teia de ideia [mídia e tecnologia]

Francisco Rolfsen Belda

Exercício de redação de verbetes

com 34 comentários

O verbere, com texto de 2000 caracteres, deve ser publicado como comentário ao final deste post até o dia 21/10. Confiram, a seguir, a lista de verbetes atribuídos a cada um dos alunos da disciplina.

Turma A

  • Gráfica (Tatiana Olivetto)
  • Editar (Helena Nogueira)
  • Editorar (Priscila Belasco)
  • Diagrama (Caroline de Mello)
  • Cor (Pepita Martins)
  • Formato (Camila Padilha)
  • Tipologia (Monique Ferrarini)
  • Papel (Mariana Fernandes)
  • Estética (Bárbara Christan)
  • Ícone (Ingrid Woigt)
  • Capa (Giovana Falchetto)
  • Imagem (Gabriel dos Ouros)
  • Cabeçalho (Rafaela Nogueira)
  • Padrão (Bárbara Costa)
  • Grade (Lara Sant’Anna)
  • Público (Bheatriz Camargo)
  • Circulação (Vinícius Passarelli)
  • Distribuição (Jhony Borges)
  • Ordem (Camile Bubniak)
  • Planejamento (Bruna Malvar Lima)
  • Forma  (Laiza Castanhari)

Turma B

  • Cor (Catherine Paixão)
  • Estética (Nathalie Portela)
  • Planejamento (Izabella Miranda)
  • Ícone (Ana Satie)
  • Logotipo (Raphael Soares)
  • Letra (Daniel Linhares)
  • Fonte (Letícia Maceno)
  • Tipografia (Herculano Foz)
  • Imagem (Daniela Leite)
  • Diagramação (Alexandre Wolf)
  • Espaço (Lucas Ayres)
  • Edição (Flávia Simão)
  • Forma (Sophia Andreazza)

 

 

 

 

 

 

Escrito por Francisco Rolfsen Belda

17/04/2017 às 10:19

Publicado em Planejamento Editorial

34 Respostas para 'Exercício de redação de verbetes'

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  1. ÍCONE é uma palavra derivada do termo grego eikón, que originou o ikona em russo, o icône em francês, para finalmente originar o verbete ícone em nosso idioma.
    No campo da semântica e da semiótica, a palavra pode se referir ao signo, que através de uma relação de semelhança, representa um certo objeto. Graças a essa semelhança, o signo pode substituir o que reproduz sem alteração de significado. Um exemplo de ícone, nesse sentido, são os das placas de trânsito, que com linhas, curvas e símbolos, exprimem uma mensagem facilmente compreendida pelo motorista; nuvens e outros elementos climáticos para indicar a seção que trata do tempo no jornal, etc.
    Uma outra significação de ícone, em nível popular, é um indivíduo ou fato que é visto como referência em um âmbito, sendo capaz de evocar um movimento, época ou atividade. Por exemplo, um ícone da música, ou do futebol, é uma pessoa que é reconhecida amplamente pelo seu desempenho excepcional nesse campo.
    Na arte, um ícone é, nos países ortodoxos, qualquer pintura religiosa feita em painel. É encontrado em igrejas e templos. Os primeiros ícones datam do século VII, no Imprério Bizantino, e são produzidos até hoje. Em alguns cultos, esses ícones podem ser objeto de veneração, sendo elevados a categoria de “sagrados”, ou apenas uma imagem ornamental, servindo para decoração.
    Na área da informática, um ícone é uma representação visual de um programa, aplicativo ou função. Alguns exemplos são o “E” azul circulado por um anel dourado do Internet Explorer ou o “W” do Microsoft Word. Esse elemento da interface é essencial, pois facilita sua identificação, gerenciamento e execução.
    Quando o ícone é uma representação gráfica de alguma outra coisa, seja ela numa publicação ou um site, é necessário um estudo para selecioná-lo. Além de se buscar uma unidade com o restante do layout, considera-se, principalmente, o público-alvo. Utiliza-se de metáforas e conceitos de acordo com o grau de informação de quem se procura atingir, uma vez que o símbolo tem de ser assimilado com facilidade.

    Anna Satie

    21/10/2014 em 10:10

  2. Editar (e.di.tar – do latim editare), é um verbo transitivo direto que significa, em primeiro lugar, segundo o Dicionário Michaelis, publicar livros, músicas, ou periódicos, e em segundo, mostrar, patentear, ostentar.
    A palavra é sinônima do verbete “editorar”, que consiste no gerenciamento produtivo de publicações impressas ou digitais, tais como livros, revistas, álbuns, cadernos, almanaques, etc. Em outras palavras, é correção, organização e preparação do “corpo de texto” e a primeira estruturação da página para que seja diagramada e, posteriormente, a impressa.
    O “corpo de texto” é o local em que será impresso o conteúdo principal do jornal (matérias, colunas, artigos, editoriais, etc.). A massa de texto costuma preencher mais da metade de toda a mancha gráfica do jornal, a qual deve ser preenchida pelos outros elementos gráficos.
    O editor é aquele que distribui todo o conteúdo textual, imagético e publicitário pelas páginas. Nesse ofício, é preciso ter em mente o espaço que cada página lhe proporciona para ser coberto com os elementos recebidos da redação. Assim, é possível determinar, em primeira mão, o que cada página irá conter. Terminado o trabalho de edição do jornal, o diagramador assume as páginas para o processo chamado diagramação.
    Mais recentemente, com a informatização, a produção editorial foi elevada a todo tipo de material de comunicação impresso ou eletrônico. Sendo assim, também passou a ser considerada edição a organização do que é reproduzido em gráfica ou em série, como CDs, websites, e todo conteúdo audiovisual dos mesmos. Dessa forma, o projeto gráfico-editorial agora é conhecido como arquitetura de informação e o leitor passou a exercer também o papel de usuário.

    Sinônimos: editorar, edicionar, imprimir, publicar.

    Exemplos: “Ele já editou as páginas e as passou para a diagramação”.
    “Preciso editar um arquivo”.
    “Temos material musical suficiente para editar dois álbuns”.

    Helena Nogueira

    21/10/2014 em 10:42

  3. A definição de diagramação caminha junto com o conceito de espaço. Ele que delimita todo o trabalho do design editorial. Mas para definir espaço, temos que delimitar seus conceitos. O espaço pode ser tanto: a)um elemento físico; b) um elemento visual, o espaço em branco.
    Sobre o espaço como elemento físico, é simples: cada plataforma tem seu tamanho específico e por consequencia o seu específico espaço. Simplificando a diagramação, ela é quem dispõe harmoniosamente elementos graficos e escritos em um determinado espaço.
    Nesse caso, o espaço interfere no design e até no conteúdo do produto diagramado. Os tamanhos dos jornais, por exemplo, muitas vezes definem o estilo do jornal. Um tabloide, de pouco espaço, tem conteúdo resumido e um tipo diagramação. Um standard tem um grande espaço, e informação sisuda e também uma diagramação própria.
    O espaço como elemento visual é, no entanto, de maior importância. É a ausência de elementos graficos no produto, usado de modo a dar a ele uma área de respiro, por ser uma área livre de informações. É de suma importância, já que discrimina estilos de diagramação. As mais modernas dialogam mais com os espaços em branco, o usam como elemento gráfico, enquanto as mais tradicionais tem métodos diferentes de preenche-los, usando o espaço como elemento fisico delimitador.
    A diagramação moderna, inovadora, mais visualmente agradável tem como principal característica o uso inteligente do espaço em branco, cria elementos graficos que harmonizam com o branco e o usam para contraste. Pode se dizer também, que preenche os espaços de maneira diferente, organizando e dispondo as informações de modo visualmente agradável.
    A diagramação mais tradicional tem mais um trabalho de organizar a informações no espaço, já que praticamente todo ele é preenchido. Blocos, simetria, suportes, tudo ocupando ao maximo os espaços em branco. Muitas vezes, imagens são escolhidas no lugar desses espaços.

    Lucas Ayres

    21/10/2014 em 10:58

  4. Í•CO•NE
    Representação gráfica de um objeto, ação ou conceito que, ao ser vista, é imediatamente compreendida, já que são apresentados seus traços mais característicos. Tratando-se de linguagem gráfico-editorial, o ícone estabelece interação com o usuário, funcionando como uma metáfora visual que direciona seu pensamento. Em uma página de jornal, por exemplo, o símbolo “@” pode ser incorporado num ícone que indica um endereço de e-mail. Assim como a letra “F” estilizada é incorporada num ícone que designa uma página ou perfil na rede social Facebook.
    De acordo com este raciocínio, as palavras se configuram também como ícones. Entretanto, ícones com total abstração, não tendo nenhuma semelhança com o real. São do tipo que só podem ser entendidos por pessoas que tem um conhecimento prévio do seu significado, ou seja, pessoas alfabetizadas ou letradas. Por isso, o valor de um ícone pictórico não pode ser substituído por um ícone de linguagem.
    Possui tamanho padronizado (32 x 32 pixels) na maioria dos casos. Seu uso justifica-se pela economia de espaço em uma página em prol do conteúdo puramente jornalístico e, também, pela agilização da leitura. Contudo, seu uso sem parcimônia pode ocasionar poluição visual, então, por questões estéticas, é importante que os ícones de um projeto gráfico-editorial apresentem unidade de estilo, considerando-se o público-alvo.

