teia de ideia [mídia e tecnologia]

Francisco Rolfsen Belda

Trabalho prático do 3o bimestre

com 3 comentários

Neste bimestre, cada aluno deve escolher um tema de ciência, tecnologia, saúde ou meio ambiente a ser pesquisado em profundidade, para elaboração e desenvolvimento de uma pauta de jornalística especializada.

A primeira etapa do trabalho consiste em pesquisar, selecionar e organizar informações de referência sobre o assunto, a partir de consultas a sites de publicações científicas, bancos de dados on-line, dicionários e enciclopédias, entre outras fontes. Também devem ser identificados profissionais e pesquisadores capazes de fornecer informações específicas sobre o assunto. Esse material deve ser organizado na forma de um relatório de pauta, a ser entregue no dia 27/08, como comentário neste espaço.

A segunda etapa do trabalho propõe o desenvolvimento de uma reportagem sobre o assunto, composta por um texto de aproximadamente 4000 caracteres e um infográfico que explique o tema, a serem entregues no dia 24/9, em duas versões: a) digital, como comentário neste espaço (apenas o texto); b) impressa, para correção e avaliação do professor.

Para produção da pauta, do texto e do inforgráfico, consulte as seguintes fichas didáticas, publicadas no site da disciplina:

 

Escrito por Francisco Rolfsen Belda

13/08/2012 às 17:42

Publicado em Jornalismo Científico

3 Respostas para 'Trabalho prático do 3o bimestre'

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  1. Aluno: Rodrigo Peronti Rodrigues

    Tema: Drogas psicoativas.

    Dados e Abordagem: As drogas psicoativas ou psicotrópicas são caracterizadas e popularmente utilizadas como medicamentos que agem diretamente no sistema nervoso central humano para o tratamento de distúrbios e patologias psicológicas como ansiedade, depressão, esquizofrenia, distúrbios do sono, fobias, etc. Apenas médicos, no caso, envolvidos com a psiquiatria, podem receitar medicamentos psicoativos, porém, calmantes, relaxantes e até ansiolíticos são utilizados por profissionais não ligados diretamente com a área psiquiátrica.
    Os psicotrópicos agem de forma a mudar o humor, percepção de comportamento e de consciência. Devido a esses fatores, as drogas psicoativas acabam também sendo utilizadas em rituais espiritualistas, em estímulo mental para testes científicos, além do uso já citado como medicamento em tratamentos psiquiátricos.
    Desde a pré-história existem relatos do uso de psicoativos, principalmente em rituais, onde se estimulava a mente para obter alucinações e a “expansão” do pensamento, além da utilização para relaxamento e calmante em tratamentos medicinais rudimentares que poderiam causar dores intensas no paciente.
    Sendo muitos dos agentes químicos encontrados diretamente na natureza, em plantas, o homem passou a usar dos efeitos alucinógenos e hipnóticos para a “diversão”, assim como o álcool, substâncias psicoativas se transformaram em drogas e hoje são banidas da sociedade legal, pois deterioram o corpo físico e a sanidade mental, criando forte dependência dos usuários.
    Desta forma, mesmo em forma de medicamentos, os psicotrópicos mantém o caráter viciante e o forte impacto causado no corpo e na mente dos pacientes que buscam tratamentos para transtornos mentais.
    Os tipos mais populares de remédios psicotrópicos são:

    -Antidepressivos: usados para tratar diversos males, como depressão nervosa, epilepsia, ansiedade, transtornos alimentares e transtorno de personalidade limítrofe.
    -Estimulantes: usados para tratar distúrbios como o transtorno do déficit de atenção e como supressores do apetite.
    -Antipsicóticos: são usados para tratar psicoses, esquizofrenia e mania.
    -Estabilizadores do humor: utilizados para tratar o transtorno bipolar e o transtorno esquizoafetivo.
    -Ansiolíticos: usados para tratar transtornos da ansiedade.
    -Depressores: utilizados como hipnóticos, sedativos e anestésicos.

