partir de uma dedução lógica, uma sequência de provas que gera um conhecimento confiável, mas não absoluto.
    Após o estabelecimento do racionalismo crítico, começam a emergir as ideias sociológicas no campo científico, com a influência do meio no condicionamento de uma pesquisa científica. A partir deste princípio, Popper estabelece três “mundos” de geração do conhecimento e da realidade: o mundo físico (objetos, invenções), o mundo das vivências (que envolve consciência, princípios, diferenças sociais) e o mundo dos produtos objetivos do espírito humano (influenciado pelos dois primeiros mundos, é o mundo gerador do conhecimento prático produzido pelo ser humano). Dessa forma, a ciência não pode ser pensada de forma isolada dos outros tipos de conhecimento humano, sofrendo influência da época, da região e das experiências vividas pelo seu executor.

    Cássio Leonardo Carrara

    25/06/2012 em 7:38

  12. Os conceitos vistos na disciplina, Jornalismo Científico deste bimestre foram bem complexos, cheios de novos autores e filósofos, além de muitas teorias que nos inspiram, a saber, como a ciência se introduziu em nossas vidas e ganhou o mundo. Diante dessas teorias foi possível observar que a história da ciência e a filosofia da ciência dependem totalmente uma da outra, isso por que ambas têm uma preocupação em comum e o interesse em uma questão particular, a história das teorias do método científico.

    Nota-se também a constante evolução da ciência a partir dos estudos de grandes cientistas e é através das teorias metodológicas que ocorre o marcante desenvolvimento da ciência. Cientistas como Newton, Descartes, Ampère, Duhem e Comte contribuíram e ainda contribuem para o notável avanço científico e suas ideias, assim como os padrões de estudo de suas épocas, ainda afetam a prática da ciência e jamais poderão ser colocados de lado ou considerados irrelevantes.

    Muitos autores consideram que os séculos XIX e XX foram os que mais tiveram desenvolvimento científico. O século XIX se caracteriza pelo grande desenvolvimento de todos os ramos da ciência e também pelo surgimento das sociedades científicas especializadas. Ainda no século XIX a ciência começa a ter um aspecto mais público, mostrando as pessoas sua importância no cotidiano delas. Já no século XX observamos o desenvolvimento mais acelerado da ciência e da tecnologia, surgindo equipamentos cada vez mais sofisticados e resultados cada vez mais surpreendentes.

    Um importante filósofo que surge nas bases do método científico é Descartes que desenvolveu o Racionalismo Clássico. Ele determina que a ciência deve estar relacionada à evidências de verdades vindas de Deus, à formação de hipóteses, a problematização de questões, à experimentação e à interpretação crítica de resultados.

    Já para o fundador do Racionalismo Crítico, Karl Popper, a ciência se estabelece a partir de uma ideia da qual são tiradas conclusões por dedução lógica, ou seja, se a prova for positiva existe alicerce temporário que corrobora para a formação da teoria. Entretanto, se o resultado for negativo, significa que a teoria é falsa e pode ser abandonada.

    Contra o Racionalismo Clássico e o Racionalismo Crítico, surge à ciência tecnocrática onde é usado o poder da técnica, baseado na ideia de que um objeto de estudo possui diversas dimensões e pode se estudado por diversas ciências.

    Mariana Lemes

    25/06/2012 em 9:04

  13. “Conhecimento é busca da verdade, a busca de teoria explanatória, objetivamente verdadeira”.
    Ciência: invenção grega. Racionalidade Experimental.
    Razão, organizada em um método. Matemática/Lingüística: formalização.
    Racionalismo Clássico, características.
    – Dúvida, objeto/análise – amostra. Entenda uma fração do universo.
    – Use instrumentos de cálculo – precisão (quantidade), mensurar.
    – Evidência é critério de verdade. A verdade precisa; de certeza, ela ser absoluta, ou universal.
    Podemos fazer também um modelo de experiência, para chegar a uma conclusão.

    Depois de todas essas etapas há geração de resultados transformadores, inovadores e que são de grande importância para cada passo dado. Se existe um problema isso pode estar na filosofia ou na concepção, isso está na palavra verdade. Em explicar o que é a realidade. E estão na “natureza” todos esses “problemas”. Partes da realidade em que vivemos constituem uma realidade material. Vivemos na superfície da Terra. À parte a Terra, há o Sol, a Lua e as estrelas. Sol, Lua e estrelas são corpos materiais. A Terra, juntamente com o Sol, Lua e estrelas, nos dá a idéia de universo, um cosmos. Tarefa de cosmologia. Toda ciência serve à cosmologia. Temos também tipos de mundo, corpos.
    Mundo físico dos corpos e dos estados, eventos e forças físicos; psíquico, das vivências e dos eventos psíquicos inconsciente e o mundo dos produtos espirituais. Para cada mundo existe uma teoria, um argumento, uma experiência, uma explicação, ou seja, são autores, cientistas que mostra uma porção de informações de cada mundo; como comportamento, condições de vida, liberdade, verdade, realidade, conhecimento, etc.

    Teoria, dedutivo (que procede por dedução) e indutivo (que procede por indução; em que há indução, ou relativo a ela).
    O raciocínio dedutivo partindo de uma hipótese geral não tem referência com o mundo real, mas tem referência com o que o cientista, filósofo ou pensador imagina sobre o mundo. Já o raciocínio indutivo parte de uma observação feita do mundo, de uma realidade, de um evento, de um fato.
    Para concluir, a fonte de verdade para um dedutivista é a lógica, para um indutivista é a experiência.

    São vários autores que devemos observar a cada teoria: Sócrates. O filósofo ateniense conhecido por ter se rebelado contra os sofistas (“sábios” que ensinavam suas habilidades de oratória para os cidadãos, mediante pagamento) morreu defendendo o ideal de que “só sei que nada sei”.

    Platão com a frase “Uma vida não questionada não merece ser vivida”
    Aristóteles método empírico-experimentalista e defende somente a existência do mundo em que vivemos.
    René Descartes, com o desenvolvimento do Racionalismo Clássico.
    Karl Popper, apresenta uma rejeição ao empirismo clássico e ao observacionalismo-indutivista da ciência. Segundo o filósofo, fundador do Racionalismo Crítico, a ciência se estabelece a partir de uma ideia da qual são tiradas conclusões por dedução lógica.

    É importante sabermos quão pouco sabemos sobre todas essas conseqüências imprevisíveis de nossa ações e sobre todos esses estudos importantíssimo para a nossa história.

    TAMIRIS MARCHI BUNHOLA

    25/06/2012 em 13:25

  14. “Concepção de educação essencialista: Sócrates, Platão e Aristóteles: um confronto entre o idealismo e realismo”, e a “Concepção de educação de Descartes e Bacon: a modernidade e os interesses pela construção da mentalidade educacional racionalista e empirista”.
    Sócrates acreditava na formação do caráter de cada homem sendo desenvolvido através do uso crítico da razão.
    Para Platão “somente os detentores de um conhecimento legítimo, possuirão competência para tais funções”.
    Aristóteles “seu pensamento, uma relação entre a felicidade dos indivíduos interligada com o uso da razão e a busca para uma consolidação de uma “vida questionada” acarretando em um comportamento baseado na inteligência”.
    Já Descartes o filósofo moderno fala que a causa de nossos erros deriva dos preconceitos de nossa infância.
    A filosofia desenvolve no ser humano a capacidade de pensar, de questionar e observar, nos liberta de mentiras e ilusões, a importância da filosofia ser aplicada em nossas vidas é nos tornar pessoas melhores.
    “A filosofia da ciência moderna tem passado por fases na concepção sobre os modos de fazer ciência e sobre o estatuto da verdade do conhecimento científico. Apesar de haver consenso entre diferentes pensadores sobre alguns pontos críticos da racionalidade imanente ao pensamento científico moderno, não se pode afirmar que tenhamos chegado a romper com todos os liames da tradição epistemológica”. (GIDDENS, 1991, LATOUR, 1997).
    “A ciência parte do senso comum, sendo que é justamente a crítica ao senso comum que permite que este seja corrigido ou substituído. Assim toda ciência é senso comum esclarecido.”(Karl R. Popper)
    Latour e Popper tem uma visão lógica à prática científica que garanta o conhecimento da ciência. Temos que compreender a ciência como discurso argumentativo, na arte de usar a linguagem para comunicar de forma eficaz e persuasiva.
    “Se parte dos problemas encontra-se numa visão reducionista de ciência, ao se partir apenas de seus produtos finais para comunicá-la ao público, arriscamos dizer que o quadro pode se inverter quando os veículos jornalísticos passarem a abordar também seus processos, o modo como os postulados se formam, reproduzem e transmutam, a partir de uma visão crítica dos conceitos de ciência enunciativa de Karl Popper (1975) e de ciência em construção, proposto por Bruno Latour (2000).”
    O jornalismo científico na atualidade tem o compromisso de divulgar os estudos realizados à sociedade com credibilidade, e sempre ter cuidado de onde está sendo adquirida a informação, com isso, ter profissionais capacitados que levem a sério essa área.