    Ingrid Woigt

    21/10/2014 em 12:03

  5. Editorar: é o processo em que a ideia de um autor ganha vida e forma e se transforma em informação acessível, atraente para um determinado segmento. A editoração é o ato de administrar o processo de produção de material de comunicação, tanto em meio impresso ou eletrônico, em publicações que sejam chamativas e úteis. Consiste das etapas de seleção de originais, preparação dos originais, projeto gráfico, diagramação e produção gráfica para a impressão.
    O profissional da área coordena as atividades envolvidas desde a edição até a publicação do material, selecionando títulos, conteúdo e a forma da obra. Entre outras coisas, o produtor editorial define o tamanho e o tipo da letra, as imagens a serem usadas, o papel, as cores, a paginação e ilustrações, prazos e orçamentos. Determina também a época de lançamento e distribuição da obra, tiragem, periodicidade etc., sempre de acordo com as tendências do mercado.
    O ato de editorar vincula-se cada vez mais com as novas tecnologias que são desenvolvidas. O profissional deve estar atento e acompanhar esta evolução que modifica o mercado editorial; deve conhecer o ambiente digital e audiovisual para criar conteúdo para tablets e celular, audiobooks, e-books, entre outros. Editoras e empresas que comercializam livros didáticos encomendados pelo governo ou instituições religiosas, por exemplo, ainda são as que mais empregam no setor.
    Embora os termos editorar e editar apareçam quase sempre como sinônimos, não devem ser confundidos. Enquanto editar se refere mais à revisão e edição textual, geralmente de um texto intelectual de responsabilidade de um pesquisador, editorar é o gerenciamento de todas as atividades envolvidas no processo de edição e publicação impressa ou eletrônica. O produtor editorial é especialista em edição de imagem e texto e tem visão ampla do negócio.
    Significado de editorar pelo dicionário online de português:
    v.t. O mesmo que editar.
    Distingue-se editar de editorar quando um texto é intelectual e pesquisadamente da responsabilidade de um pesquisador (editor/editar). Já um texto (produção gráfica, impressão) é a da responsabilidade de uma editora editorar.

    Priscila Belasco

    21/10/2014 em 12:26

  6. Verbete sobre FORMATO:

    Um jornal impresso possui alguns formatos mais comuns que podem ser adotados em sua produção: standart, tablóide, berliner e germânico.

    STANDART: Nesse tipo de formato, o papel do jornal mede, em geral, 560 x 320 milímetros. Já a área interior à mancha (área que os textos/imagens ocupam) é de, aproximadamente, 520 x 295 milímetros. Dentre todos os formatos, o standart é maior e, no Brasil, é o mais utilizado. A Folha de S. Paulo e O Globo são jornais de grande circulação e que usam o formato standart.
    TABLÓIDE: Em relação ao formato anterior, o tabloide é resultado (basicamente) da divisão do standart em duas partes, ou seja, suas medidas são a metade do anterior. Geralmente, a área da mancha nesse caso possui 265 x 290 milímetros. Esse formato surgiu em meados do século XX e tem como grande característica a presença de muitas ilustrações e imagens (em relação ao standart). Os jornais Zero Hora e A Notícia utilizam esse formato.
    BERLINER: Esse formato é relativamente maior que o tabloide, medindo 315 x 470 milímetros. Comumente usado por jornais europeus, jornais em formato berliner possuem produção parecida com a do standart, porém não possui a dobra central do mesmo. Os jornais Le Monde (França) e o La Repubblica (Itália) possuem formato berliner.
    GERMÂNICO: O formato germânico é um pouco mais alto que o tabloide,com 430 x 297 milímetro e caracteriza-se por ser um formato de baixo custo e com grande aproveitamento em sua impressão, além de poder ser impresso em outros tipos de papeis (que não sejam o papel jornal).

  7. Verbete: Grade
    (GRA.DE)
    Idem a malha estrutural, malha construtiva, diagrama de construção e Grid.
    Grade é um diagrama com linhas horizontais e verticais que auxiliam no posicionamento e no tamanho dos elementos visuais que compõe o trabalho final, como colunas, imagens e ícones.
    O conceito de Grade surgiu durante a revolução industrial e servia para orientar a posição dos tipos moveis nas prensas.
    Para alguns a utilização de grades limitam a criatividade por deixar tudo muito padronizado, para outros, porém, o uso de grade é essencial para deixar o trabalho editorial coeso e visualmente atraente. Além disso, sua utilização fornece uma identidade visual ao projeto, uma vez que ele será planeja com antecedência, e permite que diferentes pessoas o diagramem, por ter um modelo a ser seguido.
    A grade possibilita um maior uso do espaço e uma pré-visualização do trabalho final.
    Ela composta por diversos elementos, como: Margem, coluna, guia horizontal, guia vertical, módulos, zonas espaciais e marcadores.
    Existem diversos tipos de grade. A mais simples é a retangular, e é usada em páginas de livros, por exemplo. Outro tipo é o de colunas, muito flexível, permite uma grade para cada projeto editorial. É usado em revista e jornais, por exemplo. Depois temos A grade modular, que surgiu na escola alemã de design Bauhaus, esse tipo combina diversos tipos de grade e unifica o conteúdo. Quanto mais módulos, maior a flexibilidade do projeto, porém pode causar confusão, então é necessário tomar cuidado. Também é muito utilizado em jornais e revistas. O último tipo é o hierárquico, que ordena a informação de forma ergonômica, o que confere mais peso e contraste à produção final. É muito usado em revistas.
    A grade utilizada deve ser pensada no público alvo a ser atingido pelo projeto editorial. Mesmo existindo tipos fixos de grades, é possível usar a imaginação e criar um projeto visual novo e diferenciado, mas mesmo assim “desenha-lo” na grade antes, para pré-visualizar o resultado final.
    A grade existe para auxiliar o diagramador a produzir o trabalho final, economiza tempo, cria uma identidade visual, maior clareza e maior eficiência na concepção.

    Lara Rangel

    21/10/2014 em 13:32

  8. O verbete “papel” é um substantivo masculino cuja origem vem do latim “papyru”.

    A escolha do papel a ser usado em uma publicação é um dos momentos mais importantes de todo o processo. Dele depende aspecto final e a apresentação do trabalho impresso. Essa escolha também influencia diretamente no custo do produto, podendo valorizá-lo ou diminui-lo.

    De acordo com o dicionário “Michaelis”, papel é, entre outras definições mais abstratas uma “substância constituída por elementos fibrosos de origem vegetal, os quais formam uma pasta que se faz secar sob a forma de folhas delgadas, para diversos fins: escrever, imprimir, embrulhar etc”.

    O papel ainda pode ser colado, semi colado e sem cola. Quanto menos cola, mais tinta o papel absorve. Porém, essa substância é importante para que o papel seja mais firme, suportando melhor a umidade e outras variações do tempo. Quanto à superfície, o papel pode ser áspero, liso, macio ou acetinado,

    O papel também segue padrões de formato. Para os jornais, os padrões são: standard (295×520), germânico (297×430), berliner (315×470), tablóide (265×290) e mural (diversos). Já para as revistas: magazine (200×265), americano (170×260), formatinho (130×210) e ampliada (260×340>).

    Depois de dobrada, uma folha de papel pode comportar um variado número de páginas ou até um caderno. Normalmente, as folhas são impressas na gráfica inteiras e depois cortadas e transformadas em 8 ou 16 páginas.

    O papel é essencial até para o processo de diagramação. É a partir dele que existe o espaço na qual a matéria será diagramada e organizada, portanto, é fundamental levar em conta o espaço do papel durante o planejamento editorial de um produto.

    Mariana Fernandes

    21/10/2014 em 14:41

  9. Verbete: IMAGEM
    I-MA-GEM
    Sinônimos: desenho, figura, gravura, ilustração, ícone, ídolo, quadro, retrato, cópia, imitação, reprodução, alegoria, comparação, metáfora, representação, ideia, reputação, aparência, semelhança, entre outros.

