teia de ideia [mídia e tecnologia]

Francisco Rolfsen Belda

Verbete de definição de conceitos (trabalho 1)

com 30 comentários

Publique, como comentário ao final deste post, o texto produzido por você, em formato de verbete, com cerca de 3.000 caracteres, com a definição de um dos seguintes conceitos teóricos associados ao conteúdo da disciplina: modelo, sistema, mídia, interação, forma/conteúdo, negócio, empreendimento, processo, valor  — se nenhum deles te interessou exatamente, você ainda pode propor e definir algum outro termo teórico relacionado. Este exercício compõe parte da avaliação final, com peso 1, conforme indicado no Plano de disciplina: Modelagem para Mídia Digital. A partir das contribuições dos colegas, teremos, assim, um glossário dos principais termos teóricos associados ao conteúdo desse nosso programa de estudo. Ao rever o material submetido pela turma, procure atentar-se para a ocorrência de diferentes definições sobre um mesmo conceito, bem como distinções em sua caracterização decorrentes de visões disciplinares específicas, que fazem com esses termos assumam significações mais ou menos específicas em campos ou áreas de conhecimento como os da comunicação, engenharia, computação, filosofia (lógica, ética, estética), entre outros.

Para uma definição sobre o conceito de “definição”, bem como suas variedades e recursos lógicos, é possível consultar:

Wikipedia. “Definição“.
Disponível em:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Defini%C3%A7%C3%A3o

Gupta, Anil, “Definitions“. In: Edward N. Zalta (ed.). The Stanford Encyclopedia of Philosophy. Fall 2012 Edition
Disponível em:
http://plato.stanford.edu/archives/fall2012/entries/definitions/

Moore, James W. “The Logic of Definition“. Defence R&D Canada – Toronto, Technical Note
Disponível em:
www.dtic.mil/cgi-bin/GetTRDoc?AD=ADA504542

Escrito por Francisco Rolfsen Belda

29/08/2013 às 18:42

Publicado em Modelagem para TVD

30 Respostas para 'Verbete de definição de conceitos (trabalho 1)'

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  1. Verbete “Modelo”

    Uma representação simbólica, visual, sistêmica, esquemática e ideológica caracterizando um processo, uma ideia, um sistema, um esquema, um conceito e ou um fenômeno, afim de analisar, descrever, explicar e simular a realidade pode ser compreendido como modelo.

    Um modelo pode designar o modo de ser da realidade ou supostas realidades, cujo as ideias tomam forma de um todo, explicando assim a realidade física das coisas. A representação destas realidades, desdobradas em processos, podem ser representadas por desenhos, projetos, maquetes e etc. Compete ao modelo demonstrar um sistema que sirva para entender outro sistema, ao qual este primeiro pode apresentar uma realidade verídica, assim tornando sinônimo do segundo ou seja, hipoteticamente um modelo é a representação de uma realidade. (MORA, 2001).

    Ainda, Freixo (2007), elucida pragmaticamente que um modelo é caracterizado por representações simbólicas de uma “coisa”, um processo ou ideia, advindo de formas gráficas, verbais e matemáticas, descrevendo assim simplificadamente a realidade. Ele organiza, ordena e relaciona ideias entre si, que se estendem em imagens gerais de uma série de circunstancias particulares. Simplificadamente para ele, um modelo explica uma informação, facilitando o que anteriormente seria complexo interpretar.

    Observando um modelo, devemos interpreta-los metaforicamente, pois sabe-se que em sua construção, foi estabelecido paralelos simbólicos entre as ideias, estruturas e relações ora representando os eventos processuais do mesmo.

    Contudo, o modelo prevê conclusões de acontecimentos, fenômenos, para se dar base de atribuições de probabilidade a várias conclusões alternativas, e assim contribuindo para a formulação de hipóteses afim de uma investigação meticulosa.

    Ao construir um modelo devemos descreve-lo como um esquema simplificado, com traços marcantes evidenciando uma realidade verídica, eliminando os detalhes inúteis, possuindo assim uma função explicativa. Assim uma representação esquemática, além de qualificar visualmente o modelo, poderá este descrever, explicar, simular e evidenciar o seu funcionamento, o que posteriormente deverá prever o comportamento sistêmico do modelo construído (DORTIER, 2010).

    Conclui-se então que um modelo analisa, descreve, explica e simula metaforicamente uma realidade, através de esquemas, símbolos, desenhos ou projetos. Ele auxilia na compreensão de processos que ora seria complexo de evidenciar. Assim propor um modelo, deve preocupar-se em descrever de forma exemplificada as características que compõe os elementos e não simplesmente a natureza dos elementos, descrevendo de forma eficaz sua realidade, não deixando dúvidas para aquele que a observa.

    Referências:
    ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de Filosofia. São Paulo: Martins Freitas, 2007.
    DORTIER, J.F. Dicionário de Ciências Humanas. São Paulo: Martins Fontes, 2010.
    FREIXO, M.J.V.. Teorias e Modelos de Comunicação. Lisboa: Instituto Piaget, 2006.
    MORA, J. Ferrater. Dicionário de Filosofia. São Paulo: Ed. Loyola, 2001.

    Matheus Monteiro de Lima

    04/09/2013 em 2:37

  2. MÍDIA

    Em suas variações semânticas emprestadas diretamente do latim, a palavra mídia é empregada sistematicamente para representar tanto o meio físico de armazenamento de dados como também os próprios conteúdos comunicacionais destes meios. Como meio físico de armazenamento de dados, podemos citar três métodos diferenciados de escrita e recuperação de acordo com o método de gravação: magnético, ótico e híbrido.

    Alguns dicionários indicam que a palavra mídia deriva do plural da palavra “meio” na língua inglesa (medium=singular)(media=plural), representando uma coleção de canais de comunicação em suas variantes de formatos múltiplos.

    Também representa uma figuração abstrata das empresas de comunicação em sua atividade fim de veiculação de notícias, entretenimento, educação ou informação através de jornais, revistas, TV, rádio, outdoors, mala direta, telefone, fax e internet. (1)

    Popularmente difundida na sociedade como meio multiformato onde se ganha visibilidade por exposição sensacionalista de pessoas ou celebridades em transmissões e veiculações de notícias e entretenimento, tornou-se uma síntese da multiplicidade de canais de comunicação que atingem pervasivamente todos os substratos sociais, culturais e/ou econômicos.

    Normalmente usado com um verbo plural(2) na língua inglesa, no português encontramos o uso da mesma com a letra “s” ao final quando nos referimos a um conjunto de meios físicos (ex: CDs, DVDs) ou virtuais de mediação de dados ou da comunicação (ex: mídias digitais: internet, TVDi, cinema).

    Este uso singular(mídia) é comum às áreas de comunicação de massa e publicidade, embora atualmente seja encontrado fora delas. Também usado como um substantivo coletivo para a imprensa ou agências de notícias, na informática também é usado como um substantivo coletivo, mas refere-se a diferentes tipos de opções de armazenamento de dados (5).

    Inclusive a palavra mediar(3) em português significa: situar-se entre duas coisas
    agindo como controlador de algum evento, intervir.
    Esta característica da mediação, enquanto ato de conciliar interesses adversos, coincide com a essência da atividade fim na comunicação social, funcionando como uma espécie de tradutor da complexidade inerente aos conteúdos jornalísticos e originando a concepção histórica de elites formadoras de opinião, inclusive pretensamente consideradas como o quarto poder democraticamente constituído em teorias do século 19, já superadas(4).

    Atualmente podemos encontrar neologismos construídos com o termo na tentativa de designar a hibridização dos meios ou estruturas ainda mais complexas, como por ex: transmídia (6), multimídia (7), hipermídia(8).

    1 – http://www.businessdictionary.com/definition/media.html
    2 – http://dictionary.reference.com/browse/media
    3 – http://www.dicionarioinformal.com.br/mediar/
    4 – http://www.worldcat.org/title/on-heroes-hero-worship-the-heroic-in-history-six-lectures-reported-with-emendations-and-additions/oclc/2158602
    5 – http://www.techterms.com/definition/media
    6 – http://en.wikipedia.org/wiki/Transmedia_storytelling
    7 – http://en.wikipedia.org/wiki/Multimedia
    8 – http://en.wikipedia.org/wiki/Hypermedia

  3. Modelo
    Representação, com maior ou menor grau de formalidade, da abstração de uma realidade expressa em algum tipo específico de formalismo, ou como uma representação simplificada de algum fenômeno do mundo real. Representação da realidade projetada para algum propósito definido ou para ser usada por alguém responsável pelo gerenciamento ou entendimento da realidade. Representação externa e explícita de parte da realidade vista pelas pessoas que desejam usar aquele modelo para entender, mudar, gerenciar e controlar parte daquela realidade. Representação de estrutura essencial de algum objeto, fenômeno ou evento, no mundo real. Útil para auxiliar na compreensão de relações complexas, podendo substituir complexidade por simplicidade. Simplificação da realidade, usado para transmitir relações complexas em termos fáceis de serem entendidos. Espécies fundamentais de conceitos científicos, mais precisamente o que consiste na disposição caracterizada pela ordem dos elementos de que se compõe, e não pela natureza desses elementos. Um modelo deve ser simples para que sua definição exata seja possível e que também possa ser expresso por meio de parâmetros. Um modelo melhora em valor à medida que aumenta sua habilidade de descrever com precisão aquilo que procura representar.
    Modelos podem ser estáticos ou dinâmicos, determinísticos ou probabilísticos, normativos ou descritivos.
    Modelo científico é a idealização simplificada de um sistema que possui maior complexidade, mas que ainda assim, supostamente reproduz na sua essência o comportamento do sistema complexo que é o alvo de estudo e entendimento. A criação de um modelo é uma parte essencial de qualquer atividade científica.
    Modelo de negócios descreve como uma organização cria, entrega e captura valor. Conjunto de atividades e definições que orienta as empresas a enxergar como elas utilizarão a infraestrutura da internet para criar modelos de negócios efetivos baseados em comércio eletrônico. Organização ou arquitetura de produtos, serviços e fluxos de informação e as fontes de recursos e benefícios para fornecedores e clientes. Totalidade de como uma companhia define a seleção de seus clientes e os diferenciais de sua oferta, as atividades que darão performance a si mesma e o que será terceirizado. Aplicações de uma estratégia definida pela organização e para a criação de valor através da maximização dos seus recursos e competências essenciais. Componentes chave de um dado negócio ou para descrever um negócio em particular. Sumário lógico da criação de valor de uma organização, incluindo suposições sobre seus parceiros, competidos e clientes. Arquitetura de produtos, serviços e fluxo de informação, incluindo a descrição dos vários atores e seus papéis, descrição de benefícios potenciais para os atores e seus papéis e a descrição das fontes de recursos.
    Na construção de softwares modelos podem ser usados na identificação das características e funcionalidades que o software deverá prover, e no planejamento de sua construção.
    Modelo matemático é a representação ou interpretação simplificada da realidade, ou uma interpretação de um fragmento de um sistema, segundo uma estrutura de conceitos mentais ou experimentais.

    Flavia Gamonar

    05/09/2013 em 17:55

  4. SISTEMA: O termo apresenta raízes no latim (systema) e no grego (sýstema), podendo ser decomposto em: sy (junto) e sta (permanecer). Partindo do seu sentido etimológico, compreende-se como a permanência de uma combinação de elementos. Abbagnano1 (2007) apresenta em seu Dicionário de Filosofia três linhas de significação para emprego deste vocábulo. Em um primeiro momento pode ser entendido como “uma totalidade dedutiva de discurso” (p.1076). Nesta leitura define-se sistema como uma representação, da qual através de um processo lógico se extraí um sentido capaz de refletir a sua natureza. O filósofo grego Sexto Empírico atribuiu a esta palavra a responsabilidade de congregar uma linha de argumentação, do princípio às considerações finais. A partir desta aplicação os estudos filosóficos clássicos passaram a utilizar o termo aferindo a ele duas dimensões: organização e causalidade. Ressalta-se que esta última está fundada na derivação ou na concatenação lógica que origina novos fragmentos. Este princípio tornou-se marca de outras definições, como as propostas por Leibniz e Wolff, ressaltando o relacionamento entre os elementos integrantes.
    Kant manifesta um olhar macro do processo trazendo para o centro da discussão a unidade que representa o sistema e/ou articulações dos seus fragmentos. Postula sobre as referências que se estabelece para organizar os elementos que o compõe, constituindo uma “unidade sistemática”. Os filósofos românticos beberam desta fonte difundindo este pensamento em seus estudos. Posteriormente, o conceito de sistema foi aplicado sem que houvesse o caráter unificador proposto por Kant, mantendo-se apenas a essência dedutiva ou lógica. Pode-se citar como exemplos desta proposição os sistemas hipotético dedutivo, abstratos e axiomáticos. A qualidade da composição de um sistema está fundada, neste primeiro momento, na reunião, unidade, organização e logicização.
    Abbagnano (2007) apresenta outras duas linhas de significação do termo, podendo ser empregado como classificação e ordem (sistema nervoso, solar, entre outros); ou em relação à teorias científicas, emergindo a sua natureza empírica (sistema do mundo (Leibniz, 1695), sistema psicológico (Baumgarten), entre outros).
    Segundo o Minidicionário da Língua Portuguesa de Silveira Bueno, sistema tem, ainda, como sinônimos: “Conjunto de partes coordenadas entre si; corpo de doutrina; conjunto de partes similares; forma de governo; constituição política ou social de um Estado; conjunto de leis ou princípios que regulam certa ordem dos fenômenos; plano; modo; hábito; uso; método; (Hist. Nat.) método de classificação fundado no emprego de um ou de pequeno número de caracteres; (Geol) reunião de diversas séries geológicas; (Mús.) qualquer série determinada de sons consecutivos; (Inform.) conjunto de programas e aplicativos destinados a uma área.” (1996, p.609-610).
    Aponta-se, por fim, a emergência de um principio sistêmico seguindo estas definições, como um dos sete paradigmas do pensamento complexo proposto por Edgar Morin, para vislumbrar um determinado objeto no século XXI.