    Mirieli Coutinho

    25/06/2012 em 15:54

  15. Baseado nos textos de Karl Popper e Bruno Latour, além das aulas do segundo bimestre posso concluir que para Popper, a tarefa da epistemologia ou da filosofia da ciência não deve se preocupar em reconstruir a inspiração do cientista e não é importante para a questão da validade do conhecimento em que condições o cientista formulou a teoria.
    O método da ciência se caracteriza pela discussão crítica do conhecimento científico e pode ser denominado método crítico de teste dedutivo. Dada uma teoria, é possível, com auxílio de condições específicas e com auxílio da lógica dedutiva, chegar a conclusões.

    A história da ciência mostra teorias que durante certo período de tempo foram corroboradas e, apesar disso, acabaram se tornando problemáticas. O exemplo mais impressionante é o da mecânica newtoniana: durante mais de duzentos anos foi corroborada espetacularmente.

    Para Popper todo o nosso conhecimento é impregnado de teoria, inclusive nossas observações e com isso Popper denominou a “teoria do balde mental” a concepção de que nosso conhecimento consiste de percepções acumuladas ou percepções assimiladas, separadas e classificadas. Aristóteles já afirmara que nada há no intelecto humano que antes não tenha estado nos órgãos dos sentidos. Anteriormente, os atomistas gregos admitiram que os átomos que se desprendiam dos objetos, entrando nos órgãos do sentido, convertiam-se em sensações; com o passar do tempo, o conhecimento era determinado como um quebra-cabeças que se montava a si próprio.

    Tendo como base a teoria dos três mundos, Popper parte para o problema cérebro-mente. Ele crê na existência da mente autoconsciente como uma emergência do cérebro e que, portanto, não poderá ser reduzida aos mecanismos neurofisiológicos, físico-químicos do mesmo. Eles formularam a hipótese interacionista (dualismo),
    ou seja, existem dois órgãos, um material (o cérebro) e outro imaterial (a mente) que interagem.

    Já no texto de Latour posso dizer que para ele era considerado que havia uma simetria entre as causas dos fatos científicos, tanto os considerados verdadeiros, como os considerados falsos. Atribui, portanto, as mesmas causas sociais para os acertos e os erros, relativizando os fatos e propondo um novo
    modo de ver a ciência.

    Erica Paula Nascimento

    25/06/2012 em 16:26

  16. Quero começar o texto com a pergunta: O que é Jornalismo Cientifico? – Antes de estudar sobre o assunto, via jornalismo cientifico como uma editoria, ciência, como jornalismo voltado à ciência. Porém após as aulas, conclui que é uma forma de jornalismo “mais aprofundado”, um jornalismo que ultrapassa os limites de apenas informar quem, o que, quando e o onde, mas que passa a pesquisar e informar o como e o porquê.
    Para isso, informar o como e o porquê, é necessário entrar no campo da ciência, da pesquisa, que em palavras simples, tem a finalidade de reunir hipóteses e explicá-las, interpretá-las e unifica-las em um conhecimento.
    Agora é difícil acreditar que tudo o que é explicado pela ciência é verdade absoluta. Eu levo o mesmo principio de Poper, que descarta o empirismo, que não acredita que apenas os conhecimentos científicos são os formadores de ideias. Ele apresenta várias teorias que traz dúvidas quanto ao que é explicado pela ciência, e até coloca em dúvida que tudo deve ser pesquisado ao máximo para minimizar a porcentagem de erros. Acredito, assim como Poper, que, as conclusões cientificas são formadas a partir de hipóteses e de deduções, que se for positiva é levada como base até que uma outra hipótese se mostre “mais eficiente”, com um porcentagem menos de erro, já se a hipótese for negativa, ela “descartada”, abandonada, e que isso sempre dá margem para confronto de opiniões e para a reflexão de até onde que é apresentado pela ciência é correto.
    Muitos acreditam no conhecimento repassado por gerações, nas crenças, realizam algo baseado em paradigmas, porém há aqueles que só acreditam no que a ciência explica, “prova”, porém ao meu entendimento a ciência nem sempre explica um determinado fenômeno, acontecimento, ou algo que é pesquisado, muitas vezes ela apenas apresenta um conjunto de hipóteses que, até que seja “provado” o contrário, será aquilo verdade.
    Vemos no decorrer do tempo, que aquilo que para a ciência era verdade, após uma nova “descoberta” passou a não ser mais verdade, assim, da mesma forma que para cientistas e muitos pensadores e filósofos, a religião, a fé em algo que não se vê, é vago, é inexplicável, para mim essa é a definição que eu dou para a ciência, algo vago, impreciso.
    Estou fazendo um texto extremamente opinativo, pois creio que este é o intuito da aula, fazer com que os alunos reflitam, opinem, discutem e ganhem conhecimento. Porém muitas fezes, quando as pessoas colocam em dúvida minhas crenças, aquilo que eu tenho como verdade e tentam passar algo que para mim é duvidoso, eu gosto de por essas ideias e teorias em confronto, e na minha opinião, fé e ciência, são duas formas de crenças, são dois caminhos que as pessoas tem para basear seus conhecimentos, e são dois caminhos que não se explicam, ambos são plenamente crenças.
    Agora, voltando para o jornalismo, apresentar às pessoas uma matéria, um texto, onde o material é rico em conhecimento é de extrema necessidade, sair da mesmice, do superficial, levar realmente o conhecimento ao povo é dever, é obrigação do jornalista ou de quem se propõe a informar, pois o superficial qualquer indivíduo pode apresentar. O jornalismo cientifico é uma área que deve ter uma atenção maior, que deve ter seu espaço ampliado, pois em todas as “editorias”, um pouco a mais de conhecimento faria uma grande diferença no modo de pensar, expressar e agir da população, faria o povo refletir, que no mundo de hoje é de extrema necessidade.

    Tiago da Mata

    25/06/2012 em 17:41

  17. Durante as aulas aprendemos sobre teorias de senso comum, ideologias, tradições e o saber de cada indivíduo em relação a sociedade que vivemos. Aprendemos que não podemos ter certeza absoluta de diversas teorias e de afirmações, segundo autores importantes e seus conceitos.
    Já dizia Sócrates, “só sei que nada sei”. A citação foi muito colocada para estudarmos diversos fatores da filosofia, do científico, de pesquisas e que fogem do senso comum. É quase impossível descrever o que é a realidade e do que fazemos parte, e também todos os porquês que nos fazem refletir em várias áreas da vida de cada indivíduo, tornando-se assim uma peça única na construção da sociedade.
    Nem sempre tudo que acreditamos e faz sentido pode ser concreto para nós. Isso reflete muito bem o jornalismo que está ligado diretamente a teoria de conhecimento. “Conhece-te a ti mesmo, torna-te consciente de tua ignorância e será sábio”, propõe Sócrates.
    Pode-se concluir então que a ciência nem sempre é exata e certa, como se especula, ela tem suas incógnitas e lacunas que ainda são desconhecidas para os indivíduos que estudam a fundo a filosofia e outros campos correspondentes. Assim como diversas ideologias que por meio de seus conceitos e objetivos, nem sempre chegam as verdades humanas.
    São indispensáveis os princípios sobre métodos científicos para a compreensão cientifica no meio da comunicação, entre outros fatores de outras pluralidades.
    As teorias da complexidade é também uma forma de conhecimento, no estudo da filosofia e das ciências, e são vários os conceitos e temas que compõem a base desses estudos. Dentre os conceitos, está autopoiese, que achei importante e merece destaque e se qualifica como sistema organizado como único produto de si mesmo.
    Para terminar, pesquisei um pensamento de Sócrates que se encaixa na teoria de ciência e filosofia, “Aqueles que, no sentido preciso do termo cuidam do filosofar, permanecem afastados de todos os desejos corporais sem exceção, mantendo uma atitude inflexível e não concedendo às paixões. A perda de patrimônios, a pobreza, não lhes causa medo, como acontece com a multidão dos amigos da riqueza; e nem a existência sem honrarias e sem glória que o infortúnio proporciona não é de molde a intimidamos como acontece com aqueles que amam o poder e as honrarias. E, desse modo, eles se mantêm afastados dessas espécies de desejos”.