    Do latim “imagine”, em grego antigo “eidòs” (raiz etimológica do termo “idea” ou “eidea”, cujo conceito foi desenvolvido por Platão: o “idealismo” considerava a ideia da coisa, a sua imagem, como sendo uma projeção da mente. Aristóteles, pelo contrário, considerava, em sua teoria do “realismo”, a imagem como sendo uma aquisição pelos sentidos, a representação mental de um objeto real). “Imagem”, portanto, pode ser o que nos vem à mente quando pensamos em qualquer coisa existente.
    O substantivo feminino, segundo o dicionário online Michaelis, possui várias definições. “Imagem” pode se referir à representação visual de uma pessoa ou objeto quaisquer por meio de diferentes técnicas, como fotografia, pintura, desenho, retrato, escultura. Portanto, a imagem pode ser uma representação gráfica, plástica ou fotográfica de algo ausente. Pode ser também a reprodução obtida por meios técnicos, uma cópia.
    No sentido figurado, “imagem” pode se referir a pessoa que apresenta semelhança com outra. Exemplo: “Criado à sua imagem e semelhança.”
    Pode ser a reflexão de um corpo ou objeto no espelho ou na água.
    Na definição da Física, “imagem” é a representação de um objeto por meio de certos fenômenos de óptica ou pela reunião dos raios luminosos emanados desse objeto depois de uma reflexão, e pode ser classificada como real ou virtual. A imagem real é aquela que é formada diretamente pelos raios refletidos num espelho ou lente; já a imagem virtual é formada pelo prolongamento dos raios refletidos em espelhos ou lentes.
    Em outra concepção, a religiosa, “imagem” está associada a estátuas e pinturas sacras. A imagem representa uma personagem santificada que é exposta à veneração dos fiéis; ídolo. Exemplo: “Vim aqui para adorar à imagem de Nossa Senhora.”
    Na psicologia, a “imagem” é a reprodução, no espírito, de uma sensação, na ausência da causa que a produziu.
    No sentido relacionado à informática, “imagem” é uma coleção de “bits” representando os “pixels” que caracterizam-na numa tela de computador. A “imagem virtual”, neste campo, é a imagem completa armazenada em memória, e não apenas a parte que é mostrada.
    Por fim, “imagem” pode representar a reputação de uma empresa, produto ou pessoa perante a opinião pública, a fama que possuem, os juízos de valor que são a eles atribuídos. Exemplo: “’Tenho uma imagem a zelar perante meu eleitorado’, disse o governador.”

    Daniela Leite

    21/10/2014 em 14:47

  10. Fonte tipográfica corresponde ao padrão, coleção ou variedade de caracteres tipográficos – a própria letra – com as mesmas características, desenhos ou atributos, e sempre com o mesmo tamanho (corpo).

    O termo fonte vem do inglês font (do latim fundita, do verbo fundere, fundir, unir).
    A expressão “tipo de letra” também é bastante reconhecida no português do
    Brasil. A substituição por “fonte” veio após o advento de computadores anglicizados – com expressões inglesas aportuguesadas -, e pela inserção de programas da Microsoft em português.

    É bom lembrar que fonte tipográfica é diferente de família tipográfica, embora às vezes ambas sejam usadas como sinônimos. A família tipográfica trata apenas do conjunto de variações de determinada fonte (negrito, itálico, versalete, etc.).

    As fontes tipográficas geralmente são classificadas segundo suas principais características.
    Temos as fontes com serifas – pequenos prolongamentos no final da haste das letras – geralmente utilizados em textos corridos, visto que conseguem guiar o olhar do leitor, fazendo com que este leia as palavras completas e não as letras individuais. Entre elas: Times New Roman, Garamond, Didot e Caslon.
    Também temos as fontes sem serifa (Sans-Serif) que são fontes mais recomendadas para títulos, anúncios ou textos mais leves, pois conseguem transmitir clareza e organização, tornando o texto mais impactante. Alguns exemplos: Kabel, Arial, Helvetica, etc.
    Seguindo a classificação, vamos para as fontes manuscritas. Estas são, na maioria das vezes, utilizadas em trabalhos gráficos. São tradicionais e reproduzem a escrita humana com certa classe e antiguidade. Vivace BT, Amazone BT, por exemplo. 
    Chegamos às Black Letters. Conhecidas popularmente como fontes góticas, elas originam-se das fontes serifadas e classificam-se como fontes Display. Exemplos: OldEnglish, Goudy Text. 
    Também temos as fontes modernas que se diferenciam pela espessura (fina ou grossa). Podem ou não possuir serifa. Entre elas estão East Side e Elif.
    Existem também as Fontes Fantasia, popularmente conhecidas como comemorativas. Elas promovem a sensação de festa, comemoração, diversão, tecnologia e geralmente não possuem regra de tamanho ou forma. Como exemplos temos Zipty Do, Cutout. 
    Ainda temos a fonte não latina, que é composta por letras que não são de origem latina, como árabes, japonesas, russas, etc. 

    Letícia De Maceno

    21/10/2014 em 14:50

  11. Verbete: Cabeçalho
    Ca.be.ça.lho
    Classificação: substantivo masculino
    Segundo o dicionário Houaiss, cabeçalho é a indicação de nome, data etc no alto de publicações, cartas, memorandos etc.
    Para o dicionário Priberam, no ramo da tipografia, cabeçalho é o título de um jornal e seus anexos.
    O dicionário Michaelis traz como variação de cabeçalho a palavra “cabeço” e o define como parte superior da primeira página de um jornal, formada pelo título, dizeres e vinhetas permanentes. Para a tipografia, trata-se do conjunto dos dizeres que encimam as colunas e casas de uma tabela ou de página de livro em branco.
    Já segundo o dicionário Aulete digital, no editorial de artes gráficas, o verbete cabeçalho refere-se ao título que encabeça uma publicação periódica, e que geralmente inclui ano e número da edição, data de publicação, periodicidade etc.
    Em suma, no ramo da diagramação, “cabeçalho” marca o topo da página, incluindo marcas básicas como editoria, data, número da edição e número da página; em certos casos, quando usado na primeira página, é constituído ainda pela logomarca do jornal em destaque, preço e alguns nomes de chefia da equipe (presidente, diretor, editor-chefe), dependendo do jornal.
    A constituição de um cabeçalho varia conforme as preferências e o padrão do meio de publicação. Alguns jornais brincam com o cabeçalho ao invadir um pouco do seu espaço com fotos da publicação, dinamizando a região que, teoricamente, é a mesma em todas as publicações.
    Os cabeçalhos servem para criar uma identidade à publicação, facilmente reconhecida por ter seu espaço diagramado da mesma forma em todos os jornais. O cabeçalho acompanha as reformas gráficas dos respectivos veículos de comunicação, dificilmente sendo alterado isoladamente.
    Fontes: Mini Dicionário da Língua Portuguesa Houaiss; Dicionário inFormal online; Dicionário Priberam online; Dicionário Michaelis; Dicionário Aulete digital; Guia GameBlast.

    Rafaela Nogueira

    21/10/2014 em 15:23

  12. O verbete “gráfica”, segundo o Dicionário da Língua Portuguesa, pode conter 2 definições. O primeiro é o ato de grafar os vocábulos. O outro significado é oficina especializada em artes gráficas; tipografia. A importância da gráfica para a criação de um modelo impresso de jornal é imprescindível. Uma gráfica é uma prestadora de serviços cuja função é transferir tinta para um substrato através de sistemas de impressão, que podem ser tipo off-set, rotogravura, flexografia, entre outros. As gráficas ainda realizam serviços chamados de pós-impressão, que são acabamento, dobraduras, encadernação e colagem . As chamadas indústrias gráficas são responsáveis pela impressão em papéis, que podem diferir na espessura, gramatura ou textura, dependendo do tipo de papel usado. O setor da indústria gráfica, desde o seu surgimento, só se consolidou através das novas técnicas de impressão e também do refinamento do papel e possui uma enorme importância econômica e social. As gráficas atendem a uma enorme variedade de clientes. A área que mais se apropria dos serviços das gráficas e que mais lhe gera lucros são as editoras, que representam metade do volume total da produção das indústrias gráficas. Os principais produtos da indústria gráfica são: jornais e publicações periódicas, livros e brochuras, capas para encadernação , capas de processo em papel e cartão e cadernos. Na impressão de jornais, a diagramação das publicações seguem as determinações de um projeto gráfico, para que o jornal tenha uma identidade própria e atenda de forma coerente ao seu público e à sua intenção. Por isso, para iniciar um produto jornalístico, a primeira coisa é definir sua estrutura gráfica padrão, que inclui a definição da posição das laudas, a tipologia escolhida e suas cores, a divisão das colunas, o logotipo e a disposição das notícias. Assim, justifica-se um dos significados do termo gráfica, que é tipografia. Typos,do grego, significa forma e graphein, escrita.Juntos, representam o processo de criação de algo escrito, dando estrutura e forma aos gêneros diferentes da comunicação escrita. Dessa forma, o conceito de diagramação está intimamente ligado à estrutura gráfica do jornal, que muitas vezes se utiliza dos serviços de um design gráfico. Desde a revolução gráfica em até hoje, revistas e jornais mudam sempre o estilo gráfico, possibilitando uma maior assimilação das notícias e também do seu público.

    Tatiana Olivetto

    21/10/2014 em 17:49

  13. Verbete – Público

    Público vem do latim publicus e pode ser classificado como substantivo masculino ou adjetivo. Como adjetivo pode significar:
    1- Relativo ou pertencente ao povo, à população.
    2- Que serve para uso de todos.
    3- Relativo à governação ou administração de um país.
    4- Que é do conhecimento de todos.