    Luis Enrique Cazani Júnior

    05/09/2013 em 21:05

  5. Modelo
    No sentido filosófico da palavra, Platão usa a metáfora de que o modelo, no mundo das ideias, de tudo o que conhecemos no mundo viria de uma chama universal, na qual, as ideias do que seria o bem, o mal, os humanos, e, até mesmo, objetos. Porém, no momento em que as faíscas daquela chama se transformaram no mundo real, tudo tomaria formas imperfeitas, pois, as cópias do MODELO principal sempre acabam sendo imperfeitas. Disto, baseia-se de que, um modelo seja a forma perfeita de algo a ser copiado. Seguindo este raciocínio, as religiões, em um modo geral, utiliza desta ideia de modelo a serem seguidas (inclusive como a perfeição) algumas personificações, como Jesus Cristo e Deus. Não só os religiosos possuem modelo a seguir, como também os ateus; Sendo assim, outro tipo de conduta é o modelo que está nas bases através da ética e moral. Geralmente o modelo a ser seguido nestas bases são os pais, educadores e, muitas vezes, personalidades conhecidas (personagens, cantores, atores, etc.).
    Na comunicação, especificamente no jornalismo, temos como modelo alguns exemplos. Em uma redação, por exemplo, se tem o boneco de um jornal. Ele é utilizado como modelo do produto final, porém, acontecem variações conforme as edições necessitem, e que, dependendo precisam as páginas ser refeitas ou remanejadas, pelo fato de possuir textos ou fotos a serem destaques. Há em alguns jornais ou revistas, inclusive, modelos de como escrever para que, independente do jornalista que escreva a matéria, fique sempre uniforme. Algumas vezes a mesma matéria é escrita por vários profissionais e, o modelo a ser seguido ajuda a dar continuidade sem que o estilo e personalidade da escrita interfiram no término da redação.
    No rádio e na TV temos modelos de programas para que sejam reproduzidos, mesmo que os profissionais que neles trabalhem mudem e o produto não seja prejudicado.
    Nos negócios, o modelo serve como apoio para realizar produções em larga escala, para que mesmo que outras empresas façam o projeto ele irá sempre ter o produto final igual. Porém, atualmente os modelos de negócios são flexíveis e podem sofrer mudanças. As empresas são capitalistas e necessitam que um modelo de negócio possa oferecer um produto com um custo-benefício favorável à empresa. Neste caso, todos os funcionários envolvidos devem seguir também um modelo de conduta da realização do trabalho. Isto favorece a ter menos tempo a ser gasto e ter mais eficiência na realização das tarefas. Um fator desfavorável é do fato de que, o modelo da empresa tem uma durabilidade mínima porque as empresas concorrentes sempre irão tentar melhorar o projeto.
    Na informática o sistema operacional Ubuntu, em exemplo, serve de modelo como um sistema pode gerar outros produtos, por se tratar de um programa de código aberto, na qual usuários e profissionais possam realizar modificações para cada tipo de finalidade e, ter assim, um funcionamento da melhor forma possível do modelo original.

    Gabriele Pazetto

    05/09/2013 em 21:59

  6. Inter: Em situação ou posição intermediária. Posição intermediária; reciprocidade; (ROCHA,1991)
    Ação: [do lat. actione] Ato ou efeito de atuar; atuação, ato, feito, obra. Manifestações de uma força, de uma energia, de um agente. Maneira como um corpo, um agente, atua sobre outro; efeito: ação do corpo um agente atua sobre o outro; efeito: ação do tempo, ação de um medicamento, ações químicas. Capacidade de mover-se, de agir. Movimento, funcionamento. Modo de proceder, comportamento, atitude. Processo que decorre da natureza ou da vontade de um ser, o agente, e de que resulta criação ou modificação da realidade. (AURÉLIO, 1996)
    Ato de agir, de atuar. Resultado de uma força. Meio legal para se obter alguma coisa em juízo. Cota do capital de uma sociedade. (ROCHA,1991)
    Interação:
    (s.f) Etim.: Inter – prefixo derivado do latim “entre, no meio de”.(MARCONDES FILHO)
    De INTER, “entre”, + ação, do Latim AGERE, “realizar, fazer”.
    Sucintamente, interação é toda ação entre dois ou mais entes, seja entre indivíduos ou entre objetos e indivíduos. (MARCONDES FILHO)
    Ação recíproca de dois ou mais corpos uns em relação aos outros. (ROCHA,1991)
    Ação entre grupos de uma coletividade. (AURÉLIO,1996)
    De Inter + ação – ação que se exerce mutuamente entre duas ou mais coisas, ou duas ou mais pessoas, ação recíproca: “ Nesse fenômeno de interação de linguagem popular e linguagem poética o fato que nos parece mais curioso é do aproveitamento, no curso da vida de cada um, …. ” Ação mútua entre duas partículas ou dois corpos, força que duas partículas exercem uma sobre a outra, quando estão suficientemente próximas.
    Influência mútua de órgãos ou organismos inter-relacionados; ação recíproca de dois ou mais corpos; atividade ou trabalho compartilhado, em que existem trocas e influências recíprocas; comunicação entre pessoas que convivem; diálogo, trato, contato. (AURÉLIO,1996)

    Interagente: que interage, em que há interação (ROCHA,1991)
    Interagir: Agir mutuamente; interatuar; exercer interação. (AURÉLIO,1991)
    A palavra interagir é um verbo que deriva do substantivo interação. É um vocábulo formado etmologicamente pelo prefixo inter(que signigica entre) + substantivo ação ou seja, ação integrada. No nosso caso, é ação integrada entre pessoas. Pela ótica social, a interação de um indivíduo com o grupo social ao qual pertence ou em que se encontra inserido, acontece a partir do momento em que esse indivíduo passa a assimilar a cultura desse grupo social. Para concluir, interação é um processo de integração social.(SOUZA,2010)
    Interativo: Relativo a, ou em que há interação, operação recíproca entre dois corpos.
    Interatividade: É a ação de influência mútua entre pessoas e/ou grupo de pessoas (onde cada um pode torna-se estímulo um do outro) a partir da relação de cooperação e colaboração e/ou um determinado objeto de estudo (que se apresenta como estímulo) que pode ocorrer de maneira direta ou indireta.(MORAIS,2008)
    A capacidade (de um equipamento, sistema de comunicação ou de computação, etc.) de interagir ou permitir interação. (AURELIO,1996)

    REFERÊNCIAS:

    AURÉLIO, B. H.F. Novo Dicionário Aurélio. 2. Ed. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1996.

    ROCHA, R. Mini Dicionário Ruth Rocha. 1. Ed. São Paulo: Editora Scipione,1991.

    DICIONÁRIO INFORMAL. Interatividade. Disponível em:

    ORIGEM DA PALAVRA, SITE DE ETIMOLOGIA. Lista de Palavras. Disponível em:

    MARCONDES, C. F. Dicionário da Comunicação. 1. Ed. São Paulo: Editora Paulus, 2009

    Marco Aurelio M Antunes

    05/09/2013 em 23:32

  7. Mídia é todos os meios utilizados na comunicação, para veicular informações ou publicidade. É o canal utilizado para fazer com que o conteúdo desenvolvido chegue ao público alvo. Ela pode ser impressa, como os jornais e revistas, de radiodifusão, como o rádio e TV, ou eletrônica, como a internet. Sendo assim, mídia no sentido de meio para difundir e armazenar informações, que não podem ser passadas diretamente ao receptor, pode ser definida também como meio de comunicação.
    Segundo Ferreira (2001), mídia é a “designação genérica dos meios, veículos e canais de comunicação, como, p. ex., jornal, revista, rádio, televisão, outdoor, etc.”. Já para Sant’Anna (1998), veículo de comunicação “é todo o meio, forma ou recurso capaz de levar ao conhecimento do grupo consumidor a mensagem publicitária”.
    Na Enciclopédia do Intercom, podemos encontrar a seguinte definição para mídia. É utilizada para significar meios de comunicação, instrumentos tecnológicos que servem para a difusão das mensagens. Frequentemente o termo se refere aos meios de informação e de notícias em geral, assim como aos meios publicitários.
    Na publicidade o termo mídia ganha também outras conotações, sendo um termo utilizado para designar os veículos de comunicação, assim como uma técnica que indica os melhores meios, veículos, volumes, formatos e posições para veicular as mensagens publicitárias. Podendo ser também, tanto a área de uma agência ou empresa de comunicação, como o profissional especializado nas técnicas de mídia.
    Pode ser entendida como interface, mediação, entre emissor e receptor de uma mensagem, dada a impossibilidade de comunicação direta. Ou seja, como suporte competente a ampliar a possibilidade de comunicação para receptores potenciais ou para grupos muito precisos. Para as ciências da comunicação, as mídias são entendidas como diferentes suportes técnicos dos processos comunicativos no interior da cultura, como meio de comunicação que se estende no tempo e no espaço ultrapassando os contextos da simples interação face a face. Tratando mídia como sinônimo de meios de comunicação, a definição para este pode ser um pouco mais aprofundada, como a encontrada na mesma enciclopédia. Na comunicação humana, o meio é um intermediário no processo de transmissão de mensagens e interações entre sujeitos que buscam estabelecer uma relação capaz de vencer o tempo e o espaço. Os meios não são meros canais ou suportes técnicos mecânicos de distribuição de mensagens. Estruturam-se através de códigos linguísticos, de signos, logo, não são neutros, mas simbólicos, passíveis de conotação enquanto mediadores no processo comunicacional. Os meios de comunicação de massa ampliaram as possibilidades de acesso dos receptores. Já os meios digitais aceleram a superação do tempo e do espaço, dando novo status à globalização, às relações comerciais e geopolíticas, alterando as relações humanas através do ciberespaço. Nesse contexto surge um novo cenário de convergência, em que novas e velhas mídias passam a coexistir. Jenkins (2010) também utiliza em seu livro “Cultura da convergência” o conceito de mídia como sinônimo de meios de comunicação, segundo a definição de Lisa Gitelman, que conceitua os meios como estruturas de comunicação realizadas socialmente, que incluem formas tecnológicas quanto seus protocolos concomitantes, sendo a comunicação uma prática social.

    Bruna Zechel

    05/09/2013 em 23:46

  8. Mídia: Substantivo que designa todo o meio, físico ou não, através do qual informações e conteúdo são transmitidos ou armazenados, servindo de suporte ou canal de veiculação e emissão dos mesmos, que podem apresentar-se na forma de áudio, vídeo, texto, imagens, dados, entre outros.
    No campo da publicidade, mídia pode designar: (1) o conjunto de veículos utilizados numa determinada campanha publicitária; (2) atividade profissional que trata do planejamento da mídia e providencia a veiculação das mensagens publicitárias.
    Por uma abordagem funcionalista, o termo pode ser utilizado para definir apenas o canal: “suporte material ou sensorial que serve para a transmissão das mensagens, sem levar em conta o aspecto sociológico envolvido.”
    Entretanto, de acordo com a enciclopédia do Intercom o termo se refere aos meios de informação e de notícias em geral, assim como aos meios publicitários. A mídia pode ser entendida como interface, mediação, entre emissor e receptor de uma mensagem, dada a impossibilidade de comunicação direta. Ou seja, como suporte competente a ampliar a possibilidade de comunicação orientada para uma variedade indefinida de receptores potenciais ou para grupos muito precisos.
    Diversos autores, como Jenkins, em seu livro Cultura da Convergência (2010), utilizam o termo como sinônimo de meios de comunicação: segundo a definição de Lisa Gitelman citada na obra: “estruturas de comunicação realizadas socialmente, em que estruturas incluem tanto as formas tecnológicas quanto seus protocolos concomitantes, e em que a comunicação é uma prática cultural”.
    Novos estudos de comunicação realizados nos Estados Unidos a partir da década e 1970 passaram a destacar o papel que a mídia (imprensa, televisão, rádio e cinema) enquanto construtoras de sentido, dando ênfase aos efeitos da mensagem no receptor.
    Mídia de massa: Termo que descreve meios institucionalizados de produção e disseminação de mensagem pública, que operam em larga escala e envolvem uma divisão considerável de trabalho em seu processo de produção. De acordo com a “Mass Communication Theory” as mídias de massa assumem o papel de formadores de opinião adotando a Comunicação de Massa, referindo-se à um fluxo de informações públicas em sentido único, contínuo e que atinge um grande número de pessoas simultaneamente. À estas estruturas lineares, geralmente corporativas e atribuída também a denominação de mídia tradicional.
    À partir do século XXI, meios provenientes das cibertecnologias, as mídias digitais, permitiram a comunicação on line, que se caracteriza, entre outros fatores, pela coparticipação do receptor da mensagem através da interatividade e/ou tele presença. Nestes meios a informação ou conteúdo não é mais transmitida em fluxo, mas em arquivo. De modo não linear, o receptor busca pela informação e constrói ou complementa o sentido da mesma através de links e hyperlinks que remetem à diversos acervos. Com caráter mais democrático, as mídias digitais saem do padrão “um para todos” e assumem o padrão “um para um” e “um para todos”, permitindo que o receptor possa também ser autor e emissor de seu próprio conteúdo ou modificar conteúdo de terceiros.