    Jéssica Mendes

    25/06/2012 em 19:21

  18. O conceito apresentado por Ander-Egg (1978) define ciência como um conjunto de conhecimentos racionais obtidos a partir de estudos que analisam, pesquisam e verificam objetos de uma mesma natureza. O método é a forma como o cientista irá pesquisar e analisar o objeto para se chegar ao resultado esperado e atingir um objetivo. Já pertence a metodologia científica o fato de que o objeto de cada ciência é escolhido pelo método de pesquisa. De acordo com Baptista (1991), diante dos conhecimentos atuais, o objeto de uma ciência é todo objeto criado pela aplicação do método da ciência com o qual nos proponhamos estudá-lo. Por isso acredito que o método ou a metodologia se baseiam na visão de mundo do cientista, não que o cientista influencie totalmente a pesquisa, mas não deve existir ciência sem certa ideologia.

    Segundo o ponto de vista de Popper, a ciência não se baseia na indução. Popper nega que os cientistas começam com observações e depois colocam uma teoria geral. Em vez disso, primeiro propõem uma teoria, apresentando-a como uma hipótese inicialmente não comprovada, e depois comparam as suas previsões com observações para ver se ela resiste aos testes. Se esses testes se mostrarem negativos, então a teoria será experimentalmente falsificada e os cientistas irão procurar uma nova alternativa. Se os testes estiverem de acordo com a teoria, então os cientistas continuarão a mantê-la não como uma verdade provada, mas ainda assim como uma hipótese não rejeitada.

    Na época em que se acredita ser a do surgimento da ciência, a fé na universalidade dos princípios orientou os filósofos gregos na busca pelos princípios fundamentais. Passado algum tempo, filósofos como Aristóteles e Galileu foram motivados a encontrar respostas para diversos fenômenos sem explicação, eles não entendiam o motivo da busca pelo conhecimento ser tão contrariada pela Igreja.

    O conhecimento científico existe, pois o homem tem a necessidade de buscar explicações, de encontrar soluções tanto em benefício próprio como para melhorar a qualidade de vida das pessoas.

    O cientista que faz experimentação nunca deixa de utilizar o método científico. Mas nem todas as novas ideias surgem da experimentação, podem surgir simplesmente do pensamento, depois dessa etapa é que ela passa pelo processo de apuração através da experimentação. O método precisa ser objetivo, o cientista deve ser imparcial e todo o procedimento feito, precisa ser documentado. Um dos problemas mais difíceis enfrentados pela ciência é conseguir conciliar o conhecimento científico com o de senso comum, que segundo Popper é um conhecimento que temos desde que nascemos.

    O pensamento racionalista desenvolvido por Descartes e outros pensadores influencia a maneira como se estrutura a sociedade e, consequentemente, a política. Os políticos não sabem como agir frente aos problemas para tentar solucioná-los. As decisões tomadas por quem está no poder, buscam a solução para um determinado problema, sem se quer analisar o mesmo como parte de um sistema que envolve todo e qualquer tipo de sociedade e o meio em que estão inseridas.

    De acordo com o conteúdo visto na disciplina Jornalismo Científico, entendo que os jornalistas que escolhem a área científica devem sempre ficar atentos aos problemas que surgem na busca pelo conhecimento, pois para fazer ciência é preciso ter ética. Os problemas enfrentados pela sociedade muitas vezes podem ser solucionados com os conhecimentos e respostas obtidos através do método científico. Para mim o jornalismo científico é a área do jornalismo mais difícil, pois requer muita pesquisa e aprofundamento sobre determinado assunto. Para podermos informar a população sobre um estudo científico, é necessário que saibamos o que estamos falando, pois tudo que for escrito influenciará na vida das pessoas e até irá ajudá-las a encontrarem soluções para seus próprios problemas.

    Patrícia Lelli Ferreira

    25/06/2012 em 19:49

  19. Para melhor entender a teoria e método científico, é necessário compreender um pouco de sua história. Sócrates foi o filósofo ateniense que se rebelou contra os sofistas, estes eram sábios que cobravam para transmitir seus conhecimentos oralmente para as plateias. Uma das frases mais famosas proferidas por Sócrates, era que “Tudo que sei é de que nada sei”, pois para ele, quanto mais se aprofundava num assunto, mais este se mostrava complexo e a partir disso, novos questionamentos surgiam.
    Aristóteles defendia o método empírico-experimentalista, foi ele quem introduziu o conceito de lógica, e “logia” classificando e dividindo as diversas áreas de conhecimento em áreas menores (biologia, psicologia, etc…).
    No século XVI, o filósofo e matemático francês René Descartes, foi o responsável pelo desenvolvimento do Racionalismo Clássico. De acordo com seu método, a ciência deve observar e analisar os fenômenos como evidências de onde são formuladas as questões, a partir das quais, a dúvida é o quesito para a investigação.
    Somente no século XX, o filósofo e pensador austríaco, Karl Popper rompeu com a linha de pensamento de Descartes, propondo o Racionalismo Crítico. Segundo ele, a ciência é estabelecida a partir da dedução lógica. A teoria deve ser provada empiricamente, caso o teste dê negativo, a teoria deve ser abandonada e considerada falsa, caso o resultado da prova for positiva, significa que naquele momento há a possibilidade da teoria ser verdadeira.
    A Ciência Tecnocrática surge para romper com os pensamentos Racionalista Clássico e Crítico, de acordo com esta linha de pensamento um objeto pode ser estudado por diferentes áreas de conhecimento, como por exemplo os medicamentos, estes podem ser estudados pela medicina, farmácia e pela química.
    Outro ponto que influencia fortemente os interesses da ciência e dos objetos estudados, é o fato de haver interesses envolvidos nas questões da ciência, dessa maneira as grandes corporações e empresas passaram a “comprar e financiar” pesquisas acadêmicas que defendam seus interesses econômicos.
    Os pensadores dessa vertente acreditam que há um vício no método de análise e que escolher premissas sólidas parte exclusivamente do ser humano, portanto passível de erros.
    Outra abordagem apresentada nos textos de Karl Popper é em relação à praticidade de algumas disciplinas das Ciências Sociais, para ele, o conhecimento científico pode fazer uso do senso comum, e que em alguns casos a área estudada pode não se enquadrar como ciência, mas como filosofia.
    Os textos apresentados em sala de aula, afirmam que na ciência, nada pode ser concluído sem que haja um profundo estudo sobre o tema. Dessa maneira, toda teoria deve ser explicada por uma tese que deve ser comprovada por métodos práticos ou evidências e contraposta por uma antítese.

    Davi Marques Pastrelo

    25/06/2012 em 20:04

  20. O conhecimento e as questões que dão origem à sabedoria e se aplicam a difusão científica atual norteiam o chamado método clássico e são responsáveis pelas críticas ao racionalismo.

    É em especulações e deduções que Sócrates, Platão, Aristóteles e Renée Descartes se baseiam para a consolidação da teoria científica. O objetivo desses filósofos clássicos é obter definições a partir de indagações. Já pensadores contemporâneos se utilizam de observações e da imparcialidade para definirem o que é uma verdade.

    Foi sabendo que nada sabia que Sócrates iniciou seu método dialético-especulativo, em que força o interlocutor, por meio de questionamentos, a obter respostas mais profundas em si mesmo, indo além do que se sabia previamente. Sua “arte retórica” baseia-se em tese, antítese e síntese.

    Seguindo o mesmo método dialético-especulativo, Platão, discípulo de Sócrates fundamenta o “mito da caverna” e seu mundo das ideias perfeitas. Alegoricamente, o mito representa a condição de alienação das pessoas, que preferem viver na escuridão a obter a “luz do conhecimento”.

    Realista, Aristóteles defende o método empírico-experimentalista. Diferentemente de seu professor Platão, o filósofo grego parte para a pesquisa aplicada dos fatos. É baseado em coleta de dados e expedições que obtém seu conhecimento. É Aristóteles quem estabelece a lógica e a terminologia científica.

    Defendendo a frase “A dúvida é a origem da sabedoria”, Renée Descartes passou a problematizar as questões, estabelecendo evidências como critério para definições de verdades, e é em Deus que busca a “verdade única das coisas”. Para ele, até a dúvida existencial era o princípio da investigação.