    Mas, afinal, como agem os medicamentos psicoativos? Porque se tornam viciantes? Como é possível inibir alucinações ou mesmo trabalhar com tristezas e angústias? Quais os riscos de utilizar e quais as outras formas de tratamento para patologias psicológicas?
    Estes questionamentos ligados diretamente à psiquiatria são os objetivos desta pauta.
    Para se ter uma ideia um pouco mais clara sobre a ação dos medicamentos psicoativos, recomenda-se a leitura do artigo “DROGAS PSICOTRÓPICAS – O QUE SÃO E COMOA GEM”, publicado em 2001, pela Revista IMESC, do Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo.
    De modo bem simplificado, para entender o funcionamento destas drogas é necessário saber que todas as informações que o ser humano recebe captadas por qualquer um dos meios sensitivos são encaminhadas e processadas até o Sistema Nervoso Central, o cérebro. Isso vale para praticamente tudo, um sinal de luz, buzina de carro, a visão do horizontes, das pessoas, sentimentos de insegurança, sensação de perseguição, medo, dor, etc.
    Porém, para que essas sensações/informações cheguem até o cérebro, elas são captadas e transmitida através de substâncias químicas dos nosso organismo chamadas de neurotransmissores. Algumas dessas substâncias mais conhecidas são a acetilcolina, dopamina, noradrenalina, serotonina, entre outras.
    Para auxiliar no entendimento da ação e reação dos medicamentos psicoativos, seguem alguns materiais de apoio:
    http://www.imesc.sp.gov.br/pdf/artigo%201%20-%20DROGAS%20PSICOTR%C3%93PICAS%20O%20QUE%20S%C3%83O%20E%20COMO%20AGEM.pdf
    http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/05/080522_cerebrodroga_ba.shtml
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Droga_psicoativa
    http://www.hcnet.usp.br/ipq/revista/vol36/n4/137.htm
    http://noticias.terra.com.br/noticias/0,,OI5821685-EI188,00-Antidepressivo+pode+reduzir+avanco+de+tumores+dizem+pesquisadores+taiwaneses.html
    http://www.psiqweb.med.br/site/?area=NO/LerNoticia&idNoticia=213

    Portanto, esta pauta visa o desenvolvimento de uma matéria que esclarecer o funcionamento dos remédios psicoativos e em quais casos estes medicamentos devem e podem ser usados.

    Fontes:

    – CREMESP – Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo – http://www.cremesp.org.br/
    Para conseguir informações e indicações de fontes adicionais (contato já realizado).
    – ABP – Associação Brasileira de Psiquiatria – http://abp.org.br/2011/medicos/
    Para conseguir informações e indicações de fontes adicionais (contato já realizado).
    – CRPSP – Conselho regional de psicologia do Estado de São Paulo – http://www.crpsp.org.br/portal/
    Para conseguir informações e indicações de fontes adicionais (contato já realizado). Saber o lado do psicólogo, como o tratamento psicológico que não utiliza medicamentos, contribui para o bem estar mental do paciente.

    – Psicóloga Karina Peronti Rodrgiues –Trabalha no Ambulatória de Saúde Mental de Ibaté-SP, é formada em Psicologia pela UNESP – Assis, desenvolve trabalhos e pesquisas na área de psicanálise.
    – Psiquiatra Dr. Marcos Bicalho – Psiquiatra responsável pelo Ambulatório de Saúde Mental de Ibaté-SP, coordenador e psiquiatra da UNIMED- São Carlos. Formado em Medicina pela USP- São Paulo, mestre pela Universidade Federal de São Carlos – UFSCar.
    – Químico João Pedro Lima – Formado em Química pela USP – São Carlos. Mestrando da mesma faculdade. (deverá explicar a atuação das substâncias como a serotonina, dopamina, entre outras psicoativas).

    (Aguardando indicação de mais fontes dos conselhos supracitado).