    Felippe Lima

    05/09/2013 em 23:51

  9. Repostando (com autores):

    Modelo
    Existem diversas definições para o verbete modelo. De acordo com Robbins (1978) na obra O Processo Administrativo, um modelo é uma abstração da realidade, sendo uma “representação simplificada de algum fenômeno do mundo real”e “auxiliam na simplificação e na visualização de algo complexo e no destaque de uma dimensão em específico”. Para Pidd (1998)no livro Modelagem Empresarial: ferramentas para tomada de decisão, a definição de modelo é complementada pelas pessoas que ‘desejam usá-lo para entender, mudar, gerenciar e controlar aquela parte da realidade”. Barbosa, Andrade e Rodrigues (2006) em Modelos de Gestão e os modelos mentais, definem modelo como uma representação da realidade, que não é retratada de forma completa. Stoner e Freeman (1999) complementam na obra Administração, que um modelo pode ser usado para transmitir relações complexas em termos fáceis de serem entendidos.
    Abbagnano, no Dicionário de Filosofia define modelo como uma das espécies fundamentais de conceitos científicos, mais precisamente o que consiste na disposição caracterizada pela ordem dos elementos de que se compõe, e não pela natureza desses elementos. Afirma ainda que, para ser útil um modelo deve ter características como simplicidade, para que seja possível sua definição exata, a possibilidade de ser expresso por meio de parâmetros suscetíveis de tratamento matemático e semelhança ou analogia com a realidade que se destina a explicar . Já a Enciclopedia de Termos Lógicos-filosóficos coloca modelo como noção técnica da lógica matemática e cita que a noção de modelo depende do sistema lógico em causa.
    Em Enterprise Modeling and Integration, Vernadat (1996) define como uma representação, com maior ou menor grau de formalidade, da abstração de uma realidade expressa em algum tipo de formalismo. Stockburguer (2004) em Models, coloca como uma representação da estrutura essencial de algum objeto, fenômeno ou evento, no mundo real.
    Já um modelo de negócios pode ser definido como um sumário lógico da criação de valor de uma organização ou uma rede de empresas, incluindo suposições sobre seus parceiros, competidores e clientes, assim definido por Klueber (2000) em Business model design and implementation for e-service. Para Lechner e Hummel (2002) o modelo de negócios é fundamental para que a empresa identifique seus produtos, atores e fluxos de trabalho.
    A Wikipedia define como modelo de negócio a forma pela qual a empresa cria valor para todos os seus principais públicos de interesse e sua utilização ajuda a ver de forma estruturada e unificada os diversos elementos que compõem todas as formas de negócios, sendo composto por elementos como modelo de proposta de valor, modelo de interface com o consumidor, modelo de operação, modelo estratégico e modelo econômico.
    De acordo com Klang et al. (2010) em The anatomy of business model, um modelo de negócio pode ser considerado uma representação das estruturas cognitivas que fornece uma teoria de estabelecimento de limites para a empresa, de criação de valor, de organização de sua estrutura interna e de governança.
    Lee (2001) em An analytical framework for evaluating e-commerce business models and strategies coloca que um modelo de negócios é todo o sistema para entregar utilidade para os clientes e obter lucro na atividade.

    Flavia Gamonar

    06/09/2013 em 0:03

  10. Verbete – Mídia

    Mídia é o plural da palavra “médium”, que em latim significa meio ou forma. Foi adotada pelos americanos como “media” e, posteriormente, o Brasil aderiu como “mídia”. O termo está fortemente relacionado aos meios de comunicação. Sendo assim, a função básica da mídia é propor caminhos (meios) para que a mensagem chegue ao público-alvo. Sua ampla aplicação impossibilita a definição do termo em uma única palavra. A mídia também pode ser utilizada no mesmo sentido que veículo, meio de comunicação, jornalismo e imprensa. Na comunicação, mídia são os canais ou ferramentas usadas para armazenamento e transmissão de informação ou dados. Ela faz parte de um processo que compreende três elementos: emissor, mensagem e receptor. A mídia estabelece essa relação direta entre o emissor e o receptor por meio da mensagem. Como emissor, podemos definir a pessoa que pretende transmitir uma informação (mensagem). Ela pode ser chamada também de fonte ou de origem. Nesse contexto, entende-se por mensagem a “ideia” que o emissor deseja comunicar por meio do canal. Já o canal, no atual processo de comunicação, é entendido como veículo de comunicação ou meios midiáticos sejam eles eletrônicos (rádio e televisão), impressos (jornais, revistas, cartazes, folhetos) ou digitais (novas mídias que decorrem da tecnologia como informática, satélites). E para finalizar o processo de comunicação, o receptor é o indivíduo que recebe a mensagem. Para que todo esse processo se concretize há o profissional de mídia, que propõe os caminhos para que a mensagem chegue ao público-alvo. O objetivo é que seja selecionado o melhor meio e veículo de comunicação para atingir o público desejado, na quantidade e na qualidade pré-exigidas. Esse conjunto de ações pode ser determinado como “plano de mídia”, ou seja, são abordagens elaboradas de acordo com o público para que seja consolidado o envio da mensagem ao receptor. A mídia não está relacionada apenas com a área jornalística, ela atua como mediadora de diversos interesses, como a publicidade. No jornalismo a mídia é o canal (meio) pelo qual o trabalho jornalístico se propaga para chegar até o público. Na publicidade, a mídia também é o canal (meio) por onde se divulgam as campanhas (anúncios, produtos, propagandas) direcionadas a um público-alvo. A mídia é uma das principais responsáveis por construir, sugerir e impor opiniões. Seu poder é essencial na sociedade, já que é capaz de mediar a comunicação. Sendo assim, a mídia é capaz de afetar o que as pessoas pensam sobre si mesmas e como elas percebem as outras, e isso causa um grande impacto sociocultural.

    Sinônimos de mídia: conjuntos de meios de comunicação, meios de difusão de informação, meios de divulgação de informação, meios de veiculação de mensagens, suportes de campanhas publicitárias, suportes de propaganda.

    Exemplificação do uso do termo:
    “A mídia impressa é um dos veículos mais confiáveis.”
    “Essa denúncia vai ser divulgada na mídia.”
    “A mídia digital é um novo formato de comunicação.”

    Jaqueline Pereira

    06/09/2013 em 1:32

  11. INTERAÇÃO: sf. 1. Em essência, ato primeiro que pressupõe ação ou influência recíproca de forma direta ou mediada entre duas ou mais coisas e/ou pessoas tendo como resultado os efeitos envolvidos no contexto de mutualiadade. 2. Inter + relação (Etm.). 3. Contatar. 4. Comunicar. 5. Dialogar. 6. (Fís.) Quando o estado de determinada partícula é diretamente influenciado pela ação entre partículas da mesma substância ou de um estado externo. De todas as possibilidades, quatro estão entre as fundamentais: interação gravitacional, eletromagnética, nuclear forte e a nuclear fraca. Mesmo princípio semântico para áreas de Qímica, Biologia e áreas afins em que a interação entre um ou mais elemento é capaz de resultar na alteração de estado de outro já consolidado. 7. (Sociol.) Interação é um processo da ação social construída por meio de relações mútuas e devidamente orientadas a partir da ação de dois ou mais indivíduos em contato. Conceito além da definição literal de ação recíproca entre duas pessoas. Agrupamento dos contextos com ações e relações previamente definidas em um determinado grupo ou entre grupos de uma mesma sociedade. A interação social é o processo responsável pela mudança de comportamento dos indivíduos diretamente relacionados por meio de etapas de contato e de comunicação estabelecidas entre eles. Responsável pela socialização dos indivíduos e constitui-se como um dos elementos essenciais para a associação humana, sendo seu elemento fim a relação social. Interação em primeiro grau, por essência, é aquela que pressupõe uma troca de expectativas sociais intrínseca e aproximada, é considerada aquela face a face. 8. (Psicol.) Fim também é o estudo do homem e suas relações. Em premissa, é o fenômeno permissivo para a constituição de um grupo em que a ação individual é considerada estímulo para outro. É relevante considerar os aspectos sociais, culturais e simbólicos inseridos em cada etapa de interação. 9. (Com.) Conceito se confunde com a própria definição de comunicar, o qual pressupõe um contato por meio de símbolos e sistemas de mensagens produzidos de forma inerente à atividade humana. Processo simples e direto envolvendo trocas rápidas e simultâneas de mensagens em um contexto de pleno contato até um processo mais complexo em uma cadeia de mensagens mediada por recursos tecnológicos necessários para que a sua consolidação. A essência de ser interativo pressupõe a existência de uma interatividade, a qual é em potência a habilidade de se permitir que determinado usuário midiático consiga influenciar de maneira direta ou indireta a forma ou os conteúdos de uma comunicação mediada em seu processo.

    Giovani Vieira Miranda

    06/09/2013 em 6:54

  12. INTERAÇÃO
    Influência recíproca entre dois ou mais elementos. Resultado de interatividade. Ação entre duas ou mais partes (homem e homem, máquina e homem, máquina e máquina); assim como uma parte depende de um estímulo, cada parte pode se tornar um estímulo para outra. Relação entre ação e reação; reação mecânica. Faz parte da construção de um processo comunicacional. Interações com elementos sociais são fundamentais para formação de conceitos e significados; significados são produtos sociais resultantes de algum tipo de interação. Influência da ação de um sobre outro; reciprocidade. Conexão; feita por interagentes; mensagem dentro de um contexto; feedback; resultado entre emissão e recepção; informação bidirecional; retorno; conversa; diálogo; resposta; interesses comuns; comportamento em relação a algo ou alguém. Expressão da interpretação de um ao conteúdo exposto por outro. Influência; ação mútua; ação integrada; participação; intervenção. A ação de um indivíduo dentro de um grupo ou contexto ao qual está inserido depende das informações assimiladas pelo o indivíduo. Para haver interação é preciso compartilhamento de conteúdo e informações prévias que possibilitem entendimento e resposta. Retorno; integração social; convivência. O resultado sofre influência da ação de outro. Permite a construção de um grupo e o comportamento de cada membro de um grupo se torna estímulo para outro. Permite que o usuário exerça influência sobre o conteúdo. Adaptação de comportamentos de uns como reação a comportamentos de outros. Capacidade de troca; troca comunicativa; transmissão e troca de mensagens; geração de conteúdo; comunicação interpessoal; flexibilidade de direção da comunicação e do conteúdo. Ação de um desencadeia reação em outro; ação entre; relação estabelecida por interagentes; ação recíproca entre uma ou mais partes de maneira que a atividade de um está relacionada à resposta de outro (vive versa); influência no desenvolvimento ou condição de outro; relacionamento, compartilhamento; troca. Atitudes dos indivíduos são dependentes e condicionadas pela percepção de outros. Relação social; comunicação interpessoal. Fenômeno social dentro de um contexto espaço temporal. Uma das possibilidades de interação é quando indivíduos possuem um determinado conjunto de conhecimentos usados para se orientarem no tempo e espaço dentro de um contexto compartilhado. Mas interação também pode acontecer em diferentes tempos ou espaços. Concepção de um sobre a função ou lugar do outro; construção de conteúdo condicionada a informações anteriores; relação. Pode acontecer se utilizando de todos os sentidos (visão, audição, tato, olfato, paladar). Dentro de um contexto tecnológico, a interação se dá por meio de uma interface. Premissa básica de um meio de comunicação, se não houver interação com o público receptor da mensagem (leitor, ouvinte, telespectador, internauta), não há sentido em propagar a informação, mesmo que a interação seja apenas unidirecional, sem uma resposta de quem está “do outro lado” do jornal, da televisão, do rádio, do computador, celular, etc.

    Maria Fernanda Kulaif Ubaid

    06/09/2013 em 8:22

  13. Verbete: Valor

    Valor é um atributo que expressa a importância referente a um determinado objeto, relacionando a sua qualidade e significação. A designação do valor é estabelecida de acordo com os padrões de apreciação da pessoa ou grupo responsável pelo conceito formado. Sendo assim, o valor pode assumir uma qualificação positiva ou negativa, dependendo dos critérios de análise e, também, referir-se a elementos abstratos ou objetivos.
    O termo valor é amplamente usado em diferentes áreas do conhecimento como economia, política, filosofia, matemática, psicologia, música, entre outros. No entanto, é no campo da economia política que o termo ocupa a posição de conceito fundamental, segundo o Novo Dicionário de Economia (SANDRONI, 1994, p.364), que designa valor como “[…] o atributo que dá aos bens materiais sua qualidade de bens econômicos.” De acordo com Sandroni (1994), desde Aristóteles começou a ser estabelecida a distinção entre o valor de uso e valor de troca: o primeiro relacionado às características físicas dos bens que os capacitam a ser usados pelo homem, ou seja, a satisfazer necessidades de qualquer ordem, materiais ou ideais; e o segundo que indica a proporção em que os bens são intercambiados uns pelos outros, seja de forma direta, ou indiretamente, por intermédio do dinheiro. A partir deste momento, muitos estudiosos se dedicaram a formular teorias e conceitos acerca do valor e suas relações com a força de trabalho e com o capitalismo.
    Nesta tarefa, nenhum estudo tornou-se tão discutido como o que desenvolveu o teórico Karl Marx, para o qual o termo valor foi essencial. De acordo com o Dicionário do Pensamento Marxista (BOTTOMORE, 1983, p.397): “O conceito de valor de Marx é, pode-se dizer, o mais controverso no conjunto de seu pensamento. É universalmente condenado pelos não-marxistas como fontes de graves erros lógicos, mesmo por aqueles que admitem que Marx fez certas descobertas importantes […]. Mas, constitui igualmente matéria de considerável controvérsia entre os marxistas.” Para Marx, o valor não é uma relação técnica, mas uma relação social entre pessoas que assume uma forma material específica sob o capitalismo. “Como essa forma é a mercadoria, isso determina o ponto de partida da análise de Marx” (BOTTOMORE, 1983, p.397).
    Na área da comunicação, o valor também se destaca como um critério fundamental. O termo, agora, refere-se à importância do signo que acompanha um produto, agregando conceitos subjetivos a este objeto. O Dicionário da Comunicação (MARCONDES FILHO, 2009, p.349), define esta caracterização como “valor imaterial”, que está ligado à imagem do produto, conferindo ao objeto material um conjunto significante de valores. Neste processo, a comunicação cumpre o papel de construir o objeto de necessidade e desejo, despertando interesse do público consumidor. O valor do produto, muitas vezes, não está em seu aspecto real ou utilitário, mas no simbolismo cultural que o representa.