    Contrariando o método clássico, Karl Popper funda, no século XX, o Racionalismo Crítico, baseado na observação. Em seu método crítico defende a busca por erros e a eliminação deles para encontrar a verdade. Sua teoria epistêmica é submetida a provas para abandonar a noção de verdade absoluta.

    Na crítica contemporânea do Racionalismo aparecem Thomas Kuhn, Hugh Lacey e Pierre Bordieu, em que defendem a importância da comunidade científica para a solução de problemas, a imparcialidade sem a influência de fatores sociais e morais, além de criticarem os conflitos de interesse na divulgação científica.

    Felipe Turioni

    25/06/2012 em 20:17

  21. A diferença entre crença e conhecimento é um bom start para introduzir estudos sobre a epistemologia da ciência e do método científico, haja vista que quanto mais se aprofunda na atividade do conhecer, mais se percebe a fina espessura da linha que divide uma ideia, uma hipótese e uma crença daquilo que é comprovado, que pode ser tido como um conhecimento legítimo. A indecisão entre apenas acreditar no método como o elemento que induz e se aproxima da verdade é comum, já que desta forma se exclui tantas coisas que nos levam a resultados pelo menos satisfatórios.
    Tanto é difícil se chegar a um consenso sobre a precisão dos fatos, a imparcialidade dos dados e dos resultados atingidos através de um método ou de um caminho lógico, que até hoje se estuda a possibilidade de existir a verdade única, aquela que diz “é assim e pronto”, incontestável. Talvez isso seja apenas uma vontade humana, um impulso visceral até mesmo comparado a um vício, que de forma cíclica nos leva à ruína enquanto acreditamos na evolução.
    Desde os mais antigos filósofos que se tem conhecimento o entendimento dos porquês deixa muitos loucos pelo caminho, com destaque para Sócrates, que depois de tanto se aprofundar na epistemologia, estudar e pensar, pensar e pensar, descobriu que por mais que se descobria menos se sabia sobre aquilo e, principalmente, sobre o todo. A diferença é que naquela época pensar não era algo rentável como acontece hoje, o conhecimento e o status de conhecedor valem dinheiro.
    Assim, o que deveria nos projetar para o futuro, tornar os humanos mais sábios e mais capazes, ganhou novo atributo, foi deturpado e exerce nova forma de controle das massas. Porém, nem por isso, seu verdadeiro sentido se perdeu, apenas está trabalhando no fundo da encenação social. O verdadeiro conhecimento deve criticar a nossa situação e não concordar com ela. Albert Einsten proferiu uma frase celebre, que merece ser lembrada sempre e por todos: “insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes”.

    Rodrigo Peronti Rodrigues

    25/06/2012 em 20:54

  22. Segundo Sócrates existe o bem do saber e o mal da ignorância, autor da famosa frase “Sei que nada sei”, foi o primeiro filósofo a desenvolver a busca pelo conhecimento por meio de questionamentos. A teoria de sua famosa frase se baseia no pensamento de que quanto mais se desenvolve o questionamento, mais se aprende e mais se deseja saber, contudo quanto mais se descobre menos se sabe. E mesmo possuindo uma mente brilhante, por assim dizer, Sócrates tinha humildade de assumir que pouco sabia perante o infinito de conhecimento que a humanidade e o universo podem oferecer.
    Platão, discípulo de Sócrates, segue a mesma linha de pensamento, porém com uma nova abordagem, ele crê na existência de dois universos paralelos, o tangível, dos sentidos, que conhecemos e o das idéias, no qual podemos chegar a um conhecimento mais profundo, pois formamos nossos ideais a partir da nossa vivência.
    Porém para seus seguidores, a teoria mais fantástica de Platão é a Alegoria da Caverna, onde Platão defende que cada um vive em seu mundo, e que o ser alienado não se permite desfrutar do conhecimento que a realidade pode nos proporcionar. Assim Platão defende que a ilusão é originada de cada ser, um a vez que os alienados se utilizam de artifícios, para compor um determinado tipo de raciocínio deturpado.
    Contrapondo a visão lógica de Aristóteles, seguidor de Platão, surge René Descartes, que por sua vez defende a observação de evidências, formação de hipóteses e a interpretação crítica.
    Em meio a tantas teorias, o austríaco Karl Popper, rejeita o empirismo clássico, segundo ele a ciência surge de uma ideia e a partir delas são feitas deduções lógicas. Assim a prova da teoria se dá pelos critérios: Coerência e forma lógica, relação com demais teorias e aplicação das conclusões. Se assim, o resultado obtido for positivo há bases para a formulação de uma teoria, caso o resultado não for satisfatório não há bases para a consolidação e continuidade da teoria que se torna falha.
    Logo, os pensadores estudados durante a disciplina ‘Jornalismo Científico’, crêem na utilização de premissas sólidas e não no racionalismo propriamente dito, a razão é um ótimo meio de saber, porém se não usada com cautela nos fornece um vício alucinógeno capaz de deturpar a mais brilhante das teorias. Assim por meio do pensamento científico e da coletânea de bases sólidas, fica comprovado que o resultado será mais satisfatório na aquisição do saber.

    Naira Paschoal

    25/06/2012 em 21:16

  23. Pode concluir que a teoria e método da ciência desses pensadores se baseiam em conhecimento geral do “saber” ou até mesmo universal.
    Acreditam que há um começo da teoria para analisar e afirmam que a razão é um instrumento corretamente utilizado para ajudar as pessoas e influência na sua vivência a partir da sua interferência.
    Não se podem concluir os trabalhos científicos sem que como uma grande pesquisa, e com isso possa haver conflito de ideias que se oponham.
    Os temas sociais filosóficos ficaram bem claros e explicados propondo que o conhecimento científico pode partir da suposição do senso comum que pode ajuda na conclusão de pesquisas em diversos campos.
    Toda ciência profundamente pesquisada é certa, mas diante das teorias de Poper caiu por terra, já que, o autor aceita o erro, mas alerta sobre a busca pelo mais correto e com isso a diminuição dos erros.
    Isso se reflete na verdade absoluta e exatidão o autor define os conhecimento naturais é o conhecimento mais importante para ser adquirido antes de iniciar uma pesquisa acadêmica.
    Com isso o jornalismo cientifico é demonstrado de forma clara e objetiva por isso a importância de mostra a responsabilidade da ciência se propaga através da informação e visando o desenvolvimento de pesquisa em diversos campos que atendem realmente o esse assunto.
    A crítica ao racionalismo os pensadores mais contemporâneos que vem, mostrando a ciência não é apenas produto de um método racional, isento, neutro e imparcial é sim é produto de uma construção social que se dá em instituição acadêmica feita por humanos.
    Que tem interesses diversos na produção dos conhecimentos e que a produção de conhecimento ela está sujeita a conflito, de interesse na interface com o próprio eco do cientista de alguma forma ele usa para legitimar para ganhar dinheiro, para isso busca as instituição que financiam a pesquisa e como isso interfere no resultado.
    Os filósofos diz que, o mais importante é escolher e ter conclusões sólidas e esse método de pesquisa visando o conhecimento é uma responsabilidade exclusivamente da humanidade.

    Francisléia Regina de Favere

    25/06/2012 em 21:33

  24. Sobre informação e o conteúdo

    Aqui estamos, futuros jornalistas na boca do mundo, um mundo onde a informação é passada em tempo real e não mais restrita a meia duzia de burgueses. Somos parte de um mecanismo de ciclo vicioso onde ao mesmo tempo que fornecemos informação, também somos bombardeados por outras tantas que surgem dos mais diversos meios e formatos. Porém… Toda essa informação não representa necessariamente conhecimento.

    Ainda hoje vale a definição de ciência de Aristóteles, formulada na sua obra, Organon, como conhecimento certo pelas causas. Para saber algo em profundidade é preciso relacionar conceitos, saber as causas, o porquê das coisas. Neste sentido é que percebemos a real dimensão da importância de estudarmos o surgimento do método cientifico e toda a sua evolução. Isso porque, se não soubermos os caminhos trilhados até aqui, corremos o risco de cometer os mesmos erros.

    Aqui não se trata apenas de decorar alguns nomes históricos e dar algumas datas, trata-se de entender a sua relevância histórica, de um momento de reflexão maior sobre o processo de transformar informação em conteúdo. Trata-se de viver o nosso particular momento socratiano: “a única coisa que sei é que nada sei”, para que possamos entender nossas limitações e viabilizar formas de superar as mesmas.

    Então vamos lá… Aprendemos que existem dois tipos de conhecimento: o de Crença que é baseado em conhecimento empírico (aquele que advem das experiencias passadas) e o conhecimento epistemológico (aquele que relaciona-se com a metafísica, a lógica e a filosofia da ciência). Este segundo é o que nos interessa, pois tem o objetivo de questionar as “verdades” afim de chegar a resultados palpáveis e justificáveis.