    Como substantivo masculino pode significar:
    1- A população em geral.
    2- Conjunto de pessoas que assiste a algo, geralmente um espetáculo ou uma emissão.
    3- Conjunto de pessoas que se interessa por algo ou ao qual se dirige determinada mensagem ou produto.
    4- Setor de uma atividade pertencente ao Estado.

    Nas redações de jornais, a palavra público é utilizada como substantivo masculino com o significado de um conjunto de pessoas que se interessa por algo, ou seja, quais são os leitores daquele jornal. Por isso, também é utilizada a palavra público-alvo, que é o grupo de pessoas as quais você vai dedicar o seu jornal. Ao definir esse público, que vai depender de critérios pessoais ou de um estudo de mercado, o jornal deve se esforçar ao máximo para criar um ambiente semelhante e atender todas as suas necessidades. O público-alvo pode ser definido pelos seguintes critérios: faixa etária, região, classe social, poder de compra, comportamento ou preferências. O ideal é que ele seja definido com base em mais de um critério. Definir qual é esse público é fundamental para a comunicação. Ao definir um público-alvo, a redação terá condições de recebê-los muito melhor, atendê-los dentro de suas necessidades e oferecer toda a satisfação que eles tanto procuram.

    Bheatriz D'Oliveira

    21/10/2014 em 17:55

  14. O ato de diagramar consiste em distribuir os elementos gráficos de informação em um espaço limitado, organizar e combinar esteticamente unidades distintas para formarem um conjunto único. Nos critérios jornalísticos, diagramar é criar e executar a distribuição gráfica e visual de várias informações que serão publicadas em veículo impresso ou digital. A maioria das publicações geralmente possui um projeto gráfico, que serve principalmente para que suas determinações sejam seguidas, de maneira que a publicação mantenha uma identidade visual marcante e duradoura.
    Atualmente, a editoração eletrônica é o recurso utilizado para tudo o que se refere à diagramação, existindo diversos softwares que possibilitam o desenvolvimento de projetos visuais.
    Ainda no aspecto jornalístico, a diagramação de páginas de jornal, internet ou revistas determina uma hierarquização das informações, de modo a diferenciá-las por importância, definidas a partir da linha editorial do veículo. Também devem ser consideradas a legibilidade e a incorporação de anúncios, de forma que a qualidade de um projeto gráfico é medida pelo equilibro entre esses aspectos.
    O jornal impresso, um dos precursores da diagramação, possui os seguintes elementos, que devem ser levados em conta durante o projeto:
    • Título: linha fina, olho, subtítulo.
    • Texto: corpo do texto, costuma ocupar a maioria dos espaços em uma página de jornal, mesmo na capa.
    • Fontes: Bastante relacionados à identidade visual, influenciam diretamente na qualidade da leitura.
    • Fotografias: sempre acompanhadas de legenda e créditos.
    • Arte: infográficos, charges, ilustrações e boxes.
    • Vinhetas: mini títulos que definem um tema ou assunto em destaque.
    • Cabeçalho e rodapé: início e fim da página, respectivamente, que possuem informações básicas de editoria, data, número da página. Na capa, ainda exibe o logo do veículo e outras informações.
    • Anúncios (conteúdo não editorial da página, mas essencial para viabilidade da publicação).
    Outros aspectos são: colunas (forma com que são espaçadas para distribuição dos elementos), cor (importantes no projeto gráfico, ajudam a manter a identidade visual).

    Alexandre Wolf de Almeida

    21/10/2014 em 18:07

  15. Conteúdo

    A palavra “conteúdo” vem do latim continere, termo formado pelos radicais com-, “junto”, e tenere, “segurar”. Em Língua Portuguesa, o termo “conteúdo” comporta-se como um substantivo masculino, denotando— no sentido literal —aquilo que está dentro de algo. O conteúdo de uma panela, de um pote, de um copo. Alguns de seus sinônimos, nesse sentido, são “recheio”, “interior”, “miolo”, “capacidade”, “substância”. No sentido figurado, pode-se definir “conteúdo” como o “assunto”, “essência”, “cerne”, “significado” ou “conceito” da coisa. Numa acepção mais ampla, “conteúdo” é tudo aquilo— ou a partir do que — do qual algo se constitui-se: uma paneja com feijão ou um texto sobre Jornalismo. O conteúdo, por assim dizer, é a mensagem em si mesma; e não o meio ou a maneira como a mensagem é transmitida.
    Assim, para extrair-se o conteúdo de um texto, de nada importa a forma como ele está disposto—em versos rimados, em parágrafos. Ou seja, a estética não é o cerne da questão, e sim a mensagem. De maneira simplificada, “conteúdo” é o que se diz, e não o como se diz a coisa. O conteúdo de um quadro, de uma fotografia, de uma capa de revista e de um romance é a própria mensagem da obra; é a sua substância pura — sem importar a sua estrutura. Conteúdo, então, pode ser definido, em última estância, como a unidade de sentido da coisa. Dito isso, tem-se que a diagramação e o design gráfico-editorial, a primeira vista, não se relacionam tanto com o conceito de “conteúdo”, já que o mais importante, no design gráfico, é a forma como a mensagem é transmitida, e não tanto o teor da mensagem em si. Numa análise mais profunda, porém, percebe-se que o conteúdo relaciona-se intimamente com a forma, já que é necessário saber do que se trata um artigo de revista, por exemplo, para conceber-se uma diagramação apropriada para ele. Um texto sobre política que utiliza cores e fontes infantis não possuí coerência— unidade de sentido, portanto.

    Forma

    A palavra “forma” possui dois significados distintos. O primeiro deles— grafado como “fôrma” antes da reforma ortográfica —significa, segundo o Dicionário Michaelis de Língua Portuguesa:

    – molde, modelo de qualquer coisa; molde sobre que ou dentro de que se forma qualquer coisa que lhe tome o feitio; conjunto de graneis dispostos na máquina para a impressão de uma folha; letra de imprensa.

    “Forma” também pode significar— de acordo com o mesmo dicionário —”constituição, modo particular de ser; figura ou aspecto exterior dos corpos materiais; caráter de estilo em composição literária, musical ou plástica, etc”. É válido dizer que o conceito de “forma”, em sua segunda acepção, e o de “conteúdo”, são inversamente proporcionais. Conteúdo é a mensagem em si: a ideia passada por um artigo, o enredo de um livro. Já forma é a maneira como a mensagem está disposta— em versos, em parágrafos; com linguagem retórica ou poética. Num texto, ou numa página de revista a ser diagramada, o conteúdo (como supracitado) é a unidade de sentido. A forma, por sua vez, é a estrutura pela qual o sentido é expresso. Em outras palavras, é meio e maneira pelos quais faz-se possível transmitir a mensagem. A forma é o COMO se diz, o conteúdo é O QUE se diz.

    Sophia Andreazza

    21/10/2014 em 19:16

  16. Verbete Capa (CA-PA)
    Do latim “capa” que no idioma extinto significa “roupa com cobertura para a cabeça”. Criado no intuito de envolver e proteger o conteúdo de algum objeto. Derivada da palavra também em latin “caput”, que significa “cabeça”, “topo” a palavra capa é mais comumente relacionada à livros, visto que esses em seus primórdios eram extremamente caros e precisavam de algo que os envolvesse para proteger seu interior, sendo um dos mais antigos objetos a fazer uso de capa como objeto de utensílio. Os revestimentos eram normalmente feito de couro. Inicialmente criada com finalidades utilitárias, a capa evoluiu para também um adereço. Hoje, ilustradores são pagos para fazerem da capa a parte exposta de um conteúdo merecedor de atenção, sendo, geralmente, o primeiro contato do cliente com o produto. Não só livros, revistas e CDs são contemplados com chamativas e bem elaboradas capas. Projetos Gráficos, jornais, cadernos, suplementos e álbuns fotográficos recebem capas que se tornam aliadas do bom conteúdo perante um público alvo.
    Classe Gramatical: Substantivo
    Plural: Capas
    Separação de sílabas: Ca-pa
    Sinônimos: Cobertura, revestimento, envoltório
    1- Proteção. Cobertura.O que envolve ou cobre alguma coisa.
    2- Parte da frente /exterior de um livro, caderno, revista, publicações em geral, por oposição à contracapa.
    3- Objeto feito geralmente de papel ou material mais resistente.
    4- Peça que forma a lombada e as faces anterior e posterior de uma publicação.
    5- Aparência. Estética exterior de um livro ou publicação.
    Ex: A capa deste livro está surrada.
    Ex2: A arte da capa ficou pronta.
    Ex3: Eu derramei água na capa do meu livro, sorte que não molhou dentro.
    Ex4: Achei a capa do jornal interessante, vou levar a revista.