    Referências

    Revista IMESC, DROGAS PSICOTRÓPICAS – O QUE SÃO E COMOA GEM, 2001: http://www.imesc.sp.gov.br/pdf/artigo%201%20-%20DROGAS%20PSICOTR%C3%93PICAS%20O%20QUE%20S%C3%83O%20E%20COMO%20AGEM.pdf
    Portal BBC Brasil, Cientistas alertam para abuso de remédios psicoativos, 2008: http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/05/080522_cerebrodroga_ba.shtml
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Droga_psicoativa
    Portal do Hospital das Clínicas USP, Artigo: Reações adversas causadas por fármacos que atuam no sistema nervoso: análise de registros de um centro de farmacovigilância do Brasil, 2009: http://www.hcnet.usp.br/ipq/revista/vol36/n4/137.htm
    Portal Terra, Antidepressivo pode reduzir avanço de tumores, dizem pesquisadores taiwaneses, 2010: http://noticias.terra.com.br/noticias/0,,OI5821685-EI188,00-Antidepressivo+pode+reduzir+avanco+de+tumores+dizem+pesquisadores+taiwaneses.html
    Potal PsiqWeb, Antipsicóticos e Neurolépticos: http://www.psiqweb.med.br/site/?area=NO/LerNoticia&idNoticia=213

    Rodrigo Peronti Rodrigues

    27/08/2012 em 15:21

  2. Marcus Buda – n. 03505077

    abordagem

    Cerca de 8 milhões de brasileiros já experimentaram maconha uma vez na vida, e 1,5 milhões fuma diariamente aponta o segundo Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad) realizado por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Mas qual o efeito que esta droga causa no cérebro? Quais os danos a longo prazo pode causar? Como a maconha age no cérebro? Uso da droga gera algum beneficio? Uso da maconha diariamente realmente mata os neurônios. A matéria procura abordar como o THC se liga aos receptores canabinóides ativando os neurônios e as consequências disso.

    Dados

    A maconha e o cérebro
    O THC é uma substância química bastante potente quando comparado às outras drogas
    psicoativas. Uma dose intravenosa (IV), de apenas um miligrama (mg), pode produzir
    sérios efeitos mentais e psicológicos. Uma vez na corrente sanguínea, o THC alcança o
    cérebro em poucos segundos após ser inalado, e começa a agir imediatamente.
    Os usuários de maconha normalmente descrevem a experiência do fumo inicialmente
    como relaxante, criando uma sensação de nebulosidade e leveza. Os olhos dos usuários
    podem dilatar, causando a impressão de que as cores possuem maior intensidade. Outros
    sentidos também podem se alterar. Depois, sentimentos de paranóia e pânico também
    podem se manifestar nos usuários. A interação do THC com o cérebro é o que causa
    estes sentimentos. Para entender como a maconha afeta o cérebro, você precisa saber
    sobre as partes do cérebro que são afetadas pelo THC:
    neurônios são as células que processam as informações no cérebro.
    Substâncias químicas chamadas neurotransmissores permitem que os
    neurônios comuniquem-se entre si;
    neurotransmissores preenchem a fenda sináptica ou sinapse – espaço entre
    dois neurônios – e se ligam aos receptores de proteína, que ativam diversas
    funções e permitem ao cérebro e ao corpo ligar e desligar; alguns neurônios possuem milhares de receptores que são específicos para neurotransmissores em particular; substâncias químicas estranhas, como o THC, podem copiar ou bloquear as ações dos neurotransmissores e interferir nas funções normais.

    Em seu cérebro, existem grupos de receptores canabinóides concentrados em diferentes
    lugares. Estes receptores possuem efeitos em diversas atividades mentais e físicas,
    incluindo: memória de curto prazo coordenação aprendizado soluções de problemas

    Receptores canabinóides são ativados por um neurotransmissor chamado anandamida.
    A anandamida pertence ao grupo das substâncias químicas chamadas de canabinóides.
    O THC também é uma substância deste grupo e copia as ações da anandamida, o que
    significa que o THC se liga aos receptores canabinóides ativando os neurônios, com
    efeitos adversos sobre o próprio cérebro e o restante do corpo.
    Existem altas concentrações de receptores canabinóides no hipocampo, cerebelo e
    nos gânglios basais. O hipocampo está localizado no lobo temporal sendo importante
    para a memória de curto prazo. Quando o THC se liga aos receptores canabinóides
    dentro do hipocampo, interfere na lembrança de eventos recentes. O THC também
    afeta a coordenação, que é controlada pelo cerebelo. Os gânglios basais controlam os
    movimentos involuntários dos músculos, o que apenas debilita, ainda mais, a coordenação
    motora quando sob a influência da maconha.