    Mas questionar, embora importante não é tudo, era preciso criar um método que ajudasse a padronizar um meio de se chegar até o conhecimento. Na verdade o que se pretendia com o método era legitimar o conhecimento e quem nos deu uma preciosa contribuição neste sentido foi o filósofo René Descartes quando desenvolveu em 1637 o método cientifico clássico, que ainda era um pouco apegado as crenças, mas contribuia estipulando formas de abordagem lógica de observação de um objeto, utilizando alguns critérios, são eles: a evidencia, a duvida (que esteve presente desde os primeiros filósofos) e a mensuração. Porém o calcanhar de aquiles de Descartes foi o fato dele acreditar poder chegar com este método em uma verdade absoluta.

    Foi nesse brecha que os racionalistas críticos martelaram impiedosamente e questionaram o método cientifico clássico, alegando que não existe verdade absoluta, mas sim uma verdade provável. O que ao meu ver é um resgate válido ao ceticismo dos filósofos que nos fazem questionar as coisas e redescobrir pseudos verdades que tínhamos como verdades concretas.

    O exercício de questionar é fundamental, isso porque o processo de desenvolvimento do conhecimento envolve interesses. E quando o interesse esta envolvido o resultado tende a ficar comprometido. Isso porque os métodos que serão aplicados em determinada pesquisa pode ser aquele que irá privilegiar o encontro de determinados resultados. Ainda que o resultado seja correto e justificável, ele pode ser parcial ou tendencioso.

    Em meio a este jogo de interesses de cientistas que possuem suas próprias linguagens, estamos mais um vez nós: jornalista, estranhos em um mundo cercado de informação, tendo como desafio transformar códigos, tabelas, pesquisas em conhecimento que possa ser compartilhado e absorvido pelas pessoas. Somos uma ponte crítica entre os que fornecem conhecimento e aqueles que recebem, e cabe a nós filtrar da melhor maneira possível as informações. E para que isso aconteça, nada melhor que entender todo este processo. Desta forma, podemos desenvolver matérias mais profundas que tenham por objetivo responder perguntas que vão além lead e que contribuam de forma efetiva na vida das pessoas, trazendo respostas de perguntas que as pessoas nem haviam pensado em fazer, pois ja estão acostumadas com o raso da informação.

    Particularmente esta matéria me fez ver que podemos escolher sermos marionetes que reproduzem as informações de forma automática (como muito fazem), ou pensar sobre a matéria e aplicar critérios científicos para que a informação chegue o mais próximo possível do conceito utópico de imparcialidade. Não consigo imaginar outro tipo de jornalismo senão o cientifico e o investigativo que consigam manter e trabalhar aquele ideal antigo dos jornalistas que ingressão na carreira com a intenção de mudar o mundo.

    O conhecimento transforma, a informação distrai. O que iremos produzir amanhã: entretenimento ou conteúdo?

    Luan Emilio Faustino

    Luan Emilio Faustino

    25/06/2012 em 22:07

  25. Um assunto um tanto quanto complexo.

    O autor define conhecimento como importante e indispensável para que algo em estudo possa ser definido como concluído.

    O conhecimento não esta apenas em um ou outro determinado local, é possível encontrar conhecimento em diversos locais e não apenas nas ciências que pode também cometer o erro da inverdade.

    Poper adverte a ideia de que toda ciência é exata e correta, embora aceite o fato de que ela também possa ser um erro, porém, acredita que esse erro pode ser um caminho para a busca de um melhor entendimento para o assunto em questão.

    Pode -se dizer que o questionamento caminha ao lado do conhecimento que deve ser questionado e colocado em prova sempre, afim de chegar o mais próximo possível da verdade.

    O jornalismo ciêntífico têm a responsabilidade de mostrar o quanto é importante o desenvolvimento de pesquisas que carregam um certo crédito de confiabilidade e respostas para uma série de dúvidas e questionamentos capazes de evoluir para uma verdade real ou aproximada.

    Andreza Palanca

    25/06/2012 em 23:30

  26. Ciência é a racionalidade experimental que surge a partir de necessidades humanas de solucionarem problemas, e para isso são levados à racionalidade. Por muito tempo o conhecimento foi esparso, passado por tradição, de forma que não havia organização ou doutrina de conhecimento. Isso procede desde as primeiras civilizações até por volta de aproximadamente 1000 a.C., quando surgem na Grécia os primeiros Sofistas, que baseados principalmente no que se conhecia de física e astronomia, criam a teoria filosófica do conhecimento. É o nascimento de um conjunto de disciplinas capaz de ser ensinado a partir de um método para lidar com este conhecimento. No entanto, os Sofistas basicamente vendiam serviços de consultoria, atitude que é rompida por Sócrates que passa a trabalhar com a dialética, um processo baseado em tese e antítese.
    Sócrates foi processado pelos sofistas e condenado à morte, mas isso não interrompeu que suas ideais avançassem, Platão passa a disseminá-las.
    Aristóteles, outra figura importante, contribuiu para a criação de regras que conduzem ao raciocínio, a lógica, também usou de pesquisa, propôs classificação dos saberes, estudou a linguagem, entre outras participações realmente significativas em contribuição com a ciência.
    Entendemos que o saber pode estar configurado, sendo “conhecimento”, considerado o saber justificado, e “crença”, o saber de convicção. Na zona híbrida dos saberes que possuem justificação estão a mitologia e a teologia, por exemplo. Há ainda a possibilidade de inversão, podendo crença passar ao estágio de conhecimento e vise-versa.
    Adiante, Descartes, soldado do exercito francês, passa a utilizar de um método científico como forma de legitimação do conhecimento, ou seja, o “Método Científico Clássico”. Ele propõe que haja evidências como critério para a definição de verdade, e desta verdade evidenciada poderá se compor uma regra que dará margem para uma nova verdade. Este método ficou conhecido como Racionalismo Clássico, que baseado na dúvida iniciada de uma evidência subjetiva ou objetiva, deve se trabalhar com uma amostragem do que será mensurado.
    É importante ressaltar que estes conhecimentos organizados pelo homem, seja por teorias ou experimentações, estão classificado como epistema, objeto de estudo da epistemologia, que é o ramo da filosofia que estuda o conhecimento. Neste sentido, a unidade epistêmica de Popper, que propõe o método do Racionalismo Crítico, é a teoria. É basicamente “uma inversão” do que se propunha no Racionalismo Clássico. Neste caso a análise se inicia a partir de uma teoria, passa por conclusões que são tiradas de deduções lógicas até que possa ser provada. Isso quer dizer que teorias podem, a partir de sua coerência e forma, se relacionar com outras teorias, corroborar, ou ser falseada.
    Lemos um trecho da conferência de Karl Popper. Ele a dividiu em três partes: conhecimento, realidade, e sobre a formação da realidade.
    Para ele conhecimento, embora não o único, porém o melhor e mais importante conhecimento que temos, está baseado nas ciências naturais. Popper considera que o conhecimento compreende uma busca pela verdade, não por uma certeza.
    Já a realidade consiste em três mundos que estão interconectados: mundo físico, mundo psíquico, e mundo dos produtos espirituais, chamado pelos antropólogos de cultura.
    Realidade deve ser compreendida como tudo que pode atuar sobre as coisas materiais e exercer um efeito.
    Popper discorre sobre o “real” para apresentar o que seria a interação entre estes três mundos, ou seja, a formação da realidade. Isso pode ser melhor compreendido pela seguinte frase: “Isso é, de fato, o que há de criativo no homem: nós, na medida em que criamos, somos ao mesmo tempo transformados por nossa obra”.
    Bruno Latour, em seu livro “Ciência em Ação” introduz uma discussão sobre as distinções entre o contexto em que o saber está inserido e o próprio saber. De forma bastante interessante, apresentando as máximas de “Jano Bifronte” e ilustrando com a narrativa de cenas, nos leva à reflexão de sua abordagem.
    De certo, desde o surgimento histórico das teorias e métodos da ciência, à evolução e crítica do pensamento racionalista, há um longo caminho de conhecimento produzido. A ciência, seja aplicada e transformada em tecnologia, ou nas suas mais simples de suas configurações, sempre estará presente. Devemos saber conviver com ela, buscar conhecer e compreender o exercício científico, e permitir que ele seja de fato um instrumento para o progresso da sociedade.