    Giovanna Falchetto

    21/10/2014 em 19:18

  17. Tipologia.
    Ao procurar o significado do verbete Tipologia vê-se uma discussão que busca diferenciar, ou não, o significado de Tipologia e de Tipografia. Alguns designers apontam que ambas palavras possuem o mesmo significado, porém outros discordam. Este verbete irá tratar Tipologia e Tipografia somente com o sentido semelhante, assim como o manual da Folha (1984).
    Segundo o dicionário Michaelis: Ti.po.lo.gi.a; sf (tipo²+logo²+ia¹). Conjunto de caracteres tipográficos usados em um projeto gráfico. Assim, vemos que Tipologia é um conjunto de fontes tipográficas, que juntas, fazem o visual de uma publicação e lhe dá o sentido requerido. É através da tipologia que vemos trabalhos que conseguem demonstrar, através de suas fontes, impacto, intenções e sensações. A tipologia usa dos seguintes elementos, aplicados na tipografia, para chegar a seu objetivo:
    • Estilo de fontes: base dos tipos de fontes existentes, cada um com seu estilo próprio. São divididos em 4 -> Humanista, Moderno, Egípcio e Geométrico.
    • Serifa: Aspecto incluído nas fontes que dá uma sensação de prolongamento da escrita, tornando o texto com serifa mais fácil de acompanhar.
    • Tamanho da fonte: elemento que aumenta ou diminui as letras em uma composição. Fontes grandes são mais fáceis de ler e podem dar impacto ao que está escrito.
    • Grifos: conhecido como sublinhado, tem a função de dar destaque para o que está dentro dele.
    • Caixas altas/baixas: ou letras maiúsculas/minúsculas. Frases escritas em caixa alta dão maior destaque e possivelmente maior impacto. Textos em caixa baixa são normais.
    • Espaçamento: controla o espaço entre cada letra, palavra e parágrafo dentro de um texto. Dessa forma, o espaçamento muito pequeno pode deixar as letras muito próximas, dificultando a leitura.
    • Alinhamento: o alinhamento diz respeito à posição do conteúdo do texto na página. Os tipos de alinhamento são: à esquerda, centralizado, à direita e justificado. O último é o mais comum em jornais.
    • Negrito e Itálico: O negrito consiste em dar às letras um contorno mais forte, dando destaque. Já o itálico deixa o contorno mais fino e dá um aspecto caligráfico, inclinando as letras para a direita.
    • Capitular: é a primeira letra do parágrafo em um tamanho maior e com um estilo diferente. Pouco usado em jornais.
    Assim, a tipologia, através destes 9 e também de outros elementos, determina o estilo de cada publicação. Cada componente, configurado da maneira certa, atribui ao jornal um estilo único.

    Monique Lorraine Martins Ferrarini

    21/10/2014 em 19:58

  18. Verbete sobre ESTÉTICA

    (es.té.ti.ca)

    Significado de estética pelo Dicionário Michaelis de Língua Portuguesa: “1. Estudo que determina o caráter do belo nas produções naturais e artísticas. 2. Filosofia das belas-artes. 3. Harmonia das formas e coloridos”.
    E segundo o Dicionário Aurélio de Língua Portuguesa, é: “1. Ciência que trata do belo em geral e do sentimento que ele desperta em nós; beleza”.

    A palavra origina-se do grego aisthésis (percepção, sensação, sensibilidade), o que indica a teoria do conhecimento sensível – estesiologia. A estética também é conhecida como a filosofia do belo, sendo uma ciência que remete para a beleza. É um ramo da filosofia que estuda a natureza do belo e dos fundamentos da arte; o julgamento e a percepção do que é considerado belo, a produção das emoções provocadas por fenômenos estéticos, bem como as diferentes formas de arte e da técnica artística.

    Desde a Antiguidade prevaleceu o conceito de que o belo só poderia ser alcançado se o objeto tivesse alguma identificação com os valores morais, e na Idade Média os filósofos começaram a dissociar a estética da moral e da lógica. O filósofo alemão Alexander Baumgarten atribuiu o significado atual de estética para descrever aquilo que na sua altura chamava-se “crítica do gosto”, sendo o primeiro a usar a palavra estética em sentido filosófico.

    A essência do belo é o principal tópico da estética: segundo Platão, o belo se identifica com o bom, decorrente da proporção e da harmonia, e toda a estética idealista tem como origem essa noção platônica. Para Aristóteles, a estética tem como base os princípios realistas da teoria da imitação e da catarse, e atribuía a beleza à ordem, definição e simetria.

    Devem ser destacar duas tendências da estética contemporânea, a ontológica-metafísica – que muda radicalmente a categoria do belo e a substitui pela vertente do verdadeiro/verídico –; e a tendência histórico-sociológica – que contempla a obra de arte como um documento e como uma manifestação do trabalho do homem, analisada em seu âmbito social e histórico.

    A estética é o elemento principal de um projeto gráfico-editorial, é o centro de todo o trabalho de diagramação e editoração de uma capa, página de jornal/revista/livro. Todos os elementos de diagramação giram em torno de um resultado belo, esteticamente apresentável, harmônico e simétrico. A estética é o ponto de partida e o chegada de qualquer projeto gráfico, é a partir dela que os diagramadores trabalham e para que ela seja o resultado final, um trabalho com beleza e proporção.

    Bárbara Christan

    21/10/2014 em 20:26

  19. Verbete – Logotipo
    Logotipo consiste na representação visual e/ou gráfica que identifica uma marca ou empresa. O logotipo precisa seguir um padrão visual que a torna reconhecida onde quer que ela seja estampada, pois tem o objetivo de diferenciar uma marca dos seus concorrentes, criando uma ligação com os consumidores e potenciais consumidores.
    Essa expressão logotipo vem de “logos”, em grego quer dizer conhecimento, e também palavra; e “typos” quer dizer padrão e também grafia. Portanto, grafia-da-palavra ou palavra-padrão.
    A criação de um logotipo é essencial para uma empresa, sendo que não basta ser visualmente agradável, o logotipo necessita possuir um significado. Para isso, a criatividade é essencial: as cores, as formas e as letras introduzidas no logotipo devem ser cuidadosamente ponderadas.
    Os elementos utilizados para a construção do logotipo podem ser apenas letras como, por exemplo, a marca Coca-Cola, na qual se utiliza apenas de letras com fonte diferenciada, quanto em conjunto com elementos simbólicos, como a Nike, com o símbolo da “Niké” (“vitória” em grego) em junção com as letras que formam o nome da marca. Ou ainda somente o símbolo da marca, como a Apple.
    Muitas vezes, com o passar do tempo, os logotipos de uma marca ou empresa podem mudar, de forma a se adaptar a uma nova filosofia, mentalidade ou forma de atuação no mercado. Exemplos como a própria Coca-Cola e times de futebol como, o Palmeiras e o Corinthians, que ao longo de suas historias mudaram seus logotipos.
    É comum a confusão ou a assimilação da expressão logotipo e logomarca no sentido de ambas representarem a mesmo sentido. A logomarca representa a junção do nome (logotipo) da empresa e o símbolo referente a ela, mais restrito que o logotipo, uma definição mais profunda da do logotipo.

    Raphael Soares

    21/10/2014 em 20:32

  20. Verbete: Circulação
    (cir-cu-la-ção)
    Circulação em jornalismo é a quantidade vendida de exemplares de uma publicação impressa. No levantamento da circulação total de um veículo devem ser contabilizadas as vendas ou distribuições tanto nas bancas de jornal quanto o número distribuído através de leitores assinantes. Deve-se fazer uma diferenciação entre os termos circulação e tiragem, ambos muito importantes para o planejamento de qualquer mídia impressa, pois são eles que orientam o planejador quanto ao potencial de alcance de um jornal ou uma revista. A tiragem é um volume potencial, já que é o número de exemplares que foi impresso na gráfica, distribuído e que poderá ou não chegar até os leitores. É uma quantidade que o editor do veículo pretende vender ou distribuir em sua totalidade, mas não possui um garantia para isso. Já a circulação é a quantidade de exemplares comprovadamente vendida em banca, somada àquela entregue aos assinantes. Portanto, o número de exemplares que foram de fato vendidos é o que se denomina de circulação. A diferença entre o que foi impresso, a tiragem, e o que foi vendido, a circulação, é o que se chama de encalhe. Ou seja, é o montante de exemplares que não é vendido ou que não chega ao leitor e retorna à editora. Tirar uma quantidade maior do que é realmente vendido é uma prática comercial comum entre as mídias impressas. Se pegarmos o exemplo das três maiores revistas em circulação no Brasil – Veja, Época e Isto É – a circulação média é de aproximadamente 90% da tiragem inicial. Como foi dito, é essencial a qualquer veículo de mídia impressa ter total controle da circulação, tiragem e do encalhe resultante e, assim, traçar objetivos e estratégias com base no potencial de alcance do jornal ou revista.