    Bibliografia

    ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de Filosofia. 5.ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007.

    AZEVEDO, Francisco Ferreira dos Santos. Dicionário Analógico da Língua Portuguesa: ideias afins. 2.ed. Rio de Janeiro: Lexikon, 2010.

    BOTTOMORE, Tom. Dicionário do Pensamento Marxista. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1983.

    BUENO, Francisco da Silveira. Grande Dicionário Etmológico – Prosódico da Língua Portuguesa. São Paulo: Saraiva, 1968.

    FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Aurélio Século XXI: o dicionário da língua portuguesa. 3.ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999.

    INSTITUTO Antônio Houaiss. Novo Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa.
    1.ed. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009.

    MARCONDES Filho, Ciro (org.). Dicionário da Comunicação. São Paulo: Paulus, 2009.

    SANDRONI, Paulo. Novo Dicionário de Economia. 8.ed. São Paulo: Best Seller, 1994.

    VANDENBOS, Gary R. Dicionário de Psicologia. Porto Alegre: Artmed, 2010.

    Gisleine Durigan Nunes

    06/09/2013 em 10:54

  14. Verbete: Interação

    Da etimologia inter + ação, podendo ter significação de entre ação, pois seu prefixo inter é derivado do latim de significação “entre, no meio de”. Abrangendo a ação e a prática, a palavra adquire diversos significados segundo a sua aplicação. Segundo a Física, pode ser entendida como uma “influência ou ação recíproca entre pessoas e/ou coisas”. Já para a psicologia, é um “fenômeno que permite a um certo número de indivíduos constituir-se em grupo, e que consiste no fato de que o comportamento de cada indivíduo se torna estímulo para outro”. Pode ser entendido como o diálogo entre pessoas que se relacionam ou que possuem algum tipo de convivência. Na sociologia é entendida como o agrupamento das relações ou ações entre os indivíduos pertencentes a um determinado grupo ou entre os grupos de uma mesma sociedade.

    Ciro Marcondes Filho em seu Dicionário de Comunicação (2009) define “de forma genérica (…) como toda ação entre dois ou mais entes (pessoas, máquinas, organizações etc.)”, desta forma o termo é abrangente e pode ser utilizado em diversas situações.

    Do termo nasce uma variedade de derivações, como interatividade e interagentes que comumente são utilizados nos estudos de comunicação midiática atual. Ainda citando Ciro Marcondes Filho (2009), o mesmo destaca que a “Escola de Palo Alto que estuda o relacionamento mútuo e a reciprocidade. De base sistêmica, busca observar os padrões interacionais construídos conjuntamente pelos interagentes e como o relacionamento que emerge entre eles passa a ter um impacto recursivo sobre as ações investidas na interação. Para a pragmática da comunicação, como ficou conhecida, importa a conexão. Ou seja, para estudar a interação não se pode observar os participantes e mensagens em separado, pois a relação encontra-se no “entre”. É nesse sentido que Bateson, inspirador da Escola de Palo Alto, defende uma epistemologia da forma. Ou seja, além do conteúdo, é preciso investigar a “forma” da comunicação, a saber, os relacionamentos entre participantes”.

    Com o advento das novas tecnologias comunicacionais e da internet, ampliou-se a utilização do termo interatividade. Há ainda muito debate sobre a utilização e a diferenciação dos termos interação e interatividade. A interação não precisa de um meio para acontecer, o que não acontece com a interatividade que há a necessidade dele para que ocorra. Nicoletta Vittadini destaca que a interatividade seria “[…] un tipo de comunicación posible gracias a las potencialidades especí?cas de unas particulares con?guraciones tecnológicas ” (Vittadini, 1995, p.154). Assim, fica evidente que a interatividade simula a interação entre as pessoas através de um meio, seja ele, eletrônico, virtual, ou mídia tradicional.

    Diversos teóricos passaram assim a buscar diferentes formas para distinguir os variados tipos de interação mediada por computador e suas características.

    São sinônimos para o termo as palavras comunicação, contato e diálogo.

    Referências

    Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. Disponível em http://www.priberam.pt/dlpo/Default.aspx?pal=intera%C3%A7%C3%A3o. Acesso em setembro de 2013.

    Ciro Marcondes Filho. Dicionário de Comunicação. São Paulo: Ed. Paulus, 2009.

    VITTADINI, N. Comunicar con nuevos media. In: BETTETINI, Gianfranco; COLOMBO, Fausto. Las nuevas tecnologías de la comunicación. Tradução de Juan Carlos Gentile Vitale. Barcelona: Paidós, 1995.

    Gleice Bernardini

    10/09/2013 em 18:12

  15. CONTEÚDO: é o conjunto de informações e experiências resultantes do desenvolvimento de um produto ou processo no campo de mídia, o qual fornece um valor para o usuário final em contextos específicos.

    De etimologia latina [contentus, contentum, contenta], “conteúdo” significa aquilo que está contido, satisfeito. Como substantivo, pode designar: 1) o conteúdo de algo; 2) os assuntos ou tópicos de um livro ou documento; 3) os capítulos ou outras formas de divisões de um livro ou documento; 4) alguma coisa expressada através de mídia; 5) a relevância ou profundidade de algo; 6) material criativo; 7) algo que pode ser percebido em alguma coisa; 8) (Fil. Lóg.) a soma dos atributos ou noções compreendidos em uma determinada concepção; a substância ou a matéria de cognição; 9) o poder de conter, capacidade; 10) o volume, área ou extensão; tamanho; 11) o valor contido; 12) (Linguística) o sistema de significados ou valores semânticos específicos para a linguagem.
    Passou a ser utilizado como adjetivo, a partir do francês arcaico, significando “satisfeito” e, depois, como verbo, no francês medieval, com o uso do particípio passado do verbo “conter” [latim: continere], indicando a satisfação de uma pessoa por aquilo que já possui. Dessa forma, conteúdo está intimamente relacionado aos termos “satisfeito” ou “contente”.
    Com o avanço das ciências, o vocábulo conteúdo (do inglês: content), passou a se referir a vários contextos diferentes, como por exemplo, em matemática, expressando o conteúdo de álgebra ou o conteúdo na teoria das medidas; em lugares, expressando o conteúdo com elementos caracterizadores da história do lugar; em designações de alguns tipos de navios, dada a sua origem. Em outros usos mais correntes, pode se referir ao conteúdo de um álbum discográfico; ao conteúdo de uma análise freudiana; ao conteúdo de mídia; à indústria de conteúdo; ao provedor de conteúdos; aos conteúdos abertos e gratuitos; ao conteúdo da Web; à análise de conteúdo; ao formato de conteúdo, entre tantos outros usos, o termo “conteúdo” também pode figurar com o sentido de contentamento.
    A propagação do termo “conteúdo” decorreu, em grande parte, da utilização de expressões da informática: “conteúdo exterior” “análise de conteúdo”, “indicador de conteúdo”; da matemática: “conteúdo interior”; na comunicação: “conteúdo ou teor médio de informações”, “conteúdo de informação bruto; da hidrologia: “conteúdo ou teor de água livre”; da psicologia: “conteúdo manifesto”; da ciência da computação: “tabela de volume de conteúdo”; da física: conteúdo harmônico”, entre outras expressões das mais diversas áreas do saber.
    A partir da WEB 2.0, o termo “conteúdo” passou a se referir, coloquialmente, ao termo “mídia”. Conteúdo é todo tipo de informação ou emaranhado de dados filtrados e direcionados para um determinado tipo de destinatário. Para Jakob Nielsen (2000), conteúdo é texto. E o design é o que permite as pessoas acessarem o conteúdo. No entanto, Rosenfeld & Morville (1998) explica que, para a arquitetura da informação, o termo “conteúdo” significa “informação”, justificando o fato de que nem sempre o conteúdo precisa ser apresentado sob a forma de um texto.
    Dessa forma, o termo conteúdo pode ser utilizado para identificar e quantificar vários formatos e gêneros de informação, com valor gerenciável dos seus componentes de mídias úteis para o usuário, podendo ser entregue em qualquer meio, como a internet, rádio, televisão, softwares, conferências etc. Cabe ressaltar ainda, que nem sempre há uma clara distinção entre meio e conteúdo, principalmente quando as informações dos elementos interativos estão contidos ou presentes em mídias interativas, como é o caso de widgets de interface gráfica contidos em softwares.

    REFERÊNCIAS

    ACESS SCIENCE. Content. Disponível em: Acesso em: 03 set. 2013.

    AGÊNCIA ENLINK (Blog) 2013. Afinal, o que é conteúdo? Disponível em: Acesso em: 06 set. 2013.

    DICTIONARY.COM. Content. Disponível em: Acesso em: 02 set. 2013.

    ENCYCLOZINE – Encyclopedias. Disponível em: . Acesso em: 05 set. 2013.

    INFOPEDIA. Dicionários e Enciclopédia em Língua Portuguesa. Disponível em: . Acesso em 08 set. 2013.

    HARPER, Douglas. Online Etimology Dictionary. Disponível em: . Acesso em: 10 set. 2013.

    NIELSEN, Jakob. Projetando Websites. Rio de Janeiro: Campus, 2000.

    REDE DE CONHECIMENTO DE BIBLIOTECAS PÚBLICAS – Portugal. Disponível em: . Acesso em: 10 set. 2013.

    ROSENFELD, L; MORVILLE, P. Information architecture for the world wide web. Sebastopol: O’Really, 1998.

    THE LATIN DICTIONARY. Adjective contentus. Disponível em: . Acesso em: 10 set. 2013.

    WEBINSIDER (2002). O que é conteúdo? Disponível em: . Acesso em: 10 set. 2013.

    WIKIPEDIA. Content (media). Disponível em: . Acesso em: 10 set. 2013.

    WIKITIONARY. Content. Disponível em: . Acesso em 10 set. 2013.

    Shelley Navari

    11/09/2013 em 15:57

  16. Conteúdo
    É o conjunto de informações e experiências resultantes do desenvolvimento de um produto ou processo no campo de mídia, o qual fornece um valor para o usuário final em contextos específicos.

    De etimologia latina [contentus, contentum, contenta], ‘conteúdo’ significa aquilo que está contido, satisfeito. Como substantivo, pode designar: 1) o conteúdo de algo; 2) os assuntos ou tópicos de um livro ou documento; 3) os capítulos ou outras formas de divisões de um livro ou documento; 4) alguma coisa expressada através de mídia; 5) a relevância ou profundidade de algo; 6) material criativo; 7) algo que pode ser percebido em alguma coisa; 8) Fil. Lóg. a soma dos atributos ou noções compreendidos em uma determinada concepção; a substância ou a matéria de cognição; 9) o poder de conter, capacidade; 10) o volume, área ou extensão; tamanho; 11) o valor contido; 12) (Linguística) o sistema de significados ou valores semânticos específicos para a linguagem.
    Passou a ser utilizado como adjetivo, a partir do francês arcaico, significando “satisfeito” e, depois, como verbo, no francês medieval, com o uso do particípio passado do verbo “conter” [latim: continere], indicando a satisfação de uma pessoa por aquilo que já possui. Dessa forma, conteúdo está intimamente relacionado aos termos “satisfeito” ou “contente”.
    Com o avanço das ciências, o vocábulo conteúdo (do inglês: content), passou a se referir a vários contextos diferentes, como por exemplo, em matemática, expressando o conteúdo de álgebra ou o conteúdo na teoria das medidas; em lugares, expressando o conteúdo com elementos caracterizadores da história do lugar; em designações de alguns tipos de navios, dada a sua origem. Em outros usos mais correntes, pode se referir ao conteúdo de um álbum discográfico; ao conteúdo de uma análise freudiana; ao conteúdo de mídia; à indústria de conteúdo; ao provedor de conteúdos; aos conteúdos abertos e gratuitos; ao conteúdo da Web; à análise de conteúdo; ao formato de conteúdo, entre tantos outros usos, o termo “conteúdo” também pode figurar com o sentido de contentamento.
    A propagação do termo “conteúdo” decorreu, em grande parte, da utilização de expressões da informática: “conteúdo exterior” “análise de conteúdo”, “indicador de conteúdo”; da matemática: “conteúdo interior”; na comunicação: “conteúdo ou teor médio de informações”, “conteúdo de informação bruto; da hidrologia: “conteúdo ou teor de água livre”; da psicologia: “conteúdo manifesto”; da ciência da computação: “tabela de volume de conteúdo”; da física: conteúdo harmônico”, entre outras expressões das mais diversas áreas do saber.
    A partir da WEB 2.0, o termo “conteúdo” passou a se referir, coloquialmente, ao termo “mídia”. Conteúdo é todo tipo de informação ou emaranhado de dados filtrados e direcionados para um determinado tipo de destinatário. Para Jakob Nielsen (2000), conteúdo é texto. E o design é o que permite as pessoas acessarem o conteúdo. No entanto, Rosenfeld & Morville (1998) explica que, para a arquitetura da informação, o termo “conteúdo” significa “informação”, justificando o fato de que nem sempre o conteúdo precisa ser apresentado sob a forma de um texto.
    Dessa forma, o termo conteúdo pode ser utilizado para identificar e quantificar vários formatos e gêneros de informação, com valor gerenciável dos seus componentes de mídias úteis para o usuário, podendo ser entregue em qualquer meio, como a internet, rádio, televisão, softwares, conferências etc. Cabe ressaltar ainda, que nem sempre há uma clara distinção entre meio e conteúdo, principalmente quando as informações dos elementos interativos estão contidos ou presentes em mídias interativas, como é o caso de widgets de interface gráfica contidos em softwares.