    Entrevista

    José Alexandre de Souza Crippa
    Possui graduação em Medicina pela Universidade Federal do Paraná (1994), residência médica no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP-RP (1995-1998). Completou doutorado em Medicina (Saúde Mental) pela FMRP da Universidade de São Paulo (2001). Realizou Pós-doutorado no Instituto de Psiquiatria de Londres (London University, Kings College) na área de neuroimagem (2002-2003). Atualmente é Professor Associado do Departamento de Neurociências e Ciências do Comportamento da FMRP da Universidade de São Paulo, coordenador do serviço de Interconsulta em Saúde Mental do HC da FMRP-USP e pesquisador de produtividade em pesquisa do CNPq (1B). Coordena a Unidade de Pesquisa Clínica do HC-FMRP-USP e é o coordenador do Programa de Pós-graduaçao em Saúde Mental da FMRP-USP. É Honorary Professor do Institute of Psychiatry of London, University of London. Tem experiência na área de Psiquiatria, com ênfase em neuroimagem e psicofarmacologia atuando principalmente nos seguintes temas: canabinóides, ansiedade social, instrumentos de avaliação em psiquiatria e interconsulta psiquiátrica.

    Links:

    https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=gmail&attid=0.1&thid=13968380e73aacfb&mt=application/vnd.openxmlformatsofficedocument.wordprocessingml.document&url=https://mail.google.com/mail/ca/?ui%3D2%26ik%3Dcc292c9863%26view%3Datt%26th%3D13968380e73aacfb%26attid%3D0.1%26disp%3Dsafe%26realattid%3Df_h6dl83w00%26zw&sig=AHIEtbRsxFkFofuzu7YPuURDe9XukN1Rug

    http://www.scielo.br/cgi-bin/wxis.exe/iah/
    http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-44462010000500002&lng=pt&nrm=iso
    http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-44462004000200015&lng=pt&nrm=iso
    http://g1.globo.com/brasil/noticia/2012/08/estudo-diz-que-15-milhao-de-pessoas-usam-maconha-diariamente-no-pais.html
    http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-44462004000100002&lng=pt&nrm=iso
    http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-44462003000300003&lng=pt&nrm=iso
    http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-73722007000200007&lng=pt&nrm=iso
    http://www.unifesp.br/dpsiq/novo/sobre/noticias/exibir/?id=105
    http://www.unifesp.br/dpsiq/novo/sobre/noticias/exibir/?id=105

    https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=gmail&attid=0.6&thid=13968380e73aacfb&mt=application/vnd.openxmlformats-officedocument.wordprocessingml.document&url=https://mail.google.com/mail/ca/?ui%3D2%26ik%3Dcc292c9863%26view%3Datt%26th%3D13968380e73aacfb%26attid%3D0.6%26disp%3Dsafe%26realattid%3Df_h6dl83wc5%26zw&sig=AHIEtbQUEqDMDQItnK2gIxocQe9Oe2PLyg

    Glossário:
    Anandamina – http://es.wikipedia.org/wiki/Anandamida
    Cerebelo – http://pt.wikipedia.org/wiki/Cerebelo
    Hipocampo – http://pt.wikipedia.org/wiki/Hipocampo
    Lobo temporal – http://pt.wikipedia.org/wiki/Lobo_temporal
    Gânclios basais – http://pt.wikipedia.org/wiki/Lobo_temporal

    Marcus Buda

    27/08/2012 em 19:51

  3. Patrícia Lelli Ferreira
    Código: 03509-047
    4º ano de Comunicação Social – Jornalismo
    Prof. Francisco Belda
    Disciplina: Jornalismo Científico