    Vinicius Passarelli

    21/10/2014 em 20:50

  21. Imagem
    Do latim imago, é a representação de alguma coisa ou pessoa. Pode ser obtida através de um desenho, escultura ou gravura. A imagem é uma ideia gerada por nossa mente, que corresponde ao objeto visto, podendo ser, também, a semelhança ou aparência de algo.
    O conceito de imagem como um conjunto de impressões e ideias que uma pessoa possui de um determinado produto ou objeto é muito explorado dentro do setor empresarial.
    O consumidor recebe muitas ideias de um produto, de diversas fontes, o que gera um sentido ao objeto, fazendo com que as pessoas o consumam considerando, conscientemente ou não, a imagem atribuída, que carrega significados pessoais e sociais, além de suas funções. A imagem é uma interpretação pessoal e subjetiva do produto, que pode ser certa, errada ou apenas diversificada, mas que guiam nosso comportamento.
    A imagem de um produto não é gerada apenas de sua aparência e atributos físicos, mas também da propaganda, marketing, preço e de relações psicológicas, inclusive com questões não conscientes como ideias ou sentimentos.
    Pode-se também entender imagem como opinião individual ou de grupos em relação a uma empresa. É a imagem corporativa, que mostra como a empresa é percebida por determinados públicos, diferente da identidade corporativa, que define o que a organização é.
    Isso explica a crescente preocupação das empresas em verificarem e acompanharem a recepção de suas mensagens empresariais aos consumidores, pois é importante que o que a empresa comunica como característica do produto seja a imagem formada na mente do receptor, pois é a imagem que determinará o comportamento do indivíduo ou grupo.
    As crenças, sentimentos, sensações e conhecimentos de um indivíduo somados à informação transmitida criam uma interpretação e significação da mensagem, que são consideradas a imagem.
    A imagem corporativa está intimamente ligada aos produtos gráficos, que buscam uma identidade visual, envolvendo publicidade, logotipo, cores e vários outros conceitos gráfico-editoriais.

    Gabriel dos Ouros

    21/10/2014 em 21:29

  22. ORDEM

    A palavra ordem vem do latim “ordo” que, no contexto analisado, é um arranjo de elementos feito conforme certos critérios. É sinônimo de arrumação, disposição, divisão e organização. Conforme o dicionário da Língua Portuguesa, ordem é uma boa disposição das coisas, cada uma no lugar que lhe corresponde. O filósofo Leibniz ainda diz: “ para que o mundo esteja ordenado significa primeiramente que está, por assim dizer, ontologicamente hierarquizado. Há ordem porque há um princípio de ordenação segundo o qual cada coisa está no seu lugar.” Logo, ordem significa a maneira de como as coisas são colocadas, posicionadas ou organizadas, em uma lógica que, para o indivíduo ordenador e seu receptor, esteja adequado.
    Contextualizando a palavra ordem na escolha das matérias de um jornal impresso:
    – A ordem em que são publicadas as matérias de um jornal impresso devem facilitar sua leitura e prender a atenção de seu leitor. Para que isso ocorra, é necessária uma análise sobre o público que se pretende atingir e a editoria do jornal, para então chegar a uma hierarquização de importância das matérias. Essa hierarquização segue padrões conforme a linha editorial de cada jornal e a escolha das matérias podem seguir o seu nível de especialização ou então, seguir o factual, fatos relevantes e interessantes para o público. Também podem ser feitas através da escolha de fotos ou matérias aparentemente interessantes e atraentes aos olhos do consumidor. Desta maneira as matérias estarão organizadas de modo que esta ordem estabeleça entre o jornal e o consumidor um entendimento e satisfação quanto a esta organização.

    Camile Bubniak

    21/10/2014 em 21:39

  23. Verbete: Tipografia

    Entende-se por tipografia o processo e a arte de criação e elaboração na composição de um texto, física ou digitalmente. Tipografia, por assim dizer, é a impressão dos tipos. O termo tipo refere-se ao desenho de uma determinada família de letras, como, por exemplo, verdana, calibri, arial, times new roman etc. Os tipos formam a principal ferramenta da comunicação. Através deles, é possível dar expressão ao documento, transmitindo instantaneamente e graficamente atmosfera e imagem.
    Na utilização da tipografia o interesse visual é realilzado por meio da escolha adequada de fontes, composição de texto, a relação entre texto e os demais elementos gráficos na págica etc. Todos esses fatores, combinados de forma adequada, resultam em um layout final com uma atmosfera apropriada ao conteúdo abordado. Na mídia impressa, os designers gráficos (tipógrafos) costumam se preocupar também com a escolha do papel adequado, da tinta e dos métodos de impressão.
    Na tipografia, as fontes tipográficas (ou somente ‘fontes’) são classificadas em quatro grupos básicos: com serifa, sem serifa, cursivas e as fontes digbats. O conhecimento apropriado da utilização da tipografia é primordial aos profissionais que trabalham com diagramação, ou seja, na relação de texto e imagem. Sendo assim, a tipografia torna-se um dos principais pilares do design gráfico e uma matéria essencial aos cursos de design. Para o designer que se especializa nessa área, a tipografia costuma se revelar um dos aspectos mais complexos e sofisticados do design gráfico.
    Dessa forma, como no design gráfico em geral, o objetivo principal da tipografia é dar ordem estrutural e forma à comunicação impressa. Por analogia, tipografia também passou a ser um modo de se referir à gráfica que usa uma prensa de tipos móveis. Geralmente, as composições tipográficas têm como objetivo a boa legibilidade e a construção de um visual envolvente, que atraia o leitor e contextualize com o conteúdo e o intuito da publicação. No caso de obras que utilizam o design como forma de expressão, apresentando experimentalismo no design gráfico, os objetivos estéticos ultrapassam questões como a legibilidade da tipografia.

    Herculano Foz

    21/10/2014 em 21:47

  24. PADRÃO. substantivo masculino: [pa.drão]

    Padrão tem origem na palavra latina “patronus” e estabelece relação com “pater” (pai), no sentido de um modelo que deve ser seguido, ou seja, é uma analogia ao filho que se inspira no pai. O significado desse verbete é paradigma, referência, exemplo a ser copiado. Também pode ser entendido como norma, conjunto de parâmetros que orienta e serve de base para avaliação, um modo regular ou lógico. Além disso, há a definição que leva em conta o tempo: aquilo que se repete, tem frequência. No contexto de planejamento gráfico, padrão é uma convenção que busca uniformizar a diagramação, a estética e o estilo do produto. A padronização representa a própria imagem e identidade do jornal, pois o padrão determina, por exemplo, a tipologia específica, a divisão das colunas e a compartimentalização das notícias. Assim, padrão/padronização pode ser considerado, também, uma técnica, pois promove a redução da variabilidade dos processos de trabalho, facilitando a realização dos mesmos. As vantagens da existência de padrões no design gráfico são: consistência de qualidade, uniformização da produção, afirmação da marca do produto e preservação do know-how (conjunto de conhecimentos práticos) da organização. Já a desvantagem mais significante é o sufocamento da criação, pois a flexibilidade dos processos de trabalho não pode ser prejudicada. Uma vez que o padrão é implementado, ele enraíza-se na cultura da empresa e dificulta a percepção de quando uma mudança é necessária. O mercado muda frequentemente, assim, as empresas precisam saber tirar vantagem disso.

    Bárbara Costa

    21/10/2014 em 22:05

  25. Letra

    (le-tra)

    A definição de letra pode ser assimilada como um signo para um fonema nas mais diversas línguas. Ela segue um padrão, baseado nos costumes e particularidades das variadas línguas. Esse padrão foi desenvolvendo-se e aperfeiçoando-se ao longo do tempo. Em um alfabeto puramente fonético uma única letra representa um único fonema. Entretanto, dificilmente um alfabeto é tão fonético a esse ponto.
    Uma letra também pode ser associada a mais de um fonema, com o fonema dependendo das letras em sua volta ou da etimologia da palavra. Como exemplo dos efeitos posicionais, a letra c em português é pronunciada [k] antes de a, o ou u (por exemplo, cantar, cortar, cuidado, Colorado), mas é pronunciado [s] antes de e ou i (por exemplo, cessar, cidade).
    Em uma visão voltada para o planejamento gráfico editorial, a letra tem uma importância primordial, visto que é através dela que o jornal passará seu conteúdo para o consumidor. Por isso a letra deve ser adaptada para uma leitura mais agradável. A letra também deve ser escolhida com o cuidado de ser compatível com o conteúdo transmitido e a linha editorial da publicação.
    A forma da letra é adaptável para que possa adequar-se ao sentindo que ela transmitirá. Por exemplo, transformando-a em negrito, itálico ou sublinhando-a, uma mesma palavra (composta por letras) adquire uma importância ou até um significado diferente do antes proposto.
    Assim, a letra é o portal entre o som ou pensamento e a escrita. É por ela que observamos o símbolo e entendemos o quê ele quer dizer. As letras variam em significado entre si e entre situações. Por exemplo, enquanto em uma conta matemática, o “x” e o “y” significam eixo de um gráfico cartesiano, em um texto eles têm apenas um sentido fonético.
    Os alfabetos, que são um conjunto de signos aos quais denominamos “letras”, também possuem as diversas variações adequadas às necessidades dos diferentes povos encontrados ao longo do tempo. Enquanto no alfabeto latino a primeira letra é representada por “a”, no alfabeto grego a primeira letra é “?”.