    REFERÊNCIAS
    ACESS SCIENCE. Content. Disponível em: http://www.accessscience.com/overflow.aspx?SearchInputText=CONTENTS&ContentTypeSelect=4 Acesso em: 03 set. 2013.
    AGÊNCIA ENLINK (Blog) 2013. Afinal, o que é conteúdo? Disponível em: http://www.enlinkbuilding.com.br/blog/afinal-o-que-e-conteudo/ Acesso em: 06 set. 2013.
    DICTIONARY.COM. Content. Disponível em: http://dictionary.reference.com/browse/content Acesso em: 02 set. 2013.
    ENCYCLOZINE – Encyclopedias. Disponível em: http://encyclozine.com/Reference/Encyclopedias/. Acesso em: 05 set. 2013.

    INFOPEDIA. Dicionários e Enciclopédia em Língua Portuguesa. Disponível em: http://www.infopedia.pt. Acesso em 08 set. 2013.

    HARPER, Douglas. Online Etimology Dictionary. Disponível em: http://www.etymonline.com/ . Acesso em: 10 set. 2013.

    NIELSEN, Jakob. Projetando Websites. Rio de Janeiro: Campus, 2000.
    REDE DE CONHECIMENTO DE BIBLIOTECAS PÚBLICAS – Portugal. Disponível em: http://rcbp.dglb.pt/pt/SitiosUteis/Dicionarios/Paginas/default.aspx. Acesso em: 10 set. 2013.

    ROSENFELD, L; MORVILLE, P. Information architecture for the world wide web. Sebastopol: O’Really, 1998.
    THE LATIN DICTIONARY. Adjective contentus. Disponível em: http://latindictionary.wikidot.com/adjective:contentus. Acesso em: 10 set. 2013.
    WEBINSIDER (2002). O que é conteúdo? Disponível em: http://webinsider.com.br/2002/05/20/o-que-e-conteudo/. Acesso em: 10 set. 2013.
    WIKIPEDIA. Content (media). Disponível em: http://en.wikipedia.org/wiki/Content_(media). Acesso em: 10 set. 2013.
    WIKITIONARY. Content. Disponível em: http://en.wiktionary.org/wiki/content. Acesso em 10 set. 2013.

    Shelley Navari

    11/09/2013 em 16:03

  17. Conteúdo
    Essência de uma mensagem, representada por texto, imagem ou áudio, independente da forma. Nos veículos em que ele está contido (ex: impresso, eletrônico, digital, multimídia) ele representa a informação, ou seja, o assunto apresentado para determinado público, o que pode gerar interpretações e usos diversos de acordo com a compreensão feita por esse público. Para a semiótica, são utilizadas nomenclaturas distintas para efetuar a separação entre conteúdo e forma. Sob o ponto de vista de Hjelmslev, o conteúdo corresponde a um dos planos da linguagem, e, juntamente com o plano da expressão (que dita a forma, a maneira utilizada para expressar algo) é responsável por dar sentido aos enunciados. Para Rudolf Arnheim “forma é a configuração visível do conteúdo”(1997, pag. 66). Sob a ótica de Saussure, o conteúdo representa o significado (valor, sentido, conceito de um signo linguístico) e este se opõe ao significante (constitúido pela representação gráfica e sonora), sendo que os dois universos formam a unidade do signo. De qualquer maneira, boa parte dos especialistas em semiótica concordam que a separação entre forma e conteúdo é realizada basicamente para facilitar os estudos, já que na experiência diária não vemos primeiramente a forma para depois interpretar o conteúdo, mas sim interpretamos o mundo com base na união desses universos, sendo que muitas vezes para cada forma podem haver diferentes conteúdos de acordo com os diferentes públicos atingidos e a capacidade de interpretação dos mesmos. A filosofia analítica usa o termo “conteúdo mental” para designar o que determinado indivíduo tem em mente sobre algo; o conteúdo mental pode ser estruturado por um conteúdo lógico (um nome específico) ou por um conteúdo proposicional (valor semântico do enunciado como um todo, ou seja, tanto o nome específico quanto dos argumentos para o mesmo). Do ponto de vista lógico, o conteúdo propsiconal representa a matéria de uma proposição e o conjunto de mundos nos quais essa proposição é verdadeira, sendo que, da mesma forma como acredita a semiótica, ele se opõe à estrutura geral da forma em que se apresenta. Dentro do universo digital, a palavra conteúdo é usada em oposição ao desenvolvimento técnico (como a linguagem e a programação), designando a essência do que está contido em determinado canal de comunicação. Para o marketing, o conteúdo pode representar não apenas o conjunto de informações transmitidas como também a linha, pauta, ou assunto predominante em determinado veículo. Existe também uma expressão conhecida como “marketing de conteúdo”, que, de acordo com o Content Marketing Institute, representa a técnica de criar e distribuir conteúdo que faça sentido, seja relevante e tenha usabilidade para um público previamente definido, a fim de atrai-lo, engajá-lo e levá-lo à uma ação. No âmbito didático, o conteúdo pode representar o conjunto de conceitos, técnicas, valores e referências que o professor transmite aos alunos através de uma ordem lógica estabelecida por ele; nesse caso, utiliza-se a expressão conteúdo programático.

    Tainah

    13/09/2013 em 7:37

  18. INTERAÇÃO (Do Inter + ação) Sf

    Inter + ação: designa a ação entre humanos e humano-máquina. Influência ou ação mútua de dois ou mais corpos ou coisas. De forma simples, há interação quando a ação de uma pessoa estimula uma reação em outro humano ou máquina. Capacidade de comunicação.

    Michaelis (2001 p. 1166), define interação como a ação recíproca de dois ou mais corpos uns nos outros. O autor, define ainda como a atualização da influência recíproca de organismos inter-relacionados; Ação recíproca entre o usuário e um equipamento (computador, televisor etc.). I. social, Sociol: ações e relações entre os membros de um grupo ou entre grupos de uma sociedade.

    Para Faria (2008 p. 411), “interação é qualquer efeito que um componente tem sobre o outro”. Entende-se que interação é a ação com capacidade para gerar processos que estabeleçam um diálogo entre computador e o usuário, ou seja, um resultado de dispositivos que tornam solidárias duas ações de modo conversacional e interativa”. A autora difere interação de interatividade e define que a interatividade é a “aptidão para estabelecer uma relação ativa entre um programa de computador e um usuário, podendo haver intervenção deste no acabamento da sua função ou na alteração do seu curso. Intercepçnao e interação entre uma parte material e formal, com existência física e os preceitos e afetos que são estabelecidos pelo espectador (leitor) no decurso do ato de ler“.

    Houaiss (2009), define interação como a influência mútua de órgãos ou organismos inter-relacionados; ação recíproca de dois ou mais corpos; atividade ou trabalho compartilhado, em que existem trocas e influências recíprocas; comunicação entre pessoas que convivem; diálogo, trato, contato; intervenção e controle, feitos pelo usuário, do curso das atividades num programa de computador, num CD-ROM etc.; (est) medida de quanto o efeito de uma certa variável sobre outra é determinado pelos valores de uma ou mais variáveis diferentes; (fís) qualquer processo em que o estado de uma partícula sofre alteração por efeito da ação de outra partícula ou de um campo; (soc) conjunto das ações e relações entre os membros de um grupo ou entre grupos de uma comunidade.

    Na psicologia, Watzlawick (1993), considera a interação como um sistema. O autor define que as sequências de comunicação não são unidades anônimas numa distribuição de frequência mas a substância inseparável de um processo ordenado e inter-relacionado em curso. Por isso, um sistema consiste numa interação, ou seja, precisa ocorrer um processo sequencial de ação e reação antes de podermos descrever qualquer estado do sistema ou qualquer mudança de estado. Assim, a troca de mensagens organiza-se num esquema interativo ou modelo de comunicação. De modo geral, a interação é o que designa fenômenos com cooperação de ações, que pode situar a vários níveis de funcionamento. Por um lado refere-se às ações realizadas em conjunto pelos elementos de um grupo que visam o mesmo objetivo. Por outro lado, diz respeito aos mecanismos de reciprocidade estabelecidos no desenrolar de alguns processos psíquicos. Designa também a relação entre sistemas de modo que acontecimentos passados num sistema influenciam acontecimentos passados em outros sistemas.

    Danilo

    18/09/2013 em 21:23

  19. Verbete “Interação”

    De acordo com o significado oferecido pelo próprio site de pesquisas do Google e o Dicionário Michaelis do site UOL, trata-se de um substantivo feminino, e significa a influência mútua de órgãos ou organismos inter-relacionados; ação mútua ou compartilhada entre dois ou mais corpos ou indivíduos. Comunicação entre pessoas que convivem; diálogo, trato, contato. Interação é um processo simples e direto abrangendo trocas rápidas e simultâneas de mensagens em um contexto de pleno contato até um processo mais complexo em uma cadeia de mensagens mediada por recursos tecnológicos necessários para que a sua consolidação. Ou ainda, com um olhar mais sociológico é o conjunto das ações e relações entre os membros de um grupo ou entre grupos de uma comunidade.
    O conceito de interação se confunde com a própria definição de comunicação. Comunicação, segundo o dicionário da Comunicação, escrito por Gustavo Barbosa e Carlos Rabaça, é o conjunto de conhecimentos (linguísticos, psicológicos, antropológicos, sociológicos, filosóficos, cibernéticos, etc.) relativos aos processos da comunicação. Palavra derivada do latim communicare, cujo significado seria “tornar comum”, “partilhar”, “repartir”, “associar”, “trocar opinião”, “conferenciar”. Implica participação, interação, troca de mensagens, emissão ou recebimento de informações novas.
    A morfologia da palavra é composta por “inter”, que significa “entre”, e “ação”, do latim agere, que significa realizar, fazer. Entre as palavras sinônimas do termo encontram-se: comunicação, contato, convívio, diálogo, relação e trato.
    Muito ligado ao campo da comunicação, Cynthia Corrêa (2006) citando Lemos (2002), identifica três níveis de interação não excludentes: 1. interação social ou simplesmente interação entre os homens, que é necessária para formar sociedade; 2. interação analógicomecânica, que permite uma interação com a máquina, como os carros, por exemplo; e 3. interação eletrônico-digital, que possibilita ao usuário interagir não apenas com o objeto (a máquina ou a ferramenta), mas com a informação, o conteúdo, diferentemente dos media tradicionais. Nesse caso, o autor entende interatividade como interação digital ou enquanto uma ação dialógica entre o homem e a técnica, sendo que a tecnologia digital proporciona uma dupla ruptura – no modo de conceber a informação (baseado em processos microeletrônicos) e na maneira de difundir as informações (modelo “Todos-Todos”), que é capaz de promover uma nova “qualidade” de interação.
    Outras palavras relacionadas à interação, segundo o Dicionário da Comunicação:
    • Interativo: diz-se do processo de comunicação que possibilita feedback imediato do receptor da informação. Esta qualidade aplica-se a veículos de comunicação, programas de rádio e tv, programas multimídias e outros recursos, em que o usuário (espectador, ouvinte, etc.) tem participação ativa.
    • Interatividade: qualidade do que é interativo. Não há processo de comunicação sem interatividade, na medida em que comunicação pressupõe participação, interação e troca de mensagens. Característica de um sistema, equipamento, programa, etc., de funcionar em interação com o usuário, ou seja, com a participação deste a cada etapa, por meio de comandos diante do repertório de opções disponíveis.

    Referências
    Definição pelo Google:
    https://www.google.com.br/search?q=intera%C3%A7%C3%A3o&oq=intera%C3%A7%C3%A3o&aqs=chrome.0.69i59l3j0l3.1982j0j4&sourceid=chrome&es_sm=93&ie=UTF-8

    Definição Dicionário Online Michaelis – UOL:
    http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/definicao/interacao%20_984638.html

    Artigo de Cynthia Corrêa (2006):
    http://s3.amazonaws.com/academia.edu.documents/31059706/pub_95.pdf?AWSAccessKeyId=AKIAJ56TQJRTWSMTNPEA&Expires=1435011356&Signature=bFcVHPFEgmjW1rbZQZitepPcksI%3D&response-content-disposition=inline

    Consulta no Dicionário de Comunicação por Gustavo Barbosa e Carlos Rabaça

    Bianca Teixeira Morelli

    23/06/2015 em 15:40

  20. Verbete “PROCESSO”

    A palavra tem origem no latim – procedere, que significa avançar, ir para a frente (pro – para a frente; cedere – ir.). Em linhas gerais, significa um conjunto de ações sequenciais com um objetivo comum.