    Nilton Storino

    25/06/2012 em 23:46

  27. Ciência é a racionalidade experimental que surge a partir de necessidades humanas de solucionarem problemas, e para isso são levados à racionalidade. Por muito tempo o conhecimento foi esparso, passado por tradição, de forma que não havia organização ou doutrina de conhecimento. Isso procede desde as primeiras civilizações até por volta de aproximadamente 1000 a.C., quando surgem na Grécia os primeiros Sofistas, que baseados principalmente no que se conhecia de física e astronomia, criam a teoria filosófica do conhecimento. É o nascimento de um conjunto de disciplinas capaz de ser ensinado a partir de um método para lidar com este conhecimento. No entanto, os Sofistas basicamente vendiam serviços de consultoria, atitude que é rompida por Sócrates que passa a trabalhar com a dialética, um processo baseado em tese e antítese.
    Sócrates foi processado pelos sofistas e condenado à morte, mas isso não interrompeu que suas ideais avançassem, Platão passa a disseminá-las.
    Aristóteles, outra figura importante, contribuiu para a criação de regras que conduzem ao raciocínio, a lógica, também usou de pesquisa, propôs classificação dos saberes, estudou a linguagem, entre outras participações realmente significativas em contribuição com a ciência.
    Entendemos que o saber pode estar configurado, sendo “conhecimento”, considerado o saber justificado, e “crença”, o saber de convicção. Na zona híbrida dos saberes que possuem justificação estão a mitologia e a teologia, por exemplo. Há ainda a possibilidade de inversão, podendo crença passar ao estágio de conhecimento e vise-versa.
    Adiante, Descartes, soldado do exercito francês, passa a utilizar de um método científico como forma de legitimação do conhecimento, ou seja, o “Método Científico Clássico”. Ele propõe que haja evidências como critério para a definição de verdade, e desta verdade evidenciada poderá se compor uma regra que dará margem para uma nova verdade. Este método ficou conhecido como Racionalismo Clássico, que baseado na dúvida iniciada de uma evidência subjetiva ou objetiva, deve se trabalhar com uma amostragem do que será mensurado.
    É importante ressaltar que estes conhecimentos organizados pelo homem, seja por teorias ou experimentações, estão classificado como epistema, objeto de estudo da epistemologia, que é o ramo da filosofia que estuda o conhecimento. Neste sentido, a unidade epistêmica de Popper, que propõe o método do Racionalismo Crítico, é a teoria. É basicamente “uma inversão” do que se propunha no Racionalismo Clássico. Neste caso a análise se inicia a partir de uma teoria, passa por conclusões que são tiradas de deduções lógicas até que possa ser provada. Isso quer dizer que teorias podem, a partir de sua coerência e forma, se relacionar com outras teorias, corroborar, ou ser falseada.
    Lemos um trecho da conferência de Karl Popper. Ele a dividiu em três partes: conhecimento, realidade, e sobre a formação da realidade.
    Para ele conhecimento, embora não o único, porém o melhor e mais importante conhecimento que temos, está baseado nas ciências naturais. Popper considera que o conhecimento compreende uma busca pela verdade, não por uma certeza.
    Já a realidade consiste em três mundos que estão interconectados: mundo físico, mundo psíquico, e mundo dos produtos espirituais, chamado pelos antropólogos de cultura.
    Realidade deve ser compreendida como tudo que pode atuar sobre as coisas materiais e exercer um efeito.
    Popper discorre sobre o “real” para apresentar o que seria a interação entre estes três mundos, ou seja, a formação da realidade. Isso pode ser melhor compreendido pela seguinte frase: “Isso é, de fato, o que há de criativo no homem: nós, na medida em que criamos, somos ao mesmo tempo transformados por nossa obra”.
    Bruno Latour, em seu livro “Ciência em Ação” introduz uma discussão sobre as distinções entre o contexto em que o saber está inserido e o próprio saber. De forma bastante interessante, apresentando as máximas de “Jano Bifronte” e ilustrando com a narrativa de cenas, nos leva à reflexão de sua abordagem.
    De certo, desde o surgimento histórico das teorias e métodos da ciência, à evolução e crítica do pensamento racionalista, há um longo caminho de conhecimento produzido. A ciência, seja aplicada e transformada em tecnologia, ou na mais simples de suas configurações, sempre estará presente. Devemos saber conviver com ela, buscar conhecer e compreender o exercício científico, e permitir que ele seja de fato um instrumento cada vez mais efetivo para o progresso da sociedade.

    Nilton Storino

    25/06/2012 em 23:49

  28. Como marco na filosofia, na busca do conhecimento e questionamento, enfrentando condutas tradicionais que o colocaram em cheque, surge Sócrates, crítico dos sofistas e questionador nato, que nos mostra que quanto mais sabemos, menos sabemos, em relação a todas as coisas que compõem nossas vidas e o universo em si. Sócrates cria um grande legado de seguidores, no qual Platão se destaca, transcrevendo a filosofia aplicada por Sócrates e criando os moldes para o que viria se chamar de método científico clássico.
    Também herdeiro da escola de Sócrates e discípulo de Platão, Aristóteles atua em um papel importantíssimo no desenvolvimento da ciência. O mesmo cria o termo “lógica”, se baseia em métodos experimentais e categoriza, classifica praticamente tudo aquilo que é referente a biologia, desde seres, órgãos e etc. Lembrando também que Aristóteles produziu juntamente com seus alunos uma vasta bibliografia onde se produziu e transcreveu o termos e conceitos criados.
    Cronologicamente bem mais adiante, século XVI, surge Descartes, físico, matemático e filósofo, estabelece conceitos do racionalismo clássico, aponta diretrizes da busca por evidencias, critérios para se estabelecer a verdade, trabalho em hipótese, além da interpretação em relação aos resultados obtidos. Outros pensadores que se destacaram nesse período foram Francis Bacon, Galileu Galilei, Isaac Newton, entre outros.
    Indicando pontos relevantes e colocando em cheque o conceito de “verdade” estabelecido no racionalismo clássico, Popper já no século XX, apresenta o Racionalismo Crítico, trocando o termo “verdade”, por “probabilidade”, acreditando que se as provas apresentadas forem coerentes e positivas, o estudo terá diretrizes temporárias que apoiam a formação da pesquisa, da teoria apresentada. No racionalismo clássico a aplicação empírica é importantíssima para as “conclusões”.
    Opondo-se ao racionalismo, surge a Teoria Geral dos Sistemas, ou a também conhecida Visão Sistêmica, que se vê contra ao pensar nas coisas como mecanismos ou sistemas fechados, ela visa o conhecimento do todo, identificando fatos particulares do sistema como um todo. Ela busca estudar de forma interdisciplinar os acontecimentos, independente da sua formação. São vários os estudiosos contemporâneos a favor desta teoria, tais como Dante Martinelli, Fritjof Capra e o criador do conceito, Ludwig von Bertalanffy.
    Enfim, são diversas as teorias, modos de se pensar, de produzir e articular conhecimento, o estudo do mesmo gera discussões e controvérsias em qualquer instante, porém ambos buscam apresentar e compreender da melhor forma os fatos dentro dos seus critérios. Teorias e métodos a parte, essa busca pela compreensão e interpretação para apresentar os fatos deve ser um dos pilares para se produzir a boa notícia e articular da melhor forma o bom jornalismo.

    Murilo Henrique

    26/06/2012 em 0:37

  29. A ciência surge e trás a investigação, o conhecimento. O Ser Humano busca a resposta, o saber. O Ser Humano é o cientista, é o protagonista do conhecimento.
    O saber é amplo, embora limitado. O que sabemos? Será que sabemos? Será que apenas achamos que sabemos? Será que sabemos o que querem que sabemos?
    A ciência não é isenta de influências políticas, de manipulação, de interesses próprios. Sendo assim, somos todos influenciados por desejos alheios.
    Os filósofos questionam, buscam, perguntam, analisam sistematicamente um emaranhado de atitudes, comportamentos, repetições, evidências.
    E chegam a conclusões, porém conclusões limitadas. Limitadas porque ora são aplaudidas, ora são questionadas, derrubadas.
    A cada nova descoberta, a cada descoberta desmascarada, a cada método de pesquisa científico, descobrimos um aperfeiçoamento por parte dos teóricos.
    Alguns filósofos se destacaram. Sócrates e Aristóteles estão entre eles.
    Sócrates como um grande sábio, não deixou nada escrito, tudo que sabemos é por seus discípulos. A introspecção é a característica da filosofia de Sócrates. E exprime-se no famoso lema “conhece-te a ti mesmo” – isto é, torna-te consciente de tua ignorância – como sendo o ápice da sabedoria, que é o desejo da ciência mediante a virtude. E alcançava em Sócrates intensidade e profundidade tais, que se concretizava, se personificava na voz interior divina do gênio ou demônio.