    Daniel Linhares

    21/10/2014 em 22:12

  26. COR
    Percepção das células da retina humana sobre a luz refletida e enviada para o cérebro para interpretação. Impressão e sensação causada por estimulos externos. É determinada pelo valor do comprimento das ondas eletromagnéticas, que variam de 350 a 750 nanômetros. É uma sensação única e individual. Isaac Newton foi o primeiro registrar experimentos com luz, elaborando um rascunho de uma primeira teoria das cores, que afirma que a cor é um fenomeno físico relacionado a presença de luz. A partir daí cientistas como o próprio Newton, Goethe, Chevreul e Otto Rounge criaram e aperfeiçoaram sistemas, com o objetivo de entender a formação das cores. COR LUZ – Thomas Young definiu a síntese aditiva e o conceito de cor luz a partir dos processos de absorção, dispersão, reflexão e refração da luz. Visão humana. Cores base: vermelho, verde e azul. COR PIGMENTO – Conceito desenvolvido a partir da ideia de síntese subtrativa, que considera a absorção parcial ou total da luz. As cores básicas são vermelho, ciano e magenta. A percepção de cor depende do olho, da retina e da informação do cérebro do individuo. São classificadas em primárias, secundárias e terciárias:
    Primárias: Cores básicas a partir das quais qualquer cor pode ser formada.
    Secundárias: Resultado da mistura de duas cores primárias.
    Terciárias: Resultado da mistura de uma cor primária com uma secundária.
    COLORIMETRIA – Ciência da medição de cores. São classificadas também de acordo com três dimensões: Tom, valor e saturação.
    Tom: Distingue uma cor de outra e se relaciona com o comprimento da onda dominante.
    Valor: Indica a quantidade de luz que um objeto ou superfície reflete.
    Saturação: Pureza ou opacidade de uma cor, revelando seu grau de itensidade
    As influencias e efeitos psicologicos das cores sobre um individuo são consequencia da predominância da visãoo sobre os outros sentidos. Uma cor pode trazer calma ou euforia. Cor é informação, quase um instrumento técnico e pode comunicar por si só.

    Pepita Martin Ortega

    21/10/2014 em 22:25

  27. COR:
    Cor é a impressão que a luz refletida ou absorvida produz nos órgãos de vista. Tudo o que se vê está ligado à cor, seja preto, branco, colorido ou transparente. A palavra também é usada para coloração ou tonalidade que algo apresenta por oposição ao preto e ao branco. Como a cor branca, que representa as sete cores do espectro (vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta). Já a cor preta significa a inexistência de cor ou ausência de luz, mesmo assim, chamamos preto de cor. Para a ciência, a cor é um feixe de luz que toca algum objeto colorido, e assim, uma parte desse feixe é refletida enquanto o restante é absorvido pelo objeto. Ou seja, a cor de um objeto é justamente a cor (ou cores) que o objeto “não tem”, ou seja, não absorveu. Pois, quando vemos a cor de um objeto, estamos vendo apenas a cor da parte da luz que é refletida pelo objeto em questão. Se um carro é vermelho é porque ele absorve muito todas as cores, menos vermelho – que é refletido para o nosso olho. Além disso, as cores possuem variações de intensidade que influência na imagem nos órgãos de visão. As cores também são muitas vezes usadas para definição de coisas femininas ou masculinas. A palavra cor pode ser usada para diferentes contextos, podemos usá-la para falarmos sobre cor do cabelo, cor dos olhos ou cor da pele. A expressão também é utilizada para representar tonalidade forte, carregada ou escura, por exemplo, azul escuro. Além disso, a palavra é utilizada quando falamos da coloração do rosto, ao falar de oposição à palidez, por exemplo, usamos a palavra corado/vermelho que significa com vergonha. Cores também são utilizadas para representar distintivos de uma família, dum grupo, dum partido ou estado. A expressão também é utilizada ao falar de tintas, pois representar a combinação de tintas que se empregam em uma pintura. As cores são usadas para representar sentimentos, como exemplo a cor vermelha que representam amor.

    Catherine Paixão

    21/10/2014 em 23:09

  28. PLAMEJAMENTO
    (Pla.ne.ja.men.to)

    Substantivo masculino. Sinônimo de planeamento. Ato ou efeito de planejar, projetar um trabalho, serviço ou empreendimento. Criar um plano para alcançar uma determinada meta. Deve ser feito antes de qualquer ação, o que evita resultados não esperados, recursos mal gastos, além de esforços desnecessários. É nele que se definem ações e intenções. Essencial na tomada de decisões e execução de tarefas, o planejamento prevê e organiza as ações no futuro. É um processo que identifica as metas e os objetivos que se pretende alcançar. Nele são produzidas estratégias para conseguir o que se propõe. Controla todas as decisões e escolhas na sequência apropriada. Com o planejamento, a realização de um projeto fica mais fácil e as chances do produto final ser compatível com o objetivo inicial crescem significativamente. Além da definição de metas, no planejamento também são elencados os meios e recursos necessários. São regulamentadas também regras para manter a organização e alcançar o fim desejado. Para que o planejamento chegue ao seu objetivo, devemos respeitá-lo em todo o processo. Não faz sentido planejar para não seguir. Se o que for alcançado não for semelhante ao que se foi pensado sabe-se que o erro está no planejado, simplificando e otimizando a correção. É no planejamento que todas as possibilidades são adiantadas. Usando conscientemente, o êxito é quase certo. Pode ser considerado o começo de todo plano, e um bom começo na maior parte das vezes garante um bom final.

    Bruna Malvar

    21/10/2014 em 23:36

  29. Segundo o Dicionário Michaelis, o verbo editar é uma composição transitiva direta, que significa, basicamente, publicar livros, músicas ou periódicos e também, mostrar, patentear, ostentar.
    Já em outros meios, o verbete é encontrado também como, especificamente, edição jornalística, que tem como significado o ato de montar. A montagem pode ser de reportagens para serem veiculadas, após a seleção, a hierarquização dos assuntos e a emenda de trechos de gravação de imagem ou áudio. O editor é aquele que distribui pelas páginas o conteúdo imagético, textual e publicitário. Ele comanda o conteúdo pré-estabelecido referente a cada página de uma publicação.
    A edição pode ser produzida em jornal, televisão ou rádio. Maria Elisa Porchat define o editor como um agente de limpeza. Deve limpar o texto eliminando o que não for necessário ao entendimento geral da matéria e dar “brilho” ao texto, sendo nítido, coerente, interessante e bem redigido. É a primeira preparação da página para, após isso, ser diagramada e redigida.
    No entanto, existem vários tipos de edição. São elas: de vídeo, de imagens, jornalística, radiofônica e de áudio.

    Flávia Simão

    22/10/2014 em 0:07

  30. Verbete: distribuição
    (dis-tri-bu-i-ção)
    Distribuição (do latim distributione) é a o ato ou efeito de distribuir, classificar, ordenar. Em jornalismo, é o serviço de entrega de correspondência postal aos destinatários através do transporte e fornecimento de mercadorias: jornais, revistas, suplementos. A distribuição física do jornal está ligada à movimentação do produto, através da frota de veículos e pessoal, enquanto o canal de distribuição faz o papel de intermediador, atentando-se aos processos de logística. As operações no processo de distribuição compreendem o transporte e entrega com o objetivo de munir os pontos de venda e outros canais, após o processo de editoração e impressão do jornal. O sistema de distribuição leva em conta vários itens de marketing da empresa, tais como os estabelecimentos apropriados para o armazenamento do produto, a época apropriada para venda, os preços acessíveis, características do mercado, natureza do produto ou serviço, clima atual dos negócios e a estrutura da empresa. As decisões de transporte e armazenamento tem impacto direto no custo do produto comercializado, mostrando que o transporte é um dos principais critérios na escolha da localização de depósitos, sendo uma das mais importantes decisões de logísticas, pois influencia de forma decisiva a composição de custos logísticos e o nível de serviço da operação. No caso de uma empresa editora jornalística, estes custos assumem papel ainda mais relevante, uma vez que o jornal é um produto de baixíssimo valor unitário, perecível, que precisa ser transportado diariamente, em altos volumes, cumprindo prazos rígidos e por longas distâncias. Basicamente, este processo logístico envolve os custos de transporte dos jornais da rotativa (local em que o jornal é impresso) até os centros de distribuição, o custo de aluguel destes locais além dos custos envolvidos na entrega no domicílio. Um dos quesitos mais importantes da operação logística do jornal é o prazo de entrega, pois quanto menor o prazo, maior o valor que o jornal recebe dos leitores. Leitores que optam por ler a versão on-line de algum jornal buscam os benefícios que a dinâmica, a agilidade, e o pouco tempo perdido podem trazer. Conclui-se, portanto, que a maioria dos assinantes de um jornal quer a agilidade não só na leitura do jornal, mas também na entrega. Por estarem inseridos em um processo de inovação tecnológica e organizacional, vários jornais reestruturaram seu processo logístico na distribuição, através da troca de grandes centros de distribuição por locais menores, melhor localizados e em maior quantidade, denominados “offices”. Esta restruturação resulta em vantagens como a redução de despesas, a redução de distâncias percorridas na operação de distribuição dos jornais e o uso mais eficiente do espaço físico. Em jornais de menor estrutura e circulação, é comum que a distribuição seja feita de maneira direta, através de vias públicas de grande circulação de pessoas, como metrôs, praças, avenidas, etc, como é o caso de jornais de ONGs, por exemplo, em que, não raramente, o próprio jornalista participa do processo de entrega do jornal. O processo de distribuição de grandes jornais também se atém para atender as demandas do mercado, como é o caso da Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo, que criaram uma empresa de distribuição conjunta, a SPDL. Desse modo, Folha e Estado passaram a chegar juntas nas bancas e casas dos assinantes. A distribuição tornou-se mais ágil e eficiente e ambas as empresas conseguiram atingir seus objetivos de qualidade.