    O psicólogo norteamericano William Herbert Sheldon (1898-1977) estabeleceu uma comparação poética que abarca todas as formas de uso do termo “processo”: “[o processo] é o grande remédio da Natureza, a posição terapêutica que suplementa as imperfeições que atrapalham a ordem polar… A missão do príncipio do processo é eliminar o choque e o conflito entre opostos polares… O processo intervém para ajudar a polaridade, e com isso se ajuda a si mesmo” (Process and Polarity, 1944, p. 11 e 118). Em outras palavras, o autor defende a ideia de que o processo existe para que as polaridades deixem de ser “fixas”, imutáveis – ele é um caminho que as conecta.

    Já o filósofo espanhol Manuel García Morente (1886-1942) possui uma visão mais pragmática para o termo. Em “Ensayos sobre el Progreso” (1934), ele alerta para o fato de que muitos confundem “processo” com “progresso”. Morente explica que o progresso só é atingido quando são incorporados valores dentro de um processo, o que nem sempre acontece.

    Ainda no âmbito filosófico e metafísico, é importante mencionar o conceito de “processualismo” ou “filosofia do processo”, muito promovido no século XX e impulsionado pela obra do filósofo e matemático britânico Alfred North Whitehead (1861-1947). O processo, de acordo com esta corrente de pensamento, se aproxima bastante da noção de mudança, do “devir”. Segundo tais filosofias, todas as “entidades” ou “coisas” não são seres invariáveis, mas são entendidas dentro de uma perspectiva de processo, de mudança. Os seres não são seres estáticos, mas vivem em um processo de constante mutação.

    Na atualidade, o estudo de processos está muito ligado ao estudo do ciclo de vida de um produto ou software, mais especificamente na literatura sobre ambiente de engenharia de software orientado a processos – o PSEE (Process Software Engineering Environment). São três os modelos de PSEE descritos na literatura: i) Abstratos (solução para um problema comum e não está associado a uma organização específica); ii) instanciados ou executáveis (já prontos para serem executados) e iii) em execução ou executados (registro do histórico de um processo, incluindo possíveis modificações).

    Ao modelar um processo em PSEE, devem ser levados em conta esses quatro elementos: i) Atividade: o que produz mudanças no produto; ii) Artefato ou Produto: produto ou subproduto (resultado) de um processo. O artefato pode servir como material para produzir outro processo ou produto final. iii) Ator: entidade que executa o processo, podendo ser atores humanos ou atores de sistema e, finalmente, iv) Papel: conjunto de responsabilidades, deveres e/ou conhecimento necessário para executar uma atividade. Cada ator pode ter diversos papéis.

    Em negócios, o termo também ganha mais uma importante qualidade, já que frequentemente se refere a uma sequência de progresso de trabalho (ou a uma cadeia de tarefas) que gere um resultado de tarefa relevante negócio relevante. Esta cadeia de tarefas deve ser funcional, coerente e pode ser reutilizável, visando a organização, implementação e gerenciamento de projetos.

    REFERÊNCIAS CONSULTADAS:

    MORA, Priscilla Cohn Ferrater. Diccionario de Filosofía, tomo III (K-P). Barcelona: Editorial Ariel, S.A., 1994.
    MICHAELIS: moderno dicionário da língua portuguesa. São Paulo: Companhia Melhoramentos, 1998.
    PSEE. In: Wikipédia: a enciclopédia livre. Disponível em: Acesso em: 23 jun 2015.
    PROCESS. In: Glossary of Universitat Bremen. Disponível em: . Acesso em: 23 de jun 2015.

    Julia Dantas de Oliveira Penteado

    23/06/2015 em 23:17

  21. O Verbete Produto segundo a enciclopédia britânica pode ser definido como algo produzido pelo esforço ou algum processo mecânico e industrial, também como o resultado de algum processo natural bem como pode ser considerado um resultado, uma consequência. Na química significa uma substância formada numa reação química, o termo também é usado para definir substâncias cosméticas. Na matemática é resultado da multiplicação de dois ou mais números. A palavra produto tem origem em 1430 sendo empregada para determinar a quantidade de produto obtido na matemática, tendo adquirido um conceito amplo referente a qualquer coisa produzida a partir de 1575 na Inglaterra.

    O termo Produto em mídia digital encontra-se dentro dos conceitos da administração de empresas, no contexto geral de marketing. O produto é o primeiro elemento do Composto Mercadológico: todos os demais componentes dependem do estudo e conhecimento do produto. A propaganda, o preço e a distribuição só podem ser definidas após um estudo do produto e da identificação de seu mercado-alvo.

    Para Kotler um produto pode ser entendido como tudo que poder ser oferecido a um mercado para satisfazer seu desejo ou necessidade.Defini-se um produto como algo que pode ser oferecido a um mercado para apreciação, aquisição, uso ou consumo e que pode satisfazer um desejo ou necessidade. Produtos incluem mais do que apenas bens tangíveis. Definimos amplamente, incluem objetos físicos, serviços, eventos, pessoas, lugares, organizações, ideias ou um misto de todas essas entidades.

    Em termos de produtos midiáticos dentro do contexto da disciplina podemos citar como exemplos, livros, filmes, histórias em quadrinhos, games e seriados de tv e entre outros. Dentro da cultura de convergência midiática podemos observar as transformações dos produtos midiáticos, na qual o consumidor deixa de ser apenas um espectador e passa a participar, criando e compartilhando seu projeto de forma coletiva. Para exemplificar um produto de midiatico dentro da cultura de convergência, citamos a série de filmes para o cinema Matrix, na qual seus criadores e produtores os irmãos Warchoski desenvolveram ações de transmídia lançando games, animes, Outro Exemplo e a fraquia de cinema Harry Porter, que também oferece games, animações, séries, bem como formas de participação dos fãs, que criam novas historias e novas aventuras através de outras mídias.

    The Oxford Dictionary of Philosophy (2 rev. ed.)
    Simon Blackburn

    Word Origins: An Exploration and History of Words and Language Hardcover – August 11, 1992

    KOTLER, Philip; KELLER, Kevin Lane. Administração de Marketing: A Bíblia do Marketing. Prentice Hall Brasil, 2006, 12a edição. 776p. ISBN 8576050013

    JENKINS, Henry. Cultura da convergência. Editora Aleph, 2009, p.29-47

    Leandro Alves Ribeiro

    24/06/2015 em 3:49

  22. Interação: Inter (prefixo) + ação (agir, atividade, movimento, etc.) substantivo feminino, paroxítona, separação de silabas in.te.ra.ção, no plural interações e sinônimo de reciprocidade. Segundo o dicionário Aurélio (2008), interação significa “ação que exerce mutuamente entre duas ou mais coisas, ou duas ou mais pessoas, etc.”, ou seja, a relação que se dá entre uma ação e uma reação é chamada de Interação. Assim, podemos compreender que essa característica entre seres, objetos ou organismos é a base para um exercício recíproco de inter-relações que pode ocorrer, também, através de equipamentos eletrônicos, entre dois ou mais usuários. Seguindo a mesma linha de raciocínio, a enciclopédia online Wikipedia ressalta que a interação não faz alusão a um sistema unilateral. Ela enfatiza a necessidade de um relacionamento focado na bilateralidade como ponto principal no conceito de interação. É preciso mostrar que o verbete Interação, em toda sua singularidade, também é referido ao relacionamento interpessoal, seja ele realizado de forma presencial ou digital. A interação presencial refere-se ao qualquer tipo de atividade ocorrida entre duas ou mais pessoas, tendo como característica principal a reação imediata dos receptores envolvidos; como exemplos, podemos citar desde um simples diálogo entre um casal até momentos de jogos desenvolvidos em grupos de pessoas. Já a interação em meio digital, além de também poder acontecer entre duas ou mais pessoas, ele acontece sem a presença física dos envolvidos, sendo trocado o espaço físico por ambientes digitais e plataformas eletrônicas. O que difere o estado presencial do digital é o que chamamos de contexto das ciberculturas, ou seja, a relação de dois indivíduos dentro de uma rede conectada através da plataforma da Web 2.0, onde se permite uma comunicação bilateral. Esta comunicação é diferente em seus diversos dispositivos eletrônicos disponíveis, que permitem o acesso em sistema de conexão com a internet, possibilitando a interatividade entre usuários. A partir da internet 2.0 é possível uma conexão nas plataformas de redes sociais onde usuários experimentam atividades de interações com diversas pessoas em uma conexão. Em contrapartida, se o dispositivo não possuir conexão online, será incapaz de estabelecer uma interação entre usuários que por sua vez volta para o sistema unilateral. A chama interação digital, é uma grande aliada para o fluxo de informações disseminadas na rede. Sabemos que com a acessão da internet e das chamadas redes e mídias sociais, o usuário deixou de ser um mero expectador, passando a contribuir com a difusão dos mais diversos tipos de conhecimentos e assuntos, gerando uma rede participativa de diversos temas. Jenkis já mostrou em seu livro Cultura Da Convergência, as possibilidades de interações desenvolvidas pela sociedade em diversas plataformas digitais. Para ele, essa nova forma de interação encorajaria a comunicação entre seres. Sendo assim, podemos concluir que a interação é uma forma de comunicação entre dois ou mais seres, sendo ela no âmbito presencial ou digital, sendo que a última reformulou conceitos de interação através da web 2.0 e de novas tecnologias.

    REFERÊNCIAS

    FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Dicionário Aurélio Básico da Língua Portuguesa.Curitiba: Editora Positivo, 2010, p. 484.

    JENKINS, Henry, Cultura da Convergência. São Paulo :Aleph, 2008

    SITES

    http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?lingua=portuguesportugues&palavra=intera%E7%E3o (acesso 15/06/2015)

    https://pt.wikipedia.org/wiki/Intera%C3%A7%C3%A3o (acesso 16/06/2015)

    http://www.dicionarioinformal.com.br/sinonimos/intera%C3%A7%C3%A3o/ (acesso 17/06/2015)

    https://www.google.com/search?q=interacao&ie=utf-8&oe=utf-8 (acesso 17/06/2015)

    http://www.dicionarioinformal.com.br/interagir/ (acesso 21/06/2015)

    http://www.dicionarioinformal.com.br/intera%C3%A7%C3%A3o/ (acesso 21/06/2015)

    Fabio Delboni

    24/06/2015 em 13:41

  23. Empreendimento

    Empreendimento, sinônimo também de empresa, é uma organização que oferta um valor por meio de um processo de produção, distribuição e/ou comercialização de bens e/ou serviços. Esta atividade dependendo da finalidade empresarial pode gerar ou não lucro, que é a diferença entre a receita e a despesa em uma operação mercantil mensurada ao longo de um determinado tempo, que pode ser diário, mensal, anual, etc.
    O surgimento de um empreendimento pode se justificar a partir das necessidades humanas que são compreendidas por meio da observação, da percepção e análise de atividades, tendências e desenvolvimentos da cultura e dos hábitos sociais e de consumo.
    Um empreendimento pode ser organizado de várias formas dependendo da sua natureza jurídica (constituição), da sua finalidade empresarial (missão), dos seus objetivos futuros (visão), da sua filosofia e política de atuação (valores), da sua estrutura organizacional e dos seus processos de produção, distribuição e/ou comercialização de bens e/ou serviços.
    Os empreendimentos possuem algumas características peculiares: primeiro, não existem dois empreendimento idênticos, cada um possui seus encantos, especificidades, sua própria personalidade, cultura e suas competências; segundo, justamente devida a essa grande diversidade de características, os empreendimentos utilizam diferentes processo gerenciais e diferentes tecnologias, logo produzem, distribuem e/ou comercializam diferentes tipos de bens e/ou serviços; terceiro, pela grande diversificação do mercado de clientes e consumidores, os empreendimentos determinam públicos estratégicos para empreender esforços com o intuito de atingir os objetivos organizacionais.
    Empreender é o ato de pôr algo em execução. Neste contexto, empreender significa a concretização do empreendimento, que pode ser feito de cinco formas: criação de um novo empreendimento; compra de um empreendimento existente; participação societária em um novo empreendimento; participação societária em um empreendimento existente; franchising. Franchising, ou franquia é um método de comercialização de bens e/ou serviços em que o franqueado (aquele que adquire a franquia) obtém o direito de uso de uma marca, com ou sem exclusividade, e em contrapartida se compromete a trabalhar com determinados padrões de produção, distribuição e/ou comercialização dos bens e/ou serviços, bem como com o pagamento de um determinado montante em dinheiro para o franqueador (aquele que oferta a franquia).
    Um empreendimento também pode ser comparado a um se vivo: é concebido, se desenvolve, nasce, cresce, amadurece e morre. Este ciclo pode ser resumido em três fases: primeira fase – desenvolvimento do empreendimento – que tem o intuito de identificar oportunidades, modelar o negócio para verificar sua viabilidade e planejar o empreendimento; segunda fase – construção do empreendimento – que é a materialização do negócio, ou seja, a contratação das pessoas que irão trabalhar, a aquisição de máquinas e equipamentos, a instalação física do empreendimento, etc.; terceira fase – operação do empreendimento – que é o funcionamento do negócio, momento em que o empreendimento é posto em prática, em operação.

    Referências

    ANDRÉ NETO, Antonio et al. Empreendedorismo e desenvolvimento de novos negócios. Rio de Janeiro: Editora FGC, 2013.

    BERNARDI, Luiz Antonio. Manual de empreendedorismo e gestão: fundamentos, estratégias e dinâmicas. São Paulo: Atlas, 2003.