    Já Aristóteles até hoje tem sua influência exercida sobre o pensamento humano e à qual não pode comparar a de nenhum outro pensador. Criador da lógica, autor do primeiro tratado de psicologia científica, primeiro escritor da história da filosofia, patriarca das ciências naturais, metafísico, moralista, político, ele é o verdadeiro fundador da ciência moderna e “ainda hoje está presente com sua linguagem científica não somente às nossas cogitações, senão também à expressão dos sentimentos e das idéias na vida comum e habitual”.

    Mayna

    26/06/2012 em 3:49

  30. A necessidade de respostas despertou em algumas personalidades diversos questionamentos e reflexões para compreendê-las e solucioná-las. Nasce então a filosofia, e a partir dela muitos mitos e enigmas foram resolvidos.
    Um dos antigos filósofos, considerado o mestre da retórica, deu início a uma corrente filosófica que se estende até os dias de hoje; Sócrates foi o primeiro filósofo nascido em Athenas e afirmava que existe apenas um bem: o saber; e apenas um mal: a ignorância. Racionalista e questionador foi condenado a morte pelas suas ideias e pelo incomodo que causava pelas suas reflexões.
    Platão um de seus discípulos acreditava em uma realidade autônoma por trás do mundo dos sentidos e pela teoria de suas ideias.
    O macedônico Aristóteles criticou as Teorias de Platão e foi o grande sistematizador das ciências a partir de suas ideologias.
    Descartes acreditava que para construir um novo conhecimento, devia a partir de experimentações e aspectos mais simples chegar aos mais aspectos mais complicados.
    Já para Karl Popper a ciência se estabelece a partir de uma ideia da qual são tiradas conclusões por dedução lógica.
    A partir dessas correntes filosóficas, cumpre-nos observar que a filosofia é intrínseca para o conhecimento contemporâneo e como dizia o filósofo ateniense Sócrates “A vida sem ciência é uma espécie de morte”. A ciência é de suma importância para a construção do conhecimento, da sociedade e seu desenvolvimento.
    Temos um conhecimento apriorístico das coisas, de que o que sabemos é o certo, imutável e a filosofia da ciência é essencial para desmistificar, modificar e para que questionemos o que nos é apresentado e a partir de nossa descoberta, apresentar nossa teoria e consequentemente impulsionar a criação de novas.

    Ana Paula Vieira

    26/06/2012 em 8:56

  31. Bom Dia professor.

    Ontem ao postar o comentário da minha casa, não conseguia, e aparecia uma mensagem que meu IP fora bloqueado. Cadastrei hoje pela manhã do trabalho e deu certo.
    Estou justificando-me pois sei que o prazo foi ontem.

    Obrigada

    Ana Paula Vieira

    26/06/2012 em 8:58

  32. Sócrates foi o primeiro a questionar, antes dele os Sofistas (sábios que cobravam parra passar seus conhecimentos) é que detinham da sabedoria, “só sei que nada sei” era o que ele sempre dizia para ilustrar sua busca constante por conhecimento. Sócrates foi morto e ficou a cargo do seu discípulo Platão, escrever e publicar os ensinamentos do seu mestre, Platão que dizia “ uma vida sem questionamento não merece ser vivida”, ele ajudou a criar o método científico e com isso a arte da retórica que compunha-se de tese, antítese e síntese.
    Como um dos últimos grandes filósofos gregos, Aristóteles, difundi-o método empírico-experimentalista, com ele nasceu o sentido pra lógica na ciência, ele proporcionou a Biologia, Psicologia, Zoologia, Metafisica, Astrologia entre outras.
    Séculos depois dos gregos, René Descarte, funda a Filosofia moderna e inaugura o Racionalismo Clássico; duvidar de tudo – começar do zero a partir de uma questão – praticar métodos empíricos para chegar a verdade – dividir o estudo em amostra para ter um modelo – precisão matemática – evidência de lógica é critério de verdade.
    O Racionalismo Clássico, foi muito usado, até no século XX chegar o cientista Austríaco, karl Popper, ele “cria” o Racionalismo Crítico, para ele a ciência se estabelece a partir de uma ideia, onde são tiradas conclusões através da lógica, para ele não existia uma teoria cientifica eterna e imutável, achando a aparte fraca das teorias, pode-se elaborar o ponto fraco da mesma, ele propunha que na ciência não existia lei e sim hipótese. Com isso uma nova forma de conhecimento nasce, ao invés de evidência, passa-se a aceitar a teoria que pode ser formulada livremente, desde que seja sintética, não contraditória, falseável e que resista a provas.
    Tempos depois aparecem cientistas duvidando e questionando os métodos científicos, todos eles, esses denominados cientistas tecnocráticos, eles se basearam na ideia de que um objeto de estudo possui diversas dimensões e podem ser estudados por diversas ciências. Eles acreditavam e defendiam que cientistas deveriam controlar e governar a sociedade, entendendo que suas habilidades e conhecimento poderiam levar ao mundo melhor.

    Marcus Buda

    29/06/2012 em 17:43

  33. Verdade Absoluta e o Jornalista

    É correto afirmar que são as perguntas que conduzem a humanidade, assim como também é correto afirmar que são as inúmeras possibilidades de respostas que nos permitem vislumbrar um “novo mundo”. Segundo Lilian Amaral, autora do livro Interterritorialidades: passagens, cartografias e imaginários (p.46) “a visão de mundo particular de cada um pode se tornar questionável”.
    De acordo com Jorge Albuquerque Vieira em seu livro Educação Científica (p. 45), “a ciência é uma forma de conhecimento nascida da Filosofia”.
    Foi Sócrates (470 a.C.) que iniciou o processo de indagação sobre a vida que consequente deu origem a ciência em geral. Por meio do processo dialético, chamado por ele de indução, este filósofo acreditava que, “a virtude da alma é a sabedoria e esta nos aproxima de Deus”. Entretanto deixou sua marca na história com a frase “só sei que nada sei”.
    Platão (428 ou 427 a.C.), discípulo de Sócrates, não limitou-se como seu mestre a pesquisa filosófica, conceptual, ao campo antropológico e moral. Platão estendeu a indagação ao campo metafísico e cosmológico, ou seja, a toda realidade. Em seu texto “Alegoria da Caverna”, Platão mostra a ignorância do homem devido ao comodismo e aceitação impregnados por aquilo que acreditam ser real. O ato de não questionar faz com o que eles veem se torne real, mesmo que exista outra realidade.
    Já Aristóteles (4 a.C.), outro filósofo grego e consequentemente discípulo de Platão, utilizou-se do método empírico-experimentalista ao tratar de ciência desenvolvendo a lógica e tornando pai das ciências. Ou seja, a filosofia aristotélica se apoiava na experiência e observação explicando o porquê das coisas e suas utilidades. Segundo ele, “todos os homens, por natureza, aspiram ao saber. Sinal disso é a estima dos sentidos. Pois, mesmo à parte sua utilidade, são estimados por si mesmos.”
    Entretanto foi o pensamento do filósofo, René Descartes, que se fixou até os dias atuais. Descartes mensurou a ciência tornando-a prática e não especulativa como até então era, pois de acordo com ele, a ciência consistia em atingir a plena verdade, sem dar margens a dúvidas ou questionamentos. Para Descartes, são as evidências que tornavam algo real.
    Em contraposto, Karl Popper (1902-1994), filósofo do século XX, acredita que o saber científico é “sempre hipotético”, assim não devemos pensar que existam verdades absolutas.
    “Todo conhecimento humano é falível e, portanto, incerto”, diz Popper em seu texto Conhecimento e formação da realidade.
    No texto o autor divide a realidade em três mundos diferentes, que segundo ele, estão “interconectados e por vezes sobrepostos”. O mundo é o mundo físico, das coisas matérias. Neste fazem parte os corpos animados e inanimados, além de seus estados. O mundo dois abrange as vivências, especialmente as humanas. E por fim, o mundo três, engloba os produtos de origem humana.
    Por fim, Bruno Latour no seu livro Ciência em Ação, defende seu pensamento exposto em duas linhas: a ciência em construção (está aquela que sempre está em constante mudança, visando ampliar seus conceitos e margens para novas perspectivas); e, a ciência pronta (aquela aceita e não questiona, propondo o comodismo).
    Em todos os casos, filósofos tentam ao longo da existência expressar suas linhas e pensamentos referentes ao tema em debate. Qual seria a verdade absoluta? Como atingi-la? Qual a melhor receita? Para nós jornalistas, ensinados muitas vezes a seguir o lead cotidiano resta o confronte com a própria ética. Devemos desprezar o tratamento da noticia em seu âmbito mais profundo, ou simplesmente seguir as regras e disseminar notícias vagas, aumentando a quantidade de informação desnecessária e contrariando nosso propósito como profissionais, que é orientar e informar a sociedade? Talvez o Jornalismo Científico seja o começo, entretanto quantos serão os profissionais que optaram por este caminho? São perguntas que apesar de grande importância de reflexão poucas vezes serão feitas pelos próprios profissionais devido a pouca importância que dão ao assunto. Afinal, as faculdades os preparam para uma realidade e a que vivemos é completamente outra.