    Jhony Borges

    22/10/2014 em 0:22

  31. Termo: Planejamento (pla.ne.ja.men.to)

    Planejamento é um termo que define o ato e/ou efeito de planejar, elaborar um plano para colocar algo em prática da melhor forma possível, avaliando e analisando as situações e possibilidades que podem acontecer em decorrência desse planejamento, a fim de otimizar o funcionamento de algo quando for posto em prática. A intenção é que com o uso de um planejamento, a realização da tarefa torne-se mais objetiva, clara e concisa. Sem maiores gastos de tempo e dinheiro em determinadas situações. O planejamento é a base de algo, a capacidade de pensar antes de pôr em prática, o discernimento das prioridades e a capacidade de articular as ideias com a prática. É uma forma de ferramente administrativa, que permite a percepção da realidade, a avaliação dos caminhos a serem tomados e organizar todo o projeto antes deste acontecer. Determina o roteiro e o método a serem aplicados. O planejamento possui diversas áreas, como: econômico, financeiro, familiar, estratégico, empresarial, entre outros.
    O planejamento gráfico-editorial em jornalismo, que é foco dessa matéria, é o planejamento das características gráfico-visuais de uma peça gráfica antes de colocar a ideia em prática, observar as necessidades e ideias da publicação, testar e avaliar sua viabilidade. Pode ser em uma publicação, seja um folder ou um cartaz, envolvendo e tratando do detalhamento de especificações para a produção gráfica, como formato, papel, tipografia, iconografia, impressão, acabamento, estética, o público alvo, o nível de especialização, circulação, periodicidade. Tudo isso abrange o planejamento gráfico-editorial, visto que são características importantes para a produção do produto final e seu bom rendimento.

    Izabella Pietro Miranda

    22/10/2014 em 0:41

  32. ESTÉTICA
    Estética é uma palavra com origem no termo grego aisthetiké, que significa “aquele que nota, que percebe”. É, portanto, o estudo das condições e dos efeitos da criação artística e está intimamente ligada ao conceito de beleza, do estudo do belo.

    O significado que é atribuído atualmente ao estético foi introduzido por A.G. Baumgarten, para descrever aquilo que na sua altura se chamava de “crítica do gosto”. A Estética é uma especialidade filosófica que visa investigar a essência da beleza e as bases da arte. Ela procura compreender as emoções, idéias e juízos que são despertados ao se observar um produto visual. As pesquisas concretizadas neste campo têm por meta atingir a natureza dos juízos e da intuição sobre o belo, compreender como agem os sentimentos na interação com os eventos estéticos, assim como pretendem analisar os mais diversos estilos artísticos e modalidades de produção. Da mesma forma a Estética também se ocupa do feio, da ausência do ‘belo’.
    Na era moderna, os estudos de Kant revelaram a certeza que se assume do juízo sobre o belo – sendo que este não pode ser submetido a normas – é inerente a esfera do prazer. Ele atinge uma conclusão, a de que há um equilíbrio entre a compreensão e a imaginação, o que pode ser captado por qualquer indivíduo.
    Contemporaneamente, não existe mais a idéia de um único valor estético (o belo) de julgamento. Cada produção visual estabelece seu próprio tipo de beleza, ou seja, o tipo de valor pelo qual será julgado. Um produto visual pode ser belo segundo seu modo de ser singular, sensível, carregando significados que só podem ser percebidos por meio da experiência estética.
    Cabe ao processo gráfico-editorial trazer essa experiência estética ao consumidor de produtos informativos, como impresso, aplicativos, sites ou revistas. Assim, esse consumidor terá desenvolvido diferentes emoções ou percepções sensoriais não somente pelo conteúdo informativo escrito como também pelo visual.

    Nathalie Portela

    22/10/2014 em 1:44

  33. Verbete: Forma (For-ma)
    Forma é um substantivo feminino originado do latim. Segundo o dicionário Aulete digital, forma significa, entre outras coisas, “o feitio, a figura, a aparência das coisas”, “estrutura, disposição e estilo da obra de arte literária, artística, musical ou plástica”. O dicionário Michaelis define como “figura ou aspecto exterior dos corpos materiais”. Forma (ô) também pode ter um segundo significado: “modelo, molde de qualquer coisa”. A filosofia da linguagem considera que a forma é uma posição oposta e, ao mesmo tempo, complementar ao conteúdo (significado). Especialistas da linguagem dizem que forma e conteúdo não podem se separar, pois um é afetado diretamente pelo outro. No campo das artes visuais, o pintor Ben Shahn escreveu que forma é a “configuração visível do conteúdo”. A forma, portanto, é responsável pela aparência externa do conteúdo (a aparência de um livro, um poema, uma obra de arte, um texto etc). Uma vez que temos um conteúdo em mãos, podemos configurá-lo de várias maneiras até que ele adquira uma forma desejável. O conteúdo da obra pode apresentar diversas opções de aparência externa e, portanto, adquirir várias formas. Mudando a forma, o conteúdo é afetado, pois ganha uma nova “roupagem” e pode até ser complementado. Por isso a defesa de que ambos são inseparáveis. No planejamento gráfico, a forma do produto é configurada levando em consideração o seu significado (conteúdo) e a linha editorial do veículo. É recomendável que a configuração visual de um jornal ou revista articule com o seu conteúdo, seja coerente, assim, o leitor pode ter uma ideia do que se trata o material através de sua aparência e da disposição dos seus elementos visuais.

    Laiza Castanhari

    22/10/2014 em 6:26

  34. Diagrama: é, sobretudo, uma apresentação puramente visual de algum conceito, ideia ou texto. No jornalismo o diagrama aparece inserido no contexto da diagramação, ato de organizar manchetes, imagens, textos, entre outros itens presentes em jornais impressos, revistas, até panfletos e folders publicitários. Limitando o campo de exemplos ao jornal impresso, cada instituição tem o seu planejamento gráfico editorial, o qual determina a paleta de cores, a tipologia, as editorias, os cadernos, o formato (standard, tabloide, berliner). O profissional diagramador é o responsável por distribuir as matérias produzidas pelos repórteres do jornal entre as páginas do impresso. Em conjunto são decididas as matérias e imagens as quais terão destaque na capa e como serão feitas as manchetes, uma vez que a estética deve ser bem preservada – com o intuito de manter o jornal atraente para o leitor. O processo de diagramação leva em consideração as matérias-destaque na capa do impresso, bem como o logotipo, o cabeçalho, boxes de informações diferenciadas e até os anúncios. O mesmo ocorre com as reportagens do restante do jornal, as quais, na maioria das vezes, ficam bem distribuídas entre cadernos e editorias específicas. A questão técnica do diagrama vem em forma de software; usando como ferramenta softwares específicos, como o Adobe InDesign, por exemplo, o diagramador vê sua tarefa facilitada, ao passo que todas as edições de cada impresso seguem um mesmo padrão e formato. Outro fator importante é que o software ajuda nas questões de alinhamento, espaçamento entre letras e entre linhas, cores, tipologia variada, enquadramento correto, formato do papel o qual será impresso mais tarde. As exceções ao padrão aparecem quando há alguma comemoração ou data especial, e aí os jornais impressos têm o costume de adicionar cadernos comemorativos. No mais, a qualidade do diagrama depende de três fatores básicos: primeiro, a conversa entre diagramador e jornalista para definir títulos e conteúdo de chamadas, a fim de melhorar o aspecto visual da impressão. Segundo, a empresa de comunicação deve ter um excelente planejamento gráfico-editorial, para evitar possíveis dúvidas e diferenças estéticas entre uma edição e outra. Terceiro, a capacidade do profissional de manipular o software e seu bom senso na hora de escolher a posição de cada imagem, cada texto, cada box, enfim, cada elemento constante da impressão.

    Caroline Balduci de Mello

    22/10/2014 em 8:46

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