    CHIAVENATO, Idalberto. Administração: teoria, processo e prática. 4. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007.

    FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Aurélio Século XXI: o dicionário da língua portuguesa. 3. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999.

    SANDRONI, Paulo (Org.). Dicionário de Economia. São Paulo: Editora Best Seller, 1989.

    Peterson de Santis Silva

    24/06/2015 em 15:20

  24. Lucas Sá Mattosinho
    Sistema
    Assim como a maioria das palavras que utilizamos tem sua origem ou no grego arcaico ou no latim, sistema é um verbete que também remete a essas duas origens, tendo como significado original a ideia de juntar.
    A partir desse entendimento de junção, sistema passou a designar conjunto de elementos entre si, ordenados de acordo com determinados princípios, formando um todo ou unidade coerente JAPIASSU, p.255, 2006). Vários exemplos: sistema solar, sistema digestório, entre outros. Dentro dessa mesma acepção, podemos entender como sistema um conjunto de pensamentos, teses, doutrinas desenvolvidos de forma articulada, formando imprescindivelmente uma unidade teórica, a saber, os grandes sistemas filosóficos: platonismo, aristotelismo, hegelianismo, etc.
    É importante entender que o sistema não pode ser confundido com teoria, pois é este mais amplo que a teoria, na verdade constitui um conjunto de teorias, conjunto de premissas.
    Wolf (apud Abbagnano, 2012) vai além e caracteriza sistema como conjunto de verdades ligadas entre si com seus princípios. Kant liga a ideia de sistema a uma unidade de princípio, uma “unidade de múltiplos conhecimentos reunidos sob uma única ideia”. (ABBAGNANO, p. 1076, 2012)
    A questão central da ideia de sistema é que não basta aglomerar partes para se obter um sistema, em outras palavras, um sistema não é uma amontoado é uma articulação. Por isso, uma ideia imprescindível para qualquer análise sistêmica é a noção de totalidade. Seguindo uma premissa aristotélica que a totalidade é mais que a soma das causas, entendemos que a relação entre as partes devem ser harmônicas para o bom desenvolvimento de um sistema.
    Outra noção imprescindível é a dinamicidade. Entender um fenômeno numa abordagem sistêmica é entende-la não enquanto estrutura monolítica, desprovida de relação ao ambiente mas em relação, ou melhor, em interação do sujeito-ambiente que transcende a área de origem desaguando sempre numa interdisciplinaridade.
    Teoria Geral dos sistemas
    Na década de 20 do século XX, um biólogo austríaco Ludwig von Bertalanffy percebeu problemas com o modelo científico vigente baseado na física clássica de que para se entender um fenômeno bastaria somar suas partes, em outros termos, realizar uma análise (BACCEGA et al, p. 449-450) . Dentro dessa perspectiva de que a totalidade é mais do que a soma das partes, Bertalanffy desenvolveu a ideia de sistema aberto e fechado. O aberto seria uma eterna busca de um equilíbrio dinâmico perfeito, um exemplo da aplicação desse entendimento é a teoria piagetiana de desenvolvimento humano. Devido a um novo estímulo que desequilibra todo o sistema, o indivíduo deve buscar o equilíbrio para a resolução de problemas e daí ocorre a aprendizagem. Portanto, o modelo aberto seria mais flexível e aberto no ajuste das novas condições. Já o sistema fechado, pelo contrário não é possível ajustes de forma dinâmica: um exemplo é uma porta automática de shopping.
    Se o sistema reage bem com o ambiente na qual está inserido há crescimento, caso contrário ocorre o que o autor chama de entropia, que seria uma perda de qualidade interativa entre os elementos o que gera uma incapacidade de responder adequadamente aos estímulos.
    Todo sistema é composto de cinco elementos: input – gate keeper – black box – output – feedback.
    Referências
    ABBAGNANO, N. Dicionário de Filosofia. 6ª Edição. São Paulo: Martins Fontes, 2012.
    BACCEGA, M. A.. Comunicação e consumo. CITELLI, Adilson et al. Dicionário de comunicação: escolas, teorias e autores. São Paulo: Contexto, p. 53-55, 2014.
    FILHO, Clóvis de Barros “aulas on line de Ciência Política” – Plataforma Veduca – Curso certificado.
    JAPIASSÚ, H. Dicionário Básico de Filosofia de Hilton Japiassú e Danilo Marcondes. 4º. ed. atual. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. Ed, 2006.

    Lucas Mattosinho

    25/06/2015 em 10:31

  25. Verbete – MÍDIA

    A definição da palavra mídia está ligada aos principais meios de comunicação de massa – rádio, TV, impresso e Internet (1). O termo deriva do Latim (medium), que significa meio, e cujo plural “media” (meios) é usado na língua inglesa para designar tais canais ou ferramentas usadas para armazenamento e transmissão de informação ou dados. (2)

    Sob o olhar da Comunicação, apesar de a palavra ser muito utilizada por pesquisadores e teóricos, é difícil encontrar uma definição consensual para o conceito de mídia. O termo estabelece relação entre emissor-receptor, quando essa não pode acontecer de forma direta. Em seu artigo “O Conceito de Mídia na Comunicação e na Ciência Política: Desafios Interdisciplinares”, Liziane Guazina mostra que “a origem do uso da palavra mídia está nas pesquisas norte-americanas sobre mass media, herdeiras (em sentido cronológico) dos estudos sobre voto, comportamento eleitoral, propaganda e opinião pública nos períodos pré e pós-guerras, entre os anos 1920 e os 1940, nos Estados Unidos […] Estes estudos oscilaram em seu objeto, dedicando-se a pesquisar pontualmente às vezes os meios de comunicação de massa; outras vezes, a cultura de massa ou sociedade de massa; mas sempre constituíram-se em abordagens e teorias centradas na Sociologia e na Ciência Política norte-americanas, influenciadas pelas descobertas da Psicologia behaviorista.” (3)

    É possível encontrar diferentes significados para mídia dentro dos ramos da comunicação. Para o jornalismo, por exemplo, pode ser entendida como o meio elo qual o próprio se propaga, a ferramenta que possibilitará a transmissão de notícias. Já para o ramo da publicidade, mídia traz um significado amplo, sendo os diversos meios pelos quais o produtor final será divulgado, pressupondo uma linguagem e ferramentas específicas para cada veículo de comunicação, sendo também responsável por construir, sugerir e impor opiniões.

    A palavra mídia também pode ser encontrada em conjunto com outros termos, formando novas significações. Um exemplo é o neologismo multimídia, que compreende um sistema que combina várias ferramentas de comunicação (som, imagens estáticas, animação, vídeo e textos) com a intenção de passar uma única mensagem ao espectador/usuário. (4)

    Já termos como Mídias Sociais, apesar não terem surgido recentemente, têm sido utilizados com muito mais frequência e novas significações por conta de sua ligação com a cultura digital. No caso de Mídias Sociais, sua definição se dá como “ferramentas online que são usadas para divulgar conteúdo ao mesmo tempo em que permitem alguma relação com outras pessoas”. Exatamente como um blog, que ao mesmo tempo dissemina conteúdo e abre espaço para os leitores interagirem. Então estas seriam ferramentas que tem como objetivo o compartilhamento de conteúdo, sendo as relações o segundo plano.” (5)

    Referências
    1 – http://www.oxforddictionaries.com/definition/english/media
    2 – https://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A9dia_(comunica%C3%A7%C3%A3o)
    3 – http://www.seer.ufrgs.br/debates/article/download/2469/1287
    4 – http://michaelis.uol.com.br/moderno/portugues/index.php?lingua=portugues-portugues&palavra=multim%EDdia
    5 –
    http://www.midiatismo.com.br/comunicacao-digital/qual-a-diferenca-entre-redes-sociais-e-midias-sociais

    Soraia Alves

    25/06/2015 em 19:33

  26. Verbete de Modelo por Jéssica Frabetti
    Modelo
    Etimologicamente, o termo modelo vem do francês e do italiano antigos e do latim vulgar, respectivamente com as palavras modelle, modello e modellus. Modelo tem seu significado associado a outras palavras como medida, molde, exemplo e manequim.
    Um modelo pode ser expresso de diferentes sentidos. Na metafísica, ele serve para designar e interpretar realidades como elas são ou podem ser, como formas platônicas e ideias. Dessa forma, relaciona-se com paradigma – padrão, modelo de realidade a ser seguido.
    Analisado pelo viés estético, modelo define aquilo que se deseja reproduzir ou um ideal para se aproximar da realidade. Quando empregado para analisar uma pessoa, resulta em um exemplo de ser (positivo ou não), que exerce poder sobre outras pessoas.
    Também compete a palavra modelo o significado de representação, como um desenho. O modelo serve para entender com o sistema funciona ou funcionará. Ou seja, modelo é a representação de uma realidade. Um modelo deve ser simplista para que exerça sua função explicativa, de simulação, descrição e de previsão de um sistema. Um modelo esquematiza, dependendo do contexto, as funções do todo.
    Um modelo é composto por formas gráficas, verbais e/ou matemáticas, que simplificam e organizam o que se deseja exemplificar, tornar padrão ou modelar. Modelos científicos, por exemplo, são utilizados para dar corpo e consistência às teorias científicas, fundamentais para a compreensão das mesmas.
    Modelos também são considerados esquemas que funcionam ligando pontos até fornecer instrumentos de investigação, importantes para a assimilação das teorias ou ideias. Dessa forma, auxiliam no processo de aprendizagem e são considerados meio e fonte de conhecimento. Como representação, seja de uma ideia, objeto, acontecimento, processo ou sistema, um modelo é criado com um objetivo específico.

    REFERÊNCIAS: MICHAELIS. Moderno Dicionário da Língua Portuguesa. Disponível em: . WIKIPÉDIA. Desenvolvido pela Wikimedia Foundation. Apresenta conteúdo enciclopédico. Disponível em: . MORA, J. Ferrater. Dicionário de Filosofia. São Paulo: Ed. Loyola, 2001. DORTIER, J.F. Dicionário de Ciências Humanas. São Paulo: Martins Fontes, 2010. MORGAN, M. S.; MORRISON, M. Model as Mediators: perspectives on natural and social science. Cambridge University Press, New York, 1999. USTI, R. La enseñanza de ciencias basada en la elaboración de modelos. Enseñanza de las Ciências, v. 24, n. 2, p. 173-184, 2006

    Jéssica Frabetti

    25/06/2015 em 22:53

  27. Verbete: Interação

    Etimologia:

    1) Do Latim ARTICULATIO, “separação em segmentos”, de ARTICULARE, “separar a carne em fragmentos”.
    2) De INTER, “entre”, + ação, do Latim AGERE, “realizar, fazer”.

    Definição:

    Em essência, interação pressupõe ação ou influência recíproca de forma direta ou mediada entre duas ou mais coisas e/ou pessoas tendo como resultado os efeitos envolvidos no contexto de mutualidade. Também pode ser definida como um tipo de ação que ocorre quando dois ou mais objetos têm um efeito sobre o outro. A ideia de um efeito de duas vias é essencial para o conceito de interação em oposição a um efeito causal unidirecional.

    As novas tecnologias e a internet ampliaram a utilização do termo, e trouxe consigo derivações da palavra. Nesse contexto, diversos teóricos passaram a refletir sobre variados tipos de interação mediadas por computador e suas características. Ciro Marcondes Filho em seu Dicionário de Comunicação (2009) busca observar os padrões interacionais construídos conjuntamente pelos interagentes e como o relacionamento que emerge entre eles passa a ter um impacto recursivo sobre as ações investidas na interação. Ou seja, “para estudar a interação não se pode observar os participantes e mensagens em separado, pois a realação encontra-se no ‘entre'”.

    Para Houaiss (2009) interação é a influência mútua de órgãos ou organismos inter-relacionados; ação recíproca de dois ou mais corpos; atividade ou trabalho compartilhado, em que existem trocas e influências recíprocas; comunicação entre pessoas que convivem; diálogo, trato, contato; intervenção e controle, feitos pelo usuário, do curso das atividades num programa de computador etc. Para existir interação é preciso compartilhamento de conteúdo e informações prévias que possibilitem entendimento e resposta. De modo geral, é possível dizer que interação é o que designa fenômenos com cooperação de ações, tendo como resultado o diálogo entre computador e o usuário de modo conversacional e recíproca.