    Buracos Negros: Ficção ou realidade

    Fascinantes túneis que permitem viajar pelo tempo e espaço, uma teia de aranha de gás, galáxias e estrelas, os misteriosos buracos negros fazem sucesso na ficção científica e despertam a imaginação. Mas, na realidade, eles existem e escondem muitos segredos.
    O buraco negro é uma região do espaço-tempo onde os efeitos da gravidade impedem qualquer coisa de escapar, até mesmo a luz. Segundo o físico, mestre e doutor em Astronomia da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), Gustavo Rojas, todo objeto astrofísico possui uma velocidade de escape, que é a velocidade a qual um objeto deve ter para escapar do seu campo gravitacional. “Se ao calcularmos esta velocidade com a massa e o raio de um objeto qualquer, e essa velocidade exceder a velocidade da luz, que é de 300 mil km/s, encontramos um buraco negro”, explica Rojas.
    Uma declaração, feita no ano de 1939, mostra que Albert Einsten duvidou da existência de buracos negros no espaço. Estudos posteriores mostraram o contrário: a morte das estrelas comprovou a existência desses misteriosos buracos. As estrelas nascem, passam pela vida adulta na cor azul e depois de bilhões de anos se transformam em uma estrela de nêutrons ou em uma estrela anã preta. Quando vemos, por exemplo, uma estrela adulta que sumiu antes do seu ciclo de vida terminar, é sinal de que existe um buraco negro naquele espaço.
    Algumas coisas no universo apenas existem, mas o ser humano insiste em imaginar certas funções para elas, como é o caso dos buracos negros. Eles fazem nada, apenas apresentam certas características físicas que se manifestam principalmente através da interação gravitacional. “Como é um objeto que abriga muita massa em um espaço muito compacto, sua atuação gravitacional é muito mais intensa de que qualquer outro objeto”, afirma Rojas.
    A ciência ainda não descobriu exatamente a composição de um buraco negro. Segundo o docente e pesquisador da UFSCar, Marcelo Adorna, a hipótese mais provável é de que ele tenha um estado de matéria super denso e exótico, composto por quarks, uma partícula subatômica, e matéria escura. “Se realmente o buraco negro for composto de um condensado de quarks, isso implicaria em uma temperatura extremamente elevada, superior a 4 trilhões de graus”, declara Adorna.
    Até hoje não existe observação direta de buraco negro, pois ele não emite luz visível nem outro tipo de radiação. As evidências mais fortes são através do que existe em torno dele, nuvens de gás muito quentes e estrelas se movimentando. Segundo Adorna, medindo as propriedades deste gás e a velocidade em que as estrelas se movem é possível calcular a massa do objeto que está causando esse movimento. Esses cálculos indicam que o objeto tem tanta massa em tão pouco volume que só pode ser um buraco negro.
    Uma das polêmicas causadas por buracos negros nos leva ao fim do mundo, mas, atualmente, isso seria impossível, pois a ciência não conhece nenhum buraco negro na vizinhança solar, e, mesmo se existisse, estudos comprovam que o efeito gravitacional seria muito pequeno, por causa da distância.
    Rojas contou que existem indicativos de buracos negros de massa estelar, e os chamados super massivos que têm massas milhões de vezes maiores que a do Sol.
    Outra maneira de confirmar a existência de um buraco negro é medindo a frequência das ondas gravitacionais emitidas por ele. Entretanto, ainda não foi possível construir um detector bem-sucedido dessas ondas. Vários projetos como VIRGO e LISA feitos pela Nasa estão em andamento. Eles foram criados para detectar essas ondas gravitacionais, que são previstas pela teoria da relatividade geral.
    Assim como a teoria da relatividade sobreviveu a diversos testes, provando que ela realmente existe, por enquanto a ciência tem uma grande confiança de que os buracos negros existam de fato. Um fato curioso é que, para comprovarmos a existência dos buracos negros, precisamos utilizar os fundamentos da teoria da relatividade, criada por Eisnten, o mesmo que não acreditava nesses buracos misteriosos.
    Sabemos muito pouco sobre o que eles realmente são, mas esta área do conhecimento está dando os primeiros passos, apesar do imenso número de profissionais e pesquisas dedicadas. Ainda temos muito que aprender.

    Patrícia Lelli

    24/09/2012 em 17:36

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