    Elaise Silva.

    Elaise Silva

    29/06/2012 em 20:51

  34. Belda, segue texto com as alterações!!!!

    Teoria e método da ciência é um assunto muito complexo e amplo. Buscando questionar e entender um pouco sobre sua existência, vamos começar pelos princípios da epistemologia, ou seja, teoria do conhecimento, suas vertentes se dividem em dois momentos, no qual seu conhecimento não é acumulativo, e seu poder de capacidade é de questionar, ou seja, o conhecimento é o saber justificado.

    Crença X Conhecimento, toda crença é válida, mais não é justificada. (exemplo: existência de Deus); Já o conhecimento é justificado. Conhecimentos que ajudam a entender a diferença, senso comum, religião, tradição e mitologia (como elemento de justificação, processo de zona lenta). Saber busca por justificação (Platão) – exemplo: acreditar em algo, e buscar saber. Justificação aproxima o conhecimento da verdade.

    Descartes, duvidar de tudo menos do pensamento (implica algo a ser pensado).
    Método cientifico parte da crença a partir de uma prova de verdade; a verdade não foi revelada; lança dúvidas; caminho para a verdade (método de percurso).
    Existe uma série de etapas para a produção de conhecimento verdadeiro; explicação e evidências como forma de prova de conhecimento; princípio de duvidar de tudo, pois os conhecimentos são cadeados. Ao contrário do racionalismo clássico de Descartes, Karl Popper, parte do principio da dedução lógica, no qual a ciência parte de uma idéia, e tira sua conclusão.

    O racionalismo crítico, não vamos mais trabalhar com a evidência, mas sim com a teoria como um produto de criatividade do sujeito, a partir de definir a psicologia do conhecimento para formular sistemas teóricos, e observar e inventar uma teoria, com uma mudança do método de prova, no qual a teoria boa/criativa e depois pesquisar os fatos da sua teoria, como dedutivo de pensamento, ou seja, partindo do geral e depois procenar as evidências, para espitemiologia estudar a produção do conhecimento, e usar como critério de verdade a epistéma para representação de uma unidade de conhecimento.

    A idéia do sistema racionalista faz parte do racional, no qual a lógica está ligada diretamente no método de conciliar. Segundo a idéia de Popper (racionalismo crítico x clássico) – definição de racionalismo – movimento filosófico que usa a lógica como produção de conhecimento, raciocínio ordenado, filósofos gregos, idéia de experiência.
    Método racionalismo clássico, parte do princípio de dúvida, analisa seu objeto a ser estudado, evidência de amostragem ou modelo, mostra cálculos para a verdade. (dúvida produzida pelo conhecimento, método contraditório). Já no racionalismo crítico, não se acredita em evidências, ao pensamento do mundo. Preserva um núcleo de racionalismo crítico, mas contesta o critério de verdade, não acredita que seja capaz de obter um conhecimento verdadeiro, coloca no lugar a probabilidade.

    Luis Gustavo Rizzo

    30/06/2012 em 10:10

  35. (Belda, como só te mandei o texto corrigido por e-mail, pois não sabia de era para postar ou não, estou postando agora, porém eu refiz assim que você me pediu no dia 30/06, pode conferir no seu e-mail, obrigada)

    Baseado nos textos de Karl Popper, além das aulas do segundo bimestre posso concluir que para Popper, a filosofia da ciência não precisa se preocupar em reconstruir a inspiração do cientista assim como também não é tão importante à questão da validade do conhecimento independente das condições em que o cientista formulou a teoria.

    Fernando Lang da Silveira que desenvolveu um estudo sobre A Filosofia da Ciência de Karl Popper: o racionalismo crítico e diz “O método da ciência se caracteriza pela discussão crítica do conhecimento científico e pode ser denominado método crítico de teste dedutivo. Dada uma teoria, é possível, com auxílio de condições específicas e com auxílio da lógica dedutiva, chegar a conclusões”.

    Durante certo tempo a história da ciência foi corroborada, um exemplo disso foi à mecânica newtoniana, que permaneceu mais de duzentos anos. Mesmo a ciência sendo corroborada ela se torna problemáticas, como o exemplo acima

    Ainda segundo o estudo de Silveira, para Popper todo o nosso conhecimento é impregnado de teoria, inclusive nossas observações e com isso Popper denominou a “teoria do balde mental” a concepção de que nosso conhecimento consiste de percepções acumuladas ou percepções assimiladas, separadas e classificadas. Aristóteles já afirmara que nada há no intelecto humano que antes não tenha estado nos órgãos dos sentidos. Anteriormente, os atomistas gregos admitiram que os átomos que se desprendiam dos objetos, entrando nos órgãos do sentido, convertiam-se em sensações; com o passar do tempo, o conhecimento era determinado como um quebra-cabeças que se montava a si próprio.

    Posso dizer que para Popper a teoria dos três mundos foi a base para ele crer na existência do problema cérebro-mente, ou seja, a mente autoconsciente funciona como uma emergência do cérebro, portanto não poderá ser reduzida ao mecanismo neurofisiológico e físico-quimico. Exemplificando seria como se quando eu pensar em levantar o braço eu achasse que seria uma vontade minha, e que o cérebro acatou, sendo que na verdade foi o cérebro que teve a vontade e avisou, sendo assim para Popper existem dois órgãos, um material que é o cérebro e outro material que é a mente que se interagem.

    erica

    10/07/2012 em 18:04

  36. Com Base em tudo o que foi visto durante esse bimestre posso concluir que o método da ciência e sua teoria se baseiam no conhecimento geral. Para se concluir algo, primeiro há um grande trabalho de pesquisa e para ser concluído é necessário que se haja muitos conflitos de ideias.
    O marcante desenvolvimento da ciência ocorreu através das teorias metodológicas, ou seja, Grandes cientistas contribuem até hoje para o avanço da ciência.

    Fernando Lang da Silveira que desenvolveu um estudo sobre A Filosofia da Ciência de Karl Popper: o racionalismo crítico e diz “O método da ciência se caracteriza pela discussão crítica do conhecimento científico e pode ser denominado método crítico de teste dedutivo. Dada uma teoria, é possível, com auxílio de condições específicas e com auxílio da lógica dedutiva, chegar a conclusões”.

    Durante certo tempo a história da ciência foi corroborada, um exemplo disso foi à mecânica newtoniana, que permaneceu mais de duzentos anos. Mesmo a ciência sendo corroborada ela se torna problemáticas, como o exemplo acima

    Ainda segundo o estudo de Silveira, para Popper todo o nosso conhecimento é impregnado de teoria, inclusive nossas observações e com isso Popper denominou a “teoria do balde mental” a concepção de que nosso conhecimento consiste de percepções acumuladas ou percepções assimiladas, separadas e classificadas. Aristóteles já afirmara que nada há no intelecto humano que antes não tenha estado nos órgãos dos sentidos. Anteriormente, os atomistas gregos admitiram que os átomos que se desprendiam dos objetos, entrando nos órgãos do sentido, convertiam-se em sensações; com o passar do tempo, o conhecimento era determinado como um quebra-cabeças que se montava a si próprio.

    Posso dizer que para Popper a teoria dos três mundos foi a base para ele crer na existência do problema cérebro-mente, ou seja, a mente autoconsciente funciona como uma emergência do cérebro, portanto não poderá ser reduzida ao mecanismo neurofisiológico e físico-quimico. Exemplificando seria como se quando eu pensar em levantar o braço eu achasse que seria uma vontade minha, e que o cérebro acatou, sendo que na verdade foi o cérebro que teve a vontade e avisou, sendo assim para Popper existem dois órgãos, um material que é o cérebro e outro material que é a mente que se interagem.

    erica

    20/11/2012 em 13:31

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