    Referências:
    -MARCONDES, C. F. Dicionário da Comunicação. 1. Ed. São Paulo: Editora Paulus, 2009
    -AURÉLIO, B. H.F. Novo Dicionário Aurélio. 2. Ed. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1996.?-DICIONÁRIO INFORMAL. Interatividade. Disponível em: http://www.dicionarioinformal.com.br/intera%C3%A7%C3%A3o/
    -ORIGEM DA PALAVRA, SITE DE ETIMOLOGIA. Lista de Palavras. Disponível em: http://origemdapalavra.com.br/site/palavras/interacao/
    -INSTITUTO Antônio Houaiss. Novo Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa.
    1.ed. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009.
    -WIKIPEDIA. Disponível em:https://en.wikipedia.org/wiki/Interactive_media
    -DICTIONARY. Disponível em: http://dictionary.reference.com/browse/model?s=t

    Guilherme

    30/06/2015 em 15:33

  28. Valor:
    Valor é um conceito fundamental da economia política que designa o atributo que dá aos bens materiais sua qualidade de bens econômicos. O valor econômico é uma medida de benefício fornecido por um bem ou serviço a um agente econômico e geralmente pode ser classificado como uma medida em relação às unidades de moeda que está diretamente atrelado ao preço por meio do mecanismo de câmbio. Neste processo de troca, os consumidores optam por bens ou se decidem por produtos específicos baseados nas percepções que fazem sobre o valor dos diversos produtos e serviços disponíveis no mercado.
    Sobre esta percepção ou predisposição do cliente ou consumidor, entramos na ótica do valor de marketing, que define valor como o resultado de uma equação em que são levados em conta os fatores subjetivos na aquisição de um bem, ou seja, os benefícios tangíveis e intangíveis da compra. Qualitativamente, o valor é o ganho percebido composto por condição física e emocional do indivíduo aliado a fatores sociais, econômicos, culturais e ambientais. Na forma quantitativa, o valor é o ganho real medido em termos de números financeiros, porcentagens e dólares. Segundo Kotler (2006), a cadeia de valor trata-se de uma ferramenta para identificar as maneiras pelas quais se pode criar mais valor ao cliente. Este processo se dá através do valor agregado, que é a denominação dada ao valor que se agrega ao processo de trabalho e é o mesmo que valor adicionado.
    Nas relações de troca, pode-se incluir as definições de Adam Smith sobre valor de troca e valor de uso. Valor de troca é a faculdade que a posse de determinado objeto oferece de comprar com ele outras mercadorias e a capacidade de obter riquezas e o valor de uso é a utilidade de determinado objeto e as coisas que têm maior valor de uso são as que possuem pouco ou nenhum valor de troca. Em qualquer relação comercial os valores dos pessoais tem papel importante no processo decisório.
    Um valor pessoal é o valor absoluto ou relativo e ético de um indivíduo, o pressuposto de que pode ser a base para a ação ética. Um sistema de valores é um conjunto de valores e medidas compatíveis. Um valor de princípio é uma base sobre a qual outros valores e medidas de integridade são baseadas. Fisiologicamente determinados, são normalmente considerados valores objetivos, tais como o desejo de evitar a dor física ou a busca pelo prazer. Outros são considerados valores subjetivos e variam entre indivíduos e culturas, e são, em muitos aspectos alinhados com os sistemas de crenças ou dogmas como os valores éticos, morais, doutrinários, ideológicos (religiosos e políticos), os valores sociais, e valores estéticos.
    Referências:
    Disponível em: .Acesso em 21de junho de 2015.
    Disponível em: .Acesso em 21de junho de 2015.
    Disponível em:https://en.wikipedia.org/wiki/Value_(personal_and_cultural)>.Acesso em 21de junho de 2015.
    SANDRONI, P. Dicionário de Economia do Século XXI. 5. Ed. Rio de Janeiro: Editora Record, 2009.
    KOTLER, Philip; KELLER, Kelvin Lane. Administração de Marketing. 12.ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2006.

    Paulo Henrique Ferreira Nascimento

    30/06/2015 em 15:38

  29. Processos
    Para Davenport (1994) um processo seria uma ordenação específica das atividades de trabalho no tempo e no espaço, com um começo, um fim e com entradas e saídas claramente identificadas. Quase todo trabalho importante realizado nas organizações faz parte de algum processo, seja ele financeiro, de produção, marketing, administrativo ou de vendas. Temos melhores resultados produtivos quando temos uma rotina estabelecida. Todo processo visa desenvolver uma padronização que garanta essa rotina. Um processo pode ser representado graficamente por uma estrutura simples, em forma de passo a passo, editada no PowerPoint por exemplo. Ele é uma estrutura desenvolvida para facilitar o andamento de um trabalho e o entendimento de toda a equipe, objetivando um resultado. Também serve de lembrete para novos funcionários desenvolverem seus trabalhos. O processo não é estático, pressupõe dinâmica, sua melhoria depende de uma gestão que sempre esteja aperfeiçoando seus passos. A gestão dos processos é fundamental para a sustentabilidade e estratégia de muitas empresas. Depois de desenvolvido e colocado em prática um processo deve ser analisado e, se necessário, redesenhado. Os trabalhos de redesenho criam uma nova padronização, que são implementadas, analisadas, e, sendo necessários, redesenhadas novamente, formando um ciclo de melhoria. Segundo Gonçalves, (2000a, p. 13) “O futuro vai pertencer às empresas que conseguirem explorar o potencial da centralização das prioridades, as ações e os recursos nos seus processos.” Nos últimos anos, muitas empresas têm procurado melhorar o seu funcionamento através da melhoria de seus processos. Já é do conhecimento de muitos empreendedores que a gestão de processos traz benefícios para as organizações, entre os principais benefícios estão: o aumento na concentração e foco de trabalho; é uma ferramenta de implementação de estratégias organizacionais; facilita a gestão através de identificação de indicadores de desempenho; permite uma visão integrada da organização; facilita a gestão do conhecimento organizacional e a gestão de competências. Certificações como ISO, CMM e ITIL, que atestam a qualidade em processos têm sido cada vez mais procuradas pelas empresas na tentativa de melhorar suas gestões e provar qualidade aos seus clientes. Fazendo uma analogia com o corpo humano, os processos são como grandes veias em uma organização que são vitais para a circulação de sua produção e sustentabilidade. A gestão de processos deve receber grande atenção e cuidado dos empreendedores, para maximizar suas oportunidades e benefícios, e para que não sejam culpadas por perdas, gastos e falência nas organizações.

    Referências:

    DAVENPORT, Thomas H. Reeengenharia de processos: como inovar na empresa através da tecnologia da informação. Rio de Janeiro: Campus, 1994. 390p.
    GONÇALVES, José Ernesto Lima. As empresas são grandes coleções de processos. RAE – Revista de Administração de empresas. São Paulo, v.40, n.1, p. 6-19, jan/mar, 2000a.
    GONÇALVES, José Ernesto Lima. Processo, que processo? RAE – Revista de Administração de empresas. São Paulo, v.40, n.4, p. 8-19, out/dez, 2000b.

    Visitado em 23/06/2015 as 10:00. https://www.academia.edu/4542843/GEST%C3%83O_POR_PROCESSO_ESTUDO_DE_CASO_EM_UMA_EMPRESA_DE_VAREJO_DE_COLCH%C3%95ES
    Visitado em 23/06/2015 as 10:30.
    http://www.scielo.br/pdf/rae/v40n1/v40n1a02.pdf
    Visitado em 23/06/2015 as 18:30.
    http://uniseb.com.br/presencial/revistacientifica/arquivos/3.pdf

    Fernando Anhê

    30/06/2015 em 21:34

  30. INDIE, PROFISSIONAL INDIE
    Indie (da palavra em inglês, Independent), ou Profissional Indie, refere-se ao movimento profissional – especialmente relacionado às mídias digitais e à indústria fonográfica – em que mostrar-se ao mundo de forma a valorizar-se em sua individualidade, ao mesmo tempo que reconhece o valor e a significância dessa individualidade frente a sua participação e a sua colocação dentro das inúmeras coletividades das quais faz parte. Ser um Profissional Indie, ou um Profissional Independente, significa pensar de forma autônoma e tomar decisões baseadas em seus princípios e desejos, enquanto parte de um movimento que repensa e recria o mundo por meio da valorização de uma cultura contemporânea e de um modo de pensar alinhado a esta cultura, caracterizando-se de forma única em todos os aspectos da sua vida, em especial, ser independente do que a cultura mainstream colocam como padrão desejável e de como o sistema econômico se apresenta, procurando qualidade de vida, combatendo rótulos e restrições em geral. Basicamente, no meio Indie, tudo que você precisa são as ferramentas da sua própria mente.

    Neste sentido, duas citações definem bem a atmosfera em que atua o Indie:

    “Não é sobre a sua aparência, é sobre como você pensa. Não é o que você ouve ou veste, é por que você o faz.” – Jac.k, 2009

    “As bibliotecas nos deram poder. Então, nosso trabalho nos libertou” – Manic Street Preachers, in A Design for Life, 1996.

    Carl G. Jung já dizia que “Você é o que você faz, não o que você fala”. A filosofia e a cultura Indie estão cheias de incentivos e motivações para sua individualidade se expressar por meio de suas criações e produções, e isso é perfeito e maravilhoso ao profissional que queira se alinhar com tais conceitos. Mas, a depender de onde e como se apresentar, é necessário, mais do que ser Indie (ou Maker), acreditar no que você faz. Dizer a um estranho que você quer que faça parte da sua cadeia produtiva (seja comprando seu produto ou financiando seus projetos, ou de qualquer outra forma) é um processo bastante importante e delicado.

    Por isso, apresentar-se, e ao seu trabalho, com Convicção é um dos pilares do Profissional Indie. Valorizar a linguagem com que se apresenta – boa gramática e boa comunicação – não têm de significar formalidade, mas dominar a língua na qual nos expressamos é essencial. Mais que isso, estar inserido no mundo, falando mais de um idioma além da sua língua materna, é preemptivo para um Profissional Independente. Também é necessário apresentar-se com uma Boa Imagem e um Bom Design, pessoal e profissional, outro passo essencial para seu trabalho e para dar credibilidade a tudo quanto representa e apresenta ser Indie.

    O Profissional Indie faz parte de uma comunidade de indivíduos unidos em suas mais intrínsecas peculiaridades, no intuito de criar um mundo melhor, em que estão todos aprendendo, cometendo erros e ganhando experiência, o que se dá com o compartilhamento de experiências, conhecimento, conteúdo entre a comunidade e os indivíduos, e com o mundo. O Profissional Indie norteia-se pelos princípios do livre acesso à informação e da valorização de seus conhecimentos, assim, usar licenças de uso de conteúdo no modelo Creative Commons, em geral de permissão livre, faz parte de seu processo de divulgação e trabalho. Mesmo ao compartilhar falhas e problemas, os Indies se ajudam, a toda a sua comunidade a melhorar, e também compartilham o sucesso, pois a informação e a experiência os fazem crescer juntos. Assim, Produzir Conteúdo e bloggar é essencial, bem como estar inserido nas redes sociais e disseminar a livre informação.

    Além disso, quanto ao Profissional Indie, diretamente, é preciso não apenas focar no produto ou nos serviços, ou em seu marketing, e só. O Profissional Indie entende que está lidando com pessoas, com outros indivíduos, que querem ser respeitados e bem tratados. Marcas do Indie e de seu trabalho, de seus produtos e serviços são a Pessoalidade e a Proximidade com o cliente. Há uma crença inerente à atuação da comunidade Indie de que as pessoas precisam de mais que qualidade, precisam de atenção e querem ser ouvidas. A Customização e a Personalização, além do Atendimento Individualizado, são as bases da oferta de produtos e serviços feitas por um profissional independente. Os clientes não deixam de ser clientes, mas diferente da óptica geral do mercado impessoal, eles não são só clientes, eles não deixam de ser pessoas – e pessoas que acreditaram em você, pagaram ou pagarão pelos seus serviços / produtos, e se beneficiaram com isso, portanto, as melhores pessoas para também falar do produto ou do serviço, mas principalmente do profissional. Portanto, outro dos alicerces do trabalho Indie é manter, acima de tudo a Excelência e a Qualidade, bem como o cuidado com o Bom Atendimento, antes, durante e após as vendas ou a prestação de serviços.

    Por fim, ser um profissional Indie tem a ver com expressar-se e saber que o mundo precisa do que você tem a oferecer, e oferecer do jeito certo, sem medo e com convicção. É como ser uma tela em branco e reescrever-se sempre, dentro da arte dos dias. Ser Indie tratar-se de encontrar a própria voz e estar apto a falar. Ser Indie é ficar longe da indústria que se vale de trabalho escravo e de desvalorizar as pessoas e sua individualidade, que não paga suficientemente para seus empregados e fomenta a desigualdade e a fome. Ser Indie é estar em constante aprendizado – por isso, ser Indie tem tudo a ver com Universidades, Academia e Pesquisa Científica e saber que investir em pesquisa e tecnologia é fazer de cada uma das suas produções seus pequenos tesouros. É ir pelo que soa mais natural para sua existência, e ajudar o meio ambiente, adotar a customização e a reciclagem, o artesanato e a produção própria, trocar serviços e produtos. Ser Indie tem a ver com desapegar, vender, doar, tanto objetos que não servem mais, como vivências, momentos e aprendizados que, mesmo não sendo mais úteis para nós mesmos, podem ser úteis para os outros. É militar pelas causas em que acreditamos, e respeitar os outros seres humanos e suas crenças. É fomentar a economia local, criativa, dar valor à etnicidade e transformar nossa visão do mundo em arte.

    O mercado de trabalho envelhece em idade e pensamento dia após dia, e também se torna cada vez mais estático e sedimentado. O espaço para a criatividade existe, mas não na estrutura formal de funcionamento da maior parte das empresas. Por isso ser Indie atrai cada vez mais adeptos e anima profissionais provenientes do mercado formal, ex-empresários e mesmo jovens que querem se colocar no mercado, mas sem ter de se contentar com empregos nos quais estejam apenas para ganhar dinheiro, sem alcançar qualquer tipo de satisfação pessoal ou profissional além do salário e da compensação financeira – e quando muito, nem isso.

    REFERÊNCIAS
    https://en.wikipedia.org/wiki/Indie
    http://gamasutra.com/blogs/ThomasSteinke/20130409/190139/How_to_Make_it_as_a_Professional_Indie_Game_Developer.php
    http://noverse.com/blog/2012/03/presenting-a-professional-indie-image/
    https://en.wikipedia.org/wiki/Independent_business
    https://en.wikipedia.org/wiki/Indie_design
    https://en.wikipedia.org/wiki/Independent_media

    Janaina L. Azevedo

    16/08/2015 em 16:03

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